Minha Tentacao
Minha Tentacao
— Com licença. — Um homem se senta ao meu lado. Puta que pariu! Era
lindo, e eu quase me borrando de medo.
— Vejo que gosta muito dessa palavra. — Ele diz num tom divertido. O
avião sacode de novo.
— Uou, garota, vai devagar aí, que isso é importante pra mim. — Ele fala.
Retiro a mão do pau dele imediatamente.
Não sei se eu chorava pelo medo ou pela vergonha de pegar num pênis de
um desconhecido. “Que constrangedor! Ainda mais por eu estar olhando
para o tal, e pra mim aquilo está duro, ou o cara é um tripé.” Penso,
desviando o olhar imediatamente, coloco minhas mãos no rosto. Preciso de
ar, ou vou morrer aqui.
— Nunca entrei num avião. — Falo, e o som da minha voz sai abafado por
minhas mãos.
— De São Paulo mesmo, vou para o Rio de Janeiro por alguns dias apenas.
— Falo, ainda em pânico.
— Sou do Rio, mas viajo muito a negócios, então costumo dizer que sou do
mundo. — Ele fala, e eu sorrio. — Você estuda, trabalha?
Nem fico constrangida mais, fiz isso mesmo. “Que loucura”, penso,
soltando meu cinto, preciso ir ao banheiro lavar meu rosto.
— Saiba que se tiver um emprego pra mim, estará salvando minha vida, sr.
Smith. — Falo, tentando passar por ele, o avião sacode de novo e acabo
caindo em seu colo.
— Acho que está a fim mesmo do meu pau hoje, srta. — Ele diz, enquanto
sinto uma coisa dura na minha bunda.
— Nem sequer toquei em você, a única que tocou e sentou no meu pau foi
você.
Então, me toco que estou no colo do homem ainda, e bem em cima do dito
cujo mesmo. Olho ao redor, apesar de não ter muitas pessoas no avião, me
sinto incomodada com isso.
Vou até a cabine do banheiro do avião e me sento na privada. Por que raios
tenho que andar em uma lata voadora que pode cair e matar todo mundo só
para conhecer alguém que nem faz falta em minha vida? Estava bem na
minha casa, com minha mãe, meus cachorros, meus gatos, sim, eu amo
animais, já levei um monte para casa, deixando minha mãe maluca.
Fico ali, rezando, pelo menos eu acho que estou, nunca fiz isso antes, agora
tenho que aprender na marra, vai que morro, e se eu for para o céu, vão me
jogar na cara que nunca nem tentei rezar.
Não consigo me mexer, até quero sair, mas meu corpo travou de verdade.
Não consigo sair.
Tento falar, mas nem a minha voz sai, estou suando, travada, e num
banheiro minúsculo.
— É o primeiro voo dela. — Ouço a voz daquele homem que agarrei em
seu pau. — Me dá um minuto, vou falar com ela.
Impossível, o cara deve ter uns dois metros de altura, não me considero
baixa, com meus um metro e setenta, mas perto dele me sinto pequena.
Apenas olho para ele, não consigo falar nada, meu corpo ainda treme, o
homem me olha por um momento, tenta se inclinar até mim, o espaço é
realmente pequeno e ele preenche quase todo.
— Consegue levantar?
Balanço minha cabeça, afirmando, ele me ajuda a ficar de pé, aí que o lugar
ficou menor mesmo, estou praticamente grudada nele.
Já nem lembro de mais nada, nem sequer do meu nome. Que beijo gostoso!
O homem tinha um piercing na língua, e era simplesmente delicioso o
piercing, explorando cada canto da minha boca. Sou maluca, sei que sou,
estou agarrada num homem que não sei o nome, sei que ele falou, mas não
lembro. Segurei em seu pau, e agora estou quase sendo engolida por ele em
um beijo.
— Quem pensa que é para me mandar falar baixo? — A mulher diz sem
paciência.
— Sem querer abusar, mas posso sentar em seu lugar? Olhar pela janela me
deixa ainda mais nervosa.
O homem ri, me olha, pega um lenço em seu bolso e coloca em minha testa.
— O que faz você supor que eu menti? — Ele olha para mim, com aquele
sorriso lindo, me fazendo lembrar do beijo e do piercing. Que beijo
delicioso.
O homem ri, limpando meu suor que escorria um pouco da minha testa, ele
se aproxima da minha boca.
— Pelo jeito que está, se fosse dona de uma companhia aérea, nunca iria
entrar em seu próprio avião.
— Não mesmo, mas se entrasse, fecharia a primeira classe só pra mim. —
O homem ri.
Grito mais uma vez quando o avião sacode, entro em pânico quando uma
luz à minha frente, começa a piscar.
— Ai, meu Deus! O avião está caindo, vamos todos morrer! — Grito, me
abaixando no banco, houve um pequeno alvoroço no avião causado por
mim, acho que deixei mais pessoas com medo.
A voz dele era um tanto grossa, bem firme, uma delícia de ouvir, e com
ele perto assim do meu ouvido, meu corpo se arrepia, até esqueço o pânico
que estou, e o que quase causei nas poucas pessoas ali à frente.
Logo, sinto sua ereção roçar na minha bunda, e o que senti não foi nada
pequeno, chegou a me dar até uma imagem mental de como era o membro.
— Oh, moça, o avião está quase vazio, estamos nas últimas poltronas,
ninguém está nos vendo.
— Senta no seu lugar, garota.
A mulher me olha com fúria visível e endireita seu corpo, acabo por soltar o
cinto e sentar no meu lugar.
Assim que ela sai, puxo esse lindo homem e o beijo, posso fazer isso o voo
inteiro, é muito gostoso o beijar, ainda bem que nunca mais vou vê-lo, seria
constrangedor encontrar ele em qualquer outro lugar depois desta cena que
fiz, de praticamente o agarrar para não entrar em pânico.
CAPÍTULO 2
CAROLINE MATHIAS
Uma coisa eu não podia negar, esse homem era extremamente gostoso e
seu beijo era uma delícia.
— Acho que esse é o melhor voo que já tive em toda minha vida. — Sua
respiração estava ofegante ao me soltar.
Apesar de ser bem conservado, gostoso mesmo, creio que deva ter essa
idade.
— Tipo, não sei seu nome, não me lembro, e você é claramente um senhor
de quarenta anos ou mais. — Falo, sorrindo, vendo o ficar boquiaberto, seu
olhar pra mim é fixo.
— Esse quase quarentão aqui vai te mostrar o que o senhor é capaz de fazer
com uma moça petulante feito você.
— Curiosa?
— Sim, esse piercing aí embaixo me deixou curiosa. — Adam dá risada.
— Nunca conheci mulher alguma tão maluca como você. Tão direta nas
palavras.
— Gosto disso.
Peguei minha mala e vou até onde combinei de esperar meu pai. Logo, vejo
alguém com um cartaz nas mãos com meu nome.
Era um senhor alto e magro, cabelos grisalhos, não era meu pai, pela foto
que ele mandou para minha mãe não se parecia em nada com ele.
— Não é assim, srta. Mathias, seu pai fala de você desde que soube da sua
existência, está ansioso, mas ele não teve como vir mesmo.
Não respondo, não me importo, se ele quer me conhecer ou não, só estou
aqui porque minha mãe me obrigou, e também porque queria conhecer
outro estado. Vim mais à passeio do que para ver ele, se ele não quer me
ver, problema dele.
Pra que gastar com a filha bastarda, não é? Entendo ele, espero que esse
mês passe logo e eu volte logo para minha vida chata em São Paulo. “É
chata, mas é minha”, penso enquanto o enorme portão se abre, dando de
cara com a entrada da casa gigantesca.
Entro na casa e sou recebida pelos funcionários, que logo levam minhas
coisas, me levando até o quarto que eu ficaria. Entrei e era grande, bem
decorado, em tons claros, tinha até banheiro no quarto.
Me sento na cama, tão macia que minha bunda se sente acariciada como
nunca antes.
Desço as escadas de mármore branco, meu pai devia amar branco, era a cor
predominante na casa.
Olho alguns quadros e algumas fotos nas mesas de canto. Todas do meu pai,
sozinho, em viagens, festas, restaurantes. Ele era bem narcisista pelo visto,
só tem foto dele.
Caminho até a entrada de vidro, abro e vou até o jardim, vejo um
cachorrinho, latindo para um esguicho no jardim, ele era tão fofo. Me
aproximo devagar, e ele late pra mim. Não me assusto, tento ganhar sua
confiança, e logo já estava com o cachorrinho, pulando ao meu redor, pego
ele no colo.
— Que lindinho!
Fico ali, brincando com o cachorrinho por um longo tempo, pego ele no
colo e entro, estou com fome, vou ver se tem algo para comer.
Quando entro, uma mulher dá um grito, ela era quase da minha altura, com
um corpão cheio de curvas, bem cheia, mas definida, cabelos a altura dos
ombros, ondulados, vestia um short de alfaiataria preto com uma camisa
branca, saltos vermelhos da cor do cinto fino passado no short, o casaco
preto por cima a deixava bem elegante. Um homem vem apressado, e vejo
que é meu pai, parecia com a foto que vi.
— O demoninho está aqui dentro, pai. — Ela fala, me olhando, essa era
minha irmã? E estava me chamando de demônio?
— Ah, então seu nome é Keke, coisinha fofa. — Falo, brincando com o
cachorrinho.
— Keke, para agora. — O homem fala, mas quando o cachorro foi para
cima dele, correu também. — Keke, para agora... Keke...
Não sei se ria ou se ajudava os dois, vou até o cachorrinho furioso, pego
ele, que tentou latir pra mim também, seguro ele forte, e faço carinho em
sua barriga até ele se acalmar.
— Coloca ele lá fora, Carol, por favor. — Ela diz, olho para ela com a
sobrancelha arqueada, com a intimidade ao chamar meu nome.
Me lembro na hora de Adam, o voo foi um inferno. Mas tive sim uns
momentos incríveis nele.
A mulher pula da mesa e vem até mim, me abraçando forte, pulando feito
uma maluca.
— Muito prazer em te conhecer. — Ela diz eufórica. — O pai estava tão
ansioso para te conhecer, eu também, sempre quis ter uma irmã.
— Eu devia ter dado atenção à minha intuição, imaginei que sua mãe estava
grávida quando ela me expulsou de casa, mas ela não me ouviu, me
expulsou, depois sumiu no mundo, não consegui mais achar ela, não sabe a
alegria que senti quando ela me procurou me contando de você, isso
realmente me deixou feliz.
Não sei bem a história do meu pai com minha mãe, mas pelo que entendi,
ele traiu minha mãe anos atrás e ela foi embora, sei que ele não tem culpa,
mas, mesmo assim, não queria conhecê-lo. Pra mim, homem traidor devia
ter o pau queimado, seja quem for.
Converso um pouco com eles, e logo nos avisam sobre o jantar, seguimos
até a sala de jantar. A mesa era oval e gigantesca, devia ter umas vinte
cadeiras, a mesa está tão recheada de comida que parecia uma festa, estava
lindo, mas tanta coisa.
— Não sei o que gosta, então mandei fazer pratos variados, espero que
goste. — Ronnie fala, se sentando na ponta da mesa, Eliz senta na cadeira
lateral perto dele, e eu à sua frente.
— Não sou casado mais com a mãe da Eliz há uns oito anos ou mais. —
Ronnie diz.
— Minha mãe mora em outro país, morava com ela, mas depois da
faculdade, vim ficar aqui com nosso pai e trabalhar na empresa. — Eliz diz.
— Não terminei, tive que parar, minha mãe ficou doente e a grana ficou
curta...
— Mas não se preocupe, vou pagar por tudo, é o mínimo depois de tantos
anos sem estar presente.
— Não, está tudo bem, vou me virar, arrumar um emprego e voltar para
faculdade. — Falo séria.
Não pretendo ter mais contato com ele, na verdade, só vim porque minha
mãe implorou, me obrigou, me ameaçou, então estou aqui, mas não quero
ter intimidade com eles.
Antes que ele abrisse a boca, o celular da Eliz toca, ela sorri.
— É meu noivo, já volto. — Ela fala, saindo da mesa, me deixando em uma
situação constrangedora com meu pai, não sei o que dizer.
— Gosto de animais, gosto muito de ficar com meus cachorros, não sei
porque fui fazer faculdade de artes se amo animais, devia ter feito
veterinária, mas não ia conseguir pagar mesmo, mas sei lá, pelo menos
tentado uma bolsa, quem sabe, quando conseguir um emprego, eu tente essa
faculdade.
Eu disparei a falar, porque eu sou assim, quando começo a falar, não paro
mais, ele me ouvia com uma atenção constrangedora.
— Bom, terei tempo pra mudar essa ideia. Entendo que não nos
conhecemos ainda, mas vou fazer você entender que, se soubesse de você
antes, mesmo com sua mãe me expulsando da vida dela, nunca teria te
abandonado.
Olho para ele, fico um tanto tímida, coisa que não sou, não muito, ele não
me parecia ser uma má pessoa, eu quem não quero obter laços afetivos
mesmo.
Não respondo, me apresentar aos seus amigos era um tanto demais, mas
tudo bem, se vou ficar aqui por algumas semanas, é bom conhecer pessoas
para procurar algo para se divertir. Se bem que eu adoraria me divertir com
o quase quarentão do avião, e ia me divertir muito com aquele gostoso, fora
minha curiosidade em poder ver aquele piercing, deve ser uma loucura.
Eliz se juntou a nós novamente, eu e ela conversamos muito, ela era muito
legal, bem doidinha, nos demos muito bem, meu pai também era mais sério,
mas muito legal, não posso negar isso. Em aparência e gênio dou a minha
mãe toda, ela era ainda pior que eu em falar, e em falar tudo que pensa, amo
minha mãe, ela era demais, chata pra caramba às vezes, mas era demais
mesmo.
Depois da janta, fui até o Keke, dei comida a ele e o levei para ficar comigo
no quarto. Todos tinham medo desse mini cachorro, até as funcionárias se
sobressaltavam ao vê-lo, o bravinho latia para todo mundo.
Fiquei olhando para o quarto luxuoso, meu pai não me parece ser o traidor
que minha mãe falou, era estranho, só ouvi o lado da história da minha mãe,
apenas que ele havia traído ela com sua melhor amiga, aí ela foi embora,
descobriu a gravidez e perdeu o contato com meu pai.
Sempre fiquei com raiva por ele ter traído minha mãe, sempre achei
horrível isso, até fiquei surpresa pela minha mãe o ter procurado para falar
de mim a ele depois de tantos anos, acho que foi a doença que a deixou
mais emotiva. Foram dois anos de luta contra um câncer no ovário, minha
mãe sofreu muito, agora está bem, acho que ela ficou com medo de morrer
e me deixar sozinha.
— Oi, mãe. Claro que conheci, não foi pra isso que vim?
— E como foi? Ele deve estar um velho capanga, rola murcha, não é? —
Dou risada.
— Que horror, mãe, pare de me dizer isso. Não, ele é bem bonitão pra
idade, está ótimo. — Ouço o suspiro de minha mãe.
— Também, com o dinheiro que tem, deve ter feito cirurgia até no c...
— Você não está acabada, mãe, é a velha mais linda que conheço.
— Não sou velha, menina, sou madura. — Ela diz, rindo. — Qualquer
coisa, me liga, te amo.
— Também te amo.
Desligo o celular e vou dormir, não sei se vou conseguir, tenho muita
dificuldade em dormir em lugares diferentes.
ADAM SMITH
Olho para minha filha, Lua, que estava sentada, me olhando atenta.
— Ajuda o papai, filha? Ela é linda, mas é muito jovem. Sabe, seu pai, não
costuma sair com meninas tão mais novas, mas ela é tão... — Não sei o que
falar, aquela garota mexeu comigo, estou assim o dia todo, pensando se ligo
para ela ou não.
Lua pega o celular e me entrega, minha filha de quatro anos, que se recusa a
falar comigo, está me dando conselhos, mesmo sem falar nada.
Maria Lua estava assim comigo e com todos há quase três meses, desde que
sua mãe parou de mandar cartas a ela.
Janete, a mãe de Lua, a abandonou desde que a menina nasceu, sumiu no
mundo sem se importar com ela. Quando Lua começou a perguntar pela
mãe, coloquei um investigador para achá-la, quando consegui contato. Ela
ainda não quis saber da Lua, mas paguei a ela para enviar cartas a ela todo
mês. Mas há três meses, ela disse que se casaria e não mandaria mais nada a
ela.
Tentei inventar algo pra Lua, mas a minha filha ficou muito sentida e não
fala mais comigo e com ninguém. Já levei ela a uma psicóloga, que apenas
disse para dar tempo a ela. Mas já se passaram três meses e nada dela falar.
Olho a hora e vejo que já é bem tarde, não posso ligar nesse horário.
— Nem vi a hora passar. Vai dormir, Lua. — Ela me abraça, levo ela até
seu quarto, coloco ela na cama e entrego seu ursinho de pelúcia favorito, ela
abraça ele. — Boa noite, minha filha, eu te amo.
ADAM SMITH
Acordo, com batidas na porta do meu quarto, conheço bem essas batidas
insistentes.
— Entra, Lua. — Falo, e ela entra, vem até mim e me dá um beijo no rosto,
vejo que ela já está com a roupa da escola. — Já está na hora de ir pra
escola, minha princesinha? — Falo, olhando o meu relógio na mesa de
canto perto da cama, dormi demais hoje, fui dormir tarde pensando naquela
garota do avião.
Me levanto rápido e vou até o banheiro. Algum tempo depois, volto, pego
Lua no colo e desço até o andar de baixo, a babá de Lua está arrumando a
mochila dela.
Lua apenas assenti, comendo seu mamão em cubos, ela gostava muito de
mamão, era a única fruta que gostava, o resto comia obrigada, mas besteiras
era com ela mesmo.
Assim que termina, a levo até o carro, coloco minha filha na cadeirinha e
coloco sua mochila no banco. A babá entra no banco da frente do carro.
— Te amo, filha. Estuda bastante pra ficar muito inteligente e ganhar muito
dinheiro para o papai não precisar trabalhar nunca mais.
Lua me olha, com seus olhos brilhantes, sei que ela quer rir, toda vez que
falo isso, ela ri, e me diz que já tenho muito dinheiro. Sinto falta da minha
filha sapeca. Ela acena com a mão, e o motorista sai com o carro.
Entro em casa, pego mais um pouco de café e vou até meu escritório,
preciso acompanhar a grade de voo da companhia aérea, mas não consigo
me concentrar, isso era esquisito, aquela garota maluca não me saia da
cabeça.
Após a confusão de ontem, pegar aquele voo foi incrível, sempre viajo no
meu próprio avião particular, mas não estava preparado para o voo de
ontem, e Lua estava com febre, precisava vir o mais rápido possível, e
aquele voo foi era o que iria sair mais cedo, por isso vim nele.
No final das contas, foi a experiência mais maluca que tive na vida, e
também a mais gostosa, não sei se estou carente. Afinal, não me envolvo
com ninguém há anos, apenas sexo casual, sem nada depois, apenas sexo.
E aquela garota me fez sentir algo estranho, não sei explicar, pois nem eu
mesmo sei.
Tento me concentrar no que estou fazendo, já tenho uma rotina, não posso
quebrar por estar excitado, por causa de uma garota maluca.
CAROLINE MATHIAS
Agora estou voltando para casa com ele devidamente seguro em meus
braços, sigo meu caminho, o bairro era bonito, dava para ver o pão de
açúcar e o calor era insano. Quando cheguei em casa, dei água para o Keke
e fui tomar um banho, estou suada demais.
Assim que saio do banho, coloco o vestido mais leve que trouxe, era de
alças, azul e curtinho.
— Vamos aonde?
— Não acho certo ficar gastando dinheiro do sr. Ronnie, não sou íntima
dele...
— Que bobagem, você é a filha dele, não tem ideia do pai maravilhoso que
tem, daria tudo pra que ele fosse meu pai de verdade. Ele está tão feliz por
ter uma filha, ainda mais com sua mãe. Desde que ele soube, só sabe falar
de você.
Fico quieta, não sei o que dizer, ainda estou em dúvidas se quero mesmo ter
ele na minha vida.
No shopping foi uma loucura, Eliz sabe bem gastar, eu sei também, mas ela
me supera de longe, acho que faliu o sr. Ronnie hoje.
A menininha apenas acena com a cabeça que sim, fazendo seus cabelos
castanhos um pouco abaixo do ombro balançarem.
Faço o carinho nele, ela me olha surpresa, acho que ela já conhece a fama
do demoninho. Faço ela fazer carinho nele, virando seu focinho, para ele
não tentar morder, mas Keke ficou quietinho.
— Nossa... é a pimeira vez que ele dexa faze carinho. — Ela fala abismada.
Levanto com Keke nos braços, me viro na direção da voz e arregalo meus
olhos ao ver o homem do avião, ele nem me olha, corre em direção a
menina, a pegando nos braços.
Ele ainda não me olha de tão preocupado com a menina, Adam Smith, o
homem do avião, com piercing em todos os lugares, era pai de uma
garotinha tão fofa.
— Oi, Adam. — Ele sorri pra mim, o sorriso desse homem é para deixar
qualquer uma de calcinha molhada. Que perfeição!
— Nossa... — ele fala, me medindo dos pés à cabeça, seu olhar pra mim era
como de um predador olhando sua caça.
Não falo nada e nem ele, apenas ficamos nos olhando por um tempo, até
que ele se aproxima e Keke começa a latir.
— Maria Lua está numa fase de silêncio, não fala com ninguém.
— Maria Lua, esse é seu nome, muito lindo, menos o Maria. Quem dá o
nome de Maria hoje em dia? Meu Deus, ainda bem que é composto.
— Maria é um nome lindo, foi escolhido por uma senhora que me ajudou
muito com o idioma e toda a cultura quando vim para o Brasil, foi uma
senhora gentil chamada Maria.
Adam me olha, Maria Lua estica sua mão e faz carinho na orelha de Keke,
que fica quieto.
— Não vai, Keke gosta de carinho. — Eu falo. Lua ainda acaricia Keke, me
aproximo mais, Adam era tão alto, tenho que olhar para cima para falar com
ele. — É bom te ver de novo, quase quarentão.
Solto Keke no chão, que corre pra longe, indo brincar. Volto meu olhar pra
Adam, que também estava com o olhar em mim, basicamente em meu
corpo, me fazendo sentir minhas pernas bambearem, sinto os meus mamilos
ficarem duros pelo arrepio que senti.
O olhar de Adam foi direto neles, que morde o lábio inferior, sem desviar o
olhar, meu corpo se arrepia ainda mais diante da reação dele.
— Adam, esta é a minha filha que te falei, acho que falo dela vinte quatro
horas por dia, Caroline.
O olhar de desejo de Adam pra mim agora era de puro espanto, ele olha
para meu pai.
ADAM SMITH
Isso não é sério, essa garota que não sai da minha cabeça é a filha do meu
melhor amigo? Na verdade, Ronnie é como um irmão pra mim, e essa é a
filha dele? Achei que ela era uma funcionária nova. Filha? Porra.
— Sim, minha filha. Ela é linda, né? Lembra a mãe dela. — Ronnie fala
orgulhoso.
Olho para ela, não tem nada a ver com a foto que ele me mostrou, na foto
era uma menina de uns quinze anos, cabelos curtos, rosto cheio. Não essa
gostosa e linda à minha frente.
Que tentação de garota. Puta merda, que linda! Não, não, não, não! Me
obrigo mentalmente a assumir uma postura indiferente, ela é a filha do meu
amigo, e tenho que ver ela como uma sobrinha, não como essa gostosa,
linda e tentadora mulher.
— Se conhecem?
— Nos vimos bem de perto. — Caroline fala, com um sorriso divertido nos
lábios.
— Que bom que conheceu sua sobrinha, espero que se deem tão bem
quanto eu e minha pequena sobrinha, né, Lua? É a sobrinha favorita do tio.
Lua sorri para Ronnie, que brinca com ela, Caroline mantinha seus olhos
lindos em mim, ela se aproxima, vou um pouco para trás. Ela ri.
— Você está certo, tio. — Ela quase encosta seu corpo no meu, sinto seu
cheiro invadir minhas narinas como uma doce tentação. Que cheiro
delicioso! Caroline ri. Olhando para minha calça, e noto que tive uma
ereção sentindo seu cheiro. — Tio, precisa ser mais discreto.
Ela ri, olho para Ronnie distraído, brincando com Lua, me sento numa
espreguiçadeira, escondendo a porra do meu pau que ficou duro.
— Vamos nos preparar para o jantar. Soube que foi às compras com a Eliz,
por acaso as duas não me faliram, né? - Ronnie fala, olhando Caroline.
— Não me importo, desde que as duas estejam felizes. — Ronnie olha pra
Caroline cheio de orgulho.
Isso está errado, não posso sentir essas coisas pela filha do meu amigo,
mesmo que ele nunca tenha sabido de sua existência, ele ficou radiante,
quando soube, contou a todos, me encheu falando dela o tempo todo, agora,
isso seria errado e constrangedor. Essa garota, definitivamente, era proibida
pra mim.
— Preciso tomar um ar e já vou. — Falo, e ela ri, pegando Lua no colo, que
vai com ela sem pensar, minha filha é difícil de ir com estranhos, agora que
está se recusando a falar que não socializava com ninguém mesmo, e foi
assim com Caroline, tão fácil.
ADAM SMITH
Logo de cara, vejo Lua dançando com Caroline e Eliz, as três dançando a
música da Galinha Pintadinha, como se fosse em uma balada. Lua ria alto,
como há tempos não via, me deixando muito feliz.
Desvio meus olhos de Caroline, que dançando mesmo daquele jeito bobo,
me fazia ter pensamentos que não posso ter.
Vou até Ronnie que está no hall, conversando com alguns funcionários.
— A Eliz comprou um vestido pra Lua, então não precisa levar ela pra se
arrumar para o jantar, as minhas filhas vão arrumá-la. — Ronnie diz.
— Lua parece ter gostado da sua... — Olho pra Caroline, que me olha no
mesmo instante, ela sorri pra mim, desvio o olhar rapidamente, não posso
ter qualquer pensamento que não seja de respeito para com ela.
Mas como posso evitar de olhar para ela e desejar seu corpo delicioso?
Porra, olha o corpo dessa garota! Os seios perfeitos, tão bem desenhados no
vestido, lindos, as pernas longas e bem desenhadas, a bunda empinada
devia ficar uma perfeição toda vermelha depois de levar uns bons tapas
meus.
— Minha filha?
— O quê? Não, não quero sua filha. — Falo rapidamente, perdido em meus
pensamentos, Ronnie ri.
— Ficou maluco, Adam? Estou completando o que disse, que Lua parece
ter gostado da minha filha.
Engulo em seco, essa garota está me deixando maluco, sem nem ao menos
fazer nada.
— Sim... a Lua, desde que a mãe dela parou de escrever cartas pra ela, não
quis saber de mais ninguém, sua... — Porra! Por que sempre travo para
dizer a merda da palavra ‘filha’?
— Sim, sim... Lua parece ter gostado mesmo dela. — Falo, dando uma
olhada disfarçadamente para Caroline, está caminha até nós, prendo até o ar
pelo nervosismo. Ela para à minha frente, ficando de costas para mim, e de
frente para seu pai.
— Estou com sede. Posso mexer na sua geladeira para pegar água, sr.
Dantas? — Ela fala, voltando a mexer nos cabelos enormes de forma
provocativa.
— Carol, não precisa me pedir nada, essa casa é sua, pode pegar tudo o que
quiser — Ronnie diz, mas eu só consigo olhar pra essa tentação. — E sr.
Dantas não dá, se não se sente à vontade em me chamar de pai, ao menos
me chame de Ronnie.
— Está bem.
Caroline segue até a cozinha, consigo ver ela perfeitamente pegando a água
na geladeira, colocando no copo e bebendo lentamente. Ela mantinha seus
olhos em mim, e eu naquela boca carnuda e perfeita em contato com o
copo, minha mente vagou em coisas eróticas, ela mexe nos cabelos
novamente, coloca o copo na ilha e passa a língua nos lábios lentamente.
CAROLINE MATHIAS
Lua vem até mim, ela pede um pouco de água, sem falar nada, apenas
sinalizando com as mãos.
— Por que a mocinha não está mais falando? — Pergunto, e ela olha direto
para Adam. — Se não me pedir, não vou dar, e não vou mais deixar você
brincar com o Keke.
— Da água pra Lua? — Ela fala mais alto, pego outro copo e coloco água
para ela, que pega e toma quase tudo, ela coloca o copo na ilha. — Obigada.
Ela volta correndo até a sala, meu pai sorri pra mim.
— Ela falou? Ela está há meses sem falar, ela falou com você. — Meu pai
vibrou. Não sei o que está acontecendo com a garotinha, mas o fato dela ter
falado deixou os dois felizes, Adam parecia que iria chorar. Quase me deu
dó, mas passou rapidamente, não engoli essa de sobrinha.
— Vou me trocar, posso levar a sua filha comigo até meu quarto, tio? —
Falo, olhando bem nos olhos de Adam.
Passo por ele e faço questão de passar bem colada ao seu corpo, ouço um
leve gemido escapar por sua garganta.
— Estou ótimo. — Ele diz, ficando sério no mesmo instante, solto uma
risada.
— Lua, vamos nos arrumar, ficar bem gatinhas. — Falo, ela e Eliz se
empolgam.
— Eliz Garcia, você é noiva. — Meu pai fala sério, Eliz ri.
— Isso não impede de trocar ele por um mais rico, pai.
— Minha irmã vai aprender rapidinho quem são os rapazes herdeiros mais
ricos daqui, vou apresentar todos, bonita do jeito que é, vai ter um monte
fazendo fila pra namorar ela.
— Não vai na da sua irmã, que os jovens da sua idade não querem nada
com nada.
Olho para ele, me viro e subo com Lua e Eliz para o meu quarto.
CAROLINE MATHIAS
Agora nos maquiávamos e depois era só colocar o vestido. Quem diria que
fosse me divertir tanto na casa do meu pai, que traiu minha mãe? Me sinto
um pouco mal por estar gostando tanto de estar aqui, já que por essa traição,
minha mãe passou por muita coisa para me criar sozinha. Sinto que estou
confusa.
— Ahhh... — Eliz pega ela no colo. — Pra quem não estava falando nada,
parece uma tagarela agora.
— Toma, Carol, por isso não vou querer ter filho nunca, atiro pela janela.
— Eliz coloca Lua no meu colo.
— Garota teimosa, estou falando que não pode, e fica insistindo, vou cortar
sua língua. — Eliz fala, rindo. Lua coloca as mãozinhas na boca,
balançando a cabeça em negação.
— Não vai, não, Lua, a gente solta o Keke em cima dela, quero ver ela se
aproximar. — Lua riu.
Eliz pega o seu vestido e entra no banheiro, mostrando a língua para a Lua
antes de fechar a porta.
Eliz sai do banheiro com seu vestido rosa bem pink, colado até a altura dos
joelhos de uma alça só, realçando as curvas bem desenhadas do corpo dela.
— Me diz, se não sou a gatinha mais gostosa que já viram? — Eliz fala,
girando nos seus saltos altos e gigantescos.
Lua ri alto, Eliz faz cócegas nela. Logo que saímos do quarto, ouvimos
vozes vindas do andar de baixo, quando descemos o Hall, estava cheio de
pessoas que nunca vi na vida.
— Assim são os jantares do papai, não faz nem ideia de como são as
festas que ele e Adam costumam dar. — Eliz fala, já cumprimentando as
pessoas alegremente. Seguro a mão de Lua, com tantas pessoas, capaz dela
se perder.
Adam surge, já pegando Lua nos braços, ele estava lindo com sua camisa
social de seda e os primeiros botões abertos.
Lua nega com a cabeça, e Adam olha para mim, seu olhar percorre meu
corpo lentamente, ele para diretamente nos meus olhos, fica me fitando por
algum tempo.
— O que fez pra essa garota falar com você? Poderia me dar a fórmula? —
Ele pergunta, me aproximo dele, sinto o corpo de Adam tremer com minha
proximidade.
ADAM SMITH
Porra! Não tem como olhar para essa garota e não a desejar, era impossível,
mas tenho que ser forte, essa tentação é totalmente proibida pra mim, por
mais que a deseje. É a filha do meu amigo, meu irmão.
Vou andando pelo lugar com Lua, mas acho que esse jantar está mais para
uma das festas exageradas de Ronnie do que jantar com amigos, resolvo
ligar para babá da Lua vir buscá-la com o motorista. A mulher parece não
ter gostado muito, amanhã terei uma conversa com essa ela, se ela não quer
o emprego, peça demissão, se ela sonhar em ser grosseira com minha filha,
a mato sem pensar.
Quando levo Lua até o portão principal, assim que o motorista me manda
mensagem avisando que chegou, olho sério para a mulher, com uma
expressão furiosa.
— Está com algum problema? — Pergunto irritado.
— Nenhum, sr. Smith. — Ela diz, pegando Lua, que já está sonolenta. Lua
pula do colo dela, se sentando sozinha em sua cadeirinha, fecho o cinto dela
e dou um beijo em sua testa.
— Por que mandou Lua embora? Nem me despedi, tio. — Ela fala bem
próxima a mim, essa garota mexe com meus nervos mesmo.
Caroline leva sua mão até a abertura da minha camisa, deslizando a ponta
dos dedos em minha pele exposta, me causando um arrepio pelo corpo.
— Então meu tio se arrepia apenas com esse toque bobo? — Ela diz, com
um sorriso malicioso nos lábios. — Se eu descer minha mão até aqui…
Caroline desce sua mão pelo meu corpo até chegar no meu pau e sorri ao
pegá-lo.
— Você quem está sendo errado, tiooo. Está com o pau duro perto da sua
sobrinha?
Caralho, essa garota vai me fazer surtar? Como pode ser tão sexy? Como eu
posso ser tão fraco a ponto de não conseguir afastá-la?
CAPÍTULO 5
ADAM SMITH
Seguro a mão de Caroline ou vou gozar com seu toque delicioso, puxo ela
para mim, tomo sua boca gostosa com a minha num beijo voraz, estou
louco, essa garota está me deixando louco, estou no meio da rua, de pau
duro, sendo que a culpada de deixar ele duro assim é a filha do meu melhor
amigo. Porra! Estou louco mesmo, mas não consigo parar.
Ela liberta sua mão presa pela minha e volta a colocar em cima do meu pau,
seu corpo delicioso é colocado ao meu, seguro sua cintura, a apertando
contra meus braços, enterro meu rosto em seu pescoço, inalando seu cheiro
delicioso, e passo minha língua de leve, sentindo o arrepiar em seu corpo.
— Não me venha com essa de sobrinha, sr. Smith, não do jeito que está me
desejando.
— Gosto mais de você assim, quase quarentão do que o chato, que quer me
afastar.
Caroline diz, com os lábios colados aos meus, ela faz o contorno dos meus
lábios com a ponta de sua língua.
— Tem que se afastar por quê? Não estou te propondo namoro, nem
casamento, sr. Smith, apenas que deixemos rolar essa química gostosa que
temos, sem compromisso. E quando enjoarmos um do outro, nos afastamos
sem problemas. — Caroline diz, me fazendo gemer.
— Ahh, porra. Isso seria perfeito, apenas algo casual, mas você é a filha
do Ronnie. — Falo, ainda atordoado pelos beijos de Caroline.
— E o que tem isso? Nem o conhecia até ontem, e nem ele a mim, está
transformando algo bobo em uma tempestade.
Ai, caralho. Essa garota é uma tentação perfeita, claro que eu queria curtir
com ela sem compromisso, e uma mulher que concorde com isso é raro, e a
que estou louco querendo no momento me faz essa proposta deliciosa, mas
não posso aceitar.
Merda! Por que essa tentação tem que ser filha do Ronnie?
Caroline desce do meu colo e abraça a minha cintura, roçando sua coxa no
meu pau.
Essa menina era sensualidade pura, ela nem precisava se esforçar para ser
sensual, era algo dela, era natural, apenas seu sorriso já era sensual ao
extremo pra mim, e resistir a ela era algo que não consigo fazer, embora eu
tenha que fazer.
— Poderíamos sair daqui, Adam. Quer conhecer meu quarto? — Ela sorri
maliciosa para mim.
— Não... não... porra... não posso, tentação. — Falo com minhas mãos
acariciando a sua linda bunda.
— Não pode? Ou não quer? — Ela pergunta, com suas mãos ainda me
explorando.
— Ahh, sua tentação, eu quero, quero muito, nem que fosse por apenas
essa noite..., mas... — eu seguro os ombros dela, a afastando o máximo que
posso. — Você e eu? Não...
Me calo quando essa tentação se põe nas pontas dos pés e segura na minha
camisa, me puxando para beijá-la.
— O quê? — Fico um pouco atordoado pelo beijo e por ela ter saído dos
meus braços tão abruptamente.
— Você é amigo do meu pai, coisa e tal, eu entendo perfeitamente. — Ela
sorri de uma forma provocativa.
— Está bem, quase quarentão, nos vemos por aí. — Caroline apenas me dá
as costas e sai rumo à casa.
Isso foi esquisito, ela está me provocando desde que me viu, agora aceita
esse afastamento tão rápido, não sei se acho bom ou se fico frustrado por
ela aceitar tão rápido.
Eu adoraria ter explorado todo aquele delicioso corpo, mas era isso, ela era
proibida pra mim, e tenho que aceitar isso.
— Mas vai ficar, né? As meninas estão super empolgadas. Caroline já fez
amizade com um monte de gente.
Mas eu só consigo olhar para Caroline. Tão gostosa, porra! Ela me olha e
levanta o copo de bebida em sua mão, como que me oferecendo, logo volta
a dançar. Ô diaba deliciosa essa garota!
CAROLINE MATHIAS
Sorrio para Adam enquanto danço feito uma maluca, se ele quer entrar
nesse jogo, eu topo, meu tio vai implorar pelo toque da sobrinha aqui, e vai
ter que implorar muito para conseguir.
Pulo na piscina, nado para lá e para cá, suavemente, adorando sentir água
no meu corpo, apesar de estar de noite, estava uma noite quente.
Posso sentir o olhar de Adam em mim, é quase palpável, não sou uma
maluca obcecada, mas não se instiga uma mulher com a imaginação de um
piercing no pau e depois foge, sem nem mostrar, com essa desculpinha
esfarrapada.
— Ah, pronto, agora além de dizer que é meu tio, vai querer se comportar
como um pai. — Falo, me virando para Adam.
Saio de perto dele e esbarro em alguém, sou segurada por esse homem antes
que eu caia na piscina novamente.
— Não se preocupe, não foi nada, filha do Ronnie. — Ele diz, era um
homem alto, não tanto quanto Adam, mas era bem musculoso, cabelos
pretos bem penteados para trás, olhos castanhos, um homem atraente.
— É um dos donos. Não sabia disso sobre seu pai? — Ele pergunta,
sorrindo.
Samuel olha para meu corpo, mas não me sinto à vontade com isso, não da
forma que sinto quando Adam me olha com desejo, me sinto envergonhada.
Quero me cobrir, aquela toalha cairia bem agora, e é ela que sinto envolta
do meu corpo, desta vez, aceito, fechando-a ao máximo em mim.
— Oi, tio. — O homem fala a Adam, que apenas balança a cabeça para ele.
— Ele é seu tio também? Espero que ele não tenha te mostrado o piercing
antes de mim. — Falo e vejo os olhos de Adam me encararem incrédulos.
— Está maluca? Não sei por que pergunto ainda, você é maluca. Este é o
filho do meu irmão mais velho.
— Assim você me deixa confusa, quase quarentão, você me diz que é como
irmão do meu pai, me chama de sobrinha, agora diz que não é meu tio. —
Provoco, rindo.
— É a mesma coisa.
— Você é tão linda quanto Ronnie, vive falando aos quatro ventos. —
Samuel fala com um sorriso charmoso.
— Obrigada, sabe, sou nova aqui, e só conheci gente velha até agora,
poderia me mostrar os lugares bons pra frequentar por aqui.
— Vou adorar. — Sorrio feliz para ele, Adam tem sua respiração um tanto
acelerada, ele não fala nada, mas sua expressão é bem séria.
— Vocês vão se dar muito bem, dois jovens com cabeça de vento
procurando diversão. — Adam diz rude.
— Somos jovens e queremos, sim, diversão, mas o que te faz supor que
somos cabeça de vento? — Me viro para Adam, ele apenas me olha, se vira
e sai.
ADAM SMITH
Entro no meu escritório, meu humor estava péssimo, isso vem acontecendo
há alguns dias, desde aquele jantar idiota na casa de Ronnie, faz três dias
que estou num péssimo humor.
Caroline era uma diaba, isso não tenho dúvidas, não a vi durante esses dias,
mas ouvi a voz dela aqui no escritório algumas vezes, nem saí da minha
sala para não olhar aquela tentação que povoa a minha mente, sei que ela
vem aqui a pedido de Ronnie, ele mostra tudo a ela, e já ouvi ela algumas
vezes de conversa com Samuel, e não saio, pois a raiva que me invade toda
vez que ouço o riso dos dois seria capaz de fazer algo da qual eu vá me
arrepender.
Mas não consigo mudar essa minha falta de paciência e estresse, estavam
elevados demais esses dias, já não tenho uma boa reputação aqui no
escritório, agora as pessoas me veem e saem apressadas como se o demônio
estivesse chegando.
Olho o e-mail, era uma simples mensagem dizendo que queria marcar um
encontro urgente comigo, respondo que é só ela me ligar e mando meu
número pessoal a ela.
Não era o que eu queria, mas faria de tudo para Lua falar comigo, quero
ouvir a voz da minha filha, ela é tudo pra mim, não aguento mais essa
situação.
— Tio? — Ouço batidas na porta e aquela voz que não sai da minha cabeça.
— Posso entrar, tio?
— Entra. — Falo num tom de voz seco, ela entra e sou obrigado a conter
um gemido. Porra! Como pode ser tão gostosa? Ela usava um vestido
amarelo claro, era justo nos seios e descia levemente largo até metade de
suas coxas bem delineadas, não era para ser sexy, mas nela era e muito.
— Desculpa te incomodar, mas como ia subir pra ver meu pai, Sam me
pediu pra trazer isso a você. — Ela diz com uma pasta nas mãos.
ADAM SMITH
Agora eram íntimos a ponto de dar um apelido carinhoso a ele, não que seja
da minha conta isso, realmente não é.
São tantos porquês que essa garota gera na minha mente, que fico confuso,
ainda mais estressado e raivoso.
Olho para a figura à minha frente, ainda com a pasta nas mãos, seu sorriso
para mim era suave, um tanto provocativo, mas o que nela não me provoca?
Até sua respiração era uma provocação pra mim.
Tento ser o mais frio possível e ignorar tudo que se passa na minha mente.
Caroline coloca a pasta na minha mesa, volto minha atenção à tela do
computador, tentando não deixar transparecer o usando aquele perfume
levemente adocicado que exalava dela me deixava vulnerável a ponto de
querer segurá-la em meus braços, apenas para ficar sentindo esse cheiro
deliciosos.
Levanto meus olhos ao ver ela dar a volta ao redor da minha mesa, que aliás
preciso mandar restaurar, era uma mesa antiga de madeira boa, era do meu
avô, e foi passando de geração, agora está comigo, e nem tive tempo de
mandar fazer uma boa reforma, não que precisasse urgentemente, mas tinha
pequenos defeitos, ela para ao lado da minha cadeira, e se me virar, meu
rosto ficará à altura de seus lindos e chamativos seios.
— Perdão, foi falha minha, tio é melhor. — Sua voz é em tom divertido. —
Posso te pedir algo?
— Se estiver ao meu alcance, o que quer?
— Posso levar a Lua ao parque aquático hoje? — Ela pergunta, e essa ideia
me pareceu tão prazerosa em minha mente, que quase me fez sorrir, ao me
ver com as duas em um dia calmo num parque aquático, ainda mais que Lua
adora. — Sam vai sair mais cedo hoje e vai nos levar, podemos levar a Lua,
prometo ser cuidadosa com ela.
— Sim, nós três, a Eliz não vai poder ir, vai viajar a negócios, então será
apenas nós, vou cuidar da...
Caroline grita ao levar sua mão até minha mesa, e logo vejo sangue escorrer
de sua mão, não era muito, mas ela havia se cortado.
Me levanto rapidamente, pego sua mão e vejo que soltou uma farpa da
mesa e fincou em sua mão.
Faço um carinho em sua mão, e quando ela leva aqueles belos olhos cor de
jabuticaba na direção do meu, puxo a farpa que ela nem vê e mostro a ela.
— Viu? Nem sentiu, agora vem lavar a mão.
Levo Caroline até meu banheiro, não era muito grande, mas tinha o
necessário para que eu pudesse tomar banho e ir em alguma reunião urgente
ou viagem. Abro a torneira com água aquecida e coloco a mão dela debaixo
da água, lavo bem com sabão, depois coloco debaixo do secador, foi um ato
rápido, mas o silêncio entre nós não era algo simples, ela mesmo em
silêncio mexia com cada músculo do meu corpo, a proximidade era uma
doce tortura.
Levo sua mão até minha boca e beijo assim, como faço com Lua, ela sorri,
fazendo com que sinta um leve tremor correr por meu corpo.
— Obrigada, bem que poderia ter machucado minha boca. — Ela fala sem
desviar os olhos de mim. Pronto, agora estou olhando para seus lábios
tentadores e desejando eles. — Não precisa só olhar, pode beijar, Adam.
Por que o meu nome em sua boca soa tão deliciosamente sexy? Sem mais
pensar, me recuso fazer isso agora, eu quero beijá-la, não, eu preciso beijá-
la. E assim o faço, me inclino e colo meus lábios nos dela, sentindo a
maciez gostosa daquela boca perfeita, assim como o gosto do seu beijo era.
Envolvo meus braços por sua cintura colo meu corpo ao seu, não me
importo que ela sinta minha ereção, estou de pau duro desde que ela entrou
na minha sala, e agora não quero esconder, apenas quero sentir o alvo de
todo meu desejo em meus braços, continuar a me perder nesses beijos
incrivelmente gostosos.
Sou incapaz de impedir seu ato, quero sentir seu toque tanto quanto quero
levantar ela nessa pia e comer ela até sentir seu gozo escorrer por meu pau.
CAPÍTULO 6
ADAM SMITH
— Eu quero ver.
Caroline me olha com uma expressão sapeca e maliciosa, me fazendo soltar
um gemido, de tão sexy que ela ficava.
— Posso?
Caroline abre o botão da minha calça, abaixa o zíper e leva sua mão por
dentro da minha cueca, o contato de sua mão macia no meu pau me fez
soltar um gemido gutural, e tenho que me conter como nunca fiz na vida
para não gozar, sem ela ao menos ter me tocado direito.
Levo minhas mãos até seus seios, ela retira minhas mãos, com um sorriso
maravilhoso nos lábios.
— É minha vez de explorar aqui, sr. Smith, espere pacientemente sua vez.
Caroline retira meu pau para fora, e seus olhos pousam diretamente na
cabeça, e olha hipnotizada, seus dedos curiosos passam levemente por cima
do meu piercing, que nem é lá essas coisas, coloquei na época da
adolescência, rebelde, sem causa, desde então não tirei, apenas troco e
higienizo sempre.
— Aposto que já fez muitas mulheres felizes com isso. — Ela fala, alisando
as duas pequenas bolas metálicas que saiam de cada lado da cabeça meu
pau.
— Muito menos do que imagina, minha tentação. — Falo, mordendo os
lábios da forma como ela brincava com meu piercing.
— Acho que vai adicionar mais uma à essa lista. — Seu sorriso é pura
malícia, seus lábios buscam os meus.
Beijo sua boca, desta vez, mais vorazmente, demonstrando todo o desejo
que ela me fazia sentir, seguro sua cintura fina, acariciando firme, puxo ela
mais para a frente, encaixando meu pau entre suas pernas, sinto o tecido de
sua calcinha, e o calor que emana de sua virilha me entorpece ainda mais
pelo desejo.
Subo minhas mãos até seus seios deliciosos, circulo de leve a pontas dos
meus dedos nos bicos já rijos dela, são tão perfeitos apontando por cima do
vestido, pequenos e delineados, ela geme enquanto acaricio suavemente
suas delícias.
Abaixo a parte de cima do seu vestido, expondo seus seios pra mim, fico
vidrado olhando essas duas perfeições à minha frente.
Minhas mãos são levadas até seus seios como um imã, acaricio com uma
vontade que até me surpreendia, pareço um adolescente afobado ao ver seus
primeiros pares de seios à frente, acaricio com tanta urgência que me sinto
um lunático, ainda mais com ela tão receptiva, inclinando seu tronco, em
busca de mais.
— Meu computador apagou, não sei o que fazer, preciso fazer os pedidos
das peças do Boeing 777, aquele avião parado é só prejuízo, vou pedir pelo
seu computador, baitola!
Ronnie grita, Caroline está com os olhos fixos em mim, sua diversão com
meu desespero é nítida.
— Shiiu, garota, não sabe a encrenca que vai me meter se ele desconfiar. —
Falo bem baixo.
Caroline, pula da pia e se ajoelha no chão, fico olhando para ela sem
acreditar no que ela pretendia.
— Ahhh, porra...
Meu gemido sai alto quando sua boca envolve a cabeça do meu pau.
Caroline chupa meu pau divinamente. Caralho, que boca gostosa da porra!
Meu gemido sai alto de novo com ela mordendo e puxando a ponta do meu
piercing.
— O idiota não tá batendo uma aí, não né, porra? Vai arrumar uma mulher,
ou pague uma se não quiser relacionamento. — Ronnie diz, Caroline sorri
pra mim, quase engolindo meu pau. Porra, que boca é essa? Que maravilha
essa garota sabe fazer.
— Caralhooo...
— Caroline vai levar a Lua ao parque aquático e vai vir te pedir, ela e o
Samuel estão se dando bem, faço muito gosto, ele é um ótimo rapaz.
— Por favor, Ronnie, fique calado. — Peço, enquanto me delicio com essa
diaba tentadora.
— Que idiota, deixa ela ir. Espero que ela se dê bem com o Samuel, se ela
se apaixonar, quem sabe não se muda pra cá e fica comigo. Talvez, assim,
tenha a chance de Patrícia aparecer por aqui.
Não ouço mais o que Ronnie diz, estou totalmente hipnotizado, pela visão
mais perfeita do mundo, minha tentação, me fazendo ter o maior prazer do
mundo, meu coração está acelerado, meu pau muito bem tratado por uma
boca macia, úmida, deliciosamente saborosa, estou no meu limite, essa
menina me fará enlouquecer, estou me afundando, correndo o risco de
perder uma amizade de anos, um grande irmão para mim, mas que se foda,
nesse momento só consigo pensar nela.
ADAM SMITH
Caralho, como eu quero gemer! Com esse prazer absoluto que estou
sentindo nesse momento, só quero sentir os lábios de Carol envolverem
meu pau com tamanha precisão, era hipnotizante olhar para ela, que fazia
maravilhas com sua boca perfeita e os olhos fixos em mim.
— Carol... — minha voz saiu como um gemido, ela sorri, levando sua mão
até meu pau, puxo essa garota pra mim e beijo sua boca com avidez.
Estou cego de paixão, estou louco por querer a filha do meu amigo, e por
fim estou pouco me fodendo neste momento, só quero ela.
Sento Caroline na pia novamente, abro com certa brusquidão suas pernas,
nem reparo na sua calcinha, só sei que era branca, rasgo com um
movimento rápido, levo até meu nariz, sentindo o cheiro dessa delícia que
estava me levando à loucura total, guardo sua calcinha em meu bolso, me
ajoelho no chão e vou com minha boca provar o sabor que estava levando
minha mente à insanidade. E em nada me decepcionou, aliás, era muito
mais saboroso do que imaginei, por várias vezes, devo admitir que pensei
muito em como seria o gosto de Carol, e simplesmente é perfeito.
Muito melhor do que imaginei, e até fico envergonhado com o tanto que
pensei nisso, nela assim com as pernas totalmente abertas para mim.
Caroline geme bem alto, quando passo minha língua com a ponta do meu
piercing em seu clitóris, ela puxa meus cabelos, empurrando minha cabeça
mais fundo para entre suas pernas, me entrego de vez à essa delícia,
passando minha língua em todos os cantos da sua deliciosa intimidade.
— Não pare, Adam… — Ela geme, rebolando sua cintura no meu rosto.
Sorrio, mordiscando seu clitóris.
— Não vou parar, tentação, não até que tenha lambuzado meu rosto todo
com seu gozo. — Falo e volto a me deliciar com seu sabor único, que
realmente me deixou extasiado e tão excitado, sinto que vou gozar sem nem
ao menos ser tocado.
— Até que meu gosto não é assim tão ruim. — Ela fala, rindo, quando nos
soltamos.
— Seu gosto é perfeito, Caroline, delicioso. Ninguém nunca te beijou
depois de sentir seu delicioso gozo? — Pela primeira vez, vejo Caroline
tímida e seu rosto fica vermelho, ela fica linda assim.
— Isso me surpreende, já que você é tão decidida no que quer, uma delícia
de tentação.
— Eu sou mesmo, se quero algo, vou atrás, com meu ex foi assim, eu gostei
dele fui atrás e o pedi em namoro, mas não foi do jeito que imaginei, montei
um relacionamento na minha mente que não existia, o sexo não era lá essas
coisas, mas acreditava que estava apaixonada e que com o tempo ia
melhorar, mas o que aconteceu foi um belo par de chifres na minha testa. —
Ela conta.
A puxo para outro beijo, Carol se agarra a mim, me beijando com paixão.
— Mas não me importo com o passado, pois agora tenho um tio que vai me
fazer gozar muito com esses dois piercings.
Não contenho um gemido, Caroline olha para o chão e solta uma risada.
Limpo a sujeira que fiz e ajudo Carol a descer da pia, ela ajeita o vestido.
— Então, quer dizer que vai parar com essa história de sobrinha e vai deixar
rolar entre nós?
Ela pergunta, fico olhando para ela por um momento, isso é complicado
demais, não posso ceder, foi incrível, mas ela ainda é a filha do Ronnie, e
foi muito errado ser chupado pela filha dele, enquanto ele estava na minha
sala, não consigo ceder.
— Carol, eu acho que não vai rolar nada entre nós, não podemos.
— Carol...
— Sim, Carol...
Antes que termine minha fala, ela sai da minha sala, fico apenas olhando ela
sair. Que babaca que fui, acabei de ter a melhor gozada da minha vida,
apenas chupando alguém, e fui mesmo um idiota. Respiro fundo, é melhor
assim.
— Tio, me libera às três pra mim sair com a Caroline? — Samuel entra na
minha sala.
— Sai daqui! — Grito, o fazendo pular de susto. — Anda, Samuel, some
daqui!
CAROLINE MATHIAS
Assim que saí da sala de Adam, fui até a sala do meu pai, ainda estou
furiosa e frustrada, Adam era um covarde. Por que negar isso que estamos
sentindo? Não quero casamento, nem que ele saia gritando aos quatro
cantos que somos um casal, só quero saber e curtir essa sensação que temos
um com o outro.
Nunca senti isso por ninguém, e estou adorando a forma que meu corpo
reage a ele, o calor que sinto toda vez que estou perto dele me deixa tão
extasiada quanto confusa, só queria deixar rolar, mas pelo visto o covarde
não vai deixar acontecer.
Com Léo, meu ex, não era ruim, só não era esse vulcão com Adam, ele
tinha muitas restrições comigo, tinha nojo de muitas coisas, sempre
respeitei seus limites, o que não vem ao caso, não quero comparar ao
Adam, pois não tem comparação, o fogo que sinto com Adam é
inexplicável.
Mas aquele idiota está com medo do meu pai, entendo que são amigos
desde a era jurássica, mas eu nem ao menos sabia da existência do meu pai
uns meses atrás, o conheço pessoalmente a apenas uns dias, não tem
motivos para tanto drama.
— Ei, filha. — Meu pai me saúda feliz assim que entro em sua sala.
— Oi.
Cumprimento suavemente, ele sorri, me indicando a cadeira, venho aqui
todos os dias, ele está me ensinando tudo sobre a companhia aérea,
confesso que venho mais para ver e provocar Adam, mas gosto de como
funciona a tudo aqui, é fascinante e complexo, não ter que lidar apenas com
aviões como imaginei tem todo um processo, até colocar um avião no ar,
estar sempre atento ao tráfego aéreo, licenças e horários à risca, planilha de
voo, era bem interessante tudo.
— Meu computador apagou, não sei o que houve, o técnico está para vir.
Então, ao invés de te mostrar as funções aéreas hoje, vou te mostrar o
escritório, vamos fazer um tour.
“Ele não é o meu tio, ele não é Adam Smith, e só quero aquele quase
quarentão covarde.” Penso, sorrindo e conversando amenidades com meu
pai, quando dá o horário da reunião, ele me convida a vir junto. Assim que
entramos na sala, Adam já olha pra mim, ele está sentado na ponta da mesa,
com seu ar imponente.
Ele sabe se destacar naturalmente, também não é difícil para ele, com essa
altura toda, seu porte forte, mas não extremamente musculoso, seus belos
ternos e algumas tatuagens à mostra, sua expressão séria de quem vai matar
um a cada segundo era difícil não notar, até seu porte austero e com ar de
superior aos demais era um charme difícil de ignorar.
Meu pai me apresenta com orgulho, pela milésima vez aos funcionários.
Desde que comecei a vir aqui, ouço que ele é um chefe exigente, as pessoas
o respeitavam na mesma medida que tinham medo dele.
Por que está sendo tão idiota com Samuel? Se não me quer, por que fazer
isso com ele? Só pode estar com ciúmes, esse idiota me deixa confusa.
Adam, sem nada dizer, se inclina até mim e puxa meu vestido para baixo de
forma bruta.
— Mantenha essas pernas bem fechadas, está sem calcinha, tentação — ele
fala num sussurro quase inaudível ao meu ouvido. — Não mostre o que é
meu a ninguém.
— Seu? — Repito com ironia, abro as minhas pernas, e elas são fechadas
por Adam imediatamente, num movimento brusco, fazendo um barulho alto
ao se chocarem uma na outra, novamente chamando a atenção para nós.
Adam ajeita seu corpo em sua cadeira.
CAROLINE MATHIAS
— Você está muito ranzinza, tio, mais do que o normal. — Samuel fala.
— Acho que vocês que estão achando que estão na escola, aqui é uma
empresa séria, com horários e responsabilidades. Quer conversar? Que seja
fora daqui. — Adam diz, inabalável, olho para ele e depois para Samuel.
Samuel retira a mão de Adam entrelaçada nos meus cabelos, vejo Adam
cerrar os punhos.
— Vamos, Sam, acho que o tio precisa ficar sozinho. — Saio da sala, e
ouvimos o barulho de algo sendo chutado ou jogado longe, provavelmente
uma cadeira.
— Sim, vou pedir ao seu pai, pois quando tentei falar com Adam, ele
surtou, seu pai vai permitir, tenho certeza.
— Ok, vou ir falar com ele, vai me apresentar todo o escritório hoje. —
Falo e me despeço dele, sigo até a sala do meu pai.
O dia foi calmo, conheci o escritório, era imenso, o edifício todo era apenas
para eles, achei que fosse só a cobertura, mas cada andar é designado a uma
função, devia ser muito trabalhoso lidar com tudo isso. Mas, pelo que vejo,
Adam e meu pai tem uma boa sincronia em comandar tudo.
Entendo um pouco o receio do Adam, ele e meu pai são amigos, fundaram
essa companhia juntos, e sei que ele tem muito apreço por Ronnie, e se meu
pai rejeitar o fato de ele estar se envolvendo comigo, ele ficará muito mal.
Voltei para casa, estou me arrumando para receber Lua e ir para o parque
com ela, meu celular toca.
— Oi, filha, como está? — Minha mãe fala.
— Não força, mãe, você é gata, mas ainda é velha. — Provoco, e ela ri mais
alto.
— Na verdade, ainda sou sra. Dantas, seu pai nunca assinou os papéis do
divórcio e eu não insisti mais, então, no papel, ainda somos casados.
— Sério isso, mãe? Milhares de anos depois e ainda é casada com meu pai?
— Sou, ele quem não quis assinar, é um traidor babaca, rola murcha.
— Ele não é, pelo menos não com os outros, por isso quis tanto que o
conhecesse, ele teria sido um bom pai pra você, me sinto mal por ter
escondido você dele, espero que se entenda com ele. — Minha mãe diz.
— Isso é muito bom, Caroline, fico feliz, isso mesmo, saia e tenha uma vida
normal, minha filha, esqueça aquele merda que te traiu e tente viver o
máximo possível.
— Coroa? Ah, não, porra, Caroline, não está falando de Adam Smith, não
é?
— Como sabe?
— O único coroa que pode ter conhecido nesse curto tempo aí é o melhor
amigo do seu pai.
— Bom, é ele.
— Não, não, nem pense, é complicado demais, ele e Ronnie são amigos,
mais do que isso, são como irmãos. Desde que a família de Adam veio para
o Brasil, eles são amigos. Pare já, seja lá o que esteja rolando entre vocês.
— Não tem mais jeito, eu quero ele, e quando voltar para São Paulo, quero
ter lembranças boas.
Aquela babá nojenta da Lua sai e abre a porta bruscamente, puxando Lua
do carro com força excessiva.
— Ei, sua desgraçada, vai machucar ela! — Grito, e a mulher leva um susto
ao olhar para cima e me ver, Lua está com os olhos arregalados e bem
quietinha, eu já suspeitava que essa vadia maltratava Lua, e agora tenho
certeza. Jogo a escova de cabelo que está na minha mão na sua direção, ela
desvia antes que acerte.
— Vadia!
Desço as escadas que nem um furacão, quando chego até a entrada da casa,
ela já está no carro.
Ela se agarra a mim, fico quieta, aquela filha da puta está ameaçando a
menina, acho que é por isso que ela não fala com ninguém, preciso
investigar isso, e vou matar essa safada.
Mudo meu tom de voz, não era assunto para ser tratado com ela agora, hoje
vamos nos divertir.
— Simmmmmm!
Sinto mãos passarem por minha cintura, dou um pulo, não tenho essa
intimidade com Samuel. Quando me viro, Adam está parado, com um
sorriso nos lábios, Lua sorri ao ver ele.
— Oi, princesa do papai — ele faz carinho em Lua. — Oi, tentação. — Ele
se inclina e dá um beijo na minha boca.
Lua arregala os olhos, colocando as mãos na boca, surpresa pelo ato de seu
pai, mas com os olhos brilhando de alegria, tão fofa.
CAPÍTULO 7
CAROLINE MATHIAS
— O que faz aqui? — Pergunto, quando ele pega Lua dos meus braços, a
segurando com um braço, com o outro me puxa pela cintura, me fazendo
permanecer ao seu lado.
— Vim passar um dia agradável com minhas garotas. — Ele fala suave.
Nem parece o ser raivoso que vi de manhã no escritório, e ver ele com
roupas tão despojadas me faz sentir um calor ainda maior do que ele me faz
sentir normalmente.
— Sam... Sam... Sam o caramba. — Ele diz, ainda com sua careta, mas não
responde o que perguntei. — Vou comprar nossos tickets.
— Ei, não sou, eu falo isso pra minha mãe. — Falo, rindo.
— Sim.
Ele segura a outra mão de Lua, ela sorri, solta minha mão e aponta para os
escorregadores em forma de bichinhos aquáticos nas piscinas infantis.
— Você vai falar com o papai logo, não é? — Adam olha esperançoso para
ela, que não responde.
— Sim, tentação.
Adam entra na piscina, e dou risada, a água da na metade das canelas dele,
ele anda como se estivesse em uma poça d'água. Se posiciona na frente do
escorregador, um pouco afastado, para o atrito não ser direto, solto Lua, que
escorrega, rindo alto, cai na água perto de Adam, que já a levanta, ela o
empurra, jogando água nele, saindo nadando pela piscina, entro na água
também, jogo água nela, e ficamos os três nessa bobeira de se empurrar e
jogar água um no outro.
Adam era muito bom sendo pai, era nítido o quanto ele era louco pela Lua,
e ela por ele, não entendo por que ela se recusa a falar justamente com ele,
já que até com meu pai ela está falando, mas com ele está irredutível.
O dia foi incrível, acho que não poderia ter sido melhor, amei cada instante,
Adam tão relaxado, parecia ser outra pessoa.
— Não sou forte, Lua, mas carregaria vocês duas por quilômetros se
precisasse. — Adam diz com a voz embargada.
— Ela falou comigo... — Adam falou num sussurro quase inaudível pra
mim, sua alegria era linda de se ver.
— Vamo pa casa, Carol, dorme na cada da Lua pra eu mostra o meu quato.
— Agora, não precisa nem pedir, minha casa sempre estará aberta pra você,
tentação. — Ele diz rápido.
Seguimos até a casa de Adam, não era muito longe da do meu pai, era ainda
maior que a do meu pai, bem moderna, com a fachada em branco e cinza.
Assim que entramos, o caminho era de pedras claras levava à uma entrada
imponente e enorme.
Ao entrarmos, aquela babá maldita veio com a cara de cu que ela tinha,
tentou pegar Lua, já adormecida, dos braços de Adam, mas eu não deixei.
— Ok, senhor. — Ela diz e sai, Adam leva Lua, eu o sigo, ele entra no
quarto todo da cor lilás e cheio de fadas coladas na parede, bem a cara da
Lua o quarto. Ele a deitou, a cobriu e beijou a testa dela.
— Bom, acho que vou fingir que não vi o quarto dela, já que ela quer tanto
me mostrar. — Falo quando saímos do quarto. — Como ela dormiu, eu vou
embora...
Me calei quando Adam me puxou para si, colando nossos corpos, ele me
beija vorazmente.
— Você não vai pra lugar nenhum, vai dormir aqui, e no meu quarto, minha
tentação. — Ele diz de forma possessiva e com os lábios colados aos meus.
CAROLINE MATHIAS
— Isso é sério? Não vai surtar depois e me jogar pra fora da cama, não né?
— Pergunto desconfiada, Adam sorri para mim, lambe o contorno da minha
boca, depois afunda essa língua gostosa na minha boca, buscando pela
minha com avidez.
Adam me leva ainda em seus braços até o final do extenso corredor, abre a
última porta e entra comigo, me deitando na cama.
— Você vai sentir meu piercing em lugares que nunca imaginou ser
possível sentir prazer...
Ele traçou o contorno de toda a minha intimidade com seus dedos, passando
suavemente por minha pele, espalhando fogo por onde passava, sem nada
dizer, ele se inclina e abocanha minha carne úmida com avidez.
— Ahhh, Adam... — gemi, já alucinada com a boca gostosa que ele tem.
Adam leva suas mãos até minha bunda, segurando cada nádega minha com
uma mão, apertando e pressionando contra seu rosto, sua língua passava por
meu clitóris de forma avassaladora, esse piercing era o prelúdio do prazer.
Porra, ele sabia usar isso muito bem.
Ele levanta seu corpo, ficando de joelhos perto de mim, passa minhas
pernas de cada lado do seu corpo, deixando-as bem abertas.
Seus olhos se encontram com os meus, ele leva sua mão até meu clitóris,
brinca suavemente com ele, me contorço de prazer.
— Abra seus olhos, tentação, quero te ver gozar nos meus dedos, me
olhando nos olhos, quero ver seu lindo rosto se contraindo de prazer,
enquanto essa boceta deliciosa mela meus dedos com seu gozo… — Ele
diz, continuando a doce e deliciosa tortura, seus dedos eram hábeis,
incrivelmente hábeis, inclino meu corpo, desesperada, para que ele
aprofunde os dedos em meu interior, ele sorri malicioso. — Essa delícia
gulosa está quase que implorando por meus dedos. Me diz, Caroline...
Ele estoca levemente a ponta dos seus dedos de novo, minha carne se
contrai, tentando sugar deu dedos até o fundo, Adam geme.
— Que gulosa…
Ele leva sua outra mão até seu pau, o tirando para fora, e tenho a visão de
seu pau enorme, grosso, com as veias expostas e pulsando, era um belo pau
que ele tinha para exibir, não nego, e aquele piercing… ahhh, esse piercing
era um charme, tentador.
— Me diz...
— Te dizer... o quê?
Meus gemidos eram altos, nem sei se o quarto é a prova de ruídos, mas não
consigo conter os gemidos.
— Ahhhhh... sim, eu quero. Quero que me foda com seus dedos, Adam...
— gemo, já totalmente envolvida por ele e sem raciocínios.
Adam segurava seu pau, começa a movimentar sua mão, num movimento
de vai e vem, bem lento.
— Gostosa...
— Isso, minha tentação, suga meus dedos com essa boceta gostosa.
Ele fala, meu corpo se inclina para ele no mesmo ritmo que seus dedos me
invadem, estou completamente perdida num prazer absoluto.
— Sim, amor, estou aqui, solta todo esse mel nos meus dedos, goze pra
mim.
ADAM SMITH
Caroline ficava ainda mais linda gozando, seu rosto se iluminava, enquanto
seu líquido escorria pelos meus dedos.
Ahhh, porra...
Vê-la gozar era com certeza a visão do paraíso e eu quero ter a visão deste
paraíso todos os dias, a pressão das paredes macias de Caroline em meus
dedos era surreal, não vejo a hora de meu pau sentir essa pressão, vai ser
delicioso.
— Minha tentação lambuzou toda minha mão. Veja que delícia seu líquido
em meus dedos.
Retiro meus dedos de seu interior delicioso, mostro meus dedos ensopados
a ela, que sorri, ainda ofegante pelo recém orgasmo, levo meus dedos até
minha boca, lambendo seu delicioso sabor, provando do meu mais novo
vício: o gozo de Caroline. Me inclino e bebo todo o líquido restante em sua
delícia, Caroline geme ao meu contato, me mostrando que já está pronta
para o próximo de muitos orgasmos que lhe farei ter.
Retiro sua blusinha e o sutiã, ao ver aqueles seios lindos, chego a quase
salivar de vontade, puxo ela mais para baixo e vou de encontro suas
delícias, lambo devagar o bico durinho, tão saboroso quanto sua boceta,
difícil decidir qual é o melhor. Saboreio cada seio da minha tentação, levo
minha mão até sua bela boceta, que sinto estar bem molhada novamente.
Que delícia a forma como meus dedos deslizam facilmente por ela. A forma
como ela se inclina para mim pedindo por mais do meu toque, quase me faz
perder o juízo e fode-la com toda a ânsia que sinto.
Mas nada de pressa para hoje, quero focar apenas no prazer dela por essa
noite, mostrar que o ato de transar tem que ser prazeroso, não apenas por
uma obrigação do casal de namorados, como creio que foi seu último
relacionamento, ambos têm que sentir prazer.
Volto a me deliciar com seu seio, enquanto deslizo meus dedos para dentro
do meu alvo de desejo.
— Adammm...
Seu corpo treme com a invasão de meus dedos em sua carne. Adoro como
ela geme meu nome com tanto prazer. Antes que ela goze novamente, a viro
de bruços, admirando sua bunda empinada, aperto com força, Caroline é
linda demais.
— Ahhh, Adam, porra… — Ela geme alto, empurrando o quadril mais para
meu rosto, movimento meus dedos e minha língua quase na mesma
sincronia, ouvindo os gemidos alucinados da minha tentação deliciosa.
Quando seu líquido escorre para mim novamente, trato de sugar tudo para
minha boca, como um néctar descendo por minha garganta.
Me levando a dar outro tapa, ainda mais sendo incentivado pelos sons de
prazer que escapam da garganta de Caroline.
Caroline vai com seu corpo mais para a frente, vira de frente pra mim, fica
de joelhos na cama e vem até mim. Me empurra, me fazendo deitar de
costas na cama.
— Não precisa nem me tocar, do jeito que está, é capaz de me fazer gozar,
minha gostosa...
Gemo alto quando ela leva sua mão até meu pau, segurando firme e
delicadamente ao mesmo tempo, sua mão quase não fecha no meu pau, e
era tão macia, que fecho meus olhos para não gozar.
Ela inicia seus movimentos de vai e vem, com lentidão, traz sua boca até
meu pescoço, beijando e lambendo.
Ela me masturba agora com mais rapidez e sorri maliciosamente para mim.
— Parece que não sou a única que não foi tocada intimamente.
— Um pensamento bobo, mas uma coisa você tem que colocar na sua
cabeça.
— O que, tentação?
Sorrio com a autoridade da minha tentação, ele desce, lambendo meu tórax,
se demorando em meus mamilos, isso era realmente prazeroso, não me
lembro de ter sido tocado assim antes. Estou sentindo um prazer sem igual
como essa tentação perfeita.
Ela desce seus beijos por minha barriga, quando chega próxima ao meu
pau, sorri.
— É um belo pau que temos aqui, deve ser uma delícia também.
Caroline vai de encontro ao meu pau, o abocanhando com vontade, ela nem
estranha o piercing, geralmente estranham a primeira vez, mas essa pequena
diaba estava adorando, passando sua língua por ele e puxando levemente
com os dentes.
Não aguento mais, involuntariamente gozo em sua boca, a fazendo
engasgar, mesmo assim, ela não tirou da boca, continuou chupando.
Me levanto e puxo ela pra mim, de joelhos, na cama, a pego no colo e enfio
meu pau, ainda duro feito pedra, de uma vez, sentindo meu pau abrir sua
carne apertada.
CAROLINE MATHIAS
Ele falava e estocava cada vez mais forte e sem dó, esse piercing com essas
duas pontas saindo das laterais de sua glande inchada passavam por minha
carne, rasgando deliciosamente meu as laterais da minha boceta e batendo
fundo no meu útero. Que pau grande e gostoso dos infernos!
Gemo feito uma cadela no cio, não tem como, era bom demais. Adam levou
sua boca até meu seio, sugando enquanto metia forte e viril em mim.
Adam me vira, levantando meus quadris de forma que fico de quatro, toda
exposta para ele, ele enrola meus cabelos em seu antebraço e fecha um
monte perto da minha cabeça, com a outra mão, posiciona seu pau na minha
entrada e enfia seu pau, com toda força, só não fui para a frente pois ele me
prendia pelos cabelos.
Ele segura firmemente minha cintura com sua mão livre, bombando seu pau
em mim, e fazendo com que fique na mesma posição, o choque do seu
quadril na minha bunda era quase um ato delicioso de violência, era
dolorosamente gostoso.
— É assim que gosta? Do meu pau fodendo com força sua boceta molhada?
— Ele pergunta, mas eu não respondo, então ele puxa meu cabelo e dá um
tapa na minha bunda. — Me responde, sua gostosa...
— Ahhhhhh...
Apenas gemo alto, Adam fode mais rápido novamente, puxa meu cabelo,
me fazendo levantar e colar minhas costas em seu peito. Passa um braço
pela minha cintura e me vira. Solta meu cabelo, levanta uma perna minha,
puxando-a para trás. Enroscando-a em sua cintura me sacudindo cada vez
mais forte.
Ele leva sua mão até meu clitóris, dedilhando sem parar suas investidas
contra meu sexo, nem por um segundo.
Sinto que vou ser quebrada ao meio, mas não quero parar nunca, quero
mais, quero Adam me fodendo muito mais.
Algum tempo depois, sinto seu líquido quente escorrer para dentro de mim,
de uma forma deliciosa, ele geme alto, sinto o tremor de corpo colado ao
meu. Ele ainda fica metendo em mim após ter gozado.
— Não me chame de tio enquanto está sendo arregaçada por meu pau na
minha cama. — Ele fala, com os olhos escuros me olhando como se eu
fosse a criatura mais gostosa do mundo, me deixando feliz e com medo ao
mesmo tempo.
— Vou calar essa sua boquinha com minha porra, vou te foder a noite toda e
gozar apenas nessa boquinha atrevida. — Ele fala, puxando minha cabeça
num vai e vem delicioso em seu pau, sinto seu piercing bater na minha
garganta. Seu pau está duro feito rocha, e ele já gozou duas vezes. — Ahhh,
que boca macia, engole meu pau, sua atrevida gostosa.
Ele bomba seu pau até além da minha garganta, ameaço engasgar, e ele
sorri.
— Vai se acostumar, amor, meu pau vai atravessar tanto sua garganta que
nem vai conseguir falar amanhã...
Ele sorri como se estivesse convicto disso, eu olho para ele, vou com a
cabeça na direção do seu pau, abocanhando o máximo que posso,
demonstrando que não estou me sentindo nenhum pouco ameaçada com
suas palavras. Aliás, estou é mais excitada.
Adam me puxa, me levantando de ponta cabeça, leva minha boceta até seu
rosto, fico com as pernas abertas no ar, enquanto ele enfia a língua na minha
boceta com vontade. Eu seguro seu pau, e enfio na boca do jeito que
consigo nessa posição louca.
Adam passa seu piercing por toda a minha boceta, até em meu ânus, como
se fosse tudo uma delícia.
— Olha só sua bucetinha escorrendo todo esse mel para mim. — Ele fala,
lambendo o líquido de outro orgasmo que me invade, já estou até ficando
mole de tanto gozar.
— Ahh, tentação, sua boceta é tão deliciosa que tenho certeza que nunca
mais vou querer outra...
Adam puxou minha cintura com brusquidão, fazendo quase com que suas
bolas entrassem em mim, grito pela dor e o prazer, distribuídos na mesma
medida.
— Não me chama de tio com meu pau socado na sua boceta, porra. — Ele
fala seriamente, e eu sorrio, me abrindo mais para ele.
— Me fode, Adam...
Quase imploro recebendo suas estocadas, Adam sorri e bomba com mais
rapidez.
ADAM SMITH
Acordo com as batidas familiares na porta do meu quarto, me espreguiço e
olho para a linda garota ao meu lado, Caroline dormia serenamente, me
inclino encostando o nariz em seu pescoço e sentindo seu delicioso cheiro.
Dou um beijo nela, vou até o closet, visto um pijama, vou até a porta e abro,
e Lua sorri para mim, me estendendo uma xícara de café, ela sempre faz
isso aos finais de semana.
— Bom dia, minha princesa. — Falo, mais feliz do que o normal, devido à
noite maravilhosa que tive. — Obrigado.
Agradeço pelo café e tomo um gole, tão satisfeito que meu peito parecia
explodir de alegria.
Viro para o lado e mostro Caroline, que ainda dormia, Lua ri, batendo
palmas, feliz, abraço ela.
— Desce, que vou acordar essa dorminhoca e vamos tomar café juntos, tá
bom?
— Tá bom, papai... — ela diz, inundando meu coração de alegria, logo ela
coloca as mãos na boca ao notar que falou, ela me olha assustada e sai
correndo.
Isso está me deixando louco. Por que ela não fala comigo? Tudo que quero
é que minha pequena fale comigo.
Coloco a xícara num aparador perto da porta, vou até a cama e deito ao lado
de Caroline, essa danada me fez perder uns dez quilos ontem de tanto que
me fez suar. Essa gostosa me enlouqueceu a noite toda, acho que nunca tive
uma noite tão intensa e gostosa em toda minha vida.
— Como vou expulsar alguém que me fez ter uma noite incrível de prazer?
A melhor de todas, com toda certeza.
— Hmm, eu duvido muito, mas gosto de ouvir isso, infla meu ego.
Sorrio para essa gostosa e puxo ela, encaixando meu pau na sua entrada.
— Não vou me apaixonar, tentação, não se preocupe com isso, mas vou te
foder até o dia em que você for embora.
CAROLINE MATHIAS
Saio do banheiro com uma camiseta e um shorts do Adam, tive que amarrar
bem na cintura, tomei um banho, e como estou só com as roupas que usei
ontem e sujas, ele me emprestou as deles. Ele ri ao me ver.
— Está linda, fica linda com qualquer coisa. Nua fica muito melhor, devo
admitir.
— Seu pai vai mandar algumas roupas pra você pelo motorista, disse a ele
que Lua pediu para você dormir com ela e que dormiram juntas no quarto
dela. — Dou risada.
— Isso me parece errado. Por que não disse a ele que passou a noite toda
com o pau enterrado dentro da filha dele? — Provoco Adam, ele ri.
— Não é medo, tentação, é receio. Seu pai é muito importante pra mim,
desde que nos conhecemos, sem a ajuda dele, teria surtado para criar Lua
sozinho, ele me ajudou muito.
Quando chegamos à sala de estar, Lua veio correndo até nós, olhei para
aquela babá nojenta.
— Pode tirar o final de semana de folga, vamos ficar o tempo todo com a
Lua esse final de semana. — Adam fala para a mulher que nem o responde,
sai da sala com a cara de cu que ela tem.
Preciso conversar com Lua, preciso que ela me diga se essa babá a maltrata,
apesar de eu ter certeza.
— Poderia apenas dar um banho nela e colocar uma roupa de calor antes de
ir? — Adam diz, a mulher se vira, como se tivesse sido atingida por uma
praga. Como Adam aguenta as caras de cu que ela faz? Eu quero voar no
pescoço dela.
— Ela é competente, tem boas qualificações, mas confesso que não gosto
dela.
— Claro, tentação.
— Você é tão inútil que seu pai nem faz nada por você, nem um banho te
dá. Quem gosta de você, garota chata?
Ela puxa a camiseta de Lua e a menina cai, não aguento e vou para cima
dessa vadia, enchendo a cara dela de porrada.
Bato nela incessantemente, até que sinto braços me segurarem pela cintura,
sou levantada no ar, me viro e vejo Adam me segurando.
— O quê? — Adam olha para a mulher, que fica pálida no mesmo instante.
— Não foi nada disso... senhor... essa mulher me agrediu por nada.
A mulher olha para Lua, que assiste isso tudo com os olhos arregalados.
— Não foi, Lua? Não foi ela quem me bateu por nada? — Ela olha
ameaçadoramente para Lua. Vou até ela, lhe desferindo alguns socos, Adam
me segura novamente.
Ele me solta e vai até Lua, a menina ainda nos olha assustada.
Ele abraça Lua, fico indecisa entre ficar ou correr atrás da vadia e socar ela
mais.
— Eu devia ter percebido, eu devia ter ouvido meus instintos, nunca fui
com a cara dessa mulher. Me perdoa?
Adam chorava abraçado à Lua, vou até eles, dou um abraço nos dois, Adam
passa um braço por minha cintura e abraça eu e Lua juntas.
— Ela era muito, muito, malvada com a Lua, papai. — Lua diz, fazendo
Adam chorar ainda mais.
Adam coloca Lua no meu colo, seguro a menina, quando vai sair, seguro
seu braço.
Procuro pela safada por todo canto, isso não era uma casa, era um castelo.
Pra que tão grande? Resolvi parar antes que eu me perca, essa safada
merece apanhar muito mais.
ADAM SMITH
Desço correndo com Lua nos braços, com meu coração acelerado, eu
preciso matar essa mulher. Como ousa maltratar a minha filha? Assim que
chego no andar debaixo, Caroline aparece ofegante.
Minha voz falhava ao pensar nisso, meu coração até para de bater por
alguns instantes.
— Estava falando coisas horríveis pra ela e quase a machucou quando tirou
a camiseta dela.
Não quero me alterar perto da Lua, fico imaginando o que essa vadia fez
com minha filha, não sou adepto a câmeras dentro de casa, tenho total
confiança nos funcionários, todos são antigos e só essa vadia era nova,
sempre prezei pela confiança e pela privacidade, só tem câmeras ao redor
da propriedade por fora, mas agora vou mudar isso, definitivamente vou.
— Como assim?
— Quando me viu batendo na piranha, e falei o que ela fez, você não
duvidou, poderia ter duvidado de mim, já que ela trabalha aqui há mais
tempo do que nos conhecemos.
Seguro a cintura de Carol e a ouço pra mim, abraço ela e Lua, me sinto tão
bem com as duas em meus braços, e quase um sentimento de que sempre
fomos uma família, de que somos perfeitos juntos.
— Por que duvidaria? Você sempre foi incrível com a Lua, e essa mulher
nunca me desceu. — Falo, Caroline encosta a cabeça no meu peito e Lua
faz um carinho no rosto dela.
Lua abraça Carol, e pelo sorriso que Carol me lançou ela está adorando
ouvir as batidas descompassadas do meu coração. Merda! Não posso ter
sentimentos por Caroline. Não, definitivamente não.
— Também te amo, Lua. — Ela diz, beijando as bochechas dela. — Vem,
vou te dar banho pra gente tomar café.
— Faz uma programação bem bacana pra nós hoje, quase quarentão, e
lembre-se: não se apaixone. Sei que sou irresistível, mas não se apegue a
mim.
Olho um pouco para Caroline, era uma coisa bem difícil de se fazer, mas ela
tem razão, nosso romance é apenas carnal e escondido, não pode passar
disso.
Ela sobe com Lua, vou direto reunir meus funcionários, preciso saber
exatamente se alguns deles sabiam que aquela mulher maltratava a minha
filha, vou demitir todos que eu souber que alguém já presenciou, ouviu ou
desconfiou de algo e não me falou.
— Simmm. — Ela fala empolgada, essa energia infantil sem fim me inveja,
fico com preguiça só de respirar fundo.
— O papai num sabe pentia o cabelo da Lua, ele puxa muitão. — Ela diz,
rindo. — É porque ele não cosegue segura, ele é muito fortão.
— Seu pai te ama, tenho certeza que um dia ele aprende. — Falo, rindo. —
Lua, por que você não fala com ele?
— É por causa daquela babá? Ela não vai mais te fazer mal, não vou deixar.
Viu como sou forte também? Eu bati nela. — Lua cai na gargalhada.
— O tio Onnie é amigo do papai, a tia Eliz é amiga do papai, e o papai tem
um montão de amiguinhos.
— Só que ele não beja nenhum amiguinho na boca, que nem faiz com voxê.
Fico em silêncio por alguns instantes. Quantos anos essa criança tem para
reparar essas coisas?
— Tá, estamos meio que namorando, mas não pode contar a ninguém.
Promete? É segredo.
— Tá bom, a Lua não conta, que bom que voxê vai ser a minha mamãe.
Ah, meu Deus, não, isso não, ela não pode se apegar a mim, ninguém pode.
Mas como não me emocionar e querer mais disso? Ah, merda, isso é errado,
devia me afastar deles, mas não consigo.
Adam senta no chão entre nós, deita sua cabeça em meu colo e pega a
minha mão e a de Lua, levando até seu rosto.
— Namoladinhos.
— É uma ecaaa mesmo, será eca pra você até quando tiver trinta anos.
— Então, meu beijo é uma eca? — Falo, olhando para ele, que me puxa, me
fazendo deitar no chão.
— Nunca.
Lua pula e se deita no chão entre nós, segura minha mão e a de Adam.
— Caroline!
— Caroline nada, sua filha gosta de mim, tem que se casar comigo. Anda,
liga para um padre agora. — Falo, rindo, Adam se levanta.
— Não foge, não, vamos casar. — Adam sai correndo. — Vamos, Lua, pega
ele, não deixe ele fugir, ele vai casar comigo hoje.
Lua ri, e saímos correndo atrás de Adam, que já estava no andar debaixo,
também com essas pernas compridas, um passo dele são dez do meu.
Procuramos ele por todo lugar e não o encontramos.
— Está vendo, Lua? Homens são assim, é só falar em casamento que eles
somem. — Falo, e nós duas gritamos quando Adam surge de trás da imensa
cortina, fazendo cócegas em mim e em Lua.
O dia transcorreu perfeito, brincamos o dia todo com Lua, fomos à piscina,
Adam inventou de fazer um churrasco, no qual ele queimou tudo, e tivemos
que pedir comida, já que ele dispensou quase todos os funcionários para
ficarmos a sós.
Após a janta, que ele também teve que comprar, Lua quis que eu a
colocasse para dormir, ela escovou os dentes, e a coloquei na cama.
— Carol, mora aqui com a Lua e o papai, po favor? — Ela pede, meu
coração se enche de amor, ela é tão fofa.
— Com certeza. — Falo, tentando não chorar. Que sensação é essa em meu
peito? Merda. Por que estou tão sentimental?
Pego um livro e leio uma história para ela, que logo dorme. Quando saio do
quarto, levo um susto com Adam parado na lateral da parede perto da porta.
— Desculpa, eu quem sempre coloco ela pra dormir, me sinto traído, não
resisti em espiar.
Dou risada e abraço ele pela cintura, ele beija a ponta do meu nariz.
— Ronnie pediu para ligar pra ele. — Adam fala com uma careta. —
Devemos maneirar nos carinhos perto de Lua, ela pode falar algo.
— Lua não é uma criança comum. Além de esperta, ficou sem falar por
meses, confio nela.
— Não.
— Porra, temos que comprar a pílula do dia seguinte, vamos usar camisinha
hoje. — Ele fala, eu dou um beijo cheio de paixão nele.
Pulei dos braços dele, levei minha mão até seu pau, que já estava duro, ele
gemeu.
— Vem, que quero seu piercing dentro de mim a noite toda de novo.
ADAM SMITH
Acordo com Caroline em meus braços, essa sensação é tão boa, é como se
ela estivesse sempre aqui, como se esse fosse seu lugar, em meus braços.
Ela dormia com o rosto apoiado em meu peito e suas pernas enrascadas nas
minhas, quando imagens das duas noites de sexo incríveis com ela me
invadem a mente, meu pau que já está com a típica ereção matinal, chega a
pulsar.
Ouço batidas fortes na porta, levo um susto, não são as batidas de Lua.
— Ei, baitola, acorda. Quer fazer o favor de devolver a minha filha? Ela
está no quarto da Lua?
Fico sem reação ao ouvir a voz de Ronnie, Caroline acorda com as batidas
fortes na porta.
— O que é isso?
Ela se assusta, coloco a mão na boca dela, que me olha sem entender.
— Quem mandou sequestrar a minha filha? Ela tem que ficar na minha
casa, não na sua.
— Vou tomar um café. A Eliz e o noivo estão aqui também. — Ronnie diz,
e ouço passos dele saindo, me levanto, Caroline se levanta também, e visão
de seu corpo gostoso nu faz meu pau ficar ainda mais duro, ela vem até
mim.
— Acho que meu café da manhã será você, quase quarentão. — Ela segura
meu pau.
Ela se vira de costas para mim, não resisto e me inclino, enfiando meu pau
nessa delícia.
— Não se preocupe, Adam, sei que é careta, vamos fazer posições fáceis
por enquanto, daqui um tempo fazemos as difíceis.
Ela começa a gemer alto, seguro seus pulsos com uma mão, com a outra
tampo a sua boca.
— Quietinha, não que eu resista com meu pau nessa boceta gostosa, então
tome seu pau em silêncio. — Falo, metendo forte nela. É sempre tão
gostoso que me perco e quem acaba gemendo alto sou eu, essa buceta
apertada me alucina por completo.
Quando ela se desmancha em meus braços, sinto seu líquido escorrer por
meu pau, não demoro muito e já estou enchendo sua boceta de porra.
Caralho, essa tentação ainda vai acabar comigo.
— Caramba, quase quarentão, dois dias transando e ainda tem tanta porra
no seu corpo.
— Tenho muito mais, tentação, porra pra alimentar essa linda boceta, te
garanto que não vai faltar.
Ela ri, passando os dedos por meu piercing, me olha com essa carinha linda
de safada que ela tem.
— Vou cobrar.
Ela vai até a cama, se enrola em um lençol e vai até meu closet, onde falei
para ela deixar as roupas que o motorista trouxe.
— Não precisa pedir, enquanto estiver aqui, tem total acesso a casa.
Me sinto um bobo por ter pensamentos tão românticos com ela, eu a quero,
a quero aqui comigo e Lua, somos tão perfeitos juntos, que chego a ficar
pasmo. Como ela se encaixa na minha vida, como se sempre estivesse
estado nela.
Assim que me troco, desço e vejo minha casa tomada por Eliz, seu noivo,
Ronnie, meu irmão mais velho e Samuel, torço o nariz ao vê-lo.
— Até que enfim. Achei que tinha morrido de tanto se masturbar no quarto.
— Ronnie diz, e todos riem. — Eliz, esqueça o que eu disse. Você não tem
que ouvir isso.
Eliz ri alto, pega uma xícara com café e leva até sua boca.
— Não saio com um monte de mulheres, e Carol é nova, ainda tenho tempo
de fazê-la virar freira.
Me viro ao ouvir a voz divertida de Caroline, ela está com Lua nos braços,
ela sorri pra mim. Mas que caralho essa menina está fazendo comigo, que
um simples sorriso faz meu coração acelerar?
— Olha a sumida aí, resolveu trocar de pai? — Eliz diz, e olho para ela.
— Não tenho idade para ser pai dela, nem estou tão acabado assim. — Falo,
e Carol ri.
— Idade você tem, sim, é só quatro anos mais novo que eu. — Ronnie fala.
Puxo uma cadeira para ela sentar, Caroline senta e senta Lua na cadeira ao
seu lado.
— Desculpa não ter ido ao nosso passeio. Meu tio me fez trabalhar até tarde
aquele dia, me deu tanto serviço que quase tive que dormir no escritório.
CAROLINE MATHIAS
— Falando palavrão na frente da Lua, tio? Que feio. — Falo, e Adam cerra
seus olhos para mim.
— Ela falou, falou diretamente com você, Adam. — Meu pai diz,
alegremente.
— Até que enfim, pestinha, resolveu falar com seu pai. — Eliz diz.
— Devo isso à Carol, ela foi uma ótima influência para Lua. — Adam fala,
com seu rosto voltando a sua cor natural, ele estava vermelho feito um
pimentão.
— Sabia que sua vinda para nossa família seria maravilhosa, minha filha.
— Ronnie diz, me olhando com orgulho estampado no rosto, assim fica
difícil não gostar dele, mesmo sendo um traidor com minha mãe, ele era
mesmo incrível comigo.
Samuel pega a minha mão, e antes que ele levasse a sua boca para beijar.
Adam já puxa como se fosse meu dono. Novamente, somos alvos de
atenção.
— Não tem nada sujo aqui, não, tio. — Falo, retirando a minha mão da
dele, que estreita os olhos para mim.
— Não se preocupe, que beijos pra você, da minha, parte não vão faltar,
basta você querer. — Samuel é cheio de charme.
— Vai pra casa hoje, né, Carol? Você está aqui pra passar um tempo
comigo, e não com esse ranzinza do Adam. — Meu pai diz, rindo.
— Ela é minha filha, quer roubar ela de mim? — Meu pai brinca.
— Está vendo isso, Adam? Perdi minha filha e você ganhou duas. — Meu
pai ri, e Adam até se engasga com o café.
Acabo rindo, Eliz me olha com a sobrancelha arqueada, olhando para mim
e Adam.
— Vai ferir o ego desse idoso que se acha jovem, Carol, se o chamar assim.
— Meu pai diz, rindo.
— Mãe não, Lua, não mesmo, não, isso não, nem pensar, nunca, credo, não.
— Meu pai fala rápido, Adam olha para ele e vejo seu olhar um tanto
exasperado com as caretas do meu pai.
— Oi, mãe. — Falo, sorrindo, meu pai me olha com tanto interesse que
quase dou o celular para ele falar com minha mãe.
— E aí, maluca, dando muito? — Minha mãe fala, e tento conter o riso,
pois acho que todos ouviram, minha mãe fala alto e meu celular também
não ajuda no volume. — Como está o rola murcha do seu pai?
A risada na mesa foi geral, meu pai fica vermelho no mesmo instante.
— Pode ficar, poderia colocar no viva-voz? — Meu pai diz, fico hesitante.
Não sei se vai ocorrer uma briga, mas como gosto de um caos, resolvo
colocar. — Oi, Patrícia.
— Ahh, Ronnie, está aí? — Minha mãe fala com voz de nojo.
Pego ela nos braços e vou para fora rapidamente, levo ela ao parque que
tem em frente à sala principal. Eliz logo surge, me sento em um banco.
— Está trepando com ele, né? — Eliz logo diz, se sentando ao meu lado.
— Com certeza, menos pra aquele bando de homens burros. O papai não
vai gostar disso.
— É só sexo, não vamos namorar nem casar. Ronnie não precisa saber.
— Meu Deus, como conseguiu? Já tentei dar em cima dele algumas vezes, e
ele me recusou veementemente. Não leve para o lado pessoal, no caso,
estava de olho na parte dele na empresa.
— Você é das minhas, achei que ia mirar no sobrinho e logo foi no tio, dono
da porra toda.
— Sua mãe parece ser mais maluca que você. — Ela ri, mudando o assunto.
— E ela é.
— Teve a quem puxar. — Ela ri. — Amanhã vou provar alguns vestidos de
noiva. Gostaria de ir comigo?
— Vou adorar, pode ser depois da aula da Lua, ela vai adorar te ver vestida
de noiva.
— Claro, já ia pedir pro Adam deixar eu a levar, ela vai levar as alianças,
mas já que está dando pra ele, tenho certeza que até o cartão Black dele ele
vai te dar. — Dou risada dessa minha nova irmã maluca.
CAPÍTULO 10
ADAM SMITH
Chego ao escritório com uma leveza que há tempos não sentia, meu humor
estava ótimo, não posso negar que isso se deve a tentação em forma de
gente, Caroline Mathias, aquele fogo em forma de mulher.
A sintonia que tenho com Caroline é surreal, mas tenho que manter minha
mente no lugar e focar que apenas estamos num relacionamento sexual,
nada de sentimentalismo, apenas estamos curtindo o desejo, e quando isso
cessar, seremos apenas amigos.
Agora eu fico imaginando se meu desejo por ela um dia irá cessar, pois só
de pensar nela, meu corpo se arrepia, eu a quero e parece que nunca estarei
satisfeito, sempre vou querer ela, e isso me assusta.
Ela deixou bem claro que apenas quer se divertir, nunca vi ninguém com
essa atitude tão firme, e não quero ser eu o bobo a me apaixonar, vou me
manter firme, apenas com esse conceito de que só estamos "curtindo".
— Preciso falar com você. — Ronnie entra na minha sala, ainda não me
sinto confortável perto dele, é estranho eu estar me envolvendo sexualmente
com a filha dele escondido, isso me faz ser um péssimo amigo, e Ronnie
sempre foi o melhor pra mim.
— Tenho muito trabalho hoje...
— É rápido. E desde quando você usa desculpa de trabalho pra não falar
comigo°
— Realidade o caramba, sabe que também sou dono da empresa, sei o tanto
de trabalho que temos. — Ele me olha com a sobrancelha arqueada.
— Caroline me disse que ela estava doente, sabe, fiquei preocupado com
isso.
— Não sei, não quis perguntar à Caroline, ser intrometido, mas você
poderia me ajudar.
— Eu? — Olho para ele, sem entender o que ele quer dizer com isso.
— Sim, você quem lida com os serviços de Samuel, poderia dar menos
serviço a ele, deixar ele sair mais cedo, passear com Carol, eles parecem se
dar bem, e poderia deixar Lua mais com ela, os três gostam de ficar juntos.
— Quer usar minha filha pra arrumar um namorado pra sua filha?
A palavra namorado sai com um gosto amargo na minha boca, porra
nenhuma que vou aproximar esses dois, vou é dobrar o trabalho de Samuel,
a se vou.
— Pra mim é, minha filha não é cupido, nem devia forçar algo entre eles,
claramente Caroline não quer.
— Ela disse à Eliz que acha Samuel, segundo o linguajar das jovens, acha
ele um "gostoso", acho que isso quer dizer que o acha atraente, então acho
que já é um caminho.
— Segundo Eliz, sim. — Recosto na cadeira, meu bom humor foi para o
espaço.
Me forço a pensar que não temos nada, é apenas sexo, nada demais.
Nada demais porra nenhuma, ela vai ter que me explicar isso.
— Vou pedir a Samuel que converse com ela e saiba mais sobre o que
Patrícia teve, se está mesmo bem.
— Pirou? Se viu como ela me tratou no telefone, ela ainda está com raiva
depois dos mais de vinte anos, não sei o porquê de ela ter me largado, ter
sumido e ter escondido minha filha. — Ele fala, angustiado.
— Ronnie, conversa com ela, porra. Há mais vinte anos eu ouço você falar
dela, nunca deu certo com mulher alguma, a única que durou mais tempo
foi a mãe da Eliz, que era mais velha que você e mal ficava em casa,
sempre viajando. Está na hora de resolver isso.
— Até parece que é tão fácil assim. Patrícia é maluca, sempre foi, quer me
ver morto?
— Falei pro Samuel levar alguns jovens para conhecer Carol, vão jantar em
casa, vou liberar ele mais cedo. — Ronnie muda de assunto.
— Não sei por que ainda mantém ele com seu registro, ele é funcionário da
empresa, sei que fez isso quando ele era um adolescente rebelde e precisava
por ele na linha, e ser seu assistente foi a melhor solução, mas ele já é
diretor de marketing da empresa, temos que colocá-lo como tal.
Olho sério para Ronnie, ele tem razão, eu já ia fazer isso. Mas agora vou
demorar um pouco.
— Então, você libera, vou preparar a casa, não sei o que os jovens de hoje
em dia gostam, vou pesquisar e preparar em casa.
— Quem vê pensa que tem cem anos, não somos tão mais velhos que eles.
— Torço meu nariz.
Ele sai da minha sala, e respiro fundo, essa garota vai me levar à loucura.
Puta merda!
— Gostoso... gostoso... gostoso o caramba, tentação. — Falo, sem
conseguir tirar da cabeça Caroline ter chamado aquele moleque feio de
gostoso. — Eu sou gostoso e vou te mostrar, tentação. — Murmuro irritado
pra mim mesmo, como se ela estivesse aqui.
CAROLINE MATHIAS
Levo ela até meu quarto, dou um banho nela e coloco uma roupa leve, já
que vamos andar pelas lojas.
— Estamos, né, mas precisa humilhar a pobre aqui, assim, vestida toda
chique? — Brinco, e Eliz ri.
— Que chique nada, estou simples, e você está linda, aliás, é linda, né. —
Eliz se aproxima e segura a mão de Lua. — Vamos comprar algumas roupas
pra você, já que gosta do meu estilo, vamos comprar algo parecido pra
você.
— Não precisa, estou bem com o que tenho. — Falo, pegando minha bolsa.
— Coisas da minha mãe, não sabe a carrasca que ela é, então achei melhor
aceitar do que discutir.
Seguimos até o carro de Eliz, era uma Aston Martin Vantage, prata, um belo
carro, colocamos Lua atrás e me sentei no banco do passageiro.
— Eu não sei bem dirigir esse carro, foi presente do meu noivo, então ainda
estou me acostumando, não se preocupe, tem airbag.
— Meu Deus, vou sair daqui. Vem, Lua. — Falo, soltando o cinto.
Ela sai com o carro, e fico um bom tempo imóvel no carro, morrendo de
medo, eu não me importo, mas Lua ainda era muito nova para morrer.
Seguimos até uma rua de lojas chiques no Leblon, ela estaciona o carro
num estacionamento, fico impressionada que em local de rico até o
estacionamento é chique. Quanta frescura.
— Ontem já deixei alguns vestidos que gostei separados para provar, fiz o
pedido pela internet. — Eliz falou, uma vendedora veio e já foi logo
pedindo os vestidos que separou. Eu e Lua sentamos nas poltronas brancas,
em frente a um palco pequeno, onde havia um provador nele.
Ela foi provar o primeiro, e não ficou legal, deixou os seios dela bem
vulgares. Não que não goste de algo sensual, mas dessa forma ficou feio,
nem ela gostou, eu e Lua fizemos careta, recusando o vestido, ela ri e vai
para o próximo, fui com Lua olhar os vestidos enquanto ela se vestia.
— Nããão. — Eu e Lua falamos juntas. Eliz mostra a língua para nós, rindo,
e volta para o provador com as vendedoras.
— Carol, esse é muito lindo pra voxê casa com o papai. — Lua me mostra
um vestido, era lindo mesmo, ela tem bom gosto.
— Pode deixar, vou amarrar seu pai e o obrigá-lo a casar comigo. — Lua ri
alto.
— Prometo, só vou ter que bater na cabeça dele com uma madeira pra levar
ele desacordado para o altar.
Foi muito divertido, Eliz era exigente, não gostou de nenhum vestido, disse
que semana que vem iremos em Ipanema para ver os vestidos de lá, mas me
fez comprar bastante roupas, eu até gostei, só não vou ter onde usar tudo
isso.
Seguimos até uma sorveteria, o calor era grande, e um sorvete seria ótimo.
— Ahh, sua fofa, só por isso vou te deixar segurar a cauda do meu vestido.
— Dou risada da forma que ela diz, como se isso fosse uma honra.
— Sim, uma mulher incrível como eu, uma honra estar perto, vocês são
sortudas. — Eliz brinca.
— Sem gritar, passem para o banco de trás. — O que abordou a Eliz fala,
me viro para a Lua e vejo o olhar de medo dela.
— Anda, porra, vai pra trás do carro. — Ele aponta a arma pra Eliz, eu
quase grito pelo susto, mas me contenho e passo para o banco de trás, tiro
Lua da cadeirinha, a colocando em meu colo.
— Não chora, fica calma, estou aqui, tá bom? — Falo calma, Lua balança a
cabeça, já fungando escondendo o choro.
Os dois entram no carro, Eliz passa para trás, eles se enroscam para ligar o
carro, Eliz quem praticamente os ensina, eles saem com o carro, meu
coração bate acelerado, olho para trás e vejo outro carro nos seguindo, com
certeza eram comparsas destes caras.
Fiquei abraçada à Lua o caminho todo, tento manter a calma para que Lua
fique calma, mas a preocupação é enorme.
O carro de trás para e saem alguns homens dele, vem até nós, abrem a porta
e nos tiram do carro.
— Vocês duas seguem reto sem olhar pra trás, a criança fica. — Um homem
diz, tentando tomar a Lua dos meus braços, ela grita e chora muito agarrada
a mim, e eu também não a solto.
— Solta a menina, porra, quer morrer? — Um deles puxa meu cabelo. Lua
grita sem parar, eu abraço ela.
— Solta minha irmã! — Eliz diz, tentando vir até nós, mas é impedida.
— Estou aqui, calma. — Faço carinho em Lua, alinhando mais ela a mim.
Sou puxada e levada para o carro que estava atrás de nós, Eliz grita várias
vezes, tentando vir até nós.
Eles a jogam no chão e entrando no carro dela e saindo, o carro que estamos
agora arranca em alta velocidade também.
Meu Deus, o que estava acontecendo? Por que sequestrar a Lua, tão
pequena e indefesa?
— Como sabe que não sou a mãe? — Falo, olhando para o homem que
dirigia.
— Fica quieta aí, só está aqui pra criança ficar de bico fechado. Calada, ou
te jogo do carro.
Minha vontade era de mandar todos irem tomar naquele lugar, mas como
estou com a Lua, é melhor não afrontar.
— Não é com isso que me preocupo, é com duas mulheres e uma criança
sozinhas, se escurecer, vai ser perigoso pra elas, mesmo estando num bairro
tecnicamente seguro. — Falo, olhando ele servir conhaque em seu copo.
Um sorriso brota no canto dos meus lábios ao lembrar que consegui que
Ronnie cancelasse esse jantar com Samuel e alguns amigos, consegui fazer
Samuel viajar até São Paulo a serviço, agora estou planejando algo para
fazer com que Caroline durma em casa, sem que Ronnie desconfie do meu
interesse.
Vou ter que recorrer a Lua, não gosto de usar minha filha nisso, mas ela
gosta de Carol e vai adorar ter ele em casa, e eu na minha cama, bem
precisamente embaixo de mim, ou em cima, de lado, de pé, de quatro, a
posição não importa desde que meu pau esteja dentro dela.
Meu rosto esquenta com as lembranças quentes que tenho com Carol, antes
que meu pau fique duro, olho para Ronnie, além de feio, lembrar que ele é o
pai dela me brocha no mesmo instante.
— Não sei por que está pegando tanto no pé dele, Samuel agora é um bom
rapaz, responsável, na linha, tem que parar de pegar no pé dele.
— Não pego no pé dele. Samuel está aprendendo os funcionamentos da
companhia, logo ele vai estar na administração, tem que se dedicar a isso.
— Falo, não é de todo mentira, ele logo estará num cargo de confiança na
companhia e preciso mesmo saber se posso contar com ele.
Eu preciso me sentar para associar tudo isso, ou vou cair duro no chão.
ADAM SMITH
Preciso me sentar, minha mente flutua a parte do meu corpo, ainda
tentando dissociar o que está acontecendo, Lua e Caroline foram
sequestradas. Minha filha e minha tentação sequestradas?
Quase saí correndo até meu quarto, Ronnie tomou a chave da minha mão.
— Eu dirijo, minha filha está junto da sua, eu mal a conheci, não posso
perdê-la, mas estou mais em condições de dirigir que você.
Assim que entro, vou direto ao telefone. Ligo para alguns amigos detetives
que tenho para ajudar a achar Lua e Carol. E deixo a linha desocupada.
Em poucos minutos, minha casa estava tomada por policiais. Não consigo
me acalmar, eu preciso fazer mais do que ficar sentado esperando, preciso
achar minhas meninas.
CAROLINE MATHIAS
Rodamos tanto que Lua dormiu, não acho que fomos muito longe de onde
fomos pegas, acho que rodaram tanto com o carro apenas para mim não
perceber o caminho.
Assim que saíram do carro, colocaram um capuz no meu rosto, segurei Lua
firme, fomos levadas, eram bastantes degraus, descemos até ouvir o barulho
de uma porta abrir, fomos levadas até o local. Assim que tiram meu capuz,
vejo um quarto com apenas uma cama e uma pequena janela, um vitrô
antigo.
— Logo traremos comida, fiquem de boa, que nada vai acontecer com
vocês. — Um rapaz fala.
— Pode trazer água? Ela vai acordar com sede. — Falo suave.
O rapaz sai, e ajeito Lua no meu colo, me sento na cama, mas não vou
colocar a Lua ali, não sei se está limpo.
— O papai não está aqui, Lua, minha princesa. — Eu falo suave. — Mas
nós vamos encontrar ele em breve, está bem? Confia em mim?
— Então, vamos combinar uma coisa, você fica sempre abraçada comigo
para não sentir medo, e se for chorar, faz bem baixinho, pra não deixar esses
homens feios bravos. Não quero que eles gritem com a gente, pode fazer
isso, princesa?
Lua assente abraçada a mim, levanto com ela nos braços, olho pelo vitrô e
vejo uma sala de estar pequena, haviam dois garotos, acho que devia ter uns
quinze anos, jogando vídeo game, não dava para ver muito, mas a casa me
parece ser pequena.
— Tem comida e água, tem uns doces aí pra menina. — O rapaz diz,
colocando duas sacolas com marmitas e duas garrafas plásticas de água na
cama perto de nós.
— O que querem com ela? — Pergunto, olhando para o rapaz, que já nem
se preocupava em esconder o rosto, devia ser poucos anos mais novo que
eu.
— Não é da sua conta, cê tá aqui só pra menina ficar quieta, fica na sua que
é melhor, come aí e fica de boa. — Ele fala e sai do quarto.
— Não, a Lua qué o papai. — Ela diz, olhando ao redor, ameaçando chorar
de novo.
Pego ela e tento a acalmar, o tempo passa, não sei exatamente quanto
tempo, só sei que, pra mim, parecia uma eternidade.
— Porra, quem é essa, tiu? Era só pra trazer a Maria Lua. — Um cara bem
alto e forte diz. Meu Deus, isso tudo foi planejado, eles sabem o nome da
Lua, fico com um pouco de medo agora, não sei se é dinheiro que querem
ou outra coisa.
— Nada demais o caralho, ela não vai gostar de saber que tem mais gente.
Sou jogada no chão e Lua grita assustada, corre até mim, ela chora muito.
— Tá dodói, Carol. — Lua fala, tocando meu rosto, levo a minha mão até a
lateral do meu rosto e vejo um pouco de sangue na minha mão.
— Está tudo bem, Lua, vou ficar bem. — Falo, fazendo carinho nela, e noto
que a porta do quarto ficou entreaberta.
Não tinha mais ninguém ali, dava para ouvir os gritos deles do lado de fora
da casa.
— Fica aqui, princesa. — Sento a Lua na cama e saio do quarto, mas fico
onde ela possa me ver, olho rapidamente pelo local, vejo uma janela, olho e
só vejo paredes, não dá para saber ao certo onde estou.
Quando vou voltar para o quarto, vejo um celular na mesa, vou rapidamente
ver e a discussão ainda estava acalorada, o celular estava ligado em um
jogo, eu vibrei com isso, peguei o celular, pausei o jogo, sai e liguei para
minha mãe, e ainda bem que consegui.
— "Traidor deve ter o pau queimado" — falo, assim que minha mãe
esbraveja, essa era nossa frase de segurança caso uma de nós estivermos em
perigo. — Mãe, sou eu, não liga de volta pra esse número, fui sequestrada,
manda o número para o Ronnie pra polícia rastrear. Te amo, mãe. É sério,
não liga pra esse número. Te amo. — Falo rapidamente e desligo, apago a
ligação e coloco no jogo novamente, deixo o celular exatamente do jeito
que estava e volto para o quarto, sei que minha mãe não vai ligar, nunca fiz
isso, e usei nossa palavra de segurança, então ela sabe que é sério.
ADAM SMITH
Estou a ponto de pegar meu carro e sair por aí à procura das duas. Céus,
meu coração está quase parando pelo desespero! Minha pequena, minha
bebê sequestrada, e ninguém entra em contato, já estava anoitecendo, e o
desespero só aumentava.
— Seu rola murcha dos infernos, eu deixo minha filha com você e você a
deixa ser sequestrada?! — A voz de Patrícia ecoa pelo local, fazendo
Ronnie ficar vermelho no mesmo instante.
— Patrícia, eu sinto muito, sinto muito, vou achar nossa filha, eu prometo...
— Estou pegando um voo e indo para o Rio de Janeiro para buscar minha
filha.
— Sim, e juro que vou arrancar os cabelos brancos que você deve ter.
— A única coisa que vou te dar é um soco na sua fuça velha. Te mandei um
número, já acionaram a polícia? Caroline conseguiu me ligar por esse
número, dê para os policiais rastrearem.
— Vou dar um beijo na boca de Caroline por isso, eu vou. — Falo, sem me
conter, não seria apenas um beijo na boca, mas não posso dizer isso em voz
alta.
— Qual foi, Adam? Ficou louco? — Ronnie me olha sério, e percebo o que
eu disse.
— Entendo, minha filha foi muito esperta. — Ronnie fala com orgulho.
— Foi. — Eu falo com mais orgulho ainda, ela não abandonou a minha
filha, se arriscou para não deixar Lua sozinha. Como não se apaixonar por
alguém assim? Quem é assim nos dias de hoje? Carol terá minha gratidão o
resto da minha vida, sei que ainda tenho que ter as duas aqui em segurança,
mas isso já me deixa mais aliviado.
"Janete"
Leio a mensagem da mãe de Lua e fico sem reação, o que ela faz aqui?
Quando ela me mandou o e-mail, pensei que ela tinha desistido, não entrou
mais em contato e aparece hoje.
— Vem, anda. — O gigantesco me puxa com força, Lua grita muito, — Faz
essa menina do caralho calar a boca. Não é pra isso que está aqui?
Demora um pouco até Lua se acalmar, somos levadas para fora, subimos as
escadas e agora, sem o capuz, posso ver o local, era um emaranhado de
pequenas casas.
Fomos levadas para um carro novamente, agora fico desesperada, não sei se
o dono do celular que liguei para minha mãe vai vir junto.
Consigo ver as ruas que seguimos, mas não faço ideia de onde estamos, se
eu sair da casa de Ronnie por poucos quilômetros de distância, não sei se
sei voltar, não me familiarizei com nada ainda.
Após meia hora, reconheço a rua que fui com Eliz ver os vestidos, sabia que
estávamos perto e que eles rodaram tanto com o carro para chegar no
cativeiro para despistar minha percepção.
Tento ver algo, mas o cara idiota era tão grande que tampa a visão.
— O dinheiro, filha.
— Lua, me ajuda, faz birra, chora bastante, dizendo que quer fazer xixi. —
Falo bem baixinho no ouvido de Lua, ajeitando ela no colo, pra ninguém
perceber, tem um barranco perto do carro, dava para uma rua, e tem um
carro parado lá, e me parece carro de polícia.
— Sixi, sixi, sixiiii!!! — Lua grita tão alto que até dói meu ouvido, ela
esperneia.
— Vem, menor...
— Não voxé, é menino, nenhum menino pode vê a Lua fazendo sixi! — Ela
grita.
O cara me dá passagem, saio com Lua, o cara gigante vem até nós, seguro
Lua indo para trás.
— A menor só vai fazer xixi, pô, tem uma árvore ali que dá pra ela fazer,
ela é criança, não sabe segurar.
Assim que chego lá, já pego a Lua e pulo, faço de uma vez ao ver o carro
ligar para sair.
Ao atingir o final do barranco, grito de dor, ainda prendo Lua com força, a
menina ainda gritava assustada com tudo isso.
Em seguida, a viatura arranca, meu corpo dói demais, mal consigo manter
os olhos abertos, porém, me forço a ficar sã, tenho que cuidar de Lua.
— Sim...
Os dois policiais conversam entre si, e ouço falarem no rádio.
Com certeza nosso sequestro já havia sido comunicado à polícia, por isso
sabiam o nome da Lua, Adam devia estar muito preocupado, ele é louco por
Lua, não tem como não notar todo o amor que ele sente pela filha. Não sei
se meu pai está tão preocupado, afinal, mal nos conhecemos, não o culpo se
não tiver, não temos laços profundos familiares.
Fomos levadas ao hospital, Lua estava bem, eu tive arranhões por toda as
costas, quase deixando em carne viva, fui medicada e passaram pomadas
em mim.
Lua estava comigo no quarto, não desgrudava de mim para nada, estava
sentada com ela no colo, não consigo encostar minhas costas nem na cama,
doem demais.
Adam levanta o rosto e me olha, seus olhos marejados ficavam num azul
ainda mais intenso e muito lindo.
— Carol...
Ele se aproxima do meu rosto, e sorrio para ele, imagino o quanto ele deve
ter ficado agoniado, ele é um ótimo pai, e seu amor por Lua era visível.
— Pode soltar minha filha, Adam? — Ronnie diz, Adam que está bem
próximo da minha boca, solta um gemido de frustração e volta a me
abraçar, desta vez não aguento a dor e solto um gemido, ele se afasta, me
olhando assustado.
Lua começa a falar o que aconteceu de forma como se tudo fosse uma
grande aventura, alheia ao perigo que passamos, Adam olhava atento para
ela.
— Você foi muito corajosa, minha filha. — Meu pai se aproxima, meio
hesitante, e faz um carinho em meu rosto. — Não sabe o medo que senti, a
partir de agora, só vai sair com seguranças ao seu lado.
Sorrio para ele, meu pai estava realmente sendo sincero, não sei mais o que
pensar sobre ele, talvez eu deva me abrir a ele, deixar que realmente nos
conheçamos, sem eu ter raiva por ele ter traído a minha mãe.
— Onde mais está machucada, Carol? — Adam segura meu rosto, fazendo
um leve carinho com a ponta do dedo, onde aquele homem gigante e
descontrolado me machucou.
— Me ralei inteira ao pular o barranco, minhas costas, a lateral da minha
coxa e minha bunda, que já é pequena, ficou o resto que tinha no barranco.
— Falo, brincando, para diminuir o clima de emoção no local.
— Pequena? — Adam repete, me olhando, Eliz ri, e Ronnie olha para ele.
— Filha, minha pequena, vem com o pai. — Adam pega Lua nos braços e a
abraça. — Nunca mais vai sair de perto de mim.
Fico olhando para Adam, ele é tão perfeito com Lua, acho lindo como ele
cuida dela, isso é muito bacana, eles vão ter um bom relacionamento de pai
e filha para sempre.
— Deixa eu ver suas costas, filha. — Ronnie me faz virar e olha minhas
costas, estou com o avental hospitalar que é aberto nas costas.
— Isso está feio, mas vamos cuidar de você, vou contratar uma enfermeira,
não se preocupe, logo ficará bem.
— Obrigada.
Antes que eu pudesse levar minha mão até o braço de Ronnie, Adam segura
minha mão.
— Você vai pra minha casa, Carol. — Ele diz num tom autoritário, a
expressão de Ronnie muda drasticamente, ele olha para Adam.
ADAM SMITH
Minha vontade é de agarrar Caroline, levá-la para meu quarto e me enterrar
dentro dela, mas não posso, ela não está em condições, não posso nem a
apertar nos braços, devido aos seus machucados. Seguro seu rosto entre as
mãos e a beijo com vontade.
— Eu avisei que vinha, quero ver a minha filha. — Janete não tira os olhos
de Carol nem por um segundo.
— Sou, e você é quem? A nova puta do Adam? Ele deve estar te pagando
bem, ele é sempre generoso com putas.
— Sim, vejo o quanto ele é generoso, até te deu uma filha, generoso
demais. — Caroline provoca.
— Não. — Interrompo ela. — Sei que entrei em contato para que voltasse a
escrever pra Lua, mas agora acho que foi melhor, ela está melhor, não quero
mais você na vida dela.
Janete me olha extremamente surpresa, chega a engolir em seco.
— Nunca fez questão de ser, desde que soube da gravidez, rejeitou a minha
filha, tive que te pagar para não tirar o bebê, como tive que te pagar para
enviar cartas a ela, a única coisa que te importa é dinheiro, então não me
venha com essa de ser mãe da Lua, não me importo de pagar para te manter
longe, vá embora, diga à minha assistente seu preço e negociamos a sua
distância de Lua.
— Me arrependo do que fiz, ela é minha filha, quero conhecer e ter contato
com ela.
Janete olha para mim, depois para Carol, guarda o cartão que dei a ela na
bolsa e sai em direção ao caminho que dava ao portão principal.
— Vamos entrar? — Estendi o braço para ela, queria carregá-la nos braços,
mas sei que seria doloroso para ela.
Entramos, levo Caroline até o quarto de hóspedes, não que ela vá ficar aqui,
mas enquanto Ronnie estiver aqui, esse seria seu "quarto".
— Vou ao quarto de Lua, daqui a pouco Eliz traz suas coisas e te ajudo com
o banho. — Falo após beijar sua boca, ela assentiu, e vou até o quarto de
Lua, ela ainda dormia, Ronnie estava sentado na poltrona a vigiando, como
se fosse um cão de guarda.
— Ela já foi? — Ronnie se levanta e vem até mim, saímos do quarto de Lua
para não a acordar e seguimos até o meu escritório.
Ronnie sempre esteve ao meu lado. Quando me envolvi com Janete, ela era
minha secretária, acabamos saindo algumas vezes, nada demais, tanto que
quando soube da gravidez eu fiquei sem saber o que fazer, não a amava,
mas estava disposto a casar e construir uma família, já que teríamos um
filho.
Porém, Janete surtou com a gravidez, não queria, disse que nunca iria ser
mãe, foi uma briga para manter a gravidez, Ronnie praticamente era meu
intermediador entre eu e ela.
Quando Lua nasceu, ela nem sequer olhou para a menina, apenas pegou o
dinheiro que combinei de pagar a ela, e quando teve alta do hospital, foi
embora e nunca mais deu notícias.
Não que me importasse, estava ótimo sem ela, até que Lua sentiu falta de
ter uma mãe, principalmente por começar a escola, e cometi a burrada de
colocar um detetive atrás dela e então iniciar essa idiotice de mandar cartas
à Lua.
Devia ter sido mais forte, não devia ter contado ela, doeu ver Lua se sentir
mal com relação a outras crianças, mas eu devia ter sido mais forte.
— Não me importo.
— Eu farei isso.
— Obrigado.
— Agora, vou ir ver a Carol, manda preparar um belo jantar, estou com
fome e vou embora bem tarde, se caso não resolver dormir aqui.
Ronnie sai do escritório, e suspiro, estava esperando dormir com Carol. Ela
não vai conseguir dormir de costas, iria deixar ela deitada de bruços em
meu corpo a noite toda. Que merda.
Me levanto, vou até meu quarto, tomo um banho e vou até o quarto de
Carol, Eliz já estava lá, Lua deitada ao lado de Carol. Céus, perdi minha
filha para Caroline, não desgruda mais. Ronnie sentado na ponta da cama,
eles conversavam animadamente.
— Quando o pai morava com a minha mãe, eles eram o casal mais estranho
do mundo. — Eliz diz, rindo.
— Sua mãe é assustadora, Eliz, só não é mais do que a mãe de Carol. Por
Deus, Patrícia é muito mandona, assustadora e muito, muito brava. —
Ronnie diz, rindo.
— Sou tudo isso, e mesmo assim, chorou quando fui embora, não é, rola
murcha? — Patrícia fala, todos viramos para a porta, ela estava com os
braços cruzados, encarando Ronnie.
CAROLINE MATHIAS
— Mãe?!
Fico surpresa e feliz ao ver a minha mãe na porta, me levanto e vou até ela,
sou abraçada e já grito de dor.
— O que foi?
Ele olha para mim e toca na minha camiseta, escolhi uma bem larga para
não ficar pegando muito nas costas, mas com o contato da minha mãe,
colou nas minhas costas e ardeu demais.
— Vou levantar devagar, para não machucar mais. — Ele diz e levanta
lentamente minha camiseta.
— Não precisa ficar com essa cara de cachorro velho arrependido, só estou
nervosa com o que houve, não foi realmente sua culpa, embora eu te culpe
internamente.
Minha mãe faz um carinho no meu rosto, colocando meus cabelos para trás
da orelha.
— Coroa é a senhora sua mãe, espera, eu sou a sua mãe, embora pareçamos
irmãs, sou sua mãe. — Eu gargalho alto.
— Não parecemos irmãs, não vem com essa. — Minha mãe dá de ombros.
— Não é o que seus amigos da época da escola dizem, alguns até deram em
cima de mim.
— Que nojo, já me fala quem são, que corto o contato. — Falo, fazendo
gesto de vômito com as mãos. Ela ri.
— Espera, mãe, não ficou com nenhum dos meus amigos, né? — Minha
mãe dá aquela risada de quem aprontou.
— Acho que essa conversa é pessoal demais, ninguém aqui quer ouvir, se já
namorou rapazes novinhos, Patrícia. — Meu pai fica ainda mais vermelho
— Eu quero saber. Quando eu ficar coroa, quem sabe não pego uns
novinhos. — Eliz brinca.
— Menina, você vai se casar em dois meses e está com esses pensamentos?
— Ronnie diz.
— Ah, oi, mãe da Carol, sou Eliz, filha do Ronnie, de consideração, ele não
é meu pai biológico, mas é de coração. — Eliz se apresenta, as duas se
cumprimentam.
Vou até o banheiro e minha mãe vem junto, me ajudando a tirar a camiseta.
— Por que está aqui e não na casa do Ronnie? Fui lá e me disseram que
estava aqui.
— Adam se sente grato e quer que eu fique aqui, para cuidar dos
machucados, e ele é um gostoso, quero aproveitar cada segundo antes de ir
embora.
— Nem acredito que está transando com Adam. Sabe que ele tem quase a
minha idade, né?
— Para, não vou. — Eu falo com um suspiro, Adam é uma delícia, estar
com ele e Lua é maravilhoso, mas sei que é apenas momento, sei disso... eu
tenho que saber disso.
— E quanto a essa Eliz, por que não me disse que seu pai tinha outra filha?
Aquele pau velho murcho ainda funciona?
— Credo, mãe. Ela é muito legal, não deu tempo de falar, você está sempre
na correria do seu trabalho no hospital, sempre falamos rápido. Por que isso
te incomoda? Ainda é a fim do meu pai? — Pergunto, vendo minha mãe
ficar vermelha pela primeira vez na vida.
— Claro que não, aquele traidor devia ter a rola murcha dele queimada. —
Ela diz.
— Me conta, como fez isso? Não tem ideia do desespero que senti com
aquela ligação.
Sorrio para minha mãe, somos só nós duas, uma unida a outra, eu queria
que minha mãe tivesse tido mais filhos ou que tivesse encontrado alguém
para compartilhar a vida, ela é incrível, merece ser feliz, quem sabe ela e
meu pai se acertam, um parece gostar do outro, não sei o que houve entre
eles, mas acho que foi um grande mal-entendido.
Ainda estava cheio meu quarto, Lua já veio correndo até mim, sorrio em
como ela ficou afeiçoada em mim tão rápido.
— Estou bem, princesa. — Lua estende os braços para mim, quando vou
pegá-la, Adam não deixa.
— Minha princesa, deixa a Carol melhorar, aí pode ficar no colo dela, está
bem? — Ele diz.
— Com cuidado, eu posso pegar ela. — Eu protesto.
Mas Adam não deixa, no final de tudo, foi uma tremenda bagunça, minha
mãe e a Eliz descobriram algo em comum, que era constranger Ronnie com
histórias sobre o passado dele, fiquei até com dó dele. Mamãe e Eliz não
perdoam.
Depois do jantar, todos resolveram dormir aqui, Adam não gostou muito,
mas aceitou.
— Tentação?! — Ele tira o notebook do seu colo e vem até mim. — Está
tudo bem?
— Estou com dor, posso ficar um pouco com você? — Falo, Adam me
olha, se inclina e me beija.
— Sinto muito, não sabe como queria estar sentindo essa dor, e como queria
te abraçar agora.
Adam segura a minha mão, me leva até a cama, se deita e me faz deitar na
cama de bruços. Começa a assoprar as minhas costas.
ADAM SMITH
Sei que sou extremamente grato a tudo que Carol fez por Lua, ela vai ter
sempre um espaço no meu coração, vou ter sempre um carinho imenso por
ela, mesmo quando ela for embora. Mas por que me dói tanto vê-la assim?
Saber que ela está com dor me dói tanto como saber que Lua está
machucada, é um sentimento estranho, ao mesmo tempo que quero protegê-
la, quero devorá-la na mesma medida, me perder em cada curva do seu
corpo delicioso.
São sentimentos novos e conflitantes. Eu sei que ela vai embora e só voltará
em épocas esporádicas para ver Ronnie, mas isso me incomoda demais, o
fato dela ir. Ela se encaixa tão perfeitamente na minha vida, que já faz falta
antes mesmo de ir.
— Se eu sentar no seu pau, acho que vai melhorar mais ainda. — Caroline
diz, paro de soprar as suas costas, com a interrupção brusca dos meus
devaneios. E agora só consigo pensar nisso: ela sentando no meu pau.
— Minha boceta está ótima, e louca por seu pau, a culpa é sua se viciou ela.
— Acabo rindo de Carol, gosto do jeito dessa maluquinha.
— Se está viciada, então quer dizer que não pretende ir embora? — Falo,
deitando ao seu lado e cheirando seu pescoço.
— Vou embora, mas quero aproveitar cada momento com você e seus
piercings deliciosos.
Fico perdido no seu rosto lindo, tão sereno ao dormir, nem parece a tentação
irresistível que é na minha vida, uma tentação que está bagunçando tudo,
tudo que construí internamente, todas as barreiras que impus para mim com
relação às mulheres na minha vida, e o pior de tudo é que estou realmente
adorando cada bagunça que ela está fazendo.
No outro dia, ao acordar, não vejo Caroline na cama, e não gosto dessa
sensação de não a ver aqui. Me espreguiço, saio da cama, caminho até o
banheiro, tomo um rápido banho, coloco uma calça de moletom e uma
regata branca, não vou à empresa hoje, já fiquei até tarde resolvendo uns
assuntos urgentes para poder ficar em casa com Lua e Carol, vou cuidar das
minhas meninas.
— Agregados… somos mais sua família que sua própria família. — Ronnie
diz.
Não nego isso, apesar de minha família biológica morar perto, mal os vejo,
fico mais com Ronnie e Eliz do que com eles.
— Por que está vestido assim? Não vai ao escritório hoje? — Ronnie
pergunta.
— Claro que não, depois de tudo que aconteceu, vou ficar com minhas
meninas. — Falo, sorrindo para Lua, que óbvio, estava no colo de Carol,
perdi mesmo.
— Adam, isso soa muito estranho, não fala essas coisas, “minhas meninas”,
sei que agora considera Carol uma filha também, mas não deixa de soar
estranho.
Levanto meu olhar para Ronnie, se ele soubesse como realmente considero
Carol, ele surtaria, tenho certeza.
— Como assim?
— Adam não é pai de Carol, esse pensamento das cavernas de que homens
mais velhos ou mulheres não podem se envolver com pessoas mais novas é
muito antiquado. — Patrícia diz.
— Isso soa ainda mais estranho, Patrícia, Adam é como se fosse meu irmão,
portanto é tio de Carol. — Ronnie toma um gole de café. — Pelo visto,
andou namorando muitos novinhos nesses anos todos que fugiu de mim. —
Ronnie fala sem nem conseguir disfarçar seu desagrado.
— Uma piadinha logo cedo é muito boa. Carol, eu vou levar minhas coisas
até o hotel, mais tarde eu volto para cuidar de você.
Carol se levanta rápido, Eliz se despede, dizendo que vai para casa tomar
banho e ir para empresa.
Praticamente corro até Carol, pelo que conheço, Patrícia ela iria matar
Ronnie agora mesmo, por ter elevado a voz com ela.
Pego Lua, a colocando em meus ombros, ela se agarra no meu rosto, seguro
a mão de Carol.
Ele brincava com ela na piscina, o que era engraçado, a piscina não era
grande, ele se destacava nela, ainda mais por ser tão gostoso, ficar babando
nele era bom, mas queria era mesmo sentir seu pau dentro de mim, o fogo
entre minhas pernas era quase incontrolável.
— Ele acha que Adam nunca olharia para você dessa forma, está com medo
de você se apaixonar e sair magoada depois. — Nós duas nos olhamos e
caímos na risada.
— Sinto pena dele, acha que o Adam nunca me olharia, bom ele até tentou
não se envolver comigo, em respeito ao Ronnie, só que sei ser convincente
quando eu quero.
— Ah, disso estou cansada de saber. — Minha mãe ri, se encosta na cadeira
e olha meu pai e Adam brincando com Lua, estavam com arminhas de atirar
água, na verdade estavam em uma competição entre eles. Mas Lua estava
adorando estar no meio da bagunça. — Veja o rola murcha do seu pai, não
tem nenhuma barriga flácida, nem a bunda caída, não posso nem dizer que
o tempo acabou com ele. Que porcaria. Espero mesmo que o pau dele não
funcione mais pelo menos.
— Como sabe que ele te traiu? — Pergunto curiosa, era a primeira vez que
ela falava abertamente sobre o assunto.
— Recebi fotos, mensagens trocadas entre eles, fiquei muito puta, me
arrependo de não ter queimado o apartamento com ele dentro.
— Fotos do quê? Tipo, acho que, mesmo na sua época, há mil anos atrás,
dava pra fazer montagens e mensagens? Não quer dizer nada, qualquer um
faz um fake.
— Eu não, sou mais inteira que ele. — Ela fala, balançando os cabelos e
fazendo pose, como se fosse a mais sexy do mundo.
Uma das funcionárias da casa se aproxima de mim, não sei o que responder,
a única comida que sei é arroz, feijão, carne e salada, entre coisas mais
simples, não sei nenhum prato chique.
— Eu não sei escolher, moça, faz o que está acostumada a fazer para eles.
Me viro para minha mãe, que ri e fala uma lista de pratos para a mulher
fazer.
— Eu, hein, só sei comer os nomes dos pratos, não faço ideia. — Falo.
— É, Caroline, você presta atenção onde está o nível dessa relação com
Adam, para não dar merda depois.
— Está no nível mais alto de tesão e vai permanecer assim, ele só está grato
por causa do acontecido com a Lua.
— Por que não vai lá exibir essa bunda gigante pro meu pai e me deixa? —
Minha mãe ri alto.
— Cala a boca.
Conversamos mais até que entramos para tomar banho e almoçar. Assim
que todos estão ocupados, eu entro no quarto de Adam, ouço o barulho do
chuveiro, entro no espaçoso banheiro e vou direto ao box. Ele se assusta
quando entro.
— Quero seu pau na minha boceta agora mesmo. — Mal termino de falar e
o pau de Adam fica duríssimo, exibindo seu belo piercing, brilhando em sua
glande inchada e convidativa.
— Ah, minha tentação... eu quero muito. Quero demais te foder, mas você
está sem condições no momento.
Desligo o chuveiro para a água não cair direto nos meus ralados, me
aproximo dele, me coloco nas pontas dos pés e faço ele se abaixar até mim,
o beijando com toda a vontade que sinto.
Desço meus beijos por seu pescoço, peitoral, passando a língua em seus
mamilos, Adam gemia alto, sigo o caminho de sua barriga definida, me
ajoelho no chão e tomo seu pau na minha boca.
Ele geme, já segurando meus cabelos em sua mão, tomando conta dos
movimentos da minha cabeça na direção do seu pau.
ADAM SMITH
Como pode essa garota me fazer perder todo meu juízo, caralho?!
Preciso parar, tenho que afastar ela, não está em condições de transar, mas
como resistir a esse rosto lindo e tão sexy com meu pau enterrado em sua
boca? Como afastar essa língua deliciosa passando ao redor da cabeça do
meu pau, brincando com meu piercing como se fosse seu brinquedinho
favorito?
Ela apenas engolia mais e mais meu pau, me olhando com seus enormes
olhos cor de jabuticaba, transmitindo todo seu prazer em me ver, incapaz de
detê-la.
— Tentação...
Carol se levanta, colando seu corpo no meu. Como é gostosa!
— Não vou fazer nada até que esteja recuperada, Caroline. — Tento parecer
firme, embora tenha uma explosão de desejo dentro de mim.
— Caralho...
— Agora.
— Se não me fizer gozar, vou fazer isso sozinha, depois procurar outro que
o faça... talvez Samuel esteja disponível. — Essa atentada fala, me virando
as costas, ia sair do box, enrolo rapidamente minha mão por seus cabelos, a
fazendo se virar para mim com brusquidão.
— Então, nunca mais se recuse a me dar esse pau gostoso quando eu pedir.
— Você quer meu pau, minha putinha gostosa? — Pergunto, ainda raivoso.
“Que demônia gostosa do caralho”, penso, antes de virar ela de costas, fazê-
la apoiar as mãos no box e meter meu pau de uma vez na sua boceta, ela
grita alto de dor e prazer. Sem soltar seus cabelos da minha mão, encosto o
rosto dela de lado no box, com a outra mão, seguro a sua cintura, mesmo
quase sem raciocínio, tomo cuidado para não encostar em suas costas e em
seus outros ralados.
— Então, toma pica nessa boceta gostosa. — Falo, estocando nessa delícia
sem nenhum cuidado, dando para ela o que ela deseja. Se é pau que quer, é
pau que vai ter.
Levanto ela, encaixando bem sua bunda no meu quadril, fazendo com que
meu pau entre todo, só as bolas para fora, chego a tirar seus pés do chão,
Caroline se inclina, gemendo e pedindo por mais. Que tentação gostosa do
caralho!
— É assim que queria, tentação, meu pau fodendo essa buceta apertada?
— Gostosa!!!
Puxo sua cabeça do box, me inclino e dou um beijo em sua boca, Carol
geme com o contato em suas costas, me afasto rapidamente, mas a
mantenho encaixada no meu pau.
— Coroa? Menina atentada dos infernos, é o pau desse coroa que está
pedindo, não é?
Meto cada vez mais forte nela, Caroline geme, quase gritando, sinto as
paredes de sua carne apertarem meu pau deliciosamente, enquanto seu gozo
lubrifica ainda mais, me fazendo deslizar nela alucinadamente.
— Sim, coroa, é seu pau que eu quero. — Ela diz, rebolando a cintura no
meu quadril. Logo em seguida, encho sua delícia com minha porra.
Meu corpo treme de total prazer, sou categórico ao admitir para mim
mesmo, que nunca na minha vida transei tão alucinadamente com alguém,
com tanto tesão. Porra, nem sabia que isso era possível, para mim tesão é
tesão, não importa com quem, são apenas vontades do corpo.
— Que ele é louco por sua mãe, sempre foi, ainda não sei o que fez ela ir
embora, mas perdeu tudo que ele podia dar a vocês, e não estou falando de
bens materiais, e sim de todo amor que ele daria às duas.
— Isso é muito estranho, minha mãe e ele, sabe, ela nunca me falava dele, e
agora estamos nós aqui, todos reunidos.
— Vou descer, não demora. — Ela diz, me inclino e beijo a ponta do seu
nariz.
— Não quer ficar sozinha com eles, né? — Falo, rindo, e ela ri também.
— É claro, já conheço a peça que minha mãe é, e ela tendo um alvo para
extravasar, só por Deus, ninguém aguenta, coitado do Ronnie.
— Ele gosta, sempre gostou. — Nós rimos, faço um carinho em seu rosto e
dou um beijo em sua boca. — Tão linda e tão minha...
— Que convencido, não sou sua. — Ela diz, e eu a beijo com paixão.
ADAM SMITH
Faz quase dez dias que Caroline está em casa, não sei explicar a sensação
que é ter ela aqui, só sei que é perfeito, e que daqui ela não sai mais. Estou
até planejando como contar a Ronnie que estou com ela. Não sei mais
fingir, ela me domina de um jeito que quero sempre estar perto dela, sinto
um ciúme absurdo quando Ronnie tenta jogar ela para Samuel, e a minha
tentação atentada faz questão de me provocar, aceitando as investidas de
Samuel, apenas para me ver louco de ciúmes.
Ela já está totalmente recuperada, mas não vai embora, não vou deixar.
Ouço a risadinha de Lua, olho e vejo os pezinhos das duas aparecendo atrás
das cortinas enormes da sala, apenas os pés apareciam.
— Hmm, cadê as minhas meninas? — Falo, andando pela sala à procura
delas, Lua mal contém o riso, finjo estar procurando elas. — Elas me
abandonaram, acho que vou fazer do quarto da Lua meu outro escritório. —
Falo alto, Lua ri, mas não sai. — E esse monte de brinquedos acho que vou
dar para o Keke, aquele demoninho, vai adorar devorar todos, e ainda vou
levar esse cachorrinho do capiroto para ser moído e virar salsicha.
— Não, papaiii...
Dou risada, as puxando para um abraço, adoro ter as duas nos meus braços,
é perfeito.
— Ahh, que pena, vocês estão aqui, já estava tão feliz com meus planos.
Elas pegam almofadas e jogam em mim, pego uma e revido, claro que com
quase nenhuma força, jamais vou machucar as duas.
— Você me fez trazer esse mini projeto de cachorro do diabo para nossa
casa, e não confio naquele demoninho. — Falo, rindo, enquanto as duas me
atiram almofadas sem parar.
— Ele é meu cachorro, tem que ficar onde estou. — Ela diz, ainda me
batendo com a almofada, a seguro, prendendo seus braços e colando seu
corpo meu.
— Claro né, o que não faço por você? Até por em risco a vida de todos com
aquele pedaço de raiva aqui.
— Não temos medo dele, temos medo de machucar ele, se reagimos até por
instinto, matamos ele numa pisada, por isso corremos dele, pra não matá-lo.
Mas a mordida dele dói, mesmo sendo um mini cachorro do diabo.
— A Lua te salvo, corre, Carol! — Ela grita, e as duas correm, rio e vou
atrás delas, cada uma corre para detrás de um sofá.
— Vou pegar vocês. — Falo, fazendo voz mais grossa e pulando por cima
do sofá, pegando Lua, que grita, rindo alto, a coloco no meu ombro, corro
atrás de Caroline, que ri, correndo de mim, a cerco, a levantando do chão
com meu braço livre, e saio carregando as duas.
— Estão presas.
— O único peso que sinto e adoro é o seu por cima de mim. — Retruco,
Carol ri.
— Então, dexa a Carol com a Lua, não quero fica com a vovó.
— Ela vai com o papai, para o papai não ficar sozinho com aquele monte de
pessoas feias e desconhecidas. — Lua ri. — Ela é brava, vai defender o
papai se aquelas pessoas feiosas quiserem me devorar.
— Não vive mais sem mim, assim como eu sem você. — Falo, Carol me
olha.
— A Lua num tá bem, não consegue arruma nadinha. — Ela diz, e nós dois
rimos.
— A Lua consegue e vai, sua preguiçosinha. — Caroline faz cócegas nela,
que se levanta, e as duas juntam os brinquedos espalhados, as ajudo
também, a nova babá leva Lua para tomar banho.
Esta era uma senhora já de meia idade, e foi Caroline quem a entrevistou,
dentre outras, algumas até a chamaram de louca, pois ela sempre as
ameaçava dizendo que se Lua aparecesse com um fio de cabelo a menos,
ela as mataria, e a senhora Oliveira foi a que sobreviveu aos interrogatórios
de Carol, que gostou muito da senhora, mas estava sempre de olho.
Gosto muito do cuidado que ela tem com Lua e comigo, em dez dias ela se
tornou a base da minha família, como se sempre estivesse aqui, cuidando de
tudo. Como vou deixar ela ir se ela já faz parte da nossa família?
Assim que nos arrumamos, olho para ela do espelho do closet, ela está
deslumbrante, com um vestido preto, longo colado no seu lindo corpo, de
uma alça só, com o decote valorizando seus seios lindos.
— Não vou ficar com você lá, sabe que Ronnie vai ficar me mostrando para
todos.
— Claro, senhor.
Saímos, pego Lua nos braços, a deixaria na casa dos meus pais, que é perto
daqui, e seguiríamos para o jantar.
Assim que abro a porta principal, meu sangue ferve ao ver Janete
caminhando até nós.
ADAM SMITH
— Quem te deixou entrar, Janete? — Minha voz sai cheia de raiva.
— Sou a mãe da Lua, não preciso de permissão para vê-la. — Ela diz.
Engulo a vontade de gritar umas verdades para essa desgraçada, que nunca
se importou com Lua. Me contenho, pois Lua está presente.
Minha filha sorri, empolgada, olhando com alegria para a mulher. Merda!
Por que fui atrás dessa vadia. Por que fiz ela parecer uma santa perante à
Lua. Por que fiz essa merda?
— Abraça a mamãe, Lua. — Ela tenta, mas Lua esconde o rosto no meu
peito e logo pula para os braços de Carol. — Sou eu, Lua, sua mamãe, não
precisa ter medo.
— Quem é você? Muito abusada para ser a babá. — Janete mede Carol de
cima a baixo.
— Ela é minha mulher. — Falo, passando a mão pela cintura de Carol, que
vira seu rosto para mim, me olhando boquiaberta.
Não menti, ela era minha, minha mulher, Carol não vai mais sair da minha
vida, e Janete não vai entrar atrapalhando tudo que construí com Lua.
— Não me importo com quem fode, Adam, só quero saber da Lua. — Ela
diz com desdém.
— Ei, olha como fala na presença da minha menina, senhora. — Carol diz
séria.
— Vou esperar no carro, Adam. — Carol diz, dou um leve beijo em sua
boca.
— Ok, tentação. — Falo, e Caroline com Lua com o rosto escondido no seu
ombro, mostra o dedo do meio pra Janete, me fazendo rir, adoro quanto ela
é esquentadinha, mas sempre respeitando quando Lua está por perto.
— Não, preciso ver Lua! — Janete reclama alto, Carol segue com Lua até o
meu carro, a coloca na cadeirinha no banco de trás, fecha porta e entra na
parte da frente, antes de fechar a porta novamente mostra o dedo pra Janete,
me fazendo rir. — Infantil sua foda, né?
— Minha vida não lhe diz respeito, a minha vida sexual muito menos. —
Falo, sem querer discutir. — Vai embora.
— Quero ter contato com a Lua, você foi atrás de mim, me fez se aproximar
dela, agora quero mais.
— Foi um erro que cometi. Mas nunca foi próxima, até mesmo por carta era
fria com minha filha, e agora vem com essa de querer proximidade, faça um
favor a si mesma. Não me disse várias vezes que nunca serviu pra ser mãe,
que era um fardo que nunca iria querer? Então continue com esse
pensamento, bem longe de nós.
Uma explosão de raiva invade meu peito, seguro ela pelo braço e arrasto ela
até o portão principal.
— Vou ter minha filha de volta, você vai ver, Adam!!! — Ela grita, mando
fechar os portões e subo em direção ao meu carro, fico um tempo parado do
lado de fora para acalmar minha raiva. Carol sai do carro e vem até mim,
parando à minha frente.
— Você é um excelente pai, nenhum juiz vai tirar Lua de você. — Carol
fala, coloco minhas mãos nas laterais de sua cintura, puxo ela para mim,
colocando seu corpo ao meu.
Me inclino e dou um beijo nela, que fica fazendo carinho no meu rosto,
sinto minha respiração se suavizar, minhas mãos, que estavam um pouco
trêmulas, voltam ao normal, essa calma que Caroline era capaz de me dar
sem nem perceber, era delicioso.
— Não, coloquei desenho pra ela assistir e nem prestou mais atenção em
vocês.
O carro dos seguranças, que agora sempre fazem nossa escolta, vai na
frente, meu carro no meio e outro carro atrás, não vou deixar mais ninguém
chegar perto de Lua.
— Sabe, agora vendo essa mulher com mais calma, ela se parece com a ex-
babá da Lua. — Carol fala, ela disse aos policiais que achava que viu a babá
de Lua no dia do sequestro, agora ela estava sendo investigada, mas estava
sumida, o rapaz que foi preso não conhecia ela, diz que só foi contratado
para pegar Lua e levar à uma mulher, que eles não sabem quem é.
— Pensando bem, se parecem um pouco. — Falo, mas meus pensamentos
estão no fato de Janete fazer isso mesmo, entrar na justiça para e tomar Lua.
Não iria aguentar ficar sem minha filha, ela é minha vida, tudo que fiz e
faço é por ela, e essa mulher surgir e ameaçar tirar ela de mim mexe comigo
de uma forma que quase me faz surtar.
CAROLINE MATHIAS
Assim que deixamos Lua na casa dos pais de Adam, seguimos até o local
onde seria o evento.
— Um beijo pelos seus pensamentos. — Adam fala, retirando uma das suas
mãos do volante, leva até a lateral do meu rosto e faz um carinho com as
costas dos dedos, deslizando suavemente.
— Prefiro beijo, ou... — Seguro a mão dele e levo até minha intimidade,
levantando o vestido. — Que me faça gozar antes de chegarmos.
— Sempre estou quando fico perto de você, sr. Smith. — Falo gemendo,
abrindo minhas pernas o máximo que o local permite.
Adam leva seus dedos até sua boca, molhando com sua saliva, e volta a
mão entre minhas pernas, introduzindo seus dedos em mim, gemo alto e
manhosa, pedindo por mais.
Adam penetra seus dedos em mim, inclino meu quadril para entrar o
máximo que der, Adam me deixa sempre muito excitada, só de estar perto
dele, já sinto o calor entre minhas pernas aumentar.
Subo meu vestido até próximo do meu pescoço, expondo meus seios, toco-
os com as pontas dos meus dedos, Adam geme alto.
Ele olha para mim, sem parar suas estocadas com seus dedos.
Adam leva seus dedos até sua boca, lambendo, depois coloca novamente
em mim, logo em seguida levando na boca.
— Eu amo seu sabor. — Ele lambe seus dedos como se fosse algo
extremamente saboroso.
— Não, Carol. — Ele segura minhas mãos quando tento abrir seu zíper. —
Vou te sujar toda.
— Não se preocupe, não vou deixar cair nada para fora da minha boca...
nenhuma gota. — Falo, abrindo o zíper da sua calça e libertando seu pau
grosso e cheio de veias, tão delicioso quanto bonito.
— Vou gozar, seja uma boa garota e não deixe cair nada. — Ele fala num
gemido alto, seu corpo estremece inteiro, sua respiração acelera, logo sinto
seu líquido quente explodir na minha boca. — Isso, amor, engole tudo… —
Ele diz, olhando para mim, e de relance para a direção. — Boa menina. —
Ele diz, fazendo um carinho no meu rosto, sem tirar a pressão de sua mão
na minha cabeça, com seu pau ainda na minha boca. — Não desperdiçou
nada.
— Você é linda, mas com meu pau no fundo da sua garganta, é a perfeição.
— Adam solta a pressão de sua mão na minha cabeça, agora fazia carinho
nos meus cabelos, solto seu pau, guardando dentro da cueca e fechando sua
calça, me levantando, e Adam segura meu rosto, me puxando para um
beijo.
— Isso é golpe, você me enganou, paguei pelo produto e não recebi, isso é
estelionato. — Adam entra na brincadeira.
— Recebeu algo bem melhor que meus pensamentos. — Falo maliciosa, ele
sorri.
Sorrio, passando o braço por debaixo do braço dele, encostando meu rosto,
sentindo a maciez do tecido em contraste com seus músculos rígidos, fecho
meus olhos, Adam é maravilhoso, tão perfeito, vai ser difícil ir embora,
nunca vou esquecê-lo. Ele beija a minha cabeça.
— Oi, Sam.
— Faz tempo que não a vejo, meu tio não me deixa ir te ver na casa dele. E
me enche de serviço, estou seriamente pensando em pedir demissão. —
Samuel fala, rindo.
— Mas já estou melhor e ainda vamos marcar aquele jantar na casa do meu
pai com seus amigos...
Dou uma piscada marota para Samuel, que ri, Adam está arfando de tanta
raiva, acho que o estou provocando demais, se ele soubesse que Samuel é
homossexual, ficaria com vergonha do seu ciúme exagerado, soube disso no
dia em que o conheci na festa do meu pai, o vi beijando um rapaz.
Viramos amigos desde então, ele não conta a família dele, pois, segundo
ele, são muito preconceituosos, e aproveitei para usar ele para provocar
Adam, Samuel adorava tirar o tio do sério, então se divertia o provocando
também.
— Some daqui, Samuel. — Adam fala entre os dentes, acabo rindo, passo o
meu braço sobre o dele.
Adam para no meio do nosso caminho rumo ao encontro do meu pai, ele dá
um passo para frente, se colocando feito uma parede deliciosa de músculos
a minha frente.
— Não brinque comigo, Caroline, tem ideia das coisas que me vêm à
cabeça para fazer com meu próprio sobrinho quando está conversando com
ele? Se você flertar descaradamente com ele ou mais alguém, vai ver o
sangue dele jorrar, e ainda vou te trancar no quarto e te dar uma bela surra,
mas não será com as mãos, e sim com meu pau, até você implorar para
parar, e mesmo assim vou continuar, até que só reste meu nome saindo de
sua boca e marcado na sua mente.
Seus olhos num tom azul mais escuro demonstravam que não havia um
resquício de mentira em suas palavras.
— Sabe que falando isso me dá muita vontade de receber esse castigo. —
Falo, pousando a mão no seu peitoral, um gemido reprimido escapa da
garganta de Adam.
— Você é minha.
Procuro por minha mãe, achei que ela viria com Ronnie.
— Sua mãe está com os amigos de Samuel, virou amiguinha deles, tão
ridículo uma senhora achando que é da turma dos jovens. — Ronnie fala,
com uma expressão engraçada, revirando os olhos, a bochecha levemente
corada.
— Minha mãe é uma senhora, mas é uma senhora gostosa e sociável, todos
gostam dela. — Falo, e Ronnie bufa.
— Por que quer saber? — Adam me olha com aquele olhar possessivo dele.
— Caroline...
— Deixe ela ir com os jovens, pelo menos fica de olho na Patrícia. Não
deixe nenhum moleque se aproximar dela, por favor. — Ronnie pede e
aponta para uma mesa, cheia de rapazes com Eliz, o noivo e minha mãe,
estavam em uma conversa bem animada, me viro para ir.
Dou alguns passos e já sinto Adam segurar a minha cintura.
Dou risada e continuo o meu caminho, quando chego à mesa, minha mãe
me saúda, feliz.
— Filha, como é bom vê-la, vim pra cá e só te vejo se for na casa do Adam,
se tiver sorte de te encontrar lá, já que sempre estão em algum passeio. —
Ela reclama, cumprimento a todos e me sento ao seu lado.
— A surra do sr. Smith deve ser muito boa, Patrícia, ela viciou. — Eliz ri.
— Essa semana vai voltar pra casa, né? Tenho muita coisa pra fazer e
preciso de sua ajuda, tenho prova do bolo, finalizar a escolha da decoração,
provar o cardápio, e ainda nem escolhi o vestido. — Eliz fala.
Às vezes, dava uma olhada para Adam, e sempre encontrava seu olhar já
pousado em mim, ele e meu pai são abordados por muitas pessoas, os
impossibilitando de chegar até nós.
— E aí, esse rolinho com o Adam já deu, né? Já está na hora de terminar,
antes que o fogo na perseguida vire um fogo permanente no coração. —
Minha mãe disse próxima a mim, num tom mais baixo.
Olho para Adam, é, eu preciso terminar com ele, só que não sei se consigo.
Merda, não quero odiar a minha vida, mas estar com ele e Lua me faz ficar
cada vez mais envolvida, é tudo tão perfeito.
Continuo em silêncio, não sei essa resposta ou quero me convencer que não
sei, estar com Adam é deliciosamente bom, em todos os sentidos.
Não sei se estou preparada para deixar tudo que estamos vivendo, sei que
sou egoísta, mas não sei se consigo. Minha mãe me olha por alguns
instantes, seu olhar inquisidor sob mim demonstra sua preocupação, fico
vermelha, não sei mentir para ela. Nunca precisei, sempre fomos honestas
em tudo uma com a outra.
— Acho bom, sabe que vamos para os Estados Unidos e vamos ficar por
muito tempo lá. — Encolho meus ombros ao lembrar disso.
— Não bagunça tudo, filha, isso já está sendo difícil demais volta pra casa
do rola murcha do seu pai, termine isso. — Minha mãe fala, e Adam e meu
pai, se aproximam, Ronnie senta ao lado da minha mãe e Adam à minha
frente.
— Por falar em casa, agora que está recuperada, Adam não te deve mais
nada, e pode voltar para casa. — Ronnie diz.
— Não! — Adam diz rapidamente. — Ela ainda não teve alta médica, além
do mais, precisamos ter uma conversa.
Olho para Adam, que conversa é essa? Espero que seja sobre trabalho,
Adam não pode estar pensando em ir além no nosso relacionamento, não
tem como, por mais que eu queira.
— É importante, mas tem que ser apenas nós dois. — Ele fala, tão sério que
me faz ficar realmente apreensiva.
— Ela prefere ficar entre os coroas, Samuel, pode ir. — Adam fala
triunfante, Samuel sai com alguns rapazes. Mesmo assim, Adam não me
solta.
ADAM SMITH
Sei que pareço um adolescente bobo agindo dessa maneira, mas não suporto
a ideia de alguém, que não seja eu, perto de Carol, a cobiçando, sentindo
seu cheiro delicioso, olhando para as curvas de seu corpo, que pertenciam a
mim, e apenas a mim. Ainda mais sabendo como essa tentação adora me
provocar.
Não vai ser fácil, estou correndo o risco de perder um amigo da minha vida
inteira, um grande amigo, talvez ele fique com raiva e se sinta traído por
mim no começo, mas acho que com os anos de cumplicidade e amizade vai
ver que não quero mal de Caroline, nem estou usando ela, quero
compromisso, quero ela para mim, quero mostrar para todos que ela é
minha e que ninguém poderá chegar perto dela com segundas intenções.
— Ain, sério? Que fofo, quer dançar comigo? — Patrícia diz, eu e Caroline
nos olhamos já sabendo a encrenca que isso daria.
— Não permito dizer nada. — Ronnie diz. — O que quer com essa
senhora? Ela não é rica, acha que ela vai te bancar, pivete? — Ronnie
explode, Patrícia olha para ele, prestes a matá-lo.
— Não escute esse senhor, ele está acostumado a bancar menininha, acham
que todos serão assim, vai pagar alguma menininha e ver se essa rola
murcha sobe. — Patrícia diz.
— Gata é minhas bolas, sai daqui, moleque. — Ronnie está fora de si, essas
mulheres fazem a gente perder a cabeça, eu entendo ele.
— Por que esses eventos que vai só tocam essas músicas de velho? Sei que
você é velho, mas nem tanto. — Ela fala, quando seguro a sua cintura e a
conduzo no ritmo da música.
— Não tenho dúvidas disso, mas é algo que nunca quero ver. — Ela ri, se
encostando mais em mim.
Já até fantasio ela dançando totalmente nua para mim, e agora tenho que
evitar uma ereção a todo custo.
Continuamos a dança de forma suave, evito encostar muito nela para meu
corpo não me trair e para evitar olhares de Ronnie antes que possa
conversar com ele, se bem que ele ainda estava discutindo com Patrícia, e
impressionantemente o rapaz continuava na mesa, olhando os dois
discutirem. “Cada maluco”, penso.
Terminamos nossa dança, Caroline se junta a Eliz, vou conversar com
alguns sócios e organizadores do jantar, para marcar presença e ir embora,
minha casa com Caroline e minha filha é mil vezes melhor que aqui, ou em
qualquer outro lugar.
— Me desculpa, eu estava confuso, eu te traí, mas foi culpa sua, você joga
aquela bomba em mim e esperava o que de mim? — Ele abraça Caroline de
novo, e antes que eu pudesse fazer algo, é Caroline e a mãe dela que
descem a porrada sem dó no rapaz.
CAROLINE MATHIAS
Enquanto chuto Denis, minha mãe desfere um monte de socos nesse traidor
babaca dos infernos.
— O que faz aqui, idiota? Como me achou? E por que me achou? — Falo,
entre os chutes que dou. Será possível que hoje era o dia de encontrar ex
babaca. Primeiro com Adam e agora comigo. Que merda.
— Não falei pra nunca mais chegar perto da minha filha, seu merda? —
Minha mãe batia sem dó. Um pequeno tumulto se formou ao nosso redor.
— Ahh, sim, então vamos bater mais. — Eliz diz, chutando ele.
— Ei!!! — Nós três falamos juntas, olhando para ele com os olhos estreitos.
— Quer receber essa massagem também? — Eliz fala, erguendo a mão para
Adam de punho fechado.
— Não, Carol, me ouça, dei um duro danado para te encontrar. Por favor,
me escute. — Ele diz.
Meu pai segura ele pelo colarinho da camisa que usa e sai, o arrastando para
fora, acho que o choque foi geral, pois todos nós ficamos em silêncio
olhando essa cena.
— Espera aqui que vou ajudar seu pai a matar o bostinha. — Minha mãe
pega uma cadeira e sai em direção onde Ronnie foi, corro até ela, pegando a
cadeira.
— Mãe. Chega.
Ela sai em disparada atrás de Ronnie, sigo ela apressadamente, vou até ela
ao avistá-la com Ronnie.
— Acredita que seu pai deixou ele ir? — Ela fala revoltada.
— Está tudo bem, se quiser que mando matar ele, eu faço, é só me dizer,
Carol. — Ronnie diz.
— Tudo bem, pai, ele é um idiota, mas não vai me fazer mal.
Olho para Ronnie estranhando a cara de bobo que ele fez para mim, minha
mãe me olha de sobrancelha arqueada, enquanto cruza os braços.
— Você me chamou de pai. — Ele diz, fico corada, nem percebi que o
chamei assim, acho que é a influência da Lua, que toda hora chama Adam.
Ronnie inicia um choro, me deixando mais constrangida ainda.
— Isso é muito lindo, eu queria tanto ter te visto crescer, ter acompanhado a
gravidez da sua mãe, mas eu prometo que não vou perder mais nada da sua
vida, sua formatura na faculdade todos os natais, finais de anos, seu
aniversário, tudo que for relacionado a você não vou perder, Caroline,
prometo. — Ele segura as minhas mãos, fazendo com que as coisas da
minha mãe caiam no chão. — Você é muito importante pra mim, só quero
que saiba disso.
Não sei o que falar para Ronnie, isso mexe comigo, gosto dele, não nego,
mas não quero que minha mãe se sinta traída se eu afrouxar com ele. Olho
para ela, que apenas sorri para mim.
Sempre foi só eu e ela, agora não sei como encaixar Ronnie na nossa vida
sem magoar ela, afinal, ele a traiu, sei que não tenho nada a ver com isso,
mas, mesmo assim, me sinto mal por minha mãe.
— Também estou, gostaria que voltasse para minha casa, por favor, parece
que está fugindo de mim.
— É que me acostumei tanto com a Lua, que acabei me deixando levar, mas
eu voltarei para passarmos um tempo juntos.
Ronnie fica ainda mais feliz com o que falei, claro que deixei de fora a
parte de adorar estar nos braços do pai dela, mas não menti, adoro ficar com
Lua.
— Que tal almoçarmos juntos amanhã, nós três? — Ele fala, olhando para
Patrícia.
Me despeço dos meus pais e seguimos até o carro dele, Adam abre a porta
do carro para mim, depois entra. O mesmo esquema com os seguranças é
feito.
— Sim, não faço ideia do que ele faz aqui. — Falo, ainda irritada com essa
atitude louca de Denis.
— Eu faço uma ideia do porquê ele está aqui, mas não vai rolar, você já é
minha, se ele foi idiota o bastante para te perder, eu não vou ser. — Adam
fala, retirando uma mão do volante e depurando a minha, é tão bom ouvir
isso, mesmo sabendo que não é certo.
— Acho que vivo mais com você no meu colo do que com Lua. Ainda não
se acostumou? — Ele me dá um beijo.
— Tento não fazer isso, pois quando me deixar, vou sentir falta desses
mimos. — Abraço ele.
— E quem disse que vou te deixar? — Ele diz, caminhando pelas escadas
até chegar no quarto. Quando ele abre a porta, levo um susto, está todo
decorado, cheio de buquês de flores, pétalas por todos os lados e na cama
um coração feito de pétalas, tinha uma caixinha de veludo no centro do
coração, Adam me coloca no chão.
— Achou que eu não traria uma flor para você e Lua hoje? — Adam diz,
sorrindo, dou risada. Bem, senti falta disso, ele todo dia que chegava
entregava uma flor para mim e a Lua, hoje ele não fez isso, mas não quis
cobrar, afinal, ele faz isso sempre.
— Sei que estou parecendo um maluco por fazer isso tão cedo, mas não
posso negar o que sinto, porque nunca senti antes, e quero que tudo entre
nós seja claro e sincero. Quero te namorar, Caroline, quero fazer tudo
conforme as tradições que para você devem ser bregas, quero te namorar e
tudo o que vem a seguir. Quer namorar comigo, Caroline?
CAROLINE MATHIAS
Olho totalmente surpresa para Adam. Namorar? Ele quer namorar comigo?
Porra, eu não posso, eu quero muito, mas não posso.
— Adam... — minha voz falha, Adam sorri para mim e me puxa, colando
nossos corpos.
— Calma, minha tentação, entendo que você me disse que éramos apenas
para curtimos um ao outro, mas não quero apenas isso, quero tudo de você,
quero dar tudo de mim pra você, e não se assuste, te dou tempo para pensar,
apenas não rejeite esse anel, estou te dando, porque gosto muito de você.
Adam abre a caixinha de veludo e revela um anel lindo, de ouro branco com
diamantes no formato de uma pequena flor no meio.
— Impossível, minha rainha. — Ele fala, acariciando meu rosto, dou risada,
tentando afastar o turbilhão na minha mente.
— Rainha?!
— Já tenho uma princesa, e agora tenho uma rainha. Sou mesmo muito
sortudo, não acha?
Adam beija a minha testa, sorrio feliz, isso era tão lindo, era tão perfeito. O
que eu fiz? Adam vai me odiar, mas não consigo me afastar, sou tão egoísta.
— Vou voltar para casa do Ronnie. — Falo, tentando colocar minha cabeça
no lugar, não posso me deixar levar por tudo isso, era só sexo, nós
concordamos com isso.
— Mas era só sexo, Adam, namorar é algo muito maior. — Falo, olhando
seus olhos azuis intensos dele, tão lindos, ele é lindo, é perfeito.
— Sei que é, tentação, mas nos dê uma chance de sentir isso, sei que sente o
mesmo, que me quer, que quer estar comigo e Lua. Seja nossa rainha,
Caroline?
— Não chore, minha rainha, quero que seja feliz, vou me empenhar para te
fazer feliz todos os dias, eu prometo.
— Nem precisa se empenhar tanto, nunca me senti tão bem e feliz quanto
estou sendo aqui com você e a Lua. — Confesso, fazendo com que Adam
sorria feliz, ele encosta a testa na minha.
— Você é minha.
— E eu sou seu, fomos feitos um para o outro, não fuja disso, tentação.
— Vou te dar um tempo para pensar, só vou usar a minha aliança quando
você disser ‘sim’ e a colocar em mim.
Ahh, como queria acreditar nisso, levanto a minha cabeça e dou um beijo na
sua boca. Adam me leva até a cama e me deita, se deitando por cima de
mim.
— É por que não pode ter filhos? Aquele moleque te humilhou por causa
disso? — Meus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar de conversa
horrenda que tive com Denis, Adam beija a minha testa. — Eu quero você,
Caroline, não me importo se pode ou não ter filhos, mesmo se eu não
tivesse a Lua, ainda iria querer ficar com você sabendo disso.
— Adam, não...
— Shiii, amor, não ouse derramar uma lágrima por causa de um ex babaca,
ou juro que sairei daqui e matarei ele com minhas próprias mãos.
— Você será amada por mim do jeito que é... — Ele retira minha calcinha,
beija meu pescoço e desce até próximo ao meu seio. — Será sempre a
minha tentação...
Ele toma um seio meu na boca, meu gemido sai lânguido e intenso, sou
totalmente entregue aos seus toques, não consigo e nem quero resistir
nunca, mesmo sabendo que vou ser odiada, não consigo me afastar.
ADAM SMITH
Esperava essa reação de dúvida de Carol, sabia que ela agiria assim, mas
saber que ela quase chorou por ter sido humilhada por aquele moleque
babaca me deixou quase fora de mim, eu quero matá-lo por deixá-la assim,
tão insegura com algo que ela não pode controlar.
Preciso sentir seu corpo ou farei uma besteira hoje, e não estou a fim de
estragar a noite que planejei tanto, isso pode ficar para outra hora.
Desço meus beijos até sua barriga, sinto ela se arrepiar, passo a minha
língua ao redor do seu umbigo, desço até chegar no meu alvo delicioso,
passo minha língua por toda a extensão de sua boceta, desço até seu clitóris,
arrancando um gemido alto de Carol, quando passo meu piercing nele, me
empenho em chupar ela com vontade, estou louco de tesão, quero preencher
sua boceta com meu pau, mas só depois de sentir seu gozo escorrer na
minha boca. O que não demora a acontecer, seu líquido invade a minha
boca, me causando um prazer indescritível.
Assim que sugo tudo, abro bem suas pernas e abro o botão e o zíper da
minha calça, nem vou tirar a roupa agora, preciso sentir essa delícia
esmagando meu pau. Enterro meu pau na sua carne tão molhada, tão
deliciosa, tão minha.
— Adam está exagerando, o sequestro foi com a Lua, esses três deveriam
ficar perto dela. — Minha mãe diz, os olhando.
— Vai por mim, os que ficam com ela, se não são deste tamanho, são
maiores, ele só quer nos manter seguras. — Falo, sorrindo, e pela cara da
minha mãe, eu devia estar parecendo uma boba apaixonada.
— São três gostosos, isso sim. Deus, que homens gostosos! Podem ser
meus seguranças quando quiserem. — Eliz fala nada baixo, qualquer um
podia ouvir, os três também, eles tentavam se manter sérios, mas olharam
com certa languidez para Eliz.
Seguimos até a confeitaria que Eliz iria provar o bolo, era uma das mais
requisitadas do país, o lugar era amplo, com mesas estilo francesas na
entrada do lado de fora, e dentro, um espaço enorme com vários tipos de
bolos e doces expostos, minha boca saliva só de olhar.
— Deus, estou de regime, ter que provar desses bolos vai me engordar dez
quilos no mínimo. — Eliz resmunga.
— É só olhar pra esse monte de banhas que tenho e vai saber o porquê. —
Ela diz, pegando no seu corpo como se fosse gigantesca.
— Que gentileza, mas sei que estou gorda, e quero estar gostosa no meu
vestido de noiva.
— Por que seu noivo não está escolhendo o sabor com você? Quando eu e
Ronnie nos casamos, foi escondido, mas fizemos tudo juntos, até a escolha
do meu vestido. — Minha mãe diz, Eliz fica vermelha.
— Ai, meu Deus, esqueci que estavam aqui. — Ela diz, olhando para os
homens. — Não ouviram nada, né?
— Eu já havia notado que era maluquinha, mas nem tanto. — Falo, e ela ri.
— O que é isso? — Ela olha para o anel. — Caroline, não é o que estou
pensando, né?
— Não, não é, Caroline, significa que ele está apaixonado por você,
caramba. — Minha mãe esbraveja. — Você aceitou o anel?
— Nossa, por que ela está tão brava? É só um anel, Adam é incrível, fico
feliz por vocês. — Eliz diz.
Quando minha mãe se vira, ela já está chorando, olho para ela.
— Por que fez isso?! Olha, eu não aceitei ainda, não aceito saber que se
apaixonou, Caroline. Como acha que me sinto? Como acha que vou aceitar?
Minha mãe chora copiosamente, vou até ela e seguro as suas mãos.
— Tudo bem, vai ficar tudo bem, mãe.
— Caroline, não sabemos, sabe como foi a reação do Denis e você nem
gostava dele e sofreu, se estiver apaixonada e passar por aquilo de novo…
— Mãe...
— Não, você volta pra casa do Ronnie hoje e termina com Adam hoje
mesmo, acabou, Caroline, não me faça odiar ainda mais tudo que está
acontecendo. Não complica mais, filha, por favor, você vai sofrer tanto e o
caminho é tão longo e incerto, não me faz odiar tudo e a mim mesma.
Abraço minha mãe, sei o que ela quer dizer, sei que é tudo verdade, mas
não sei se posso deixar Adam.
— Nossa, por que de tanta discussão, Pat? Adam é uma ótima pessoa. —
Eliz diz.
— Nada, Eliz, é só eu e Caroline o tempo todo juntas, e agora que ela está
com Adam, fico insegura, coisa de mãe, não quero perdê-la. — Minha mãe
fala, me olhando.
— Nossa, isso foi tão lindo, minha mãe nunca diria nada parecido com isso.
— Eliz olha para nós.
— É uma pena, você é uma garota incrível. — Minha mãe diz, sorrindo.
Eliz olha para eles, que tentam disfarçar o riso, estavam com a boca cheia.
— Meu nome é o mais normal, o deles são Esdra e Enos. — Eliel fala.
— Vou lá na parte da frente, escolher um bolo para levar para Lua e Adam.
— Anuncio, querendo sair daqui um pouco, dar uma abaixada na tensão
absurda entre nós.
— Você é das minhas, Carol. — Eliz ri. — Não falei que ele te daria um
cartão desses?
— Vou escolher o bolo. — Falo, indo em direção aos bolos expostos na
recepção da entrada.
Ando pelo local, já sei o que vou levar, gostei muito de um que provei, acho
que eles gostarão também, mas ainda admiro os bolos.
— Estou falando sério quando disse que vai voltar para casa do Ronnie. —
Minha mãe para ao meu lado, apenas suspiro.
— Deixei isso ir longe demais mesmo. Só sinto por Adam e Lua, apesar de
saber que ela é ainda pequena, vai sofrer com minha ausência no começo,
mas vai me esquecer rápido.
— Adam também, é pouco tempo pra estar tão apaixonado assim, logo
arruma outra mulher e segue a vida.
Ouvir isso não foi fácil, meu corpo chega a se retesar, imaginar Adam com
outra me doeu além do limite, minha mãe me olhou por uns instantes.
— Sinto muito, querida, não devia ter dito isso, não é fácil, acho que é a
primeira vez que te vejo assim, não queria ser eu a ter que jogar um balde
de água fria nisso. Sinto muito de verdade.
Não respondo, mas ainda sim me dói de um jeito perturbador saber que
preciso deixar Adam e Lua.
Desço até a sala para esperar Lua, meu celular toca, vejo que é Adam.
— Oi, minha tentação, já está em casa ou ainda está com Eliz e sua mãe? —
Ele pergunta quando atendo, gosto como meu coração fica acelerado
quando ouço a voz dele.
— Com certeza, agora além de ter uma princesa para cuidar, tenho minha
rainha para agradar.
— Está bem, estaremos te esperando para a janta, não jantaremos sem você.
— E não vou comer nada a não ser com vocês, minha rainha e minha
princesa. — Ele fala.
— Está bem, mas coma pelo menos algo leve, sabe que é velho, se passar
mal por ficar sem comer, vai ser perigoso. — Provoco, e ouço a risada de
Adam.
— Esse velhinho aqui aguenta essa safadinha sentando no meu pau a noite
toda, algumas horas sem comer não fará diferença.
— Ah, isso meu velhinho aguenta muito bem, eu admito. — Ele ri.
— Preciso ir, tentação, até daqui a pouco, eu te amo. — Adam diz, e antes
que eu pudesse falar alguma coisa, ele desliga, me deixando sem ar com o
que ele disse.
ADAM SMITH
Assim que desligo o telefone, me encosto na cadeira, sei que Caroline deve
estar com a cabeça em chamas agora pensando no que eu disse.
Precisava dizer isso a ela, queria fazer isso pessoalmente, não desta forma,
mas Caroline iria discutir no mesmo instante. Já se assustou com um anel,
imagine com essa confissão, ela precisava ouvir e pensar sem eu estar perto
para ela discutir.
Não menti, nem estou sendo precipitado, apenas estou sendo sincero, me
apaixonei por Carol e vou além no que sinto, a amo, sou categórico nesse
sentimento, nunca senti isso.
Não a apenas desejo, é óbvio que a desejo em meus braços, em minha
cama, que sou louco pelo nosso sexo intenso e delicioso. Só que não é
apenas isso, gosto de chegar em casa e saber que ela está lá me esperando
com Lua, gosto da sensação única de ser recebido com um beijo e aquele
sorriso lindo, como se estivesse realmente feliz por me ver, gosto dos
nossos momentos com Lua, nossas conversas a sós, como nos encaixamos e
conseguimos ser sinceros um com o outro, temos uma conexão tão grande
que tudo flui entre nós, gosto de tudo em Caroline, e sim, eu a amo.
Só vou esperar ela aceitar meu pedido de namoro e vou conversar com
Ronnie, não quero esconder mais de ninguém que estamos juntos, que ela
me pertence, Caroline é minha, quero que todos saibam disto.
— É sério isso? Se eu soubesse que era sobre política, teria ido para casa
ficar com minhas garotas. — Falo num resmungo.
— Não é sobre política, e sim sobre como seremos beneficiados com esse
apoio. — Ronnie diz, enquanto caminhamos até o elevador. — E não chame
minha filha de sua garota, já falei que soa muito estranho.
Olho para Ronnie, fico imaginando a reação dele quando souber que
Caroline é sim minha garota, em todos os sentidos, que não vou abrir mão
dela, mesmo que ele não aceite. Fico em silêncio, essa seria uma conversa
difícil.
(...)
Ao chegar em casa, fico chateado, as meninas já deviam estar dormindo, a
reunião se estendeu demais. No começo, foi apenas assuntos de política,
mas depois foi apenas conversa fiada e ninguém me deixava vir, já estava
ficando louco.
Vou até a cozinha, não comi nada ainda, estou faminto, assim que acendo e
luz, minhas duas pessoas favoritas nesse mundo pulam na minha frente
gritando como duas maluquinhas, me assustando de verdade, sou envolvido
pelos abraços mais gostosos do mundo.
— Voxê demoou muito, papai. — Lua fala, bocejando, dou um beijo em sua
bochecha, a pegando nos braços, encho sua bochecha fofa de beijos.
— A Lua já jantou, quis colocar ela para dormir, mas ela quis te esperar
junto comigo.
Abraço Caroline. Como não amar essa garota? Impossível. Dou mais um
beijo nessa garota apaixonante. Ela dá um beijo em Lua, que já está quase
dormindo, e subo.
Já no quarto de Lua, ela não demora a dormir, vou para meu quarto, tomo
um banho, coloco um pijama e desço, Carol já estava colocando nossos
pratos na mesa, abraço ela por trás, beijando seu pescoço, sentindo seu
delicioso perfume. Carol se vira para mim, esticando os braços e passando
em volta do meu pescoço, levanto ela nos meus braços, a deixando na
mesma altura que eu, tomo seus lábios deliciosos com os meus num beijo
intenso.
— Meu coroa mais gostoso do mundo. — Ela diz, com os lábios colados
aos meus. — Como foi a reunião? — Ela pergunta quando a coloco no
chão, sentamos nas cadeiras próximos um do outro.
Assim que arrumamos e guardamos tudo, subimos para o quarto. Assim que
abro a porta, vejo algumas malas próximo à porta que leva ao closet.
— O quê? Por quê? — Volto meu olhar para ela. — É porque eu disse que
te amo? É por isso que está indo embora? Está com medo dos seus
sentimentos por mim serem os mesmos? Do que tanto foge, Caroline? Fala
para mim? Qual o seu problema de se entregar por completo a mim?
CAPÍTULO 17
ADAM SMITH
Encaro Caroline, ela fica toda vermelha, seguro seu rosto entre minhas
mãos.
— Não vou te deixar, Adam, não posso fazer isso. — Ela fala. — Mas eu
preciso ficar um pouco com Ronnie, foi pra isso que vim, pra conhecer ele,
e não fiz isso esse tempo todo, não estou te deixando, mas... — ela fica
quieta por alguns instantes. — Preciso ter uma conversa séria com você.
— Não hoje... preciso de um tempo, mas vou ser totalmente sincera com
você, mesmo que nunca mais olhe para mim. — Ela fala, e fico olhando
para seu rosto, que já desciam algumas lágrimas.
— Eu te amo, seja lá o que for me falar, vou estar com você sempre. —
Pego Carol nos braços. — Por favor, não vá embora, fique aqui comigo e
Lua.
— Preciso mesmo ficar um pouco com Ronnie, mas vou vir aqui todos os
dias, e a Lua pode ficar comigo quando sair da escola até você ir buscá-la.
— Então, passe o dia todo com ele, fique no escritório com ele, almocem
juntos, mas fique aqui conosco. Eu vou falar com ele sobre nós, Carol,
preciso ser sincero com ele.
— Não, por favor, ainda não, vamos conversar antes, depois da nossa
conversa, se decidir ficar comigo, aí falamos com ele.
— Você deveria, sim, somos perfeitos juntos. — Levo Carol até nossa
cama, a deito e faço o mesmo, a alinhando em meu peito. — Por favor,
fique aqui em casa.
— Preciso mesmo ficar um pouco com meu pai, Adam. — Ela diz. Suspiro,
puxando-a para um beijo.
— Tudo bem, meu amor. — Falo a contragosto, não vejo mais minha casa
sem Carol, ela completava minha vida, minha casa era dela, era nossa, virou
nosso lar de uma forma tão perfeita e natural, que não sei como vai ser
chegar em casa e não ser recebido pelas minhas pessoas mais amadas desse
mundo. — Você tem bastante coisas na casa do Ronnie, deixa suas coisas
aqui, assim saberei que vai voltar logo para nós, para nossa casa.
— Acho que preferia mais quando você fugia de mim, você é muito
grudento, quase quarentão. — Caroline ri gostosamente.
— Não sou, pelo menos não era até conhecer você, agora quero estar o
tempo todo grudado em você mesmo, sentindo esse cheiro gostoso, tocando
essa pele macia, não tem ideia do bem que sua presença faz pra mim, minha
tentação. — Confesso, beijando sua boca deliciosa.
— Gosto da sua companhia, mas prefiro mais seu pau. — Ela continua a me
provocar, rebolando mais seu quadril. Introduzo meus dedos nela, que
geme.
— Tão abusada, quer meu pau? — Pergunto, colocando meu pau para fora
e passando na entrada molhada dela.
Levanto um pouco seu quadril e encaixo meu pau nela, a fazendo descer em
um único movimento brusco, enterrando todo meu pau nela, ela geme alto,
inclinado a cabeça para trás, rebolando ainda mais no meu pau.
CAROLINE MATHIAS
— Até que enfim voltou pra casa do Ronnie. — Minha mãe diz quando
chego em casa, com algumas malas, apenas duas, o resto Adam me fez
deixar lá, com medo de não voltar.
— Não queria, mas acho que tenho que passar um tempo com Ronnie. —
Falo, me sentando no sofá da sala.
— Foi pra isso que veio, né. — Minha mãe me estende uma xícara com
chá.
— Ele já me deu toda riqueza dele, eu quem fui egoísta e não dividi com
ele. — Minha mãe fala, me abraçando.
— Não significa, mas um bom pau ajuda muito. — Brinco, e minha mãe ri.
— Mãe, sabe... vou contar tudo ao Adam. — Falo, olhando para ela, que
fica visivelmente tensa.
— Acho justo.
— Entender não vai, ninguém vai, mas acho muito bom que seja sincera,
assim como fez com Denis.
Fico quieta por alguns instantes, sinto meu estômago revirar em pensar em
Adam tendo uma reação parecida com a de Denis, vai me arrasar demais,
mesmo não amando Denis, fiquei magoada, com Adam, não sei se vou
suportar.
ADAM SMITH
Nos sentamos no pano, Carol entre minhas pernas e Lua corria para lá e
para cá, brincando com o demoninho do Keke.
— Essa noite sem você na nossa cama vai ser horrível. — Falo ao ouvido
de Carol, ela sorri, se virando para mim e me beijando.
— Sempre dormiu sem mim, vai ser apenas mais uma noite como outra
qualquer. — Ela diz.
— Dormia sem você pois não a conhecia, agora que a conheço, que a tive
para mim todo esse tempo, não consigo mais voltar ao vazio que era minha
vida.
— Sua vida não era um vazio, você tem a Lua. — Ela diz, me empurrando
de leve.
— Não nesse sentido, ele é minha filha, sempre vai me fazer feliz, mas o
vazio que digo é de companhia, de amor feminino, não de qualquer amor
feminino, do seu amor, do seu carinho, da sua presença. Me acostumou mal,
tentação. O que farei sem você na nossa casa? — Sou dramático ao falar,
quero soar dramático mesmo, mas quero que ela saiba que estou sofrendo
de verdade. Ela me fez sentir falta de algo que nem sabia que faltava na
minha vida, e era exatamente ela, era ela quem faltava na minha vida, e
agora não vou mais deixar sair, nunca mais.
Carol gargalha, coloco seus lindos cabelos para trás das orelhas
Coloco ela em meu peito junto com Carol, ela deita o rosto no seio de
Carol, se abraçando nela, que envolve Lua nos braços, e eu envolvo as duas
em meus braços.
— Vamos dormir aqui hoje, está bom, princesa? — Falo baixinho, ela já
está toda sonolenta.
— Tá bom.
— Mas você está toda suada, sua sapequinha, correu para todos os lados
com Keke. Vamos, vou te dar um banho e você dorme fresquinha e
limpinha. — Carol diz.
— A Lua já domiu. — Lua diz, fazendo som de ronco, nós rimos. Carol se
levanta e pega ela no colo.
Subimos até o quarto que Ronnie fez para Lua, ela tinha tudo nesse quarto,
praticamente morei nele quando Lua era bebê, não fazia ideia do que fazer
com ela, e Ronnie me ajudou demais.
Por isso não vejo a hora de ser totalmente sincero com ele, tenho que contar
logo, que estou perdidamente e loucamente apaixonado por sua filha.
Carol deu um banho em Lua enquanto eu escolhia seu pijama, dei a ela no
banheiro, e quando elas saíram, Lua estava quase dormindo, Carol secou os
cabelos dela com o secador com extremo cuidado, depois eu a peguei,
deitando-a na cama.
Não demorou para ela dormir, Caroline e eu descemos até a sala. Já pego
ela nos braços, a beijando, sento no sofá com ela nos braços, adoro sentir
seu cheiro delicioso.
— Adam, deve ter câmeras aqui, Ronnie vai ver. — Ela diz, dou risada.
— Acho que se for ver algo, ele já viu lá fora, Ronnie é parecido comigo,
não gosta de câmeras dentro da casa, só tem lá fora. — Vejo o olhar de
confusão de Carol. — Relaxa, ele não fica vendo as câmeras toda hora,
aliás, ele mal vê, só quando a central de monitoramento o avisa de algo.
Beijo sua boca gostosa mais uma vez, desta vez minha tentação se agarra a
mim, me beijando com voracidade, esfregando sua boceta gostosa no meu
pau.
— Você tem que ser simpática com todos, não é, Patrícia? — A voz do
Ronnie nos faz levar um susto. Caroline pula do meu colo caindo no chão.
— Qual o problema? Você insiste para irmos jantar desde que vim pra cá,
quando vamos, você faz uma cena, me poupe, Ronnie. — Os dois
continuam a discutir sem nós notar, ajudo Carol a se levantar, vejo se ela
não se machucou.
— Só pode ser brincadeira, por que vai dormir aqui? — Ele pergunta sério.
— Bom, ahn... Lua quer ficar perto da Carol, então vamos dormir aqui. —
Respondo, sorrindo.
— Ela é minha filha, vou ficar onde ela está. Quando se instalou na minha
casa com a mesma desculpa, não falei nada.
CAROLINE MATHIAS
Olho para Adam, ele disse mesmo isso ao meu pai, não consigo acreditar,
Adam realmente quer contar ao Ronnie sobre nós.
— Nós já somos íntimos, tio. — Falo, olhando para ele, que estreita os
olhos para mim. — Você é o pai da Lua e somos todos uma família.
Olho para minha mãe em busca de ajuda, não quero que Ronnie saiba antes
de conversar com Adam, se ele decidir não ficar comigo, não quero que a
bela amizade com meu pai seja comprometida.
— Não é nada demais, ele só quer te falar que somos amigos e que quer que
eu trabalhe como babá de Lua. — Falo rapidamente, Adam suspira e se vira
para mim, eu olho quase que implorando para ele.
— Se for isso, tudo bem, Lua gosta de você, mas não vai morar na casa
dele.
— Ela vai morar comigo Ronnie, mas não dessa forma, eu...
Adam se cala quando minha mãe agarra Ronnie e o beija na boca, ele não
faz nenhuma objeção, pelo contrário, agarra minha mãe, os dois quase caem
em cima de Adam, que se afasta, como se estivesse sendo queimado.
Minha mãe faz sinal com a mão para mim, vou até Adam, seguro a mão
dele, levando para o andar de cima da casa.
— Carol, vou falar com Ronnie, não adianta você e sua mãe o distraírem,
vou contar sobre nós, chega de segredos, quero fazer tudo certo, já disse. —
Ele diz, segurando meu queixo e fazendo-me encará-lo.
— Sim, estou, por favor, só espere nosso jantar. — Peço, fazendo carinho
em seu rosto. Adam me beija.
— Está bem, vou esperar, mas amanhã não passa, vou falar com Ronnie.
— Ok, eu concordo.
Vou até a janela e vejo Denis com o som do carro no último volume e com
uma faixa nas mãos, escrito:
— Que merda! Vou resolver isso de uma vez. — Falo, indo em direção a
porta, Adam me segura.
— Não, pode deixar, vou fazer com que Denis entenda que acabou. Fique
aqui, por favor.
— Mas...
Adam bufa, colocando suas mãos nos bolsos, ele range os dentes, me
coloco nas pontas dos pés e o puxo para um beijo.
— Já volto.
Desço as escadas, e Ronnie segurava minha mãe, que estava com um objeto
de ferro nas mãos, era uma decoração da sala, ela estava furiosa.
— Eu resolvo, mãe. — Falo, passando por eles, vou até a entrada da casa e
peço para abrirem os portões, quando Denis vem me abraçar, chuto as
partes íntimas dele, ele está visivelmente bêbado.
— Porra, Carol... — ele fala, encurvado, quase sem ar. — Desculpa... por
favor... sinto muito ser tão idiota.
— Denis, esqueça o que houve, acabou, não vou voltar pra você. — Falo
séria.
— Eu fiquei confuso, você diz do nada que está doente, que precisa de um
tratamento em outro país, que pode morrer, porque não consegue doador
por ter um sangue raro, eu me assustei, tipo, a gente tinha planos, terminar a
faculdade, casar, ter estabilidade, eu vi tudo desmoronar e surtei.
— Foi burrice, eu bebi, encontrei a garota num bar e acabei fazendo aquilo,
não significou nada.
— Pra mim, significou muito. Ali, conheci você de verdade. Não o perfeito
que montei na minha mente. Olha, Denis, está tudo bem, deixa isso pra lá,
segue sua vida, que vou seguir a minha.
— Para de gritar. — Falo, olhando para trás, tentando ver se alguém estava
por perto.
— Não vou, eu te amo, Carol, mesmo que vá morrer, vou te amar, vou te
amar até sua morte.
Dou um pulo ao ouvir a voz de Adam, ele para bem ao meu lado.
— Ela vai morrer, ela tem câncer, mas não me importo, é meu dever ficar
com ela até que morra, não sou um ser humano ruim, não vou abandonar
alguém doente.
Dou outro chute em Denis, desta vez, o fazendo cair. Que cara idiota! Falar
essas coisas? Não me interessa se está bêbado.
Quando vou para cima dele, Adam me segura, viro meu olhar para ele, e o
que encontro me deixou apreensiva, seu olhar estava mais escuro e a
mandíbula cerrada, fico olhando para ele.
— Ela vai morrer, porra, vai morrer. Me deixa fazer seus dias até sua morte
feliz, Carol...
Desta vez, ele é calado por um chute de Adam, que o faz desmaiar no
mesmo instante.
ADAM SMITH
Eu devo ter ouvido mal, ou esse cara está tão bêbado que só pode estar
falando asneiras, Caroline não pode estar doente, ela é saudável, ela não
tem aparência de doente.
— Adam, não quero falar disso agora, me ajude a ver se Denis está vivo.
— Você não está doente, não é? Porra, você não fez isso? — A olho com
meu corpo inteiro tremendo, minhas mãos suam mais do que deveria.
— Me fez te amar sabendo que vai morrer, fez minha filha te amar e ficar
dependente de você, estando doente. — Falo, sentindo um aperto no peito,
um nó se forma na minha garganta quando seus olhos agora se abrem pelo
susto.
— Não planejei isso... — Sua voz sai trêmula, ela estava mesmo doente,
nem vai negar, ela vai morrer.
— Não planejou?!
— Você usou a mim e a minha filha para ver como é uma família antes de
morrer?
Minha mente está confusa, a dor no meu peito me faz quase sufocar.
— Você é muito egoísta, Caroline!!! — Grito tão alto que ela vai para trás
pelo susto, coloco as mãos na minha cabeça. O que vai ser de mim agora?
Minha filha vai sofrer tanto. Caralho! Por que ela fez isso?
— Vai arrasar o coração da minha filha. — Falo, sem gritar desta vez. —
Você é a pessoa mais cruel que conheci na vida.
Vou para trás quando ela avança, me viro e corro em direção à casa, passo
por Ronnie, que ainda tenta segurar Patrícia, alheio ao que essas duas
fizeram, só vieram aqui para quebrar nossas vidas, Ronnie vai surtar quando
souber disso. Porra.
Saio com ela nos braços, meu coração em pedaços, minha mente fora de
órbita.
— Ué, por quê? Não vai dormir aqui? Vai sair com a menina dormindo?
Saio rapidamente, não sou eu quem tem que contar essa história toda a ele,
Caroline é tão egoísta.
— Essa é sua vingança para Ronnie, Patrícia? Você vai destruir ele de novo,
você fugiu grávida, escondeu a Caroline por anos, e quando aparece é pra
dizer que a filha que ele ficou tão feliz em saber da existência vai morrer?
— Falo, olhando para Patrícia, que engole em seco. — Vocês são as piores
pessoas do mundo.
Saio andando tão apressado que corro sem perceber, não quero olhar mais
para aquele rosto lindo, aquele rosto que apenas usou o amor que demos a
ela, que nem ao menos deve ter nos amado, era apenas uma forma de ver
um lado da vida que não vai ter.
Fomos usados, ela usou a mim e minha família para fugir de sua realidade
cruel, me fez amá-la, me fez querer ela tão desesperadamente, que não sei
mais o que farei sem ela.
Porra, ela vai morrer? Minha tentação vai morrer? Lágrimas já turvas
enchem meus olhos, não vejo nada à minha frente, corro no automático,
quero apenas ir para casa, quero arrancar essa garota do meu coração.
Quando chego em casa, já subo até o quarto de Lua, a deito na cama, ela
apenas resmunga algo e dorme em paz.
Saio do quarto dela e entro no meu, assim que fecho a porta, deixo as
lágrimas rolarem livremente por meu rosto.
— Minha tentação… — Murmuro, como a voz falha, ela está doente, minha
tentação vai morrer.
Me sento no chão, estou sem ar, não consigo respirar, meu coração batendo
forte no peito. Apoio minhas mãos no chão, tentando, em vão, buscar o ar
que me falta, não vou conseguir respirar.
O ar que me falta é Caroline, ela é meu ar, só com ela poderei respirar.
Grito o mais alto que posso, quero extravasar a dor e a confusão que sinto.
Quero que tudo seja apenas um pesadelo.
Deixo meu corpo cair no chão, fico estirado de bruços, acho que nunca
chorei tanto em toda minha vida, nem quando era criança.
Lamento o dia em que conheci Caroline, lamento o que vou ter que
enfrentar para fazer Lua esquecer dela, lamento que a amo e que vou perdê-
la.
— Sua maldita egoísta... Por que me fez te amar, se não vou a ter…?
Esbravejo comigo mesmo, lágrimas rolam por meu rosto, molhando o chão,
nem sabia que possuía tantas lágrimas em meu corpo.
— Carol… — Murmuro baixinho, chamando por alguém que tenho que
odiar, mas que não vou ser capaz de fazer. Como vou esquecer aqueles
olhos lindos, aquele sorriso doce e safado ao mesmo tempo, aquela pele
macia, seu corpo junto ao meu, seu carinho por mim, todas nossas
conversas e brincadeiras, o que nos tornamos juntos, a família que nos
tornamos? Como vou esquecer?
Ela sabia que estava doente e preferiu me esconder, preferiu me fazer amá-
la, planejar uma vida inteira com ela, ela sabia, ela é uma egoísta.
Choro abraçada a minha mãe, por mais que soubesse que Adam poderia
reagir assim, doeu demais.
Fui egoísta, ele tem razão, me deixei levar pela sensação maravilhosa que
era ter ele e Lua, não pensei no quanto podia magoá-los, ele tem razão em
me odiar.
— Não acredito que Adam agiu assim. Que idiota. — Minha mãe diz,
tentando me acalmar, Ronnie se aproxima com os seguranças e os manda
levar Denis, que ainda está no chão inconsciente.
— Não, pai, ele não me machucou, só coloque ele num lugar pra dormir e
amanhã ele vai embora. — Falo, limpando minhas lágrimas e tentando me
recompor.
— Certo, eu aguardo, boa noite. — Ele beija minha testa. — Me faz cada
vez mais feliz toda vez que me chama de pai, obrigado por existir, minha
filha. — Ronnie me abraça, retribuo o carinho, me sentindo pior do que já
estou.
Subo quase que correndo para meu quarto, ao fechar a porta, me sento na
cama, fico uns instantes tentando lidar com tudo, Adam ficou muito
magoado.
Devia ter contado logo para ele, sei que ele ficou mais chateado pela Lua ter
se apegado tanto a mim, entendo ele, quero odiar ele. Mas entendo seu
medo, afinal, só quer proteger a filha de uma dor que posso causar.
— Se chorar por causa dele, vou esfregar sua cara no chão. — Minha mãe
diz ao entrar e fechar a porta. — Não farei isso, mas vou ficar puta com
você.
— O Denis me ouviu mãe, contei tudo a ele, que fingiu aceitar, me disse
que ficaria comigo, depois me traiu com a primeira vagabunda que
encontrou. Nem tive a chance de conversar com Adam, ele soube de uma
forma horrível.
— Talvez seja melhor assim, agora ele se afasta e podemos seguir para os
Estados Unidos, sem que tenha a ideia de abandonar tudo. — Minha mãe
senta ao meu lado. — Sei que dói, minha filha, mas vamos seguir em frente.
— Ele não vai mais me deixar ver a Lua. — Falo, já chorando, aquela
garotinha me conquistou de um jeito que não sei se vou aguentar ficar sem
ver a carinha sapeca dela, tão carinhosa e tagarela.
— Não podemos intervir nisso, ele é o pai dela, e não está errado em querer
protegê-la, é melhor se afastar de tudo mesmo.
— Vamos seguir nosso plano, Carol, quem sabe esse tratamento dá certo.
Não devia ter deixado ir tão longe com o Adam, não foi certo o que fiz, sei
que a Lua ainda é pequena, uma hora esquece de mim, mas até lá ela vai
sofrer muito, e é tudo minha culpa.
Adam tem razão, o melhor a fazer é me afastar, deixar eles em paz, já fiz
mal à duas pessoas que eu amo demais, que são incríveis, e ainda tem meu
pai, que vai sofrer também, só fizemos mal em vir para cá, devíamos ter
continuado onde estávamos, era o melhor a ser feito.
— Acho que tem razão, o melhor é eu e Adam nos afastarmos mesmo, ele
tem razão, só vou fazer mal a eles, só queria me desculpar pelo que fiz.
— Você não fez nada, Caroline, você se apaixonou, apenas viveu um amor,
me dói te ver sofrer assim, eu queria tanto que tivesse uma família, que me
desse netos, que tudo fosse perfeito pra você, sinto muito por tudo isso, é
tudo minha culpa, sinto muito que tenha que sofrer assim, filha. — Minha
mãe me abraça.
Me deito em seu colo e deixo as lágrimas rolarem por meu rosto, foi tudo
um sonho maravilhoso, tudo que vivi com Adam em tão pouco tempo vai
ficar cravado na minha memória até meu último suspiro, nunca vou
esquecê-lo.
Entendo que o melhor é deixar eles em paz, não vou procurar ele, mesmo
que tenha muita vontade de me desculpar por ter feito isso, de ter deixado ir
tão longe, vou aceitar sua vontade e me contentar com as lembranças mais
maravilhosas que tive em toda minha vida: a de ter uma família minha. Por
um breve momento, eles foram meus, eu pude sentir o amor de uma família,
de ser importante para alguém, que não fosse minha mãe, eu os amei, eu os
amo e eu sempre vou amá-los.
AGRADECIMENTOS
Obrigada a todos que acompanharam a história de Carol e Adam, nos
vemos em breve no desfecho final do nosso casal.