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MTP 2

O Manual Técnico-Profissional Nº 3.04.02 (MTP 02) aborda a abordagem a pessoas na função policial, alinhando-se à legislação brasileira e normas internacionais de Direitos Humanos. O documento detalha técnicas e táticas policiais, enfatizando a importância da disciplina tática, deslocamentos, uso de cobertas e abrigos, e comunicação não verbal durante intervenções. A leitura do MTP 02 deve ser precedida pela do MTP 01, que trata da intervenção policial e uso da força.

Enviado por

Thiago Lamounier
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Tópicos abordados

  • táticas de aproximação triangu…,
  • técnicas de controle,
  • disciplina de luz e som,
  • patrulha policial,
  • técnicas de abordagem a pessoa…,
  • técnicas de abordagem,
  • avaliação de risco,
  • técnicas de busca,
  • técnicas de resgate,
  • técnicas de abordagem a pessoa…
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O Manual Técnico-Profissional Nº 3.04.02 (MTP 02) aborda a abordagem a pessoas na função policial, alinhando-se à legislação brasileira e normas internacionais de Direitos Humanos. O documento detalha técnicas e táticas policiais, enfatizando a importância da disciplina tática, deslocamentos, uso de cobertas e abrigos, e comunicação não verbal durante intervenções. A leitura do MTP 02 deve ser precedida pela do MTP 01, que trata da intervenção policial e uso da força.

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Tópicos abordados

  • táticas de aproximação triangu…,
  • técnicas de controle,
  • disciplina de luz e som,
  • patrulha policial,
  • técnicas de abordagem a pessoa…,
  • técnicas de abordagem,
  • avaliação de risco,
  • técnicas de busca,
  • técnicas de resgate,
  • técnicas de abordagem a pessoa…

Prof. André Gustavo Prof.

André Gustavo

MANUAL TÉCNICO-PROFISSIONAL
Nº 3.04.02/2020-CG

MTP 02

ABORDAGEM A PESSOAS
Prof. André Gustavo Prof. André Gustavo

SEÇÃO 1

APRESENTAÇÃO
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APRESENTAÇÃO

O Manual Técnico-Profissional Nº 3.04.02 (MTP 02) –


Abordagem a Pessoas está em conformidade com a
legislação brasileira e com as normas internacionais de
Direitos Humanos, oriundas das Organização das Nações
Unidas (ONU), as quais são aplicadas à função policial.

Este documento tem como referência os fundamentos da


abordagem policial do Manual Técnico-Profissional Nº
3.04.01 (MTP 01) – Intervenção Policial, Processo de
Comunicação e Uso da Força e trata da aplicação da
técnica e tática policial à atividade-fim.
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APRESENTAÇÃO

A construção das técnicas e táticas descritas neste Manual


é fruto de experiências positivas vivenciadas no cotidiano
operacional, de pesquisa e da análise de simulações de
ações policiais em âmbito acadêmico.

Este volume enfatizará a abordagem a pessoas, bem como


as ações que devem ser realizadas de forma preparatória e
posteriores a esta intervenção. Logo, a leitura do MTP 02
deve, obrigatoriamente, ser precedida da leitura do MTP 01.
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SEÇÃO 2

TÉCNICAE TÁTICAPOLICIALBÁSICA
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Técnica e Tática Policial Básica

Técnica: Conjunto de MÉTODOS E


PROCEDIMENTOS utilizados na execução da atividade
policial. Visa alcançar: Eficiência; segurança e
legalidade. COMO FAZER. (Foram selecionadas de
experiências cotidianas)

Tática: É a forma de se aplicar com eficácia os


recursos técnicos que se dispõe, ou de se explorar as
condições favoráveis para se atingir os objetivos
desejados. ESTRATÉGIA
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Técnica e Tática Policial Básica

Disciplina tática consiste na OBEDIÊNCIA DE


TODOS OS POLICIAIS MILITARES, quando atuando
em grupo, ao exercer suas ações (o que e quando
fazer?), no exato local (onde fazer?) definido no
planejamento de cada atividade.

Para garantir a disciplina tática, todos os policiais


militares devem conhecer sua função no ambiente
de intervenção e conscientizar-se que cada
atribuição, por mais simples que pareça, é
imprescindível para que o caso tenha uma solução
satisfatória (por que fazer?).
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Deslocamentos Táticos

Correspondem às movimentações, realizadas por


policiais militares, com o objetivo de progredir,
aproximar e abordar pessoas, adotando técnicas
específicas que permitam agir com rapidez,
surpresa e segurança.

 Uso de cobertas e abrigos


 Deslocamentos a pé
 Deslocamentos por rastejo
 Técnicas de uso de escudo balístico
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Uso de cobertas e abrigos

OCULTAÇÃO visa possibilitar que os policiais militares


desloquem até o local determinado, sem serem vistos
pelos suspeitos até o momento da abordagem, ou
seja, conseguindo assim o fundamento da surpresa.

PROTEÇÃO visa diminuir o risco do policial militar


ser agredido ou alvejado pelo suspeito.

As cobertas e os abrigos são anteparos existentes


na natureza ou produzidos pelo homem,
encontrados ao longo do deslocamento ou no
cenário onde ocorre a intervenção policial.
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Uso de cobertas e abrigos


As cobertas são usadas como ocultação. Não têm a
capacidade de deter projéteis disparados contra o militar.
Exemplos: portas em madeira, arbustos, fumaça, neblina,
um local escuro ou outro fator que dificulte a visualização e
os movimentos do policial;
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Uso de cobertas e abrigos


Os abrigos são usados como proteções, e são anteparos
que, por suas características e dimensões, são capazes de
proteger o policial militar contra disparos de arma de fogo e
arremesso de objetos. Exemplos: postes, muros, paredes,
parte frontal de veículos (compartimento do motor),
caçambas metálicas, tronco de árvores, dentre outros.
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Uso de cobertas e abrigos


Para maximizar a proteção nos deslocamentos e nas
abordagens, deve-se, sempre que possível, conjugar a
coberta com o abrigo.

O deslocamento tático em áreas amplas, abertas e sem


proteção, podem comprometer a segurança do policial
militar.

Todavia, sendo necessária a movimentação nessas


áreas, deverá ser realizada de forma rápida com silhueta
reduzida ou lenta através dos procedimentos de rastejo,
se as circunstâncias exigirem, e sempre com a cobertura da
equipe.
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Tipos de deslocamentos a Pé

Existem três tipos principais de deslocamentos


táticos de policiais no processo a pé, variando de
acordo com o objetivo a ser alcançado:

 Deslocamento Lento

 Deslocamento Normal

 Deslocamento Rápido
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Tipos de deslocamentos a Pé

DESLOCAMENTO LENTO: é o passo com


velocidade moderada, que permita ao policial militar
observar todos os pontos de foco e pontos quentes
antes de progredir.

O policial militar deverá estar de silhueta reduzida,


com a arma nas posições de guarda baixa ou
guarda alta. Deverá ser empregado,
preferencialmente, nas intervenções de risco nível II
e III, em que há necessidade de aproximação mais
segura do objetivo a pé, mantendo a ocultação dos
policiais militares até o momento da abordagem. Exige
disciplina de luz e som
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Tipos de deslocamentos a Pé

DESLOCAMENTO NORMAL: é o passo natural,


com compostura, em que o policial militar deverá
estar no estado de atenção ou de alerta, com a
arma localizada no coldre, observando que
acontece à sua volta. Este deslocamento, devido ao
pouco desgaste físico, permite percorrer grandes
distâncias e empenho em jornadas prolongadas.
Deverá ser empregado em rastreamentos e
deslocamentos longos até a aproximação mediata
do alvo principal da intervenção ou durante o
policiamento;
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Tipos de deslocamentos a Pé

DESLOCAMENTO RÁPIDO: é o passo com


velocidade acelerada que permite ao policial militar
alcançar o objetivo com rapidez. Este tipo de
deslocamento deverá ser empregado mediante prévia
avaliação dos riscos, nos seguintes casos, entre outros:

I.- Perseguição de suspeito enquanto estiver à vista. O policial militar


deve alterar o tipo de deslocamento conforme a avaliação das áreas de
risco ou segurança;

II.- Progressão em áreas amplas, carentes de cobertas e abrigos.


Nesses casos, o policial militar poderá empregar técnica de
deslocamento com mudança brusca de direção “ziguezague”;

III.- Intervenções com objetivo de salvar vidas.


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Deslocamentos por rastejo


PRIMEIRO PROCESSO: o policial militar apoiará seu corpo ao
solo em decúbito ventral, mantendo seu corpo o mais próximo
possível do chão. O PM se locomoverá por meio da tração
alternada de cotovelos e joelhos.

 Caso o policial militar esteja portando arma longa, ela deverá ser
transportada nos braços, perpendicularmente ao corpo, para que não entre
sujeiras em seu cano.

 Caso esteja empunhando arma de porte, esta ficará na mão forte, com dedo
fora do gatilho.
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Deslocamentos por rastejo


SEGUNDO PROCESSO: o policial militar apoiará seu corpo ao
solo em decúbito ventral. Manterá seus cotovelos e antebraços
no chão. Flexionará apenas uma perna, e a utilizará para
impulsionar o corpo para frente, juntamente com a ajuda
das mãos e antebraços.
 Caso o policial militar esteja portando arma longa, ela poderá ser conduzida
por uma das mãos à frente do corpo segura pela bandoleira, cano da arma
voltado para frente, elevando o armamento o mínimo necessário a cada
impulsão.
 Caso esteja empunhando arma de porte, esta ficará na mão forte, com dedo
fora do gatilho. Este processo faz com que a movimentação seja mais lenta e
cansativa em relação ao primeiro, mas melhora as condições de ocultação e
proteção.
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Técnicas de uso do escudo balístico

O escudo balístico é um equipamento que visa


proteger a pessoa que o conduz.

Contudo, com a técnica adequada, sua capacidade


de proteção poderá se estender aos demais
policiais militares da equipe durante o processo de
deslocamento.

As progressões utilizando escudos balísticos podem ser


feitas de duas formas principais, variando de acordo
com o nível de segurança:
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Técnicas de uso do escudo balístico

Segurança Mínima:
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Técnicas de uso do escudo balístico

Segurança Máxima:
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Técnicas de uso do escudo balístico

Em ambos os casos, o armamento será conduzido


lateralmente ao escudo, de modo que a armação
encoste no equipamento e apenas o cano fique
exposto.

Havendo necessidade extrema de disparo, o policial


militar levará o armamento para frente do visor do
escudo, para melhor controle da visada, fazendo a
empunhadura lateral. Todavia, o mais recomendado é
que outro policial militar com melhor
posicionamento tático realize os disparos para
neutralizar o agressor.
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Disciplina de luz e som


A disciplina de luz e som é o conjunto de recomendações
que pode ser empregado para reduzir ou eliminar a
emissão de ruídos e de luminosidade que possam
denunciar o posicionamento do policial militar.

Para manutenção da disciplina de luz, os policiais militares


deverão ocultar o visor do celular, caso seja necessário seu uso
como instrumento de comunicação. Além disso, jamais acender
cigarro e evitar expor objetos cromados com capacidade de
reflexão de luz direta. Os policiais militares deverão fazer o uso
da lanterna de acordo com as técnicas de emprego deste
equipamento,
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Disciplina de luz e som


Simples medidas podem preservar a vantagem tática durante a
abordagem. Para manutenção da disciplina de som:

a)realizar a auto inspeção (apalpar os bolsos, efetuar pequenos saltos, etc.)


antes de iniciar o deslocamento, retirando materiais que façam barulho;
b)manter no modo silencioso ou desligado os telefones celulares, alarmes
de relógio e similares;
c)certificar-se de que os metais do cinturão ou de qualquer objeto conduzido
estejam realmente presos, como as algemas, apitos, tonfa, outros;
d)ajustar o volume do rádio HT ou, quando possível, usar fones de ouvido
para comunicação.
e)iniciada a progressão, deve-se observar a presença de objetos
espalhados pelo solo (copos plásticos, garrafas, folhas secas, outros) que
possam provocar ruídos.
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Comunicação por gestos


A comunicação por gestos é uma técnica utilizada nos
deslocamentos. Trata-se de comunicação não verbal,
executada por intermédio de sinais convencionados, que
objetivam intermediar mensagens entre os policiais militares
de forma silenciosa. Propicia a aproximação cautelosa e
discreta.

Além dos gestos apresentados, a equipe poderá


convencionar outros, de acordo com a necessidade.

Para maior efetividade da comunicação, antes da entrada


em operação, as equipes deverão checar a compreensão
dos gestos a serem utilizados.
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Comunicação por gestos


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Técnicas de uso de lanterna


O olho humano não tem capacidade para se adaptar de
forma rápida e efetiva às variações da luminosidade dos
ambientes.
Ao passar de um ambiente iluminado para um de baixa
luminosidade, ou vice-versa, é preciso que o policial
militar aguarde alguns segundos, para que sua visão se
adapte às novas condições do ambiente, antes de iniciar o
deslocamento.
No cotidiano operacional, o policial militar se depara com
ambientes de baixa luminosidade, mesmo durante o dia.
Nessas circunstâncias, a visão em profundidade e a
percepção de detalhes ficam prejudicadas e os objetos, em
geral, adquirem uma tonalidade cinza ou parda.
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Técnicas de uso de lanterna


A lanterna é um recurso eficaz para ambientes de baixa
luminosidade. Suas principais utilidades são:

ILU- IDE - AU – FUSCA- SINALIZA

a) iluminação do ambiente;
b) identificação de pessoas ou objetos;
c) auxílio na realização da pontaria;
d) ofuscamento da visão do abordado;
e) sinalização.
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Técnicas de uso de lanterna


A lanterna deve ser utilizada com acionamentos
intermitentes, para que a posição do policial militar e dos demais
integrantes da equipe não seja denunciada. Além disso, o
acionamento de lanterna, atrás de outro policial militar deve
ser evitado.

Se, durante o deslocamento, o policial militar deparar com


um suspeito, poderá focalizar o feixe de luz nos olhos do
abordado, com o objetivo de ofuscar-lhe a visão, procurando
abrigo ara realização de uma verbalização segura.

A lanterna será conduzida pela mão que não estiver


empunhando a arma de fogo e sempre acompanhará a
direção do cano. Desta forma, o foco de visão do policial militar,
o cano da sua arma e o feixe de luz deverão estar voltados para a
mesma direção.
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Técnicas de uso de lanterna


Posição 1 (Técnica “Harries”):
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Técnicas de uso de lanterna


Posição 2 (Técnica “Bolivar”):
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Técnicas de uso de lanterna


Posição 3 (Técnica “FBI”)
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Técnicas de varredura
A varredura consiste na verificação visual feita pelo policial
militar, de um determinado espaço físico localizado em uma
área de risco. Para realizá-la, os policiais militares poderão
utilizar três técnicas básicas denominadas: Tomada de
Ângulo (“Fatiamento”), Olhada Rápida e Reflexão de
Imagem.

a) Tomada de ângulo

b) Olhada rápida

c) Reflexão de imagem
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Tomada de ângulo
Conhecida também como FATIAMENTO permite checar o
ambiente por segmentos.

Seu objetivo é propiciar a visualização total ou parcial de


uma pessoa ou de um objeto (pés, mãos, roupas,
armamento, dentre outros), antes que o policial militar seja
visto pelo abordado.

A varredura será feita de maneira lenta e gradual, frente a


locais com ângulos desconhecidos (esquina de becos,
portas, corredores, escadas, dentre outros). O policial militar
se moverá lateralmente, sem a exposição do corpo e sem
cruzar as pernas, tendo como referência o obstáculo
(parede, muro, por exemplo), que lhe servirá de abrigo.
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Tomada de ângulo
A tomada de ângulo será feita até que se tenha o controle
visual total do ambiente ou visualize partes do corpo do
abordado, momento em que recorrerá à verbalização e às
técnicas de abordagem.
A técnica deverá ser executada com a arma na Posição 3 ou
4 (guarda-alta ou pronta resposta), O policial militar manterá os
cotovelos não projetados, para evitar a visualização de sua
sombra e de peças do fardamento.
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Olhada rápida
Esta técnica tem por objetivo propiciar a visualização
instantânea de um suspeito, sem ser visto por ele. Para
realizá-la, o policial militar deve expor a cabeça
lateralmente, observar a área de risco, e retornar à posição
abrigada, o mais rápido possível. Se a repetição do
movimento for necessária, o policial militar deverá
alternar o ponto de observação.

Durante sua execução, a arma deverá estar no coldre ou


em uma das mãos, devendo o policial militar atentar
para o controle da direção do cano.
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Olhada rápida
Antes de empregar a técnica, o policial militar deverá ter
próximo à sua retaguarda, em cobertura, outro policial
militar, que deverá estar em pé, com a arma na Posição
2 (guarda baixa), sem apontá-la em direção ao executor
e expô-lo ao perigo.

Ao avistar a área de risco e identificar o(s) suspeito(s)


com a técnica de olhada rápida, o policial militar
executor sinalizará para os outros policiais militares o
número e localização dos suspeitos, bem como se estão
armados.
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Olhada rápida
CASO TENHAM SUPREMACIA DE FORÇA, deverão usar,
após a olhada rápida, a técnica de tomada de ângulo,
com o objetivo de se posicionarem seguramente para
emprego da verbalização e abordagem.
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Reflexão da imagem
A técnica contribui para aumentar a segurança do policial
militar. A varredura será realizada com qualquer
instrumento que reproduza imagem. Ao conhecer a
posição do suspeito, o policial militar deverá recorrer à
tomada de ângulo a fim de manter o controle sobre os
pontos de foco e pontos quentes e empregar a verbalização.
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Técnicas de varredura

Embora apresentadas isoladamente, o policial


militar deve dominar as três técnicas descritas, para
que as utilize segundo a conveniência e a necessidade.
Simultaneamente, poderá realizar o fatiamento, com
olhadas rápidas ou com o recurso reflexão de imagem,
aumentando ainda mais o seu campo visual.
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Transposição de obstáculos

Durante a perseguição a uma pessoa que salta um


muro, o policial militar nunca deve saltar imediatamente
atrás, pois a pessoa em fuga pode estar aguardando
que ele pule ou se exponha para alvejá-lo. Para transpor
obstáculos como muros, por exemplo, o policial militar
necessitará adotar alguns procedimentos, como sugerido a
seguir:
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Transposição de obstáculos

Transposição individual:
 Antes da transposição, a observação será feita, pelas
técnicas de “Olhada Rápida” ou “Reflexão de
imagem”, SE POSSÍVEL, EM TRÊS PONTOS
DISTINTOS, aumentando desta forma a segurança
daquele que transporá o obstáculo;

 Considerando a altura do obstáculo, o policial militar


estenderá o braço até alcançar a parte superior do muro,
saltando se necessário e, em seguida, puxará o corpo até
a altura do antebraço, onde completará a última etapa
da observação do ambiente;
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Transposição de obstáculos

Transposição individual:
 Não localizando o suspeito em profundidade (lembre-
se de que ele pode ter se escondido atrás de objetos
ao longo do terreno), a atenção agora deve ser na
base do muro. Logo após, o policial militar lançará uma
das pernas sobre o muro, utilizando-a para tracionar seu
corpo com a ajuda das mãos, mantendo a sua silhueta
mais próxima possível da superfície superior do obstáculo
e com uma pequena elevação do quadril, projetará a
perna de baixo sob a perna que se encontra apoiada no
muro, projetando-a para o ambiente a ser controlado, e,
com isso, desprenderá o corpo tocando ao solo com a
arma na Posição 3 ou 4;
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Transposição de obstáculos

Transposição individual:
 Em tais transposições, a arma permanecerá empunhada,
exposta o mínimo possível, o mesmo acontecendo com a
silhueta do policial;

 Localizando a pessoa em fuga, o policial militar manterá o


controle visual sobre ele e monitorará os pontos quentes,
evitando mudanças de posição. Estando em uma posição
segura (abrigado), sem se expor, deverá ser feita a
verbalização.
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Transposição de obstáculos

Transposição em dupla, trio ou Patrulha


Policial-Militar:
 Um dos policiais militares deverá progredir com a
arma na Posição 3 ou 4 até a base do obstáculo a ser
vencido. Em seguida, posicionar-se-á com as costas
apoiadas no obstáculo e pernas semiflexionadas;

 após a tomada deste dispositivo referenciado, o próximo


componente da equipe progredirá até seu companheiro,
colocando os pés sobre as coxas ou ombros do primeiro
policial militar (conforme a altura do obstáculo), adotando
a partir desse momento os procedimentos descritos para
a técnica de transposição individual.
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Ângulos de aproximação

Nas abordagens e buscas pessoais, os policiais


militares deverão atentar pela segurança.

Para tanto, foram estabelecidos ângulos de


aproximação ao abordado, conforme a seguir:
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Ângulos de aproximação
O policial militar procurará não se aproximar do espaço
compreendido entre os braços do abordado, porque
poderá ser atingido com maior facilidade em caso de uma
possível agressão física.

Os demais ângulos descritos acima permitem uma


aproximação segura, sendo que o ângulo 3 oferece
maior segurança e o ângulo 1, menor.

Uma aproximação, observando-se os ângulos de


segurança, aumenta o tempo do processo mental da
agressão do abordado. Assim, ele terá que se virar para
atingir o policial militar que, por sua vez, terá melhor
condição de se esquivar.
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Posições/posturasadotadaspelo policial na
abordagem a pessoas

As posturas referem-se ao posicionamento corporal


do policial militar com as mãos livres, enquanto
posições referem-se a empunhadura de armas ou
equipamentos.

A posição/postura do policial militar durante uma


abordagem influencia diretamente no processo mental
de agressão do abordado retardando a etapa de
decisão. Uma atitude relapsa transmite despreparo
profissional e expõe a segurança do policial militar,
enquanto outra, demasiadamente rígida ou
desrespeitosa, poderia causar indignação.
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Posições/posturasadotadaspelo policial na
abordagem a pessoas
A posição/postura do policial militar durante a
abordagem deve estar diretamente vinculada ao
risco com o qual ele pode se deparar. Por isso, em
toda abordagem, este deve empregar a metodologia de
avaliação de risco para decidir a melhor técnica a ser
utilizada.

Antes de estabelecer as posições/posturas, é


necessário definir os ângulos de aproximação entre
o policial militar e o abordado. A aplicação do
conhecimento sobre estes ângulos proporcionará maior
segurança na abordagem.
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Posturas de abordagem com as mãos livres

São técnicas em que o policial militar faz a


intervenção sem recorrer a quaisquer armamentos,
instrumentos ou equipamentos. São estabelecidas
para cada nível de risco, orientando a distância e a
angulação de aproximação, bem como a posição de
mãos e braços do policial militar.

Estando preliminarmente com as mãos livres e


visíveis, o policial militar transmitirá ao abordado a
mensagem de que deseja dialogar ou resolver
pacificamente o conflito.
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Para todas as posturas a mãos livres, o policial militar
deverá adotar a posição de “base”, utilizada nas artes
marciais, VARIANDO-SE APENAS A POSIÇÃO DAS
MÃOS E BRAÇOS. Esta posição permite ao policial militar
equilíbrio e melhores possibilidades de defesa e contra-
ataque.

Também permite maior proteção da arma de fogo do


policial militar, haja vista que os braços e pernas mais
fortes e, consequentemente, o coldre (geralmente
colocado do lado da mão mais forte) ficam ligeiramente
projetados para a retaguarda. Logo, mais distantes do raio
de ação do abordado.
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Postura Aberta
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Postura Aberta

Deverá ser empregada nas intervenções em que o abordado não


estiver aparentemente portando armas e apresentar comportamento
cooperativo.

Nesta postura, o policial militar se aproximará do abordado,


preferencialmente, pela angulação 1 e permanecerá a uma distância
de aproximadamente 3 (três) metros, o que permitirá ao policial
militar agir em autodefesa e monitorar os pontos quentes (cabeça,
mãos
e pernas).

Na postura aberta, os braços do policial militar permanecerão


naturalmente abaixados, com as palmas das mãos voltadas para
frente, manifestando gestualmente uma mensagem de receptividade.
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Postura de Prontidão
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Postura de Prontidão

Deverá ser utilizada nas intervenções em que o abordado não estiver


aparentemente portando armas e apresentar comportamento de
resistência passiva.

Esta postura com um dos braços elevados e mãos abertas permite


ao policial militar o emprego mais eficiente das técnicas de controle
de contato, além de transmitir uma mensagem gestual de contenção
do conflito, não agressividade e intenção de resolução
pacífica.

Sempre que o abordado tentar reduzir a distância de segurança, o


policial militar deverá ordenar que ele pare imediatamente e,
concomitantemente, dele se afastará. Esse procedimento retardará o
tempo decorrente do processo mental da agressão.
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Postura Defensiva
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Posturas de abordagem com as mãos livres


Postura Defensiva

O policial militar manterá a cabeça ereta na posição natural, com


as mãos abertas próximas ao rosto, e os cotovelos projetados na
linha das costelas, a fim de protegê-las, permanecendo assim em
melhores condições de emprego das técnicas de controle físico e
com maiores chances de defesa golpes (resistência ativa com
agressão não letal). As mãos permanecerão abertas por assim
representarem um gesto universal de defesa, as pernas deverão
estar formando uma base equilibrada, os joelhos semiflexionados
e o corpo projetado à frente.

Todavia, como uma variável da postura defensiva, o policial militar


poderá evoluir para a postura de guarda com os punhos
cerrados, a fim de efetuar um contra-golpe contra o infrator.
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Posturas de abordagem com emprego de arma


de fogo
São técnicas que objetivam garantir a segurança do policial militar
e causar impacto psicológico no abordado, proporcional ao nível
de risco oferecido, de forma dissuasiva.

Existem quatro posições básicas para se utilizar o armamento de


porte durante as intervenções policiais.

Posição 1 - arma localizada


(intervenção nível I ou II e em deslocamentos longos)
Posição 2 - guarda-baixa
(intervenção nível II e em deslocamentos)
Posição 3 - guarda-alta
(intervenções níveis II e III e em deslocamentos curtos)
Posição 4 - pronta resposta
(situações em que exista potencialidade real e imediata de agressão letal ou
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Posturas de abordagem com emprego de arma


de fogo

LEMBRE-SE: Recomenda-se evitar iniciar as abordagens


na posição de pronta resposta, pois isso limita a alternância
dos níveis de força, e ainda acarreta o risco de disparo
acidental. O policial militar, ao verbalizar com um abordado
cooperativo, por exemplo, estando ainda com a arma no
coldre, disporá de outros níveis de força, sem que recorra,
necessariamente, ao disparo.
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


Nesta tática, dois policiais militares e o abordado dispostos
de maneira que formem um triângulo. É considerada a
forma mais segura e eficiente de aproximação policial-
militar.
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


A distância recomendada entre os policiais militares será de
aproximadamente 4 (quatro) metros, o que dificulta o controle
visual simultâneo da ação dos dois policiais militares por parte do
abordado. A distância dos policiais militares em relação ao
suspeito será de aproximadamente 3 (três) metros, para
proporcionar segurança à guarnição em caso de repentina
agressão.

Ressalta-se que os policiais militares devem se manter


atentos à regra dos 21 pés1 (6,4 metros) caso o abordado
esteja armado de faca.

A postura ou posição de emprego de arma a ser utilizada pelos


policiais militares na realização da TAT deverá ser definida pelo
policial militar de acordo com o nível de risco e a evolução dos
fatos durante a intervenção.
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


A TAT poderá ser empregada em esquemas táticos
variados, em função da quantidade e comportamento dos
abordados e do número de policiais militares, observadas as
áreas para organização do teatro operacional como se vê na
figura a seguir:
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


A área de contenção corresponde ao espaço de
abrangência territorial em que os policiais militares manterão
monitoramento mais constante, com objetivo de conter os
abordados e isolar o local de interferência de terceiros.

A área de busca corresponde ao local onde se realizará a


busca pessoal e será definida pelos policiais militares após
análise da área e da avaliação de risco. Se possível,
possuirá características que privilegiem a segurança tanto
dos policiais militares quanto dos abordados.

Assim, uma área de busca ideal deve ter o relevo adequado,


se situar fora da área de tráfego de veículos e de locais
onde os policiais militares não tenham pleno controle no que
se refere à segurança.
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


A área de custódia corresponde a um local dentro da área
de contenção, com as mesmas características da área de
busca, definido pela guarnição, onde os demais suspeitos
aguardam a busca pessoal e outros procedimentos
necessários (consulta de dados, checagem de objetos,
outros).

Recomenda-se que estes locais não possuam pontos de


escape que permitam uma possível evasão dos
abordados.
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


Numa abordagem a pessoas, os policiais militares exercerão
as seguintes funções:

 PM Comandante: aquele quem coordena a abordagem;


 PM Verbalizador: responsável pela comunicação verbal
com o abordado;
 PM Segurança: responsável pela segurança da equipe;
 PM Revistador: encarregado de revistar o abordado e seus
pertences (busca).

Um único policial militar poderá exercer mais de uma função. É


importante lembrar que estas funções deverão ser previamente
definidas pelo comandante da abordagem, a fim de garantir a
disciplina tática entre os integrantes. O PM Comandante pode
exercer as funções de PM Verbalizador e PM Segurança.
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Tática de Aproximação Triangular (TAT)


As funções policiais poderão variar no decorrer da
abordagem, de acordo com o local, número de abordados,
grau de risco, e de informações obtidas sobre os suspeitos.

ATENÇÃO! Em abordagens com buscas pessoais a


grandes grupos, mesmo não havendo um número superior
de policiais militares em relação aos abordados, desde que
se mantenha a segurança requerida para os militares,
poderá ser designado mais de um militar para realizar a
busca pessoal de forma concomitante.
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Patrulha Policial-Militar
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Patrulha Policial-Militar

É um grupamento de policiais militares de


composição variada que atuará temporariamente,
sendo empregado no serviço operacional em ambiente
urbano ou rural com o objetivo de reconhecer,
incursionar e resgatar.

No cumprimento de uma missão de patrulha deve-


se levar em consideração a necessidade de um
ponto de reunião próximo ao objetivo, local em que
se fará a checagem final de equipamentos,
armamentos e se fará o último briefing antes da
execução da missão.
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Tipos de Patrulha Policial-Militar


a)Patrulha de reconhecimento - Tem por finalidade confirmar ou
buscar informações, denúncias, reconhecimento de áreas ou
edificações.
b)Patrulha de incursão - tem por finalidade realizar deslocamentos
no interior de aglomerados urbanos e em policiamentos diversos.
Utiliza das técnicas policiais com objetivo de realizar operações,
efetuar prisões, cumprir mandados, ocupar determinadas áreas e
restaurar a ordem ou garantir a lei.

c)Patrulha de resgate - É a Patrulha que utiliza das técnicas


policiais a fim de prestar apoio e socorro a outras patrulhas PM ou
realizar o resgate de policiais feridos.

d)Patrulha de eventos - É, empregada em locais com aglomeração


de pessoas. Em razão de sua especificidade, será tratada
separadamente
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Funções básicas dos integrantes da patrulha

As patrulhas policiais tem composição variável de


acordo com o efetivo e os integrantes podem acumular
funções.
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Tipos de Patrulha Policial-Militar


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Tipos de Patrulha Policial-Militar


O Comandante da Patrulha observará os fatores que
influenciam na organização e atuação da patrulha e juntamente
com seu grupo decidirá qual será o deslocamento mais seguro e
efetivo para a equipe.

SE-FOR-CON-SIG-O-PO-DI-VE-CON-MANU
SE – Segurança
For – Formações
Con – Controle da Equipe
Sig – Sigilo das Operações
O – Objetivo da Ação
Po – Possibilidade de Contato
Di – Disciplina de Luz e Som
Ve – Velocidade do Deslocamento
Con – Condições do Terreno
Manu - Manutenção da Integridade Tática
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Tipos deslocamentos da patrulha


Utiliza-se 3 (três) tipos de deslocamento quando em
patrulha, de forma a otimizar, agilizar, prevenir e assegurar a
integridade física do policial militar:

a) Deslocamento por coluna (“Serpente”):

b) Deslocamento em linha:

c) Tomada ponto a ponto:


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Deslocamento por coluna (“Serpente”):


Deslocamento realizado com os policiais com formação
em coluna a fim de realizar checagem de denúncias e
operações em ambiente urbano e rural com possibilidade de
confronto. A posição ideal para arma é a Posição 2 ou 3
(risco nível II).

Durante a movimentação da patrulha os policiais militares


deverão definir áreas de responsabilidade visando a proteção
da patrulha contra ameaças que possam surgir dos pontos de
foco à frente, nas laterais, por cima e à retaguarda.

O objetivo desse tipo de deslocamento é proporcionar


maior fluidez da patrulha, diminuindo o desgaste físico,
possibilitando a manutenção do descolamento por maior
tempo e/ou distância.
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Deslocamento em linha:

Realizado com os policiais militares com formação


em linha a fim de DISPERSAR O FOCO DO
PROVÁVEL AGRESSOR, AUMENTAR A
CAPACIDADE DE RESPOSTA À FRENTE (disparos
de arma de fogo) e AMPLIAR OS ÂNGULOS DE
VISÃO DA PATRULHA durante cerco em edificações
com possibilidade de existirem infratores homiziados e
áreas abertas.

A posição da arma em pronta resposta é a ideal


tendo em vista o risco iminente detectado.
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Tomada ponto a ponto:


Deslocamento curto e rápido realizado entre duas posições
abrigadas ou cobertas em situações onde já está ocorrendo
o enfrentamento (risco III).

Será realizado em um movimento decidido. Antes de iniciar um


lanço o policial militar avaliará o risco para evitar uma indecisão
no decorrer do deslocamento. Para uma decisão firme e
acertada o PM, ao preparar um lanço, responderá a si as
perguntas que se seguem: Para onde vou? Como? Por onde?
Quando?
O deslocamento é feito sempre com, no máximo, 3 (três)
policiais militares por abrigo, de acordo com a necessidade de
cobertura maior. A posição da arma em guarda alta é a ideal
para quem provém a cobertura e posição em guarda baixa
para o policial militar que efetua o lanço.
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Tomada ponto a ponto:


O deslocamento ponto a ponto é caracterizado pela
cobertura ininterrupta do policial militar que vai à frente
e pelo policial militar que vem logo em seguida assumir
o ponto.

Sempre que chegar a cobertura, após ser observado o


ambiente pelos dois policiais militares, o primeiro efetua
o lanço para o próximo ponto ou abrigo e aguarda o
deslocamento de sua cobertura para poder progredir,
sendo todo o tempo coberto pelos companheiros que estão
abrigados, inclusive após sua chegada no abrigo.
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Tomada ponto a ponto:

Somente o Retaguarda 2, nos casos em que o efetivo


da patrulha permita essa função, que antes de deslocar
até o Ala, voltará sua frente para a retaguarda da
patrulha, abrigará e apontará sua arma para o ponto de
foco que o Retaguarda 1 guarnece.
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Tomada ponto a ponto:

Feito isto, chamará o Retaguarda 1. Este por sua vez,


olhará para o Retaguarda 2 preocupando-se
primeiramente com a direção do cano da arma do
Retaguarda 2 e após confirmar esta posição, deslocará
de frente até o local de abrigo do Retaguarda 2,
assumindo este ponto voltando sua frente novamente
para a retaguarda.
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Tomada ponto a ponto:

Assim que recolher o Retaguarda 1 até seu abrigo, o


Retaguarda 2 desloca para o próximo ponto. Este recuo do
Retaguarda 1 até o local onde o Retaguarda 2 ESTÁ É
CHAMADO DE RECUO CURTO OU RECUO LENTO.

Caso o Retaguarda 1 tenha espaço suficiente e seguro


para deslocamento, poderá deslocar até o Ala e procederá
da mesma forma para recolher o Retaguarda 2. ESTE
RECUO DO RETAGUARDA 1 ATÉ O ALA É CHAMANDO
DE RECUO LONGO OU RÁPIDO.
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Posturas Táticas
Postura de Combate:

Policial militar de pé,


com os pés paralelos,
empunhando sua arma
na posição de guarda
alta ou pronta resposta,
corpo ligeiramente
flexionado para frente, a
fim de absorver melhor o
recuo da arma.
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Posturas Táticas
Postura Torre:

Postura em que um policial


militar guarnece um ponto do
deslocamento. Consiste na
colocação do joelho da perna
forte apoiado no chão e a
perna fraca realiza um apoio
em 90º. Deve-se observar que a
perna forte permanece com o
pé ereto, apoiando o bico do
coturno ao solo. Arma estará
em guarda alta ou pronta
resposta, conforme o caso.
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Posturas Táticas
Postura Siamesa:

Policial militar de pé, estaciona ou desloca ombro a


ombro com outro policial militar de forma que cada um
cubra determinado ponto formando um ângulo que pode
ser em L, T ou Y de acordo com a direção do cano da arma
dos primeiros policiais militares da equipe.
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Posturas Táticas
Hi-Low: é a soma da
Postura de Combate
(“Hi”) e da Postura
Torre (“Low”). É
utilizada para cobertura,
onde o emprego de um
homem naquela postura
é insuficiente para
responder a disparos
realizados contra a
equipe.
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Resgate de feridos

Trata-se de um tópico que merece atenção por se


tratar de uma situação que foge à normalidade,
quando um ou mais policiais militares forem feridos ou
incapacitados durante a situação de confrontação.

Nessa situação, os procedimentos de Atendimento


Pré-Hospitalar Tático (APH Tático) ou Resgate Tático
são medidas que possibilitarão ao policial vitimado
manter-se vivo, enquanto aguarda o socorro e a
extração urgente e com isso aumentam as chances de
sucesso da equipe médica que receberá o policial.
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Resgate de feridos
O Atendimento Pré Hospitalar Tático ou Resgate Tático
é conceituado como o fornecimento do primeiro
atendimento ao policial militar vitimado em ambiente
hostil, utilizando um conjunto de manobras e procedimentos
emergenciais, tendo por objetivos salvar vidas que possam
ser salvas, prevenir outras perdas de vidas e completar a
missão de salvamento.

Poderá ser realizado na modalidade autossocorro


(procedimento realizado pelo próprio Policial Militar), ou
contar com a presença de outro policial militar, sendo
este de sua guarnição/patrulha, visando estabilizar a vítima
para evacuação até o suporte médico avançado.
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Resgate de feridos
Agir com rapidez nessas condições é necessário para evitar
que sangramentos conduzam o policial a perda da
consciência, que pode ocorrer em questão de minutos e, por
conseguinte, resultar em óbito.

O socorro imediato durante uma confrontação não


substitui as ações de outros profissionais de saúde. Sua
razão de ser se apoia no fato de que não é humanamente
possível, tampouco, logisticamente viável ter presente uma
equipe de profissionais de saúde em todos os locais e
momentos onde possa ocorrer uma situação crítica, sendo
essencial que o primeiro atendimento seja o mais precoce
possível e de qualidade, melhorando o prognóstico do
policial militar vitimado.
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Resgate de feridos
Procedimentos básicos:

Se o policial ferido ainda estiver em condições de


confronto (consciente e com capacidade de locomoção),
deve NEUTRALIZAR AMEAÇAS E PROCURAR ABRIGO.

Isso significa que ele deve efetuar disparo contra o


agressor e movimentar-se em segurança, buscando
cobertas e abrigos, não permanecendo estacionado no
local onde foi ferido, pois nessa condição o policial
caracteriza um alvo para a ameaça ativa. Essa ação pode
fazer os policiais militares da patrulha deixarem de serem
alvos quando tiverem que deslocar até o policial vitimado.
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Resgate de feridos
Se possível, o policial militar ferido, estando abrigado,
deve realizar o seu autossocorro, por meio das
seguintes medidas:

 responder a injusta agressão sofrida pela guarnição policial


militar, controlando a situação e garantindo a segurança dos
militares de sua patrulha, possibilitando a neutralização das
ameaças imediatas;
 estancar sangramentos diversos utilizando o procedimento
adequado, como a utilização de torniquete, compressão de
ferimentos utilizando bandagens, gaze de metro, dentre outros.

 fazer a cobertura do companheiro de equipe enquanto é


socorrido para controlar possíveis ameaças secundárias até sua
chegada num local seguro.
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Resgate de feridos

Ainda que a equipe tenha neutralizado a ameaça


imediata que vitimou o policial militar, é
extremamente necessário manter a cobertura
contra possíveis ameaças secundárias até a
retirada da patrulha do local.

Relatos de policiais militares que atuaram em


intervenções policiais nas quais houve confronto
indicam que em alguns casos, é possível que em
virtude do alto nível de estresse, a liberação de
adrenalina faça com que não percebam que foram
feridos.
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Resgate de feridos

Desse modo, ao passar por intervenções com


confronto envolvendo arma de fogo, arma branca
ou impróprias, imediatamente após a neutralização
da ameaça, de forma concomitante ao acionamento
de ajuda, deve ser iniciada uma autoavaliação (em
nível visual e tátil) em busca de possíveis pontos de
sangramento.

Proceda a sua “autochecagem” seguindo o sentido


da cabeça aos pés.
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Resgate de feridos
Toque com as mãos e as visualize ao proceder à
checagem sequencial de cada parte do corpo (cabeça,
pescoço, axila, tórax, abdômen, coxas e pernas). O ideal é
que seja realizada de uma diagonal corporal à outra. Esse
método é chamado “Avaliação em X”.
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Resgate de feridos

Se a ação for em suporte a outro policial militar, a


verificação também deve seguir a “Avaliação em X”.

Com essa ação você terá percorrido


obrigatoriamente a região abdominal e torácica no
mínimo duas vezes em busca de sangramentos ou
alterações significativas (como grandes deformações
ou objetos encravados, por exemplo). Ao localizar
pontos de sangramento, proceda imediatamente à
contenção da hemorragia.
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Resgate de feridos

Caso o policial militar ferido, esteja inconsciente, a


patrulha, após controlar momentaneamente o
ambiente hostil, com a devida cobertura de seus
integrantes, deverá realizar o deslocamento até o
ferido, com agilidade e segurança, utilizando de
cobertas e abrigos fornecidos pelo terreno, realizar
sua extricação para um local que forneça o mínimo de
segurança para que seja possível realizar a checagem
do nível de consciência do policial militar vitimado, se
existe algum sangramento massivo e fornecê-lo os
primeiros socorros ainda no local, visando salvaguardar
sua vida e preservar a integridade física dos demais
integrantes da patrulha.
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Resgate de feridos
Para extricação do local do epicentro do risco o policial pode
utilizar-se de Técnicas de Arrasto (há mais de uma técnica com
essa mesma nomenclatura), e para deslocar com o policial ferido
do ambiente podem ser adotadas Técnica de Mochilamento
ou Técnica de Bombeiro, por exemplo.
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Resgate de feridos

Situação hipotética, com ponta 1 ferido


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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Resgate de feridos
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Patrulha de eventos
Grupamento policial designado pelo Comandante do
Policiamento para atuar em eventos com aglomeração
de público, com a finalidade precípua de manutenção da
ordem pública, por meio da ação de presença.

Não se confunde com a atuação do Policiamento de


Choque.

São situações que justificam sua formação, por exemplo,


o policiamento durante festas populares (Carnaval), no
perímetro externo de Estádios, Operações em centros
comerciais com grande fluxo de pessoas (Operação
Natalina), dentre outros.
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Patrulha de eventos

Seu efetivo pode ter composição variada de acordo com


a avaliação da situação pelo mais antigo presente no
ambiente, ou conforme a previsão inserida nos
planejamentos.

A logística para a equipe poderá ter, além daquilo


considerado básico, o uso de capacete, instrumentos de
menor potencial ofensivo, bodycam e outros.
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Patrulha de eventos
Dispositivos estacionados

Ao estacionar a patrulha, conforme a quantidade de


integrantes, os policiais militares posicionarão de forma a
manter uma vigilância multidirecional do ambiente,
proporcionando uma proteção mútua entre si. Esses
dispositivos serão denominados “Autoguardados”.
Posicionamento 1 Posicionamento 2
Autoguardado 2 PM Autoguardado 2 PM
Sem anteparo Sem anteparo
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Patrulha de eventos
Se houver um anteparo, a patrulha composta por dois
policiais deverá se posicionar de costas formando uma linha
de visão com uma angulação de aproximadamente 60
graus, em relação a linha do anteparo.
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Patrulha de eventos
Com 3 (três) policiais militares, a patrulha estacionada em
ambiente sem anteparo, deverá ocupar o espaço de costas
um para o outro, de modo que o policial tenha visão de 120º
graus.
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Patrulha de eventos
Com a presença de um anteparo, a patrulha deverá
posicionar-se com o comandante ocupando o ponto
central, de costas ao anteparo, e mantendo uma visão
de 180º do ambiente e os policiais das extremidades
formando uma linha de visão com uma angulação de
aproximadamente 120º graus, em relação a linha do
anteparo.
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Patrulha de eventos
Com 4 (quatro) policiais militares a formação permitirá
acompanhar todo o entorno em 360º.
Autoguardado 4 PM
Sem anteparo
Em círculo
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Patrulha de eventos
Com 4 (quatro) policiais militares a formação permitirá
acompanhar todo o entorno em 360º.

Autoguardado 4 PM
Sem anteparo
Em linha
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Patrulha de eventos
Se houver anteparo, os policiais centrais manterão
posicionamento abaixo:

Autoguardado 4 PM
Com anteparo
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Patrulha de eventos
Com 5 (cinco) policiais militares a formação da patrulha
estacionada variará de forma aproximada aos
dispositivos para quatro policiais.

Autoguardado 5 PM
Autoguardado 5 PM
Sem anteparo
Sem anteparo
Em círculo
Em linha
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Patrulha de eventos
Se houver 6 (seis) ou mais integrantes as patrulhas
deverão variar conforme os dispositivos anteriores,
sendo recomendado, se estiverem em linha, que haja uma
divisão em 2 (dois) subgrupos com um afastamento
lateral de 2 (dois) a 3(três) metros.
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Patrulha de eventos
Se houver necessidade de breve reunião, estando a
patrulha atuando no meio da aglomeração de pessoas, o
dispositivo deverá privilegiar uma formação segura, que o
comandante estará ao centro e os demais integrantes da
patrulha permaneçam sempre atentos à segurança um dos
outros.
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Patrulha de eventos
Dispositivo em deslocamento

O deslocamento será feito em coluna por um, sendo que


o comandante deslocará ao centro.
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Patrulha de eventos
Dispositivo em deslocamento

Todos os componentes serão numerados a partir do


primeiro homem.

O primeiro policial militar se deslocará com sua atenção


voltada para frente, tendo os demais a atribuição de
observar cada lado alternadamente.

Não é recomendado o militar fazer deslocamentos sozinho


no evento. Deve-se deslocar no mínimo acompanhado de
outro militar.
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Patrulha de eventos
Dispositivo para abordagem

Nas situações em que houver até 4 (quatro) policiais, as


abordagens deverão ser realizadas observadas a avaliação
de riscos e uma criteriosa leitura de ambiente, verificando,
preferencialmente, se no local há anteparos para
posicionamento do abordado e realização da busca pessoal.

As patrulhas deverão atuar conforme os dispositivos


previstos para a Tática de Aproximação Triangular e, se
houver muitas pessoas próximas ao suspeito, a equipe fará
uma busca no abordado.
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Patrulha de eventos
Dispositivo para
abordagem

Quando houver 5 (cinco)


ou mais policiais
militares, e se não
houver anteparos, a
abordagem será
executada fazendo-se
um envelopamento.
Envelopamento:Trata-se de um cerco
em torno do(s) abordado(s) com a
finalidade de criar uma área de
contenção segura para realização da
busca pessoal.
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Patrulha de eventos

ATENÇÃO! Os militares da patrulha nunca devem atuar


isoladamente em uma abordagem, pois podem comprometer
sua segurança e se tornarem alvos vulneráveis.
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Patrulha de eventos
Condução

A condução de preso deve ser rápida e


direcionada diretamente para o posto de triagem, a
fim de retirar o preso do meio do público de forma
mais rápida e segura.
A patrulha deve estar atenta para a possibilidade
de tentativa de arrebatamento do preso ou
tentativa de agressão ao conduzido.
Se houver necessidade da prisão, a condução deve
ser feita prioritariamente com o preso algemado e no
centro da patrulha, a fim de diminuir o risco de fuga
em meio à multidão e também para garantir a
integridade física do próprio conduzido.
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Patrulha de eventos
Patrulha em área de matas
A execução da patrulha em área de matas deve ser precedida de
uma avaliação criteriosa das circunstâncias a fim de definir o
procedimento a ser executado.

Nas localidades com presença de matas onde exista o serviço de


Rondas Ostensivas com Cães (ROCCA) este deverá ser
acionado para apoio na localização de infratores.

Em ocorrências de alta complexidade os primeiros


interventores deverão acionar, por meio do Centro de Operações
Policiais Militares (COPOM) / Sala de Operações da Unidade
(SOU) / Sala de Operações da Fração (SOF) ou correspondente,
o 3º e/ou 4º esforço, bem como o esforço suplementar
(Radiopatrulhamento Aéreo) da malha protetora.
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Patrulha de eventos
Patrulha em área de matas

Em ambos os casos, o primeiro interventor, sempre que


possível, identificará o ponto de entrada dos infratores a fim
de subsidiar com informações as equipes dos demais
esforços e implementará o cerco no local até a chegada do
apoio.

ATENÇÃO! Não é recomendável adentrar em áreas de


matas durante períodos de baixa luminosidade à procura de
infratores.
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Patrulha de eventos
Patrulha em área de matas

Em situações que não seja possível o acionamento de


uma guarnição da ROCCA e que o fato não se configure
numa ocorrência de alta complexidade, a incursão será
realizada por uma patrulha composta de, no mínimo, 4
(quatro) policiais militares.

Para início da incursão, a patrulha identificará o ponto


de acesso do infrator na área de mata, adentrando na
formação em coluna pelo ponto por onde o infrator
acessou.
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Patrulha de eventos
Patrulha em área de matas

Caso o primeiro interventor não tenha visualizado o ponto de


acesso do infrator na área de mata ou não identifique qualquer
rastro ou objetos que se presume ser o local de entrada, a
patrulha adotará a formação em linha para realizar a varredura
do local em busca de alguma alteração no terreno que
demonstre a direção a ser seguida.

Ao adentrar na área de mata, o Ponta de Vanguarda 1 deverá


manter sua atenção voltada à procura de alterações no terreno que
os levem até os infratores. Considerando que o Ponta de
Vanguarda 1 estará com a visão periférica restrita, o Ponta de
Vanguarda 2 deverá realizar a segurança do Ponta de Vanguarda
1, mantendo sua atenção voltada para as adjacências do ambiente.
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Patrulha de eventos
Patrulha em área de matas
Os demais integrantes da patrulha manterão vigilância
alternada do ambiente, definindo a área de responsabilidade
de cada um. Ao estacionar, o Ponta de Retaguarda 1
manterá vigilância da retaguarda da equipe.
Durante o deslocamento os policiais militares atentarão
para a disciplina tática de luz e som, com especial
atenção para os locais onde pisam.
Se a patrulha produzir algum ruído extravagante, deverá
manter-se imóvel por breve período a fim desse ruído se
confunda com outros barulhos que naturalmente são
produzidos pelo ambiente.
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Patrulha de eventos
Patrulha em área de matas

No ambiente de mata, durante o deslocamento, a


formação da coluna deverá guardar distância entre
os integrantes, mantendo contato visual com o
componente que o antecede e que o sucede. Nessa
incursão, os policiais militares realizarão a
“Varredura em Z”.

Caso seja identificado algum infrator ou ponto de


abordagem (quintal, casa, barracão, etc) a patrulha
adotará a formação em linha para a aproximação.
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SEÇÃO 3

ABORDAGEMA PESSOAS
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ABORDAGEMA PESSOAS
A abordagem policial é o conjunto ordenado de ações
policiais para aproximar-se de uma ou mais pessoas,
veículos ou edificações. Tem por objetivo resolver
demandas do policiamento ostensivo, como orientações,
assistências, identificações, advertências de pessoas,
verificações, realização de buscas e detenções.

Já a abordagem a pessoas se refere apenas às ações


policiais para se aproximar de um ou mais indivíduos.
Este conceito possui um sentido amplo, ou seja, abrange a
todos os cidadãos, não se restringindo às pessoas em
situação de suspeição.
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ABORDAGEMA PESSOAS

A ação de abordar uma pessoa é:


 Um ato administrativo: Unilateral de vontade da
administração pública, que tenha por fim imediato,
resguardar, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor
obrigações.
 Discricionário: ato realizados mediante critérios de
oportunidade, conveniência, justiça e equidade. Implica em
liberdade de atuação do administrador, para fazer ou deixar
de fazer algo, quando a lei não é impositiva ou imperativa.
 Autoexecutório: é aquele que traz em si a possibilidade de
ser executado pela própria administração, independente de
ordem judicial;
 Coercitivo: É a força que obriga o indivíduo a cumprir uma
determinada lei ou regra, imposta pelo Estado.
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Níveis da abordagem a pessoas

A seguir serão apresentadas as principais técnicas e


táticas a serem empregadas na abordagem a
pessoas, em três variáveis principais, considerando
uma abordagem com 2 (dois) policiais militares. A
distribuição das funções entre os policiais da guarnição
ficará a critério do PM Comandante, mediante sua
avaliação de riscos:

a) abordado aparentemente desarmado;


b)abordado visivelmente portando arma branca ou
imprópria;
c) abordado visivelmente portando arma de fogo.
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Abordagem a pessoas aparentemente


desarmadas

a)um policial militar iniciará a abordagem


verbalizando e adotando uma das posturas de
abordagem com mãos livres, de acordo o
comportamento do abordado;

b) outro policial militar iniciará a abordagem com


a arma localizada, a fim de prover a proteção da
equipe e realizar a aproximação para a busca
pessoal.
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Abordagem a pessoas visivelmente portando


arma branca ou imprópria
a)todos os policiais militares iniciarão a abordagem
com a arma na posição 2, 3 ou 4 de acordo com
avaliação de riscos e manterão uma distância de
segurança (Regra de Tueller);

b)um dos policiais militares determinará ao abordado que


solte a arma e se posicione em uma das posições de
contenção;

c)caso a arma esteja alocada no corpo do abordado, o


policial militar irá monitorar os pontos quentes e
determinará que se coloque na posição de contenção 3
ou 4 (ajoelhado ou deitado).
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Abordagem a pessoas portando arma de fogo

a)sempre que possível, todos os policiais


militares deverão estar abrigados e com arma na
posição 3 ou 4 (guarda-alta ou pronta resposta);

b)um dos policiais militares determinará ao abordado


que solte a arma e se posicione em uma das
posições de contenção;

c)caso a arma esteja alocada no corpo do abordado,


o policial militar irá monitorar os pontos quentes e
determinará que se coloque na posição de
contenção 3 ou 4 (ajoelhado ou deitado).
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Abordagem a pessoas portando arma de fogo

OBSERVAÇÃO: A posição de emprego da arma de


fogo pode ser alterada, de acordo com a percepção
do policial militar sobre o uso diferenciado da força,
podendo variar de acordo com o comportamento do
suspeito. O policial militar que aponta a arma para o
abordado não precisa se manter nesta mesma
posição durante toda a abordagem, se não for
necessário.
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Supremacia de força na abordagem a


pessoas

Ao iniciar uma abordagem, a guarnição policial-


militar deverá realizá-la com segurança. Se for
realizada especificamente a uma pessoa em
atitude suspeita, é necessário que haja
supremacia de força.

Neste caso, a técnica policial será fundamental para


seu sucesso.
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Supremacia de força na abordagem a


pessoas

A supremacia de força é uma vantagem tática do


policial militar em relação ao abordado para uma
atuação segura. Esta vantagem é medida de forma
qualitativa e quantitativa, podendo estar relacionada
não só ao número de policiais militares, mas também ao
uso de força e à posse de instrumentos, equipamentos e
armamentos por parte da guarnição.

Uma atuação policial com supremacia de força é aquela


em que os policiais militares envolvidos dispõem de
níveis de força adequados para reagirem às ameaças
que poderão advir dos abordados.
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Supremacia de força na abordagem a


pessoas
É importante saber que em qualquer nível de intervenção o
policial militar deverá adotar os seguintes procedimentos:

Autoidentificação

Tratamento respeitoso
para com as pessoas

Esclarecimentos sobre
o motivo de uma
abordagem
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SEÇÃO 4

BUSCAPESSOAL E USO DE ALGEMAS


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Busca pessoal
É uma técnica policial utilizada para fins preventivos ou
repressivos, que visa a procura de produtos de crime,
objetos ilícitos ou lícitos que possam ser utilizados para a
prática de delitos que estejam de posse da pessoa
abordada em situação de suspeição.

Será realizada no corpo, nas vestimentas e pertences do


abordado, observando-se todos os aspectos legais, técnicos e
éticos necessários.

A busca poderá ser realizada independente de mandado


judicial, desde que haja fundada suspeita.
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Busca pessoal
Quando o policial militar realiza busca pessoal, a situação
de suspeição deverá ser verificada através da atitude do
cidadão, ou seja, da conjugação entre comportamento e
ambiente.

Exemplos:
 estado de flagrante delito;
 mesma característica física e de vestimenta utilizada por autor de crime/
contravenção;
 comportamento estranho do suspeito (tensão, nervosismo, aceleração do
passo ou mudança brusca de direção ao avistar a presença policial);
 volumes observáveis na cintura ou em outras partes do corpo;
 pessoa parada em local ermo ou de grande incidência de criminalidade;
 pessoa monitorando residências;
 pessoa portando objeto duvidoso;
 condutor que tenta evadir de bloqueio policial; dentre outros.
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Aspectos legais da busca pessoal

Art. 244. – CPP: A busca pessoal independerá de


mandado, no caso de prisão ou quando houver
fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de
arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam
corpo de delito, ou quando a medida for determinada no
curso de busca domiciliar

Caracterizada a fundada suspeita, é legal a ordem


que origina o início da busca pessoal emanada pelo
policial militar, determinação esta que se
descumprida implica no cometimento do crime de
desobediência, previsto no art. 330 do Código Penal
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Aspectos legais da busca pessoal

Quando o abordado se opuser, mediante violência


ou ameaça, à submissão da busca pessoal, estará
incurso no crime de resistência, previsto no art. 329
do CP. Neste caso, o policial militar usará a força
adequada para vencer a resistência ou se defender,
conforme prevê o art. 292 do CPP.

É importante não confundir relutâncias naturais


por parte do abordado que se sente constrangido,
com o crime de resistência. Na verbalização o
policial militar deve esclarecer os motivos da ação
policial.
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Aspectos legais da busca pessoal


Busca pessoal
Art. 180. – CPPM: A busca pessoal consistirá na procura material feita nas vestes,
pastas, malas e outros objetos que estejam com a pessoa revistada e, quando
necessário, no próprio corpo.

Revista pessoal
Art. 181. – CPPM: Proceder-se-á à revista, quando houver fundada suspeita de
que alguém oculte consigo:
a) instrumento ou produto do crime;
b) elementos de prova.

Revista independentemente de mandado


Art. 182. – CPPM: A revista independe de mandado:
a) quando feita no ato da captura de pessoa que deve ser presa;
b) quando determinada no curso da busca domiciliar;
c) quando ocorrer o caso previsto na alínea a do artigo anterior;
d)quando houver fundada suspeita de que o revistado traz consigo objetos ou
papéis que constituam corpo de delito;
e) quando feita na presença da autoridade judiciária ou do presidente do inquérito
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Aspectos legais da busca pessoal


Nos casos em que a suspeição não se confirmar e nada de
irregular for encontrado, caberá ao policial militar:

a)esclarecer ao abordado os motivos pelos quais ele foi


submetido a busca pessoal;

b) demonstrar que a abordagem é um ato discricionário e legal,


com foco na segurança preventiva;

c) prestar outras informações que possam minimizar possíveis


constrangimentos causados;

d)agradecer a colaboração com a segurança coletiva, caso seja


adequado.
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Aspectos legais da busca pessoal

Ao final do procedimento, recomenda-se que a equipe:

a) avalie o desempenho individual e do grupo;

b) avalie os resultados obtidos;

c) avalie as falhas no procedimento;

d) colha sugestões de correção;

e)confeccione relatório ao escalão superior, se


necessário.
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Aspectos legais da busca pessoal


LEMBRE-SE: Não existe pessoa suspeita, mas pessoa em
situação suspeita. Ninguém se torna suspeito por suas
características pessoais (classe social, raça, orientação
sexual, forma de se vestir, traços físicos ou outras
características). Não existem rótulos ou estereótipos que
motivem uma abordagem, pois os infratores podem
apresentar todo tipo de característica. Cabe ao militar a
avaliação da suspeição, levando-se em conta as variáveis da
situação (horário, local da abordagem, clima, características
da região, comportamento do cidadão, fatos ocorridos, dentre
outros).
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Tipos de busca pessoal

Há três tipos:

 Busca ligeira
 Busca minuciosa
 Busca completa.

Embora realizadas sob mesmo fundamento legal,


cada qual cumprirá objetivos e técnicas específicas,
com a finalidade de minorar os riscos na ação
policial.
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Busca ligeira
É uma revista rápida procedida nos abordados, comumente
realizada nas entradas de casas de espetáculos, shows,
estádios e estabelecimentos afins, para verificar a posse de
armas ou objetos perigosos, comuns na prática de delitos. Será
iniciada, preferencialmente, pelas costas da pessoa
abordada, que ficará, normalmente, na posição de pé.
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Busca ligeira
Caso haja disponível detector de
metal, a utilização desse aparelho
poderá substituir os movimentos
rápidos de deslizamento das mãos
sobre o vestuário do cidadão.

A busca ligeira poderá progredir


para outras modalidades, caso haja
suspeição de que o abordado ofereça
maior risco à integridade das pessoas
ou esteja ele de posse de objetos
ilícitos.
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Busca minuciosa
Será realizada sempre que o policial militar suspeitar que
o abordado porte objetos ilícitos, dificilmente detectados
na inspeção visual ou na busca ligeira. Preferencialmente
será feita pelas costas da pessoa abordada. Enquanto o PM
Revistador realizar a busca, o PM Verbalizador/Segurança
fará a cobertura policial.

A busca minuciosa pode variar conforme as Posições de


Contenção:

a) posição de contenção 1 – abordado em pé, sem apoio;


b) posição de contenção 2 – abordado em pé, com apoio;
c) posição de contenção 3 – abordado ajoelhado;
d) posição de contenção 4 – abordado deitado.
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Busca minuciosa
Posição de contenção 1 - abordado em
pé sem apoio: Será empregada quando
não houver apoio para o abordado
encostar as mãos.

LEMBRE-SE: Na posição de contenção em pé sem


apoio, deverá ser determinado ao abordado que coloque
as mãos sobre a testa e não sobre a cabeça.

Esta técnica permite que, em caso de reação durante a


vistoria, o PM Revistador, puxe os dedos do abordado
para trás, desequilibrando-o e projetando-o ao solo.

Este procedimento irá proporcionar ao PM Revistador


tempo para reação, com emprego de técnicas de
imobilização e uso de Instrumentos de Menor Potencial
Ofensivo (IMPO).
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Busca minuciosa
Posição de contenção 2 (abordado em
pé, com apoio): Será empregada
quando houver apoio para o abordado
encostar as mãos.
Nesta abordagem o PM Verbalizador
determinará que o abordado caminhe
até uma superfície vertical (paredes,
muros, dentre outros) e fique de frente
para ela, com pernas abertas e
afastadas, braços abertos, mãos
apoiadas na superfície, acima da altura
dos ombros e dedos abertos. Quanto
mais distante da parede estiver os pés do
abordado, será mais difícil sua
possibilidade de reação.
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Busca minuciosa
Posição de contenção 3 (abordado
de joelhos): Em regra, é indicada
para casos em que o policial militar
entenda ser mais seguro para o
abordado e/ou para a guarnição
como por exemplo:

 abordado que esteja portando arma


e com comportamento cooperativo;
 quando o número de abordados for
maior do que o número de policiais
militares;
 abordado de alta periculosidade ou
que tenha antecedentes de reação.
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Busca minuciosa
Posição de contenção 4 (abordado deitado): Em regra, é
indicada para os mesmos exemplos referenciados para a
posição de contenção 3 e, notadamente, para os casos
em que o abordado apresente resistência.
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Busca completa
É a verificação detalhada do corpo do abordado, que se
despirá e entregará seu vestuário ao policial militar. Cada
peça de roupa deverá ser examinada.

O policial militar, além de atentar para todos os procedimentos


previstos na busca minuciosa, verificará o interior das
cavidades do corpo.

Na busca completa, o policial militar, em conformidade com a


avaliação de riscos, determinará que o abordado retire todas
as peças de vestuário e fique na posição de pé. O policial
militar determinará ao abordado que realize pelo menos três
movimentos de agachamento, a fim de detectar objetos
escondidos em orifício anal ou vaginal.
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Busca completa
O policial militar deve evitar o uso do tato, no corpo do
abordado, estando ele já despido. A participação que se
espera do revistado diz respeito à observância das
orientações que lhe são passadas: despir-se, entregar o
vestuário, abrir a boca, levantar os braços, abrir as pernas,
agachar-se com as pernas abertas, dentre outras.

Devido à exposição corporal do abordado e por questões


de segurança, recomenda-se que a busca completa seja
realizada em local isolado do público e, sempre que
possível, na presença de testemunha do mesmo sexo da
pessoa abordada (preferencialmente, desconhecida por ela)
que será esclarecida sobre a necessidade do procedimento.
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Arma de fogo localizada durante a busca

A ocasião em que os policiais militares encontram uma


arma de fogo durante uma busca pessoal torna-se um
momento crítico que exige disciplina tática, controle
emocional e observação de uma sequência lógica de
procedimentos que lhe proporcione minimizar os riscos
desta intervenção.

Destarte, é importante destacar as funções envolvidas em tal


situação: PM Revistador e PM Segurança. Esses policiais
têm procedimentos distintos
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Arma de fogo localizada durante a busca


Atribuições do PM Revistador

Ao localizar arma de fogo com o abordado durante a


intervenção o PM Revistador:

 informará a equipe que localizou a arma: “arma


localizada!”;
 determinará que o suspeito ajoelhe-se (posição de
contenção 3) ou deite-se (posição de contenção 4),
conforme avaliação de riscos;
 entregará a arma para o PM Segurança;
 algemará o suspeito.
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Arma de fogo localizada durante a busca


Atribuições do PM Segurança

No momento que o PM Segurança for informado que há arma


localizada, deverá:

 atentar-se para possíveis reações de tentativa de fuga dos


suspeitos;
 receber a arma que foi localizada pelo PM Revistador com
sua mão fraca, observando o controle da direção do cano e
dedo fora do gatilho;
 colocar a arma recolhida no coldre, tendo em vista que a
arma do próprio policial está na mão.
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Arma de fogo localizada durante a busca


Estando o ambiente controlado, o policial militar dirigir-
se-á a um local seguro e realizará os procedimentos
técnicos necessários a fim de colocar a arma recolhida
em condições de segurança (“arma fria”). A arma recolhida
e as munições devem ser colocadas no bolso da calça ou
bornal.
Ressalta-se que o policial militar não deve colocar essa
arma no chão, entre o colete e o corpo ou na cintura, pois
essa conduta fere as normas de segurança das armas de
fogo, devido à incerteza da condição do armamento
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Uso de algemas
Algemas são equipamentos policiais utilizados com os
objetivos primários de controlar uma pessoa, prover
segurança aos policiais militares, ao preso ou a terceiros e
reduzir a possibilidade de fuga ou agravamento da ocorrência.
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Uso de algemas
As algemas, além dos modelos tradicionais de argolas de metal,
com fechaduras e ligadas entre si, podem também ser de
plástico (descartáveis) ou consistir em objetos utilizados para
restringir os movimentos corporais de uma pessoa presa sob
a custódia (corda com nó de algema, cadarço, etc).

A algemação não pode ser adotada como regra para todo caso de
prisão/ condução, pois, quando utilizada, causa um
constrangimento inevitável. Este equipamento não deve ser
utilizado como instrumento de subjugação ou humilhação do preso.
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Aspectos legais do uso de algemas


O Código de Processo Penal (CPP) dispõe, em seu art. 284,
que não será permitido o emprego de força, salvo o
indispensável no caso de resistência ou tentativa de fuga de
preso.

Por sua vez, o Código de Processo Penal Militar (CPPM) em


seu art. 234, assim prevê sobre o uso de algemas:

Emprego de algemas

§1º - O emprego de algemas deve ser evitado, desde que


não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e
de modo algum será permitido, nos presos a que se refere o
art. 242 (BRASIL, 1969).
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Aspectos legais do uso de algemas


O §1º do art. 234 prevê, ainda, que de modo algum será permitido o
uso das algemas nas autoridades descritas no art. 242 do CPPM:

Art. 242 [...]


a) os ministros de Estado;
b)os governadores ou interventores de Estados, ou Territórios, o prefeito do
Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefes de Polícia;
c)os membros do Congresso Nacional, dos Conselhos da União e da Assembleias
Legislativas dos Estados;
d) os cidadãos inscritos no Livro de Mérito das ordens militares ou civis
reconhecidas em lei;
e) os magistrados;
f)os oficiais das Forças Armadas, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros,
Militares, inclusive os da reserva, remunerada ou não, e os reformados;
g) os oficiais da Marinha Mercante Nacional;
h) os diplomados por faculdade ou instituto superior de ensino nacional
i) os ministros do Tribunal de Contas;
j) os ministros de confissão religiosa.
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Aspectos legais do uso de algemas


Porém, é entendimento do Superior Tribunal Federal que, se
houver necessidade, o uso de algemas poderá ser feito,
mesmo nas autoridades elencadas anteriormente, e
independente do cargo/função/posição social do preso.

A Súmula Vinculante nº 11, publicada em 22 de agosto de 2008,


assim discorre:

Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado


receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia,
por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade
por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do
agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato
processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil
do Estado (BRASIL, 2008).
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Aspectos legais do uso de algemas


Ao empregar as algemas é indispensável que o policial militar
justifique tal medida, em campo próprio, no Boletim de
Ocorrência (BO/REDS), conforme determina a Súmula
Vinculante, sob pena de responsabilização nas esferas civil,
penal e administrativa.

A formalização escrita dos motivos que ensejaram a


algemação é o grande diferencial que a Súmula traz para a
prática policial e decorrerá de três situações específicas:

a) resistência do preso à ação policial;


b) fundado receio de que o preso possa empreender fuga;
c) comportamento do preso que ofereça risco à integridade
física do policial militar, de terceiros ou para si mesmo.
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Aspectos legais do uso de algemas


Vale ressaltar que o Sistema REDS já oferece a possibilidade
de seleção de justificativas preestabelecidas para o uso de
algemas. Não obstante, para uma melhor adequação do
documento ao caso concreto, sugere-se que o policial militar
proceda ao preenchimento do campo alusivo ao
“Complemento da Justificativa”
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Aspectos legais do uso de algemas

ATENÇÃO! O policial militar registrará no BO/REDS que sua


ação foi revestida de legalidade, de razoabilidade e de
proporcionalidade no uso da força, para justificar o emprego
das algemas. Recorrerá para tal, à descrição minuciosa de
cada comportamento irregular do preso, que resultou em sua
algemação.

ATENÇÃO! As algemas não impedem fugas. São


equipamentos de uso temporário para conter uma pessoa.
Sob esta condição, exige-se uma vigilância constante do
preso por parte do policial.
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Aspectos legais do uso de algemas


O policial militar deverá, preferencialmente, algemar o
infrator com as mãos para trás e com as palmas voltadas
para fora. Certificará, ainda, de que as algemas não ficaram
frouxas ou apertadas, em demasia, trancando-as e travando-
as, corretamente.
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Recomendações gerais sobre o uso de algemas


A algemação pode parecer uma boa medida para conter
um criminoso violento, evitando que ele venha a lesionar
outras pessoas. Todavia, vale ressaltar que, ao algemar
alguém, você prejudica a capacidade dessa pessoa de se
proteger.

Por isso, algemar uma pessoa a um ponto fixo, como um


poste, ou a partes fixas de veículos, como as barras
presentes no xadrez de algumas viaturas, pode colocar
em risco o preso. Sem as mãos livres para se defender, ele
se torna incapaz de se proteger de perigos iminentes, como
por exemplo, do ataque de um parente inconformado da
vítima, ou até de choques mecânicos e acidentes ocorridos
com a viatura.
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Recomendações gerais sobre o uso de algemas


Algemar uma pessoa a um ponto móvel, como uma cadeira, uma
mesa, ou até a um policial militar ou outro preso, é uma conduta
que não fornece segurança à guarnição, pois o algemado pode
utilizar a cadeira ou mesa como arma contra os policiais militares,
vítimas e testemunhas.

Apesar do policial militar algemar preferencialmente o preso com as


mãos voltadas para trás, nem sempre isso será possível. O policial
militar deve definir se a algemação será pela frente ou pelas costas,
de acordo com o comportamento do algemado e suas condições de
saúde.

Obesos, grávidas, pessoas adoentadas e de constituição mais


fraca poderão ser algemados pela frente sem expor a guarnição a
perigo.
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SEÇÃO 5

PROCEDIMENTOS POLICIAIS ESPECÍFICOS


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PROCEDIMENTOS POLICIAIS ESPECÍFICOS

Autoridades Grupos
Vulneráveis

Pessoas em
surto de Minorias
drogas
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Membros do Poder Executivo


PRESIDENTE DA REPÚBLICA: enquanto não sobrevier sentença
condenatória nas infrações comuns, o Presidente da República não
estará sujeito à prisão.
O policial militar irá liberar o Presidente da República no local e registrar o
Boletim de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-o à Polícia Federal

DIPLOMATAS: a pessoa do agente diplomático é inviolável. Não


poderá ser preso ou detido .
O policial militar irá liberar o Diplomata no local e registrar o Boletim de
Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-o à Polícia Federal

GOVERNADORES DE ESTADO: enquanto não sobrevier sentença


condenatória, nos crimes comuns, o Governador não estará sujeito à
prisão
O policial militar irá liberar o Governador de Estado no local e registrar o
Boletim de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-o à Polícia Federal.
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Membros do Poder Executivo


MINISTROS DE ESTADO: não possuem prerrogativas em relação à
prisão em flagrante.
O policial militar deverá, neste caso, prender o Ministro de Estado e
registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-o à Polícia
Federal

SECRETÁRIOS DE ESTADO: não possuem prerrogativas em relação


à prisão em flagrante no cometimento de delitos, tendo o mesmo
tratamento dos demais cidadãos.
O policial militar deverá, neste caso, prender o Secretário de Estado e
registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-os à Polícia
Civil.

PREFEITOS: não possuem prerrogativas em relação à prisão em


flagrante no cometimento de delitos tendo o mesmo tratamento dos
demais cidadãos.
O policial militar deverá, neste caso, prender o prefeito e registrar o
Boletim de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-os à Polícia Civil.
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Membros do Poder Legislativo


DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES:

no caso de flagrante de crime inafiançável, prendê-lo e


registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-
o à Polícia Federal
Nos demais delitos (afiançáveis e de menor potencial
ofensivo), será feito apenas o registro do BO/REDS,
encaminhando-o à Polícia Federal, sendo os parlamentares
liberados no local.
Os deputados federais e senadores são invioláveis civil e
penalmente por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. Nos
casos de prisão em flagrante, os autos serão remetidos dentro
de vinte e quatro horas à respectiva Casa (Câmara dos
Deputados ou Senado), para que, pelo voto da maioria de seus
membros, resolva sobre a manutenção da prisão.
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Membros do Poder Legislativo


DEPUTADOS ESTADUAIS:
serão adotadas as mesmas providências dos deputados federais e
senadores, divergindo apenas no encaminhamento do Boletim de
Ocorrência (BO/REDS) e membro da Casa Legislativa, que será feito
para a Polícia Judiciária Estadual (Polícia Civil), e os autos serão
remetidos à Assembléia Legislativa.
VEREADORES:
se o delito praticado pelo vereador não tiver nenhum vínculo político
com sua função ou for fora de sua circunscrição, o policial militar
deverá prendê-lo, registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS),
encaminhando-o à Polícia Judiciária Competente. Os Vereadores gozam
de prerrogativa em relação à prisão no cometimento de delitos somente
nos casos relacionados com sua função, sendo invioláveis por suas
opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na
circunscrição do Município. Nos demais casos, recebem os mesmos
tratamentos dos demais cidadãos.
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Membros do Poder Judiciário


DESEMBARGADORES E JUÍZES FEDERAIS: os Membros da
magistratura da União não podem ser presos senão por ordem escrita do
Tribunal ou do órgão especial competente para o julgamento, salvo em
flagrante de crime inafiançável, caso em que a autoridade fará imediata
comunicação e apresentação do magistrado ao Presidente do Tribunal a que
esteja vinculado.
O policial militar deverá, no caso flagrante de crime inafiançável,
prendê-los e registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS),
encaminhando-os ao Presidente do Tribunal a que esteja vinculado
(Desembargadores ao STJ, Juízes Federais incluídos os da Justiça
Militar ao TRF). Nos demais delitos (afiançáveis e de menor potencial
ofensivo), será feito apenas o registro do BO/REDS para possíveis
providências, sendo os Magistrados liberados no local.

JUÍZES ESTADUAIS: serão adotadas as mesmas providências dos juízes


federais e desembargadores, divergindo apenas no encaminhamento do
Boletim de Ocorrência (BO/REDS) e do membro desta instituição, que será
feito para o Tribunal de Justiça do Estado.
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Membros do Poder Judiciário


PROCURADOR E PROMOTOR DE JUSTIÇA DA UNIÃO: o Membro do
Ministério Público da União só poderá ser preso por ordem escrita do
Tribunal competente ou em razão de flagrante de crime inafiançável, caso em
que a autoridade fará imediata comunicação àquele tribunal e ao Procurador-
Geral da República, sob pena de responsabilidade.

O policial militar deverá, nos casos de flagrante em crime inafiançável,


prender os Membros do Ministério Público da União e registrar o Boletim
de Ocorrência (BO/REDS), encaminhando-os ao Procurador-Geral da
República. Nos demais delitos (afiançáveis e de menor potencial
ofensivo), será feito apenas o registro do BO/REDS para possíveis
providências, sendo os promotores liberados no local.

PROCURADOR E PROMOTOR DE JUSTIÇA DO ESTADO: serão adotadas as


mesmas providências dos procuradores e promotores de Justiça da União,
divergindo apenas no encaminhamento do Boletim de Ocorrência (BO/REDS)
e do membro desta instituição, que será feito para a Procuradoria-Geral de
Justiça.
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Membros de Órgãos Policiais


MEMBROS DA POLÍCIA FEDERAL E POLÍCIA RODOVIÁRIA
FEDERAL: o policial militar irá neste caso prendê-los, registrar o
Boletim de Ocorrência (BO/REDS). O conduzido deverá ser
encaminhado na presença de um superior hierárquico à Polícia
Judiciária competente, para possíveis providências. Não possuem
prerrogativas em relação à prisão em flagrante no cometimento de
delitos, tendo o mesmo tratamento dos demais cidadãos.

MEMBROS DA POLÍCIA CIVIL: o policial militar deverá neste caso


prendê-los e registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS). Após a
chegada do superior hierárquico do conduzido, será encaminhado
à Polícia Judiciária competente, para possíveis providências. Não
possuem prerrogativas em relação à prisão em flagrante no
cometimento de delitos, tendo o mesmo tratamento dos demais
cidadãos.
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Membros de Órgãos Policiais


MEMBROS DA POLÍCIA MILITAR ESTADUAL E CORPO DE
BOMBEIROS MILITAR: o policial militar irá neste caso
prendê-lo e registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS).
O militar e o BO/ REDS deverão ser encaminhados, por
um superior hierárquico, à Polícia Judiciária competente,
nos crimes comuns e à Autoridade de Polícia Militar
competente nos crimes militares, para possíveis
providências. Não possuem prerrogativas em relação à
prisão em flagrante no cometimento de delitos, tendo o
mesmo tratamento dos demais cidadãos
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Membros das ForçasArmadas


MILITARES DO EXÉRCITO, MARINHA E AERONÁUTICA: o
policial militar deverá neste caso prendê-los e registrar o
Boletim de Ocorrência (BO/REDS). Após a chegada do
superior hierárquico do conduzido da respectiva Força,
será encaminhado à Polícia Judiciária competente, nos
crimes comuns e ao Comandante do militar nos crimes
militares, para possíveis providências. Não possuem
prerrogativas em relação à prisão em flagrante no
cometimento de delitos, tendo o mesmo tratamento dos
demais cidadãos.
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Membros das Advocacia


ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO: se o delito tiver vínculo com sua função,
o policial militar só poderá prendê-lo em caso de crime inafiançável ou
desacato. Para quaisquer outros crimes, fora do exercício da função, não
há prerrogativas. Quando for efetuada a prisão, a autoridade e o registro do
Boletim de Ocorrência (BO/REDS) serão encaminhados à Polícia Judiciária
Federal (Polícia Federal), para possíveis providências.

ADVOGADO-GERAL DO ESTADO: serão adotadas as mesmas


providências do Advogado-Geral da União, divergindo apenas no
encaminhamento do Boletim de Ocorrência (BO/REDS) e do membro
desta instituição, que será feito à Polícia Judiciária competente, para
possíveis providências.

ADVOGADO: serão adotadas as mesmas providências do Advogado-


Geral da União, divergindo apenas no encaminhamento do Boletim de
Ocorrência (BO/REDS) e do membro desta instituição, que será feito à
Polícia Judiciária competente, para possíveis providências.
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Membros das Advocacia


é direito do advogado comunicar-se com seus clientes, pessoal e
reservadamente, mesmo sem procuração, quando estes se acharem
“presos”, “detidos” ou “recolhidos” em estabelecimentos civis ou
militares, ainda que considerados incomunicáveis.

constitui abuso de autoridade o ato de impedir sem justa causa esse


contato entre o conduzido e seu advogado. Nesse ponto, é importante
frisar o termo justa causa.

Caso não seja possível o contato entre o conduzido e seu advogado


por algum motivo, os policiais devem informar às partes que o contato
será permitido de forma oportuna assim que a condição impeditiva (de
segurança ou outra) for superada. Cabe ressaltar, ainda, que é
necessário que o advogado apresente sua identificação profissional
para que possa exercer as suas funções.
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Outras Instituições
GUARDA MUNICIPAL: o policial militar deverá neste caso
prendê-los e registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS).
Será encaminhado à Polícia Judiciária competente, para
possíveis providências. Não possuem prerrogativas em
relação à prisão em flagrante no cometimento de delitos, tendo o
mesmo tratamento dos demais cidadãos.

POLICIAIS PENAIS: o policial militar deverá neste caso


prendê-los e registrar o Boletim de Ocorrência (BO/REDS).
Após a chegada de integrantes da Instituição do conduzido,
será encaminhado à Polícia Judiciária competente, para
possíveis providências. Não possuem prerrogativas em
relação à prisão em flagrante no cometimento de delitos, tendo o
mesmo tratamento dos demais cidadãos.
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Procedimentos policiais em ocorrências


envolvendo autoridades
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Procedimentos policiais em ocorrências


envolvendo autoridades
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Grupos vulneráveis e minorias

Por grupo vulnerável entende-se o conjunto de


pessoas com características específicas,
relacionadas ao gênero, à idade, à condição social,
às necessidades especiais e diversidade sexual. E,
por essa razão, podem se tornar mais suscetíveis à
violação de seus direitos.

As minorias são grupos de cidadãos, sem posição


dominante, dotados de características étnicas,
religiosas ou linguísticas, que os diferem da maioria
da população.
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Grupos vulneráveis e minorias


Condição Necessidades Diversidade
Gênero Idade
Social Especiais Sexual

Grupos Vulneráveis

Minorias

Etnia Religião Linguística


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Abordagens policiais a grupos vulneráveis

Abordagem Ato Segurança


e Busca Definição: Orientá-los na
Infracional: LGBTI+ da equipe => 60 anos busca de auxílio
Pessoal
Criança
Busca
Quando Pessoal
Capturadas Ato Busca Garantir os
separadas Infracional: Pessoal Deficiente direitos de ir, vir e
de homens Adolescente permanecer
auditivo
Civis não Deficiente Cuidado no trato
Referência dos objetos
fazem busca Recomendações
nominal Visual pessoais e
Deficiente abrigos

O PM deve
Físico
evitar contato Manifestações
fisico de afeto Deficiente
Mental
Paralisia
Cerebral
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Atuação policial frente às minorias

Injúria Preconceituosa (atribuir


qualidades negativas) Inviolabilidade
Etnia
X religiosa
Racismo
Suspeição (obstar, recusar, impedir)

Reuniões
públicas

O PM deve
avaliar cada
denúncia
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Atuação policial na abordagem a pessoas em


surto de drogas

• Abordado apresenta
alucinações;
• Avaliar o grau de
consciência;
• A maioria dessas
intervenções exige a
necessidade do uso da força;
• As técnicas de imobilização
podem não funcionar;
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SEÇÃO 6

ABORDAGEM A VÍTIMAS
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Procedimentos com vítimas em locais de


ocorrência

- Tranquilizar a vítima;
- Resguardar a vítima do acontecido;

-Na audição, permitir que vítima fale


livremente;
- Demonstrar preocupação;
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Procedimentos com vítimas em locais de


ocorrência

- O socorro médico deve ser priorizado;

- P.Fem. podem tranquilizar de forma


mais imediata mulheres e crianças;
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Procedimentos com vítimas em locais de


ocorrência

- O socorro médico deve ser priorizado;

- P.Fem. podem tranquilizar de forma


mais imediata mulheres e crianças;
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SEÇÃO 7

LOCAL DE CRIME
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LOCAL DE CRIME

É o espaço onde tenha ocorrido um ato que,


presumidamente, configure uma infração penal e que
exija as providências legais por parte da polícia.

Compreende, além do ponto onde foi constatado o fato,


todos os lugares em que, aparentemente, os atos
materiais, preliminares ou posteriores à consumação do
delito, tenham sido praticados.

O local de crime é fundamental para a investigação


criminal. Ele fornece elementos relevantes para
concretizar a materialidade do delito e chegar à autoria.
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Classificação do local de crime e conceitos
correlatos

Natureza

LOCAL DE CRIME Lugar do fato

Exame
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Prova

Tudo que demonstra a veracidade de uma proposição ou


a realidade de um fato. Na criminalística, existem as
provas objetivas e as subjetivas.

a)Prova objetiva: tem por base os vestígios


encontrados nos locais de crime, que são
interpretados pelos Peritos, por meio dos exames.
Exemplo: laudo pericial.

b)Prova subjetiva: tem por base as informações


colhidas da vítima, das testemunhas ou de qualquer
pessoa relacionada com o fato. Exemplo: boletim de
ocorrência (BO/REDS), expedido pela Polícia Militar.
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Prova

ATENÇÃO! Provas e/ou elementos informativos obtidos


por meios ilegítimos ou ilícitos podem prejudicar todo o
conjunto probatório necessário à persecução penal,
invalidando-o. Por isso, reforça-se a necessidade de
observância dos parâmetros legais na atividade policial.
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Prova

a)vestígio: é todo objeto ou material bruto, suspeito


ou não, encontrado no local de crime e que deve
protegido e resguardado para exames posteriores;

b)evidência: é o vestígio que, após analisado pela


perícia técnica e científica, possui relação com o
crime;

c)indício: é todo vestígio cuja relação com a vítima


ou com o suspeito, com a testemunha ou com o fato,
foi estabelecida. É o vestígio classificado e interpretado,
que passa a significar uma prova judiciária.
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Prova

a)isolamento: é a delimitação da área física, interna


e externa do local de crime, por meio de recursos
visíveis, tais como cordas, fitas zebradas e outros,
cuja finalidade é proibir a entrada de pessoas não
credenciadas no local de crime;

b)proteção: consiste em impedir que se altere o


estado das coisas, visando à inalterabilidade das
provas.
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Procedimentos no local de crime

O policial militar, ao chegar, deve dar atenção a tudo


que estiver presente no local de crime, sem fazer
qualquer juízo de valor. A preservação deverá ser
realizada por meio do isolamento e proteção de
forma efetiva para que as pessoas não tenham
acesso a ele, evitando-se que vestígios sejam
modificados ou destruídos, antes de seu
reconhecimento. Em princípio, tudo que estiver no
local é importante.
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Procedimentos no local de crime


A preocupação inicial da guarnição será com o socorro à
vítima e com a segurança dos envolvidos. Também deve se
atentar ao fato de que o autor do delito poderá permanecer
nas imediações. Além disso, em decorrência do crime, o local
poderá ser alvo de manifestações e da comoção social.

O policial militar, que normalmente é o primeiro a chegar,


deverá providenciar para que não se altere o estado e
conservação das coisas, isolando o local, até a chegada dos
peritos criminais.

O local a ser isolado deverá abranger todos os vestígios


visualizados numa primeira observação, além de áreas
adjacentes que possam ter relação com o crime.
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Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


a)saber que o público normalmente desconhece a
importância da preservação dos vestígios no local de crime, e
poderá tê-lo alterado;

b)adentrar em linha reta, ou pelo menor trajeto possível,


enquanto os demais policiais militares cuidarão da segurança.
Somente quando se tratar de área de risco, poderá e será
necessária a entrada de mais de um ao mesmo tempo;

c) verificar os sinais vitais da vítima;

d) priorizar o socorro da vítima;


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Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


e)em caso de óbito, evitar mexer na vítima (tocar, remover,
mudar sua posição original, revirar bolsos, tentar identificá-la).
A identificação é responsabilidade da perícia criminal, salvo e
houver a efetiva necessidade da guarnição de preservar
materialmente a vítima ou seus documentos em caso de
mudança de tempo (chuva, enchente), com possibilidade de
lavagem de manchas e arrasto do corpo, ocorrência de
incêndio, ou outras ações que possam fugir do controle dos
policiais;

f)realizar constantemente a observação e o controle visual,


para verificar se há segurança na atuação policial;
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Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


g)quando necessário, retornar lentamente, pelo mesmo
trajeto feito na entrada, observando outros detalhes dentro
daquela área;

h)prender o criminoso. Caso não seja possível, coletar


informações sobre o autor e divulgá-las para os demais
policiais militares de serviço;

i)observar todas as imediações para definir os limites de


isolamento, podendo abranger trechos de ruas, ou quarteirões
(quadras) e estabelecimentos comerciais que tenham relação
direta com o crime;
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Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


j)isolar a área, onde se deu os acontecimentos, usando fitas
zebradas. Na ausência desse material, poderão ser utilizados
materiais alternativos, como arames, cavaletes, cones,
cordas, cabos de aço ou outros meios disponíveis, sendo que
ninguém poderá se deslocar dentro da área isolada, antes do
trabalho periciais;

k) afastar as pessoas, sinalizar, desviar e controlar o trânsito


de veículos e de pedestres;

l)fazer anotações e croquis para facilitar a redação do texto


do Boletim de Ocorrência (BO/REDS);

m) arrolar testemunhas do delito;


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Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


n) preservar armas ou outros instrumentos vinculados ao
crime;

o)impedir que a posição dos objetos ou de coisas seja


modificada. Tratando-se de locais fechados, manter portas,
janelas, mobiliários, eletrodomésticos, utensílios, tais como
foram encontrados. Deve-se evitar, por exemplo, abrir ou
fechar, ligar ou desligar quaisquer objetos; usar aparelhos de
telefonia (fixa ou móvel), sanitários ou lavatórios, e demais
recursos disponíveis no local), salvo o estritamente
necessário para conter riscos;

p) posicionar-se fora do perímetro imediato;


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Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


q) prosseguir com a vigilância, preservando os vestígios até a
chegada dos peritos criminais;

r)transmitir as informações já obtidas à equipe de Polícia


Judiciária ou a quem for pertinente, procurando interagir com
os diversos órgãos que compõem o Sistema de Defesa
Social;

s) em caso de suspeita de alteração do local de crime,


identificar o(s) possível(eis) causador(es), registrar tal
situação no BO/REDS e avisar aos peritos que
comparecerem ao local;
Prof. André Gustavo Prof. André Gustavo

Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


t)acompanhar os trabalhos dos peritos, anotando e
conferindo o material apreendido, visando constar todos os
dados no Boletim de Ocorrência (BO/REDS);

u)avisar ao responsável pelo exame pericial sobre possíveis


vestígios deixados por terceiros que adentraram ao local de
crime (por necessidade ou equivocadamente), para que os
peritos não percam tempo analisando vestígios ilusórios.

v)proibir que repórteres e fotógrafos acessem o local de


crime, antes da realização dos trabalhos periciais, explicando-
lhes a necessidade de manter os vestígios preservados e que
será garantida a liberdade de imprensa após resguardada a
prioridade do serviço pericial;
Prof. André Gustavo Prof. André Gustavo

Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


x)caso a perícia não seja realizada, proceder à apreensão dos
materiais encontrados, na presença de testemunhas,
relacionando-os no BO/REDS, para encaminhamento ao
delegado de polícia;

y)liberar o local após encerrados todos os trabalhos periciais, e


na ausência da perícia, somente após o recolhimento dos
objetos;

z)dar atenção especial aos familiares em casos de vítimas


fatais, que poderão reagir de forma agressiva ou tentar invadir o
local de crime. Esta consideração decorre do estado emocional
provocado pela perda de uma pessoa querida. Os policiais
militares deverão assisti-los de forma profissional, entendendo o
momento que estão passando.
Prof. André Gustavo Prof. André Gustavo

Ao chegar ao local de crime, o policial deverá:


ATENÇÃO! A ordem dos procedimentos poderá ser alterada,
dependendo da prioridade observada no momento da
intervenção policial.

Exemplo: em alguns acidentes de trânsito, a prioridade é


sinalizar a via para evitar agravamento da ocorrência ou o
surgimento de novas vítimas e, somente após resguardar a
segurança, procede-se a assistência necessária aos
envolvidos e o isolamento.

Common questions

Com tecnologia de IA

A Tática de Aproximação Triangular (TAT) é configurada com dois policiais e o abordado formando um triângulo. É considerada a forma mais segura e eficiente de aproximação porque permite cobrir diferentes ângulos, minimizando o risco para os policiais enquanto maximizam o controle sobre o abordado .

Durante uma abordagem a indivíduos portando arma de fogo, o policial militar deve primeiramente buscar abrigo e posicionar a arma na posição de guarda alta ou pronta resposta . É crucial que um policial mantenha a superioridade de força e utilize técnicas de verbalização para que o abordado solte a arma e adote uma posição de contenção, como ajoelhado ou deitado . O PM Revistador deve informar sua equipe sobre a localização da arma, determinar que o suspeito assuma uma posição de contenção, e, após algemar o suspeito, entregar a arma ao PM Segurança . O PM Segurança deve manusear a arma com cuidado, mantendo o controle do cano e evitando contato excessivo com o gatilho, além de armazenar a arma de forma segura . Ao lidar com o ambiente, é importante que os policiais usem coberturas e abrigos para aumentar sua segurança e minimizar a exposição à ameaça .

A postura defensiva requer que o policial militar mantenha a cabeça ereta, mãos abertas próximas ao rosto e cotovelos protegendo as costelas, permanecendo em posição de equilíbrio com as pernas semi-flexionadas e o corpo projetado à frente. O objetivo principal é garantir condições ideais para empregar técnicas de controle físico e aumentar as chances de defesa contra golpes não letais .

A autoexecutividade é caracterizada pela capacidade da administração pública de executar um ato sem necessidade de ordem judicial. Sua importância reside no pronto resguardo da ordem pública e execução de obrigações do estado, permitindo respostas rápidas e eficientes em abordagens .

Para uma pessoa aparentemente desarmada, um policial deve iniciar a abordagem usando posturas de mãos livres enquanto verbaliza comandos, enquanto outro policial mantém a posição de segurança com a arma localizada, assegurando a proteção da equipe durante a aproximação .

A posição de contenção 3 é indicada para abordados de joelhos, usado quando se considera mais seguro para os policiais e o abordado, especialmente quando este porta armas mas mantém comportamento cooperativo. Já a posição 4, onde o abordado fica deitado, é usada em casos de resistência maior ou alta periculosidade do abordado, oferecendo menor capacidade de reação .

A discricionariedade nas abordagens policiais se refere à liberdade que os policiais têm para avaliar e decidir a melhor forma de agir em situações que não são rigidamente definidas pela lei. Esta liberdade permite que decisões sejam tomadas com base em critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade, adaptando-se às circunstâncias específicas de cada caso . A abordagem policial é um ato administrativo discricionário que utiliza técnicas e táticas de acordo com a avaliação do risco e o comportamento dos envolvidos . Por exemplo, em uma abordagem, a posição de emprego da arma pode ser alterada conforme a evolução dos fatos e o nível de risco percebido . Essa discricionariedade exige que os policiais estejam bem treinados em táticas eficazes de abordagem, como as preconizadas na Tática de Aproximação Triangular (TAT), garantindo a segurança tanto dos policiais quanto dos abordados por meio de uma organização tática disciplinada .

Ao encontrar uma arma de fogo durante uma busca pessoal, o policial militar, conhecido como PM Revistador, deve seguir uma sequência específica de procedimentos para minimizar os riscos da intervenção. Primeiro, deve informar a equipe sobre a localização da arma dizendo “arma localizada!” e então determinar que o suspeito se ajoelhe ou deite-se, conforme a avaliação de riscos (posições de contenção 3 ou 4). Em seguida, a arma deve ser entregue ao PM Segurança, que a segura com a mão fraca, mantendo o controle da direção do cano e o dedo fora do gatilho, e então a coloca em um coldre seguro . O suspeito deve ser algemado para sua contenção . O ambiente deve ser controlado antes de prosseguir para um local seguro onde a arma será colocada em condições de segurança, conhecida como "arma fria", e guardada adequadamente .

Iniciar uma abordagem na posição de pronta resposta ao empregar uma arma de fogo pode ter várias consequências. Primeiramente, limita a capacidade do policial de alternar entre diferentes níveis de força, reduzindo sua flexibilidade tática . Isso ocorre porque a posição de pronta resposta é utilizada em situações de imediata agressão letal ou grave risco de ferimentos, o que eleva o potencial de um disparo acidental . Essa abordagem também gera um impacto psicológico significativo no abordado, o que pode desescalar a situação, mas também aumentar a tensão se a abordagem não for justificada pelo comportamento do suspeito . Além disso, iniciar na posição de pronta resposta pode ser interpretado como uma ação agressiva e não conciliatória que não permite técnicas de resolução pacífica . Portanto, recomenda-se cautela ao iniciar uma abordagem dessa maneira, preferindo posições de arma que permitam maior controle e segurança antes de uma interação cooperativa .

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