Microeconomia - exame 6 de janeiro
Fundamentos da economia
- “A economia é o estudo da escolha em condições de escassez”
Microeconomia
- “Estudo de como as famílias e empresas tomam decisões e de como interagem nos
mercados”
Macroeconomia
- “Estudo dos fenómenos da economia através da análise causa/efeito”
- Análise positiva e Análise normativa
Positiva – compreensão do funcionamento da economia através da análise
causa/efeito.
Normativa – avaliação subjetiva que depende dos valores de quem decide.
10 princípios da economia
Como é que as pessoas tomam decisões
1. As pessoas enfrentam trade-offs (fazer escolhas)
2. O custo de alguma coisa corresponde àquilo de que abdicamos para a
obter (custo de oportunidade) (comparação dos custos e benefícios das
alternativas)
nota: o custo de oportunidade trade-off
custo de oportunidade = Benefício de B + (Custo real A – Custo real B)
3. Pessoas racionais pensam na margem (as melhores decisões são
tomadas tendo em conta as alterações marginais)
alterações marginais – pequenos ajustes incrementais
nota: um agente económico racional opta pela ação cujo benefício
marginal for superior ao custo marginal.
benefício marginal > custo marginal
4. As pessoas respondem a incentivos (uma decisão pode ser alterada se
houver modificações nos custos e benefícios que estão associados a
uma determinada ação) (políticas públicas)
Como é que as pessoas interagem
5. O comércio pode melhorar a situação de todos (capacidade das famílias
e países de negociar) (o comércio permite que os países se especializem
no que fazem de melhor e disfrutem de uma maior variedade de bens e
serviços)
6. Os mercados são, normalmente, uma boa maneira de organizar a
atividade económica
Economia de mercado – afetação dos recursos através de decisões
descentralizadas das famílias e das empresas que ocorrem no mercado
de bens e serviços.
7. Os governos podem, por vezes, melhorar os resultados do mercado
falha de mercado – o mercado não consegue fazer uma afetação
eficiente dos recursos
Como é que funciona a economia como um todo
8. O padrão de vida de um país depende da sua capacidade de produzir
bens e serviços
produtividade – quantidade de bens e serviços produzida por unidade
de trabalho
9. Os preços sobem quando o governo emite demasiada moeda
inflação – aumento generalizado de preços da economia (bens e
serviços)
o aumento da quantidade emitida de moeda leva a uma diminuição do
seu valor
10. A sociedade enfrenta um trade-off de curto prazo entre a inflação e
desemprego
curva de Phillips – relação entre a inflação e o nível de desemprego no
curto prazo
nota: as medidas para reduzir a inflação origina um aumento
temporário do desemprego
nota: os preços são rígidos a curto prazo
Curva de Philips
Modelos
Fronteira de possibilidades de produção
A e C – fronteira de oportunidades concava
porque as possibilidades são crescentes;
níveis de produção crescentes
B – ponto de produção ineficiente
D – ponto de produção inalcançável
Definição da curva de fronteira de possibilidades de produção
Representação das várias combinações de bens que a economia pode produzir, dados
os factores de produção e a tecnologia disponíveis.
Exercícios:
2. bem x
Ed,p = - 2 é elástica pq em modulo é 2 ou seja > 1
Em (rendimento) = 3 > 0 logo o bem x é normal e supérfluo por ser > 1
Ex,y = - 6 < 0 logo o bem x e y são complementares
a) Px (aumenta) 5% Py (aumenta) 10%
%Q %Q
Ed,p = =-2 Ex,y = = %Qy = Ex,y%Py
%P % Py
%Q = E d,p %P = - 6 * 10
= - 2*5% = - 60%
= - 10 %
Oferta e procura
Mercado – conjunto de compradores e vendedores que através da sua interação
determinam o preço de um bem ou serviço; as trocas devem ser mutuamente
vantajosas; é fundamental determinar quem são os compradores, os vendedores e o
conjunto de bens que devem ser incluídos num mercado.
Nota: A quantidade procurada corresponde à quantidade que os consumidores
preferem e podem comprar
Lei da procura (D) – quando o preço de um bem aumenta, a quantidade procurada
diminui
Função da procura: Qd = Qd(P)
Função da procura inversa: Pd = Pd(Q)
Determinantes da procura: gostos, expectativas, rendimento disponível, preço dos
outros bens...
Bem normal – ceteris paribus, um aumento no rendimento provoca um
aumento da procura
Bem inferior – ceteris paribus, um aumento no rendimento provoca uma
diminuição da procura
Bens substitutos – ceteris paribus, bens para os quais um aumento no preço de
um deles aumenta a procura pelo outro
Bens complementares – ceteris paribus, bens para os quais o aumento no preço
de um deles leva à redução da procura do outro.
Procura agregada: soma horizontal das curvas da procura individual
NOTA: movimentos na curva - para a direita vai haver um aumento da procura pois em
algum dos determinantes da procura teve alterações e os consumidores estão
dispostos a consumir mais mesmo que os preços aumentem; para a esquerda continua
a haver alterações nos determinantes da procura ou seja, para o mesmo preço de um
produto os consumidores estão dispostos a consumir menos deste bem.
Lei da oferta (S) – quando o preço de um bem aumenta, a quantidade oferecida
também aumenta
Função oferta: Qs = Qs(P)
Função oferta inversa: Ps = Ps(Q)
Determinantes da oferta: tecnologia de produção, nº fornecedores, atribuição de
subsídios, impostos sobre a produção, expectativas...
Oferta agregada – Consiste na soma horizontal das quantidades oferecidas por todos
os vendedores
Equilíbrio entre a procura e a oferta – a procura dos que querem comprar é igual à
oferta que as empresas proporcionam
QD S D S
=Q P =P
Mercados fora de equilíbrio
Excesso de oferta
desequilíbrio
Valor do desequilíbrio do mercado – Qs - Qd
Quantidade transacionada neste mercado –
Escassez de oferta
desequilíbrio
Valor do desequilíbrio do mercado – Qd - Qs
Quantidade transacionada neste mercado – Qs
Vantagens do mercado:
-O preço resume toda a informação
-O preço serve para racionar os recursos escassos
-O preço serve para indicar o valor relativo dos bens
Economia do bem-estar:
- Estuda o impacto da afetação dos recursos no bem-estar económico
- Medida de bem-estar social – excedente
Excedente do consumidor (EC)
WTP – willing to pay – valor máximo que um consumidor está disposto a pagar;
corresponde ao valor que o consumidor atribui ao bem.
EC – Montante que o consumidor está disposto a pagar por um bem menos o
montante que realmente paga.
EC = [ABC]
Excedente do produtor (EP)
EP – montante que o produtor recebe por um bem menos o custo da produção.
EP = [ABC]
Excedente total (ET)
ET = [ABE]
ET = EC + EP
Elasticidades
Mede a resposta dos compradores e vendedores às alterações nas condições do
mercado.
Elasticidade preço da procura
Elasticidade procura-preço cruzada
Elasticidade rendimento
Elasticidade preço da oferta
Elasticidade preço da procura (D,P)
Variação percentual da quantidade procurada que resulta da variação de 1% do preço.
Procura inelástica
Procura unitária
Procura elástica
Procura inelástica
O preço diminui 10%
A quantidade aumenta menos de 10%
D,P < 1
Procura unitária
O preço diminui 10%
A quantidade aumenta 10%
D,P = 1
Procura elástica
O preço diminui 10%
A quantidade aumenta mais de 10%
D,P > 1
Casos extremos
• Procura perfeitamente elástica – a quantidade procurada responde
substancialmente a variações no preço. D,P =
• Procura perfeitamente inelástica – a quantidade procurada não responde a
variações no preço. D,P = 0
Determinantes da ε
D,P
Necessidades vs supérfulos – Os bens mais necessários tendem a ter uma
procura mais inelástica.
Disponibilidade de substitutos próximos – Bens que têm substitutos próximos
tendem a ter uma procura mais elástica.
Horizonte temporal – Os bens tendem a ter uma procura mais elástica no longo
prazo do que no curto prazo.
Nota: |D,P| = %Q / %P
|| = | (Q/P) * (Pi/Qi) |
Receita total (RT) na D,P
Com uma curva da procura inelástica, um aumento no preço provoca uma
redução proporcionalmente menor na quantidade procurada. Portanto, a RT
aumenta.
Com uma curva da procura elástica, um aumento no preço provoca uma
redução proporcionalmente maior na quantidade procurada. Portanto, a RT
diminui.
Elasticidade procura-preço cruzada (ε )
A,B
Variação percentual da quantidade procurada de um bem que resulta da variação de
1% do preço de outro bem.
diz-nos se dois bens são complementares
varia em relação a outro bem percentualmente
Se ε >0, então A e B são bens substitutos.
A,B
Se ε <0, então A e B são bens complementares.
A,B
Se ε =0, então A e B não têm relação
A,B
εA,B = %QA / %PB
Elasticidade rendimento da procura (ε )
M
Se ε >0, então A é um bem normal.
M
- ε >0 e <1, então é um bem essencial (a quantidade procurada cresce menos
M
do que proporcionalmente ao rendimento).
- ε >1, então é um bem superior (a quantidade procurada cresce mais do que
M
proporcionalmente ao rendimento).
Se ε <0, então A é um bem inferior.
M
ε = %Q / %M
M
Elasticidade preço da oferta (ε )
S,P
Variação percentual da quantidade oferecida provocada por uma variação de 1% no
preço do bem.
Oferta inelástica
O preço aumenta 10%
A quantidade aumenta menos de 10%
ε <1
S,P
Oferta elástica
• O preço aumenta 10%
• A quantidade aumenta mais de 10%
•ε >1
S,P
Casos extremos
Oferta perfeitamente elástica – a quantidade oferecida responde substancialmente a
variações no preço. ε =∞
S,P
Oferta perfeitamente inelástica – a quantidade oferecida não responde a variações no
preço. ε =0
S,P
Determinantes da ε
S,P
Possibilidade que os vendedores têm de alterar a quantidade produzida do
bem.
A oferta tende a ser mais elástica no longo prazo do que no curto prazo.
Teoria do Consumidor
Restrição orçamental
é o conjunto de cestas que custam exatamente M
as pessoas consomem menos do que desejam porque estão restringidos
pelo seu rendimento
não se pode gastar mais do que aquilo que se tem
No limite:
(PA * A) + (PB * B) = M
Conjunto de possibilidades de escolha:
(PA * A) + (PB * B) =< M
Eq. do conj. de possib. de escolha:
B =< [(M/PB) – (PA/PB)*A]
Preferências
O consumidor é racional
O consumidor escolhe um conjunto de bens designado de cabaz
Admite-se que o cabaz é composto somente por dois bens
Curva de indiferença
Representa os vários cabazes (combinações dos dois bens) que proporcionam o
mesmo nível de satisfação ao consumidor
Divide o espaço em cabazes melhores, piores e indiferentes
São infinitas
Quanto mais a curva da indiferença está afastada da origem maior a satisfação
Declive negativo
Não se cruzam
Concavidade voltada para cima
Taxa marginal de substituição (TMS)
Quantidade que o consumidor está disposto a abdicar do bem x para comprar o bem y,
mantendo o nível de satisfação
A TMS é crescente
Corresponde ao declive da CI: - [(B / A)]
Casos extremos de CI
Utilidade = satisfação do consumidor
O consumidor prefere o cabaz que lhe dá mais utilidade
CI + afastada = + utilidade
Ao longo da CI a utilidade é a mesma
Utilidade marginal (Umg)
Indica a variação da utilidade quando se aumenta em 1 unidade o consumo desse
bem.
Umg A = (AB)´ A
Umg B = (AB)´ B
TMS = UmgA / UmgB
No ótimo:
TMS = PA/PB = UmgA/UmgB
UmgA/PA = UmgB/PB
Teoria do Produtor
Combinação de vários fatores para obter bens que satisfazem as necessidades
humanas.
O produtor:
Vendedor do bem que produz
Consumidor dos fatores produtores
Tem como objetivo maximizar os lucros e as decisões dependem:
da tecnologia de produção
das condições de mercado (preço dos bens ou serviços vendidos
e os custos dos fatores de produção)
Fatores produtores
Capital – K
Trabalho – L
Terra – T
Isoquanta
Eq. geral da curva de isoquanta Q = 2KL K = Q /2L
Produção a longo prazo
Função de produção
Produtividade média – quanto é que um trabalhador produz
PmedL: Q/L = 2KL/L = 2K
PmedK: Q/K = 2KL/K = 2L
Produtividade marginal – é 0 quando a produção é máxima
PmgL: Q’L = (2KL)´L = 2K
PmgK: Q’K = (2KL)´K = 2L
Nota: Se Pmg > Pmed , a produtividade sobe
Se Pmg < Pmed , a produtividade desce
Taxa marginal de substituição técnica (TMST)
Taxa à qual um fator de produção pode ser substituído por outro sem alterar o nível de
produção
A TMST é decrescente
Corresponde ao declive da isoquanta
TMST = PmgL/PmgK = 2K/2L = K/L
Curto Prazo
Temos pelo menos um fator fixo
Q = f(L,K)
O acréscimo de mais um produtor vai originar cada vez menos a quantidade
aumentada de produção.
Produtividade marginal decrescente – lei dos rendimentos marginais
decrescentes
Longo Prazo – rendimentos constantes à escala
❑ ❑
Q = K + L Função de produção do tipo Cobb – Douglas
+¿ = 1 rend. const.
+¿ > 1 rend. crescente
+¿ < 1 rend. decrescente
Produtividades marginais e Regra do Custo Mínimo
PmgK/r = PmgL /w
Nota: r – custo do fator capital
w – custo do fator trabalho
Regra da substituição – Quando o preço de um factor produtivo diminui,
mantendo-se todos os outros constantes, a empresa lucra se substituir todos os
factores pelo factor que ficou mais barato.
Reta de isocusto – custo total que a empresa está disposta a suportar
C=r*K+w*L
No ótimo:
TMST = w/r = PmgL / PmgK
PmgK/r = PmgL/w
Função custos
Receita total (RT) – montante da venda efetuada pela empresa
RT = P*Q
Custos totais (CT) – montante pago pela empresa para comprar inputs de produção
CT = r*K + w*L
Lucro ()
= RT – CT
CT – custo necessário para produzir cada nível de produto
CF – têm valor constante, existem mesmo quando não existe produção
CV – variam com o nível de produção
CT = CF + CV
Cmg – custo adicional que ocorre quando a quantidade do bem produzido aumenta
uma u.n.
Cmg = CT ´
Cmed = CT/Q
CFmed = CF/Q
CVmed = CV/Q
No curto prazo:
Pmg constante => Cmg constante
Pmg aumenta => Cmg diminui
Pmed aumenta => Cmed diminui
No longo prazo:
Cmed crescentes deseconomias de escala (não compensa aumentar a produção).
Cmed decrescentes economias de escala (compensa aumentar a produção, pois o
Cmed diminui).
Cmed constantes não existe efeito de escala no custo médio (os cmed são iguais
para todos os níveis de produção.
Custos afundados:
Não são recuperáveis no momento da tomada de decisão. Ao contrário dos custos de
oportunidade, estes custos devem ser ignorados.
Mercados
Estruturas de mercado
Concorrência perfeita – nem as empresas nem os consumidores têm poder
para afetar o preço de mercado.
Monopólio – um produto é fornecido por uma única empresa.
Oligopólio – um produto é fornecido por um número reduzido de produtores.
Concorrência monopolística – existem muitos vendedores de produtos
substitutos, mas não perfeitos, logo cada empresa pode influenciar o preço do
seu produto.
Concorrência perfeita
Muitas e pequenas empresas sem poder de mercado
Produto homogéneo
Livre entrada e saída de empresas do mercado
Informação perfeita
Receita de uma empresa em concorrência perfeita
Receita total (RT) = P*Q negócios (no final de cada dia vemos o que ganhámos)
Receita média (Rmed) = RT/Q
Receita marginal (Rmg) = RT/Q ou seja, [(Pf*Qf) - (Pi*Qi)] / (Qf - Qi)
Exemplo:
(para maiores quantidades, o preço de cada produto é igual)
Maximização do lucro
Função lucro = RT - CT
Condição de maximização do lucro P = Cmg
Rmg > Cmg deve aumentar a produção
Rmg < Cmg deve diminuir a produção
Rmg = Cmg deve manter a produção
Curva da procura que o mercado e a empresa, respetivamente, enfrentam quando P=Cmg
nota: P – preço ; Q – quantidade ; S – oferta ; D – procura
Condições de encerramento
Decisões da empresa no CP
nota: uma empresa pode ter prejuízo desde que seja igual ao valor dos custos fixos
= RT – CT (=) = P*Q - Cmed*Q (=) = (P - Cmed) * Q
função lucro no curto prazo
P >= CVmed se se verificar a empresa produz
P = Cmg se a empresa decidir produzir, esta expressão dá-nos a quantidade
produzida
Nota: a curva da oferta da empresa, no cp, corresponde à curva dos Cmg a partir do
CVmed min
Decisões da empresa no LP
P > Cmed se se verificar a empresa produz
P = Cmed min se a empresa decidir produzir, esta expressão dá-nos a quantidade
Equilíbrio de longo prazo em concorrência perfeita: P = Cmed min e = 0
Monopólio
O governo concede a uma empresa o direito de produzir com exclusividade um
bem
Monopólio natural
Um recurso importante é propriedade de uma única empresa
Uma empresa ter uma patente registada
Enfrenta toda a procura do mercado
A curva da procura do mercado impõe um limite à capacidade do monopólio de
lucrar com o seu poder de mercado
A Rmg é sempre menor que o preço do bem
Decisão de preços e de produção
P > Rmg
P = Rmed > Rmg
Exemplo:
(para maiores quantidades o preço diminui)
Em comparação
No monopólio
RT = P * Q p.e. P (para 3 unidades) = 8€
RT (Q = 3) = 3*8 = 24 p.e. P (para 4 unidades) = 7€
+4
RT (Q = 4) = 4*7 = 28
1
nota: Rmg = RT’ porém também se pode obter por: Rmg= P (1 – ) elasticidade em módulo
¿ ε∨¿ ¿
Se a empresa quiser vender mais tem que diminuir o preço de todas as unidades.
Um monopolista nunca produz na zona rígida da procura porque se estiver na zona
rígida, ao aumentar o preço a quantidade diminui.
Em concorrência perfeita
RT = P * Q p.e. P* = 2
RT (Q = 3) = 2 * 3 = 6
+2
RT (Q = 4) = 2 * 4 = 8
Procura, elasticidade e receita total
|ε D,P| > 1 Rmg > 0 procura elástica
|ε D,P| = 1 Rmg = 0 procura unitária
|ε D,P|< 1 Rmg < 0 procura inelástica
1
Rmg= P (1 – )
¿ ε∨¿ ¿
Maximização do lucro
O monopolista maximiza o seu lucro quando:
Rmg = Cmg no ótimo
1
Rmg = RT´(=) Rmg = P (1 – )
¿ ε∨¿ ¿
1 P P P−Cmg
P (1 – ) = Cmg (=) P - = Cmg (=) P – Cmg = (=) =
¿ ε∨¿ ¿ ¿ ε∨¿ ¿ ¿ ε∨¿ ¿ P
1
Mark – up
¿ ε∨¿ ¿
nota: P < CVmed Q nunca produz no monopólio
Mercados – Discriminação de preços
Definição – preços diferentes por unidades diferentes, para o mesmo produto.
Para existir discriminação de preços tem que se verificar o seguinte:
Existência de algum poder de mercado
Dificuldade de revenda do bem, impedindo os consumidores de fazerem
arbitragem
Existência de consumidores identificados com características diferentes
Ausência de impedimentos legais à discriminação
Existem três tipos de discriminação:
Discriminação perfeita (1ºgrau)
Discriminação por quantidade (2ºgrau)
Discriminação por grupo de consumidores (3ºgrau)
Discriminação perfeita (1ºgrau)
A empresa consegue vender cada unidade a um preço equivalente ao máximo que o
consumidor está disposto a pagar.
O monopolista apropria-se de todo o excedente do consumidor (EC = 0)
P = Rmg , pois o aumento da Q produzida não é feito à custa da diminuição do
preço cobrado pelas unidades anteriores
O monopolista vai produzir Q e a última unidade vai ser vendida ao preço Pc
Eliminação da carga excedentária
Alternativa: tarifas de duas partes, ou seja, componente fixa + componente
variável
Exemplo:
Numa praia no algarve a empresa X aluga as palhotas, a diferença de preços é a
seguinte:
Inglês Português
P = 50 - Q P = 20 - Q
Q=1 P=49 Q=1 P=19
Q=2 P=48 Q=2 P=18
Q=3 P=47 Q=3 P=17
Discriminação por quantidade (2ºgrau)
As empresas oferecem vários pacotes e o consumidor escolhe se quer o mais barato
ou o mais caro de acordo com o gosto próprio.
Discriminação por grupo (3ºgrau)
Preços diferentes consoante o grupo a que o consumidor pertence, p.e. bilhetes de
cinema com preços diferentes para estudantes / adultos / idosos.
Outros tipos de discriminação
Outros métodos ditos de “barreira”: saldos, cartões de fidelidade, “bundling”...
Observações finais:
Seria melhor para os consumidores que a discriminação fosse proibida?
Depende: alguns ganham acesso ao bem, outros perdem porque pagam mais
caro. Os ganhos podem ser maiores que as perdas (salvo com discriminação
perfeita)
Diferenciação de produto por vezes ajuda a empresa a discriminar...
Setor público
Externalidades – negativas ou positivas
Falhas de mercado externalidades
bens públicos
Equidade
Externalidades negativas na produção Externalidades positivas na produção
Externalidades negativas no consumo Externalidades positivas no consumo