Apostila
Apostila
PRIMEIRO TRIMESTRE
Justificativa
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Quando dizemos que a filosofia nasceu na Grécia, pontuamos que a Grécia do
século V a.C. não possuía um Estado unificado, mas era formada por Cidades-Estados
independentes, as chamadas pólis, que foram o berço da política, da democracia e das
ciências no ocidente. Transformaram a matemática herdada dos orientais em aritmética,
geometria, harmonia e lapidaram o conceito de razão como um pensar metódico,
sistemático, regido por regras e leis universais. Os gregos eram um povo comerciante,
propensos a navegação e ao contato com outras civilizações. A filosofia nascera das
adaptações que os pensadores gregos regimentaram aos conhecimentos adquiridos por
meio dessas influências, e da superação do pensamento mitológico buscando
racionalmente aliar essa nova ordem de pensamento propriamente grega, a vida na
pólis. Mas afinal, o que é a pólis? Como se constituía?
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Segundo os historiadores, a Filosofia teria surgido pela primeira vez na Grécia,
por volta do século VI a. C., na antiga cidade da Ásia Menor chamada Mileto, tendo
como protótipo o pensamento de Tales (c. 624/5 a. C.- 556/8 a. C). Inventor, astrônomo
e matemático – você deve lembrar do seu famoso teorema -, Tales é o resultado de toda
uma série de fatores que lhe permitiram registrar seu nome na história como sendo o
primeiro filósofo. Mileto era uma cidade que mantinha vínculos comerciais bem estreitos
com o Oriente, Egito e outras cidades do sul da atual Itália. A sua localização geográfica
privilegiada permitiu contato com essas culturas e assim o fortalecimento da economia
milésia através do comércio, ocorreu juntamente com a troca de conhecimentos e a
inevitável relativização de valores.
A própria religião grega, politeísta e antropomórfica, revelava-se mais aberta a
novas leituras e manifestações que as posteriores crenças em uma única divindade.
Aliado a esses fatores, temos aquele que é apontado como o de maior relevância em fazer
da Grécia o berço da Filosofia: a invenção da política. A própria pólis teria surgido, dois
séculos antes de Tales nascer, nas comunidades da Ásia Menor.
A maioria delas não era verdadeiramente “democrática” como alguns gostam de
afirmar, mas a vida em seu interior girava em torno das decisões de instituições que
funcionavam como espécies de conselhos e assembleias, ora do povo, ora aristocratas ou
dos magistrados. E em que isso ajudaria a Filosofia? Simples: a prática do diálogo, o
estímulo ao exercício da discussão inerentes ao debate político criaram as condições
ideais para essa nova forma de pensar a realidade que toma como princípio não mais a
fé nos deuses, mas a razão humana. Por isso, frequentemente, ouvimos que a “Filosofia
é filha da pólis”.
Mas seria um equívoco pensarmos que bastou a Filosofia surgir no século VI a.
C. para que os gregos abandonassem as suas crenças. Obviamente, o processo de
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dessacralização do saber não ocorreu de uma hora para outra, mas foi resultado de um
longo processo histórico no qual, aos poucos, foi-se percebendo que as histórias contadas
pelos antigos poetas não mais eram suficientes para dar conta do real. Ainda assim, por
muito tempo, o mito coexistiu com pensamento filosófico, mantendo-se presente até
mesmo nos escritos de filósofos de renome como Platão (c. 428/7 a.C. - 348/7 a. C.). A
predominância da razão (chamada de logos pelos gregos) na explicação da realidade que
percebemos nos dias de hoje tem sua origem na Filosofia, quando, pela primeira vez,
ocorre um distanciamento da concepção mítica da realidade em direção a uma
explicação que parte da observação e do raciocínio.
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Assim, para fins didáticos, dividimos a História da Filosofia em:
1 Filosofia Antiga (VI a.C – VI d. C): Composta pela escola pré-socrática (de Tales a
Empédocles), pelos filósofos chamados “clássicos” (Sócrates, Platão e os Sofistas), pelo
período sistemático representado por Aristóteles e, finalmente, pelo período helênico
das escolas epicuristas, estoicas, céticas e cínicas tanto gregas quanto romanas.
2 Filosofia Cristã (I d.C. – XIV d. C.): Composta pela Patrística (que abrange desde os
primeiros escritos cristãos até a filosofia de Sto. Agostinho de Hipona) e todo o período
medieval ou escolástico, cujo principal representante foi S. Tomás de Aquino.
3 Filosofia Moderna (XIV d. C. – XIX d. C): Iniciada pelos filósofos renascentistas como
René Descartes, seguidos pelos iluministas, como Immanuel Kant.
4 Filosofia Contemporânea (a partir do final do séc. XIX d.C): Marcada pela reflexão dos
filósofos como Karl Marx e Friedrich Nietzsche até os dias de hoje. A Filosofia tem,
portanto, quase 27 séculos de história. Uma história fascinante, cheia de discussões
acaloradas e teorias que pretendem dar conta, senão da totalidade, da maior parte das
questões que assolam o espírito humano.
A Filosofia abrange uma ampla gama de temas, que podem ser divididos em
diferentes ramos:
Lógica: trata das regras do raciocínio correto, estabelecendo métodos para argumentar
de maneira consistente e evitar falácias.
01) Tales de Mileto, o primeiro filósofo segundo Aristóteles, teria afirmado “tudo é
água”, indicando, assim, um princípio material elementar, fundamento de toda a
realidade.
02) Heráclito de Éfeso interessou-se pelo dinamismo do universo. Afirmou que nada
permanece o mesmo, tudo muda; que a mudança é a passagem de um contrário ao outro
e que a luta e a harmonia dos contrários são o que geram e mantêm todas as coisas.
03) Parmênides de Eleia afirmou que o ser não muda. Deduziu a imobilidade e a
unidade do ser do princípio de que “o ser é” e “o não ser não é”, elaborando uma
primeira formulação dos princípios lógicos da identidade e da não contradição.
05) Para Demócrito de Abdera, todo o cosmo se constitui de átomos, isto é, partículas
indivisíveis e invisíveis que, movendo-se e agregando-se no vácuo, formam todas as
coisas; geração e corrupção consistiriam, respectivamente, na agregação e na
desagregação dos átomos.
2- Leia o texto:
Mania da Dúvida
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Em terrível hesitação experimentando
A minha mente.
É falsa a verdade?
Qual o seu aparentar já que tudo são sonhos e tudo é sonhar?
Perante o mistério vacila à vontade
Em luta dividida dentro do pensar,
E a Razão cede, qual cobarde,
No encontrar Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver.
b) Na primeira estrofe, o autor escreve que ―E o seu incessante perguntar / Cansa meu
coração. Por que o ato de questionar é colocado como sendo algo cansativo?
3- Veja o quadrinho
Miguelito e Mafalda
Qual a postura de Miguelito diante dos acontecimentos da vida? Sua postura baseia-se
num processo de dúvida ou certeza? Justifique.
c) Confirmaram que as civilizações, em sua origem, não possuem vínculos com seu
passado lendário, denominado idade das trevas.
d) São apenas formas artísticas ou literárias independentes dos interesses políticos, por
serem estéticas.
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5 (UEL/2009) ―Há, porém, algo de fundamentalmente novo na maneira como os Gregos
puseram a serviço do seu problema último – da origem e essência das coisas – as
observações empíricas que receberam do Oriente e enriqueceram com as suas próprias,
bem como no modo de submeter ao pensamento teórico e casual o reino dos mitos,
fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível: os mitos sobre o
nascimento do mundo.
(JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 197.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre mito e filosofia na Grécia,
é correto afirmar:
a) Em que pese ser considerada como criação dos gregos, a filosofia se origina no
Oriente sob o influxo da religião e apenas posteriormente chega à Grécia.
b) A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, representando uma
nova forma de pensamento plenamente racional desde as suas origens.
d) Filosofia e mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que
o pensamento filosófico necessita do mito para se expressar.
e) O mito já era filosofia, uma vez que buscava respostas para problemas que até hoje
são objeto da pesquisa filosófica.
(UEL- 2003 - adaptada) ―Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo está
ordenado. Os deuses disputaram entre si, alguns triunfaram. Tudo o que havia de ruim
no céu foi expulso, ou para a prisão do Tártaro ou para a Terra, entre os mortais. E os
homens, o que acontece com eles? Quem são eles? (VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os
homens. Trad. de Rosa Freire d‘Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 56.)
O texto acima é parte de uma narrativa mítica. Considerando que o mito pode ser uma
forma de conhecimento, assinale a alternativa correta.
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A tradição costuma atribuir a expressão “pré-socráticos” a todos os pensadores
que antecederam o grande filósofo da cidade de Atenas, chamado Sócrates (c. 470/69 -
399 a. C). Essa anterioridade, em sua grande maioria, é histórica. No entanto, alguns pré-
socráticos - como Demócrito de Abdera (c. 460 a. C. – 370 a. C.) - parecem ter vivido na
mesma época que o filósofo ateniense. De qualquer forma, pode-se afirmar com uma
certa convicção que nenhum deles conseguiu alcançar a profundidade e, muito menos,
o grau de abstração típico do pensamento socrático.
Nesse sentido, a anterioridade é, sobretudo, filosófica. A maioria desses
pensadores fez da questão da origem (archê) e da natureza (physis) o seu objeto de
reflexão, mas, por outro lado, também foram incapazes de romper definitivamente com
a estrutura típica do discurso mítico. Veja o exemplo de Parmênides de Eleia.
Considerado o “pai” da lógica pela descoberta dos princípios de identidade e da não
contradição, escreveu todo o seu discurso sob a forma de poemas e dedicou os 32 versos
de seu proêmio a uma espécie de hino de exaltação à deusa da justiça e da verdade, Diké:
E a deusa, com boa vontade, acolheu-me, e em sua mão minha mão direita
tomou, desta maneira proferiu a palavra e me saudou: Ó jovem acompanhado por
aurigas imortais, que, com cavalos, te levam ao alcance de nossa morada, Salve! Porque
nenhuma Partida ruim te enviou a trilhar este caminho, à medida que é um caminho
apartado dos homens, mas sim Norma e Justiça. Mas é preciso que de tudo te instruas:
tanto do intrépido coração da Verdade persuasiva quanto das opiniões de mortais em
que não há fé verdadeira.
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torna-se responsável por inaugurar uma importante vertente da filosofia que tem como
ponto central a distinção entre realidade e aparência. Por fim, para Parmênides:
“pensamento e ser coincidem”. Isto quer dizer que só podemos pensar por meio de
juízos afirmativos ou, em outras palavras, que o pensamento a partir daquilo-que-não-é
(Nada) revela-se impossível. Por essa razão, foi considerado o fundador dos princípios
lógico-ontológicos da identidade e da não contradição, que permanecem inalterados até
os dias de hoje, bem como um dos precursores do discurso metafísico.
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não ter deixado nenhum texto escrito, tornou-se célebre por duas passagens registradas
por seus alunos Platão e Xenofonte: a ida ao oráculo de Delfos e o processo de seu
julgamento. A sua visita à sacerdotisa (ou pitonisa) do mais famoso oráculo daquela
época fez de Sócrates o homem mais sábio do mundo. Humilde, aceitou as palavras do
deus como reflexo de sua própria consciência diante de suas limitações. “A verdadeira
sabedoria – dizia o filósofo – consiste em se saber que nada se sabe”. Essa é de uma das
máximas mais famosas da História que traz consigo a concepção que identifica a
Filosofia não como posse e sim como uma busca incessante da verdade.
O oráculo de Delfos era um dos mais famosos de toda a Grécia antiga. Diversas
figuras importantes para lá se dirigiam, a fim de conhecer as enigmáticas previsões do
deus Apolo ditas através de sua pitonisa. Conta a tradição, que nas paredes do templo
havia um grande número de provérbios e máximas. Uma delas teria inspirado o próprio
Sócrates e sua filosofia: “Conhece-te a ti mesmo!” Outra passagem famosa de Sócrates
aconteceu em tempo de sua condenação. O jovem e desconhecido poeta Meleto
apresentou ao tribunal as seguintes acusações contra ele: 1. Não reconhecer os deuses do
Estado; 2. Introduzir novas e malignas divindades; 3. Corromper a juventude com as
suas ideias. Apesar de sua articulada defesa, Sócrates, com 70 anos, é condenado a morte,
por envenenamento por cicuta, no ano de 399 a. C. Para Platão, a morte de seu amado
professor representou a perda não só para aqueles que tiveram a chance de conhecê-lo,
mas para toda a Atenas, uma vez que ele: “foi o melhor e também o mais sábio e mais
justo dos homens.” (Fedon, LXVI).
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enganadores – a exemplo da opinião de Platão presente em seus muitos diálogos
dedicados a esses pensadores ?
A Filosofia de Platão Platão (437 a.C.- 347 a.C.) foi o mais famoso discípulo de
Sócrates e professor de Aristóteles. Em sua fase inicial, seus escritos têm na figura de
Sócrates o seu principal protagonista e caracterizam-se pela crítica ao conhecimento
sensível e na tentativa de reprodução do pensamento socrático. Mais tarde, Platão -
mesmo que a partir dos ensinamentos do mestre – desenvolve as suas três teorias
principais, a saber:
A teoria das ideias ou formas (apresentada de modo didático no diálogo
“Fédon”) que defende a existência de dois mundos distintos: o sensível e o inteligível;
A teoria da linha dividida (explicitada na obra “República”), onde propõe uma
hierarquia entre as diferentes formas de conhecimento;
A teoria da reminiscência da alma, delineado no “Fedro”. A partir do mito da
parelha alada, Platão justifica a educação como um processo de relembramento
(anamnese, em grego), uma vez que, enquanto almas, havíamos contemplado todas as
ideias existentes, mas que foram esquecidas no ato da encarnação.
É importante ressaltar que as duas primeiras teorias foram uma espécie de
resposta aos problemas deixados pelos pré-socráticos Heráclito e Parmênides, isto é, o
impasse entre o mobilismo universal e o imobilismo. E a última, um recurso à crença
pitagórica da mentempsicose e ao papel de “parteiro” do educador, defendida por
Sócrates.
Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) foi um dos mais importantes filósofos gregos e o
principal representante da terceira fase da história da filosofia grega “a fase sistemática”.
Escreveu uma série de obras que falavam sobre política, ética, moral e outro campos de
conhecimento e foi professor de Alexandre, o Grande (356 a.C-323 a.C.). Aristóteles
nasceu em Estagira, na Macedônia, em 384 a.C. Com 17 anos, partiu para Atenas e
começou a frequentar a Academia de Platão. Por conta do local de seu nascimento o
autor é chamado comumente de "o Estagirita". De origem aristocrática, causou
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admiração pelo seu comportamento requintado e pela sua inteligência. Logo se tornou
o discípulo predileto do mestre, que observou:
“Minha Academia se compõe de duas partes: o corpo dos estudantes e o cérebro de
Aristóteles”.
Com a morte de Platão, em 347 a.C., o brilhante e famoso aluno se considerava o
substituto natural do mestre na direção da Academia. Porém, foi rejeitado e substituído
por um ateniense nato. Decepcionado, deixou Atenas e partiu para Atarneus, na Ásia
Menor – então grega. Foi conselheiro de estado de um antigo colega, o filósofo político
Hermias. Casou com Pítria, filha adotiva de Hermias, mas quando os persas invadiram
o país e mataram seu governante, ficou novamente sem pátria.
Em 343 a.C., foi convidado por Filipe II da Macedônia para preceptor de seu filho
Alexandre. O rei queria que seu sucessor fosse um requintado filósofo. Assim, como
preceptor na corte da Macedônia durante quatro anos, teve a oportunidade de
prosseguir suas pesquisas e desenvolver muitas das suas teorias.
Quando retornou a Atenas, em 335 a.C., Aristóteles decidiu fundar sua própria
escola chamada Liceu por estar situada no edifício dedicado ao deus Apolo Lício. Além
dos cursos técnicos para os discípulos, dava aula ao povo em geral. No Liceu, estudava-
se geometria, física, química, botânica, Astronomia, Matemática, etc. Em 323 a.C., com a
morte de Alexandre Magno, rei da Macedônia, que então dominava a Grécia, Aristóteles
foi acusado de ter apoiado o governo déspota e resolveu abandonar novamente Atenas.
Um ano depois, em 322 a.C., Aristóteles morreu em Cálcis, na Eubeia. Em seu
testamento determinou a libertação dos seus escravos. A influência de Aristóteles sobre
o desenvolvimento da Filosofia no mundo ocidental foi enorme, notadamente na
Filosofia Cristã de São Tomás de Aquino durante a Idade Média. Sua influência se faz
sentir até os nossos dias.
Platão e Aristóteles
Aristóteles, muitas vezes, fez objeções ao idealismo de seu mestre Platão. Para
Platão existem duas categorias de seres: o mundo sensível (aparência) x mundo
inteligível (essência). Assim, nenhum objeto concreto conseguiria representar a si mesmo
na sua totalidade. Somente a ideia garantiria o conhecimento seguro acessado pelo
intelecto, pela razão. Por sua vez, Aristóteles afirmava que só havia um mundo. A
grande diferença era como conhecemos este mundo, pois captaremos por meio dos
sentidos e do intelecto.
A filosofia de Aristóteles abrange a natureza de Deus (Metafísica), do homem
(Ética) e do Estado (Política).
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Figura - Teatro grego, disponível em: https://www.todamateria.com.br/teatro-
grego/
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A Tragédia grega foi o primeiro gênero teatral que surgiu na Grécia. Depois dela,
surge a comédia e a tragicomédia, ambos gêneros menores, segundo os gregos. Isso
porque na Tragédia os personagens não eram pessoas comuns, como apareceriam nas
comédias. Além disso, os júris da tragédia envolviam pessoas escolhidas da aristocracia,
enquanto na comédia eram pessoas comuns, escolhidas da plateia. As tragédias eram
textos teatrais que apresentavam histórias trágicas e dramáticas derivadas das paixões
humanas as quais envolveriam personagens nobres e heroicas: deuses, semideuses e
heróis mitológicos. A Tragédia Grega foi um dos gêneros teatrais (ou dramáticos) mais
encenados durante a Grécia Antiga. É considerada o gênero teatral mais antigo, dos
quais se destacam os dramaturgos gregos: Ésquilo (524-456 a.C.), Sófocles (496-406 a.C.)
e Eurípedes (480-406 a.C.).
Do grego, a palavra tragédia (tragoedia) é composta pelos vocábulos, “tragos”
(bode) e “oidé”, (canção), e significa “canção ao bode”. Isso explica a relação com a
origem do termo, posto que durante as celebrações realizadas ao Deus Dionísio, um
bode era sacrificado como oferenda. Por outro lado, a palavra tragédia pode estar
relacionada com o figurino de sátiros (figura mitológica metade humano e metade de
bodes) que alguns homens utilizavam durante as celebrações.
1- A arte teatral grega se iniciou quando um homem chamado Téspis resolveu usar
uma máscara de Dioniso para interpretar o papel desse deus, conversando com o
coro. Naquele momento, Téspis se comportou como um:
a) diretor de teatro.
b) ator.
c) dançarino.
d) filósofo.
e) músico.
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01) Nas apresentações das tragédias os atores usavam máscaras de couro, pano ou
madeira. Além de auxiliar na amplificação da voz, a máscara também permitia que o
mesmo ator fizesse mais de um personagem durante a peça, sem revelar sua identidade
ao público.
04) Nas tragédias, além dos atores, um elemento fundamental do espetáculo era o coro,
formado por um grupo de pessoas que faziam comentários, reflexões ou falas para,
inclusive, explicar acontecimentos anteriores.
08) Na tragédia grega a figura do herói é caracterizada por sempre cometer uma falha
trágica que desencadeia o fio condutor do espetáculo. Esse recurso objetiva mostrar a
falha de caráter inerente a todo ser humano.
16) Tanto na comédia como na tragédia o ponto central era a improvisação. Era comum
os atores pararem no meio das peças para falar diretamente ao público, pedir sua opinião
e sugerir sua participação nelas.
O conhecimento que se baseia nos mitos tem como característica principal ser
fabuloso. É um conhecimento que advém de uma tradição oral, das narrativas míticas.
Na Grécia antiga, a transmissão desses conhecimentos era tarefa dos poetas-rapsodos.
Essas narrativas remontam histórias sobre o início dos tempos. Dão conta de explicar de
maneira fantasiosa, a origem do mundo e de tudo o que é relevante para a vida daquele
grupo de indivíduos.
Criam-se laços e desenvolvem a ideia de pertencimento a uma comunidade por
partilharem um passado comum. Os mitos atuam como uma memória partilhada,
repleta de imagens de fácil associação e compreensão. Baseadas na crença, as narrativas
míticas reforçam, de forma ilógica e contraditória, imagens e constroem uma consciência
coletiva. A consciência mítica está baseada na crença de que são representações fiéis da
realidade.
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Esses dogmas reforçam um ato de conhecimento comum na religião: a divisão
entre o que é profano e observável e o que é sagrado e misterioso. A partir dessa ideia,
há uma hierarquização dessa divisão, que confirma o poder divino sobre os indivíduos.
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O método científico visa a reprodução e a aplicação dos saberes. A partir do
controle de todas as etapas da investigação espera-se que os resultados possam ser
repetidos e demonstrados diversas vezes, sempre que respeitadas as suas condições.
Escola de Atenas (1511), obra de Rafael, que retrata diversos pensadores. Ao centro, Platão aponta para o céu
(representando o mundo das ideias) e Aristóteles aponta para o chão (representando a política). Ambos cercados por
vários pensadores e personalidades de diversos períodos
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