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Erosão do Senso Crítico na Era Digital

O documento discute a erosão do senso crítico na era digital, destacando como a distração e a superficialidade das interações online afetam a consciência histórica e a capacidade de reflexão dos indivíduos. A Revolução das Tecnologias de Informação e Comunicação e a globalização são apresentadas como fatores que intensificam essa dinâmica, levando a uma desconexão emocional e a uma dependência das redes sociais. O texto enfatiza a importância de resgatar o pensamento crítico e promover uma relação mais saudável com a tecnologia para enfrentar os desafios contemporâneos.

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Tópicos abordados

  • informação superficial,
  • jovens,
  • desintoxicação tecnológica,
  • distração,
  • redes sociais,
  • vigilância,
  • cultura de likes,
  • globalização,
  • reflexão crítica,
  • desinformação
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Erosão do Senso Crítico na Era Digital

O documento discute a erosão do senso crítico na era digital, destacando como a distração e a superficialidade das interações online afetam a consciência histórica e a capacidade de reflexão dos indivíduos. A Revolução das Tecnologias de Informação e Comunicação e a globalização são apresentadas como fatores que intensificam essa dinâmica, levando a uma desconexão emocional e a uma dependência das redes sociais. O texto enfatiza a importância de resgatar o pensamento crítico e promover uma relação mais saudável com a tecnologia para enfrentar os desafios contemporâneos.

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Tópicos abordados

  • informação superficial,
  • jovens,
  • desintoxicação tecnológica,
  • distração,
  • redes sociais,
  • vigilância,
  • cultura de likes,
  • globalização,
  • reflexão crítica,
  • desinformação

VIII SEMINÁRIO DE INCENTIVO Á PESQUISA- SEMIP

INSTITUTO EDUCACIONAL MENINO JESUS – IEMJ

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DO FUNDAMENTAL II

COSTA, Carlos Henrique Pereira;

OLINDA, Carlos Algusto Almeida de;

SOUSA, Fabricyo Emanoel de;

VIEGAS, Kelvin Roberto Nogueira;

FERREIRA, Pedro Felipe Pinto;

MAIA, Luiz Miguel Luz;

PEREIRA, Pedro Vitor Ferreira Lima;

A Consciência Histórica em Tempos de Distração: A Erosão do Senso Crítico na Era


Digital.ABSTRACT

RESUMO

INTRODUÇÃO

Não é novidade que, na contemporaneidade, o mundo se encontra imerso em um


estado de distração e alienação. As pessoas, frequentemente envolvidas em um turbilhão de
informações e estímulos constantes, parecem distantes de suas próprias realidades. Essa
incessante busca por entretenimento e a sobrecarga de conteúdos digitais têm contribuído
para uma desconexão não apenas com o mundo ao nosso redor, mas também consigo

1
mesmas. Nesse cenário, torna-se cada vez mais desafiador encontrar momentos de reflexão
e autenticidade em meio à superficialidade que permeia a vida cotidiana.

Muitos fatores contribuem para essa realidade, alguns dos quais são ocasionados de
maneira direta ou indireta. Entre eles, destacam-se as redes sociais, os vídeos curtos que
operam como verdadeiros ladrões de atenção e tempo, conteúdos superficiais no YouTube e
uma infinidade de outros elementos que levam o indivíduo a vivenciar um incessante ciclo
de dopamina barata. Esse estado resulta em uma espécie de apatia e conformismo, como se
a pessoa estivesse se tornando cada vez mais dócil e submissa, perdendo gradualmente seu
senso crítico e se tornando obsoleta diante dos avanços tecnológicos.

Nesse contexto, é alarmante observar como essa dinâmica pode levar à


desvalorização do pensamento crítico e à incapacidade de questionar as informações que
nos cercam. A superficialidade das interações digitais parece anestesiar a mente, tornando-a
menos capaz de refletir sobre questões profundas e relevantes da vida contemporânea. É
fundamental resgatar a capacidade de análise e reflexão, promovendo uma relação mais
saudável com as tecnologias que nos rodeiam.

Essa realidade está se consolidando com vigor nos dias atuais ,no entanto, é um
fenômeno que começou a se desenhar antes do presente e que vem se intensificando ao
longo do tempo. Refiro-me ao advento da Terceira Revolução Industrial, um marco
histórico que transformou profundamente as estruturas sociais, econômicas e tecnológicas
da sociedade contemporânea. Esse processo não apenas introduziu inovações tecnológicas,
como computadores e a internet, mas também alterou de maneira significativa as
dinâmicas de trabalho e comunicação. A crescente digitalização e a automação de tarefas
têm gerado uma nova era de interações humanas, onde o acesso à informação é
instantâneo, mas paradoxalmente, pode levar a uma desconexão emocional e a um
empobrecimento das relações interpessoais. Assim, é essencial refletir sobre as
implicações dessa revolução em nossas vidas cotidianas e buscar um equilíbrio que
favoreça tanto o progresso tecnológico quanto o desenvolvimento humano integral. Com
o advento da Era Digital veio a Globalização , que segundo (Giddens,1990) : ‘A
globalização é a intensificação das relações sociais que ligam locais distantes de tal forma
que eventos ocorridos em um lugar são moldados por acontecimentos que ocorrem em
2
outro.’ Essa citação capta bem a essência da globalização, enfatizando como as
interconexões entre diferentes partes do mundo impactam nossas vidas de maneira direta e
indireta. Podemos considerar e estabelecer uma relação entre os pensamentos do sociólogo
Anthony Giddens e os de Gilles Deleuze, um filósofo francês que se destacou por sua
abordagem inovadora e não ortodoxa da filosofia. Em sua obra 'Conversações com
Deleuze', ele menciona um conceito denominado 'Sociedades de Controle’. Ele afirma que:

As minorias e as maiorias não se distinguem pelo número. Uma minoria pode ser mais
numerosa que uma maioria. O que define a maioria é um modelo ao qual é preciso estar conforme
por exemplo, o europeu médio adulto macho habitante das cidades... Ao passo que uma minoria não
tem modelo, é um devir, um processo. Pode-se dizer que a maioria não é ninguém. Todo mundo, sob
um ou outro aspecto, está tomado por um devir minoritário que o arrastaria por caminhos
desconhecidos caso consentisse em segui-lo. Quando uma minoria cria para si modelos, é porque
quer tornar-se majoritária, e sem dúvida isso é inevitável para sua sobrevivência ou salvação (por
exemplo, ter um Estado, ser reconhecido, impor seus direitos).” Gilles

Deleuze:Conversações,2008,p.214

A minha consideração referente a citação acima é que a sociedade de


controle é de certa forma menos numerosa do que a massa, todavia são as que comandam
nós em praticamente todos os parâmetros ,pois aqui vemos que a maioria é arrastada de
maneira em que a interceptação desse sequestro é as vezes inviável, pois nem mesmo
sabemos o que nos consome , estamos tomados por uma minoria que governa a maioria de
modo que somos “nerfados” na ideia , no ato de gerar pensamentos próprios , logo
podemos dizer de certa forma que estamos ficando ocos de pensamentos/censo
critico/consciência histórica ,dentre muitas outras qualidades essenciais para uma vida
correta e sincera com a verdade. Como então podemos estabelecer conexões entre tais
pensamentos? A resposta é simples: o fenômeno da globalização em massa, abrangendo
aspectos como transporte, comunicação, economia e outros, proporciona um acesso
facilitado aos anseios da Sociedade de Controle. Nesse contexto, a vontade do indivíduo
uma vez definida, seja para disseminar uma ideia ou para obliterar ,torna-se amplamente
viabilizada pelas redes sociais. (Gilles,2008) aponta que:

3
Em seu livro sobre Foucault e também na entrevista televisiva ao Institut National de
l'Audio visuel (I.N.A.), você propõe aprofundar o estudo de três práticas do poder: o Soberano, o
Disciplinar, e sobretudo o de Controle sobre a "comunicação", que hoje está em vias de tornar-se
hegemónico. Por um lado, este último cenário remete à mais alta perfeição da dominação, que toca
tanto a fala como a imaginação, mas por outro lado, nunca tanto quanto hoje todos os homens, todas as
minorias, todas as singularidades foram potencialmente capazes de retomar a palavra, e, com ela, um

grau mais alto de liberdade. Gilles Deleuze:Conversações,2008,p.215

Os meios de comunicação são um dos fatores primordiais para que o sujeito comum
seja tomado pelos desejos da sociedade de controle. Como já citado antes ,eles querem
enfraquecer o nosso pensamento e por meio da comunicação que hoje em dia o que mais a
representa são as redes sociais isso si torna mais que viável e já é de certa forma realidade ,
eles fazem isso com louvor ,pois ‘matam três coelhos em uma cajadada só’ e

eles são: Erosão do pensamento, capitalização do nosso tempo “livre” e o ato da fala
com a ideia do “conceito padronizado”/massa alienada. Rosangela Schoenardie
enfatiza:‘somos todos marionetes, a diferença é que alguns enxergam suas cordas.’

REVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E


COMUNICAÇÃO.

A Revolução das Tecnologias de Informação e Comunicação, também conhecida


como Terceira Revolução Industrial, representa um marco fundamental na história
4
contemporânea. Este movimento não apenas transformou radicalmente a forma como nos
comunicamos e interagimos, mas também serve como um ponto de partida crucial para a
nossa análise central. Compreender essa revolução é essencial, pois não apenas enriquece o
nosso conhecimento sobre as dinâmicas sociais e econômicas atuais, mas também oferece
uma base sólida para aprofundar a compreensão da nossa tese.

A Terceira Revolução Industrial é um período onde as tecnologias referentes a


comunicação são as que mais se sobrepõem na questão de desenvolvimento, destacando
que ela é um processo de transformação tecnológica, econômica e social. A ideia , ou
melhor, o conceito teve como principal teórico Jeremy Rifkin , economista e escritor
norte-americano conhecido por suas teorias sobre economia sustentável e o impacto das
novas tecnologias na sociedade, sabendo disso , temos em mente que ele é o percusor de
toda essa linha de pensamento , como ele aponta em sua obra 'The Third Industrial
Revolution: How Lateral Power Is Transforming Energy, the Economy, and the
World2012': A Terceira Revolução Industrial é caracterizada pelo surgimento de uma nova
convergência de tecnologias de comunicação e fontes de energia renovável, o que está
promovendo uma transformação significativa na economia global e remodelando a
estrutura da vida cotidiana. Com esse conceituando em órbita das características podemos
observa um dos marcos principais para o surgimento das redes sociais foi a Terceira
Revolução Industrial , sendo assim é um processo que vem se alongando perante o passa
do tempo que ainda estamos vivendo , por isso é necessário sermos cautelosos diante as
novidades da tecnologia contemporânea , pois (Theodore Kaczynski,1996) salienta que o
avanço rápido da tecnologia tem gerado diversas ameaças à liberdade em múltiplos
aspectos, como nas grandes concentrações humanas, normas e regulações, além da
crescente dependência das pessoas em relação a grandes organizações. Isso inclui o uso de
propaganda e técnicas psicológicas, engenharia genética e a invasão da privacidade por
dispositivos de vigilância e computadores. Enfrentar qualquer uma dessas ameaças
isoladamente exige diferentes lutas sociais, o que acaba por desanimar aqueles que
desejam proteger a liberdade, dado o número surpreendente de desafios e a velocidade com
que surgem. A luta contra cada ameaça separadamente seria ineficaz, sendo necessário
combater o sistema tecnológico como um todo, em uma abordagem revolucionária, e não
reformista. Portanto é sempre bom abraçarmos as novidades tecnológicas contemporâneas,
mas com devida cautela e ao longo do presente artigo entenderá melhor.

5
GLOBALIZAÇÃO

O advento da globalização tornou-se viável graças à Revolução das Tecnologias da


Informação e Comunicação, portanto é uma consequência direta desse marco tecnológico. A
globalização, impulsionada pela interconectividade proporcionada por essas inovações,
permanece uma realidade profundamente presente e atuante nos dias atuais, moldando de
maneira significativa as relações econômicas, sociais e culturais em escala global. O acesso
instantâneo a informações e a capacidade de comunicação em tempo real têm, assim,
fortalecido as interações entre nações, empresas e indivíduos, transformando o mundo em
uma rede cada vez mais interdependente, com Anthony Giddens sendo o principal pensador
do conceito e a apresentando-a no livro ‘The Consequences of Modernity-1990’ ele afirma
que as principais características da globalização são: interconexão global, densificação das
relações sociais, compressão do tempo e espaço , globalização culturalmudanças na
identidade e na política, riscos e incertezas globais, governança global, economia global.

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2.DESENVOLVIMENTO

Diante de tantos eventos históricos de vasta magnitude, relevância inquestionável e


impacto transformador, torna-se praticamente inconcebível que não ocorram mudanças
profundas, seja no âmbito econômico, social ou até mesmo ambiental. Como sugere Gilles
Deleuze, as sociedades de controle, enraizadas no contexto capitalista, estão intimamente
entrelaçadas com esse processo de transformação. Muitas vezes, porém, somos incapazes de
perceber sua influência, ou pior, desconsideramos sua importância, subestimando-as como
se fossem ocorrências de pouca relevância.

A seguir, aprofundaremos a compreensão do surgimento das redes sociais e


explicaremos alguns de seus mecanismos para captar a atenção do indivíduo analisando a
teoria do capitalismo informacional de Manuel Castells e a crítica de Herbert Marcuse ao
homem unidimensional. Além de explorar esses conceitos filosóficos e sociológicos,
abordaremos também a interação do corpo humano com as redes digitais e o estado de
dependência tecnológica. Iremos investigar as causas desse vício, os mecanismos por trás
dele, e as consequências a longo prazo que ele acarreta. Após examinarmos os malefícios
físicos e cognitivos resultantes do uso excessivo e descontrolado de tecnologias,
especialmente de redes sociais como TikTok, Instagram, entre outras, apresentaremos os
conceitos de consciência histórica e senso crítico. Discutiremos sua importância
fundamental na sociedade contemporânea e as graves consequências que a ausência dessas
faculdades pode trazer para o indivíduo e para o coletivo.

ERA DIGITAL SURGIMENTO DAS REDES

As origens da era digital se dão por volta do século XX sendo marcada por
pequenos e grandes avanços na tecnologia de computação e comunicação .

A evolução da internet foi por volta dos anos (1960-1962) com o projeto de
pesquisa dos EUA Arpanet criada pela darpa que possibilitou a evolução da rede de
comunicação militar e acadêmica para a internet comercial na década de 90 fazendo com
que fosse público o acesso em geral assim como os emails e os weblogguers já em 97 veio

7
o surgimento do six degrees que se encaixaria bem as redes sociais de hoje em dia que
falou por que veio cedo de mais .Agora como foi o impacto da internet ? O impacto da
internet foi um marco crucial na era digital, por exemplo ela proporciona o acesso infinito
de informações como por exemplo Google .

GOOGLE

O Google é uma plataforma que foi criada em 1997 por Sargey Brin e Larry page
desde sua criação o munda das pesquisas teve um grande avanço nessa plataforma é
possível encontrar datas e acontecimentos históricos endereços notícias em tempo real
assim como sites de pesquisa e artigos e livros virtuais a sua primeira versão era chamada
de backrub e tinha uma página chamada page rank esse sistema tinha a capacidade de ter a
relevância em encontrar web sites o nome Google veio a surgir depois de muito tempo o
nome Google que vemos hoje em dia só foi criado em 97 e foi usado como uma
ferramenta de capital para os estados unidos já em 99 a plataforma tentou ser vendida
pelos alunos mas eles não esperavam que aquela plataforma ia crescer tanto no seu
primeiro investimento ele recebeu 100 mil dólares da empresa Sun microsystem e teve
seus primeiros testes em gmail em 2004 já em 2005 o Google compra a Android por 50
milhões de dólares em 2017 o Google lança a plataforma chamada Google drive e em
2018 ele completa 20 anos do seu lançamento desde sua criação essa plataforma tem uma
distribuição de informações muito grande fazendo com que as pessoas dessa geração
fiquem mais informadas gerando assim seres de mais informações e senso crítico sendo
assim uma evolução mais evoluída e mais informada mas isso ainda não chegou ao fim
pois o Google ainda quer crescer mais e aumentar a evolução tecnologica do mundo

ERA DIGITAL E A SOCIEDADE

De acordo com meus estudos cheguei a conclusão uniforme que a era digital na
sociedade proporcionou mudanças profundas afetando os aspectos da vida cotidiana
principalmente com a criação de redes sociais como Instagram e Facebook dois aplicativos
de rede sociais que possibilitam o entretenimento e a troca de mensagens no cotidiano com
o avanço da tecnologia podemos perceber que os seres ou indivíduos que nascem nessa
geração tecnologica já nascem com uma capacidade maior para pensar pois desde que
nascem já são rodeados por informações ou plataformas que divulgam essas informações

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essas pessoas ou indivíduos conseguem formular muito bem suas respostas ou falas e
também tendo um senso crítico muito maior do que os outros e uma capacidade de
conversa inacreditável apenas pesquisando em sites ou redes de internet e também outra
coisas que ajuda muito na m formulação de pensamento desses indivíduos na sociedade é
o acúmulo de informações em um único lugar por exemplo uma pessoa que lê muito essa
pessoa já vai ter uma facilidade e uma capacidade imensa de representar ou falar algo sem
ter a menor vergonha já pessoas que lêem pouco sentem uma certa dificuldade naquilo .

INSTAGRAM

O Instagram fundado pelo americano Kevin systrom e pelo brasileiro paulista Mike
Krieger os dois tiveram uma ideia da criação de uma rede de compartilhamento de fotos
porem com sua ideia de ter a geo localização, a possibilidade de realização do check in e
também com os planos de seus usuários criar planos para o final de semana um aplicativo
até então considerado bastante complexo porém os primeiros usuário daquela plataforma
acabaram tendo um comportamento bem específico por que eles estavam compartilhando
fotos que eles tiravam com seus próprios celulares foi então que daí Kevin teve a grande
ideia de mudar a plataforma abandonando suas primeiras personalidade e tiveram um
grande foco apenas no compartilhamento de fotos e foi em outubro de 2010 se tornou o
Instagram e em apenas tres meses a plataforma conseguiu obter um milhão de downloads
então foi nesse momento que um novo mercado começou a surgir e as pessoas começaram
a usar de maneira inacreditável aquele aplicativo um aplicativo disponível apenas para
iPhone em abriu de 2002 ele passou a ser distribuído na plataforma Android meses depois
ele começou a ser distribuído na windows .

FACEBOOK

Fundado por Mark Zuckerberg o nome do serviço decorre o nome coloquial para
o livro dado aos alunos no início do ano letivo por algumas administrações universitárias
nos Estados Unidos para ajudar os alunos a uns aos outros .

O Facebook permite que qualquer usuário que declare ter pelo menos 13 anos
possa se tornar um usuário registrado do site em 04 de outubro de 2012 o Facebook
atingiu a marca de um bilhão de usuários ativos sendo por isso a maior rede social em todo

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mundo em média de 316.455 pessoas se cadastram por dia desde sua criação em 4 de
fevereiro de 2004. Em 2010 Forbes foi classificado como o mais jovem bilionário do
mundo com base em sua participação de 7,6% no Facebook,que vai se tornar líquido após
antecipar a empresa IPO.

Os usuários devem se registrar antes de utilizar o site , após isso podem criar um
perfil pessoal adicionar outros usuários como amigos trocar mensagem incluindo
notificações automáticas quando atualizarem seus perfis além disso tudo as pessoas podem
fazer partes de grupos de seus interesses e caracterizar seus amigos em listas de trabalho
ou amigos íntimos .

FATOR BIOLÓGICO

O uso contínuo de redes sociais afeta significativamente o nosso sistema de


recompensa, principalmente o circuito dopaminérgico, que regula as sensações de prazer,
motivação e reforço comportamental. Segundo a psiquiatra Anna Lembke, autora de
Dopamine Nation, a interação digital altera profundamente a liberação de dopamina,
gerando um ciclo vicioso de gratificação instantânea que interfere tanto na produtividade
quanto na capacidade de desenvolver um pensamento crítico. A dopamina, de acordo com
Lembke, é fundamental para a nossa capacidade de sentir prazer e motivação, e a exposição
constante às redes sociais, com seus mecanismos de recompensas rápidas e interações
superficiais, pode comprometer esses processos. "A dopamina é fundamental para a nossa
capacidade de sentir prazer e motivação", escreve Lembke (2021), destacando que a busca
incessante por validação online reflete um ciclo de comportamento que espelha, em muitos
aspectos, os vícios em substâncias químicas. Além disso, o ambiente digital, repleto de
estímulos projetados para capturar a atenção do usuário, compromete a capacidade de
concentração e realização de tarefas prolongadas e complexas.

Em seu livro The Distracted Mind, Adam Gazzaley e Larry D. Rosen investigam
como as constantes interrupções causadas por notificações fragmentam a capacidade de

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foco, reduzindo a eficiência no desempenho de atividades cotidianas. Cada notificação que
surge em um dispositivo digital aciona uma série de respostas cognitivas que fragmentam o
pensamento linear e reduzem a capacidade de manter a atenção em uma única tarefa por
longos períodos. Esse fenômeno tem implicações diretas para a produtividade, já que o
multitasking – ou a alternância constante entre tarefas – pode parecer eficiente à primeira
vista, mas tende a sobrecarregar o cérebro, diminuindo a qualidade do trabalho realizado.
Estudos revelam que esse cenário afeta de maneira especial os jovens, que têm se mostrado
cada vez mais dependentes de interações digitais, a ponto de manifestarem problemas de
saúde mental, como ansiedade, distúrbios de sono e depressão. Segundo Moraes (2020), a
exposição prolongada a telas está diretamente ligada ao declínio da saúde mental,
manifestando-se em sintomas como isolamento social, estresse e fadiga mental.

A era digital também trouxe mudanças profundas na maneira como processamos e


refletimos sobre informações. O fluxo incessante de dados, muitas vezes de natureza
superficial e fragmentada, interfere na habilidade de reflexão crítica e na profundidade do
pensamento. A superficialidade das interações virtuais e o ritmo acelerado de consumo de
informações reduzem o tempo dedicado a ponderações mais profundas, essenciais para a
formação de opiniões e para a resolução de problemas complexos. Em Reclaiming
Conversation, Sherry Turkle argumenta que a comunicação digital, ao fragmentar as
interações humanas, prejudica nossa capacidade de desenvolver empatia e compreensão
mútua. A autora destaca como o afastamento das conversas significativas, face a face,
compromete o desenvolvimento emocional e a formação de conexões interpessoais
genuínas. "A tecnologia nos afasta de conversas significativas e empáticas", escreve Turkle
(2015), apontando que a imersão no mundo digital está criando uma geração menos
preparada para lidar com os desafios emocionais da vida cotidiana. Isso afeta, sobretudo,
crianças e adolescentes, que estão crescendo em um ambiente no qual as interações virtuais
substituem gradualmente o contato humano, essencial para o desenvolvimento de
habilidades sociais e emocionais.

O impacto físico do uso excessivo de redes sociais é outra preocupação crescente. O


tempo prolongado em frente às telas está associado a comportamentos sedentários, que
implicam riscos sérios à saúde, como obesidade, doenças cardiovasculares e outros
problemas relacionados à inatividade física. Em Digital Minimalism, Cal Newport adverte
que a inatividade física vinculada ao uso excessivo da tecnologia representa uma ameaça
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crescente à saúde pública. A falta de movimentação não apenas prejudica a forma física,
mas também está diretamente relacionada ao aumento de distúrbios do sono e à redução da
qualidade do descanso noturno. Esses fatores, combinados, podem comprometer
gravemente o bem-estar geral, afetando o humor, a energia e a capacidade de concentração
ao longo do dia. Newport (2019) afirma que "o uso de tecnologia de forma excessiva pode
causar diversos problemas de saúde, incluindo a obesidade", uma preocupação
especialmente relevante entre jovens que passam muitas horas conectados às redes sociais.
Segundo a pesquisa de Almeida e Souza (2022), jovens que utilizam as redes por mais de
cinco horas diárias apresentam maior propensão à obesidade e distúrbios alimentares, o que
reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à conscientização sobre os riscos
associados ao sedentarismo digital.

O vício em redes sociais tem sido comparado, em diversos estudos, aos vícios em
substâncias químicas. A dependência psicológica das plataformas digitais segue um padrão
similar ao observado em vícios como o álcool e as drogas, com sintomas como a compulsão
por verificar notificações, a ansiedade gerada pela ausência de acesso às redes e a
deterioração do desempenho em outras áreas da vida. Em Irresistible, Adam Alter explica
que os designers de redes sociais utilizam intencionalmente técnicas psicológicas para
maximizar o tempo que os usuários passam nas plataformas, criando ciclos de dependência
a partir de mecanismos como curtidas, seguidores e notificações. Essas técnicas se baseiam
em princípios psicológicos que exploram a necessidade humana de aprovação e validação
social. Os sinais de dependência incluem o uso excessivo das redes em detrimento de outras
atividades importantes, como o trabalho, o estudo ou a interação social presencial. Catherine
Price, em How to Break Up with Your Phone, argumenta que o primeiro passo para
combater essa dependência é reconhecer os comportamentos problemáticos e adotar
estratégias de uso mais consciente das tecnologias. "A compreensão do vício é fundamental
para combatê-lo" (Alter, 2017). A pesquisa de Oliveira (2021) reforça a necessidade de
campanhas educativas voltadas para a conscientização sobre os danos da dependência
digital, especialmente entre adolescentes, que são particularmente vulneráveis aos efeitos
das redes sociais.

Os efeitos do vício em redes sociais também se manifestam na saúde mental. O uso


prolongado dessas plataformas está associado ao aumento de casos de ansiedade, depressão
e outros transtornos psicológicos. A constante comparação com as imagens idealizadas e
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editadas exibidas online pode deteriorar a autoestima e gerar um ciclo vicioso de busca por
validação externa. Em Alone Together, Sherry Turkle argumenta que, embora estejamos
mais conectados do que nunca, a vida online pode gerar um sentimento de isolamento
profundo, pois as interações virtuais não substituem a profundidade e a autenticidade dos
relacionamentos presenciais. A necessidade incessante de aprovação, por meio de curtidas e
comentários, leva muitas pessoas a um estado de ansiedade permanente, em que o valor
pessoal passa a depender da aceitação de outras pessoas online. Nicholas Carr, em The
Shallows, explora como a superficialidade das interações online, aliada à sobrecarga de
informações, prejudica nossa capacidade de reflexão e introspecção, exacerbando problemas
de saúde mental. "As redes sociais podem prejudicar a saúde mental, levando à ansiedade e
depressão" (Turkle, 2011). Nesse sentido, Martins (2021) destaca que o uso excessivo de
redes sociais está correlacionado com o aumento de casos de depressão entre jovens
brasileiros, o que reforça a necessidade de intervenções precoces para mitigar os danos.

Do ponto de vista neurológico, o uso de redes sociais ativa os mesmos circuitos de


recompensa que substâncias viciantes, como drogas e álcool. Isso cria um padrão de
comportamento que se torna cada vez mais difícil de quebrar, à medida que os usuários se
tornam dependentes da validação social e dos estímulos rápidos proporcionados pelas
plataformas. Esta ativação contínua das vias dopaminérgicas reforça comportamentos
compulsivos, que podem se manifestar em episódios de uso excessivo e ininterrupto das
redes. Vários estudos neurocientíficos destacam que a compreensão dos mecanismos
cerebrais envolvidos nesse processo é fundamental para o desenvolvimento de estratégias
eficazes de intervenção. Práticas como o mindfulness e a adoção de hábitos digitais mais
saudáveis têm sido propostas como formas eficazes de combater a dependência tecnológica.
Além disso, políticas de saúde pública e iniciativas educativas podem desempenhar um
papel crucial na promoção de um uso mais consciente e equilibrado das redes sociais.
"Entender a atividade cerebral é essencial para combater a dependência tecnológica",
escreve Carr (2010), sugerindo que a conscientização sobre esses mecanismos é o primeiro
passo para quebrar o ciclo de dependência.

Outro aspecto importante relacionado ao uso de redes sociais é a questão da


privacidade e da manipulação de dados pessoais. Em The Social Dilemma, Tristan Harris
destaca que as plataformas utilizam algoritmos sofisticados para coletar e analisar dados dos
usuários, muitas vezes sem o pleno conhecimento ou consentimento destes. Isso levanta
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questões éticas sobre a forma como as informações pessoais são utilizadas e manipuladas
para fins comerciais. José Van Dijck, em The Culture of Connectivity, discute como as redes
sociais transformaram radicalmente a maneira como nos conectamos e interagimos, mas
também como essas interações são exploradas pelas empresas que controlam as
plataformas. "A coleta de dados pessoais sem consentimento adequado é uma prática
preocupante" (Harris, 2020). A questão da privacidade nas redes sociais tem ganhado cada
vez mais atenção, à medida que vazamentos de dados e escândalos envolvendo o uso
indevido de informações pessoais se tornam mais frequentes.

As redes sociais, embora tragam benefícios inegáveis, têm impactos profundos na


saúde mental e no comportamento social. Um dos aspectos mais preocupantes é o ciclo
viciante que se forma no cérebro dos usuários. Anna Lembke, em *Dopamine Nation*
(2021), descreve como as redes sociais manipulam a dopamina, o neurotransmissor do
prazer, criando um ciclo de recompensa que leva à dependência. Ao navegar continuamente
por essas plataformas, as pessoas são expostas a estímulos constantes que ativam o sistema
de recompensa do cérebro, tornando difícil se desconectar e buscar atividades fora do
ambiente digital.

Esse ciclo viciante é amplificado pela distração constante que as redes sociais
impõem. Adam Gazzaley e Larry Rosen, em *The Distracted Mind* (2016), explicam como
a tecnologia moderna sobrecarrega nossa atenção, fragmentando nosso foco e diminuindo
nossa capacidade de realizar tarefas cognitivas complexas. A atenção dividida entre
múltiplas plataformas não apenas afeta a produtividade, mas também prejudica a saúde
mental, exacerbando sentimentos de ansiedade e estresse.

Além dos impactos psicológicos, as redes sociais também influenciam nossas


interações sociais de maneira fundamental. Sherry Turkle, em *Alone Together* (2011),
argumenta que, apesar de estarmos mais conectados digitalmente, estamos cada vez mais
isolados em termos emocionais. Ela observa que as interações mediadas por telas não
conseguem substituir a profundidade e a empatia das conversas presenciais. Em seu livro
subsequente, *Reclaiming Conversation* (2015), Turkle defende que precisamos
redescobrir o valor das conversas face a face, que são essenciais para o desenvolvimento
emocional saudável.

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A dependência digital não afeta apenas a saúde mental, mas também tem
implicações físicas. O sedentarismo exacerbado pelo uso excessivo das redes sociais é um
dos fatores destacados por Almeida e Souza (2022) em *Sedentarismo e o impacto do uso
de redes sociais*. Eles mostram que a inatividade física causada pelo tempo prolongado em
frente às telas pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade e doenças
cardíacas.

O vício em redes sociais, como descrito por Adam Alter em *Irresistible* (2017), se
tornou uma verdadeira epidemia silenciosa. Alter argumenta que, à medida que passamos
mais tempo imersos em nossos dispositivos, nos tornamos menos capazes de resistir aos
apelos incessantes das notificações e do conteúdo atraente. Essa incapacidade de
desconectar, como também detalhado por Catherine Price em *How to Break Up with Your
Phone* (2018), leva a uma perda de controle sobre o tempo e as prioridades, impactando a
saúde mental e o bem-estar.

Para combater esses efeitos, Cal Newport, em *Digital Minimalism* (2019), sugere
uma abordagem minimalista, na qual as pessoas intencionalmente reduzem o uso de redes
sociais, concentrando-se em atividades que trazem valor e propósito. Newport acredita que,
ao adotar uma postura mais consciente e deliberada em relação à tecnologia, podemos
recuperar nossa atenção e nos reconectar com o mundo real, promovendo um bem-estar
mais duradouro.

Por fim, a manipulação dos dados pessoais, como exposto por Shoshana Zuboff em
*The Age of Surveillance Capitalism* (2018), representa um aspecto sombrio das redes
sociais. As plataformas coletam e analisam enormes quantidades de informações dos
usuários, moldando seus comportamentos e preferências de maneiras muitas vezes
invisíveis. Essa vigilância constante, conforme argumentado por José Van Dijck em *The
Culture of Connectivity* (2013), transforma a experiência digital em uma mercadoria, onde
o usuário, sem perceber, se torna o produto.

Portanto, os impactos das redes sociais são profundos e abrangentes, afetando tanto a
saúde mental quanto a privacidade e o comportamento social. Diante disso, é essencial
promover um uso mais consciente e crítico dessas plataformas, a fim de minimizar seus
efeitos prejudiciais e promover uma vida digital mais equilibrada.

15
DILEMA DAS REDES SOCIAIS

Pontos positivos

É inegável que as mídias sociais proporcionaram inúmeros benefícios que


transformaram profundamente nossas interações. Facilitando a comunicação de maneira
antes inimaginável, elas possibilitaram o reencontro de familiares há muito perdidos, além
de conectar pessoas que necessitam de doadores compatíveis, salvando vidas. As redes
também ampliaram o acesso ao conhecimento e ao aprendizado, criando uma verdadeira
teia global de troca de informações. Negar essas contribuições é desconsiderar a realidade, é
uma forma de distorcer os fatos. Tal atitude resultaria em uma problematização coletiva, que
seria, em grande parte, insustentável. Ser contrário ao avanço das redes sociais e da
tecnologia não é apenas uma postura anacrônica, mas também um ato de negacionismo
diante de um fenômeno incontestável que molda a sociedade contemporânea.

O outro lado da moeda os malefícios.

Aceitar as tendências positivas na evolução das novas tecnologias da comunicação é


correto , mas compreender que os fatores negativos também estão constantemente
enraizados junto aos bons é sensato , logo tomar providências deveria se torna algo
obrigatório e plausível ,levando em conta que , como citado e explicado nos tópicos
anteriores o ser humano e o vício nas redes sociais trazem consequências a longo , médio e
curto prazo , impulsionados por estratégias para capturar e capitalizar nossa atenção.

Estratégias para capturar nossa atenção e a questão do algoritmo.

Uma das principais ferramentas, ou melhor, a ferramenta central por trás do sucesso
dessas indústrias digitais é o algoritmo, que pode ser comparado ao cérebro da máquina,
sendo o responsável por grande parte das estratégias que capturam nossa atenção e mantêm
nosso foco. O termo "algoritmo" tem origem no nome do matemático persa Mohammed Ibn
Musa Al-Khwarizmi, que foi fundamental para a introdução dos números arábicos no
Ocidente.

16
Naquela época, o termo "algoritimi" era utilizado para designar um conjunto de
regras ou etapas sistemáticas para solucionar problemas, especialmente na matemática. Ao
longo dos séculos, sua definição evoluiu, e, no século XIX, passou a referir-se a uma
sequência lógica de ações necessárias para resolver problemas de diferentes naturezas. Hoje,
o algoritmo transcende o campo da matemática e se tornou o coração pulsante das redes
sociais e de outras tecnologias, operando como uma poderosa ferramenta que molda a
maneira como consumimos informação e interagimos no mundo digital. É importante
entendermos que dentro do contexto do meio digital existem diversos tipos de algoritmos ,
alguns exemplos são: Algoritmo de Criptografia, Algoritmo de Compressão de Dados,
Algoritmo de Busca e Ordenação, mas o algoritmo que queremos priorizar o estudo é o
‘Machine Learning’ e estes sendo os mais complexos já que aprendem com os dados, tomar
decisões e fazer previsões, também é conhecido como o aprendizado de máquinas e ele é
utilizado no contexto das redes sociais da seguinte forma , cada vez que interagimos com
determinado vídeo positivamente ela tenta molda nosso feed com mais conteúdos desse tipo
, tentando prever o próximo vídeo que gostaríamos de assistir , uma vez feito isso , ela
precisa da nossa interação para saber se acertou ou errou , quanto mais dados ela recebe ,
mais ela evolui para deter nossa atenção, ficando assim cada vez mias sofisticada por conta
própria e tem mais precisão em sua recomendações, isso acontece não só nos feeds ou redes
sociais , mas também no nosso sistema de streaming, no serviço de compras pela internet,
anúncios publicitários e muito mais. Algumas de suas outras estratégias são:

-Engajamento Emocional: Os algoritmos priorizam conteúdos que provocam reações


emocionais intensas, como raiva, medo ou euforia, já que emoções fortes aumentam o
engajamento e o tempo de uso das plataformas;

-Conteúdo Polarizador: O documentário revela que conteúdos polarizadores e


conspiratórios têm maior tendência de gerar interações, criando um ciclo de reforço de
crenças e extremismo;

-Feedback Constante e Personalização do Feed: Os algoritmos ajustam


constantemente o conteúdo sugerido com base no comportamento em tempo real dos
usuários, refinando o feed para maximizar o engajamento;

Como elas lucram ?

17
Considerando as pautas discutidas anteriormente neste artigo científico, podemos
compreender que as práticas adotadas pelas empresas proprietárias das redes sociais são
impulsionadas por questões capitalistas, com o foco central no lucro. Contudo, é
fundamental questionar quais são, de fato, os produtos oferecidos. Como já abordado na
teoria de Manuel Castells sobre o capitalismo informacional, Eric Schmidt (2010) observa
que: "Se você não está pagando pelo produto, você é o produto." Essa afirmação revela a
essência do modelo de negócios das redes sociais, onde os usuários se tornam ativos
valiosos cujos dados e comportamentos são coletados e monetizados, enfatizando a
intersecção entre lucro e privacidade na era digital. Alguns exemplos são:

-Modelo de Negócio Baseado em Anúncios: O principal objetivo das redes sociais é


gerar receita com publicidade. Quanto mais tempo os usuários passam nas plataformas,
mais anúncios são exibidos, e mais dados sobre os usuários são coletados, o que possibilita
a personalização cada vez mais precisa de campanhas publicitárias;

-Venda de Dados e Previsões Comportamentais: Além de vender espaços


publicitários, as empresas de tecnologia vendem previsões detalhadas sobre o
comportamento dos usuários, permitindo que os anunciantes segmentem seu público com
precisão extrema;

-Atenção como Produto: No modelo de negócios das redes sociais, os usuários não
são os clientes, mas sim o produto. O tempo de atenção dos usuários é o recurso vendido às
empresas que querem influenciar comportamentos, sejam comerciais ou até políticos;
Segundo (Jaron Lanier,2020): É a mudança gradual, leve e imperceptível em seu próprio
comportamento e percepção que é o produto.

Por que está revolução na comunicação é diferente e mais perigosa ?

-Controle e Manipulação de Informações: Ao contrário da TV e do rádio, que


entregam conteúdos lineares e passivos, as redes sociais oferecem uma experiência
personalizada e interativa. Isso cria "bolhas de filtro", nas quais os usuários recebem apenas
informações que confirmam suas crenças, limitando o contato com visões contrárias, mas
claro que o rádio é a TV já foram usados para o controle e a manipulação de
informação ,todavia é um abismo de diferença em relação às redes sociais.

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-Escala de Impacto: As redes sociais atingem bilhões de pessoas de maneira
simultânea e com grande interatividade, o que amplifica o potencial de manipulação em
massa, seja para fins comerciais, políticos ou sociais;

-Velocidade de Propagação e Fake News: O ritmo acelerado de disseminação de


informações, especialmente desinformação e notícias falsas, é muito mais rápido nas redes
sociais do que em mídias tradicionais, o que agrava crises políticas, sociais e de confiança;

PONTO DE VISTA FILOSÓFICO

FALSA LIBERDADE

Herbert Marcuse, em One-Dimensional Man, afirma que "a racionalidade tecnológica


tornou-se um grande veículo de dominação, ao ponto de suprimir a dimensão crítica do
pensamento, subordinando-o à eficácia técnica e às necessidades do sistema produtivo"
(Marcuse, 1964, p. 18). Esta análise revela-se especialmente pertinente no contexto atual, em
que o progresso tecnológico é frequentemente considerado o ápice do desenvolvimento
humano. No entanto, impõe-se a necessidade de questionar se a promessa de liberdade,
historicamente associada ao avanço técnico, realmente se concretizou ou se, na verdade,
estamos inseridos em um ambiente permeado por distrações constantes que, em vez de
promoverem a autonomia e o pensamento crítico, nos afastam dos aspectos essenciais da
nossa condição humana.

Essa transformação, embora silenciosa, parece trazer o mundo ao nosso alcance por meio dos
recursos tecnológicos, enquanto, paradoxalmente, nossa capacidade de interrogar e desafiar
esse mesmo mundo se encontra enfraquecida. A rapidez na disseminação da informação e a
facilidade de acesso aparentam conferir empoderamento, mas não fomentam,
necessariamente, o desenvolvimento de uma reflexão crítica aprofundada. Tal fenômeno
coloca em evidência um desafio crucial para o tempo presente: como preservar a capacidade
de reflexão crítica em meio à sobrecarga de estímulos e à crescente aceitação passiva que o
progresso tecnológico pode suscitar?

19
A resposta a essa questão pode residir na redescoberta de uma consciência histórica, capaz de
analisar criticamente as condições sociais e políticas contemporâneas. Este resgate seria
fundamental para evitar que o pensamento crítico seja totalmente subordinado à lógica da
produtividade e da eficácia técnica. Como afirmam Giddens e Duneier (2015), a consciência
histórica nos ajuda a compreender que "a história não é apenas um relato do passado, mas
uma construção que influencia nosso presente e molda nosso futuro" (Giddens & Duneier,
2015, p. 28).

Liberdade Paradoxal: A Linha Tênue entre Autonomia e Conformidade

A liberdade é amplamente reconhecida como um dos bens mais preciosos e desejados


pela humanidade. Ao longo da história, a busca pela liberdade levou indivíduos a arriscarem
suas vidas, sendo frequentemente considerada uma das maiores conquistas da civilização.
Contudo, isso suscita uma questão fundamental: o que realmente é a liberdade? Vivemos, de
fato, em um estado de liberdade ou apenas experimentamos uma ilusão? A fim de explorar
essas questões, é necessário um exame aprofundado e introspectivo.

No contexto contemporâneo, o conceito de liberdade está frequentemente associado à busca


por prazer e realização pessoal, especialmente em uma sociedade marcada pelo narcisismo e
pelo consumismo. Nesse cenário, surge a indagação: essa busca desenfreada pelo prazer nos
torna verdadeiramente livres? Ou, inadvertidamente, nos afastamos do verdadeiro sentido da
autonomia crítica, tornando-nos prisioneiros de um sistema que nos leva a valorizar apenas o
imediato e o superficial?

Vivemos em uma era tecnológica em que a busca por prazeres rápidos é amplamente
incentivada. A sociedade moderna parece incentivar a procura por formas de escapar da
realidade, na tentativa de amenizar a angústia de viver em coletividade. Contudo, questiona-
se o custo dessa busca por alívio. Será que evitar as dores da existência nos aproxima da
verdadeira liberdade? Como observado por Paulo Coelho, "a liberdade não é a ausência de
compromissos, mas a capacidade de escolher — e me comprometer — com o que é melhor
para mim" (Coelho, 1997, p. 134). Tal reflexão sugere que as escolhas conscientes e críticas

20
são essenciais para a verdadeira liberdade, em contraste com a gratificação imediata que a
sociedade frequentemente promove.

Para compreender plenamente a condição do ser humano na sociedade atual, é necessário


examinar o conceito de "sociedade narcisista". Esta é caracterizada pela obsessão com a
autoimagem e pela busca incessante por validação externa, o que leva o indivíduo a
desenvolver uma dependência em relação à sua própria imagem. Segundo o psicanalista Jean
Baudrillard, "a sociedade narcisista vive da incessante busca de gratificação e
reconhecimento, transformando o ser humano em uma imagem a ser consumida"
(Baudrillard, 1970, p. 112). Essa dinâmica revela um paradoxo: na tentativa de afirmar a
própria individualidade, os indivíduos acabam conformando-se a padrões externos, tornando-
se prisioneiros de uma existência mediada pela aparência. O desejo de ser visto e admirado
frequentemente ofusca a verdadeira liberdade do ser, resultando em uma forma de alienação
em que a essência humana se perde em superficialidade e egoísmo.

Nesse contexto, a ênfase excessiva no prazer transforma-se em uma armadilha para o


indivíduo, criando uma falsa sensação de liberdade, associada a um ciclo vicioso de
autoaprovação e condicionamento da imagem. O prazer efêmero assume um papel central,
enquanto a verdadeira essência do ser humano se dissipa em meio à superficialidade e ao
egoísmo. A liberdade autêntica — aquela que envolve reflexão crítica, a construção de
relacionamentos profundos e o reconhecimento da própria essência — é sacrificada em prol
de uma liberdade superficial e vazia. Nelson Mandela destacou a importância dessa liberdade
genuína ao afirmar que "estar livre não é meramente se livrar das correntes, mas viver de uma
forma que respeite e melhore a liberdade dos outros" (Mandela, 1994, p. 182). Assim, a
sociedade narcisista, ao promover uma busca incessante por prazer e validação, compromete
as bases da autonomia e do pensamento crítico, deixando os indivíduos vulneráveis às suas
próprias ilusões.

A Ilusão do Empoderamento

A noção contemporânea de empoderamento é frequentemente apresentada como uma


conquista que capacita indivíduos e grupos a assumir o controle sobre suas vidas. Contudo,

21
essa percepção pode ser enganosa, uma vez que a manipulação elitista se disfarça sob a
aparência de autonomia. Embora a ideia de empoderamento sugira liberdade de escolha,
muitos indivíduos acabam conformando-se a um sistema que os controla, acreditando estar
tomando decisões autênticas. Como afirma Zygmunt Bauman, "as formas contemporâneas de
controle social são disfarçadas de liberdade pessoal, na medida em que os indivíduos
acreditam estar exercendo sua autonomia, enquanto, na realidade, estão cumprindo os papéis
que o sistema lhes atribui" (Bauman, 2000, p. 129).

Vivemos em uma era marcada por uma ilusória sensação de estarmos no topo, percebendo-
nos como seres poderosos e empoderados. No entanto, essa autopercepção não passa de uma
construção superficial, criada em torno de nosso ser. Inseridos em uma sociedade que nos
induz a acreditar em nossa própria força, acabamos por esquecer o valor do senso crítico.
Essa desconexão nos torna vulneráveis a narrativas que distorcem a realidade e obscurecem
nossa capacidade de avaliação e reflexão. Paulo Freire observa que "o empoderamento sem
reflexão crítica é apenas uma forma de manter o status quo, oferecendo a sensação de poder,
mas sem desmantelar as estruturas opressoras" (Freire, 1970, p. 67).

Diversos movimentos sociais proclamam e defendem a ideia de empoderamento; no entanto,


paradoxalmente, muitos desses grupos não se reconhecem dentro do tecido social mais
amplo. Essa dinâmica evidencia ainda mais a falsa sensação de que estamos no topo da
hierarquia social, revelando uma desconexão em relação às realidades sociais. György Lukács
ressalta que "a falsa consciência leva os indivíduos a acreditarem que estão no controle de sua
vida, mesmo quando as condições materiais e sociais continuam a limitá-los" (Lukács, 1923,
p. 55). Surpreendentemente, indivíduos que ocupam as camadas mais básicas do intelecto e
da crítica se veem como se estivessem em uma posição de superioridade, perpetuando uma
ilusão que oculta as realidades mais duras da desigualdade e da exploração.

Essa situação nos demonstra que, à medida que nos deixamos levar por essa sensação de
liberdade, corremos o risco de nos perder em uma busca vazia por felicidade. A vida, tal como
a conhecemos, torna-se um espaço onde nossa dignidade como seres humanos é
constantemente colocada em risco em nome do bem-estar de uma pequena parcela da
sociedade. Herbert Marcuse adverte que "a alienação surge quando os indivíduos veem o
mundo através de uma ótica distorcida, onde acreditam estar livres, mas, na verdade, estão
alienados de sua própria capacidade crítica e criativa" (Marcuse, 1964, p. 53). Essa
22
configuração não é apenas uma armadilha; é uma grande ilusão na qual o próprio gado se vê
como o fazendeiro, incapaz de perceber sua verdadeira posição na hierarquia social.

A Conexão entre Capitalismo Informacional e Escravidão Moderna

Para aprofundar a análise da falsa liberdade, é fundamental considerar o conceito de


capitalismo informacional de Manuel Castells e a escravidão moderna proposta por Aldous
Huxley. O capitalismo informacional, conforme exposto por Castells (1996), transforma as
relações sociais e econômicas, enfatizando a importância da informação e do conhecimento
como novas formas de capital. Essa transição traz consigo uma nova dinâmica de controle
social, onde o acesso à informação e à tecnologia torna-se um mecanismo de dominação, uma
vez que aqueles que detêm o controle das informações e das redes sociais são capazes de
moldar a percepção da realidade e influenciar comportamentos e decisões. Essa nova forma
de controle, embora sutile frequentemente disfarçada de liberdade de escolha, revela-se como
uma nova forma de escravidão, na qual os indivíduos, embora aparentemente autônomos, se
tornam dependentes das tecnologias e das plataformas que moldam suas vidas.

A relação entre o capitalismo informacional e a escravidão moderna é elucidada pela crítica


de Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo, onde ele retrata uma sociedade em que a
felicidade é imposta por meio do consumo e da conformidade. Neste contexto, os indivíduos
são condicionados a buscar prazer imediato e satisfação superficial, perdendo gradualmente a
capacidade de questionar e resistir. Assim, o controle social se manifesta não apenas por meio
da coerção, mas também pela sedução — os indivíduos são persuadidos a aceitar suas
condições de vida e a se contentar com as ilusões de liberdade que lhes são apresentadas.

Nesse sentido, a manipulação do desejo e das necessidades humanas é uma estratégia


poderosa para manter a ordem social. Como Castells argumenta, "os novos meios de
comunicação e a cultura da informação permitem que a elite molde os desejos e as aspirações
das massas, criando uma aparência de escolha, mas, na verdade, restringindo as
possibilidades de uma verdadeira liberdade" (Castells, 1996, p. 67). Dessa forma, a liberdade,
em sua essência, torna-se uma ilusão construída sobre os alicerces da manipulação e do

23
controle, levando os indivíduos a se conformarem com um sistema que, embora ofereça a
aparência de autonomia, na verdade os submete a uma nova forma de servidão.

É imperativo, portanto, que desenvolvamos uma consciência crítica que nos permita
desmantelar essas ilusões e reconhecer as forças que operam para restringir nossa verdadeira
liberdade. Somente assim seremos capazes de nos libertar das correntes invisíveis que nos
prendem e de criar um espaço onde a autonomia genuína, a reflexão crítica e a verdadeira
conexão humana possam florescer. A busca por um mundo onde a liberdade não seja uma
mera ilusão requer um compromisso coletivo em desafiar as estruturas de poder que
perpetuam a desigualdade e a alienação, buscando formas mais autênticas de viver e se
relacionar com os outros e com o mundo ao nosso redor.

O ATO DE PENSAR NA PRATICA: CONCEITOS DE CONSCIÊNCIA HISTORICA


E SENSO CRÍTICO , CONSEQUÊNCIAS NA FALTA DE AMBAS POR MEIO DE
UMA ÁNALISE MMETALISGUISTICA.

Para enfrentar de maneira eficaz as inúmeras consequências provenientes do uso


desenfreado e, muitas vezes, desmedido das redes sociais, é crucial que se adote uma
postura que valorize o pensamento crítico como um verdadeiro ato revolucionário. Isso
porque, ao longo da história, o que mais distinguiu os seres humanos dos demais seres vivos
foi justamente a capacidade de raciocinar, de questionar e de refletir sobre sua própria
existência e o mundo ao seu redor. O pensamento, portanto, não é apenas uma ferramenta
para a resolução de problemas cotidianos, mas sim a essência da nossa humanidade, o pilar
sobre o qual se constrói a nossa civilização, a base do progresso social, científico e cultural,
todavia vivemos atualmente em uma era em que o avanço tecnológico, embora nos tenha
trazido benefícios inegáveis, também tem, nos afastado desse processo fundamental de
reflexão e análise. As redes sociais, por exemplo, enquanto proporcionam meios de
comunicação e acesso a informações de maneira rápida e acessível, muitas vezes limitam a
profundidade com que abordamos as questões do mundo, nos bombardeando
constantemente com conteúdos superficiais, rápidos e, muitas vezes, sem substância. Esse
fluxo ininterrupto de dados pode sufocar nossa capacidade de reflexão crítica, nos levando a
um estado de alienação, onde não há espaço para questionamentos mais profundos e,
consequentemente, para o desenvolvimento do pensamento criativo e autêntico. Portanto ao
nos deixarmos afogar nesse mar de informações instantâneas, entregando nossa atenção e
24
energia às tecnologias que tendem a nos distrair, estamos, de certa forma, negando a nossa
própria natureza como seres racionais. Permitir que essas ferramentas, que deveriam ser
auxiliares do progresso humano, passem a limitar nossa capacidade intelectual, é, sem
sombra de dúvida, abrir mão daquilo que nos torna verdadeiramente humanos: a razão.
Dessa forma, resistir a essa tendência e adotar uma postura reflexiva, crítica e consciente em
relação ao uso das tecnologias não é apenas uma questão de escolha pessoal, mas também
uma forma de preservar nossa humanidade e assegurar que continuemos a evoluir como
indivíduos e como sociedade.

CONSCIENCIA HISTORIA

SENSO CRÍTICO

O senso crítico é uma habilidade essencial na compreensão e avaliação de


informações, permitindo que os indivíduos questionem e analisem dados de forma objetiva.
Esse processo é vital para a formação de opiniões independentes e para a tomada de decisões
informadas, essenciais em uma sociedade democrática. Paulo Freire enfatiza que "o mundo
não é. O mundo está sendo", apontando que o pensamento crítico é um processo contínuo de
transformação e compreensão. A capacidade de pensar criticamente é necessária na
construção de uma consciência ativa e na participação social informada.

A era digital mudou de maneira como consumimos informações e influenciou profundamente


o desenvolvimento do senso crítico. Com o aumento da disponibilidade de dados online,
muitas vezes não verificáveis, aumenta o desafio de filtrar e interpretar particularmente as
informações. Nicholas Carr, em "The Shallows", alerta que "a internet está nos
reprogramando para sermos consumidores superficiais de informação", destacando a
superficialidade resultante do consumo excessivo de dados digitais. Dessa forma, entender o
impacto da era digital no senso crítico é crucial para desenvolver estratégias que ajudem a
fortalecer a capacidade crítica individual.

Impactos da Era Digital na Formação do Senso Crítico

O advento da era digital trouxe consigo uma mudança significativa na maneira como as
pessoas acessam, se juntam e consomem informações, o que impacta diretamente o senso
25
crítico. A democratização da internet facilitou o acesso ao conhecimento, mas também gerou
novos desafios para aqueles que buscam informações confiáveis e aprofundadas. Como
Bauman aponta, “a era digital transformou o modo como compreendemos a verdade, muitas
vezes confundindo informação com conhecimento” (Bauman, 2013). Isso indica que, embora
o conteúdo esteja disponível em abundância, a capacidade de interpretá-lo criticamente é o
que determina a qualidade do aprendizado.

A velocidade com que a informação circula na era digital favorece o consumo rápido e pouco
reflexivo de conteúdos, o que compromete a formação de um senso crítico sólido. Segundo
Byung-Chul Han, “vivemos em uma sociedade de transparência, onde a informação é
abundante, mas o pensamento crítico, escasso” (Han, 2017). A superficialidade na
interpretação de dados e o imediatismo digital levam à perda de profundidade, fazendo com
que as análises sejam significativas por respostas rápidas e sem reflexão.

Outro aspecto importante na era digital é a influência dos algoritmos, que personalizam o
conteúdo com base nas visualizações dos usuários e criam bolhas informacionais. Essas
bolhas restringem o acesso a informações diversas, limitando a exposição do usuário a
diferentes pontos de vista e reforçando suas próprias opiniões. Eli Pariser afirma que “a
personalização pode limitar nossa visão de mundo, isolando-nos em um universo próprio”
(Pariser, 2011). Assim, o senso crítico é prejudicado pela falta de acesso a visões alternativas,
o que dificulta o desenvolvimento de uma análise imparcial e equilibrada.

A dependência de redes sociais e plataformas digitais também interfere na capacidade de


concentração e na atenção prolongada, elementos fundamentais para o desenvolvimento do
pensamento crítico. Nicholas Carr, em seu livro “The Shallows”, discute que “a internet
promove uma dispersão de foco, fazendo com que o leitor superficialize em vez de
aprofundar” (Carr, 2010). Essa dispersão de foco envolve o processo de reflexão necessário
para formar opiniões embasadas, pois o cérebro passa a se acostumar com estímulos rápidos e
constantes, dificultando a inclusão em conteúdos mais densos.

Além disso, uma abundância de informações instantâneas nas redes sociais leva muitos
usuários a se tornarem consumidores passivos, incapazes de questionar ou investigar a origem
e a veracidade das informações que recebem. Como argumenta Alessandro Baricco, “as redes

26
sociais não foram projetadas para o debate crítico, mas para o engajamento superficial”
(Baricco, 2018). Este cenário compromete o desenvolvimento do senso crítico ao estimular
um comportamento de consumo automático e descomprometido.

A criação de uma cultura de “curtidas” e aprovações nas redes sociais também gera uma
pressão social para a conformidade de pensamento, desencorajando o questionamento e a
diversidade de opiniões. Essa pressão faz com que muitos usuários evitem expor opiniões
divergentes, contribuindo para uma homogeneização do discurso digital. Sherry Turkle aponta
que “a tecnologia nos empurra para uma zona de conforto onde evitamos o confronto com
ideias diferentes” (Turkle, 2011). Isso afeta a capacidade de desenvolvimento de um
pensamento crítico independente e corajoso, que é fundamental para a autonomia intelectual.

Outro efeito da era digital sobre o senso crítico é a transmissão acelerada de desinformação e
notícias falsas, que exclui uma postura ainda mais vigilante por parte dos consumidores de
conteúdo. Segundo Tom Nichols, “o excesso de informação disponível torna o discernimento
uma tarefa árdua, exigindo uma análise crítica constante” (Nichols, 2017). A facilidade com
que conteúdos falsos se propagam nas redes torna essencial a habilidade de verificar fontes e
analisar a revisão das informações, aspectos centrais para o fortalecimento do senso crítico.

A cultura do “fast content”, caracterizada por conteúdos curtos e superficiais, como vídeos de
poucos segundos e manchetes sensacionalistas, estimula a leitura crítica e a pesquisa
aprofundada. Conforme explica Pierre Lévy, “a digitalização promove uma economia de
atenção onde o valor está na quantidade de visualizações, não na profundidade da análise”
(Lévy, 2015). Esse modelo de consumo favorece uma compreensão superficial e imediatista
dos fatos, comprometendo o desenvolvimento de análises aprofundadas e críticas.

A falta de um senso crítico robusto também pode levar os usuários a interpretar erroneamente
informações científicas e a aderir a teorias conspiratórias, muitas vezes amplificadas nas redes
sociais. Steven Novella destaca que “a internet se tornou um terreno fértil para
pseudociências e teorias da conspiração, exigindo um ceticismo renovador dos usuários”
(Novella, 2019). A ausência de ceticismo e a análise crítica levam muitos indivíduos a tomar
decisões com base em informações infundadas, o que pode ter consequências prejudiciais em
contextos sociais e pessoais.

27
Definição e Importância do Senso Crítico

O senso crítico é uma habilidade cognitiva que permite aos indivíduos analisar, avaliar
e interpretar informações de maneira objetiva, com o objetivo de tomar decisões informadas e
coerentes. De acordo com Paulo Freire, “ensinar não transferir é conhecimento, mas criar as
possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (Freire, 1996). Esse conceito
enfatiza a importância de um aprendizado ativo, no qual o indivíduo se torna responsável por
questionar e entender a realidade ao seu redor, desenvolvendo sua autonomia de pensamento.

A importância do senso crítico está diretamente ligada à capacidade de um indivíduo resistir a


manipulações e influências externas, principalmente em contextos onde há uma grande
quantidade de informações disponíveis. Como comenta Immanuel Kant, “a imaturidade é a
incapacidade de usar o próprio entendimento sem a direção de outro” (Kant, 1784). O
desenvolvimento do senso crítico, portanto, é essencial para que o indivíduo atinja uma
autonomia intelectual e seja capaz de fazer escolhas pautadas em análises reflexivas e
criteriosas.

No contexto educacional, o senso crítico deve ser estimulado para formar cidadãos
preparados para lidar com os desafios contemporâneos. Segundo Piaget, “o objetivo principal
da educação é criar indivíduos capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que
as gerações anteriores fizeram” (Piaget, 1973). Dessa forma, o senso crítico funciona como
uma ferramenta de transformação e inovação, promovendo a adaptação e a reinvenção das
gerações diante de novas realidades.

A prática do senso crítico também estimula a capacidade de resolver problemas de maneira


criativa, analisando diferentes perspectivas antes de tomar uma decisão. O filósofo John
Dewey argumenta que “pensar é o processo de tornar a experiência inteligível” (Dewey,
1910). Essa afirmação ressalta que o ato de refletir e questionar é uma ferramenta que permite
ao indivíduo não apenas reagir a estímulos externos, mas compreender profundamente o que
cada situação representa e agir de acordo.

O desenvolvimento do senso crítico é fundamental para a participação ativa na sociedade,


uma vez que essa habilidade permite que o indivíduo avalie criticamente as informações que
obtém e as decisões que toma. De acordo com Hannah Arendt, “o objetivo da educação é
28
desenvolver o senso crítico dos indivíduos para que se tornem seres humanos autônomos e
responsáveis” (Arendt, 1961). A prática de um pensamento crítico e analítico é, portanto, uma
característica essencial para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Além disso, o senso crítico é uma competência importante para evitar o pensamento
dogmático e preconceituoso, que é alimentado pela falta de questionamento. Segundo o
filósofo Michel Foucault, “o que caracterizar o pensamento crítico é uma recusa de aceitar
como verdade exigida qualquer afirmação que não passe pelo crivo da dúvida” (Foucault,
1978). Essa habilidade permite que um indivíduo confronte crenças pré-estabelecidas,
promovendo uma abertura para novos conhecimentos e uma possibilidade de acessibilidade
passiva de informações infundadas.

O senso crítico atua como uma ferramenta de empoderamento pessoal, capacitando o


indivíduo a agir de forma responsável e ética. Segundo Martha Nussbaum, “a educação crítica
é uma educação para a responsabilidade, para a reflexão ética” (Nussbaum, 1997).
Desenvolver um senso crítico sólido permite que o indivíduo compreenda as consequências
de suas escolhas, tanto para si quanto para a sociedade, criando um compromisso com a
construção de um mundo mais ético.

No ambiente digital, onde o excesso de informação pode facilmente confundir e desinformar,


o senso crítico se torna ainda mais relevante. Como aponta Manuel Castells, “na sociedade
em rede, o poder está em saber filtrar a informação” (Castells, 1996). Ter a habilidade de
analisar e avaliar informações ajuda o indivíduo a separar conteúdos válidos de informações
distorcidas, reduzindo o impacto da desinformação e permitindo uma participação mais
consciente no ambiente online.

O desenvolvimento do senso crítico não ocorre de forma espontânea; ele demanda práticas
educativas intencionais e uma cultura de questionamento que valorize a busca pelo
conhecimento. Como comenta Edgar Morin, “é preciso ensinar a capacidade de conectar
saberes para que o indivíduo possa compreender a complexidade do mundo” (Morin, 2000).
Essa educação crítica contribui para que o indivíduo seja capaz de correlacionar hábitos,
identificando padrões e compreendendo as relações entre diferentes contextos e temas.

Mecanismos de Distração e Efeito na Consciência Histórica


29
O ambiente digital atual cria mecanismos de distração que impactam profundamente a
capacidade de reflexão e análise crítica dos indivíduos. A exposição constante a notificações e
estímulos visuais e auditivos tende a fragmentar a atenção e reduzir o tempo dedicado à
introspecção e ao pensamento profundo. Segundo o neurocientista Daniel Levitin, “as
interrupções frequentes fragmentam nosso pensamento e nos deixam menos capazes de focar”
(Levitin, 2014). Esse ambiente de dispersão dificulta o processo de compreensão e análise
histórica, pois a reflexão crítica exige foco e continuidade, aspectos comprometidos pelo
ritmo acelerado da era digital.

Além da distração, o ambiente digital encorajou o consumo rápido e superficial de


informações, o que prejudica a capacidade de entender contextos históricos de maneira
aprofundada. Sherry Turkle, psicóloga e socióloga, aponta que “vivemos em um tempo em
que nos afastamos da conversa profunda e preferimos interações mais rápidas e menos
comprometidas” (Turkle, 2011). Esse afastamento de conversas e reflexões mais substanciais
limita nossa capacidade de internalizar e analisar o passado, criando uma visão fragmentada e
descontextualizada dos eventos históricos.

A atenção limitada causada pelo uso frequente das redes sociais influencia também nossa
memória e, consequentemente, nossa consciência histórica. A psicóloga Maryanne Wolf
explica que “a leitura superficial online afeta nossa capacidade de compreender e registrar
informações em profundidade” (Wolf, 2018). Essa leitura fragmentada, alimentada pelo
consumo rápido de notícias e postagens curtas, torna mais difícil a formação de uma visão
crítica e abrangente do passado, essencial para que possamos entender o presente e planejar o
futuro.

Os algoritmos das redes sociais são desenhados para manter o usuário constantemente
engajado, e isso reforça o ciclo de distração e superficialidade. O sociólogo Zygmunt Bauman
afirmou que “as redes sociais oferecem um substituto para a interação real, mas criam uma
versão empobrecida da realidade” (Bauman, 2016). A superficialidade das interações digitais
limita a formação de uma compreensão histórica mais profunda, pois o engajamento contínuo
com conteúdos breves e desconexos impede uma análise crítica e contextualizada dos
acontecimentos.

30
A sobrecarga de informações diárias, muitas vezes irrelevantes ou sem profundidade, cria
uma espécie de anestesia cognitiva, na qual o indivíduo se torna menos sensível e atento aos
contextos históricos e sociais. Como observa o filósofo Byung-Chul Han, “na sociedade do
cansaço, a sobrecarga de informação nos torna incapacitantes de reflexões” (Han, 2015). Essa
incapacidade de reflexão leva a uma visão distorcida do presente, uma vez que o passado e o
contexto histórico são esquecidos ou negligenciados.

A distração constante afeta a capacidade do indivíduo de estabelecer conexões entre eventos


históricos e realidades atuais, prejudicando a formação de um pensamento crítico. Segundo o
filósofo Walter Benjamin, “a habilidade de perceber a história em sua plenitude depende da
capacidade de concentração e contemplação” (Benjamin, 1940). A ausência de uma reflexão
contínua e profunda dificulta a compreensão das complexidades históricas, que são
fundamentais para a formação de um senso crítico bem embasado.

A superficialidade com que os eventos históricos são consumidos nas redes sociais limitam o
desenvolvimento de uma consciência histórica. George Orwell alertava que “quem controla o
passado controla o futuro” (Orwell, 1949), diminui a importância do entendimento do
passado para questionar o presente e imaginar o futuro. Em um ambiente de distração, é fácil
aceitar narrativas simplistas e manipuladoras, pois o contexto histórico se perde em meio à
velocidade de consumo de informações.

A distração digital também contribui para uma visão fragmentada e emocional dos eventos
históricos e sociais. Como afirma o sociólogo Neil Postman, “vivemos em uma cultura de
entretenimento onde as informações são transmitidas para nos entreter, não para nos fazer
pensar” (Postman, 1985). A predominância de conteúdos de entretenimento dificulta a
formação de uma visão crítica e histórica, pois o foco se desloca da análise racional para uma
resposta emocional e imediata aos eventos.

O acesso constante a informações efêmeras, como as tendências nas redes sociais, pode dar
uma sensação falsa de conhecimento histórico, sem que haja um entendimento genuíno. De
acordo com o historiador Eric Hobsbawm, “a história é o que dá sentido à nossa vida, e sem
ela somos folhas ao vento” (Hobsbawm, 1994). A falta de uma compreensão histórica nos

31
torna mais suscetíveis a aceitar informações fora de contexto, fragilizando nosso senso crítico
e limitando nossa capacidade de interpretar a realidade.

Efeitos da Era Digital no Pensamento Reflexivo

A era digital tem impactado diretamente a habilidade humana de manter um pensamento


reflexivo, o que exige tempo e concentração para se desenvolver. O sociólogo Richard
Sennett alerta que “em um mundo que valoriza a velocidade e a eficiência, o pensamento
reflexivo se torna um desafio” (Sennett, 2008). Essa busca pela rapidez no consumo de
informações digitais compromete a capacidade de questionar e refletir de forma crítica sobre
o conteúdo recebido, pois o pensamento reflexivo depende de um ritmo mais lento, muitas
vezes incompatível com o dinamismo das redes sociais.

Outro efeito importante da era digital é a tendência à multitarefa, ou seja, a realização


simultânea de diversas tarefas, que reduz a capacidade de concentração em um único tema.
Segundo estudos de Earl Miller, neurocientista do MIT, “o cérebro humano não é realmente
capaz de multitarefas; quando tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo, na verdade
estamos alternando rapidamente entre elas” (Miller, 2013). Essa alternância constante,
intensificada pelo uso de dispositivos digitais, impede uma reflexão mais profunda, pois o
foco necessário para que a análise crítica seja constantemente interrompida.

A leitura digital rápida e superficial também prejudica o desenvolvimento do pensamento


crítico, já que as informações são consumidas sem a necessidade de contextualização e
aprofundamento. A professora de literatura Maryanne Wolf afirma que “a leitura digital cria
um novo tipo de cérebro leitor, menos paciente e menos atento aos detalhes” (Wolf, 2018).
Esse novo padrão de leitura, caracterizado pela pressa e pela falta de atenção aos detalhes,
reduz a capacidade de análise crítica, pois a compreensão profunda dos textos é
comprometida pela urgência de passar ao próximo conteúdo.

A era digital promove um estilo de vida pautado pela busca de recompensas rápidas, que
condicionam o cérebro a preferências a interações instantâneas e de curto prazo. Conforme
explica o psicólogo Adam Alter, “as notificações e recompensas das redes sociais funcionam
como estímulos condicionantes, criando um ciclo viciante” (Alter, 2017). Esse ciclo diminui o

32
tempo e o interesse por atividades reflexivas e críticas, já que o prazer imediatamente se torna
uma prioridade em detrimento da análise e da reflexão aprofundada.

Além disso, o uso contínuo das redes sociais encoraja a busca pela validação externa, o que
limita a capacidade de desenvolver um pensamento crítico inovador. O psicólogo Jean
Twenge argumenta que “a cultura das redes sociais fomenta a comparação constante, criando
uma necessidade de aprovação que interfere na autonomia do pensamento” (Twenge, 2017). A
busca pela acessibilidade e aprovação nas redes sociais pode dificultar a adoção de uma
postura crítica, pois a opinião pública digital tende a homogeneizar as perspectivas, limitando
a expressão de pensamentos divergentes.

A velocidade com que informações são compartilhadas e consumidas online torna o


pensamento reflexivo um processo ainda mais raro. O filósofo francês Gilles Lipovetsky
ressalta que “o culto à velocidade elimina as pausas e o tempo necessário para a meditação,
essenciais para o pensamento crítico” (Lipovetsky, 2004). A necessidade de reflexão com
profundidade é continuamente suprimida pelo ritmo acelerado das redes sociais, prejudicando
a análise cuidadosa dos fatos e incentivando reações impulsivas e superficiais.

Outro ponto relevante é a cultura do excesso de opiniões, que dificulta a formação de um


julgamento próprio e crítico. O filósofo Byung-Chul Han observa que “a sociedade do
excesso de informação reduz nossa capacidade de contemplação e reflexão” (Han, 2015). Em
um ambiente onde as opiniões são abundantes e rapidamente compartilhadas, é mais difícil
para o indivíduo se dedicar à construção de um pensamento reflexivo e independente, já que
as respostas rápidas e superficiais são muitas vezes difíceis de serem incentivadas em
detrimento da análise profunda.

A exposição constante a estímulos visuais e auditivos nos dispositivos digitais também afeta o
desenvolvimento do pensamento reflexivo. Segundo Nicholas Carr, “a internet promove um
modo de pensar que privilegia a eficiência e a rapidez sobre a profundidade e a originalidade”
(Carr, 2010). Ao focar na rapidez e na eficácia, a cultura digital limita a capacidade de análise
e interpretação, aspectos essenciais para a construção de um senso crítico sólido e bem
fundamentado.

33
O ambiente digital encorajou a fragmentação da atenção, melhorando o tempo dedicado à
introspecção e à autorreflexão. Segundo o filósofo Marshall McLuhan, “o meio é a
mensagem,” traz que as características dos meios digitais moldam a forma como pensamos e
processamos informações (McLuhan, 1964). A superficialidade do ambiente digital influencia
diretamente a formação de pensamentos reflexivos, pois a ausência de pausas e de momentos
de silêncio dificulta a internalização e a análise das informações de maneira crítica e
independente.

Bolhas de Informação e Fragmentação da Realidade

A criação de bolhas de informação, intensificada pela personalização algorítmica,


reduz a exposição dos usuários a pontos de vista divergentes, promovendo um ambiente de
homogeneidade de ideias. Eli Pariser, em seu livro “The Filter Bubble”, afirma que “os
algoritmos das redes sociais nos mostram apenas o que queremos ver, limitando nossa visão
de mundo” (Pariser, 2011). Essa filtragem seletiva não apenas isola os indivíduos em bolhas
de confirmação, mas também enfraquece a habilidade de questionar e confrontar diferentes
realidades, elemento fundamental para o desenvolvimento do senso crítico.

Essas características de fragmentação da realidade limitam o acesso a informações que


possam desafiar ou expandir as perspectivas pessoais, consolidando preconceitos e ideias pré-
concebidas. Como aponta Cass Sunstein, “as bolhas de informação criam grupos que pensam
de maneira semelhante, reforçando os existentes em vez de promover investigações amplas”
(Sunstein, 2001). A formação dessas bolhas dificulta a análise crítica, pois a exposição a
diferentes pontos de vista é essencial para o questionamento e o aprofundamento de ideias.

A fragmentação da realidade também conduz a uma perda da percepção pública, onde cada
grupo se concentra em narrativas que confirmam suas próprias opiniões, ignorando
informações que podem contradizê-las. Segundo o psicólogo social Jonathan Haidt, “as redes
sociais têm a capacidade de dividir e radicalizar a sociedade ao destacar e fortalecer posições
extremas” (Haidt, 2018). Essa polarização torna o diálogo crítico mais difícil, já que os
indivíduos se tornam menos abertos a questionar suas próprias visões e a compreender os
outros.

34
O efeito de polarização das bolhas de informação se intensifica pela criação de grupos de
apoio a determinados determinados, isolando ainda mais os indivíduos de opiniões
divergentes. O sociólogo Manuel Castells observa que “a tecnologia digital permite a
formação de comunidades ideológicas fechadas, o que limita o contato com informações
contraditórias” (Castells, 2010). A falta de contato com ideias opostas impede que os usuários
desenvolvam a habilidade de refletir criticamente, pois o questionamento contínuo é
substituído pela reafirmação constante de convicção.

A construção dessas bolhas de informação ocorre muitas vezes sem que o usuário perceba,
tornando-se uma barreira invisível que condiciona a percepção da realidade. Shoshana
Zuboff, autora de “The Age of Surveillance Capitalism”, comenta que “os algoritmos moldam
as percepções dos indivíduos de forma silenciosa, guiando-os por caminhos predeterminados”
(Zuboff, 2019). Essa invisibilidade do processo algorítmico compromete a autonomia do
pensamento crítico, pois limita a capacidade de discernir o que é verdadeiro e o que é
manipulado digitalmente.

A segmentação de informações contribui para o reforço de estereótipos e preconceitos, pois


os conteúdos personalizados favorecem a exposição apenas ao que é familiar e confortável.
Segundo George Packer, jornalista da revista “The Atlantic”, “a personalização da informação
nos torna mais suscetíveis a narrativas simplistas e preconceituosas” (Packer, 2020). A falta
de diversidade informativa obriga à reflexão crítica, pois a exposição repetitiva a um único
ponto de vista limita a capacidade de compreender a complexidade dos fatos.

O conceito de “efeito de câmara de eco” aprofunda ainda mais o isolamento das ideias,
intensificando a geração de conteúdos dentro das bolhas de informação. De acordo com o
teórico de comunicação Marshall McLuhan, “o ambiente digital cria câmaras de eco, onde
ouvimos apenas o eco de nossas próprias opiniões” (McLuhan, 1964). Esse efeito gera um
ciclo vicioso de autovalidação que restringe o desenvolvimento do senso crítico, pois o
indivíduo deixa de questionar sua própria personalidade ao ser constantemente reafirmado em
seu círculo social digital.

A fragmentação da realidade torna-se ainda mais perigosa ao influenciar a percepção de


eventos globais e sociais, gerando uma visão parcial e incompleta do mundo. Segundo o

35
jornalista Walter Lippmann, “cada pessoa cria suas próprias pseudo-realidades a partir das
informações que consome” (Lippmann, 1922). A multiplicidade de realidades distorcidas
impede uma análise equilibrada dos fatos, prejudicando o senso crítico, pois o indivíduo passa
a basear suas opiniões em visões limitadas e artificiais.

A incapacidade de sair da própria bolha de informação afeta não apenas a visão individual,
mas também a sociedade como um todo, dividindo as pessoas em grupos de pensamento cada
vez mais extremos. Como comenta o professor de direito Lawrence Lessig, “a arquitetura da
internet encoraja divisões e compartimentalizações que fragmentam a opinião pública”
(Lessig, 2006). A divisão social gerou bolhas de informação prejudiciais ao debate
democrático e à construção de um senso crítico coletivo, pois cada grupo enxerga o mundo de
maneira isolada.

O Papel das Notícias Falsas no Enfraquecimento do Senso Crítico

A divulgação de notícias falsas (fake news) é uma das principais ameaças ao


desenvolvimento do senso crítico na sociedade moderna. Segundo os pesquisadores Andrew
Guess, Brendan Nyhan e Jason Reifler, “notícias falsas se espalham rapidamente e de maneira
ampla, alcançando pessoas que, muitas vezes, não verificam a veracidade da informação”
(Guess, Nyhan & Reifler, 2018). A facilidade com que esses conteúdos se propagam impede
que os indivíduos se envolvam em uma análise mais profunda e cuidadosa, prejudicando o
discernimento crítico sobre o que é verdade e o que é manipulação.

Notícias falsas exploram o aspecto emocional dos usuários, capturando sua atenção de
maneira imediata e impulsiva, sem exigir reflexão profunda. Como observa o professor de
comunicação Robert Shiller, “a desinformação emocionalmente planejada é projetada para
atrair cliques e compartilhamentos, desviando o foco da análise racional” (Shiller, 2020). A
dependência das plataformas digitais em maximizar o envolvimento dos usuários agrava esse
problema, pois o conteúdo enganoso frequentemente obtém maior visibilidade das
informações baseadas em fatos.

Além de distorcer a compreensão individual, a disseminação de notícias falsas compromete a


percepção coletiva da realidade. Para a filósofa Hannah Arendt, “quando a verdade é
repetidamente comprometida, a capacidade de julgar o que é real e o que é falso se dissolve”
36
(Arendt, 1967). Esse ambiente de incerteza mina o senso crítico, pois cria um terreno onde
todos os fatos parecem questionáveis, prejudicando a confiança nas fontes de informação
confiáveis e tornando as opiniões mais voláteis e superficiais.

As notícias falsas são frequentemente criadas para explorar divisões sociais e promover
preconceitos, promovendo uma visão limitada e invejada dos acontecimentos. De acordo com
o pesquisador Yochai Benkler, “as fake news exploram narrativas polarizadoras, buscando
intensificar divisões já existentes na sociedade” (Benkler, 2018). A estrutura polarizadora
dessas notícias impede o desenvolvimento do senso crítico ao estimular posições rápidas e de
fortalecimento de posições extremadas, eliminando a possibilidade de análise imparcial e
equilibrada.

As fake news impactam a habilidade de discernir entre fontes confiáveis e não confiáveis, um
componente essencial do senso crítico. Segundo o jornalista David Souter, “a perda da
confiança nas fontes oficiais de informação deixa um vácuo, onde informações duvidosas
prosperam” (Souter, 2019). Esse cenário cria um ambiente onde o conhecimento e a opinião
se misturam, enfraquecendo a habilidade das pessoas de distinguir dados objetivos de
opiniões subjetivas, dificultando uma análise crítica e responsável dos eventos.

A repetição constante de informações falsas leva ao parecer conhecido como “efeito da


verdade ilusória”, onde uma mentira dita repetidas vezes passa a ser considerada verdade.
Psicólogos como Lynn Hasher e David Goldstein apontam que “a familiaridade com uma
informação, ainda que falsa, pode aumentar sua acessibilidade como verdadeira” (Hasher &
Goldstein, 1977). Esse efeito revela uma fraqueza na percepção crítica humana, que é
explorada por campanhas de desinformação para influenciar e manipular o público de
maneira sutil.

Outro fator que contribui para a disseminação de notícias falsas é o excesso de informação
disponível, que reduz a capacidade de concentração e análise crítica. O sociólogo Herbert
Simon sugere que “uma abundância de informação leva a uma escassez de atenção” (Simon,
1971). Esse excesso faz com que as pessoas muitas vezes aceitem informações sem a devida
verificação, enfraquecendo a capacidade crítica para distinguir entre conteúdos verídicos e
enganosos.

37
O consumo passivo de informações enganosas sem a prática de verificação e análise crítica
cria um ciclo de desinformação onde a verdade se torna irrelevante. Como aponta o jornalista
Walter Lippmann, “quando a verdade é sistematicamente obtida pela opinião, o senso crítico
é corroído” (Lippmann, 1922). A destruição da importância da verdade e da objetividade é
uma consequência direta da presença constante de notícias falsas, prejudicando o papel do
indivíduo enquanto agente crítico na sociedade.

A ausência de verificação dos fatos antes de compartilhar informações leva à disseminação


acelerada de notícias falsas, especialmente em plataformas de redes sociais. O especialista em
mídia digital Craig Silverman afirma que “a velocidade com que as notícias falsas são
compartilhadas supera em muito a capacidade de se corrigir os erros” (Silverman, 2016). Isso
demonstra a necessidade de práticas de verificação mais rigorosas para combater a
propagação de informações falsas e fortalecer o senso crítico na era digital.

Desafios das Redes Sociais na Formação do Senso Crítico

As redes sociais, embora proporcionem uma plataforma avançada para a troca de


ideias e informações, apresentam desafios importantes à formação do senso crítico. Um dos
principais problemas é a velocidade com que as informações circulam, que, segundo a
socióloga Zeynep Tufekci, “faz com que a verificação de fatos seja frequentemente
sacrificada em nome da rapidez e do engajamento” (Tufekci, 2017). Essa dinâmica pode levar
os usuários a compartilhar conteúdos sem uma reflexão profunda, prejudicando a capacidade
crítica.

A estrutura algorítmica das redes sociais tende a favorecer conteúdos que geram emoções,
como raiva ou medo, em detrimento de informações equilibradas e fundamentadas. De acordo
com o estudo de Klaus Gräser e Dariusz Szostek, “os algoritmos priorizam o engajamento em
detrimento da veracidade, criando um ambiente onde a desinformação prospera” (Gräser &
Szostek, 2021). Isso limita a exposição dos usuários a perspectivas diversas e estimula um
consumo de informações que não requer análise crítica.

As bolhas de filtro, criadas pelos algoritmos das redes sociais, sugeridas para a fragmentação
do conhecimento e da realidade. Eli Pariser descreveu essas características como “uma
situação em que os indivíduos são expostos apenas a informações que reforçam suas crenças
38
preexistentes” (Pariser, 2011). Essa realidade prejudica a formação de um senso crítico
robusto, pois as pessoas têm dificuldade em confrontar ideias opostas e avaliar informações
de maneira imparcial.

Além disso, as redes sociais podem criar um ambiente de conformidade social, onde a pressão
para se alinhar às opiniões predominantes pode inibir o pensamento crítico. Segundo o
psicólogo Solomon Asch, “o desejo de se conformar a um grupo pode levar os indivíduos a
ignorar suas próprias percepções e confiança” (Asch, 1956). Essa dinâmica pode resultar em
um comportamento de gestão, onde a análise crítica é abandonada em favor da acessível da
maioria.

A desinformação, alimentada por interações nas redes sociais, pode levar a um efeito em que
as opiniões infundadas se espalham rapidamente entre os usuários. Como alertam os
pesquisadores David Lazer et al., “as dinâmicas de interação nas redes sociais podem criar
ciclos de desinformação que perpetuam e amplificam falsidades” (Lazer et al., 2018). Esse
ciclo prejudica o senso crítico, uma vez que informações imprecisas podem ser vistas como
legítimas.

A superficialidade das interações nas redes sociais também impacta a profundidade do


pensamento crítico. A escritora Sherry Turkle argumenta que “as conversas muitas vezes não
têm a profundidade que as interações face a face oferecem” (Turkle, 2015). Essa falta de
profundidade dificulta o desenvolvimento de habilidades analíticas, já que a troca de ideias
em um formato superficial não estimula reflexões significativas.

A exposição constante a informações polarizadas e polêmicas nas redes sociais pode levar a
uma dessensibilização em relação a temas importantes. Segundo o filósofo e sociólogo
Zygmunt Bauman, “a fluidez das interações digitais resulta em um desespero emocional que
pode comprometer a empatia e a análise crítica” (Bauman, 2000). Essa dessensibilização pode
dificultar a capacidade de avaliar questões sociais e políticas de maneira informada e crítica.

Outro desafio importante é a manipulação das informações, que é facilitada pela natureza
viral das redes sociais. O especialista em comunicação Marshall McLuhan afirma que “o
meio é a mensagem”, enfatizando que a forma como as informações são demonstrações
podem influenciar sua interpretação e impacto (McLuhan, 1964). Essa manipulação torna
39
difícil discernir entre informações objetivas e narrativas distorcidas, prejudicando a formação
de um senso crítico.

As redes sociais, por fim, promovem um consumo de informações que é, muitas vezes,
passivo e fragmentado. O educador e pesquisador David Buckingham aponta que “a
capacidade de filtrar e avaliar informações é uma habilidade que deve ser ensinada, não
apenas esperada” (Buckingham, 2003). Portanto, a falta de uma educação adequada sobre a
análise crítica das informações disponíveis nas redes sociais resulta em um público vulnerável
a manipulações e desinformações.

O Papel dos Educadores na Promoção do Senso Crítico

Os educadores desempenham um papel crucial na promoção do senso crítico,


especialmente em tempos em que a desinformação e as distrações digitais estão em ascensão.
A formação de um pensamento crítico deve ser uma prioridade na educação contemporânea,
onde, como afirma o educador Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo. A
educação muda as pessoas. As pessoas transformam o mundo” (Freire, 1996). Isso enfatiza a
importância de cultivar habilidades críticas para que os alunos possam atuar de forma
consciente na sociedade.

Para que os educadores sejam eficazes na promoção do senso crítico, é fundamental que
integrem práticas de alfabetização midiática em suas aulas. De acordo com a UNESCO, “a
alfabetização midiática permite que os alunos analisem e avaliem criticamente a mídia,
capacitando-os a serem cidadãos informados e participativos” (UNESCO, 2013). Isso inclui
ensinar aos alunos a identificação de fontes confiáveis e o questionamento da veracidade das
informações que consomem.

Uma abordagem pedagógica que estimula o pensamento crítico é a aprendizagem baseada em


projetos. Essa metodologia permite que os alunos investiguem questões complexas e
desenvolvam soluções práticas, promovendo uma análise crítica de informações. O educador
John Dewey defendeu que “a educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a
preparação para a vida, é a vida mesma” (Dewey, 1938), ressaltando a importância de uma
aprendizagem ativa e reflexiva.

40
Os educadores também devem cultivar a discussão aberta e o debate em sala de aula, criando
um ambiente seguro para que os alunos expressem suas opiniões e questionem ideias. Como
afirma o filósofo e educador Richard Paul, “o pensamento crítico é um modo de raciocínio
sobre qualquer assunto, conteúdo ou problema” (Paul, 1993). Isso significa que promover o
diálogo e a troca de ideias é essencial para a formação de um senso crítico.

Além disso, a formação continuada dos educadores é vital para que eles possam se adaptar às
mudanças rápidas no cenário digital. Segundo o especialista em educação digital, George
Siemens, “a aprendizagem é um processo que se adapta e evolui com o ambiente em que
ocorre” (Siemens, 2005). Portanto, os educadores precisam estar atualizados sobre as novas
tecnologias e as implicações que estes têm sobre a aprendizagem e o pensamento crítico.

Uma outra estratégia importante é a promoção da reflexão crítica sobre as próprias práticas
educativas. O educador Donald Schön destaca que “a reflexão é uma habilidade essencial
para o desenvolvimento profissional” (Schön, 1983). Ao refletir sobre suas abordagens e
métodos, os educadores podem ajustar suas práticas para melhor atender às necessidades de
seus alunos e promover um pensamento crítico mais eficaz.

Além disso, é essencial que os educadores incluídos discutam sobre ética e responsabilidade
no uso das tecnologias digitais em suas aulas. A pesquisadora danah boyd afirma que “os
jovens precisam entender as implicações sociais e éticas de suas interações digitais” (boyd,
2014). Isso ajuda os alunos a se tornarem mais conscientes das consequências de suas ações e
a desenvolverem uma postura crítica em relação às informações que consomem e união.

Os educadores também podem aproveitar as redes sociais de formação positiva, utilizando


essas plataformas como ferramentas para promover a colaboração e o aprendizado crítico.
Segundo o educador Henry Jenkins, “as redes sociais podem servir como espaços para o
aprendizado participativo e a construção coletiva de conhecimento” (Jenkins, 2006). Ao
integrar essas ferramentas em suas aulas, os educadores podem estimular a discussão e a
análise crítica entre os alunos.

ELEIÇÕES 2022 VS PERÍODO POPULISTA NO BRASIL (1930-1964)

PÃO E CIRCO ( PENEM ET CIRCENSE) – ANTIGA ROMA


41
OBJETIVO

O objetivo desta pesquisa é realizar uma análise abrangente e crítica sobre os


impactos da era digital na consciência histórica e no senso crítico da sociedade
contemporânea. Nosso foco principal recairá sobre o papel das redes sociais e outros meios
de comunicação digital, que atuam como forças predominantes na erosão dessas
capacidades essenciais para o pensamento autônomo. A pesquisa buscará entender como a
Revolução das

Tecnologias de Informação e Comunicação, impulsionada pela Terceira Revolução


Industrial, contribuiu para a criação de novas formas de controle social e alienação. Para tal,
serão explorados conceitos filosóficos e sociológicos, como a teoria das sociedades de
controle de Gilles Deleuze, o capitalismo informacional de Manuel Castells, e a crítica ao
homem unidimensional de Herbert Marcuse, analisando seus desdobramentos no contexto
atual.

Na obra Conversações, Deleuze discute o conceito de sociedades de controle e sua


relação com o capitalismo global, argumentando que as estruturas de poder contemporâneas
evoluíram das antigas sociedades disciplinares para sistemas de controle mais sutis e
invisíveis. Segundo ele, “nas sociedades de controle, o que está em jogo não são as leis que
proíbem, mas as normas que regulam” (Deleuze, Conversações, 2008, p. 217). Este trecho
ilumina uma das características centrais da era digital: a normalização de comportamentos e
atitudes, onde a pressão pelo conformismo e a massificação tornam o questionamento
crítico uma prática cada vez mais rara.

Neste contexto, a pesquisa examinará como a dinâmica das redes sociais e


plataformas digitais intensifica esse fenômeno, promovendo um ciclo de dependência que
desestimula a reflexão profunda. Deleuze menciona que “as sociedades de controle são
progressivamente substituídas por uma vigilância contínua e uma modulação flexível, que
se adapta a cada indivíduo, seguindo-o em todos os momentos de sua vida” (Conversações,
2008, p. 218). Isso é claramente observado nas redes sociais, onde o

comportamento do usuário é monitorado e modificado por algoritmos que moldam


suas interações, gostos e opiniões, criando bolhas de informação e reforçando ideias

42
préestabelecidas. Esse ciclo de retroalimentação alienante fragiliza o senso crítico, levando
à conformidade passiva.

O Impacto Biológico e Psicológico do Uso das Tecnologias

O estudo irá detalhar como o uso contínuo das tecnologias digitais, especialmente
das redes sociais, impacta não só o comportamento, mas também as funções cognitivas e a
saúde mental. Gilles Deleuze discute como o controle pode ser exercido sobre o corpo e a
mente de formas cada vez mais sofisticadas, utilizando-se de novas tecnologias que
capturam a atenção e a energia das pessoas: “O homem não é mais confinado em
instituições, mas é modulado de forma contínua e interminável... numa espécie de imensa
modulação” (Conversações, 2008, p. 219). Essa modulação ocorre diretamente através dos
dispositivos digitais, que operam como ferramentas de controle do tempo e da mente,
afetando o corpo biológico e psicológico. Essa “modulação” tecnológica, somada ao estado
contínuo de distração em que os indivíduos se encontram, interfere nas habilidades de
atenção profunda e na capacidade de criar conexões mais complexas entre as informações.
Ao viverem um ciclo vicioso de busca por dopamina imediata — proporcionada por
estímulos constantes como vídeos curtos, notificações e atualizações em redes como
Instagram, TikTok e YouTube , os indivíduos perdem a habilidade de desacelerar e refletir.
Estão, como Deleuze sugere, presos a uma “máquina” que condiciona suas reações e
pensamentos, transformando o usuário em um ser dócil, altamente manipulável. O conceito
de “servidão maquínica” discutido por Deleuze se torna evidente aqui, quando percebemos
o quanto as tecnologias digitais e as redes sociais moldam o comportamento humano,
influenciando suas interações, percepções e, consequentemente, sua autonomia crítica. A
“servidão maquínica” de Deleuze, associada ao conceito de controle contínuo, envolve não
apenas uma subordinação física, mas uma submissão mental aos dispositivos tecnológicos.
Essas máquinas não são mais apenas ferramentas externas; elas se fundem ao sujeito,
agindo sobre seus desejos e seus pensamentos de maneira quase imperceptível. O ser
humano se transforma em um “nó” dentro de uma rede de controle difusa e pervasiva, onde
o comportamento é moldado por estímulos constantes e personalizados.

Alienação e o Capitalismo Informacional a pesquisa também se apoia nos conceitos


de Manuel Castells sobre o capitalismo informacional, que descreve uma economia centrada
no fluxo de informações e no controle das redes digitais como pilares para a reprodução do
43
capital. Nesse sistema, a comunicação digital é a principal mercadoria, e os usuários são ao
mesmo tempo consumidores e produtos desse fluxo, na medida em que seus dados,
comportamento e atenção são monetizados. Castells argumenta que o poder no capitalismo
informacional está ligado à capacidade de controlar o acesso, a circulação e a interpretação
das informações, o que acaba moldando a realidade percebida pelos indivíduos. Dessa
forma, a alienação moderna não é apenas uma desconexão do indivíduo em relação ao
processo produtivo, como descrito no modelo marxista tradicional, mas uma alienação da
própria capacidade de discernimento e autonomia crítica. A exposição constante a um
bombardeio informacional, aliado a algoritmos que promovem a personalização de
conteúdo, cria uma experiência fragmentada e superficial, que, como sugere Castells, limita
a capacidade dos indivíduos de analisar de forma crítica e holística o mundo ao seu redor.

O Homem Unidimensional e a Sociedade de Consumo Herbert Marcuse, em sua


obra O Homem Unidimensional, propõe uma crítica à sociedade industrial avançada, que,
segundo ele, promove uma conformidade e um pensamento unidimensional, limitando as
capacidades de resistência e crítica do indivíduo. No contexto digital contemporâneo, essas
ideias encontram eco nas formas como as redes sociais e outras plataformas de comunicação
moldam comportamentos de consumo e influenciam o modo de pensar das massas. Marcuse
argumenta que a sociedade de consumo cria falsas necessidades, que levam os indivíduos a
se identificarem com os produtos e serviços que consomem. Esse fenômeno é exacerbado
no ambiente digital, onde a constante exposição a conteúdos publicitários e à pressão por
status social em plataformas como Instagram e TikTok impulsiona o consumo e a busca por
validação externa. As redes sociais reforçam essa lógica ao promover uma cultura de “likes”
e seguidores, que servem como métricas de valor pessoal e social. A pesquisa explorará
como essa dinâmica alimenta o pensamento unidimensional, onde o indivíduo não só perde
a capacidade de questionar o sistema em que vive, mas também se torna um agente ativo na
sua própria alienação, ao internalizar os valores de consumo e conformismo.

Reflexões Críticas e Possíveis Caminhos de Resistência O objetivo final da pesquisa


será identificar possíveis caminhos de resistência a esses mecanismos de controle e
alienação, propondo alternativas para a recuperação da consciência crítica e da autonomia
do pensamento. Isso envolverá uma análise crítica de movimentos de contracultura digital,
iniciativas de desintoxicação tecnológica e formas que busquem desenvolver um senso
crítico mais robusto nos indivíduos. Será importante, nesse contexto, considerar as formas
44
como os conceitos de autonomia e emancipação podem ser ressignificados na era digital. O
trabalho de filósofos contemporâneos que discutem a relação entre tecnologia e liberdade,
como Castells, também será fundamental para pensar em alternativas ao estado de alienação
e controle.

A pesquisa, portanto, buscará não apenas descrever o problema, mas também propor
soluções práticas e teóricas que possam ser utilizadas para criar uma sociedade mais
consciente e crítica, capaz de resistir às pressões alienantes impostas pelas tecnologias
digitais.

METODOLOGIA

A metodologia de pesquisa adotada neste estudo segue uma abordagem mista,


integrando revisão bibliográfica, pesquisa de campo e análise de dados qualitativos e
quantitativos.

Segundo Prodanov e Freitas (2013), a revisão bibliográfica é essencial para “situar


o pesquisador no contexto da temática estudada”, permitindo uma compreensão das
principais discussões e teorias existentes. Minayo (2001) reforça que “a análise
documental é uma etapa crucial”, fornecendo um panorama teórico e histórico da questão
investigada. A revisão de literatura será criteriosa, focando nas principais fontes
acadêmicas e científicas sobre a consciência histórica e o senso crítico na era digital.

A definição do objeto de estudo é fundamental, de acordo com Prodanov e Freitas


(2013), que afirmam que “a delimitação do objeto de estudo é essencial para a clareza do
projeto”. Minayo (2001) complementa que “a construção do problema de pesquisa deve ser
feita a partir de uma leitura crítica da realidade”, considerando os impactos da era digital na
formação do senso crítico. Neste projeto, o objeto de estudo é a análise da erosão do senso
crítico em jovens estudantes, expostos a um grande volume de informações digitais
diariamente.

Prodanov e Freitas (2013) destacam a importância da formulação de hipóteses para


orientar a investigação científica, afirmando que “a formulação de hipóteses orienta a
investigação científica”. Minayo (2001) destaca que “as hipóteses devem ser testáveis e
baseadas em evidências empíricas”, permitindo uma avaliação precisa dos fenômenos
45
observados. A hipótese central deste projeto é que a exposição excessiva a informações
digitais fragmentadas contribui para a erosão do senso crítico entre os jovens, dificultando a
formação de uma consciência histórica consolidada.

O referencial teórico robusto é crucial para a análise dos dados coletados, conforme
Prodanov e Freitas (2013), que afirmam que “um referencial teórico robusto sustenta a
análise dos dados coletados”. Minayo (2001) acrescenta que “o referencial teórico deve ser
diversificado”, abrangendo diferentes perspectivas e teorias que possibilitem uma
compreensão abrangente do fenômeno estudado. Serão utilizados autores clássicos da teoria
crítica e da sociologia da comunicação, que abordam as implicações sociais e culturais da
era digital sobre a formação do senso crítico.

Para Prodanov e Freitas (2013), a definição dos métodos de coleta de dados deve
ser adequada aos objetivos da pesquisa, garantindo a obtenção de informações relevantes e
precisas. Eles afirmam que “a definição dos métodos de coleta de dados deve ser adequada
aos objetivos da pesquisa”. Minayo (2001) complementa que “a triangulação de métodos
enriquece a pesquisa”, permitindo uma análise mais completa e detalhada. Serão utilizadas
técnicas de entrevistas semiestruturadas e questionários estruturados para a coleta de dados
primários, além da análise de conteúdo das principais plataformas digitais utilizadas pelos
jovens.

A análise dos dados coletados deve ser minuciosa, segundo Prodanov e Freitas
(2013), que afirmam que “a análise dos dados coletados deve ser minuciosa”. Minayo
(2001) destaca que “a interpretação dos dados deve ser crítica”, considerando as influências
contextuais e históricas sobre os resultados encontrados. A análise dos dados neste projeto
será feita por meio de software de análise qualitativa, que auxiliará na organização e
interpretação das informações obtidas, permitindo a identificação de padrões e tendências
relevantes.

Prodanov e Freitas (2013) afirmam que a validação dos resultados é um passo


crucial na pesquisa científica, garantindo a confiabilidade e a validade das conclusões. Eles
destacam que “a validação dos resultados é um passo crucial na pesquisa científica”.
Minayo (2001) aponta que “a triangulação dos dados contribui para a robustez dos
resultados”, proporcionando uma análise mais consistente e abrangente. Os resultados deste

46
projeto serão validados por meio de comparações com estudos anteriores e consultas a
especialistas na área de educação e comunicação digital.

A discussão dos resultados deve ser fundamentada teoricamente, conforme Prodanov


e Freitas (2013), que afirmam que “a discussão dos resultados deve ser fundamentada
teoricamente”. Minayo (2001) reforça que “a discussão deve integrar os dados obtidos com
a literatura existente”, proporcionando uma análise crítica e reflexiva. A discussão dos
resultados deste projeto buscará relacionar os achados com as teorias sobre a erosão do
senso crítico e a formação da consciência histórica, destacando as implicações para a
educação e a sociedade.

Prodanov e Freitas (2013) destacam a importância da elaboração de um cronograma


para a organização da pesquisa, afirmando que “a elaboração de um cronograma é essencial
para a organização da pesquisa”. Minayo (2001) complementa que “o cronograma deve ser
realista e flexível”, considerando possíveis imprevistos e ajustes necessários. O cronograma
deste projeto será estruturado em fases, contemplando a revisão bibliográfica, coleta de
dados, análise e redação dos resultados, com prazos definidos para cada etapa.

A redação do relatório final deve ser clara e objetiva, segundo Prodanov e Freitas
(2013), apresentando de forma ordenada os resultados e conclusões do estudo. Eles
afirmam que “a redação do relatório final deve ser clara e objetiva”. Minayo (2001)
acrescenta que “a redação deve seguir normas acadêmicas rigorosas”, garantindo a
qualidade e a credibilidade do trabalho científico. O relatório final deste projeto será
redigido de acordo com as normas da ABNT, contemplando introdução, revisão de
literatura, metodologia, resultados, discussão e conclusão.

A apresentação dos resultados é uma etapa importante da pesquisa, afirmam


Prodanov e Freitas (2013), permitindo a divulgação dos achados para a comunidade
acadêmica e o público em geral. Eles destacam que “a apresentação dos resultados é uma
etapa importante da pesquisa”. Minayo (2001) reforça que “a apresentação deve ser clara e

acessível”, utilizando recursos visuais e explicativos para facilitar o entendimento. A


apresentação dos resultados deste projeto será feita em seminários, congressos e eventos
acadêmicos, além da publicação de artigos em periódicos científicos.

47
Prodanov e Freitas (2013) apontam que a reflexão sobre as limitações da pesquisa é
fundamental para a credibilidade do estudo, permitindo uma análise crítica das dificuldades
e desafios enfrentados. Eles afirmam que “a reflexão sobre as limitações da pesquisa é
fundamental para a credibilidade do estudo”. Minayo (2001) acrescenta que “as limitações
devem ser explicitadas”, indicando possíveis vieses e restrições do estudo. As limitações
deste projeto serão discutidas na seção final do relatório, considerando as dificuldades na
coleta e análise dos dados, bem como as limitações teóricas e metodológicas.

Prodanov e Freitas (2013) ressaltam a importância de recomendações para pesquisas


futuras, direcionando novos estudos que possam aprofundar o tema investigado. Eles
afirmam que “a importância de recomendações para pesquisas futuras direciona novos
estudos”. Minayo (2001) complementa que “as recomendações devem ser baseadas nos
resultados obtidos”, indicando lacunas e questões a serem exploradas. As recomendações
deste projeto incluirão sugestões para a implementação de políticas educacionais que
promovam o desenvolvimento do senso crítico e da consciência histórica em tempos de
distração digital.

A ética na pesquisa deve ser observada em todas as etapas, conforme Prodanov e


Freitas (2013), garantindo a integridade e a responsabilidade do pesquisador. Eles afirmam
que :“a ética na pesquisa deve ser observada em todas as etapas”. Minayo (2001) enfatiza
que “a ética envolve o respeito aos participantes e à comunidade científica”, assegurando a
transparência e a honestidade na condução do estudo. Este projeto seguirá rigorosamente os
princípios éticos da pesquisa científica, com a obtenção de consentimento informado dos
participantes e a confidencialidade dos dados coletados.

A conclusão do projeto, segundo Prodanov e Freitas (2013), deve resumir os


principais achados e destacar a contribuição do estudo para o avanço do conhecimento. Eles
afirmam que “a conclusão do projeto deve resumir os principais achados e destacar a
contribuição do estudo para o avanço do conhecimento”. Minayo (2001) reforça que “a
conclusão deve ser clara e objetiva”, sintetizando os resultados e apontando as implicações
práticas e teóricas do estudo. A conclusão deste projeto destacará a importância de se
compreender a erosão do senso crítico em tempos de distração digital e suas consequências
para a formação da consciência histórica dos jovens.

48
CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Referência: Parzianello, S. (2019). O populismo e a democracia no Brasil: Getúlio Vargas e


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51. HOLLOWAY, David - "O populismo é uma resposta às demandas não atendidas de
setores da população, e tanto Vargas quanto Bolsonaro souberam captar a insatisfação
popular, apresentando-se como salvadores em momentos de crise." (Holloway, 2019).

Referência: Holloway, D. (2019). Populismo e democracia no Brasil. [Incluir detalhes de


publicação].

52. CÍCERO, Marco Túlio - "Só se constrói o futuro conhecendo o passado."

Referência: Cícero, M. T. (ano de origem desconhecido). Citação amplamente referenciada


em contextos de reflexão histórica.

52

Common questions

Com tecnologia de IA

A disseminação de notícias falsas afeta o senso crítico ao criar um ambiente onde desinformação se propaga rapidamente, superando a capacidade de verificação de fatos. Isso impede uma análise profunda e cuidadosa, prejudicando a percepção da verdade e a objetividade. A desinformação planejada emocionalmente atrai cliques e compartilhamentos, desviando o foco da análise racional e crítica .

As redes sociais afetam a atenção e o foco cognitivo ao sobrecarregar os usuários com estímulos constantes e fragmentar a atenção, diminuindo a capacidade de realizar tarefas complexas. Este ambiente de distração constante impede a concentração prolongada e a execução de atividades que requerem raciocínio aprofundado, exacerbando sentimentos de ansiedade e estresse .

As redes sociais afetam a saúde mental ao criar ciclos viciantes no cérebro dos usuários, ativando mecanismos de recompensa que levam à dependência. A contínua exposição a estímulos rápidos provoca comportamentos compulsivos, ansiedade e estresse, além de afetar a interação social emocionalmente. Em termos de privacidade, as plataformas coletam e analisam dados dos usuários muitas vezes sem consentimento, levantando questões éticas sobre a manipulação dos dados para fins comerciais .

A personalização e filtragem de conteúdo nas redes sociais limitam a exposição a diferentes pontos de vista, isolando os usuários em bolhas de informação e reforçando suas próprias opiniões. Isso prejudica o desenvolvimento do senso crítico, pois limita a reflexão e a análise imparcial, além de dividir as pessoas em grupos extremos de pensamento, afetando negativamente a sociedade como um todo .

As redes sociais moldam comportamentos e preferências dos usuários por meio da coleta e análise de dados pessoais, muitas vezes sem consentimento total. Os algoritmos sofisticados utilizados influenciam as interações sociais e pensamentos, transformando a experiência digital em uma mercadoria em que o usuário se torna um produto inconsciente deste sistema. Essa vigilância constante e manipulação de dados impacta significativamente o comportamento do usuário .

Para combater a dependência de redes sociais, estratégias como práticas de mindfulness, adoção de hábitos digitais mais saudáveis e a promoção de um uso mais consciente e equilibrado através de políticas públicas e iniciativas educativas têm sido propostas. Além disso, a implementação de um estilo de vida digital minimalista pode ajudar na recuperação do foco e atenção .

As principais características da globalização, segundo Anthony Giddens, incluem a interconexão global, a densificação das relações sociais, a compressão do tempo e espaço, a globalização cultural com mudanças na identidade e na política, os riscos e incertezas globais, a governança e economia global .

A tecnologia contemporânea ameaça a liberdade individual através de grandes concentrações humanas e normas de regulação que resultam em uma crescente dependência das pessoas em relação a grandes organizações. Isso inclui o uso de propaganda e técnicas psicológicas, engenharia genética e a invasão da privacidade por meio de dispositivos de vigilância e computadores. Enfrentar essas ameaças individualmente é visto como ineficaz, portanto, Kaczynski sugere que é necessário combater o sistema tecnológico como um todo, em uma abordagem revolucionária e não reformista .

As redes sociais impactam a divisão social e a fragmentação de opinião ao criar bolhas de informação que reforçam crenças preexistentes, isolando indivíduos em grupos que compartilham a mesma visão de mundo. Esta estrutura encoraja divisões e compartimentalizações, prejudicando o debate democrático e o desenvolvimento de um senso crítico coletivo, agravando as divisões sociais .

Os desafios éticos associados à manipulação de dados nas redes sociais incluem a coleta de dados pessoais sem consentimento adequado, o uso de informações para fins comerciais, e a exploração das interações dos usuários pelas plataformas. Isso leva a preocupações com a privacidade, vigilância e o impacto na autonomia dos usuários, levantando questões sobre o uso ético e transparente dos dados .

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