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1. Evolução da pop- 1950-1960:
ulação portugue- Crescimento moderado da população:
sa -Crescimento natural elevado: fraca presença da mulher
no mercado de trabalho; forte influência dos princípios
religiosos.
-Movimentos emigratórios para a Europa Ocidental.
1960-1970
Decréscimo da população:
-Forte vaga emigratória: procura de melhores condições
de vida; fuga à Guerra Colonial e ao regime ditatorial de
Salazar.
-Diminuição do saldo natural devido ao decréscimo da
natalidade.
1970-1981
Crescimento acelerado da população:
-Regresso de milhares de portugueses emigrantes na Eu-
ropa e residentes nas antigas colónias após a Revolução
de Abril de 1974.
-Diminuição da emigração devido ao choque petrolífero
de 1973 e consequentes restrições à emigração por parte
dos países recetores.
1981-1991
Estagnação demográfica:
-Diminuição do saldo natural devido aos valores baixos da
natalidade.
-Saldo migratório negativo.
1991-2001
Crescimento lento da população:
-Saldo natural reduzido.
-Saldo migratório positivo. O ligeiro aumento populacional
deste período deveu-se, sobretudo, à entrada de imi-
grantes.
2001-2011
Crescimento lento da população:
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-Saldo natural negativo, compensado por um saldo mi-
gratório positivo, ainda que em desaceleração, que im-
pediu a diminuição da população. portuguesa.
2011-2018
Decréscimo da população:
-Saldo natural negativo.
-Saldo migratório negativo, com exceção dos anos
2017-2018, mas que não anulou a tendência de decrésci-
mo demográfico.
2. Índice de ren- Número médio de filhos que cada mulher deve ter, du-
ovação de ger- rante a sua vida fértil, para que a sua geração possa
ações ser substituída. Para que a substituição de gerações seja
assegurada, é preciso que cada mulher tenha, em média,
2,1 filhos.
Idade média ao primeiro casamento: Em Portugal, a idade
média do casamento situa-se nos 32 anos para as mul-
heres e 34 anos para os homens.
Renovação de gerações: Portugal deixou de garantir a
substituição de gerações em 1982, ano em que, pela
primeira vez, o valor do índice sintético de fecundidade
foi inferior a 2,1 filhos por mulher.
3. Causas do de- -Emancipação da mulher, com a crescente entrada da
clínio da natali- mulher no mercado de trabalho, o que dificulta a concil-
dade e da fecun- iação da vida profissional e familiar.
didade -Aumento da idade média das mulheres ao nascimento do
primeiro filho devido ao prolongamento dos estudos, da
idade de acesso ao primeiro emprego e da idade média
do casamento.
-Diminuição da taxa bruta de nupcialidade e aumento do
número de divórcios.
-Aumento das responsabilidades e encargos financeiros
com os filhos, decorrentes de uma maior exigência com
a sua educação e bem-estar, tornando-os uma fonte de
despesas (infantário, saúde, vestuário, alimentação, for-
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mação, etc.).
-Mudança de mentalidade dos casais, que passaram a
valorizar mais a sua vida pessoal e profissional, investindo
primeiramente no seu bem-estar e na qualidade de vida.
-Generalização do planeamento familiar e do uso de
métodos contracetivos.
-Crescimento da taxa de urbanização da população, que
encarece a aquisição de habitação, aumenta o emprego
precário e os níveis de stress e cansaço dos casais.
4. Contrastes espa- Portugal tem os valores mais elevado da taxa bruta de na-
ciais na dis- talidade, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa,
tribuição da na- do Algarve e da Região Autónoma dos Açores. E mais
talidade baixa no Interior Norte e Centro.
Envelhecimento da população do interior do país e, por
outro, a saída de jovens em idade fértil para regiões
urbanas do litoral ou para o estrangeiro, em busca de
melhores condições de vida.
Litoralização- designa o processo de concentração do
povoamento e das principais atividades económicas nas
regiões litorais de um país.
5. Causas do de- -desenvolvimento da medicina preventiva e curativa, alia-
clínio da mortali- da a uma melhoria da assistência médica e a um maior
dade número de médicos por habitante;
-aumento do nível de vida da população, que proporcio-
nou a melhoria das condições alimentares, de higiene e
de habitabilidade;
-melhoria das condições de higiene, saúde e segurança
no trabalho.
6. Contrastes espa- Os concelhos integrantes e limítrofes das áreas metro-
ciais na dis- politanas do Porto e de Lisboa são, de uma forma geral,
tribuição da mor- os que evidenciam um menor número de óbitos por mil
talidade habitantes, uma vez que reúnem a população mais jovem
do país, melhores condições socioeconómicas e ofere-
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cem, em quantidade, qualidade e diversidade, um melhor
acesso aos serviços de saúde.
7. Causas do de- -Melhoria da dieta alimentar e das condições sanitárias e
clínio da mortali- de higiene da população.
dade infantil -Maior assistência médica antes, durante e após o parto.
-Progressos na medicina ao nível da vacinação infantil.
-Aumento da escolarização, que se refletiu no maior aces-
so à informação sobre cuidados com a grávida e a cri-
ança.
-Sensibilização das mulheres grávidas para a frequência
de formação especializada sobre o parto e os cuidados
materno-infantis.
8. O saldo natural Valores muito baixos de natalidade e do aumento da
mortalidade resultante do envelhecimento da população.
Só a Área Metropolitana de Lisboa apresenta uma taxa
de crescimento natural positiva.
9. Emigração -Emigração permanente: Deslocação de uma pessoa
para um país estrangeiro, com o objetivo de aí fixar
residência por um período igual ou superior a um ano.
-Emigração temporária: Deslocação de uma pessoa para
um país estrangeiro, com o objetivo de aí fixar residência
por um período inferior a um ano.
Portugal assistiu à saída de milhões de portugueses para
os vá- rios continentes, à procura de melhores condições
de vida.
10. Fases da emi- Manual página 51
gração em Portu-
gal
11. Imigração
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