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DM 2

A Portaria SCTIE/MS nº 54 estabelece diretrizes para o diagnóstico e tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), destacando fatores de risco como idade, obesidade e condições psiquiátricas. O diagnóstico é baseado em critérios laboratoriais e clínicos, e o tratamento inicial recomendado é a metformina, com opções adicionais conforme a necessidade. A monitorização regular e a avaliação de risco cardiovascular são essenciais para o manejo eficaz da doença.

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Ana Beatriz
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A Portaria SCTIE/MS nº 54 estabelece diretrizes para o diagnóstico e tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), destacando fatores de risco como idade, obesidade e condições psiquiátricas. O diagnóstico é baseado em critérios laboratoriais e clínicos, e o tratamento inicial recomendado é a metformina, com opções adicionais conforme a necessidade. A monitorização regular e a avaliação de risco cardiovascular são essenciais para o manejo eficaz da doença.

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DM 2

PORTARIA SCTIE/MS Nº 54, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2020

PCDT DM2/ 2024

Os principais fatores de risco para DM2 consistem em idade maior que 45 anos de idade, sobrepeso ou obesidade,
sedentarismo, síndrome dos ovários policísticos (SOP), pré-diabete, diabete gestacional prévia, hipertensão arterial
sistêmica (HAS), dislipidemia, história familiar de DM em parentes de primeiro grau, apneia obstrutiva do sono (AOS)
e etnia negra, indígena, hispânica/latina e asiática. Ainda, condições psiquiátricas, como depressão, ansiedade e
distúrbios alimentares, estão consistentemente associadas à má adesão ao tratamento medicamentoso, controle
glicêmico inadequado e desenvolvimento de complicações do DM2

Diagnóstico

Em assintomáticos vale o rastreamento:

 Indicado para adultos a partir dos 45 anos OU em qualquer idade naqueles com sobrepeso IMC >25kg/m2 e
mais um fator de risco para DM2.

Em pacientes pré-diabéticos o dg:


Critérios labs para pré DM

 Detecção da hiperglicemia- pré DM:


1. Glicemia de jejum alterada entre 100 a 125mg/dl
2. Tolerância diminuída à glicose após 2h de 140-199mg/dl

E/OU

 Níveis de hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% e especialmente aqueles com as diferentes condições
combinadas

Critérios Labs DM2

 Glicose de jejum >=126mg/dl


 TOTG >=200
 HbA1c >=6,5
 Glicemia aleatória >=200

Jejum de pelo menos 8h; b na ausência de sintomas clássicos de diabete melito tipo 2, o diagnóstico definitivo exige
dois resultados alterados do mesmo exame em amostras diferentes ou de dois resultados alterados, de exames
diferentes avaliados com a mesma amostra de sangue; c em paciente com sintomas de hiperglicemia.
Pacientes DM2 o dg clínico:

 Baseia-se na identificação de sintomas e sinais suspeitos – adição de noctúria como sintomas.

Exames complementares

Periodicidade de exames complementares realizados no acompanhamento de pessoas com DM

Realizar avaliação de estimativa de risco cardiovascular em todos pacientes


- No Brasil, para indivíduos entre 40-74 anos, é recomendada a calculadora HEARTS/OPAS/OMS

Avaliação e acompanhamento com exames complementares:


 Peso
 Risco CV
 Pressão arterial
 Avaliação de pulsos podais – pé diabético
 Dislipidemia – colesterol total, triglicerídeos, HDL, LDL
 Glicemia de jejum e HbA1c
 Creatinina e albuminúria – nefropatia
 Fundoscopia – avaliação de retinopatia

- CKD-EPI para taxa filtração glomerular

Os indivíduos rastreados e que apresentem resultados alterados para os testes laboratoriais devem ser
encaminhados para confirmação diagnóstica. Em caso de não confirmação do diagnóstico para DM2, este paciente
deverá realizar novamente o rastreamento numa periodicidade anual.

Terapêutica

 MEV para prevenção no pré DM e no tratamento da DM


o Ativide física 150 minutos por semana
 Farmacológico

NPH – ação ultralonga e Regular é de ação rápida

 Assim, a estratégia inicial de escolha do tratamento medicamentoso é a metformina em monoterapia. Este


medicamento pode ser associado a outros hipoglicemiantes, no caso de falha ao atingir as metas
terapêuticas (sendo avaliado o estado glicêmico após 3 a 6 meses no máximo).
 Em pacientes com valores de HbA1c maior do que 7,5% ao diagnóstico de DM2, pode-se considerar iniciar o
tratamento com terapia de combinação, sendo sugerido como tratamento de segunda linha as
sulfonilureias, seguidas de iSGLT2 ou insulina.

Metformina:

 Primeira opção
 Sugere-se iniciar o tratamento com doses baixas (500 mg ou 850 mg), em dose única diária, durante ou após
as refeições (café da manhã ou jantar), para prevenir sintomas gastrointestinais. Após 5 a 7 dias, caso não
surjam eventos adversos, pode-se aumentar para 500 mg ou 850 mg, duas vezes ao dia, durante ou após as
refeições (café da manhã e jantar)
 A dose máxima terapêutica é de 850 mg no café, almoço e jantar, totalizando 2.550 mg por dia (dose
máxima efetiva).

Contraindicado: Se TFG <30 Ml/Min, insuficiência hepática descompensada, sepse e hipotensão. Gravidez e
amamentação.

 Cabe destacar que uma possibilidade de evitar eventos adversos, é o uso de metformina XR como
tratamento, sendo que esta tecnologia está disponível no programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB).

Sulfonilureias

 Indicada em associação quando não atinge a meta


 Glibeclamida e Glicalizada
o A gliclazida de liberação prolongada (MR) está associada a uma menor taxa de hipoglicemia, sendo
preferível em pacientes com episódios de hipoglicemia recorrente ou risco aumentado de
hipoglicemia
 Maior risco de hipoglicemia, mas são bem tolerados, possuem baixo custo e segurança CV.

Contraindicadas: TFG<30Ml/min, insuficiência hepática grave, gravidez e lactantes; Glibenclamida não é


recomendada para pacientes >60 anos.

 A gliclazida de liberação prolongada pode ser utilizada em pacientes com insuficiência renal leve a
moderada, sob monitoramento cauteloso.
 Glicazida é preferível em pacientes idosos, visando diminuir risco de hipo.

Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (ISGLT2) - Dapaglifozina

 Está indicada em associação à metformina ou a outros hipoglicemiantes.


 Diminuem a absorção renal de glicose, aumentando a excreção urinária
 Disponível a Dapaglifozina
o Recomendado para DM2, em indivíduos com necessidade de segunda intensificação de tratamento
com idade ≥ 40 anos e doença cardiovascular estabelecida
o ou; homens ≥ 55 anos ou mulheres ≥ 60 anos com alto risco de desenvolver doença cardiovascular,
definido como ao menos um dos seguintes fatores de risco cardiovascular: hipertensão arterial
sistêmica, dislipidemia ou tabagismo
o Dose de 10mg 1x ao dia;
o Contraindica:
 TFG<25 Ml/min pois eficácia menor em pacientes com IR moderada e grave ou com falência
renal;
 Pessoas idosas por riscos de cetoacidose usar com cautela
 Adultos com DRC crônica, IC devem ser assistidos
Insulina NPH e regular

 Quando falha no controle


 Deve-se considerar hiperglicemia (HbA1c > 9% ou glicemia jejum ≥ 300 mg/dL), sintomas de hiperglicemia
aguda (poliúria, polidipsia, perda ponderal) ou a presença de intercorrências médicas e internações
hospitalares decorrentes do DM2, para a indicação de insulina NPH e insulina regular humana
 NPH
o Recomendada no início, realizada a noite antes de dormir com uma dose inicial de 10 UI ou 0,1 a 0,2
UI/kg, aumentando-a em 2 UI a cada 3 dias até atingir a meta terapêutica estabelecida para a
glicemia de jejum
o Dose total varia de 0,5 a 1,5UI/kg/dia
o Se alta glicemia recomenda dividir em duas doses: 80% da dose total de insulina NPH recomendada
anteriormente antes de dormir deve ser dividida para administração de 2/3 da dose pela manhã e
1/3 da dose antes de dormir.
 Regular
o A insulina regular humana é especialmente recomendada para pacientes que necessitam de uma ou
mais doses de insulina junto às refeições (insulina prandial), por dia.
o Pode-se iniciar com 4UI antes da principal refeição ou nas refeições com hiper pós prandial
o Colateral: hipoglicemia
Metas terapêuticas

 Valores de HbA1c esperados correspondem <=7,0% - reduz a incidência de complicações


 Para pessoas >60 anos pode ser menos rígida a meta - entre 7,5% a 8,0%, de acordo com a idade ou
expectativa de vida dos pacientes e a presença de complicações e comorbidades;
Manejo hipoglicemia:
 Quando <70mg/dL
 Hipo leve (de 54 a 69)
o 15g de carboidratos, como uma colher de sopa de açúcar ou mel, um copo de suco de laranja, 150ml
de suco comum ou uma fruta (banana, maçã, pera).
 Hipo nível 2 <54mg/dL
o Se consciente, 30g de CHO
 Hipo nível 3
o Evento grave – EM

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