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Assoreamento Do Rio Muanguezji

O documento aborda a degradação do rio Muangueji, destacando o assoreamento como um problema ambiental crítico que afeta o abastecimento de água e a biodiversidade. O objetivo da pesquisa é identificar medidas de controle para mitigar o assoreamento, analisando o estado atual do rio e propondo soluções como a recuperação de áreas degradadas e a plantação de árvores. A investigação utiliza métodos de indução-dedução, análise e síntese, e histórico para desenvolver um entendimento abrangente sobre o impacto ambiental e as possíveis intervenções.

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Geraldo Clarcson
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Assoreamento Do Rio Muanguezji

O documento aborda a degradação do rio Muangueji, destacando o assoreamento como um problema ambiental crítico que afeta o abastecimento de água e a biodiversidade. O objetivo da pesquisa é identificar medidas de controle para mitigar o assoreamento, analisando o estado atual do rio e propondo soluções como a recuperação de áreas degradadas e a plantação de árvores. A investigação utiliza métodos de indução-dedução, análise e síntese, e histórico para desenvolver um entendimento abrangente sobre o impacto ambiental e as possíveis intervenções.

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RESUMO

1
INTRODUÇÃO
O assoreamento representa hoje uma preocupação da humanidade,
originando a morte ou desaparecimento dos rios, graves problemas de
abastecimento de água nas populações, até mesmo do ponto de vista político-
económico de uma região. O ambiente tem a característica de ser do interesse
de toda a humanidade, sendo os principais problemas ambientais
nomeadamente, o aquecimento global, o desaparecimento das florestas, a
destruição dos habitats e a extinção de espécies, a poluição das águas e do ar,
os resíduos e as descargas residuais (principalmente nos rios e mares) ou as
questões ligadas à política energética e as chuvas ácidas (embora não seja
comum no nosso país), do interesse e preocupação comum dos cidadãos,
independentemente da nacionalidade.
Ao mesmo tempo reconhece-se que o direito ao ambiente deve ser
considerado um dos direitos fundamentais do homem, beneficiando do regime
especial dos “direitos, liberdades e garantias”. O meio ambiente é hoje entendido
como sendo um património comum a todos os membros da comunidade
(especialmente os rios, lagos e lagoas), que não pertence a nenhuma pessoa
individualmente.
No caso meio ambiental, a recuperação das áreas degradas, assoreadas,
desflorestadas… deve ser um vector de grande importância para todo homem,
como acontece com o rio Muangueji, objecto da nossa investigação.

Problema da investigação
Degradação do rio Muangueji.

Problema científico
Como mitigar o assoreamento rio Muangueji.

Objectivo geral:
Identificar as medidas de controlo do rio Muangueji para o combate ao
assoreamento.

Objectivos específicos:
1. Analisar a proposta de combate ao assoreamento do rio Muangueji;
2. Identificar o estado actual do rio Muangueji;

2
3. Determinar as medidas de controlo do assoreamento do rio Muangueji;
4. Validar as medidas de controlo do rio Muangueji de combate ao
assoreamento.

Hipótese do trabalho:
Se analisarmos o processo de aberturas das ravinas provocadas pelo
desatamento e identificar o estado actual do rio Muangueji, é possível determinar
as medidas de controlo que possam atenuar o avanço do transporte de material
(Resíduos, piroclásticos e outros) do montante para a jusante do rio e mitigar
assim o assoreamento do rio Muangueji.

Objecto de investigação
Estado actual do rio Muangueji (Degradação)

Campo de acção
 Cobrir as ravinas ao redor do rio;
 Plantações de árvores e áreas verdes ao redor do rio;
 Escavação do rio Muangueji.

Tarefas de investigação

1. Revisar a bibliografia;
2. Fazer consultas de peritos;
3. Executar o trabalho.

Métodos de investigação
Método de indução-dedução

Usado para determinar o problema de investigação.

Análise e síntese

Usado em todo processo para a dedução do problema de investigação.

Método histórico

Este método permitiu o desenvolver o objecto de estudo.

Método dialéctico

3
Este método permitiu criar inovação.

Estrutura do trabalho:

Este trabalho apresenta três (3) capítulos, sendo o primeiro capítulo uma
breve abordagem acerca das características geográficas e geológicas da
região, o segundo capitulo, consiste rudimentar sobre impacto ambiental nas
águas do rio muangueji, o solo ao redor, vegetação e sua influencia no
assoreamento do rio muangueji; e o último, desenvolve análise e processo
de mitigação do assoreamento do rio muangueji.

Motivação do trabalho

A motivação para a realização deste trabalho, está ligado ao


desenvolvimento de novas metodologias para dar resposta ao fenómeno
assoreamento do rio Muangueji, através dos estudos geológicos feitos no campo
e com base as literaturas; e ainda pelo facto de contemplar aspectos que até
agora não têm tido a devida importância, como o crescimento e desenvolvimento
das ravinas ao redor do rio Muangueji.

Materiais e métodos
As pesquisas, especificamente relacionadas ao assoreamento do rio
Muangueji, surgiram na Escola Superior Politécnica da Lunda-Sul no
Departamento de Mineração e Ambiente, actual Departamento de ciências da
terra, nos anos 2007 à 2014, sendo o mais recente defendido pelos estudantes
Fernando Eduardo Casseno e João Coji ´´propostas de medidas para a
mitigação do processo de assoreamento e recuperação do rio Muangueji (2014).

O presente trabalho investigativo, foi realizado no Rio Muangueji, nos


limites da sua ponte, aproximadamente 1km desde o montante a jusante.

4
CAPITULO I. CARACTERISTICAS GEOGRÁFICAS E
GEOLÓGICAS DA REIGIAO.

1.1. características geográficas da Lunda-Sul e Saurimo.


A Província da Lunda Sul está localizada na região Leste de Angola, tendo
como limites geográficos a Norte, a Província da Lunda Norte; ao Oeste as
Províncias de Malange, Lunda Norte e Bié; a Sul a Província do Moxico e a Este
a República Democrática do Congo. Tem uma superfície territorial de 77.637km²
(Fig.1).

A população da Província Da Lunda-sul é maioritariamente constituída


pela etnia Tchokwe, de origem Bantu, assim como os Lunda, os Minungo, os
Xinge e Bangala, que estão distribuída nos quatro Municípios e respectivas
Comunas numa estimativa de mais de 537 587 (Quinhetos e trinta e sete mil e
quinhetos e oitenta e sete) habitantes e uma densidade populacional de 6
Habitantes/km² (Censo Maio, 2014).

Figura. 1 Localização geográfica da Lunda-sul.

1.2 Características Geológicas da Lunda-sul e Saurimo.


A constituição geológica da Lunda-sul, torna-se dentro dos limites de
Mega estruturais do estudo de Cassai e das depressões continentais do
Congo, Saurimo, encontra-se dentro da periferia do Cassai, que engloba
predominantemente diversas rochas metamórficas, ultra metamórficas,
sedimentares e vulcânicas, do Arcaico, Proterozoico e Fanerozoico (Fig 2 mapa
geológico).

As rochas arcaicas em Cassai se subdividem em:

5
 Grupo inferior, composto por granulites, com hiperstena e xistos
cristalinos, Gnaise básicos eclogitos, metamorfizadas na fáceis
granulitica e anfibolitica. Possuem aflotramentos abundantes nos
vales do rio Chicapa, Luachimo, Chiumbwe e Cassai.

 Grupo Superior: Predominam não corte, rochas ultra


metamórficas, plagiognaisse e biotíticos ou anfíbolicos,
magmáticos, tonelíticos, granodioríticos e graníticos. Os maiores
anfloramentos podem ser observados, nos vales dos rios Luxico,
Lovua, Luachimo, Chicapa, Chihumbwe e Luembe.

 Protozoico em Cassai: abrange depressões em grave. As rochas


fracamente metamorfizadas, na sua maioria terrigenas, afloram
nos vales dos rios Cassai, Chihumbwe, Luachimo e outros.

 Fanerozoico de Angola (Carbônico-jurássico): encontram-se


aqui em depressões em grave (Super grupo karroo), ocorrem
telitosa vermelhados, conglomeráticos com intercalações de Xistos
argilosos e grés, nas bacias do rio Chicapa, Luachimo e outros.

 Depósitos Cretássicos: dá cobertura da planta-forma, torna-se


apenas na depressão do Congo, são importantes no ponto de vista
pratico, devido a localização nestas áreas de Jazidas aluvionares
do diamante, são representados na área, pelas formações
Calonda.

 Formação Calonda: encontram-se nos vales dos rios, Cuango,


Cuilo, Chicapa, Luachimo e outros.

MAPA GEOLOGICO

1.3 Vias de comunicação.


A província, possui vias de comunicação por estradas, com as províncias
vizinhas (Lunda-norte (Cidade capital – Dundo), dista a 2 Km; Moxico (Luena),

6
dista a Km); e com a capital do país através da província de Malange (Saurimo
– Cacolo – Malange), mas na sua maioria encontra-se em mau estado.

A capital provincial, Saurimo, possui ruas asfaltadas no centro comercial


assim como em alguns bairros da periferia e uma rua principal (Rua da
liberdade); Saurimo possui (3) três aeroportos (Deolinda Rodrigues, Militar e um
pertencente a sociedade mineira do Catoca), com serviços regulares de voos
para Luanda e províncias vizinhas; deles, o principal (Deolinda Rodrigues),
possui uma pista de aeródromo com uma estação de 3400m de comprimentos e
45m de largura, operado fundamentalmente pela TAAG.

1.4 Clima, vegetação e solos.


O clima da região é tropical, tendo duas principais estações típicas
durante o ano: A época das chuvas que perdura do final de Agosto até os
primeiros dias de Maio; a estação seca (cacimbo) que se prolonga de Maio a
Agosto. A temporada mais chuvosa incide nos meses de Novembro a Março.A
máxima temperatura registrada é de +37,2-37,4ºC; a mínima é de +11,6-11,8ºC,
o mês de Agosto, é o mês que resista mais baixas temperaturas.

A vegetação da área é representada por savana típica, estepe tropical


com uma abundante cobertura vegetal, com algumas árvores e arbustos que se
forma sobre o rio e ao redor deste (Anexo Figura 1).

Os solos da região são caracterizados por areias vermelhas, típicos do


tipo de rocha da Formação Calonda, do Grupo Kalahari, permitindo a
permeabilidade das águas (Anexo Figura 2).

1.5 Localização do rio Muangueji


O rio Muangueji, é afluente do rio Chicapa, localiza-se a norte da cidade
de Saurimo (Figura.3 )

7
Figura 3.Localição do rio Muangueji

8
CAPITULO II- RUDIMENTOS SOBRE IMPACTO AMBIENTAL NAS ÁGUAS
DO RIO MUANGUEJI, O SOLO AO REDOR, VEGETAÇAO E SUA
INFLUENCIA NO ASSOREAMENTO DO RIO MUANGUEJI.

Os impactos ambientais são ocasionados por confrontos direitos ou


indirectos entre o homem e a natureza.

Para Bolea (1984), o impacto ambiental pode ser conceituado como a


diferença entre a situação e meio ambiente com um futuro modificado pela
realização de um projeto e a situação de um meio ambiente futuro sem
realização dos mesmos.

Canter (1977), diz que o impacto ambiental é qualquer alteração no


sistema ambiental físico, químico, biológico, cultural e socioeconómico que
possa ser atribuídas as actividades humanas, relativas as alternativas em estudo
para satisfazer a necessidade de um projecto.

2.1. Poluição do rio Muangueji.


O processo de poluição do rio Muangueji, deve-se à quantidade de
“resíduos e trapos,” os dejectos agrícolas “cascas de mandiocas” e outros
mecanismos de poluição, lançados nas águas (Anexo Figura 3).

2.2. Solo ao redor.


A sujeira acumulada no ambiente aumenta a poluição do solo e das
águas, causando grandes problemas de saúde das populações. A população
local, foi o maior promotor do empobrecimento do solo, causando e/ou
originando grandes erosões na prática de adobes (Anexo Figura 4) e
construções ilícitas nas zonas de risco (ao redor do rio).

2.3 Desmatamento da vegetação principalmente ao redor do rio.


As causas dos desmatamentos decorrem de formas variadas. Para
sobreviver e desenvolver-se, o ser humano, desde sua origem, precisou produzir
seus próprios meios de subsistência, transformando a natureza ou intervindo
nela. No caso da vegetação ao redor do rio Muangueji, o homem não fugiu a
regra dos objectivos mencionados acima, antes, queimou-a para a prática do

9
adobe, prática de agricultura, pastagem e outros mecanismo, deixando a zona
fácil para erosão (Figura 5)

Figura 4: Desmatamento da vegetação.

2.4 Consequências originadas pelo desmatamento ao redor do rio


Muangueji.
A desflorestação ou desmatamento, não é u fenómeno recente, e há
evidencias de que em tempos pré-histórico ele já estava em andamento em
vários locais do mundo, mas a sua extensão e ritmo naquela época remota são
difíceis de estimar. O desmatamento ao redor do rio Muangueji, abriu portas
para:

 Contaminação e falta de preservação da água (Anexo Figura 6 );


 Contribuição para a erosão do solo ao redor;
 Alteração do clima;
 Desaparecimento da fauna;
 Contribuição para o processo de sedimentação do rio;
 Diminuição dos índices pluviométricos;
 Empobrecimento do solo para a própria agricultura e outras.

2.5. Principais tipos de erosões dos solos ao redor do rio.


Existem vários tipos de erosões, como: erosão laminar, erosão química,
fluvial e outros tipos. Neste caso, temos a dizer que os principais tipos de erosões
que predominaram e predominam nos solos ao redor do rio são:

A erosão fluvial: é o desgaste do leito dos rios e das margens dos rios
pelas suas águas. Este processo pode levar a alteração do curso do rio, o relevo
resultante da sedimentação das rochas no processo de erosão, é denominada

10
coluvião. A erosão pode gerar ravinas, voçorocas, deslizamento de terra, no qual
estes sedimentos são escoados pelas partes mais baixas, formando coluvião e
depósitos de encostes, e;

Figura 5. erosão fluvial

Erosão laminar: quando a água corre uniformemente pela superfície


como um todo, mas transportando as partículas sem formar canais definidos,
apesar de ser uma forma mais amena de erosão, é responsável pelo grande
prejuízo as terras agrícolas e fornecer grandes quantidades de sedimentos que
vai assorear rios, lagos e represas.

2.5.1 Erosão na zona urbana


Estando o solo descoberto, a precipitação (chuvas) incide diretamente
neste, removendo o material superficial e infiltrando superficialmente, o que retira
também os compostos de consistência (argila, por exemplo) e, assim,
desestrutura-o e causa deslizamentos. A erosão urbana é um dos principais
problemas ambientais que afeitam os bairros de Saurimo.

2.5.2 Erosão na zona rural


No âmbito rural, a erosão a margem do rio Muangueji é causada,
principalmente, pelo inadequado manejo agrícola. Muitos trabalhadores rurais
utilizam técnicas arcaicas, como as queimadas da agricultura itinerante, que
empobrecem o solo com a carbonização excessiva e induzida.

11
CAPITULO III: ANÁLISE E PROCESSO DE MITIGAÇÃO DO
ASSOREAMENTO DO RIO MUANGUEJI.
O assoreamento ao pouco, castiga, fere, mata e paralisa (Anexo Figura
5) os nossos rios a nível do país. Esta causa com as das ravinas são os
fenómenos destruidores que mais atacam o nosso meio ambiente nos últimos
tempos.

O assoreamento é o acúmulo sedimentar de areia, terra e detritos, num


rio, canal, lago, baía, diminuindo assim sua profundidade e, no caso de águas
correntes, causando redução ou obstrução da correnteza, o que por sua vez faz
recrudescer o processo, com prejuízo do equilíbrio ecológico, da economia e das
condições ambientais (dificuldade de navegação, enchentes etc.).

A retirada de vegetação para o uso e/ou ocupação, portanto, é o principal


factor determinante da erosão. Como temos o caso do assoreamento do rio
Muangueji, que é resultante da retirada da vegetação das margens (ciliar) para
fins diversos (agricultura, moradia, fabrico de adobes), o que diminui a
consistência do solo, que tem suas partículas facilmente levadas pelo curso de
água, deixando-o raso e mais largo.

Os processos erosivos, causados pelas águas, ventos e processos


químicos, antrópicos e físicos, desagregam os solos e rochas formando
sedimentos que serão transportados. O depósito destes sedimentos constitui o
fenômeno do assoreamento.

3.1 ASSOREAMENTO DO RIO MUANGUEJI.


O actual caudal e a pouquíssima qualidade da água do rio Muangeji
(Anexo Figura 7) preocupam as autoridades competentes e os munícipes de
Saurimo, principalmente os estudantes universitários do curso de geologia da
ESCOLA SUPERIOR POLITÉCNICA DA LUNDA-SUL, que desde 2007, veem
realizando pesquisas de modo a solunciona-lo. Areia abundante (Anexo Figura
8), valas profundas, grandes ravinas desde a nascente, desmatamento do solo
ao redor do rio,desaparecimento da ponte (na época chuvosa) configuram o
actual cenário que sobrou da beleza cantada pela banda musical “Os Moyowenu”
e da maravilha historicamente banhada por toda camada social. O rio Muangueji,
antigo CARTÃO-POSTAL da cidade de Saurimo… agora é um esgoto, vale ou
simplemente uma marca que serve para dizer que aqui existiu um rio, talvez um

12
grande rio (Anexo Figura 9). Paleontologicamente, diriamos talvez, que
MUANGUEJI tornou um fóssil. O caudal fundo, com água límpida escorrendo
dentro de grandes cambota, desapareceu. Areia em grande quantidade é o que
resta do leito do rio Muangeji (Anexo Figuras 8 e 9), no fundo, um processo de
sedimentação de superposição de camadas, dá origem (Anexo Figura 10). A
degradação do antigo CARTÃO-POSTAL da cidade de Saurimo, reflecte o seu
ponto máximo, num processo iniciado com a devastação do polígono florestal
circundante. Ao longo dos anos as enxurradas depositaram toneladas de terra e
lixo nas margens e no leito do rio Muangueji, provocando a sua “morte lenta”,
que se traduz na escassez de água, que forçou a procura crescente de fontes
alternativas, em valas abertas por ravinas, um pouco por todo o polígono florestal
(Figura 6).

Figura 6 Fontes alternativas de água

O actual estado do Rio Muangueji, faz cair lágrimas nos olhos de quem o
assistiu e desfrutou da sua beleza no antigamente. Agora, é com tristeza no
coração que se diz de que enfrenta uma série de problemas, como o alto grau
de erosão e compactação dos solos, destruição desordenada das matas nativas,
destruição da estrada que interliga a cidade de Saurimo com a vizinha província
da Lunda-norte e o assoreamento dos canais fluviais, além de outros problemas

13
ambientais. Nesse sentido, os estudos locais são de grande importância, pois
permitem um maior detalhamento e análise dos parâmetros envolvidos.

3.2 ENTREVISTAS.

14
CONLUSÕES.

1. As causas principais do assoreamento dos rios -relacionam-se com a


actividade antrópica (

15
RECOMENDAÇÕES.

1. Recomendamos plantações de árvores, repondo a floresta, uma vez que


as árvores ajudam a travar as ravinas que avançam em todas as direcções do
rio.

16
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASSENO, Fernando Eduardo e COJI, João, trabalho do fim do curso de


licenciatura sobre propostas de medidas para a mitigação do processo de
assoreamento do rio Muangeji, saurimo 2014.

LITUAIA, Helsa de assunção Muginga e LOPES, Amélia Maria, trabalho


sobre ravinas na cidade de saurimo, paginas 18-19, Saurimo 2015.

Entrevistas.

17
ANEXO

26/06/2018 26/06/2018 26/06/2018

Figura 1. A vegetação. Figura 2 .Os solos. Figura 3. Poluição do rio Muangueji.

26/06/2018 26/06/2018 26/06/2018

Figura 4 Solo ao redor. Figura 5 assoreamento Fig.6 Contaminação e falta de preservação da água

18
Figura 7 Profundidade máx. na montante Figura 8 Areia abundante Figura 9 Estado actual do rio

Figura 10 Fendas de dissecação figura.11 Agua do rio muito turva Figura12 pór do sol no Muangeji

19
Índice
RESUMO ...................................................................................................................... 1
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 2
Problema da investigação .......................................................................................... 2
Problema científico ..................................................................................................... 2
Objectivo geral:........................................................................................................... 2
Objectivos específicos: .............................................................................................. 2
Hipótese do trabalho: ................................................................................................. 3
Objecto de investigação ............................................................................................. 3
Campo de acção ......................................................................................................... 3
Métodos de investigação ........................................................................................... 3
Estrutura do trabalho ................................................................................................. 4
Materiais e métodos ................................................................................................... 4
CAPITULO I. CARACTERISTICAS GEOGRÁFICAS E GEOLÓGICAS DA REIGIAO. 5
1.1. características geográficas da Lunda-Sul e Saurimo........................................ 5
1.2 Características Geológicas da Lunda-sul e Saurimo. ........................................ 5
1.3 Vias de comunicação............................................................................................ 6
1.4 Clima, vegetação e solos. .................................................................................... 7
1.5 Localização do rio Muangueji .............................................................................. 7
CAPITULO II- RUDIMENTOS SOBRE IMPACTO AMBIENTAL NAS ÁGUAS DO RIO
MUANGUEJI, O SOLO AO REDOR, VEGETAÇAO E SUA INFLUENCIA NO
ASSOREAMENTO DO RIO MUANGUEJI. .................................................................. 9
2.1. Poluição do rio Muangueji................................................................................... 9
2.2. Solo ao redor. ....................................................................................................... 9
2.3 Desmatamento da vegetação principalmente ao redor do rio. .......................... 9
2.4 Consequências originadas pelo desmatamento ao redor do rio Muangueji. . 10
2.5. Principais tipos de erosões dos solos ao redor do rio. .................................. 10
2.5.1 Erosão na zona urbana.................................................................................... 11
2.5.2 Erosão na zona rural........................................................................................ 11
CAPITULO III: ANÁLISE E PROCESSO DE MITIGAÇÃO DO ASSOREAMENTO DO
RIO MUANGUEJI. ...................................................................................................... 12
3.1 ASSOREAMENTO DO RIO MUANGUEJI............................................................ 12
3.2 ENTREVISTAS. .................................................................................................... 14
CONLUSÕES. ............................................................................................................ 15
RECOMENDAÇÕES. ................................................................................................. 16
ANEXO ....................................................................................................................... 18

20
LISTA DE FIGURAS

Figura. 1 Localização geográfica da Lunda-Sul…………………………………5

Figura 2. Mapa Geológico………………………………………………...............6

Figura 3. Localição do rio Muangueji……………………………………………..8

Figura 4: Desmatamento da vegetação…………………………………………10

Figura 5. erosão fluvial………………………………………………...................11

Figura 6 Fontes alternativas de água……………………………………………13

21

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