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Nulidade Absoluta vs. Relativa no Direito

O documento discute as diferenças entre nulidade absoluta e relativa no direito processual penal, destacando que a nulidade absoluta ocorre em violação de normas fundamentais e pode ser alegada a qualquer momento, enquanto a nulidade relativa envolve vícios que não comprometem diretamente direitos fundamentais e deve ser alegada na primeira oportunidade. Também são abordados os princípios que regem as nulidades e as hipóteses específicas de cada tipo. O texto enfatiza a importância de garantir um processo justo e a proteção dos direitos dos acusados.

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Nulidade Absoluta vs. Relativa no Direito

O documento discute as diferenças entre nulidade absoluta e relativa no direito processual penal, destacando que a nulidade absoluta ocorre em violação de normas fundamentais e pode ser alegada a qualquer momento, enquanto a nulidade relativa envolve vícios que não comprometem diretamente direitos fundamentais e deve ser alegada na primeira oportunidade. Também são abordados os princípios que regem as nulidades e as hipóteses específicas de cada tipo. O texto enfatiza a importância de garantir um processo justo e a proteção dos direitos dos acusados.

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Escola Paulista de Direito

Ana Flavia Santiago, RA- 2250129

Luiza Carvalho de Freitas, RA- 52506

Professora: Mayra Cardoso

1. Diferencie nulidade absoluta de nulidade relativa.

As diferenças entre nulidade absoluta e nulidade relativa no direito civil são


importantes para compreender a validade dos atos jurídicos e suas
consequências.

Nulidade Absoluta

A nulidade absoluta ocorre quando um ato ou contrato viola normas de ordem


pública ou princípios fundamentais do direito. Esses atos são considerados
inválidos desde a sua origem, ou seja, são nulos de pleno direito.
A nulidade absoluta no direito penal ocorre quando há violação de normas
processuais penais fundamentais ou de princípios constitucionais essenciais que
asseguram o devido processo legal e a ampla defesa.

1.Conceito: Refere-se à invalidade total do ato jurídico, que é considerado nulo


desde a sua formação.

2.Causas:
- Violação de normas imperativas de ordem pública.
- Falta de capacidade absoluta das partes (por exemplo, menores impúberes).
- Objeto ilícito ou impossível.
- Ausência de forma prescrita por lei para validade do ato.

3. Efeitos:
- O ato não produz nenhum efeito jurídico desde o início (ex tunc).
- Pode ser declarado nulo por qualquer interessado, pelo Ministério Público ou
pelo juiz, mesmo de ofício.

4. Ação:
- A nulidade absoluta pode ser alegada a qualquer tempo, sem sujeição a
prazos prescricionais ou decadência.

5. Características:
- Imprescritibilidade: Pode ser arguida a qualquer momento, inclusive de ofício
pelo juiz, durante qualquer fase do processo.
- Intransigibilidade: Não pode ser convalidada ou sanada pela vontade das partes
ou pelo decurso do tempo.
- Interesse Público: Protege direitos e garantias fundamentais, como a
imparcialidade do juiz, a ampla defesa e o contraditório.
Exemplos:
- Sentença proferida por juiz incompetente.
- Falta de citação do réu para responder à acusação.
- Ausência de defesa técnica por advogado.

Nulidade Relativa

A nulidade relativa no direito penal ocorre quando há violação de normas


processuais penais que, embora importantes, não atingem diretamente direitos
ou garantias fundamentais do acusado.

1. Conceito: Refere-se a um ato jurídico que, embora inicialmente válido, contém


vícios que permitem sua anulação.

2. Causas:
- Vícios de consentimento, como erro, dolo, coação, estado de perigo ou lesão.
- Falta de capacidade relativa (por exemplo, menores entre 16 e 18 anos sem
a devida assistência).

3. Efeitos:
- O ato produz efeitos até que seja anulado (ex nunc).
- A anulação deve ser requerida pela parte prejudicada.

4. Ação:
- A nulidade relativa deve ser alegada dentro de prazos específicos, geralmente
decadências (por exemplo, quatro anos, dependendo do vício).

5. Características:
- Prescritibilidade: Deve ser arguida no momento oportuno, sob pena de
preclusão, ou seja, a parte interessada perde o direito de alegar a nulidade se
não o fizer na primeira oportunidade que tiver para se manifestar.
- Transigibilidade: Pode ser convalidada pelo decurso do tempo ou pela vontade
das partes, desde que não haja prejuízo ao acusado.
- Interesse Privado: Protege mais diretamente os interesses da parte
prejudicada, que pode ser o réu ou o Ministério Público.
- Efeitos: O ato ou processo permanece válido até que seja declarado nulo, e a
nulidade só pode ser reconhecida se houver demonstração de prejuízo concreto
à parte interessada.

Exemplos:
- Erro na intimação das partes para a realização de um ato processual.
- Irregularidades na coleta de provas, desde que não causem prejuízo
significativo à defesa.
2. Quais são os princípios que regem as nulidades, explique cada um deles.

No direito penal, os princípios que regem as nulidades são fundamentais para


assegurar a correta aplicação da justiça e proteger os direitos dos acusados.
Esses princípios orientam a anulação de atos processuais que não respeitem as
garantias legais e constitucionais. Aqui estão os principais princípios:

Princípio da Legalidade

No direito penal, este princípio estabelece que somente a lei pode definir quais
são as nulidades e suas consequências. Qualquer nulidade deve ter previsão
expressa na lei.

Princípio do Prejuízo (Pas de nullité sans grief)

Uma nulidade só pode ser declarada se houver demonstração de prejuízo para


uma das partes, especialmente para a defesa do réu. Não basta que haja um
erro processual; é necessário que esse erro tenha causado um dano concreto
aos interesses de uma das partes.

Princípio da Instrumentalidade das Formas

As formas processuais são instrumentos para garantir direitos e alcançar a


justiça. Pequenos erros ou defeitos que não causem prejuízo substancial podem
ser relevados para evitar a anulação de atos processuais que cumpram sua
finalidade essencial.

Princípio da Boa-fé

A boa-fé das partes deve ser sempre considerada. Se um ato processual foi
praticado de boa-fé e não resultou em prejuízo para a parte contrária, a nulidade
pode ser afastada.

Princípio da Convalidação

Determinados atos processuais nulos podem ser convalidados se não forem


impugnados tempestivamente pela parte prejudicada. Isso significa que a parte
deve alegar a nulidade no primeiro momento oportuno, sob pena de preclusão.

Princípio da Fungibilidade

Desde que não haja prejuízo às partes, pode-se admitir a substituição de um ato
processual por outro que, embora realizado de forma diversa da prevista, atinja
os mesmos fins e assegure os mesmos direitos.

Princípio da Competência

Atos praticados por autoridades incompetentes são nulos. Este princípio


assegura que cada ato processual deve ser realizado pela autoridade judicial ou
administrativa devidamente competente.
Princípio da Imparcialidade

A imparcialidade do juiz e dos membros do tribunal é essencial. Qualquer ato


processual realizado por um juiz suspeito ou impedido é nulo, para garantir um
julgamento justo.

Princípio da Contraditório e Ampla Defesa

A nulidade pode ser declarada se houver violação ao direito ao contraditório e à


ampla defesa. Qualquer ato que impeça a parte de se defender adequadamente
pode ser anulado.

Princípio da Economia Processual

Visa evitar a repetição de atos processuais desnecessários. As nulidades devem


ser evitadas sempre que possível, para garantir a eficiência e a celeridade do
processo penal.

Princípio da Publicidade

O processo penal deve ser público, salvo exceções legais. A violação desse
princípio pode causar a nulidade dos atos processuais que ocorreram em sigilo,
sem justificativa legal.

Princípio da Vedação ao Reformatio in Pejus

A nulidade não pode resultar em uma situação mais gravosa para o réu. Se o
ato processual anulado resultar em um novo julgamento, este não pode piorar a
situação do acusado em relação à decisão anterior.

Esses princípios asseguram que o processo penal seja conduzido de maneira


justa, respeitando os direitos dos acusados e garantindo que a justiça seja
efetivamente alcançada.
3. Elenque e explique todas as hipóteses de nulidade absoluta.

No direito processual penal, as hipóteses de nulidade absoluta ocorrem quando


há violações graves de normas processuais fundamentais ou princípios
constitucionais essenciais. Tais violações comprometem a validade do processo
ou do ato processual, resultando em nulidade absoluta. A seguir, são listadas e
explicadas as principais hipóteses de nulidade absoluta:

Incompetência Absoluta do Juiz

Quando o juiz que atua no processo é absolutamente incompetente (material,


funcional ou territorialmente), todos os atos praticados são nulos. Exemplo: um
juiz estadual julgando um crime de competência federal.

Ausência de Defesa Técnica

A ausência de defesa técnica por um advogado, seja pela falta total de


assistência ou por deficiência grave que comprometa a defesa, gera nulidade
absoluta. A Constituição garante ao réu o direito a uma defesa efetiva e técnica.

Falta de Citação do Réu

A citação é o ato pelo qual o réu é formalmente informado da existência da ação


penal contra ele, permitindo-lhe exercer o direito ao contraditório e à ampla
defesa. A falta de citação válida compromete o devido processo legal.

Juiz Suspeito ou Impedido

A atuação de um juiz que tenha motivos de suspeição ou impedimento, conforme


previsto no Código de Processo Penal (CPP), resulta em nulidade absoluta. A
imparcialidade do juiz é um requisito essencial para um julgamento justo.

Violação ao Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa

A falta de oportunidade para o réu exercer o contraditório e a ampla defesa, como


a recusa de produção de provas essenciais ou a omissão de atos processuais
importantes, acarreta nulidade absoluta. Esses princípios são pilares do devido
processo legal.

Ausência de Intervenção do Ministério Público

O Ministério Público é parte indispensável na ação penal pública. Sua ausência


em momentos cruciais do processo penal, como na apresentação da denúncia
ou durante a instrução processual, resulta em nulidade absoluta.

Falta de Intimação do Defensor para Atos Processuais

A não intimação do defensor para atos processuais que exijam sua presença e
intervenção, especialmente em audiências e na fase de instrução, gera nulidade
absoluta, pois compromete o direito de defesa do acusado.
Julgamento Realizado sem a Presença do Réu em Casos não Permitidos

Realizar julgamento à revelia do réu quando a sua presença é obrigatória, como


nos casos em que a lei exige a presença do acusado (e.g., crimes cuja pena
privativa de liberdade seja alta), resulta em nulidade absoluta.

Sentença Condenatória sem Fundamentação

A Constituição Federal exige que todas as decisões judiciais sejam


fundamentadas. Uma sentença condenatória sem a devida fundamentação é
nula de pleno direito, pois viola o princípio da motivação das decisões judiciais.

Prova Obtida por Meio Ilícito

O uso de provas obtidas por meios ilícitos, como tortura ou interceptação


telefônica sem autorização judicial, resulta em nulidade absoluta. A Constituição
proíbe expressamente a utilização dessas provas no processo penal.

Coação Moral ou Física do Réu

A obtenção de confissões ou declarações mediante coação moral ou física


invalida o ato, pois contraria os princípios constitucionais da dignidade da pessoa
humana e da liberdade de defesa.

Falta de Intervenção do Curador nos Casos de Réu Absolutamente Incapaz

Nos casos em que o réu é absolutamente incapaz (por exemplo, menor de 18


anos ou pessoa interditada), a ausência de um curador para representá-lo em
todos os atos processuais gera nulidade absoluta.

Resumo

Estas hipóteses de nulidade absoluta no direito processual penal refletem a


gravidade das violações de direitos fundamentais e a necessidade de assegurar
um processo justo e imparcial, em conformidade com os princípios
constitucionais. A nulidade absoluta visa proteger a integridade do processo
penal e garantir que a justiça seja efetivamente alcançada.
4. Elenque e explique todas as hipóteses de nulidade relativa.

No direito processual penal, as nulidades relativas ocorrem quando há violação


de normas processuais que, embora importantes, não comprometem
diretamente direitos ou garantias fundamentais do acusado, desde que não
causem prejuízo significativo à parte interessada. A seguir, são listadas e
explicadas as principais hipóteses de nulidade relativa:

Erro na Intimação das Partes

A intimação é o ato processual que informa as partes sobre os atos do processo.


Se houver um erro na intimação, mas não causar prejuízo significativo à parte
interessada, trata-se de nulidade relativa. Por exemplo, se a intimação for
enviada para o endereço errado, mas a parte ainda assim tomar conhecimento
do ato a tempo de se manifestar.

Falta de Intimação de Advogado para Atos Processuais Secundários

A falta de intimação do advogado do réu para atos processuais que não sejam
essenciais, como audiências de menor relevância, constitui nulidade relativa,
desde que não haja prejuízo para a defesa.

Ausência de Publicidade dos Atos Processuais

A ausência de publicidade dos atos processuais, que não comprometa a ampla


defesa e o contraditório, pode ser considerada nulidade relativa. Por exemplo,
uma audiência que não foi divulgada adequadamente, mas à qual todas as
partes compareceram e se manifestaram.

Irregularidades na Coleta de Provas

Irregularidades formais na coleta de provas, como a ausência de assinatura de


uma testemunha, constituem nulidade relativa, desde que a irregularidade não
comprometa a veracidade e a integridade da prova e não cause prejuízo à
defesa.

Violação de Formalidades na Nomeação de Peritos

A violação de formalidades na nomeação de peritos, como a falta de juramento,


é considerada nulidade relativa, desde que não comprometa a imparcialidade e
a qualificação do perito e não cause prejuízo à parte interessada.

Deficiência na Motivação de Decisões Interlocutória

A deficiência na motivação de decisões interlocutória (decisões que não põem


fim ao processo) pode ser considerada nulidade relativa, desde que a parte
interessada possa compreender a decisão e não haja prejuízo significativo para
a sua defesa.
Falta de Intervenção do Assistente de Acusação

A falta de intervenção do assistente de acusação em atos processuais que não


sejam essenciais para a acusação principal constitui nulidade relativa. A
presença do assistente de acusação é secundária e sua ausência não
compromete diretamente o direito de defesa do réu.

Irregularidades na Audiência de Instrução e Julgamento

Irregularidades formais na condução da audiência de instrução e julgamento,


como a inversão na ordem de oitiva das testemunhas, podem ser consideradas
nulidade relativa, desde que não causem prejuízo à defesa ou à acusação.

Não Observância de Prazos Processuais

O não cumprimento de prazos processuais, como o prazo para oferecimento de


alegações finais, pode ser considerado nulidade relativa, desde que a parte
prejudicada tenha tido tempo suficiente para exercer seus direitos e não haja
prejuízo significativo.

Irregularidades na Intimação do Acusado Solto

A intimação do acusado que está solto, quando realizada de forma irregular,


pode ser considerada nulidade relativa, desde que ele tenha tomado
conhecimento do ato a tempo de exercer seus direitos e não haja prejuízo.

Falta de Intervenção do Réu Menor Infrator

A falta de intervenção adequada de um responsável legal ou curador em atos


processuais envolvendo menor infrator pode ser considerada nulidade relativa,
desde que não comprometa significativamente os direitos de defesa do menor.

Resumo

As nulidades relativas no direito processual penal se caracterizam por violações


de normas que, embora importantes, não comprometem de forma direta os
direitos e garantias fundamentais, desde que não causem prejuízo significativo
à parte interessada. A parte prejudicada deve alegar a nulidade relativa no
momento oportuno, sob pena de preclusão, e demonstrar o prejuízo causado
pela irregularidade para que a nulidade seja reconhecida.
5. Qual momento processual que deve ser alegada a nulidade absoluta? E
a relativa?

No direito processual penal, o momento para alegar nulidades, tanto absolutas


quanto relativas, é crucial e varia de acordo com o tipo de nulidade.

Nulidade Absoluta

Momento para Alegação:

A qualquer tempo e grau de jurisdição: As nulidades absolutas podem ser


alegadas a qualquer momento, inclusive de ofício pelo juiz, independentemente
da fase do processo. Podem ser reconhecidas mesmo após o trânsito em julgado
da sentença, durante a execução penal ou em sede de revisão criminal.

As nulidades absolutas decorrem de violações de normas processuais


fundamentais ou princípios constitucionais essenciais, que comprometem
gravemente a validade do processo ou do ato processual. Por isso, podem ser
arguidas a qualquer tempo, não se sujeitando à preclusão.

Nulidade Relativa

Momento para Alegação:

Primeira oportunidade: As nulidades relativas devem ser alegadas pela parte


interessada na primeira oportunidade que esta tiver para se manifestar nos
autos, sob pena de preclusão. Isso pode ocorrer durante a fase de instrução, nas
alegações finais, ou até em sede de recursos, desde que a nulidade tenha
surgido ou sido conhecida somente após esses momentos.

As nulidades relativas decorrem de violações de normas processuais


importantes, mas que não comprometem diretamente os direitos ou garantias
fundamentais do acusado. A sua alegação tempestiva visa assegurar a
celeridade e a eficiência processual, evitando a eternização dos processos
penais.

Exemplos Práticos

Nulidade Absoluta:
- Falta de citação válida do réu: Pode ser alegada a qualquer tempo, inclusive
pelo juiz de ofício, pois compromete o direito fundamental de defesa.
- Prova obtida por meio ilícito: Pode ser arguida a qualquer momento, uma vez
que a Constituição veda expressamente o uso de provas ilícitas.

Nulidade Relativa:
- Erro na intimação de uma audiência: Deve ser alegada na primeira
oportunidade após a parte tomar conhecimento do erro, como nas alegações
finais ou em recurso imediato.
- Irregularidade na coleta de uma prova testemunhal: A parte interessada deve
alegar a nulidade na primeira oportunidade após a coleta da prova ou na fase de
instrução, antes do julgamento.

Esse tratamento distinto busca equilibrar a proteção dos direitos fundamentais e


a eficiência e celeridade do processo penal, assegurando que violações graves
possam ser corrigidas a qualquer momento, enquanto irregularidades menores
sejam sanadas rapidamente para evitar a perpetuação dos litígios.

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