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Ensino de História no Ensino Fundamental

O documento aborda a importância do ensino de História no Ensino Fundamental, enfatizando a necessidade de uma abordagem crítica e inclusiva que valorize a diversidade de sujeitos e experiências. Destaca as competências específicas propostas pela BNCC e a relevância de problematizar o passado em relação ao presente, promovendo a formação de cidadãos críticos e conscientes. Além disso, sugere práticas pedagógicas que incentivem a pesquisa e a valorização da história local e regional, contribuindo para a construção da identidade dos alunos.
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Ensino de História no Ensino Fundamental

O documento aborda a importância do ensino de História no Ensino Fundamental, enfatizando a necessidade de uma abordagem crítica e inclusiva que valorize a diversidade de sujeitos e experiências. Destaca as competências específicas propostas pela BNCC e a relevância de problematizar o passado em relação ao presente, promovendo a formação de cidadãos críticos e conscientes. Além disso, sugere práticas pedagógicas que incentivem a pesquisa e a valorização da história local e regional, contribuindo para a construção da identidade dos alunos.
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HISTÓRIA

Texto Introdutório

Ao problematizarmos questões envolvendo tempos, espaços e sujeitos diferentes,


compreendemos a importância do conhecimento histórico e de que modo ele deve ser
desenvolvido. Assim, estimular o pensamento, as dúvidas e as reflexões acerca de aspectos do
passado e do presente, construir significados e explicações, interpretar e constituir memória
histórica, é investir em transformar o conhecimento histórico num instrumento a serviço de
uma percepção mais ampla sobre as experiências humanas e das sociedades.; investindo para
que estudantes e professores(as) protagonizem o processo de ensinoaprendizagem, com uma
atitude historiadora diante dos objetos de conhecimento propostos para o Ensino
Fundamental.
Segundo a BNCC (BRASIL, 2017), o Componente Curricular de História deve
desenvolver as seguintes competências específicas:

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA PARA O ENSINO


FUNDAMENTAL
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de
transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao
longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo
contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e
processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e
culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a
documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes
linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a
cooperação e o respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos
com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em
princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço
e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as
diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção
historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo

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crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou


estratos sociais.

A obra escrita pelo renomado francês Marc Bloch, considerado o maior historiador do
século XX, iniciou com uma epígrafe a partir de um questionamento de uma criança sobre a
função da história e reflexão a partir dessa pergunta.
A coautoria na Revista dos Annales, de 1929, como sendo marco fundador da
historiografia, deu a importância à história para estudos e pesquisas com problematizações,
dando o caráter como ciência em construção e reconstrução permanente, uma vez que a
história não poderia ficar numa abordagem restrita ao campo político e econômico, mas que
poderia estabelecer um diálogo interdisciplinar com as demais ciências, sem perder de vista a
especificidade enquanto ciência que produz conhecimentos.
A obra inacabada, Apologia da História ou o Ofício de Historiador, traz a provocação
do seu filho sobre a serventia em estudar História, situação que a resposta remete a um tratado
metodológico que abre perspectiva de que gerações de pesquisadores ampliem o leque
temático de investigação historiográfica e compartilhe e socializa experiências de descobertas
realizadas com a pesquisa. Eis a pergunta do filho:

‗Papai, então, me explica para que serve a história‘. Assim um garoto,


de quem gosto muito, interrogava há poucos anos um pai historiador.
Sobre o livro que se vai ler gostaria de poder dizer que é minha
resposta. Pois não imagino, para um escritor, elogio mais belo do que
saber falar, no mesmo tom, aos doutos e aos escolares. Mas
simplicidade tão apurada é privilégio de alguns raros eleitos. Pelo
menos conservarei aqui de bom grado essa pergunta como epígrafe,
pergunta de uma criança cuja sede de saber eu talvez não tenha,
naquele momento, conseguido satisfazer muito bem. Alguns,
provavelmente, julgarão sua formulação ingênua. Parece-me, ao
contrário, mais que pertinente. O problema que ela coloca, com a
incisiva objetividade dessa idade implacável, não é nada menos do que
o da legitimidade da história. (BLOCH, 2001. P.41)

Essa passagem traz claramente que o estudo, ensino e pesquisa em história devem
atingir não apenas os doutores, mestres, professores, mas também os estudantes, os alunos
que precisam e têm o direito de serem orientados pelo seu mediador do saber, no caso
específico professor de história, para aprender a fazer pesquisa, a produzir conhecimentos que
deverão estar ao alcance de todos, seja da comunidade escolar, seja da sociedade.
É pertinente dizer que a problematização deve ser o cerne da busca pelas respostas aos
questionamentos sobre como tem sido o passado? Por que aconteceu desse modo e não
daquela forma? Tanto o historiador ou professor que pesquisa história, quanto o aluno devem
ser estimulados a ser um escavador com os acontecimentos que atravessaram e atravessam o
tempo e o espaço.
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Às vezes se pergunta: Que história deve ser ensinada na escola? Sabe-se que o ensino
tradicional, por muito, tempo não centralizava os estudos e reflexões da história dos homens
no tempo, conforme defendia Marc Bloch, mas esteve focada nos grandes nomes reis,
militares de feitos heroicos, deixando no anonimato os demais sujeitos que também fazem e
fizeram história, pois afinal o que se entende por passado e sua relação com o presente
também deve entender por história como ciência dos homens no tempo.
A História deve ser ensinada preocupando também com a realidade dos educandos,
destacando as relações entre diferentes grupos sociais ao longo dos tempos, pois todas as
pessoas também devem ser vistas como agente do processo histórico.
O professor, em sala de aula, deve orientar aos alunos que determinados discursos que
privilegiam uma elite como sendo os nomes ―heroicos‖ que realizaram sozinhos determinados
eventos e circunstâncias históricas merecem uma crítica porque a história não pode ser escrita
e pensada de maneira descontextualizada, haja vista que o processo histórico é uma
construção e desconstrução coletiva.
A partir do momento em que os alunos são orientados ao estudar o passado como
processo em que o homem, no tempo e no espaço, é capaz de modificar suas relações sociais,
o passado será lido não como sequência linear de sucessão de acontecimentos, mas como
resultado de transformação do homem no meio em que vive, que pode deixar marcas de
continuidades do tempo, mesmo com as intervenções feitas no modo de ser e viver.
O ensino e pesquisa de História também devem estar respaldados na perspectiva
crítica, visto que a realidade histórica dos brasileiros, em sua complexidade, independente da
região ou localidade em que estão inseridos, é permeada de conflitos e contradições. Desse
modo, as aulas de história serão mais interessante se o professor permitir aos alunos fazerem
leituras e interpretações dos textos em estudo, fazendo que a sala de aula seja um espaço de
participação democrática.
O aluno também está inserido nesse processo de transformação, por isso que as aulas
de história envolvem releitura do passado numa abordagem em que todos os indivíduos, como
agentes do constructo histórico, têm e podem colaborar coletivamente com as mudanças em
sociedade, por isso o professor tem o papel de fazer com que a proposta de levar o educando a
entender que o ensino de História é:

(...) analisar tanto os conflitos de ordem social que deram origem às


transformações quanto os agentes coletivos que participaram desse
processo. Para tanto, o professor precisa despertar no aluno, desde os
anos iniciais, o interesse em conhecer os grupos com os quais convive
em sua comunidade e com os quais entra em contato nos meios de
comunicação de massa e o desejo de atuar no sentido de transformá-la.
Reconhecendo-se como agente do processor histórico, ele poderá
perceber, com maior facilidade, que a independência do Brasil, por
exemplo, significou muito mais do que o simples gesto de D.Pedro I
exigindo a emancipação de nosso país perante Portugal. Conhecer o
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passado torna-se, assim, um elemento de formação para a cidadania e


uma possibilidade de criar atitudes coletivas que busquem o ‗bem
comum‘ a partir da vivência cotidiana dos alunos, aspecto tão falado e
tão pouco praticado. Esse é o objetivo da História que gostaríamos de
ver ensinada. (NEMI, 2009, p. 29)

As ações coletivas de uma determinada localidade também devem ser valorizadas


pelos alunos, pois constituim também parâmetro para que o estudante, no ensino fundamental,
compreenda o valor e dê significado à história da sua comunidade; haja vista, os objetivos do
ensino de História, preconizado em documentos curriculares também apontam para
comparação de acontecimentos no tempo tendo referência de conceitos como anterioridade,
posterioridade e simultaneidade.
Faz parte de objetivos o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre aspectos da
história local e perspectiva regional, nacional e global no que se referem às dimensões sociais,
econômicas, políticas e culturais, bem como questões de permanências e transformações nas
vivências cotidianas no tempo e no espaço.
Sabemos que o modo de vida da localidade em que está inserida a escola em que o
docente atua difere de outros modos culturais de povos distintos e que merece ser identificado
e estudado para efeito do exercício da alteridade e combate a qualquer prática etnocêntrica.
É inegável a relevância ao estabelecer relações de comparação entre o presente e o
passado se o aluno é convidado a reconhecer e perceber relações entre a sua própria
localidade no que diz respeito a questões sociais, políticas, relações de poder, culturais com
outras localidades em diferentes tempos. Não poderia deixar de mencionar que também é
importante que o aluno descubra ascendência e descendência das famílias que moram em sua
localidade, identificando nacionalidade, etnia, língua, religião, costumes, contextualizando
como o processo migratório interferiu no processo identitário da localidade.
Sobre esse papel do ensino de História no processo de construção da identidade, a
pesquisadora Zamboni aponta que:

O objetivo fundamental da História, no ensino de primeiro grau


(ensino fundamental), é situar o aluno no momento histórico em que
vive. [...] O processo de construção da história da vida dos alunos, de
suas relações sociais, situados em contextos mais amplos, contribui
para situá-lo historicamente, em sua formação intelectual e social, a
fim de que seu crescimento social e afetivo desenvolva lhe o sentido
de pertencer. (1993, p. 7)

Esse processo de pertencimento se fortalece na medida em que o educando percebe


que a esfera do regional e local se mescla, havendo um redirecionamento de que faz parte de
um espaço fazendo assim história em seu modo de viver, visto que as realidades em
constantes conflitos, bem como as experiências de vida em convergências e contradições são
marcas do fazer e refazer história.
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Quando os alunos encontram sentido em aprender a história da sua região, como


também da localidade em que situa a sua escola ou da comunidade em que vive, percebem
que o aprender representará a revalorização da memória, pois buscam no local os elementos
de permanência como legado do passado, as marcas de pertencimento, da sua identidade.
É preciso que, na sala de aula, o ensino de história regional e local perpasse todos os
níveis. Sendo assim, os professores devem animar em buscar pesquisar materiais e estudos de
qualidade sobre trajetórias locais e regionais para, com isso, ampliarem as leituras e terem um
espírito de investigador e pesquisador, sendo fundamental para que possibilite ao aluno
ampliar conhecimentos e fortalecer o sentimento de pertencimento ao lugar em que vive.
Explorar possibilidades de visitas ao museu, passeio pelos pontos turísticos ou áreas
de conservação histórica da cidade ou comunidade, visita e pesquisa em arquivo municipal,
entrevistar pessoas mais velhas da comunidade, reunir objetos que fazem jus ao processo de
permanência e mudanças no ensinar e aprender História, fazer buscas de pesquisas em
universidades seja presencial ou virtualmente, acessando os meios de comunicação em que
publicam trabalhos de natureza científica são algumas possibilidades de pesquisa que os
professores de História deverão exercitar para que as aulas sejam interessantes e na
perspectiva de ensino regional e local.
Sob esse aspecto supracitado, o pesquisador Marcos Lobato Martins, em seu artigo
História Regional, publicado no livro Novos temas nas aulas de História destaca que:

(...) Ensino e pesquisa, teoria e prática terão que ser definitivamente


associados, respeitando-se, é claro, as situações concretas vividas
pelos profissionais da História. O que não se poderá fazer é ficar de
braços cruzados, à espera de que alguma universidade ou algum
pesquisador consagrado produza material didático suficiente para
atender as demandas dos professores espalhados pelo Brasil, país tão
grande quanto multifacetado...(2010, p. 146)

É sabido que os lugares possuem especificidades que merecem discussão e estudo, no


sentido de estabelecer diferenças entre outro espaço. Com isso, se nas aulas de história são
construídas e reconstruídas narrativas e interpretação dos conhecimentos produzidos, logo o
fazer e produzir conhecimento encontra seu itinerário significativo, principalmente se os
alunos despertarem para a criticidade ao avanço do capitalismo cuja marca é a plasticidade.
A reconstrução das identidades individuais e coletivas perpassa no processo de ensinar
e aprender a história local e regional, posto que o global é reflexo da forma local e regional;
desse modo, é importante salientar que o professor ensine e desperte nos alunos o sentimento
de intervenção no espaço e pelo espaço, como resultado de sua ação cidadã e crítica da
realidade que vivencia.
Ao aprender que o homem transformou e transforma constantemente por meio do
trabalho, agindo diretamente sobre a natureza para satisfazer as suas necessidades, o aluno

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tem chance de entender que é na coletividade que o homem consegue sobreviver e estabelecer
relações sociais e toma consciência política de si e do mundo ao seu entorno.
Nas aulas de História, é preciso ensinar e aprender que as relações que o homem trava
com o outro possuem dimensão marcada pelos elementos de continuidade, mudanças e
permanências, percepção que, se bem trabalhadas, o aluno aprende a ter compreensão e
conhecimento de cada época, em sua especificidade, e das temporalidades que são abordadas
e refletidas numa perspectiva comparada.
A historiadora Selva Guimarães Fonseca, no capítulo quarto, intitulado ―O Estudo da
história local e do cotidiano‖ presente no livro Fazer e Ensinar História destacou que o local
é uma janela para o mundo (p. 129). Dessa forma, se o professor redimensionar seu fazer
pedagógico, selecionando temas de estudo a partir da perspectiva local, logo as conexões que
estabelecerá com o regional e o global se farão ao passo que o aluno vai entendendo que o
ensino não pode se separar da perspectiva interdisciplinar.
O ensino de História, tanto para os alunos das séries iniciais, quanto dos anos finais do
ensino fundamental deve ancorar no trabalho de investigação em que as fontes orais
representam uma conexão positiva que possibilita problematização e reflexão da realidade.
Por isso que a perspectiva interdisciplinar, principalmente na pedagogia de projetos, pode
auxiliar o educando a buscar nas bibliotecas vivas, quem são os moradores mais velhos da
comunidade; uma ressignificação dos saberes ao descobrir o porquê de tais acontecimentos é
marca da história do lugar ou entender o motivo das mudanças de determinados costumes,
entre outros.
Para essa situação, é preciso empreender um ensino com prática que desperte em
professores, alunos e comunidade que todos estão, fazem, aprendem e ensinam História, visto
que a educação e formação da consciência histórica das pessoas acontece em todos os lugares,
por isso que o educando precisa apropriar do conhecimento e relação entre tempo e espaço, já
que todos os lugares trazem as marcas do tempo presente e tempo que já passou.
Os professores de História precisam exercer o papel de encantador, estimulador de
sonhos e despertador de desejos no aluno em crescer sempre mais, por isso que

Mediar é tão ou mais desafiante que a própria ação de ler. Implica


promover o encontro do leitor com a leitura; promover
experimentação de sensações novas que encantem e despertem o
querer mais. (...) Que tal deixar o jovem expor seus interesses, suas
necessidades e seus desejos? Que tal surpreendê-lo ao contextualizar a
experiência, com novos saberes apresentados, convidando-o a pensar,
a repensar, a questionar e, principalmente, a expressar de que modo
tais experiências têm modificado sua relação com o mundo e com os
outros? Tudo isso contribui para empolga-lo e deixar que se empolgue
com o significado das descobertas que começa a fazer. (MILAGRES e
ANDRADE, 2014, pp. 100 – 101)

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O profissional do saber na condição de mediador deve, em seu planejamento de


ensino, inserir espaços e instrumentos tecnológicos para que o aluno amplie seus
conhecimentos e aprofunde a experiência de leitura, fazendo com que os alunos debatam,
discutam e desvendem as rupturas e continuidades do lugar que dialoga com o mundo,
percebendo que a história do lugar é fruto de identidades plurais.
Não importa se o professor parte o ensino de História do lugar em que o aluno está
inserido, mas que compreenda e leva o educando a entender que o estudo do lugar possui
relação simultânea com entendimento do mundo; é preciso que deixe claro que a proposta que
tem sentido para estabelecer relação entre o ensino e aprendizagem da história do lugar para a
história regional e do mundo a partir de temas, projetos importantes para a comunidade para
estabelecer relação de temporalidades e comparações entre realidades distintas. Não é a ideia
de unir conteúdos de História do Brasil com História Geral, que num trabalho de perspectiva
cronológica com periodização, vai desde o período da chamada ―Pré-História‖ (se é que
podemos aceitar esse conceito) até os dias atuais com a conhecida História Contemporânea.
A importância de fazer com que as crianças e jovens vivenciem experiências de
múltiplas leituras e o processo de engajamento fazem desenvolver a intimidade e
compromisso de ler por prazer, sendo um aliado na construção de sujeitos leitores autônomos
e críticos, capazes de intervir na comunidade. Por isso que o professor de História deve
sempre despertar no estudante esse desejo pela leitura para que o mesmo tenha a curiosidade e
ousadia para aventurar em novos saberes e descobrir acontecimentos do passado.
Nessa seara de estimular e promover o encontro do estudante pela leitura, é pertinente
destacar uma das sugestões metodológicas que vai ao encontro da perspectiva interdisciplinar
e que auxilia na compreensão do mundo em que vive; é oferecer condições para organizar o
conhecimento que, no ensino de História, leve ao aluno a questionar, criticar e entender
contextos que algumas leituras provocam em nós mesmos.
Esse é o caso, por exemplo, em que os professores, nos anos iniciais e finais do ensino
fundamental, possam explorar da

(...) literatura regional [...] considerada por expressar costumes e


tradições de uma localidade específica, abordando o caráter de
identidade de uma comunidade a partir do meio físico e cultural.
Assim ela faz os devidos registros para que a cultura local seja
valorizada. (MELO, 2014, p.48).

O professor de História pode sim utilizar dos textos regionais da literatura para
explorar questões peculiares dos conhecimentos vividos e produzidos pela região, visto que o
principal foco desse trabalho é aprofundar os saberes que convergem com a realidade local de
vivência dos educandos; desse modo, o professor, ao buscar metodologias atrativas, pode
auxiliar a fazer com que o aluno tenha interesse em aprofundar conhecimentos pela cultura
local.
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As aulas de História precisam tratar o tempo histórico a partir das vivências cotidianas
dos alunos, estabelecendo reescrita desse tempo histórico passado como do presente,
utilizando fontes de estudos diversificadas para evidenciar transformações, permanências e
conflitos. Desse modo, a metodologia de ensino deve respaldar com escolhas de assuntos
significativos organizados pelo professor, mas considerando que esses temas devem interagir
com outras áreas do conhecimento e com a participação e interesse dos alunos.
A realidade cotidiana dos alunos deve ser ponto inicial para as aulas em História, já
que o professor, partindo dessa realidade mesclada de restrições como de possibilidades,
pode auxiliar o aprendiz em construir noções de ruptura e continuidade, mudança e
permanência, semelhança e diferença, como também compreender conceitos como tempo e
espaço; tudo para que chegue a uma compreensão da história em sua dinamicidade, porque os
grupos sociais que fazem história possuem objetivos diversos.
O novo contexto faz com que o ensino de História respalde na participação do aluno
de modo ativo no processo de aprendizagem, fazendo com que os conhecimentos de mundo
que possui vêm integrar as novas relações e abordagem, principalmente com a ideia de que
todos são sujeitos históricos. Nessa premissa,

O ensino da história deve contribuir para a formação de cidadãos


conscientes da importância de sua participação social, preocupados em
resgatar e respeitar o patrimônio histórico. O conhecimento e a
compreensão da natureza social e individual do ser humano, a
consciência da realidade em que vive para o reconhecimento de sua
herança cultural e coletiva também devem ser objetivos do ensino da
História. O ponto de partida da disciplina é a compreensão da vida
cotidiana de cada aluno, para que ele possa, por meio dos
acontecimentos que tem, entender a dimensão dessas experiências na
vida de todos os homens. (BRODBECK, 2009, p. 13)

Sabe-se que o estudo histórico é fundamental para o processo da construção da


identidade social do sujeito aprendiz, pois permite que seja possível a percepção como agente
da história quando consegue identificar as relações dos diferentes grupos humanos no tempo e
espaço diversos. A sociedade é marcada por uma pluralidade e diversidade de experiências
individuais e coletivas responsáveis pelo processo de mudanças e permanência como
parâmetro indicador das diferentes relações que marca a vida das pessoas.
A história é um processo permanente em construção, com o qual todos os indivíduos
participam dessa transformação por serem sujeitos da história, por isso que é importante o
professor valorizar as experiências do aluno, partindo da realidade de vida deles para
principiar reflexões, dando ênfase na formação de alunos pesquisadores. Em consequência
disso, eles perceberão que são produtores do próprio conhecimento.
A proposta é que o aluno aprenda História se posicionando e compreendendo como
um leitor desse mundo, conhecido como globalizado. Por isso que, no planejamento de

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ensino, os conteúdos não precisam restringir a História Antiga, Medieval, Moderna e


Contemporânea, bem como do Brasil Colônia, Império e República, mas será interessante que
os temas sejam planejados e selecionados para contemplar a compreensão das noções e
conceitos importantes para entender o porquê de estudar História.
O aprendizado de História deve partir do pressuposto que o aluno deve ser levado a
realizar leitura de mundo, intervir socialmente nesse mundo e argumentar, justificando sobre
o modo de ler e agir.

Ler, intervir e argumentar são ações para as quais o ensino de História


contribui quando se desenvolve procedimentos de observação, coleta
de dados, investigação, levantamento de hipóteses e construção de
narrativas sobre temas e/ou acontecimentos abordados em sala de
aula. Tais procedimentos vinculam-se ao desenvolvimento de
habilidades intelectuais e à formação de competências, entendidas
aqui como um ‗saber fazer‘ em torno de propostas e/ou desafios de
estudo e/ou vivências. Para desenvolver as ações acima citadas, é
necessária a definição de um conjunto de conceitos e temas de estudos
permanentes à faixa etária com a qual se trabalha em sala de aula.
Esses conceitos e temas de estudo serão específicos da disciplina
História, mas serão abordados em função do seu possível diálogo com
as outras disciplinas que compõe o currículo escolar. É esta lógica que
as propostas de construção do conhecimento por meio de processos de
interação entre sujeito e sujeito e entre sujeito o objeto (VYGOTSKY,
1996), assim como as propostas de ação mediadora do professor
continuam a ter importância capital no trabalho de sala de aula.
(NEMI, 2009, p. 46)

A pesquisa didática em História deve ser planejada junto com professor e aluno, com
propósito de fazer com que as competências cognitivas venham a ser desenvolvidas para que
o saber fazer venha a ser redimensionado no processo de ensino e aprendizagem. Dessa
forma, o aluno é sempre convidado ao estudar História lendo o mundo e conhecendo as
experiências humanas no tempo passado e presente para agir em função de preservar e
transformar para o bem estar coletivo.
Além de planejar temas e conceitos, levando em consideração possibilidades e
necessidades de acordo com a faixa etária dos alunos, bem como a série/ano, o professor
também deve organizar as atividades e as aulas de História dialogando, numa perspectiva
interdisciplinar, com outras áreas do saber escolar, visto que, para o desenvolvimento de
habilidades intelectuais e formação por competências, o ancoramento num conjunto de
―saberes‖ será desenvolvido a partir da consecução de atividades nessa perspectiva dialógica
com outros componentes que compõem o currículo.
Os professores Marcos Silva e Selva Guimarães afirmam que ―em diferentes contextos
da história do Brasil, é possível dimensionar a preocupação do Estado com a
institucionalização de currículos e programas de História para a educação básica.‖ (2010, p.

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15). Mais uma vez, vivemos um desses momentos, agora com a promulgação de uma Base
Nacional Comum Curricular que estabelece conteúdos mínimos que os estudantes de todo o
Brasil têm direito de aprender ao longo do percurso escolar da educação básica.
Nesse sentido, a BNCC estabelece as competências e habilidades que devem ser
desenvolvidas pelo alunado da rede pública e privada de todo Brasil, para cada etapa de
ensino. Isso significa estabelecer ―De quais formas os currículos de História, ‗prescritos e
vividos‘ operam no sentido de selecionar o para quê, o quê e como ensinar em História‖
(IDEM, p. 16).
O ensino de História nos Anos Iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) se reveste
de características peculiares, sobretudo do ponto de vista daquele que medeia à relação
ensino-aprendizagem: o professor.
Nessa etapa de ensino, é um único profissional que assume a tarefa de mediador dos
vários componentes curriculares para com seus estudantes; geralmente, é alguém sem
formação em História, seja de graduação ou pós-graduação e, muitas vezes, é um professor
apenas com o magistério, sem a devida formação superior em Pedagogia ou áreas afins. Esse
panorama coloca algumas questões, quando da elaboração de uma proposta curricular de
História para os Anos Iniciais, em especial se pensarmos com Silva e Guimarães que:

Um currículo de História é, sempre, produto de escolhas, visões,


interpretações, concepções de alguém ou de algum grupo que, em
determinados espaços e tempos, detém o poder de dizer e fazer. Os
currículos de História – sejam aqueles produtos das políticas públicas
ou da indústria editorial, sejam os currículos construídos pelos
professores na experiência cotidiana da sala de aula – expressam
visões e escolhas, revelam tensões, conflitos, acordos, consensos,
aproximações e distanciamentos. (2010, p. 16-17).

Nesse sentido, pensar um currículo de História para os Anos Iniciais supõe escolher e
recortar conteúdos que serão trabalhados em sala de aula por professores, em sua maioria,
leigos. Isso implica um cuidado maior sobre o que escolher e, sobretudo, de como aquilo que
foi escolhido será ensinado, de forma que as competências e habilidades requeridas pela
BNCC não sejam convertidas em generalidades e resumidas apenas ao expediente de mais
uma atividade para o letramento dos estudantes.
O currículo de História, nos Anos Iniciais, deve contemplar as competências gerais e as
habilidades estabelecidas pela BNCC e, ao mesmo tempo, possibilitar um ensino do
componente que privilegie as especificidades desse saber, sobretudo no que diz respeito a
desenvolver nos estudantes a capacidade de pensar-se como sujeitos (eu) no tempo, como
produtos e produtores de uma sociedade (nós) em que devem agir e atuar como cidadãos e da
qual sofrem os constrangimentos do outro que se apresenta como seu diferente.
Dessa forma, torna-se premente desenvolver no estudante a noção de sujeito produtor
de sua própria história, mas, ao mesmo tempo, que possa se ver como produto de uma
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comunidade ou sociedade da qual faz parte sem, no entanto, se anular totalmente a seus
aspectos formadores. Isso significa apontar para o fato de que todo sujeito é produto de uma
dada historicidade, ou seja, de uma dada relação com o tempo e que, a partir dela, constrói
laços de pertencimento, de identidade, de solidariedade, de cidadania com dados territórios e
lugares existenciais, geográficos, etc.
É essa particularidade do saber histórico que precisa ser marcada no percurso
formativo do estudante ao longo dos Anos Iniciais e Finais do ensino fundamental. É ela que
diferencia, nessa etapa de ensino, o componente curricular História dos demais. É o estudo
dos homens no tempo e em um dado espaço, no sentido de destacar também que cada tempo e
espaço produzem sujeitos diferentes, e essa diferença se expressa, sobretudo, na relação do
presente com o passado.
Assim, os professores dos Anos Iniciais como dos anos Finais, ao trabalharem e
ensinarem História, não podem perder de vista essa dimensão que particulariza esse saber,
qual seja: que ele trabalha com um sujeito que é histórico; que essa historicidade se refere a
um dado modo de relação com o tempo e com o espaço, variável de sociedade pra sociedade e
de período para período; e que só pode ser acessada através do estabelecimento de uma
mediação pelos indícios (rastros, fontes, documentos, etc.) deixados por estes homens e
sociedades, ou seja, que não há história sem fontes.
A aprendizagem histórica se dá quando estudantes e professores(as) investigam
contextos históricos. Nesse processo, procedimentos de identificação, comparação,
contextualização, interpretação e análise através de problematizações e questionamentos
feitos ao objeto de pesquisa, estimulam a elaboração do pensamento, do raciocínio e da
consciência histórica.
Acerca disso, a BNCC (BRASIL, 2017) propõe que a identificação do conhecimento
e/ou objeto de pesquisa ocorra, faz-se relevante promover diferentes possibilidades de
reconhecimento, percepção e interação, com o fim de permitir a compreensão da história
marcada por suas permanências, mudanças e rupturas nas relações humanas.
Enquanto a comparação estabelece parâmetros de classificação e identificação, dando
destaque a informações de caracterização, que apontam semelhanças e diferenças, mudanças e
permanências, para além de possibilitar o conhecimento sobre o outro, a contextualização,
essência no processo de produção do conhecimento histórico, objetiva instigar os estudantes a
contextualizar, identificar aspectos específicos de um evento ou registro das atividades
humanas.
A interpretação, processo fundamental, surge na formação do pensamento crítico,
solicita observação do objeto e conhecimento das suas relações contextualizados no tempo e
espaço. As interpretações acerca de um mesmo objeto são diversas, permitem o levantamento
de hipóteses e a elaboração de argumentos. Isso movimenta o desenvolvimento processual do
raciocínio histórico, processo esse marcado pela oralidade, escrita e produção de imagens,
materiais ou imateriais, individuais ou coletivas, pintando o olhar do estudante sobre as
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relações humanas e suas ações no decorrer do tempo. E, a análise, estimula e considera a


problematização da narrativa histórica. Um objetivo importante da História no Ensino
Fundamental é desenvolver a autonomia para aprender e reconhecer que os sujeitos agem de
acordo com a época e o lugar em que vivem. A compreensão da existência dessa diversidade
de indivíduos e histórias é necessária para o pensamento crítico.
Ter tudo isso em mente significa dizer que o conhecimento histórico, nos Anos Iniciais
e Finais não pode ser visto apenas como ornamento, como detalhe, mas sim como parte
constitutiva inerente à própria formação do sujeito em sua historicidade. Esse é um elemento
fundamental para pensar o currículo de História de Riacho de Santana nessa etapa de ensino,
em especial pelo fato de termos uma História que nos singulariza, distingue-nos e, ao mesmo
tempo, integra-nos, de forma diferencial, àquilo que chamamos de sociedade brasileira.
Desse modo, o currículo de História dos Anos Iniciais e Finais, em Riacho de Santana,
deve permitir esse processo permanente de construção e desconstrução de identidades e
pertencimentos, sem perder de vista a relação do local com o regional e com o nacional. E
nada melhor para isso que colocar a produção dessas identidades, da construção do eu, do nós
e do outro que nos interpela em perspectiva histórica, sem perder de vista o que nos
particulariza a partir deste lugar que ocupamos no território brasileiro e no mundo.

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ORGANIZADOR CURRICULAR- ANOS INICIAIS


HISTÓRIA - 1º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
Mundo pessoal: meu lugar no mundo
1. SABERES
As fases da vida e a ideia de temporalidade (passado, presente, futuro)
As diferentes formas de organização da família e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizade
A escola e a diversidade do grupo social envolvido
1. SABER FAZER
(EF01HI01) Identificar aspectos do seu crescimento, por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de
sua família e/ou de sua comunidade;
(EF01HI01BA*) Conhecer a história da sua comunidade, a partir de mitos, documentários, livros e contos populares, locais ou regionais,
que estabeleçam relações com a história local;
(EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade;
(EF01HI03) Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade;
(EF01HI04) Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as
especificidades dos hábitos e das regras que os regem.
1. SABER SER
Refletir sobre sua identidade e sua relação com o outro;
Compreender e conhecer a importância em respeitar e aceitar as diferenças;
Compreender que todos nós temos uma história, que deve ser respeitada e compartilhada com todos, sem ato de preconceito, racismo e
discriminação;
Conhecer e relatar a história de vida e do próprio nome.

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2. EIXO TEMÁTICO
Mundo pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo
2. SABERES
A vida em casa, a vida na escola e formas de representação social e espacial: os jogos e brincadeiras como forma de interação social e
espacial
A vida em família: diferentes configurações e vínculos
A escola, sua representação espacial, sua história e seu papel na comunidade
2. SABER FAZER
(EF01HI05*) Identificar e apreciar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares;
(EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços;
(EF01HI07) Identificar mudanças e permanências nas formas de organização familiar;
(EF01HI08) Reconhecer o significado das comemorações e festas escolares, diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito
familiar ou da comunidade.
2. SABER SER
Conhecer e resgatar fatos importantes de sua história de vida, da comunidade e da sociedade;
Reconhecer e valorizar suas características individuais (cor da pele, cabelo, tamanho e outras);
Conhecer o contexto regional e/ou cultural das comemorações;
Conhecer a história da escola e sua importância como local de socialização e aprendizagem, identificando mudanças e acontecimentos,
acontecimentos em sua trajetória no espaço escolar.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Compreenda a necessidade da cooperação de todos os membros da família e da escola entre si;
Conheça a importância do nome e do sobrenome na vida das pessoas;
Trabalha a importância dos documentos na vida das pessoas;
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Busque registros da história de cada aluno;


Identifique características pessoais, familiares e elementos da própria história de vida, por meio de relatos, fotos, objetos e outros registros,
socializando com os demais integrantes do grupo;
Reconheça a importância das pessoas que compõem a família, identificando o grau de parentesco e as relações afetivas no convívio
familiar;
Compreenda, exemplifique e desenvolva atitudes de cooperação no contexto escolar e familiar, de forma ética e respeitosa.

HISTÓRIA - 2º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
A comunidade e seus registros
1. SABERES
A noção do ―Eu‖ e do ―Outro‖: comunidade, convivências e interações entre pessoas
A noção do ―Eu‖ e do ―Outro‖: registros de experiências pessoais e da comunidade no tempo e no espaço
1. SABER FAZER
(EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos
sociais ou de parentesco;
(EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades;
(EF02HI01BA) Coletar instrumentos de comunicação escrita, vídeos e áudios utilizados historicamente no município;
(EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória;
(EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos
pessoal, familiar, escolar e comunitário;

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(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu
significado;
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao
mesmo tempo e depois);
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário.
1. SABER SER
Interagir com seus colegas, de forma cooperativa, trabalhando coletivamente e respeitando o modo de pensar, ser, vestir, falar de cada
comunidade, etnias;
Compreender os elementos culturais que constituem as identidades de diferentes indivíduos, grupo, comunidade etc;
Participar na construção de regras cotidianas, considerando diferentes grupos e espaços de convívio;
Apresentar noções de temporalidade em sua história de vida e em momentos rotineiros;
Respeitar as diferenças existentes nos grupos de convívio.
2. EIXO TEMÁTICO
As formas de registrar as experiências da comunidade
2. SABERES
As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologias digitais de informação e
comunicação e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais
2. SABER FAZER
(EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu
significado;
(EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao
mesmo tempo e depois);
(EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário;

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(EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes;


(EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade,
discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados.
2. SABER SER
Compreender e refletir a dinamicidade e historicidade das identidades, sociedades e culturas criadas e recriadas, ao longo do tempo, pelos
seres humanos, valorizando a diversidade étnico-cultural de cada povo;
Conhecer os símbolos que representam o município e as datas comemorativas.
3. EIXO TEMÁTICO
O trabalho e a sustentabilidade na comunidade
3. SABERES
A sobrevivência e a relação com a natureza
3. SABER FAZER
(EF02HI10*) Identificar e valorizar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive, seus significados, suas
especificidades, importância e seus impactos ao meio ambiente;
(EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho e ações do homem, existentes na comunidade
em que vive.
3. SABER SER
Saber diferenciar diversidade cultural e desigualdade social, perceber suas implicações e posicionar-se em relação a elas e qual o efeito
que têm na sociedade;
Conhecer os direitos da criança relacionados ao trabalho e ao lazer na infância;
Comparar meios de transporte, de produção e de comunicação no passado e no presente.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Reconhecer, respeitar e valorizar os diferentes tipos de cultura de cada comunidade;

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Identificar as diferentes formas de convívios sociais compartilhados nas brincadeiras e festas em diferentes tempos;

Marcar os diferentes momentos da vida doméstica e da classe, no que se refere às festas, brincadeiras, jogos, utilizando marcadores de
tempo;
Reconhecer mudanças e permanências em hábitos culturais vividos no decorrer de um determinado tempo (semana/mês);
Identificar diferentes hábitos alimentares da comunidade e de outras localidades e culturas, em diferentes ocasiões: cotidianas e festivas;
Conhecer e comparar a sua origem étnica, através da construção da árvore genealógica, com a dos demais amigos da classe, valorizando a
origem histórica de cada indivíduo;
Conhecer e comparar os aspectos variados da cultura africana e indígenas (lenda, costumes e curiosidades);
Considerar as diversas tradições culturais, rompendo com preconceitos e construir atitudes de respeito e solidariedade.

HISTÓRIA - 3º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município
1. SABERES
Lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.)
A produção dos marcos da memória: formação cultural da população
1. SABER FAZER
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os
eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de
grandes empresas etc.;
(EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo
na cidade ou região em que vive;

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(EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a
condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de
migrantes;
(EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para
que assim sejam considerados;
(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que
explicam a escolha desses nomes.
1. SABER SER
Estudar a História para permitir ao educando uma melhor compreensão do presente, baseando-se naquilo que já passou;
Oportunizar aos educandos uma participação política, na qual seja agente transformador na sociedade em que se insere;
Desperte o senso crítico, levando-o a perceber as mudanças e permanências no processo histórico, entendendo que as relações de trabalho,
de poder e de cultura, articulam-se e são encontradas em todos os espaços sociais.
2. EIXO TEMÁTICO
O lugar em que vive
2. SABERES
A produção dos marcos da memória:a cidade e o campo, aproximações e diferenças
2. SABER FAZER
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados;
(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que
explicam a escolha desses nomes;
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes
grupos sociais que as formam;
(EF03HI08) Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os do passado.

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2. SABER SER
Analisar como as experiências sociais dos sujeitos afetaram e afetam as mudanças, as tradições e os costumes e que podemos mudar
nossos atos, para que isso não aconteça;
Reconhecer-se como sujeito histórico na construção da história de sua comunidade;
Compreender que a história é construída coletivamente num processo contínuo de mudanças e permanências, semelhanças e diferenças.
3. EIXO TEMÁTICO
A noção de espaço público e privado
3. SABERES
A cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental
A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer
3. SABER FAZER
(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de
Vereadores etc.) e identificar suas funções;
(EF03HI10) Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo
a importância dessa distinção;
(EF03HI11) Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia
nesses diferentes contextos;
(EF03HI12) Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e
permanências.
3. SABER SER
Conhecer algumas profissões e o movimento no mundo do trabalho;
Identificar os direitos e deveres da criança, no presente e no passado;
Conhecer e respeitar as comunidades indígenas do presente e do passado, os modos de trabalho desenvolvidos, costumes e relações

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sociais;
Comparar espaços de socialização no bairro e/ou município, no passado e no presente.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Exercite a curiosidade, o estranhamento, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas, por meio de rodas de conversas,
desenhos, relatos orais ou escritos;
Relate, oralmente ou por escrito, fatos sociais relativos à história da comunidade, organizando-os cronologicamente;
Utilize diferentes documentos como suporte à produção de memória para compreender sua própria história, de grupos sociais e da
comunidade em que vive;
Relacione produtos, objetos, mercadorias e serviços aos resultados do trabalho humano, considerando as mudanças e as permanências ao
longo do tempo e o que trouxe de bom e ruim para a sociedade;
Identifique diferenças e semelhanças entre o que é histórico e o que não é, na comunidade em que vive e em outras comunidades;
Compreenda as diferentes organizações sociais existentes na comunidade em que vive, percebendo as permanências e as transformações
ocorridas ao longo do tempo, e feitas pelo homem;
Identifique fatos históricos, por meio de textos e imagens relativas à história local;
Conhece fatos do passado da comunidade, por meio de pesquisa e trabalho com fontes, documentos históricos de acervos familiares;
Localize, temporalmente, acontecimentos históricos em realidades próximas;
Define, coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de participação cidadã;
Identifique os diversos papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas em uma mesma coletividade, valorizando e respeitando as
individualidades;
Identifique, vivencie e valorize as manifestações culturais constituídas, historicamente, na comunidade.

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HISTÓRIA - 4º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos
1. SABERES
A ação das pessoas, grupos sociais e comunidades no tempo e no espaço: nomadismo, agricultura, escrita, navegações, indústria, entre
outras
O passado e o presente: a noção de permanência e as lentas transformações sociais e culturais
1. SABER FAZER
(EF04HI01) Reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças
e permanências ao longo do tempo;
(EF04HI01BA) Identificar e analisar os deslocamentos e desapropriações das comunidades locais advindos dos avanços da sociedade
moderna, na produção de energia e exploração dos recursos naturais;
(EF04HI02) Identificar mudanças e permanências ao longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da história da
humanidade (nomadismo, desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, criação da indústria etc.).
1. SABER SER
Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica;
Compreender acontecimentos históricos, relações de poder, de processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas
sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo
contemporâneo.
2. EIXO TEMÁTICO
Circulação de pessoas, produtos e culturas
2. SABERES
A circulação de pessoas e as transformações no meio natural

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A invenção do comércio e a circulação de produtos


As rotas terrestres, fluviais e marítimas e seus impactos para a formação de cidades e as transformações do meio natural
O mundo da tecnologia: a integração de pessoas e as exclusões sociais e culturais
2. SABER FAZER
(EF04HI02BA) Relacionar a história do município e território em que vive aos rios e bacias hidrográficas presentes na localidade;
(EF04HI08) Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, cinema, internet e
demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais;
(EF04HI03BA) Identificar meios de comunicação presentes no município em que vive, no passado e no presente, relacionando com a
história local;
(EF04HI05) Relacionar os processos de ocupação do campo a intervenções na natureza, avaliando os resultados dessas intervenções.
2. SABER SER
Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das
estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica;
3. EIXO TEMÁTICO
As questões históricas relativas às migrações
3. SABERES
O surgimento da espécie humana no continente africano e sua expansão pelo mundo
Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos
Os processos migratórios do final do século XIX e início do século XX no Brasil
As dinâmicas internas de migração no Brasil, a partir dos anos 1960
3. SABER FAZER
(EF04HI04) Identificar as relações entre os indivíduos e a natureza e discutir o significado do nomadismo e da fixação das primeiras
comunidades humanas;

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(EF04HI04BA) Analisar as diferentes etnias e grupos sociais na cidade em que reside e suas influências socioculturais;
(EF04HI06) Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando as formas de
adaptação ou marginalização;
(EF04HI07) Identificar e descrever a importância dos caminhos terrestres, fluviais e marítimos para a dinâmica da vida comercial;
(EF04HI08) Identificar as transformações ocorridas nos meios de comunicação (cultura oral, imprensa, rádio, televisão, cinema, internet e
demais tecnologias digitais de informação e comunicação) e discutir seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais;
(EF04HI09) Identificar as motivações dos processos migratórios em diferentes tempos e espaços e avaliar o papel desempenhado pela
migração nas regiões de destino.
3. SABER SER
Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos;
Reconhecer os povos indígenas como primeiros habitantes das terras brasileiras;
Conhecer as principais festas e manifestações artísticas e culturais de Riacho de Santana.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Utilize diferentes tipos de fontes (escritas, orais, materiais, musicais, imagéticas, entre outras) para comunicar fatos relativos ao seu
passado e de sua família;
Conheça fatos de seu próprio passado e de sua família, distinguindo a memória pessoal e a dos adultos a respeito deles;
Relate, oralmente, por escrito ou por meio de imagens, os acontecimentos familiares e sociais vivenciados pelo aluno, organizando-os
cronologicamente;
Reconheça diferentes modos de vida e estabelecer relações com o seu jeito de viver com o de outros povos;
Respeite os vários padrões de cultura dos povos.

HISTÓRIA - 5º ANO

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1. EIXO TEMÁTICO
Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social
1. SABERES
O que forma um povo: do nomadismo aos primeiros povos sedentarizados
As formas de organização social e política: a noção de Estado
O papel das religiões e da cultura para a formação dos povos antigos
1. SABER FAZER
(EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado;
(EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político, com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras
formas de ordenação social;
(EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos;
(EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos;
(EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista
histórica.
1. SABER SER
Pesquisar, observar, interpretar e levantar dados em documentos pessoais;
Compreender a análise das sociedades humanas ao longo do tempo, com a percepção crítica da produção humana, que é socialmente
necessária e coletivamente construída através do social, político e ideológico das sociedades;
Entender a migração como deslocamento populacional pelo espaço geográfico, identificando a importância da mobilidade e da fixação
para a sobrevivência do ser humano;
Conhecer, respeitar e valorizar as diferenças étnicas, regionais, ambientais e culturais que caracterizam o território.
2. EIXO TEMÁTICO
Registros história: linguagens culturas

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2. SABERES
As tradições orais e a valorização da memória
O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias
Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade
2. SABER FAZER
(EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais,
políticos e culturais atribuídos a elas;
(EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência
de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória;
(EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os
povos africanos;
(EF05HI09) Comparar pontos de vista sobre temas que impactama vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes
fontes, incluindo orais;
(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao
longo do tempo.
2. SABER SER
Compreender e valorizar a história como produto da prática dos homens;
Perceber e compreender as diferenças sociais, físicas, psíquicas e éticas, como parte de uma sociedade múltipla e complementar,
valorizando a cidadania e o respeito mútuo, dentro da diversidade social;
Reconhecer a influência dos meios de comunicação nos marcos comemorativos da sociedade.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Reconheça e oralize sobre a importância de outras fontes e marcos históricos, como registros de memória de povos sem escrita (como as
comunidades indígenas) ou sem acesso a documentos escritos (como os quilombolas), destacando, nesses casos, a importância do
patrimônio étnico-cultural e artístico para a preservação das memórias e das identidades nacionais;
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Utilize tecnologias para o acesso às fontes históricas em pesquisas sobre os acontecimentos passados;
Utilize as categorias de tempo ao analisar objetos, produções sociais, culturais e outros elementos;
Questione, a partir de diferentes realidades vivenciadas, utilizando registros orais e escritos, de modo a exercitar a curiosidade diante do
mundo.

ORGANIZADOR CURRICULAR- ANOS FINAIS


HISTÓRIA - 6º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
História: tempo, espaços e formas de registro
1. SABERES
A questão do tempo, sincronias e diacronias: reflexões sobre o sentido das cronologias
A experiência humana no tempo
Formas de registro da história e da produção do conhecimento histórico
As origens da humanidade, seus deslocamentos e os processos de sedentarização
1. SABER FAZER
(EF06HI01) Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de periodização dos processos históricos (continuidades e
rupturas);
(EF06HI02) Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de
registro em sociedades e épocas distintas;
(EF06HI03) Identificar as hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana e sua historicidade, e analisar os significados dos
mitos de fundação;
(EF06HI05) Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos de sociedade, com destaque para os povos

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indígenas originários e povos africanos, e discutir a natureza e a lógica das transformações ocorridas;

(EF06HI06*) Identificar, geograficamente, as rotas de povoamento no território americano e as rotas de deslocamento de migração do
território africano;
(EF06HI01BA) Conhecer, identificar, localizar e valorizar os sítios arqueológicos do Estado da Bahia.
1. SABER SER
Respeitar as diferentes sociedades que pensaram e criaram uma forma de registro para satisfazer seus próprios interesses como resultado
de uma convenção coletiva;
Conhecer as diferentes formas e experiências de organização do tempo para respeitar as diferentes culturas;
Conscientizar as diferentes explicações sobre a origem da humanidade, considerando que todos possuem uma ancestralidade, mas que se
diferenciam por motivos culturais que merecem tolerância de todos;
Interessar pelo estudo das civilizações antigas em diferentes tempos e espaços, seja das populações do continente Africano, Oriente Médio
e da América, observando que a diversidade do modo de vida desses povos determinou influência na cultura de outros grupos humanos e
que merece respeito de todos.
2. EIXO TEMÁTICO
A invenção do mundo clássico e o contraponto com outras sociedades
2. SABERES
Povos da Antiguidade na África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmico s) e nas Américas (pré-colombianos)
Os povos indígenas originários do atual território brasileiro e seus hábitos culturais e sociais
O Ocidente Clássico: aspectos da cultura na Grécia e em Roma
2. SABER FAZER
(EF06HI07) Identificar aspectos e formas de registro das sociedades antigas na África, no Oriente Médio e nas Américas, distinguindo
alguns significados presentes na cultura material e na tradição oral dessas sociedades;
(EF06HI08) Identificar os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos, sociais e econômicos dos astecas, maias e incas
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e dos povos indígenas de diversas regiões brasileiras;


(EF06HI09) Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição ocidental, assim como os impactos sobre outras
sociedades e culturas.
2. SABER SER
Desconstruir estereótipos acerca da cultura indígena no Brasil, principalmente com relação ao preconceito de descendência indígena;
Valorizar práticas culturais indígenas como elemento positivo na cultura brasileira.
3. EIXO TEMÁTICO
Lógicas de organização política
3. SABERES
As noções de cidadania e política na Grécia e em Roma:
• Domínios e expansão das culturas grega e romana
• Significados do conceito de ―império‖ e as lógicas de conquista, conflito e negociação dessa forma de organização política
As diferentes formas de organização política na África: reinos, impérios, cidades-estados e sociedades ou aldeia
A passagem do mundo antigo para o mundo medieval
A fragmentação do poder político na Idade Média
O Mediterrâneo como espaço de interação entre as sociedades da Europa, da África e do Oriente Médio
3. SABER FAZER
(EF06HI10) Explicar a formação da Grécia Antiga, com ênfase na formação da Pólis e nas transformações políticas, sociais e culturais;
(EF06HI11) Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e
republicano;
(EF06HI12) Associar o conceito de cidadania a dinâmicas de inclusão e exclusão na Grécia e Roma antigas;
(EF06HI13) Conceituar ―império‖ no mundo antigo, com vistas à análise das diferentes formas de equilíbrio e desequilíbrio entre as
partes envolvidas;

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(EF06HI14) Identificar e analisar diferentes formas de contato, adaptação ou exclusão entre populações em diferentes tempos e espaços;
(EF06HI15) Descrever as dinâmicas de circulação de pessoas, produtos e culturas no Mediterrâneo e seu significado;
(EF06HI02BA) Compreender a organização social, cultural, econômica e política do feudalismo como marcos do período medieval.
3. SABER SER
Perceber a existência das influências da cultura grega e romana na sociedade brasileira nos aspectos social, religioso, político, econômico
e artístico, que merecem apreciação e reconhecimento do aluno;
Tomar consciência de que a história da humanidade pode ser contada a partir da perspectiva da disputa de poder entre povos, sendo que,
desde a Antiguidade, havia organização com o propósito de ampliar domínios territoriais e culturais; tal situação influenciou política e
culturalmente a população dos territórios conquistados;
Perceber como as revoltas camponesas e urbanas no século XIV contribuíram para o colapso do sistema feudal e como os mais pobres
protagonizaram o combate de exploração servil daquela época, como também reagiram contra a opressão do aumento de impostos e
abusos de poder, situação decisiva para a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.
3. EIXO TEMÁTICO
Trabalho e formas de organização social e cultural
4. SABERES
Senhores e servos no mundo antigo e no medieval
O papel da religião cristã, dos mosteiros e da cultura na Idade Média
Aspectos da cultura local e regional, em suas representações materiais e imateriais
4. SABER FAZER
(EF06HI16) Caracterizar e comparar as dinâmicas de abastecimento e as formas de organização do trabalho e da vida social em diferentes
sociedades e períodos, com destaque para as relações entre senhores e servos;
(EF06HI17) Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo, relacionando-os com as relações de trabalho da
atualidade;

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(EF06HI18) Analisar o papel da religião cristã na cultura e nos modos de organização social, política e econômica no período medieval;
(EF06HI19*) Diferenciar aspectos da cultura local e regional, buscando identificar o que assemelha e o que diferencia uma da outra.
4. SABER SER
Pesquisar como a circulação de pessoas, culturas, produtos do Mediterrâneo impactou a vida no ocidente e oriente situação que merece
uma sensibilização e cooperação de todos no enfrentamento consciente dos desafios e problemas deixados pelo homem moderno e
contemporâneo;
Conhecer como aconteciam as relações entre senhores e servos do período medieval e reagir com ética e responsabilidade frente às
injustiças, incompreensões e embates de opiniões que acontecem entre pessoas de hierarquias diferentes, no mundo atual;
Entender e respeitar ao compreender a importância da Igreja Católica na produção de conhecimento ao longo do período medieval,
prestando atenção como a tecnologia de informação desempenha esse papel nos tempos atuais;
Apreciar e ter interesse nas manifestações e práticas culturas do local onde vive e da região em que mora, identificando e respeitando
diferenças étnico-raciais e culturais entre grupos de territórios diferentes.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Perceba e seja capaz de diferenciar as formas de organização social, política e econômica dos povos egípcios, mesopotâmicos, pré-
colombianos, com propósito de compreensão dos mecanismos de alianças, confrontos e resistências;
Compreenda formas de perceber o tempo, diferenciando o tempo cíclico e o linear;
Compreenda os conceitos de história e memória, entendendo que os lugares de memória são construídos historicamente, com
possibilidades de análise da memória local articulada à memória da humanidade e as suas origens, bem como as relações de tempo;
Identifique os espaços territoriais ocupados e os aportes culturais, científicos, sociais e econômicos dos povos astecas, maias e incas e das
comunidades indígenas de diversas regiões brasileiras, bem como na Bahia e do Município de Riacho de Santana;
Entenda conceito de Antiguidade Clássica, alcances da cultura ocidental e os impactos sobre outras sociedades e culturas;
Saiba diferenciar os conceitos de cidadania e democracia nas sociedades antigas da Grécia e Roma, com a ideia de política do Brasil
contemporâneo;

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Aprenda e saiba discutir as transformações culturais ocorridas nas sociedades europeias com a passagem do mundo antigo para o
medieval, na perspectiva do olhar conceitual de mudanças e permanências;
Perceba como a dinâmica comercial do mediterrâneo representou transformações de vida na esfera mundial daquela época;
Compreenda a dinâmica de trabalho entre senhores e servos no período feudal, época em que os camponeses procuravam senhores feudais,
oferecendo trabalho em troca de proteção;
Perceba que a identidade de um povo é construída a partir das relações em sociedade. Identidade é algo dinâmico e vivo, refletindo
costumes que devem ser preservados porque representam um patrimônio cultural de um povo;
Entenda como viviam os membros do clero, que tinham como uma das principais atividades o estudo e cópia de livros, contextualizando
como a tecnologia produz e divulga informação no mundo atual;
Entenda as mudanças nas artes, economia e política entre o final do século X e início do século XII, percebendo as principais
transformações sociais ocorridas e que refletiram em outras culturas;
Aprenda que, no Brasil e até mesmo em sua comunidade, a agricultura de meação ainda é praticada, situação que o agricultor trabalha em
terras de outra pessoa e reparte com o dono o resultado da sua produção;

HISTÓRIA - 7º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeias
1. SABERES
A construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História
A ideia de ―Novo Mundo‖ ante o Mundo Antigo: permanências e rupturas de saberes e práticas na emergência do mundo moderno
1. SABER FAZER
(EF07HI01) Explicar o significado de ―modernidade‖ e suas lógicas de inclusão e exclusão, com base em uma concepção europeia;

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(EF07HI02) Identificar conexões e interações entre as sociedades do Novo Mundo, da Europa, da África e da Ásia no contexto das
navegações e indicar a complexidade e as interações que ocorreram nos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico;
(EF07HI03) Identificar aspectos e processos específicos das sociedades africanas e americanas (povos originários das Américas) antes da
chegada dos europeus, com destaque para as formas de organização social e o desenvolvimento de saberes e técnicas.
1. SABER SER
Posicionar-se, de maneira reflexiva e crítica, perante as rupturas de saberes e práticas do mundo moderno, exercendo a sua cidadania e,
assim, contribuindo para a efetivação de uma sociedade mais justa e humana;
Analisar as diversas formas de trabalho e cultura entre os povos pré-colombianos;
Comportar-se enquanto cidadão consciente da necessidade da construção de modernidade e impactos de concepção.
2. EIXO TEMÁTICO
Humanismos, Renascimentos e o Novo Mundo
2. SABERES
Humanismos: uma nova visão de ser humano e de mundo
Renascimentos artísticos e culturais
Reformas religiosas: a cristandade fragmentada
As descobertas científicas e a expansão marítima
2. SABER FAZER
(EF07HI04) Identificar as principais características do(s) Humanismo(s) e dos Renascimentos na Europa Ocidental e analisar seus
significados, influências e processos históricos, contextualizado as mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais;
(EF07HI05) Identificar e relacionar as vinculações entre as reformas religiosas e os processos culturais, sociais, políticos do período
moderno na Europa, na América, na África e Ásia;
(EF07HI06) Comparar e problematizar as navegações no Atlântico e no Pacífico entre os séculos XIV e XVI, entendendo como estas
transformaram as concepções de mundo e espaço.

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2. SABER SER
Distinguir e analisar o processo histórico numa nova visão de ser humano e de mundo, frente ao Humanismo e Renascimento;
Praticar, no seu cotidiano, os princípios artísticos e culturais.
3. EIXO TEMÁTICO
A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano
3. SABERES
A formação e o funcionamento das monarquias europeias: a lógica da centralização política e os conflitos na Europa
A conquista da América e as formas de organização política dos indígenas e europeus: conflitos, dominação e conciliação
A estruturação dos vice-reinos nas Américas Resistências indígenas, invasões e expansão na América portuguesa
3. SABER FAZER
(EF07HI07) Descrever os processos de formação e consolidação das monarquias e suas principais características, com vistas à
compreensão das razões da centralização política;
(EF07HI08) Descrever e problematizar as formas de organização das sociedades americanas (povos originários) no tempo da conquista,
com vistas à compreensão dos mecanismos de alianças, confrontos e resistências;
(EF07HI09) Analisar os diferentes impactos da conquista e dominação europeia da América para as populações ameríndias (povos
originários das Américas) e identificar as formas de resistência;
(EF07HI10) Analisar, de maneira crítica, com base em documentos históricos, diferentes interpretações sobre as dinâmicas das
sociedades americanas no período colonial;
(EF07HI11) Analisar a formação histórico-geográfica do território da América portuguesa, por meio de mapas históricos, bem como as
modificações ocorridas devido aos ciclos econômicos no período colonial;
(EF07HI03BA) Analisar as diversidades étnico-racial e étnico-cultural no território em que reside, por meio de hábitos e costumes
(alimentação, festas e festejos; moda) e pelas relações entre povos e etnias (indígena, africana e europeia).
3. SABER SER

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Perceber e entender o processo conflituoso de colonização nas Américas portuguesa e espanhola, compreendendo a resistência dos povos
originários;
Entender a organização política, social e econômica dos vice-reinos na América espanhola.
4. EIXO TEMÁTICO
Lógicas comerciais e mercantis da modernidade
4. SABERES
A estruturação dos vice-reinos nas Américas Resistências indígenas, invasões e expansão na América Portuguesa
As lógicas mercantis e o domínio europeu sobre os mares e o contraponto oriental
As lógicas internas das sociedades africanas
As formas de organização das sociedades ameríndias
A escravidão moderna e o tráfico de escravizados
4. SABER FAZER
(EF07HI13) Caracterizar e problematizar a ação dos europeus e suas lógicas mercantis, visando ao domínio no mundo atlântico para o
desenvolvimento dos princípios capitalistas e da economia de mercado;
(EF07HI14) Descrever as dinâmicas comerciais das sociedades americanas e africanas e analisar suas interações com outras sociedades
do Ocidente e do Oriente;
(EF07HI15) Discutir o conceito de escravidão moderna e suas distinções em relação ao escravismo antigo e à servidão medieval, e
problematizar as formas de trabalho análogo à escravidão na atualidade;
(EF07HI16) Analisar e problematizar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas diferentes fases, identificando
os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas africanas de procedência das pessoas em situação de escravizadas;
(EF07HI17) Discutir e problematizar as razões da passagem do mercantilismo para o capitalismo e suas influências e consequências.
4. SABER SER
Identificar e problematizar a exploração da mão de obra escrava dos povos originários, africanos e afro-brasileiros, bem como as formas

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de resistência na economia colonial portuguesa da América;


Problematizar as características de mudanças políticas, sociais e econômicas, considerando o capitalismo e suas ideias de trabalho,
relacionando as influências para a contemporaneidade.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Entenda a ideia de modernidade e concepção histórica;
Entenda o significado da ideia de mundo: novo mundo e mundo antigo;
Reconheça as formas de apropriação da natureza, a partir da ação humana e suas consequências econômicas, socioambientais e políticas;
Perceba que a interação entre ser humano e mundo tem características humanísticas e profundas mudanças sociais ocorridas;
Compreenda a dinâmica econômica como um fenômeno social que se manifesta de maneira diferente nas diversas partes do mundo;
Entenda a distribuição territorial da população brasileira em diferentes épocas, considerando as diversidades étnico-racial e étnico-cultural
(indígena, africana, europeia e asiática), com vistas à identidade brasileira, bem como na Bahia;
Posicionar-se diante de acontecimentos da atualidade e acontecimentos de outros tempos históricos e espaços sociais, a partir da
interpretação das relações entre eles;
Analise as relações de igualdade e desigualdade social específicas de cada forma de produção e organização social do trabalho, existentes
em diversos tempos históricos e espaços sociais, destacando as comunidades indígenas, a escravidão de negros africanos no Brasil e o
trabalho assalariado;
Compreenda as instituições sociais, políticas, econômicas, culturais e religiosas como criações das ações humanas, resultantes de práticas,
conflitos e movimentos sociais desencadeados em diferentes contextos históricos;
Analise a relação entre Estado e religião, em diferentes contextos históricos do Brasil e do mundo;
Compreenda e analise o papel de instituições sociais, políticas, econômicas, culturais e religiosas na organização das sociedades, em
diferentes tempos históricos e espaços sociais;
Posicione-se diante de acontecimentos da atualidade e acontecimentos de outros tempos históricos e espaços sociais, a partir da
interpretação das relações entre eles;
Reconheça especificidades e semelhanças, e estabeleça relações entre os modos de ser, viver e conviver dos grupos sociais e étnicos do
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campo e das cidades, no presente e em outros contextos históricos;


Reconheça os deslocamentos populacionais, em diferentes tempos históricos, como práticas sociais que desencadearam e desencadeiam
transformações, encontros e desencontros entre diferentes culturas.

HISTÓRIA - 8º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise
1. SABERES
A questão do Iluminismo e da ilustração
As revoluções inglesas e os princípios do liberalismo
Revolução Industrial e seus impactos na produção e circulação de povos, produtos e culturas
Revolução Francesa e seus desdobramentos
Rebeliões na América portuguesa: as Conjurações Mineira e Baiana
1. SABER FAZER
(EF08HI01) Identificar os principais aspectos conceituais do Iluminismo e do liberalismo e discutir a relação entre eles e a organização do
mundo contemporâneo;
(EF08HI02) Identificar as particularidades político-sociais da Inglaterra do século XVII e analisar os desdobramentos posteriores à
Revolução Gloriosa;
(EF08HI03) Analisar os impactos da Revolução Industrial na produção e circulação de povos, produtos e culturas;
(EF08HI04) Identificar e relacionar os processos da Revolução Francesa e seus desdobramentos na Europa e no mundo;
(EF08HI01BA) Identificar os objetivos da Revolta dos Búzios e relacioná-los aos ideários da Revolução Francesa.
1. SABER SER

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Aprender a respeitar ideias e opiniões divergentes sobre determinados temas, como princípio da liberdade de expressão e pensamento;
Reconhecer a funcionalidade política de um governo local, nacional e na esfera internacional, para ter autonomia em discordar ou
concordar com a condução governamental, de modo consciente e respeitável;
Problematizar e criticar aspectos negativos deixados pela Revolução Industrial, como o desemprego em massa, trabalho infantil, trabalho
escravo, precarização e más condições nos ambientes de trabalho, falta de segurança no ambiente de trabalho, achatamento salarial e
péssimas condições salariais, entre outros.
2. EIXO TEMÁTICO
Os processos de independência nas Américas
2. SABERES
Independência dos Estados Unidos da América
Independências na América espanhola
A revolução dos escravizados em São Domingo e seus múltiplos significados e desdobramentos: o caso do Haiti
Os caminhos até a independência do Brasil
2. SABER FAZER
(EF08HI06) Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o entendimento de conflitos e tensões;
(EF08HI07) Identificar e contextualizar as especificidades dos diversos processos de independência nas Américas, seus aspectos
populacionais e suas conformações territoriais;
(EF08HI08) Conhecer o ideário dos líderes dos movimentos independentistas e seu papel nas revoluções que levaram à independência das
colônias hispano-americanas;
(EF08HI09) Conhecer as características e os principais pensadores do Pan-americanismo;
(EF08HI10) Identificar a Revolução de São Domingo como evento singular e desdobramento da Revolução Francesa, e avaliar suas
implicações;
(EF08HI11) Identificar e explicar os protagonismos e a atuação de diferentes grupos sociais e étnicos nas lutas de independência no

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Brasil, na América espanhola e no Haiti;

(EF08HI02BA) Analisar os movimentos pela independência nas províncias brasileiras e a guerra pela independência do Brasil na Bahia;
(EF08HI12) Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa, em 1808, até 1822 e seus
desdobramentos para a história política brasileira;
(EF08HI13) Analisar o processo de independência em diferentes países latino-americanos e comparar as formas de governo neles
adotadas;
(EF08HI14) Discutir a noção da tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na sociedade brasileira do final do período
colonial, identificando permanências na forma de preconceitos, estereótipos e violências sobre as populações indígenas e negras no Brasil
e nas Américas.
2. SABER SER
Ter a consciência da necessidade de agir politicamente, fiscalizando os trabalhos dos políticos eleitos em função do voto popular, para
trabalhar em prol do bem-estar coletivo;
Agir, com respeito, frente à questão das diferenças étnico-raciais na minha comunidade e no lugar em que transito, e reagir com ética
diante de problemas ligados à discriminação, preconceito e toda e qualquer forma de atitudes racistas;
Comportar-se de modo a ter conhecimento dos direitos e deveres do cidadão, agindo com tolerância nas relações sociais, de trabalho,
familiar e outros espaços, sensibilizando pela necessidade de respeitar a liberdade humana;
Conhecer a realidade dos imigrantes instalados em sua localidade, região e país, no sentido de pensar no contexto em que acontece a
imigração, para sensibilizar pelas razões e lutas que levam o imigrante a mudar para outros espaços;
Perceber o protagonismo popular no processo de luta de emancipação política da América Espanhola, considerando importante tolerar e
respeitar a história de conquista dos povos latino-americanos;
Interessar em conhecer a história da revolução dos escravizados em São Domingos, e pelos significados do caso do Haiti;
Criticar o processo da independência política brasileira, sem a participação popular, e a representação da falsa ―felicidade‖ do povo com a
ruptura com a metrópole;

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Problematizar o que existe de continuidades e rupturas (mudanças) do sistema monárquico no Brasil, após sua independência em relação
a Portugal, como o modelo de governo republicano no Brasil atual;
Reconhecer as formas de resistência escravista, pois resistir significa tentar conquistar a liberdade, garantir melhores condições de vida.
3. EIXO TEMÁTICO
O Brasil no século XIX
3. SABERES
Brasil: Primeiro Reinado
O Período Regencial e as contestações ao poder central
O Brasil do Segundo Reinado: política e economia
A Lei de Terras e seus desdobramentos na política do Segundo Reinado
Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai
O escravismo no Brasil do século XIX: plantations e revoltas de escravizados, abolicionismo e políticas migratórias no Brasil Imperial
Políticas de extermínio do indígena durante o Império
A produção do imaginário nacional brasileiro: cultura popular, representações visuais, letras e o Romantismo no Brasil
3. SABER FAZER
(EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo
Reinados;
(EF08HI03BA) Analisar a Revolta dos Malês e seus objetivos e consequências, no contexto do período regencial brasileiro;
(EF08HI16*) Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios ao
poder centralizado, a partir da análise da Revolta da Sabinada;
(EF08HI17) Relacionar as transformações territoriais, em razão de questões de fronteiras, com as tensões e conflitos durante o Império;
(EF08HI18) Identificar as questões internas e externas sobre a atuação do Brasil na Guerra do Paraguai e discutir diferentes versões sobre
o conflito;

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(EF08HI19) Formular questionamentos sobre o legado da escravidão nas Américas, com base na seleção e consulta de fontes de
diferentes naturezas;
(EF08HI03BA) Analisar e discutir as formas de enfrentamento adotadas pelos escravizados para resistir à escravidão;
(EF08HI04BA) Caracterizar e contextualizar a formação de quilombos no Brasil, identificando comunidades remanescentes no território a
que pertence, relacionando as contribuições destas para a preservação identitária;
(EF08HI20) Identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados da escravidão no Brasil e discutir a
importância de ações afirmativas;
(EF08HI21) Identificar e analisar as políticas oficiais com relação ao indígena durante o Império;
(EF08HI22) Discutir o papel das culturas letradas, não letradas e das artes na produção das identidades no Brasil do século XIX.
3. SABER SER
Interessar por saber quais são as ideias dos partidos políticos que compõem o atual cenário do governo brasileiro, preocupando em
descobrir quais partidos defendem as causas dos mais pobres e necessitados;
Ponderar opiniões positivas ou negativas acerca do número de partidos políticos existente no Brasil, se comparado com a França e outro
país situado na América do Sul, destacando efeitos da maior ou menor fragmentação partidária;
Conhecer e criticar como a mídia traz informações sobre a lutas dos movimentos populares em torno da questão da reforma agrária no
Brasil;
Posicionar-se, criticamente, frente a comportamentos racistas presentes na sociedade, demonstrando contradição ao que a lei assegura
com relação a essa problemática;
Tomar consciência de agir politicamente por uma sociedade mais igualitária, defendendo o ideal dos movimentos negros e outros grupos
mais excluídos socialmente, que lutam por políticas públicas;
Conhecer as políticas públicas direcionadas para a população e comunidade indigena do território baiano;
Estudar, pesquisar e sistematizar conhecimentos sobre povos indígenas que habitaram o município de Riacho de Santana, Bahia, bem
como preservar memórias, costurmes e identidades dos descendentes;

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Interessar em saber como a cultura indígena se faz presente em nossa nacionalidade, com o propósito de desconstruir conceitos e
preconceitos para respeitar uma população que ainda é marginalizada, até mesmo pelo direito de contar a sua história;
Repudiar comentários desrespeitosos que passam despercebidos e estão arraigados em nossa sociedade, principalmente no cotidiano
escolar, para que todas as pessoas tenham direito de ser respeitadas.
4. EIXO TEMÁTICO
Configurações do mundo no século XIX
4. SABERES
Nacionalismo, revoluções e as novas nações europeias
Uma nova ordem econômica: as demandas do capitalismo industrial e o lugar das economias africanas e asiáticas nas dinâmicas globais
Os Estados Unidos da América e a América Latina no século XIX
O imperialismo europeu e a partilha da África e da Ásia
Pensamento e cultura no século XIX: darwinismo e racismo
O discurso civilizatório nas Américas, o silenciamento dos saberes indígenas e as formas de integração e destruição de comunidades e
povos indígenas
A resistência dos povos e comunidades indígenas diante da ofensiva civilizatória
4. SABER FAZER
(EF08HI23) Estabelecer relações causais entre as ideologias raciais e o determinismo, no contexto do imperialismo europeu e seus
impactos na África e na Ásia;
(EF08HI24) Reconhecer os principais produtos, utilizados pelos europeus, procedentes do continente africano durante o imperialismo e
analisar os impactos sobre as comunidades locais, na forma de organização e exploração econômica;
(EF08HI25) Caracterizar e contextualizar aspectos das relações entre os Estados Unidos da América e a América Latina no século XIX;
(EF08HI27) Identificar as tensões e os significados dos discursos civilizatórios, avaliando seus impactos negativos para os povos
indígenas originários e as populações negras nas Américas.

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4. SABER SER
Sensibilizar e valorizar manifestações culturais, fazeres e saberes das comunidades quilombolas rurais e urbana do município de Riacho
de Santana, Bahia;
Explicar impressões e entendimentos da famosa frase: ―América para os americanos‖, situação que determinava a ideia de superioridade
dos EUA sobre todas as nações;
Conscientizar e agir frente às continuidades das consequências que a mentalidade da superioridade branca gerou em ter provocado ações
racistas e discriminatória no Brasil.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Perceba que ideias como o respeito a liberdade de expressão, escolha política, liberdade e tolerância religiosa, autonomia dos poderes
(legislativo, executivo e judiciário), cidadania, participação e representação popular na esfera política, liberdade e concorrência comercial
são reflexos de ações e construção histórica;
Protagonize discussões, debates sobre resultados de leituras e pesquisa questionando diferenças entre tipos de governo, autoridade política
e papeis desempenhados entre monarca e presidente;
Aprenda a ter conhecimentos de direitos e deveres de um trabalhador na atualidade para evitar situações como trabalho infantil, condições
degradantes de trabalho, trabalho escravo entre outros;
Compreenda o papel do vereador e prefeito na esfera municipal, como também o parlamento e a assembleia legislativa e que nestes, os
representantes eleitos pelos cidadãos produzem as leis do país e fiscalizam a atuação do Estado (em especial, dos poderes Executivo e
Judiciário);
Tome conhecimento da rebelião da Revolta de Búzios (Ou Conjuração Baiana), liderada por negros que lutaram pela emancipação do
Brasil do domínio português e a instauração da República, o fim da escravidão e do preconceito, dentre outros no período colonial da
História do Brasil;
Entenda e relacione como os ideais da Inconfidência Mineira receberam influência dos ideais liberais do século XVIII, ou seja, liberdade
defendida pelo movimento iluminista que crescia na Europa;
Consiga perceber como os imigrantes foram tratados nos Estados Unidos no passado colonial e como são tratados no presente, notando a

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política restritiva norte-americana para com a imigração;


Compreenda como aconteceu o processo de formação das fronteiras latino-americanas e o que caracteriza o sentimento de países latinos;
Entenda o protagonismo negro no processo de Independência do Haiti;
Identifique informações acerca da escravidão indígena durante o período colonial, sinalizando as guerras de resistência indígena e também
analisando os diferentes modos de resistências dos escravos negros no final do período colonial e no período imperial;
Diferencie e busque o que há de semelhante entre a Constituição de 1824 e a Constituição Democrática Cidadã, de 1888;
Entenda como o processo de consolidação do novo Estado que surgiu depois da Independência teve a influência do período regencial para
a política brasileira, notando as interferências da política regencial na economia e sociedade da época;
Identifique as semelhanças e diferenças entre os partidos políticos do primeiro e segundo reinados;
Compreenda os motivos históricos que ocasionaram os problemas envolvendo a concentração de terras no Brasil;
Conheça os reais interesses que levaram à Guerra do Paraguai;
Perceba com a realização dos estudos, como as políticas para os negros no Brasil pós-abolição marcaram uma realidade da desigualdade
racial presente nos dias atuais;
Descubra o que se pensou em termos de política para os povos indígenas no império, com base na leitura e análise de leis imperiais de
1845 a 1850;
Saiba identificar o papel da cultura letrada que registrou uma história de um determinado ponto de vista e apagando outros, contribuindo
na construção de uma identidade nacional brasileira durante o século XIX;
Compreenda a relação entre as teorias raciais do século XIX e o racismo atual;
Identifique e problematize o conceito de eurocentrismo, diante das produções científicas africanas entre os séculos XVII e XIX;
Conheça e analise a teoria do darwinismo social, que justificou o racismo científico do século XIX.

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HISTÓRIA - 9º ANO
1. EIXO TEMÁTICO
O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX
1. SABERES
A proclamação da República e seus primeiros desdobramentos
Experiências republicanas e práticas autoritárias: as tensões e disputas do mundo contemporâneo, a proclamação da República e seus
primeiros desdobramentos
A questão da inserção dos negros no período republicano do pós-abolição
Os movimentos sociais e a imprensa negra; a cultura afro brasileira como elemento de resistência e superação das discriminações
Primeira República e suas características
Contestações e dinâmicas da vida cultural no Brasil entre 1900 e 1930
A emergência da vida urbana e a segregação espacial
O período varguista e suas contradições
O trabalhismo e seu protagonismo político
A questão indígena durante a República (até 1964)
Anarquismo e protagonismo feminino
1. SABER FAZER
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emergência da República no
Brasil;
(EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da história republicana, identificando particularidades da história local e regional até
1954;
(EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-abolição e avaliar os seus resultados;
(EF09HI04) Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica, política e social do Brasil;

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(EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradições e impactos na
região em que vive;
(EF09HI06) Identificar e discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no Brasil, em diferentes escalas (nacional,
regional, cidade, comunidade);
(EF09HI07) Identificar e explicar, em meio a lógicas de inclusão e exclusão, as pautas dos povos indígenas, no contexto republicano (até
1964), e das populações afrodescendentes;
(EF09HI08) Identificar as transformações ocorridas no debate sobre as questões da diversidade no Brasil durante o século XX, e
compreender o significado das mudanças de abordagem em relação ao tema;
(EF09HI09) Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de movimentos sociais.
1. SABER SER
Identificar as características do regime republicano implantado no Brasil em 1889;
Caracterizar a estrutura política brasileira definida pela Constituição de 1891;
Entender o real sentido da proclamação da república no Brasil;
Reconhecer os limites da participação política durante a Primeira República e estabelecer comparações com os direitos atuais;
Compreender o significado de inserção dos negros no período republicano e no espaço mundial;
Conhecer as atuações, lutas e conquistas dos afrodescendentes no mundo do trabalho;
Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós- abolição e avaliar os seus resultados, (re) considerando as
Comunidades Remanescentes de Quilombos;
Conhecer os principais movimentos sociais do Brasil durante a Primeira República (Guerra de Canudos, Guerra do Contestado e
Cangaço).
2. EIXO TEMÁTICO
Totalitarismos e conflitos mundiais
2. SABERES
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O mundo em conflito: a Primeira Guerra Mundial


A questão da Palestina A Revolução Russa
A crise capitalista de 1929
A emergência do fascismo e do nazismo
A Segunda Guerra Mundial
Judeus e outras vítimas do Holocausto
O colonialismo na África
As guerras mundiais, a crise do colonialismo e o advento dos nacionalismos africanos e asiáticos
A Organização das Nações Unidas (ONU) e a questão dos Direitos Humanos
2. SABER FAZER
(EF09HI10) Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na
Europa;
(EF09HI11) Identificar as especificidades e os desdobramentos mundiais da Revolução Russa e seu significado histórico;
(EF09HI12) Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia global;
(EF09HI13) Descrever e contextualizar os processos da emergência do fascismo e do nazismo, a consolidação dos estados totalitários e
as práticas de extermínio (como o holocausto);
(EF09HI14) Caracterizar e discutir as dinâmicas do colonialismo no continente africano e asiático e as lógicas de resistência das
populações locais diante das questões internacionais;
(EF09HI15) Discutir as motivações que levaram à criação da Organização das Nações Unidas (ONU) no contexto do pós-guerra e os
propósitos dessa organização;
(EF09HI16) Relacionar a Carta dos Direitos Humanos ao processo de afirmação dos direitos fundamentais e de defesa da dignidade
humana, valorizando as instituições voltadas para a defesa desses direitos e para a identificação dos agentes responsáveis por sua violação.
2. SABER SER

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Relacionar as experiências e práticas republicanas autoritárias, compreender as tensões e disputas ocorridas no mundo;
Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de movimentos sociais;
Relacionar a primeira guerra mundial e a Revolução Russa, entendendo a influência mútua de ambos os acontecimentos;
Identificar os fatores que levaram à Primeira Guerra Mundial e os resultados advindos desse acontecimento;
Compreender a Revolução de 1930 como um tema polêmico, tanto entre os seus contemporâneos quanto na historiografia;
Identificar as principais características da Revolução Constitucionalista de 1932;
Analisar as fases da Era Vargas, caracterizando o Estado Novo do ponto de vista político, econômico e social, a fim de compreender o
contexto em que esse regime foi instalado;
Discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no Brasil, em diferentes escalas (nacional, regional, cidade,
comunidade);
Identificar e compreender a situação econômica dos trabalhadores, a partir de questões relacionadas à defesa de interesses políticos e
econômicos levantadas por alguns setores do movimento operariado;
Compreender a importância dos direitos humanos em contraposição à experiência europeia dos totalitarismos;
Caracterizar o período entre guerras, destacando a importância do Tratado de Versalhes e da crise econômica de 1929 para a vitória do
Nazismo na Alemanha;
Reconhecer os principais acontecimentos da Segunda Guerra Mundial e destacar os resultados do conflito na configuração do mundo
bipolar;
Caracterizar a Guerra Fria, em sus diversos aspectos (política, produção cultural, ciência e esportes);
Relacionar as lutas de independência das colônias ao contexto da Guerra Fria, reconhecendo, porém, os aspectos particulares de cada
região;
Identificar e compreender situação dos conflitos no mundo e relacioná-los à defesa de interesses políticos e econômicos levantados por
alguns setores do movimento capitalista;
Desenvolver uma atitude de repúdio às guerras e outras formas de violência e promover a valorização do diálogo, da tolerância e da
justiça.
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3. EIXO TEMÁTICO
Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946
3. SABERES
O Brasil da era JK e o ideal de uma nação moderna: a urbanização e seus desdobramentos em um país em transformação
Os anos 1960: revolução cultural?
A ditadura civil-militar e os processos de resistência
As questões indígena e negra e a ditadura
O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização
3. SABER FAZER
(EF09HI17) Identificar e analisar processos sociais, econômicos, culturais e políticos do Brasil a partir de 1946;
(EF09HI18) Descrever e analisar as relações entre as transformações urbanas e seus impactos na cultura brasileira entre 1946 e 1964 e na
produção das desigualdades regionais e sociais;
(EF09HI19) Identificar e compreender o processo que resultou na ditadura civil-militar no Brasil e discutir a emergência de questões
relacionadas à memória e à justiça sobre os casos de violação dos direitos humanos;
(EF09HI20) Discutir os processos de resistência e as propostas de reorganização da sociedade brasileira durante a ditadura civil-militar;
(EF09HI21) Identificar e relacionar as demandas indígenas e quilombolas como forma de contestação ao modelo desenvolvimentista da
ditadura;
(EF09HI22) Discutir o papel da mobilização da sociedade brasileira do final do período ditatorial até a Constituição de 1988;

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(EF09HI23) Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto
da sociedade brasileira de combate a diversas formas de preconceito, como o racismo;
(EF09HI24) Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais, identificando questões
prioritárias para a promoção da cidadania e dos valores democráticos;
(EF09HI25) Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da sociedade civil após 1989;
(EF09HI26) Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais,
camponeses, pobres etc.), com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas;
(EF09HI27) Relacionar aspectos das mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no Brasil, a partir da década de 1990 ao papel do
País no cenário internacional na era da globalização.
3. SABER SER
Relacionar os golpes de Estado que implantaram as ditaduras militares no Brasil e no Chile;
Reconhecer e explicar as principais características do Regime Militar implantado no Brasil, em 1964;
Reconhecer os ideais de democracia e justiça social;
Caracterizar o processo de globalização e compreender suas contradições;
Compreender o significado da queda do muro de Berlim na instauração de uma nova ordem mundial. Refletir sobre alguns desafios
colocados para a humanidade no novo milênio, como a preservação da natureza e o combate à pobreza e à intolerância;
Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto da sociedade
brasileira de combate a diversas formas de preconceito, como o racismo;
Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais, identificando questões prioritárias para a
promoção da cidadania e dos valores democráticos;
Refletir a respeito da memória, do cotidiano e das experiências provocadas por uma guerra, bem como suas repercussões para as sociedades
envolvidas.
4. EIXO TEMÁTICO

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A história recente
4. SABERES
A Guerra Fria: confrontos de dois modelos políticos
A Revolução Chinesa e as tensões entre China e Rússia
A Revolução Cubana e as tensões entre Estados Unidos da América e Cuba
As experiências ditatoriais na América Latina
Os processos de descolonização na África e na Ásia
O fim da Guerra Fria e o processo de globalização
Políticas econômicas na América Latina
Os conflitos do século XXI e a questão do terrorismo Pluralidades e diversidades identitárias na atualidade
As pautas dos povos indígenas no século XXI e suas formas de inserção no debate local, regional, nacional e internacional
4. SABER FAZER
(EF09HI28) Identificar e analisar aspectos da Guerra Fria, seus principais conflitos e as tensões geopolíticas no interior dos blocos
liderados por soviéticos e estadunidenses;
(EF09HI29) Descrever e analisar as experiências ditatoriais na América Latina, seus procedimentos e vínculos com o poder, em nível
nacional e internacional, e a atuação de movimentos de contestação às ditaduras;
(EF09HI30) Comparar as características dos regimes ditatoriais latino-americanos, com especial atenção para a censura política, a
opressão e o uso da força, bem como para as reformas econômicas e sociais e seus impactos;
(EF09HI31) Descrever e avaliar os processos de descolonização na África e na Ásia;
(EF09HI32) Analisar mudanças e permanências associadas ao processo de globalização, considerando os argumentos dos movimentos
críticos às políticas globais;
(EF09HI33) Analisar as transformações nas relações políticas locais e globais geradas pelo desenvolvimento das tecnologias digitais de
informação e comunicação;

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(EF09HI34) Discutir as motivações da adoção de diferentes políticas econômicas na América Latina, assim como seus impactos sociais
nos países da região;
(EF09HI35) Analisar os aspectos relacionados ao fenômeno do terrorismo na contemporaneidade, incluindo os movimentos migratórios e
os choques entre diferentes grupos e culturas;
(EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer
forma de preconceito e violência.
4. SABER SER
Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia global;
Descrever e contextualizar os processos da emergência do fascismo e do nazismo, a consolidação dos estados totalitários e as práticas de
extermínio (como o holocausto);
Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da sociedade civil após 1989;
Identificar e compreender a situação econômica dos trabalhadores, a partir de questões relacionadas à defesa de interesses políticos e econômicos
levantadas por alguns setores do movimento operariado;
Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto da sociedade
brasileira de combate a diversas formas de preconceito, como o racismo;
Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais, identificando questões prioritárias para a promoção
da cidadania e dos valores democráticos.
EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
Desenvolva o pensamento crítico;
Entre em contato com a natureza do trabalho do historiador, através de leitura e interpretação das diversas fontes de informações;
Desenvolva a análise, reflexão, interpretação e elaboração de textos, discussões de temáticas pertinentes à construção do conhecimento
histórico;
Defenda a democracia e o princípios universais de justiça, tolerância e solidariedade;

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Posicione-se contra as guerras e a favor da resolução pacífica e negociada dos conflitos, agindo no sentido de promover uma cultura de
paz;
Utilize tecnologias para o acesso às fontes históricas, em pesquisa sobre acontecimentos passados;
Formule e socialize questionamentos a partir de diferentes realidades vivenciadas, utilizando registros orais, escritos, de modo a exercitar a
curiosidade diante do mundo;
Conheça e compreenda, por meio da confrontação das narrativas, registros iconográficos, escritos e orais, o processo de formação cultural
do Brasil Republicano, considerando as diversas tradições culturais de outros povos, rompendo com preconceitos e construindo atitudes de
respeito e solidariedade;
Exercite a curiosidade, o estranhamento, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas, por meio de rodas de conversas,
relatos orais e escritos e outras fontes de conhecimento;
Utilize diferentes documentos como suporte à produção do seu próprio conhecimento histórico;
Compreenda sua própria história e o seu papel enquanto cidadão;
Identifique as diferentes organizações sociais existentes na sua comunidade e em outros locais, percebendo semelhanças e diferenças,
permanências e transformações ocorridas ao longo do tempo;
Localize acontecimentos históricos e suas dimensões;
Reconheça e valorize as individualidades, identificando os diversos papéis sociais numa coletividade;
Entenda a importância das diversas desigualdades que provocam os conflitos estudados;
Conheça as atuações, lutas e conquistas dos afrodescendentes e dos indígenas;
Estabeleça relações entre as sociedades estudadas e analise as diferenças e semelhanças entre elas;
Exercitem a reflexão acerca das mudanças e permanências estabelecidas entre temporalidades distintas;
Identifique os principais acontecimentos do Brasil Republicano.

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