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Importância do Vapor d'Água no Clima

O documento aborda a atmosfera e suas camadas, detalhando a composição, a dinâmica climática e a diferença entre clima e tempo. Explica os elementos climáticos, como temperatura, pressão atmosférica, ventos e umidade, além de descrever a formação de nuvens e precipitações. Também menciona a importância da atmosfera na proteção da Terra e na regulação das condições climáticas.

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Importância do Vapor d'Água no Clima

O documento aborda a atmosfera e suas camadas, detalhando a composição, a dinâmica climática e a diferença entre clima e tempo. Explica os elementos climáticos, como temperatura, pressão atmosférica, ventos e umidade, além de descrever a formação de nuvens e precipitações. Também menciona a importância da atmosfera na proteção da Terra e na regulação das condições climáticas.

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GEOGRAFIA

- 2º ANO –
Volume 2

Aluno (a):_________________________________________________________________________

Turma:_____________

Professora: Vanessa Arce Nozari

1
1. A atmosfera e sua
dinâmica

1.1 Composição e camadas da


atmosfera.

Com espessura de aproximadamente 600


km, a atmosfera é a camada gasosa que envolve e
acompanha a Terra em todos os seus
movimentos, devido à força da gravidade. É
composta de vários gases, como o nitrogênio
(78%), o oxigênio (21%) e outros, além de vapor
de água, partículas de pó, microorganismos,
fumaça e cinzas vulcânicas. Atualmente, somam-
se à atmosfera diversos elementos químicos
estranhos à sua composição original, que podem
torná-la imprópria à saúde humana. É o que
denominamos poluição do ar.
Os gases mais pesados concentram-se na
camada mais próxima à superfície terrestre, ao
passo que os mais leves estão distantes. Na
medida em que aumenta a altitude, a atmosfera
torna-se mais rarefeita (por isso, em altitudes
mais elevadas sentimos falta de ar). A 80 km de
altitude o oxigênio é quase inexistente, pois, por
ser um gás pesado, só se mantém em altitudes
mais baixas.
A atmosfera, entre outras funções, protege a superfície da Terra contra um impacto direto de meteoros e
evita que o calor recebido do sol durante o dia retorne rapidamente ao espaço, impedindo variações bruscas de
temperatura e permitindo a visão do planeta.

Tempo e clima.

Clima e tempo são a mesma coisa?

Quando em determinado momento do dia dizemos, por exemplo, que está quente e úmido, estamos nos referindo ao
tempo, ou seja, às condições atmosféricas ou meteorológicas desse momento, que podem mudar de um instante
para outro.
Portanto, o que é tempo?

__________________________________________________________________________________

 E o que é clima?

 Como podemos determinar o clima de um local e o que é possível identificar através dessa análise?

2
Quando ouvimos alguém dizer que Manaus é quente e úmido o ano inteiro, a pessoa está se referindo ao
clima da região, porém, no decorrer dos dias do ano, Manaus conhecerá vários tipos de tempo. A televisão, o rádio
e o jornal nos oferecem diariamente a previsão do tempo e não do clima. Apesar de ser duradouro, o clima não é
imutável. As diversas regiões da Terra já conheceram, em épocas remotas, diferentes tipos de clima.

 O que é climograma?

 O que é meteorologia?

 Dê exemplos de setores da sociedade beneficiados com a previsão do tempo:

1.2 As camadas da atmosfera

 Troposfera
A troposfera é a camada da atmosfera logo acima da crosta terrestre. Nela, acontecem os principais fenômenos
atmosféricos ligados ao clima e também ao tempo. Possui espessura média em torno de 11 km de altitude nas
regiões próximas à Linha do Equador (onde o ar é mais quente e, por isso, menos denso) e cerca de 8 km de
altitude nas regiões polares, onde o ar é muito frio e mais denso, ocupando menos espaço. Na troposfera, são
identificadas as perturbações atmosféricas que definem os vários estados de tempo e que, por isso, mais afetam a
vida na superfície terrestre. A temperatura diminui com a altitude até a tropopausa, nome dado à camada
intermediária entre a troposfera e a estratosfera.

 Estratosfera
A estratosfera estende-se acima da troposfera, desde a tropopausa até cerca de 50 km de altitude. Nessa zona,
verifica-se uma concentração elevada de ozônio (O 3), gás cuja existência na estratosfera é de extrema importância,
pois absorve grande parte dos raios ultravioletas enviados pelo Sol, explicando, inclusive, o aumento da
temperatura nessa área da atmosfera.

 Mesosfera
A mesosfera é a camada localizada logo acima da estratosfera e vai dos 50 km até os 80 km de altitude. A
densidade do ar, nessa zona, é muito baixa, sendo que a temperatura decresce rapidamente, alcançando cerca de –
90 ºC, região que tem a temperatura mais baixa de toda a atmosfera.

 Termosfera
A termosfera segue-se à mesosfera e vai desde os 80 km até cerca dos 500 km. Nela, verifica-se a presença de íons
resultantes da baixa densidade do ar e da intensa radiação solar. Por isso, essa zona da atmosfera também é
designada por ionosfera. É na termosfera que se produzem as auroras (boreais e austrais), que são o resultado do
bombardeamento da alta atmosfera por partículas eletricamente carregadas enviadas pelo Sol. As formas

3
espetaculares das auroras se devem à ação do campo magnético terrestre. É uma camada importante para as
telecomunicações, pelo fato de nela transitarem os satélites. Nela ocorre um grande aumento de temperatura.

 Exosfera
A exosfera corresponde à parte superior da atmosfera e tem início a partir de cerca de 500 km de altitude. Sua
característica principal é a densidade extraordinariamente baixa do ar. E sua inexistência permite temperaturas
elevadas.

1.3 A Dinâmica Climática

Elementos Climáticos Fatores do Clima


São fenômenos que atuam diretamente sobre o clima São situações que atuam sobre os elementos
compondo-o. climáticos alterando o clima.
1. Temperatura 1. Latitude
2. Pressão Atmosférica 2. Altitude
3. Ventos 3. Continentalidade/Maritimidade
4. Umidade do ar 4. Correntes Marítimas
5. Massas de ar
6. Vegetação
Na realidade, os elementos e os fatores climáticos interagem. Nesse sentido, um elemento formador do
clima pode apresentar características locais devido a um fator que o modifica naquele determinado momento.

ELEMENTOS CLIMÁTICOS
1. A temperatura/ radiação Solar

A fonte de energia responsável pela temperatura da atmosfera, ou seja, pela quantidade de calor que existe
no ar, é o Sol. A radiação Solar ou insolação, atravessa a atmosfera, que retém 19% do calor irradiado; 47% dessa
radiação é absorvida pelas águas e terras da superfície terrestre e refletida para o alto, aquecendo a atmosfera de
baixo para cima. Os outros 34% são refletidos diretamente pela atmosfera e pela superfície da Terra.
A quantidade de calor que está presente na atmosfera, em determinado momento, corresponde à sua
temperatura, medida por um termômetro meteorológico – o termômetro de máxima e mínima - que, como o
próprio nome diz, registra as condições máximas e mínimas da temperatura do ar.
Podemos usar duas escalas para medir a temperatura do ar: Celsius ou centígrada e Fahrenheit. A mais
usada é a escala Celsius, que se baseia no ponto de congelamento ( 0ºC) e no ponto de ebulição da água (100ºC).
Na escala Fahrenheit, o ponto de ebulição corresponde a 212ºF e o de congelamento a 32ºF. Ao estudar a atmosfera
os meteorologistas preocupam-se em investigar alguns dados importantes.

4
2. A Pressão Atmosférica

Ter peso e estar em constate movimento são duas das inúmeras características da atmosfera.
A famosa experiência do Físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) comprovou que o ar exerce uma
pressão sobre os corpos (pressão atmosférica) cuja força é igual ao peso de uma coluna de mercúrio de 1cm de
diâmetro e 76 cm de altura, ao nível do mar. Quando a altitude aumenta, a altura da coluna de mercúrio diminui.
Isso demonstra que a pressão atmosférica diminui com o aumento da altitude.
Além de variar em função da altitude, a pressão atmosférica varia também em função da temperatura. À medida
que a temperatura se eleva, o ar torna-se mais rarefeito (dilata-se) e, portanto com menor pressão. Quando a
temperatura diminui, o ar torna-se mais denso ( comprimi-se) e, consequentemente, com maior pressão. As zonas
Polares são áreas de alta pressão atmosférica, enquanto a zona Tropical (ou Intertropical) é de baixa pressão. Como
veremos, as áreas de alta pressão(mais frias) são dispersoras de ar e as áreas de baixa pressão (mais quentes),
receptoras de ar.

3. Ventos

Vento é o ar atmosférico em movimento. O ar se move, por causa das diferenças de temperatura e de


pressão entre os diversos locais da Terra. Os ventos sopram das áreas de alta pressão, chamadas de anticiclonais
(dispersoras de ventos) para áreas de baixa pressão ou ciclonais (receptoras de ventos). Como a pressão é maior nas
áreas de menor temperatura ou mais frias, o vento sai dessas áreas e vai em direção às de maiores temperaturas, que
apresentam menor pressão.
Quanto maior for a diferença de pressão entre as regiões, maior será a velocidade do vento, podendo
ocorrer, nessas situações, vendavais ou ventos mais fortes, que recebem diferentes nomes, conforme o local:
Furacão (Caribe), Tornado (EUA), Tufão (Ásia).

5
A CIRCULAÇÃO GERAL DO AR
Como vimos o movimento do ar atmosférico depende muito das diferenças de temperatura entre as zonas
climáticas, na medida em que formam as áreas de alta e de baixa pressão, responsáveis pela dinâmica atmosférica.
A circulação do ar na superfície da Terra ocorre em três níveis: há “trocas” de massas de ar entre as altas,
as médias e as baixas latitudes. Podemos considerar:
 Circulação primária: Determina as zonas climáticas e o padrão global dos climas. Na circulação primária
destacam-se os ventos alísios*, os contra-alísios*, os polares, os ventos de leste e os de oeste. Esses ventos
sopram durante o ano, entre o equador e os polos, passam pelas áreas temperadas e são desviados pelo
movimento de rotação da Terra. Nas proximidades do equador, tanto no hemisfério norte como no
hemisfério sul, existe uma área muito chuvosa, denominada Zona de Convergência Intertropical, ou
ZCIT, para onde se dirigem os ventos alísios de sudeste e de nordeste. A ZCIT muda de posição durante o
ano. No solstício de verão do hemisfério norte, as massas polares do sul empurram a ZCIT para o norte do
equador. Ocorre o contrário no solstício de verão do hemisfério sul. Nos equinócios, a ZCIT coincide com
a linha do Equador.

 Circulação secundária: Aliadas a outros fatores (relevo, latitude, proximidade do mar, correntes marítimas
etc.), determinam os climas regionais e seus subtipos, ou seja, ventos especiais, periódicos. As brisas
(marítimas e continentais) e as monções fazem parte da circulação secundária e baseiam-se nas diferenças
de temperatura entre os continentes e os oceanos. Como mudam de direção, são chamadas de ventos
periódicos.

As brisas (marítimas e continentais)

6
Lembrando:

As monções e como elas ocorrem

 Circulação terciária: Compõem a circulação terciária os ventos constantes que sopram regularmente em
determinadas regiões do planeta e que possuem causas muito particulares. Os principais são:
 Vento Minuano;
 Vento Nordestão;
 Vento Mistral;
 Vento Foehm;
 Vento Simum;

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4. Umidade do ar

Apesar de o vapor de água representar apenas cerca de 2% da massa atmosférica, sua importância para o
clima e o tempo é muito grande, pois ele desempenha o papel de regulador térmico. Além disso, a quantidade de
vapor e água na atmosfera determina a possibilidade de ocorrerem ou não precipitações.
A umidade normalmente diminui com o aumento da altitude (além da troposfera, o vapor é quase
inexistente) e da latitude (as regiões equatoriais, de baixas latitudes, são mais úmidas).
Umidade absoluta é a quantidade de vapor de água existente na atmosfera em um dado momento; é a medida em
gramas de vapor de água por metro cúbico de ar. Quando a atmosfera recebe a quantidade limite de vapor de água,
dizemos que se atingiu o ponto de saturação ou o ponto de orvalho, que varia de acordo com a temperatura.
A relação entre umidade absoluta do ar e seu ponto de saturação nos fornece a umidade relativa do ar,
que é medida em porcentagem. Portanto, umidade relativa de 60% quer dizer que faltam 40% para atingir a
capacidade de retenção total de vapor de água no ar e começar a chover.

NUVENS E PRECIPITAÇÕES

As nuvens originam-se
de pequenas gotas de água ou
gelo que flutuam em suspensão
nas camadas mais elevadas da
troposfera. Formam-se pela
condensação do vapor de água.
Embora os diferentes tipos de
nuvens em geral apareçam
associados, há quatro tipos
básicos: Cirros, Cúmulos,
Estratos e Nimbos.

8
Quando o vapor de água da atmosfera atinge seu ponto de saturação, ocorrem as precipitações, que podem
se apresentar sob várias formas classificadas como:

 Precipitações não superficiais- Ocorre quando a condensação acontece nas camadas mais elevadas da
atmosfera.

 Precipitações/condensações superficiais: É quando a condensação ocorre junto à superfície da Terra.


Alguns estudiosos chamam esses fenômenos de condensações, porque não caem, isto é, não se precipitam.

PRECIPITAÇÕES NÃO SUPERFICIAIS

CHUVAS: Resultam da conjugação de dois fatores: o vapor de água atingir seu ponto de saturação e a queda de
temperatura da atmosfera. Podem se formar de três maneiras:

 Chuvas convectivas ou de convecção: Ocorrem quando o ar, em ascensão vertical, se resfria , se condensa
e se precipita na forma de chuva. Esse tipo de chuva é muito comum nas regiões equatoriais como a
Amazônia.

 Chuvas de relevo ou chuvas orográficas: Ocorrem com a ascensão e resfriamento ar, quando tem de
ultrapassar barreiras montanhosas. No litoral do Nordeste brasileiro, a barreira do planalto da Borborema
provoca chuvas na Zona da Mata e no litoral.

 Chuvas frontais: Resultam do choque de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. As chuvas
frontais são frequentes no litoral oriental brasileiro, como consequência do encontro da massa polar
atlântica (fria) com a massa tropical atlântica (quente).

9
Texto 1:

Como se formam os cristais de neve? Por que eles têm forma de estrelas?

Por Rodrigo Ratier

Para que um cristal apareça, basta que uma nuvem tenha pelo menos uma parte com
temperatura abaixo de 0 ºC. Quando ela ultrapassa essa barreira, o vapor que forma a nuvem
começa a se transformar em cristal de neve. Mas esse é só o início da história, “papito”. Não é
porque o vapor virou gelo que ele vai chegar assim ao chão. Nuvens bem frias, com temperaturas que
chegam a -80 ºC, existem em todo o planeta, inclusive no Brasil. A diferença é que, por aqui, o ar
mais próximo à superfície é quente, fazendo com que os cristais quase sempre derretam e caiam na
forma de chuva. Um dado curioso é que a “fase gelada” das moléculas de água é bem rápida. Depois
de evaporar de rios, lagos e oceanos, a água fica cerca de nove dias em suspensão na atmosfera.

Desse tempo todo, a molécula passa menos de três horas na forma de cristal de neve. Outra
coisa importante, Mion, é que os cristais nem sempre têm a forma de estrelas. O que dá para dizer
é que eles costumam ter seis lados, em uma estrutura parecida com um hexágono, pois é desse jeito
que os átomos de hidrogênio e oxigênio (que formam a água) se ligam no estado sólido. Mesmo assim,
a forma final do cristal varia bastante. “Dentro da nuvem, um cristal de neve pode se derreter
parcialmente, colidir com gotas líquidas ou sofrer com a atmosfera turbulenta. Tudo isso modifica
sua aparência, dando origem a estrelas geladas, agulhas ou flocos de neve, formados pela junção de
vários cristais”, afirma o físico Jorge Alberto Martins, especialista em microfísica de nuvens da
Universidade de São Paulo (USP). Apesar do mistério que cerca o assunto, os cientistas já sabem
que a aparência final sofre influência de fatores ambientais – os principais são a temperatura e a
umidade presente na nuvem em que o cristal se forma. O quadro da página seguinte traz exemplos
de cristais de verdade, vistos ao microscópio, com suas estruturas esquisitas e fascinantes.

Texto 2:

Qual a diferença entre neve e geada?

Por Redação Mundo Estranho

Os dois fenômenos aparecem quando o vapor d’água passa para o estado sólido – a diferença
é que em cada um deles o processo acontece em lugares distintos, com temperaturas também
diferentes. A neve surge nas nuvens, quando o vapor d’água das grandes altitudes se transforma em
cristais de gelo. “Se o cristal de gelo passar por faixas de ar acima de 0 ºC, ele derrete e cai na
forma de chuva ou de garoa”, diz o geógrafo Cláudio Marcus Schmitz, da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS). Já a geada é formada no chão e não no céu, quando o vapor d’água
próximo ao solo congela, dando origem a uma camada de pequenas agulhas geladas. Para que ela
ocorra, a temperatura do ar deve cair abaixo de zero. O tipo mais comum é a chamada geada
branca, que congela apenas a parte superficial das plantas, queimando as folhas e prejudicando o
seu desenvolvimento. Mais grave é a geada negra, que acontece quando os termômetros atingem
marcas em torno de 10 graus negativos.
Nessa situação, o frio mata os vegetais porque congela também os vasos internos que
conduzem a seiva. Tanto a neve quanto as geadas podem ocorrer no Brasil, mas nevascas são raras:
em média, há duas por ano, sempre em terras com mais de 800 metros de altitude no Sul do país, ou
em planaltos acima de 1 500 metros na região Sudeste. As geadas são bem mais freqüentes e sua
10
área de ocorrência também é maior. Além do Sul e do Sudeste, também o Centro-Oeste é atingido
pelo problema, normalmente após a passagem de alguma frente fria nas noites mais longas do
inverno. Em geral, as plantações de café e de frutas cítricas são as mais devastadas pelas geadas
em território brasileiro. A neve, por outro lado, não costuma ser tão destruidora. “As nevascas
brasileiras não geram grandes camadas geladas sobre o solo, pois derretem rapidamente, antes de
sufocar a vegetação”, afirma Cláudio.

Texto 3:

Como se forma a chuva de granizo?

Por: Renata Costa

As gotas de água que se evaporam dos rios,


mares e da superfície terrestre, quando chegam às
nuvens e encontram temperaturas abaixo de -80°C,
viram gelo. Congelado, o vapor de água fica com mais
peso do que a nuvem pode aguentar e cai, em forma de
pedra de gelo, que chamamos de granizo.
A chuva de granizo, no entanto, não acontece nas
regiões polares. O motivo? É que o granizo só se forma
em um único tipo de nuvem, a cumulonimbus, também responsável por trovões e relâmpagos. Essa
nuvem atinge até 25 km de altitude a partir da linha do Equador. "E ela só aparece nas regiões mais
quentes", explica Mario Festa, professor de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e
Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. Isso acontece porque ela se forma
graças a temperaturas elevadas e alto índice de umidade relativa do ar, mais raro nos países frios.
A ocorrência do granizo, portanto, é mais frequente nas regiões equatoriais, e vai diminuindo
gradativamente ao longo das regiões tropicais, extratropicais e temperadas. "Por isso, em algumas
épocas do ano é até possível ter chuva de granizo na Escandinávia, mas é raro. Já nos polos,
realmente, nunca foi registrada", diz o professor.
A pedra de gelo tem, em média, 0,5 a 5 centímetros de diâmetro, mas isso pode variar. Nos
Estados Unidos, na década de 1970, foi registrado um granizo com 14 centímetros de diâmetro,
com 750 gramas.

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CONDENSAÇÕES SUPERFICIAIS

Nevoeiro:

Orvalho:

Geada:

FATORES CLIMÁTICOS
1. Latitude

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2. Altitude

As temperaturas apresentam uma diminuição à medida que a altitude se eleva. Explica-se esse fato pelo
balanço energético terrestre. Uma vez que a superfície irradia calor para a atmosfera, quanto maior a altitude da
área, mais rarefeito o ar se torna e menos intensa será essa irradiação. Isso ocorre porque, sendo o ar nessas áreas
rarefeito, o calor se dissipa com maior rapidez. À medida que estamos mais longe da superfície, a temperatura é
menor. Há uma diminuição de cerca de 1ºC na temperatura para cada 200m de altitude. Portanto:

3. Continentalidade/Maritimidade

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O mar funciona como um verdadeiro regulador térmico, devido à sua grande capacidade de aquecimento e perda
de calor muito mais lento que o das áreas continentais.

4. Correntes Marítimas

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5. Massas de ar

As massas de ar são partes da atmosfera (grande bolsões de ar) que se formam em região de relativa
homogeneidade e estão em constante movimento, carregando as características de temperatura e de umidade de sua
região de origem. Uma massa de ar é uma porção extensa e espessa da atmosfera – com milhares de quilômetros
quadrados de extensão e até alguns quilômetros de espessura. A temperatura e a umidade são aproximadamente
homogêneas dentro dessa massa e serão determinadas pelas condições de temperatura, pressão e umidade da região
onde ela se originou. As massas de ar deslocam-se, principalmente, em função das diferenças de pressão
atmosférica e do movimento de rotação da Terra.
As massas de ar sempre deslocam-se dos locais de mais pressão para os de menos pressão, o que produz o
encontro delas. Nesse contato, elas não se misturam: uma empurra a outra de tal forma que aquela que avança com
mais intensidade faz com que a outra retroceda, impondo ao meio ambiente suas características e seus fatores
climáticos. A zona de contato entre duas massas de ar diferentes recebe o nome de frente ou superfície frontal.
De acordo com o local em que têm origem, adquirem variadas denominações. Em função do movimento de
rotação da Terra, as massas de ar estão constantemente em movimento. Os deslocamentos das massas acontecem de
uma área de alta para outra de baixa pressão. O Brasil é influenciado por cinco massas de ar, que são:

• Massa equatorial continental (mEc) – originária da Amazônia ocidental= área de baixa latitude e muitos
rios. Exerce maior influência no Brasil. Provoca muitas chuvas. No inverno tem atuação fraca.

• Massa tropical atlântica (mTa)- origina-se no Atlântico sul. Formadora de ventos alísios de sudeste, atua
na faixa litorânea. No inverno provoca chuvas no nordeste.

• Massa polar Atlântica (mPa) – Origina-se no oceano atlântico, ao sul da Argentina, tem ar frio e úmido.
Consequências: na região sul, origina os ventos frios como o minuano, granizo etc. Atinge a amazônia
ocidental e provoca queda brusca de temperaturas em alguns dias, no Mato Grosso, Acre causando a
friagem. Causa chuvas no nordeste porque se encontra com a mTa.

• Massa equatorial atlântica (mEa)- Massa de ar quente e úmido. Forma ventos alísios de nordeste. Atua
principalmente na primavera e no verão no Norte e nordeste.

• Massa tropical continental (mTc)- Tem origem na depressão Paraguaia é uma massa de ar quente e seco.
Atua no sul da região Centro-Oeste e na região sul e sudeste. Consequência: tempo quente e seco. É
responsável pelo veranico de maio!

15
5.1 Frentes
Ao se deslocar, as massas de ar se encontram, mas não se misturam: uma empurra a outra, de tal forma que
aquela que avança com mais intensidade leva a outra a retroceder, impondo suas características.
 Frentes frias são os encontros de duas massas de ar, ambas frias, ou de uma fria e outra quente. Como a
massa de ar frio é mais densa, portanto, mais pesada, ela ocupa o espaço próximo da superfície e obriga o ar quente
a subir, provocando a formação de nuvens, tempestades. Frentes frias deslocam-se no sentido polos-Equador e o
deslocamento do ar faz-se das áreas de alta pressão (mais frias) para as áreas de baixa pressão (mais quentes).
 Frentes quentes são os encontros de duas massas uma quente e outra fria, fazendo com que a massa
quente avance sobre o ar frio, aumentando a temperatura e a umidade, formando nuvens de grande extensão na
região frontal, ocasionando chuvas. Esse fenômeno ocorre no sentido Equador-polos.

A passagem da frente fria provoca queda de temperatura, pois o ar aquecido é deslocado e em seu lugar
permanece o ar frio. As frentes frias atuam diminuindo as temperaturas e, consequentemente, diminuindo o ponto
de saturação da atmosfera, provocando a ocorrência de chuvas na sua passagem. Quanto às chuvas, as frentes
frias rápidas provocam precipitações do tipo “pancadas”, enquanto as frentes frias lentas provocam precipitação
de caráter contínuo.
A área de frente quente é mais extensa, cuja passagem, além de provocar aumento de temperatura, ocasiona
intensa nebulosidade. Jamais podemos confundir uma frente fria com uma massa de ar frio. Uma massa de ar traz
consigo as características de sua região de origem. Caso tenha se formado nos polos, ela poderá ser bastante fria, se
nos trópicos, bastante quente. Uma frente fria é uma faixa de transição que separa duas massas de ar com
características meteorológicas diferentes, que geralmente é acompanhada de chuvas e trovoadas.
A precipitação que ocorre nas frentes é conhecida como chuva frontal e intensidade e as duração dessa
chuva dependem do tempo que as frentes permanecem sobre a superfície.

Frente Fria

Frente Quente

16
6. Vegetação

 Descreva a influência da Vegetação sobre o Clima:

CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA DO BRASIL

Para estudar o clima brasileiro, vamos optar pela classificação climática do cientista estadunidense Arthur
Strähler por estar baseada na circulação e na atuação das massas de ar que determinam o clima mais
detalhadamente no nosso país.

Características:

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 Clima Equatorial úmido:

 Tropical:

 Tropical semiárido

Juazeiro (BA)

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 Litorâneo úmido

 Tropical de altitude

 Subtropical úmido

19
OS FENÔMENOS CLIMÁTICOS E A INTERFERÊNCIA HUMANA

20
21
22
23
climáticas, pode ocorrer aumento do preço de produtos agrícolas que tiveram sua safra comprometida, além de
desemprego e êxodo rural.
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2. Os Grandes Biomas Terrestres
A Terra compreende várias esferas, intimamente relacionadas entre si. Na verdade, a litosfera, a atmosfera
e a hidrosfera formam um único conjunto – a biosfera, ou “ esfera da vida”, que é parte da Terra onde estão os seres
vivos.
A biosfera é integrada por grandes conjuntos denominados biomas, termo proposto em 1916 por Clements,
para designar “uma comunidade de plantas e animais, com formas de vida e condições ambientais semelhantes”.
Cada bioma é representado por um tipo de vegetação principal, que lhe confere uma característica visual própria.
A distribuição dos biomas terrestres e seus tipos de vegetação e fauna estão estreitamente ligados ao clima:
as diferentes condições de temperatura, chuva e incidência de luz solar nas várias regiões do planeta facilitam ou
impedem a existência de qualquer tipo de vida. Assim, a cada tipo climático corresponde um bioma, caracterizado
por determinada cobertura vegetal.
Porém, devemos lembrar que outros fatores influenciam na distribuição dos biomas na superfície terrestre,
como o relevo (forma e altitude), as águas continentais e oceânicas e os solos. Esses fatores, somados, determinam
uma distribuição dos biomas que não é aleatória, mas de certa forma seqüencial, tanto no sentido horizontal
(latitude) quanto no vertical (altitude).

25
Em razão desses fatores, podemos encontrar, num mesmo bioma, variados e inumeráveis ecossistemas,
caracterizados pela presença de flora, fauna e clima próprios, como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica.

2.1 Biomas das regiões temperadas e frias


 TUNDRA
Áreas de ocorrência: Regiões próximas do Oceano Glacial Ártico: Alasca, norte do Canadá, Groenlândia, norte da
Rússia e da Escandinávia.

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 TAIGA
Também chamada de Floresta boreal, porque ocorre penas no hemisfério norte, entre as latitudes de 50º e 60ºN;
Ocorrências: Regiões da Rússia, do Alasca (EUA), Noruega, Suécia, Finlândia e do Canadá;

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 FLORESTA TEMPERADA
Recobria áreas que hoje são as mais povoadas da superfície terrestre – Europa, China, Japão, leste da América do
Norte, Austrália, Nova Zelândia e Chile;

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 PRADARIAS
Vegetação herbácea que recebe o nome de pradaria, na América do Norte, e pampa na América do Sul (Brasil e
Argentina), onde o clima é mais úmido. São também encontradas na Austrália;
Na América do Norte, ocupam uma área que se estende desde o Canadá, continuando pelas planícies centrais dos
Estados Unidos;

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27
 ESTEPES
Ocorrências: EUA, Mongólia, Sibéria e na China;

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 VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA
Bioma característico da região que fica as margens do Mar Mediterrâneo, no sul da Europa, no norte da África e no
oeste da Ásia, oeste dos EUA (Califórnia), extremo sul da África do Sul, oeste e o sul da Austrália;

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2.2 Biomas das regiões tropicais de montanhas e de desertos

Uma das maiores ameaças às florestas tropicais – um dos biomas de maior biodiversidade
mundial- é o desmatamento provocado por práticas de agricultura e pecuária e pela exploração de
madeira.
A área de ocorrência dos biomas tropicais é delimitada pelos trópicos, e a Linha do Equador a
atravessa. É uma região dominada por massas de ar quente e em geral úmido, tropicais e equatoriais, com
temperatura média do mês mis frio igual ou superior a 18ºC. A biodiversidade é uma característica das
regiões tropicais, que é marcada por dois grandes biomas: as Florestas Tropicais e as Savanas.

 FLORESTAS PLUVIAIS TROPICAIS


Ocorrências: Ocupam uma extensa área na faixa tropical da América do Sul, América Central, África, Ásia e
Austrália.
A diferença na quantidade e distribuição de chuvas permite encontrar aspectos diferentes nessas florestas,
dependendo de sua localização na faixa intertropical. Nas áreas próximas do Equador, as florestas são mais
fechadas, estratificadas em camadas, árvores de diferentes alturas e vários tipos, e muitos cipós em seus troncos e
galhos. Exemplos: Floresta Amazônica, Floresta do Congo, Floresta da Indonésia. Por sua localização são
denominadas florestas equatoriais;
Mais afastada do Equador,a floresta recebe menor quantidade de calor e chuva, por isso é menos
exuberante do que a floresta equatorial. Já foi quase totalmente destruída pelo ser humano. Ex: Mata Atlântica,
Florestas da Costa Rica, sudeste asiático, norte da Austrália.

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 SAVANAS
Geralmente localizadas nos limites das florestas pluviais tropicais, as savanas são formações típicas de regiões
de clima tropical continental, com duas estações bem definidas: uma chuvosa, o verão e outra seca, inverno.
Na América do Sul as savanas ocupam áreas da Venezuela e da Colômbia (Llanos), na bacia do rio Orinoco;

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 BIOMAS DE MONTANHAS
Esse bioma aparece nas grandes cadeias montanhosas, como os Andes ( América do Sul) , as Montanhas
Rochosas ( na América do Norte), os Alpes ( Europa), o Himalaia ( Ásia), entre outras.

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 BIOMAS DE DESERTOS E SEMIDESERTOS
Os desertos quentes estão situados nas proximidades do Trópico de Câncer e de Capricórnio, enquanto os
frios estão nas latitudes mais altas, em regiões temperadas.
Desertos quentes: Saara (África), e desertos frios: Gobi (Ásia Central). Semidesertos: Sahel (bordas do
Saara)

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OS BIOMAS BRASILEIROS

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