Introdução
O presente trabalho da disciplina de Filosofia 12ª Classe, tem como tema " Lógica proposicional",
importa referir que a lógica proposicional é um ramo da lógica que estuda proposições e suas relações
por meio de operadores lógicos. Essa área é amplamente utilizada na matemática, na computação e na
inteligência artificial para modelar e resolver problemas de forma estruturada. O objetivo deste trabalho
é apresentar os conceitos fundamentais da lógica proposicional, abordando os operadores lógicos, as
tabelas da verdade e as operações lógicas sobre as proposições
Metodologia do trabalho
Quanto a metodologia usou-se o métodos bibliográficos, que consiste na leitura e interpretação
da informação.
Importa salientar que o trabalho está estruturado em três fases, sendo os elementos pré- textual,
elementos textuais e pois textuais.
1. LÓGICA PROPOSICIONAL
A lógica proposicional é um ramo da lógica que analisa proposições e suas relações por meio de
operadores lógicos como negação, conjunção, disjunção, condicional e bicondicional. Ela foca na
estrutura lógica das proposições, sem considerar seu conteúdo.
Segundo Gegue & Biriate (2010), os principais elementos da lógica proposicional são:
Variáveis: (como p, q, r), que representam proposições simples;
Operadores lógicos: (¬, ∧, ∨, →, ↔);
Parênteses e chavetas: que organizam proposições complexas;
Valores lógicos: onde cada proposição é verdadeira (V ou 1) ou falsa (F ou 0).
1.1. Proposições simples e complexas
Segundo Russell (2010), uma proposição é uma afirmação que pode ser verdadeira ou falsa. As
proposições podem ser:
Simples: Sentenças que possuem um valor de verdade sem conectivos lógicos. Exemplo: "O céu
é azul".
Complexas: Formadas pela combinação de proposições simples usando conectivos lógicos.
Exemplo: "O céu é azul e o sol está brilhando".
1.2. Conectivos lógicos ou operadores lógicos
As conectivas lógicas ou operadores lógicos são partículas que designam as diferentes operações lógicas.
A semelhança da aritmética elementar, em que os símbolos «+», «-», «X» e «÷» designam diferentes
operações aritméticas, isto é, operações sobre números, as partículas «e», «Ou, se... entāo...» e outras
designam diferentes operações sobre valores de verdade. Observa o quadro das conectivas e as
respectivas expressões linguísticas, símbolos e exemplos.
Tipos de operações Expressão linguísticas Simbolos Exemplo
lógicos
Negação não ~ A noite não está chuvosa
Conjunção e ^ É sexta-feira e os cinemas
estão abertos.
Disjunção ou, nem v Vamos ao cinema ou
jantar na minha casa?
Condicional se, então... –> ou => Se chover, jantaremos em
minha casa.
Bicondicional se é somente se <–> ou <=> Iremos ao cinema se e
somente se não chover.
1.3. Tabelas verdade
As tabelas da verdade são ferramentas que permitem analisar as possibilidades de valores lógicos das
operações entre proposições (MENDELSON, 1997).
Exemplo: tabela da conjunção, disjunção
1.4. Operações lógicas sobre as proposições
1.4.1. O operador negação ~
Denotando por P: "4 é positivo", a proposição ~ P pode ser interpretada por: "nao é o caso de 4 ser
positivo", ou ainda, "não é verdade que 4 é positivo", ou em linguaguem matemática, “4 < 0". Sabemos
que P é verdadeira e também que a sua negação, ~ P, é falsa. Para o caso geral, quando P representa
uma proposição qualquer, o valor de ~ P assume valor diferente de P. Este facto pode ser representado
através da seguinte tabela-verdade:
P ~P
V F
F V
1.4.2. O operador conjunção ^
Representa intuitivamente o papel análogo ao conectivo e da Língua Portuguesa. No exemplo 4 é
nunero posetivo e 3 é par pode ser representado por P ^ Q, onde P: 4 > 0 e Q: "3 é par. Neste caso,
sabemos que P^Q é falsa, pois falha a proposição Q. Em analogia ao conectivo e", para o caso geral, P^Q
será verdadeiro desde que ambas as componentes P e Q sejam verdadeiras. O valor-verdade de P ^ Q
segue a tabela:
P Q P^Q
V V V
V F F
F V F
F F F
1.4.3. Operador disjunção V
A disjunção é a operação que expressa uma alternativa, a qual se traduz na linguagem corrente pela
partícula «ou» e, na lógica matemática, por V. Há dois tipos de disjunção.
Disjunção inclusiva: na linguagem comum, identifica-se com a expressão -ejou» e é
representada pelo símboloV (no sentido inclusivo).
A disjunção inclusiva é falsa quando as duas proposições que a compõem são falsas. Basta que uma das
proposições simples seja verdadeira para que a disjunção inclusiva seja verdadeira.
Assim, a proposição «Está sol ou a temperatura está agradável» é verdadeira nos casos seguintes.
Está sol A temperatura está agradável Está sol e/ou a temperatura está
agradável
p q
pVq
V (I) V (I) V (I)
V(I) F (0) V (I)
F (0) V (I) V (I)
F (0) F (0) F (0)
Disjuncao exlusiva: diz-se que uma disjunção é exclusiva quando as proposições simples que a
compõem se excluem mutuamente, ou seja, quando a verdade de uma implica necessariamente
a falsidade da outra. A proposição p vv q é verdadeira se p e q tiverem valores distintos e é falsa
nos outros casos, isto é, só poderá ser verdadeira se é só se uma das proposições for verdadeira
e a outra falsa, e será falsa caso as proposições simples sejam ambas verdadeiras ou falsas
A disjunção exclusiva é simboliza-se por V ou VV
Assim, a proposição «Mariamo passou de classe ou reprovou» exprime o seguinte significado exclusivo:
ou Mariamo passou de classe ou reprovou, mas ela não pode ter passado de classee reprovado ao
mesmo tempo. Deste modo, pode destacar-se a sua estrutura, distinguindo as conectivas e as
proposições Mariamo passou de classe ou reprovou) e não (pode ter passado de classe e reprovado).
Simbolizando, num primeiro passo fica:
(Mariamo passou de clase V reprovou) ^ ~ (pode ter passado ^ reprovado). E recorrendo às variáveis,
temos: (pVq) ^ ~(p^q). Esta proposição pode escrever-se de uma forma mais simples: «pVq» ou, ainda,
«pVVq».
Mariamo passou de classe Mariamo reprovou Ou Mariamo passou de classe ou
reprovou
(p) (q)
(pVVq)
V (I) V (I) F (0)
V (I) F (0) V (I)
F (0) V (l) V (I)
F (0) F (0) F (0)
1.4.4. O operador condicional ou implicação =>
Duas proposições «p e q» podemn ser relacionadas recorrendo às conectivas lógicas «se... então...»,
tormando uma proposição (molecular, ou seja, composta) condicional. «Se Mariamo estuda, então
passa de classe», simbolicamente «p→q», podendo ler-se «se p, então q», Neste caso, a proposição «p»
designa-se por antecedente ou condição (ou, ainda, hipótese), enquanto a proposição «q» se designa
por consequente ou condicionado (ou, ainda, conclusāo).
Numa implicaçao, se a proposição «p, o antecedente, for verdadeira, também a proposiçāo "q", o
consequente, será verdadeira, uma vez que fórmula «p—>q» significa que não há «p» sem «q», Desta
forma, a implicação só é falsa caso o antecedente seja verdadeiro e o consequente falso.
Mariamo estuda Mariamo passa de classe Se Mariamo estuda, então passa de
classe
(p) (q)
p —> q
V (I) V (I) V (I)
V (I) F (0) F (0)
F (0) V (I) V (I)
F (0) F (0) V (I)
1.4.5. O operador bicondicional ou equivalência p<=>q)
Consideremos a proposição bicondicional «x é par ("p") se e só se <=> x é divisivel por 2 ("a")». Trata-se
de uma proposiçāo composta que liga as proposições atómicas (simples) atravės da expressāo «se e só
se», traduzida por <=> (que se lệ «se e só se p, então q»).
A equivalência ou bicondicional é verdadeira se <«p e q» tiverem o mesmo valor e é falsa se tiverem
valores lógicos diferentes, em conformidade com a tabela que é apresentada na página seguinte:
X é par X é divisível por 2 X é par se é só se X é divisível por 2
(p) (p) p <—> q
V (I) V (I) V (I)
V (I) F (0) F (0)
F (0) V (I) F (0)
F (0) F (0) V (I)
Conclusão
Feita a abordagem do trabalho constatei que o estudo das proposições e suas operações lógicas
desempenha um papel fundamental na construção do raciocínio lógico e na formalização do
pensamento. A distinção entre proposições simples e compostas permite estruturar argumentos de
maneira clara e precisa, enquanto os conectivos lógicos possibilitam a formulação de expressões que
refletem relações entre diferentes proposições.
As tabelas da verdade se mostram uma ferramenta essencial para a verificação da validade de
proposições e argumentos, sendo amplamente utilizadas em diversas áreas do conhecimento. Na
computação, por exemplo, elas são a base para a construção de circuitos lógicos e programação. Na
matemática e na filosofia, a lógica proposicional permite analisar a coerência de teoremas e
argumentações.
Além disso, compreender a lógica proposicional não apenas fortalece habilidades analíticas e dedutivas,
mas também facilita a tomada de decisões racionais em diferentes contextos, desde problemas do dia a
dia até questões complexas em ciência e tecnologia. Seu domínio é essencial para qualquer área que
exija rigor lógico e capacidade de argumentação estruturada
Referência bibliográfica
Silva, J. P. (2020). A lógica proposicional e sua importância na matemática. Revista de Lógica e
Argumentação, 12(2), 45-60.
Biriate, M. M & Gegue, E, R, G. Pré-Universitário- Filosofia 12. 1ª Edição. Maputo. 2010
W. A. Carnielli. Introdução à lógica - Notas de aulas, IMECC - Unicamp(1999).
MENDENHALL, W. Introdução à Probabilidade e Estatística. 14. ed. Cengage Learning, 201
RUSSELL, B. Introdução à Filosofia Matemática. Nova York: Routledge, 201