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O documento apresenta um roteiro para uma prática de laboratório em Engenharia Mecânica, focando na medição de vazão com sensores tipo paddlewheel e pressão diferencial. Inclui informações sobre os materiais necessários, funcionamento dos sensores e transmissores, além de parâmetros de calibração e procedimentos experimentais. O objetivo é estudar diferentes tipos de sensores de vazão industriais e suas aplicações.
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O documento apresenta um roteiro para uma prática de laboratório em Engenharia Mecânica, focando na medição de vazão com sensores tipo paddlewheel e pressão diferencial. Inclui informações sobre os materiais necessários, funcionamento dos sensores e transmissores, além de parâmetros de calibração e procedimentos experimentais. O objetivo é estudar diferentes tipos de sensores de vazão industriais e suas aplicações.
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Engenharia Mecânica

Instrumentação
Roteiro para prática de laboratório

Informações
 Prática: Medição de Vazão com Sensor Tipo Paddlewheel e Pressão Diferencial
 Objetivo: Estudo de vários tipos de sensores de vazão industriais.
 Elaboração: Prof. Felipe Oliveira e Silva / André de Aguiar Braga
 Docente: Prof. Danilo Alves de Lima
 Aluno(s):
 Data:

Materiais Necessários
Fornecidos pelo professor:

 Planta didática T5552;


 Multímetro 34XR-A;
 Cabos.

Hardware Utilizado1

Sensor de vazão tipo paddlewheel

Um sensor de vazão tipo paddlewheel, também chamado de sensor de turbina


tangencial, é um tipo de sensor de vazão que usa uma roda de pás giratória para
determinar a taxa de vazão volumétrica, como mostra a Figura 1. O sensor de vazão tipo
paddlewheel gera pulsos elétricos com base na rotação do rotor de forma similar à do
sensor de vazão de turbina padrão. Porém, as pás ou lâminas do paddlewheel são
perpendiculares à vazão, como também mostra a Figura 1. O dispositivo captador
detecta os pulsos e os envia ao transmissor.
Os sensores de vazão tipo paddlewheel são construídos em plástico, ao invés de
metal, como a maioria dos outros sensores de vazão tipo turbina. Portanto, eles são
geralmente usados em aplicações com baixas taxas de vazão, tipicamente menores que
5 gpm. Contudo, os avanços na tecnologia de construção das rodas e pás, do rotor e do
projeto estão tornando estes sensores cada vez mais robustos e fazendo deles uma boa
opção para algumas aplicações de altas taxas de vazão.

1 Os conceitos e considerações apresentados aqui foram extraídos de [Ama07]. Ou


seja, a presente seção está fundamentada nessa referência.

1
Figura 1: Sensor de vazão tipo paddlewheel.

A Figura 2 mostra um sensor de vazão tipo paddlewheel em um sistema de controle


de vazão. A roda de pás gera pulsos elétricos no captador; um transmissor digital recebe
esses pulsos e os converte em sinal analógico de 4-20 mA que o controlador de processo
usa para controlar a taxa de vazão.

Figura 2: Sensor de vazão tipo paddlewheel em um sistema de controle de vazão.

Transmissor digital de vazão modelo 8550-1 da +GF+ SIGNET

Um transmissor digital de vazão converte a taxa de pulsos de um sensor de vazão tipo


turbina em um sinal analógico que pode ser usado por um controlador. A maioria dos
transmissores digitais de vazão possui um display de leitura digital e algumas teclas de
programação. Eles permitem que o usuário possa navegar pelos menus e ajustar os
parâmetros a fim de fazer o transmissor de vazão interpretar corretamente o sinal

2
produzido pelo sensor. O display também proporciona um método visual para
monitoramento da taxa de vazão.
A Figura 3 mostra o transmissor digital de vazão 8550-1.

Figura 3: Transmissor digital de vazão.

Parâmetros de calibração do transmissor digital

Os transmissores digitais de vazão devem ser calibrados para exibir a taxa de vazão
corretamente. Isto envolve o ajuste dos parâmetros do transmissor, normalmente por
meio do teclado. Embora os parâmetros de calibração variem de um fabricante para
outro, há alguns parâmetros padrões que incluem:

 Flow Units (Unidades de Vazão) – O parâmetro Flow Units ajusta a unidade de


medida selecionada para a taxa de vazão (ex: gpm ou pé/s). Este parâmetro
tipicamente afeta somente o display do transmissor. A Figura 4 mostra um
transmissor digital de vazão exibindo unidades de vazão.

 Flow K – Factor (Fator-K de Vazão) – O Flow K – Factor representa o número de


pulsos por unidade volumétrica (ex: galões, litros, etc.) que o sensor de vazão gera.
Ele proporciona o fator de conversão que o processador precisa para converter a
frequência de pulsos na taxa de vazão desejada. Cada marca e modelo de sensor
digital de vazão tem um fator-K de vazão próprio. Portanto, o fabricante do sensor
deverá fornecer fator-K do instrumento. Por exemplo, a Figura 5 apresenta os
fatores-K para os diferentes modelos de sensores de um fabricante em particular
(+GF+ SIGNET).

 Loop Range (Faixa de Malha) – O parâmetro Loop Range permite ajustar as taxas
de vazão mínima e máxima. A taxa de vazão mínima resulta em uma saída de 4
mA e a taxa de vazão máxima resulta em uma saída de 20 mA. O ajuste correto
destes valores permite ao processador determinar a saída apropriada para
qualquer taxa de vazão entre a mínima e a máxima.

3
Figura 4: Transmissor digital de vazão exibindo unidades de vazão.

Figura 5: Fatores-K para sensores de vazão digitais.

 Low Loop Adjust (Ajuste do Valor Baixo da Malha) – O parâmetro de Low Loop
Adjust permite ajustar a corrente de saída desejada que corresponde à taxa de
vazão mínima. Tipicamente, este valor será ajustado para 4 mA. Este ajuste é
similar ao ajuste do zero num dispositivo como um conversor I/P.

 High Loop Adjust (Ajuste do Valor Alto da Malha) – O parâmetro de High Loop
Adjust permite ajustar a corrente de saída desejada que corresponde à taxa de
vazão máxima. Tipicamente, este valor será ajustado para 20 mA. Este ajuste é
similar ao ajuste do span em um instrumento.

 Total K – Factor (Fator-K Total) – O Total K – Factor proporciona o fator de


conversão necessário para o processador converter a frequência de pulsos em
total volumétrico. Isto permite ao transmissor determinar (totalizar) o volume total
de material que ui pelo sistema num período específico de tempo. Por exemplo,
você pode usar o Total K - Factor para determinar quanto material foi processado
num dia. O fator-K total possui tipicamente o mesmo valor do Flow K – Factor.

A maioria dos transmissores de vazão digitais inclui mais parâmetros para controlar o
display e a saída do transmissor. A Figura 6, por exemplo, lista os parâmetros adicionais
do transmissor digital de vazão 8550-1 da +GF+ SIGNET.

4
Figura 6: Parâmetros programáveis adicionais do 8550-1 da +GF+ SIGNET.

Tubo de Venturi

Um tubo de Venturi é uma seção do tubo com uma entrada cônica que contém o ponto
de medição de alta pressão, uma saída cônica, e uma constrição cilíndrica no meio que
contém o ponto de medição de baixa pressão. A entrada converge para a constrição e a
saída diverge da constrição. Isto resulta em uma seção mais longa do tubo antes da
saída retornar ao diâmetro original, possibilitando uma recuperação da pressão perdida
por causa da restrição (Figuras Figura 7 e Figura 8).

Figura 7: Tubo de Venturi.

Transmissor de vazão por pressão diferencial

Os transmissores de vazão por pressão diferencial convertem os sinais de pressão


diferencial em um sinal de saída analógico (usualmente 4-20 mA) que pode indicar a
vazão volumétrica ou a pressão diferencial. Eles são comumente utilizados em
aplicações que utilizam sensores de vazão por pressão diferencial (por exemplo, placas

5
de orifício, tubos de Venturi, etc.). Entretanto, eles também podem indicar a diferença de
pressão entre duas posições de uma linha de processo. A Figura 9 mostra um exemplo
de transmissor por pressão diferencial.

Figura 8: Tubos de pressão do bloco distribuidor fixados nos conectores de engate rápido do sensor de
vazão por tubo de Venturi.

Figura 9: Transmissor de vazão por pressão diferencial.

A maioria dos transmissores de vazão por pressão diferencial possui dois


componentes principais: um transmissor de vazão integrado (isto é, baseado em
microprocessador) e um bloco distribuidor de pressão diferencial, como mostrado na
Figura 9. O transmissor de vazão integrado inclui um sensor que percebe a pressão

6
diferencial, componentes eletrônicos que convertem o sinal de pressão diferencial em
um sinal de saída analógico elétrico, e um mostrador que indica o valor atual da variável
do processo. O bloco distribuidor de pressão diferencial recebe os sinais de alta e baixa
pressão e guia- os para as localizações apropriadas de forma que a diferença de pressão
possa ser medida sem danificar o transmissor.

Construção do transmissor de vazão integrado

O transmissor de vazão integrado consiste nas partes a seguir, como mostrado na


Figura 10:

Figura 10: Partes de um Transmissor de Vazão Integrado.

 Carcaça – A carcaça enclausura os componentes eletrônicos do transmissor, o


módulo do sensor, e o diafragma. Ela é usualmente feita de aço e é muito durável,
o que permite que o transmissor seja usado em torno de materiais nocivos.

 Mostrador – O transmissor de vazão integrado possui um mostrador digital que


pode ser programado para mostrar a pressão diferencial ou a vazão volumétrica.
O mostrador, ás vezes, é protegido por um vidro de proteção em condições de
ambientes nocivos.

 Ajuste de zero e faixa – Os ajustes de zero e da faixa são pequenos botões


localizados na parte superior do transmissor. Eles configuram os valores mínimos
(ajuste de zero) e máximos (ajuste da faixa) da pressão diferencial.

 Diafragma – O diafragma é um dispositivo flexível que sofre uma deflexão


proporcional à pressão diferencial. Um pequeno eixo é preso ao diafragma de
modo que o movimento do diafragma possa ser percebido pelo sensor.

 Sensor – O sensor percebe o movimento do diafragma. Um tipo de sensor


utilizado é o Transformador Diferencial Variável Linear (conhecido como LVDT),
como mostrado na Figura 11. O movimento da alma, que está presa ao diafragma,
faz com que a tensão induzida nas bobinas secundárias varie. A tensão diferencial
entre as bobinas secundarias indica o quanto a alma se moveu e em que direção.

7
Figura 11: Componentes internos do transmissor integrado.

 Eletrônica interna – A eletrônica interna inclui um microprocessador e outros


componentes que convertem a pressão diferencial em um sinal analógico. O
microprocessador sempre calcula a raiz quadrada da pressão diferencial, o que
permite que o sinal de saída analógico indique a vazão. Se o transmissor não
realizar esta conversão, o controlador deve fazer.
 Terminais de conexão – Existem seis terminais de conexão na parte de trás do
transmissor de vazão integrado, para a conexão da alimentação elétrica,
aterramento e conexão com dispositivos de comunicação.

Construção do bloco distribuidor

O bloco distribuidor, mostrado na Figura 12, é feito de aço inoxidável e inclui os


componentes externamente visíveis a seguir:

 Válvula equalizadora – A válvula equalizadora impede que uma pressão diferencial


seja estabelecida através do diafragma do transmissor. Ela protege o diafragma
evitando que se rompa toda vez que o ar for solto do bloco distribuidor. Se o
diafragma se romper, o transmissor fica inutilizado.

 Válvulas de fechamento de baixa/alta pressão – As válvulas de fechamento de


baixa pressão e de alta pressão impedem que as linhas de pressão coloquem
pressão sobre o módulo do sensor quando a válvula equalizadora não está na
posição apropriadamente aberta ou fechada. Isto pode danificar o diafragma.

8
 Válvulas de sangramento – As válvulas de sangramento abrem para liberar
(sangrar) o ar das linhas de baixa pressão e de alta pressão.

 Pontos de tomada de pressão - Os pontos de tomada de pressão são conexões


para as linhas de baixa pressão e de alta pressão até o bloco distribuidor.

Figura 12: Bloco distribuidor do transmissor de vazão por pressão diferencial.

O bloco distribuidor fornece uma interface entre o sensor de pressão diferencial e o


transmissor integrado. A Figura 13 mostra a construção interna do bloco distribuidor.

Figura 13: Construção interna do bloco distribuidor.

9
Operação do transmissor

A Figura 14 mostra a operação de um transmissor de vazão por pressão diferencial.


Os sinais de alta e baixa pressão são transmitidos dos pontos de tomada de pressão no
sensor de pressão diferencial para o bloco distribuidor preso ao transmissor. A pressão
diferencial destes pontos de tomada de pressão faz com que o diafragma se movimente.
A quantidade de movimento do diafragma é medida pelo sensor LVDT e convertida em
um sinal eletrônico proporcional. A eletrônica interna baseada em microprocessador
recebe este sinal do sensor e gera uma saída analógica (usualmente 4-20 mA) que indica
a pressão diferencial da vazão, dependendo de como o transmissor é programado.

Figura 14: Operação de um transmissor de vazão por pressão diferencial.

Experimentos
Experimento 36 (Configuração do Transmissor Digital de Vazão). Neste procedimento,
você configurará o transmissor digital de vazão 8550-1 da +GF+ SIGNET instalado no
T5552. Esta operação envolve o ajuste dos parâmetros necessários para adequar o
sensor de vazão usado no sistema. Monte o T5552 conforme ilustração da Figura 15.

10
Ajuste o regulador de pressão para 0 psi. Em seguida, conecte o circuito mostrado na
Figura 16.

Figura 15: Montagem do T5552.

Figura 16: Montagem do circuito para configurar e testar o transmissor digital de vazão.

Execute os sub-passos a seguir para ajustar os parâmetros do menu CALIBRATE no


transmissor de vazão:

11
 Pressione e segure a tecla ENTER por 2 segundos. Esta ação selecionará o menu
CALIBRATE. O display lhe apresentará um prompt para entrar o código chave.

 Pressione as teclas na sequência a seguir para entrar o código chave: up ▲, up


▲, up ▲, down ▼. Assim que você tiver entrado o Código Chave, o display
mostrará o primeiro item do menu CALIBRATE. O primeiro item será Flow Units.

 Pressione a tecla de seta para a direita ► a fim de selecionar o item Flow Units
para edição. Quando um item de menu é selecionado, o primeiro elemento (à
esquerda) piscará e um símbolo de seta para a direita aparecerá no canto inferior
direito do display para indicar que o parâmetro pode ser editado.

 Pressione as teclas de setas para cima ▲ e para baixo ▼, conforme a


necessidade, para ajustar o primeiro item para G (galões).

 Pressione a tecla de seta para a direita ► para avançar para o próximo item. O
próximo elemento deverá agora estar piscando.

 Pressione as teclas de setas para cima ▲ e para baixo ▼, conforme a


necessidade, para ajustar o segundo item para P (por).

 Pressione a tecla de seta para a direita ► para avançar para o próximo item.

 Pressione as teclas de setas para cima ▲ e para baixo ▼, conforme a


necessidade, para ajustar o terceiro item para M (minuto). Estes ajustes
selecionam a unidade de vazão gpm (galões por minuto).

 Pressione a tecla ENTER para salvar este ajuste.

 Pressione a tecla de seta para baixo ▼ para avançar para o próximo item do menu.
O próximo item do menu é o Flow K – Factor. O Fator-K é fornecido pelo fabricante
do sensor de vazão. O Fator-K para o sensor de vazão tipo paddlewheel do T5552
é 3160.

 Pressione a tecla de seta para a direita ► para selecionar o item Flow K – Factor
para edição.

 Use as teclas de setas para cima ► e para baixo ▼, conforme a necessidade, e a


tecla de seta para a direita ► para ajustar o Fator-K para 3160. Lembre-se, use a
tecla de seta para a direita ► para selecionar um item do menu e as teclas de
setas para cima ▲ e para baixo ▼ para mudar o item selecionado.

 Assim que o Fator-K tiver sido ajustado para 3160, pressione a tecla ENTER para
salvar o ajuste.

 Ajuste os itens restantes do menu CALIBRATE conforme indicação na tabela a


seguir (Tabela 1).

12
Tabela 1: Configurações do menu CALIBRATE.

Item de Menu Ajuste


Total Units Galões
Total K-Factor 3160
Loop Range: GPM 0 → 0.7
Last CAL Data de hoje (ex: 30/09/20)

 NOTA – Você não mudará todos os itens no menu CALIBRATE. Para os itens
que não foram listados, você pode pressionar a tecla de seta para baixo ▼ para
passar por eles sem os alterar.

 Pressione simultaneamente as teclas de setas para cima ▲ e para baixo ▼ para


sair do menu CALIBRATE e retornar ao menu VIEW.

Execute os sub-passos a seguir para ajustar os itens do menu OPTIONS para o


medidor/transmissor de vazão.

 Pressione e segure a tecla ENTER por 5 segundos. O display lhe apresentará


um prompt para entrar o código chave.

 Pressione as teclas na sequência a seguir: up ▲, up ▲, up ▲, down ▼. Assim


que você tiver entrado o Código Chave, o display mostrará o primeiro item do
menu OPTIONS. O primeiro item será Contrast.

 Ajuste os itens do menu OPTIONS conforme indicação da tabela a seguir


(Figura 17).

Figura 17: Configurações do menu OPTIONS.

13
 Pressione simultaneamente as teclas de setas para cima ▲ e para baixo ▼ para
sair do modo de edição. O display deverá retornar ao menu VIEW e indicar uma
taxa de vazão de 0.00 gpm.

Experimento 37 (Utilização do Sensor de Vazão Tipo Paddlewheel). Neste


procedimento, você medirá a vazão de líquido em um tanque, usando um sensor de
vazão tipo paddlewheel conectado a um transmissor digital. Você observará o efeito na
taxa de vazão quando a demanda do processo mudar.

1. (Valor 20%) Varie a vazão de água de modo a verificar a calibração do


transmissor. Anote os valores observados, conforme a tabela a seguir (OBS:
DURANTE O EXPERIMENTO, A VAZÃO DO LÍQUIDO JAMAIS DEVE SER
COMPLETAMENTE BLOQUEADA, ISTO é, FICAR ABAIXO DE 0,2 GPM, SOB
RISCO DE DANIFICAÇÃO IRREVERSÍVEL DA BOMBA).

Rotâmetro [gpm] Multímetro [mA] Transmissor [gpm]


0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7

(Valor 20%) Faça um gráfico (Leituras do Multímetro x Leituras do Transmissor), e


valide a calibração do instrumento. Faça outro gráfico (Leituras do Transmissor x Leituras
do Rotâmetro), e analise-o.

Experimento 38 (Utilização do Transmissor de Vazão por Pressão Diferencial). Este


experimento tem como objetivo a utilização e calibração de um transmissor de vazão por
pressão diferencial. Para a calibração do transmissor, será utilizada a leitura do
rotâmetro.
Para executar o procedimento, configure o módulo T5552, como na Figura 18. Ajuste
o regulador de pressão para 0 psi.
Conecte o circuito mostrado na Figura 19. Este circuito possibilita que seja medida a
vazão usando um sensor de vazão por tubo de Venturi (OBS: chame o professor ou
técnico laboratorista responsável, para substituir o sensor de vazão tipo paddlewheel
utilizado no experimento anterior pelo tubo de Venturi).
Para a correta calibração do Transmissor por Pressão Diferencial é necessário
sangrar o bloco distribuidor do transmissor. Para fazê-lo, execute os seguintes passos:

 Abra completamente (no sentido anti-horário) a válvula equalizadora (centro) no


bloco distribuidor do transmissor por pressão diferencial, mostrado na Figura 20.

 Feche completamente (sentido horário) as válvulas de fechamento de alta e baixa


pressão em cada lado da válvula equalizadora, também mostradas na Figura 20.

 Certifique-se de que as válvulas de sangramento em ambos os lados do bloco de


distribuição estão completamente fechadas (sentido horário), como mostrado na
Figura 21.

14
 Gire a chave seletora SS1 para ligar a bomba.

Figura 18: Configuração do T5552.

Figura 19: Circuito de escoamento do sensor de vazão por tubo de Venturi e do transmissor por pressão
diferencial.

 Uma de cada vez, abra completamente (gire no sentido anti-horário) as válvulas


de fechamento de alta e baixa pressão em cada lado da válvula equalizadora.

 Abra lentamente (no sentido anti-horário) a válvula de sangramento da direita para


retirar o ar que está dentro da tubulação e do bloco distribuidor.

15
 Feche a válvula de sangramento da direita quando todo o ar tiver sido retirado,
como indicado pela remoção das bolhas de ar dos tubos que conectam o
transmissor ao sensor. Um pouco de água pode sair junto com ar pela válvula
durante o sangramento.

 Abra lentamente (no sentido anti-horário) a válvula de sangramento da esquerda


para retirar o ar que está dentro da tubulação e do bloco distribuidor.

Figura 20: Válvula equalizadora de fechamento de alta e baixa pressão.

Figura 21: Válvula de sangramento fechada.

 Feche a válvula de sangramento da esquerda quando todo o ar tiver sido retirado.

 Verifique novamente a tubulação para se certificar de que todo o ar foi retirado.

16
 Feche completamente (no sentido horário) a válvula equalizadora.

Sabendo que os botões de zero (Z) e de faixa (S) se encontram como mostrado na
Figura 22, execute os seguintes passos para realizar a calibração do transmissor:

 Desligue a chave seletora SS1 para parar o escoamento de água para dentro do
tanque.

 Observe que a leitura de vazão no rotâmetro indica 0 gpm porque não há


escoamento no sistema.

 Observe o mostrador do transmissor de vazão por pressão diferencial. Você deve


notar que o mostrador alterna entre duas ou mais telas. Se a pressão e a saída
estão dentro dos limites de operação do transmissor, a tela do transmissor deve
alternar entre a indicação do valor da pressão diferencial e o percentual da faixa
total que a pressão representa, como mostrado na Figura 23. O símbolo da raiz
quadrada no lado esquerdo do percentual do valor da faixa indica que a raiz
quadrada da pressão diferencial está sendo extraída de forma que a saída do
transmissor indica a vazão. Se a saída do transmissor está fora dos limites normais
de operação (isto é, menos do que 4 mA ou mais do que 20 mA), o transmissor
pode mostrar uma terceira tela que indica que a saída atual está saturada, como
mostrado na Figura 24.

Figura 22: Botões de ajuste de zero e da faixa.

17
Figura 23: Tela da válvula de pressão diferencial (esquerda) e tela da faixa de percentual (direita).

 O transmissor de vazão por pressão diferencial no sistema T5552 é projetado


para medir até 25,00 polegadas de pressão de agua. Se a pressão diferencial
está acima, em aproximadamente 25,80 polegadas de agua, o mostrador do
transmissor mostra uma quarta tela que indica que a pressão medida está
acima da pressão limite, como mostrado na Figura 25.

 Pressione e mantenha pressionado o botão de zero (Z) na parte superior, no


lado direito, do transmissor por 2 segundos. A tela de LCD no transmissor de
vazão por pressão diferencial deve piscar a indicação “PASS”, indicando que o
valor de zero para uma vazão de 0 gpm foi aceito e ajustado.

 Agora, gire a chave seletora SS1 para ligar a bomba e permitir que a água
escoe para dentro do tanque.

 Usando a válvula de controle de vazão manual, ajuste a vazão máxima de 0,7


gpm no rotâmetro.

 Pressione e mantenha pressionado o botão de faixa (S) na parte superior, no


lado esquerdo, do transmissor por 2 segundos. A tela de LCD no transmissor
de vazão por pressão diferencial deve piscar a indicação “PASS”, indicando
que o valor da faixa foi aceito e ajustado.

Figura 24: Tela do mostrador indicando saturação.

18
Figura 25: Tela do mostrador indicando limite de pressão excedida.

O transmissor agora está calibrado para fornecer uma saída analógica de 4-20 mA
que corresponde a uma vazão de 0 - 0,7 gpm respectivamente.

1. (Valor 20%) Varie a vazão de água de modo a verificar a calibração do transmissor.


Anote os valores observados, conforme a tabela a seguir (OBS: DURANTE O
EXPERIMENTO, A VAZÃO DA ÁGUA JAMAIS DEVE SER COMPLETAMENTE
BLOQUEADA, ISTO É, FICAR ABAIXO DE 0,2 GPM, SOB RISCO DE
DANIFICAÇÃO IRREVERSÍVEL DA BOMBA).

Rotâmetro [gpm] Transmissor [inH2O] Transmissor [%]


0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7

2. (Valor 20%) Faça um gráfico (Leitura do Transmissor [inH20] x Leituras do


Rotâmetro [gpm]) e um gráfico (Leitura do Transmissor [%] x Leituras do Rotâmetro
[gpm]), e analise-os. Verifique o comportamento não linear da pressão diferencial
na entrada no transmissor, e como isto é compensado na indicação da vazão.

3. (Valor 20%) Compare os sensores de vazão do tipo paddlewheel e por pressão


diferencial quanto aos seus desempenhos e características estáticas/dinâmicas
(linearidade, perda de carga, etc.).

19
Referências
[Ama07] Amatrol. Sistemas de Controle de Processos - Pacote de Atividades de
Aprendizado 5: Elementos Finais de Controle. Amatrol, 2007.

[Amp06] Amprobe. Users Manual: 34XR - A Professional Digital Multimeter. Amprobe


2006.

[Ma11] J. B. Magalhães. XC221 - Tanque - Teoria, Caderno de Experiências e


Manual. Excto Tecnologia, 2011.

[Mor10a] R. M. Moreira. XC201 - Sensores Industriais - Teoria, Caderno de


Experências e Manual. Excto Tecnologia, 2010.

[Mor10b] R. M. Moreira. XC201 - Sensores Industriais - Teoria, Caderno de


Experências e Manual. Excto Tecnologia, 2010.

[Sci11] ScienTech. LVDT Trainer ST2303 - Learning Material. ScienTech, 2011.

[Siq13] S. L. Siqueira. XC243 - Esteira Seletora - Teoria, Caderno de experiências


e Manual. Exsto Tecnologia, 2013.

[Tek06] Tektronix. Manual do Usuário: Series TDS1000B e TDS2000B -


Osciloscópio de Armazenamento Digital. Tektronix, 2006.

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