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Minha Tentacao

O documento é uma obra de ficção que apresenta uma narrativa sobre uma jovem, Caroline Mathias, que enfrenta sua primeira viagem de avião e se vê em uma situação constrangedora com um homem chamado Adam Smith. Durante o voo, eles desenvolvem uma conexão inesperada, marcada por momentos de humor e tensão, enquanto Caroline lida com seu medo de voar. A história explora temas de autodescoberta e relacionamentos em meio a situações inusitadas.

Enviado por

miriamk2002
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Minha Tentacao

O documento é uma obra de ficção que apresenta uma narrativa sobre uma jovem, Caroline Mathias, que enfrenta sua primeira viagem de avião e se vê em uma situação constrangedora com um homem chamado Adam Smith. Durante o voo, eles desenvolvem uma conexão inesperada, marcada por momentos de humor e tensão, enquanto Caroline lida com seu medo de voar. A história explora temas de autodescoberta e relacionamentos em meio a situações inusitadas.

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Revisão: Maju Sadowski e Sophia Cândido.

Diagramação: Maju Sadowski.


Capa: Lis - @liriodesign.
Ilustrações: Hiago Berry - @hiago_ilustrador.
Imagens: canva.
Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens,
lugares e acontecimentos descritos são produtos da
imaginação da autora. Qualquer semelhança com
nomes, datas e acontecimentos reais é mera
coincidência.
Esta obra segue as regras da Nova
Ortografia da Língua Portuguesa.
Todos os direitos reservados.

É proibido o armazenamento e/ou a reprodução de


qualquer parte dessa obra, através de quaisquer meios
(tangível ou intangível) sem o consentimento escrito da
autora. A violação dos direitos autorais é crime
estabelecido na lei nº. 9.610/98 e punido pelo artigo 184
do Código Penal, 2018.
Copyrights © por Andrea Santos.
Não precisamos de romance, precisamos de nós mesmas, mas se nesse meio
tempo encontrarmos um Adam e seu piercing no pau, que todo o discurso
motivacional vire belos orgasmos.
Divirtam-se, meninas!!!
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 7
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 16
CAPÍTULO 17
CAPÍTULO 18
CAPÍTULO 19
CAPÍTULO 1
CAROLINE MATHIAS

Me ajeito desconfortável na poltrona, seria minha primeira viagem de


avião, estou nervosa demais, acho que estou até suando, se eu morrer hoje,
o que deixarei: uma mãe que me obriga a conhecer um pai que pra mim
estava morto, uma vida sem muitas aventuras, um ex-namorado traidor e
uma faculdade que tranquei por falta de dinheiro. E isso era a minha vida,
não é lá essas coisas, mas não quero deixar tudo por causa de uma morte em
um avião.

— Com licença. — Um homem se senta ao meu lado. Puta que pariu! Era
lindo, e eu quase me borrando de medo.

Um avião, um homem que parecia um deus gostoso, nem posso me fingir


de gostosa, pois estou suando feito uma porca, devo até estar fedendo. Que
vergonha de mim mesma.

Quando a aeromoça anunciou a decolagem, me tremi inteira, o avião deu


uma espécie de sacudida.

— Ai, porra! — Quase gritei, abrindo meus braços com tudo e me


agarrando no que minhas mãos encontraram.
Arregalei os olhos ao sentir que agarrei em algo estranho, olho para o
homem ao meu lado e sigo o olhar incrédulo dele.

— Ai, porra! — Falei de novo ao notar que eu agarrei no pau do homem.

— Vejo que gosta muito dessa palavra. — Ele diz num tom divertido. O
avião sacode de novo.

— Não quero morrer. — Falo, fechando os olhos e apertando mais o que


seguro. Uma mão, o braço da poltrona, outra, o pau do homem.

— Uou, garota, vai devagar aí, que isso é importante pra mim. — Ele fala.
Retiro a mão do pau dele imediatamente.

Não sei se eu chorava pelo medo ou pela vergonha de pegar num pênis de
um desconhecido. “Que constrangedor! Ainda mais por eu estar olhando
para o tal, e pra mim aquilo está duro, ou o cara é um tripé.” Penso,
desviando o olhar imediatamente, coloco minhas mãos no rosto. Preciso de
ar, ou vou morrer aqui.

— Respira fundo, respire pausadamente, pode ajudar. — Ele diz, continuo


com minhas mãos no rosto. Mas respiro fundo pausadamente.

— Nunca entrei num avião. — Falo, e o som da minha voz sai abafado por
minhas mãos.

— Percebi, sou Adam Smith, fica calma, srta. — O homem abaixou as


minhas mãos. — Você é de onde?

— De São Paulo mesmo, vou para o Rio de Janeiro por alguns dias apenas.
— Falo, ainda em pânico.

— Sou do Rio, mas viajo muito a negócios, então costumo dizer que sou do
mundo. — Ele fala, e eu sorrio. — Você estuda, trabalha?

— Estudava, fazia faculdade de artes, mas tranquei, não trabalho no


momento, mas preciso urgente. Se quiser me dar um emprego, eu aceito. —
Falo, ainda rezando para não morrer.

— Talvez eu tenha um emprego pra você, já somos íntimos, já que quase


esmagou meu pau. — Ele fala, rindo.

Nem fico constrangida mais, fiz isso mesmo. “Que loucura”, penso,
soltando meu cinto, preciso ir ao banheiro lavar meu rosto.

— Saiba que se tiver um emprego pra mim, estará salvando minha vida, sr.
Smith. — Falo, tentando passar por ele, o avião sacode de novo e acabo
caindo em seu colo.

— Acho que está a fim mesmo do meu pau hoje, srta. — Ele diz, enquanto
sinto uma coisa dura na minha bunda.

— Meu Deus, você está duro em um avião lotado, ou é só o Kid Bengala


mesmo? — Pergunto sem saber. Por que falei isso? O homem sorri
mostrando os dentes perfeitos num branco reluzente, a barba cerrada era um
destaque para aquele sorriso lindo e sedutor.

— Quer descobrir? — Ele fala malicioso.

— Eu não. Se orienta, homem, querendo se aproveitar de alguém que está


em pânico? — Falo, e ele ri, levantando as mãos.

— Nem sequer toquei em você, a única que tocou e sentou no meu pau foi
você.

Então, me toco que estou no colo do homem ainda, e bem em cima do dito
cujo mesmo. Olho ao redor, apesar de não ter muitas pessoas no avião, me
sinto incomodada com isso.

— E pelo jeito está gostando. — Me levanto quando ele se move, expondo


mais sua ereção, me fazendo sentir quase tudo.

— O senhor é muito safado. — Falo ao me levantar, olho para o homem,


pele levemente bronzeada, uma barba cerrada bem desenhada em seu rosto
ângulos, olhos castanhos, levemente estreitos, nariz comprido e reto,
combina com seu rosto grande, lábios finos, mas bem chamativos, um terno
que lhe caia muito bem, era cinza claro, com certeza deveria ser mais caro
que a passagem cara do voo que meu pai desconhecido pagou. Seu olhar
para mim era de diversão, mas seu sorriso era de pura malícia.

— Eu? Nem movi um músculo até agora, é a senhorita que está me


atacando. — A avião sacode mais uma vez.

— Meu Deus! — Falo, agarrando as poltronas.

— Calma, senhorita, é normal devido ao tempo. Está chovendo muito, nada


vai acontecer. — Ele diz

Vou até a cabine do banheiro do avião e me sento na privada. Por que raios
tenho que andar em uma lata voadora que pode cair e matar todo mundo só
para conhecer alguém que nem faz falta em minha vida? Estava bem na
minha casa, com minha mãe, meus cachorros, meus gatos, sim, eu amo
animais, já levei um monte para casa, deixando minha mãe maluca.

Fico ali, rezando, pelo menos eu acho que estou, nunca fiz isso antes, agora
tenho que aprender na marra, vai que morro, e se eu for para o céu, vão me
jogar na cara que nunca nem tentei rezar.

Céus, estou ficando maluca! Ou é só o medo me consumindo mesmo.

— Senhorita, precisa voltar para sua poltrona. — Ouço batidas na porta e


uma voz feminina.

Não consigo me mexer, até quero sair, mas meu corpo travou de verdade.
Não consigo sair.

— Senhorita, por favor.

Tento falar, mas nem a minha voz sai, estou suando, travada, e num
banheiro minúsculo.
— É o primeiro voo dela. — Ouço a voz daquele homem que agarrei em
seu pau. — Me dá um minuto, vou falar com ela.

A porta da cabine se abre, levo um susto, não tranquei essa merda. O


homem é tão grande que quase me esmaga ao entrar, como ele cabe aqui?

Impossível, o cara deve ter uns dois metros de altura, não me considero
baixa, com meus um metro e setenta, mas perto dele me sinto pequena.

— Senhorita, você precisa se acalmar. — Ele diz, me olhando. — Se


levanta, lave seu rosto.

Apenas olho para ele, não consigo falar nada, meu corpo ainda treme, o
homem me olha por um momento, tenta se inclinar até mim, o espaço é
realmente pequeno e ele preenche quase todo.

— Respira fundo. — Ele começa a respirar fundo, indicando para eu copiar


seu gesto.

Faço os mesmos movimentos e ficamos um tempo inspirando e expirando,


sincronizados de uma forma tão perfeita que quase me fez rir.

— Consegue levantar?

Balanço minha cabeça, afirmando, ele me ajuda a ficar de pé, aí que o lugar
ficou menor mesmo, estou praticamente grudada nele.

— Seus olhos... — ele se abaixou a minha altura. — São lindos. — Ele


falou, olhando diretamente para eles. — Sua boca também.

O sorriso perfeito dele em seus lábios mexia comigo, me faziam até


esquecer que estou em uma lata prestes a morrer.

— Para de rodeios e me beija logo, assim esqueço onde estou. — Falo e


ouço a risada do homem.

— Menina direta você, nem sabe se eu quero te beijar...


Calo o homem encostando minha boca na dele, no instante seguinte, as
mãos deles se agarram a minha cintura me puxando para colar mais nele,
mesmo sendo impossível, já que obrigados pelo espaço pequeno, estamos
quase dentro um do outro.

Já nem lembro de mais nada, nem sequer do meu nome. Que beijo gostoso!
O homem tinha um piercing na língua, e era simplesmente delicioso o
piercing, explorando cada canto da minha boca. Sou maluca, sei que sou,
estou agarrada num homem que não sei o nome, sei que ele falou, mas não
lembro. Segurei em seu pau, e agora estou quase sendo engolida por ele em
um beijo.

— Senhores! — Ele deu um pulo quando alguém bateu à porta, batendo


sua cabeça no teto. É, o homem era um poste e gostoso, que beijava
incrivelmente bem. — Precisam sair agora mesmo.

A voz da mulher estava um tanto alterada, ele abre a cabine.

— Fala baixo, já estamos saindo. — O homem diz sério.

— Quem pensa que é para me mandar falar baixo? — A mulher diz sem
paciência.

— O dono da companhia aérea, poderia sair daqui? — Ele diz de novo.

Um sacudir mais violento do avião me fez gritar, me sentando na privada de


novo.

— Meu senhor, nem nós, funcionários, conhecemos o dono, imagina


você, que não é capaz nem de pagar um voo executivo. — Ela diz irônica.

— Prazer, Adam Smith, dono da companhia aérea, e está demitida. — Ele


fala, a mulher ri.

— E eu sou a rainha do mundo. Por que o dono da companhia estaria num


voo econômico?
— Não é da sua conta! Agora, sai daqui!

— Vou chamar o segurança do avião. — A mulher sai, o homem se vira


para mim.

— Vamos sair, senhorita, é melhor ficar na poltrona do que aqui,


apertados.

O homem me ajudou a sair da cabine, voltamos para a poltrona sob os


olhares curiosos de todos.

— Sem querer abusar, mas posso sentar em seu lugar? Olhar pela janela me
deixa ainda mais nervosa.

O homem cede seu lugar no mesmo instante, e respiro fundo algumas


vezes.

— Desculpa não te ajudar na sua mentira lá no banheiro. Se eu estivesse


no meu normal, faria ela acreditar que você é o presidente do Estados
Unidos.

O homem ri, me olha, pega um lenço em seu bolso e coloca em minha testa.

— O que faz você supor que eu menti? — Ele olha para mim, com aquele
sorriso lindo, me fazendo lembrar do beijo e do piercing. Que beijo
delicioso.

— Tipo, a aeromoça tem razão, se eu fosse dona da companhia aérea, só


iria de primeira classe, e só eu, não deixaria mais ninguém entrar.

O homem ri, limpando meu suor que escorria um pouco da minha testa, ele
se aproxima da minha boca.

— Pelo jeito que está, se fosse dona de uma companhia aérea, nunca iria
entrar em seu próprio avião.
— Não mesmo, mas se entrasse, fecharia a primeira classe só pra mim. —
O homem ri.

— Só respire fundo e...

Grito mais uma vez quando o avião sacode, entro em pânico quando uma
luz à minha frente, começa a piscar.

— Ai, meu Deus! O avião está caindo, vamos todos morrer! — Grito, me
abaixando no banco, houve um pequeno alvoroço no avião causado por
mim, acho que deixei mais pessoas com medo.

— Calma. — Ele se abaixa e me levanta, me fazendo sentar em seu colo,


passa o cinto em nós dois, fazendo ficarmos bem colados um ao outro. — É
só um aviso para colocarmos o cinto, respira fundo, linda garota.

A voz dele era um tanto grossa, bem firme, uma delícia de ouvir, e com
ele perto assim do meu ouvido, meu corpo se arrepia, até esqueço o pânico
que estou, e o que quase causei nas poucas pessoas ali à frente.

— Vou te beijar. — Aviso e logo beijo o desconhecido lindo e que beija


muito bem, beijar ele me acalma, e se ele não está reclamando, vou beijá-lo
até o avião pousar.

O homem segura a lateral do meu rosto e me beija com voracidade, o


piercing na língua dele, realmente era muito gostoso de sentir no beijo.

Logo, sinto sua ereção roçar na minha bunda, e o que senti não foi nada
pequeno, chegou a me dar até uma imagem mental de como era o membro.

— Senhores, se não se comportarem, cada um vai ficar em uma poltrona e


serão banidos de viajar nesta companhia aérea. — A chata da aeromoça
fala.

— Oh, moça, o avião está quase vazio, estamos nas últimas poltronas,
ninguém está nos vendo.
— Senta no seu lugar, garota.

A mulher me olha com fúria visível e endireita seu corpo, acabo por soltar o
cinto e sentar no meu lugar.

— Satisfeita? — Pergunto com ironia.

— Sim, muito, e sem muitas gracinhas, ou o segurança aéreo vai tomar as


medidas cabíveis. Vê se mantém essa boca fechada o resto do voo.

— Ok, pode deixar.

— Eu preciso de férias. — A mulher resmunga, e ouço os passos dela se


afastando.

Assim que ela sai, puxo esse lindo homem e o beijo, posso fazer isso o voo
inteiro, é muito gostoso o beijar, ainda bem que nunca mais vou vê-lo, seria
constrangedor encontrar ele em qualquer outro lugar depois desta cena que
fiz, de praticamente o agarrar para não entrar em pânico.
CAPÍTULO 2
CAROLINE MATHIAS

Uma coisa eu não podia negar, esse homem era extremamente gostoso e
seu beijo era uma delícia.

— Acho que esse é o melhor voo que já tive em toda minha vida. — Sua
respiração estava ofegante ao me soltar.

— Pelo menos, se morrermos, será fazendo algo gostoso.

— Você é maluca, garota... — ele quase geme ao falar. — Tem mais


pessoas aqui.

— Não estamos fazendo nada, só nos beijando.

— Garota, você é maluca…, mas uma maluca gostosa do caralho.

— Sou um pouco, confesso.

Me ajeitei na poltrona, ainda estou com o estômago revirado pelo medo.

— Mas e aí, só tem piercing na língua? — Puxo assunto para me distrair. O


homem dá um sorriso meio tímido e leva seu olhar rapidamente ao seu
membro, entendo na hora onde tem outro piercing.

E a curiosidade bate no mesmo instante, olho, tentando ver se conseguia


definir algo. Mas não dá para ver nada.
— Ai, você tem um piercing aí? — Falo, ainda tentando ver. — Que
interessante, adoraria ver.

— Vou ter o maior prazer em te mostrar, mas não aqui.

Eu devo ser a pessoa mais maluca do mundo, estou em um voo, beijando


horrores um desconhecido depois de ter pego em seu pau sem querer. Esse
homem era um tanto velho, mas extremamente gostoso, e sinto meu corpo
em chamas perto dele, o que era bem estranho, nunca sai com um cara tão
velho assim, creio que ele deva ter uns trinta e cinco a quarenta anos.

Apesar de ser bem conservado, gostoso mesmo, creio que deva ter essa
idade.

Quando finalmente o voo acabou e descemos do avião, quase beijo o chão,


fico imaginando como vai ser minha volta, vou fazer esse escândalo de
novo, só espero não pegar no pau de mais ninguém. Sou uma maluca às
vezes.

— Gostaria muito de te encontrar para termos um encontro normal. Posso


saber seu nome? Não me disse até agora. — O homem diz, e ele era maior
ainda do que imaginei, e perto dele, sou uma anã. Que gigante.

— Sou Caroline, mas desculpa, de verdade, não queria ter agarrado o


senhor daquele jeito, foi o nervosismo...

— Espera, espera um minuto. Está me chamando de senhor depois de ter


pego no meu pau e me beijado? — Ele falou, me olhando inconformado, eu
apenas dei risada.

— Tipo, não sei seu nome, não me lembro, e você é claramente um senhor
de quarenta anos ou mais. — Falo, sorrindo, vendo o ficar boquiaberto, seu
olhar pra mim é fixo.

— Mais? Estou tão acabado assim? Tenho trinta e sete anos.


— Ah, sim, um quase quarentão, mas eu gostaria de ter um encontro
normal, sim, com você. — Falo, sorrindo.

— Depois de quase destruir minha autoestima me chamando de senhor de


mais de quarenta anos, não sei se quero sair com você, garota. — Ele fala, e
eu estendo a mão para ele.

— Então, está bem, foi um prazer te conhecer, quase quarentão, obrigada


por me ajudar no voo. — Ele segura minha mão, me puxando para um
abraço, e me beija com vontade.

— Esse quase quarentão aqui vai te mostrar o que o senhor é capaz de fazer
com uma moça petulante feito você.

— Até vou gostar, quase quarentão. — Ele ri novamente e me solta,


retirando um cartão do bolso, e me entrega.

— São meus números pessoais, da minha casa, do meu celular e do meu


escritório. Me passa o seu.

— Não tenho um cartão chique como o do senhor...

— Quer parar de me chamar de senhor?

— Não sei seu nome.

— É Adam Smith. — Ele fala, escrevo rapidamente o meu número em um


papel rasgado, que achei na minha mala de mão, e entrego a ele.

— Esse é meu número, Adam. — Falo, sorrindo.

— Bem melhor. Vou te ligar, Caroline.

— Estarei esperando, e bem curiosa. — Adam me olha confuso.

— Curiosa?
— Sim, esse piercing aí embaixo me deixou curiosa. — Adam dá risada.

— Nunca conheci mulher alguma tão maluca como você. Tão direta nas
palavras.

— Não gosto de rodeios. Se tenho algo a dizer, falo, a pessoa gostando ou


não.

— Gosto disso.

— Eu preciso ir, foi um prazer te conhecer, quase quarentão. — Brinco.


Adam faz uma careta pra mim, torcendo o nariz, dou risada, ele me puxa
pela cintura e me beija.

— Até mais, Caroline.

Me despeço do homem lindo e extremamente gostoso, tenho certeza que


não vai me ligar, um homem desses deve ter mulheres exuberantes aos seus
pés, mas valeu a experiência, vai ser uma boa lembrança.

Peguei minha mala e vou até onde combinei de esperar meu pai. Logo, vejo
alguém com um cartaz nas mãos com meu nome.

Era um senhor alto e magro, cabelos grisalhos, não era meu pai, pela foto
que ele mandou para minha mãe não se parecia em nada com ele.

— Quem é você? — Pergunto ao me aproximar.

— É a Caroline Mathias? — Assenti. — Sou Miguel Aranti, sou assistente


do seu pai, ele teve uma reunião urgente e pediu para te levar até a casa
dele.

— Claro, né? Qualquer coisa mais importante que recepcionar a filha


bastarda, e que pelo visto não quer conhecer.

— Não é assim, srta. Mathias, seu pai fala de você desde que soube da sua
existência, está ansioso, mas ele não teve como vir mesmo.
Não respondo, não me importo, se ele quer me conhecer ou não, só estou
aqui porque minha mãe me obrigou, e também porque queria conhecer
outro estado. Vim mais à passeio do que para ver ele, se ele não quer me
ver, problema dele.

Acompanho o homem até o carro, uma BMW reluzente prata, e entramos


no carro. E já fico admirada com a cidade, não vejo a hora de ir à praia.

Quando chegamos ao condomínio luxuoso, fiquei pasma, meu pai tinha


tanto dinheiro assim? Mas que mão de vaca! Me pagou uma passagem
econômica com esse carro e morando nesse lugar, onde cada casa ocupava a
minha cidade inteira.

Pra que gastar com a filha bastarda, não é? Entendo ele, espero que esse
mês passe logo e eu volte logo para minha vida chata em São Paulo. “É
chata, mas é minha”, penso enquanto o enorme portão se abre, dando de
cara com a entrada da casa gigantesca.

Entro na casa e sou recebida pelos funcionários, que logo levam minhas
coisas, me levando até o quarto que eu ficaria. Entrei e era grande, bem
decorado, em tons claros, tinha até banheiro no quarto.

Na minha casa só tinha um banheiro que eu e minha mãe vivíamos brigando


para usar, principalmente quando íamos sair e precisávamos nos arrumar.

Me sento na cama, tão macia que minha bunda se sente acariciada como
nunca antes.

Desço as escadas de mármore branco, meu pai devia amar branco, era a cor
predominante na casa.

Olho alguns quadros e algumas fotos nas mesas de canto. Todas do meu pai,
sozinho, em viagens, festas, restaurantes. Ele era bem narcisista pelo visto,
só tem foto dele.
Caminho até a entrada de vidro, abro e vou até o jardim, vejo um
cachorrinho, latindo para um esguicho no jardim, ele era tão fofo. Me
aproximo devagar, e ele late pra mim. Não me assusto, tento ganhar sua
confiança, e logo já estava com o cachorrinho, pulando ao meu redor, pego
ele no colo.

— Que lindinho!

Fico ali, brincando com o cachorrinho por um longo tempo, pego ele no
colo e entro, estou com fome, vou ver se tem algo para comer.

Quando entro, uma mulher dá um grito, ela era quase da minha altura, com
um corpão cheio de curvas, bem cheia, mas definida, cabelos a altura dos
ombros, ondulados, vestia um short de alfaiataria preto com uma camisa
branca, saltos vermelhos da cor do cinto fino passado no short, o casaco
preto por cima a deixava bem elegante. Um homem vem apressado, e vejo
que é meu pai, parecia com a foto que vi.

— O que foi, Eliz? — Ele pergunta. Olho, sem entender a gritaria.

— O demoninho está aqui dentro, pai. — Ela fala, me olhando, essa era
minha irmã? E estava me chamando de demônio?

— Demoninho é sua bunda! Está maluca? — Falo, encarando ela, e a


mulher cai na risada.

— Não estou falando de você, garota, e sim do Keke. — Ela fala,


apontando para o cachorro.

— Ah, então seu nome é Keke, coisinha fofa. — Falo, brincando com o
cachorrinho.

— Fofa nada, esse bicho é um demoninho...

Ela se aproximou e o cachorro pulou do meu colo, correndo e latindo


incessantemente para ela, a mulher saiu correndo gritando, pulando pelo
sofá, até subir em uma mesa, ele era pequeno e não conseguia subir.
Não contive a risada ao ver a mulher correr de um cachorrinho que é menor
que um gato.

— Pai, tira ele daqui.

— Keke, para agora. — O homem fala, mas quando o cachorro foi para
cima dele, correu também. — Keke, para agora... Keke...

Não sei se ria ou se ajudava os dois, vou até o cachorrinho furioso, pego
ele, que tentou latir pra mim também, seguro ele forte, e faço carinho em
sua barriga até ele se acalmar.

— Que bravinho você é, Keke.

— Coloca ele lá fora, Carol, por favor. — Ela diz, olho para ela com a
sobrancelha arqueada, com a intimidade ao chamar meu nome.

Levo o cachorrinho até a porta de vidro, colocando ele para fora.

— Já que eu venho brincar com você, lindinho. — Falo, fazendo um


carinho nele.

— Oi, Caroline. Desculpa não ir te buscar, não consegui, me desculpa, o


voo foi tranquilo? — O homem se aproxima de mim.

Me lembro na hora de Adam, o voo foi um inferno. Mas tive sim uns
momentos incríveis nele.

— Tudo bem, sr. Dantas, o voo foi legal.

— Muito bem-vinda, por favor, me chame de pai ou Ronnie, se não se


sentir confortável em me chamar de pai logo de cara. — Ele fala, sorrindo,
não vou me acostumar com isso nunca, chamar ele de pai, eu hein, nunca.
— Está é Eliz Hant, minha ex-afilhada, ela é minha filha de coração.

A mulher pula da mesa e vem até mim, me abraçando forte, pulando feito
uma maluca.
— Muito prazer em te conhecer. — Ela diz eufórica. — O pai estava tão
ansioso para te conhecer, eu também, sempre quis ter uma irmã.

— Ah, sim... — fico sem reação para essa euforia toda.

— Eu devia ter dado atenção à minha intuição, imaginei que sua mãe estava
grávida quando ela me expulsou de casa, mas ela não me ouviu, me
expulsou, depois sumiu no mundo, não consegui mais achar ela, não sabe a
alegria que senti quando ela me procurou me contando de você, isso
realmente me deixou feliz.

Não sei bem a história do meu pai com minha mãe, mas pelo que entendi,
ele traiu minha mãe anos atrás e ela foi embora, sei que ele não tem culpa,
mas, mesmo assim, não queria conhecê-lo. Pra mim, homem traidor devia
ter o pau queimado, seja quem for.

— Será uma boa experiência, obrigado por me receber na sua casa.

— É um imenso prazer te ter aqui, Carol.

— Agora, me diz, como conseguiu segurar o demoninho no colo? Não


consigo fazer isso desde que ele tinha meses de vida, aquilo só quer morder
todo mundo. — Eliz diz, segurando no meu braço e me levando até a sala
luxuosa, me puxa para sentar.

— Ele é tão fofinho. — Falo, vendo meu pai, e ela ri.

— Aquilo só quer saber de comer e morder todo mundo. — Ronnie diz.

— Que exagero, tadinho do bichinho. — Dou risada.

Converso um pouco com eles, e logo nos avisam sobre o jantar, seguimos
até a sala de jantar. A mesa era oval e gigantesca, devia ter umas vinte
cadeiras, a mesa está tão recheada de comida que parecia uma festa, estava
lindo, mas tanta coisa.
— Não sei o que gosta, então mandei fazer pratos variados, espero que
goste. — Ronnie fala, se sentando na ponta da mesa, Eliz senta na cadeira
lateral perto dele, e eu à sua frente.

— Não vamos esperar sua esposa, a mãe da Eliz? — Pergunto, quando os


vejo se servir.

— Não sou casado mais com a mãe da Eliz há uns oito anos ou mais. —
Ronnie diz.

— Minha mãe mora em outro país, morava com ela, mas depois da
faculdade, vim ficar aqui com nosso pai e trabalhar na empresa. — Eliz diz.

— Você já terminou a faculdade? Pode trabalhar na nossa empresa. — Ele


fala.

— Não terminei, tive que parar, minha mãe ficou doente e a grana ficou
curta...

— Patrícia está doente? — Ronnie fala, com uma preocupação um tanto


excessiva, olho para ele.

— Ela está melhor, já se recuperou. — Falo séria.

— Mas não se preocupe, vou pagar por tudo, é o mínimo depois de tantos
anos sem estar presente.

— Não, está tudo bem, vou me virar, arrumar um emprego e voltar para
faculdade. — Falo séria.

Não pretendo ter mais contato com ele, na verdade, só vim porque minha
mãe implorou, me obrigou, me ameaçou, então estou aqui, mas não quero
ter intimidade com eles.

Antes que ele abrisse a boca, o celular da Eliz toca, ela sorri.
— É meu noivo, já volto. — Ela fala, saindo da mesa, me deixando em uma
situação constrangedora com meu pai, não sei o que dizer.

— O que gosta de fazer, Carol? — Ele pergunta, me olhando atento.

— Gosto de animais, gosto muito de ficar com meus cachorros, não sei
porque fui fazer faculdade de artes se amo animais, devia ter feito
veterinária, mas não ia conseguir pagar mesmo, mas sei lá, pelo menos
tentado uma bolsa, quem sabe, quando conseguir um emprego, eu tente essa
faculdade.

Eu disparei a falar, porque eu sou assim, quando começo a falar, não paro
mais, ele me ouvia com uma atenção constrangedora.

— Eu pago pra você, Carol, não se preocupe com isso.

— Eu agradeço, mas já sou de maior e tenho que me virar.

— Bom, terei tempo pra mudar essa ideia. Entendo que não nos
conhecemos ainda, mas vou fazer você entender que, se soubesse de você
antes, mesmo com sua mãe me expulsando da vida dela, nunca teria te
abandonado.

Olho para ele, fico um tanto tímida, coisa que não sou, não muito, ele não
me parecia ser uma má pessoa, eu quem não quero obter laços afetivos
mesmo.

— Organizei um jantar com amigos próximos amanhã, quero te apresentar a


eles.

Não respondo, me apresentar aos seus amigos era um tanto demais, mas
tudo bem, se vou ficar aqui por algumas semanas, é bom conhecer pessoas
para procurar algo para se divertir. Se bem que eu adoraria me divertir com
o quase quarentão do avião, e ia me divertir muito com aquele gostoso, fora
minha curiosidade em poder ver aquele piercing, deve ser uma loucura.
Eliz se juntou a nós novamente, eu e ela conversamos muito, ela era muito
legal, bem doidinha, nos demos muito bem, meu pai também era mais sério,
mas muito legal, não posso negar isso. Em aparência e gênio dou a minha
mãe toda, ela era ainda pior que eu em falar, e em falar tudo que pensa, amo
minha mãe, ela era demais, chata pra caramba às vezes, mas era demais
mesmo.

Depois da janta, fui até o Keke, dei comida a ele e o levei para ficar comigo
no quarto. Todos tinham medo desse mini cachorro, até as funcionárias se
sobressaltavam ao vê-lo, o bravinho latia para todo mundo.

Fiquei olhando para o quarto luxuoso, meu pai não me parece ser o traidor
que minha mãe falou, era estranho, só ouvi o lado da história da minha mãe,
apenas que ele havia traído ela com sua melhor amiga, aí ela foi embora,
descobriu a gravidez e perdeu o contato com meu pai.

Sempre fiquei com raiva por ele ter traído minha mãe, sempre achei
horrível isso, até fiquei surpresa pela minha mãe o ter procurado para falar
de mim a ele depois de tantos anos, acho que foi a doença que a deixou
mais emotiva. Foram dois anos de luta contra um câncer no ovário, minha
mãe sofreu muito, agora está bem, acho que ela ficou com medo de morrer
e me deixar sozinha.

Mas depois de tanto tempo, reencontrar um pai que é totalmente


desconhecido, não é nada fácil. Meu celular toca, vou atender, era ela, por
um momento, fiquei na esperança de ser Adam. Ele não vai me ligar, tenho
certeza, deve ter caído a ficha do quão fui louca com ele, e agora só deve
querer distância de mim.

— Como foi? Conheceu o traidor do seu pai? — Ela logo diz.

— Oi, mãe. Claro que conheci, não foi pra isso que vim?

— E como foi? Ele deve estar um velho capanga, rola murcha, não é? —
Dou risada.
— Que horror, mãe, pare de me dizer isso. Não, ele é bem bonitão pra
idade, está ótimo. — Ouço o suspiro de minha mãe.

— Também, com o dinheiro que tem, deve ter feito cirurgia até no c...

— Mãe, me poupe disso! — Interrompi ela, antes de ouvir mais besteiras.

— Enquanto estou acabada, esse traidor está bem. — Ela resmunga.

— Você não está acabada, mãe, é a velha mais linda que conheço.

— Não sou velha, menina, sou madura. — Ela diz, rindo. — Qualquer
coisa, me liga, te amo.

— Também te amo.

Desligo o celular e vou dormir, não sei se vou conseguir, tenho muita
dificuldade em dormir em lugares diferentes.

ADAM SMITH

— Acha que devo ligar pra ela?

Olho para minha filha, Lua, que estava sentada, me olhando atenta.

— Ajuda o papai, filha? Ela é linda, mas é muito jovem. Sabe, seu pai, não
costuma sair com meninas tão mais novas, mas ela é tão... — Não sei o que
falar, aquela garota mexeu comigo, estou assim o dia todo, pensando se ligo
para ela ou não.

Lua pega o celular e me entrega, minha filha de quatro anos, que se recusa a
falar comigo, está me dando conselhos, mesmo sem falar nada.

Maria Lua estava assim comigo e com todos há quase três meses, desde que
sua mãe parou de mandar cartas a ela.
Janete, a mãe de Lua, a abandonou desde que a menina nasceu, sumiu no
mundo sem se importar com ela. Quando Lua começou a perguntar pela
mãe, coloquei um investigador para achá-la, quando consegui contato. Ela
ainda não quis saber da Lua, mas paguei a ela para enviar cartas a ela todo
mês. Mas há três meses, ela disse que se casaria e não mandaria mais nada a
ela.

Tentei inventar algo pra Lua, mas a minha filha ficou muito sentida e não
fala mais comigo e com ninguém. Já levei ela a uma psicóloga, que apenas
disse para dar tempo a ela. Mas já se passaram três meses e nada dela falar.

— Acha que devo ligar? — Ela praticamente joga o celular em cima de


mim. — Vai quebrar assim, sua pestinha. — Falo, pegando ela nos braços,
giro ela no ar, que ri. Sempre conto tudo da minha vida pra Lua, mesmo que
ela não entenda, contei sobre Caroline, claro, omitindo as sacanagens que
fizemos no avião.

Olho a hora e vejo que já é bem tarde, não posso ligar nesse horário.

— Nem vi a hora passar. Vai dormir, Lua. — Ela me abraça, levo ela até
seu quarto, coloco ela na cama e entrego seu ursinho de pelúcia favorito, ela
abraça ele. — Boa noite, minha filha, eu te amo.

Lua me dá um abraço e se deita, eu a cubro com carinho.

— Não demora a falar com o papai, tá, Lua? Tô morrendo de saudade de


ouvir sua voz. — Ela leva sua mãozinha macia até meu rosto, fazendo um
carinho, depois fecha os olhos, pego um livro e começo a ler para ela, até
ter certeza que dormiu. Vou até a adega da casa, pego uma garrafa de
whisky, coloco no copo, pego e vou até a sala de estar. Ligo a TV,
colocando em um jornal, não me envolvo com ninguém desde que Lua
nasceu, não assim, de ligar, ter encontro, tive apenas relações sexuais
esporádicas, e nada mais, ter que ligar e marcar um encontro era um tanto
estranho. Não sei se ainda sei fazer isso.
CAPÍTULO 3

ADAM SMITH
Acordo, com batidas na porta do meu quarto, conheço bem essas batidas
insistentes.

— Entra, Lua. — Falo, e ela entra, vem até mim e me dá um beijo no rosto,
vejo que ela já está com a roupa da escola. — Já está na hora de ir pra
escola, minha princesinha? — Falo, olhando o meu relógio na mesa de
canto perto da cama, dormi demais hoje, fui dormir tarde pensando naquela
garota do avião.

Me levanto rápido e vou até o banheiro. Algum tempo depois, volto, pego
Lua no colo e desço até o andar de baixo, a babá de Lua está arrumando a
mochila dela.

Coloco Lua na cadeira perto da ilha, Marta, minha cozinheira, prepara o


café da manhã de Lua, pego uma xícara de e coloco café pra mim.

— Bom dia, senhoras. — Falo sério, elas me respondem. — Senhora


Carla, pode avisar o motorista pra levar Lua hoje? Perdi a hora e não vai dar
tempo de me arrumar pra levar. — Falo, e a mulher me olha com ar de
raiva, ela era séria demais. Lua não gostava muito dela, mas a agência da
qual a contratei me informou que ela tem muitas qualificações para o cargo.

— Sim, senhor. — Ela sai.

— Tudo bem, princesinha, ir com o motorista hoje?

Lua apenas assenti, comendo seu mamão em cubos, ela gostava muito de
mamão, era a única fruta que gostava, o resto comia obrigada, mas besteiras
era com ela mesmo.
Assim que termina, a levo até o carro, coloco minha filha na cadeirinha e
coloco sua mochila no banco. A babá entra no banco da frente do carro.

— Te amo, filha. Estuda bastante pra ficar muito inteligente e ganhar muito
dinheiro para o papai não precisar trabalhar nunca mais.

Lua me olha, com seus olhos brilhantes, sei que ela quer rir, toda vez que
falo isso, ela ri, e me diz que já tenho muito dinheiro. Sinto falta da minha
filha sapeca. Ela acena com a mão, e o motorista sai com o carro.

Entro em casa, pego mais um pouco de café e vou até meu escritório,
preciso acompanhar a grade de voo da companhia aérea, mas não consigo
me concentrar, isso era esquisito, aquela garota maluca não me saia da
cabeça.

Após a confusão de ontem, pegar aquele voo foi incrível, sempre viajo no
meu próprio avião particular, mas não estava preparado para o voo de
ontem, e Lua estava com febre, precisava vir o mais rápido possível, e
aquele voo foi era o que iria sair mais cedo, por isso vim nele.

No final das contas, foi a experiência mais maluca que tive na vida, e
também a mais gostosa, não sei se estou carente. Afinal, não me envolvo
com ninguém há anos, apenas sexo casual, sem nada depois, apenas sexo.

E aquela garota me fez sentir algo estranho, não sei explicar, pois nem eu
mesmo sei.

Me levantei, resolvi subir e me trocar para correr um pouco antes de ir para


o escritório. Ainda estou em dúvidas em ligar para a garota, afinal, ela era
nova, e garotas na idade dela, geralmente, são mentes vazias, ainda em
evolução, só se preocupam com balada e curtição, já não estou na fase
disso. Acho que, na verdade, nunca estive, sempre trabalhei demais para ter
tempo dessas curtições bobas.

Tento me concentrar no que estou fazendo, já tenho uma rotina, não posso
quebrar por estar excitado, por causa de uma garota maluca.
CAROLINE MATHIAS

Pego Keke no colo e vou passear com ele, realmente o danadinho é


estressado, late para todo mundo, sai sem a coleira peitoral dele, pois achei
que essa cria minúscula não iria me dar trabalho, tive que correr atrás dele
duas vezes, atacando os outros, fora os cachorros, que com uma bocada
engolem ele inteiro, mesmo assim, o folgadinho queria irritar os outros
cachorros.

Agora estou voltando para casa com ele devidamente seguro em meus
braços, sigo meu caminho, o bairro era bonito, dava para ver o pão de
açúcar e o calor era insano. Quando cheguei em casa, dei água para o Keke
e fui tomar um banho, estou suada demais.

Olho meu celular na esperança de que aquele gostoso do avião tenha me


ligado, mas nada, eu que não vou ligar, vou parecer uma desesperada, não
quero isso

Assim que saio do banho, coloco o vestido mais leve que trouxe, era de
alças, azul e curtinho.

— Vamos, gata. — Eliz entra no meu quarto.

— Vamos aonde?

— Gastar o dinheiro do nosso pai. — Ela fala, me mostrando o cartão


Black. — Vamos comprar roupas para o jantar, papai está ansioso pra te
apresentar ao sócio e melhor amigo dele, ele, sua mãe e o papai eram
inseparáveis, pelo que ele dizia. Sabe, eu acho que o papai nunca esqueceu
sua mãe, sabe, tipo amor verdadeiro, essas coisas, que pra mim não importa,
só preciso de um cara com uma boa trepada e cheio de dinheiro, não que me
falte dinheiro, mas sempre é bom ter mais. — Eliz dispara a falar não
consigo acompanhar ela. Como fala essa garota!

Ela praticamente me arrasta para fora, entramos em uma BMW branca, o


motorista segue com o carro.
— Meu noivo é herdeiro de um dos maiores bancos do país, não é lá essas
coisas, mas dá pro gasto.

— Você é maluca, Eliz. — Falo, rindo.

— Eu não sou é boba. — Ela ri.

— Não acho certo ficar gastando dinheiro do sr. Ronnie, não sou íntima
dele...

— Que bobagem, você é a filha dele, não tem ideia do pai maravilhoso que
tem, daria tudo pra que ele fosse meu pai de verdade. Ele está tão feliz por
ter uma filha, ainda mais com sua mãe. Desde que ele soube, só sabe falar
de você.

Fico quieta, não sei o que dizer, ainda estou em dúvidas se quero mesmo ter
ele na minha vida.

No shopping foi uma loucura, Eliz sabe bem gastar, eu sei também, mas ela
me supera de longe, acho que faliu o sr. Ronnie hoje.

Quando voltamos, Eliz já mandou subir nossas coisas para os nossos


quartos, fui ver o Keke e vi uma garotinha, sentada na espreguiçadeira perto
da piscina, ela era tão linda, fui até ela.

— Oi, princesa. Está perdida? — Ela me olha assustada. — Sou a


Caroline, posso me sentar? Estou exausta, fui fazer compras no shopping,
isso é exaustivo, gosta de fazer compras?

A menininha apenas acena com a cabeça que sim, fazendo seus cabelos
castanhos um pouco abaixo do ombro balançarem.

— Aposto que só gosta das lojas de brinquedos e das lanchonetes.

Ela ri, balançando a cabeça de novo, olho para ela.


— O gato comeu sua língua? Não vai me dizer que foi o Keke? Aquele
cachorrinho é bem capaz disso. — A menina ri alto, e lá vem o Keke
latindo, a menina pula de susto. Seguro ele. — Calma, calma, calma, não
vou deixar ele te morder, ele é bonzinho... bem, um pouquinho... não, ele
não é bonzinho, mas vai aprender. — Ela ri de novo. — Ele gosta de
carinho na orelha.

Faço o carinho nele, ela me olha surpresa, acho que ela já conhece a fama
do demoninho. Faço ela fazer carinho nele, virando seu focinho, para ele
não tentar morder, mas Keke ficou quietinho.

— Nossa... é a pimeira vez que ele dexa faze carinho. — Ela fala abismada.

— Ahh, então a bonitinha fala. — Ela ri de novo.

— Sou a Maria Lua...

— Maria Lua, não se mexa, sai de perto desse demônio em forma de


cachorro! — Ouvimos uma voz grossa vindo da porta da cozinha.
CAPÍTULO 4
CAROLINE MATHIAS

Levanto com Keke nos braços, me viro na direção da voz e arregalo meus
olhos ao ver o homem do avião, ele nem me olha, corre em direção a
menina, a pegando nos braços.

— Ele te mordeu, filha? — Ele fala, procurando machucados na menina.


Ela balança a cabeça, negando. — Você é a nova funcionária? Não deixe
esse cachorro solto, ele ataca todo mundo.

Ele ainda não me olha de tão preocupado com a menina, Adam Smith, o
homem do avião, com piercing em todos os lugares, era pai de uma
garotinha tão fofa.

— Não sou funcionária, e o Keke não mordeu sua filha.

Adam vira seu rosto abruptamente, seus olhos se arregalaram, ao me ver.

— Caroline? — Ele murmura, olhando como se eu fosse um fantasma.

— Oi, Adam. — Ele sorri pra mim, o sorriso desse homem é para deixar
qualquer uma de calcinha molhada. Que perfeição!

— Nossa... — ele fala, me medindo dos pés à cabeça, seu olhar pra mim era
como de um predador olhando sua caça.
Não falo nada e nem ele, apenas ficamos nos olhando por um tempo, até
que ele se aproxima e Keke começa a latir.

— Fica quieto aí, seu projetinho raivoso de cachorro. — Dou risada de


Adam, protegendo a linda menininha como se estivesse um Pit Bull à sua
frente.

— Um homem desse tamanho, cheio de piercings e tatuagens, que deve ter


doído pra caramba pra fazer, está com medo da mordidinha de um cãozinho
deste tamanho? — Dou risada.

— Eu piso nessa miniatura, sem dó, se morder a minha filha.

— Keke não estava mordendo ninguém, não é, princesa linda? — A


menininha acena com a cabeça. — Ih, o gato comeu sua língua de novo?

— Maria Lua está numa fase de silêncio, não fala com ninguém.

— Maria Lua, esse é seu nome, muito lindo, menos o Maria. Quem dá o
nome de Maria hoje em dia? Meu Deus, ainda bem que é composto.

— Maria é um nome lindo, foi escolhido por uma senhora que me ajudou
muito com o idioma e toda a cultura quando vim para o Brasil, foi uma
senhora gentil chamada Maria.

Adam me olha, Maria Lua estica sua mão e faz carinho na orelha de Keke,
que fica quieto.

— Não toca nele, filha, vai te morder.

— Não vai, Keke gosta de carinho. — Eu falo. Lua ainda acaricia Keke, me
aproximo mais, Adam era tão alto, tenho que olhar para cima para falar com
ele. — É bom te ver de novo, quase quarentão.

— Digo o mesmo, maluquinha. — Ele sorri.


— Está tudo bem aí, Keke? Mordeu minha afilhada linda? — Meu pai se
aproxima, pegando a menina dos braços de Adam.

— Não, ele não mordeu ninguém.

Solto Keke no chão, que corre pra longe, indo brincar. Volto meu olhar pra
Adam, que também estava com o olhar em mim, basicamente em meu
corpo, me fazendo sentir minhas pernas bambearem, sinto os meus mamilos
ficarem duros pelo arrepio que senti.

O olhar de Adam foi direto neles, que morde o lábio inferior, sem desviar o
olhar, meu corpo se arrepia ainda mais diante da reação dele.

— Adam, esta é a minha filha que te falei, acho que falo dela vinte quatro
horas por dia, Caroline.

O olhar de desejo de Adam pra mim agora era de puro espanto, ele olha
para meu pai.

— Filha…? — Ele balbucia. — Caroline é sua filha?

ADAM SMITH

Isso não é sério, essa garota que não sai da minha cabeça é a filha do meu
melhor amigo? Na verdade, Ronnie é como um irmão pra mim, e essa é a
filha dele? Achei que ela era uma funcionária nova. Filha? Porra.

— Sim, minha filha. Ela é linda, né? Lembra a mãe dela. — Ronnie fala
orgulhoso.

Olho para ela, não tem nada a ver com a foto que ele me mostrou, na foto
era uma menina de uns quinze anos, cabelos curtos, rosto cheio. Não essa
gostosa e linda à minha frente.

— Sua sobrinha vai ficar conosco um tempo...

— Sobrinha? — Caroline quase grita ao falar. — Vocês são irmãos?


— Não! — Falo rápido. — Não somos irmãos, não de sangue, somos
irmãos de coração.

— Ahh, que susto. — Ela solta sua respiração.

— É um prazer te conhecer, Caroline. — Falo, assumindo minha postura


séria de sempre.

— Já nos conhecemos, quase quarentão. — Ela sorri lindamente para mim.

Que tentação de garota. Puta merda, que linda! Não, não, não, não! Me
obrigo mentalmente a assumir uma postura indiferente, ela é a filha do meu
amigo, e tenho que ver ela como uma sobrinha, não como essa gostosa,
linda e tentadora mulher.

— Se conhecem?

— Ah, sim... sim... viemos no mesmo voo e acabamos nos vendo.

— Nos vimos bem de perto. — Caroline fala, com um sorriso divertido nos
lábios.

— Sim, sentamos um ao lado do outro...

— Sério? Parece até que sentamos um em cima do outro, de tão apertado


que era o avião.

Essa menina estava me provocando descaradamente, e não consigo


esconder meu nervosismo.

— Que bom que conheceu sua sobrinha, espero que se deem tão bem
quanto eu e minha pequena sobrinha, né, Lua? É a sobrinha favorita do tio.

Lua sorri para Ronnie, que brinca com ela, Caroline mantinha seus olhos
lindos em mim, ela se aproxima, vou um pouco para trás. Ela ri.

— Com medo de mim, sr. Smith?


— Não, sobrinha. — Dou ênfase na palavra ‘sobrinha’, e ela estreita os
olhos.

— Não sou sua sobrinha.

— Se é filha do meu melhor amigo, é minha sobrinha, sim, e apenas isso.


— Caroline arqueia uma sobrancelha.

— Você está certo, tio. — Ela quase encosta seu corpo no meu, sinto seu
cheiro invadir minhas narinas como uma doce tentação. Que cheiro
delicioso! Caroline ri. Olhando para minha calça, e noto que tive uma
ereção sentindo seu cheiro. — Tio, precisa ser mais discreto.

Ela ri, olho para Ronnie distraído, brincando com Lua, me sento numa
espreguiçadeira, escondendo a porra do meu pau que ficou duro.

— Vamos nos preparar para o jantar. Soube que foi às compras com a Eliz,
por acaso as duas não me faliram, né? - Ronnie fala, olhando Caroline.

— Eu não, mas Eliz com certeza.

— Não me importo, desde que as duas estejam felizes. — Ronnie olha pra
Caroline cheio de orgulho.

Isso está errado, não posso sentir essas coisas pela filha do meu amigo,
mesmo que ele nunca tenha sabido de sua existência, ele ficou radiante,
quando soube, contou a todos, me encheu falando dela o tempo todo, agora,
isso seria errado e constrangedor. Essa garota, definitivamente, era proibida
pra mim.

— Não vai vir, tio? — Ela continuava a me provocar, que deliciosa.

— Preciso tomar um ar e já vou. — Falo, e ela ri, pegando Lua no colo, que
vai com ela sem pensar, minha filha é difícil de ir com estranhos, agora que
está se recusando a falar que não socializava com ninguém mesmo, e foi
assim com Caroline, tão fácil.
ADAM SMITH

Demoro um pouco para me recuperar, e isso me deixa constrangido, meu


corpo reagindo àquela garota, como se eu fosse um adolescente cheio de
hormônios.

Me levanto, vou em direção a casa e entro pela porta de vidro da lateral,


entrando direto na sala de estar.

Logo de cara, vejo Lua dançando com Caroline e Eliz, as três dançando a
música da Galinha Pintadinha, como se fosse em uma balada. Lua ria alto,
como há tempos não via, me deixando muito feliz.

Desvio meus olhos de Caroline, que dançando mesmo daquele jeito bobo,
me fazia ter pensamentos que não posso ter.

Vou até Ronnie que está no hall, conversando com alguns funcionários.

— A Eliz comprou um vestido pra Lua, então não precisa levar ela pra se
arrumar para o jantar, as minhas filhas vão arrumá-la. — Ronnie diz.

— Lua parece ter gostado da sua... — Olho pra Caroline, que me olha no
mesmo instante, ela sorri pra mim, desvio o olhar rapidamente, não posso
ter qualquer pensamento que não seja de respeito para com ela.

Mas como posso evitar de olhar para ela e desejar seu corpo delicioso?
Porra, olha o corpo dessa garota! Os seios perfeitos, tão bem desenhados no
vestido, lindos, as pernas longas e bem desenhadas, a bunda empinada
devia ficar uma perfeição toda vermelha depois de levar uns bons tapas
meus.

— Minha filha?

— O quê? Não, não quero sua filha. — Falo rapidamente, perdido em meus
pensamentos, Ronnie ri.
— Ficou maluco, Adam? Estou completando o que disse, que Lua parece
ter gostado da minha filha.

Engulo em seco, essa garota está me deixando maluco, sem nem ao menos
fazer nada.

— Sim... a Lua, desde que a mãe dela parou de escrever cartas pra ela, não
quis saber de mais ninguém, sua... — Porra! Por que sempre travo para
dizer a merda da palavra ‘filha’?

— Minha filha? — Ronnie me olha sem entender.

— Sim, sim... Lua parece ter gostado mesmo dela. — Falo, dando uma
olhada disfarçadamente para Caroline, está caminha até nós, prendo até o ar
pelo nervosismo. Ela para à minha frente, ficando de costas para mim, e de
frente para seu pai.

Essa linda tentação de garota mexe em seus longos e cheirosos cabelos,


fazendo-os bater de leve no meu peito, o cheiro desses lindos cabelos entra
pelo meu nariz, quase me fazendo perder o juízo, quando ela solta os
cabelos e ele cai pós sobre suas costas, parando quase à altura de sua bela
bunda, meu olhar vai direto na linda montanha, que é seu traseiro.

— Estou com sede. Posso mexer na sua geladeira para pegar água, sr.
Dantas? — Ela fala, voltando a mexer nos cabelos enormes de forma
provocativa.

— Carol, não precisa me pedir nada, essa casa é sua, pode pegar tudo o que
quiser — Ronnie diz, mas eu só consigo olhar pra essa tentação. — E sr.
Dantas não dá, se não se sente à vontade em me chamar de pai, ao menos
me chame de Ronnie.

— Está bem.

Caroline segue até a cozinha, consigo ver ela perfeitamente pegando a água
na geladeira, colocando no copo e bebendo lentamente. Ela mantinha seus
olhos em mim, e eu naquela boca carnuda e perfeita em contato com o
copo, minha mente vagou em coisas eróticas, ela mexe nos cabelos
novamente, coloca o copo na ilha e passa a língua nos lábios lentamente.

— Ahhh, porra… — Murmuro, me sentando numa poltrona e colocando


uma almofada em meu colo, vou enlouquecer. Caralho, eu vou enlouquecer
com aquela deliciosa tentação!

CAROLINE MATHIAS

— Quer água, tio? — Ofereço um pouco a Adam da cozinha, estou


adorando ver o quanto eu o deixo nervoso.

— Não... obrigado. — Ele fala, desviando o olhar de mim.

Dou um sorriso, esse papo de sobrinha me deixou um tanto irritada, só


porque ele é amigo do meu pai vai querer negar a química que está rolando
entre nós? Eu nem sabia da existência do meu pai, e nem ele a minha, e
Adam vem com essa de sobrinha.

A sobrinha aqui, vai mostrar para o tio como estamos querendo um ao


outro.

Lua vem até mim, ela pede um pouco de água, sem falar nada, apenas
sinalizando com as mãos.

— Por que a mocinha não está mais falando? — Pergunto, e ela olha direto
para Adam. — Se não me pedir, não vou dar, e não vou mais deixar você
brincar com o Keke.

Adam me olha seriamente, se levanta e vem em minha direção.

— Já falei que ela não fala com ninguém...

— Me dá água, po favor. — A menina diz baixo, me olhando. Adam


arregala os olhos e se vira para a menina.
— Fala mais alto, não ouvi, princesa. — Falo, adorando ver a expressão de
espanto de Adam.

— Da água pra Lua? — Ela fala mais alto, pego outro copo e coloco água
para ela, que pega e toma quase tudo, ela coloca o copo na ilha. — Obigada.

Ela volta correndo até a sala, meu pai sorri pra mim.

— Ela falou? Ela está há meses sem falar, ela falou com você. — Meu pai
vibrou. Não sei o que está acontecendo com a garotinha, mas o fato dela ter
falado deixou os dois felizes, Adam parecia que iria chorar. Quase me deu
dó, mas passou rapidamente, não engoli essa de sobrinha.

— Crianças e animais são meu forte. — Brinco, sob o olhar intenso de


Adam.

— Vou me trocar, posso levar a sua filha comigo até meu quarto, tio? —
Falo, olhando bem nos olhos de Adam.

— Não vejo problemas nisso, sobrinha. — Ele retruca, com um sorriso


meio sarcástico nos lábios.

Passo por ele e faço questão de passar bem colada ao seu corpo, ouço um
leve gemido escapar por sua garganta.

— Tudo bem aí, tio? Parece que vai ter um infarto.

— Estou ótimo. — Ele diz, ficando sério no mesmo instante, solto uma
risada.

— Lua, vamos nos arrumar, ficar bem gatinhas. — Falo, ela e Eliz se
empolgam.

— E arrumar uns gatinhos bem ricos. — Eliz completa.

— Eliz Garcia, você é noiva. — Meu pai fala sério, Eliz ri.
— Isso não impede de trocar ele por um mais rico, pai.

— Meu Deus, Eliz. Você já tem dinheiro o suficiente...

— Dinheiro nunca é demais, pai. — Ela ri alto. — Não é, Adam?

— Sei de nada, não, sua interesseira. — Adam retruca.

— Minha irmã vai aprender rapidinho quem são os rapazes herdeiros mais
ricos daqui, vou apresentar todos, bonita do jeito que é, vai ter um monte
fazendo fila pra namorar ela.

Eliz segura meu braço e Lua a minha mão, Adam me olha.

— Não vai na da sua irmã, que os jovens da sua idade não querem nada
com nada.

— E os da sua idade querem? — Provoco, Adam bufa.

— Também não, ninguém quer.

Olho para ele, me viro e subo com Lua e Eliz para o meu quarto.

CAROLINE MATHIAS

Eliz e eu estávamos nos maquiando após termos deixado Lua parecendo


uma princesa, com um vestido rosa pink, com um laço branco na frente. Era
rodado e muito fofo, ela estava linda. Deixamos os cabelos soltos.

Agora nos maquiávamos e depois era só colocar o vestido. Quem diria que
fosse me divertir tanto na casa do meu pai, que traiu minha mãe? Me sinto
um pouco mal por estar gostando tanto de estar aqui, já que por essa traição,
minha mãe passou por muita coisa para me criar sozinha. Sinto que estou
confusa.

— Liz, passa na Lua. — A menininha se aproximou, fazendo bico para


que Eliz passasse o batom na boca dela.
— Seu pai me mata, além do mais, é muito pequeninha para passar batom.
— Eliz fala, guardando o batom.

— Po favo, po favor, po favo... — a menininha falava repetidas vezes.

— Ahhh... — Eliz pega ela no colo. — Pra quem não estava falando nada,
parece uma tagarela agora.

— Batom, batom, batom...

— Toma, Carol, por isso não vou querer ter filho nunca, atiro pela janela.
— Eliz coloca Lua no meu colo.

— Que isso, Eliz? — Dou risada.

— Garota teimosa, estou falando que não pode, e fica insistindo, vou cortar
sua língua. — Eliz fala, rindo. Lua coloca as mãozinhas na boca,
balançando a cabeça em negação.

— Não vai, não, Lua, a gente solta o Keke em cima dela, quero ver ela se
aproximar. — Lua riu.

— Ai, é golpe baixo, aquele demoninho não dá pra brincar.

Eliz pega o seu vestido e entra no banheiro, mostrando a língua para a Lua
antes de fechar a porta.

Coloco Lua no chão e continuo a minha maquiagem, a menina me olha


atenta.

Termino a maquiagem, coloco o vestido preto de mangas compridas,


totalmente colado ao meu corpo, à altura das minhas coxas.

“Muito bonito, ficou bem em mim”, penso, olhando no espelho.

— Tá lindona, Carol. — Lua fala.


— Obrigada, fofinha, nós estamos umas gatinhas. — Falo, fazendo miado
de gato, Lua ri e faz junto comigo.

— A gata das gatas está pronta.

Eliz sai do banheiro com seu vestido rosa bem pink, colado até a altura dos
joelhos de uma alça só, realçando as curvas bem desenhadas do corpo dela.

— Me diz, se não sou a gatinha mais gostosa que já viram? — Eliz fala,
girando nos seus saltos altos e gigantescos.

— A Carol é mais gatinha. — Lua fala.

— Aff, sua pestinha, volta a focar em silêncio.

Lua ri alto, Eliz faz cócegas nela. Logo que saímos do quarto, ouvimos
vozes vindas do andar de baixo, quando descemos o Hall, estava cheio de
pessoas que nunca vi na vida.

— Não era só um jantar? — Pergunto, olhando aquele monte de pessoas.

— Assim são os jantares do papai, não faz nem ideia de como são as
festas que ele e Adam costumam dar. — Eliz fala, já cumprimentando as
pessoas alegremente. Seguro a mão de Lua, com tantas pessoas, capaz dela
se perder.

— Filha, está com fome?

Adam surge, já pegando Lua nos braços, ele estava lindo com sua camisa
social de seda e os primeiros botões abertos.

Lua nega com a cabeça, e Adam olha para mim, seu olhar percorre meu
corpo lentamente, ele para diretamente nos meus olhos, fica me fitando por
algum tempo.

— O que fez pra essa garota falar com você? Poderia me dar a fórmula? —
Ele pergunta, me aproximo dele, sinto o corpo de Adam tremer com minha
proximidade.

— Meu charme irresistível. — Brinco, olhando fixamente para ele.

— Que é irresistível, não tenho a menor dúvida. — Ele fala, mordendo o


lábio inferior, fica muito sexy fazendo isso, devo admitir.

ADAM SMITH

Porra! Não tem como olhar para essa garota e não a desejar, era impossível,
mas tenho que ser forte, essa tentação é totalmente proibida pra mim, por
mais que a deseje. É a filha do meu amigo, meu irmão.

“Não, não, não, Adam, mantenha-se longe dessa mulher.”

Me ordeno em pensamento, mas meus olhos estão pousados em sua boca


carnuda e bem desenhada, que estava ainda mais chamativa com esse
batom.

— Filha, vem comigo, deixa eu te apresentar para algumas pessoas.

Ronnie aparece, me trazendo à realidade, não posso desejar a filha dele.


Não mesmo.

Ele leva Caroline para longe do meu campo de visão, e agradeço em


silêncio por isso. Se não a ver, não a desejo.

Vou andando pelo lugar com Lua, mas acho que esse jantar está mais para
uma das festas exageradas de Ronnie do que jantar com amigos, resolvo
ligar para babá da Lua vir buscá-la com o motorista. A mulher parece não
ter gostado muito, amanhã terei uma conversa com essa ela, se ela não quer
o emprego, peça demissão, se ela sonhar em ser grosseira com minha filha,
a mato sem pensar.

Quando levo Lua até o portão principal, assim que o motorista me manda
mensagem avisando que chegou, olho sério para a mulher, com uma
expressão furiosa.
— Está com algum problema? — Pergunto irritado.

— Nenhum, sr. Smith. — Ela diz, pegando Lua, que já está sonolenta. Lua
pula do colo dela, se sentando sozinha em sua cadeirinha, fecho o cinto dela
e dou um beijo em sua testa.

— Te amo, minha filha. — Falo, a mulher entra e o motorista sai com o


carro.

Assim que me viro, dou de encontro com Caroline, e levo um susto.

— Por que mandou Lua embora? Nem me despedi, tio. — Ela fala bem
próxima a mim, essa garota mexe com meus nervos mesmo.

— Acho que esta festa não é apropriada pra ela.

— Nisso você tem razão.

Caroline leva sua mão até a abertura da minha camisa, deslizando a ponta
dos dedos em minha pele exposta, me causando um arrepio pelo corpo.

— Então meu tio se arrepia apenas com esse toque bobo? — Ela diz, com
um sorriso malicioso nos lábios. — Se eu descer minha mão até aqui…

Caroline desce sua mão pelo meu corpo até chegar no meu pau e sorri ao
pegá-lo.

— Uau, já está duro, tio?

— Para de me chamar de tio enquanto segura meu pau, porra. — Falo,


segurando um gemido, mas incapaz de afastá-la de mim.

— Você quem está sendo errado, tiooo. Está com o pau duro perto da sua
sobrinha?

— Ahh, porra, para de dizer isso e de me tocar assim... — Agora não


contenho um gemido com sua mão acariciando meu pau por cima da calça,
à procura do meu piercing.

— Estou louca pra ver seu piercing, Adam... me mostra.

Caralho, essa garota vai me fazer surtar? Como pode ser tão sexy? Como eu
posso ser tão fraco a ponto de não conseguir afastá-la?
CAPÍTULO 5

ADAM SMITH
Seguro a mão de Caroline ou vou gozar com seu toque delicioso, puxo ela
para mim, tomo sua boca gostosa com a minha num beijo voraz, estou
louco, essa garota está me deixando louco, estou no meio da rua, de pau
duro, sendo que a culpada de deixar ele duro assim é a filha do meu melhor
amigo. Porra! Estou louco mesmo, mas não consigo parar.

Seguro a nunca de Caroline, com minha língua buscando a sua com


urgência. Como essa garota poderia ter um beijo tão gostoso? É delicioso
demais.

Ela liberta sua mão presa pela minha e volta a colocar em cima do meu pau,
seu corpo delicioso é colocado ao meu, seguro sua cintura, a apertando
contra meus braços, enterro meu rosto em seu pescoço, inalando seu cheiro
delicioso, e passo minha língua de leve, sentindo o arrepiar em seu corpo.

— Que linda tentação, Caroline. — Murmuro, descendo minhas mãos até


sua bunda empinada, aperto com força, subindo ela de forma que nossas
intimidades se toquem por cima da roupa.

— Não me venha com essa de sobrinha, sr. Smith, não do jeito que está me
desejando.

Caroline solta um gemido, abrindo as pernas e enlaçando-as na minha


cintura, seu vestido sobe, tento puxar para ao menos cobrir sua bunda, não
quero ninguém olhando, para essa bunda linda.
Beijo Caroline com toda a vontade que sinto em meu ser, e era imensa,
desde que a vi hoje cedo minha vontade era de beijar essa garota
maluquinha.

— Gosto mais de você assim, quase quarentão do que o chato, que quer me
afastar.

Caroline diz, com os lábios colados aos meus, ela faz o contorno dos meus
lábios com a ponta de sua língua.

— Não quero me afastar, eu tenho que me afastar. — Sussurro, tomando


novamente seus lábios em um beijo.

— Tem que se afastar por quê? Não estou te propondo namoro, nem
casamento, sr. Smith, apenas que deixemos rolar essa química gostosa que
temos, sem compromisso. E quando enjoarmos um do outro, nos afastamos
sem problemas. — Caroline diz, me fazendo gemer.

— Ahh, porra. Isso seria perfeito, apenas algo casual, mas você é a filha
do Ronnie. — Falo, ainda atordoado pelos beijos de Caroline.

— E o que tem isso? Nem o conhecia até ontem, e nem ele a mim, está
transformando algo bobo em uma tempestade.

Ai, caralho. Essa garota é uma tentação perfeita, claro que eu queria curtir
com ela sem compromisso, e uma mulher que concorde com isso é raro, e a
que estou louco querendo no momento me faz essa proposta deliciosa, mas
não posso aceitar.

Merda! Por que essa tentação tem que ser filha do Ronnie?

Caroline desce do meu colo e abraça a minha cintura, roçando sua coxa no
meu pau.

— Pare de me tentar, sua tentação ambulante.

— Pare de resistir, seu quase quarentão bobo.


Caroline me puxa e me beija mais uma vez, não resisto, sou incapaz de
resistir. Caroline começa a abrir os botões da minha camisa e desliza suas
mãos quentes e macias pelo meu tórax, sentindo cada parte do meu corpo
lentamente em uma doce exploração, sinto que meu pau está prestes a
explodir por dentro da calça.

Essa menina era sensualidade pura, ela nem precisava se esforçar para ser
sensual, era algo dela, era natural, apenas seu sorriso já era sensual ao
extremo pra mim, e resistir a ela era algo que não consigo fazer, embora eu
tenha que fazer.

— Poderíamos sair daqui, Adam. Quer conhecer meu quarto? — Ela sorri
maliciosa para mim.

— Não... não... porra... não posso, tentação. — Falo com minhas mãos
acariciando a sua linda bunda.

— Não pode? Ou não quer? — Ela pergunta, com suas mãos ainda me
explorando.

— Ahh, sua tentação, eu quero, quero muito, nem que fosse por apenas
essa noite..., mas... — eu seguro os ombros dela, a afastando o máximo que
posso. — Você e eu? Não...

Me calo quando essa tentação se põe nas pontas dos pés e segura na minha
camisa, me puxando para beijá-la.

Que merda! Não consigo resistir ao beijo de Caroline. É extremamente


viciante.

— Entendi, tio, apenas amigos. — Ela fala ao me soltar, meu corpo


reclama da falta de seu corpo colado ao meu, com um leve tremor.

— O quê? — Fico um pouco atordoado pelo beijo e por ela ter saído dos
meus braços tão abruptamente.
— Você é amigo do meu pai, coisa e tal, eu entendo perfeitamente. — Ela
sorri de uma forma provocativa.

— Isso... bom... isso é ótimo. — Eu fecho os botões da minha camisa,


tentando me recompor. — Que bom que entendeu, seremos bons amigos,
como família.

— Tem razão. — Ela passa as mãos pelos cabelos, arrumando-os, paro um


instante para ficar admirando ela, só esse gesto bobo já mexe comigo.

— Você é a amigo do meu filho... — falo, sem tirar os olhos dela, me


embaralhando todo, ela ri.

— Está bem, quase quarentão, nos vemos por aí. — Caroline apenas me dá
as costas e sai rumo à casa.

Isso foi esquisito, ela está me provocando desde que me viu, agora aceita
esse afastamento tão rápido, não sei se acho bom ou se fico frustrado por
ela aceitar tão rápido.

Encosto no portão da casa, ainda estou duro, preciso me recompor. Lamento


o fato de Caroline ser filha do Ronnie, poderíamos ter momentos deliciosos
entre nós.

Eu adoraria ter explorado todo aquele delicioso corpo, mas era isso, ela era
proibida pra mim, e tenho que aceitar isso.

Quando finalmente estou pronto para ir, Ronnie aparece.

— Pensei que tinha ido embora.

— Só vim trazer a Lua para o motorista e a babá a levar. Fiquei um pouco


aqui, aproveitando a brisa fresca.

— Venha, as meninas resolveram entrar na piscina, virou uma verdadeira


festa jovem. Meu Deus, estou velho para toda aquela bagunça e música alta.
— Somos dois então, sabe que nunca gostei disso.

— Mas vai ficar, né? As meninas estão super empolgadas. Caroline já fez
amizade com um monte de gente.

Eu e Ronnie adentramos a propriedade novamente, logo, ao pisarmos no


gramado que seguia até a piscina, o som já era ouvido, quando chegamos na
piscina, tenho a visão de uma tentação, dos infernos no trampolim da
piscina, dançando com um biquíni minúsculo.

Paraliso no mesmo instante diante daquilo. Eliz e o noivo dela sobem no


trampolim, e os três cantam e dançam, feito malucos.

Mas eu só consigo olhar para Caroline. Tão gostosa, porra! Ela me olha e
levanta o copo de bebida em sua mão, como que me oferecendo, logo volta
a dançar. Ô diaba deliciosa essa garota!

CAROLINE MATHIAS

Sorrio para Adam enquanto danço feito uma maluca, se ele quer entrar
nesse jogo, eu topo, meu tio vai implorar pelo toque da sobrinha aqui, e vai
ter que implorar muito para conseguir.

Pulo na piscina, nado para lá e para cá, suavemente, adorando sentir água
no meu corpo, apesar de estar de noite, estava uma noite quente.

Posso sentir o olhar de Adam em mim, é quase palpável, não sou uma
maluca obcecada, mas não se instiga uma mulher com a imaginação de um
piercing no pau e depois foge, sem nem mostrar, com essa desculpinha
esfarrapada.

Nado mais um pouco e saio da piscina, a festa agora estava parecendo um


baile funk de caretas, ninguém dançava, a música era alta, mas a piscina
estava ficando lotada, resolvi sair.

Assim que saio, sinto alguém me enrolar em uma toalha.


— Vai pegar um resfriado. — Ouço a voz de Adam.

— Ah, pronto, agora além de dizer que é meu tio, vai querer se comportar
como um pai. — Falo, me virando para Adam.

— Só estou sendo gentil. — Ele diz sério.

— Obrigada. — Falo, retirando a toalha. Adam pousa seus olhos direto em


meus seios. — Mas estou bem, tio.

Saio de perto dele e esbarro em alguém, sou segurada por esse homem antes
que eu caia na piscina novamente.

— Desculpa. — Falo suavemente.

— Não se preocupe, não foi nada, filha do Ronnie. — Ele diz, era um
homem alto, não tanto quanto Adam, mas era bem musculoso, cabelos
pretos bem penteados para trás, olhos castanhos, um homem atraente.

— Sou Caroline. — Falo, ele sorri e estende a mão pra mim.

— Sou Samuel, prazer, sou funcionário do seu pai, sou o diretor de


marketing da companhia aérea.

— Espera, meu pai é dono de uma companhia aérea? — Fico um pouco


chocada, vim na classe econômica e ele é dono de uma companhia aérea.

— É um dos donos. Não sabia disso sobre seu pai? — Ele pergunta,
sorrindo.

— Ainda estamos nos conhecendo. — Falo, sorrindo.

— Seu pai é o melhor chefe que já tive.

Samuel olha para meu corpo, mas não me sinto à vontade com isso, não da
forma que sinto quando Adam me olha com desejo, me sinto envergonhada.
Quero me cobrir, aquela toalha cairia bem agora, e é ela que sinto envolta
do meu corpo, desta vez, aceito, fechando-a ao máximo em mim.

— Oi, tio. — O homem fala a Adam, que apenas balança a cabeça para ele.

— Ele é seu tio também? Espero que ele não tenha te mostrado o piercing
antes de mim. — Falo e vejo os olhos de Adam me encararem incrédulos.

— Está maluca? Não sei por que pergunto ainda, você é maluca. Este é o
filho do meu irmão mais velho.

— Ahh, sim, desculpa, é que ele é meu tio também...

— Não sou seu tio. — Adam me interrompe sério.

— Assim você me deixa confusa, quase quarentão, você me diz que é como
irmão do meu pai, me chama de sobrinha, agora diz que não é meu tio. —
Provoco, rindo.

— Nunca te chamei de sobrinha, falei que poderia te considerar como


sobrinha. — Adam diz, mas como um rosnando frustrado.

— É a mesma coisa.

— Você é tão linda quanto Ronnie, vive falando aos quatro ventos. —
Samuel fala com um sorriso charmoso.

— Obrigada, sabe, sou nova aqui, e só conheci gente velha até agora,
poderia me mostrar os lugares bons pra frequentar por aqui.

— Vai ser um prazer, sou nascido e criado aqui, conheço os melhores


lugares para curtir.

— Vou adorar. — Sorrio feliz para ele, Adam tem sua respiração um tanto
acelerada, ele não fala nada, mas sua expressão é bem séria.
— Vocês vão se dar muito bem, dois jovens com cabeça de vento
procurando diversão. — Adam diz rude.

— Somos jovens e queremos, sim, diversão, mas o que te faz supor que
somos cabeça de vento? — Me viro para Adam, ele apenas me olha, se vira
e sai.

ADAM SMITH

Entro no meu escritório, meu humor estava péssimo, isso vem acontecendo
há alguns dias, desde aquele jantar idiota na casa de Ronnie, faz três dias
que estou num péssimo humor.

Caroline era uma diaba, isso não tenho dúvidas, não a vi durante esses dias,
mas ouvi a voz dela aqui no escritório algumas vezes, nem saí da minha
sala para não olhar aquela tentação que povoa a minha mente, sei que ela
vem aqui a pedido de Ronnie, ele mostra tudo a ela, e já ouvi ela algumas
vezes de conversa com Samuel, e não saio, pois a raiva que me invade toda
vez que ouço o riso dos dois seria capaz de fazer algo da qual eu vá me
arrepender.

Ainda mais porque a denominei como proibida, simples assim, essa


tentação era proibida pra mim, e nada vai me fazer mudar essa ideia.

Mas não consigo mudar essa minha falta de paciência e estresse, estavam
elevados demais esses dias, já não tenho uma boa reputação aqui no
escritório, agora as pessoas me veem e saem apressadas como se o demônio
estivesse chegando.

Mexo no meu computador e vejo um e-mail, era da mãe de Lua, abro


rapidamente, se ela voltar a escrever pra Lua, talvez ela volte a falar
comigo, o que me deixa muito frustrado, ela falou com Caroline, que é uma
total estranha, e se recusa a falar comigo ainda. Ela quer ir até Caroline
todos os dias, virou rotina sair da escola e o motorista a levar, perguntei a
Ronnie se estava incomodando, mas ouvi Caroline responder ao fundo que
o único que incomodava era eu, essa tentação me tira do sério.
Agora minha filha está agarrada àquela que não posso ter, isso é tão
frustrante.

Olho o e-mail, era uma simples mensagem dizendo que queria marcar um
encontro urgente comigo, respondo que é só ela me ligar e mando meu
número pessoal a ela.

Não era o que eu queria, mas faria de tudo para Lua falar comigo, quero
ouvir a voz da minha filha, ela é tudo pra mim, não aguento mais essa
situação.

— Tio? — Ouço batidas na porta e aquela voz que não sai da minha cabeça.
— Posso entrar, tio?

— Entra. — Falo num tom de voz seco, ela entra e sou obrigado a conter
um gemido. Porra! Como pode ser tão gostosa? Ela usava um vestido
amarelo claro, era justo nos seios e descia levemente largo até metade de
suas coxas bem delineadas, não era para ser sexy, mas nela era e muito.

— Desculpa te incomodar, mas como ia subir pra ver meu pai, Sam me
pediu pra trazer isso a você. — Ela diz com uma pasta nas mãos.

— Sam? — Pergunto sem entender, ela sorri, e engulo em seco, até um


simples sorriso dela era sexy.

— Samuel, o seu sobrinho. — Ela diz, não consigo deixar de escapar um


suspiro, mas sai bem profundo e claramente demonstrando meu
descontentamento.

ADAM SMITH

Agora eram íntimos a ponto de dar um apelido carinhoso a ele, não que seja
da minha conta isso, realmente não é.

Mas por que caralho me incomoda tanto?


Porque estou em um carrossel de emoções. Porque essa garota despertou
essas coisas em mim. Por que raios estou a ponto de agarrar essa menina,
beijá-la e tocá-la até que meu nome seja a única palavra que saia de sua
boca, e gemendo ainda?

São tantos porquês que essa garota gera na minha mente, que fico confuso,
ainda mais estressado e raivoso.

Olho para a figura à minha frente, ainda com a pasta nas mãos, seu sorriso
para mim era suave, um tanto provocativo, mas o que nela não me provoca?
Até sua respiração era uma provocação pra mim.

— Pode deixar a pasta na mesa, obrigado por trazer.

Tento ser o mais frio possível e ignorar tudo que se passa na minha mente.
Caroline coloca a pasta na minha mesa, volto minha atenção à tela do
computador, tentando não deixar transparecer o usando aquele perfume
levemente adocicado que exalava dela me deixava vulnerável a ponto de
querer segurá-la em meus braços, apenas para ficar sentindo esse cheiro
deliciosos.

Levanto meus olhos ao ver ela dar a volta ao redor da minha mesa, que aliás
preciso mandar restaurar, era uma mesa antiga de madeira boa, era do meu
avô, e foi passando de geração, agora está comigo, e nem tive tempo de
mandar fazer uma boa reforma, não que precisasse urgentemente, mas tinha
pequenos defeitos, ela para ao lado da minha cadeira, e se me virar, meu
rosto ficará à altura de seus lindos e chamativos seios.

— Quero te pedir uma coisa, Adam. — Ela fala suave.

— Muito melhor quando me chama de Adam. — Falo, tentando ser frio,


tentando me concentrar na porra do tráfego aéreo na tela do meu
computador, não consigo, mas me recuso a demonstrar isso a ela.

— Perdão, foi falha minha, tio é melhor. — Sua voz é em tom divertido. —
Posso te pedir algo?
— Se estiver ao meu alcance, o que quer?

— Posso levar a Lua ao parque aquático hoje? — Ela pergunta, e essa ideia
me pareceu tão prazerosa em minha mente, que quase me fez sorrir, ao me
ver com as duas em um dia calmo num parque aquático, ainda mais que Lua
adora. — Sam vai sair mais cedo hoje e vai nos levar, podemos levar a Lua,
prometo ser cuidadosa com ela.

Cerro meus punhos involuntariamente ao ser invadido por imagens de


Samuel com Caroline e minha filha, num dia que seria extremamente
prazeroso em família, e não seria comigo.

— Samuel, você e Lua?

Essas palavras saíram como um amargo horrível estivesse em minha boca, e


não gostei da imagem que se formou em minha mente, não gostei mesmo.

— Sim, nós três, a Eliz não vai poder ir, vai viajar a negócios, então será
apenas nós, vou cuidar da...

Caroline grita ao levar sua mão até minha mesa, e logo vejo sangue escorrer
de sua mão, não era muito, mas ela havia se cortado.

Me levanto rapidamente, pego sua mão e vejo que soltou uma farpa da
mesa e fincou em sua mão.

— Ah, merda, sinto muito. Eu já devia ter mandado restaurar a mesa. —


Seguro suavemente sua mão. — Vou tirar a farpa que está presa na sua mão.

— Não, vai doer. — Ela resmunga, tentando puxar a mão, me fazendo


formar um sorriso nos lábios.

— É apenas uma farpa, vou puxar rápido, nem vai sentir.

Faço um carinho em sua mão, e quando ela leva aqueles belos olhos cor de
jabuticaba na direção do meu, puxo a farpa que ela nem vê e mostro a ela.
— Viu? Nem sentiu, agora vem lavar a mão.

Levo Caroline até meu banheiro, não era muito grande, mas tinha o
necessário para que eu pudesse tomar banho e ir em alguma reunião urgente
ou viagem. Abro a torneira com água aquecida e coloco a mão dela debaixo
da água, lavo bem com sabão, depois coloco debaixo do secador, foi um ato
rápido, mas o silêncio entre nós não era algo simples, ela mesmo em
silêncio mexia com cada músculo do meu corpo, a proximidade era uma
doce tortura.

Levo sua mão até minha boca e beijo assim, como faço com Lua, ela sorri,
fazendo com que sinta um leve tremor correr por meu corpo.

— Obrigada, bem que poderia ter machucado minha boca. — Ela fala sem
desviar os olhos de mim. Pronto, agora estou olhando para seus lábios
tentadores e desejando eles. — Não precisa só olhar, pode beijar, Adam.

Por que o meu nome em sua boca soa tão deliciosamente sexy? Sem mais
pensar, me recuso fazer isso agora, eu quero beijá-la, não, eu preciso beijá-
la. E assim o faço, me inclino e colo meus lábios nos dela, sentindo a
maciez gostosa daquela boca perfeita, assim como o gosto do seu beijo era.

Envolvo meus braços por sua cintura colo meu corpo ao seu, não me
importo que ela sinta minha ereção, estou de pau duro desde que ela entrou
na minha sala, e agora não quero esconder, apenas quero sentir o alvo de
todo meu desejo em meus braços, continuar a me perder nesses beijos
incrivelmente gostosos.

Sinto a mão de Caroline ir de encontro ao meu pau, ela não hesita em


nenhum momento em pegá-lo e sentir em sua mão, seu toque é como fogo
num gramado seco, fazendo com que o fogo se espalhe pelo gramado
inteiro.

— Você é mesmo minha tentação, Caroline… — Falo, levando minhas


mãos até seu rosto, aprofundando o beijo e gemendo ao seu delicioso toque.

— Gosta do meu toque, Adam?


Sua mão se movimenta por cima da minha calça, quase fazendo com que
meu pau rasgue os dois tecidos que o encobrem.

— Não deveria…, mas... eu adoro, minha tentação... — falo entre gemidos


e sucessivos beijos, cada vez mais ardentes, que trocávamos.

— Então, pare de fugir disto, Adam Smith, pare de me ignorar. Eu quero


você e você me quer, qual o mal nisso? — Ela fala enquanto desafivela o
meu cinto.

— Posso listar um monte de mal que há nisso.

Sou incapaz de impedir seu ato, quero sentir seu toque tanto quanto quero
levantar ela nessa pia e comer ela até sentir seu gozo escorrer por meu pau.
CAPÍTULO 6

ADAM SMITH
— Eu quero ver.
Caroline me olha com uma expressão sapeca e maliciosa, me fazendo soltar
um gemido, de tão sexy que ela ficava.

— Posso?

— Seria incapaz de te impedir. — Falo, gemendo feito um maluco, com sua


mão acariciando dessa forma.

Caroline abre o botão da minha calça, abaixa o zíper e leva sua mão por
dentro da minha cueca, o contato de sua mão macia no meu pau me fez
soltar um gemido gutural, e tenho que me conter como nunca fiz na vida
para não gozar, sem ela ao menos ter me tocado direito.

Levo minhas mãos até seus seios, ela retira minhas mãos, com um sorriso
maravilhoso nos lábios.

— É minha vez de explorar aqui, sr. Smith, espere pacientemente sua vez.

Caroline retira meu pau para fora, e seus olhos pousam diretamente na
cabeça, e olha hipnotizada, seus dedos curiosos passam levemente por cima
do meu piercing, que nem é lá essas coisas, coloquei na época da
adolescência, rebelde, sem causa, desde então não tirei, apenas troco e
higienizo sempre.

— Aposto que já fez muitas mulheres felizes com isso. — Ela fala, alisando
as duas pequenas bolas metálicas que saiam de cada lado da cabeça meu
pau.
— Muito menos do que imagina, minha tentação. — Falo, mordendo os
lábios da forma como ela brincava com meu piercing.

— Acho que vai adicionar mais uma à essa lista. — Seu sorriso é pura
malícia, seus lábios buscam os meus.

Não me importo com mais nada, só quero Caroline, eu a quero, a desejo,


não posso fugir disso, é errado, isso é, mas não me importo mais, eu a
quero.

— Agora é minha vez de te explorar, tentação. — Levanto ela até a pia, a


sento na ponta, fazendo-a me acomodar entre suas pernas.

Passo lentamente a língua no contorno de seus lábios, seus olhos


expressivos fixos nos meus faziam meu coração disparar de uma forma que
ia além do desejo carnal, era algo intenso, que não sei explicar e não quero
explicar, só preciso ignorar e me entregar ao desejo proibido que temos
aqui.

Beijo sua boca, desta vez, mais vorazmente, demonstrando todo o desejo
que ela me fazia sentir, seguro sua cintura fina, acariciando firme, puxo ela
mais para a frente, encaixando meu pau entre suas pernas, sinto o tecido de
sua calcinha, e o calor que emana de sua virilha me entorpece ainda mais
pelo desejo.

Subo minhas mãos até seus seios deliciosos, circulo de leve a pontas dos
meus dedos nos bicos já rijos dela, são tão perfeitos apontando por cima do
vestido, pequenos e delineados, ela geme enquanto acaricio suavemente
suas delícias.

Abaixo a parte de cima do seu vestido, expondo seus seios pra mim, fico
vidrado olhando essas duas perfeições à minha frente.

— Ahhh, Carol... isso é tão errado...

Minhas mãos são levadas até seus seios como um imã, acaricio com uma
vontade que até me surpreendia, pareço um adolescente afobado ao ver seus
primeiros pares de seios à frente, acaricio com tanta urgência que me sinto
um lunático, ainda mais com ela tão receptiva, inclinando seu tronco, em
busca de mais.

Me inclino e levo a minha boca até um deles, sentindo seu sabor


insanamente delicioso, coloco a língua e circulo seu mamilo com
voracidade. Me deliciando com seus gemidos.

— Adam? — Dou um salto ao ouvir a voz de Ronnie.

Quase derrubo Caroline da pia, ela segura em meus ombros.

— Estou... no banheiro. — Falo, e minha voz sai mais assustada do que


deveria, arrancando um riso de Caroline, coloco a mão em sua boca.

— Meu computador apagou, não sei o que fazer, preciso fazer os pedidos
das peças do Boeing 777, aquele avião parado é só prejuízo, vou pedir pelo
seu computador, baitola!

Ronnie grita, Caroline está com os olhos fixos em mim, sua diversão com
meu desespero é nítida.

— Está com medo, tio? — Ela diz.

— Shiiu, garota, não sabe a encrenca que vai me meter se ele desconfiar. —
Falo bem baixo.

— Tem um jeito de me fazer ficar quieta.

Caroline, pula da pia e se ajoelha no chão, fico olhando para ela sem
acreditar no que ela pretendia.

— Ahhh, porra...

Meu gemido sai alto quando sua boca envolve a cabeça do meu pau.

— Qual o problema aí? Tá cagando? — Ronnie brinca.


— Acho... que comi algo... que me fez.... mal. — Falo pausadamente para
conter o gemido, isso era uma tortura, era uma delícia sua boca macia no
meu pau.

Caroline chupa meu pau divinamente. Caralho, que boca gostosa da porra!
Meu gemido sai alto de novo com ela mordendo e puxando a ponta do meu
piercing.

— O idiota não tá batendo uma aí, não né, porra? Vai arrumar uma mulher,
ou pague uma se não quiser relacionamento. — Ronnie diz, Caroline sorri
pra mim, quase engolindo meu pau. Porra, que boca é essa? Que maravilha
essa garota sabe fazer.

— Caralhooo...

— Adam, porra, vai se foder, no nosso escritório? Vai pra um puteiro,


merda. — Ronnie diz.

— Ronnie, faz o que tem que fazer e some.

— Caroline vai levar a Lua ao parque aquático e vai vir te pedir, ela e o
Samuel estão se dando bem, faço muito gosto, ele é um ótimo rapaz.

— Não. — Falo involuntariamente. “Se dando bem porra nenhuma”, penso,


segurando aqueles cabelos macios e enormes, bombando meu pau para
dentro da sua linda boca, não faço esforço para pará-la, porque não quero.

Quero sentir essa sensação única e deliciosa. Quero Caroline, porra! Eu a


quero.

— Não vai deixar? Por quê? Carol vai cuidar da Lua...

— Por favor, Ronnie, fique calado. — Peço, enquanto me delicio com essa
diaba tentadora.

— Que idiota, deixa ela ir. Espero que ela se dê bem com o Samuel, se ela
se apaixonar, quem sabe não se muda pra cá e fica comigo. Talvez, assim,
tenha a chance de Patrícia aparecer por aqui.

Não ouço mais o que Ronnie diz, estou totalmente hipnotizado, pela visão
mais perfeita do mundo, minha tentação, me fazendo ter o maior prazer do
mundo, meu coração está acelerado, meu pau muito bem tratado por uma
boca macia, úmida, deliciosamente saborosa, estou no meu limite, essa
menina me fará enlouquecer, estou me afundando, correndo o risco de
perder uma amizade de anos, um grande irmão para mim, mas que se foda,
nesse momento só consigo pensar nela.

ADAM SMITH

— Sai da porra do banheiro, Adam. Quero conversar com você. — Ronnie


diz, mas permaneço em silêncio, o que já era bem difícil pra mim. Quero
gemer.

Caralho, como eu quero gemer! Com esse prazer absoluto que estou
sentindo nesse momento, só quero sentir os lábios de Carol envolverem
meu pau com tamanha precisão, era hipnotizante olhar para ela, que fazia
maravilhas com sua boca perfeita e os olhos fixos em mim.

— Vai a merda, já terminei aqui, vamos almoçar juntos, preciso conversar


com você, punheteiro. — Ronnie ri e chuta a porta, causando um leve susto
em Caroline, que se levanta. — Vai arrumar uma mulher.

Ouço os passos de Ronnie e logo em seguida o barulho da porta sendo


aberta e fechada, nesse momento, solto meu ar, que estava totalmente preso.

— Carol... — minha voz saiu como um gemido, ela sorri, levando sua mão
até meu pau, puxo essa garota pra mim e beijo sua boca com avidez.

Estou cego de paixão, estou louco por querer a filha do meu amigo, e por
fim estou pouco me fodendo neste momento, só quero ela.

Sento Caroline na pia novamente, abro com certa brusquidão suas pernas,
nem reparo na sua calcinha, só sei que era branca, rasgo com um
movimento rápido, levo até meu nariz, sentindo o cheiro dessa delícia que
estava me levando à loucura total, guardo sua calcinha em meu bolso, me
ajoelho no chão e vou com minha boca provar o sabor que estava levando
minha mente à insanidade. E em nada me decepcionou, aliás, era muito
mais saboroso do que imaginei, por várias vezes, devo admitir que pensei
muito em como seria o gosto de Carol, e simplesmente é perfeito.

Muito melhor do que imaginei, e até fico envergonhado com o tanto que
pensei nisso, nela assim com as pernas totalmente abertas para mim.

— Mas que delícia...

Caroline geme bem alto, quando passo minha língua com a ponta do meu
piercing em seu clitóris, ela puxa meus cabelos, empurrando minha cabeça
mais fundo para entre suas pernas, me entrego de vez à essa delícia,
passando minha língua em todos os cantos da sua deliciosa intimidade.

— Não pare, Adam… — Ela geme, rebolando sua cintura no meu rosto.
Sorrio, mordiscando seu clitóris.

— Não vou parar, tentação, não até que tenha lambuzado meu rosto todo
com seu gozo. — Falo e volto a me deliciar com seu sabor único, que
realmente me deixou extasiado e tão excitado, sinto que vou gozar sem nem
ao menos ser tocado.

Dou o meu melhor, saboreando cada canto de Caroline, me deliciando com


cada gemido que ela solta, até que sinto seu corpo tremer e seu líquido
escorrer em minha boca, meu corpo treme junto, tamanho prazer, tenho que
me tocar, o tesão me consumia e acabo gozando junto com ela, quase
engolindo sua buceta para absorver todo deu líquido. Porra, é bom demais!

Me levanto meio atordoado, era possível ficar assim depois de apenas


chupar alguém? Porra eu goze apenas por chupar uma boceta. E que boceta!

Procuro a boca de Caroline com urgência, preciso sentir seu beijo.

— Até que meu gosto não é assim tão ruim. — Ela fala, rindo, quando nos
soltamos.
— Seu gosto é perfeito, Caroline, delicioso. Ninguém nunca te beijou
depois de sentir seu delicioso gozo? — Pela primeira vez, vejo Caroline
tímida e seu rosto fica vermelho, ela fica linda assim.

— Eu e meu ex não tivemos tantas aventuras sexuais. — Ela diz.

— Isso me surpreende, já que você é tão decidida no que quer, uma delícia
de tentação.

— Eu sou mesmo, se quero algo, vou atrás, com meu ex foi assim, eu gostei
dele fui atrás e o pedi em namoro, mas não foi do jeito que imaginei, montei
um relacionamento na minha mente que não existia, o sexo não era lá essas
coisas, mas acreditava que estava apaixonada e que com o tempo ia
melhorar, mas o que aconteceu foi um belo par de chifres na minha testa. —
Ela conta.

— Espera, seu ex namorado nunca te chupou? — Ela fica vermelha


novamente, não responde, mas entendo bem a resposta. — Ele não tem
ideia do que perdeu, a mais saborosa boceta do mundo.

A puxo para outro beijo, Carol se agarra a mim, me beijando com paixão.

— Mas não me importo com o passado, pois agora tenho um tio que vai me
fazer gozar muito com esses dois piercings.

— Ahhh, minha tentação.

Não contenho um gemido, Caroline olha para o chão e solta uma risada.

— Estava bem cheio, hein? Quase quarentão.

Olho a quantidade até absurda de porra que deixei no chão do meu


banheiro. Não quero atribuir isso ao fato dela ser gostosa demais, e sim ao
fato de que estou sem transar há um bom tempo, não quero ficar ainda mais
louco por essa garota, só por ela ter me feito gozar litros sem nem me tocar
direito.
— É melhor sairmos antes que seu pai volte.

Limpo a sujeira que fiz e ajudo Carol a descer da pia, ela ajeita o vestido.

— Agora terei que ficar sem calcinha.

— Acho tentador. — Brinco, puxando-a para mim, ela me beija.

— Então, quer dizer que vai parar com essa história de sobrinha e vai deixar
rolar entre nós?

Ela pergunta, fico olhando para ela por um momento, isso é complicado
demais, não posso ceder, foi incrível, mas ela ainda é a filha do Ronnie, e
foi muito errado ser chupado pela filha dele, enquanto ele estava na minha
sala, não consigo ceder.

— Carol, eu acho que não vai rolar nada entre nós, não podemos.

Caroline me olha raivosa e abre a porta do banheiro rapidamente.

— Carol...

— Carol uma ova, você é um covarde, não estou te pedindo em casamento.


Adam, era só curtição, mas tudo bem, eu entendo. — Ela suspira. — Vai me
deixar sair com a Lua?

— Sim, Carol...

Antes que termine minha fala, ela sai da minha sala, fico apenas olhando ela
sair. Que babaca que fui, acabei de ter a melhor gozada da minha vida,
apenas chupando alguém, e fui mesmo um idiota. Respiro fundo, é melhor
assim.

— Tio, me libera às três pra mim sair com a Caroline? — Samuel entra na
minha sala.
— Sai daqui! — Grito, o fazendo pular de susto. — Anda, Samuel, some
daqui!
CAROLINE MATHIAS

Assim que saí da sala de Adam, fui até a sala do meu pai, ainda estou
furiosa e frustrada, Adam era um covarde. Por que negar isso que estamos
sentindo? Não quero casamento, nem que ele saia gritando aos quatro
cantos que somos um casal, só quero saber e curtir essa sensação que temos
um com o outro.

Nunca senti isso por ninguém, e estou adorando a forma que meu corpo
reage a ele, o calor que sinto toda vez que estou perto dele me deixa tão
extasiada quanto confusa, só queria deixar rolar, mas pelo visto o covarde
não vai deixar acontecer.

Mesmo com minhas investidas e provocações, eu sempre fui assim, se me


sentia atraída ou gostava de um garoto, não media esforços para ter, com
meu ex traidor foi assim.

O conheci na universidade, achei ele lindo, fiquei impressionada e


interessada, comecei a deixar claro meu interesse a ele, começamos a sair, e
acabei o pedindo em namoro, tínhamos muitas coisas em comum, apesar de
o sexo não ser nada se comparado ao que sinto pelo Adam, isso porque nem
transamos.

Com Léo, meu ex, não era ruim, só não era esse vulcão com Adam, ele
tinha muitas restrições comigo, tinha nojo de muitas coisas, sempre
respeitei seus limites, o que não vem ao caso, não quero comparar ao
Adam, pois não tem comparação, o fogo que sinto com Adam é
inexplicável.

Mas aquele idiota está com medo do meu pai, entendo que são amigos
desde a era jurássica, mas eu nem ao menos sabia da existência do meu pai
uns meses atrás, o conheço pessoalmente a apenas uns dias, não tem
motivos para tanto drama.

— Ei, filha. — Meu pai me saúda feliz assim que entro em sua sala.

— Oi.
Cumprimento suavemente, ele sorri, me indicando a cadeira, venho aqui
todos os dias, ele está me ensinando tudo sobre a companhia aérea,
confesso que venho mais para ver e provocar Adam, mas gosto de como
funciona a tudo aqui, é fascinante e complexo, não ter que lidar apenas com
aviões como imaginei tem todo um processo, até colocar um avião no ar,
estar sempre atento ao tráfego aéreo, licenças e horários à risca, planilha de
voo, era bem interessante tudo.

— Meu computador apagou, não sei o que houve, o técnico está para vir.
Então, ao invés de te mostrar as funções aéreas hoje, vou te mostrar o
escritório, vamos fazer um tour.

— Está bem. Por mim, tudo bem.

— Só vou ter uma reunião com os funcionários daqui a pouco e já iremos


ao tour, a reunião é rápida. — Meu pai diz. — Vai sair com o Samuel e a
Lua hoje? O Adam permitiu? Já o viu?

— Vi ele agora há pouco. Sim, ele deixou, vamos ao parque aquático.

— Que bacana, Samuel é um ótimo rapaz, fico feliz que se entendam. —


Meu pai fala feliz, ele parece querer me empurrar para Samuel de qualquer
maneira, gosto do Samuel, ele é gentil, educado, a conversa é sempre
animada, só tem um problema.

“Ele não é o meu tio, ele não é Adam Smith, e só quero aquele quase
quarentão covarde.” Penso, sorrindo e conversando amenidades com meu
pai, quando dá o horário da reunião, ele me convida a vir junto. Assim que
entramos na sala, Adam já olha pra mim, ele está sentado na ponta da mesa,
com seu ar imponente.

Ele sabe se destacar naturalmente, também não é difícil para ele, com essa
altura toda, seu porte forte, mas não extremamente musculoso, seus belos
ternos e algumas tatuagens à mostra, sua expressão séria de quem vai matar
um a cada segundo era difícil não notar, até seu porte austero e com ar de
superior aos demais era um charme difícil de ignorar.
Meu pai me apresenta com orgulho, pela milésima vez aos funcionários.

— Não me odeiem por ele me apresentar a vocês a cada segundo, odeiem


ele. — Brinco, enquanto meu pai não para de falar de mim, as risadas saem
tímidas, algumas pessoas olham assustadas para Adam, que se mantém
sério.

Desde que comecei a vir aqui, ouço que ele é um chefe exigente, as pessoas
o respeitavam na mesma medida que tinham medo dele.

A reunião é iniciada, me sento ao lado de Samuel, bem perto de Adam, meu


pai inicia a reunião, ele, ao contrário de Adam, era só sorrisos e alegria ao
tratar com os funcionários, era nítido como as pessoas se sentiam mais
confortável com ele do que com Adam.

— Estou ansiosa para o nosso passeio. — Falo próxima ao ouvido de


Samuel, falo baixo para não atrapalhar meu pai, mas tenho certeza que ouvi
um rosnar raivoso de Adam quando fiz isso.

— Eu também. — Ele responde.

— Se não está interessado na reunião, pode sair imediatamente, Samuel. —


Adam fala alto e rudemente a Samuel, que fica constrangido com isso, meu
pai até para de falar, e o silêncio na sala é geral.

— Desculpa, tio, vou prestar atenção. — Samuel diz, visivelmente


envergonhado, olho para Adam, que me encara com expressão bem dura em
sua face.

Por que está sendo tão idiota com Samuel? Se não me quer, por que fazer
isso com ele? Só pode estar com ciúmes, esse idiota me deixa confusa.

Adam, sem nada dizer, se inclina até mim e puxa meu vestido para baixo de
forma bruta.

— Mantenha essas pernas bem fechadas, está sem calcinha, tentação — ele
fala num sussurro quase inaudível ao meu ouvido. — Não mostre o que é
meu a ninguém.

— Seu? — Repito com ironia, abro as minhas pernas, e elas são fechadas
por Adam imediatamente, num movimento brusco, fazendo um barulho alto
ao se chocarem uma na outra, novamente chamando a atenção para nós.
Adam ajeita seu corpo em sua cadeira.

— Desculpa, Ronnie, minha sandália soltou, e o tio me ajudou a arrumar,


bati a perna na mesa, não vou mais atrapalhar. — Falo, meu pai apenas
acena com a cabeça e continua. Adam ainda está com sua carranca
estampada. A reunião foi rápida, quando acabou, voltei a conversar com
Samuel, agora estamos parados perto da porta de vidro da sala de reunião,
conversando sobre o passeio.

— Aqui não é intervalo escolar. E você tem horário, Samuel, já você,


garota, não tem nada a ver com a empresa, quer parar de distrair meus
funcionários? — Adam para ao nosso lado.

CAROLINE MATHIAS

— Você está muito ranzinza, tio, mais do que o normal. — Samuel fala.

— Acho que vocês que estão achando que estão na escola, aqui é uma
empresa séria, com horários e responsabilidades. Quer conversar? Que seja
fora daqui. — Adam diz, inabalável, olho para ele e depois para Samuel.

— Então, nos vemos às três, assim podemos conversar à vontade, sem


sermos interrompidos por semi-idosos raivosos. — Falo, jogando meus
cabelos para trás, batendo no peito de Adam, que segura meu cabelo, me
forçando a olhá-lo.

— Está adorando me ver perdendo o controle, não é, garota?

Sorrio satisfeita com o total aborrecimento dele, Adam me puxa para a


perto dele.

— Sua tentação dos infernos. — Ele grunhe.


— Está machucando ela, tio, está maluco?

Samuel retira a mão de Adam entrelaçada nos meus cabelos, vejo Adam
cerrar os punhos.

Seguro Samuel pela mão e dou um sorriso provocativo para Adam.

— Vamos, Sam, acho que o tio precisa ficar sozinho. — Saio da sala, e
ouvimos o barulho de algo sendo chutado ou jogado longe, provavelmente
uma cadeira.

— Ele está louco. — Samuel diz.

— Deve ser a idade. — Brinco, e Samuel ri. — Nos vemos às três?

— Sim, vou pedir ao seu pai, pois quando tentei falar com Adam, ele
surtou, seu pai vai permitir, tenho certeza.

— Ok, vou ir falar com ele, vai me apresentar todo o escritório hoje. —
Falo e me despeço dele, sigo até a sala do meu pai.

O dia foi calmo, conheci o escritório, era imenso, o edifício todo era apenas
para eles, achei que fosse só a cobertura, mas cada andar é designado a uma
função, devia ser muito trabalhoso lidar com tudo isso. Mas, pelo que vejo,
Adam e meu pai tem uma boa sincronia em comandar tudo.

Entendo um pouco o receio do Adam, ele e meu pai são amigos, fundaram
essa companhia juntos, e sei que ele tem muito apreço por Ronnie, e se meu
pai rejeitar o fato de ele estar se envolvendo comigo, ele ficará muito mal.

Mas, ainda assim, o acho um bobo, era só um desejo. Era só nós


aproveitamos o que sentimos e depois cada um na sua, meu pai nunca iria
desconfiar.

Voltei para casa, estou me arrumando para receber Lua e ir para o parque
com ela, meu celular toca.
— Oi, filha, como está? — Minha mãe fala.

— Estou bem. — Falo, enquanto coloca sandálias leves nos pés.

— Nenhuma crise? — Ela pergunta.

— Estou tomando os remédios, sra. Mathias. — Falo rindo, ela grita.

— Não me chame de senhora, mocinha, sou quase da sua idade. — Eu


gargalho.

— Não força, mãe, você é gata, mas ainda é velha. — Provoco, e ela ri mais
alto.

— Velho é o rola murcha do seu pai, me respeita, somos quase irmãs.

— Tão boba. — Falo, rindo.

— Não esqueça os remédios.

— Não tem como, você me liga em todos os horários de tomar.

— Claro, não quero te ver doente de novo. — Ela diz.

— Tá, sra. Mathias...

— Na verdade, ainda sou sra. Dantas, seu pai nunca assinou os papéis do
divórcio e eu não insisti mais, então, no papel, ainda somos casados.

— Sério isso, mãe? Milhares de anos depois e ainda é casada com meu pai?

— Sou, ele quem não quis assinar, é um traidor babaca, rola murcha.

— Ele não me parece ser esse ser horrível que descreve.

— Ele não é, pelo menos não com os outros, por isso quis tanto que o
conhecesse, ele teria sido um bom pai pra você, me sinto mal por ter
escondido você dele, espero que se entenda com ele. — Minha mãe diz.

— Mãe, eu conheci um cara e acho que gosto dele. — Falo.

— Isso é muito bom, Caroline, fico feliz, isso mesmo, saia e tenha uma vida
normal, minha filha, esqueça aquele merda que te traiu e tente viver o
máximo possível.

— Estou tentando, mas o coroa é complicado.

— Coroa? Ah, não, porra, Caroline, não está falando de Adam Smith, não
é?

— Como sabe?

— O único coroa que pode ter conhecido nesse curto tempo aí é o melhor
amigo do seu pai.

— Bom, é ele.

— Não, não, nem pense, é complicado demais, ele e Ronnie são amigos,
mais do que isso, são como irmãos. Desde que a família de Adam veio para
o Brasil, eles são amigos. Pare já, seja lá o que esteja rolando entre vocês.

— Não tem mais jeito, eu quero ele, e quando voltar para São Paulo, quero
ter lembranças boas.

— E se ele se apaixonar, sua peste?

— Não vai, vou ficar pouco tempo aqui, é só curtição.

— Caroline Mathias, pare já.

— Não. — Digo calma.

— Filha, sabe eu te mandei para aí simplesmente para que tivesse um


tempo com seu pai...
— Vou ter, mãe, me deixa. — Converso um pouco com ela e desligo. Vejo
pela janela o carro que sempre traz Lua parar na entrada da casa.

Aquela babá nojenta da Lua sai e abre a porta bruscamente, puxando Lua
do carro com força excessiva.

— Ei, sua desgraçada, vai machucar ela! — Grito, e a mulher leva um susto
ao olhar para cima e me ver, Lua está com os olhos arregalados e bem
quietinha, eu já suspeitava que essa vadia maltratava Lua, e agora tenho
certeza. Jogo a escova de cabelo que está na minha mão na sua direção, ela
desvia antes que acerte.

— Vadia!

Desço as escadas que nem um furacão, quando chego até a entrada da casa,
ela já está no carro.

— Se encostar nessa menina de novo, arranco sua cabeça! — Grito,


chutando a porta do carro, o carro sai, e seguro Lua no colo. — Você está
bem, Lua? — Ela balança a cabeça e me abraça. — Vou falar com seu pai
sobre isso.

— Não, não pode, pô favo, não fala pô papai.

Ela se agarra a mim, fico quieta, aquela filha da puta está ameaçando a
menina, acho que é por isso que ela não fala com ninguém, preciso
investigar isso, e vou matar essa safada.

— Pronta para se divertir no parque aquático?

Mudo meu tom de voz, não era assunto para ser tratado com ela agora, hoje
vamos nos divertir.

— Simmmmmm!

Ela grita empolgada, pego as mochilas dela e entramos, a arrumo e


seguimos até o parque aquático com o motorista do meu pai, iríamos
encontrar Samuel lá, ele sairia da empresa e viria direto para cá.

Espero ele na entrada do imenso parque aquático. Iríamos entrar juntos, já


que não conheço o lugar.

Sinto mãos passarem por minha cintura, dou um pulo, não tenho essa
intimidade com Samuel. Quando me viro, Adam está parado, com um
sorriso nos lábios, Lua sorri ao ver ele.

— Oi, princesa do papai — ele faz carinho em Lua. — Oi, tentação. — Ele
se inclina e dá um beijo na minha boca.

Lua arregala os olhos, colocando as mãos na boca, surpresa pelo ato de seu
pai, mas com os olhos brilhando de alegria, tão fofa.
CAPÍTULO 7
CAROLINE MATHIAS

— O que faz aqui? — Pergunto, quando ele pega Lua dos meus braços, a
segurando com um braço, com o outro me puxa pela cintura, me fazendo
permanecer ao seu lado.

— Vim passar um dia agradável com minhas garotas. — Ele fala suave.

Nem parece o ser raivoso que vi de manhã no escritório, e ver ele com
roupas tão despojadas me faz sentir um calor ainda maior do que ele me faz
sentir normalmente.

— Suas garotas? — Pergunto com ironia, ele sorri.

— Sim, tentação... minhas. — Ele decreta, sem desviar os olhos de mim.

— Onde está o Sam? — Adam faz uma careta.

— Sam... Sam... Sam o caramba. — Ele diz, ainda com sua careta, mas não
responde o que perguntei. — Vou comprar nossos tickets.

Adam segue até onde vendem os ingressos, comigo presa firmemente em


seu braço, e com Lua no outro, ele compra as entradas 3 e seguimos até o
parque.
Seguimos até o vestiário feminino, entrei com Lua, coloquei um maiô verde
cheio de borboletas fofas rosas e roxas, coloquei um biquíni, no mesmo tom
do da Lua, sem as borboletas. Ela sorri feliz ao me ver.

— Está igual a Lua. — Ela aponta para o biquíni.

— Somos gêmeas. — Brinquei, e ela riu.

— Você é muito velha pá se a imã da Lua.

— Ei, não sou, eu falo isso pra minha mãe. — Falo, rindo.

— Isso, a Lua e a Carol parecem mamãe e filhinha. — Ela completa, eu


sorrio, fazendo um carinho em seus cabelos.

— Sim.

Saímos do vestiário, Adam já estava nos esperando, e a visão dele apenas


com o calção de praia, sem camisa e com seu corpo definido à mostra me
causou arrepios no mesmo instante.

— Onde querem ir primeiro?

Ele segura a outra mão de Lua, ela sorri, solta minha mão e aponta para os
escorregadores em forma de bichinhos aquáticos nas piscinas infantis.

— Não vai falar só por que seu pai está aqui?

Lua me olha e não responde, devo admitir: a pequena garota é muito


obstinada para sua idade, eu até hoje não consigo ficar com a boca fechada
por vinte minutos, minha língua já coça para falar.

— Você vai falar com o papai logo, não é? — Adam olha esperançoso para
ela, que não responde.

— Sabe nadar, Lua? — Ela assente, em afirmação. — Então, vamos no


escorregador.
Seguro a mão dela e corremos até a escada, era um escorregador pequeno,
em formato de golfinho, coloco ela no topo.

— Adam, ela sabe mesmo nadar? — Pergunto, indecisa em soltar ela.

— Sim, tentação.

Adam entra na piscina, e dou risada, a água da na metade das canelas dele,
ele anda como se estivesse em uma poça d'água. Se posiciona na frente do
escorregador, um pouco afastado, para o atrito não ser direto, solto Lua, que
escorrega, rindo alto, cai na água perto de Adam, que já a levanta, ela o
empurra, jogando água nele, saindo nadando pela piscina, entro na água
também, jogo água nela, e ficamos os três nessa bobeira de se empurrar e
jogar água um no outro.

Adam era muito bom sendo pai, era nítido o quanto ele era louco pela Lua,
e ela por ele, não entendo por que ela se recusa a falar justamente com ele,
já que até com meu pai ela está falando, mas com ele está irredutível.

O dia foi incrível, acho que não poderia ter sido melhor, amei cada instante,
Adam tão relaxado, parecia ser outra pessoa.

Brincando e se divertindo, diferente do fujão de sempre. Estava mais


próximo, sempre que podia, segurava a minha mão, me fazia um carinho,
acho que prefiro mil vezes ele assim.

Já estava escurecendo quando decidimos ir, dei um rápido banho em Lua no


vestiário. Coloquei uma roupa nela e me troquei também. Adam já nos
esperava, pegou nossas mochilas e ainda pegou Lua no colo, ela estava
sonolenta, segurou minha cintura.

— É muita coisa pra você, me dê as mochilas. — Falo, e ele sorri.

— Não me subestime, tentação, posso te carregar em meus braços junto


com a Lua.
— Vedade, papai é bem fortão... — Lua diz, e o silêncio em seguida foi
instantâneo, Adam arregalou os olhos, visivelmente emocionado.

— Não sou forte, Lua, mas carregaria vocês duas por quilômetros se
precisasse. — Adam diz com a voz embargada.

— Você é fortão, sim, papai… — Ela diz, se aconchegando no peito de


Adam, pude ver a emoção e a alegria nos olhos dele, acho que era a
primeira vez desde que conheço os dois que a vejo falar abertamente com
ele, mesmo que sonolenta, ela era obstinada e se mantinha em silêncio.

— Ela falou comigo... — Adam falou num sussurro quase inaudível pra
mim, sua alegria era linda de se ver.

Balancei a cabeça em afirmação, Adam se inclina e me beija, um leve toque


nos meus lábios me faz tremer inteira.

— Vamo pa casa, Carol, dorme na cada da Lua pra eu mostra o meu quato.

— Eu adoraria, mas não sei se seu pai vai permitir...

— Agora, não precisa nem pedir, minha casa sempre estará aberta pra você,
tentação. — Ele diz rápido.

Seguimos até a casa de Adam, não era muito longe da do meu pai, era ainda
maior que a do meu pai, bem moderna, com a fachada em branco e cinza.
Assim que entramos, o caminho era de pedras claras levava à uma entrada
imponente e enorme.

Ao entrarmos, aquela babá maldita veio com a cara de cu que ela tinha,
tentou pegar Lua, já adormecida, dos braços de Adam, mas eu não deixei.

— Deixa que eu coloco ela na cama, srta. Correia. — Adam fala, me


olhando confuso.

— Ok, senhor. — Ela diz e sai, Adam leva Lua, eu o sigo, ele entra no
quarto todo da cor lilás e cheio de fadas coladas na parede, bem a cara da
Lua o quarto. Ele a deitou, a cobriu e beijou a testa dela.

— Bom, acho que vou fingir que não vi o quarto dela, já que ela quer tanto
me mostrar. — Falo quando saímos do quarto. — Como ela dormiu, eu vou
embora...

Me calei quando Adam me puxou para si, colando nossos corpos, ele me
beija vorazmente.

— Você não vai pra lugar nenhum, vai dormir aqui, e no meu quarto, minha
tentação. — Ele diz de forma possessiva e com os lábios colados aos meus.

CAROLINE MATHIAS

Passo meus braços ao redor do pescoço de Adam, ele já envolve minha


cintura com seus braços compridos, me levantando do chão até a sua altura,
passo minhas pernas ao redor de sua cintura.

— Isso é sério? Não vai surtar depois e me jogar pra fora da cama, não né?
— Pergunto desconfiada, Adam sorri para mim, lambe o contorno da minha
boca, depois afunda essa língua gostosa na minha boca, buscando pela
minha com avidez.

— Nem pensar. Vem, minha tentação.

Adam me leva ainda em seus braços até o final do extenso corredor, abre a
última porta e entra comigo, me deitando na cama.

— Então, vou aproveitar esse piercing hoje? — Falo, me ajeitando na cama,


dobro meus joelhos, cruzando as minhas pernas, uma por cima da outra,
olhando fixamente para Adam, ele se ajoelha na cama e vem até mim.

— Você vai sentir meu piercing em lugares que nunca imaginou ser
possível sentir prazer...

Adam descruza as minhas pernas, abrindo-as de forma bem obscena.


— Essas suas pernas vão ficar abertas para mim por essa noite inteira, nem
tente fechar elas, nem por um segundo sequer.

O tom autoritário dele me excitava de um jeito que eu parecia um animal no


cio, minha intimidade estava encharcada, e ele ainda nem me tocou.

— Não se preocupe, eu costumo obedecer aos mais velhos. — Provoco, e


ele sorri.

— Sim, vai me obedecer, como uma boa garotinha deliciosamente safada


que é.

Os olhos dele estavam escuros, como de um tubarão prestes a atacar sua


presa, sinto as mãos dele subirem por minhas coxas, até chegarem na minha
cintura, meu short é retirado junto com minha calcinha e jogado longe.

Os olhos dele pousaram em minha boceta imediatamente, seus olhos eram o


vislumbre do prazer, ele parecia se deleitar com a visão, e gosto disto, gosto
como mexo com ele, com seus nervos.

Ele traçou o contorno de toda a minha intimidade com seus dedos, passando
suavemente por minha pele, espalhando fogo por onde passava, sem nada
dizer, ele se inclina e abocanha minha carne úmida com avidez.

Parecia que estava avançando por um pedaço suculento de carne recém


tirada do forno.

— Ahhh, Adam... — gemi, já alucinada com a boca gostosa que ele tem.

Adam leva suas mãos até minha bunda, segurando cada nádega minha com
uma mão, apertando e pressionando contra seu rosto, sua língua passava por
meu clitóris de forma avassaladora, esse piercing era o prelúdio do prazer.
Porra, ele sabia usar isso muito bem.

A ânsia de sentir o piercing do seu pau dentro de mim me deixava ainda


mais quente. Meu corpo implorava para ser invadido por Adam, eu preciso
senti-lo, quero senti-lo, com todas as minhas forças, quero devorar e ser
devorada por Adam, sem pensar em mais nada, apenas se entregar a esse
fogo que sinto por ele.

— Seu gosto é delicioso, Caroline... — Adam murmura entre me chupar,


morder e lamber.

Ele levanta seu corpo, ficando de joelhos perto de mim, passa minhas
pernas de cada lado do seu corpo, deixando-as bem abertas.

Seus olhos se encontram com os meus, ele leva sua mão até meu clitóris,
brinca suavemente com ele, me contorço de prazer.

— Você realmente é uma tentação, Caroline Mathias, a minha tentação…


— Ele falava sem tirar os olhos de mim, e sua mão explorava os cantos da
minha intimidade. Deslizava por minha fenda, dedilhando meu clitóris,
descendo lentamente até minha entrada, ameaçava me invadir com seus
dedos, mas colocava apenas as pontas, estocando levemente, subia
novamente até meu clitóris. Que tortura deliciosa e alucinante. Me sinto
cada vez mais lubrificada. Céus! Estou realmente encharcada, não sei se já
me senti assim antes.

— Abra seus olhos, tentação, quero te ver gozar nos meus dedos, me
olhando nos olhos, quero ver seu lindo rosto se contraindo de prazer,
enquanto essa boceta deliciosa mela meus dedos com seu gozo… — Ele
diz, continuando a doce e deliciosa tortura, seus dedos eram hábeis,
incrivelmente hábeis, inclino meu corpo, desesperada, para que ele
aprofunde os dedos em meu interior, ele sorri malicioso. — Essa delícia
gulosa está quase que implorando por meus dedos. Me diz, Caroline...

Ele estoca levemente a ponta dos seus dedos de novo, minha carne se
contrai, tentando sugar deu dedos até o fundo, Adam geme.

— Que gulosa…

Ele leva sua outra mão até seu pau, o tirando para fora, e tenho a visão de
seu pau enorme, grosso, com as veias expostas e pulsando, era um belo pau
que ele tinha para exibir, não nego, e aquele piercing… ahhh, esse piercing
era um charme, tentador.

— Me diz...

— Te dizer... o quê?

Meus gemidos eram altos, nem sei se o quarto é a prova de ruídos, mas não
consigo conter os gemidos.

— Me diz que quer meus dedos fodendo você. Diz, tentação.

— Ahhhhh... sim, eu quero. Quero que me foda com seus dedos, Adam...
— gemo, já totalmente envolvida por ele e sem raciocínios.

Adam segurava seu pau, começa a movimentar sua mão, num movimento
de vai e vem, bem lento.

— Gostosa...

Adam afunda dois dedos em mim, pressiono minha cabeça contra o


travesseiro, inclinando meu quadril, oferecendo a minha boceta a ele de
uma forma totalmente desinibida e explícita, eu queria mais, queria seus
dedos me invadindo profundamente.

— Isso, minha tentação, suga meus dedos com essa boceta gostosa.

Ele não é cuidadoso ao estocar em mim, é firme, ávido, frenético e um tanto


brusco, e realmente gosto disso, gosto demais.

Meu corpo estremece por inteiro, o prazer era indescritível.

— Abra os olhos, linda, olhe para mim.

Ele ordena novamente, enquanto fecho os olhos me perdendo no prazer que


sinto me consumir. Abro os olhos e encontro seus olhos pousados nos meus,
ele intensifica os movimentos de seus dedos, quando seguro sua mão
próxima do meu ápice, Adam solta seu pau e segura meus pulsos acima da
minha cabeça, sem deixar de bombar seus dedos.

— Quietinha, apenas goze.

Ele fala, meu corpo se inclina para ele no mesmo ritmo que seus dedos me
invadem, estou completamente perdida num prazer absoluto.

— Adam!!! — Grito, sentindo meu ápice chegar.

— Sim, amor, estou aqui, solta todo esse mel nos meus dedos, goze pra
mim.

ADAM SMITH

Caroline ficava ainda mais linda gozando, seu rosto se iluminava, enquanto
seu líquido escorria pelos meus dedos.

Ahhh, porra...

Vê-la gozar era com certeza a visão do paraíso e eu quero ter a visão deste
paraíso todos os dias, a pressão das paredes macias de Caroline em meus
dedos era surreal, não vejo a hora de meu pau sentir essa pressão, vai ser
delicioso.

— Minha tentação lambuzou toda minha mão. Veja que delícia seu líquido
em meus dedos.

Retiro meus dedos de seu interior delicioso, mostro meus dedos ensopados
a ela, que sorri, ainda ofegante pelo recém orgasmo, levo meus dedos até
minha boca, lambendo seu delicioso sabor, provando do meu mais novo
vício: o gozo de Caroline. Me inclino e bebo todo o líquido restante em sua
delícia, Caroline geme ao meu contato, me mostrando que já está pronta
para o próximo de muitos orgasmos que lhe farei ter.

Retiro sua blusinha e o sutiã, ao ver aqueles seios lindos, chego a quase
salivar de vontade, puxo ela mais para baixo e vou de encontro suas
delícias, lambo devagar o bico durinho, tão saboroso quanto sua boceta,
difícil decidir qual é o melhor. Saboreio cada seio da minha tentação, levo
minha mão até sua bela boceta, que sinto estar bem molhada novamente.
Que delícia a forma como meus dedos deslizam facilmente por ela. A forma
como ela se inclina para mim pedindo por mais do meu toque, quase me faz
perder o juízo e fode-la com toda a ânsia que sinto.

Mas nada de pressa para hoje, quero focar apenas no prazer dela por essa
noite, mostrar que o ato de transar tem que ser prazeroso, não apenas por
uma obrigação do casal de namorados, como creio que foi seu último
relacionamento, ambos têm que sentir prazer.

— Você é linda, Caroline, cada centímetro seu é lindo... — ela sorri em


satisfação, deslizo meus dedos em sua entrada. — Tão sexy...

Volto a me deliciar com seu seio, enquanto deslizo meus dedos para dentro
do meu alvo de desejo.

— Adammm...

Seu corpo treme com a invasão de meus dedos em sua carne. Adoro como
ela geme meu nome com tanto prazer. Antes que ela goze novamente, a viro
de bruços, admirando sua bunda empinada, aperto com força, Caroline é
linda demais.

A puxo pelo quadril, a fazendo dobrar os joelhos, ficando de quatro para


mim, expondo sua boceta linda, meu gemido é alto, tamanho o tesão que
essa visão me proporciona.

Me inclino, levando minha boca na carne macia, o tremor no corpo de


Caroline me deixa em êxtase, a vontade de devorar essa delícia me
consumia, realmente esse sabor era único e viciante, introduzo dois dedos
nela, enquanto empurro minha língua para dentro, junto com meus dedos.

— Ahhh, Adam, porra… — Ela geme alto, empurrando o quadril mais para
meu rosto, movimento meus dedos e minha língua quase na mesma
sincronia, ouvindo os gemidos alucinados da minha tentação deliciosa.
Quando seu líquido escorre para mim novamente, trato de sugar tudo para
minha boca, como um néctar descendo por minha garganta.

— Tão saborosa... — me levanto e dou um tapa em sua bunda, o barulho


estalado ecoa pelo quarto e a marca da minha mão se forma em sua pele
quase instantaneamente.

Me levando a dar outro tapa, ainda mais sendo incentivado pelos sons de
prazer que escapam da garganta de Caroline.

— Vou te foder agora, tentação... preciso estar dentro de você… — Falo


quase sem controle, me posicionando atrás dela, passo meu pau por sua
entrada.

Caroline vai com seu corpo mais para a frente, vira de frente pra mim, fica
de joelhos na cama e vem até mim. Me empurra, me fazendo deitar de
costas na cama.

— Agora é minha vez de te saborear, Adam Smith. — Ela fala, passando


uma perna por cima da minha cintura, sentando suavemente com sua boceta
encaixada nas minhas bolas, se esfregando nelas, indo por toda a extensão
do meu pau e voltado a melar elas toda com seu mel gostoso, meu corpo se
arrepia com tamanho prazer.

Ela se inclina e me dá um beijo, roçando os bicos dos seios no meu tórax,


levo minhas mãos até eles imediatamente, ela segura minhas mãos, levando
até acima da minha cabeça.

— Agora, é minha vez de te fazer gozar com meu toque...

— Não precisa nem me tocar, do jeito que está, é capaz de me fazer gozar,
minha gostosa...

Gemo alto quando ela leva sua mão até meu pau, segurando firme e
delicadamente ao mesmo tempo, sua mão quase não fecha no meu pau, e
era tão macia, que fecho meus olhos para não gozar.
Ela inicia seus movimentos de vai e vem, com lentidão, traz sua boca até
meu pescoço, beijando e lambendo.

— Eu quem devia estar fazendo isso em você, Caroline...

Ela me masturba agora com mais rapidez e sorri maliciosamente para mim.

— Parece que não sou a única que não foi tocada intimamente.

— Sou eu quem devo proporcionar prazer à uma mulher... — Caroline


morde meu lábio e me masturba mais rápido. Que delícia, porra!

— Um pensamento bobo, mas uma coisa você tem que colocar na sua
cabeça.

— O que, tentação?

Ela voltou a lamber meu pescoço e o lóbulo da minha orelha, me alucinado.

— A única mulher que vai proporcionar prazer sou eu, Adam...

Sorrio com a autoridade da minha tentação, ele desce, lambendo meu tórax,
se demorando em meus mamilos, isso era realmente prazeroso, não me
lembro de ter sido tocado assim antes. Estou sentindo um prazer sem igual
como essa tentação perfeita.

Ela desce seus beijos por minha barriga, quando chega próxima ao meu
pau, sorri.

— É um belo pau que temos aqui, deve ser uma delícia também.

Caroline vai de encontro ao meu pau, o abocanhando com vontade, ela nem
estranha o piercing, geralmente estranham a primeira vez, mas essa pequena
diaba estava adorando, passando sua língua por ele e puxando levemente
com os dentes.
Não aguento mais, involuntariamente gozo em sua boca, a fazendo
engasgar, mesmo assim, ela não tirou da boca, continuou chupando.

— Caramba, tio, já? Esperava mais de você... — ela me provoca, me


masturbando.

— E você vai ter tentação...

Me levanto e puxo ela pra mim, de joelhos, na cama, a pego no colo e enfio
meu pau, ainda duro feito pedra, de uma vez, sentindo meu pau abrir sua
carne apertada.

Já a faço subir e descer em meu pau, freneticamente, quase perdendo o


juízo com seus gritos.

CAROLINE MATHIAS

“Como era grande”, minha mente só conseguia pensar nisso, enquanto


Adam me fazia descer em seu pau, como uma tortura deliciosa, tão gostoso,
além de ser grosso, esse piercing era alucinante.

Adam segurava minha cintura e bombava seu pau em mim, preciso me


apoiar nele. Para não ser jogada longe com suas estocadas.

— Que boceta gostosa, caralho… — Ele gemia, me fodendo com seus


olhos fixos nos meus. — Era o que queria, minha tentação? Meu pau
enterrado na boceta?

— Ohhhhhh, sim, sim…

— Agora vai sentir meu piercing rasgando as paredes da sua boceta...

Ele falava e estocava cada vez mais forte e sem dó, esse piercing com essas
duas pontas saindo das laterais de sua glande inchada passavam por minha
carne, rasgando deliciosamente meu as laterais da minha boceta e batendo
fundo no meu útero. Que pau grande e gostoso dos infernos!
Gemo feito uma cadela no cio, não tem como, era bom demais. Adam levou
sua boca até meu seio, sugando enquanto metia forte e viril em mim.

Para um coroa, ele estava com uma disposição avassaladora, me subia e


descia em seu pau como se eu fosse uma pena.

Adam me vira, levantando meus quadris de forma que fico de quatro, toda
exposta para ele, ele enrola meus cabelos em seu antebraço e fecha um
monte perto da minha cabeça, com a outra mão, posiciona seu pau na minha
entrada e enfia seu pau, com toda força, só não fui para a frente pois ele me
prendia pelos cabelos.

Ele segura firmemente minha cintura com sua mão livre, bombando seu pau
em mim, e fazendo com que fique na mesma posição, o choque do seu
quadril na minha bunda era quase um ato delicioso de violência, era
dolorosamente gostoso.

— É assim que gosta? Do meu pau fodendo com força sua boceta molhada?
— Ele pergunta, mas eu não respondo, então ele puxa meu cabelo e dá um
tapa na minha bunda. — Me responde, sua gostosa...

Ele ordena, fico em silêncio propositadamente, ele dá um tapa mais forte,


grito de dor e prazer.

— Responde, ou vou deixar essa bunda toda vermelha...

— Ahhhhhh...

Apenas gemo alto, Adam fode mais rápido novamente, puxa meu cabelo,
me fazendo levantar e colar minhas costas em seu peito. Passa um braço
pela minha cintura e me vira. Solta meu cabelo, levanta uma perna minha,
puxando-a para trás. Enroscando-a em sua cintura me sacudindo cada vez
mais forte.

Quando um orgasmo me invade, ele morde meu pescoço, com um gemido


alto.
— Isso, caralho... lambuza meu pau com seu gozo.

Ele leva sua mão até meu clitóris, dedilhando sem parar suas investidas
contra meu sexo, nem por um segundo.

Sinto que vou ser quebrada ao meio, mas não quero parar nunca, quero
mais, quero Adam me fodendo muito mais.

Algum tempo depois, sinto seu líquido quente escorrer para dentro de mim,
de uma forma deliciosa, ele geme alto, sinto o tremor de corpo colado ao
meu. Ele ainda fica metendo em mim após ter gozado.

— Está muito rápido, tio, nem deu tempo de eu gozar... — provoco, e


Adam me joga na cama, de frente para ele.

— Não me chame de tio enquanto está sendo arregaçada por meu pau na
minha cama. — Ele fala, com os olhos escuros me olhando como se eu
fosse a criatura mais gostosa do mundo, me deixando feliz e com medo ao
mesmo tempo.

— Acho que vou encomendar um Viagra pra você... tio… — Continuo a


provocar, Adam avança sobre mim, segura a minha cabeça e afunda seu pau
na minha boca.

— Vou calar essa sua boquinha com minha porra, vou te foder a noite toda e
gozar apenas nessa boquinha atrevida. — Ele fala, puxando minha cabeça
num vai e vem delicioso em seu pau, sinto seu piercing bater na minha
garganta. Seu pau está duro feito rocha, e ele já gozou duas vezes. — Ahhh,
que boca macia, engole meu pau, sua atrevida gostosa.

Ele bomba seu pau até além da minha garganta, ameaço engasgar, e ele
sorri.

— Vai se acostumar, amor, meu pau vai atravessar tanto sua garganta que
nem vai conseguir falar amanhã...
Ele sorri como se estivesse convicto disso, eu olho para ele, vou com a
cabeça na direção do seu pau, abocanhando o máximo que posso,
demonstrando que não estou me sentindo nenhum pouco ameaçada com
suas palavras. Aliás, estou é mais excitada.

Adam me puxa, me levantando de ponta cabeça, leva minha boceta até seu
rosto, fico com as pernas abertas no ar, enquanto ele enfia a língua na minha
boceta com vontade. Eu seguro seu pau, e enfio na boca do jeito que
consigo nessa posição louca.

Adam passa seu piercing por toda a minha boceta, até em meu ânus, como
se fosse tudo uma delícia.

“Porra de homem gostoso é esse?” Me pergunto, tentando chupar seu pau


delicioso o máximo que posso.

— Olha só sua bucetinha escorrendo todo esse mel para mim. — Ele fala,
lambendo o líquido de outro orgasmo que me invade, já estou até ficando
mole de tanto gozar.

Adam me deita na cama de lado, levanta uma perna minha e a outra


permanece na cama, se encaixa entre as minhas pernas e toma minha boceta
com seu pau de novo.

“Como eu posso estar gozando de novo? Não era possível”, me perguntava,


sentindo escorrer entre as minhas pernas. Porra, eu mal gozava uma vez, e
agora estou gozando pela sei lá qual vez, e o fogo entre minhas pernas só
aumentava.

— Ahh, tentação, sua boceta é tão deliciosa que tenho certeza que nunca
mais vou querer outra...

— Cala boca e me fode, tio...

Adam puxou minha cintura com brusquidão, fazendo quase com que suas
bolas entrassem em mim, grito pela dor e o prazer, distribuídos na mesma
medida.
— Não me chama de tio com meu pau socado na sua boceta, porra. — Ele
fala seriamente, e eu sorrio, me abrindo mais para ele.

— Me fode, Adam...

Quase imploro recebendo suas estocadas, Adam sorri e bomba com mais
rapidez.

— Sim, tentação, vou foder sua boceta a noite toda ...


CAPÍTULO 8

ADAM SMITH
Acordo com as batidas familiares na porta do meu quarto, me espreguiço e
olho para a linda garota ao meu lado, Caroline dormia serenamente, me
inclino encostando o nariz em seu pescoço e sentindo seu delicioso cheiro.

Dou um beijo nela, vou até o closet, visto um pijama, vou até a porta e abro,
e Lua sorri para mim, me estendendo uma xícara de café, ela sempre faz
isso aos finais de semana.

— Bom dia, minha princesa. — Falo, mais feliz do que o normal, devido à
noite maravilhosa que tive. — Obrigado.

Agradeço pelo café e tomo um gole, tão satisfeito que meu peito parecia
explodir de alegria.

— O que quer fazer hoje? Passear? — Ela negou com um balançar de


cabeça. — Ficar em casa, dia de pai e filha? — Ela balança a cabeça em
afirmação. — Hoje teremos uma convidada especial para o nosso dia
juntos.

Viro para o lado e mostro Caroline, que ainda dormia, Lua ri, batendo
palmas, feliz, abraço ela.

— Desce, que vou acordar essa dorminhoca e vamos tomar café juntos, tá
bom?

— Tá bom, papai... — ela diz, inundando meu coração de alegria, logo ela
coloca as mãos na boca ao notar que falou, ela me olha assustada e sai
correndo.
Isso está me deixando louco. Por que ela não fala comigo? Tudo que quero
é que minha pequena fale comigo.

Coloco a xícara num aparador perto da porta, vou até a cama e deito ao lado
de Caroline, essa danada me fez perder uns dez quilos ontem de tanto que
me fez suar. Essa gostosa me enlouqueceu a noite toda, acho que nunca tive
uma noite tão intensa e gostosa em toda minha vida.

Dou um beijo em seu pescoço, Caroline se espreguiça, esse cheiro dela é


delicioso, misturado com o cheiro de um sexo bem feito como fizemos
ontem, era tão maravilhoso que me fazia enlouquecer de alegria e excitação.

— Bom dia, tentação.

Caroline se vira, me puxa para um delicioso abraço e me beija.

— Não me expulsou da sua cama, já temos um progresso. — Ela fala,


sorrindo.

— Como vou expulsar alguém que me fez ter uma noite incrível de prazer?
A melhor de todas, com toda certeza.

— Hmm, eu duvido muito, mas gosto de ouvir isso, infla meu ego.

— Você é deliciosa, Caroline, perfeitamente deliciosa. — Ela se senta na


cama, revelando seus seios deliciosos. — Tão deliciosa. — Levo minhas
mãos até seus seios, acariciando seus mamilos macios.

— Devo admitir que me surpreendeu, quase quarentão. Não achei que


aguentasse mais do que duas rodadas. — Olho para Caroline.

— Que audácia é essa? Me acha tão acabado assim? — Fico indignado, e


ela ri, sentando-se por cima de mim.

— Você é muito gostoso, mas, ainda assim, é um quase idoso. — Caio na


gargalhada com essa garota abusada.
— Só não vou te dar mais do que o quase idoso te deu por essa noite, pois
vamos ficar com a Lua hoje, mas à noite... — eu levo minha boca e
mordisco levemente seu seio, passando a língua por seu mamilo. — À noite
vou entrar tanto nessa boceta gostosa que você não vai nem andar.

— Então, me quer na sua cama novamente? Só não se apaixone, quase


quarentão, não sou uma pessoa por quem deveria se apaixonar.

Sorrio para essa gostosa e puxo ela, encaixando meu pau na sua entrada.

— Não vou me apaixonar, tentação, não se preocupe com isso, mas vou te
foder até o dia em que você for embora.

— Hmm, eu gosto disto.

Caroline senta com sua cintura no meu pau, me fazendo gemer.

CAROLINE MATHIAS

Saio do banheiro com uma camiseta e um shorts do Adam, tive que amarrar
bem na cintura, tomei um banho, e como estou só com as roupas que usei
ontem e sujas, ele me emprestou as deles. Ele ri ao me ver.

— Não tem graça, você é um gigante. — Falo, empurrando ele. Adam me


levanta nos braços.

— Está linda, fica linda com qualquer coisa. Nua fica muito melhor, devo
admitir.

— Eu também prefiro você pelado, Adam.

Ele me beija, me coloca no chão e segura a minha mão enquanto descemos


as escadas.

— Seu pai vai mandar algumas roupas pra você pelo motorista, disse a ele
que Lua pediu para você dormir com ela e que dormiram juntas no quarto
dela. — Dou risada.
— Isso me parece errado. Por que não disse a ele que passou a noite toda
com o pau enterrado dentro da filha dele? — Provoco Adam, ele ri.

— Quer me ver morto? Seu pai me mata, ele é extremamente possessivo


com sua família, ele ainda se acha dono da sua mãe, mesmo estando
separados há anos.

— Sei, você que tem medo dele.

— Não é medo, tentação, é receio. Seu pai é muito importante pra mim,
desde que nos conhecemos, sem a ajuda dele, teria surtado para criar Lua
sozinho, ele me ajudou muito.

— Só estou brincando. Não precisa contar ao Ronnie, só estamos curtindo


mesmo, nada de emoções, só apenas duas pessoas que querem transar.

— Gosto da sua objetividade, tentação.

Quando chegamos à sala de estar, Lua veio correndo até nós, olhei para
aquela babá nojenta.

— Pode tirar o final de semana de folga, vamos ficar o tempo todo com a
Lua esse final de semana. — Adam fala para a mulher que nem o responde,
sai da sala com a cara de cu que ela tem.

Preciso conversar com Lua, preciso que ela me diga se essa babá a maltrata,
apesar de eu ter certeza.

— Poderia apenas dar um banho nela e colocar uma roupa de calor antes de
ir? — Adam diz, a mulher se vira, como se tivesse sido atingida por uma
praga. Como Adam aguenta as caras de cu que ela faz? Eu quero voar no
pescoço dela.

— Pode deixar, eu faço isso...

— É o meu trabalho. — Ela me interrompe, pegando Lua pela mão e


subindo com ela.
— Como aguenta essa mulher? — Pergunto nervosa.

— Ela é competente, tem boas qualificações, mas confesso que não gosto
dela.

— Vou mandar ela embora e cuidar da Lua. Posso?

— Claro, tentação.

Subo até o quarto de Lua e já ouço o choro baixo dela.

— Você é tão inútil que seu pai nem faz nada por você, nem um banho te
dá. Quem gosta de você, garota chata?

Ela puxa a camiseta de Lua e a menina cai, não aguento e vou para cima
dessa vadia, enchendo a cara dela de porrada.

A vadia grita como se eu a estivesse matando, quero mesmo matar essa


vaca, mas apenas bato o máximo que posso, essa vadia ousa maltratar uma
criança tão doce quanto a Lua.

— Eu vou arrancar o seu pescoço, sua piranha. Como ousa maltratar a


Lua…? — Falo, desferindo socos na vadia, que se defende e grita. — Bater
em crianças você sabe, quando é de igual para igual, aí age como uma
galinha sendo abatida...

Bato nela incessantemente, até que sinto braços me segurarem pela cintura,
sou levantada no ar, me viro e vejo Adam me segurando.

— Me solta, Adam! — Grito e me esperneio, tentando me soltar, mas em


vão. Que homem forte do caramba! Só está me segurando com um braço e
não consigo me soltar, fico indignada.

— O que houve, Carol? — Ele pergunta, olhando para a mulher que


sangrava pelo nariz e próximo ao supercílio.
— Essa vadia louca estava maltratando a Lua. Desgraçada. Vou arrebentar
essa sua cara de cu, horrorosa!

— O quê? — Adam olha para a mulher, que fica pálida no mesmo instante.

— Não foi nada disso... senhor... essa mulher me agrediu por nada.

A mulher olha para Lua, que assiste isso tudo com os olhos arregalados.

— Não foi, Lua? Não foi ela quem me bateu por nada? — Ela olha
ameaçadoramente para Lua. Vou até ela, lhe desferindo alguns socos, Adam
me segura novamente.

— Sai da minha casa! — Adam diz entre os dentes, a mulher arregala os


olhos. — Sai agora da minha casa, ou vai sair num caixão! — Ele quase
grita, sua voz sai tão grossa e assustadora que até eu tremo, a mulher sai
quase que correndo.

— Não, me solta, deixa eu quebrar a piranha toda. — Eu protesto, vendo


ela correr, e Adam me segura.

Ele me solta e vai até Lua, a menina ainda nos olha assustada.

— Desculpa, minha filha, me perdoa...

Ele abraça Lua, fico indecisa entre ficar ou correr atrás da vadia e socar ela
mais.

— Eu devia ter percebido, eu devia ter ouvido meus instintos, nunca fui
com a cara dessa mulher. Me perdoa?

Adam chorava abraçado à Lua, vou até eles, dou um abraço nos dois, Adam
passa um braço por minha cintura e abraça eu e Lua juntas.

— Ela te machucou, filha? — Lua apenas balança a cabeça em negativa. —


Fala com o papai, Lua, por favor, fala comigo.
Adam estava em desespero, sinto muito por ele ter colocado alguém com
qualificações excelentes perto de sua filha e a maltratar, consigo entender
seu desespero.

— Ela era muito, muito, malvada com a Lua, papai. — Lua diz, fazendo
Adam chorar ainda mais.

— Sinto muito... sinto muito... me perdoa… — Adam sussurrava, o corpo


dele tremia e o aperto na minha cintura demonstrava o quão nervoso ele
estava.

— Eu vou matar essa maldita...

Adam coloca Lua no meu colo, seguro a menina, quando vai sair, seguro
seu braço.

— Concordo com isso, mas fica com a Lua.

Adam me olha por alguns instantes, limpa suas lágrimas, dá um beijo na


minha boca e pega Lua em seus braços.

— Deixa que faço isso, cuida da Lua.

Saio correndo, segurando o short enorme de Adam, amarro ele e dou um nó


nos meus cabelos.

Procuro pela safada por todo canto, isso não era uma casa, era um castelo.
Pra que tão grande? Resolvi parar antes que eu me perca, essa safada
merece apanhar muito mais.

ADAM SMITH

Desço correndo com Lua nos braços, com meu coração acelerado, eu
preciso matar essa mulher. Como ousa maltratar a minha filha? Assim que
chego no andar debaixo, Caroline aparece ofegante.

— Ela se foi. — Ela diz, com raiva estampada na voz.


— O que houve, Carol? Ela... ela... ela bateu na Lua?

Minha voz falhava ao pensar nisso, meu coração até para de bater por
alguns instantes.

— Estava falando coisas horríveis pra ela e quase a machucou quando tirou
a camiseta dela.

Não quero me alterar perto da Lua, fico imaginando o que essa vadia fez
com minha filha, não sou adepto a câmeras dentro de casa, tenho total
confiança nos funcionários, todos são antigos e só essa vadia era nova,
sempre prezei pela confiança e pela privacidade, só tem câmeras ao redor
da propriedade por fora, mas agora vou mudar isso, definitivamente vou.

— Obrigada por acreditar em mim. — Carol diz.

— Como assim?

— Quando me viu batendo na piranha, e falei o que ela fez, você não
duvidou, poderia ter duvidado de mim, já que ela trabalha aqui há mais
tempo do que nos conhecemos.

Seguro a cintura de Carol e a ouço pra mim, abraço ela e Lua, me sinto tão
bem com as duas em meus braços, e quase um sentimento de que sempre
fomos uma família, de que somos perfeitos juntos.

— Por que duvidaria? Você sempre foi incrível com a Lua, e essa mulher
nunca me desceu. — Falo, Caroline encosta a cabeça no meu peito e Lua
faz um carinho no rosto dela.

— A Carol defe... defin... defedeu... ajudo a Lua. Eu te amo, Carol.

Lua abraça Carol, e pelo sorriso que Carol me lançou ela está adorando
ouvir as batidas descompassadas do meu coração. Merda! Não posso ter
sentimentos por Caroline. Não, definitivamente não.
— Também te amo, Lua. — Ela diz, beijando as bochechas dela. — Vem,
vou te dar banho pra gente tomar café.

Ela pega Lua nos braços, e me lança um sorriso lindo.

— Faz uma programação bem bacana pra nós hoje, quase quarentão, e
lembre-se: não se apaixone. Sei que sou irresistível, mas não se apegue a
mim.

Olho um pouco para Caroline, era uma coisa bem difícil de se fazer, mas ela
tem razão, nosso romance é apenas carnal e escondido, não pode passar
disso.

— Pode deixar, tentação.

Ela sobe com Lua, vou direto reunir meus funcionários, preciso saber
exatamente se alguns deles sabiam que aquela mulher maltratava a minha
filha, vou demitir todos que eu souber que alguém já presenciou, ouviu ou
desconfiou de algo e não me falou.

É inaceitável. Como uma pessoa trabalha com crianças sendo uma


desequilibrada? Como uma agência tão renomada me manda uma pessoa
assim? Porra, ainda vou matar essa mulher, eu vou, sim.
CAPÍTULO 9
CAROLINE MATHIAS

Após dar um banho em Lua, estávamos escolhendo a roupa.


— Olha, amei esse conjunto da Barbie, eu amo a Barbie. — Falo,
mostrando um conjunto de camiseta branca e lilás, e um shorts, com o
desenho da Barbie.

— Simmm. — Ela fala empolgada, essa energia infantil sem fim me inveja,
fico com preguiça só de respirar fundo.

Troco ela, colocando as roupas, pegamos um chinelo confortável, penteio


seus cabelos.

— O papai num sabe pentia o cabelo da Lua, ele puxa muitão. — Ela diz,
rindo. — É porque ele não cosegue segura, ele é muito fortão.

— Seu pai te ama, tenho certeza que um dia ele aprende. — Falo, rindo. —
Lua, por que você não fala com ele?

— Ahh, a Lua num podi fala. — Ela fica séria de repente.

— É por causa daquela babá? Ela não vai mais te fazer mal, não vou deixar.
Viu como sou forte também? Eu bati nela. — Lua cai na gargalhada.

— Foi muito legal.


— Foi, mas não repita o que eu fiz, só se não tiver escolha, aí sim, pode
bater.

— Você é a namolada do papai? — Ela pergunta, e fico vermelha na hora.

— Não, somos amigos. — Falo rapidamente.

— O tio Onnie é amigo do papai, a tia Eliz é amiga do papai, e o papai tem
um montão de amiguinhos.

— É, eu sou mais uma...

— Só que ele não beja nenhum amiguinho na boca, que nem faiz com voxê.

Fico em silêncio por alguns instantes. Quantos anos essa criança tem para
reparar essas coisas?

— Tá, estamos meio que namorando, mas não pode contar a ninguém.
Promete? É segredo.

Ela se vira e estica seus bracinhos, me abraçando, e dá um beijo em meu


rosto.

— Tá bom, a Lua não conta, que bom que voxê vai ser a minha mamãe.

Ah, meu Deus, não, isso não, ela não pode se apegar a mim, ninguém pode.
Mas como não me emocionar e querer mais disso? Ah, merda, isso é errado,
devia me afastar deles, mas não consigo.

— Oi, minhas princesas. — Adam fala, entrando no quarto. — Se


esqueceram de mim, ficam aí juntinhas, eu preciso de carinho também.

Adam senta no chão entre nós, deita sua cabeça em meu colo e pega a
minha mão e a de Lua, levando até seu rosto.

— Não me abandonem, cuidem de mim também.


Me inclino e dou um beijo na boca de Adam, Lua ri.

— Namoladinhos.

— Ah, sua danadinha. O que sabe sobre namoro? — Adam pergunta,


olhando para ela.

— Que dá bejo na boca, ecaaa.

— É uma ecaaa mesmo, será eca pra você até quando tiver trinta anos.

— Então, meu beijo é uma eca? — Falo, olhando para ele, que me puxa, me
fazendo deitar no chão.

— Nunca.

Lua pula e se deita no chão entre nós, segura minha mão e a de Adam.

— A Lua goxta muito da Carol. Casa com ela, papai.

Adam fica vermelho e me olha, sorrio do desconforto dele.

— Viu ela gosta de mim? Vai se casar comigo? — Provoco.

— Caroline!

— Caroline nada, sua filha gosta de mim, tem que se casar comigo. Anda,
liga para um padre agora. — Falo, rindo, Adam se levanta.

— Acho melhor deixar vocês sozinhas mesmo. — Ele ri.

— Não foge, não, vamos casar. — Adam sai correndo. — Vamos, Lua, pega
ele, não deixe ele fugir, ele vai casar comigo hoje.

Lua ri, e saímos correndo atrás de Adam, que já estava no andar debaixo,
também com essas pernas compridas, um passo dele são dez do meu.
Procuramos ele por todo lugar e não o encontramos.

— Está vendo, Lua? Homens são assim, é só falar em casamento que eles
somem. — Falo, e nós duas gritamos quando Adam surge de trás da imensa
cortina, fazendo cócegas em mim e em Lua.

— Não fujo de nada, Caroline.

— Para, seu bobo. — Falo, me contorcendo pelas cócegas.

Quando fomos à sala de jantar tomar café, já estávamos famintos, comemos


muito, o motorista trouxe minhas roupas, me troquei, pois as roupas do
Adam me deixavam mais feia do que já sou.

O dia transcorreu perfeito, brincamos o dia todo com Lua, fomos à piscina,
Adam inventou de fazer um churrasco, no qual ele queimou tudo, e tivemos
que pedir comida, já que ele dispensou quase todos os funcionários para
ficarmos a sós.

Após a janta, que ele também teve que comprar, Lua quis que eu a
colocasse para dormir, ela escovou os dentes, e a coloquei na cama.

— Carol, mora aqui com a Lua e o papai, po favor? — Ela pede, meu
coração se enche de amor, ela é tão fofa.

— Eu adoraria, Lua, mas eu vou embora em breve. Sabe, minha mãe


precisa de mim, mas eu gostei muito que me pediu isso e quero que saiba
que eu adoraria morar com vocês.

— Voxê vai visita a Lua, né?

— Com certeza. — Falo, tentando não chorar. Que sensação é essa em meu
peito? Merda. Por que estou tão sentimental?

Pego um livro e leio uma história para ela, que logo dorme. Quando saio do
quarto, levo um susto com Adam parado na lateral da parede perto da porta.
— Desculpa, eu quem sempre coloco ela pra dormir, me sinto traído, não
resisti em espiar.

Dou risada e abraço ele pela cintura, ele beija a ponta do meu nariz.

— Ronnie pediu para ligar pra ele. — Adam fala com uma careta. —
Devemos maneirar nos carinhos perto de Lua, ela pode falar algo.

— Ela não vai contar, ela me prometeu.

— Ela é uma criança, pode falar sem querer.

— Lua não é uma criança comum. Além de esperta, ficou sem falar por
meses, confio nela.

Adam torce o nariz e me dá um beijo, segura minha cintura e me levanta


nos braços, já envolvo sua cintura com as pernas.

— Estou louco pra te foder, tentação. — Ele diz, já me beijando com


paixão. Ele me olha por alguns instantes.

— Você toma anticoncepcional?

— Não.

— Porra, temos que comprar a pílula do dia seguinte, vamos usar camisinha
hoje. — Ele fala, eu dou um beijo cheio de paixão nele.

— Eu vou tomar a pílula, mas eu não posso engravidar. — Adam me olha


surpreso.

— Você é tão nova, não pode por quê?

— Tive alguns problemas de saúde e tomei remédios fortes, os médicos me


disseram que era quase impossível eu engravidar. Então, não será pai de
novo, pelo menos não por mim. — Falo, rindo. — Mas, para garantir, vou
tomar a pílula.
— O que você teve para tomar remédios tão fortes?

— Nem lembro, eu era criança.

Pulei dos braços dele, levei minha mão até seu pau, que já estava duro, ele
gemeu.

— Vem, que quero seu piercing dentro de mim a noite toda de novo.

Adam já me pega no colo e me leva para seu quarto.

ADAM SMITH

Acordo com Caroline em meus braços, essa sensação é tão boa, é como se
ela estivesse sempre aqui, como se esse fosse seu lugar, em meus braços.

Ela dormia com o rosto apoiado em meu peito e suas pernas enrascadas nas
minhas, quando imagens das duas noites de sexo incríveis com ela me
invadem a mente, meu pau que já está com a típica ereção matinal, chega a
pulsar.

Caroline é intensa, uma delícia, sem sombra de dúvidas o melhor sexo da


minha vida.

Ouço batidas fortes na porta, levo um susto, não são as batidas de Lua.

— Ei, baitola, acorda. Quer fazer o favor de devolver a minha filha? Ela
está no quarto da Lua?

Fico sem reação ao ouvir a voz de Ronnie, Caroline acorda com as batidas
fortes na porta.

— O que é isso?

Ela se assusta, coloco a mão na boca dela, que me olha sem entender.

— É seu pai. — Falo baixinho.


— A Lua ainda está dormindo? Não quero acordar as duas. Vamos, abra a
porta, porra. Já tá batendo uma? Precisa mesmo arrumar uma mulher.

— Já vou, porra, é domingo, nem assim me dá folga. — Falo, enquanto


Caroline me olha divertida.

— Quem mandou sequestrar a minha filha? Ela tem que ficar na minha
casa, não na sua.

— Vou tomar um banho e já desço. — Falo, inquieto com essa situação.

Caroline me beija, descendo seus beijos pelo meu pescoço.

— Para, tentação. — Peço, mas ela continua com seus beijos.

— Vou tomar um café. A Eliz e o noivo estão aqui também. — Ronnie diz,
e ouço passos dele saindo, me levanto, Caroline se levanta também, e visão
de seu corpo gostoso nu faz meu pau ficar ainda mais duro, ela vem até
mim.

— Acho que meu café da manhã será você, quase quarentão. — Ela segura
meu pau.

— Caralho, Caroline, seu pai vai voltar se eu demorar.

— Então, sugiro que me coma rápido, tio.

Ela se vira de costas para mim, não resisto e me inclino, enfiando meu pau
nessa delícia.

— Você vai acabar me colocando em uma posição bem difícil, tentação.

— Não se preocupe, Adam, sei que é careta, vamos fazer posições fáceis
por enquanto, daqui um tempo fazemos as difíceis.

Ela me provoca, e puxo seus braços para trás, segurando-os e bombando


meu pau nela, a segurando para ela não ir para frente.
— Gostosa do caralho...

Ela começa a gemer alto, seguro seus pulsos com uma mão, com a outra
tampo a sua boca.

— Quietinha, não que eu resista com meu pau nessa boceta gostosa, então
tome seu pau em silêncio. — Falo, metendo forte nela. É sempre tão
gostoso que me perco e quem acaba gemendo alto sou eu, essa buceta
apertada me alucina por completo.

Quando ela se desmancha em meus braços, sinto seu líquido escorrer por
meu pau, não demoro muito e já estou enchendo sua boceta de porra.
Caralho, essa tentação ainda vai acabar comigo.

— Caramba, quase quarentão, dois dias transando e ainda tem tanta porra
no seu corpo.

Caroline ri, se virando para mim, seguro ela para um beijo.

— Tenho muito mais, tentação, porra pra alimentar essa linda boceta, te
garanto que não vai faltar.

Ela ri, passando os dedos por meu piercing, me olha com essa carinha linda
de safada que ela tem.

— Vou cobrar.

Ela vai até a cama, se enrola em um lençol e vai até meu closet, onde falei
para ela deixar as roupas que o motorista trouxe.

— Vou tomar banho em um dos quartos de hóspedes. Posso?

— Não precisa pedir, enquanto estiver aqui, tem total acesso a casa.

Ela sorri e sai do quarto, vou até o banheiro e tomo um banho.


Meus pensamentos só conseguem se formar para as imagens de Caroline.
Como uma garota que mal conheço, anos mais nova que eu, a filha do meu
melhor amigo, pode ter dominado a minha mente assim?

Me sinto um bobo por ter pensamentos tão românticos com ela, eu a quero,
a quero aqui comigo e Lua, somos tão perfeitos juntos, que chego a ficar
pasmo. Como ela se encaixa na minha vida, como se sempre estivesse
estado nela.

Assim que me troco, desço e vejo minha casa tomada por Eliz, seu noivo,
Ronnie, meu irmão mais velho e Samuel, torço o nariz ao vê-lo.

— Até que enfim. Achei que tinha morrido de tanto se masturbar no quarto.
— Ronnie diz, e todos riem. — Eliz, esqueça o que eu disse. Você não tem
que ouvir isso.

Eliz ri alto, pega uma xícara com café e leva até sua boca.

— Pai, eu tenho 31 anos, acha que sou o quê? Uma freira?

— Não, mas deveria, você e Carol não deviam namorar nunca.

— Qual é, sogro? Nós vamos nos casar. — O noivo de Eliz diz.

— Infelizmente, minhas filhas deviam ficar morando comigo o resto da


vida.

— Me poupe, né, pai? Você sai com um monte de mulher, e eu e Caroline


temos que ser as mártires pra você.

— Não saio com um monte de mulheres, e Carol é nova, ainda tenho tempo
de fazê-la virar freira.

— Não conte com isso, sr. Dantas, seria um desperdício. Se depender de


mim, a única igreja que ela irá é para o nosso casório. — Samuel fala.

Um rosnando escapa da minha garganta ao ouvir isso.


— Está ficando gripado, tio?

Me viro ao ouvir a voz divertida de Caroline, ela está com Lua nos braços,
ela sorri pra mim. Mas que caralho essa menina está fazendo comigo, que
um simples sorriso faz meu coração acelerar?

— Olha a sumida aí, resolveu trocar de pai? — Eliz diz, e olho para ela.

— Não tenho idade para ser pai dela, nem estou tão acabado assim. — Falo,
e Carol ri.

— Idade você tem, sim, é só quatro anos mais novo que eu. — Ronnie fala.

Puxo uma cadeira para ela sentar, Caroline senta e senta Lua na cadeira ao
seu lado.

— Desculpa não ter ido ao nosso passeio. Meu tio me fez trabalhar até tarde
aquele dia, me deu tanto serviço que quase tive que dormir no escritório.

Dou um sorriso de satisfação ao lembrar disso, foi o um dos melhores dias


da minha vida, faria tudo de novo.

— Tudo bem, teremos outras oportunidades. — Caroline diz, e olho para


ela.

— Porra nenhuma. — Falo irritado.

CAROLINE MATHIAS

Me divirto com essa cara de bravo de Adam, ele é um coroa possessivo, e


isso me diverte demais.

— Falando palavrão na frente da Lua, tio? Que feio. — Falo, e Adam cerra
seus olhos para mim.

— Não me chame de tio. — Ele fala entre os dentes.


— Não podi fala palavão, papai. — Lua diz, e todos olham para ela, tirando
o foco do coroa que está quase infartando ao meu lado.

— Ela falou, falou diretamente com você, Adam. — Meu pai diz,
alegremente.

— Até que enfim, pestinha, resolveu falar com seu pai. — Eliz diz.

— Devo isso à Carol, ela foi uma ótima influência para Lua. — Adam fala,
com seu rosto voltando a sua cor natural, ele estava vermelho feito um
pimentão.

— Sabia que sua vinda para nossa família seria maravilhosa, minha filha.
— Ronnie diz, me olhando com orgulho estampado no rosto, assim fica
difícil não gostar dele, mesmo sendo um traidor com minha mãe, ele era
mesmo incrível comigo.

— Maravilhoso é pouco, perfeito, eu diria.

Samuel pega a minha mão, e antes que ele levasse a sua boca para beijar.
Adam já puxa como se fosse meu dono. Novamente, somos alvos de
atenção.

— Está sujo aqui. — Ele diz, pegando um guardanapo e passando na minha


mão, quase me fazendo rir.

— Não tem nada sujo aqui, não, tio. — Falo, retirando a minha mão da
dele, que estreita os olhos para mim.

— Não se preocupe, que beijos pra você, da minha, parte não vão faltar,
basta você querer. — Samuel é cheio de charme.

— Oh, moleque, respeita a minha casa. Se continuar falando essas coisas


perto da Lua, vai sair daqui chutado. — Adam diz sério.

— Desculpa, tio. — Samuel pega uma fruta na mesa e come.


— Por que está tão ranzinza hoje, Adam? — O irmão de Adam diz, o
conheci na empresa, era o irmão mais velho de Adam, Jhon, seu nome,
parecido com Adam, cabelos claros, mas os deles estavam mais pra
grisalhos, era forte e alto, quase do tamanho de Adam, não cheguei a falar
muito com ele, mas me parece ser tão sério quanto Adam.

— Preciso de um café. — Adam bufa, pegando a jarra e colocando café em


uma xícara.

— Vai pra casa hoje, né, Carol? Você está aqui pra passar um tempo
comigo, e não com esse ranzinza do Adam. — Meu pai diz, rindo.

— Ahh, não, tio Onnie, deixa a Carol com a Lua.

Lua já se agarra a mim, fazendo Adam sorrir, faço um carinho em seus


cabelos.

— Ela é minha filha, quer roubar ela de mim? — Meu pai brinca.

— Sim, a Carol tem que fica com a Lua.

— Está vendo isso, Adam? Perdi minha filha e você ganhou duas. — Meu
pai ri, e Adam até se engasga com o café.

— Uma evolução, agora ao invés de te chamar de tio, vou te chamar de pai.

— Você que não ouse, Caroline. — Ele diz entre os dentes.

Acabo rindo, Eliz me olha com a sobrancelha arqueada, olhando para mim
e Adam.

— Vai ferir o ego desse idoso que se acha jovem, Carol, se o chamar assim.
— Meu pai diz, rindo.

— Somos irmãs agora, Lua. — Continuo a provocar Adam, vendo-o ficar


vermelho novamente.
— Imãs não, voxê é como uma mamãe pra Lua. — Ela fala, e sorrio, ela é
tão fofinha.

— Mãe não, Lua, não mesmo, não, isso não, nem pensar, nunca, credo, não.
— Meu pai fala rápido, Adam olha para ele e vejo seu olhar um tanto
exasperado com as caretas do meu pai.

Meu celular toca, vejo que é minha mãe, sorrio ao atender.

— Oi, mãe. — Falo, sorrindo, meu pai me olha com tanto interesse que
quase dou o celular para ele falar com minha mãe.

— E aí, maluca, dando muito? — Minha mãe fala, e tento conter o riso,
pois acho que todos ouviram, minha mãe fala alto e meu celular também
não ajuda no volume. — Como está o rola murcha do seu pai?

A risada na mesa foi geral, meu pai fica vermelho no mesmo instante.

— Com licença, vou atender na sala...

— Está onde, Caroline?

— Pode ficar, poderia colocar no viva-voz? — Meu pai diz, fico hesitante.
Não sei se vai ocorrer uma briga, mas como gosto de um caos, resolvo
colocar. — Oi, Patrícia.

— Ahh, Ronnie, está aí? — Minha mãe fala com voz de nojo.

— Por que raios acha que sou isso aí que falou?

— Pela sua idade, já deve estar com o pau aposentado.

— Meu Deus. — Tampo os ouvidos de Lua.

Pego ela nos braços e vou para fora rapidamente, levo ela ao parque que
tem em frente à sala principal. Eliz logo surge, me sento em um banco.
— Está trepando com ele, né? — Eliz logo diz, se sentando ao meu lado.

— Com ele quem? Está maluca? — Falo, rindo, e me certificando que de


onde Lua estava não nos ouvia.

— Adam Smith, é mais óbvio do que eu amar dinheiro. — Dou risada.

— Está tão na cara assim?

— Com certeza, menos pra aquele bando de homens burros. O papai não
vai gostar disso.

— É só sexo, não vamos namorar nem casar. Ronnie não precisa saber.

— Será? Do jeito que o Adam está quase tendo um ataque de ciúmes lá


dentro, duvido.

— É apenas o instinto de posse masculino, nada demais, já conversamos


sobre isso, e apenas sexo, nada mais. Além do mais, vou embora em poucas
semanas.

— Meu Deus, como conseguiu? Já tentei dar em cima dele algumas vezes, e
ele me recusou veementemente. Não leve para o lado pessoal, no caso,
estava de olho na parte dele na empresa.

Dou risada, Eliz é maluca, uma adorável maluca.

— Não sei, só rolou.

— Você é das minhas, achei que ia mirar no sobrinho e logo foi no tio, dono
da porra toda.

— Pare de ser doida, Eliz, é só um lance de momento. — Falo, encerrando


o assunto, e ela entende que não quero mais falar sobre isso.

— Sua mãe parece ser mais maluca que você. — Ela ri, mudando o assunto.
— E ela é.

— Teve a quem puxar. — Ela ri. — Amanhã vou provar alguns vestidos de
noiva. Gostaria de ir comigo?

— Vou adorar, pode ser depois da aula da Lua, ela vai adorar te ver vestida
de noiva.

— Claro, já ia pedir pro Adam deixar eu a levar, ela vai levar as alianças,
mas já que está dando pra ele, tenho certeza que até o cartão Black dele ele
vai te dar. — Dou risada dessa minha nova irmã maluca.
CAPÍTULO 10

ADAM SMITH
Chego ao escritório com uma leveza que há tempos não sentia, meu humor
estava ótimo, não posso negar que isso se deve a tentação em forma de
gente, Caroline Mathias, aquele fogo em forma de mulher.

Acabou que todos os visitantes indesejados da minha casa passaram o dia


todo ela, e até dormiram lá, mesmo assim isso não intimidou aquela garota
fogosamente deliciosa, que deu um jeito de "invadir" meu quarto e passar a
noite comigo, nem transamos durante à noite, ficamos apenas nas carícias.
Mas a conversa, a companhia dela, foi incrível, quase não dormimos à
noite, do tanto que conversamos.

A sintonia que tenho com Caroline é surreal, mas tenho que manter minha
mente no lugar e focar que apenas estamos num relacionamento sexual,
nada de sentimentalismo, apenas estamos curtindo o desejo, e quando isso
cessar, seremos apenas amigos.

Agora eu fico imaginando se meu desejo por ela um dia irá cessar, pois só
de pensar nela, meu corpo se arrepia, eu a quero e parece que nunca estarei
satisfeito, sempre vou querer ela, e isso me assusta.

Ela deixou bem claro que apenas quer se divertir, nunca vi ninguém com
essa atitude tão firme, e não quero ser eu o bobo a me apaixonar, vou me
manter firme, apenas com esse conceito de que só estamos "curtindo".

— Preciso falar com você. — Ronnie entra na minha sala, ainda não me
sinto confortável perto dele, é estranho eu estar me envolvendo sexualmente
com a filha dele escondido, isso me faz ser um péssimo amigo, e Ronnie
sempre foi o melhor pra mim.
— Tenho muito trabalho hoje...

— É rápido. E desde quando você usa desculpa de trabalho pra não falar
comigo°

— Não é desculpa, é a realidade.

— Realidade o caramba, sabe que também sou dono da empresa, sei o tanto
de trabalho que temos. — Ele me olha com a sobrancelha arqueada.

— Fala logo o que quer.

— A Patrícia. — Ronnie fala, um tanto agitado.

— O que tem ela?

— Caroline me disse que ela estava doente, sabe, fiquei preocupado com
isso.

— Doente? O que ela teve?

— Não sei, não quis perguntar à Caroline, ser intrometido, mas você
poderia me ajudar.

— Eu? — Olho para ele, sem entender o que ele quer dizer com isso.

— Sim, você quem lida com os serviços de Samuel, poderia dar menos
serviço a ele, deixar ele sair mais cedo, passear com Carol, eles parecem se
dar bem, e poderia deixar Lua mais com ela, os três gostam de ficar juntos.

Ouço, em silêncio, Ronnie falar, minha respiração chega a falhar um pouco,


a ideia de Samuel se aproximar de Caroline me incomoda mais do que
deveria.

— Quer usar minha filha pra arrumar um namorado pra sua filha?
A palavra namorado sai com um gosto amargo na minha boca, porra
nenhuma que vou aproximar esses dois, vou é dobrar o trabalho de Samuel,
a se vou.

— Não é usar, é apenas deixar junto, nada demais.

— Pra mim é, minha filha não é cupido, nem devia forçar algo entre eles,
claramente Caroline não quer.

— Ela disse à Eliz que acha Samuel, segundo o linguajar das jovens, acha
ele um "gostoso", acho que isso quer dizer que o acha atraente, então acho
que já é um caminho.

— Gostoso? Gostoso? Gostoso? — Essas palavras saem da minha boca


quase como se eu tivesse sido ofendido, e realmente fui. Como ela ousa
dirigir essas palavras a alguém que não sou eu? — Essa palavra saiu da
boca de Caroline para Samuel?

— Segundo Eliz, sim. — Recosto na cadeira, meu bom humor foi para o
espaço.

Me forço a pensar que não temos nada, é apenas sexo, nada demais.

Nada demais porra nenhuma, ela vai ter que me explicar isso.

— E o que tudo isso tem a ver com Patrícia? — Falo, já irritado.

— Vou pedir a Samuel que converse com ela e saiba mais sobre o que
Patrícia teve, se está mesmo bem.

— Não é mais fácil você mesmo ligar pra Patrícia e perguntar?

— Pirou? Se viu como ela me tratou no telefone, ela ainda está com raiva
depois dos mais de vinte anos, não sei o porquê de ela ter me largado, ter
sumido e ter escondido minha filha. — Ele fala, angustiado.
— Ronnie, conversa com ela, porra. Há mais vinte anos eu ouço você falar
dela, nunca deu certo com mulher alguma, a única que durou mais tempo
foi a mãe da Eliz, que era mais velha que você e mal ficava em casa,
sempre viajando. Está na hora de resolver isso.

— Até parece que é tão fácil assim. Patrícia é maluca, sempre foi, quer me
ver morto?

— É a maluca que você não esqueceu, conversa com ela.

— Falei pro Samuel levar alguns jovens para conhecer Carol, vão jantar em
casa, vou liberar ele mais cedo. — Ronnie muda de assunto.

— Samuel é meu funcionário, não da empresa, só sai se eu mandar. Então,


não se intrometa com meu funcionário. — Falo sério.

— Não sei por que ainda mantém ele com seu registro, ele é funcionário da
empresa, sei que fez isso quando ele era um adolescente rebelde e precisava
por ele na linha, e ser seu assistente foi a melhor solução, mas ele já é
diretor de marketing da empresa, temos que colocá-lo como tal.

Olho sério para Ronnie, ele tem razão, eu já ia fazer isso. Mas agora vou
demorar um pouco.

— Não libere meu funcionário sem minha autorização. — Falo sério.

— Então, você libera, vou preparar a casa, não sei o que os jovens de hoje
em dia gostam, vou pesquisar e preparar em casa.

— Quem vê pensa que tem cem anos, não somos tão mais velhos que eles.
— Torço meu nariz.

— Somos, sim. — Ronnie se levanta, — E você com esse humor todo


parece ter duzentos anos. Libera o Samuel cedo.

Ele sai da minha sala, e respiro fundo, essa garota vai me levar à loucura.
Puta merda!
— Gostoso... gostoso... gostoso o caramba, tentação. — Falo, sem
conseguir tirar da cabeça Caroline ter chamado aquele moleque feio de
gostoso. — Eu sou gostoso e vou te mostrar, tentação. — Murmuro irritado
pra mim mesmo, como se ela estivesse aqui.

CAROLINE MATHIAS

Quando Lua chega na casa do Ronnie, depois da escola, eu a recebo, hoje


antes de ela ir para a escola eu quem cuidei dela, já que a babá foi expulsa,
por mim, teria sido espancada, mas tudo bem, pelo menos não está mais
perto de Lua, só vim para casa depois que ela foi para o colégio.

Levo ela até meu quarto, dou um banho nela e coloco uma roupa leve, já
que vamos andar pelas lojas.

— Prontas para me verem arrasando de noiva? — Eliz entra no quarto,


vestida com uma calça leve creme, um pouco acima dos calcanhares, uma
camisa de mangas curtas azul clara e mocassins femininos nos pés da cor da
bolsa preta que usa de lado, ela sabia se vestir, me sinto um tanto pobre
perto dela, com meu short jeans, um cropped e tênis que comprei na 25 de
Março, em São Paulo.

— Estamos, né, mas precisa humilhar a pobre aqui, assim, vestida toda
chique? — Brinco, e Eliz ri.

— Que chique nada, estou simples, e você está linda, aliás, é linda, né. —
Eliz se aproxima e segura a mão de Lua. — Vamos comprar algumas roupas
pra você, já que gosta do meu estilo, vamos comprar algo parecido pra
você.

— Não precisa, estou bem com o que tenho. — Falo, pegando minha bolsa.

— Vamos, sim, é o dinheiro do nosso pai, então vamos gastar, sim.

— Assim fica difícil dizer ‘não’. — Brinco, rindo, saímos do quarto. —


Suas amigas não vão junto? Tipo suas madrinhas?
— Deus me livre, não, não tenho muitas amigas, apenas colegas e as
madrinhas são primas e parentes do lado da minha mãe, então, eu quero
distância, são todas insuportáveis. Vamos só nós.

— Se não gosta delas, por que convidou pra ser madrinha?

— Coisas da minha mãe, não sabe a carrasca que ela é, então achei melhor
aceitar do que discutir.

Seguimos até o carro de Eliz, era uma Aston Martin Vantage, prata, um belo
carro, colocamos Lua atrás e me sentei no banco do passageiro.

— Eu não sei bem dirigir esse carro, foi presente do meu noivo, então ainda
estou me acostumando, não se preocupe, tem airbag.

— Meu Deus, vou sair daqui. Vem, Lua. — Falo, soltando o cinto.

— Estou brincando. — Eliz ri, ligando o carro. — Sou ótima motorista.

Ela sai com o carro, e fico um bom tempo imóvel no carro, morrendo de
medo, eu não me importo, mas Lua ainda era muito nova para morrer.

Seguimos até uma rua de lojas chiques no Leblon, ela estaciona o carro
num estacionamento, fico impressionada que em local de rico até o
estacionamento é chique. Quanta frescura.

Saímos do carro e seguimos pela rua, entramos em uma loja especializada


de noivas.

— Ontem já deixei alguns vestidos que gostei separados para provar, fiz o
pedido pela internet. — Eliz falou, uma vendedora veio e já foi logo
pedindo os vestidos que separou. Eu e Lua sentamos nas poltronas brancas,
em frente a um palco pequeno, onde havia um provador nele.

Ela foi provar o primeiro, e não ficou legal, deixou os seios dela bem
vulgares. Não que não goste de algo sensual, mas dessa forma ficou feio,
nem ela gostou, eu e Lua fizemos careta, recusando o vestido, ela ri e vai
para o próximo, fui com Lua olhar os vestidos enquanto ela se vestia.

Lua estava maravilhada com os vestidos, quando Eliz apareceu, nós


corremos para vê-la, esse não era tão feio, mas era sem nada demais, todo
branco e liso, sem uma renda, um detalhe.

— Nããão. — Eu e Lua falamos juntas. Eliz mostra a língua para nós, rindo,
e volta para o provador com as vendedoras.

— Carol, esse é muito lindo pra voxê casa com o papai. — Lua me mostra
um vestido, era lindo mesmo, ela tem bom gosto.

— Pode deixar, vou amarrar seu pai e o obrigá-lo a casar comigo. — Lua ri
alto.

— Tá bom, só não machuca o papai.

— Prometo, só vou ter que bater na cabeça dele com uma madeira pra levar
ele desacordado para o altar.

— Não, não, axim não.

— Que estraga prazer. — Brinco, rindo.

Voltamos até as poltronas, no final, Eliz não gostou de nenhum, e


continuamos a andar pela rua.

Foi muito divertido, Eliz era exigente, não gostou de nenhum vestido, disse
que semana que vem iremos em Ipanema para ver os vestidos de lá, mas me
fez comprar bastante roupas, eu até gostei, só não vou ter onde usar tudo
isso.

Seguimos até uma sorveteria, o calor era grande, e um sorvete seria ótimo.

— Gostou de me ver vestida de noiva, Lua? — Eliz pergunta, quando


nossos pedidos foram trazidos.
— Sim, muito linda.

— Ahh, sua fofa, só por isso vou te deixar segurar a cauda do meu vestido.
— Dou risada da forma que ela diz, como se isso fosse uma honra.

— Não quero. — Lua faz bico.

— Ô, pestinha, é uma honra fazer isso pra mim. — Eliz diz.

— Honra? — Eu falo, rindo.

— Sim, uma mulher incrível como eu, uma honra estar perto, vocês são
sortudas. — Eliz brinca.

— Muito. — Sou irônica.

Tomamos nossos sorvetes e seguimos até o estacionamento, quando


entramos no carro, a Eliz foi fechar a porta e alguém segurou, ela olha
assustada, quando me viro, tinha outro homem do lado de fora do meu lado,
ele abra a porta bruscamente.

— Sem gritar, passem para o banco de trás. — O que abordou a Eliz fala,
me viro para a Lua e vejo o olhar de medo dela.

— Podem levar o carro e tudo que temos. — Eliz diz.

— Anda, porra, vai pra trás do carro. — Ele aponta a arma pra Eliz, eu
quase grito pelo susto, mas me contenho e passo para o banco de trás, tiro
Lua da cadeirinha, a colocando em meu colo.

— Não chora, fica calma, estou aqui, tá bom? — Falo calma, Lua balança a
cabeça, já fungando escondendo o choro.

— Mantém a cria de boca fechada, ou vou atirar em todo mundo.

Os dois entram no carro, Eliz passa para trás, eles se enroscam para ligar o
carro, Eliz quem praticamente os ensina, eles saem com o carro, meu
coração bate acelerado, olho para trás e vejo outro carro nos seguindo, com
certeza eram comparsas destes caras.

Fiquei abraçada à Lua o caminho todo, tento manter a calma para que Lua
fique calma, mas a preocupação é enorme.

— Vamos deixar as minas aqui e seguir com a menina. — O que dirigia


falou, me agarro mais a Lua ao ouvir isso, eu e Eliz nos olhamos
apavoradas.

O carro de trás para e saem alguns homens dele, vem até nós, abrem a porta
e nos tiram do carro.

— Vocês duas seguem reto sem olhar pra trás, a criança fica. — Um homem
diz, tentando tomar a Lua dos meus braços, ela grita e chora muito agarrada
a mim, e eu também não a solto.

— Cala a boca, pirralha, e vem logo.

— Não puxa ela assim! — Eu grito, segurando Lua perto de mim.

— Solta a menina, porra, quer morrer? — Um deles puxa meu cabelo. Lua
grita sem parar, eu abraço ela.

— Solta minha irmã! — Eliz diz, tentando vir até nós, mas é impedida.

— Calem a boca, e calem essa menina.

— Estou aqui, calma. — Faço carinho em Lua, alinhando mais ela a mim.

— Dá a menina e se manda. — Eles tentam pegar Lua de novo, não deixo,


ela grita muito.

— Me deixa ir, eu a acalmo, se eu for, ela vai ficar quieta. — Eu falo em


desespero, não vou deixar Lua.

— Então, faz ela calar a boca! — O que segurava Eliz grita.


— Pequena Lua, não vou deixar você, está bem? Só me ouça, fica
quietinha, por favor, faz isso por mim? — Falo suave pra Lua, que balança
a cabeça em afirmação.

Sou puxada e levada para o carro que estava atrás de nós, Eliz grita várias
vezes, tentando vir até nós.

Eles a jogam no chão e entrando no carro dela e saindo, o carro que estamos
agora arranca em alta velocidade também.

Meu Deus, o que estava acontecendo? Por que sequestrar a Lua, tão
pequena e indefesa?

Olhei Eliz sozinha, tentando correr em nossa direção enquanto o carro se


afastava, fico preocupada com ela. Merda! O que está acontecendo?

— Cê é mãe da criança, moça? — Um rapaz pergunta.

— Ela não é a mãe, idiota. — O que dirige fala e dá um empurrão nele.

— Como sabe que não sou a mãe? — Falo, olhando para o homem que
dirigia.

— Fica quieta aí, só está aqui pra criança ficar de bico fechado. Calada, ou
te jogo do carro.

Minha vontade era de mandar todos irem tomar naquele lugar, mas como
estou com a Lua, é melhor não afrontar.

Seguimos até uma estrada de terra, lá fomos colocados em outro carro e


colocaram vendas em nossos olhos, Lua chorou um pouco, mas consegui
acalmá-la. Não consegui identificar se estávamos seguindo em frente ou
voltando, e isso me deixou nervosa, pois parecia que estávamos indo para
outro estado. De tanto que o carro rodava.
ADAM SMITH

Estou na adega da casa do Ronnie, Caroline, Eliz e Lua ainda não


chegaram, sei que quando mulheres vão às compras demoram mesmo, mas
já estava um pouco demais a demora.

— Elas já devem estar chegando, se acalma, papai, as meninas vão cuidar


da Lua.

— Não é com isso que me preocupo, é com duas mulheres e uma criança
sozinhas, se escurecer, vai ser perigoso pra elas, mesmo estando num bairro
tecnicamente seguro. — Falo, olhando ele servir conhaque em seu copo.

Um sorriso brota no canto dos meus lábios ao lembrar que consegui que
Ronnie cancelasse esse jantar com Samuel e alguns amigos, consegui fazer
Samuel viajar até São Paulo a serviço, agora estou planejando algo para
fazer com que Caroline durma em casa, sem que Ronnie desconfie do meu
interesse.

Vou ter que recorrer a Lua, não gosto de usar minha filha nisso, mas ela
gosta de Carol e vai adorar ter ele em casa, e eu na minha cama, bem
precisamente embaixo de mim, ou em cima, de lado, de pé, de quatro, a
posição não importa desde que meu pau esteja dentro dela.

Meu rosto esquenta com as lembranças quentes que tenho com Carol, antes
que meu pau fique duro, olho para Ronnie, além de feio, lembrar que ele é o
pai dela me brocha no mesmo instante.

— Você tinha que fazer Samuel ir viajar, né, Adam?

— Eu? É o serviço dele, não tenho culpa. — Dou de ombros, me sentindo


um adolescente bobo, arrumando desculpas esfarrapadas após aprontar
algo. A que ponto essa tentação me fez chegar?

— Não sei por que está pegando tanto no pé dele, Samuel agora é um bom
rapaz, responsável, na linha, tem que parar de pegar no pé dele.
— Não pego no pé dele. Samuel está aprendendo os funcionamentos da
companhia, logo ele vai estar na administração, tem que se dedicar a isso.
— Falo, não é de todo mentira, ele logo estará num cargo de confiança na
companhia e preciso mesmo saber se posso contar com ele.

— Sr. Dantas? — Felicia, a governanta da casa, bate insistentemente na


porta.

— Entre, Felicia. — Ronnie diz, a mulher que é uma senhora de meia


idade, com cabelos curtos grisalhos, baixinha e cheinha, corre com certo
desespero, fico apreensivo. — O que houve?

— A Eliz, senhor, ela está lá em cima com a polícia...

Eu e Ronnie já não ouvíamos mais, saímos correndo em disparada. Quando


atingimos a sala de estar, procuro por Lua, Eliz está sentada, toda vermelha,
se tremendo inteira e chorando compulsivamente.

— Onde está a Lua? A Caroline? — Eu falo, procurando pela casa


desesperado. Como se elas estivessem escondidas de mim.

— Senhor, encontramos a senhorita em uma rodovia, muito assustada, ela


nos disse que foi vítima de sequestro. — Um policial falou.

— A Lua!!! Cadê a Lua? Minha filha?

O pânico toma conta de mim, sequestraram a minha filha, porra, minha


filha é um bebê ainda, porra, porra!

Eu preciso me sentar para associar tudo isso, ou vou cair duro no chão.

— Meu Deus, a Caroline, mal conheci a minha filha e já acontece isso. —


Ronnie também está abalado. — Céus, a Lua é só um bebê.

— Eles nos cercaram no estacionamento, nos levaram, e quando atingimos


um ponto da rodovia, nos tiraram do carro, eles só queriam levar a Lua, nos
fizeram sair, mas Caroline não deixou a Lua, ela estava muito nervosa, e só
Carol conseguia acalmar ela, então levaram as duas e me deixaram... —
Eliz começou a chorar ainda mais. — Me desculpa, eu tentei... tentei correr
atrás delas...
CAPÍTULO 11

ADAM SMITH
Preciso me sentar, minha mente flutua a parte do meu corpo, ainda
tentando dissociar o que está acontecendo, Lua e Caroline foram
sequestradas. Minha filha e minha tentação sequestradas?

— Já acionamos o DOPE, estarão todos aqui em poucos minutos, já temos


policiais fazendo patrulhamento por onde a senhorita relatou que viu os
meliantes pela última vez. Sendo um caso de sequestro, tenho certeza que
logo entrarão em contato. — O policial diz.

— Preciso ir para casa, se entrarem em contato com o número de lá. —


Falo, me levantando rapidamente.

— Acho melhor. Já que o alvo é a criança.

Quase saí correndo até meu quarto, Ronnie tomou a chave da minha mão.

— Eu dirijo, minha filha está junto da sua, eu mal a conheci, não posso
perdê-la, mas estou mais em condições de dirigir que você.

Nem discuto, já entro e sento no banco do passageiro e ele no do motorista


e seguimos até minha residência, que não era longe da dele. A apenas
poucas quadras.

Assim que entro, vou direto ao telefone. Ligo para alguns amigos detetives
que tenho para ajudar a achar Lua e Carol. E deixo a linha desocupada.

Em poucos minutos, minha casa estava tomada por policiais. Não consigo
me acalmar, eu preciso fazer mais do que ficar sentado esperando, preciso
achar minhas meninas.

CAROLINE MATHIAS

Rodamos tanto que Lua dormiu, não acho que fomos muito longe de onde
fomos pegas, acho que rodaram tanto com o carro apenas para mim não
perceber o caminho.

Assim que saíram do carro, colocaram um capuz no meu rosto, segurei Lua
firme, fomos levadas, eram bastantes degraus, descemos até ouvir o barulho
de uma porta abrir, fomos levadas até o local. Assim que tiram meu capuz,
vejo um quarto com apenas uma cama e uma pequena janela, um vitrô
antigo.

— Logo traremos comida, fiquem de boa, que nada vai acontecer com
vocês. — Um rapaz fala.

— Pode trazer água? Ela vai acordar com sede. — Falo suave.

— Beleza, fica de boa, nada vai acontecer.

O rapaz sai, e ajeito Lua no meu colo, me sento na cama, mas não vou
colocar a Lua ali, não sei se está limpo.

Não demora muito, ela acorda, e já olha o lugar assustada.

— Papai? Papai? — Ela chama, já chorosa.

— O papai não está aqui, Lua, minha princesa. — Eu falo suave. — Mas
nós vamos encontrar ele em breve, está bem? Confia em mim?

— Sim, Carol. — Ela me abraça.

— Então, vamos combinar uma coisa, você fica sempre abraçada comigo
para não sentir medo, e se for chorar, faz bem baixinho, pra não deixar esses
homens feios bravos. Não quero que eles gritem com a gente, pode fazer
isso, princesa?
Lua assente abraçada a mim, levanto com ela nos braços, olho pelo vitrô e
vejo uma sala de estar pequena, haviam dois garotos, acho que devia ter uns
quinze anos, jogando vídeo game, não dava para ver muito, mas a casa me
parece ser pequena.

Voltei a me sentar com a Lua, quando ouvi barulho de porta se abrindo,


logo em seguida mais vozes, e a porta do quarto foi aberta.

— Tem comida e água, tem uns doces aí pra menina. — O rapaz diz,
colocando duas sacolas com marmitas e duas garrafas plásticas de água na
cama perto de nós.

— O que querem com ela? — Pergunto, olhando para o rapaz, que já nem
se preocupava em esconder o rosto, devia ser poucos anos mais novo que
eu.

— Não é da sua conta, cê tá aqui só pra menina ficar quieta, fica na sua que
é melhor, come aí e fica de boa. — Ele fala e sai do quarto.

Suspiro, Lua se levanta do meu colo e olha ao redor.

— Quer água, princesa? — Ela apenas assente, abro a garrafa e dou um


pouco para ela, que toma, mas logo não quer mais. — Está com fome?

— Não, a Lua qué o papai. — Ela diz, olhando ao redor, ameaçando chorar
de novo.

— Tudo bem, princesa, logo vamos nos encontrar com ele.

Pego ela e tento a acalmar, o tempo passa, não sei exatamente quanto
tempo, só sei que, pra mim, parecia uma eternidade.

Então, ouvi o barulho da porta novamente, e uma discussão acalorada


começa entre eles, a porta do quarto se abre bruscamente.

— Porra, quem é essa, tiu? Era só pra trazer a Maria Lua. — Um cara bem
alto e forte diz. Meu Deus, isso tudo foi planejado, eles sabem o nome da
Lua, fico com um pouco de medo agora, não sei se é dinheiro que querem
ou outra coisa.

— Já falei, a criança tava chorando demais, a mina aí acalmou a menina e


quis vir, pô, nada demais.

— Nada demais o caralho, ela não vai gostar de saber que tem mais gente.

— Ela? — Eu repito em voz alta, sem querer, e o homem gigantesco vem


até mim, me segura pelo braço violentamente.

— Cala a boca, quer morrer? Tá prestando atenção na conversa por quê,


vadia?

— Estão falando "tão baixo" que é difícil não ouvir.

Sou jogada no chão e Lua grita assustada, corre até mim, ela chora muito.

— Fica quieta, menina! — O grandão tenta pegar Lua, não deixo,


empurrando a mão dele, que vem para cima de mim, protejo Lua do homem
furioso.

— Não surta, Colosso, se machucar alguém, não vamos receber o


pagamento, babaca. — O que me trouxe a comida e mais os dois moleques
seguram o homem gigantesco, o tirando do quarto.

— Tá dodói, Carol. — Lua fala, tocando meu rosto, levo a minha mão até a
lateral do meu rosto e vejo um pouco de sangue na minha mão.

— Está tudo bem, Lua, vou ficar bem. — Falo, fazendo carinho nela, e noto
que a porta do quarto ficou entreaberta.

Não tinha mais ninguém ali, dava para ouvir os gritos deles do lado de fora
da casa.

— Fica aqui, princesa. — Sento a Lua na cama e saio do quarto, mas fico
onde ela possa me ver, olho rapidamente pelo local, vejo uma janela, olho e
só vejo paredes, não dá para saber ao certo onde estou.

Quando vou voltar para o quarto, vejo um celular na mesa, vou rapidamente
ver e a discussão ainda estava acalorada, o celular estava ligado em um
jogo, eu vibrei com isso, peguei o celular, pausei o jogo, sai e liguei para
minha mãe, e ainda bem que consegui.

— Quem é? Não vou comprar nada, caramba! Como enchem o saco... —


minha mãe logo diz.

— "Traidor deve ter o pau queimado" — falo, assim que minha mãe
esbraveja, essa era nossa frase de segurança caso uma de nós estivermos em
perigo. — Mãe, sou eu, não liga de volta pra esse número, fui sequestrada,
manda o número para o Ronnie pra polícia rastrear. Te amo, mãe. É sério,
não liga pra esse número. Te amo. — Falo rapidamente e desligo, apago a
ligação e coloco no jogo novamente, deixo o celular exatamente do jeito
que estava e volto para o quarto, sei que minha mãe não vai ligar, nunca fiz
isso, e usei nossa palavra de segurança, então ela sabe que é sério.

ADAM SMITH

Estou a ponto de pegar meu carro e sair por aí à procura das duas. Céus,
meu coração está quase parando pelo desespero! Minha pequena, minha
bebê sequestrada, e ninguém entra em contato, já estava anoitecendo, e o
desespero só aumentava.

Acharam o carro de Eliz abandonado no lado sul da cidade, quase perto da


favela. Os policiais estão fazendo patrulhamento por lá, e eu estou quase
indo junto.

O celular de Ronnie toca, o policial pede para pôr direto no viva-voz.

— Seu rola murcha dos infernos, eu deixo minha filha com você e você a
deixa ser sequestrada?! — A voz de Patrícia ecoa pelo local, fazendo
Ronnie ficar vermelho no mesmo instante.

— Patrícia, eu sinto muito, sinto muito, vou achar nossa filha, eu prometo...
— Estou pegando um voo e indo para o Rio de Janeiro para buscar minha
filha.

— Você está vindo? — Um sorriso brota no rosto de Ronnie.

— Sim, e juro que vou arrancar os cabelos brancos que você deve ter.

— Como sabe que Carol foi sequestrada? — Pergunto rápido.

— Estou no viva-voz? Ronnie você vai se ver comigo.

— Poxa, Patrícia, dá um desconto...

— A única coisa que vou te dar é um soco na sua fuça velha. Te mandei um
número, já acionaram a polícia? Caroline conseguiu me ligar por esse
número, dê para os policiais rastrearem.

— Sério? Porra, eu amo você, Caroline, porra. — Eu comemoro, eufórico.


— Anda, Ronnie, passa para os policiais.

— Até mais, Patrícia.

— Vai à merda. — Patrícia desliga, e Ronnie pega o celular, já vê o número


e dá para os polícias.

— Vou dar um beijo na boca de Caroline por isso, eu vou. — Falo, sem me
conter, não seria apenas um beijo na boca, mas não posso dizer isso em voz
alta.

— Qual foi, Adam? Ficou louco? — Ronnie me olha sério, e percebo o que
eu disse.

— Eu quis dizer bochecha, falei no calor do momento, só isso.

— Entendo, minha filha foi muito esperta. — Ronnie fala com orgulho.
— Foi. — Eu falo com mais orgulho ainda, ela não abandonou a minha
filha, se arriscou para não deixar Lua sozinha. Como não se apaixonar por
alguém assim? Quem é assim nos dias de hoje? Carol terá minha gratidão o
resto da minha vida, sei que ainda tenho que ter as duas aqui em segurança,
mas isso já me deixa mais aliviado.

— Em quanto tempo para rastrear, detetive Gomes? — Pergunto, indo até o


oficial.

— Em alguns minutos, se o número estiver ativo.

Não entendo, se é um sequestro, por que ainda não entraram em contato?


Por que levaram minha filha? Isso estava me deixando muito confuso.

Meu celular vibra, interrompendo meus pensamentos, pego da mesa de


centro da sala, é uma mensagem, não conheço esse número, abro a
mensagem.

" Estou na cidade, cheguei hoje, quero ver a Lua."

"Janete"

Leio a mensagem da mãe de Lua e fico sem reação, o que ela faz aqui?
Quando ela me mandou o e-mail, pensei que ela tinha desistido, não entrou
mais em contato e aparece hoje.

— Contato dos sequestradores, senhor? — O capitão Gomes.

— Não, senhor, é da mãe da Lua. — Coloco o celular na mesa de volta, não


quero responder essa mulher agora.
CAROLINE MATHIAS

Estou sentada com a Lua nos braços, os sequestradores ainda discutiam,


parecia não ter fim, agora eles entram na casa, ainda com a discussão
acalorada.

— Vem, anda. — O gigantesco me puxa com força, Lua grita muito, — Faz
essa menina do caralho calar a boca. Não é pra isso que está aqui?

— Lua, minha princesa, eu estou bem, fica calma.

Demora um pouco até Lua se acalmar, somos levadas para fora, subimos as
escadas e agora, sem o capuz, posso ver o local, era um emaranhado de
pequenas casas.

Fomos levadas para um carro novamente, agora fico desesperada, não sei se
o dono do celular que liguei para minha mãe vai vir junto.

Para o meu alívio, todos entram no carro, e o carro segue em frente,


correndo como se estivesse em um racha, seguro Lua firmemente.

Consigo ver as ruas que seguimos, mas não faço ideia de onde estamos, se
eu sair da casa de Ronnie por poucos quilômetros de distância, não sei se
sei voltar, não me familiarizei com nada ainda.

Após meia hora, reconheço a rua que fui com Eliz ver os vestidos, sabia que
estávamos perto e que eles rodaram tanto com o carro para chegar no
cativeiro para despistar minha percepção.

O carro para em um local nobre, mas deserto, mais arborizado. O gigante


idiota sai do carro.

— Me dá a menina. — Ouço uma voz feminina.

Tento ver algo, mas o cara idiota era tão grande que tampa a visão.

— O dinheiro, filha.
— Lua, me ajuda, faz birra, chora bastante, dizendo que quer fazer xixi. —
Falo bem baixinho no ouvido de Lua, ajeitando ela no colo, pra ninguém
perceber, tem um barranco perto do carro, dava para uma rua, e tem um
carro parado lá, e me parece carro de polícia.

— Sixi, sixi, sixiiii!!! — Lua grita tão alto que até dói meu ouvido, ela
esperneia.

— Qual é, quer fazer xixi agora, menor? — Um deles diz.

Lua continua a gritar, o rapaz abre a porta e vem na parte de trás.

— Vem, menor...

— Não voxé, é menino, nenhum menino pode vê a Lua fazendo sixi! — Ela
grita.

— Vem, moça, acompanha a menor. Aí, garota, cê tá certinha, falo o mesmo


pra minha menor.

O cara me dá passagem, saio com Lua, o cara gigante vem até nós, seguro
Lua indo para trás.

— Volta pro carro! — Ele grita.

— A menor só vai fazer xixi, pô, tem uma árvore ali que dá pra ela fazer,
ela é criança, não sabe segurar.

— Me dá logo a menina, preciso ir. — Eu olho e acho que a fisionomia


lembra a da babá da Lua. Porra, acho que é ela.

A mulher está longe, tentando se esconder perto de uma árvore.

— Só quando o dinheiro cair na conta. — O gigante diz.

— Ela já está fazendo a transferência. — A mulher responde, o rapaz leva


eu e Lua para perto da árvore, eu vou me machucar pra caramba, mas acho
que se segurar Lua na minha frente e pular de costas no barranco não vai a
machucar.

Assim que chego lá, já pego a Lua e pulo, faço de uma vez ao ver o carro
ligar para sair.

Tentei me manter em pé e correr pelo barranco abaixo, mas era impossível,


ralei minhas costas, lateral do quadril e minha bunda para que Lua não se
machucasse.

Ouvi gritos da parte de cima e alguns tiros disparados, o que chamou a


atenção do carro. Enquanto rolo pelo barranco, ouço muito barulho de tiros,
isso me apavorou, abracei mais Lua, e a dor no meu corpo deslizando pela
terra, dando de encontro com algumas pedras e galhos grossos, era
insuportável.

Ao atingir o final do barranco, grito de dor, ainda prendo Lua com força, a
menina ainda gritava assustada com tudo isso.

— Calma... princesa… — Murmuro, sem conseguir abrir os olhos, sinto


alguém me levantar do chão, aperto mãos Lua nos braços, meus olhos ainda
estão turvos pela dor, sou levada até um carro. E meu alívio é enorme ao
notar que era mesmo uma viatura de polícia, ainda conseguia ouvir os tiros.

Em seguida, a viatura arranca, meu corpo dói demais, mal consigo manter
os olhos abertos, porém, me forço a ficar sã, tenho que cuidar de Lua.

— Consegue me dizer seu nome, senhorita? — Ouço a voz firme do


policial.

— Caroline… — Minha voz sai mais fraca do que eu queria realmente,


estava doendo, nem consigo encostar as costas no banco, devem estar bem
feio os ralados.

— Esta é Maria Lua Smith? — Ele pergunta.

— Sim...
Os dois policiais conversam entre si, e ouço falarem no rádio.

— Estão seguras agora, a levaremos para atendimento hospitalar. — Ele


volta a falar.

Com certeza nosso sequestro já havia sido comunicado à polícia, por isso
sabiam o nome da Lua, Adam devia estar muito preocupado, ele é louco por
Lua, não tem como não notar todo o amor que ele sente pela filha. Não sei
se meu pai está tão preocupado, afinal, mal nos conhecemos, não o culpo se
não tiver, não temos laços profundos familiares.

— Carol, tá machucada? Voxê vai fica bem.

Lua me abraça, sinto um alívio enorme, meu coração se acelera demais,


nem acredito no que fiz. Que loucura! Ainda bem que tudo deu certo.
Nunca me imaginei nesse tipo de situação, e a forma que eu agi foi
impulsiva, mas não via outra saída, aquela mulher queria levar a Lua sabe
se lá para onde e por que, não podia deixar, foi loucura, foi arriscado, mas
fico imensamente feliz com o resultado, Lua estava segura, e ninguém vai
machucar ela, foi uma loucura necessária.

Fomos levadas ao hospital, Lua estava bem, eu tive arranhões por toda as
costas, quase deixando em carne viva, fui medicada e passaram pomadas
em mim.

Lua estava comigo no quarto, não desgrudava de mim para nada, estava
sentada com ela no colo, não consigo encostar minhas costas nem na cama,
doem demais.

Estávamos assistindo desenhos, os policiais me informaram que avisaram


aos nossos familiares e que eu seria interrogada quando me sentisse melhor
e que estavam em busca dos sequestradores. Parece que conseguiram
prender dois deles.

Ouvimos passos rápidos se aproximarem da porta, pareciam que corriam


uma maratona. Logo em seguida, entram no quarto, Adam, Ronnie e Eliz,
afoitos.
Adam simplesmente me olha e corre até mim. Me abraçando junto com a
Lua, minhas costas latejam pela dor, mas não quero interromper esse
momento, ele chora com o rosto enterrado nos cabelos de Lua.

Adam levanta o rosto e me olha, seus olhos marejados ficavam num azul
ainda mais intenso e muito lindo.

— Carol...

Ele se aproxima do meu rosto, e sorrio para ele, imagino o quanto ele deve
ter ficado agoniado, ele é um ótimo pai, e seu amor por Lua era visível.

— Pode soltar minha filha, Adam? — Ronnie diz, Adam que está bem
próximo da minha boca, solta um gemido de frustração e volta a me
abraçar, desta vez não aguento a dor e solto um gemido, ele se afasta, me
olhando assustado.

— Carol tá machucada, papai... a Carol salvo a Lua. — A menina diz,


empolgada, Adam olha para ela.

Lua começa a falar o que aconteceu de forma como se tudo fosse uma
grande aventura, alheia ao perigo que passamos, Adam olhava atento para
ela.

— Você foi muito corajosa, minha filha. — Meu pai se aproxima, meio
hesitante, e faz um carinho em meu rosto. — Não sabe o medo que senti, a
partir de agora, só vai sair com seguranças ao seu lado.

Sorrio para ele, meu pai estava realmente sendo sincero, não sei mais o que
pensar sobre ele, talvez eu deva me abrir a ele, deixar que realmente nos
conheçamos, sem eu ter raiva por ele ter traído a minha mãe.

— Onde mais está machucada, Carol? — Adam segura meu rosto, fazendo
um leve carinho com a ponta do dedo, onde aquele homem gigante e
descontrolado me machucou.
— Me ralei inteira ao pular o barranco, minhas costas, a lateral da minha
coxa e minha bunda, que já é pequena, ficou o resto que tinha no barranco.
— Falo, brincando, para diminuir o clima de emoção no local.

— Pequena? — Adam repete, me olhando, Eliz ri, e Ronnie olha para ele.
— Filha, minha pequena, vem com o pai. — Adam pega Lua nos braços e a
abraça. — Nunca mais vai sair de perto de mim.

Fico olhando para Adam, ele é tão perfeito com Lua, acho lindo como ele
cuida dela, isso é muito bacana, eles vão ter um bom relacionamento de pai
e filha para sempre.

— Deixa eu ver suas costas, filha. — Ronnie me faz virar e olha minhas
costas, estou com o avental hospitalar que é aberto nas costas.

— Isso está feio, mas vamos cuidar de você, vou contratar uma enfermeira,
não se preocupe, logo ficará bem.

— Obrigada.

— Vocês duas já estão de alta, conversamos com o médico antes de vir,


podemos ir para casa.

Ronnie estende o braço para mim, com um sorriso no rosto.

— Vamos para casa?

Antes que eu pudesse levar minha mão até o braço de Ronnie, Adam segura
minha mão.

— Você vai pra minha casa, Carol. — Ele diz num tom autoritário, a
expressão de Ronnie muda drasticamente, ele olha para Adam.

— O que disse, Adam?


CAPÍTULO 12

ADAM SMITH
Minha vontade é de agarrar Caroline, levá-la para meu quarto e me enterrar
dentro dela, mas não posso, ela não está em condições, não posso nem a
apertar nos braços, devido aos seus machucados. Seguro seu rosto entre as
mãos e a beijo com vontade.

— Mas que merda é essa, Adam? — Janete me tira do momento delicioso


que estava tendo, até me esqueci dela por um momento.

— Vai embora, Janete. — Falo asperamente.

— Eu avisei que vinha, quero ver a minha filha. — Janete não tira os olhos
de Carol nem por um segundo.

— Filha? Então, é a mãe da Lua. — Carol também encara Janete.

— Sou, e você é quem? A nova puta do Adam? Ele deve estar te pagando
bem, ele é sempre generoso com putas.

— Sim, vejo o quanto ele é generoso, até te deu uma filha, generoso
demais. — Caroline provoca.

— Não sou puta, sou mãe da filha dele...

— Não. — Interrompo ela. — Sei que entrei em contato para que voltasse a
escrever pra Lua, mas agora acho que foi melhor, ela está melhor, não quero
mais você na vida dela.
Janete me olha extremamente surpresa, chega a engolir em seco.

— Mas sou a mãe dela.

Ouvir isso me faz rir. Como pode ser tão cínica?

— Nunca fez questão de ser, desde que soube da gravidez, rejeitou a minha
filha, tive que te pagar para não tirar o bebê, como tive que te pagar para
enviar cartas a ela, a única coisa que te importa é dinheiro, então não me
venha com essa de ser mãe da Lua, não me importo de pagar para te manter
longe, vá embora, diga à minha assistente seu preço e negociamos a sua
distância de Lua.

Entrego o cartão da empresa a ela, que pega, me olhando incrédula.

— Me arrependo do que fiz, ela é minha filha, quero conhecer e ter contato
com ela.

— Sai da minha casa agora. — Minha paciência estava se esgotando, não


quero explodir na frente de Carol.

Janete olha para mim, depois para Carol, guarda o cartão que dei a ela na
bolsa e sai em direção ao caminho que dava ao portão principal.

Respiro fundo, antes de me virar para Carol, ela se mantinha em silêncio e


agradeci por isso. Não quero falar desse assunto agora.

— Vamos entrar? — Estendi o braço para ela, queria carregá-la nos braços,
mas sei que seria doloroso para ela.

Entramos, levo Caroline até o quarto de hóspedes, não que ela vá ficar aqui,
mas enquanto Ronnie estiver aqui, esse seria seu "quarto".

— Vou ao quarto de Lua, daqui a pouco Eliz traz suas coisas e te ajudo com
o banho. — Falo após beijar sua boca, ela assentiu, e vou até o quarto de
Lua, ela ainda dormia, Ronnie estava sentado na poltrona a vigiando, como
se fosse um cão de guarda.
— Ela já foi? — Ronnie se levanta e vem até mim, saímos do quarto de Lua
para não a acordar e seguimos até o meu escritório.

Ronnie sempre esteve ao meu lado. Quando me envolvi com Janete, ela era
minha secretária, acabamos saindo algumas vezes, nada demais, tanto que
quando soube da gravidez eu fiquei sem saber o que fazer, não a amava,
mas estava disposto a casar e construir uma família, já que teríamos um
filho.

Porém, Janete surtou com a gravidez, não queria, disse que nunca iria ser
mãe, foi uma briga para manter a gravidez, Ronnie praticamente era meu
intermediador entre eu e ela.

Quando Lua nasceu, ela nem sequer olhou para a menina, apenas pegou o
dinheiro que combinei de pagar a ela, e quando teve alta do hospital, foi
embora e nunca mais deu notícias.

Não que me importasse, estava ótimo sem ela, até que Lua sentiu falta de
ter uma mãe, principalmente por começar a escola, e cometi a burrada de
colocar um detetive atrás dela e então iniciar essa idiotice de mandar cartas
à Lua.

Devia ter sido mais forte, não devia ter contado ela, doeu ver Lua se sentir
mal com relação a outras crianças, mas eu devia ter sido mais forte.

— Sabe que ela só quer dinheiro. Não é? — Ronnie diz.

— Eu dou, dou a quantia que quiser para manter ela longe.

— Se fizer isso, ela vai sempre te pedir mais e mais.

— Não me importo.

— Você precisa contatar nossos advogados, precisa se certificar dos seus


direitos perante a Lua, sabe que ela é a mãe e perante a justiça ela pode ser
uma pedra no seu sapato, mesmo sem nunca ter nem olhado o rosto de Lua.
Me encosto na minha cadeira, Ronnie tem razão, não sei o que ela quer, mas
preciso estar um passo à frente. Que merda eu fiz ao contatar essa mulher.

— Eu farei isso.

— Pode contar comigo sempre. — Ronnie diz.

— Obrigado.

— Agora, vou ir ver a Carol, manda preparar um belo jantar, estou com
fome e vou embora bem tarde, se caso não resolver dormir aqui.

— Dormir aqui? — Repito, o olhando sério.

— Claro, minha filha está aqui, nada mais justo.

Ronnie sai do escritório, e suspiro, estava esperando dormir com Carol. Ela
não vai conseguir dormir de costas, iria deixar ela deitada de bruços em
meu corpo a noite toda. Que merda.

Me levanto, vou até meu quarto, tomo um banho e vou até o quarto de
Carol, Eliz já estava lá, Lua deitada ao lado de Carol. Céus, perdi minha
filha para Caroline, não desgruda mais. Ronnie sentado na ponta da cama,
eles conversavam animadamente.

— Quando o pai morava com a minha mãe, eles eram o casal mais estranho
do mundo. — Eliz diz, rindo.

— Por quê? — Carol quis saber.

— Eles mal se falavam, e quando falavam, pareciam dois robôs


conversando, sei que minha mãe é difícil, sabem ela é herdeira do império
de hotéis Alcântara, minha mãe é implacável com todos, só que nunca vi ela
e nosso pai como casal, eles pareciam dois estranhos em uma casa.

— Sua mãe é assustadora, Eliz, só não é mais do que a mãe de Carol. Por
Deus, Patrícia é muito mandona, assustadora e muito, muito brava. —
Ronnie diz, rindo.

— Sou tudo isso, e mesmo assim, chorou quando fui embora, não é, rola
murcha? — Patrícia fala, todos viramos para a porta, ela estava com os
braços cruzados, encarando Ronnie.

CAROLINE MATHIAS

— Mãe?!

Fico surpresa e feliz ao ver a minha mãe na porta, me levanto e vou até ela,
sou abraçada e já grito de dor.

— O que foi?

Ela se assusta, se afastando, em segundos, Adam está ao meu lado.

Ele olha para mim e toca na minha camiseta, escolhi uma bem larga para
não ficar pegando muito nas costas, mas com o contato da minha mãe,
colou nas minhas costas e ardeu demais.

— Vou levantar devagar, para não machucar mais. — Ele diz e levanta
lentamente minha camiseta.

— A pomada. — Ronnie pega a pomada e passa nas minhas costas.

— É melhor tirar a camiseta, Carol, fique com apenas um lençol ou uma


toalha tampando a sua frente. — Adam diz.

— Não tire a camiseta dela, Adam. — Ronnie diz sério. — Vá ao banheiro,


querida, Eliz te ajuda.

— Céus!!! — Minha mãe grita ao me virar e ver as minhas costas. — Mas


que merda, Ronnie.

Ela se vira para meu pai, que dá um passo para trás.


— Não tem uma semana que Caroline está aqui e já está machucada.

— Patrícia, eu só... eu não... tem razão. — Ele até gagueja. — Fui


imprudente com nossa filha, me perdoa.

— Não precisa ficar com essa cara de cachorro velho arrependido, só estou
nervosa com o que houve, não foi realmente sua culpa, embora eu te culpe
internamente.

Minha mãe faz um carinho no meu rosto, colocando meus cabelos para trás
da orelha.

— Você é muito importante pra mim, sabe disso, né, maluquinha?

— Eu sei disso, coroa. — Brinco.

— Coroa é a senhora sua mãe, espera, eu sou a sua mãe, embora pareçamos
irmãs, sou sua mãe. — Eu gargalho alto.

— Não parecemos irmãs, não vem com essa. — Minha mãe dá de ombros.

— Não é o que seus amigos da época da escola dizem, alguns até deram em
cima de mim.

Ronnie chega a se engasgar com a saliva, todos o olham e ele fica


vermelho.

— Que nojo, já me fala quem são, que corto o contato. — Falo, fazendo
gesto de vômito com as mãos. Ela ri.

— Não é da sua conta.

— Espera, mãe, não ficou com nenhum dos meus amigos, né? — Minha
mãe dá aquela risada de quem aprontou.

— Acho que essa conversa é pessoal demais, ninguém aqui quer ouvir, se já
namorou rapazes novinhos, Patrícia. — Meu pai fica ainda mais vermelho
— Eu quero saber. Quando eu ficar coroa, quem sabe não pego uns
novinhos. — Eliz brinca.

— Menina, você vai se casar em dois meses e está com esses pensamentos?
— Ronnie diz.

— Só quero garantir, pai, ninguém sabe o dia de amanhã. — Eliz ri.

— Pai?! — Minha mãe repete, e não em um tom de decepção na voz dela.

— Ah, oi, mãe da Carol, sou Eliz, filha do Ronnie, de consideração, ele não
é meu pai biológico, mas é de coração. — Eliz se apresenta, as duas se
cumprimentam.

Vou até o banheiro e minha mãe vem junto, me ajudando a tirar a camiseta.

— Por que está aqui e não na casa do Ronnie? Fui lá e me disseram que
estava aqui.

— Adam se sente grato e quer que eu fique aqui, para cuidar dos
machucados, e ele é um gostoso, quero aproveitar cada segundo antes de ir
embora.

— Nem acredito que está transando com Adam. Sabe que ele tem quase a
minha idade, né?

— Sei, e não me importo, é só sexo.

— Adam nunca foi de relacionamentos longos, espero que continue assim.


— Minha mãe diz. — E você também, nada de se apaixonar, mocinha.

— Para, não vou. — Eu falo com um suspiro, Adam é uma delícia, estar
com ele e Lua é maravilhoso, mas sei que é apenas momento, sei disso... eu
tenho que saber disso.

— E quanto a essa Eliz, por que não me disse que seu pai tinha outra filha?
Aquele pau velho murcho ainda funciona?
— Credo, mãe. Ela é muito legal, não deu tempo de falar, você está sempre
na correria do seu trabalho no hospital, sempre falamos rápido. Por que isso
te incomoda? Ainda é a fim do meu pai? — Pergunto, vendo minha mãe
ficar vermelha pela primeira vez na vida.

— Claro que não, aquele traidor devia ter a rola murcha dele queimada. —
Ela diz.

— Hmm, ele não me parece que esqueceu de você.

— Sério? — Minha mãe diz, com um sorriso, eu olho para ela de


sobrancelha arqueada. — Duvido, aquele traidor nem se lembra de mim.

Minha mãe dá de ombros e olha as minhas costas.

— Me conta, como fez isso? Não tem ideia do desespero que senti com
aquela ligação.

Sorrio para minha mãe, somos só nós duas, uma unida a outra, eu queria
que minha mãe tivesse tido mais filhos ou que tivesse encontrado alguém
para compartilhar a vida, ela é incrível, merece ser feliz, quem sabe ela e
meu pai se acertam, um parece gostar do outro, não sei o que houve entre
eles, mas acho que foi um grande mal-entendido.

Quando contei tudo à minha mãe, saímos do banheiro.

Ainda estava cheio meu quarto, Lua já veio correndo até mim, sorrio em
como ela ficou afeiçoada em mim tão rápido.

— Tá muito dodói, Carol?

— Estou bem, princesa. — Lua estende os braços para mim, quando vou
pegá-la, Adam não deixa.

— Minha princesa, deixa a Carol melhorar, aí pode ficar no colo dela, está
bem? — Ele diz.
— Com cuidado, eu posso pegar ela. — Eu protesto.

Mas Adam não deixa, no final de tudo, foi uma tremenda bagunça, minha
mãe e a Eliz descobriram algo em comum, que era constranger Ronnie com
histórias sobre o passado dele, fiquei até com dó dele. Mamãe e Eliz não
perdoam.

Depois do jantar, todos resolveram dormir aqui, Adam não gostou muito,
mas aceitou.

Já era de madrugada, minhas costas ardiam e não conseguia dormir, minha


mãe dormia ao meu lado, saí do quarto e fui até o de Adam. Quando abro a
porta, o vejo sentado na cama com o notebook apoiado em sua perna.
Olhando concentrado, ele usava óculos, e puta merda, ele ficava ainda mais
lindo de óculos.

— Tentação?! — Ele tira o notebook do seu colo e vem até mim. — Está
tudo bem?

— Estou com dor, posso ficar um pouco com você? — Falo, Adam me
olha, se inclina e me beija.

— Sinto muito, não sabe como queria estar sentindo essa dor, e como queria
te abraçar agora.

— Eu adoraria um abraço, mas, por agora, só sua companhia já me deixa


satisfeita.

Adam segura a minha mão, me leva até a cama, se deita e me faz deitar na
cama de bruços. Começa a assoprar as minhas costas.

ADAM SMITH

Sei que sou extremamente grato a tudo que Carol fez por Lua, ela vai ter
sempre um espaço no meu coração, vou ter sempre um carinho imenso por
ela, mesmo quando ela for embora. Mas por que me dói tanto vê-la assim?
Saber que ela está com dor me dói tanto como saber que Lua está
machucada, é um sentimento estranho, ao mesmo tempo que quero protegê-
la, quero devorá-la na mesma medida, me perder em cada curva do seu
corpo delicioso.

São sentimentos novos e conflitantes. Eu sei que ela vai embora e só voltará
em épocas esporádicas para ver Ronnie, mas isso me incomoda demais, o
fato dela ir. Ela se encaixa tão perfeitamente na minha vida, que já faz falta
antes mesmo de ir.

— Se eu sentar no seu pau, acho que vai melhorar mais ainda. — Caroline
diz, paro de soprar as suas costas, com a interrupção brusca dos meus
devaneios. E agora só consigo pensar nisso: ela sentando no meu pau.

— Minha tentação, você está machucada, pensando nessas coisas… —


Falo, tirando alguns fios de cabelo das suas costas, para não doer, prendo os
cabelos dela num coque. Não sou especialista, mas aprendi coisas básicas
para fazer no cabelo de Lua.

— Minha boceta está ótima, e louca por seu pau, a culpa é sua se viciou ela.
— Acabo rindo de Carol, gosto do jeito dessa maluquinha.

— Se está viciada, então quer dizer que não pretende ir embora? — Falo,
deitando ao seu lado e cheirando seu pescoço.

— Vou embora, mas quero aproveitar cada momento com você e seus
piercings deliciosos.

Essa resposta me decepcionou pra caralho, só não sei por que.

— Vou adorar cada momento em que estivermos juntos, porém, só quando


se recuperar.

Dou um beijo no seu pescoço e volto a soprar suas costas, na intenção de


aliviar a ardência que ela deve estar sentindo.
Assim que ela dorme, coloco o lençol até a altura da sua cintura, aumento
um pouco a temperatura do quarto, para ela não sentir frio e precisar se
cobrir durante a noite, deito ao lado dela e fico com o rosto de frente para o
dela, com a ponta dos nossos narizes se tocando.

Fico perdido no seu rosto lindo, tão sereno ao dormir, nem parece a tentação
irresistível que é na minha vida, uma tentação que está bagunçando tudo,
tudo que construí internamente, todas as barreiras que impus para mim com
relação às mulheres na minha vida, e o pior de tudo é que estou realmente
adorando cada bagunça que ela está fazendo.

No outro dia, ao acordar, não vejo Caroline na cama, e não gosto dessa
sensação de não a ver aqui. Me espreguiço, saio da cama, caminho até o
banheiro, tomo um rápido banho, coloco uma calça de moletom e uma
regata branca, não vou à empresa hoje, já fiquei até tarde resolvendo uns
assuntos urgentes para poder ficar em casa com Lua e Carol, vou cuidar das
minhas meninas.

Quando desço, todos estavam na varanda na parte de trás da casa perto da


piscina, estavam tomando café. Meu coração dispara com o sorriso que
Carol lança pra mim. Me sinto um adolescente bobo com as reações do meu
corpo a ela.

— Bom dia, agregados. — Falo ao pegar uma cadeira na cozinha, trazer


para fora e me sentar perto deles.

— Agregados… somos mais sua família que sua própria família. — Ronnie
diz.

Não nego isso, apesar de minha família biológica morar perto, mal os vejo,
fico mais com Ronnie e Eliz do que com eles.

— Como está, Carol? — Olho para Carol.

— Estou bem, tio.


Olho sério para Caroline, se ela soubesse como odeio que ela me chame
assim... o pior é que ela sabe, por isso faz. Essa tentação adora me provocar.

— Por que está vestido assim? Não vai ao escritório hoje? — Ronnie
pergunta.

— Claro que não, depois de tudo que aconteceu, vou ficar com minhas
meninas. — Falo, sorrindo para Lua, que óbvio, estava no colo de Carol,
perdi mesmo.

— Adam, isso soa muito estranho, não fala essas coisas, “minhas meninas”,
sei que agora considera Carol uma filha também, mas não deixa de soar
estranho.

Levanto meu olhar para Ronnie, se ele soubesse como realmente considero
Carol, ele surtaria, tenho certeza.

— Além de velho na idade, está velho de espírito também, Ronnie. —


Patrícia diz.

— Como assim?

— Adam não é pai de Carol, esse pensamento das cavernas de que homens
mais velhos ou mulheres não podem se envolver com pessoas mais novas é
muito antiquado. — Patrícia diz.

— Isso soa ainda mais estranho, Patrícia, Adam é como se fosse meu irmão,
portanto é tio de Carol. — Ronnie toma um gole de café. — Pelo visto,
andou namorando muitos novinhos nesses anos todos que fugiu de mim. —
Ronnie fala sem nem conseguir disfarçar seu desagrado.

— Com licença, criança. — Patrícia coloca as mãos nos ouvidos de Lua. —


Se essa coisa velha que tem aí não foi usada todo esse tempo, não é
problema meu. Eu me diverti bastante durante todos esses anos, rola
murcha. — Ela diz e logo solta as mãos de Lua.
— Espero que tenha se divertido mesmo, pois se não está com ninguém, é
porque não esqueceu o velho aqui.

Patrícia ri alto, Ronnie bufa, ela ajeita seus cabelos.

— Uma piadinha logo cedo é muito boa. Carol, eu vou levar minhas coisas
até o hotel, mais tarde eu volto para cuidar de você.

— Que hotel merda nenhuma, você vai ficar em casa. — O silêncio na


mesa é total, até eu me surpreendi com a autoridade e rispidez de Ronnie,
ele é sempre tão calmo.

— Vamos até o jardim regar as flores, Lua?

Carol se levanta rápido, Eliz se despede, dizendo que vai para casa tomar
banho e ir para empresa.

— Vou ajudar vocês.

Praticamente corro até Carol, pelo que conheço, Patrícia ela iria matar
Ronnie agora mesmo, por ter elevado a voz com ela.

Pego Lua, a colocando em meus ombros, ela se agarra no meu rosto, seguro
a mão de Carol.

— O que querem fazer hoje? — Pergunto a elas.

— Eu queria dar. — Carol diz, me fazendo rir. — Dar um mergulho. — Ela


fala rápido, olhando pra Lua.

— Oh, tentação... — solto um gemido, olhando para ela.

— A Lua quer nada na pixina também.

— A Carol não pode, princesa...


— Não, não, nem pense em me tirar a visão de você de sunga, posso não
entrar, mas vou adorar ver.
CAPÍTULO 13
CAROLINE MATHIAS

Realmente a visão de Adam de calção de banho é a melhor, pena que ele


não quis usar a sunga, já que minha mãe e Ronnie ainda estão aqui, agora
ao invés de um carrapato que eu tenho, que é minha mãe, ganhei outro, que
é meu pai.

Lua brincava na água, sempre chamando a minha atenção, tinha uma


piscina só para ela, era menor, tinha formato de uma flor e era de toda rosa,
Adam era mesmo um pai babão, mas com todo dinheiro que ele tem não
esperaria menos.

Ele brincava com ela na piscina, o que era engraçado, a piscina não era
grande, ele se destacava nela, ainda mais por ser tão gostoso, ficar babando
nele era bom, mas queria era mesmo sentir seu pau dentro de mim, o fogo
entre minhas pernas era quase incontrolável.

— Quer um babador? — Minha mãe fala ao se sentar na cadeira perto de


mim, me estende um copo com suco.

— Não preciso, um absorvente para minha intimidade seria mais útil. —


Minha mãe ri.

— Carol, sua maluca. Para de babar no homem, seu pai já me perguntou se


eu acho que você poderia se apaixonar por Adam.
— E por que ele acha que eu me apaixonaria por ele, e não ele por mim?

— Ele acha que Adam nunca olharia para você dessa forma, está com medo
de você se apaixonar e sair magoada depois. — Nós duas nos olhamos e
caímos na risada.

— Sinto pena dele, acha que o Adam nunca me olharia, bom ele até tentou
não se envolver comigo, em respeito ao Ronnie, só que sei ser convincente
quando eu quero.

— Ah, disso estou cansada de saber. — Minha mãe ri, se encosta na cadeira
e olha meu pai e Adam brincando com Lua, estavam com arminhas de atirar
água, na verdade estavam em uma competição entre eles. Mas Lua estava
adorando estar no meio da bagunça. — Veja o rola murcha do seu pai, não
tem nenhuma barriga flácida, nem a bunda caída, não posso nem dizer que
o tempo acabou com ele. Que porcaria. Espero mesmo que o pau dele não
funcione mais pelo menos.

— Que horror, por que isso te importa?

— Porque ele me traiu, tínhamos nos casado há pouco tempo, nós


namoramos com treze anos, éramos namoradinhos, coisa boba. Na época,
andávamos de mãos dadas, ele me dava flores e presentes bobos. Com
dezesseis, tivemos nossa primeira noite, depois daí não paramos,
parecíamos estar sempre no cio. — Minha mãe ri.

— Me poupe dos detalhes. — Revirou meus olhos

— Com dezessete, nos casamos, foi uma loucura, nenhuma de nossas


famílias queria, mas apenas fugimos e casamos. Estávamos bem, íamos pra
mesma faculdade, já tínhamos nosso apartamento. Até que esse idiota, rola
murcha, me traiu, e com uma grande amiga minha na época, então quando
ele foi para a aula, eu juntei as minhas coisas e fui embora.

— Como sabe que ele te traiu? — Pergunto curiosa, era a primeira vez que
ela falava abertamente sobre o assunto.
— Recebi fotos, mensagens trocadas entre eles, fiquei muito puta, me
arrependo de não ter queimado o apartamento com ele dentro.

— Fotos do quê? Tipo, acho que, mesmo na sua época, há mil anos atrás,
dava pra fazer montagens e mensagens? Não quer dizer nada, qualquer um
faz um fake.

— Não acredito, era ele e por isso é um traidor de merda. Um velho


gostoso, mas traidor.

— Mãe vocês têm a mesma idade e está se chamando de velha? — Dou


risada.

— Eu não, sou mais inteira que ele. — Ela fala, balançando os cabelos e
fazendo pose, como se fosse a mais sexy do mundo.

— Pra mim, os dois são velhos e acabados. — Provoco.

— Só não vou te jogar e te afogar na piscina porque está machucada.

— Senhorita Caroline, o senhor Smith me pediu para te perguntar o que


quer que eu prepare no menu do almoço.

Uma das funcionárias da casa se aproxima de mim, não sei o que responder,
a única comida que sei é arroz, feijão, carne e salada, entre coisas mais
simples, não sei nenhum prato chique.

— Eu não sei escolher, moça, faz o que está acostumada a fazer para eles.

— As ordens são para fazer o que a senhorita quiser.

— Eu sei lá. Mãe, alguma sugestão?

Me viro para minha mãe, que ri e fala uma lista de pratos para a mulher
fazer.

— Eu, hein, só sei comer os nomes dos pratos, não faço ideia. — Falo.
— É, Caroline, você presta atenção onde está o nível dessa relação com
Adam, para não dar merda depois.

— Está no nível mais alto de tesão e vai permanecer assim, ele só está grato
por causa do acontecido com a Lua.

— Espero que sim.

— Por que não vai lá exibir essa bunda gigante pro meu pai e me deixa? —
Minha mãe ri alto.

— Cala a boca.

Conversamos mais até que entramos para tomar banho e almoçar. Assim
que todos estão ocupados, eu entro no quarto de Adam, ouço o barulho do
chuveiro, entro no espaçoso banheiro e vou direto ao box. Ele se assusta
quando entro.

— Vai me matar de susto ainda. — Ele diz.

— Preciso de duas coisas. — Falo, sorrindo.

— Tudo que quiser.

— Preciso de ajuda com o banho.

— Isso nem precisa pedir, e a segunda?

— Quero seu pau na minha boceta agora mesmo. — Mal termino de falar e
o pau de Adam fica duríssimo, exibindo seu belo piercing, brilhando em sua
glande inchada e convidativa.

— Ah, minha tentação... eu quero muito. Quero demais te foder, mas você
está sem condições no momento.

Desligo o chuveiro para a água não cair direto nos meus ralados, me
aproximo dele, me coloco nas pontas dos pés e faço ele se abaixar até mim,
o beijando com toda a vontade que sinto.

Desço meus beijos por seu pescoço, peitoral, passando a língua em seus
mamilos, Adam gemia alto, sigo o caminho de sua barriga definida, me
ajoelho no chão e tomo seu pau na minha boca.

— Ahhh, caralho... gostosa...

Ele geme, já segurando meus cabelos em sua mão, tomando conta dos
movimentos da minha cabeça na direção do seu pau.

— Você me deixa louco, tentação... em todos os sentidos...

ADAM SMITH

Como pode essa garota me fazer perder todo meu juízo, caralho?!

Preciso parar, tenho que afastar ela, não está em condições de transar, mas
como resistir a esse rosto lindo e tão sexy com meu pau enterrado em sua
boca? Como afastar essa língua deliciosa passando ao redor da cabeça do
meu pau, brincando com meu piercing como se fosse seu brinquedinho
favorito?

— Carol... ahhh, porra... pare...

Ela apenas engolia mais e mais meu pau, me olhando com seus enormes
olhos cor de jabuticaba, transmitindo todo seu prazer em me ver, incapaz de
detê-la.

— Não quero te machucar... que delícia...

Gemo alucinadamente quando ela prende a ponta do meu piercing entre os


dentes puxando um pouco, isso doía, mas era bom pra caralho, ela sorri ao
passar a ponta da língua na cabeça do meu pau.

— Tentação...
Carol se levanta, colando seu corpo no meu. Como é gostosa!

— Não vou fazer nada até que esteja recuperada, Caroline. — Tento parecer
firme, embora tenha uma explosão de desejo dentro de mim.

— Me faça gozar, Adam. — Ela pede mais como uma ordem.

— Caralho...

— Agora.

— Não... — ela segura meu pau e me masturba deliciosamente. — Ahhh...


delícia...

— Se não me fizer gozar, vou fazer isso sozinha, depois procurar outro que
o faça... talvez Samuel esteja disponível. — Essa atentada fala, me virando
as costas, ia sair do box, enrolo rapidamente minha mão por seus cabelos, a
fazendo se virar para mim com brusquidão.

— Nunca mais fale o nome de outro homem enquanto eu estiver de pau


duro, louco por essa boceta gostosa. — Falo com meu tom de raiva bem
mais feroz do que eu queria expor, ela sorri desafiadoramente para mim.

— Então, nunca mais se recuse a me dar esse pau gostoso quando eu pedir.

— Você quer meu pau, minha putinha gostosa? — Pergunto, ainda raivoso.

— Alguma dúvida disso, quase quarentão? A idade já está fazendo seus


ouvidos falharem?

“Que demônia gostosa do caralho”, penso, antes de virar ela de costas, fazê-
la apoiar as mãos no box e meter meu pau de uma vez na sua boceta, ela
grita alto de dor e prazer. Sem soltar seus cabelos da minha mão, encosto o
rosto dela de lado no box, com a outra mão, seguro a sua cintura, mesmo
quase sem raciocínio, tomo cuidado para não encostar em suas costas e em
seus outros ralados.
— Então, toma pica nessa boceta gostosa. — Falo, estocando nessa delícia
sem nenhum cuidado, dando para ela o que ela deseja. Se é pau que quer, é
pau que vai ter.

Levanto ela, encaixando bem sua bunda no meu quadril, fazendo com que
meu pau entre todo, só as bolas para fora, chego a tirar seus pés do chão,
Caroline se inclina, gemendo e pedindo por mais. Que tentação gostosa do
caralho!

— É assim que queria, tentação, meu pau fodendo essa buceta apertada?

— Sim, ohhh... sim, continua...

— Não vou parar até encher sua boceta de porra...

— Exatamente do jeito que gosto...

— Gostosa!!!

Puxo sua cabeça do box, me inclino e dou um beijo em sua boca, Carol
geme com o contato em suas costas, me afasto rapidamente, mas a
mantenho encaixada no meu pau.

— Porra, coroa, seu pau é uma delícia...

— Coroa? Menina atentada dos infernos, é o pau desse coroa que está
pedindo, não é?

Meto cada vez mais forte nela, Caroline geme, quase gritando, sinto as
paredes de sua carne apertarem meu pau deliciosamente, enquanto seu gozo
lubrifica ainda mais, me fazendo deslizar nela alucinadamente.

— Sim, coroa, é seu pau que eu quero. — Ela diz, rebolando a cintura no
meu quadril. Logo em seguida, encho sua delícia com minha porra.

Meu corpo treme de total prazer, sou categórico ao admitir para mim
mesmo, que nunca na minha vida transei tão alucinadamente com alguém,
com tanto tesão. Porra, nem sabia que isso era possível, para mim tesão é
tesão, não importa com quem, são apenas vontades do corpo.

Não é assim com Caroline, é intenso, é único, é inexplicável, é


absolutamente diferente, não sei identificar como, mas é diferente com ela.

— Porra, Caroline?! — Falo, a ajudando a se virar. — Não era para


estarmos fazendo isso.

— Relaxa, quase quarentão, estou bem. — Ela diz, me puxando para um


beijo. — Quem manda ser tão gostoso? Eu quero você toda hora.

— Menina, você vai me levar à loucura mesmo.

— Agora me ajude no banho, antes que Ronnie comece a me procurar, pedi


para minha mãe entretê-lo, mas não sei quanto tempo vai durar. — Ela fala,
e eu rio.

— Se depender de Ronnie, vai ser pro resto da vida.

— O que quer dizer com isso?

— Que ele é louco por sua mãe, sempre foi, ainda não sei o que fez ela ir
embora, mas perdeu tudo que ele podia dar a vocês, e não estou falando de
bens materiais, e sim de todo amor que ele daria às duas.

— Isso é muito estranho, minha mãe e ele, sabe, ela nunca me falava dele, e
agora estamos nós aqui, todos reunidos.

Conversamos enquanto a ajudava no banho, ela reclamou muito de dor, mas


tinha que lavar, tentei ser o mais carinhoso possível, de certa forma, isso era
minha culpa, já devia ter deixado Lua mais protegida.

Beijo a cabeça de Caroline, saímos e a ajudo a se trocar.

— Vou descer, não demora. — Ela diz, me inclino e beijo a ponta do seu
nariz.
— Não quer ficar sozinha com eles, né? — Falo, rindo, e ela ri também.

— É claro, já conheço a peça que minha mãe é, e ela tendo um alvo para
extravasar, só por Deus, ninguém aguenta, coitado do Ronnie.

— Ele gosta, sempre gostou. — Nós rimos, faço um carinho em seu rosto e
dou um beijo em sua boca. — Tão linda e tão minha...

— Que convencido, não sou sua. — Ela diz, e eu a beijo com paixão.

— É, sim, é toda minha.

— Oras, como as coisas mudam, uns dias atrás estava me chamando de


sobrinha, dizendo que jamais ficaria comigo, e agora está me reivindicando
como sua, sr. Smith. — Ela diz com seu deboche natural

— É exatamente isso, Caroline Mathias, agora você pertence a Adam


Smith.

ADAM SMITH

Chego em casa, procuro aquelas que sempre me recebem com um caloroso


abraço, sinto falta disso no mesmo instante.

Faz quase dez dias que Caroline está em casa, não sei explicar a sensação
que é ter ela aqui, só sei que é perfeito, e que daqui ela não sai mais. Estou
até planejando como contar a Ronnie que estou com ela. Não sei mais
fingir, ela me domina de um jeito que quero sempre estar perto dela, sinto
um ciúme absurdo quando Ronnie tenta jogar ela para Samuel, e a minha
tentação atentada faz questão de me provocar, aceitando as investidas de
Samuel, apenas para me ver louco de ciúmes.

Ela já está totalmente recuperada, mas não vai embora, não vou deixar.

Ouço a risadinha de Lua, olho e vejo os pezinhos das duas aparecendo atrás
das cortinas enormes da sala, apenas os pés apareciam.
— Hmm, cadê as minhas meninas? — Falo, andando pela sala à procura
delas, Lua mal contém o riso, finjo estar procurando elas. — Elas me
abandonaram, acho que vou fazer do quarto da Lua meu outro escritório. —
Falo alto, Lua ri, mas não sai. — E esse monte de brinquedos acho que vou
dar para o Keke, aquele demoninho, vai adorar devorar todos, e ainda vou
levar esse cachorrinho do capiroto para ser moído e virar salsicha.

— Não, papaiii...

— Não encosta no Keke, quase quarentão.

Lua e Caroline saem correndo detrás das cortinas, pulando em mim, me


fazendo cair no chão com elas em cima de mim.

— Não mexi nos binquedos da Lua. — Ela diz.

— E não ouse encostar no Keke.

Dou risada, as puxando para um abraço, adoro ter as duas nos meus braços,
é perfeito.

— Ahh, que pena, vocês estão aqui, já estava tão feliz com meus planos.

Elas pegam almofadas e jogam em mim, pego uma e revido, claro que com
quase nenhuma força, jamais vou machucar as duas.

— Você me fez trazer esse mini projeto de cachorro do diabo para nossa
casa, e não confio naquele demoninho. — Falo, rindo, enquanto as duas me
atiram almofadas sem parar.

— Ele é meu cachorro, tem que ficar onde estou. — Ela diz, ainda me
batendo com a almofada, a seguro, prendendo seus braços e colando seu
corpo meu.

— É o cachorro da Eliz, ela ganhou do noivo e nunca cuidou dele.


— Agora é meu, ela me deu, e onde eu estiver ele vai estar comigo. — Ela
diz, me encarando, dou um beijo em sua boca.

— Claro né, o que não faço por você? Até por em risco a vida de todos com
aquele pedaço de raiva aqui.

— Vocês são todos uns covardes, ele é minúsculo.

— Não temos medo dele, temos medo de machucar ele, se reagimos até por
instinto, matamos ele numa pisada, por isso corremos dele, pra não matá-lo.
Mas a mordida dele dói, mesmo sendo um mini cachorro do diabo.

Caroline ri alto, Lua volta a jogar almofadas em mim, solto Carol.

— A Lua te salvo, corre, Carol! — Ela grita, e as duas correm, rio e vou
atrás delas, cada uma corre para detrás de um sofá.

— Vou pegar vocês. — Falo, fazendo voz mais grossa e pulando por cima
do sofá, pegando Lua, que grita, rindo alto, a coloco no meu ombro, corro
atrás de Caroline, que ri, correndo de mim, a cerco, a levantando do chão
com meu braço livre, e saio carregando as duas.

— Estão presas.

Me jogo no sofá com elas presas nos meus braços.

— Vocês me cansam, não tenho mais pique para acompanhar vocês. —


Falo, arfando em busca de ar.

— Ihhh, coroa, já está sentindo o peso da idade. — Carol me provoca.

— O único peso que sinto e adoro é o seu por cima de mim. — Retruco,
Carol ri.

— Eu também adoro. — Essa tentação sabe mexer comigo.


— Preparada para ir dormir na vovó hoje, princesa? — Falo, levantando a
Lua e a colocando no chão, ela faz bico.

— Não quero, papai, a Lua que ir junto com voxês.

— É um jantar de negócios, você é muito nova para ir.

— Então, dexa a Carol com a Lua, não quero fica com a vovó.

— Ela vai com o papai, para o papai não ficar sozinho com aquele monte de
pessoas feias e desconhecidas. — Lua ri. — Ela é brava, vai defender o
papai se aquelas pessoas feiosas quiserem me devorar.

— Não vou, não. — Carol diz.

— Vai, sim, ajuda o papai, Carol.

— Só porque está me pedindo. — Carol diz.

— Me sinto tão amado por você. — Brinco, e Carol ri.

— Gosto de você um pouquinho só.

Seguro seu rosto entre as mãos e a beijo por todo o rosto.

— Não vive mais sem mim, assim como eu sem você. — Falo, Carol me
olha.

— Exagerado. — Ela se levanta. — Vamos arrumar essa bagunça, princesa


bagunceira?

Lua suspira, se jogando no sofá dramaticamente, ela coloca a mão na testa

— A Lua num tá bem, não consegue arruma nadinha. — Ela diz, e nós dois
rimos.
— A Lua consegue e vai, sua preguiçosinha. — Caroline faz cócegas nela,
que se levanta, e as duas juntam os brinquedos espalhados, as ajudo
também, a nova babá leva Lua para tomar banho.

Esta era uma senhora já de meia idade, e foi Caroline quem a entrevistou,
dentre outras, algumas até a chamaram de louca, pois ela sempre as
ameaçava dizendo que se Lua aparecesse com um fio de cabelo a menos,
ela as mataria, e a senhora Oliveira foi a que sobreviveu aos interrogatórios
de Carol, que gostou muito da senhora, mas estava sempre de olho.

Gosto muito do cuidado que ela tem com Lua e comigo, em dez dias ela se
tornou a base da minha família, como se sempre estivesse aqui, cuidando de
tudo. Como vou deixar ela ir se ela já faz parte da nossa família?
Assim que nos arrumamos, olho para ela do espelho do closet, ela está
deslumbrante, com um vestido preto, longo colado no seu lindo corpo, de
uma alça só, com o decote valorizando seus seios lindos.

— Exuberante, minha acompanhante. — Falo, segurando sua cintura e a


puxando para mim.

— Não vou ficar com você lá, sabe que Ronnie vai ficar me mostrando para
todos.

— Sei, mas não me tire a ideia de que será minha acompanhante.

— Claro, senhor.

Saímos, pego Lua nos braços, a deixaria na casa dos meus pais, que é perto
daqui, e seguiríamos para o jantar.

Assim que abro a porta principal, meu sangue ferve ao ver Janete
caminhando até nós.

— Oi, filha. — Ela diz para a Lua, que a olha.

— Voxê é a minha mamãe? A Lua viu voxê na foto.


— Sim, amorzinho, sou eu a sua mãe.
CAPÍTULO 14

ADAM SMITH
— Quem te deixou entrar, Janete? — Minha voz sai cheia de raiva.
— Sou a mãe da Lua, não preciso de permissão para vê-la. — Ela diz.

Engulo a vontade de gritar umas verdades para essa desgraçada, que nunca
se importou com Lua. Me contenho, pois Lua está presente.

— Sai da minha casa.

— Voxê veio vê a Lua?

Minha filha sorri, empolgada, olhando com alegria para a mulher. Merda!
Por que fui atrás dessa vadia. Por que fiz ela parecer uma santa perante à
Lua. Por que fiz essa merda?

— Sim, lindinha, eu parei de escrever porque queria te ver pessoalmente. —


Janete fala, com um sorriso nos lábios, mas não me convence, não me
parece sincero, ela estende os braços para Lua. — Deixa eu te dar um
abraço, lindinha?

Lua se encolhe nos meus braços, se recusando, ainda parecia confusa.

— Abraça a mamãe, Lua. — Ela tenta, mas Lua esconde o rosto no meu
peito e logo pula para os braços de Carol. — Sou eu, Lua, sua mamãe, não
precisa ter medo.

— Vai embora, Janete. — Falo.


— Não, eu quero ver ela. — Janete puxa o ombro de Lua para ela se virar, e
um chute de Carol a faz ir para trás.

— Não toca nela, se ela não quer. — Carol diz.

— Quem é você? Muito abusada para ser a babá. — Janete mede Carol de
cima a baixo.

— Ela é minha mulher. — Falo, passando a mão pela cintura de Carol, que
vira seu rosto para mim, me olhando boquiaberta.

Não menti, ela era minha, minha mulher, Carol não vai mais sair da minha
vida, e Janete não vai entrar atrapalhando tudo que construí com Lua.

— Não me importo com quem fode, Adam, só quero saber da Lua. — Ela
diz com desdém.

— Ei, olha como fala na presença da minha menina, senhora. — Carol diz
séria.

— Senhora?! Tenho a idade do Adam. — Janete quase grita.

— Qual a diferença? Ele é um senhor e você é uma senhora, sou educada...


às vezes. — Carol encara Janete.

— Que petulância! O assunto aqui não é com você, é um assunto de


família, não se intrometa, e não chame minha filha de sua menina, ela é
minha! — Janete grita, assustando Lua. Vejo Caroline ranger os dentes de
raiva.

— Vou esperar no carro, Adam. — Carol diz, dou um leve beijo em sua
boca.

— Ok, tentação. — Falo, e Caroline com Lua com o rosto escondido no seu
ombro, mostra o dedo do meio pra Janete, me fazendo rir, adoro quanto ela
é esquentadinha, mas sempre respeitando quando Lua está por perto.
— Não, preciso ver Lua! — Janete reclama alto, Carol segue com Lua até o
meu carro, a coloca na cadeirinha no banco de trás, fecha porta e entra na
parte da frente, antes de fechar a porta novamente mostra o dedo pra Janete,
me fazendo rir. — Infantil sua foda, né?

— Minha mulher é, sim, às vezes é, e isso que a torna única e adorável. —


Falo, ainda rindo.

— Nunca imaginei você agindo como um velho babão, pegando meninas


novinhas, por se recusar a ficar velho, mas você é rico, né? Novinha pra
foder não falta.

— Minha vida não lhe diz respeito, a minha vida sexual muito menos. —
Falo, sem querer discutir. — Vai embora.

— Quero ter contato com a Lua, você foi atrás de mim, me fez se aproximar
dela, agora quero mais.

— Foi um erro que cometi. Mas nunca foi próxima, até mesmo por carta era
fria com minha filha, e agora vem com essa de querer proximidade, faça um
favor a si mesma. Não me disse várias vezes que nunca serviu pra ser mãe,
que era um fardo que nunca iria querer? Então continue com esse
pensamento, bem longe de nós.

— Vou entrar na justiça, vou pedir a guarda da Lua.

Uma explosão de raiva invade meu peito, seguro ela pelo braço e arrasto ela
até o portão principal.

— Estão vendo essa mulher? — Falo aos seguranças. — Se deixarem ela


entrar na minha casa de novo, vão todos ser demitidos! — Quase grito,
mando abrir os portões e jogo ela para fora da minha propriedade. — Não
venha mais aqui.

— Vou ter minha filha de volta, você vai ver, Adam!!! — Ela grita, mando
fechar os portões e subo em direção ao meu carro, fico um tempo parado do
lado de fora para acalmar minha raiva. Carol sai do carro e vem até mim,
parando à minha frente.

— Você é um excelente pai, nenhum juiz vai tirar Lua de você. — Carol
fala, coloco minhas mãos nas laterais de sua cintura, puxo ela para mim,
colocando seu corpo ao meu.

Me inclino e dou um beijo nela, que fica fazendo carinho no meu rosto,
sinto minha respiração se suavizar, minhas mãos, que estavam um pouco
trêmulas, voltam ao normal, essa calma que Caroline era capaz de me dar
sem nem perceber, era delicioso.

— Lua ouviu tudo?

— Não, coloquei desenho pra ela assistir e nem prestou mais atenção em
vocês.

— Obrigado. — Falo, beijando ela.

— Vamos, senão minha mãe e Ronnie vão nos buscar.

— Não tenho dúvidas disto.

Entramos no carro, Lua ainda estava entretida com o desenho, cantando


aquelas músicas que viram um chiclete na cabeça, me fazendo cantarolar
isso o dia todo.

O carro dos seguranças, que agora sempre fazem nossa escolta, vai na
frente, meu carro no meio e outro carro atrás, não vou deixar mais ninguém
chegar perto de Lua.

— Sabe, agora vendo essa mulher com mais calma, ela se parece com a ex-
babá da Lua. — Carol fala, ela disse aos policiais que achava que viu a babá
de Lua no dia do sequestro, agora ela estava sendo investigada, mas estava
sumida, o rapaz que foi preso não conhecia ela, diz que só foi contratado
para pegar Lua e levar à uma mulher, que eles não sabem quem é.
— Pensando bem, se parecem um pouco. — Falo, mas meus pensamentos
estão no fato de Janete fazer isso mesmo, entrar na justiça para e tomar Lua.

Não iria aguentar ficar sem minha filha, ela é minha vida, tudo que fiz e
faço é por ela, e essa mulher surgir e ameaçar tirar ela de mim mexe comigo
de uma forma que quase me faz surtar.

CAROLINE MATHIAS

Assim que deixamos Lua na casa dos pais de Adam, seguimos até o local
onde seria o evento.

Mas a fisionomia da mãe da Lua não me sai da cabeça, lembrava mesmo a


tal babá, não quero criar teorias malucas na minha mente, mas era
impossível.

Olho para Adam e consigo mudar meus pensamentos instantaneamente, ele


estava tão lindo com o terno de veludo preto, parecia ter sido desenhado em
seu corpo, marcando levemente os músculos de seus braços esticados,
segurando o volante, seu rosto bonito concentrado no caminho, ele é tão
sexy, que só de olhar, já sinto o calor subir por entre as minhas pernas.

— Um beijo pelos seus pensamentos. — Adam fala, retirando uma das suas
mãos do volante, leva até a lateral do meu rosto e faz um carinho com as
costas dos dedos, deslizando suavemente.

— Eu conheço essa com dinheiro e não beijo. — Brinco, e ele ri.

— Posso te dar dinheiro também, o que quiser, tentação.

— Prefiro beijo, ou... — Seguro a mão dele e levo até minha intimidade,
levantando o vestido. — Que me faça gozar antes de chegarmos.

Adam aperta a minha boceta e deixa o carro dar uns trancos.

— Ahhh, porra... quer me fazer bater, sua gostosa? — Ele diz em um


gemido, com sua mão já acariciando meu clitóris por cima da calcinha.
— Se for bater, que seja uma siriri...

— Caralho. — Adam geme, afastando a lateral da minha calcinha, me


dedilhando com empenho. — Já está assim tão molhadinha, minha gostosa?

— Sempre estou quando fico perto de você, sr. Smith. — Falo gemendo,
abrindo minhas pernas o máximo que o local permite.

— Como você é gostosa, Carol... tão gostosa.

Adam leva seus dedos até sua boca, molhando com sua saliva, e volta a
mão entre minhas pernas, introduzindo seus dedos em mim, gemo alto e
manhosa, pedindo por mais.

— Tudo o que minha gostosa quiser.

Adam penetra seus dedos em mim, inclino meu quadril para entrar o
máximo que der, Adam me deixa sempre muito excitada, só de estar perto
dele, já sinto o calor entre minhas pernas aumentar.

Subo meu vestido até próximo do meu pescoço, expondo meus seios, toco-
os com as pontas dos meus dedos, Adam geme alto.

— Nós vamos bater o carro, Caroline, porra...

Ele olha para mim, sem parar suas estocadas com seus dedos.

— Mais rápido. — Ordeno, rebolando meu quadril. Adam aumenta o ritmo


dos seus dedos, fazendo um barulho alto.

— Assim, minha putinha gostosa?

— Simmm... continue… — Falo, me contorcendo de prazer, mordo meu


lábio para conter os gritos que tenho vontade de soltar, não demoro muito
para gozar nos dedos de Adam, meu corpo treme e encosto no banco,
inclinando meu corpo, enquanto meu gozo escorre de mim.
— Que delícia.

Adam leva seus dedos até sua boca, lambendo, depois coloca novamente
em mim, logo em seguida levando na boca.

— Eu amo seu sabor. — Ele lambe seus dedos como se fosse algo
extremamente saboroso.

— Adoro o seu também. — Falo arrumando meu vestido, me inclino até o


banco dele, me aproximando do seu pau duro, preso dentro da calça.

— Não, Carol. — Ele segura minhas mãos quando tento abrir seu zíper. —
Vou te sujar toda.

— Não se preocupe, não vou deixar cair nada para fora da minha boca...
nenhuma gota. — Falo, abrindo o zíper da sua calça e libertando seu pau
grosso e cheio de veias, tão delicioso quanto bonito.

— Quer me enlouquecer mesmo, caralho… — Adam fala, levando sua mão


até minha cabeça e afundando minha boca em seu pau, adoro como consigo
tirá-lo de seu autocontrole facilmente.

— Me chupa então, sua safada. — Ele diz gemendo, empurrando minha


cabeça o mais fundo que consegue, não era fácil engolir o pau dele todo,
mas uma hora eu chego lá.

Adoro sentir seu piercing rasgando as laterais da minha garganta, é uma


delícia. Adam entrelaça os dedos nos meus cabelos, sem me deixar guiar,
domina meus movimentos facilmente. Minha boca fica até dormente com a
invasão frenética, ele me faz chupá-lo por um bom tempo.

— Vou gozar, seja uma boa garota e não deixe cair nada. — Ele fala num
gemido alto, seu corpo estremece inteiro, sua respiração acelera, logo sinto
seu líquido quente explodir na minha boca. — Isso, amor, engole tudo… —
Ele diz, olhando para mim, e de relance para a direção. — Boa menina. —
Ele diz, fazendo um carinho no meu rosto, sem tirar a pressão de sua mão
na minha cabeça, com seu pau ainda na minha boca. — Não desperdiçou
nada.

Sorrio ainda com a boca presa no seu pau, Adam geme.

— Você é linda, mas com meu pau no fundo da sua garganta, é a perfeição.
— Adam solta a pressão de sua mão na minha cabeça, agora fazia carinho
nos meus cabelos, solto seu pau, guardando dentro da cueca e fechando sua
calça, me levantando, e Adam segura meu rosto, me puxando para um
beijo.

— Agora está bem pago, pelos meus pensamentos. — Brinco, me ajeitando


no banco, agora tenho que arrumar meu cabelo que Adam bagunçou todo.

— Então, me diga, no que pensava.

— Até esqueci. — Falo em tom de brincadeira.

— Isso é golpe, você me enganou, paguei pelo produto e não recebi, isso é
estelionato. — Adam entra na brincadeira.

— Recebeu algo bem melhor que meus pensamentos. — Falo maliciosa, ele
sorri.

— Adoro te tocar, mas adoro tudo relacionado a você e seus pensamentos,


são tão importantes quanto.

Sorrio, passando o braço por debaixo do braço dele, encostando meu rosto,
sentindo a maciez do tecido em contraste com seus músculos rígidos, fecho
meus olhos, Adam é maravilhoso, tão perfeito, vai ser difícil ir embora,
nunca vou esquecê-lo. Ele beija a minha cabeça.

Seguimos assim até o local, quando chegamos ao salão, a decoração do lado


de fora era de led roxa, em cascata. Era uma festa ou apenas um jantar?

Entramos no local, era um salão de dois andares imensos, embaixo as


paredes eram todas espelhadas, decoradas com rosas brancas.
— Oi, Carol. — Me viro quando ouço a voz de Samuel, Adam já aperta a
minha mão, que segurava.

— Oi, Sam.

— Samuel! — Adam fala, me olhando, com expressão séria, quase me


fazendo rir.

— Me chamou, tio? — Samuel parece confuso.

— Seu nome é Samuel, não Sam. — Ele diz

— Faz tempo que não a vejo, meu tio não me deixa ir te ver na casa dele. E
me enche de serviço, estou seriamente pensando em pedir demissão. —
Samuel fala, rindo.

— Ela estava se recuperando. — Adam fala seco.

— Mas já estou melhor e ainda vamos marcar aquele jantar na casa do meu
pai com seus amigos...

— Vão porra nenhuma.

Dou uma piscada marota para Samuel, que ri, Adam está arfando de tanta
raiva, acho que o estou provocando demais, se ele soubesse que Samuel é
homossexual, ficaria com vergonha do seu ciúme exagerado, soube disso no
dia em que o conheci na festa do meu pai, o vi beijando um rapaz.

Viramos amigos desde então, ele não conta a família dele, pois, segundo
ele, são muito preconceituosos, e aproveitei para usar ele para provocar
Adam, Samuel adorava tirar o tio do sério, então se divertia o provocando
também.

— Você anda muito estranho, tio, deveria arrumar uma namorada. —


Samuel fala. — Por falar em namorada, quer me acompanhar, Carol?

— Como assim, por falar em namorada? Caroline não é sua namorada...


— Mas poderia ser, eu adoraria. — Samuel interrompe Adam, que bufa.

— Some daqui, Samuel. — Adam fala entre os dentes, acabo rindo, passo o
meu braço sobre o dele.

— Viu o Ronnie por aí? — Pergunto calma.

— Sim, está lá perto do palco conversando com o senador.

— Vou lá vê-lo, e logo marcaremos nosso jantar. — Provoco Adam uma


última vez.

— Caroline?! — Ele fala num tom de ameaça, saímos caminhando pelo


imenso salão. — Não quero que flerte com ninguém na minha frente.

— Não estava flertando, estava conversando com um amigo. — Falo, com


ar inocente.

— Estou falando sério, Caroline, você é minha, e realmente não gosto de


você fazendo isso.

— Tão possessivo, sr. Smith.

Adam para no meio do nosso caminho rumo ao encontro do meu pai, ele dá
um passo para frente, se colocando feito uma parede deliciosa de músculos
a minha frente.

— Não brinque comigo, Caroline, tem ideia das coisas que me vêm à
cabeça para fazer com meu próprio sobrinho quando está conversando com
ele? Se você flertar descaradamente com ele ou mais alguém, vai ver o
sangue dele jorrar, e ainda vou te trancar no quarto e te dar uma bela surra,
mas não será com as mãos, e sim com meu pau, até você implorar para
parar, e mesmo assim vou continuar, até que só reste meu nome saindo de
sua boca e marcado na sua mente.

Seus olhos num tom azul mais escuro demonstravam que não havia um
resquício de mentira em suas palavras.
— Sabe que falando isso me dá muita vontade de receber esse castigo. —
Falo, pousando a mão no seu peitoral, um gemido reprimido escapa da
garganta de Adam.

— Você é minha.

— Finalmente chegaram. — Ronnie diz, se aproximando de nós, me


cumprimenta com um beijo terno na testa e aperta a mão de Adam.

— Tive uma surpresa desagradável antes de vir, o que acabou nos


atrasando. — Adam responde.

Procuro por minha mãe, achei que ela viria com Ronnie.

— Sua mãe está com os amigos de Samuel, virou amiguinha deles, tão
ridículo uma senhora achando que é da turma dos jovens. — Ronnie fala,
com uma expressão engraçada, revirando os olhos, a bochecha levemente
corada.

— Minha mãe é uma senhora, mas é uma senhora gostosa e sociável, todos
gostam dela. — Falo, e Ronnie bufa.

— Ela é gostosa mesmo. — Ele murmura, cruzando os braços.

— Onde ela está?

— Por que quer saber? — Adam me olha com aquele olhar possessivo dele.

— Vou ir lá, enquanto os quase idosos conversam.

— Caroline...

— Deixe ela ir com os jovens, pelo menos fica de olho na Patrícia. Não
deixe nenhum moleque se aproximar dela, por favor. — Ronnie pede e
aponta para uma mesa, cheia de rapazes com Eliz, o noivo e minha mãe,
estavam em uma conversa bem animada, me viro para ir.
Dou alguns passos e já sinto Adam segurar a minha cintura.

— Espero que quando cumprimentar cada um daqueles moleques, sintam o


cheiro da minha porra na sua boca, e saibam que já tem dono. — Ele diz ao
meu ouvido, essa proximidade já me faz arrepiar.

Abro minha minúscula bolsa, procuro algo e mostro para ele.

— Ainda bem que sempre trago uma balinha comigo.

Adam toma a bala da minha mão e coloca em seu bolso.

— Não vai tirar meu cheiro de você, e nem eu o seu.

Dou risada e continuo o meu caminho, quando chego à mesa, minha mãe
me saúda, feliz.

— Filha, como é bom vê-la, vim pra cá e só te vejo se for na casa do Adam,
se tiver sorte de te encontrar lá, já que sempre estão em algum passeio. —
Ela reclama, cumprimento a todos e me sento ao seu lado.

— A surra do sr. Smith deve ser muito boa, Patrícia, ela viciou. — Eliz ri.

— Não tenho do que reclamar. — Falo, dando de ombros.

— Essa semana vai voltar pra casa, né? Tenho muita coisa pra fazer e
preciso de sua ajuda, tenho prova do bolo, finalizar a escolha da decoração,
provar o cardápio, e ainda nem escolhi o vestido. — Eliz fala.

— Não se preocupe, vou te ajudar. — Garanto, e sou apresentada a todos os


amigos de Samuel, são todos simpáticos, quando Samuel se junta à mesa, a
conversa flui bem e animada.

Às vezes, dava uma olhada para Adam, e sempre encontrava seu olhar já
pousado em mim, ele e meu pai são abordados por muitas pessoas, os
impossibilitando de chegar até nós.
— E aí, esse rolinho com o Adam já deu, né? Já está na hora de terminar,
antes que o fogo na perseguida vire um fogo permanente no coração. —
Minha mãe disse próxima a mim, num tom mais baixo.

Olho para Adam, é, eu preciso terminar com ele, só que não sei se consigo.
Merda, não quero odiar a minha vida, mas estar com ele e Lua me faz ficar
cada vez mais envolvida, é tudo tão perfeito.

— Né, Caroline, termine antes que se apaixone. — Ela diz, continuo em


silêncio. — Puta merda, Caroline, se apaixonou por ele?

Continuo em silêncio, não sei essa resposta ou quero me convencer que não
sei, estar com Adam é deliciosamente bom, em todos os sentidos.

Não sei se estou preparada para deixar tudo que estamos vivendo, sei que
sou egoísta, mas não sei se consigo. Minha mãe me olha por alguns
instantes, seu olhar inquisidor sob mim demonstra sua preocupação, fico
vermelha, não sei mentir para ela. Nunca precisei, sempre fomos honestas
em tudo uma com a outra.

— Me responde, não se apaixonou, né?


CAPÍTULO 15
CAROLINE MATHIAS

— Pare de ser boba, não estou apaixonada, já falei, é só sexo. — Tento


passar a convicção que não sinto nada à minha mãe, não posso me
apaixonar por Adam, mas tenho medo que seja tarde demais.

— Acho bom, sabe que vamos para os Estados Unidos e vamos ficar por
muito tempo lá. — Encolho meus ombros ao lembrar disso.

— Sei. — Falo séria.

— Não bagunça tudo, filha, isso já está sendo difícil demais volta pra casa
do rola murcha do seu pai, termine isso. — Minha mãe fala, e Adam e meu
pai, se aproximam, Ronnie senta ao lado da minha mãe e Adam à minha
frente.

— Tudo bem, Carol? — Ele pergunta, eu forço um sorriso para ele.

— Sim, estou. — Ele me olha sem parecer estar convencido.

— Quer ir para casa? — Ele pergunta, encostando a perna na minha, como


sinal de conforto, adoro o quanto ele é atencioso.

— Por falar em casa, agora que está recuperada, Adam não te deve mais
nada, e pode voltar para casa. — Ronnie diz.
— Não! — Adam diz rapidamente. — Ela ainda não teve alta médica, além
do mais, precisamos ter uma conversa.

Olho para Adam, que conversa é essa? Espero que seja sobre trabalho,
Adam não pode estar pensando em ir além no nosso relacionamento, não
tem como, por mais que eu queira.

— Conversar sobre o quê? — Ronnie indaga.

— É importante, mas tem que ser apenas nós dois. — Ele fala, tão sério que
me faz ficar realmente apreensiva.

— Nós vamos dançar, quer vir, Carol? — Samuel chama.

— Sim. — Quando vou me levantar Adam enrosca suas pernas compridas


nas minhas e as prende entre as suas, me impedindo de levantar.

Olho para ele, que conversa com meu pai, me ignorando.

— Não vai vir, Caroline? — Ele fala, me encarando divertido.

— Como se eu pudesse, né, tio? — Provoco, e ele sorri.

— Ela prefere ficar entre os coroas, Samuel, pode ir. — Adam fala
triunfante, Samuel sai com alguns rapazes. Mesmo assim, Adam não me
solta.

ADAM SMITH

Sei que pareço um adolescente bobo agindo dessa maneira, mas não suporto
a ideia de alguém, que não seja eu, perto de Carol, a cobiçando, sentindo
seu cheiro delicioso, olhando para as curvas de seu corpo, que pertenciam a
mim, e apenas a mim. Ainda mais sabendo como essa tentação adora me
provocar.

Já me decidi, vou pedir Carol em namoro, apesar de estarmos morando


juntos, e assim pretendo ficar para sempre, quero fazer tudo certo, pedir ela
em namoro, mesmo ela dizendo que estamos apenas curtindo, sei que ela
gosta de mim, assim como estou ficando louco por ela, e assim falar com
Ronnie sobre nós.

Não vai ser fácil, estou correndo o risco de perder um amigo da minha vida
inteira, um grande amigo, talvez ele fique com raiva e se sinta traído por
mim no começo, mas acho que com os anos de cumplicidade e amizade vai
ver que não quero mal de Caroline, nem estou usando ela, quero
compromisso, quero ela para mim, quero mostrar para todos que ela é
minha e que ninguém poderá chegar perto dela com segundas intenções.

— Quer dançar, Patrícia? — Um rapaz da idade da Caroline fala, e Ronnie


se engasga com a bebida que tomava.

— Ain, sério? Que fofo, quer dançar comigo? — Patrícia diz, eu e Caroline
nos olhamos já sabendo a encrenca que isso daria.

— Com toda certeza, você é muito linda, se me permite dizer...

— Não permito dizer nada. — Ronnie diz. — O que quer com essa
senhora? Ela não é rica, acha que ela vai te bancar, pivete? — Ronnie
explode, Patrícia olha para ele, prestes a matá-lo.

— Não escute esse senhor, ele está acostumado a bancar menininha, acham
que todos serão assim, vai pagar alguma menininha e ver se essa rola
murcha sobe. — Patrícia diz.

— Eu te achei muito gata mesmo...

— Gata é minhas bolas, sai daqui, moleque. — Ronnie está fora de si, essas
mulheres fazem a gente perder a cabeça, eu entendo ele.

— Essas bolinhas enrugadas que não produzem mais porra nenhuma


literalmente? Nunca foram bonitas quando era jovem, imagina agora todo
velho e caído.

— Quer ver se não produzem mesmo?


— Senhor! Não preciso ouvir isso. Quer dançar, Adam? — Caroline diz.

— Claro, vamos. — Me levanto e seguro a mão de Caroline, saímos


rapidamente da mesa.

Seguimos até a pista de dança montada perto do palco.

— Por que esses eventos que vai só tocam essas músicas de velho? Sei que
você é velho, mas nem tanto. — Ela fala, quando seguro a sua cintura e a
conduzo no ritmo da música.

— É um evento formal, não um baile, minha tentação.

— É uma pena, eu arraso em um bom baile. — Ela diz.

— Não tenho dúvidas disso, mas é algo que nunca quero ver. — Ela ri, se
encostando mais em mim.

— Que pena, estava pensando em fazer um showzinho particular só para


você. — Ela diz, se roçando em mim.

— Ahh, tentação, você vai fazer, sim, com certeza vai.

Já até fantasio ela dançando totalmente nua para mim, e agora tenho que
evitar uma ereção a todo custo.

— Talvez faça hoje mesmo.

— Pare de me provocar, tentação. — Falo num gemido, ela ri.

Continuamos a dança de forma suave, evito encostar muito nela para meu
corpo não me trair e para evitar olhares de Ronnie antes que possa
conversar com ele, se bem que ele ainda estava discutindo com Patrícia, e
impressionantemente o rapaz continuava na mesa, olhando os dois
discutirem. “Cada maluco”, penso.
Terminamos nossa dança, Caroline se junta a Eliz, vou conversar com
alguns sócios e organizadores do jantar, para marcar presença e ir embora,
minha casa com Caroline e minha filha é mil vezes melhor que aqui, ou em
qualquer outro lugar.

Fico um tempo e me despeço, Caroline se despede de Ronnie e sua mãe,


quando estávamos para sair, alguém abraça Carol por trás, sinto meu
coração sair pela boca de tanta raiva, o rapaz apertava ela, e num instinto,
chutei a lateral do homem, o fazendo cair, seguro Caroline para não cair
com ele.

— Que porra é essa? — O rapaz diz, Caroline segura a minha mão


assustada.

— Ai, porra, Denis? — Ela fala, e o rapaz se levanta.

— Me desculpa, eu estava confuso, eu te traí, mas foi culpa sua, você joga
aquela bomba em mim e esperava o que de mim? — Ele abraça Caroline de
novo, e antes que eu pudesse fazer algo, é Caroline e a mãe dela que
descem a porrada sem dó no rapaz.
CAROLINE MATHIAS

Enquanto chuto Denis, minha mãe desfere um monte de socos nesse traidor
babaca dos infernos.

— O que faz aqui, idiota? Como me achou? E por que me achou? — Falo,
entre os chutes que dou. Será possível que hoje era o dia de encontrar ex
babaca. Primeiro com Adam e agora comigo. Que merda.

— Bate, Carol, pode bater, eu mereço. — Ele diz, tentando se proteger de


nós.

— Não falei pra nunca mais chegar perto da minha filha, seu merda? —
Minha mãe batia sem dó. Um pequeno tumulto se formou ao nosso redor.

— O que foi? — Eliz se aproxima e nos ajuda a bater em Denis. — O que


esse homem fez? — Ela pergunta, batendo nele também.

— É o desgraçado do meu ex. — Falo, já me cansando de bater.

— Ahh, sim, então vamos bater mais. — Eliz diz, chutando ele.

— Carol, me escuta. — Denis fala, quando se aproxima, Adam para à frente


dele.

— Não se aproxime dela, ou vai receber uma surra de verdade, ao invés da


massagem que estava recebendo delas. — Adam fala, ainda mais sério que
o seu normal.

— Ei!!! — Nós três falamos juntas, olhando para ele com os olhos estreitos.

— Quer receber essa massagem também? — Eliz fala, erguendo a mão para
Adam de punho fechado.

— Dispenso. Não se sintam ofendidas, garotas, só estou dizendo que vou


matá-lo se tocar em Caroline. — Adam fala, sem desviar os olhos de Denis.
— Denis, vai embora, por favor, já deu, não temos nada o que falar. Por
favor, não me procure mais. — Falo sem paciência.

— Não, Carol, me ouça, dei um duro danado para te encontrar. Por favor,
me escute. — Ele diz.

Meu pai segura ele pelo colarinho da camisa que usa e sai, o arrastando para
fora, acho que o choque foi geral, pois todos nós ficamos em silêncio
olhando essa cena.

— Espera aqui que vou ajudar seu pai a matar o bostinha. — Minha mãe
pega uma cadeira e sai em direção onde Ronnie foi, corro até ela, pegando a
cadeira.

— Mãe. Chega.

— Chega o caramba. — Ela retira os brincos, suas pulseiras e o salto alto,


colocando nos meus braços. — Já volto.

Ela sai em disparada atrás de Ronnie, sigo ela apressadamente, vou até ela
ao avistá-la com Ronnie.

— Acredita que seu pai deixou ele ir? — Ela fala revoltada.

— Está tudo bem, se quiser que mando matar ele, eu faço, é só me dizer,
Carol. — Ronnie diz.

— Tudo bem, pai, ele é um idiota, mas não vai me fazer mal.

Olho para Ronnie estranhando a cara de bobo que ele fez para mim, minha
mãe me olha de sobrancelha arqueada, enquanto cruza os braços.

— O que foi? — Pergunto, sem entender os dois.

— Você me chamou de pai. — Ele diz, fico corada, nem percebi que o
chamei assim, acho que é a influência da Lua, que toda hora chama Adam.
Ronnie inicia um choro, me deixando mais constrangida ainda.

— Isso é muito lindo, eu queria tanto ter te visto crescer, ter acompanhado a
gravidez da sua mãe, mas eu prometo que não vou perder mais nada da sua
vida, sua formatura na faculdade todos os natais, finais de anos, seu
aniversário, tudo que for relacionado a você não vou perder, Caroline,
prometo. — Ele segura as minhas mãos, fazendo com que as coisas da
minha mãe caiam no chão. — Você é muito importante pra mim, só quero
que saiba disso.

Não sei o que falar para Ronnie, isso mexe comigo, gosto dele, não nego,
mas não quero que minha mãe se sinta traída se eu afrouxar com ele. Olho
para ela, que apenas sorri para mim.

Sempre foi só eu e ela, agora não sei como encaixar Ronnie na nossa vida
sem magoar ela, afinal, ele a traiu, sei que não tenho nada a ver com isso,
mas, mesmo assim, me sinto mal por minha mãe.

— Eu agradeço, estou realmente feliz em te conhecer, Ronnie. — Falo, e


ele sorri largamente.

— Também estou, gostaria que voltasse para minha casa, por favor, parece
que está fugindo de mim.

— É que me acostumei tanto com a Lua, que acabei me deixando levar, mas
eu voltarei para passarmos um tempo juntos.

Ronnie fica ainda mais feliz com o que falei, claro que deixei de fora a
parte de adorar estar nos braços do pai dela, mas não menti, adoro ficar com
Lua.

— Que tal almoçarmos juntos amanhã, nós três? — Ele fala, olhando para
Patrícia.

— Por mim, tudo bem.

— Está bem. — Concordo.


Adam, que estava nos olhando um pouco afastado, acho que não quis
interromper esse momento nosso, se aproxima.

— Vamos, Carol? — Ele chama.

Me despeço dos meus pais e seguimos até o carro dele, Adam abre a porta
do carro para mim, depois entra. O mesmo esquema com os seguranças é
feito.

— Então, aquele é seu ex? — Ele fala, me olhando rapidamente de lado e


voltando sua atenção ao caminho.

— Sim, não faço ideia do que ele faz aqui. — Falo, ainda irritada com essa
atitude louca de Denis.

— Eu faço uma ideia do porquê ele está aqui, mas não vai rolar, você já é
minha, se ele foi idiota o bastante para te perder, eu não vou ser. — Adam
fala, retirando uma mão do volante e depurando a minha, é tão bom ouvir
isso, mesmo sabendo que não é certo.

Conversamos outras coisas até o caminho de casa, passamos na casa dos


pais dele, e como Lua estava dormindo, Adam resolve pegá-la amanhã cedo
antes dela ir para a escola.

Fomos para casa, assim que chegamos, ele me pega no colo.

— Nossa, a que se deve esse tratamento especial? — Brinco.

— Acho que vivo mais com você no meu colo do que com Lua. Ainda não
se acostumou? — Ele me dá um beijo.

— Tento não fazer isso, pois quando me deixar, vou sentir falta desses
mimos. — Abraço ele.

— E quem disse que vou te deixar? — Ele diz, caminhando pelas escadas
até chegar no quarto. Quando ele abre a porta, levo um susto, está todo
decorado, cheio de buquês de flores, pétalas por todos os lados e na cama
um coração feito de pétalas, tinha uma caixinha de veludo no centro do
coração, Adam me coloca no chão.

— Uau, o que é tudo isso? — Pergunto, encantada com tudo.

— Achou que eu não traria uma flor para você e Lua hoje? — Adam diz,
sorrindo, dou risada. Bem, senti falta disso, ele todo dia que chegava
entregava uma flor para mim e a Lua, hoje ele não fez isso, mas não quis
cobrar, afinal, ele faz isso sempre.

— Então, já está adiantando as flores por um ano? — Brinco, ele pega a


caixinha de veludo, e meu sorriso diminui ao constatar o que era.

— Sei que estou parecendo um maluco por fazer isso tão cedo, mas não
posso negar o que sinto, porque nunca senti antes, e quero que tudo entre
nós seja claro e sincero. Quero te namorar, Caroline, quero fazer tudo
conforme as tradições que para você devem ser bregas, quero te namorar e
tudo o que vem a seguir. Quer namorar comigo, Caroline?

CAROLINE MATHIAS

Olho totalmente surpresa para Adam. Namorar? Ele quer namorar comigo?
Porra, eu não posso, eu quero muito, mas não posso.

— Adam... — minha voz falha, Adam sorri para mim e me puxa, colando
nossos corpos.

— Calma, minha tentação, entendo que você me disse que éramos apenas
para curtimos um ao outro, mas não quero apenas isso, quero tudo de você,
quero dar tudo de mim pra você, e não se assuste, te dou tempo para pensar,
apenas não rejeite esse anel, estou te dando, porque gosto muito de você.

Adam abre a caixinha de veludo e revela um anel lindo, de ouro branco com
diamantes no formato de uma pequena flor no meio.

— Posso? — Ele pega a minha mão, apenas balanço a cabeça em


consentimento, Adam coloca o anel e depois beija a minha mão.
— Falei para não se apaixonar, Adam. — Murmurei, olhando para esse anel
lindo, perfeito, um verdadeiro sonho que não posso viver.

— Impossível, minha rainha. — Ele fala, acariciando meu rosto, dou risada,
tentando afastar o turbilhão na minha mente.

— Rainha?!

— Já tenho uma princesa, e agora tenho uma rainha. Sou mesmo muito
sortudo, não acha?

Adam beija a minha testa, sorrio feliz, isso era tão lindo, era tão perfeito. O
que eu fiz? Adam vai me odiar, mas não consigo me afastar, sou tão egoísta.

— Vou voltar para casa do Ronnie. — Falo, tentando colocar minha cabeça
no lugar, não posso me deixar levar por tudo isso, era só sexo, nós
concordamos com isso.

— Carol, não é o que quer. — Adam me levanta nos braços, fazendo


minhas pernas o enlaçarem pela cintura. — Não fuja, Carol, deixe rolar.
Você não me dizia isso quando eu não estava lutando para não me render a
você?

— Mas era só sexo, Adam, namorar é algo muito maior. — Falo, olhando
seus olhos azuis intensos dele, tão lindos, ele é lindo, é perfeito.

— Sei que é, tentação, mas nos dê uma chance de sentir isso, sei que sente o
mesmo, que me quer, que quer estar comigo e Lua. Seja nossa rainha,
Caroline?

— Adam... — lágrimas já caem por meu rosto, o beijo com vontade.

— Não chore, minha rainha, quero que seja feliz, vou me empenhar para te
fazer feliz todos os dias, eu prometo.

— Nem precisa se empenhar tanto, nunca me senti tão bem e feliz quanto
estou sendo aqui com você e a Lua. — Confesso, fazendo com que Adam
sorria feliz, ele encosta a testa na minha.

— Você é minha.

Ele me roda lentamente no ar, fazendo movimentos como se estivesse


dançando, me abraço mais a ele.

— E eu sou seu, fomos feitos um para o outro, não fuja disso, tentação.

Fico abraçada nele apenas sentindo as emoções conflitantes dentro de mim,


era tão bom estar com Adam, era tão perfeito, que não queria ter essa minha
realidade de merda que vai estragar tudo.

— Vou te dar um tempo para pensar, só vou usar a minha aliança quando
você disser ‘sim’ e a colocar em mim.

— Você vai me odiar, Adam.

— Acho muito improvável.

— Denis me odiou. — Falo, sentindo um calafrio ao lembrar de sua


pequena humilhação, não queria passar por isso de novo.

— Nunca mais repita o nome desse moleque na nossa casa, e só para


constar, não sou um moleque, Caroline, sou um homem, e tudo que me
disser vamos resolver na conversa.

Ahh, como queria acreditar nisso, levanto a minha cabeça e dou um beijo na
sua boca. Adam me leva até a cama e me deita, se deitando por cima de
mim.

— É por que não pode ter filhos? Aquele moleque te humilhou por causa
disso? — Meus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar de conversa
horrenda que tive com Denis, Adam beija a minha testa. — Eu quero você,
Caroline, não me importo se pode ou não ter filhos, mesmo se eu não
tivesse a Lua, ainda iria querer ficar com você sabendo disso.
— Adam, não...

— Shiii, amor, não ouse derramar uma lágrima por causa de um ex babaca,
ou juro que sairei daqui e matarei ele com minhas próprias mãos.

Adam levanta lentamente meu vestido, o retirando.

— Você será amada por mim do jeito que é... — Ele retira minha calcinha,
beija meu pescoço e desce até próximo ao meu seio. — Será sempre a
minha tentação...

Ele toma um seio meu na boca, meu gemido sai lânguido e intenso, sou
totalmente entregue aos seus toques, não consigo e nem quero resistir
nunca, mesmo sabendo que vou ser odiada, não consigo me afastar.

ADAM SMITH

Esperava essa reação de dúvida de Carol, sabia que ela agiria assim, mas
saber que ela quase chorou por ter sido humilhada por aquele moleque
babaca me deixou quase fora de mim, eu quero matá-lo por deixá-la assim,
tão insegura com algo que ela não pode controlar.

Preciso sentir seu corpo ou farei uma besteira hoje, e não estou a fim de
estragar a noite que planejei tanto, isso pode ficar para outra hora.

Os gemidos de Caroline entram na minha mente, como um delicioso


bálsamo, me trazendo a calma que preciso.

Desço meus beijos até sua barriga, sinto ela se arrepiar, passo a minha
língua ao redor do seu umbigo, desço até chegar no meu alvo delicioso,
passo minha língua por toda a extensão de sua boceta, desço até seu clitóris,
arrancando um gemido alto de Carol, quando passo meu piercing nele, me
empenho em chupar ela com vontade, estou louco de tesão, quero preencher
sua boceta com meu pau, mas só depois de sentir seu gozo escorrer na
minha boca. O que não demora a acontecer, seu líquido invade a minha
boca, me causando um prazer indescritível.
Assim que sugo tudo, abro bem suas pernas e abro o botão e o zíper da
minha calça, nem vou tirar a roupa agora, preciso sentir essa delícia
esmagando meu pau. Enterro meu pau na sua carne tão molhada, tão
deliciosa, tão minha.

— Você é perfeita, Caroline... — falo num gemido, enquanto bombo meu


pau para dentro dela, seguro suas mãos acima de sua cabeça, prendendo
seus pulsos com uma mão, com a outra, dedilho seu clitóris, enquanto ela
geme e se contorce de tesão, com minhas estocadas cada vez mais
frenéticas. — E toda minha.
CAPÍTULO 16
CAROLINE MATHIAS

Saio do carro de Eliz com minha mãe, enquanto Eliz estacionamento o


carro, esperamos por ela, os três homens gigantescos que Adam contratou
para ficarem me seguindo saíram do carro também e já se posicionaram
perto de mim, eles são tão grandes que pareciam uma muralha.

— Adam está exagerando, o sequestro foi com a Lua, esses três deveriam
ficar perto dela. — Minha mãe diz, os olhando.

— Vai por mim, os que ficam com ela, se não são deste tamanho, são
maiores, ele só quer nos manter seguras. — Falo, sorrindo, e pela cara da
minha mãe, eu devia estar parecendo uma boba apaixonada.

— São três gostosos, isso sim. Deus, que homens gostosos! Podem ser
meus seguranças quando quiserem. — Eliz fala nada baixo, qualquer um
podia ouvir, os três também, eles tentavam se manter sérios, mas olharam
com certa languidez para Eliz.

— Menina, você vai se casar em pouco tempo.

— Não se apegue a detalhes, Pat. — Eliz diz.

Seguimos até a confeitaria que Eliz iria provar o bolo, era uma das mais
requisitadas do país, o lugar era amplo, com mesas estilo francesas na
entrada do lado de fora, e dentro, um espaço enorme com vários tipos de
bolos e doces expostos, minha boca saliva só de olhar.

— Deus, estou de regime, ter que provar desses bolos vai me engordar dez
quilos no mínimo. — Eliz resmunga.

— Está de regime por quê? — Pergunto sem entender, Eliz ri.

— É só olhar pra esse monte de banhas que tenho e vai saber o porquê. —
Ela diz, pegando no seu corpo como se fosse gigantesca.

— Que bobagem, menina, quem dera eu ter a cintura fininha e a bunda


enorme que você tem. — Minha mãe diz.

— Que gentileza, mas sei que estou gorda, e quero estar gostosa no meu
vestido de noiva.

— Mas que bobeira, Eliz, você é gostosa. — Falo.

— E é mesmo. — Um dos meus seguranças fala, e nós nos viramos para


eles, que rapidamente pegam os comunicadores, claramente fingindo
conversar com alguém.

Acabamos rindo, os deixando ainda mais constrangidos.

— Não falei que é gostosa. — Falo, e seguimos até a atendente. Logo


fomos levadas para os fundos, nos sentamos em uma das mesas.

— Só porque foram tão legais, se sentem e nos ajudem a escolher. — Eliz


diz aos seguranças.

— Estamos trabalhando, senhora. — Um deles fala, a voz era mais grossa


que a do Adam. Credo!

— Senta logo, só porque estão trabalhando não podem sentar e comer? —


Ela diz, eles olham para mim como que pedindo minha autorização.
— Sentem-se. — Falo rapidamente, e eles se sentam, tão duros que
pareciam robôs.

Iniciam-se as provas do bolo, a cada pedaço, ela explicava os recheios, a


massa e os ingredientes, era um mais gostoso que o outro, difícil escolher.
Queria que Lua estivesse aqui, ela ia adorar, mas a confeitaria só tinha esse
horário e ela tinha um passeio na escola para ir hoje, mas vou levar um bolo
para comermos juntos, nós três.

— Por que seu noivo não está escolhendo o sabor com você? Quando eu e
Ronnie nos casamos, foi escondido, mas fizemos tudo juntos, até a escolha
do meu vestido. — Minha mãe diz, Eliz fica vermelha.

— Eu vou contar pra vocês já que me conquistaram e confio nas duas. —


Eliz diz. — Não é um casamento de amor, pelo menos não para nós dois, só
na frente dos outros, não gosto dele e ele de mim, ele precisa casar para
conseguir a herança do pai, e eu para irritar minha mãe, na verdade, ele é
gay e namora o Samuel.

Eu e minha mãe nos olhamos em choque. Agora, associando o homem que


vi Samuel beijar na festa, me parecia mesmo o noivo de Eliz.

Quando me viro para pegar um guardanapo para limpar a boca e entender a


loucura de Eliz, vejo os meus três seguranças olhando para Eliz, um deles
estava até com o garfo no ar boquiaberto.

— Ai, meu Deus, esqueci que estavam aqui. — Ela diz, olhando para os
homens. — Não ouviram nada, né?

— Não, senhora. — Um deles diz. — Nosso trabalho é a segurança da srta.


Mathias, o resto não é da nossa conta.

— Obrigada. — Ela diz, aliviada.

— Eu já havia notado que era maluquinha, mas nem tanto. — Falo, e ela ri.

— Nem o papai sabe, por favor, segredo absoluto. — Ela diz.


— Nem precisa pedir. — Levo minhas mãos até as dela, e logo em seguida
minha mãe pega minha mão, que eu estou escondendo dela desde que a vi.

— O que é isso? — Ela olha para o anel. — Caroline, não é o que estou
pensando, né?

— Claro que é, não acredito, Adam Smith te deu um anel de


compromisso?! — Eliz grita empolgada.

— É só um anel. — Falo, puxando a mão e escondendo.

— Não, não é, Caroline, significa que ele está apaixonado por você,
caramba. — Minha mãe esbraveja. — Você aceitou o anel?

— Ele me deu, como podia recusar?

— Recusando, era só dizer não.

— Não pude fazer isso... — falo sincera, minha mãe me olha.

— Não. — Ela se levanta e caminha um pouco.

— Nossa, por que ela está tão brava? É só um anel, Adam é incrível, fico
feliz por vocês. — Eliz diz.

Quando minha mãe se vira, ela já está chorando, olho para ela.

— Está apaixonada, Caroline?

— Estou, mãe, eu gosto do Adam. — Falo, não adianta me enganar, gosto


muito dele.

— Por que fez isso?! Olha, eu não aceitei ainda, não aceito saber que se
apaixonou, Caroline. Como acha que me sinto? Como acha que vou aceitar?

Minha mãe chora copiosamente, vou até ela e seguro as suas mãos.
— Tudo bem, vai ficar tudo bem, mãe.

— Caroline, não sabemos, sabe como foi a reação do Denis e você nem
gostava dele e sofreu, se estiver apaixonada e passar por aquilo de novo…

— Mãe...

— Não, você volta pra casa do Ronnie hoje e termina com Adam hoje
mesmo, acabou, Caroline, não me faça odiar ainda mais tudo que está
acontecendo. Não complica mais, filha, por favor, você vai sofrer tanto e o
caminho é tão longo e incerto, não me faz odiar tudo e a mim mesma.

Abraço minha mãe, sei o que ela quer dizer, sei que é tudo verdade, mas
não sei se posso deixar Adam.

— Nossa, por que de tanta discussão, Pat? Adam é uma ótima pessoa. —
Eliz diz.

Eu e minha mãe nos olhamos em silêncio, ela se senta, também me sento.

— Nada, Eliz, é só eu e Caroline o tempo todo juntas, e agora que ela está
com Adam, fico insegura, coisa de mãe, não quero perdê-la. — Minha mãe
fala, me olhando.

— Nossa, isso foi tão lindo, minha mãe nunca diria nada parecido com isso.
— Eliz olha para nós.

— É uma pena, você é uma garota incrível. — Minha mãe diz, sorrindo.

— Obrigada, Pat. — Eliz agradece feliz. — Agora, vamos escolher os


bolos, antes que sejamos expulsos, aqueles três bonitões gigantescos vão
comer todas as amostras.

Eliz olha para eles, que tentam disfarçar o riso, estavam com a boca cheia.

— Eu comeria mesmo, está tudo muito gostoso. — Um deles diz.


— Você comeria até os pratos, Eliel. — O outro diz, os dois olham para
Eliel, que ri, esses três estavam sendo meus seguranças há alguns dias e
nunca trocaram mais palavras que o necessário comigo, tipo, ‘bom dia’,
‘boa tarde’, ‘boa noite’ e assim vai, nem sabia o nome deles, e agora com
Eliz estavam até rindo.

— Eliel? Um nome diferente, mas bonito. — Eliz diz.

— Meu nome é o mais normal, o deles são Esdra e Enos. — Eliel fala.

— São bonitos. São bíblicos? — Ela pergunta.

— Não fazemos ideia. — Esdra diz.

— Vocês são irmãos?

— Infelizmente. — Eliel diz.

— Então, temos quatro Es aqui, contando comigo. — Ela diz, sorrindo.

Minha mãe e eu ficamos em silêncio enquanto eles conversavam, ela me


olhava com misto de preocupação e tristeza, o que me deixava triste
também.

— Vou lá na parte da frente, escolher um bolo para levar para Lua e Adam.
— Anuncio, querendo sair daqui um pouco, dar uma abaixada na tensão
absurda entre nós.

— E tem dinheiro para comprar um bolo desses? — Minha mãe pergunta,


retiro o cartão Black que Adam me obrigou a aceitar da minha bolsa.

— Cortesia do Adam. — Brinco, ainda tensa.

— Você é das minhas, Carol. — Eliz ri. — Não falei que ele te daria um
cartão desses?
— Vou escolher o bolo. — Falo, indo em direção aos bolos expostos na
recepção da entrada.

Ando pelo local, já sei o que vou levar, gostei muito de um que provei, acho
que eles gostarão também, mas ainda admiro os bolos.

— Estou falando sério quando disse que vai voltar para casa do Ronnie. —
Minha mãe para ao meu lado, apenas suspiro.

— Eu sei, vou voltar... só me dê mais um tempinho com eles, antes de


quebrar o coração do Adam. — Falo, ciente do que tenho que fazer, minha
mãe passa os braços pelos meus ombros.

— Sinto muito, minha filha. — Ela encosta a cabeça na minha.

— Deixei isso ir longe demais mesmo. Só sinto por Adam e Lua, apesar de
saber que ela é ainda pequena, vai sofrer com minha ausência no começo,
mas vai me esquecer rápido.

— Adam também, é pouco tempo pra estar tão apaixonado assim, logo
arruma outra mulher e segue a vida.

Ouvir isso não foi fácil, meu corpo chega a se retesar, imaginar Adam com
outra me doeu além do limite, minha mãe me olhou por uns instantes.

— Sinto muito, querida, não devia ter dito isso, não é fácil, acho que é a
primeira vez que te vejo assim, não queria ser eu a ter que jogar um balde
de água fria nisso. Sinto muito de verdade.

Não respondo, mas ainda sim me dói de um jeito perturbador saber que
preciso deixar Adam e Lua.

Vou até o balcão de atendimento e peço o bolo que escolhi, quando


voltamos, Eliz conversava animadamente com meus seguranças, que
parecem que esqueceram de mim por um tempo, o que acho ótimo, sei que
Adam se preocupa, mas me sinto estranha indo para todos os lados com
esses armários.
Onde vou, eles estão juntos, quando Lua e eu saímos, aí junta os seguranças
designados a ela com eles mais outros e somos escoltados por um batalhão,
às vezes brinco com Lua falando éramos celebridades.

— Vamos embora? — Chamo, despertando só quatro da conversa animada.

— Vamos. — Eliz diz, então voltamos ao dilema da escolha do bolo, nós


todos, incluindo meus seguranças, escolhemos um unanimemente.

Seguimos de volta para casa, Eliz me deixou na casa do Adam, me despedi


e entrei, Lua chegaria daqui a pouco, guardei o bolo, subi para o quarto de
Adam, tomei um banho e me arrumei.

Desço até a sala para esperar Lua, meu celular toca, vejo que é Adam.

— Oi, minha tentação, já está em casa ou ainda está com Eliz e sua mãe? —
Ele pergunta quando atendo, gosto como meu coração fica acelerado
quando ouço a voz dele.

— Cheguei faz uns vinte minutos. — Falo, sorrindo.

— Se divertiu com aquelas malucas?

— Sim, sempre. — Falo, rindo. — Estar com as duas é sempre uma


diversão. E você, dando duro para ficar ainda mais rico? — Brinco, ele ri.

— Com certeza, agora além de ter uma princesa para cuidar, tenho minha
rainha para agradar.

— Essa rainha aqui é fácil de agradar, só me alimentando com seu pau


gostoso já fico satisfeita.

— Ahh, tentação... — Adam geme. — Eu digo o mesmo para essa delícia


de boceta, que sou louco demais, mas também adoro sua companhia, sua
presença, sua conversa, seus carinhos e até suas provocações. Na verdade,
adoro tudo em você.
— Gosto muito de ouvir isso. — Falo, realmente adorando saber disso.

— Vou me atrasar um pouco hoje, tenho uma reunião com o presidente


executivo do aeroporto Galeão daqui a pouco e acho que vai demorar um
pouco. — Ele avisa.

— Está bem, estaremos te esperando para a janta, não jantaremos sem você.

— E não vou comer nada a não ser com vocês, minha rainha e minha
princesa. — Ele fala.

— Está bem, mas coma pelo menos algo leve, sabe que é velho, se passar
mal por ficar sem comer, vai ser perigoso. — Provoco, e ouço a risada de
Adam.

— Esse velhinho aqui aguenta essa safadinha sentando no meu pau a noite
toda, algumas horas sem comer não fará diferença.

— Ah, isso meu velhinho aguenta muito bem, eu admito. — Ele ri.

— Preciso ir, tentação, até daqui a pouco, eu te amo. — Adam diz, e antes
que eu pudesse falar alguma coisa, ele desliga, me deixando sem ar com o
que ele disse.

ADAM SMITH

Assim que desligo o telefone, me encosto na cadeira, sei que Caroline deve
estar com a cabeça em chamas agora pensando no que eu disse.

Precisava dizer isso a ela, queria fazer isso pessoalmente, não desta forma,
mas Caroline iria discutir no mesmo instante. Já se assustou com um anel,
imagine com essa confissão, ela precisava ouvir e pensar sem eu estar perto
para ela discutir.

Não menti, nem estou sendo precipitado, apenas estou sendo sincero, me
apaixonei por Carol e vou além no que sinto, a amo, sou categórico nesse
sentimento, nunca senti isso.
Não a apenas desejo, é óbvio que a desejo em meus braços, em minha
cama, que sou louco pelo nosso sexo intenso e delicioso. Só que não é
apenas isso, gosto de chegar em casa e saber que ela está lá me esperando
com Lua, gosto da sensação única de ser recebido com um beijo e aquele
sorriso lindo, como se estivesse realmente feliz por me ver, gosto dos
nossos momentos com Lua, nossas conversas a sós, como nos encaixamos e
conseguimos ser sinceros um com o outro, temos uma conexão tão grande
que tudo flui entre nós, gosto de tudo em Caroline, e sim, eu a amo.

Só vou esperar ela aceitar meu pedido de namoro e vou conversar com
Ronnie, não quero esconder mais de ninguém que estamos juntos, que ela
me pertence, Caroline é minha, quero que todos saibam disto.

— Vamos, Adam? — Ronnie diz, entrando na minha sala.

Me levanto, coloco meu casaco e pego meu celular, as chaves do carro e


minha carteira.

— A reunião vai ser no aeroporto mesmo? — Pergunto.

— Não, vamos a um restaurante, não é uma reunião oficial, o diretor


executivo quer conversar sobre nosso apoio, ele está empenhado em ser
indicado a diretor da ANAC.

— É sério isso? Se eu soubesse que era sobre política, teria ido para casa
ficar com minhas garotas. — Falo num resmungo.

— Não é sobre política, e sim sobre como seremos beneficiados com esse
apoio. — Ronnie diz, enquanto caminhamos até o elevador. — E não chame
minha filha de sua garota, já falei que soa muito estranho.

Olho para Ronnie, fico imaginando a reação dele quando souber que
Caroline é sim minha garota, em todos os sentidos, que não vou abrir mão
dela, mesmo que ele não aceite. Fico em silêncio, essa seria uma conversa
difícil.

(...)
Ao chegar em casa, fico chateado, as meninas já deviam estar dormindo, a
reunião se estendeu demais. No começo, foi apenas assuntos de política,
mas depois foi apenas conversa fiada e ninguém me deixava vir, já estava
ficando louco.

Estaciono o carro na garagem no subsolo e subo para a entrar em casa, já


estava tudo apagado, fico frustrado, elas deviam ter ficado me esperando,
não consegui nem ligar para avisar. Coloco meu casaco no aparador e meus
pertences pessoais.

Vou até a cozinha, não comi nada ainda, estou faminto, assim que acendo e
luz, minhas duas pessoas favoritas nesse mundo pulam na minha frente
gritando como duas maluquinhas, me assustando de verdade, sou envolvido
pelos abraços mais gostosos do mundo.

— Voxê demoou muito, papai. — Lua fala, bocejando, dou um beijo em sua
bochecha, a pegando nos braços, encho sua bochecha fofa de beijos.

— Sinto muito, a reunião foi mais longa do que eu esperava. — Falo,


puxando Carol, e dou um selinho em sua boca.

— Ecaaa. — Lua ri.

— Sua bobinha... — Caroline diz, fazendo cócegas nela.

— Ficaram me esperando? — Falo, sorrindo, enquanto Lua deita sua


cabeça no meu ombro, cheia de sono.

— Aham. — Lua responde.

— Não comeram ainda?

— A Lua já jantou, quis colocar ela para dormir, mas ela quis te esperar
junto comigo.

— E você? Não jantou?


— Não, estou esperando meu velhinho, sei que não deve ter comido nada
ainda, então resolvi esperar. — Sorrio para ela e faço um carinho em seu
rosto. — Vai colocar Lua para dormir e tomar um banho, enquanto esquento
nossa comida.

Abraço Caroline. Como não amar essa garota? Impossível. Dou mais um
beijo nessa garota apaixonante. Ela dá um beijo em Lua, que já está quase
dormindo, e subo.

Já no quarto de Lua, ela não demora a dormir, vou para meu quarto, tomo
um banho, coloco um pijama e desço, Carol já estava colocando nossos
pratos na mesa, abraço ela por trás, beijando seu pescoço, sentindo seu
delicioso perfume. Carol se vira para mim, esticando os braços e passando
em volta do meu pescoço, levanto ela nos meus braços, a deixando na
mesma altura que eu, tomo seus lábios deliciosos com os meus num beijo
intenso.

— Minha tentação mais gostosa do mundo.

— Meu coroa mais gostoso do mundo. — Ela diz, com os lábios colados
aos meus. — Como foi a reunião? — Ela pergunta quando a coloco no
chão, sentamos nas cadeiras próximos um do outro.

— Muito ruim, se Ronnie tivesse me falado o conteúdo da reunião antes,


nem teria ido, mas ele me enganou até o último momento. — Falo, pegando
o garfo para iniciar minha refeição, estou mesmo faminto. — Basicamente,
falamos de política, benefícios e acordos, nada documentado, todos acordos
futuros, nada demais.

— Coisas de ser um homem de negócios tão importante, sr. Adam Smith.


— Ela fala.

— As coisas chatas. — Falo, rindo.

Jantamos conversando sobre o nosso dia, quando terminamos, ajudei ela a


pegar o bolo que ela comprou para nós, já estava faltando uma boa parte do
bolo.
— Eu e a Lua não resistimos, esse bolo é muito bom. — Ela diz, sorrindo.
Pego um pedaço para mim e outro para ela, coloco o prato à sua frente.

— Vocês duas são umas formiguinhas. — Me sento novamente, apreciando


o delicioso bolo.

Assim que arrumamos e guardamos tudo, subimos para o quarto. Assim que
abro a porta, vejo algumas malas próximo à porta que leva ao closet.

— O que é isso? Pra que essas malas? — Pergunto, me aproximando das


malas no chão.

— São minhas, amanhã voltarei para casa de Ronnie. — Caroline fala


calmamente, como se isso não fosse nada demais.

— O quê? Por quê? — Volto meu olhar para ela. — É porque eu disse que
te amo? É por isso que está indo embora? Está com medo dos seus
sentimentos por mim serem os mesmos? Do que tanto foge, Caroline? Fala
para mim? Qual o seu problema de se entregar por completo a mim?
CAPÍTULO 17

ADAM SMITH
Encaro Caroline, ela fica toda vermelha, seguro seu rosto entre minhas
mãos.

— Eu te amo. — Falo, olhando em seus olhos. — Eu amo, eu não estou


pedindo pra dizer o mesmo, só estou expondo meus sentimentos pra você,
quero ser sincero com você, Carol, e expor meus sentimentos está incluso
nisso. Não estou te cobrando nem pedindo para dizer o mesmo, só quero
que saiba… Perdão se estou te assustando, não me deixa por causa disso,
por favor. — Peço e vejo os olhos mais lindos do mundo se encherem de
lágrimas, Caroline se abraça a mim.

— Não vou te deixar, Adam, não posso fazer isso. — Ela fala. — Mas eu
preciso ficar um pouco com Ronnie, foi pra isso que vim, pra conhecer ele,
e não fiz isso esse tempo todo, não estou te deixando, mas... — ela fica
quieta por alguns instantes. — Preciso ter uma conversa séria com você.

— Estou aqui para te ouvir, tentação.

— Não hoje... preciso de um tempo, mas vou ser totalmente sincera com
você, mesmo que nunca mais olhe para mim. — Ela fala, e fico olhando
para seu rosto, que já desciam algumas lágrimas.

— Eu te amo, seja lá o que for me falar, vou estar com você sempre. —
Pego Carol nos braços. — Por favor, não vá embora, fique aqui comigo e
Lua.

— Preciso mesmo ficar um pouco com Ronnie, mas vou vir aqui todos os
dias, e a Lua pode ficar comigo quando sair da escola até você ir buscá-la.
— Então, passe o dia todo com ele, fique no escritório com ele, almocem
juntos, mas fique aqui conosco. Eu vou falar com ele sobre nós, Carol,
preciso ser sincero com ele.

— Não, por favor, ainda não, vamos conversar antes, depois da nossa
conversa, se decidir ficar comigo, aí falamos com ele.

— Estou ficando um pouco assustado com essa sua conversa. — Falo,


olhando para ela.

— Eu gosto de você, Adam, muito mais do que deveria. — Ela diz, me


fazendo sorrir feito bobo.

— Você deveria, sim, somos perfeitos juntos. — Levo Carol até nossa
cama, a deito e faço o mesmo, a alinhando em meu peito. — Por favor,
fique aqui em casa.

— Preciso mesmo ficar um pouco com meu pai, Adam. — Ela diz. Suspiro,
puxando-a para um beijo.

— Tudo bem, meu amor. — Falo a contragosto, não vejo mais minha casa
sem Carol, ela completava minha vida, minha casa era dela, era nossa, virou
nosso lar de uma forma tão perfeita e natural, que não sei como vai ser
chegar em casa e não ser recebido pelas minhas pessoas mais amadas desse
mundo. — Você tem bastante coisas na casa do Ronnie, deixa suas coisas
aqui, assim saberei que vai voltar logo para nós, para nossa casa.

— Acho que preferia mais quando você fugia de mim, você é muito
grudento, quase quarentão. — Caroline ri gostosamente.

— Não sou, pelo menos não era até conhecer você, agora quero estar o
tempo todo grudado em você mesmo, sentindo esse cheiro gostoso, tocando
essa pele macia, não tem ideia do bem que sua presença faz pra mim, minha
tentação. — Confesso, beijando sua boca deliciosa.

— Então, já que estamos resolvidos, agora podemos transar, né? Estou te


esperando até agora, porque quero usar esse seus piercings gostosos.
Caroline sobe em cima de mim, sentando e rebolando seu quadril no meu
pau.

— Estou me sentindo um objeto agora, pensei que estava me esperando por


querer minha companhia. Só queria meu pau? — Finjo choque, enquanto
levanto sua camisola, revelando sua pequena calcinha, afasto de lado e
acariciou seu clitóris.

— Gosto da sua companhia, mas prefiro mais seu pau. — Ela continua a me
provocar, rebolando mais seu quadril. Introduzo meus dedos nela, que
geme.

— Tão abusada, quer meu pau? — Pergunto, colocando meu pau para fora
e passando na entrada molhada dela.

— Quero muito... — ela diz num gemido.

— Então, toma seu pau, sua tentação gostosa.

Levanto um pouco seu quadril e encaixo meu pau nela, a fazendo descer em
um único movimento brusco, enterrando todo meu pau nela, ela geme alto,
inclinado a cabeça para trás, rebolando ainda mais no meu pau.

CAROLINE MATHIAS

— Até que enfim voltou pra casa do Ronnie. — Minha mãe diz quando
chego em casa, com algumas malas, apenas duas, o resto Adam me fez
deixar lá, com medo de não voltar.

— Não queria, mas acho que tenho que passar um tempo com Ronnie. —
Falo, me sentando no sofá da sala.

— Foi pra isso que veio, né. — Minha mãe me estende uma xícara com
chá.

— E a senhora está muito à vontade na casa do Ronnie, já perdoou o chifre?


— Aceito a xícara, minha mãe ri alto e se senta ao meu lado.
— Nunca, mas confesso que viveria na riqueza numa boa.

— Acho que Ronnie adoraria te dar toda a riqueza dele.

— Ele já me deu toda riqueza dele, eu quem fui egoísta e não dividi com
ele. — Minha mãe fala, me abraçando.

— Já melosa por quê? Tá dando? Tá feliz. — Eu e minha mãe rimos.

— Desde quando pau significa felicidade? — Minha mãe me empurra.

— Não significa, mas um bom pau ajuda muito. — Brinco, e minha mãe ri.

— Céus, o que Adam Smith está fazendo com você?

— Ahh, muita coisa, mas prefiro não comentar.

— Eu prefiro não ouvir.

— Mãe, sabe... vou contar tudo ao Adam. — Falo, olhando para ela, que
fica visivelmente tensa.

— Acho justo.

— Ele é tão legal comigo, talvez entenda.

— Entender não vai, ninguém vai, mas acho muito bom que seja sincera,
assim como fez com Denis.

Fico quieta por alguns instantes, sinto meu estômago revirar em pensar em
Adam tendo uma reação parecida com a de Denis, vai me arrasar demais,
mesmo não amando Denis, fiquei magoada, com Adam, não sei se vou
suportar.

— Talvez, se eu não ir para os Estados Unidos, eu...


— Ahhh, sim, claro, não vai, o dinheiro que eu ralei para conseguir seu
tratamento, todo esforço que fiz para conseguir uma vaga pra você no
hospital, e ainda conseguir meu visto para trabalhar lá e ter mais desconto
no seu tratamento, esquece, vou deixar tudo para o seu caixão, e ainda vai
sobrar um dinheiro para fazer uma festinha no seu funeral, perfeito, né? Eu
apoio. — Minha mãe fala com pura ironia, me encosto no sofá, ela me olha
seriamente. — Já vai escolhendo seu caixão, está bem?

ADAM SMITH

Abraço minhas duas garotas preferidas no mundo todo, Lua se mexe


querendo ir para o chão, a coloco, e ela corre até onde tem um pano no
chão, cheio de guloseimas, tudo bem arrumado, fizeram um ótimo trabalho,
me sinto especial com todas as surpresas maravilhosas que minhas meninas
sempre fazem para mim.

— Pa voxê, papai. — Ela diz, abrindo os braços e exibindo tudo.

— Um piquenique pra mim? — Indago, sorrindo.

— Sim, para o nosso coroa mais amado do mundo. — Carol diz.

— Obrigado, minhas lindas. — Dou mais um beijo em Carol, depois vou


até Lua, enchendo sua bochecha de beijos.

Nos sentamos no pano, Carol entre minhas pernas e Lua corria para lá e
para cá, brincando com o demoninho do Keke.

— Essa noite sem você na nossa cama vai ser horrível. — Falo ao ouvido
de Carol, ela sorri, se virando para mim e me beijando.

— Sempre dormiu sem mim, vai ser apenas mais uma noite como outra
qualquer. — Ela diz.

— Dormia sem você pois não a conhecia, agora que a conheço, que a tive
para mim todo esse tempo, não consigo mais voltar ao vazio que era minha
vida.
— Sua vida não era um vazio, você tem a Lua. — Ela diz, me empurrando
de leve.

— Não nesse sentido, ele é minha filha, sempre vai me fazer feliz, mas o
vazio que digo é de companhia, de amor feminino, não de qualquer amor
feminino, do seu amor, do seu carinho, da sua presença. Me acostumou mal,
tentação. O que farei sem você na nossa casa? — Sou dramático ao falar,
quero soar dramático mesmo, mas quero que ela saiba que estou sofrendo
de verdade. Ela me fez sentir falta de algo que nem sabia que faltava na
minha vida, e era exatamente ela, era ela quem faltava na minha vida, e
agora não vou mais deixar sair, nunca mais.

— Que drama. — Ela sobe em cima de mim, me fazendo deitar de costas.


— Devia ganhar um Oscar, sr. ator.

Carol gargalha, coloco seus lindos cabelos para trás das orelhas

— É a verdade, estou sofrendo. — Continuo no mesmo tom de drama.

— Dorme aqui hoje e vem me visitar em meu quarto de madrugada.

— Adorei demais essa ideia. — Falo, sorrindo.

Faço um carinho no rosto de Carol, fico admirando seu belo contorno


facial, sei que pareço um bobo, mas agradeço em silêncio por Caroline ter
entrado em minha vida.

— Vamo pa casa, papai, vamo, Carol, a Lua tá com soninho. — Lua se


aproxima de nós, esfregando os olhinhos.

Coloco ela em meu peito junto com Carol, ela deita o rosto no seio de
Carol, se abraçando nela, que envolve Lua nos braços, e eu envolvo as duas
em meus braços.

— Vamos dormir aqui hoje, está bom, princesa? — Falo baixinho, ela já
está toda sonolenta.
— Tá bom.

— Mas você está toda suada, sua sapequinha, correu para todos os lados
com Keke. Vamos, vou te dar um banho e você dorme fresquinha e
limpinha. — Carol diz.

— A Lua já domiu. — Lua diz, fazendo som de ronco, nós rimos. Carol se
levanta e pega ela no colo.

— Vamos, sua porquinha. — Carol coloca ela em seus ombros. — Já volto,


quase quarentão, ou quer vir conosco?

Me levanto imediatamente, já seguro sua cintura.

— Vou com vocês pra qualquer lugar do mundo.

Subimos até o quarto que Ronnie fez para Lua, ela tinha tudo nesse quarto,
praticamente morei nele quando Lua era bebê, não fazia ideia do que fazer
com ela, e Ronnie me ajudou demais.

Por isso não vejo a hora de ser totalmente sincero com ele, tenho que contar
logo, que estou perdidamente e loucamente apaixonado por sua filha.

Carol deu um banho em Lua enquanto eu escolhia seu pijama, dei a ela no
banheiro, e quando elas saíram, Lua estava quase dormindo, Carol secou os
cabelos dela com o secador com extremo cuidado, depois eu a peguei,
deitando-a na cama.

Não demorou para ela dormir, Caroline e eu descemos até a sala. Já pego
ela nos braços, a beijando, sento no sofá com ela nos braços, adoro sentir
seu cheiro delicioso.

— Adam, deve ter câmeras aqui, Ronnie vai ver. — Ela diz, dou risada.

— Acho que se for ver algo, ele já viu lá fora, Ronnie é parecido comigo,
não gosta de câmeras dentro da casa, só tem lá fora. — Vejo o olhar de
confusão de Carol. — Relaxa, ele não fica vendo as câmeras toda hora,
aliás, ele mal vê, só quando a central de monitoramento o avisa de algo.

Beijo sua boca gostosa mais uma vez, desta vez minha tentação se agarra a
mim, me beijando com voracidade, esfregando sua boceta gostosa no meu
pau.

— Então, podemos brincar um pouquinho? — Ela diz, rebolando sua


bunda, enquanto me beija daquele jeito que me enlouquece. O beijo de
Carol é perfeito, saboroso, excitante, envolvente, uma delícia, como ela é.

— Você tem que ser simpática com todos, não é, Patrícia? — A voz do
Ronnie nos faz levar um susto. Caroline pula do meu colo caindo no chão.

— Qual o problema? Você insiste para irmos jantar desde que vim pra cá,
quando vamos, você faz uma cena, me poupe, Ronnie. — Os dois
continuam a discutir sem nós notar, ajudo Carol a se levantar, vejo se ela
não se machucou.

— Adam? — Ronnie finalmente nos olha. — Está aqui ainda?

— Vou dormir aqui. — Aviso, e Ronnie franzi a testa.

— Só pode ser brincadeira, por que vai dormir aqui? — Ele pergunta sério.

— Bom, ahn... Lua quer ficar perto da Carol, então vamos dormir aqui. —
Respondo, sorrindo.

— É só deixar a Lua, ela sempre dormiu aqui, você pode ir.

— Ela é minha filha, vou ficar onde ela está. Quando se instalou na minha
casa com a mesma desculpa, não falei nada.

— É diferente, eu não havia ficado nada com Carol.

— Qual o problema de eu querer ficar perto da Carol? Ela é muito especial


para mim. — Falo, e Carol me olha séria.
— Entendo que é grato a ela, mas acho que estão próximos demais.

— E isso seria um problema pra você? Nós sermos... "próximos"? —


Indago, vendo a expressão de Ronnie mudar, ele me olha ainda mais sério.

CAROLINE MATHIAS

Olho para Adam, ele disse mesmo isso ao meu pai, não consigo acreditar,
Adam realmente quer contar ao Ronnie sobre nós.

— Nós já somos íntimos, tio. — Falo, olhando para ele, que estreita os
olhos para mim. — Você é o pai da Lua e somos todos uma família.

— Não é só isso, Caroline, já estou cansado de esconder, me deixe


conversar com Ronnie. — Ele diz sério, meus olhos se arregalaram ao ouvir
isso.

— Vamos para o meu escritório. — Ronnie diz.

Olho para minha mãe em busca de ajuda, não quero que Ronnie saiba antes
de conversar com Adam, se ele decidir não ficar comigo, não quero que a
bela amizade com meu pai seja comprometida.

— Não é nada demais, ele só quer te falar que somos amigos e que quer que
eu trabalhe como babá de Lua. — Falo rapidamente, Adam suspira e se vira
para mim, eu olho quase que implorando para ele.

— Não, não, eu vou contar. — Ele diz.

— Se for isso, tudo bem, Lua gosta de você, mas não vai morar na casa
dele.

Ronnie se aproxima e me dá um beijo na testa, sorrio para ele.

— Ela vai morar comigo Ronnie, mas não dessa forma, eu...
Adam se cala quando minha mãe agarra Ronnie e o beija na boca, ele não
faz nenhuma objeção, pelo contrário, agarra minha mãe, os dois quase caem
em cima de Adam, que se afasta, como se estivesse sendo queimado.

Minha mãe faz sinal com a mão para mim, vou até Adam, seguro a mão
dele, levando para o andar de cima da casa.

Já no quarto de hóspedes, onde Adam dormiria, abraço ele, aliviada.

— Carol, vou falar com Ronnie, não adianta você e sua mãe o distraírem,
vou contar sobre nós, chega de segredos, quero fazer tudo certo, já disse. —
Ele diz, segurando meu queixo e fazendo-me encará-lo.

— Só espere um pouco, amanhã jantaremos fora e vou contar a você tudo


sobre minha vida, e se quiser continuar comigo, sentarei ao seu lado para
contar para meu pai que somos namorados.

Sou sincera ao falar, Adam me abraça e me ergue à sua altura.

— Está falando sério? — Indaga, me olhando nos olhos.

— Sim, estou, por favor, só espere nosso jantar. — Peço, fazendo carinho
em seu rosto. Adam me beija.

— Está bem, vou esperar, mas amanhã não passa, vou falar com Ronnie.

— Ok, eu concordo.

Adam me dá mais um beijo, ficamos nos beijando e fazendo carinho um no


outro, até que ouvimos o som bem alto de uma música romântica vindo do
lado de fora da casa.

Vou até a janela e vejo Denis com o som do carro no último volume e com
uma faixa nas mãos, escrito:

"Eu te amo, Caroline."


Fico até sem reação ao ver aquela merda. Que cara idiota! Adam se
aproxima e fecha o semblante ao ver aquilo.

— Me perdoa, Carol, me perdoa! — Ele grita o máximo que pode, os


seguranças se aproximam dele.

— Que merda! Vou resolver isso de uma vez. — Falo, indo em direção a
porta, Adam me segura.

— Eu resolvo isso. — Ele diz entre os dentes.

— Não, pode deixar, vou fazer com que Denis entenda que acabou. Fique
aqui, por favor.

— Mas...

— Adam, me deixa resolver, não me intrometi quando estava conversando


com sua ex, me deixa conversar com ele.

Adam bufa, colocando suas mãos nos bolsos, ele range os dentes, me
coloco nas pontas dos pés e o puxo para um beijo.

— Já volto.

Desço as escadas, e Ronnie segurava minha mãe, que estava com um objeto
de ferro nas mãos, era uma decoração da sala, ela estava furiosa.

— Eu resolvo, mãe. — Falo, passando por eles, vou até a entrada da casa e
peço para abrirem os portões, quando Denis vem me abraçar, chuto as
partes íntimas dele, ele está visivelmente bêbado.

— Não encosta em mim.

— Porra, Carol... — ele fala, encurvado, quase sem ar. — Desculpa... por
favor... sinto muito ser tão idiota.
— Denis, esqueça o que houve, acabou, não vou voltar pra você. — Falo
séria.

— Eu fiquei confuso, você diz do nada que está doente, que precisa de um
tratamento em outro país, que pode morrer, porque não consegue doador
por ter um sangue raro, eu me assustei, tipo, a gente tinha planos, terminar a
faculdade, casar, ter estabilidade, eu vi tudo desmoronar e surtei.

— E surtou muito dentro da boceta daquela garota. — Falo cética.

— Foi burrice, eu bebi, encontrei a garota num bar e acabei fazendo aquilo,
não significou nada.

— Pra mim, significou muito. Ali, conheci você de verdade. Não o perfeito
que montei na minha mente. Olha, Denis, está tudo bem, deixa isso pra lá,
segue sua vida, que vou seguir a minha.

— Não!!! — Ele grita, fazendo um escândalo enorme. — Quero você,


mesmo que vá morrer, quero ficar com você!

— Para de gritar. — Falo, olhando para trás, tentando ver se alguém estava
por perto.

— Então, volta comigo, volta.

— Não, caramba, vai embora.

— Não vou, eu te amo, Carol, mesmo que vá morrer, vou te amar, vou te
amar até sua morte.

— Que história é essa de morrer?

Dou um pulo ao ouvir a voz de Adam, ele para bem ao meu lado.

— Saia, coroa, isso é papo de namorados. — Denis diz.


— Ela não é sua namorada, e que história é essa de morrer? — Adam olha
para mim, Denis chora, se ajoelhando no chão. Como bêbados são idiotas às
vezes!

— Ela vai morrer, ela tem câncer, mas não me importo, é meu dever ficar
com ela até que morra, não sou um ser humano ruim, não vou abandonar
alguém doente.

Dou outro chute em Denis, desta vez, o fazendo cair. Que cara idiota! Falar
essas coisas? Não me interessa se está bêbado.

Quando vou para cima dele, Adam me segura, viro meu olhar para ele, e o
que encontro me deixou apreensiva, seu olhar estava mais escuro e a
mandíbula cerrada, fico olhando para ele.

— Isso é verdade? Está doente, Caroline?

— Ela vai morrer, porra, vai morrer. Me deixa fazer seus dias até sua morte
feliz, Carol...

Desta vez, ele é calado por um chute de Adam, que o faz desmaiar no
mesmo instante.

— Caroline, você está doente?


CAPÍTULO 18

ADAM SMITH
Eu devo ter ouvido mal, ou esse cara está tão bêbado que só pode estar
falando asneiras, Caroline não pode estar doente, ela é saudável, ela não
tem aparência de doente.

— Adam, não quero falar disso agora, me ajude a ver se Denis está vivo.

Caroline se inclina para ir até o rapaz, mas a seguro, a fazendo me encarar.

— Você não está doente, não é? Porra, você não fez isso? — A olho com
meu corpo inteiro tremendo, minhas mãos suam mais do que deveria.

— O que eu fiz? — Ela me encara com seus olhos cor de jabuticaba,


estavam estreitos para mim.

— Me fez te amar sabendo que vai morrer, fez minha filha te amar e ficar
dependente de você, estando doente. — Falo, sentindo um aperto no peito,
um nó se forma na minha garganta quando seus olhos agora se abrem pelo
susto.

— Não planejei isso... — Sua voz sai trêmula, ela estava mesmo doente,
nem vai negar, ela vai morrer.

— Não planejou?!

Solto ela e caminho em círculos, passo as mãos nos meus cabelos.

— O que somos pra você?! — Pergunto, quase tendo um surto, preciso me


controlar ou vou fazer muita besteira. Porra, ela não fez isso comigo.
— Como assim?

— Você usou a mim e a minha filha para ver como é uma família antes de
morrer?

Minha mente está confusa, a dor no meu peito me faz quase sufocar.

— Não, não, não fiz isso...

— Você é muito egoísta, Caroline!!! — Grito tão alto que ela vai para trás
pelo susto, coloco as mãos na minha cabeça. O que vai ser de mim agora?
Minha filha vai sofrer tanto. Caralho! Por que ela fez isso?

— Não foi minha intenção. — Seus olhos perfeitos se enchem de lágrimas,


meu peito se aperta ao olhar para ela.

— Vai arrasar o coração da minha filha. — Falo, sem gritar desta vez. —
Você é a pessoa mais cruel que conheci na vida.

— Sinto muito, Adam. — Ela agora chora.

— Não se aproxime mais de mim e da minha filha.

— Me deixa te explicar, por favor?

— Não, por favor, não se aproxime.

Vou para trás quando ela avança, me viro e corro em direção à casa, passo
por Ronnie, que ainda tenta segurar Patrícia, alheio ao que essas duas
fizeram, só vieram aqui para quebrar nossas vidas, Ronnie vai surtar quando
souber disso. Porra.

Entro no quarto de Lua, ela dorme tranquila, a enrolo bem na coberta e a


pego no colo.

— O que foi, papai? — Ela diz, sonolenta.


— Nada, meu anjo, só vamos pra casa.

Saio com ela nos braços, meu coração em pedaços, minha mente fora de
órbita.

— O que foi, Adam? — Ronnie solta Patrícia, que já corre na direção de


Carol. — Lua está bem?

Ele encosta a mão na testa dela, para verificar sua temperatura.

— Está ótima, Ronnie, só vamos pra casa.

— Ué, por quê? Não vai dormir aqui? Vai sair com a menina dormindo?

— Preciso ir. Até amanhã, Ronnie.

Saio rapidamente, não sou eu quem tem que contar essa história toda a ele,
Caroline é tão egoísta.

Passo pela entrada, vejo Caroline abraçada a mãe dela chorando.

— Adam, por favor... — ela diz ao me ver.

— Essa é sua vingança para Ronnie, Patrícia? Você vai destruir ele de novo,
você fugiu grávida, escondeu a Caroline por anos, e quando aparece é pra
dizer que a filha que ele ficou tão feliz em saber da existência vai morrer?
— Falo, olhando para Patrícia, que engole em seco. — Vocês são as piores
pessoas do mundo.

— Eu amo você, Adam, amo a Lua...

— Não fala da minha filha, não chegue mais perto dela.

Saio andando tão apressado que corro sem perceber, não quero olhar mais
para aquele rosto lindo, aquele rosto que apenas usou o amor que demos a
ela, que nem ao menos deve ter nos amado, era apenas uma forma de ver
um lado da vida que não vai ter.
Fomos usados, ela usou a mim e minha família para fugir de sua realidade
cruel, me fez amá-la, me fez querer ela tão desesperadamente, que não sei
mais o que farei sem ela.

Porra, ela vai morrer? Minha tentação vai morrer? Lágrimas já turvas
enchem meus olhos, não vejo nada à minha frente, corro no automático,
quero apenas ir para casa, quero arrancar essa garota do meu coração.

Quando chego em casa, já subo até o quarto de Lua, a deito na cama, ela
apenas resmunga algo e dorme em paz.

Saio do quarto dela e entro no meu, assim que fecho a porta, deixo as
lágrimas rolarem livremente por meu rosto.

— Minha tentação… — Murmuro, como a voz falha, ela está doente, minha
tentação vai morrer.

Me sento no chão, estou sem ar, não consigo respirar, meu coração batendo
forte no peito. Apoio minhas mãos no chão, tentando, em vão, buscar o ar
que me falta, não vou conseguir respirar.

O ar que me falta é Caroline, ela é meu ar, só com ela poderei respirar.

Grito o mais alto que posso, quero extravasar a dor e a confusão que sinto.
Quero que tudo seja apenas um pesadelo.

Deixo meu corpo cair no chão, fico estirado de bruços, acho que nunca
chorei tanto em toda minha vida, nem quando era criança.

Lamento o dia em que conheci Caroline, lamento o que vou ter que
enfrentar para fazer Lua esquecer dela, lamento que a amo e que vou perdê-
la.

— Sua maldita egoísta... Por que me fez te amar, se não vou a ter…?

Esbravejo comigo mesmo, lágrimas rolam por meu rosto, molhando o chão,
nem sabia que possuía tantas lágrimas em meu corpo.
— Carol… — Murmuro baixinho, chamando por alguém que tenho que
odiar, mas que não vou ser capaz de fazer. Como vou esquecer aqueles
olhos lindos, aquele sorriso doce e safado ao mesmo tempo, aquela pele
macia, seu corpo junto ao meu, seu carinho por mim, todas nossas
conversas e brincadeiras, o que nos tornamos juntos, a família que nos
tornamos? Como vou esquecer?

Ela sabia que estava doente e preferiu me esconder, preferiu me fazer amá-
la, planejar uma vida inteira com ela, ela sabia, ela é uma egoísta.

— Vou te odiar, Caroline, eu vou...


CAPÍTULO 19
CAROLINE MATHIAS

Choro abraçada a minha mãe, por mais que soubesse que Adam poderia
reagir assim, doeu demais.

Fui egoísta, ele tem razão, me deixei levar pela sensação maravilhosa que
era ter ele e Lua, não pensei no quanto podia magoá-los, ele tem razão em
me odiar.

— Não acredito que Adam agiu assim. Que idiota. — Minha mãe diz,
tentando me acalmar, Ronnie se aproxima com os seguranças e os manda
levar Denis, que ainda está no chão inconsciente.

— Filha, ele te machucou? Esse desgraçado te machucou, Caroline? —


Ronnie pergunta furioso, ele olha para Denis no chão e manda os
seguranças darem uma surra nele.

— Não, pai, ele não me machucou, só coloque ele num lugar pra dormir e
amanhã ele vai embora. — Falo, limpando minhas lágrimas e tentando me
recompor.

— Tire os cachorros do canil e coloque ele lá. — Ronnie diz aos


seguranças.

— Pai, pode deixar ele num quarto de hóspedes, ele é inofensivo.

Mesmo contrariado, Ronnie pede para os seguranças fazerem isso, olho


para minha mãe.
— Vou dormir.

— Mas o que houve? Por que estava chorando, querida? — Ronnie


pergunta preocupado.

— Amanhã nós conversamos, pai.

— Certo, eu aguardo, boa noite. — Ele beija minha testa. — Me faz cada
vez mais feliz toda vez que me chama de pai, obrigado por existir, minha
filha. — Ronnie me abraça, retribuo o carinho, me sentindo pior do que já
estou.

Subo quase que correndo para meu quarto, ao fechar a porta, me sento na
cama, fico uns instantes tentando lidar com tudo, Adam ficou muito
magoado.

Devia ter contado logo para ele, sei que ele ficou mais chateado pela Lua ter
se apegado tanto a mim, entendo ele, quero odiar ele. Mas entendo seu
medo, afinal, só quer proteger a filha de uma dor que posso causar.

— Se chorar por causa dele, vou esfregar sua cara no chão. — Minha mãe
diz ao entrar e fechar a porta. — Não farei isso, mas vou ficar puta com
você.

— Eu fui muito errada com ele.

— Não interessa, ele nem a ouviu. É tão babaca quanto Denis.

— O Denis me ouviu mãe, contei tudo a ele, que fingiu aceitar, me disse
que ficaria comigo, depois me traiu com a primeira vagabunda que
encontrou. Nem tive a chance de conversar com Adam, ele soube de uma
forma horrível.

— Talvez seja melhor assim, agora ele se afasta e podemos seguir para os
Estados Unidos, sem que tenha a ideia de abandonar tudo. — Minha mãe
senta ao meu lado. — Sei que dói, minha filha, mas vamos seguir em frente.
— Ele não vai mais me deixar ver a Lua. — Falo, já chorando, aquela
garotinha me conquistou de um jeito que não sei se vou aguentar ficar sem
ver a carinha sapeca dela, tão carinhosa e tagarela.

— Não podemos intervir nisso, ele é o pai dela, e não está errado em querer
protegê-la, é melhor se afastar de tudo mesmo.

— Não sei se consigo, não vou esquecê-los nunca.

— Vamos seguir nosso plano, Carol, quem sabe esse tratamento dá certo.

Fico em silêncio, eu fui diagnosticada com leucemia aos doze anos de


idade, na época, foram alguns anos de tratamento. Meu sangue é raro, a
mistura dos meus pais resultou nisso, não consegui doador de medula, na
época, minha mãe fez de tudo, campanhas e tudo mais.

Mas como era no começo, o diagnóstico, com alguns anos de tratamento,


com a quimioterapia e radioterapia e remédios incessantes, aos dezenove,
fui considerada curada, sempre fiz exames periódicos ao longo da minha
cura, e há cerca de três meses fui diagnosticada de novo, e agora tomo uma
infinidade de remédios, ainda sem doador, minha mãe conseguiu uma vaga
para mim num hospital renomado nos Estados Unidos.

Para um tratamento experimental que está surtindo um bom efeito com


pessoas com o mesmo caso que eu. Minha mãe conseguiu um visto de
trabalho como enfermeira, fez tudo que pediram, ela já havia feito alguns
anos atrás, já estou nessa fila do hospital desde quando fui diagnosticada
pela primeira vez, e só agora que consegui a vaga, ainda bem, pois senão
minha morte era certa, não que não corra o risco, mas tenho uma chance
pelo menos. Ela também conseguiu um emprego no hospital em que vou me
tratar, e vamos para lá em breve iniciar toda aquela luta de novo.

Não devia ter deixado ir tão longe com o Adam, não foi certo o que fiz, sei
que a Lua ainda é pequena, uma hora esquece de mim, mas até lá ela vai
sofrer muito, e é tudo minha culpa.
Adam tem razão, o melhor a fazer é me afastar, deixar eles em paz, já fiz
mal à duas pessoas que eu amo demais, que são incríveis, e ainda tem meu
pai, que vai sofrer também, só fizemos mal em vir para cá, devíamos ter
continuado onde estávamos, era o melhor a ser feito.

— Acho que tem razão, o melhor é eu e Adam nos afastarmos mesmo, ele
tem razão, só vou fazer mal a eles, só queria me desculpar pelo que fiz.

— Você não fez nada, Caroline, você se apaixonou, apenas viveu um amor,
me dói te ver sofrer assim, eu queria tanto que tivesse uma família, que me
desse netos, que tudo fosse perfeito pra você, sinto muito por tudo isso, é
tudo minha culpa, sinto muito que tenha que sofrer assim, filha. — Minha
mãe me abraça.

Me deito em seu colo e deixo as lágrimas rolarem por meu rosto, foi tudo
um sonho maravilhoso, tudo que vivi com Adam em tão pouco tempo vai
ficar cravado na minha memória até meu último suspiro, nunca vou
esquecê-lo.

Entendo que o melhor é deixar eles em paz, não vou procurar ele, mesmo
que tenha muita vontade de me desculpar por ter feito isso, de ter deixado ir
tão longe, vou aceitar sua vontade e me contentar com as lembranças mais
maravilhosas que tive em toda minha vida: a de ter uma família minha. Por
um breve momento, eles foram meus, eu pude sentir o amor de uma família,
de ser importante para alguém, que não fosse minha mãe, eu os amei, eu os
amo e eu sempre vou amá-los.
AGRADECIMENTOS
Obrigada a todos que acompanharam a história de Carol e Adam, nos
vemos em breve no desfecho final do nosso casal.

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