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PDF Empoderamento Parental e Familiar DIIP 2024 2

O documento apresenta a trajetória profissional da Profª Claudia Zirbes, destacando sua formação em Farmácia e especializações em Psicopedagogia e Análise do Comportamento, além de sua experiência com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Discute a importância do empoderamento familiar no tratamento do TEA, enfatizando a necessidade de capacitar os pais para que se tornem agentes ativos na intervenção. Também aborda dados epidemiológicos sobre o TEA e práticas baseadas em evidências para intervenções eficazes.
Direitos autorais
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O documento apresenta a trajetória profissional da Profª Claudia Zirbes, destacando sua formação em Farmácia e especializações em Psicopedagogia e Análise do Comportamento, além de sua experiência com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Discute a importância do empoderamento familiar no tratamento do TEA, enfatizando a necessidade de capacitar os pais para que se tornem agentes ativos na intervenção. Também aborda dados epidemiológicos sobre o TEA e práticas baseadas em evidências para intervenções eficazes.
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18/03/2024

• Graduada em Farmácia pela UFRGS, 1995


• Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e
Institucional, 2014
• Pós-graduada em Análise do Comportamento
Pós-Graduação em Desenvolvimento Infantil e Intervenção Aplicada, 2021
Precoce com ênfase no modelo centrado na Família • Experiência Profissional: Coordenação pós
graduação em TEA pela Inclusão Eficiente (2019-
2021), Professora em disciplinas relacionadas a
Disciplina: Empoderamento Parental e Familiar inclusão, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e
Empoderamento Parental. Palestrante. Na clínica,
atuação na psicoeducação de pais e na supervisão
Profª Claudia Zirbes de casos de pacientes/alunos com TEA.
Março/2024
• Mãe da Isadora, da Giovanna e do Guilherme, que é
autista.

O que é Empoderamento?
A pessoa que quer provocar mudanças enfrenta o
• Processo pelo qual as pessoas ganham domínio e desafio de mudar mentes - começando com o
controle sobre suas vidas para conseguirem o que próprio modo de pensar.
almejam por meio do acesso ao conhecimento, aos Howard Gardner
recursos e ao desenvolvimento de habilidades (Anaradha,
2004; Singh et al., 1995; Turnbull; Turnbull, 2001)

Empoderamento Familiar/Parental no TEA Por que Empoderar e Treinar Pais?


• Na cidade não há serviços especializados ou há uma lista de espera.
• Há uma barreira financeira.
• Há uma necessidade/ansiedade dos pais em fazerem mais.
• Déficits em comportamentos essenciais
• Presença de comportamentos interferentes
• São escassas as pesquisas que promovam a intervenção através do • Relevância de trabalhar AVD´s em casa
empoderamento e que mostrem a importância de seus resultados. Grande • A dimensão da “generalização” já está “embutida” nesse treino
parte das pesquisas existentes, abordam a importância do envolvimento da
família com a criança em momentos de intervenção, porém a lacuna que • Mesmo com terapias e escola, há um grande período de tempo ( e da vida) com a família
(aprendizagem e desenvolvimento através das experiências propiciadas)
remanesce é em pesquisas que usem o empoderamento familiar como agente
de intervenção em crianças com TEA. Oliveira, Jesica J.M • Não saber o porque dos comportamentos, ou o que fazer, aumenta o estresse parental e a
frequência dos comportamentos interferentes.

1
18/03/2024

Razões importantes para adotar modelos de Intervenção


Centrados na Família Eixos de Intervenções Centradas na Família
1
• Estes modelos tem o potencial de capacitar as famílias que podem aprender a • Existem diferentes tipos de intervenções centradas na família, bem como
efetivamente engajarem seus filhos de forma lúdica e alegre, pois vários são diferentes programas de orientações a pais.
focados na interação social e na reciprocidade.

• Podem ser usados para complementar outras intervenções. • Esses programas podem apresentar características conceituais e
operacionais bastante distintas, mas também podem conter sobreposições
das mesmas.
• Quando se trata de políticas públicas, esses modelos podem ser eficientemente
disseminados em larga escala para atender às necessidades das famílias em
listas de espera por serviços

Richard Solomon, autor do Play Project

Treinando Pais e Cuidadores


1. Entrevista: O que é importante saber?
Programas de ensino de conhecimento técnico às famílias
2. Observação: o profissional observa o pai/mãe/cuidador interagindo em contexto natural.
para auxiliar no desenvolvimento do filho (KAZDIN et al., 1997; (Define-se critérios. Por ex: 2-3x por 5 min)
KAZDIN, 2005; LABBADIA; CASTRO, 2008; MARTIN; PEAR, 2009)- passo 1
3. Instrução: Aquisição de conhecimento. Entender o funcionamento atípico. Conhecer
teorias, práticas, apoios, recursos, estratégias, metodologias, etc. (Onde, quando, quais
materiais, por quanto tempo) Entender o poder de seguir a liderança da criança no inicio.
Programas onde pais se tornam agentes ativos do processo 4. Modelagem: Nesta etapa o profissional demonstra (modela) como fazer. Mostra como
de intervenção, sentindo-se parte integrante dela, pois ampliar a conexão, como ser um “reforçador natural” e o que não fazer. Esta etapa pode
parecer simples, mas é complexa, difícil e eventualmente demorada. Posteriormente,
(segundo esses autores) somente aquisição de ensina como criar oportunidades para comunicar, como usar dicas sutis para ensinar,
conhecimento técnico é insuficiente. (JONES; PASSEY, 2004). Passo 1, como se coleta dados, etc. Se não for possível no ambiente in loco, é possível usar vídeos
2, 3 e 4. e simular com outra pessoa.
5. Observação: o profissional observa o pai/mãe/cuidador fazendo o que foi ensinado e faz
registro. Pode ser em vídeo. Definir critérios.
6. Feedback: o profissional valida e/ou corrige o ensino da habilidade observada. A
autoscopia é uma prática que pode contribuir muito na capacitação dos pais.

Transtornos do Neurodesenvolvimento e Parentalidade Dados Epidemiológicos: ADDM- Autism and Developmental


Disabilities Monitoring (CDC)
Deficiências Intelectuais
• Prevalência: Cerca de 1 em 36 crianças com TEA (2023)
Transtorno da fala
Transtornos da
Comunicação E Transtornos da Fluência
Transtorno de comunicação social
• Cerca de 317% maior que a linha de base do ano 2000
• Ainda que possa ser diagnosticado antes dos 2 anos, a maioria das crianças é
TEA diagnosticada aos 4.
Transtornos do
Neurodesenvolvimento
• O TEA é relatado como ocorrendo em todos os grupos raciais, étnicos e
TDAH socioeconômicos.
DSM V, 2013
Escrita • É cerca de 4 vezes mais comum entre meninos do que entre meninas.
DSM V, 2013 Transtornos de
aprendizagem E Leitura
Matemática
• Estudos na Ásia, Europa e América do Norte identificaram indivíduos com
TEA com uma prevalência média entre 1% e 2%.

Inspirado em material da Tarita,


Transtornos Motores
E Transtorno do desenvolvimento de coordenação
Transtorno do movimento esteriotipado
Transtorno de Tourette *Arizona, Arkansas, Colorado, Georgia, Maryland, Minnesota, Missouri, New Jersey, North
Fisioterapeuta- @meufilhoautista) Transtornos de Tique
E Transtorno de tique motor ou vocal persistente
Transtorno de tique transitório
Carolina, Tennessee, and Wisconsin

2
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Dados Epidemiológicos

• Por todas as questões que permeiam o autismo: são indivíduos


extremamente VULNERÁVEIS
• Expectativa de vida dos autistas é mais baixa do que a população
em geral devido principalmente à morte súbita (convulsão
silenciosa) e acidentes (afogamento, atropelamento, engasgo)
• Custo:
Típico: X
Síndrome de Down: 5X
TEA: 10X
Fonte: CDCFonte:
CentersCDC- Centers
of Disease for Disease
Control Control and Prevention 2023
and Prevention Arte: Revista Autismo – [Link]

O que é TEA? Síndrome Mix


• Complexo transtorno do desenvolvimento neurológico. Impacta DEPRESSÃO
TPS
sobretudo a formação do CÉREBRO SOCIAL (Mercadante, M.T). TDAH

APRAXIA DA FALA
BIPOLARIDADE
DÉFICITS NA PADRÕES
INTERAÇÃO SOCIAL RESTRITIVOS DE

TEA
EPILEPSIA
E NA COMPORTAMENTO,
COMUNICAÇÃO INTERESSE E
SOCIAL ATIVIDADES
TRANSTORNO DE
APRENDIZAGEM
TEA TOC

SINDROMES TOD
RARAS
• Empoderamento Parental no TEA é COMPLEXO
• Aspectos sociais, sensoriais, emocionais, comportamentais que impactam OUTROS TRANSTORNOS
aprendizagem, desenvolvimento e qualidade de vida de toda família. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NEURODESENVOLVIMENTAIS
ANSIEDADE

A chave sócio cognitiva no TEA Outras características do Funcionamento Atípico no TEA


• Fraca Teoria da Coerência Central
• “Existe uma habilidade específica dos humanos de
compreenderem seus co-específicos como seres
intencionais iguais a si próprios. Michael Tomasello

~ 9-12 meses: Atenção Compartilhada

~ 4 anos: Teoria da Mente

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Outras características do Funcionamento Atípico no TEA Alterações Motoras no TEA


• Transtorno de Processamento Sensorial

IS RESPOSTA
INPUT Processamento ADEQUADA
SENSORIAL
TPS
O TPS está relacionado á áreas subcorticais do
cérebro e é “anterior” à cognição, MAS impacta
os Processos Cognitivos Básicos como Atenção e RESPOSTA • Hipotonia 51%
Percepção. • Apraxia 34%
INADEQUADA
• Andar na ponta dos pés 19%
• Autistas tem mais alteração no Desenvolvimento Global Motor comparado com TDAH e
* Hiporresponsivo= Buscador
população neurotípica
*Hiperresponsivo= “Evitador”

• Pensamento Neurotípico: • Pensamento nos TEA


Algumas Alterações Motoras Comuns no TEA
• A. Atraso na aquisição de habilidades motoras • Processa múltiplas informações • Processa múltipla informação
simultaneamente sequencialmente e não integra facilmente
• B. Alteração no tônus muscular
• Conseguem comparar, • Dificuldade em processar mudança de
• C. Alterações postural/equilíbrio e marcha não usual contrastar e categorizar informação rapidamente. Esta muda antes
• D. Diminuição da resistência muscular e cardiovascular rapidamente a mudança de mesmo de ser processada.(preguiçoso???)
• E. Prejuízo na coordenação motora grossa e fina informação • Devido ao atraso no processamento, o
• F. Dispraxia motora • 80% do processamento da cérebro autista processa a informação num
informação acontece a nível nível consciente (grande demanda
• G. Presença de movimentos estereotipados (estereotipias) subconsciente. Requer pouco energética)-Cérebro exausto-Sistema
desgaste energético límbico- FFF

Funções Executivas e a Baixa Regulação Emocional Níveis Basais Médios e de Resposta a Ansiedade
10
MÉDIA DE RESPOSTA A ANSIEDADE NO TEA
• Falhas em Habilidades Essenciais relacionadas à: 9
• Flexibilidade, Capacidade de Adaptação, Tolerância a 8
Frustração e Capacidade de Solucionar Problemas. 7
6 BASAL DE ANSIEDADE NO TEA

Crianças com Desafios Comportamentais 5 MÉDIA DE RESPOSTA A ANSIEDADE

“Comportamentos Desafiadores acontecem quando as 4

demandas impostas sobre a criança superam as habilidades 3


BASAL DE ANSIEDADE
presentes para responder de forma adaptativa a essas 2
demandas”. Ross Greene, PhD 1 REFERÊNCIA: Webinario por Amanda Tami, LPC, BCBA
The Johnson Center for Child Health and Development

4
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Ajudar a Família a compreender o Funcionamento


TEA • Possibilidade de +1000 genes Atípico é Importante por que...
envolvidos
• Influência de alterações genéticas
raras de efeito alto ou moderado
B COMPORTAMENTO • Podem ser herdadas ou do tipo de novo • Tornam os pais mais conscientes de que os
O • O número mínimo de alterações para comportamentos de seus filhos/irmãos/netos tem um
REDE/CIRCUITOS que o limiar seja ultrapassado ainda porquê;
T são desconhecidos.
• Alguns alterações genéticas são • Tornam os pais mais tolerantes e capazes de
T SINAPSE compartilhadas com outras condições, regularem suas próprias emoções e frustrações;
O como esquizofrenia, deficiência intelectual
• Ensina que tudo que estas crianças não precisam são
e epilepsia.
M NEURÔNIO • Não há um exame para diagnóstico. de adultos estressados a sua volta;
Este é feito por observação, com testes
padronizados e por profissional • Apontam um caminho inicial para que busquem o
U PROTEÍNAS altamente capacitado. empoderamento e tentem fazer suas crianças
P sentirem-se mais “seguras, aceitas e competentes”
GENES através dos apoios e recursos certos.

Práticas Baseadas em Evidências em TEA

• Procedimento de Intervenção ou Instrução, ou ainda conjunto de


procedimentos de Instrução que mostraram resultados positivos
em pessoas com TEA atendendo critérios metodológicos
propostos pelas agencias de pesquisa para serem incluídos no rol
das Práticas Baseadas em Evidencia no TEA.

• National Standardt Project NPDC Revisão sistemática (2005-2011) de 2015


• The National Clearinghouse on Autism Evidence Practice (NCAEP)
Continuação da revisão (2012-2017) do NPDC, publicada em 2020.
Práticas baseadas em Evidências no autismo pela NCAEP, 2020
Tradução Luiza Moura e Roberta Dias
Reprodução Autorizada

PBE e ABA Intervenções generalizadas


Uso de dicas físicas (totais/parciais), verbais,
gestuais, visuais (Uso de dicas)
E Intervenções focais
Dividir um objetivo em vários passos
(análise de tarefas)

• Muitas das práticas baseadas em evidências são ESTRATEGIAS DE Retirada de dicas

componentes diretos da ciência da Análise do ENSINO Repetição* (DTT)

Comportamento Aplicada (ABA). Uso de Reforçadores*


• ABA, é uma abordagem empírica robusta para o estudo do
comportamento humano. ABA Coleta de dados

• Um bom programa de ABA pode melhorar a qualidade de Análise Funcional do Comportamento

vida de alguém com autismo. GESTÃO DE Intervenção baseada em


COMPORTAMENTOS antecedentes (ABI)
Reforço Diferencial, Momentum
Comportamental, Extinção, etc

5
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Intervenção Implementada por Pais


• Trata-se de uma forma de intervenção em que os profissionais
• Com 11 estudos experimentais de caso único e nove estudos com orientam os pais a intervirem diretamente em determinadas
grupos de crianças entre 2 e 11 anos de idade, a única habilidades de seu filho com autismo, como a atenção
intervenção que atende os critérios de Praticas Baseadas em compartilhada, a comunicação social e a linguagem espontânea
Evidências no TEA, apresentada no NPDC e que possui o foco na (WETHERBY et al., 2014), bem como a intervirem em
família é a Intervenção Implementada por Pais (IIP) (WONG et al., comportamentos desafiadores que possam estar dificultando o
2014). desenvolvimento da criança.

• As crianças com TEA costumam ter dificuldades em iniciar e


• Na Intervenção Implementada por Pais, os pais são encorajados a responder a interações sociais, muitas vezes frustrando as
confiarem no seus potenciais e a engajarem-se intensamente na tentativas dos pais. Essa ausência de resposta, ou ainda a
intervenção para que, além dos benefícios à criança, a intervenção demonstração de desconforto frente a essas investidas,
também possa trazer resultados ao casal, como o empoderamento aumentam a probabilidade de que os pais diminuam suas
parental (STAHMER; PELLECCHIA, 2015). Um dos construtos teóricos que tentativas de interagir com @ filh@, o que, por sua vez, tende a
sustenta a IIP é a teoria dos sistemas familiares (BOWEN, 1974). empobrecer ainda mais a qualidade das relações familiares.
(ZAIDMAN-ZAIT et al., 2014).

Uma verdadeira Parceria entre Profissionais e Família 6 Passos para Desenvolver uma IIP (NPDC)
• Para que a intervenção implementada pelos pais seja bem-sucedida, uma • 1. Identificação das necessidades da família: Por entrevista e/ou
parceria entre os profissionais e pais é fundamental. Para que a parceria seja observação direta (preferível)
eficaz, o planejamento centrado na família é essencial para todos • Neste passo é crucial observar:
componentes do processo, incluindo identificação de necessidades, • a. pontos fortes e interesses da criança e da família;
desenvolvimento de objetivos, plano de intervenção, treinamento de pais e
implementação da intervenção (Brookman-Frazee, 2004). • b. áreas de preocupações e necessidades relacionadas à criança;
• As práticas centradas na família envolvem colaborações entre os pais, outros • c. comportamentos* da criança que afetam o funcionamento familiar;
cuidadores primários e profissionais que facilitam o desenvolvimento da • d. interações pai-filho, incluindo tipo, frequência, natureza e reciprocidade de
criança e atendem às preocupações e prioridades das famílias interações;
• Ao usar práticas centradas na família, os pais estão totalmente envolvidos no • e. atividades familiares, rotinas e layout da casa;
processo, levando ao empoderamento para tomar decisões significativas. • f. apoios e recursos dentro da família imediata e extensiva e da comunidade
que podem estar disponíveis para auxiliar na realização de intervenções.

6
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• 2. Selecionar Objetivos: • 2.2 Os profissionais devem garantir que os objetivos:


• a. sejam escritos em termos observáveis e mensuráveis,
• 2.1. Profissionais, pais e outros membros da equipe selecionam • b. sejam selecionados em parceria com os pais, e
metas em conjunto que: • c. sejam compartilhados por escrito com os pais e todos os membros da equipe.
• a. aborde áreas de preocupação e de prioridade para a criança, para
os pais e / ou membros da família; • Objetivos da criança: podem abranger um foco amplo ou podem ser específicos.
• a. que possam aumentar o comportamento positivo e reduzir os comportamentos
• b. tenha um impacto positivo no funcionamento familiar e não interferentes,
causará estresse adicional para os pais ou família; • b. que possam aumentar as habilidades de comunicação / linguagem.
• c. poderá ser implementado pelos pais com consistência; e • c. que possam estar relacionadas a comportamentos que: são uma preocupação de
• d. são apropriados para os pais implementarem em ambientes segurança; causam perturbação na casa e/ou que aumentam as interações (tipo,
frequência, natureza e reciprocidade das interações); aumentam o acesso à
domésticos e / ou comunitários (Moes & Frea, 2000). comunidade; e que requerem instrução em casa e / ou em outros ambientes
comunitários para generalização.

• Objetivos para os Pais: os pais não devem apenas assumir apenas o papel de • Objetivos para a Família (membros individuais):
instrutores, mas também o papel de aprendizes. Por meio dos objetivos dos
pais, habilidades podem ser adquiridas que terão uma duração e efeito
profundo no progresso da criança, bem como na saúde mental dos pais. • A família pode ser a influência mais poderosa e duradoura em uma criança
com TEA.
• Ao selecionar objetivos para os pais, deve-se considerar: • Todos os membros da família podem ter o funcionamento diário afetado pela
presença de uma criança com TEA. Portanto, pode ser útil delinear metas
• a. interações pais-filhos (por exemplo, atenção compartilhada, troca de visando maior conhecimento e habilidades para membros individuais da
turnos); família.
• b. conhecimento dos pais sobre TEA; • A definição dos membros e seus papéis serão diferentes para cada família.
• c. conhecimento e habilidades dos pais relacionados a estratégias de ensino Para algumas, os membros podem incluir apenas pais e irmãos; no entanto,
que promovam desenvolvimento e aprendizagem; para outros, a família extensiva (avós, tios), babás, amigos ou vizinhos pode
• d. conhecimento dos pais sobre estratégias de gestão de comportamento desempenhar um papel crítico.

• 3. Desenvolvendo o Plano de Intervenção


• Uma vez que os objetivos são determinados, um plano de intervenção é Elementos essenciais do plano de intervenção:
criado. O plano fornece etapas específicas que os pais podem implementar
facilmente. O plano de intervenção inclui: a. visar a criança, os pais e os objetivos familiares;
b. Ser consistente com as práticas, rotinas, e valores dos pais;
• a) a estratégia instrucional “quebrada” em instruções passo a passo; c. incorporar intervenção dentro do contexto onde ocorrem os
comportamentos alvo;
• b) a frequência e duração da instrução; e
d. incorporar ao máximo a intervenção em rotinas diárias que ocorrem
• c) quando e onde fornecer instruções. naturalmente
• Ao individualizar o plano, a equipe pode focar em um objetivo ou e. incluir práticas que têm uma base de evidências e se mostraram eficazes
comportamento específico, incorporar uma combinação de estratégias quando implementado pelos pais; e
baseadas em evidências, adaptar um plano às características da família e/ou
focar em um contexto de implementação da intervenção. f. f. incluir práticas de ensino que são compatíveis com o conhecimento dos
pais, características e preferências e não causará estresse adicional.

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• Os profissionais devem desenvolver instruções passo a passo para que as


práticas individuais que incluam as seguintes informações: • 4. Treinamento de Pais

• a. habilidade ou comportamento alvo; • Uma vez que um plano de intervenção é desenvolvido, os pais são ensinados
• b. quem implementará a intervenção; a implementar a intervenção por meio de um programa estruturado de
• c. onde a intervenção será implementada; treinamento de pais (Johnson et al., 2007). Profissionais e pais desenvolvem
• d. quando a intervenção será implementada (a quantidade mínima de um programa de treinamento individualizado que resultará na aprendizagem
instrução, ambos frequência e duração, os pais devem implementar por dia e implementação da intervenção. Ao criar o programa de treinamento, os
ou semana) profissionais consideram:
• e. por quanto tempo a intervenção será implementada (defina critérios);
• f. materiais requisitados; • a) O formato de treinamento,
• g. etapas necessárias para preparar a intervenção; • b) local de treinamento,
• h. estratégias a serem utilizadas; • c) componentes (etapas) de treinamento, e
• i. hierarquia de dicas; e • d) quantidade e duração de treinamento
• j. esquemas de reforço.

• 5. Implementação da Intervenção:
• 6. Monitoramento do Progresso:
Alguns pais implementarão a intervenção com seus filhos diariamente, ou
conforme designado no plano. Outros implementarão a intervenção • Para garantir que esta prática baseada em evidências seja implementada
naturalmente nas rotinas naturais do dia a dia, sempre que possível. com fidelidade, os profissionais irão conferir com os pais para monitorarem
Para aqueles objetivos que não podem ser conduzidos em um contexto natural a implementação da intervenção, bem como para monitorarem o progresso
em casa ou na comunidade, os pais implementam as instruções em uma área da criança. Os profissionais apresentam este componente da intervenção
relativamente tranquila e sem distrações preferencialemente no mesmo horário para as famílias de uma forma positiva e que fique claro a sua finalidade
todos os dias. • Monitoramento de progresso é usado para refinar a implementação e para
Ter um horário e local consistentes para essas atividades ajudará os pais a tornar o cumprimento dos objetivos mais eficiente. Nunca para monitorar
implementar a intervenção com maior frequência e ajudará as crianças a o desempenho dos pais.
saberem o que se espera delas.

Treinamento Parental Evitar X Prevenir


Bearss, Burrell, Stewart, Scahill, 2015 Comportamentos interferentes
• Crianças com TEA tem mais probabilidade de desenvolver problemas de
Apoio aos Pais Intervenções Mediada por Pais comportamento
• Todo programa de treinamento parental deveria ter um foco de prevenção
Foco no Conhecimento/ Foco técnico/execução (atenção primária).
Beneficio indireto à criança Pais como co-terapeutas • Deve haver coerência e critério na seleção de objetivos que sejam
Benefício direto verdadeiramente relevantes.
• Comportamentos interferentes são um ACIDENTE de aprendizagem e a
Orientação serviços Psicoeducação Atuação em Comportamentos GRANDE MAIORIA acontece em casa, com a família.
e direitos Em TEA objetivos interferentes • Crianças, adolescentes e adultos com repertório severo de comportamentos
especificios da cça da cça (prevenção interferentes requerem uma condução de AFC e elaboração de protocolo de
(imitação, e manejo de conduta (atenção secundária). Treinamentos como PSA e PCM podem ser
Comunicação, Comportamentos indicados aos pais.
Brincar) interferentes

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Evitar X Prevenir
Carga Parental
Comportamentos interferentes
EVITAR PREVENIR
• As pesquisas sobre treinamento parental em prevenção de
• Modificação em antecedentes • Treino de comunicação funcional
comportamentos interferentes severos mostraram que para prevenir
• Avisos prévios • Ensinar tolerância ao não comportamentos severos ao longo do tempo não dá para focar em
• “Primeiro, depois” • Ensinar tolerância a imprevistos somente 1 ou 2 topografias. É preciso permear pelo funcionamento da
• Evitar certos lugares, certas • Desenvolver repertórios de criança e isso envolve o relacionamento com seus cuidadores primários.
cooperação/colaboração a
palavras, certas pessoas, certas palavras, lugares, atividades,
atividades. pessoas • Não é sobre colocar mais carga sobre os pais. Pelo contrário, nós-
TERAPEUTAS- precisamos trabalhar mais e melhor para diminuir essa carga
Se seguimos só pela abordagem de EVITAR, não estamos apenas evitando o problema de parental através de uma relação mais equilibrada entre pais* e filho.
comportamento, mas também a oportunidade de aprender uma importante habilidade.
Na PREVENÇÃO, colocamos os ANTECEDENTES de lado e focamos 1º no RELACIONAMENTO


• O passo #1 é SEGUIR A LIDERANÇA da criança na brincadeira sem
evocar o comportamento problema (não dar demandas, instruções •
diretas,) apenas estarem disponíveis por aquele pequeno período de
tempo pré-determinado (sem distrações) num ambiente previamente •
organizado e estando aberto a seguir seus interesses sem
julgamentos. •
• É possível que se gaste um bom tempo nessa etapa, mas somente a
partir dessa conexão os pais conseguirão embutir estratégias que •
ensinem habilidades sócio emocionais e expandirão a flexibilidade .
cognitiva de seus filhos.

O Poder da Experiência O poder da Perspectiva Assumida:


• Seres Humanos nascem muito dependentes, ao contrário de várias outras
espécies, e é justamente a longa imaturidade que abre vias ontogenéticas que • A perspectiva assumida determina nossa atuação frente a
podem incorporar quantidades significativas de aprendizagem” Michael Tomasello um filho com autismo.
• OS PAIS, ANTES DE QUALQUER OUTRO, PRECISAM
TEA: Importância do
PRESUMIR COMPETÊNCIA
Diagnóstico e Intervenção Precoce
É a melhor oportunidade de alterar
o prognóstico, suavizar os sintomas
e proporcionar maior autonomia

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18/03/2024

• Grande parte da literatura mostra evidências de maiores


níveis de estresse em familiares de crianças com transtornos
• Os pais desenvolvem suas próprias teorias, valores, no desenvolvimento (Koegel & cols., 1992; Perry & cols.,
convicções sobre o desenvolvimento de seus filhos. 1992).

• Isso influencia as respostas emocionais e estão implícitas • Estresse, ansiedade e depressão são maiores em pais de
nas decisões que são tomadas e que direcionam, entre crianças com TEA do que em pais de crianças com SD. Dessa
outras questões, a maneira de criar os filhos, a forma como forma, alguns autores (Sprovieri e Assumpção, 2001)
os pais tentam controlar o comportamento desses, os sustentam que o estresse parece ser influenciado por
objetivos e valores parentais desenvolvidos. características específicas do autismo.

Meimes, M.A.; Saldanha, H.C.; Bosa, C.A Schmidt,C.; Bosa, C.A.; 2003

• No entanto, outros estudos (Konstantareas, Homatidis &


Plowright, 1992; Silva & Dessen, 2003) indicam que as • Para estes autores, o impacto das dificuldades próprias do
dificuldades das crianças com algum transtorno do transtorno sobre os pais vai depender de uma complexa
desenvolvimento podem ser consideradas como um interação entre a severidade das características próprias da
estressor apenas em potencial, podendo estes pais sofrerem criança e as de personalidade dos pais, bem como a
ou não os efeitos de um estresse real. disponibilidade de recursos comunitários e sociais.

Schmidt,C.; Bosa, C.A.; 2003

Um modelo biopsicosossial para compreensão do Rede de Apoio Características


Social O impacto do TEA na família
Individuais (auto-eficácia percebida,
fenômeno na perspectiva da família locus de controle
Crenças sobre saúde

O meta-modelo de Bradford (1997) contempla fatores Padrões de Comunicação


Intra e extra familiar ADAPTAÇÃO
Padrão de Interação Familiar
Modo de funcionamento
determinantes e variáveis (integrando conceitos da teoria
sistêmica e de teorias cognitivas) que podem estar
envolvidas no processo de adaptação da família frente a uma
condição crônica, com foco para a adaptação materna. Sistemas de Saúde
Qualidade/Disponibilidade
Desafios Específicos Estratégias de
Impostos pela doença Coping (Estilo de
Enfrentamento)
Modelo de Bradford, 1997
Editado a partir de:
Schimidt,C.; Bosa, C.A.; 2003

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Modelo de Bradford (cont.) Autismo e o sentimento de Auto eficácia


• Se por um lado o autismo é fonte
• Segundo o autor, o impacto do transtorno é visto de frustrações e preocupações-
como um processo cujas variáveis podem conduzir a por outro é uma oportunidade
diferentes níveis de compreensão e ajustamento de profunda transformação.
familiar.
• Assim, o foco não é o transtorno em si, mas as formas • Empoderamento Parental leva a
como a criança e sua família se comportam frente aos auto-eficácia e essa, por sua vez,
vários desafios, partindo de uma perspectiva sistêmica é fonte de genuína felicidade.
para o entendimento do fenômeno (Schmidt & Bosa, 2003).

Coparentalidade
• Entre os autores que tem proposto um modelo para
melhor compreensão da Coparentalidade, Feinberg (2002)
• “A coparentalidade tem sido definida como o processo no aponta quatro componentes inter-relacionados: Nesse
qual o pai e a mãe dividem a liderança e se apóiam modelo são considerados:
mutuamente nos seus papéis parentais (McHale, 1995).
Trata-se de um conceito que envolve, entre outras 1) Apoio versus a oposição no papel parental (afirmação e
dimensões, cooperação e antagonismo. “ respeito às contribuições do parceiro parental, bem como
apoio por parte de cada um às decisões e autoridade
parental do outro.

Schmidt, Carlo. (2008) Schmidt, Carlo. (2008)

3) A divisão de deveres, tarefas e responsabilidades:


2) As divergências em questões e valores que concernem à
criação da criança: diferenças de opinião quanto a tópicos Relacionadas a rotinas diárias, cuidado infantil e tarefas
da educação da criança, sejam valores morais, disciplina, domésticas. Embora a divisão objetiva das tarefas
prioridades e padrões educacionais, segurança, entre parentais seja considerada, a importância recai sobre o
outros) grau de satisfação individual e aceitação de tal divisão)

• A carga mental das mães*

Schmidt, Carlo. (2008) Schmidt, Carlo. (2008)

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18/03/2024

Considerações sobre TEA e Família


4) O manejo dos pais quanto aos aspectos interacionais da
família: • Famílias que lidam com autismo sofrem impacto maior que muitas doenças
crônicas (incertezas)
• conflito (Ex: comportamento disfuncional da criança), • Pressão costuma ser maior sobre as mães
• coalizões (Ex: atitudes dos pais no estabelecimento de • Impacto nos irmãos
limites nas relações familiares, aproximando ou afastando • Contradição entre aparência e comportamento
outros membros da família da relação interparental) • Pressão por não dispor do tratamento adequado
• equilíbrio (entre os pais nas interações com a criança, o qual • Pressão por ter de lidar com equipe multidisciplinar
inclui a proporção relativa de tempo em que cada pai • Preconceito pelo desconhecimento geral
participa de situações diádicas com a criança.) Early Start Denver Model for Young children with autismo

Schmidt, Carlo. (2008)

Autismo e Resiliência
• Pressão por parte de familiares a “tentar TUDO”
• Tendência ao isolamento social da família (“Família Autista”)
• Sentimentos frequentes de vergonha, frustração, tristeza e desesperança e • “O indivíduo resiliente tem perspectivas
desespero que o tornam capaz de ultrapassar e
• Dificuldades financeiras e stress familiar cicatrizar de uma forma natural,
dinâmica e construtiva as dificuldades da
vida.”(Pereira, A. M. S, 2001).

Vivenciando o Processo Diagnóstico na perspectiva da Família ( e


as implicações na intervenção precoce)

• “A resiliência parental no TEA refere-se a uma parentalidade


sensível e cuidadosa diante de uma situação crítica. Trata-se • Alguns autores descrevem as fases pelas quais as familias
de um processo que permite aos pais desenvolver uma vivenciam esse processo diagnóstico (Amaral, 1995; Garcias &
Roth, 2004; Glat, 1996; Marques, 1995; Santos & Glat, 1999)
relação protetora frente às necessidades dos filhos e às do
próprio casal, bem como elaborar o diagnóstico recebido.”
• A primeira resposta dos pais costuma ser o choque, envolvendo
sentimentos de “grande tristeza, sensação de impotência e um
desejo intenso de fugir da realidade”.

Semensato, M.R.;Bosa, C.A

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O “DIA D”

• Em seguida pode ocorrer a fase da negação, em que os pais • Um diagnóstico de qualquer condição deveria ser
tentam não admitir que seu filho possua algum transtorno. apresentado de forma clara, honesta, respeitosa,
No caso do autismo, onde a criança não tem características compreensível e considerando PRINCIPALMENTE as
fenotípicas, pode ser uma fase vivenciada com maior características sociais e culturais do paciente e seus
intensidade. familiares, evitando-se jargões, visto que a perceptibilidade
da mensagem e o entendimento desta estão intimamente
• A terceira fase costuma ser marcada pelos sentimentos de relacionados a maneira como o profissional transmite a
tristeza e ansiedade, até alcançar uma fase de equilíbrio. informação.

MEIMES, M.A.; SALDANHA, H.C.; BOSA, C.A

Os enfrentamentos dos pais após o diagnóstico incluem:


• Entretanto, estudos demonstram que um percentual
• Não há serviços especializados na região.
significativo dos médicos ainda não consegue estabelecer
• Plano de saúde não cobre despesas ou cobre apenas parcialmente.
uma relação dialógica adequada com o paciente e a • Desafios aparecem ou (re)aparecem relacionados a sono,
família sobre a doença/síndrome/transtorno. Ainda alimentação, alergias, constipação, hipersensibilidades, medos,
ansiedade, epilepsia, rigidez e comportamentos desafiadores.
constata-se transmissão de mensagens ambivalentes e
• Não encontram escolas que genuinamente aceitem matricular seus
taxas de omissões de informações elevadas, filhos.
especialmente entre os profissionais não especialistas. • Equipe não se entende e cria uma nova preocupação.
• Escola não é responsiva as demandas da criança.
MEIMES, M.A.; SALDANHA, H.C.; BOSA, C.A • Em 2020: TEA e a Pandemia

Pós-Graduação em Desenvolvimento Infantil e Intervenção


Precoce com ênfase no modelo centrado na Família

Disciplina: Empoderamento Parental e Familiar

Profª Claudia Zirbes


Março/2024

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O TEA sob a perspectiva dos irmãos Neurotípicos

• Diversos fatores influenciam a qualidade de vida


dos irmãos neurotipicos (NT).

• Presença de ambos os pais ou não, número de filhos na


família e a ordem de nascimento dos mesmos, renda
familiar e nível educacional dos pais.

“O desafio dos Comportamentos desafiadores”


• Rotina, responsabilidades/obrigações, rendimento escolar,
projeto de vida, percepção sobre si e sobre o irmão com • Comportamentos operantes que dificultam, limitam ou impactam a rotina
TEA, relações com os pais, relações entre os irmãos, e/ou as relações sociais são considerados “desafiadores”.
conhecimento sobre o autismo e visão sobre o futuro do • Têm potencial de tornarem-se crônicos e afetarem vários aspectos da vida
irmão com TEA. (Dimov, 2013) da criança e daqueles que convivem com ela.
• Redes de apoio familiar e atendimentos especializados. • Há uma tendência dos adultos culparem a criança ( “o autismo”), ao invés
de melhorar o ambiente através da modificação de contingências que
• Grau de dependência/independência (falar, expressar mantem o comportamento.
desejos, entender instruções de familiares, vestir-se, fazer a • Os comportamentos que envolvem agressão e/ou auto-agressão devem ter
própria higiene, alimentar-se sozinho e sair sozinho) prioridade sobre os demais para serem abordados.
(Gomes, 2003)
Fonte: Schramm, Robert. Motivation and Reinforcement- Turning the table on autism

O que são Comportamentos desafiadores e/ou Reveja sua forma de pensar sobre comportamentos
Interferentes? interferentes
• Ao contrário do comportamento desafiador típico que qualquer criança
apresenta, comportamentos interferentes impactam negativamente a
qualidade de vida da família devido à: intensidade, duração e ou frequência. Déficit
Déficit dede
• São comportamentos que podem ter impacto na segurança, na Problema de Habilidade
Habilidade ou ou
aprendizagem e no desenvolvimento da criança. Comportamento? Diferenças
Diferenças na na
Aprendizagem
• A ciência que nos ajuda a compreender o comportamento operante e Aprendizagem?
promover mudança é a Análise do Comportamento Aplicada (ABA)

Uma mudança de De um enfoque negativo


Fonte: Programa Frank Porter Grahan Child Development Institute da Universidade da Carolina do Norte
paradigma! para um enfoque positivo
(ensinar habilidades).
Fonte: ADEPT Autism Distance Education Parent Training

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Baixa Regulação Emocional


Déficit em habilidades (exemplos) • No TEA são comuns as falhas nas Habilidades Essenciais relacionadas à:

Flexibilidade, Capacidade de Adaptação, Tolerância a Frustração e Capacidade de


Solucionar Problemas.
• Prejuízo na linguagem (não entende instruções, não sabe responder
da maneira apropriada)
• Interocepção (percepção do estado interno do organismo)-
Identificar e pedir ajuda: urinar, dor, fome, sede Crianças com Desafios Comportamentais

• Dificuldade em entender regras sociais


“Comportamentos Desafiadores acontecem quando as demandas impostas sobre a
• Dificuldade em organização, planejamento, manejo de tempo (F.E) criança superam as habilidades presentes para responder de forma adaptativa a essas
• Dificuldade na execução (f.e, memória de trabalho, práxis) demandas”. Ross Greene

A baixa regulação emocional e os sintomas


Trauma e Estresse no TEA
e comportamentos associados
• indivíduos com tea veem e experienciam o mundo de uma
forma diferente. (características sociocognitivas, sistema
• Se frustra facilmente; sensorial com grande tendência sobrecarga, tendência a
• Tem grande oscilação de humor; fazer associações concretas, sistema fff)
• Tem crises de raiva e descontrole emocional • maior probabilidade de ver ameaças em contextos não
• Tem comportamentos que aparecem “do nada” ameaçadores para neurotípicos.
• Apresenta uma Necessidade de estar no controle; • tendência a um estado frequente de hipervigilância
(ansiedade elevada)
• Muita Dificuldade com transições
• sintomatologia associada a tept, tag, toc, síndrome do
• Tem um padrão rígido e resiste á mudanças pânico
• Ansiedade, medos, fobias e quadros depressivos

• O mundo é frequentemente caótico e assustador para as pessoas com tea, e


por isso seus cérebros estão frequentemente em um modo reativo e
defensivo.
• No modo defensivo, o principal objetivo é: “segurança”. Toda incerteza
representa uma ameaça à sua segurança. Ansiedade elevada + Pensamento rígido e inflexível
=
Segurança Tem Prioridade Sobre A Aprendizagem.
Maior frequência no modo DEFENSIVO e REATIVO.

Neste estado, o cérebro procura "CONTROLAR” tudo.


• Quando o cérebro se sente frequentemente ameaçado, desencadeia
alterações bioquímicas que aguçam os sentidos, elevam a adrenalina e
colocam todos os sistemas em alerta máximo para uma possível ação de luta
ou fuga: o modo reativo (“a crise”)

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Diferenças na Aprendizagem x Problemas de


Comportamento
Diferenças na Aprendizagem
Aprendiz Visual
Aprendiz Auditivo
Aprendiz
Visual Aprendiz Cinestésico •





Tradução ADEPT Autism Distance Education Parent Training


• •
• •
• •

• •
• •

Apoios, Recursos e Estratégias de Ensino

• PEI: Habilidades ampliação


Essenciais, de repertório para
Componentes de O QUÊ? POR QUE? +R.E, saúde, autonomia
habilidades, Felicidade/prazer
conteúdo acadêmico ENSINAR
• Acessar/
Conhecer Práticas Baseadas
Desafios e QUEM? COMO? Em Evidências
Pontos fortes

APOIOS, procedimentos, ESTRATÉGIAS DE ENSINO

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(O que Ensinar?) Instrumentos de Avaliação de As 8 habilidades essenciais do currículo ‘The Essential for Living”
Repertório e Construção de Currículo para intervenção (q podem ser relacionadas a intervenções focais)
generalizada
• Delineiam uma linha de base de repertório do indivíduo com TEA ou • 1) Fazer pedidos (mandos- comunicar o que quer e o que não quer. Ser
outros transtornos Neurodesenvolvimentais, bem como traçam capaz de pedir por um intervalo)
comportamentos que estejam em déficit ou em excesso. • 2) Tolerar esperar (qd a criança já está segura na opção de pedir e
“negociar”, podemos lentamente retardar o acesso ao que ela deseja)
• 3) Aceitar retiradas, fazer transições, dividir e fazer troca de turnos
• Através desses instrumentos é possível planejar um conjunto de • 4) Completar 10 tarefas/atividades breves, consecutivas que foram
objetivos (um currículo ou Plano Individual) que contemple todas as aprendidas anteriormente
áreas do desenvolvimento a partir da linha de base, e também • 5) Aceitar o Não
mapear/rastrear o progresso. • 6) Seguir instruções relacionadas a saúde e segurança
• 7) Completar habilidades de vida diária relacionadas a saúde e segurança
• Ex: ABLLS, VB-MAPP, AFLS, (currículo próprio do ESDM), etc. • 8) Tolerar situações relacionadas a saúde e segurança

Pais precisam de Psicoeducação: Pais Precisam (e merecem) compreender a


Intervenção dos seus filhos

• Conhecer a “Anatomia” da condição.


• Tornarem-se agentes de intervencão na construção de habilidades
sociocomunicativas (SCF).
• Tornarem-se confiantes no manejo comportamental, que exige mudança no
comportamento parental

• Só são permanentes as mudanças que se tornam hábitos Qual terapia e Quando? Quais critérios?

Adequação da Intervenção de acordo com TEA e os “Extra-Rótulos”


desenvolvimento e idade cronológica
• Manipulador
• Desafiador
5 D
E • Agressivo Conceitos de advocacy para pais
S
4 E • Desobediente e self advocacy para autistas
3 N
V
• Teimoso
O • Preguiçoso
2 L
V • Problemático
1 I
M
• Desrespeitoso
E • Desmotivado
N
T • Egoísta
NEUROTÍPICO O

TRANSTORNO IDADE É mais fácil atribuir comportamentos à personalidade das pessoas, do que
DO DESENVOLVIMENTO
analisar fatores situacionais.

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Para endereçar problemas de Comportamento os


Pais precisam aprender:
Comportamento
• Estratégias de PREVENÇÃO
Aspectos Básicos Como estabelecer um RELACIONAMENTO com conexão com sua criança
Estratégias para ENSINAR HABILIDADES (PBE)

• Estratégias de RESPOSTA
Como responder a comportamentos interferentes de modo que
estes não sejam reforçados

Considerações Importante O ABC do Comportamento


• Comportamentos são aprendidos e então se
tornam “Habilidades”. Antecedente Comportamento Consequência
• As vezes são desejados e funcionais.
• As vezes são problemas de Comportamento (as
Sob estas A criança faz E as pessoas a sua
vezes perigosos) que foram aprendidos condições, isto, volta, no ambiente
acidentalmente através do ambiente. Observável/
respondem desta
Quando/Onde/Com
Mensurável forma:
• “A Aprendizagem é uma interação entre o quem/Sob quais
(Ações)
aprendiz e o ambiente a sua volta.” condições Ação Predominante
• Boa notícia: Comportamentos podem ser
“desaprendidos” ou “(re)ensinados”. Análise de Dados FUNÇÕES

Funções dos Comportamentos Comportamentos Operantes, Reforço e Punição


REFORÇO (aumenta chance PUNIÇÃO (diminui a chance do
• GANHAR/OBTER- Acesso (ou permanência) á atividades, do Comportamento comportamento acontecer
objetos, lugares ou comidas preferidas. acontecer novamente) novamente)

POSITIVO = Reforço Punição


• GANHAR/OBTER- Atenção dos pais, professores, colegas Adicionado
Positivo Positiva

(reprimendas ou reconforto),

• ESCAPAR/EVITAR Evitar atividade, lugar ou pessoa NEGATIVO= Reforço Negativo


(ESCAPAR) Punição
Removido Negativa

• AUTOMÁTICO (Sensorial, auto estimulatório)

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Intervenção baseada na função do comportamento Análise Funcional do comportamento (AFC)

• Em muitos casos é necessário conduzir uma analise funcional do • A AFC tem dois propósitos:
comportamento. Sem saber o porque (a função do comportamento)
corremos o risco de tornar o comportamento ainda pior. 1) Identificar função do comportamento e
1. Definir o comportamento, critérios e a forma de registro.
2) monitorar progresso
2. Coletar os dados (mensuráveis e observáveis), analisar e definir hipótese
da função. • Precisamos nos guiar por dados, registros e não por nossas impressões
e opiniões.
3. Desenvolver plano comportamental com ênfase em estratégias proativas
e que ensinem e reforcem comportamentos substiiitutos. • Dados devem ser observáveis e mensuráveis
4. Treinar pessoas e Implementar plano • Comportamentos podem ser subjetivos (ex: agressão, birra)
5. Coletar dados para avaliar eficácia das estratégias (diminuiu intensidade,
• Definir bem o(s) comportamento(s) que coletaremos dados torna o
trabalho em equipe (casa/escola/terapias) muito mais fácil
frequência ou duração? Modificar plano, se necessário.

Buscar a Motivação: O poder do Ambiente

• Relação entre Motivação, Aprendizagem, Reforço e Gerenciamento de


Comportamento

• Entendendo o autismo e a falta de “motivação tradicional” como um fator


determinante;

• Há uma diferença grande em “não quer fazer” e “não consegue fazer”, mas
podem coexistir.

O que NÃO É reforçador? Reforçar não é ser permissivo


• Reforçadores não são iguais para todas as crianças. Elogios, adesivos, notas
boas, atenção dos pares pode não ser reforçador para TODAS as crianças. Cabe
a equipe descobrir o que é reforçador para cada criança e providenciar os Não é sobre não impor limites à criança, e sim sobre ensinar habilidades
mesmos quando se observa os comportamentos positivos. essenciais que estão em falta. Algumas dessas habilidades estão
• Reforçadores não são um tipo de “SUBORNO”. O “suborno” é diferente por que relacionadas a aprender estratégias de regulação emocional (tolerância a
vem ANTES do comportamento positivo aparecer, na expectativa de que ele frustração, por exemplo). Quando se trata de mudança de comportamento,
ocorra. Esta prática é arriscada por que enquanto pode funcionar no momento, nós temos muito mais chances de obter sucesso focando primeiramente
também pode causar comportamentos negativos que vão aumentando. em aumentar os comportamentos positivos do que tentando diminuir os
Primeiro me ajuda nas
comportamentos negativos. A “experiência reforçadora” é peça chave para
Compras. E então, ganha conseguir alcançar as mudanças necessárias.
o chocolate”. Esse é um
exemplo de reforçamento. Motivação + ensino correto de habilidades + adesão dos adultos ao plano =
Nós queremos ver o
“Se você se levantar do chão e A criança se levanta e A criança agora aprendeu
Comportamento Positivo
ANTES de dar o reforço.
MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
me ajudar nas compras pode empurra o carrinho após a se jogar no chão quando
ganhar um chocolate agora” ganhar a chocolate. quer uma chocolate.

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Reforçadores tangíveis e sociais Regras básicas para uso de reforçadores:


• Tangiveis: Uso limitado- CONTROLE O AMBIENTE!!!
• Que seja realmente do interesse da criança;
• Quanto mais variado, melhor;
• Sempre pareado com Reforço Social;
• Trabalhe com novidades (surpresas) também;
• Não esqueça de seguir Reforçando o que quer continuar vendo
• Não chantageie!
• E o mais importante: SEJA “O” REFORÇADOR DA SUA CRIANÇA

Adquirir Controle Instrucional

• Trata-se de uma forma de estabelecer uma relação


positiva de controle (“limites e cooperação”) com alunos,
filhos ou pacientes.
• O Controle Instrucional pode explicar por que a criança PROGRAMA
pode responder bem a uma pessoa e não a outra (que não
tem controle instrucional) DE CAPACITAÇÃO
DA OMS
(I CO PRO JECT NO BRASI L)

Objetivos do Programa da OMS Objetivos do Programa

Programa de capacitação para pais e cuidadores: O programa espera que os cuidadores:


Promover comunicação;
Aprendam a ajudar as crianças a se comunicarem;
Engajar em atividades e rotinas;
Conectem com as crianças em atividades compartilhadas;
Estimular comportamentos adequados;
Conheçam outros cuidadores e troquem experiências;
Reduzir comportamentos desafiadores;
Cuidem de si e aumentem seu bem-estar.
Participar em atividades do dia a dia.

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Estrutura: sessões em grupo e


visitas domiciliares

Sessões em grupo Estratégias gerais abordadas


Visita domiciliar 1 Organização do ambiente;
Sessão 1 Introdução e Engajamento das crianças Seleção de atividades motivadoras;
Sessão 2 Mantendo as crianças engajadas Criação das rotinas;
Sessão 3 Ajudando a criança a engajar em brincadeiras e rotinas domésticas Posicionamento durante as interações;
Sessão 4 Compreendendo a comunicação Dar atenção positiva;
Visita domiciliar 2 Olhar, observar e escutar a criança;
Modelar a comunicação;
Sessão 5 Promovendo a comunicação
Dar oportunidades para a criança;
Sessão 6 Evitando comportamentos desafiadores
Manter o engajamento;
Sessão 7 Ensinando alternativas para comportamentos desafiadores
Compartilhar;
Ensinando novas habilidades em pequenos passos e níveis de
Sessão 8 Entender a função dos comportamentos inadequados e prevenir que eles aconteçam;
ajuda
Dar ferramentas aos pais para dar continuidade;
Sessão 9 Resolução de problemas e cuidados pessoais
Bem-estar;
Visita domiciliar 3
.
.

Visitas domiciliares
Três visitas com 90 minutos de duração;
Auxiliar os pais e cuidadores a estabelecer os objetivos;
Entender a rotina: desafios e possibilidades;
Orientar a prática das técnicas aprendidas;
Encorajar os pais;
Visitas são filmadas.
.

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Falhas no Treinamento de Pais:


• Enfoque ignorado por profissionais que assistem a família.
• Intervenção focada primordialmente na criança* (razões).
Elyse Matos • Pais costumam buscar suporte específico (treinamento) somente
Founder quando a criança é maior ou adolescente.
elyse@[Link] • Tendência a recorrer a tratamento Farmacológico para
[Link] Comportamentosinterferentes como primeira escolha.
• Transferência de responsabilidade para Escola, Terapeutas e
Médicos.

O que podemos fazer enquanto terapeutas para ajudar as Programas de Auto-Instrução


famílias?
• Sondar fontes de empoderamento Parental
• Encorajar a família a acreditar no seu potencial de educadores. • ADEPT (Autism Distance Education Parent Training)
Destacar (provar) o seu fator determinante. • [Link]
• Dedicar sessões para ensinar alguns elementos chaves como: /cedd/cedd_adept.html
estratégias de ensino, sistema de comunicação funcional e de manejo
comportamental.
• Criar um programa intensivo por um período. • Inglês e Espanhol
• Indicar Leituras e Cursos Adequados.
• Indicar Treinamento de Pais.

• Module 1: Strategies for Teaching Functional Skills • Module 2: Positive Behavior Strategies for Your Child with Autism
• ADEPT Interface Overview Introduction
Introduction Lesson 1: Changing The Way You Think About Behavior
Lesson 1: The ABCs of Skills Teaching
Lesson 2: Learning And Behavior
Lesson 2: Understanding Reinforcement
Lesson 3: Using Reinforcement Effectively Lesson 3: The ABC's Of Behavior
Lesson 4: Planning and Preparation (Skills Teaching Revisited)
Lesson 5: Creating a Task Analysis Lesson 4: Antecedents To Behavior Problems
Lesson 6: Prerequisite Skills Lesson 5: Preventing The Triggers
Lesson 7: Prompting and Chaining (Part 1) Lesson 6: Determining The Function
Lesson 8: Prompting and Chaining (Part 2) Lesson 7: Functional Communication
Lesson 9: Setting the Stage for Learning Lesson 8: Return To Skills Teaching
Lesson 10: Dealing with Errors Lesson 9: Common Sense Strategies
Lesson 10: How Do I Know It's Working?

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Avaliação Considerações Finais (e cruciais)

1) Quais os 6 passos para uma INTERVENÇÃO IMPLEMENTADA PELOS PAIS (IIP), segundo prática
• Compreender os transtornos do neurodesenvolvimento,
baseada em evidência pela agencia de pesquisa NPDC? como o TEA, na perspectiva da família como uma condição
2) No passo 1, IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DA FAMÍLIA, o que é crucial observar por
entrevista e/ou observação direta?
crônica e que muda ao longo do ciclo da vida por diferentes
3) Quais as variáveis apresentadas no modelo de Bradford (1997) no enfrentamento de condições variáveis.
crônicas que se relacionam com a adaptação materna?
4) Quais as variáveis que impactam em maior ou menor grau o • Ter uma escuta reflexiva, empática e desprovida de
subsistema fraterno (impacto nos irmãos neurotípicos de crianças/jovens julgamento, evitando comparar uma família a outra.
com TEA)?
5) Com base no material da aula, e em suas próprias experiências,
• Buscar as ferramentas específicas que podem contribuir
quais as principais dificuldades/falhas no treinamento de pais de crianças numa melhor qualidade de vida para toda a família.
com TEA?

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