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Agricultura

A agricultura é uma prática econômica essencial que envolve o cultivo de alimentos e matérias-primas, sendo uma das principais áreas da economia brasileira e mundial. Ela se divide em modelos extensivo e intensivo, com diferentes tipos como agricultura familiar e orgânica, e é crucial para a segurança alimentar e desenvolvimento econômico. O Brasil se destaca como um dos maiores produtores de alimentos, enfrentando desafios como desigualdade social e problemas ambientais.
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Agricultura

A agricultura é uma prática econômica essencial que envolve o cultivo de alimentos e matérias-primas, sendo uma das principais áreas da economia brasileira e mundial. Ela se divide em modelos extensivo e intensivo, com diferentes tipos como agricultura familiar e orgânica, e é crucial para a segurança alimentar e desenvolvimento econômico. O Brasil se destaca como um dos maiores produtores de alimentos, enfrentando desafios como desigualdade social e problemas ambientais.
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Agricultura

Agricultura é a prática econômica que envolve a cultivação de alimentos, como o plantio de grãos e a produção de frutas. Essa
é uma das principais áreas econômicas do Brasil.

Parte do setor primário da economia, a agricultura é a atividade de cultivo de espécies vegetais para a obtenção de alimentos e
de matérias-primas.

A agricultura é uma atividade econômica caracterizada pelo plantio e cultivo de alimentos. A fixação da população nômade
contribuiu para a produção alimentar em nível mundial. Atualmente, a atividade agrícola é umas das principais da economia
mundial. Os sistemas agrícolas estão divididos em extensivo e intensivo. Esses modelos são subdivididos em diferentes tipos de
agricultura, como a permacultura e o agronegócio. O Brasil é um dos principais produtores de alimentos de todo o mundo.

Resumo sobre agricultura

 A agricultura é uma prática econômica que se iniciou especialmente em razão da fixação da população humana devido à
necessidade de produção de alimentos.

 O termo agricultura remete ao conjunto de atividades da parte primária da economia que se baseia na cultivação de
plantas.

 Os diferentes tipos de agricultura estão associados aos modelos extensivo e intensivo de produção agrícola. São tipos de
agricultura a agricultura familiar e a agricultura comercial.

 A agricultura é uma atividade de grande importância econômica e estratégica, especialmente no fornecimento de


alimentos.

 O Brasil é um grande produtor mundial de bens primários, como soja, café, laranja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

 O termo agropecuária designa o conjunto de atividades primárias que reúnem o cultivo de alimentos e a criação de
animais.

O que é agricultura?

A agricultura é uma prática econômica que envolve o cultivo de espécies vegetais para a obtenção de alimentos e matérias-
primas. Essa atividade econômica faz parte do setor primário da economia, que compreende as atividades pecuárias e
extrativistas, além da própria agricultura. Essa prática tem grande importância em termos econômicos e estratégicos em nível
mundial.

História da agricultura

A agricultura iniciou-se especialmente em razão da fixação da população humana. A partir do fim do nomadismo, o ser
humano sentiu a necessidade de cultivar seus próprios alimentos de forma fixa, ou seja, ao contrário do processo de coleta que
ocorria nas sociedades nômades. Assim, a partir da fixação humana, houve o crescimento da agricultura.

Essa prática se desenvolveu ao longo da história por meio de processos como a urbanização e a industrialização, que aumentou
a necessidade de acesso aos alimentos e às matérias-primas. Nesse contexto, destaca-se a Revolução Verde, processo de
modernização das atividades agropecuárias que culminou na mecanização do campo e no aumento da produtividade.

A agricultura é, atualmente, um importante componente das atividades primárias da economia, com destaque para países
subdesenvolvidos e emergentes. O crescimento da mecanização do solo, da biotecnologia e do investimento de capitais
aumentou progressivamente a capacidade de plantio e colheita de alimentos, mas resultou em impactos ambientais
significativos.

Qual a importância da agricultura?

A agricultura é uma atividade de grande importância alimentícia, estratégica e econômica. A produção de alimentos é de suma
importância, tanto para o suprimento das sociedades quanto para o fornecimento de matérias-primas. Os países grandes
produtores de alimentos têm um papel de destaque na cadeia mundial de suprimentos, sendo importantes atores em termos
geopolíticos. Esse cenário é ainda mais descartável em um contexto de mudanças climáticas e de recorrentes crises alimentares.

Atualmente, a agricultura é um dos setores mais estratégicos da economia, visto que é fundamental para o desenvolvimento
econômico e social. O setor propicia um grande volume de empregos e impostos, contribuindo para o crescimento da economia
mundial. Ademais, ele também contempla diversas inovações tecnológicas, desde a área de máquinas e equipamentos até a de
biotecnologia, que são significativas para o aumento da produção alimentar.

Agricultura no Brasil

O Brasil é um dos principais produtores agrícolas do mundo. A agricultura no país iniciou-se em larga escala a partir do
processo de colonização do país, por meio de grandes ciclos econômicos, como o da cana-de-açúcar e o do café. Com a
modernização do país houve uma intensa transformação do espaço rural, marcada pela introdução de novas técnicas de cultivo
e pela utilização de máquinas e equipamentos. Ademais, a urbanização e a industrialização brasileira fomentaram a necessidade
do aumento da produtividade no campo brasileiro.

A partir de então, o Brasil destacou-se como um dos principais produtores de alimentos e matérias-primas do planeta. A
agricultura brasileira na atualidade é caracterizada pela ampliação da produtividade, pelo elevado nível de emprego, pelo
avanço da mecanização do solo e pelo grande uso de tecnologias de ponta. Mesmo assim, o país ainda possui diversos
problemas no campo, como a elevada concentração fundiária, a forte desigualdade social e o registro de inúmeros problemas
ambientais. O Brasil é um grande produtor mundial de bens primários, como soja, café, laranja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

Curiosidades sobre a agricultura

 O Brasil é o maior produtor de laranjas do mundo, com destaque para o estado de São Paulo, principal polo de produção
dessa fruta no país.

 A maior parte dos empregos gerados pela agricultura está concentrada no tipo familiar de prática agropecuária.

 O Brasil é o maior exportador de soja de todo o mundo, com destaque para embarques para os países asiáticos, como a
China.

 Os maiores produtores de alimentos em nível mundial são os países Estados Unidos, China, Brasil e Índia.

 O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, com destaque para a exportação de uvas e mangas.

→ Agricultura extensiva
O uso de mão de obra braçal e familiar é uma característica do modelo extensivo de produção.
A agricultura extensiva é caracterizada pela adoção de técnicas tradicionais de cultivo. Esse modelo
está fortemente vinculado à agricultura familiar, de baixa escala, baseada na policultura e praticada
em médias e pequenas propriedades. A agricultura extensiva utiliza menos ferramentas tecnológicas,
emprega menos mão de obra e consome menores investimentos em capital. Por sua vez, os
impactos ambientais gerados por esse modelo agrícola são diminutos.
Agricultura Extensiva
A agricultura extensiva é caracterizada pelo uso de grandes áreas de terra com baixa densidade de
insumos, como fertilizantes e tecnologia, além de uma menor quantidade de mão de obra e
maquinário em comparação com a agricultura intensiva. O foco desse sistema é utilizar vastos
terrenos de forma menos intensiva, permitindo que a produção se desenvolva de maneira mais
natural, com menor interferência humana. O rendimento por hectare é geralmente mais baixo, mas
é compensado pelo grande volume de terra disponível.
Esse tipo de agricultura é frequentemente associado à produção de culturas básicas e à criação de
gado. Na pecuária extensiva, os animais, como bovinos e ovinos, são criados soltos em pastagens
naturais, exigindo pouca alimentação suplementar. Já na produção agrícola, a agricultura extensiva
inclui o cultivo de grãos e pastagens em áreas amplas, muitas vezes em terrenos mais afastados dos
grandes centros urbanos e com menor infraestrutura.
A principal vantagem da agricultura extensiva é o custo reduzido de produção por hectare, já que o
uso de insumos e tecnologias é limitado. No entanto, a produtividade por área é menor, e o tempo
para que as lavouras ou o gado atinjam o ponto de colheita ou abate é mais longo em comparação
com sistemas mais intensivos.
Onde Predomina
A agricultura extensiva predomina em regiões com grandes extensões de terras e baixa densidade
populacional, onde o custo da terra é menor e há espaço suficiente para a prática desse modelo. No
Brasil, é comum nas regiões do Centro-Oeste e Norte, especialmente para a criação de gado de
corte. Países como Austrália, Argentina, Estados Unidos e Rússia também têm vastas áreas onde a
agricultura extensiva é dominante, principalmente em grandes fazendas de criação de gado e
produção de grãos, como milho e soja.
Lucros Médios Anuais
Os lucros na agricultura extensiva variam bastante, dependendo da cultura ou da criação, do
tamanho da área e das condições do mercado. No caso da pecuária extensiva, os lucros são mais
modestos, com rendimentos médios anuais de cerca de R$ 250 a R$ 500 por animal. No entanto,
devido ao grande número de animais por propriedade, o lucro total pode ser significativo.
Já no caso da produção de grãos, como soja ou milho, em sistemas extensivos, o lucro por hectare é
menor do que na agricultura intensiva, girando em torno de R$ 2.000 a R$ 3.500 por hectare,
dependendo do clima e das condições do solo. Apesar de os lucros por área serem mais baixos, a
grande extensão das propriedades permite ganhos consideráveis em termos de volume total de
produção.
Agricultura Intensiva

A agricultura intensiva é um sistema de produção agrícola que busca maximizar a produtividade por
hectare por meio do uso intensivo de insumos, tecnologia e mão de obra qualificada. O foco principal
desse tipo de agricultura é produzir o máximo possível em um espaço relativamente limitado, o que é
feito através de práticas avançadas de manejo do solo, irrigação controlada, adubação frequente,
utilização de defensivos agrícolas e alta mecanização. O resultado é uma produção mais rápida e em
maior escala, com o objetivo de atender a grandes mercados, muitas vezes voltados para exportação.

Na agricultura intensiva, o solo é utilizado de forma contínua, o que exige uma reposição constante de
nutrientes através de fertilizantes. Além disso, técnicas como irrigação por gotejamento, controle
biológico de pragas e o uso de sementes geneticamente modificadas para resistir a condições
climáticas adversas são amplamente empregadas. Isso permite um controle minucioso sobre as
condições de cultivo, otimizando o uso dos recursos naturais e aumentando significativamente a
produtividade.

A pecuária intensiva, onde o gado é criado em confinamento com alimentação controlada e


suplementada, é outro exemplo de agricultura intensiva. Nessa prática, os animais são mantidos em
espaços menores, mas com alta taxa de produtividade devido ao controle da dieta e das condições
sanitárias.

Onde Predomina

A agricultura intensiva predomina em regiões altamente industrializadas e densamente povoadas,


onde há necessidade de maximizar a produção para suprir a demanda. Europa, Estados Unidos,
China e partes do Brasil, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, são exemplos de locais onde a
agricultura intensiva é amplamente praticada. No Brasil, esse modelo é aplicado principalmente em
culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, além da produção de carne bovina e de frango em
sistemas de confinamento.

Lucros Médios Anuais

O lucro médio na agricultura intensiva depende do tipo de cultivo e do nível de tecnologia empregada.
No caso da soja intensiva, os lucros podem variar entre R$ 4.000 a R$ 6.000 por hectare,
dependendo das condições climáticas e do mercado. Na pecuária intensiva, a produção de carne
bovina pode gerar até R$ 500 a R$ 1.500 por animal em sistemas de confinamento, considerando o
ciclo de engorda rápido e controlado.

Em geral, o potencial de lucro da agricultura intensiva é alto, mas também implica em elevados custos
de produção devido ao uso intensivo de insumos e tecnologias. Isso faz com que os resultados
financeiros estejam diretamente ligados à eficiência do manejo e às condições do mercado.
Agricultura Familiar
A agricultura familiar é um tipo de produção agrícola que é desenvolvida por pequenos produtores,
em propriedades de áreas relativamente menores, nas quais o trabalho é realizado
predominantemente pela própria família. Esse modelo tem como objetivo principal a subsistência e
a geração de renda para as famílias envolvidas, mas também desempenha um papel crucial no
abastecimento de mercados locais e regionais.
A agricultura familiar caracteriza-se pelo uso de técnicas tradicionais, combinadas, em alguns casos,
com práticas modernas de cultivo e manejo sustentável, como a agroecologia. Embora o uso de
maquinário pesado e insumos químicos seja menos frequente em comparação com outros modelos,
os pequenos agricultores utilizam tecnologias apropriadas ao tamanho de suas propriedades e aos
recursos disponíveis. A diversidade de culturas é uma característica marcante, com plantios que
variam de alimentos básicos, como milho, feijão, mandioca e arroz, até produtos de valor agregado,
como hortaliças, frutas, café, leite e carnes.
Esse tipo de agricultura também está intimamente relacionado à preservação da biodiversidade e ao
respeito pelo meio ambiente, já que muitos agricultores familiares utilizam práticas mais ecológicas,
como o plantio consorciado e a rotação de culturas. Além disso, a agricultura familiar contribui
significativamente para a segurança alimentar, garantindo o abastecimento de alimentos frescos e
saudáveis para as comunidades locais.
Onde Predomina
A agricultura familiar predomina em diversas regiões do mundo e é um pilar fundamental da
produção agrícola de muitos países. No Brasil, esse modelo é bastante disseminado, especialmente
nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, onde pequenos produtores contribuem substancialmente para
o abastecimento dos mercados internos. Estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e
Bahia têm grande número de agricultores familiares, que cultivam desde grãos e hortaliças até café e
tabaco.
Mundialmente, a agricultura familiar também é muito comum em países como México, Índia, China
e na maioria das nações africanas, onde pequenas propriedades desempenham um papel central na
economia e na produção de alimentos.
Lucros Médios Anuais
Os lucros da agricultura familiar variam amplamente, dependendo do tipo de cultura, do acesso a
mercados, da infraestrutura local e da tecnologia disponível. Em muitos casos, a agricultura familiar
visa a subsistência, com a venda de excedentes para gerar renda. No Brasil, a renda média anual de
uma família agricultora pode variar entre R$ 10.000 e R$ 30.000 por ano, dependendo da produção
e do acesso a políticas públicas de incentivo.
Programas como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) auxiliam os
agricultores familiares com crédito facilitado e incentivos, o que ajuda a melhorar os rendimentos e a
sustentabilidade dessas propriedades. Com apoio adequado e acesso a mercados, muitos
agricultores familiares conseguem aumentar seus lucros e melhorar a qualidade de vida.
→ Agricultura orgânica
A agricultura orgânica é aquela que é praticada sem o uso de aditivos químicos como os chamados agrotóxicos. Esse
tipo de prática agrícola está baseado na ideia de responsabilidade ambiental, logo provoca menos alterações
antrópicas no meio natural e ainda valoriza técnicas tradicionais de produção. O uso racional das fontes de água, o
emprego de adubos orgânicos, como restos de folhas, e a prática da rotação de culturas são típicos da agricultura
orgânica. Esse também é um tipo de agricultura vinculada ao sistema extensivo de produção.
Agricultura Orgânica
A agricultura orgânica é um sistema de produção agrícola que valoriza o equilíbrio ecológico, a sustentabilidade
ambiental e a saúde do solo, das plantas, dos animais e dos seres humanos. O principal objetivo desse tipo de
agricultura é produzir alimentos de alta qualidade, livres de agrotóxicos e fertilizantes químicos, respeitando os ciclos
naturais e promovendo o uso responsável dos recursos naturais.
Na agricultura orgânica, o manejo do solo é realizado através de técnicas como a rotação de culturas, o uso de
adubos orgânicos (como compostagem e esterco animal), e o controle biológico de pragas, que envolve o uso de
predadores naturais em vez de pesticidas químicos. Além disso, a diversidade de cultivos é estimulada, o que favorece
a saúde do solo e reduz o surgimento de doenças e pragas nas plantações. O uso de sementes geneticamente
modificadas (OGMs) é proibido, assim como a utilização de hormônios de crescimento em animais.
Esse tipo de agricultura está intimamente relacionado à busca por um modelo mais sustentável, tanto do ponto de
vista econômico quanto social e ambiental. O foco está em manter a fertilidade do solo a longo prazo e em garantir a
saúde e bem-estar de todas as formas de vida envolvidas no processo produtivo.
Onde Predomina
A agricultura orgânica tem ganhado espaço em todo o mundo, com crescente demanda por alimentos mais saudáveis
e sustentáveis. No Brasil, a prática da agricultura orgânica está em expansão, especialmente em regiões Sul e
Sudeste, onde há maior infraestrutura para comercialização em mercados consumidores exigentes. Estados como São
Paulo, Minas Gerais e Paraná lideram a produção de orgânicos, com uma grande variedade de produtos, incluindo
hortaliças, frutas, café, cereais e produtos derivados de animais, como leite e ovos.
Globalmente, a agricultura orgânica é bastante praticada em países como Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e
Austrália, onde os consumidores estão cada vez mais conscientes da importância de uma alimentação saudável e do
impacto ambiental da produção de alimentos. A Europa, em particular, é um dos maiores mercados para produtos
orgânicos, com uma vasta rede de agricultores certificados.
Lucros Médios Anuais
O mercado de produtos orgânicos tem um valor agregado mais alto do que a agricultura convencional, devido à
crescente demanda por alimentos mais saudáveis e à maior disposição dos consumidores em pagar preços mais
elevados por esses produtos. No Brasil, a agricultura orgânica pode render, em média, de R$ 30.000 a R$ 60.000 por
hectare/ano, dependendo do tipo de produto cultivado e da eficiência da gestão da propriedade.
No mercado internacional, os produtos orgânicos frequentemente alcançam preços de 20% a 100% mais elevados do
que os produtos convencionais, o que pode resultar em lucros substanciais para os agricultores que conseguem
acessar esses mercados premium. Além disso, muitos países e governos incentivam a produção orgânica através de
políticas públicas e subsídios, o que ajuda a melhorar a rentabilidade das pequenas e médias propriedades orgânicas.
→ Agricultura comercial
A agricultura comercial é caracterizada pelo intenso uso de tecnologias no campo, pela mecanização das lavouras,
pelo uso de agroquímicos, pelo emprego em mão de obra qualificada e pelo elevado investimento em capitais. Esse é
um dos tipos de agricultura associada ao modelo agrícola intensivo.
Agricultura Comercial
A agricultura comercial é um sistema de produção agrícola voltado para o mercado, cujo objetivo principal é gerar
lucro através da venda de produtos em grande escala. Ao contrário da agricultura de subsistência, que visa o consumo
próprio, a agricultura comercial busca a produção de excedentes, destinando a maior parte da colheita para a
comercialização nacional e internacional.
Essa modalidade se caracteriza pelo uso intensivo de tecnologia, como máquinas agrícolas, fertilizantes químicos,
agrotóxicos, e técnicas avançadas de manejo do solo e irrigação. A agricultura comercial geralmente envolve grandes
propriedades rurais que se especializam em um ou poucos tipos de cultivo, como soja, milho, trigo, café, ou algodão,
dependendo da região. Essa especialização é uma marca registrada da agricultura comercial, pois facilita a otimização
dos processos produtivos e a maximização dos lucros.
Com o objetivo de aumentar a produtividade, muitos produtores comerciais adotam sementes geneticamente
modificadas, que garantem maior resistência a pragas e maior rendimento. Além disso, o controle de pragas e
doenças é feito através de defensivos químicos, e o manejo da fertilidade do solo é fortemente dependente de
fertilizantes sintéticos.
Onde Predomina
A agricultura comercial predomina em diversas regiões do mundo, especialmente em países com grande extensão
territorial e condições favoráveis para a produção agrícola em larga escala. No Brasil, ela está fortemente presente no
Centro-Oeste, com destaque para estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde predomina o
cultivo de soja, milho e algodão. O Sul do Brasil também é um importante centro da agricultura comercial,
especialmente com a produção de grãos e carnes. Em outras regiões, como o Nordeste, há agricultura comercial
voltada para produtos como frutas tropicais destinadas à exportação.
No cenário global, países como Estados Unidos, Canadá, Argentina e China são grandes produtores agrícolas
comerciais. Os Estados Unidos, por exemplo, são conhecidos pela produção massiva de milho e soja, enquanto a
Argentina se destaca na produção de grãos e carne bovina para exportação. Na Europa, países como França e
Alemanha têm uma agricultura comercial avançada, voltada principalmente para a produção de vinhos, cereais e
produtos lácteos.
Lucros Médios Anuais
Os lucros anuais da agricultura comercial variam amplamente dependendo do tipo de produto cultivado, da região, e
das condições de mercado. No Brasil, a produção de soja, um dos principais produtos da agricultura comercial, pode
gerar uma média de R$ 3.000 a R$ 5.000 por hectare/ano. Já em produtos como o algodão, os lucros podem ser
ainda maiores, alcançando até R$ 10.000 por hectare/ano em algumas regiões. Os altos preços do mercado
internacional e a crescente demanda por commodities agrícolas, especialmente da Ásia, têm contribuído para a
expansão e rentabilidade da agricultura comercial no Brasil e em outros países produtores.
A produção em larga escala e o acesso a mercados externos através da exportação são os principais fatores que
impulsionam os lucros da agricultura comercial. Além disso, muitos agricultores comerciais investem em tecnologia
de ponta para aumentar a eficiência e a produtividade, o que pode impactar diretamente nos rendimentos
financeiros anuais.
→ Agricultura moderna
A agricultura moderna é um sistema produtivo que se destaca pela adoção de tecnologias avançadas
e pelo uso de insumos industriais, como fertilizantes químicos, agrotóxicos, sementes geneticamente
modificadas e maquinário de última geração. Este modelo de produção agrícola tem como principal
objetivo aumentar a produtividade das lavouras e reduzir os custos de produção, otimizando o uso
de recursos naturais e humanos.
Uma das principais características da agricultura moderna é a agricultura de precisão, que envolve o
uso de ferramentas tecnológicas, como sensores, drones e imagens de satélite, para monitorar o solo
e as plantações em tempo real. A partir dessas informações, os agricultores conseguem aplicar
insumos como fertilizantes e defensivos agrícolas de maneira precisa, apenas onde e quando
necessário. Isso resulta em uma produção mais eficiente e com menor impacto ambiental.
Além disso, a biotecnologia desempenha um papel fundamental na agricultura moderna, com o
desenvolvimento de sementes resistentes a pragas, doenças e condições climáticas adversas. Essa
inovação reduz a necessidade de defensivos químicos e melhora a eficiência da produção.
Outro aspecto relevante é o uso de máquinas agrícolas altamente tecnológicas, como colheitadeiras,
plantadeiras e tratores automatizados, que reduzem o tempo e o esforço manual, aumentando a
eficiência e a precisão do trabalho no campo. Com isso, grandes áreas podem ser cultivadas em
menos tempo, o que favorece a produção em larga escala.
Onde Predomina
A agricultura moderna predomina em países que possuem grandes extensões de terras cultiváveis e
infraestrutura tecnológica avançada. Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá e Austrália são
exemplos de nações onde essa prática é amplamente utilizada. No Brasil, por exemplo, essa
modalidade é dominante nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde se cultivam commodities como
soja, milho e algodão.
Lucros Médios Anuais
O lucro da agricultura moderna varia de acordo com o tipo de cultivo, a escala de produção e as
condições do mercado. No Brasil, a produção de soja, que é um dos principais produtos agrícolas,
gera um lucro médio de R$ 3.500 a R$ 4.500 por hectare, dependendo da safra e do custo de
produção. No caso de grandes propriedades, o lucro anual pode ultrapassar R$ 1 milhão,
principalmente em áreas com produção em larga escala e tecnologias bem implementadas.
A agricultura moderna é um tipo de agricultura que se tornou predominante a partir da chamada
Revolução Verde, ocorrida desde o século passado, que possibilitou a transformação do meio rural
em razão da modernização das atividades agropecuárias. A prática moderna da agricultura utiliza
muitas máquinas, equipamentos, insumos e requer um grande investimento em capital financeiro e
mão de obra qualificada. Esse também é um dos tipos de agricultura associada ao modelo agrícola
intensivo.
Agricultura Patronal
A agricultura patronal, também conhecida como agricultura empresarial ou corporativa, é um modelo de produção
agrícola caracterizado pela organização em grande escala e pela utilização de tecnologias avançadas. Nesse sistema,
grandes proprietários de terra ou empresas agropecuárias são responsáveis pela produção e comercialização dos
produtos agrícolas. A gestão é normalmente profissional, com foco em eficiência e maximização dos lucros.
Desenvolvimento da Agricultura Patronal
Esse tipo de agricultura se desenvolve a partir da consolidação de terras e da introdução de práticas modernas de
cultivo. O uso de maquinário sofisticado, sistemas de irrigação avançados, técnicas de cultivo de precisão e
biotecnologia são alguns dos aspectos que permitem uma produção em larga escala. Além disso, a agricultura
patronal frequentemente conta com o apoio de pesquisa e desenvolvimento, como parcerias com universidades e
instituições de pesquisa, o que facilita a adoção de novas técnicas e variedades de culturas.
A estrutura organizacional é frequentemente hierárquica, com gerentes, agrônomos e outros especialistas que
supervisionam as operações diárias. A mão de obra pode ser tanto fixa quanto temporária, dependendo da época da
colheita e da demanda. Essa agricultura é geralmente orientada para o mercado, produzindo para atender às
necessidades de grandes distribuidores e varejistas.
Locais de Predomínio
A agricultura patronal é mais comum em regiões que apresentam condições favoráveis para a produção em larga
escala. No Brasil, por exemplo, o Centro-Oeste, especialmente o Mato Grosso e Goiás, é uma das áreas onde essa
prática é mais predominante, com grande produção de soja, milho e algodão. Outras regiões, como o Sul (com
destaque para o Paraná e Rio Grande do Sul) e partes do Nordeste, também apresentam características patronais,
especialmente na produção de tabaco e frutas.
Internacionalmente, países como os Estados Unidos, Argentina e alguns países da Europa também adotam esse
modelo, sendo conhecidos pela produção de commodities agrícolas em larga escala. A presença de grandes
propriedades rurais e a cultura de exportação são características marcantes nessas regiões.
Média Anual de Lucros
A média anual de lucros na agricultura patronal pode variar bastante, dependendo do tipo de cultivo, das condições
climáticas e do mercado. No Brasil, estima-se que a margem de lucro em grandes propriedades que cultivam soja, por
exemplo, pode ultrapassar os R$ 1.000,00 por hectare, dependendo da eficiência da produção e dos preços de
mercado.
Além disso, a diversificação das culturas e a incorporação de tecnologias de cultivo sustentável podem aumentar
significativamente esses lucros. Entretanto, é importante destacar que, embora os lucros possam ser altos, os riscos
também são consideráveis, pois fatores como variações climáticas, pragas e oscilações de mercado podem impactar a
rentabilidade de forma substancial.
Conclusão
A agricultura patronal representa uma forma de produção agrícola que se destaca pela utilização de tecnologia e
gestão profissional, contribuindo significativamente para a economia rural e nacional. Com sua predominância em
áreas estratégicas e o potencial de lucros elevados, essa prática continua a ser um pilar importante da agricultura
moderna, embora também enfrente desafios relacionados à sustentabilidade e à responsabilidade social.

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