UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAS E HUMANAS
CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO
Curso: Ciências de Comunicação
Cadeira: História da Comunicação
Delfina Júlia Leonel De Azevedo
Docente:
Cidália Alberto
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Beira, Abril de 2023
Delfina Júlia Leonel de Azevedo
A Historia da Rádio em Moçambique
O presente trabalho da história da Rádio em
Moçambique é requisito necessário para a
conclusão da disciplina de História da
Comunicação do curso de Ciências de
Comunicação, com o tema história da Rádio
em Moçambique, sob orientação da docente:
Cidália Alberto
Universidade Zambeze
Faculdade de Ciências Sócias e Humanidades
Departamento de Letras e Ciências Sócias
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Curso de Ciências de comunicação
Beira, Abril de 2023
Índice
Introdução....................................................................................................................................................4
1. História da Rádio em Moçambique.....................................................................................................5
1.2. Transformações................................................................................................................................6
1.2.1. Características do Rádio...............................................................................................................6
1.2.2. Géneros.........................................................................................................................................7
1.2.3. Tipos de géneros radiofônicos......................................................................................................7
1.2.4. Rádio AM.....................................................................................................................................8
1.2.5. RádioFM.......................................................................................................................................9
1.2.6. Rádio digital................................................................................................................................10
1.2.6.1. Padrões de rádio digital...........................................................................................................11
1.3. Modelo americano – HD Rádio......................................................................................................11
1.3.1. A tecnologia HD Rádio..............................................................................................................12
1.3.2. Vantagens e desvantagens do HD Rádio....................................................................................12
1.4. Modelo europeu–Digital RádioMondiale(DRM)...........................................................................13
1.4.1. Descrição do sistema..................................................................................................................13
Conclusão..................................................................................................................................................15
Referências Bibliográficas........................................................................................................................16
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Introdução
O presente trabalho visa falar sobre “A Historia da Rádio em Moçambique”, destacando os modelos da
Rádio, que é o caso do modelo Europeu e Americano. Efectivamente, compreende-se que, a rádio é um
meiodecomunicaçãomuitoimportanteedereferênciaanívelmundial.EmÁfricaalcançamaispessoasdoquequalq
ueroutromeiodecomunicação.EmMoçambiqueparticularmenteestimaseque75%dapopulaçãodopaíséinforma
doatravés de rádios comunitárias segundo o Instituto de Comunicação Social.
Objectivos
Objectivo Geral
Descrever a Historia da Rádio em Moçambique
Objectivos Específicos
Identificar as fases de transformação da rádio
Exemplificar os modelos radiofónicos implementados em Moçambique
Diferenciar o modelo americano do Europeu
Metodologia do trabalho
Este trabalho foi possível o seu feito através de consulta de manuais que abordam o tema em
questão e os autores foram citados no desenvolvimento e posterior nas referências bibliográficas.
Quanto a estrutura o trabalho obedece a amplitude e complementaridade lógica dos trabalhos
científicos tendo: Parte Introdutória, Desenvolvimento, Conclusão e Referências Bibliográficas
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1. História da Rádio em Moçambique
Efectuou-se a 5 de Junho de 1932, numa das salas do Grémio Náutico, a primeira
reuniãopreparatória para a fundação do queviriaa chamar-seGrémio dosRadiófilos da Colóniade
Moçambique. E os seus estatutos cuidadosamente elaborados receberam a aprovaçãodo Governador-geral,
Sr. Coronel José Cabral e, no ano seguinte, a primeira estação de rádio em Moçambique, chamada Grémio
dos Radiófilos da Colónia de Moçambique, trabalhando na frequência de 6.137 kHz, onda de 48,88m,
começou a emitir em Março de 1933 em Lourenço Marques, actual Maputo, mas suspendeu as emissões
por algum tempo em 1934 por falta de dinheiro. Uma decisão inicial foi contratar um quarteto musical
para preencher a programação. Em1935, deu lugar à transmissão de concertos musicais a partir de um
salão de chá da cidade Em 1938, a estação tinha 17 empregados europeus, a ilustrar a ideia de rádio
orientada para a população portuguesa e inglesa, e não para a africana. Só no final da década de1950 e, em
especial, durante a década de 1960, a estação começou a emitir nas línguas nacionais: ronga, sena,
nhúngue, changane, chuabo e macua.
Em 1948, a rádio instalou-se em um edifício de quatro andares, conhecido como Casa da Rádio,
com escritórios no rés-do-chão e serviços de produção no primeiro e segundo andar. Então, perdi ao nome
Grémio de Radiófilos (1937) para Rádio Clube de Moçambique, a estender-selentamente a todo o país.
Além do centro emissor de Lourenço Marques (actual Maputo), em ondas médias e curtas, a estação
dispunha de emissores regionais de Porto Amélia, Nampula, Quelimane, Dondo,Tete,VilaCabral(actual
Lichinga), Inhambane e Vila Pery (atual Chimoio).
Após o término do período colonial, com a proclamação da independência do país a 25 deJunho de
1975, ano da independência também tido como ano da nacionalização dosórgãos de produção e emissão
radiofónica então existentes em Moçambique, a Rádio Clube de Moçambique perdi ao nome para o actual
Rádio Moçambique (RM). Neste período a rádio era explorada através de quatro organismos distintos, a
Rádio Moçambique, Serviço de Radiodifusão e Cinema Educativo e Informativo, Emissora do Aeroclube
da Beira e a Rádio Pax.
A cobertura da rádio difusão sonora até1970 fazia-se quase exclusivamente em onda curta, tendo-
se intensificado a partir desta data a cobertura em onda média à medida quese foram criando os emissores
regionais. Actualmente, a rádio difusão sonora é exploradaem AM ondas médias (OM) e em FM.
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1.2. Transformações
Desde a primeira transmissão radiofónica no mundo e em Moçambique, até aos dias actuais, o
rádio sempre esteve em constante evolução. Essa evolução da rádio como meio de comunicação está
relacionada ao avanço tecnológico pelas quais passaram os dispositivos de transmissão e consumo de
informação. A seguir é abordado a transformação da rádio desde o AM ate ao rádio digital.
1.2.1. Características do Rádio
Veículo de Comunicação de massa: Através de ondas electromagnéticas, o Rádio atinge um publico
numeroso, anónimo e heterogéneo, características que o promovem a um veiculo de comunicação de
massa.
Publico numeroso (audiência ampla): Atinge uma área enorme, somente limitado pela potência
dos transmissores e pela legislação que determina a frequência, amplitude e potência.
Anónimo: o comunicador não sabe individualmente cada um de seus ouvintes.
Heterogénea; Abrange pessoas de diversas classes socioeconómicas, com anseios e necessidades
diversas
Linguagem Oral: o rádio como emissor, utiliza a linguagem oral. Ele “fala” a mensagem e o receptor
ouve. O ouvinte não precisa ser analfabeto.
Penetração: o rádio não tem fronteiras. Pode estar presente numa cidade do interior caracterizado a sua
face regionalista, ou em pontos mais remotos, de alcance nacional ou do planeta, atravessando oceanos.
(ondas tropicais, ondas curtas, AM e FM, em rede);
Mobilidade
Emissor dos veículos de comunicação de massa, o rádio e o primeiro a informar no local do
acontecimento. Ele e menos complexo tecnologicamente. Receptor , com o advento do transístor, o rádio
ganhou mobilidade surpreendente, estando presente em espaços importantes. A audição radiofónica pode
ocorrer em casa, no carro, no trabalho, no parque, `em todos os lugares, pois o tamanho diminuto, o torna
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facilmente transportável.
Para o radialista, a simplicidade do rádio facilita a dinâmica da programação, e muito mais fácil
substituir uma matéria ou acrescentar algo novo durante uma emissão.
Baixo Custo: pelo preço de mercado, o aparelho receptor de rádio e o mais barato. O baixo custo favorece
a sua aquisição porá grande parte da população.
Imediatismo: devido a facilidade de mobilidade, como dito acima o rádio e mais imediato que os demais
pois divulgado o fato na hora de seu documento e em seu desenrolar
1.2.2. Géneros
Os géneros radiofónicos correspondem a uma classificação mais ampla e geral visando atender às
expectativas dos ouvintes. Enquanto os formatos radiofónicos apresentam um carácter mais restrito da
mensagem produzida pelo rádio e se constituem como modelos que podem incorporar programas
desenvolvidos no interior dos variados tipos de géneros radiofónicos.
No que tange aos estudos sobre os gêneros radiofônicos, a maioria dos teóricos se dedicam apenas à
compreensão dos géneros jornalísticos. Diante disso, faz-se relevante a apresentação da divisão de gêneros
radiofônicos citada por Faus Belau (1973). De acordo com esse autor, os géneros jornalísticos se dividem
em quatro tipos, sendo eles:
Informação: tem como finalidade a notícia e a reportagem com o intuito de manter o ouvinte
informado dos acontecimentos relevantes na sociedade;
Documentação: tem como pretensão emitir informações de cunho cultural, instruir e educar o
ouvinte;
Criação: objectiva conseguir a uma obra de arte dentro do meio;
Entretenimento: busca entreter o ouvinte e servi-lhe de companhia.
1.2.3. Tipos de géneros radiofônicos
Esses tipos de gêneros radiofônicos propostos por Barbosa Filho (2009) englobam alguns formatos
presentes na programação radiofônica, como evidenciamos abaixo:
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Jornalístico: Nota, notícia, boletim, reportagem, entrevista, comentário, editorial, crônica,
radiojornal, debate ou mesa-redonda, programa policial, programa esportivo, documentário
jornalístico e divulgação tecnocientífica.
Educativo-cultural: Programa instrucional, audiobiografia, documentário educativo-cultural,
programa temático.
Entretenimento: Programa musical, programação musical, programa ficcional.
Publicitário: Espote, jingle, testemunhal, peça de promoção.
Propagandístico: Peça radiofônica de acção pública, programas eleitorais, programa religioso.
De Serviço: Notas de utilidade pública, programe-te de serviço, programa de serviço.
Especial: programa Infantil, programa de variedades.
Os gêneros radiofônicos representam a realidade dinâmica da programação do rádio e tem como
funções primordiais, além de actualizar a população sobre os acontecimentos, distrair, ensinar, vender,
mostrar ideias e prestar serviço à comunidade. Tem o jornalismo como uma das suas bases de apoio, a
partir da veiculação de notícias, reportagens, notas, entre outros. Isso evidencia a relação de interacção
entre o rádio e o jornal que se dá “de tal forma que há quem considere o rádio apenas como veículo de
divulgação dos acontecimentos” (Barbosa Filho, 2009, p. 88).
Como lembra Consani (2007), existem várias tipologias para os géneros que circulam no rádio,
havendo, na verdade, um consenso, apenas, para a nomenclatura géneros radiofônicos. Para esse teórico,
por exemplo, os géneros radiofônicos são organizados nos seguintes subgéneros: jornalísticos,
cultural e educativo, publicitários e de entretenimento. Tais subgêneros são “definidos, assim, por sua
finalidade principal, sendo que cada um desses subgêneros comporta outros géneros” (Silva, 2009, p. 91-
92).
É importante ressaltar que os géneros radiofônicos não devem ser vistos como fechados e
estáticos, mas dinâmicos e flexíveis. Pois são construídos a partir das necessidades de comunicação dos
seres humanos. Nessa perspectiva, os gêneros, não só os radiofônicos, devem ser considerados como
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“instituições vivas que evoluem para ajustarem-se às funções próprias das atividades a que servem. E não
só evoluir, também desaparecem e surgem outros novos" (Sanchez Lopez e Pan, 1998, p. 18)
1.2.4. Rádio AM
Desde a invenção da telegrafia sem fio no fim do século XIX, ate aos meados do séculoXX, todo o
processo de comunicação por radiodifusão era feito através da rádio AM. Era aúnica frequência de
radiodifusão a ser explorada no mundo. Devido ao seu largo alcancechegava a lugares onde outros meios
de comunicação como o jornal sequer chegavam.Este longo alcance que o rádio AM possui é dependente
do horário de transmissão e dafaixa de frequência que é dividida emOndas Curtas, Ondas Médias (520 –
1610 kHz, utilizada em Moçambique), Ondas Longas e Ondas Tropicais.
O principal problema sentido em AM esta com a qualidade do sinal. O que acontece é quecom o
crescimento dos grandes centros urbanos, o ruído e interferências na transmissãodo som do AM
aumentaram deteriorando dessa forma a qualidade do sinal. Ademais, a recepção de rádio AM é limitada
por limitações de largura de banda, que restringem aqualidade do áudio e pela interferência de outros co-
canai se transmissões de canais adjacentes. Isso é particularmente problemático durante período nocturno.
Estes inconvenientes da rádio AM conduziram a uma discussão sobre a migração para o rádio FM, que
possui um alcance menor, mas uma maior largura de banda, o que mantém a boa qualidade de som se
comparado ao AM.
1.2.5. Rádio FM
A rádio FM apareceu como uma opção à rádio AM, que apresentava muitos problemas. A Rádio
FM consiste na utilização de rádio difusão mediante modulação em frequência. Inventada em 1933 pelo
engenheiro americano Edwin Armstrong para ser uma solução para ai neficiência e interferências que a
AM apresentava frequentemente, a rádio difusão FM em banda larga é mundialmente utilizada por
fornecer som de melhor fidelidade na transmissão e recepção de rádio.
A modulação em frequência consiste em fazer variar a frequência de uma onda portadora de RF de
forma directamente proporcional aos inala transmitir. Portanto, o sinal recuperado depende da frequência e
não da amplitude e como a maior parte do ruído é baseada na amplitude, o ruído pode ser removido
passando o sinal modulado por um limitador de forma de onda, de forma que apenas as variações de
frequência apareçam. Épossível reduzir ainda mais o ruído aumentando o desvio de frequência. Deste
modo, osefeitos do ruído são minimizados em FM. Consequentemente, também devido a sua maiorlargura
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de banda, a transmissão FM supera em qualidade de som, a transmissão AM.Ademais, A transmissão FM
pode ser usada para transmissão de som estéreo devido ao grande número de bandas laterais.
O início dos serviços de FM na década de 1950 melhorou a largura de banda do áudio e superou as
interferências nocturnas, mas as transmissões foram projectadas para serem recebidas em receptores fixos
com antenas externas
Fonte: ONU 2023
1.2.6. Rádio digital
Os sistemas analógicos AM e FM existentes sofrem de deficiências inerentes e nenhum deles pode
oferecer qualidade de recepção uniforme em toda a área de cobertura. Outro aspecto das transmissões
analógicas AM e FM é o uso ineficiente do espectro, em relação ao que é possível usar com a tecnologia
digital.
Segundo Augustin (2013) a rádio digital é a solução ideal para resolver o problema de escassez de
frequências para a exploração de serviços de radiodifusão, utilizando a tecnologia de compressão
digital. Estas soluçãopossui ainda a vantagem de ordem sociológica de adaptar este meio de
comunicação ao mundo de hoje. Há muitas maneiras pelas quais os sistemas de rádio digital podem
melhorar os sistemas analógicos:
Os sinais digitais são mais robustos que os analógicos e podem ser transmitidoscomsucesso
embaixaspotênciaspara atenderàuma mesmaárea decobertura;
Os sistemas digitais usam modulação multiportadora codificada que oferece uma recepção muito
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melhor em rádios móveis e portáteis;
Técnicas avançadas de compressão digital permitem que baixas taxas de bits sejam usadas com
sucesso, enquanto ainda produzem som com qualidade próxima de CD. Isso torna os sistemas
digitais mais eficientes em termos de espectro;
Fluxode bits digitalpodeser usado para transmitiráudio edados;
A capacidade de dados da rádio digital pode ser usada directamente ou, com alguma modificação,
para outras actividades de transmissão relacionadas, com o rádio na Internet.
Actualmente existem vários padrões de rádio digital terrestre que podem ser classificadosem dois
grandes grupos de acordo com compatibilidade com a rádio difusão analógica actual, em sistemas
compatíveis ou in-bandque são sistemas que podem ser utilizados para a transmissão simultânea de
sinais digitais e analógicos na mesma banda de frequência das actuais estacões AM e FM e, em
sistemas incompatíveis ou out-of-band;
Que requerem um a faixa de frequência exclusiva. No capítulo seguinte são descritos e comparados
os padrões de rádio digital.
Fonte: Wikipedia, 2023
1.2.6.1. Padrões de rádio digital
A União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhece 4 tipos de padrões ou sistemas de rádio
digital, nomeadamente:
HD Rádio;
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Digital Rádio Mondiale(DRM);
Digital Áudio Broadcasting (DAB);
Transmissão Digital de Serviços Integrados, Rádio difusão Sonora Terrestre (ISDB–TSB).
1.3. Modelo americano – HD Rádio
O padrão americano HD Rádio para o rádio digital foi criado nos Estados Unidos pela empresa
norte-americana iBiquity Digital Corporation. Este sistema de rádio difusão foi licenciado pela Comissão
Federal de Comunicações (FCC) para realizar a rádio difusão sonora digital nas faixas de MF e VHF nos
EUA (Das Neves, 2005). A ideia que norteou odesenvolvimento desse sistema é a de que a rádio digital é
uma evolução das actuais rádios. Sendo assim, foi concebido para possibilitar a transmissão simultânea
dos sinais digitais dentro do mesmo canal actualmente ocupado pelo sinal analógico da emissora,
transmitidos nas bandas laterais por meio de subornadoras adicionadas as bandas laterais ao sinal
analógico que devem obedecer a máscaras de transmissão estabelecidas pelo FCC que limitam a potência
digital transmitida relativa ao sinal analógico e aos Sinai sem canais adjacentes (Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia [INMQT],2012).
Na visão de seus autores, isso possibilitaria uma transição de tecnologia suave, istoé, que as
estações de rádio analógicas actuais pudessem migrar para a tecnologia digitalquando lhes
fosse conveniente e sem interromper ou prejudicar a transmissão do modoanalógico,
adequando-se desta forma às possibilidades técnicas e económicas de cada país
(DasNeves,2005).
No modo híbrido, ambos os sinais, o analógico e o digital, convivem dentro do mesmo canal.
1.3.1. A tecnologia HD Rádio
Da mesma forma que os outros sistemas de rádio digital, este sistema usa a modulação COFDM e
tem como ideia levarão ouvinte um som de melhor qualidade, além de possibilitar a inclusão de outras
informações por meio de um fluxo de dados ou mesmo um segundo canal de áudio independente.
Segundo Takashi citado por De Aquino (2007) baseado numa forma de licenciamento proprietária, o
que implica necessidade de pagamento de direitos autorais para seu uso, existem duas versões do HD
Rádio, uma para a faixa de ondas médias, o HD Rádio AM e,outra para a faixa VHF de 88-108MHz,
o HD Rádio FM. Ainda segundo o mesmo autor, ambas adoptam a mesma filosofia, o mesmo
descodificador de áudio e o mesmo processo de modulação, diferindo em alguns detalhes como a
configuração de parâmetros ou aalocação do espectro.
Contudo, a digitalização das transmissões AM ou FM por meio do padrão HD Rádio permite que
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as emissoras do AM passem beneficiar-se de uma qualidade de som similar à oferecida pelas actuais FM, e
estas, por sua vez, passam a terqualidade de CD. Em tese, de acordo com Das Neves (2005), estas duas
versões por usarem a mesma arquitectura e o mesmo codificador de áudio, um receptor HD Rádio A Me
outro HD Rádio FM, ambos digitais, teriam boa parte de seus circuitos em comum para as duas faixas.
1.3.2. Vantagens e desvantagens do HD Rádio
O sistema HD Rádio apresenta um menor custo de implementação e estes de campo indicam que o
HD Rádio tem uma área de cobertura digital comparável à cobertura analógica, mas com uma menor
potência de transmissão e a sua recepção pode ser obtida em áreas onde o serviço analógico é de má
qualidade devido à interferência, tais como ruídos (Augustin, 2013).
Além disso, o sistema introduz aperfeiçoamentos que produzem ganhos inclusive nas transmissões
analógicas durante o período de simulcastinge incorpora uma série de novas funcionalidades aos
receptores de rádio AM e FM, como textos que podem serexibidos em displays. Garante a imunidade
quase total aos problemas típicos de recepção FM; melhora significativamente a cobertura estéreo; fornece
meios eficientes para as emissoras de AM e FM começarem a transição para a rádio difusão digital
(Augustin, 2013).
Em contrapartida, questionamentos estão sendo levantados, sobre tudo nos meios técnicos e
académicos, acerca do sistema americano e, de acordo com De Aquino (2007) existem controvérsias em
relação à adopção do sistema.
1.4. Modelo europeu–Digital RádioMondiale(DRM)
A tecnologia europeia Digital Rádio Mondiale (DRM) é o único sistema de rádio digital padrão
aberto do mundo de rádio difusão sonora digital compatível com a rádio difusão analógica em AM com o
também em FM. O Consórcio DRM é uma organização internacional sem fins lucrativos composta por
radiodifusões, provedores de rede, fabricantes de transmissores e receptores, universidades, associações de
radiodifusões e institutos de pesquisa. Seu objectivo é apoiar e difundir um sistema de radiodifusão digital
apropriado para uso em todas as faixas de frequências até a Banda III VHF. O Consórcio possui 93
membros e 90 financiadores de 39 países envolvidos até Outubro de 2009.
O DRM foi criado em Guangzhou, Chinaem1998, inicialmente como objectivo de digitalização das
bandas de radiodifusão AM até 30MHz. A especificação do sistema DRM para a transmissão abaixo de
30MHz, denominado “DRM30”, foi publicada pela primeiravez pelo ETSI em 2001, seguido de uma
Recomendação ITU definindo a utilização do sistema de rádio difusão sonora digital a nível internacional
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(INMQT,2012).
Entretanto, em 2005 foi tomada a decisão de estender o sistema DRM para operar nasbandas de
transmissão VHF, sendo então esta especificação denominada "DRM+". Odesenvolvimento desta
especificação exigiu trabalho um adicional necessário a fim de definir o novo modo para a transmissão em
VHF, que após refinamento através de ensaios laboratoriais e ensaios de campo, culminou na publicação
da actual e estendida especificação DRM, a ETSIES201980 internacional (INMQT, 2012).
1.4.1. Descrição do sistema
A tecnologia DRM é um padrão aberto, que permite que todos os fabricantes tenhamacesso às
especificações técnicas e possam projectar e fabricar os equipamentos. O DRM foi desenvolvido para
oferecer melhor qualidade de áudio em bandas de rádio difusão AM e FM. O sistema permite um modo
simulcast onde a alocação da banda do serviço digitalcomboa qualidade de áudio é agregada ao lado do
sinal analógicotradicional de modoque as transmissões digitais existentes possam coexistir com as
transmissões analógicas actuais, seja AM ou FM. Este ainda permite que os transmissores analógicos
sejam adaptados para transmissões digitais e analógicas. O sistema pode ocupar uma variedadede
diferentes largurasde banda, dependendo da localização e as frequências em uso. Para a transmissão
abaixo de 30 MHz , ou seja, para o DRM 30 o sistema permite a escolha de uma das seis larguras
espectrais definidas que são 4.5, 5, 9, 10, 18 e 20 kHz, respectivamente. Entretanto, para frequências
acima de 30 MHz, ou seja, para DRM+ a largura de banda definida é de 100kHz (INMQT,2012)
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Conclusão
Após ter-se feito o trabalho conclui-se que, a rádio em Moçambique concernente a sua história
verifica-se que sofreu transacções. Primeiramente, Grémio dos Radiófilos da Colónia de Moçambique e
posteriormente, Rádio Clube de Moçambique, destacando também, alguns modelos adoptados pelos
países, é o caso de modelo americano e europeu que detinham as suas diferenças.
No entanto, foram definidos alguns parâmetros de frequência, e para qualquer valor do parâmetro
de largura de banda do sinal, os parâmetros relacionados à eficiência de transmissão são definidos para
permitir uma troca entre capacidade, isto é, entre a taxa de bits útil e robustez a ruído, multipercurso e
Doppler.
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Referências Bibliográficas
1. Augustin, K.N.K. Da Rádio Analógica À Rádio Digital: Quais as Perspectivas Para a
África Ocidental Francesa. 72f. Dissertação (Mestrado em Informação, Comunicação e
Novos Media) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra.Coimbra, 2013
2. Bakhtin, M. Os gêneros discursivos. In: Estética da Criação Verbal. São Paulo:
Martins Fontes, 1997, 2000.
3. Barbosa FILHO, A. Gêneros radiofônicos: os formatos e os programas em áudio. São
Paulo: Paulinas, 2009.
4. Cabello, A. R. G. Construção do texto radiofônico: o estilo oral-auditivo. Alfa, São
Paulo, v. 39, p. 145-152, 1995.
5. ______. Organização do texto radiofônico: coesão e coerência. Alfa, São Paulo, v.
38, p. 145-154, 1994
6. Das Neves, J.S. Padrões de Transmissão de Rádio Digital. Departamento de
Engenharia deTelecomunicações, Universidade Federal Fluminense.2005
7. Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. (2012). Mediçõesde Campo
do Sistema HD Radio na Faixa de FM em Brasília com a Rádio Comunitária
daAssociaçãodeMoradoresdoRecantodasEmasAREMAS
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