ALMA1
Introdução - O entendimento de alma como um princípio divino presente no ser humano
e sua individualização no corpo vista como um declínio é um tema comum em várias das
antigas religiões. No entanto, há uma variação no entendimento e nas formulações das
diferentes tradições: “algumas acreditam em renascimento, outras em uma cronológica e
linear perpetuação da identidade espiritual, outras ainda em uma continuidade com os
ancestrais ou uma ligação com seus descendentes” (Cf. Hinnels (ed.) 1995, p. 233). Os
egípcios e chineses antigos concebiam uma duplicidade da alma que sobrevivia a morte.
Os antigos hebreus tinham um entendimento de alma, mas não a separavam da vida do
corpo. No pensamento grego, a dicotomia corpo-alma levará as formulações sobre a
imortalidade da mesma. Esta ligação de entendimento, passará para o pensamento cristão
especialmente com a reelaboração da crença na ressureição, herdada do farisaísmo hebreu,
e apontada como elemento distintivo entre o entendimento filosófico e o religioso sobre
a alma (Cf. Lalande 1999, p. 45). O uso contemporâneo comum, em geral opõe alma ao
“espírito”, uma vez que este último está mais associado às faculdades intelectuais do ser
humano. Um entendimento mais popular associa alma à compreensão de “fantasmas”.
No campo religioso propriamente dito, o entendimento de alma está associado a
possibilidade de vida após a morte ligada as concepções de mundo do além marcado pelas
formulações o céu e o inferno em grande parte das tradições religiosas.
Pensamento grego
No orfismo que se desenvolve no século VI a. C., a especulação sobre a alma se funda
sobre o mito antropomórfico dos Titãs. No entanto, nos poemas de Homero o termo alma
ainda não carregava a distinção dualista de corpo e alma, embora este faça uma distinção
dois tipos de almas: o thumos e a psyché. O primeiro conceito está ligado a capacidade
vital do ser humano sendo associado ao sopro e ao sangue; a segunda noção está
conectada ao mundo dos sonhos e da morte, entendida também como a sombra (skia)
humana que acompanha o ser humano em sua passagem pelo Hades. Não há, no entanto,
um entendimento de algo divino.
Por volta do final do século V, a.C., a alma era pensada de modo geral, como marca
distintiva dos seres viventes, como algo sujeito aos estados emocionais e responsável pelo
pensamento, bem como fonte de virtudes como a coragem e a justiça. É provável que a
corrente de pensamento predominante na cultura grega do século V, ainda existia uma
crença na imortalidade, e tal ideia fosse ainda bastante fluida e sem elaborações
sistemáticas.
Somente a partir do IV século é que algumas teorias filosóficas começam a cogitar que a
alma poderia sobreviver a morte corporal. A partir de então, esta começa a ser pensada,
como algo sem forma e imperecível, porém sem entrar no debate sobre a finitude ou
infinitude da mesma. As discussões de Sócrates, apresentadas por Platão no Fédon,
argumentando sobre a imortalidade da alma revela a dificuldade de seus interlocutores
em se convencerem desta afirmação. Nesta obra, a alma é caracterizada essencialmente
por suas qualidades intelectuais e cognitivas. Sócrates argumenta que a morte de uma
criatura é seguida por um período de separação do corpo, até o retorno para animar outro
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Texto Publicado no Dicionário de Ciência da Religião. São Paulo. PaulusPaulinasLoyola2022. p. 51-54.
corpo. A argumentação final de Sócrates afirma que a vida depende essencialmente da
alma, e, portanto, esta deve ser imortal em todos os seres viventes.
Em A República Platão, reformula o entendimento sobre a alma exposto no pensamento
de Sócrates da obra anterior. A imortalidade da alma aparece ligada à sua condição divina.
A alma é repensada como tendo três aspectos: razão, espírito e apetite. A distinção corpo
e alma chega mesmo a uma oposição. O retorno a corpo era considerado um
encarceramento e por isso o desejo do retorno à sua fonte divina.
Em Aristóteles, na obra De Anima, a alma será pensada como um tipo particular de
natureza que compreende plantas, animais e humanos. Contrário ao pensamento de Platão,
a alma seria incapaz de ter uma existência à parte do corpo. No século III a. C., os estoicos
retomam a ideia de que a alma humana seria imortal e que se separa do corpo de uma
pessoa após sua morte.
Pensamento judaico
Antes do nascimento da filosofia grega, se desenvolve na Palestina uma literatura
religiosa sobre a criação que apresenta o início da vida do ser humano como resultado do
“sopro divino”. Neste entendimento, a alma não é considerada como algo pré-existente,
mas criada ao mesmo tempo que o corpo. O sopro vital, sua razão de existir, é considerado
igual ao corpo.
A crença na imortalidade da alma foi introduzida no pensamento judaico pelo contato
como a filosofia grega e o pensamento de Platão em especial, isto pode ser constatado
nos escritos da literatura sapiencial. No entanto, Kohler (1906a) afirma que a crença de
que a alma continua a existir após a dissolução do corpo é uma questão de especulação
filosófica e teológica mais que de fé, e nada se encontra nas escrituras que expressamente
ensine isto. Para ele, enquanto a alma seja concebida ser apenas um mero sopro (nefesh
ou neshamah) será inseparavelmente conectada, senão identificada com a vida-sangue
(Gen. 9, 4; Lev 17,11) e que nenhuma substância real pode ser atribuída a esta. Igualmente
afirmava que a crença farisaica na ressureição não tinha nem mesmo uma palavra para
expressar a imortalidade da alma. “Para eles, o ser humano fora feito para dois mundos,
o mundo de agora e o mundo que haveria de vir, no qual a vida não teria um fim com a
morte”. Perrin (1992), também atesta que a esperança de uma sobrevida começa a ser
professada no judaísmo pelo ramo fariseu. Não obstante, a concepção rabínica
predominante sobre o mundo futuro é o mundo da ressureição e não da imortalidade da
alma.
A ressureição se tonou um dogma do judaísmo fixado pela Mishná nos primeiros séculos
da era comum. O entendimento, porém, difere de imortalidade que continua a ser uma
formulação filosófica. Os pensadores medievais além de reconhecerem a ressureição
como dogmática passaram a aceitar igualmente a imortalidade da alma como algo
axiomático. “Desde então, o judaísmo e, especialmente os progressistas ou judaísmo
reformado, enfatiza a doutrina da imortalidade, seja na instrução religiosa, seja na liturgia
(Cf. catecismo, conferências, leis rabínicas) em contrapartida o dogma da ressureição foi
sendo gradualmente descartado e, eliminado dos livros de oração nos rituais reformados.
Assim, o entendimento de Imortalidade da alma ao invés de ressureição, passou a ser
considerado “parte integral do credo judeu” (Kohler 1906a).
Esta aceitação de uma pré-existência da alma abriu espaço também para o controverso
entendimento da “transmigração das almas” que passariam por sucessivas formas
corporais. Uma vez mais Kohler atesta a influência grega, desta vez com a introdução do
entendimento herdado de Pitágoras (570-495 a.C.). Seguindo este raciocínio, “a mente
racional (ψρήν), após ser libertada das cadeias do corpo, assume uma forma etérea e passa
pela região dos mortos, onde permanece até que seja enviada de volta a este mundo para
habitar outro corpo, humano ou animal. Após passar por sucessivas purgações, e quando
estiver suficientemente purificada, é recebida entre os deuses, e retorna para sua fonte
eterna de onde precede originalmente. Esta doutrina era estrangeira para o judaísmo até
por volta do século VIII” (Kohler 1906b). Tal entendimento só começou a criar raízes no
judaísmo com a expansão da cabala que logo a elevou a uma categoria dogmática. Nos
séculos XIV e XV este entendimento ainda sofria forte oposição dentro do judaísmo.
Outra releitura da questão foi dada pela escola cabalística iniciada por Isaac Luria (1534–
1572) com a ideia da “impregnação das almas”. Neste contexto, se desenvolve a crença
de que “há almas que são condenadas a vagar por algum tempo neste mundo, sendo
atormentadas por maus espíritos que as acompanham por toda parte” (Kohler 1906b).
Este entendimento se fortaleceu especialmente entre Judeus orientais e na Europa
Ocidental e sua crescente aceitação deu início a uma nova prática “exorcista” dentro da
cabala do século XVII.
O entendimento cabalístico apresentado por Luria faz uma conexão entre o entendimento
hebreu e o grego com uma categorização de vários níveis. Assim, a Néfesh do texto
bíblico é considerada como o nível mais baixo da alma, o sangue ou o elemento físico
que conecta o mundo da matéria com o espírito. “Poderíamos comparar o termo Néfesh
com termo Anima descrito por Aristóteles. O Rúach, traduzido como espírito é o próximo
nível, “serve como intermediário entre a Néfesh e a Neshemá (alma)”. Essa última seria
o nível mais elevado e por residir no Paraíso não passa pelos ciclos de reencarnação (Cf.
Saltoun 2014, p. 16). Embora o entendimento geral seja de uma ascendência da Néfesh,
esta “pode subir ou cair mais, e encarnar em muitas formas de vida, dependendo de suas
ações” (Saltoun 2014, p. 109).
Essa corrente judaica se conecta assim com o entendimento da reencarnação ao invés da
ressureição. No prólogo da obra Portal das reencarnações de Luria, o tradutor e
comentarista da obra, rabino Joseph Saltoun afirma que a “reencarnação explica as leis
universais que governam o destino de toda a humanidade”, e que “todos reencarnamos
[...], todos vivemos sob o mesmo guarda-chuva da Divina Providência” (Saltoun 2014, p.
10). A reencarnação é apontada como parte da evolução espiritual humana que sujeita
todos pelas leis da natureza bem como pelos efeitos de suas decisões com o livre-arbítrio.
A interpretação do comentarista, aponta que as leis da reencarnação teriam surgido para
ajudar a corrigir o pecado de Adão, porém sem o entendimento de punição: “A Justiça
Divina é perfeita, pois todas as leis cósmicas que governam a alma são feitas para ajudar
a alma no seu caminho para a autoperfeição. Essas leis não tem a intenção de punir a alma,
mas sim de purificá-la. O objetivo final da reencarnação é corrigir o pecado de Adão e
Eva, que trouxe a morte sobre a humanidade. O objetivo é alcançar a imortalidade e
participar do evento da ressureição dos mortos” (Saltoun 2014, p. 41). Posteriormente, o
conceito de punição (inferno, purgatório) – “a lei básica da Justiça Divina é baseada no
princípio de ‘causa e efeito’”. Somos os únicos responsáveis por tudo que nos acontece,
uma vez que fomos nós que criamos os efeitos presentes em vidas passadas. Assim, o
castigo resultante das vidas passadas é pago na vida presente, sendo o principal o “não
saber”, ou ainda uma reencarnação sem qualquer livre-arbítrio (Cf. Saltoun 2014, p. 145).
Tal entendimento orienta os rituais pós-morte dos seguidores da tradição cabalística. Por
considerar que a alma “encontra-se em um estado de grande confusão” após a morte
corporal, busca-se observar o costume de estar ao lado de uma pessoa em seus últimos
momentos. Após a morte, “a alma, então, literalmente vela por aquele corpo que era ‘seu’,
durante sete dias” (Cf. Morashá 2004). Após se inicia o período de purificação no “mundo
das almas”, viria o julgamento que ocorreria um ano após a morte. Essa crença é, portanto,
a motivação para a recitação das orações fúnebres denominadas Kadish.
Pensamento cristão
Os pensadores cristãos dos primeiros séculos, como Clemente de Alexandria e Gregório
de Nissa, pensaram a alma em base no entendimento platônico acrescentando os
elementos da nascente experiência cristã. A maior parte das correntes cristãs considera a
alma como um princípio de vida, distinto do corpo, marcada pelo pecado original, porém
pode ser resgatada de maneira coletiva pela paixão e ressureição de Cristo e de maneira
individual pelo batismo. Este princípio doutrinário foi estabelecido pelo Papa Zózimo
seguindo as decisões do Concílio de Cartago de 418 que aprovou as formulações
propostas por Agostinho.
O entendimento de uma unidade da alma e seu corpo biológico herdada da tradição
judaica foi reformulada com o entendimento de imortalidade presente na cultura grega.
Assim se passa a pensar a alma em termos de uma “individualidade imortal”. Este tema
de uma subjetividade infinita do homem ganhará uma abordagem cristã com Tomás de
Aquino (1225–1274). Ele rejeita a tese da pré-existência da alma, mas admite que esta
possa viver separada do corpo. Defende a imortalidade da mesma que pode permanecer
separado do corpo após a sua morte, porém é de sua natureza existir como parte de um
corpo. Esta discussão se dá exatamente para a defesa da ressureição (Cf. Tomás de
Aquino, Suma contra os Gentios IV, cap.79 e Suma Teológica - Primeira Parte, Questões
75 e 76).
Não obstante esta veemente defesa que marca toda a teologia cristã, a conciliação entre
as formulações sobre a imortalidade da alma e a fé na ressureição continua um tema
bastante controverso. Perrin, a considera mesmo diametralmente oposta ao afirmar que
“a ressureição não é uma conservação da alma, como uma substância distinta do corpo,
que resultaria de sua natureza, mas uma recriação do homem, corpo e alma, que resulta
de um ato da liberdade divina” (Perrin 1992). Nesta mesma linha, Frangiotti também
defende a incompatibilidade entre a fé na ressureição tal como professada pelos cristãos
e a formulação filosófica da imortalidade da alma (Cf. Frangiotti 1984).
Pensamento católico
A Igreja católica, seguindo a tradição bíblica, define a pessoa humana como “um ser ao
mesmo tempo corporal e espiritual” (CIC § 362) e, “‘alma’ significa o princípio espiritual
no homem” (CIC § 363). Embora considere os dois elementos, ressalta esta distinção não
introduz uma dualidade na alma pois, “a unidade da alma e do corpo é tão profunda que
se deve considerar a alma como a ‘forma’ do corpo. [...] No homem, o espírito e a matéria
não são duas naturezas unidas, mas a sua união forma uma única natureza” (CIC § 365).
O ensinamento doutrinário afirma então que “cada alma espiritual é criada por Deus de
modo imediato e não produzida pelos pais; e que é imortal, isto é, não morre quando, na
morte, se separa do corpo; e que se unirá de novo ao corpo na ressurreição final” (CIC §
366). O ensinamento resgata ainda, a tradição espiritual que pensa a alma como algo
presente no coração humano, ou no mais “fundo do ser”, em suas entranhas onde o ser
humano é capaz de acercar-se ou não à Deus (Cf. CIC § 362-368).
Outras tradições
O entendimento de alma está presente ainda em várias tradições religiosas não conectadas
a esta corrente de pensamento que caracteriza em especial a tradição judaico-cristã.
No hinduísmo, um entendimento aproximado é expresso pelo atman ou o self eterno que
seria aprisionado em um corpo terreno no nascimento. Com a morte este passa a uma
nova vida determinada pelo karma e seus sucessivos renascimentos (samsara). Este
entendimento, no entendimento seria bem diverso, para uns, este processo seria eterno,
para outros persistiria apenas até que a alma possa alcançar a sua perfeição Karmica (Cf.
Stefon 2014).
No entendimento budista, tal compreensão também é controversa. A tradição tibetana
considera que a alma se confunde com as sucessivas vidas ligadas ao samsara e ao
cumprimento do karma segundo a lei das causa e efeitos. No budismo zen, por sua vez,
não se preocupa com um conceito de alma que sobreviva após a morte, uma vez que há a
negação de um “um eu individual” pois se extingue totalmente com o último sopro do
corpo.
Entre os nativos Norte-americanos é comum a crença em duas almas (uma “livre” outra
a “vida” ou sopro), sendo que a primeira sobrevive ao sopro final do corpo no momento
da morte, e passará por um por um “tribunal” antes de entrar no mundo dos mortos (Cf.
Hinnels 1995, p. 9). Algo similar é constatado também entre os nativos australianos, para
os quais há “uma alma humana e imortal proveniente dos pais naturais e outra imortal e
eterna a qual retorna aos ancestrais totêmicos na morte” (Cf. Hinnels 1995, p. 57). Em
outras tradições há o entendimento de várias almas, por vezes conectadas com diferentes
características individuais. Estas almas distintas teriam diferentes destinos após a morte.
Conclusão
A existência humana sempre foi acompanhada de questionamentos sobre os elementos
que a compõe e sobre as limitações no entendimento dos mesmos. De distintas maneiras,
as diferentes culturas foram formulando suas ideias sobre os elementos que compõe a
vida humana ao mesmo tempo que buscavam adicionar esperança frente a experiência
limitante da morte. Dentro destas abordagens, o entendimento de alma possibilitou
diferentes formulações e crenças que se cruzaram e se acomodam em distintos períodos
históricos. A sistematização destas ideias, como feitas acima, ajuda a aclarar o
desenvolvimento teórico sobre o tema, mas certamente está distante da “eficácia” e do
consolo espiritual que as tradições religiosas buscam oferecer diante da experiência da
finitude humana provocada pela morte física que excede os limites de nossa racionalidade.
Antonio Genivaldo Cordeiro de Oliveira
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