UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS
VERSOS, SONS,
RITMOS
Trabalho Solicitado por: Professor Dr. Moises Monteiro
Versos
O que são versos?
Por que são importantes na literatura?
Como são diferentes de prosa?
• Qual a origem dos versos?
• Definições de versos
• Versos são unidades de linguagem formadas por uma
sequência de palavras organizadas em um padrão rítmico.
• Tipos de versos: Monossílabos, dissílabos, trissílabos,
tetrassílabos, pentassílabos, hexassílabos, heptassilabos,
octossilabos, eneassilabos, decassílabos, hendecassílabos,
dodecassilabos.
• Estrutura dos Versos
• Métrica: número de sílabas poéticas em cada verso.
• Rima: repetição de sons finais entre dois ou mais versos.
• Ritmo: padrão de acentuação e pausa que cria um efeito.
musical na leitura.
• Tipos de Versos
• Versos brancos: não possuem rima.
• Versos livres: não seguem uma métrica ou padrão definido.
• Versos rimados: possuem uma rima definida ao longo do
poema.
• Leis dos Versos
Rima: a rima é a repetição de sons no final de versos. Existem vários tipos de
rima, como rima perfeita (em que as palavras rimam exatamente, como "amor" e
"dor") e rima imperfeita (em que as palavras não rimam exatamente, mas têm
sons semelhantes, como "amor" e "flor").
Metro: o metro é a medida dos versos, ou seja, o número de sílabas poéticas em
cada linha do poema. Alguns exemplos de metros são o pentassilabo (com cinco
sílabas), o decassílabo (com dez sílabas) e o alexandrino (com doze sílabas).
Ritmo: o ritmo é o padrão de acentos e pausas em cada linha do poema.
Ele pode ser regular ou irregular, dependendo do efeito que o poeta quer
criar.
Estrofe: a estrofe é um grupo de versos que formam uma unidade dentro do
poema. As estrofes podem ter qualquer número de versos e seguir qualquer
esquema de rimas.
Enjambement: o enjambement é a continuação do sentido
de uma linha para a próxima, sem pausa. Isso pode criar
um efeito de fluidez e movimento no poema.
Estrofação: a estrofação é a organização das
estrofes dentro do poema. Um poema pode ser
composto de uma única estrofe ou de várias
estrofes com diferentes números de versos.
• Aristóteles também se interessava pela estrutura
dos versos e pela maneira como eles eram
organizados dentro de uma composição poética.
• Aristóteles acreditava que a escolha dos versos e sua
disposição na composição eram importantes para criar o
efeito desejado no leitor ou ouvinte.
• “A Arte Poética" de Aristóteles, escrita no século IV
a.C.,discute a importância do ritmo e da métrica na
poesia.
Autores da antiguidade que já usavam
os versos em suas obras
Por exemplo, o poeta italiano Dante
Alighieri, autor da obra "A Divina
Comédia", utilizou versos terza rima em
sua poesia.
Na literatura inglesa, William
Shakespeare usou uma
variedade de formas de versos
em suas peças de teatro e
sonetos.
Sons
• O que são sons?
• De que forma eles podem
variar?
• E o que todos os sons tem
em comum?
Figuras de efeitos
sonoros:
1 - Aliteração 3 - Anáfora
2 - Assonância 4 - Onomatopeia
Aliteração
É definida pela repetição de fonemas consonantais num enunciado.
Isso significa que esses sons podem ser parecidos ou iguais e,
geralmente, estão localizados no início ou no meio da palavra.
A aliteração produz um efeito sonoro interessante, marcando o ritmo e
sugerindo alguns sons semelhantes às palavras que compõem o texto.
Exemplos de aliteração
“Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.” (Luís de Camões) –
repetição da consoante “v”.
“O rato roeu a roupa do rei de Roma.” (provérbio popular) – repetição da
consoante “r”.
“Quem com ferro fere com ferro será ferido.” (provérbio popular) –
repetição da consoante “f”.
Assonância
A assonância é um tipo de figura de linguagem, chamada de figura de
som ou harmonia. Ela é caracterizada pela repetição harmônica de
sons vocálicos (vogais) numa frase.
É um recurso estilístico muito utilizado na literatura, na música e nos
provérbios populares.
Exemplos de assonância
“Juro que não acreditei, eu te estranhei/Me debrucei sobre teu corpo e duvidei/E me
arrastei e te arranhei/E me agarrei nos teus cabelos” (Atrás da Porta – Chico Buarque) –
repetição das vogais “ei”.
“Meu amor/O que você faria/Se só te restasse esse dia?/Se o mundo fosse acabar/Me diz o
que você faria” (O que você faria – Lenine) – repetição das vogais “ia”.
“Minha foz do Iguaçu/Pólo sul, meu azul/Luz do sentimento nu (Djavan) – repetição da
vogal “u”
Anáfora
A anáfora é uma figura de linguagem que está intimamente
relacionada com a construção sintática do texto. Por esse motivo,
ela é chamada de figura de sintaxe.
A anáfora ocorre por meio da repetição de termos no começo das
frases (ou dos versos).
Exemplos de Anáfora
Anáfora na Literatura
Anáfora na Música:
"É preciso casar João, é preciso ler Baudelaire,
"É o pau, é a pedra, é o fim do é preciso colher as flores
é preciso suportar, Antônio,
caminho é preciso odiar Melquíades de que rezam velhos autores.
É um resto de toco, é um pouco sozinho é preciso substituir nós todos. É preciso viver com os homens
É um caco de vidro, é a vida, é o sol é preciso não assassiná-los,
É preciso salvar o país,
É a noite, é a morte, é um laço, é o é preciso ter mãos pálidas
é preciso crer em Deus,
anzol e anunciar O FIM DO
é preciso pagar as dívidas,
MUNDO."
É peroba no campo, é o nó da é preciso comprar um rádio, (“Poema da Necessidade” de
madeira" é preciso esquecer fulana. Carlos Drummond de
(Trecho da música “Águas de Março” É preciso estudar volapuque, Andrade)
de Tom Jobim) é preciso estar sempre bêbado,
Onomatopeia
A Onomatopeia é uma figura de linguagem que reproduz fonemas ou
palavras que imitam os sons naturais, quer sejam de objetos, de
pessoas ou de animais.
Esse recurso aumenta a expressividade do discurso, motivo pelo qual
é muito utilizado na literatura e nas histórias em quadrinhos.
Exemplos de onomatopeia
Onomatopeia de batimentos cardíacos: tum-tum
"Oi, tum, tum, bate coração
Oi, tum, coração pode bater
Oi, tum, tum, tum, bate coração
Que eu morro de amor com muito prazer
Oi, tum, tum, bate coração
Oi, tum, coração pode bater
Oi, tum, tum, tum, bate coração
Que eu morro de amor com muito prazer"
(Canção Bate Coração de
Elba Ramalho)
A importância da musicalidade
na poesia
Apolo, deus da música
A relação entre música e poesia vem de longos
tempos e elas podem se unir em obras
memoráveis através do tempo.
A música permeava a antiga antiga cultura
grega. Não era pequena a importância da música
entre os gregos antigos, pois ela representava a
própria vida e estava presente em todos os tipos
de reunião ou celebração, inclusive, no teatro. A
história nos mostra que a música e a literatura
sempre caminharam juntas, desde a antiguidade
clássica, onde os instrumentos acompanhavam
todo o momento de declamação.
O som e a musicalidade é essencial para o
nosso equilíbrio, pois molda o nosso
comportamento individual e coletivo. A
música é o vínculo que une a vida do espírito à
vida dos sentidos. A melodia é a vida sensível
da poesia. Ela aproxima a arte e a
sensibilidade ao nosso dia a dia.
RITMOS
RITMOS - O que é?
Ritmo é a sucessão regular dos
tempos fortes e fracos em uma frase
musical. Indica o valor das notas,
conforme a intensidade e o tempo.
Ritmo como criação de um poema
O ritmo é formado pela sucessão, no verso, de unidades rítmicas constituídos por
vogais longas e leves.
LATIM VULGAR
a diferença entre elas se
dava somente a nível de
timbre
LATIM CLÁSSICO
Possuía cinco vogais que,
segundo a quantidade,
dividiam-se em breves e
longas.
RITMO NO POEMA:
O ritmo apresenta-se de forma no poema e na
música, embora as duas artes apresentam afinidade e
um tal parentesco histórico que chega-se a classificar
um determinado gênero de poesia como lírico.
QUAL A IMPORTÂNCIA DO RITMO NO POEMA?
O ritmo dos poemas é essencial para evocar a poética. Uma palavra
chamando a outra, faz do poema algo diferente das outras formas
literárias. Algo que emana, suscita ou contém poesia.
RÍTMO E MÉTRICA
A quantidade de sílabas
determina a métrica do verso,
enquanto a posição das sílabas
tônicas lhe define o ritmo.
Alguns desses ritmos têm
denominação própria.
Luís de Camões
AMOR
A/mor /é/ fo/go /que ar/de sem/ se/ ver
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
É/ fe/ri/da /que/ /dói/ e/ não/ se/ sem/te
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
É/ um/ con/tem/ta/men/to des/com/tem/te
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
É/ dor/ que/ de/as/ti/na sem/ do/er
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
NO COMPASSO DA VIDA: Nosso coração pulsa alternando batidas
1 e pausas, nossa respiração, nossos
De acordo com o médico escritor José movimentos, nossa gesticulação.
Mario Espinola, tudo na vida tem um ritmo,
e cada um de nós temos os nossos próprios
ritmos.
No caso da coreografia, o ritmo
Por exemplo, para quem quer construir uma 2 decorre do movimento visual, já que
família, o ritmo é namorar, noivar e casar. Cada a música funciona como apoio.
etapa dessas tem o seu tempo; ou ritmo, pois
ritmo é tempo, é o momento de cada coisa.
O ritmo verbal, exclusivo da literatura,
3 pode encontrar-se na prosa, mas
constitui característica imanente a
contida na natureza da poesia
O COMPASSO DOS VERSOS:
A canção: “A Banda”, do cantor
Chico Buarque de Holanda:
[...] Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor [...]
Sílabas fortes + fracas
Feitiço irreversível
Sílabas poéticas
1 2 1 2 3 4
ca/sa a/ma/re/la
Duas regras:
1. Vogal + vogal – vira uma só
2. Só conta até a última sílaba
TIPOS DE RITMOS EX DE RITMO ACELERADO
Na música do cantor Luiz Gonzaga, “Carolina”
[...] Carolina foi pro samba (Carolina)
Ritmo lento
Pra ‘dançá’ o xenhenhém (Carolina)
Ritmo acelerado Todo mundo é caidinho (Carolina)
Pelo cheiro que ela tem (Carolina) [...]
EX DE RITMO LENTO
Na música do cantor Zezo Potiguar (ritmo seresta), “Diga pra mim”
[...] Meu grande amor
Diga pra mim, aonde estás
Diga pra mim, qual a razão
Dessa triste solidão [...]
EX DE RITMO LENTO
Na música do cantor Zezo Potiguar (ritmo seresta), “Diga pra mim”
[...] Meu grande amor
Diga pra mim, aonde estás
Diga pra mim, qual a razão
Dessa triste solidão [...]
EX DE RITMO ACELERADO
Na música do cantor Luiz Gonzaga, “Carolina”
[...] Carolina foi pro samba (Carolina)
Pra ‘dançá’ o xenhenhém (Carolina)
Todo mundo é caidinho (Carolina)
Pelo cheiro que ela tem (Carolina) [...]
Footloose - Ritmo Louco
Cada época tem seu
ritmo e ele deve ter
alguma relação com a
época ou com a
situação em que é
produzido.
• Referências bibliográficas
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