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Metodologia Científica: Definições e Tipos

A metodologia científica é o estudo sistemático dos métodos utilizados nas ciências, envolvendo a aplicação rigorosa de regras e procedimentos para resolver problemas e explicar fenômenos. A ciência é um conjunto de conhecimentos sistematizados que se baseia em dados empíricos e teorias, sendo dinâmica e sujeita a revisões. Existem diferentes tipos de conhecimento, incluindo o popular, científico, filosófico e teológico, cada um com suas características e formas de validação.

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Metodologia Científica: Definições e Tipos

A metodologia científica é o estudo sistemático dos métodos utilizados nas ciências, envolvendo a aplicação rigorosa de regras e procedimentos para resolver problemas e explicar fenômenos. A ciência é um conjunto de conhecimentos sistematizados que se baseia em dados empíricos e teorias, sendo dinâmica e sujeita a revisões. Existem diferentes tipos de conhecimento, incluindo o popular, científico, filosófico e teológico, cada um com suas características e formas de validação.

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UNIDADE I

Metodologia Científica

Profa. Dra. Vanessa Lessa


Metodologia científica – o que é?

Definição de “metodologia”, segundo o Houaiss:

Metodologia
 substantivo feminino (1858).
 1 lógica: ramo da lógica que se ocupa dos métodos das diferentes ciências.
 1.1 parte de uma ciência que estuda os métodos aos quais ela própria recorre.
 1.2 literatura: em literatura, investigação e estudo, segundo métodos específicos, dos
componentes e do caráter subjetivo de uma narrativa, de um poema ou de um texto
dramático.
 2 por extensão de sentido: corpo de regras e diligências
estabelecidas para realizar uma pesquisa; método.
Metodologia científica

Definição de “científico”, segundo o Houaiss:

Científico
 adjetivo (1537-1578).
 1 relativo a ou próprio da ciência ('corpo de conhecimentos’). Exs: pesquisa c., rigor c.,
congresso c., dissertação c.
 2 que se aplica à ciência ou nela se adota, com rigor e objetividade. Exs: método c., leis c.
 3 voltado para o campo da ciência. Ex: formação c.
 4 em que há ciência; que revela rigor científico. Ex: a prática c. da inseminação artificial.
 5 que tem ou parece ter fundamentos precisos, metodológicos
como os da ciência. Ex: uma postura c. caracterizou as
negociações.
Metodologia científica

Unindo os dois significados:

 Metodologia científica: estudo sistemático e lógico dos métodos utilizados nas ciências.
 Método científico:
 Conjunto de regras, procedimentos e técnicas que possibilitam resolver um dado problema
ou explicar um fenômeno, por meio de hipóteses ou teorias.
 Testes experimentais que comprovam ou refutam as hipóteses (ou teorias).
Mas o que é ciência?

Definição de “ciência” segundo o Houaiss:


(...)
 2 corpo de conhecimentos sistematizados que, adquiridos via observação, identificação,
pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, são formulados
metódica e racionalmente.
 Etimologia da palavra “ciência”:
 lat. scientĭa,ae: conhecimento, saber, ciência, arte, habilidade, prenda.
Então:
 Ciência é um conjunto de conhecimentos sistematizados.
Empiria e teoria

 Empiria: conjunto de dados obtidos por meio da experiência / prática.


 Teoria: conceitos e conjunto de ideias, de concepções, que explicam os fenômenos de
uma dada área de conhecimento. Na ciência, a teoria é formada por um conjunto de leis
científicas (as leis, por sua vez, são as hipóteses que foram comprovadas
experimentalmente).
 Os dados empíricos podem confirmar uma teoria ou levar a uma nova teoria.
 Atualmente, a ciência não é vista como algo pronto, definitivo. Implica renovação e
reavaliação contínuas. A ciência é dinâmica (CERVO; BERVIAN, 1976).
A ciência nos nossos dias

 A ciência, como a conhecemos, surgiu na Modernidade.


 Revolução científica (séculos XVI e XVII): Copérnico, Francis Bacon (filósofo inglês – método
experimental), Galileu, entre outros.
 “A ciência é simultaneamente um saber teórico (explica o real) e um poder prático (maneja o
real pela técnica)” (SEVERINO, 2005, p. 110).
 Ou seja, articula o teórico com o empírico.
Interatividade

Analise as afirmações a seguir:


I. A ciência como a conhecemos hoje surgiu na Antiguidade.
II. A ciência é algo pronto e definitivo, não está sujeita a mudanças.
III. Os dados empíricos podem confirmar uma teoria ou levar a uma nova teoria. Portanto,
a ciência é dinâmica.
IV. Na ciência, utiliza-se o método científico, que é o conjunto de regras, procedimentos e técnicas
que possibilitam resolver um dado problema ou explicar um fenômeno.
V. Ciência é qualquer conjunto de conhecimentos.

Está correto o que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I, II e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações a seguir:


I. A ciência como a conhecemos hoje surgiu na Antiguidade.
II. A ciência é algo pronto e definitivo, não está sujeita a mudanças.
III. Os dados empíricos podem confirmar uma teoria ou levar a uma nova teoria. Portanto,
a ciência é dinâmica.
IV. Na ciência, utiliza-se o método científico, que é o conjunto de regras, procedimentos e técnicas
que possibilitam resolver um dado problema ou explicar um fenômeno.
V. Ciência é qualquer conjunto de conhecimentos.

Está correto o que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I, II e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Conhecimento – educar – conhecer

Já vimos que a ciência é um conjunto de conhecimentos sistematizados, mas o que


é conhecimento?
 “O conhecimento é a construção do objeto que se conhece” (SEVERINO, 2005, p. 25).
 Educar (ensinar e aprender) significa conhecer.
 Conhecer significa construir o objeto: conhecer é uma relação entre o sujeito que conhece e
o objeto conhecido (CERVO; BERVIAN, 1976).
 Construir o objeto significa pesquisar (ciência).
 No ensino superior: o conhecimento deve ocorrer por meio da construção dos objetos que
se quer conhecer (o estudante participa ativamente do processo).
Tipos ou níveis de conhecimento

Há quatro tipos ou níveis de conhecimento:


 Conhecimento popular (ou empírico).
 Conhecimento científico.
 Conhecimento filosófico.
 Conhecimento teológico (ou religioso).
 Veremos suas características, segundo Trujillo Ferrari
(apud LAKATOS; MARCONI, 2008).
Conhecimento popular (ou empírico)

 Valorativo – baseado em estados de ânimo e emoções do sujeito – o objeto conhecido fica


impregnado pelos valores do sujeito que o conhece.
 Reflexivo – limitado pela familiaridade com o objeto (não permite uma formulação geral).
 Assistemático – não há uma sistematização das ideias, não há uma busca por uma
formulação geral para explicar os fenômenos.
 Verificável – relacionado ao âmbito da vida diária (dia a dia).
 Falível e inexato – se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer sobre o objeto.
Conhecimento científico

 Real (ou factual) – aborda ocorrências ou fatos.


 Conhecimento contingente – a veracidade de suas hipóteses são submetidas à experiência.
 Sistemático – ordenado logicamente, constituindo um sistema de ideias (teoria).
 É verificável – por meio da experiência.
 É falível – não é definitivo nem absoluto.
 Aproximadamente exato – a teoria existente pode ser reformulada por meio de novas
proposições e o desenvolvimento de novas técnicas.
Conhecimento filosófico

 Valorativo – hipóteses que não podem ser submetidas à observação (baseadas na


experiência, mas não na experimentação).
 Racional – conjunto de enunciados correlacionados logicamente.
 Sistemático – hipóteses e enunciados buscam uma representação coerente da realidade.
 Não verificável – as hipóteses filosóficas não podem ser confirmadas nem refutadas.
 Infalível e exato – seus postulados e hipóteses não são submetidos ao teste da observação.
 Filosofia – busca responder às grandes indagações.
Conhecimento teológico (ou religioso)

 Valorativo – baseado em doutrinas que contêm proposições sagradas.


 Inspiracional – verdades reveladas pelo sobrenatural.
 Sistemático – origem, significado, finalidade e destino do mundo como obra de um
criador divino.
 Não verificável – evidências não são verificadas (atitude de fé perante o conhecimento
revelado).
 Infalível – verdades são infalíveis porque reveladas pelo sobrenatural.
 Exato – verdades são indiscutíveis.
Interatividade

Analise as afirmações a seguir:


I. O conhecimento é a construção do objeto que se conhece.
II. Segundo Trujillo, há três tipos de conhecimento: popular, científico e filosófico.
III. Os conhecimentos popular, filosófico e teológico são valorativos, mas o popular é
assistemático, enquanto o filosófico e o teológico são sistemáticos.
IV. O conhecimento popular é falível e inexato.
V. O conhecimento científico é falível, mas aproximadamente exato.

Está correto que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) I, II e V, apenas.
d) I, III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações a seguir:


I. O conhecimento é a construção do objeto que se conhece.
II. Segundo Trujillo, há três tipos de conhecimento: popular, científico e filosófico.
III. Os conhecimentos popular, filosófico e teológico são valorativos, mas o popular é
assistemático, enquanto o filosófico e o teológico são sistemáticos.
IV. O conhecimento popular é falível e inexato.
V. O conhecimento científico é falível, mas aproximadamente exato.

Está correto que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) I, II e V, apenas.
d) I, III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Classificação da ciência

De acordo com Lakatos e Marconi (2005):


 Ciências formais: estudam as ideias; suas propostas não podem ser validadas pela
experimentação, que é baseada em sua estrutura lógica (Lógica e Matemática).
 Ciências factuais: estudam os fatos que ocorrem na realidade; suas hipóteses podem ser
validadas pela observação e pela experimentação (estrutura lógica + observação). Podem
ser ciências factuais naturais e sociais.
 Ciências factuais naturais: Física, Química e Biologia.
 Ciências factuais sociais: Antropologia Cultural, Direito, Economia, Política, Sociologia e
Psicologia Social.
Métodos científicos

 “Conjuntos de procedimentos aceitos e utilizados por uma comunidade científica.”


(MATTOS, 2015, p. 36).

Etapas do método científico (ciências factuais):


 Definição e delimitação do problema.
 Formulação de uma hipótese (resposta para a pergunta).
 Coleta de dados.
 “Análise e interpretação dos dados – feita por meio da indução ou da dedução”
(DAMY, 2016, p. 5).
Método indutivo

 O raciocínio vai do particular para o geral.


 Processo de generalização de propriedades comuns a certo número de casos observados
(CERVO; BERVIAN, 1976).
 Estabelece-se uma lei geral a partir da constatação da repetição de regularidades em vários
casos particulares (SEVERINO, 1976).
 Francis Baco popularizou o conceito de indução científica.
 Indução: utilizada pelas ciências experimentais.
 Problema: não é possível garantir que a conclusão de um argumento indutivo seja verdadeira
(provavelmente verdadeira, mas não necessariamente verdadeira).
Método indutivo

Exemplos:

 Terra, Marte, Vênus, Saturno e Netuno são todos planetas.


 Terra, Marte, Vênus, Saturno e Netuno não brilham com luz própria.
 Logo, os planetas não brilham com luz própria.
(CERVO, 1976)

 Pedro é mortal.
 Pedro é homem.
 Logo, todos os homens são mortais.
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Método dedutivo

 Passagem do universal para o particular e para o singular.


 Fato geral contém a explicação para outro fato igual, mas menos geral.
 Emprega cadeias de raciocínio, aplicando regras lógicas.
 A verdade particular está contida na verdade universal.
 Se todas as premissas (ou enunciados) são verdadeiras, a conclusão deve ser
sempre verdadeira.
 A conclusão está contida nas premissas – parte no todo.
Método dedutivo

Exemplos:

 Todos os animais respiram.


 O mosquito é um animal.
 Logo, o mosquito respira.

 Todo mamífero tem um coração.


 Ora, todos os cães são mamíferos.
 Logo, todos os cães têm um coração.

 Todas as crianças têm pais.


 Ora, Gilberto é criança.
 Logo, Gilberto tem pais.
(CERVO, 1976).
Interatividade

Analise as afirmações a seguir:


I. As ciências formais estudam as ideias e se baseiam na observação.
II. As ciências factuais estudam os fatos que acontecem na realidade e utilizam a estrutura lógica,
juntamente com a observação, para comprovar as suas hipóteses.
III. São etapas do método científico: definir o problema, formular uma hipótese, coletar os dados,
analisá-los e interpretá-los.
IV. No método indutivo, chega-se a uma lei geral a partir de casos particulares e a conclusão é
sempre verdadeira.
V. No método dedutivo, passa-se da verdade universal para a verdade particular, portanto, a
conclusão é sempre verdadeira.
Está correto o que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) II, III e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações a seguir:


I. As ciências formais estudam as ideias e se baseiam na observação.
II. As ciências factuais estudam os fatos que acontecem na realidade e utilizam a estrutura lógica,
juntamente com a observação, para comprovar as suas hipóteses.
III. São etapas do método científico: definir o problema, formular uma hipótese, coletar os dados,
analisá-los e interpretá-los.
IV. No método indutivo, chega-se a uma lei geral a partir de casos particulares e a conclusão é
sempre verdadeira.
V. No método dedutivo, passa-se da verdade universal para a verdade particular, portanto, a
conclusão é sempre verdadeira.
Está correto o que se afirma em:

a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) II, III e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Escolas filosóficas e diferentes perspectivas do conhecimento

 Racionalismo: Descartes – dúvida como elemento essencial.


 Razão – principal instrumento na busca pela verdade.
 Racionalismo – apenas a operação lógica da mente pode determinar a verdade
de uma experiência.
 Dedução.
 Prioridade ao sujeito sobre o objeto.

Porém:
 O método científico utiliza muito mais do que a fé na razão.
Empirismo

 Francis Bacon – a aquisição de um novo conhecimento se dá apenas pela experiência.


 Enfatiza o papel do objeto.
 Experiência sensorial – fonte mais confiável de conhecimento.

Contudo:
 A ciência é composta por evidências empíricas, mas também pelas teorias sobre os
fenômenos estudados.
Positivismo

 Escola mais moderna (século XIX) do que as anteriores.


 O domínio do conhecimento possível compreende a lógica, a matemática e as
ciências empíricas.
 Positivismo lógico: as afirmações (ou enunciados) têm significado factual somente quando
confirmadas por evidência empírica.
 Movimento que propõe a unificação dos vários ramos da ciência por meio da análise lógica.
Pragmatismo – Charles S. Peirce (1839-1914)

 A validade de uma ideia está condicionada à sua utilidade na solução de problemas práticos
(aplicação e teste).

Mas:
 Há uma grande quantidade de conhecimento científico que é puramente teórico, ou seja,
que não é testável e/ou não tem aplicações práticas.
 Ciência pura: conjunto de teorias abstratas / base de toda a ciência.
Paradigmas – Thomas S. Kuhn (1922-1996)

 O progresso da ciência ocorre por meio de paradigmas.


 Paradigma – matriz disciplinar: compromissos de um grupo de cientistas.

Paradigma:
 “Conjunto de premissas partilhadas por determinado grupo, que permitem a esse grupo
definir quais seriam os problemas que mereceriam ser objeto de estudo por esses cientistas,
bem como quais seriam as técnicas de pesquisa (ou os métodos) aceitos por esse grupo
específico” (MATTOS, 2015, p. 34).

 Crise do paradigma – possibilita uma revolução científica e o


surgimento de um novo paradigma (novo ciclo da ciência
normal). (MATTOS, 2015).
Teoria da complexidade – Edgar Morin

 Defende uma análise qualitativa além da quantitativa.


 Vulnerabilidade da ciência moderna.
 Ciência definida a partir de redes complexas – vida social e tecnologia.
 Complexidade – interdisciplinaridade no processo científico (difícil estudar cada área do
conhecimento separadamente).
 Só é possível saber o significado de algo levando em conta suas relações com os outros
fenômenos e categorias.
Interatividade

Analise as afirmações:
I. No Racionalismo, a experiência é o principal instrumento, utiliza-se a dedução e o sujeito tem
prioridade sobre o objeto.
II. No Empirismo, a razão é o principal instrumento e o papel do objeto é enfatizado.
III. No Positivismo lógico, as afirmações têm significado apenas se confirmadas por evidência
empírica.
IV. No Pragmatismo, uma ideia só é válida se possui utilidade na solução de problemas práticos.
V. Segundo Kuhn, a crise de um paradigma produz uma revolução científica e o surgimento
de um novo paradigma.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) I, II e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. No Racionalismo, a experiência é o principal instrumento, utiliza-se a dedução e o sujeito tem
prioridade sobre o objeto.
II. No Empirismo, a razão é o principal instrumento e o papel do objeto é enfatizado.
III. No Positivismo lógico, as afirmações têm significado apenas se confirmadas por evidência
empírica.
IV. No Pragmatismo, uma ideia só é válida se possui utilidade na solução de problemas práticos.
V. Segundo Kuhn, a crise de um paradigma produz uma revolução científica e o surgimento
de um novo paradigma.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) I, II e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) todas as afirmações.
Referências

 CERVO, A. L., BERVIAN, P. A. Metodologia científica para o uso dos universitários. São Paulo:
McGraw-Hill, 1976.
 DAMY, A. S. A. Ciência e conhecimento científico, 2016. Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 01
jul. 2022.
 HOUAISS. Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa. Versão 1.0. São Paulo: Objetiva, 2009.
Disponível em: [Link]
 LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. Fundamentos de metodologia cientifica. São Paulo: Atlas, 2008.
 MATTOS, R. A. Ciência, metodologia e trabalho científico (ou
tentando escapar dos horrores metodológicos). In: MATTOS, R. A.;
BAPTISTA, T. W. F. (Orgs.) Caminhos para análise das políticas de
saúde. Porto Alegre: Rede Unida, 2015. Disponível em:
[Link]
interlocucoes-praticas-experiencias-e-pesquisas-em-saude/caminhos-
para-analise-das-politicas-de-saude-pdf. Acesso em: 02 jun. 2022.
 SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São
Paulo: Cortez, 2005.
ATÉ A PRÓXIMA!
UNIDADE II

Metodologia Científica

Profa. Dra. Vanessa Lessa


Pesquisa – definição

Pesquisa é um processo em que:


 formulam-se problemas (teóricos ou práticos), hipóteses ou questões,
 coletam-se dados ou evidências,
 analisam-se e interpretam-se estes dados.

A pesquisa, portanto, possui três elementos:


 problema – dados (método científico) – análise e interpretação dos dados (solução
do problema).
(NUNAN, 1992, p. 2-3)
(CERVO; BERVIAN, 1976, p. 57)
Pesquisa pura x pesquisa aplicada

Pesquisa pura – ou básica:


 a meta é o saber, satisfazer uma necessidade intelectual;
 atualização de conhecimentos – nova tomada de posição.

Pesquisa aplicada:
 contribuir para fins práticos;
 solução prática para problemas concretos;
 resultados da pesquisa são transformados em ação concreta.

 Progresso da ciência depende de ambas.


(CERVO; BERVIAN, 1976, p. 60)
Tipos de pesquisas

 Há vários tipos de pesquisas, todos com um núcleo comum de procedimentos e com


características próprias a cada um deles (Ciências Naturais – Ciências Humanas –
enfoques específicos).

Tipos de pesquisas:
 pesquisa quantitativa x pesquisa qualitativa,
 em relação aos seus objetivos,
 em relação à natureza das fontes.
(SEVERINO, 2005, p. 118 -123)
Pesquisa quantitativa x pesquisa qualitativa

Início da Ciência Moderna:


 a toda lei científica estava associada uma formulação matemática – relação quantitativa.
 Pesquisas quantitativas (matemática) e experimentais.
 Pesquisa quantitativa – quantidade – dados quantitativos.
 Pesquisa qualitativa – métodos não experimentais – dados qualitativos (natureza do objeto).
 Os métodos quantitativo e qualitativo são complementares.
 A escolha do método depende da questão a ser investigada.
Exemplos de pesquisas qualitativas

Estudo de caso:
 pesquisa sobre um caso particular que representa bem o seu universo (conjunto de
casos análogos);
 caso: indivíduo, família, grupo de indivíduos;
 pesquisa longitudinal, coletar dados, observar aspectos, generalização para casos análogos.

Pesquisa-ação:
 intervém na situação – propõe mudanças aos participantes;
 (geralmente) colaborativa;
 diagnóstico – análise da situação;
 busca modificá-la.
Pesquisas – em relação aos seus objetivos

 Pesquisa: exploratória, descritiva ou explicativa.


Pesquisa exploratória (quase científica ou não científica):
 primeiro passo, preparação para a pesquisa;
 levantamento da bibliografia;
 levantar informações sobre o assunto estudado.
Pesquisa descritiva:
 descrever as características do fenômeno;
 coleta de dados (questionários, observação);
 forma de levantamentos.
Pesquisa explicativa:
 procura identificar as causas do fenômeno
estudado, explicando-as;
 aplicação do método experimental/matemático ou
interpretação (métodos qualitativos).
Interatividade

Analise as afirmações.
I. A pesquisa é constituída por três elementos: problema, coleta de dados, análise e
interpretação dos dados.
II. Os resultados de uma pesquisa pura são transformados em ação concreta.
III. Na pesquisa qualitativa pretende-se estudar a natureza do objeto.
IV. Estudo de caso e pesquisa-ação são exemplos de pesquisas quantitativas.
V. Em relação aos seus objetivos, as pesquisas podem ser exploratórias, descritivas
ou explicativas.
Está(ão) correta(s):
a) III e V.
b) I, III e V.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações.
I. A pesquisa é constituída por três elementos: problema, coleta de dados, análise e
interpretação dos dados.
II. Os resultados de uma pesquisa pura são transformados em ação concreta.
III. Na pesquisa qualitativa pretende-se estudar a natureza do objeto.
IV. Estudo de caso e pesquisa-ação são exemplos de pesquisas quantitativas.
V. Em relação aos seus objetivos, as pesquisas podem ser exploratórias, descritivas
ou explicativas.
Está(ão) correta(s):
a) III e V.
b) I, III e V.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Pesquisas em relação à natureza das fontes

 Pesquisa: bibliográfica, documental, experimental e de campo.

Pesquisa bibliográfica:
 primeiro passo de uma pesquisa científica,
 realizada a partir de documentos impressos (material que foi publicado sobre o assunto
pesquisado) – livros, artigos, periódicos, teses, páginas de internet etc.

Pesquisa documental:
 outros tipos de documentos: jornais, fotos, documentos legais,
filmes, cartas, gravações – documentos que não receberam
tratamento analítico.
Pesquisa experimental

Pesquisa experimental ou de laboratório:


 manipula as variáveis relacionadas com o objeto de estudo;
 laboratório – condições adequadas para o tratamento do objeto;
 teste da relação entre as variáveis – utilização de formas de controle;
 observação dos efeitos produzidos no objeto;
 adequada para as Ciências Naturais – complicada para as Ciências Humanas.

Pesquisa ex-post-facto (a partir do pós-fato):


 a experimentação ocorre depois do fato/fenômeno
a ser estudado.
Pesquisa de campo

Pesquisa de campo:
 objeto analisado em seu meio ambiente próprio (e não no laboratório);
 coleta de dados – condições naturais/sem intervenção do pesquisador;
 levantamentos (survey).

 Levantamento – questionamento direto do grupo de interesse sobre os dados que se


deseja obter.
 Amostra significativa – questionários, formulários ou entrevistas – dados tabulados – análise
quantitativa – cálculos estatísticos – universo.
A importância da leitura

Alguns significados do termo “leitura” (HOUAISS, on-line):


 “arte de ler”;
 “ação de tomar conhecimento do conteúdo de um texto escrito, para se distrair
ou se informar”;
 “o hábito, o gosto de ler”;
 “conjunto de obras já lidas”;
 “maneira de compreender, de interpretar um texto, uma mensagem, um acontecimento”.
(Cf. LAKATOS; MARCONI, 2008, p. 33)
Ainda sobre a leitura

 Campo cultural ou campo científico: a leitura amplia e aprofunda o saber, o conhecimento.


 Abre horizontes e aumenta o vocabulário.
 Para ser válida, a leitura precisa ser assimilada (saber ler).
 Instrumento básico de todo pesquisador.
 A leitura desenvolve a escrita.

Objetivos fundamentais da leitura:


 “[...] meio eficaz para aprofundamento dos estudos e aquisição
de cultura geral” (LAKATOS; MARCONI, 2008, p. 15).
 Seleção para a leitura (quantidade e qualidade).
 Ler muito e constantemente.
Tipos de leitura

 Leitura de entretenimento ou distração – divertimento, lazer. Mérito: desperta o interesse


pela leitura.
 Leitura de cultura geral ou informativa – adquirir cultura geral. Trabalhos de divulgação:
livros, jornais (fontes de informações importantes), revistas.
 Leitura de aproveitamento ou formativa – amplia conhecimentos em um dado campo do
saber. Aprender algo novo, aprofundar. Livros, revistas e periódicos especializados. Atenção
especial e concentração.
(LAKATOS; MARCONI, 2008, p. 16)
Interatividade

Analise as afirmações.
I. A pesquisa experimental é o primeiro passo de uma pesquisa científica.
II. Na pesquisa experimental, o objeto de estudo é observado no laboratório, enquanto na
pesquisa de campo, o objeto é observado em seu meio ambiente próprio.
III. Um levantamento (survey) pode ser feito por meio de questionários, formulários ou
entrevistas a um grupo de pessoas que represente bem o universo estudado.
IV. Todo pesquisador precisa ler muito e constantemente.
V. A leitura de entretenimento é essencial para a pesquisa científica e requer atenção
e concentração.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) I, III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações.
I. A pesquisa experimental é o primeiro passo de uma pesquisa científica.
II. Na pesquisa experimental, o objeto de estudo é observado no laboratório, enquanto na
pesquisa de campo, o objeto é observado em seu meio ambiente próprio.
III. Um levantamento (survey) pode ser feito por meio de questionários, formulários ou
entrevistas a um grupo de pessoas que represente bem o universo estudado.
IV. Todo pesquisador precisa ler muito e constantemente.
V. A leitura de entretenimento é essencial para a pesquisa científica e requer atenção
e concentração.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) I, III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
O bom leitor “lê rapidamente e entende bem o que lê”

 “Lê com objetivo determinado.


 Lê unidades de pensamento.
 Tem vários padrões de velocidade.
 Avalia o que lê.
 Possui bom vocabulário.
 Tem habilidade para conhecer o valor do livro.”
(SALOMON, 1974, p. 45-48)
O bom leitor

 “Sabe quando deve ler um livro até o fim, quando interromper a leitura definitiva
ou periodicamente.
 Discute frequentemente o que lê com colegas.
 Adquire livros com frequência e cuida de ter sua biblioteca particular.
 Lê assuntos vários.
 Lê muito e gosta de ler.
 O bom leitor é aquele que não é só bom na hora de leitura. É bom leitor porque desenvolve
uma atitude de vida: é constantemente bom leitor. Não só lê, mas sabe ler.”
(SALOMON, 1974, p. 45-48)
O mau leitor “lê vagarosamente e entende mal o que lê”

 “Lê sem finalidade.


 Lê palavra por palavra.
 Só tem um ritmo de leitura.
 Acredita em tudo que lê.
 Possui vocabulário limitado.
 Não possui nenhum critério técnico para conhecer o valor do livro.”
(SALOMON, 1974, p. 45-48)
O mau leitor

 “Não sabe decidir se é conveniente ou não interromper a leitura.


 Raramente discute com colegas o que lê.
 Não possui biblioteca particular.
 Está condicionado a ler sempre a mesma espécie de assunto.
 Lê pouco e não gosta de ler.
 O mau leitor não se revela apenas no ato da leitura, seja silenciosa ou oral. É
constantemente mau leitor porque se trata de uma atitude de resistência ao hábito
de saber ler.”
(SALOMON, 1974, p. 45-48)
Identificação do texto

 Título da obra (assunto – intenção do autor).


 Data de publicação (contextualizar – atualização).
 Ficha catalográfica (autor).
 “Orelha” ou contracapa (apreciação da obra).
 Índice – sumário (divisão e tópicos).
 Introdução ou prefácio (metodologia – objetivos).
 Bibliografia (final e notas de rodapé).
(LAKATOS; MARCONI, 2008, p. 17)
Leitura proveitosa

 Atenção – concentração (entendimento, assimilação e apreensão/apropriação dos


conteúdos básicos).
 Intenção – interesse (proveito intelectual).
 Reflexão – observar e ponderar (novos pontos de vista, assimilação de ideias,
aprofundamento do conhecimento).
 Espírito crítico – julgamento – aceitação ou refutação dos pontos de vista (perceber o
verdadeiro e o falso).
 Análise – divisão do tema (relações entre as partes, organização).
 Síntese – reconstituição (resumo dos aspectos essenciais).
 Velocidade – leitura rápida, mas eficiente.
(LAKATOS; MARCONI, 2008, p. 18-19)
Fichamento e resumo

 Fichamento – transcrever os dados das fontes de referência, organizando o material,


em fichas.
(LAKATOS; MARCONI, 2008, p. 48)

 Resumo – síntese das ideias principais de um texto, escrito com as próprias palavras.
Extrair ideias.
(SEVERINO, 2005, p. 204)
Interatividade

Analise as afirmações.
I. São características do bom leitor: ter vários ritmos de leitura, comprar livros com
frequência, ler muito.
II. São características do mau leitor: ter apenas um ritmo de leitura, possuir um bom
vocabulário, ler pouco.
III. Alguns elementos de identificação de um texto são: título da obra, contracapa e introdução.
IV. A leitura proveitosa requer concentração, espírito crítico e uma leitura lenta.
V. O fichamento permite que o pesquisador organize seu material por meio de fichas que
contêm os dados mais importantes das fontes pesquisadas.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações.
I. São características do bom leitor: ter vários ritmos de leitura, comprar livros com
frequência, ler muito.
II. São características do mau leitor: ter apenas um ritmo de leitura, possuir um bom
vocabulário, ler pouco.
III. Alguns elementos de identificação de um texto são: título da obra, contracapa e introdução.
IV. A leitura proveitosa requer concentração, espírito crítico e uma leitura lenta.
V. O fichamento permite que o pesquisador organize seu material por meio de fichas que
contêm os dados mais importantes das fontes pesquisadas.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Análise de textos

 Primeiro passo: determinar uma unidade de leitura.


 (parte do texto – totalidade de sentido) – capítulo, seção etc.
 Análise textual.
 Leitura corrida e completa da unidade de texto (visão panorâmica).
 Dados sobre o autor.
 Vocabulário (conceitos e termos fundamentais) – esclarecer seus significados.
 Referências a fatos históricos, outros autores e outras doutrinas (dicionários, manuais
didáticos, obras de referência).
 Esquematização do texto (visão de conjunto da unidade).
(SEVERINO, 2005, p. 55-56)
Análise temática

Segunda abordagem – Série de perguntas:


 Do que fala o texto? – Tema ou assunto.
 Qual é o problema a ser resolvido? – Problematização do tema.
 O que o autor fala sobre o tema? O que quer demonstrar? – Ideia central – proposição
fundamental – tese defendida pelo autor.
 Qual é o raciocínio do autor? – Conjunto de ideias utilizado pelo autor para demonstrar
sua tese.
 Quais são as ideias secundárias? – Não são indispensáveis ao raciocínio.
 Análise temática – base para o resumo de um texto.
(SEVERINO, 2005, p. 57-59)
Análise interpretativa

Terceira abordagem:
 Interpretar – tomar uma posição própria em relação às ideias apresentadas pelo autor.
 Situar o pensamento – pensamento geral do autor.
 Situar o autor no contexto da cultura filosófica.
 Compreensão interpretativa.
 Comparação com ideias temáticas relacionadas.
 Crítica – tomada de posição (coerência interna – atingiu os objetivos; originalidade,
alcance e validade).
(SEVERINO, 2005, p. 59-61)
Problematização e síntese

Problematização:
 Quarta abordagem – levantar problemas relevantes para a discussão em grupo
e para a reflexão.

Síntese:
 Elaboração pessoal – retomada dos pontos apresentados – construção lógica
de uma redação.
(SEVERINO, 2005, p. 62)
Pesquisa bibliográfica – plágio

 Atualmente: outros recursos além dos impressos (livros, periódicos, revistas, dissertações,
teses) – informações na internet.
 Citar as fontes utilizadas (normas ABNT).
 Livros (fontes mais confiáveis) e internet – referências corretas.
 O trabalho acadêmico não pode ser copiado.
 Houaiss: plágio = “apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho,
obra intelectual etc. produzido por outrem.”
 plagiar = “apresentar como da própria autoria (obra artística, científica etc. que pertence
a outrem).”
Fontes de pesquisa

 Biblioteca (faculdade, universidades, bairro, cidade) – catálogo.


 Livros de uma biblioteca – uso coletivo.
 Fazer anotações: localização, título completo da obra, autor, editora, cidade da editora, ano,
edição, quantidade de páginas lidas (quais), indicar trechos importantes.
 Arquivos oficiais (estado ou município) – jornais, revistas, atas, documentos
oficiais. Autorização.
 Internet (bancos de dados científicos) – sites de busca. Notas de rodapé: “Disponível em: .....
Acesso em: ...”.
Interatividade

Analise as afirmações.
I. A análise textual serve como base para o resumo de um texto.
II. Na análise interpretativa não é necessária a tomada de posição em relação às ideias
apresentadas pelo autor.
III. A problematização consiste em levantar problemas relevantes para a discussão em grupo
e para a reflexão.
IV. Ao se elaborar um trabalho científico, deve-se indicar as referências das fontes utilizadas,
inclusive daquelas que foram obtidas na internet.
V. As fontes de pesquisa podem ser encontradas em bibliotecas, nos arquivos oficiais
e na internet.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações.
I. A análise textual serve como base para o resumo de um texto.
II. Na análise interpretativa não é necessária a tomada de posição em relação às ideias
apresentadas pelo autor.
III. A problematização consiste em levantar problemas relevantes para a discussão em grupo
e para a reflexão.
IV. Ao se elaborar um trabalho científico, deve-se indicar as referências das fontes utilizadas,
inclusive daquelas que foram obtidas na internet.
V. As fontes de pesquisa podem ser encontradas em bibliotecas, nos arquivos oficiais
e na internet.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Referências

CERVO, A. L., BERVIAN, P. A. Metodologia científica para o uso dos universitários. São Paulo:
McGraw-Hill, 1976.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas,
2008.
NUNAN, David. Research methods in language learning. Cambridge: Cambridge University
Press, 1992.
SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia: elementos de metodologia de trabalho
científico. 4. ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1974.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 22 ed. São Paulo: Cortez, 2005.
ATÉ A PRÓXIMA!
UNIDADE III

Metodologia Científica

Profa. Dra. Vanessa Lessa


Tipos de texto

Resenha crítica:
 Descrição minuciosa – apresenta uma síntese do conteúdo de uma obra (texto/livro).
 Comenta o valor e o alcance da obra apresentada.

Pode ser dividida em:


 cabeçalho – dados bibliográficos completos da obra;
 breve informação sobre o autor;
 síntese do conteúdo (objetiva – assunto, pontos principais, ideia central);
 comentário crítico (avaliação – aspectos positivos e negativos).
(SEVERINO, 2005)
Tipos de texto

Fichamento:
 Segundo Severino (2005, p. 68), a “documentação de tudo o que for julgado importante e útil
em função dos estudos e do trabalho profissional deve ser feita em fichas”.
 Ouvir aulas e ler livros só trazem resultados positivos quando há uma documentação
pessoal.
 Atualmente: pode ser digitado no computador e impresso quando o estudante precisar de
uma cópia.
 Severino: documentação temática, documentação bibliográfica.
Tipos de texto

 Marconi: fichas bibliográficas, fichas de citações, fichas de resumo, fichas de esboço, fichas
de comentário (LAKATOS; MARCONI, 2008).

Estrutura das fichas – três partes principais:


 cabeçalho;
 referência bibliográfica (normas da ABNT);
 corpo ou texto.

Opcionais:
 indicação da obra (a quem se destina);
 local onde encontrá-la (biblioteca).
Tipos de texto

 Ficha temática – tema. Exemplo: ficha sobre o significado do termo “pesquisa” – definições
de vários autores.
 Transcrição de citação literal – entre aspas e indicação abreviada da fonte logo após
a citação.
 Transcrição – síntese das ideias – sem aspas, com indicação da fonte.
 Transcrição de ideias pessoais – sem aspas e sem indicação.
(SEVERINO, 2005)
Ficha bibliográfica

 Não somente de livros, mas de artigos, resenhas, capítulos de livros etc.


 Cabeçalho: pelo menos o título (assunto pesquisado – pode ser dividido em tópicos: título
genérico remoto, título genérico próximo, título específico), número de classificação da ficha,
sequência indicada por uma letra (A, B, C etc.) – mais de uma ficha.
 Referência bibliográfica.
 Corpo ou texto (ficha bibliográfica de citações, de resumo, de esboço, de comentário).
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Exemplo de ficha bibliográfica

Cabeçalho Metodologia científica


Fichamento
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São
Referência bibliográfica
Paulo: Cortez, 2007, p. 67-77.
O autor aborda a importância da documentação pessoal e
Corpo ou texto
apresenta o fichamento com a utilização de fichas para...
Indicação da obra Estudantes universitários
Local Biblioteca da Universidade (Campus...)
Características da redação acadêmica

Segundo Spina (1974):


 construção correta (respeito às normas gramaticais) – uso de dicionários,
gramáticas – regências;
 propriedade (emprego correto dos termos);
 riqueza (variação no vocabulário);
 clareza – linguagem inteligível;
 concisão (utilizar o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza);
 medida (naturalidade – uso espontâneo da linguagem);
 seriedade (objetividade).
Linguagem científica

Segundo Cervo, Bervian e Silva (2007):


 impessoalidade (verbo na terceira pessoa) – o presente trabalho (e não meu trabalho);
 objetividade (não há lugar para impressões subjetivas – exemplo: “eu penso”);
 precisão (sem ambiguidades) – escolha das palavras;
 cortesia (resultados de outros trabalhos) e modéstia – “sua finalidade é expressar,
e não impressionar”;
 linguagem informativa (transmissão de conhecimentos) e técnica (ou seja, nem coloquial,
nem literária).
Linguagem científica

 Clareza – característica primordial – “Para haver clareza de expressão, é necessário que


haja primeiramente clareza de ideias” (CERVO, p. 111) – escrever para os leitores.
 Uso do vocabulário comum – sentido próprio, concreto e objetivo (não usar sentido figurado).
 Uso do vocabulário técnico.
 Frases simples e curtas (exprimir melhor as ideias, facilitar a compreensão).
 Além disso: coesão textual (estruturas gramaticais – ligar uma sentença a outra) e coerência
(o texto como um todo deve “fazer sentido” – ser coerente, sem contradições de ideias).
 “Pegue três maçãs, coloque-as sobre a mesa.”
(CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007).
Interatividade

Analise as afirmações:
I. A resenha crítica corresponde apenas ao resumo da obra.
II. A estrutura das fichas é dividida em cinco partes obrigatórias: cabeçalho, referência
bibliográfica, corpo ou texto, indicação da obra e local.
III. Segundo Spina, a redação acadêmica precisa ter, entre outras, as seguintes
características: respeito às normas gramaticais, clareza e concisão.
IV. Segundo Cervo, Bervian e Silva, a linguagem científica deve ser impessoal, objetiva,
precisa, clara, cortês e modesta.
V. Coesão textual e coerência são características de um texto científico.
Estão corretas:
a) III e V.
b) I, III e V.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. A resenha crítica corresponde apenas ao resumo da obra.
II. A estrutura das fichas é dividida em cinco partes obrigatórias: cabeçalho, referência
bibliográfica, corpo ou texto, indicação da obra e local.
III. Segundo Spina, a redação acadêmica precisa ter, entre outras, as seguintes
características: respeito às normas gramaticais, clareza e concisão.
IV. Segundo Cervo, Bervian e Silva, a linguagem científica deve ser impessoal, objetiva,
precisa, clara, cortês e modesta.
V. Coesão textual e coerência são características de um texto científico.
Estão corretas:
a) III e V.
b) I, III e V.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Estrutura formal de um trabalho científico/acadêmico

 Trabalho científico – “totalidade de inteligibilidade” – estrutura orgânica – “unidade com


sentido intrínseco e autônomo” – sequência lógica (SEVERINO, 2005).
 Estrutura em três partes: introdução (começo), desenvolvimento (meio) e conclusão (fim).
 Introdução.
 Atrair a atenção do leitor – importância do trabalho.
 Apresenta as intenções do autor e os objetivos do trabalho.
 Anuncia o tema/assunto (ideia geral) do que se trata.
 Indica o problema, a tese e os procedimentos adotados (metodologia utilizada – trabalhos
extensos: capítulo).
Introdução (continuação)

 Justificação do trabalho (alcance, limites e implicações).


 Esclarecer o leitor – teor da problematização do tema, como o trabalho será desenvolvido.
 Características: deve ser breve, sintética, tratar apenas da temática do trabalho.
 Delimitar o tema – problema ou pergunta. Situá-lo (tempo e espaço).
 Apresenta a estrutura do trabalho, suas divisões e sequência.
 É a última parte a ser escrita.
(SEVERINO, 2005)
(CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007)
Desenvolvimento

 Corpo do trabalho – parte mais extensa.


 Dividido em partes – equilíbrio das partes – harmonia – compreensão e clareza.
 Subdivisões do trabalho (não é necessário usar todas):
partes/capítulos/seções/subseções/alíneas/subalíneas.
(CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007)

 Capítulos, seções e subseções – títulos temáticos e expressivos (relacionados com o


conteúdo correspondente). Não utilizar o termo “desenvolvimento”.
 Não há normas – limites mínimos e máximos de páginas. Qualidade x quantidade.
Conclusão

 Assim como a introdução, é breve.


 Apresenta uma síntese do trabalho.
 Revê os resultados obtidos que foram apresentados no desenvolvimento.
 Ponto de vista do autor sobre os resultados obtidos e seu alcance.
(SEVERINO, 2005)

 Fecha o trabalho – ponto de chegada.


 Deve ser breve, firme e exata.
 Questões: problema (resolvido?), hipótese (confirmada ou refutada?), objetivos
(alcançados?), metodologia e bibliografia.
(CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007)
Ingressando na pesquisa científica/acadêmica

 Projeto de pesquisa – iniciação científica, mestrado e doutorado.

Modalidades de trabalhos científicos apresentadas por Severino:


 trabalho científico e monografia;
 trabalhos didáticos;
 TCC – Trabalho de Conclusão de Curso;
 relatório da pesquisa de iniciação científica;
 resenhas e resumos;
 ensaio teórico;
 relatórios técnicos de pesquisa;
 artigos científicos;
 resumos técnicos de trabalhos científicos.

Além disso, na pós-graduação:


 dissertação de mestrado;
 tese de doutorado.
Interatividade

Analise as afirmações:
I. Todo trabalho científico é dividido em três partes: introdução, desenvolvimento e
conclusão, sendo que a introdução é a parte mais extensa.
II. Na introdução, o autor deve despertar o interesse do leitor, apresentando de forma
sintética a temática do trabalho, seus objetivos e sua estrutura.
III. O desenvolvimento não pode ser dividido em partes e é obrigatório o uso do
termo “desenvolvimento”.
IV. Na conclusão, o autor apresenta seu ponto de vista sobre os resultados obtidos
e seu alcance.
V. Entre as várias modalidades de trabalhos científicos,
podemos citar a monografia e os artigos científicos.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) II, IV e V.
c) I, II e V.
d) I, III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. Todo trabalho científico é dividido em três partes: introdução, desenvolvimento e
conclusão, sendo que a introdução é a parte mais extensa.
II. Na introdução, o autor deve despertar o interesse do leitor, apresentando de forma
sintética a temática do trabalho, seus objetivos e sua estrutura.
III. O desenvolvimento não pode ser dividido em partes e é obrigatório o uso do
termo “desenvolvimento”.
IV. Na conclusão, o autor apresenta seu ponto de vista sobre os resultados obtidos
e seu alcance.
V. Entre as várias modalidades de trabalhos científicos,
podemos citar a monografia e os artigos científicos.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) II, IV e V.
c) I, II e V.
d) I, III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Projeto de pesquisa

 Antecede o trabalho de pesquisa – planejamento, disciplina, ordem da pesquisa, organização


e distribuição do tempo (SEVERINO, 2005).
Estrutura do projeto de pesquisa proposta por Marconi e Lakatos:
 “Apresentação (quem?)
 Objetivo (para que? para quem?)
 Justificativa (por que?)
 Objeto (o quê?)
 Metodologia (como? com que? onde? quando?)
 Embasamento teórico (como?)”
Projeto de pesquisa – apresentação

 “Cronograma (quando?)
 Orçamento (com quanto?)
 Instrumentos de pesquisa (como?)
 Bibliografia”
Apresentação (quem?)
 Capa (nome da instituição; título – mesmo provisório, sintetiza a pesquisa, expressa o
conteúdo temático; subtítulo – especifica e delimita; responsável – coordenador da
pesquisa/orientador; local – cidade onde se encontra a instituição; data – ano de
apresentação do projeto).
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Projeto de pesquisa – objetivo

Objetivo (para que? para quem?)


 Tema – assunto específico que será desenvolvido. A partir de uma dificuldade de trabalho,
das preferências, sugestão do professor/orientador, TCC etc. É o objeto de estudo.
Indicar as motivações.
 Delimitação do tema – estabelecer limites (geográfico – onde, temporal – quando). Permite o
aprofundamento da parte a ser estudada. Indicar a abordagem (ponto de vista).
 Objetivo geral – propósito da realização da pesquisa.
 Objetivos específicos – aplicar o objetivo geral a situações particulares. Etapas
intermediárias para alcançar o geral.
 Verbos de ação: analisar, demonstrar, identificar etc.
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Projeto de pesquisa – justificativa

Justificativa (por que?)


 Responde à pergunta “por que?” – apresenta as razões para a realização da pesquisa.
Destacar:
 estágio atual da teoria relacionada ao tema – o que já foi feito;
 contribuições teóricas;
 importância do tema (geral e casos particulares);
 sugerir modificações (contexto do tema proposto);
 descoberta de soluções;
 ressalta a importância da pesquisa – capacidade de convencer.
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Projeto de pesquisa – objeto

Objeto (o que?)
 O que será pesquisado? Qual será o objeto da pesquisa?
 Formular o problema de pesquisa.
 Transformar o tema em problema.
 Problema – questão que envolve uma dificuldade prática ou teórica para a qual buscamos
uma solução.
 “A elaboração clara do problema é fruto da revisão da literatura e da reflexão pessoal.”
 Nem sempre o pesquisador chega a uma solução – possibilita novas pesquisas.
 “[...] é mais importante para o desenvolvimento da ciência
saber formular problemas do que encontrar soluções.”
(CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007)
Projeto de pesquisa

 Problema – questão científica: expressa uma relação entre duas ou mais variáveis.
Hipóteses:
 Resposta provável ao problema de pesquisa.
 Hipótese básica – é a principal.
 Hipóteses secundárias – complementares.
 Características: não contradizer verdades já aceitas; ser simples; elaborada a partir dos fatos
e verificável por eles.
 Hipótese – relaciona duas ou mais variáveis. Comprovação.
 Variáveis – variável é “um valor que pode ser dado a uma
quantidade, qualidade, característica [...] que pode oscilar em
cada caso particular”.
(CERVO; BERVIAN, 1976)
Projeto de pesquisa – metodologia

Metodologia (como? com que? onde? quando?)


Método de abordagem (veremos mais adiante):
 método indutivo;
 método dedutivo;
 método hipotético-dedutivo;
 método dialético.
 Método de procedimento: empírico/experimental; histórico –
influência do passado; comparativo – “diferenças e
semelhanças entre diferentes fatos”; monográfico – estudo
profundo – todos os aspectos; funcionalista – funcionalidade
do fato; estruturalista – do fenômeno concreto para o nível
abstrato; estatístico; genealógico – estudo do parentesco.
Projeto de pesquisa

Técnicas (coleta de dados):


 documentação indireta (pesquisa bibliográfica e documental);
 documentação direta (intensiva ou extensiva);
 documentação direta intensiva – observação (examinar fatos que serão estudados) e
entrevista (conversação face a face).
Documentação direta extensiva:
 “[...] questionário, formulário, testes, medidas de opinião e atitudes, análise de conteúdo etc.”
 Delimitar o universo da pesquisa – restringir o grupo (de pessoas, coisas, fenômenos) que
será pesquisado.
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Interatividade

Analise as afirmações:
I. A estrutura de um projeto de pesquisa é composta por justificativa, metodologia,
fundamentação teórica, cronograma, bibliografia, entre outros.
II. O tema corresponde ao assunto específico que será desenvolvido. É preciso delimitá-lo
para que haja um aprofundamento da parte estudada.
III. Na justificativa são apresentadas as razões para a realização da pesquisa, sendo
destacada sua importância.
IV. O pesquisador sempre chegará à solução do problema de pesquisa proposto.
V. Os métodos indutivo e dedutivo são exemplos de métodos de procedimento.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. A estrutura de um projeto de pesquisa é composta por justificativa, metodologia,
fundamentação teórica, cronograma, bibliografia, entre outros.
II. O tema corresponde ao assunto específico que será desenvolvido. É preciso delimitá-lo
para que haja um aprofundamento da parte estudada.
III. Na justificativa são apresentadas as razões para a realização da pesquisa, sendo
destacada sua importância.
IV. O pesquisador sempre chegará à solução do problema de pesquisa proposto.
V. Os métodos indutivo e dedutivo são exemplos de métodos de procedimento.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Métodos de abordagem

 Método indutivo – verdades particulares para verdades gerais.


 Generalização de propriedades comuns a um grupo de casos estudados. Observar,
descobrir a relação e generalizar.

Exemplo:
 “Os corpos A, B, C, D atraem o ferro.
 Ora, os corpos A, B, C, D são todos ímãs.
 Logo, os ímãs atraem o ferro.”
(CERVO, 1976)

 Método dedutivo – raciocínio do geral para o particular, do


universal para o singular. Exemplo:
 Todo número par é divisível por dois. Ora, o número 100 é par.
Logo, o número 100 é divisível por dois.
Métodos de abordagem

Método hipotético-dedutivo – proposto por Popper (1975). Conjecturas (hipóteses provisórias)


são submetidas a testes – eliminar o erro. Esquema:
 P1 (problema) TT (teoria tentativa – solução provisória)
 EE (eliminação do erro – testes) P2 (novo problema)
 Problema – a partir de conflitos entre expectativas e teorias que já existem.
 Solução provisória – conjectura (nova teoria) – sujeita a testes.
 Falseamento – refutar. Se a teoria passa pelos testes: confirmada provisoriamente. Há
variações (p. ex. de Bunge (1974)).
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Métodos de abordagem

 Método dialético – origem: Grécia antiga (filósofos).


 Dialética = “[...] conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou
fenômenos empíricos” (HOUAISS versão on-line).

Hegel (filósofo alemão) – três momentos da dialética:


 tese (afirmação considerada verdadeira);
 antítese (negação da tese);
 síntese (resultado da confrontação – nova tese).
Projeto de pesquisa – embasamento teórico

Embasamento teórico (como?) – ou fundamentação teórica


 Antes de elaborar o projeto: pesquisa bibliográfica – textos teóricos que serão utilizados
(outros podem ser acrescentados no decorrer da pesquisa).
 Contribuem para a justificativa da pesquisa.
 Bases teóricas da pesquisa. Contextualizar a pesquisa.
 Evitar o uso de teorias contraditórias entre si.
 Procurar pesquisas iguais ou semelhantes já feitas. Citar as suas conclusões.
 Definir os termos/categorias/conceitos que serão utilizados na análise do objeto da pesquisa
(fenômeno estudado). Mesmo termo pode ter significados diferentes em outras áreas.
Projeto de pesquisa – cronograma

Cronograma (quando?)
 Pesquisa dividida em partes – previsão de tempo necessário para cada uma delas.
 Indicar as várias etapas, inclusive a redação final do trabalho.
 Algumas partes dependem das anteriores. Por exemplo, a análise dos dados só ocorre
depois da sua coleta e da tabulação (organização dos dados).
 Levar em conta o tempo disponível para a pesquisa. Administrar bem o tempo.
Projeto de pesquisa – orçamento e instrumentos

Orçamento (com quanto?)


 Por vezes, a pesquisa envolve pesquisadores de campo, programadores e outras equipes.
Além disso, há gastos com material, especialmente se a pesquisa for realizada em
laboratório ou envolver grande quantidade de participantes para tratamentos estatísticos.

Instrumentos de pesquisa (como?)


 Indicar os instrumentos relacionados às técnicas utilizadas para a coleta de dados.
Projeto de pesquisa – bibliografia

Bibliografia
 Indicar a bibliografia respeitando as normas da ABNT.
 Esta é uma bibliografia preliminar, que pode ser ampliada ao longo da pesquisa.
 Livros, artigos, periódicos, anais, publicações, documentos etc.
Interatividade

Analise as afirmações:
I. Segundo o método hipotético-dedutivo de Popper, as conjecturas (ou hipóteses) têm de ser
submetidas a testes que buscam refutá-las. Se a teoria passa pelos testes, ela é
confirmada provisoriamente.
II. Na fundamentação teórica são apresentadas as bases teóricas que serão utilizadas
na pesquisa.
III. Todas as partes apresentadas no cronograma podem ser realizadas ao mesmo tempo.
IV. Todos os projetos de pesquisa devem indicar o orçamento.
V. A bibliografia é indicada segundo as normas da ABNT e pode ser ampliada no decorrer
da pesquisa.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. Segundo o método hipotético-dedutivo de Popper, as conjecturas (ou hipóteses) têm de ser
submetidas a testes que buscam refutá-las. Se a teoria passa pelos testes, ela é
confirmada provisoriamente.
II. Na fundamentação teórica são apresentadas as bases teóricas que serão utilizadas
na pesquisa.
III. Todas as partes apresentadas no cronograma podem ser realizadas ao mesmo tempo.
IV. Todos os projetos de pesquisa devem indicar o orçamento.
V. A bibliografia é indicada segundo as normas da ABNT e pode ser ampliada no decorrer
da pesquisa.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Referências

 BUNGE, M. Teoria e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1974.


 CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2007
 CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica para o uso dos universitários. São
Paulo: McGraw-Hill, 1976.
 HOUAISS. Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa. Versão 1.0. São Paulo: Objetiva,
2009. Disponível em: [Link] Acesso em: 15 jul. 2022.
 LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. Fundamentos de metodologia cientifica. São Paulo: Atlas,
2008.
 POPPER, K. S. A lógica da pesquisa científica. São Paulo:
Cultrix, 1975.
 SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 22. ed.
São Paulo: Cortez, 2005.
 SPINA, S. Normas gerais para os trabalhos de grau: um
breviário para o estudante de pós-graduação. São Paulo:
Fernando Pessoa, 1974.
ATÉ A PRÓXIMA!
UNIDADE IV

Metodologia Científica

Profa. Dra. Vanessa Lessa


ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

 Agência reguladora e normatizadora de publicações técnicas – padronizar os trabalhos


acadêmicos (teses, dissertações, monografias etc.) no Brasil.
 Segundo a ABNT, a estrutura de um trabalho acadêmico é composta por uma parte externa
e uma parte interna.

Nossa aula será baseada em:


 ABNT NBR 14724 (NBR = norma brasileira) – versão mais recente.

Guia de normalização para apresentação de trabalhos


acadêmicos da IES:
 ABNT – versão mais recente.
Apresentação do trabalho

 Formato – papel branco, formato A4.

Fonte:
 Fonte (Arial ou Times New Roman), tamanho 12 (todo o trabalho).
 Mesma fonte, tamanho 10 – “citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação,
legenda e fonte das ilustrações e das tabelas” (Guia da Universidade).
 Mesma fonte, tamanho 12, em maiúsculo e negrito para os títulos.
 Mesma fonte, tamanho 12, em minúsculo para os subtítulos.
 Cor: preta (ilustrações: outras cores são permitidas).
Margens e alinhamentos

 Anverso (frente da folha): margens esquerda e superior de 3 cm, direita e inferior de 2 cm.
 Verso: margens direita e superior de 3 cm, esquerda e inferior de 2 cm.
 Recuo de primeira linha de parágrafo: 1,25 cm (um Tab), a partir da margem esquerda.
 Recuo de parágrafo para citações com mais de três linhas: 4 cm da margem esquerda.
 Alinhamento do texto: justificado (Word).
 Alinhamento de títulos e seções: alinhar à esquerda.
 Alinhamento de títulos sem indicação numérica (resumo, abstract, listas, sumário e
referências): centralizado.
Espaçamento e paginação

 Espaço entrelinhas: 1,5 cm.


 Espaço simples: “citações de mais de três linhas, notas de rodapé, referências, ficha
catalográfica, legendas e fontes das ilustrações e tabelas” (Guia da Universidade).
 Títulos e subtítulos – anverso, parte superior, separados do texto por um espaço de 1,5 cm.
 Natureza do trabalho, objetivo, nome da instituição e área de concentração – alinhados do
meio da folha para a direita, espaço simples.
 Paginação: a partir da folha de rosto, todas as folhas são contadas. São numeradas somente
a partir da Introdução. Números arábicos, margem direita superior (anverso), esquerda
superior (verso).
Estrutura do trabalho

 Parte externa: capa (obrigatório), lombada (opcional).

Parte interna:
 Elementos pré-textuais (antecedem o texto – informações que contribuem para a
identificação e a utilização) – utilizam somente o anverso da folha. Exceção: folha de rosto.
 Elementos textuais (parte em que é exposta a matéria). Anverso e verso (recomendado).
 Elementos pós-textuais (“elementos que complementam o trabalho”). Anverso e verso.
(ABNT NBR 14724:2005)
Elementos pré-textuais

 Folha de rosto (anverso e verso).


 Errata (opcional).
 Folha de aprovação.
 Dedicatória (opcional).
 Agradecimentos (opcional).
 Epígrafe (opcional).
 Resumo na língua vernácula (português).
 Resumo em língua estrangeira (inglês, francês, espanhol etc.).
 Lista de ilustrações (opcional).
 Lista de tabelas (opcional).
 Lista de abreviaturas e siglas (opcional).
 Lista de símbolos (opcional).
 Sumário.
Elementos textuais e pós-textuais

Elementos textuais:
 Introdução.
 Desenvolvimento.
 Conclusão.

Elementos pós-textuais:
 Referências.
 Glossário (opcional).
 Apêndice (opcional).
 Anexo (opcional).
 Índice (opcional).
Capa (obrigatório)

UNIVERSIDADE

NOME DO ALUNO

TÍTULO DO TRABALHO:
subtítulo

CIDADE
ANO
Lombada (ou dorso) – opcional

UNIVERSIDADE

NOME DO AUTOR
TÍTULO: subtítulo
Folha de rosto (anverso) – elemento obrigatório

NOME DO ALUNO

TÍTULO DO TRABALHO:
subtítulo

Trabalho de conclusão de curso para


obtenção do título de ... apresentado à
Universidade.
Orientador: Prof. Dr.

CIDADE
ANO
Folha de rosto

 Indicar o tipo de trabalho (dissertação, tese, TCC etc.) e objetivo (aprovação em disciplina,
grau pretendido etc.), nome da instituição e área de concentração (pós-graduação).
Verso:
 Ficha catalográfica (indica as referências bibliográficas) – solicitar à Biblioteca.
 Guia de normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos da Universidade Paulista:
ABNT / Biblioteca Universidade Paulista, UNIP. / revisada e atualizada pelas bibliotecárias
Alice Horiuchi e Bruna Orgler Schiavi. – 2014.
 49 p.: il. color.
 1. Normalização. 2. Trabalhos Acadêmicos. 3. ABNT. I. Biblioteca Universidade Paulista.
Errata (opcional)

 Inserida logo depois da folha de rosto. Lista das folhas e linhas em que há erros, indicando
as correções.

ERRATA
 Guia de normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos.

Folha Linha Onde se lê Leia-se


32 3 publicacao publicação
Folha de aprovação (obrigatório)

NOME DO ALUNO

TÍTULO DO TRABALHO:
subtítulo

Trabalho de Conclusão...

Aprovado em:

BANCA EXAMINADORA
__________________/__/___
Prof. Nome do Professor
Universidade
Dedicatória/Agradecimentos (opcionais)

DEDICATÓRIA
 Dedico este trabalho aos meus pais por terem me ensinado o valor dos estudos.

AGRADECIMENTOS
 Agradeço em primeiro lugar a Deus, por ser a base das minhas conquistas.
 Aos meus pais, ________ e ___________, pelo amor e apoio.
Epígrafe (opcional)

Todo conhecimento começa com


o sonho. O conhecimento nada
mais é que a aventura pelo mar
desconhecido, em busca da
terra sonhada.
Rubem Alves
Interatividade

Analise as afirmações:
I. Segundo as normas da ABNT, o trabalho acadêmico deve ser impresso inteiramente em
frente e verso.
II. Todas as folhas são contadas a partir da folha de rosto, mas são numeradas apenas a
partir da introdução.
III. São elementos pré-textuais obrigatórios: folhas de rosto e de aprovação, resumos em
português e em língua estrangeira e sumário.
IV. As referências são o único elemento pós-textual obrigatório.
V. A capa do trabalho deve conter o nome da instituição, o nome do aluno, título e subtítulo do
trabalho, o nome do orientador, o país e o ano.
Estão corretas:
a) III e V.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. Segundo as normas da ABNT, o trabalho acadêmico deve ser impresso inteiramente em
frente e verso.
II. Todas as folhas são contadas a partir da folha de rosto, mas são numeradas apenas a
partir da introdução.
III. São elementos pré-textuais obrigatórios: folhas de rosto e de aprovação, resumos em
português e em língua estrangeira e sumário.
IV. As referências são o único elemento pós-textual obrigatório.
V. A capa do trabalho deve conter o nome da instituição, o nome do aluno, título e subtítulo do
trabalho, o nome do orientador, o país e o ano.
Estão corretas:
a) III e V.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resumos na língua vernácula e em língua estrangeira (obrigatórios)

 Sequência de frases objetivas e concisas – pontos relevantes, extensão máxima: 500


palavras (trabalhos acadêmicos e relatórios). Escrito em um só parágrafo. Parte inferior:
palavras-chave do trabalho.

 Resumo em língua estrangeira (em inglês, Abstract; em espanhol, Resumen; em francês,


Résumé; em italiano, Riassunto). Mesma estrutura do resumo em português. Palavras-chave
na língua estrangeira. Não usar tradutores automáticos.
Listas (opcionais)

 Lista de ilustrações – desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas,


organogramas (se necessário, fazer listas separadas). Respeita a ordem de apresentação
das ilustrações no texto – acompanhadas do número da página correspondente.
 Lista de tabelas – como no caso anterior, lista de tabelas de acordo com a ordem em que
aparecem no texto. Cada item é acompanhado do respectivo número de página.
 Lista de abreviaturas e siglas – em ordem alfabética, seguidas das palavras ou expressões
correspondentes por extenso.
 Lista de símbolos – de acordo com a ordem apresentada no texto, com o
significado correspondente.
Sumário (obrigatório)

 Sumário = “enumeração das divisões, seções e outras partes do trabalho, na mesma ordem
e grafia em que a matéria nele se sucede” (ABNT, p. 4). Último elemento pré-textual.

 Sumário não é sinônimo de índice!

 Índice = “lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que localiza e
remete para as informações contidas no texto” – elemento pós-textual opcional.
Sumário

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 10
1. Fundamentação teórica 15
1.1 Aspectos gerais 15
1.2 Aspectos particulares 30
2. Metodologia 45
3. Análise de dados 65
CONSIDERAÇÕES FINAIS 90
REFERÊNCIAS 95
APÊNDICE 100
Elementos textuais

Introdução:
 Define e delimita o tema tratado no trabalho, apresentando seus objetivos e a justificativa
da escolha.

Desenvolvimento:
 Detalha a pesquisa, apresentando sua fundamentação teórica, a metodologia, a coleta e a
análise de dados. Parte mais extensa.

Conclusão:
 Sintetiza o trabalho. Reflexões e ponto de vista do autor sobre
os resultados. Considerações finais, novas ideias.
Elementos pós-textuais

 Referências (obrigatório) – ordem alfabética crescente.


Recurso tipográfico para destacar o título: negrito, grifo ou itálico. Dar preferência ao negrito.
Referência de monografia completa (livro, guia, enciclopédia etc.) ou trabalhos acadêmicos
(dissertações, teses, TCC etc.):

Elementos essenciais – autor(es), título, edição, local, editora e data de publicação. Exemplo:
 SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
[1 autor]

Até 3 autores:
 CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; DA SILVA, R. Metodologia
científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
Elementos pós-textuais

Mais de 3 autores (et al. = et alii – latim = e outros):


 SOBRENOME, Nome. et al. Título do livro: subtítulo (se houver). Edição. Local: Editora, ano.

Referência de monografia completa em meio eletrônico:


 SOBRENOME, Nome. Título da obra: subtítulo (se houver). Local: Editora, Ano. Disponível
em: [Link]. Acesso em: dia mês ano.
 Indicar o mês abreviado.

Parte de monografia – indicar as páginas utilizadas:


 SOBRENOME, Nome. Título do capítulo: subtítulo (se houver).
In: Autor do Capítulo. Título da obra. Local: Editora, Ano.
p. P1-P2.
Elementos pós-textuais

Referência de parte de monografia em meio eletrônico:


 MATTOS, R. A. Ciência, Metodologia e Trabalho Científico (ou Tentando escapar dos
horrores metodológicos). In: MATTOS, R. A.; BAPTISTA, T. W. F. (Orgs.) Caminhos para
análise das políticas de saúde, 2011. p. 20-51. Disponível em: [Link]/ccaps.
Acesso em: 5 set. ano.

Dissertações, teses e trabalhos acadêmicos:


 Elementos essenciais: autor, título, ano, número de folhas – f (só anverso) ou de páginas – p
(anverso e verso), tipo de documento, grau, vinculação acadêmica, local e data da defesa.
 SOBRENOME, Nome. Título do trabalho: subtítulo (se houver).
Ano. 00 folhas. Nomenclatura (Titulação do curso) –
Universidade, Local, Ano.
Elementos pós-textuais

Artigos, matérias de jornal, boletim:


 SOBRENOME, Nome. Título do artigo: subtítulo. Título da Revista ou Jornal, Local, caderno
ou parte do jornal, a paginação correspondente, Ano.

Artigos on-line:
 SOBRENOME, Nome. Título do artigo: subtítulo (se houver). Título da Revista, Local,
volume, número, páginas, mês ano. Disponível em: [Link]. Acesso em: dia
mês ano.
 Outros exemplos: Guia da Universidade e livro-texto.
Interatividade

Analise as afirmações:
I. Os resumos devem ser redigidos em um só parágrafo e possuir, no máximo, 500 palavras.
II. Assim como o sumário, o índice também é um elemento pré-textual obrigatório.
III. Para destacar o título de uma referência, podemos utilizar o negrito, o grifo ou o itálico,
mas devemos dar preferência ao grifo.
IV. Se a obra possui mais de três autores, a referência apresenta o sobrenome e o nome do
primeiro autor, seguido da expressão et al.
V. Se o texto foi extraído da internet, é preciso indicar o site e a data de acesso.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) II, IV e V.
c) I, II e V.
d) I, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. Os resumos devem ser redigidos em um só parágrafo e possuir, no máximo, 500 palavras.
II. Assim como o sumário, o índice também é um elemento pré-textual obrigatório.
III. Para destacar o título de uma referência, podemos utilizar o negrito, o grifo ou o itálico,
mas devemos dar preferência ao grifo.
IV. Se a obra possui mais de três autores, a referência apresenta o sobrenome e o nome do
primeiro autor, seguido da expressão et al.
V. Se o texto foi extraído da internet, é preciso indicar o site e a data de acesso.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) II, IV e V.
c) I, II e V.
d) I, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Outros elementos pós-textuais

 Glossário (opcional) = relação de palavras ou expressões técnicas utilizadas no corpo do


texto com as respectivas definições.
 Apêndice (opcional) = complementa o texto. Material elaborado pelo autor. Por exemplo:
questionários. Precedido por APÊNDICE.
 Anexo (opcional) = texto ou documento que não foi elaborado pelo autor, mas que “serve de
fundamentação, comprovação e ilustração”. Precedido por ANEXO.
 Índice (opcional) = (já vimos a definição) lista de palavras ou expressões com indicação da
página correspondente a cada termo.
Citações

 Citação – elementos extraídos de documentos que são úteis para fundamentar/sustentar as


ideias que o autor desenvolve no seu texto. Sempre: indicar a fonte.
... as citações bem escolhidas apenas enriquecem o trabalho; o que não se pode admitir em
hipótese alguma é a transcrição literal de uma passagem de outro autor sem se fazer a
devida referência (SEVERINO, 2007, p. 175, grifo do autor).
A citação pode ser:
 direta – “transcrição textual de parte da obra do autor consultado”;
 indireta – “texto baseado na obra do autor consultado”.
(ABNT NBR 10520:2002)
Citação direta

Citação direta de até três linhas – aparece no corpo do texto, entre aspas duplas. Exemplo:
 Segundo Severino (2007, p. 175), “a citação, quando literal, deve ser copiada ao pé da letra
e colocada entre aspas”.

Citação direta com mais de três linhas – destacada do texto com recuo de 4 cm em relação à
margem esquerda, com letra menor e sem aspas. Exemplo:
 Quando for suprimida alguma palavra ou trecho do texto citado, usam-se três pontinhos entre
colchetes [...] para indicar a supressão. Interpolações, acréscimos ou comentários à citação
são indicados por um colchete vazio [ ]. Ênfases ou destaques [...] devem ser indicados com
negrito ou itálico e com a expressão “grifo nosso”, entre parênteses (CERVO, 2007, p. 128).
Citação indireta

Citação indireta – escrita no corpo do texto. Exemplo:


 Segundo Cervo, Bervian e Silva (2007, p. 128), quando um trecho de outro autor é utilizado
sem indicar o autor e a fonte, há plágio.

 Notas de rodapé – aparecem na parte inferior da página, escritas em letras de tamanho


menor em relação ao texto. Podem indicar a fonte de uma citação, acrescentar um
comentário ou explicação ao texto, indicar outras partes do trabalho ou de outros, e
apresentar a versão original de citações.

Notas de referência – exemplo:

 ¹MARCONI, M. de A. Metodologia Científica: para o curso de


direito. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
Expressões latinas (notas de rodapé/referência)

 Apud (citado por) – única que também pode ser usada no texto.
 Exemplo: Trujillo (1974 apud LAKATOS e MARCONI, p. 77-80).
Idem ou Id. – substitui o nome do autor (mesmo autor, obras diferentes). Exemplo:
 ¹ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p. 9.
 ²Id., 2000, p. 19.
Ibidem ou Ibid. – mesmo autor, mesma obra, página diferente. Exemplo:
 ¹ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p. 9.
 ²Ibid., p. 10.
Confira ou Cf. (confronte) – recomenda outro trabalho. Exemplo:
 ¹Cf. Guia de normalização para apresentação de trabalhos
acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT. [Para as
outras expressões]
Projeto de pesquisa

 Apresentação (capa).
 Objetivo (tema / delimitação do tema / objetivo geral / específicos).
 Justificativa (importância do tema/estágio atual da teoria).
 Objeto (problema de pesquisa).
 Metodologia (método de abordagem / de procedimento / técnicas de coleta de dados).
 Embasamento teórico (bases teóricas da pesquisa/termos).
 Cronograma (previsão do tempo para cada parte).
 Orçamento (gastos).
 Instrumentos de pesquisa (coleta de dados).
 Bibliografia.
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Interatividade

Analise as afirmações:
I. Os apêndices contêm textos ou documentos que não foram elaborados pelo autor,
enquanto os anexos apresentam materiais elaborados pelo autor que complementam
o trabalho.
II. A citação direta consiste num “texto baseado na obra do autor consultado”, ou seja, são
utilizadas outras palavras para expressar as ideias do autor consultado.
III. A citação direta de até 3 linhas é inserida no corpo do texto e colocada entre aspas duplas.
IV. As notas de rodapé servem também para apresentar a versão original de citações em
outras línguas.
V. Apud é a única expressão latina que pode ser usada no texto e nas notas de rodapé.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) III, IV e V.
d) II, III e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. Os apêndices contêm textos ou documentos que não foram elaborados pelo autor,
enquanto os anexos apresentam materiais elaborados pelo autor que complementam
o trabalho.
II. A citação direta consiste num “texto baseado na obra do autor consultado”, ou seja, são
utilizadas outras palavras para expressar as ideias do autor consultado.
III. A citação direta de até 3 linhas é inserida no corpo do texto e colocada entre aspas duplas.
IV. As notas de rodapé servem também para apresentar a versão original de citações em
outras línguas.
V. Apud é a única expressão latina que pode ser usada no texto e nas notas de rodapé.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) III, IV e V.
d) II, III e V.
e) Todas as afirmações.
Relatório de pesquisa

 Depois da coleta de dados, da tabulação, do tratamento estatístico, da análise e da


interpretação dos dados – escrevemos o relatório de pesquisa, apresentando os resultados
da pesquisa.
 Sua estrutura é semelhante à do projeto de pesquisa.
 Apresentação (capa e página de rosto – equipe técnica).
 Sinopse (abstract) – resumo.
 Sumário.
 Introdução.
 Objetivo (tema / delimitação do tema / objetivo geral /
objetivos específicos).
 Justificativa (importância do tema / estágio atual da teoria).
 Objeto (problema de pesquisa / hipóteses / variáveis).
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Relatório de pesquisa

 Revisão da Bibliografia (projeto mais acréscimos).


 Metodologia (método de abordagem / de procedimento / técnicas de coleta de dados /
delimitação do universo / tipo de amostragem / tratamento estatístico – igual à do projeto –
pré-teste – pesquisa piloto).
 Embasamento teórico (bases teóricas da pesquisa / termos).
 Apresentação dos dados e sua análise (seleção do material – oferecer evidências que
atestem as hipóteses).
 Interpretação dos resultados (resultados – confirmam ou refutam as hipóteses; resultados
inconclusivos – nem confirmam nem refutam, generalização).
Relatório de pesquisa

 Conclusões (ressaltar conquistas, apontar limitações, relação entre fatos e teoria,


considerações).
 Recomendações e sugestões (intervenções na natureza/sociedade, levantar novas
hipóteses, novos caminhos).
 Apêndices (tabelas, quadros etc.).
 Anexos (elementos elaborados por outros autores).
 Bibliografia (do projeto e acréscimos).
(LAKATOS; MARCONI, 2008)
Monografia científica

 Trabalho científico de final de curso.


 Segundo Marconi e Lakatos (2008), a monografia pode ser definida como um estudo sobre
um tema específico ou particular, com suficiente valor representativo e que obedece à
rigorosa metodologia. Investiga determinado assunto não só em profundidade, mas em todos
os seus ângulos e aspectos.
 Contribui de maneira pessoal e original para o desenvolvimento da ciência.
 Trabalhos científicos – mesma estrutura: introdução, desenvolvimento e conclusão. Maior ou
menor profundidade, maior ou menor alcance.
Monografia científica

 Tema delimitado e tratamento aprofundado.


 TCC – Trabalho de Conclusão de Curso.
 Primeiro contato com pesquisa.
 Orientador – acompanhamento.
 Às vezes: apresentação e defesa públicas, com banca examinadora.

Participações em eventos científicos:


 Congresso (promovido por associações científicas) ~
Conferência (entidades de uma mesma área) – outro
significado do termo Conferência é Palestra (mais solene),
Palestra (menos solene do que a Conferência), Encontro
(menor porte), Reunião, Jornada, Simpósio
(especialistas) e Seminário.
Monografia científica

 Encontros de porte maior – sessões de comunicações (apresentar os resultados


de pesquisas).
 Segundo Severino (2007), a “comunicação relata estudos, resultados de pesquisa,
experiências, de iniciativa pessoal” – mais sucinta (10 a 20 minutos), oral.
 Apresentações de pôsteres expostos (cartazes) – o autor responde às perguntas
dos observadores.
 Para participar – geralmente, é necessário enviar um resumo (200-300 palavras). Trabalho:
introdução, desenvolvimento e conclusão.
Artigos científicos

Artigos científicos:
 Público especializado.
 Publicados em revistas e periódicos científicos.
 Divulgar os resultados de pesquisa.
 Estrutura comum, dando destaque aos objetivos, à fundamentação teórica e à metodologia
da pesquisa. Apresentar a análise dos dados e as conclusões. Referências bibliográficas e
documentais. Apêndices ou anexos. Agradecimentos (bolsa, apoio).
 Outras publicações: resenha crítica, ensaio científico e informe científico.
Interatividade

Analise as afirmações:
I. No relatório de pesquisa é necessário apresentar os dados coletados e sua análise, bem
como interpretar os resultados, confirmando ou refutando as hipóteses iniciais.
II. Nas recomendações e sugestões, o autor deve ressaltar as conquistas da pesquisa,
apontando suas limitações.
III. Todo TCC deve ser apresentado publicamente a uma banca examinadora.
IV. Nos eventos científicos, a comunicação oral relata estudos e resultados de pesquisa.
Em geral, a duração é de 10 a 20 minutos.
V. Os artigos científicos são dirigidos a um público leigo e são publicados em revistas
de atualidades.
Estão corretas:
a) I e IV.
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Resposta

Analise as afirmações:
I. No relatório de pesquisa é necessário apresentar os dados coletados e sua análise, bem
como interpretar os resultados, confirmando ou refutando as hipóteses iniciais.
II. Nas recomendações e sugestões, o autor deve ressaltar as conquistas da pesquisa,
apontando suas limitações.
III. Todo TCC deve ser apresentado publicamente a uma banca examinadora.
IV. Nos eventos científicos, a comunicação oral relata estudos e resultados de pesquisa.
Em geral, a duração é de 10 a 20 minutos.
V. Os artigos científicos são dirigidos a um público leigo e são publicados em revistas
de atualidades.
Estão corretas:
a) I e IV.
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) III, IV e V.
e) Todas as afirmações.
Referências

 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e


documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005.
 CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2007.
 LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas,
2008.
 SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
 UNIP. Guia de Normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos. Biblioteca Central.
Universidade Paulista. 2021.
ATÉ A PRÓXIMA!

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