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Proclamação da República no Brasil

O trabalho aborda a Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889, resultado da insatisfação de militares e civis com a monarquia. O documento explora os antecedentes, causas, desenvolvimento e consequências desse evento histórico, destacando a formação de um governo provisório liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca. A Proclamação trouxe mudanças significativas, como a adoção do federalismo, a laicidade do Estado e a transição para um sistema presidencialista.

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Proclamação da República no Brasil

O trabalho aborda a Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889, resultado da insatisfação de militares e civis com a monarquia. O documento explora os antecedentes, causas, desenvolvimento e consequências desse evento histórico, destacando a formação de um governo provisório liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca. A Proclamação trouxe mudanças significativas, como a adoção do federalismo, a laicidade do Estado e a transição para um sistema presidencialista.

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EDUCAÇÃO ADVENTISTA

Escola Adventista de Tucuruí

LUIZ FERNANDO BARROS SIQUEIRA

Tucuruí-PA
2024

1
LUIZ FERNANDO BARROS SIQUEIRA

Proclamação da República

Trabalho apresentado ao professor


Erinaldo como método avaliativo
para o 1º bimestre de 2024, na
disciplina de História.

Tucuruí-PA
2024

2
SUMÁRIO
1. Apresentação 04
2. Proclamação da República 05
2.1. Antecedentes históricos da Proclamação da República 05
3. Principais causas da Proclamação da República 05
4. Como ocorreu a Proclamação da República? 07
5. Quem proclamou a república? 08
6. Consequências da Proclamação da República 09
7. Controvérsias sobre a Proclamação da República 09
8. Primeiros anos do Brasil República 09
9. Conclusão 11

3
1. APRESENTAÇÃO

O presente trabalho de história aborda a Proclamação da República que foi o


evento histórico que instaurou uma república no Brasil em 15 de novembro de 1889.
Foi resultado de uma articulação entre militares e civis insatisfeitos com a monarquia.
O presente trabalho está dividido em diferentes tópicos, tais como:
• Antecedentes da Proclamação da República;
• Causas da Proclamação da República;
• Como ocorreu a referida Proclamação;
• Quem Proclamou a República;
• Consequências da Proclamação da República;
• Controvérsias sobre a Proclamação da República;
• Primeiros anos do Brasil República.

4
2. Proclamação da República
A Proclamação da República foi o evento histórico que instaurou uma
república no Brasil em 15 de novembro de 1889. Foi resultado de uma articulação
entre militares e civis insatisfeitos com a monarquia.
Havia insatisfação entre os militares com salários e com a carreira, além de
eles exigirem o direito de manifestar suas posições políticas (algo que tinha sido
proibido pela monarquia). Havia também descontentamento entre elites emergentes
com a sub-representação na política da monarquia.
Grupos na sociedade começavam a exigir maior participação pela via eleitoral.
A questão abolicionista também somou forças ao movimento republicano. Esses
grupos se uniram em um golpe que derrubou a monarquia e expulsou a família real
do Brasil.

2.1. Antecedentes históricos da Proclamação da República


A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi o resultado de
um longo processo de crise da monarquia no Brasil. O regime monárquico começou
a entrar em decadência logo após o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, o que
resultou da incapacidade da monarquia em atender aos interesses e demandas da
sociedade brasileira.
Uma série de novos atores e novas ideias políticas surgiu e ganhou força por
meio do movimento republicano, estruturado oficialmente a partir de 1870, quando foi
lançado o Manifesto Republicano. Ao redor das ideias republicanas, formou-se um
grupo consistente que organizou um golpe contra a monarquia em 1889.
Disputas políticas e a consolidação do Exército como uma instituição
profissional foram dois fatores de peso na crise. A exigência pela modernização do
país fez com que muitos civis e militares enxergassem na república a solução para o
país, uma vez que a monarquia começou a ser considerada incapaz para as
demandas existentes.

3. Principais causas da Proclamação da República


3.1. Militares
A insatisfação dos militares estava diretamente relacionada com a
profissionalização da corporação. Depois disso, eles começaram a exigir melhorias

5
em sua carreira como reconhecimento aos serviços prestados no Paraguai. As
principais exigências eram melhorias salariais e no sistema de promoção.
Outra forte insatisfação teve relação com o envolvimento do Exército
Brasileiro com a política. Os militares entendiam-se como tutores do Estado brasileiro
e, por isso, queriam ter o direito de manifestar suas opiniões políticas publicamente.
Um caso simbólico aconteceu em 1884, quando o oficial Sena Madureira foi punido
por mostrar apoio aos abolicionistas do Ceará.
A monarquia também procurou censurar os militares, proibindo que eles
manifestassem suas opiniões em jornais e nas corporações militares. Havia também
exigências entre os militares para que o Brasil se convertesse em um país laico.
Internamente, as insatisfações militares se reuniram ao redor da ideologia positivista.
Com base no positivismo, os militares passaram a reivindicar que a
modernização do Brasil se daria por meio de um governo republicano ditatorial. Assim,
eles acreditavam que era necessário escolher um governante que conduzisse o país
no caminho da modernização e, se necessário, esse governante poderia se afastar
das vontades populares.
3.2. Política e sociedade
A política no Segundo Reinado sempre foi complicada, sobretudo pela briga
ferrenha entre conservadores e liberais. Essa situação se agravou com a crise de sub-
representação de algumas províncias. Na segunda metade do século XIX, o eixo
econômico do país tinha consolidado sua mudança do Nordeste para o Sudeste.
A província de São Paulo já havia se colocado como o grande centro
econômico do Brasil, mas as elites paulistas se incomodavam com o fato de sua
representação na política ser pequena. Outras províncias economicamente
decadentes, como o Rio de Janeiro e a Bahia, gozavam de grande representatividade
política.
Essa situação indispôs as elites dessa província com a monarquia, e isso nos
ajuda a entender, por exemplo, por que a província de São Paulo teve o maior partido
republicano do Segundo Reinado, o Partido Republicano Paulista (PRP).
Havia também sub-representação da sociedade no sistema político. As
cidades cresciam e novos grupos sociais se estabeleciam. Esses grupos emergentes
demandavam maior participação na política brasileira, e o caminho tomado foi o
inverso. Os liberais defendiam ampliação do voto para enfraquecer os conservadores

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e os grandes fazendeiros, mas os conservadores conseguiram aprovar a Lei Saraiva,
em 1881.
Essa lei determinou novos critérios para quem teria direito ao voto, e, após
sua aprovação, o número de eleitores no Brasil caiu de 1.114.066 pessoas para
157.296 pessoas. Isso correspondia a apenas 1,5% da população brasileira, ou seja,
as demandas por participação não foram atendidas e a exclusão existente foi
ampliada.
Essas novas elites passaram a ocupar os espaços políticos de outras formas
e manifestavam suas opiniões por meio de jornais, associações e manifestações
públicas em defesa de causas como o Estado laico. Essa insatisfação com os
problemas da monarquia, obviamente, reforçou a causa republicana no país.
Em 1870, foi lançado o Manifesto Republicano, documento que criticava a
centralização do poder na monarquia e exigia um modelo federalista (que desse
autonomia às províncias) no Brasil. Esse manifesto também atribuiu à monarquia a
responsabilidade dos problemas do país e indicava a república como a solução. O
manifesto foi um norteador do movimento republicano no fim do império.
Outra causa que reforçou muito o movimento republicano foi a defesa da
abolição. O abolicionismo mobilizou a sociedade brasileira na década de 1880, e
grande parte dos abolicionistas defendia a república.
De forma geral, a socióloga Ângela Alonso resume que a monarquia brasileira
se estruturou no seguinte tripé: participação política restrita; escravismo (e exclusão
do elemento africano); e catolicismo como defensor das hierarquias sociais.
As décadas de 1870 e 1880 vieram justamente questionar esse tripé, pois
havia demandas por maior participação social, o abolicionismo exigia a inserção do
negro na sociedade, e o laicismo procurou estabelecer uma sociedade laica.

4. Como ocorreu a Proclamação da República?


Havia então insatisfações com a monarquia em diferentes camadas da nossa
sociedade. Elites emergentes, militares, políticos, classes populares e escravizados
eram grupos com críticas à monarquia. Todas essas insatisfações, em algum
momento na década de 1880, tornaram-se uma conspiração.
Ao longo dessa década, as manifestações públicas começaram a se tornar
comuns, e críticas ao imperador cresciam. Um atentado contra o carro do imperador,

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em julho de 1889, motivou o império a proibir manifestações públicas em defesa da
república, mas o Brasil estava em um caminho sem volta, pois o grupo de insatisfeitos
era muito grande.
Em novembro de 1889, a conspiração estava em curso e contava com nomes
como Aristides Lobo, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Sólon
Ribeiro, entre outros. O que faltava para os conspiradores era a adesão do marechal
Deodoro da Fonseca, um militar influente e primeiro presidente do Clube Militar.
Em 10 de novembro, os defensores do golpe contra a monarquia se reuniram
com Deodoro para convencê-lo a tomar participação no movimento. Nos dias
seguintes, os boatos de que uma conspiração estava em curso começaram a ganhar
força e, no dia 14, informações falsas sobre a monarquia começaram a ser anunciadas
em público, com o objetivo de arregimentar apoiadores.
O golpe contra a monarquia seguiu no dia 15, quando o marechal Deodoro da
Fonseca e tropas foram até o quartel-general localizado no Campo do Santana. Foi
exigida a demissão do Visconde de Ouro Preto da presidência do gabinete ministerial.
O visconde se demitiu e foi preso por ordem de Deodoro da Fonseca. Entretanto, o
Marechal estava à espera de que o imperador fosse organizar um novo gabinete e,
por isso, deu vivas a D. Pedro II, e então retornou para seu domicílio. A derrubada do
gabinete não colocou fim nos acontecimentos do dia 15, e as negociações políticas
seguiram. Republicanos decidiram realizar uma sessão extraordinária na Câmara
Municipal do Rio de Janeiro para que ocorresse uma solenidade de Proclamação da
República.

5. Quem proclamou a república?


A Proclamação da República aconteceu na Câmara, sendo anunciada pelo
vereador José do Patrocínio. Houve celebração nas ruas do Rio de Janeiro, com os
envolvidos na proclamação puxando vivas à república e cantando A Marselhesa
(canção revolucionária propagada durante a Revolução Francesa) nas ruas da capital.
Durante essa sucessão de acontecimentos, foi organizada uma tentativa de
resistência sob a liderança de André Rebouças e Conde d’Eu, marido da princesa
Isabel, mas o intento fracassou. D. Pedro II permaneceu crente de que a situação
seria facilmente resolvida, mas não foi assim que aconteceu.

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Um governo provisório foi formado, o marechal Deodoro da Fonseca foi
nomeado como presidente do Brasil (o primeiro de nossa história) e outros envolvidos
com o golpe assumiram pastas importantes no governo. A família real foi expulsa no
dia 16 de novembro, e, no dia seguinte, seus membros embarcaram com seus bens
para a cidade de Lisboa, em Portugal.

6. Consequências da Proclamação da República


A Proclamação da República mudou radicalmente a história brasileira.
Trocaram-se os símbolos nacionais, e novos heróis, como Tiradentes, foram
estabelecidos. Além da mudança da forma de governo, o Brasil passou a ser uma
nação com poder descentralizado, pois foi implantado o federalismo. Mudanças
aconteceram no sistema eleitoral, pois o critério censitário foi abandonado, e foi
estabelecido o sufrágio universal masculino para homens com mais de 21 anos.
O Brasil se tornou um Estado laico, e o presidencialismo tornou-se o sistema
de governo. A organização da república tomou forma quando foi promulgada uma
nova Constituição no ano de 1889. A década de 1890 ficou marcada como um período
de disputa entre republicanos e monarquistas e deodoristas e florianistas.

7. Controvérsias sobre a Proclamação da República


Muitos historiadores apontam que a Proclamação da República foi um evento
controverso, pois tratou-se de um golpe iniciado pelos militares e finalizado por
indivíduos da sociedade civil e da elite política do Brasil contra a monarquia. Muitos
historiadores ainda levantam como controvérsias desse acontecimento a dimensão
da participação do marechal Deodoro da Fonseca e a participação popular no evento.

8. Primeiros anos do Brasil República


Os historiadores entendem que os primeiros 10 anos da república no Brasil
foram um período de acomodação do sistema político brasileiro nos moldes
republicanos. Isso porque havia muita disputa entre deodoristas e florianistas, grupos
políticos hegemônicos que se apoiavam em Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto
respectivamente.
Além disso, houve iniciativas monarquistas de recuperar o poder, e o Brasil
passou por 10 anos de grande instabilidade política e econômica. Tanto o marechal

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Deodoro da Fonseca como Floriano Peixoto governaram o Brasil de maneira
autoritária.
Houve uma série de revoltas e conflitos nesse período, como as Revoltas da
Armada, a Revolução Federalista e a Guerra de Canudos. Além disso, uma enorme
crise econômica atingiu o Brasil, no que ficou conhecido como Encilhamento.

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9. CONCLUSÃO
A Proclamação da República foi um movimento que rompeu com a forma de
governo existente no Brasil, ela foi fruto de um movimento histórico, articulado entre
civis e militares, que tinham como intuito romper com a monarquia.
Devido a insatisfação de várias classes da comunidade e o surgimento de
ideias políticas, o sistema monárquico começou a entrar em decadência, ganhando
força o movimento republicano.
Diante a situação vivenciada, a Proclamação da República aconteceu na
Câmara, sendo anunciada pelo vereador José do Patrocínio; instala-se um governo
provisório, o marechal Deodoro da Fonseca foi nomeado como presidente do Brasil.
O Brasil se tornou um Estado laico, e o presidencialismo tornou-se o sistema
de governo.

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4. BIBLIOGRAFIA
BRANDINO, Luiza. "Eu lírico"; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/literatura/eu-lirico.htm. Acesso em 14 de outubro de 2022.

BRASIL, Câmara Brasileira do Livro. Poetas da escola: caderno do professor: orientação para
produção de textos/ [equipe de produção Anna Helena Alternaekler, Diego Grando, Melissa
Formari, Maria Alice Amelin] – São Paulo (Coleção das Olímpiadas). 5º edição, 2016.
Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/8146/caderno-poema.pdf.
Acesso em: 12 de outubro de 2022.

GUIMARÃES, Leandro. "Gênero épico"; Brasil Escola. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-epico.htm. Acesso em 14 de outubro de 2022.

GUIMARÃES, Leandro. "Gênero dramático"; Brasil Escola. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-dramatico.htm. Acesso em 14 de outubro de
2022.

SOUZA, Warley. "Poema"; Brasil Escola. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-poema-caracteristicas-especificas.htm. Acesso em
14 de outubro de 2022.

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