EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Profª. Quézia A. Ulisses Silva
OBJETIVO
• Analisar historicamente o percurso da educação
inclusiva, seus princípios filosóficos, políticos e sociais,
visando a superação do processo de exclusão social e
cultural no processo educativo.
EMENTA
• Princípios da educação inclusiva e estratégias de
atuação na prática multidisciplinar que proporcione a
interlocução dos agentes sociais nas diversas esferas
educacionais e sociais
COMBINADOS
• Chamada diária
• Aulas expositivas/dialogadas com utilização de
recursos audiovisuais, textos e exercícios/dinâmica
• Prova B1 – 11/04
• Prova B2 – 06/06
• Prova Sub – 27/06
O MUNDO MUDOU...
• A única coisa que não muda é que tudo muda. (séc.V
– AC)
• E como o mundo mudou?
• Amplitude – a mudança é global
• Profundidade – é mais profundo do que imaginamos
• Velocidade – dificuldades para acompanhar
• Intensidade
• VUCA (Volátil, incerto, complexo e ambíguo)
• BANI (fragilidade, ansiedade, não linearidade,
incompreensibilidade)
Antes e após 2020
O mundo evoluiu para o mundo BANI
As pessoas precisam estar preparadas para enfrentar
desafios imprevisíveis e inesperados
Necessidade de cuidado maior com as questões emocionais
Necessidade de antecipar situações emergentes e mudar
rapidamente
INCLUSÃO SOCIAL e a “Lei das Cotas”
A história grega nos revela que Esparta e Atenas, apesar de rivais, possuíam determinações oficiais que
davam aos soldados feridos e seus familiares, várias vantagens. (Rosanne de Oliveira Maranhão)
Durante a Idade Média, entre os séculos V e XV, já sobre a influência do Cristianismo, os
senhores feudais amparavam pessoas com deficiência e os doentes em casas de assistência
por eles mantidas. Com a perda da influência do feudalismo, veio à tona...
Acessibilidade
Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance, percepção e
entendimento para a utilização, em igualdade de oportunidades, com
segurança e autonomia, do meio físico, do transporte, da informação e da
comunicação, inclusive dos sistemas e tecnologias de informação e
comunicação, bem como de outros serviços e instalações.
Acessibilidade - acesso para todos independentemente de
qualquer tipo de limitação pessoal
1. Atitudinal - ações que tomamos como indivíduos para
diminuir as barreiras entre as pessoas com deficiência e
sem deficiência.
2. Arquitetônica - recursos que permitam a locomoção de
Tipos de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida,
acessibilidade em qualquer espaço com autonomia.
3. Metodológica - diversificação de metodologias e
técnicas para viabilizar o acesso à educação.
4. Programática – Normas, leis, regras, decretos.
5. Instrumental – ferramentas necessárias no
desenvolvimento de atividades escolares, profissionais e
recreativos/lazer.
6. Transportes – desde piso tátil até assentos
preferenciais.
7. Comunicação – entendimento de fala, sinais,
expressões, etc. (ex. sinal sonoro e sinal luminoso).
8. Digital/Tecnologia
9. Natural – quebrar barreiras da natureza (ex. cadeiras de
rodas anfíbias para acesso ao mar)
REFERÊNCIA
Cap. 3
Entendendo as deficiências
CONCEITO DE PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Convenção de Eliminação de todas as formas de discriminação contra a
pessoa com deficiência - Decreto nº 3.956/01 Art. 1º :
“Deficiência significa uma restrição física, mental ou sensorial, de
natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer
uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada
pelo ambiente econômico e social.”
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com
algum tipo de deficiência, física ou intelectual, sendo que 80% delas estão em países em
desenvolvimento possuem algum tipo de deficiência, sendo que 80% delas estão em países em
desenvolvimento
A deficiência pode ser entendida como a perda de uma das funções do ser
humano, seja ela física, psicológica ou sensorial, porém deficiência não é
necessariamente sinônimo de incapacidade.
No ambiente educacional, a oferta de estímulos e recursos
adequados, assim como a minimização ou eliminação de barreiras
que impeçam a acessibilidade física e a aprendizagem, favorece a
participação efetivas dos alunos com deficiência na escola e,
consequentemente, na sociedade.
A conceituação da deficiência deve servir não para a discriminação, mas
para ajudar na compreensão das especificidades inerentes a cada uma delas.
Devemos lembrar que as capacidades e as potencialidades e não a
deficiência é que devem definir as atitudes perante a pessoa.
PESSOA COM DEFICIENCIA NO BRASIL
Das 18,6 milhões de pessoas com deficiência, mais da metade são
mulheres, com 10,7 milhões, o que representa 10% da população
feminina .
Nordeste foi a região com o maior percentual de população com
deficiência registrada na pesquisa, com 5,8 milhões - 10,3% do total.
Sul, 8,8%.
Centro-Oeste, 8,6%
Norte, 8,4%.
Sudeste 8,2%
DADOS ESTATÍSTICOS (IBGE)
Pessoas com deficiência têm menor acesso à educação, ao
trabalho e à renda
TEMA PCD PSD
ANALFABETISMO 19,5% 4,1%
ENSINO MÉDIO 25,6% 57,3%
TRABALHO FORMAL 29,2% 66,4%
TRABALHO INFORMAL 55,0% 38,7%
Lei de Cotas
Para mitigar o preconceito
existente no mercado de
trabalho, o Estado estabeleceu
a Lei 8213/1991, conhecida
como lei de cotas.
Empresas que tenham 100
funcionários ou mais precisam
reservar cotas para pessoas
com deficiência. O percentual
varia de acordo com o
tamanho da companhia.
Nº Funcionários Cota
100 a 200 2%
201 e 500 3%
501 e 1000 4%
Acima de 1000 5%
DEFICIÊNCIA
FÍSICA
Caracterizada pela alteração
completa ou parcial de um ou
mais segmentos do corpo
humano, acarretando o
comprometimento da função
física; amputação ou ausência de
membro, paralisia cerebral,
membros com deformidade
congênita ou adquirida.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
A deficiência auditiva se caracteriza pela perda
parcial ou total das possibilidades auditivas
sonoras, variando em graus e níveis
Deficiência visual
A diminuição da resposta visual
pode ser leve, moderada, severa ou
profunda, o que caracteriza o grupo
de pessoas com visão subnormal ou
baixa visão. Essa deficiência pode
ainda, ser caracterizada pela
ausência total da resposta visual, ou
seja, pela cegueira.
DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL/MENTAL
Pessoas com deficiência mental são caracterizadas por um
funcionamento intelectual significativamente inferior à
média, com manifestação antes dos dezoito anos e
limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades
adaptativas.
Deficiência Múltipla
As pessoas com deficiência
múltipla são aquelas afetadas em
duas ou mais áreas,
caracterizando uma associação
entre diferentes deficiências, com
possibilidades bastante amplas
de combinações.
Educação inclusiva é um
modelo educacional que busca
garantir o acesso e a
participação de todos os
alunos, independentemente de
suas habilidades, necessidades
ou diferenças, em um ambiente
escolar comum. Isso significa
que escolas e professores
adaptam suas práticas e
currículos para atender às
diversas necessidades dos
estudantes, promovendo a
igualdade de oportunidades e a
valorização da diversidade.
Leis no Brasil que apoiam a educação inclusiva.
➢ Constituição Federal de 1988: Garante o direito à educação
para todos, sem discriminação.
➢ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei
nº 9.394/1996: Estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional, incluindo a educação especial.
➢ Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº
8.069/1990: Assegura direitos fundamentais às crianças e
adolescentes, incluindo o direito à educação.
➢ Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva (2008): Define diretrizes para a inclusão de
alunos com necessidades especiais nas escolas regulares.
➢ Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) –
Lei nº 13.146/2015: Também conhecida como Estatuto da Pessoa
com Deficiência, esta lei aborda diversos aspectos da inclusão,
incluindo a educação
Alguns princípios da educação inclusiva
❑ Acessibilidade: Garantir que todos os alunos possam acessar o ambiente
escolar e os materiais didáticos.
❑ Participação: Encorajar a participação ativa de todos os alunos nas
atividades escolares.
❑ Adaptação: Modificar métodos de ensino e avaliação para atender às
necessidades individuais dos alunos.
❑ Colaboração: Trabalhar em conjunto com famílias, profissionais de saúde e
outros especialistas para apoiar o desenvolvimento dos alunos.