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Direito do Consumidor: Práticas Comerciais

O documento aborda o Direito do Consumidor, destacando a importância da oferta e da publicidade na relação entre fornecedores e consumidores. Ele explora conceitos como publicidade enganosa e abusiva, práticas comerciais, e os direitos dos consumidores em situações de descumprimento de ofertas. Além disso, inclui questões comentadas e exemplos práticos para melhor compreensão do tema.
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Direito do Consumidor: Práticas Comerciais

O documento aborda o Direito do Consumidor, destacando a importância da oferta e da publicidade na relação entre fornecedores e consumidores. Ele explora conceitos como publicidade enganosa e abusiva, práticas comerciais, e os direitos dos consumidores em situações de descumprimento de ofertas. Além disso, inclui questões comentadas e exemplos práticos para melhor compreensão do tema.
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Aula 02

PC-BA (Delegado)
Direito do
Consumidor

Autor
Prof.: Igor Maciel 29 de Janeiro de 2024
Estratégia Carreira Jurídica
PC-BA (Delegado) Direito do Consumidor - Prof.: Igor Maciel

Sumário
Considerações Iniciais ........................................................................................................................................ 3

Das Práticas Comerciais – A Oferta .................................................................................................................... 4

Da Publicidade.................................................................................................................................................... 7

Publicidade Enganosa X Publicidade Abusiva............................................................................................................... 8

Das Práticas Abusivas ....................................................................................................................................... 11

Da Cobrança de Dívidas ................................................................................................................................... 15

Dos bancos de dados e cadastros de consumidores ....................................................................................... 17

Da Proteção Contratual .................................................................................................................................... 22

Das compras pela Internet ............................................................................................................................... 23

Das Cláusulas Abusivas..................................................................................................................................... 25

Dos Contratos de Adesão ................................................................................................................................. 40

Prevenção e tratamento do superendividamento .......................................................................................... 42

Reflexos da Teoria da Imprevisão .................................................................................................................... 50

A informação como um direito do consumidor ............................................................................................... 54

Bibliografia ....................................................................................................................................................... 56

Considerações Finais ........................................................................................................................................ 56

Questões Comentadas ..................................................................................................................................... 57

Lista de Questões ........................................................................................................................................... 152

Gabarito ......................................................................................................................................................... 181

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Olá meus amigos, tudo bem?

Tudo certo com o curso? Vamos seguir com mais uma aula.

Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões.

Estou à disposição dos senhores. Espero que aproveitem nosso curso.

Grande abraço,

Igor Maciel

[email protected]

Convido-os a seguir minhas redes sociais. Basta clicar no ícone desejado:

@ProfIgorMaciel

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DAS PRÁTICAS COMERCIAIS – A OFERTA


A oferta é a proposta feita pelo fornecedor aos consumidores quanto aos seus produtos e/ou serviços. Para
o CDC, a oferta está intimamente ligada ao marketing, sendo certo que a oferta possui valor contratual,
obrigando o fornecedor quanto ao seu conteúdo.

O CDC regula a questão da oferta nos seus artigos 30 e 31:

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga
o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos
ao consumidor, serão gravadas de forma indelével.

Para Leandro Lages (2015, pg. 211):

A oferta é uma manifestação de vontade através da qual alguém demonstra sua intenção de
contratar e as condições do contrato. Quem propõe é chamado proponente; e quem aceita,
aceitante. A proposta pode ser veiculada de várias formas: via publicidade, prospectos, folders,
panfletos, catálogos, telemarketing, e-mails, etc, o que evidencia a amplitude do termo “oferta”.

Assim, a oferta, sendo suficientemente precisa acerca dos produtos e serviços oferecidos ou apresentados
obriga o fornecedor e integra o contrato a ser celebrado. Trata-se, pois, de um momento pré-contratual que
vincula a declaração do fornecedor.

Mas professor, este tema costuma ser cobrado em provas?

Sim. E muito.

Vejam, por exemplo, a cobrança da FGV na recente prova de Procurador da Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro.

FGV – PROCURADOR DA ALERJ – 2017 Foi veiculada publicidade de determinado fabricante de


automóveis afirmando que, na compra de certo modelo, o comprador ganharia uma viagem para Nova
Iorque, com acompanhante, incluindo passagem aérea, estadia em Hotel quatro estrelas e traslado.

Ferdinaldo, motivado pela propaganda, foi até a concessionária e, após negociar o preço e as condições
de pagamento, adquiriu o veículo. Nada foi mencionado a respeito da viagem.

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Alguns dias depois Ferdinaldo retornou à concessionária para agendar sua viagem em companhia de
sua esposa, quando foi informado de que não teria direito ao benefício por não ter sido pactuado no
momento da compra do carro.

Sobre o caso, é correto afirmar que Ferdinaldo:

(A) tem direito à viagem, já que a publicidade obriga o fornecedor e integra o contrato,
independentemente de ter constado dos seus termos;

(B) não tem direito à viagem, já que não houve inclusão expressa da mesma no momento do contrato,
devendo prevalecer o princípio da relatividade dos contratos;

(C) não tem direito à viagem, já que não houve inclusão expressa da mesma no momento do contrato,
devendo prevalecer o princípio da obrigatoriedade dos contratos;

(D) tem direito à viagem, desde que pague pelo seu custo, funcionando a fabricante tão somente como
agente de turismo;

(E) não tem direito à viagem, já que absolutamente ilícita e proibida a venda casada.

Comentários

Ora, meus amigos, tratando-se de relação de consumo e se a publicidade vincula o ofertante,


naturalmente o consumidor terá direito à viagem a ser realizada.

Por esta razão, as letras “B”, “C” e “E” estão erradas.

Além disso, se a publicidade (oferta) afirmava que a viagem seria gratuita, o consumidor não precisará
pagar por nada para ter direito, razão pela qual a alternativa “D” está errada.

Já a alternativa “A” está perfeita, sendo certo que o consumidor terá direito à viagem, uma vez que a
publicidade obriga o fornecedor e integra o contrato, independentemente de ter constado dos seus
termos.

E se o produto deixar de ser fabricado?

Aqui cabe uma obrigação destinada aos fabricantes e importadores – os comerciantes não aparecem neste
dispositivo – que devem assegurar por um prazo razoável de tempo a reposição de peças quanto aos
produtos que deixarem de ser fabricados.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.

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E professor, a oferta e a venda poderão ser feitas por telefone?

Sim. Diversas vezes nos deparamos com produtos e serviços oferecidos e vendidos por televisão, rádio,
internet ou telefone. O artigo 33 do CDC exige que a embalagem, a publicidade e todos os impressos
utilizados na transação comercial constem o nome do fabricante e endereço.

Além disso, a publicidade de bens e serviços por telefone é proibida, quando for onerosa a ligação para o
consumidor.

Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do
fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na
transação comercial.

Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for
onerosa ao consumidor que a origina.

E se o fornecedor se recusar a cumprir o ofertado por um preposto seu?

Imaginem a seguinte situação.

Um vendedor, empregado de uma fábrica de telefones, aparece na sua porta e vende um celular de última
geração em nome da Fabricante. Contudo, o preço ofertado por ele foi muito abaixo do que o preço
autorizado pela fábrica.

Imaginem que o preço dado pela fábrica era de R$. 4.000,00 (quatro mil reais) por aparelho, mas o vendedor
o vendeu por R$. 700,00 (setecentos reais) – preço bem abaixo das condições oferecidas por seu
empregador.

Nestes casos, o CDC é extremamente protetivo ao consumidor. De acordo com o artigo 34, o fornecedor é
solidariamente responsável por atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus
prepostos ou representantes autônomos.

E não apenas isso. Acaso o fornecedor se recuse a cumprir a venda realizada por seu empregado ou
representante – ainda que em valor inferior ao estabelecido em suas condições – terá direito o consumidor
a escolher livremente entre:

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Exigir o cumprimento da obrigação da forma que fora ofertada

Aceitar outro produto ou serviço equivalente

Rescindir o contrato com devolução do dinheito + perdas e danos

Trata-se do teor do artigo 35, do CDC:

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou


publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou
publicidade;
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada,
monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

DA PUBLICIDADE
A publicidade produzida pelos fornecedores possui como objetivo o estímulo do consumo e a consolidação
da marca no mercado. Para Leandro Lages (2015, pg. 226):

A publicidade consiste em toda e qualquer informação ou mensagem dirigida ao público


consumidor, com ou sem destinatário certo. Objetiva não só divulgar determinado produto ou
serviço, como também consolidar a marca do fornecedor. Tem por finalidade incentivar o
consumo.

Ocorre que, nos termos do artigo 36, do CDC, a publicidade deve ser clara e facilmente deve ser possível se
identificar que se trata de uma peça publicitária. Além disso, os dados técnicos e científicos necessários para
que os interessados possam comprovar as informações veiculadas na publicidade devem ficar em poder do
fornecedor para quem os pretenda analisar.

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente,
a identifique como tal.
Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu
poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que
dão sustentação à mensagem.

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Além disso, tanto a publicidade enganosa quanto a publicidade abusiva são proibidas pelo CDC (artigo 37,
caput). Mas qual a diferença?

Publicidade Enganosa X Publicidade Abusiva

A melhor definição de publicidade enganosa e de publicidade abusiva encontra-se nos parágrafos do artigo
37 do CDC. Vejamos.

Publicidade Enganosa é aquela inteira ou parcialmente falsa que seja capaz de induzir o
consumidor em erro a respeito de quaisquer características do produto ou serviços (natureza,
qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço, etc.)

A publicidade enganosa, portanto, é aquela que mesmo por omissão, induz o consumidor a erro, por
ser falsa. Esta falsidade pode ser de apenas parte da oferta ou de sua integralidade. O melhor exemplo da
publicidade enganosa são as fotos de sanduíches que vemos nas lanchonetes. As fotos são lindas e os lanches
parecem ser gigantes, quando a prática nos mostra algo completamente diferente. Penso que seja algo mais
ou menos assim:

Publicidade Enganosa

O parágrafo 3º do artigo 37 esmiúça o conceito de publicidade enganosa por omissão ao estabelecer que a
publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou
serviço.

A definição legal estabelece, inclusive, que será enganosa por omissão a publicidade que deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço. Eis o texto para análise:

CDC, artigo 37.


§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. (...)
§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de
informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

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Aliás, o STJ já esclareceu na EDIÇÃO N. 165: DIREITO DO CONSUMIDOR - IX da sua jurisprudência em tese
que:

3) A ausência de informação relativa ao preço, por si só, não caracteriza publicidade enganosa.

Entende a Corte que, para a caracterização da ilegalidade omissiva, a ocultação deve ser de qualidade
essencial do produto, do serviço ou de suas reais condições de contratação, considerando, na análise do caso
concreto, o público alvo do anúncio publicitário.

Contudo, também entende a Corte (EDIÇÃO N. 165: DIREITO DO CONSUMIDOR - IX):

6) Constitui prática comercial abusiva e propaganda enganosa o lançamento de dois modelos


diferentes para o mesmo automóvel, no mesmo ano, ambos anunciados como novo modelo
para o próximo ano.

Ademais, vale lembrar outra tese do STJ:

Tese 18 (Ed. 74): É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa
e os que dela se aproveitam na comercialização de seu produto ou serviço.

Por sua vez, em relação à publicidade abusiva:

Publicidade Abusiva é aquela que apresente qualquer tipo de discriminação, incite a violência ou
explore medo ou superstição. É ainda abusiva a publicidade que se aproveita da pouca
experiência das crianças, desrespeita valores ambientais ou induza o consumidor a se comportar
de forma prejudicial à sua saúde ou segurança

Percebam que aqui a publicidade não apresenta nenhum elemento inverídico, mas o conteúdo da
publicidade atenta contra valores da sociedade.

Seria abusiva, por exemplo, a publicidade que possui conteúdo racista ou a que explore a capacidade de
discernimento das crianças, ou, ainda a que possua elementos que incitem ações prejudiciais à saúde ou
segurança dos consumidores.

Conforme a jurisprudência em tese do STJ EDIÇÃO N. 165: DIREITO DO CONSUMIDOR - IX:

5) É abusiva a publicidade de alimentos direcionada, de forma explícita ou implícita, ao público


infantil.

Todavia, na mesma edição, estabeleceu:

8) A inserção de cartões informativos, inserts ou onserts, no interior das embalagens de


cigarros não constitui prática de publicidade abusiva apta a caracterizar dano moral coletivo,
por não transmitir nenhum elemento de persuasão ao consumidor.

Eis o texto legal para análise:

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CDC, artigo 37
§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à
violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Finalizando este tópico, o artigo 38 do CDC estabelece que quem possui o dever de provar a veracidade da
informação publicitária é o próprio fornecedor. Em verdade, o ônus da prova da veracidade da informação
publicitária cabe a quem a patrocina.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Nesses casos, será possível a imposição de contrapropaganda (corrective advertising), estando prevista no
art. 60 do CDC:

Art. 60. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na


prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às
expensas do infrator.
§ 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma, frequência e
dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de
desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva.
(...)

Nesse contexto, o STJ já fixou na EDIÇÃO N. 165: DIREITO DO CONSUMIDOR - IX:

4) É possível o redirecionamento da condenação de veicular contrapropaganda imposta a posto


de gasolina matriz à sua filial, respondendo esta pela prática de propaganda enganosa ou
abusiva ao consumidor (art. 60 da Lei n. 8.078/1990).

Segundo a Corte:

(...) 2. O fato de as filiais possuírem CNPJ próprio confere a elas somente autonomia
administrativa e operacional para fins fiscalizatórios – para facilitar a atuação da administração
fazendária no controle de determinados tributos, como ocorre com o ICMS e o IPI -, não
abarcando a autonomia jurídica, já que existe a relação de dependência entre o CNPJ das filiais e
o da matriz.
3. A pessoa jurídica como um todo é que possui personalidade, pois é ela sujeito de direitos e
obrigações, assumindo com todo o seu patrimônio a correspondente responsabilidade, sendo
certo que as filiais são estabelecimentos secundários da mesma pessoa jurídica, desprovidas de
personalidade jurídica e patrimônio próprio, apesar de poderem possuir domicílios em lugares
diferentes (art. 75, § 1º, do CC) e inscrições distintas no CNPJ.

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4. Havendo inadimplência contratual, a obrigação de pagamento deve ser imposta à sociedade


empresária por completo, não havendo ensejo para a distinção entre matriz e filial, raciocínio a
ser adotado também em relação a débitos tributários. (...)
STJ. 1ª Turma. AgInt no AREsp 1.286.122/DF, Rel. p/ Acórdão Min. Gurgel de Faria, julgado em
27/08/2019.

DAS PRÁTICAS ABUSIVAS


O CDC estabelece em seu artigo 39 práticas comerciais consideradas abusivas: situações previstas em lei
cujas práticas são vedadas por fornecedores de produtos ou serviços. Contudo, tendo em vista que a lei não
poderá prever todas as hipóteses de práticas abusivas, diz-se que o rol de práticas previsto neste dispositivo
é meramente exemplificativo, ou seja, o rol não é exaustivo.

Analisemos uma a uma:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou
serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Trata-se da hipótese denominada por venda casada: onde o fornecedor condiciona a venda de um
determinado produto ou serviço atrelando-o à aquisição de outro. O exemplo clássico deste tipo de venda
diz com os cinemas que proíbem o ingresso do consumidor às salas com produtos não adquiridos em suas
dependências.

Com base neste dispositivo, o STJ considerou abusiva a prática de uma sala de cinema que proibia o ingresso
de pipoca comprada em outro espaço que não o seu próprio.

RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. ART. 39, I, DO CDC. VENDA
CASADA. VENDA DE ALIMENTOS. ESTABELECIMENTOS CINEMATOGRÁFICOS. LIBERDADE DE
ESCOLHA. ART. 6º, II, DO CDC. VIOLAÇÃO. AQUISIÇÃO DE PRODUTOS EM OUTRO LOCAL.
VEDAÇÃO. TUTELA COLETIVA. ART. 16 DA LEI Nº 7.347/1985. SENTENÇA CIVIL. DIREITOS
INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. EFICÁCIA ERGA OMNES. LIMITE TERRITORIAL. APLICABILIDADE.
1. A venda casada ocorre em virtude do condicionamento a uma única escolha, a apenas uma
alternativa, já que não é conferido ao consumidor usufruir de outro produto senão aquele
alienado pelo fornecedor.
2. Ao compelir o consumidor a comprar dentro do próprio cinema todo e qualquer produto
alimentício, o estabelecimento dissimula uma venda casada (art. 39, I, do CDC), limitando a
liberdade de escolha do consumidor (art. 6º, II, do CDC), o que revela prática abusiva. (...)
(REsp 1331948/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em
14/06/2016, DJe 05/09/2016)

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Destaque-se que o STJ entendeu que duas situações corriqueiras eram legítimas e não configuravam venda
casada:

Súmula 356 - STJ - É legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa.

Súmula 407 – STJ - É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as categorias de
usuários e as faixas de consumo.

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas


disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a


adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em
leis especiais;

O fornecedor não poderá, portanto, recusar vendas à vista por parte do consumidor, cujo exemplo clássico
de recusa abusiva é o taxista que não aceita percorrer pequenas distâncias.

Conforme leciona Leandro Lages (2014, pg. 289):

Excepciona-se da proibição as situações de limitações quantitativas por consumidor, impostas


em casos de preços promocionais, ocasião em que o limite quantitativo objetiva impedir que
poucos consumidores adquiram muitos itens de um mesmo produto impedindo, com isso, que
um número maior de pessoas seja beneficiada. Ou então, que outro fornecedor adquira grande
parte do estoque promocional para fins de revenda a um preço mais elevado.

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer
qualquer serviço; (cartões de crédito)
Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na
hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de
pagamento.

Aqui podemos citar como exemplo o envio de amostras para a residência do consumidor em um intuito de
tornar o produto conhecido e incentivar aquisições futuras. O CDC não proíbe o envio de amostras grátis,
apenas a cobrança posterior destes produtos enviados.

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Trata-se de procedimento bastante comum em instituições financeiras que, sem a solicitação do consumidor,
enviam cartões de crédito que naturalmente terão uma cobrança futura. Considerando tal prática abusiva,
o STJ editou a Súmula 532:

Súmula 532 – STJ - Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e
expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde,


conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

Trata-se de uma consubstanciação do princípio da vulnerabilidade do consumidor, em especial, de crianças,


idosos ou consumidores fragilizados em razão de sua condição social.

V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços

Será considerada, portanto, uma prática abusiva a elevação ou a exigência de preços manifestamente
excessivos ao consumidor, a exemplo da cobrança de taxas bancárias desnecessárias e decorrentes da
própria atividade desenvolvida pelas instituições financeiras.

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do


consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

A realização de todo e qualquer serviço depende de prévia autorização expressa do consumidor quanto ao
orçamento apresentado. Caso o serviço seja realizado sem a aprovação do orçamento, poderemos
considera-lo como amostra grátis.

Ressalte-se que no fornecimento de serviços o orçamento deve ser prévio e discriminado quanto ao valor da
mão de obra, materiais, equipamentos e condições de pagamento. Além disso, deverá o orçamento
estabelecer as datas de início e término dos serviços.

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio
discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as
condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

Quanto ao prazo, o orçamento terá validade de dez dias, contado do recebimento pelo consumidor:

§ 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias, contado
de seu recebimento pelo consumidor.

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Percebe-se, portanto, que o CDC procurou definir o orçamento como uma espécie de pré-contrato,
obrigando o fornecedor e privilegiando o princípio da informação ao consumidor.

§ 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser
alterado mediante livre negociação das partes.

Por fim, eventuais acréscimos ou ônus decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no
orçamento prévio não obrigarão o consumidor:

§ 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação


de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício
de seus direitos;

O CDC apenas permite o compartilhamento de informações referentes aos consumidores que digam respeito
à sua inadimplência, através dos bancos de dados e cadastros que seão oportunamente estudados.

VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as


normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem,
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);

Obedecer às normas técnicas é obrigação do fornecedor que não pode ser descumprida.

XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu
termo inicial a seu exclusivo critério

O dispositivo veda que os fornecedores estabeleçam prazo para adimplemento das obrigações para os
consumidores (geralmente relativas ao pagamento) sem estabelecer prazos para suas contraprestações.

Assim, da mesma forma que deve existir prazo para adimplemento da obrigação do consumidor, também
deve existir para adimplemento da contraprestação do fornecedor.

XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.

Natural que seja vedado ao fornecedor cobrar reajustes diversos daqueles previstos no contrato.

Por fim, destaque-se o disposto no artigo 41, do CDC que versa sobre o fornecimento de produtos e serviços
sujeitos ao tabelamento de preços, hipótese comum nos idos dos anos 90, época em que o dispositivo fora
redigido:

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Art. 41. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou


de tabelamento de preços, os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não
o fazendo, responderem pela restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente
atualizada, podendo o consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo
de outras sanções cabíveis.

XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de


consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.

Esta foi mais uma alteração trazida pela Lei 13.425/2017 que versa sobre diretrizes de prevenção e combate
a incêndios e a desastres em estabelecimentos públicos. A norma alterou o CDC para vedar o ingresso em
estabelecimentos comerciais de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade
administrativa como máximo.

DA COBRANÇA DE DÍVIDAS
Também está previsto no CDC, nos artigos 42 e seguintes regras quanto à cobrança de dívidas dos
consumidores. De acordo com o caput do artigo 42, o consumidor inadimplente não poderá ser exposto a
ridículo e nem submetido a constrangimento ou ameaça.

Transcreve-se o dispositivo legal para fixação:

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem
será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Professor, o alarme falso em lojas de roupas pode ser considerado um constrangimento ao


consumidor?

Segundo decidiu o Superior Tribunal de Justiça, o soar falso de alarme indicando o indício de furto de
mercadoria causa constrangimento ao consumidor que se torna vítima de uma atenção pública. Este fato
somado à necessidade de o consumidor mostrar os seus pertences para comprovar o equívoco da máquina
gera um dano moral indenizável.

RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DISPARO DE ALARME ANTI-FURTO NA SAÍDA DE


ESTABELECIMENTO COMERCIAL. NEGLIGÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DA LOJA EM RETIRAR O
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA DA MERCADORIA ADQUIRIDA PELA CONSUMIDORA. DANO MORAL
CARACTERIZADO.
1. O soar falso do alarme magnetizado na saída da loja, a indicar o furto de mercadorias do
estabelecimento comercial, causa constrangimento ao consumidor, vítima da atenção pública e
forçado a mostrar os seus pertences para comprovar o equívoco. Dano moral que deve ser
indenizado. Precedentes da Quarta Turma. 2. Recurso conhecido e provido.

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(REsp 710.876/RJ, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, QUARTA TURMA, julgado em


12/12/2005, DJ 01/02/2006, p. 566)

E como funciona a restituição de um pagamento indevido feito pelo consumidor?

O parágrafo único do artigo 42 do CDC discorre sobre a necessidade de repetição em dobro do valor pago
em excesso pelo consumidor cobrado em quantia indevida:

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito,
por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros
legais, salvo hipótese de engano justificável.

Interpretando tal dispositivo, o STJ reconheceu que não é a simples cobrança indevida que deverá ser
restituída em dobro, mas apenas a cobrança indevida com demonstração efetiva da má-fé do fornecedor ao
cobrar tais valores:

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE ILEGALIDADE DE COBRANÇA DE MENSALIDADES


RELATIVAS A PLANO DE SAÚDE C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. (...)
6. Segundo a jurisprudência desta Corte, a condenação à restituição em dobro, conforme
previsão do artigo 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor, somente é cabível
na hipótese de ser demonstrada a má-fé do fornecedor ao cobrar do consumidor os valores
indevidos, o que não se verifica nos autos.
7. Recurso especial parcialmente provido.
(REsp 1539815/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em
07/02/2017, DJe 14/02/2017)

Por fim, destaque-se que ao realizar a cobrança extrajudicial deverá o fornecedor, em todos os documentos
de cobrança, faze constar seu nome, endereço e CPF ou CNPJ, conforme exigência do artigo 42-A, do CDC:

Art. 42-A. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor,


deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas –
CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço
correspondente.

Como este ponto já foi cobrado em prova?

(CESPE / CEBRASPE - 2021 - MPE-SC - Promotor de Justiça Substituto - Prova 2)


Ainda com relação ao CDC e aos direitos do consumidor, julgue o item que se segue.
O direito à repetição do indébito possui critérios objetivos, e, como norma protetiva ao consumidor, o
engano do credor não afasta a aplicação da pena.
Certo Errado
Comentários

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O item está incorreto. Art. 42 (...) Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

DOS BANCOS DE DADOS E CADASTROS DE CONSUMIDORES


Os bancos de dados e cadastros de consumidores são instrumentos que se destinam à proteção do crédito,
instituindo-se um cadastro daqueles consumidores inadimplentes. Exemplos destes bancos são os
organizados por instituições como SERASA e SPC.

Percebam que o SERASA se trata de pessoa jurídica de direito privado, mas o banco de dados de
inadimplentes por ele gerido possui caráter público, conforme artigo 43, parágrafo 4º, do CDC:

§ 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito


e congêneres são considerados entidades de caráter público.

Exatamente em razão do caráter público destes bancos de dados, será cabível o manejo de habeas data em
face dos cadastros para obtenção e retificação de informações sobre o próprio consumidor.

Tais cadastros devem ser claros e objetivos, ficando sempre à disposição do próprio consumidor quando
requisitar acesso acerca das informações existentes sobre si:

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes
em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como
sobre as suas respectivas fontes. (Artigo 86 foi vetado)
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em
linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

E, sempre que encontrar inexatidão em seus dados, poderá o consumidor exigir a imediata correção,
devendo o arquivista comunicar os eventuais destinatários das informações incorretas no prazo de cinco
dias:

§ 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir
sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração
aos eventuais destinatários das informações incorretas.

Acaso o consumidor esteja inadimplente, necessário que ele seja notificado antes de ser feita a
inscrição no cadastro?

Sim. Esta a inteligência do parágrafo 2º, do artigo 43, do CDC:

§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada
por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

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Assim, caberá ao órgão mantenedor do cadastro notificar o devedor antes de proceder à inscrição do seu
nome no banco de dados. Percebam, meus amigos, que a responsabilidade por notificar o consumidor não
é do credor, do fornecedor ou da instituição financeira, mas do próprio órgão responsável pela
manutenção do Cadastro.

Trata-se de posição pacífica no seio do STJ:

Súmula 359 – STJ - Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação
do devedor antes de proceder à inscrição.

E esta notificação precisa ter Aviso de Recebimento na carta?

Segundo pacificou o STJ, não!

O Aviso de Recebimento (AR) é dispensável nas cartas enviadas para os consumidores sobre a negativação
de seu nome em bancos de dados, conforme Súmula 404 do STJ:

STJ, Súmula 404 - É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao


consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.

Uma vez inscrito o consumidor no cadastro de inadimplentes, qual o prazo máximo que seu nome
poderá ficar negativado?

De acordo com o parágrafo 1º, do artigo 43, do CDC, o registro no cadastro de inadimplentes dos devedores
deve permanecer pelo prazo máximo de cinco anos:

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes
em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como
sobre as suas respectivas fontes.
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em
linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

Contudo, acaso a dívida prescreva em período inferior ao quinquênio legal, também não poderá constar no
banco de dados de consumidores.

Mas professor, a mera prescrição da pretensão executiva exige a retirada do nome do


consumidor do cadastro de inadimplentes?

Não. Esta a interpretação do STJ na Súmula 323:

Súmula 323 – STJ - A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção
ao crédito até o prazo máximo de 5 anos, independentemente da prescrição da execução.

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Percebam que o parágrafo 5º, do artigo 43, do CDC estabelece que consumada a prescrição da cobrança dos
débitos do consumidor, o nome dele deve ser retirado dos cadastros de inadimplentes.

§ 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas,


pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir
ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

Assim, independentemente da prescrição da pretensão executiva (ação de execução - geralmente mais


curta) poderá o nome do devedor ficar registrado por um período de cinco anos. Contudo, acaso prescrita a
pretensão da ação de cobrança, não mais poderá constar o nome do consumidor no cadastro de
inadimplentes. Assim entendeu o STJ:

PROCESSO CIVIL - RECURSO ESPECIAL - REGISTRO EM CADASTRO NEGATIVO DE CRÉDITO


(SERASA). ARTIGO 43, PARÁGRAFOS 1º E 5º, DO CDC. PRAZO QÜINQÜENAL. PRESCRIÇÃO.
PRECEDENTES.
1 - As informações restritivas de crédito devem ser canceladas após o quinto ano do registro
(Artigo 43, § 1° do Código de Defesa do Consumidor). Precedentes.
2 - O prazo prescricional referido no art. 43, § 5º, do CDC, é o da ação de cobrança, não o da ação
executiva. Assim, a prescrição da via executiva não proporciona o cancelamento do registro.
3 - Precedentes: REsp. 536.833/RS; REsp 656.110/RS; REsp. 648.053/RS; REsp. 658.850/RS; REsp.
648.661/RS. 4 - Recurso conhecido e provido.
(REsp 648.528/RS, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, julgado em 16/09/2004,
DJ 06/12/2004, p. 335)

Consubstanciando o princípio da informação, o CDC estabelece ainda que todas as informações dos bancos
de dados devem estar acessíveis para pessoas com deficiência, mediante solicitação do consumidor:

§ 6oTodas as informações de que trata o caput deste artigo devem ser disponibilizadas em
formatos acessíveis, inclusive para a pessoa com deficiência, mediante solicitação do
consumidor.

Uma vez paga a dívida pelo consumidor, em quanto tempo seu nome deve ser retirado dos
cadastros de inadimplentes?

Trata-se da expressa disposição da Súmula 548 do STJ: o prazo será de cinco dias úteis, a partir do integral e
efetivo pagamento do débito.

Súmula 548 - STJ - Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no
cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento
do débito.

E se o consumidor for inscrito irregularmente no cadastro de inadimplentes, caberá indenização


por danos morais?

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A princípio, sim, eis que a inscrição irregular de consumidor no cadastro de inadimplentes é ato que enseja
a indenização do lesado. Contudo, há que se ter bastante atenção.

O STJ, no ano de 2016, sob a sistemática dos Recursos Repetitivos, reforçou antigo entendimento no sentido
de que aquele consumidor que já possuía uma prévia e regular inscrição no cadastro de inadimplentes não
poderá pleitear danos morais por uma nova inscrição, ainda que irregular, ressalvado o direito ao
cancelamento (Súmula 385).

Este entendimento tem sido mantido pelo Superior Tribunal de Justiça no sentido de que nem o credor nem
o órgão responsável pelo banco de dados devem ser responsabilizados em casos como este:

RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. DANO MORAL. NÃO CARACTERIZADO. INSCRIÇÃO
INDEVIDA COMANDADA PELO SUPOSTO CREDOR. ANOTAÇÕES ANTERIORES. SÚMULA 385/STJ.

1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao deslinde da controvérsia,


não se configurando omissão alguma ou negativa de prestação jurisdicional.
2. "Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano
moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento" (Súmula
385/STJ).
3. Embora os precedentes da referida súmula tenham sido acórdãos em que a indenização
era buscada contra cadastros restritivos de crédito, o seu fundamento - "quem já é
registrado como mau pagador não pode se sentir moralmente ofendido por mais uma
inscrição do nome como inadimplente em cadastros de proteção ao crédito", cf. REsp
1.002.985-RS, rel. Ministro Ari Pargendler - aplica-se também às ações voltadas contra o
suposto credor que efetivou a inscrição irregular.
4. Hipótese em que a inscrição indevida coexistiu com quatorze outras anotações que as
instâncias ordinárias verificaram constar em nome do autor em cadastro de inadimplentes. 5.
Recurso especial a que se nega provimento.
(REsp 1386424/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p/ Acórdão Ministra
MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 27/04/2016, DJe 16/05/2016)

Contudo, a Súmula 385 do STJ pode ser flexibilizada para permitir o reconhecimento de dano moral
decorrente da inscrição indevida em cadastro restritivo de crédito, mesmo que as ações ajuizadas para
questionar as inscrições anteriores ainda não tenham transitado em julgado, desde que haja elementos
suficientes para demonstrar a verossimilhança das alegações do consumidor. Vejamos como decidiu o STJ:

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C PEDIDO DE


COMPENSAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO INDEVIDA.
ANOTAÇÕES PRETÉRITAS DISCUTIDAS JUDICIALMENTE. VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES DO
CONSUMIDOR. FLEXIBILIZAÇÃO DA SÚMULA 385/STJ. DANO MORAL CONFIGURADO.
JULGAMENTO: CPC/15.
1. Ação declaratória de inexistência de débito c/c pedido de compensação por dano moral
ajuizada em 17/02/2016, da qual foi extraído o presente recurso especial, interposto em
11/04/2017 e atribuído ao gabinete em 20/10/2017.

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2. O propósito recursal consiste em decidir se a anotação indevida do nome do consumidor em


órgão de restrição ao crédito, quando preexistentes outras inscrições cuja regularidade é
questionada judicialmente, configura dano moral a ser compensado.
3. Consoante a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, não cabe indenização
por dano moral por inscrição irregular em órgãos de proteção ao crédito quando preexistem
anotações legítimas, nos termos da Súmula 385/STJ, aplicável também às instituições credoras.
4. Até o reconhecimento judicial definitivo acerca da inexigibilidade do débito, deve ser
presumida como legítima a anotação realizada pelo credor junto aos cadastros restritivos, e essa
presunção, via de regra, não é ilidida pela simples juntada de extratos comprovando o
ajuizamento de ações com a finalidade de contestar as demais anotações.
5. Admite-se a flexibilização da orientação contida na súmula 385/STJ para reconhecer o dano
moral decorrente da inscrição indevida do nome do consumidor em cadastro restritivo, ainda
que não tenha havido o trânsito em julgado das outras demandas em que se apontava a
irregularidade das anotações preexistentes, desde que haja nos autos elementos aptos a
demonstrar a verossimilhança das alegações.
6. Hipótese em que apenas um dos processos relativos às anotações preexistentes encontra-se
pendente de solução definitiva, mas com sentença de parcial procedência para reconhecer a
irregularidade do registro, tendo sido declarada a inexistência dos demais débitos mencionados
nestes autos, por meio de decisão judicial transitada em julgado.
7. Compensação do dano moral arbitrada em R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
8. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp 1704002/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 11/02/2020,
DJe 13/02/2020)

Já o artigo 44, do CDC, estabelece um outro tipo de cadastro: um cadastro sobre reclamações de
consumidores quanto a abusos de fornecedores. Devem, pois, os órgãos públicos de defesa do consumidor
manter cadastros atualizados das reclamações fundamentadas contra os fornecedores e divulga-los
anualmente. Nesta divulgação, os órgãos públicos informarão se as reclamações foram atendidas ou não.

Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de


reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo
pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.
§ 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer
interessado.
§ 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e
as do parágrafo único do art. 22 deste código.

E o cadastro positivo de consumidores, como funciona?

Para o Superior Tribunal de Justiça, a utilização de score de crédito não se trata de um banco de dados de
cadastros de consumidores, mas um método estatístico de avaliação de risco. Desta forma, desnecessário

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qualquer consentimento do consumidor ou ainda qualquer necessidade de notificação prévia ao


consumidor.

Neste sentido:

Súmula 550 – STJ - A utilização de escore de crédito, método estatístico de avaliação de risco que
não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do consumidor, que terá o direito de
solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e as fontes dos dados
considerados no respectivo cálculo.

DA PROTEÇÃO CONTRATUAL
O CDC regula ainda um capítulo específico quanto à proteção contratual do consumidor. Dentre as
disposições gerais desta parte do Código, temos os artigos 46 a 48. De acordo com o artigo 46:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se
não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os
respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e
alcance.

Assim, mesmo que o contrato esteja assinado, ele não irá surtir o efeito de vincular as partes se as cláusulas
forem redigidas de forma a dificultar a compreensão pelo consumidor de seu sentido e alcance. Este
dispositivo é corolário do princípio da boa-fé objetiva e do equilíbrio econômico, decorrendo do princípio da
transparência que deve reger as relações de consumo.

Além disso, o artigo 47, do CDC, estabelece que as cláusulas contratuais devem ser interpretadas da forma
mais favorável ao consumidor:

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.

De acordo com este dispositivo legal, o STJ entendeu que deve ser interpretado da forma mais favorável para
o consumidor a possibilidade de cobertura pelo plano de saúde do serviço de Home Care (tratamento
domiciliar).

Segundo entendeu aquele Tribunal:

CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.


RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO CPC/73. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA.
TRATAMENTO HOME CARE. RECUSA INJUSTIFICADA. CLÁUSULA ABUSIVA. TRIBUNAL ESTADUAL
ALINHADO À JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA Nº 83 DO STJ. PRECEITOS LEGAIS NÃO
PREQUESTIONADOS. SÚMULA Nº 282 E 356 DO STF. CONCLUSÕES DO ACÓRDÃO LOCAL ACERCA
DA NECESSIDADE DO TRATAMENTO PLEITEADO. SÚMULA Nº 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL
NÃO PROVIDO. (...)

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3. O serviço de home care (tratamento domiciliar) constitui desdobramento do tratamento


hospitalar contratualmente previsto que não pode ser limitado pela operadora do plano de
saúde. Na dúvida, a interpretação das cláusulas dos contratos de adesão deve ser feita da forma
mais favorável ao consumidor (REsp nº 1.378.707/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, Terceira Turma, DJe 15/6/2015). Aplicação da Súmula nº 83 do STJ.
4. A revisão das conclusões do acórdão recorrido acerca da necessidade do consumidor
em receber o tratamento home care é obstado, na via especial, pela Súmula nº 7 do STJ.
5. Agravo regimental não provido.
(AgRg no AREsp 835.018/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em
02/02/2017, DJe 16/02/2017)

E, ainda, o artigo 48 estabelece que as declarações de vontade vinculam o fornecedor, seja através de pré-
contratos, recibos ou escritos particulares.

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos


relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução
específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

DAS COMPRAS PELA INTERNET


Já o artigo 49, do CDC, regula o direito de arrependimento previsto quanto às contratações realizadas pelos
consumidores fora do estabelecimento comercial. Em especial, este dispositivo regula as compras feitas à
distância, seja através de telefone, internet, ou outro meio telemático.

Em até 07 (sete) dias contados da data da assinatura do contrato ou do ato de recebimento do produto ou
serviço, poderá o consumidor desistir da contratação feita remotamente, recebendo de imediato todos os
valores eventualmente pagos (produto, embalagem, frete), atualizados monetariamente.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a
domicílio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os
valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos,
de imediato, monetariamente atualizados.

Este direito não precisa de justificativa para ser exercido, tratando-se de verdadeiro direito potestativo do
consumidor a desistir da compra, sem a necessidade de provar qualquer motivação. Destaque-se apenas que
a regulamentação das compras pela internet foi feita pelo Decreto 7.962/2013, cuja leitura é bastante
interessante para melhor fixar o conteúdo.

Vale ressaltar ainda a tese estabelecida pelo STJ na Jurisprudência em teses:

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9) O provedor de buscas de produtos voltado ao comércio eletrônico que não realiza qualquer
intermediação entre consumidor e vendedor não pode ser responsabilizado por vício de
mercadoria ou inadimplemento contratual.

O serviço dos provedores de busca é realizado sem qualquer intermediação entre consumidor e vendedor.
Os resultados apresentados pelos buscadores nada mais são que outros sites ou recursos da Internet, que
ali se encontram de forma pública, isto é, independentemente do provedor de busca. Mesmo com a
existência de diversos mecanismos de filtragem do conteúdo da Internet, na maioria das vezes é inviável ao
provedor da busca exercer alguma forma de controle sobre os resultados da busca.

Como este ponto já foi cobrado em prova?

FCC – TJCE – Juiz Estadual – 2014 NÃO se inclui entre os direitos contratuais do consumidor
a) a interpretação mais favorável das cláusulas contratuais.
b) o recebimento imediato pelo consumidor do valor eventualmente pago pelo produto,
monetariamente atualizado, após o exercício do direito de arrependimento.
c) a redação clara e compreensível das cláusulas contratuais, em vernáculo pátrio.
d) o pagamento em cheque, a ser sempre aceito pelo fornecedor do produto ou serviço por se tratar
de ordem de pagamento à vista.
e) o efetivo conhecimento do conteúdo do contrato, com a clara especificação dos direitos e deveres
de ambas as partes.
Comentários
Questão boa e fácil que exigia o conhecimento do item que não se inclui entre os direitos dos
consumidores.
Alternativa correta, letra D, eis que o consumidor não está obrigado a receber o pagamento por meio
de cheque.
Tendo em vista, contudo, o princípio da informação, deverá o fornecedor deixar esta informação clara
e acessível aos consumidores.

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DAS CLÁUSULAS ABUSIVAS


Representando uma mitigação à força vinculatória dos contratos, o artigo 51, do CDC estabelece um rol
meramente exemplificativo de cláusulas consideradas abusivas pelo ordenamento pátrio em contratos de
consumo. Para Leandro Lages (2014, pg. 337):

Cláusulas abusivas são aquelas desfavoráveis à parte mais fraca na relação contratual, no caso, o
consumidor. Implica na quebra do equilíbrio entre as partes, pois confere várias vantagens
indevidas ao fornecedor ou ônus excessivos ao consumidor. Estão presentes não apenas em
contratos de adesão, mas em todo e qualquer contrato, escrito ou verbal, no qual o fornecedor
se prevalece da vulnerabilidade do consumidor.

De acordo com o artigo 51, do CDC as cláusulas abusivas em contratos de consumo serão nulas de pleno
direito. Destaque-se, contudo, que, conforme inteligência do parágrafo 2º, do referido artigo, a nulidade de
uma cláusula contratual abusiva não invalida por completo o contrato.

A exceção, contudo, ocorre quando inexistir contrato e, apesar dos esforços de integração da cláusula
invalidada, decorrer ônus excessivo para qualquer das partes.

§ 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de
sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.

Além disso, o parágrafo 4º, do artigo 51 privilegia a defesa coletiva dos interesses dos consumidores, ao
estabelecer que:

§ 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério


Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que
contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre
direitos e obrigações das partes.

Além disso, há doutrinadores que possuem entendimento no sentido de que as cláusulas abusivas poderiam
ser reconhecidas inclusive de ofício pelo Poder Judiciário, por envolver matéria de ordem pública. Contudo,
em que pese forte crítica doutrinária, o Superior Tribunal de Justiça exclusivamente quanto aos contratos
bancários concluiu que não é dado ao Poder Judiciário conhecer de ofício a abusividade de cláusulas:

Súmula 381 – STJ - Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da
abusividade das cláusulas.

Cabe-nos, neste momento, comentar cada um dos incisos do artigo 51, do CDC.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de
qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas

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relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá


ser limitada, em situações justificáveis;

São nulas, portanto, de pleno direito as cláusulas que pretendam reduzir os direitos do consumidor ou a
responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza nos produtos ou serviços. Exemplo clássico
desta limitação diz com os danos causados a veículos no interior de estacionamentos, onde é comum
empresas afixarem a seguinte placa:

Ocorre que, ainda que gratuito o estacionamento ofertado pelo fornecedor, este deve responder por danos
causados aos veículos, até porque trata-se de cláusula inerente ao próprio serviço ofertado – guarda do
veículo.

Exatamente por isto, o STJ ficou o entendimento segundo o qual:

Súmula 130 – STJ - A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de
veículo ocorridos em seu estacionamento.

Por sua vez, STJ entende ser abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de instituição
financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia no âmbito de
contrato de penhor civil.

Súmula 638-STJ: É abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de instituição


financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia no
âmbito de contrato de penhor civil.

Contudo, atenção ao disposto na Edição 162 da Jurisprudência em Teses do STJ, DIREITO DO CONSUMIDOR
– VI:

8) Nos contratos de locação de cofre particular, não se revela abusiva a cláusula limitativa de
valores e de objetos a serem armazenados, sobre os quais recairá a obrigação de guarda e de
proteção do banco locador.

Como este ponto já foi cobrado em prova?

(VUNESP - 2021 - TJ-SP - Juiz Substituto) Assinale a alternativa incorreta sobre abusividade de cláusulas
contratuais, conforme entendimento dominante e atual do Superior Tribunal de Justiça.

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(A) Nos contratos de locação de cofre particular, é abusiva a cláusula limitativa de valores e de objetos
a serem armazenados, sobre os quais recairá a obrigação de guarda e de proteção do banco locador.
(B) É abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de instituição financeira pelos
danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia no âmbito de contrato
de penhor civil.
(C) É válida a cláusula contratual que transfere ao promitente-comprador a obrigação de pagar a
comissão de corretagem nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma em
regime de incorporação imobiliária, desde que previamente informado o preço total da aquisição da
unidade autônoma, com o destaque do valor da comissão de corretagem.
(D) A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de
assistência médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva, se ultrapassado
o prazo máximo de 24 horas contado da data da contratação.
Comentários
Letra A: CORRETA. Contraria o disposto na Edição 162 da Jurisprudência em Teses do STJ, DIREITO DO
CONSUMIDOR – VI: “8) Nos contratos de locação de cofre particular, não se revela abusiva a cláusula
limitativa de valores e de objetos a serem armazenados, sobre os quais recairá a obrigação de guarda
e de proteção do banco locador.”
Letra B: INCORRETA. Conforme Súmula 638 do STJ: “É abusiva a cláusula contratual que restringe a
responsabilidade de instituição financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem
entregue em garantia no âmbito de contrato de penhor civil.”
Letra C. INCORRETA. Conforme entendimento do STJ: “(...)I - TESE PARA OS FINS DO ART. 1.040 DO
CPC/2015: 1.1. Validade da cláusula contratual que transfere ao promitente-comprador a obrigação de
pagar a comissão de corretagem nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma
em regime de incorporação imobiliária, desde que previamente informado o preço total da aquisição
da unidade autônoma, com o destaque do valor da comissão de corretagem. 1.2. Abusividade da
cobrança pelo promitente-vendedor do serviço de assessoria técnico-imobiliária (SATI), ou atividade
congênere, vinculado à celebração de promessa de compra e venda de imóvel. (...)” (REsp 1599511/SP,
Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 24/08/2016, DJe
06/09/2016).
Letra D. INCORRETA. Nos termos da Súmula 597 do STJ: “A cláusula contratual de plano de saúde que
prevê carência para utilização dos serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de
urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da
contratação.”

Lado outro, entendeu o STJ ser abusiva a cláusula de plano de saúde que limita o tempo de internação
hospitalar de segurado:

Súmula 302 – STJ - É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a
internação hospitalar do segurado.

Igualmente, a Súmula 597 do STJ:

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Súmula 597 – STJ - A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização
dos serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada
abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da contratação.

Por sua vez, o Tribunal Superior afirma em sua Jurisprudência em teses, EDIÇÃO N. 163: DIREITO DO
CONSUMIDOR VII:

7) É abusiva a negativa de cobertura para tratamento de emergência ou urgência do segurado


mesmo sob o argumento de necessidade de cumprimento do período de carência, sendo
devida a reparação por danos morais.

Contudo, não é abusiva a recusa, por operadora ou seguradora de plano de saúde, de custeio de aparelho
auditivo de amplificação sonora individual - AASI cuja cobertura não possui previsão contratual.

O art. 10, VII, da Lei nº 9.656/98 estabelece que as operadoras de planos de saúde e seguradoras não têm a
obrigação de arcar com próteses e órteses e seus acessórios não ligados a ato cirúrgico.
Assim, o plano de saúde só é obrigado a fornecer a prótese ou a órtese se esse dispositivo está vinculado a
um ato cirúrgico, ou seja, se esse dispositivo for necessário para que o ato cirúrgico atinja a sua finalidade.

Nesse sentido:

RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRATOS DE PLANOS E DE


SEGUROS DE SAÚDE. MENSALIDADES. CALCULADAS MEDIANTE COMPLEXA EQUAÇÃO ATUARIAL.
APARELHO AUDITIVO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL - AASI. ÓRTESE NÃO LIGADA A
PROCEDIMENTO CIRÚRGICO.
COBERTURA LEGAL OBRIGATÓRIA. INEXISTÊNCIA. SEGURANÇA DAS RELAÇÕES JURÍDICAS.
DEPENDÊNCIA DA EQUIVALÊNCIA DAS CONTRAPRESTAÇÕES E DA CLARIVIDÊNCIA DOS DIREITOS
E OBRIGAÇÕES. INTERVENÇÃO JUDICIAL PARA AMPLIAR O CONTEÚDO OBRIGACIONAL.
INVIABILIDADE.
1. A forte intervenção estatal na relação contratual e a expressa disposição do art. 197 da CF
deixam límpido que a operação de plano ou seguro de saúde é serviço de relevância pública,
extraindo-se da leitura do art. 22, § 1º, da Lei n. 9.656/1998 a inequívoca preocupação do
legislador com o equilíbrio financeiro-atuarial dos planos e seguros de saúde, que devem estar
assentados em planos de custeio elaborados por profissionais, segundo diretrizes definidas pelo
Consu.
2. O art. 10, VII, da Lei n. 9.656/1998 estabelece que as operadoras de planos de saúde e as
seguradoras não têm a obrigação de arcar com próteses e órteses e seus acessórios não ligados
a ato cirúrgico. Portanto, o que define a cobertura legal mínima obrigatória é colocação
extremamente sutil: o fornecimento do dispositivo é vinculado (entenda-se necessário) para que
o ato cirúrgico atinja sua finalidade, o que não ocorre na situação contrária quando, sendo
desnecessário ato cirúrgico - caso do vindicado aparelho auditivo de amplificação sonora
individual -, precisa-se de órtese ou de prótese.
3. Por um lado, a segurança das relações jurídicas depende da lealdade, da equivalência das
prestações e contraprestações, da confiança recíproca, da efetividade dos negócios jurídicos, da
coerência e clarividência dos direitos e obrigações. Por outro lado, se ocorrem motivos que

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justifiquem a intervenção judicial em lei permitida, há de realizar-se para a decretação da


nulidade ou da resolução do contrato, nunca para a modificação do seu conteúdo - o que se
justifica, ademais, como decorrência do próprio princípio da autonomia da vontade, uma vez que
a possibilidade de intervenção do juiz na economia do contrato atingiria o poder de obrigar-se,
ferindo a liberdade de contratar.
4. Como cediço e realçado em precedente do STF, na esfera de repercussão geral (RE n.
948.634/RS), não se pode ignorar que a contraprestação paga pelo usuário do plano de saúde é
atrelada aos riscos assumidos pela operadora, calculada de maneira a permitir que, em uma
complexa equação atuarial, seja suficiente para custear as coberturas contratuais e cobrir os
custos de administração, além de, naturalmente, gerar os justos lucros. Nesse contexto, eventual
modificação, a posteriori, das obrigações contratuais, a par de ocasionar insegurança jurídica,
implica inegável desequilíbrio contratual e enriquecimento sem causa para os usuários dos
planos de saúde.
5. Recurso especial parcialmente provido.
(REsp 1915528/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em
28/09/2021, DJe 17/11/2021)

Além disso, o STJ considerou que os planos de saúde não são obrigados a custear o tratamento médico de
fertilização in vitro, salvo disposição contratual expressa.

RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA - ARTIGO 1036 E SEGUINTES DO


CPC/2015 - AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER JULGADA PROCEDENTE EM PRIMEIRO GRAU DE
JURISDIÇÃO - MANUTENÇÃO EM SEDE DE APELAÇÃO - INSURGÊNCIA DA OPERADORA DE PLANO
DE SAÚDE - CUSTEIO DE TRATAMENTO POR MEIO DE FERTILIZAÇÃO IN VITRO - INVIABILIDADE -
ESCÓLIO JURISPRUDENCIAL PACÍFICO DAS TURMAS QUE COMPÕEM A SEGUNDA SEÇÃO.
1. Para fins dos arts. 1036 e seguintes do CPC/2015: 1.1. Salvo disposição contratual expressa, os
planos de saúde não são obrigados a custear o tratamento médico de fertilização in vitro.
2. Caso concreto: ausente cláusula autorizando a cobertura do tratamento de fertilização in vitro,
impõe-se o acolhimento da insurgência recursal a fim de julgar improcedente o pedido inicial.
3. Recurso especial provido.
(REsp 1851062/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/10/2021, DJe
27/10/2021)

Adiante, a norma em análise, todavia, admite a limitação da indenização em situações justificáveis quando
o consumidor for pessoa jurídica.

II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste
código;

São nulas, portanto, as cláusulas que não permitam ao consumidor receber os valores pagos em caso de
desistência do contrato nas hipóteses previstas no CDC (por exemplo o direito de arrependimento para
compras fora do estabelecimento).

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Destaque-se que o STJ com fundamento neste dispositivo estabeleceu ser nula cláusula que previa a
retenção integral em caso de desistência de pacote turístico adquirido pelo consumidor:

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSO CIVIL (CPC/1973).


NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA.CONSUMIDOR. RESCISÃO
CONTRATUAL. PACOTE TURÍSTICO. PAGAMENTO ANTECIPADO. PERDA INTEGRAL DOS
VALORES. CLÁUSULA PENAL. ABUSIVIDADE. CDC. REDUÇÃO DO VALOR. REEXAME DO
CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO E DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS
5 E 7/STJ. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. SÚMULA Nº 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO.
(AgInt no AREsp 896.022/SE, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/10/2016, DJe 17/11/2016)

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

O CDC estabelece, ainda, a nulidade de cláusula que exonere a responsabilidade do fornecedor transferindo-
a a terceiros, como bem ressalta Flávio Tartuce (2016, pg. 359):

Desse modo, é nula a cláusula que transfere a responsabilidade para uma seguradora, pois, na
verdade, o consumidor tem, em regra, a livre escolha em optar contra quem demandar.

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:

I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;


II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo
a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;
III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e
conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.
XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;

Este dispositivo é considerado por Flávio Tartuce (2016, pg. 359) como o item mais festejado do CDC, por
trazer um sistema aberto que poderá englobar diversas situações protetivas ao consumidor.

O dispositivo traz a nulidade de cláusulas consideradas iníquas que coloquem o consumidor em desvantagem
exagerada. Ao mesmo tempo, o parágrafo 1º demonstra hipóteses em que a vantagem exagerada é
presumível.

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Por fim, o inciso XV estabelece a nulidade de cláusulas que estejam em desacordo com o sistema de proteção
ao consumidor.

Com base neles, o STJ estabeleceu (EDIÇÃO N. 165: DIREITO DO CONSUMIDOR - IX):

13) Nos contratos de telecomunicação com previsão de permanência mínima, é abusiva a


cobrança integral da multa rescisória de fidelização, que deve ser calculada de forma
proporcional ao período de carência remanescente.

A cobrança da multa de fidelidade pela prestadora de serviço de TV a cabo deve ser proporcional ao tempo
faltante para o término da relação de fidelização. A cobrança integral da multa, sem computar o prazo de
carência parcialmente cumprido pelo consumidor, coloca o fornecedor em vantagem exagerada,
caracterizando conduta incompatível com a equidade, conforme previsto no art. 51, IV e § 1º, III do CDC.

Contudo, estabeleceu a Corte na EDIÇÃO N. 163: DIREITO DO CONSUMIDOR VII da sua Jurisprudência em
teses:

4) Não é abusiva a cláusula de tolerância nos contratos de promessa de compra e venda de


imóvel em construção que prevê prorrogação do prazo inicial para a entrega da obra pelo lapso
máximo de 180 (cento e oitenta) dias, desde que observado o direito de informação ao
consumidor.

Se a construtora atrasar a entrega do imóvel, o adquirente terá direito de ser indenizado por
danos materiais e morais?

Quanto aos danos morais, em regra, não são devidos. O mero descumprimento do prazo de entrega previsto
no contrato não acarreta, por si só, danos morais. Porém, em situações excepcionais é possível haver a
condenação em danos morais, desde que devidamente comprovada a ocorrência de uma significativa e
anormal situação que repercuta na esfera de dignidade do comprador.

Por outro lado, o atraso pode acarretar a condenação da construtora/imobiliária ao pagamento de dano
emergente, que precisa ser provado pelo adquirente, bem como de lucros cessantes, que são presumidos,
ou seja, o adquirente não precisa provar.

Os lucros cessantes devem ser calculados como sendo o valor do aluguel do imóvel atrasado. Isso porque o
adquirente está morando em um imóvel alugado, enquanto aguarda o seu, ou o adquirente não está
morando de aluguel mas comprou o novo imóvel para investir. Está perdendo “dinheiro” porque poderia
estar alugando para alguém.

Nesse sentido:

AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. INCORPORAÇÃO


IMOBILIÁRIA. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. DANO MORAL. AUSÊNCIA DE DIALETICIDADE.
MANIFESTA INADMISSIBILIDADE. 1. Em sendo demasiado o atraso na entrega da obra, possível
o reconhecimento da ocorrência de danos morais. Incidência do Enunciado nº 568/STJ. 2. Falha
o agravo interno ao não impugnar especificamente a decisão agravada, sustentando a ocorrência

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de fato que não se amolda ao caso analisado. 3. AGRAVO INTERNO EM PARTE CONHECIDO E
DESPROVIDO.
(STJ; AgInt-REsp 1.870.773; Proc. 2020/0087516-2; SP; Terceira Turma; Rel. Min. Paulo de Tarso
Sanseverino; DJE 26/03/2021)

AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS.


IMÓVEL. ENTREGA. ATRASO. DANO MORAL. AFASTAMENTO. 1. Recurso Especial interposto
contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados
Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de
que o mero descumprimento contratual, caso em que a promitente vendedora deixa de entregar
o imóvel no prazo contratual injustificadamente, não acarreta, por si só, danos morais. 3. Agravo
interno não provido.
(STJ; AgInt-REsp 1.913.570; Proc. 2020/0343077-0; RJ; Terceira Turma; Rel. Min. Ricardo Villas
Boas Cueva; Julg. 15/06/2021; DJE 21/06/2021)

Como este ponto já foi cobrado em prova?

(FGV - 2021 - TJ-PR - Juiz Substituto) José celebrou com a Incorporadora ABC contrato de promessa de
compra e venda de unidade imobiliária em construção, para fins de moradia pessoal. O prazo para a
entrega do bem, já computada a cláusula de tolerância, venceu em 01/01/2020. As chaves do imóvel
foram entregues ao adquirente quatro meses após (em maio de 2020), sem ressalvas, na mesma data
em que foi emitido o certificado de conclusão de obra (“habite-se”). Nada obstante isso, o consumidor
ingressou em juízo buscando obter da incorporadora, em decorrência do adimplemento tardio da
obrigação de entrega da unidade imobiliária, reparação de lucros cessantes, bem como compensação
por dano moral puro e in re ipsa. A parte ré alega fortuito externo (pandemia do novo Coronavírus), a
inexistência de dano moral in re ipsa decorrente exclusivamente da simples mora contratual na entrega
do bem e a impossibilidade de cumulação de reparação de lucros cessantes com a cláusula penal
moratória, devidamente paga ao adquirente e em valores equivalentes aos locativos da coisa. Diante
das peculiaridades do caso narrado, a pretensão do autor é:
a) improcedente, porque a pandemia do novo Coronavírus é motivo de força maior e, portanto, causa
excludente do dever de indenizar;
b) improcedente, pois o dano moral não se configura in re ipsa, no caso, e a cláusula penal estabelecida
em valor equivalente ao locativo afastaria a sua cumulação com lucros cessantes;
c) procedente em parte, quanto aos lucros cessantes, eis que contrária à boa-fé e, portanto, abusiva a
cláusula que afasta o dever de indenizar;
d) procedente integralmente, já que a pandemia do novo Coronavírus não interferiu no prazo de
entrega e, tratando-se de relação de consumo, o dano moral deve ser presumido;
e) procedente integralmente, diante da quebra objetiva do contrato, com repercussão danosa nas
esferas patrimonial e extrapatrimonial do adquirente.
Comentários
A alternativa B está correta. O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que o
mero descumprimento contratual, caso em que a promitente vendedora deixa de entregar o

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imóvel no prazo contratual injustificadamente, não acarreta, por si só, danos morais. 3. Agravo
interno não provido. (STJ; AgInt-REsp 1.913.570; Proc. 2020/0343077-0; RJ; Terceira Turma; Rel.
Min. Ricardo Villas Boas Cueva; Julg. 15/06/2021; DJE 21/06/2021)
Ademais: "Nos termos da jurisprudência do STJ, o atraso na entrega do imóvel enseja pagamento de
indenização por lucros cessantes durante o período de mora do promitente vendedor, sendo
presumido o prejuízo do promitente comprador" (AgInt no AREsp n. 1.021.640/AM, Relatora Ministra
MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 25/6/2019, DJe 1º/7/2019). Todavia,
considerando que a cláusula penal moratória tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio
da obrigação, deve-se reconhecer que, em regra, não é possível a sua cumulação com lucros
cessantes." (REsp 1635428/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
22/05/2019, DJe 25/06/2019)

Também, a Quarta Turma do STJ, inclusive, ao refletir sobre estes dispositivos, trouxe interessante julgado
quando da análise de necessidade da seguradora indenizar ou não pelo sinistro causado por motorista
alcoolizado.

Para o Tribunal, a condução do veículo por segurado alcoolizado representa agravamento exagerado do risco
que isenta a seguradora do dever de cobrir eventual sinistro.

Contudo, a indenização securitária deverá ser paga se o segurado demonstrar que o infortúnio ocorreria
independentemente do estado de embriaguez (como culpado outro motorista, falha do próprio
automóvel, imperfeições na pista, animal na estrada, entre outros). Eis a decisão para análise:

RECURSO ESPECIAL. CIVIL. SEGURO DE AUTOMÓVEL. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. TERCEIRO


CONDUTOR (PREPOSTO). AGRAVAMENTO DO RISCO. EFEITOS DO ÁLCOOL NO ORGANISMO
HUMANO. CAUSA DIRETA OU INDIRETA DO SINISTRO. PERDA DA GARANTIA SECURITÁRIA.
CULPA GRAVE DA EMPRESA SEGURADA. CULPA IN ELIGENDO E CULPA IN VIGILANDO.
PRINCÍPIO DO ABSENTEÍSMO. BOA-FÉ OBJETIVA E FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO DE SEGURO.
1. Cinge-se a controvérsia a definir se é devida indenização securitária decorrente de
contrato de seguro de automóvel quando o causador do sinistro foi terceiro condutor
(preposto da empresa segurada) que estava em estado de embriaguez.
2. Consoante o art. 768 do Código Civil, "o segurado perderá o direito à garantia se agravar
intencionalmente o risco objeto do contrato". Logo, somente uma conduta imputada ao
segurado, que, por dolo ou culpa grave, incremente o risco contratado, dá azo à perda da
indenização securitária.
3. A configuração do risco agravado não se dá somente quando o próprio segurado se
encontra alcoolizado na direção do veículo, mas abrange também os condutores principais
(familiares, empregados e prepostos). O agravamento intencional de que trata o art. 768 do CC
envolve tanto o dolo quanto a culpa grave do segurado, que tem o dever de vigilância (culpa
in vigilando) e o dever de escolha adequada daquele a quem confia a prática do ato (culpa in
eligendo).
4. A direção do veículo por um condutor alcoolizado já representa agravamento essencial do
risco avençado, sendo lícita a cláusula do contrato de seguro de automóvel que preveja, nessa
situação, a exclusão da cobertura securitária. A bebida alcoólica é capaz de alterar as

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condições físicas e psíquicas do motorista, que, combalido por sua influência, acaba por
aumentar a probabilidade de produção de acidentes e danos no trânsito. Comprovação científica
e estatística.
5. O seguro de automóvel não pode servir de estímulo para a assunção de riscos imoderados que,
muitas vezes, beiram o abuso de direito, a exemplo da embriaguez ao volante. A função social
desse tipo contratual torna-o instrumento de valorização da segurança viária, colocando-o em
posição de harmonia com as leis penais e administrativas que criaram ilícitos justamente
para proteger a incolumidade pública no trânsito.
6. O segurado deve se portar como se não houvesse seguro em relação ao interesse segurado
(princípio do absenteísmo), isto é, deve abster-se de tudo que possa incrementar, de forma
desarrazoada, o risco contratual, sobretudo se confiar o automóvel a outrem, sob pena de
haver, no Direito Securitário, salvo-conduto para terceiros que queiram dirigir embriagados, o
que feriria a função social do contrato de seguro, por estimular comportamentos danosos
à sociedade.
7. Sob o prisma da boa-fé, é possível concluir que o segurado, quando ingere bebida alcoólica
e assume a direção do veículo ou empresta-o a alguém desidioso, que irá, por exemplo,
embriagar-se (culpa in eligendo ou in vigilando), frustra a justa expectativa das partes
contratantes na execução do seguro, pois rompe-se com os deveres anexos do contrato, como
os de fidelidade e de cooperação.
8. Constatado que o condutor do veículo estava sob influência do álcool (causa direta ou
indireta) quando se envolveu em acidente de trânsito - fato esse que compete à seguradora
comprovar -, há presunção relativa de que o risco da sinistralidade foi agravado, a ensejar a
aplicação da pena do art. 768 do CC. Por outro lado, a indenização securitária deverá ser paga
se o segurado demonstrar que o infortúnio ocorreria independentemente do estado de
embriaguez (como culpa do outro motorista, falha do próprio automóvel, imperfeições na
pista, animal na estrada, entre outros).
9. Recurso especial não provido.
(REsp 1485717/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em
22/11/2016, DJe 14/12/2016)

Outro exemplo apreciado pelo STJ fora a alegação dos planos de saúde no sentido de que não poderá o
segurado ocultar doença preexistente. Esta conduta estaria eivada de má-fé o que impediria a cobertura
pela operadora. Contudo, segundo pacificado pelo STJ:

Súmula 609 – STJ - A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é
ilícita se não houve a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de
má-fé do segurado.

O que é importante saber sobre os bancos e os contratos de empréstimo?


Anatocismo: quando o superendividamento é legal?

Inicialmente, explica-se de forma simplificada o que é anatocismo: é a prática comercial que calcula “juros
sobre juros”, resultando em um saldo devedor maior. Ou seja, aplicar “juros sobre juros” é, por exemplo,

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acrescentar a um saldo devedor juros moratórios em um montante sobre o qual já havia sido calculado
outros juros moratórios.

A vedação legal à prática do anatocismo foi inicialmente disposta no art. 4º do Decreto nº 22.626/33
(observa-se o quanto antigo é):

Art. 4º. E proibido contar juros dos juros: esta proibição não compreende a acumulação de juros
vencidos aos saldos líquidos em conta corrente de ano a ano.

Há, porém, exceção para essa regra. A medida Provisória nº 2.170-36/2001 determinou em seu art. 5º o
seguinte:

Art. 5º Nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, é
admissível a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano.
Parágrafo único. Sempre que necessário ou quando solicitado pelo devedor, a apuração do valor
exato da obrigação, ou de seu saldo devedor, será feita pelo credor por meio de planilha de
cálculo que evidencie de modo claro, preciso e de fácil entendimento e compreensão, o valor
principal da dívida, seus encargos e despesas contratuais, a parcela de juros e os critérios de sua
incidência, a parcela correspondente a multas e demais penalidades contratuais.

Para esclarecer a questão, o que o art. 5º da MP 2.170-36 proíbe é, por exemplo, a capitalização de juros
em período anual. Para reafirmar a explicação, o Superior Tribunal de Justiça aprovou a súmula nº 539, que
dispõe:

Súmula 539 - STJ - É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual em
contratos celebrados com instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a partir de
31/3/2000 (MP n. 1.963-17/2000, reeditada como MP n. 2.170-36/2001), desde que
expressamente pactuada.

rezados, essa súmula é muito importante!

O debate sobre o anatocismo é um dos mais recorrentes nas ações que tenham por objeto uma atividade
financeira. Portanto, o conhecimento da Súmula 539-STJ e sua correta aplicação é de fundamental
importância para o presente estudo. Percebam que o STJ exige também que é necessária a expressa
pactuação do anatocismo para que o contrato possa ter validade.

No mesmo sentido de todo o já explicado, seguem os importantes julgados:

RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA - ARTIGO 1036 E SEGUINTES DO


CPC/2015 - AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATOS BANCÁRIOS - PROCEDÊNCIA DA DEMANDA ANTE
A ABUSIVIDADE DE COBRANÇA DE ENCARGOS - INSURGÊNCIA DA CASA BANCÁRIA VOLTADA À
PRETENSÃO DE COBRANÇA DA CAPITALIZAÇÃO DE JUROS 1. Para fins dos arts. 1036 e seguintes
do CPC/2015.
1.1 A cobrança de juros capitalizados nos contratos de mútuo é permitida quando houver
expressa pactuação.

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2. Caso concreto: 2.1 Quanto aos contratos exibidos, a inversão da premissa firmada no acórdão
atacado acerca da ausência de pactuação do encargo capitalização de juros em qualquer
periodicidade demandaria a reanálise de matéria fática e dos termos dos contratos, providências
vedadas nesta esfera recursal extraordinária, em virtude dos óbices contidos nos Enunciados 5 e
7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça.
2.2 Relativamente aos pactos não exibidos, verifica-se ter o Tribunal a quo determinado a sua
apresentação, tendo o banco-réu, ora insurgente, deixado de colacionar aos autos os contratos,
motivo pelo qual lhe foi aplicada a penalidade constante do artigo 359 do CPC/73 (atual 400 do
NCPC), sendo tido como verdadeiros os fatos que a autora pretendia provar com a referida
documentação, qual seja, não pactuação dos encargos cobrados.
2.3 Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é possível tanto a compensação de
créditos quanto a devolução da quantia paga indevidamente, independentemente de
comprovação de erro no pagamento, em obediência ao princípio que veda o enriquecimento
ilícito. Inteligência da Súmula 322/STJ.
2.4 Embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não
tem caráter protelatório. Inteligência da súmula 98/STJ.
2.5 Recurso especial parcialmente provido apenas ara afastar a multa imposta pelo Tribunal a
quo.
(REsp 1388972/SC, Rel. Ministro MARCO BUZZI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 08/02/2017, DJe
13/03/2017)

CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL. CONTRATOS DE CRÉDITO


RURAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL COMPLETA. INEXISTÊNCIA DE
VÍCIOS. RECURSO REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. CPC, ART. 543-C. CAPITALIZAÇÃO
MENSAL DOS JUROS. EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. COBRANÇA. LEGITIMIDADE.
ENUNCIADO 93 DA SÚMULA DO STJ. PRECEDENTES. MORA CARACTERIZADA. COMISSÃO DE
PERMANÊNCIA. ENCARGOS MORATÓRIOS. CUMULAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE, NO CASO
CONCRETO.
1. Se as matérias trazidas à discussão foram dirimidas, pelo Tribunal de origem, de forma
suficientemente ampla e fundamentada, ainda que contrariamente à pretensão da parte, afasta-
se a alegada violação ao art. 535 do Código de Processo Civil.
2. Nos termos do enunciado 93 da Súmula do STJ, nos contratos de crédito rural, admite-se a
pactuação de cláusula que preveja a capitalização mensal dos juros.
3. O deferimento da cobrança da comissão de permanência, sem recurso da parte adversa,
apesar de constituir encargo sem previsão legal para a espécie, impede a cumulação com os
demais encargos da mora.
4. Tese para os efeitos do art. 543-C do CPC: - "A legislação sobre cédulas de crédito rural admite
o pacto de capitalização de juros em periodicidade inferior à semestral".
5. Recurso especial conhecido e parcialmente provido.
(REsp 1333977/MT, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
26/02/2014, DJe 12/03/2014)

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CIVIL E PROCESSUAL. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. AÇÕES REVISIONAL E DE BUSCA E


APREENSÃO CONVERTIDA EM DEPÓSITO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. JUROS COMPOSTOS. DECRETO 22.626/1933
MEDIDA PROVISÓRIA 2.170-36/2001. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. MORA. CARACTERIZAÇÃO.
1. A capitalização de juros vedada pelo Decreto 22.626/1933 (Lei de Usura) em intervalo inferior
a um ano é permitida pela Medida Provisória 2.170-36/2001, desde que expressamente
pactuada, tem por pressuposto a circunstância de os juros devidos e já vencidos serem,
periodicamente, incorporados ao valor principal. Os juros não pagos são incorporados ao capital
e sobre eles passam a incidir novos juros.
2. Por outro lado, há os conceitos abstratos, de matemática financeira, de "taxa de juros simples"
e "taxa de juros compostos", métodos usados na formação da taxa de juros contratada, prévios
ao início do cumprimento do contrato. A mera circunstância de estar pactuada taxa efetiva e taxa
nominal de juros não implica capitalização de juros, mas apenas processo de formação da taxa
de juros pelo método composto, o que não é proibido pelo Decreto 22.626/1933.
3. Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: - "É permitida a capitalização de juros com
periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados após 31.3.2000, data da publicação da
Medida Provisória n. 1.963-17/2000 (em vigor como MP 2.170-36/2001), desde que
expressamente pactuada." - "A capitalização dos juros em periodicidade inferior à anual deve vir
pactuada de forma expressa e clara. A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual
superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual
contratada".
4. Segundo o entendimento pacificado na 2ª Seção, a comissão de permanência não pode ser
cumulada com quaisquer outros encargos remuneratórios ou moratórios.
5. É lícita a cobrança dos encargos da mora quando caracterizado o estado de inadimplência, que
decorre da falta de demonstração da abusividade das cláusulas contratuais questionadas.
6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, provido.
(REsp 973.827/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Rel. p/ Acórdão Ministra MARIA ISABEL
GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 08/08/2012, DJe 24/09/2012)

A remuneração dos bancos é, portanto, legalmente possível mesmo que com capitalização de juros, desde
que seja observada a súmula 539 do STJ.

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

A inversão do ônus da prova é um benefício dado pelo ordenamento ao consumidor. Assim, as cláusulas que
prejudiquem tal benefício serão nulas de pleno direito.

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

O legislador entendeu que a arbitragem deve ser utilizada como acordo de vontade entre as partes e não
deforma compulsória já prevista em contrato, quando das relações de consumo.

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VIII - imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor;

De acordo com Flávio Tartuce (2016, pg. 367):

Conforme se extrai da melhor doutrina, o comando em questão trata da chamada cláusula-


mandato, pela nomeação de um mandatário impositivo pelo consumidor. A cláusula é
considerada abusiva pela presunção absoluta de um desequilíbrio, afastando do vulnerável
negocial o exercício efetivo de seus direitos.

O STJ, inclusive, sumulou entendimento segundo o qual seria nula a auto contratação realizada dentro dos
contratos de mútuo:

Súmula 60 – STJ - É nula a obrigação cambial assumida por procurador do mutuário vinculado ao
mutuante, no exclusivo interesse deste.

IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o


consumidor;

Trata-se de cláusula que deixa apenas o fornecedor ao seu livre arbítrio se irá ou não cumprir o contrato,
sendo certo que o consumidor permanecerá com suas obrigações na íntegra – em regra obrigações
pecuniárias.

Nula tal cláusula, por ferir expressamente o disposto no inciso IX, do artigo 51, do CDC.

X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral;


XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja
conferido ao consumidor;
XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato,
após sua celebração;

As alterações realizadas no contrato após sua celebração devem ser acordadas por ambas as partes,
dependendo de concordância recíproca. Assim, alterações relativas ao preço, juros, correção e encargos
devem ser acordadas tanto pelo fornecedor quanto pelo consumidor.

Além disso, (LAGES, 2014, pg. 356):

não se admite que apenas o fornecedor tenha a prerrogativa de cancelar o contrato atendendo
a seus interesses e conveniências. É possível que ambos possam cancelar o contrato a qualquer
momento. Tal direito não pode ser reconhecido apenas ao fornecedor.

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual
direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

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A ideia desta cláusula é que os custos com cobrança de débitos do consumidor já estão embutidos no preço
do produto ou serviço, não podendo o contrato prever o ressarcimento de tais custos pelo consumidor, sem
que obrigação idêntica esteja prevista contra o fornecedor.

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

O direito ambiental é direito difuso que integra a função social do contrato (a função socioambiental). Nesse
contexto (TARTUCE, 2016, pg. 374):

pode-se afirmar que o contrato que viola valores ambientais é nulo por desrespeito à função
social do contrato (função socioambiental).

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

Corroborando com o disposto no inciso I que reputa nulas as cláusulas que limitam direitos dos
consumidores, o inciso XIV prevê que são nulas as cláusulas que possibilitem a renúncia do direito de
indenização por benfeitorias necessárias.

A Lei 14.181/2021, que alterou o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Idoso, para aperfeiçoar a
disciplina do crédito ao consumidor e dispor sobre a prevenção e o tratamento do superendividamento,
acrescentou dois novos incisos ao art. 51, nos seguintes termos:

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
(...)
XVII - condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos órgãos do Poder Judiciário;
XVIII - estabeleçam prazos de carência em caso de impontualidade das prestações mensais ou
impeçam o restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de seus meios de pagamento
a partir da purgação da mora ou do acordo com os credores;

Portanto, são nulas as cláusulas contratuais de produtos ou serviços que limitem o acesso ao Poder Judiciário,
bem como as que impeçam o restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de seus meios de
pagamento depois da quitação de juros de mora ou de acordo com os credores.

Deve-se esclarecer que essas vedações não se aplicam apenas para casos de fornecimento de crédito, pois o
dispositivo não faz essa restrição. Em qualquer relação de consumo, é abusiva cláusula que condicione ou
limite o acesso ao Judiciário.

Contudo, essas limitações não impedem transações, de modo que os acordos judiciais ou extrajudiciais
devem ser estimulados.

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DOS CONTRATOS DE ADESÃO

O que são os contratos de adesão? Qual a definição?

A melhor definição para o instituto encontra-se no próprio CDC, no caput do artigo 54:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que
o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

Assim, sempre que o contrato possuir as cláusulas pré-definidas, estabelecidas previamente pelo próprio
fornecedor, cabendo ao consumidor tão somente anuir com o texto já escrito, estaremos diante de um
contrato de adesão.

Da mesma forma, a lei estabelece que contratos cujas cláusulas são previamente aprovadas por alguma
autoridade, também devem ser considerados de adesão.

Talvez os melhores exemplos sejam os contratos entre consumidores e operadoras de internet, telefone, ou
Televisão à cabo. Isto porque, as cláusulas sempre são pré-definidas pelos fornecedores, cabendo ao
consumidor tão somente anuir / concordar com os termos.

E se houver a inserção de uma ou outra cláusula nestes contratos? Fica descaracterizada a


natureza de contrato de adesão?

Pessoal, as bancas gostam muito desta pergunta.

Em verdade, não.

Imaginem a hipótese de o consumidor negociar a data de vencimento da fatura (dia 05, 10, 15 ou 20 de cada
mês). Dentre todas as cláusulas do contrato, o consumidor tão somente escolheu a data do vencimento.

Assim, prevendo tais hipóteses, o CDC estabeleceu que:

§ 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.

Além disso, os contratos de adesão devem ser redigidos em termos claros e legíveis, inclusive com a FONTE
DO TEXTO em tamanho mínimo com o corpo 12. E, as cláusulas que limitam direitos do consumidor devem
ser redigidas em destaque para facilitar a compreensão:

§ 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres


ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

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§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com
destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

Por fim, o CDC estabelece que nos contratos de adesão admite-se a cláusula resolutória. Contudo, deve ser
a cláusula alternativa e a escolha deve caber ao consumidor.

§ 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a
escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

O parágrafo 2º, do artigo anterior referido no dispositivo fala dos consumidores de consórcios de bens de
consumo duráveis:

§ 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação ou a restituição


das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, além da vantagem econômica
auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.

Como este ponto já foi cobrado em prova?

CESPE – DPE/RR – 2013 A respeito do que preconiza a Lei n.º 8.078/1990 em relação à proteção
contratual, assinale a opção correta.
a) Nos contratos de adesão, não se admite cláusula resolutória.
b) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de dez dias a contar de sua assinatura ou do ato
de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento do produto ou
serviço ocorrer fora do estabelecimento comercial, como por telefone ou em domicílio.
c) Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento de compra previsto no CDC, os valores
eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, no prazo de
até trinta dias, monetariamente atualizados.
d) Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e
legíveis, com tamanho de fonte não inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor.
e) O termo de garantia contratual ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer, de maneira
adequada, em que consiste a garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercitada
e os ônus a cargo do consumidor, devendo esse termo ser preenchido pelo consumidor, no ato do
fornecimento, e ser acompanhado de manual de instrução, de instalação e uso do produto em
linguagem didática, com ilustrações.
Comentários
Alternativa correta, letra D, conforme disposição do parágrafo 3º, do artigo 54, do CDC.

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Os contratos de adesão admitem cláusula resolutória, desde que por escolha do consumidor, razão
pela qual a letra A está falsa.
A letra B está falsa – logo de cara – por prever o direito de arrependimento de 10 dias, quando a lei
fala em 07 dias.
O direito de arrependimento exige o pagamento imediato dos valores – e não após 30 dias – razão pela
qual a alternativa C está falsa.
O preenchimento do termo de garantia deve ser feito pelo fornecedor e não pelo consumidor,
conforme dicção do artigo 50, do CDC. Por esta razão, a letra E está falsa.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDAMENTO


A Lei 14.181, de 1º de julho de 2021, fruto do Projeto de Lei 283/2012, alterou o Código de Defesa do
Consumidor e o Estatuto do Idoso, para aperfeiçoar a disciplina do crédito ao consumidor e dispor sobre a
prevenção e o tratamento do superendividamento.

O referido Projeto de Lei, entre outras normas, visava acrescentar os artigos 54-A a 54-G do CDC, com
medidas concretas para evitar o superendividamento. É possível identificar os seus objetivos através da
seguinte previsão que iniciava a seção, nos termos do PL:

“Esta seção tem a finalidade de prevenir o superendividamento da pessoa física, promover o


acesso ao crédito responsável e à educação financeira do consumidor, de forma a evitar a sua
exclusão social e o comprometimento de seu mínimo existencial, sempre com base nos princípios
da boa-fé, da função social do crédito ao consumidor e do respeito à dignidade da pessoa
humana”.

Contudo, no projeto de lei aprovado e sancionado que deu origem à Lei 14.181/21, além de outras normas,
foi incluído um novo capítulo no Código de Defesa do Consumidor, o Capítulo VI-A, somente para tratar da
prevenção e do tratamento do superendividamento nos arts. 54-A a 54-G do CDC.

E assim inicia o art. 54-A:

Art. 54-A. Este Capítulo dispõe sobre a prevenção do superendividamento da pessoa natural,
sobre o crédito responsável e sobre a educação financeira do consumidor. (Incluído pela Lei nº
14.181, de 2021)

Nas lições da Professora Cláudia Lima Marques, o superendividamento representa fenômeno muito comum
na realidade brasileira e que necessitava de

“algum tipo de saída ou solução pelo Direito do Consumidor, a exemplo do que aconteceu com
a falência e concordata no Direito da Empresa, seja o parcelamento, os prazos de graça, a
redução dos montantes, dos juros, das taxas, e todas as demais soluções possíveis para que possa
pagar ou adimplir todas ou quase todas as suas dívidas, frente a todos os credores, fortes e

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fracos, com garantias ou não. Estas soluções, que vão desde a informação e controle da
publicidade, direito de arrependimento, para prevenir o superendividamento, assim como para
tratá-lo, são fruto dos deveres de informação, cuidado e principalmente de cooperação e
lealdade oriundas da boa-fé para evitar a ruína do parceiro (exceção da ruína), que seria esta sua
'morte civil', exclusão do mercado de consumo ou sua 'falência' civil com o superendividamento.”
(MARQUES, Cláudia Lima. Sugestões para uma lei sobre o tratamento do superendividamento de
pessoas físicas em contratos de consumo: proposições com base em pesquisa empírica de 100
casos no Rio Grande do Sul. Revista de Direito do Consumidor. 55/11-52, p. 12, São Paulo, RT, jul-
set. 2005).

Claudia Lima Marques, Herman Benjamin e Bruno Miragem assim definem o instituto:

“O superendividamento pode ser definido como impossibilidade global do devedor-pessoa física,


consumidor, leigo e de boa-fé, de pagar todas as suas dívidas atuais e futuras de consumo
(excluídas as dívidas com o Fisco, oriundas de delitos e alimentos) em um tempo razoável com
sua capacidade atual de rendas e patrimônio”

Nota-se que tal conceito foi adotado em certa medida pelo art. 54-A, §1º, do CDC, a saber:

54-A. (...)
§ 1º Entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa
natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem
comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação. (Incluído pela Lei nº
14.181, de 2021)

Como este ponto já foi cobrado em prova?

(FCC - 2021 - DPE-RR - Defensor Público)


De acordo com a atual redação do Código de Defesa do Consumidor, entende-se por
superendividamento a
a) situação jurídica do consumidor pessoa natural cujo patrimônio seja inferior à soma de suas dívidas
de consumo, excetuadas as vincendas, nos termos da regulamentação.
c) impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas
dívidas de consumo, excetuadas as vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial, nos termos
da regulamentação.
d) impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas
dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial, nos termos da
regulamentação.
d) impossibilidade absoluta ou relativa, manifesta ou não, de o consumidor, pessoa natural ou jurídica,
pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo
existencial ou a manutenção da sua atividade, nos termos da regulamentação.
e) situação jurídica do consumidor, pessoa natural ou jurídica, cujo patrimônio seja inferior à soma de
suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, nos termos da regulamentação.

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Comentários
A alternativa C está correta. Art. 54-A, § 1º Entende-se por superendividamento a impossibilidade
manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo,
exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação.

Vale lembrar que a Lei 14.181/21 também incluiu no art. 6º, XII, do CDC, como direito básico do consumidor,
a preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de dívidas e na
concessão de crédito.

É evidente que o superendividamento fere o mínimo existencial do indivíduo, atingindo a própria dignidade
da pessoa humana. Por essa razão, a Lei foca na proteção do mínimo existencial, não alcançando os casos
em que esse mínimo existencial está a salvo.

O mínimo existencial procura garantir o resguardo do patrimônio mínimo, sendo esse um conceito aberto
ou indeterminado. Desse modo, o juiz, ao analisar o caso concreto e atentando para o padrão do homem
médio, é quem deve avaliar o que seria um patrimônio mínimo. Claramente, não se tratam de direitos
supérfluos, mas sim de direitos essenciais ao indivíduo.

Adiante, o legislador definiu quais dívidas seriam alcançadas pela norma:

§ 2º As dívidas referidas no § 1º deste artigo englobam quaisquer compromissos financeiros


assumidos decorrentes de relação de consumo, inclusive operações de crédito, compras a prazo
e serviços de prestação continuada. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 3º O disposto neste Capítulo não se aplica ao consumidor cujas dívidas tenham sido contraídas
mediante fraude ou má-fé, sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o
propósito de não realizar o pagamento ou decorram da aquisição ou contratação de produtos e
serviços de luxo de alto valor. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)

Por sua vez, o art. 54-B trata do direito à informação, especificamente nos contratos de fornecimento de
crédito e venda a prazo. Vejamos:

Art. 54-B. No fornecimento de crédito e na venda a prazo, além das informações obrigatórias
previstas no art. 52 deste Código e na legislação aplicável à matéria, o fornecedor ou o
intermediário deverá informar o consumidor, prévia e adequadamente, no momento da oferta,
sobre: (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - o custo efetivo total e a descrição dos elementos que o compõem; (Incluído pela Lei nº 14.181,
de 2021)
II - a taxa efetiva mensal de juros, bem como a taxa dos juros de mora e o total de encargos, de
qualquer natureza, previstos para o atraso no pagamento; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
III - o montante das prestações e o prazo de validade da oferta, que deve ser, no mínimo, de 2
(dois) dias; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
IV - o nome e o endereço, inclusive o eletrônico, do fornecedor; (Incluído pela Lei nº 14.181, de
2021)

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V - o direito do consumidor à liquidação antecipada e não onerosa do débito, nos termos do § 2º


do art. 52 deste Código e da regulamentação em vigor. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 1º As informações referidas no art. 52 deste Código e no caput deste artigo devem constar de
forma clara e resumida do próprio contrato, da fatura ou de instrumento apartado, de fácil
acesso ao consumidor. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º Para efeitos deste Código, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor
consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor,
sem prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro. (Incluído
pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 3º Sem prejuízo do disposto no art. 37 deste Código, a oferta de crédito ao consumidor e a
oferta de venda a prazo, ou a fatura mensal, conforme o caso, devem indicar, no mínimo, o custo
efetivo total, o agente financiador e a soma total a pagar, com e sem financiamento. (Incluído
pela Lei nº 14.181, de 2021)

São normas que imprimem efetividade à cláusula geral de boa-fé, notadamente na perspectiva da lealdade
e do dever de informação e transparência.

Nesse cenário, o art. 54-C proíbe, por exemplo, propagandas de empréstimos do tipo "sem consulta ao SPC"
ou sem avaliação da situação financeira do consumidor, assim como o assédio ou a pressão sobre
consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, principalmente em caso de idosos,
analfabetos, doentes ou em estado de vulnerabilidade.

Art. 54-C. É vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de crédito ao consumidor, publicitária


ou não: (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - (VETADO);
II - indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção
ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor; (Incluído pela Lei nº 14.181,
de 2021)
III - ocultar ou dificultar a compreensão sobre os ônus e os riscos da contratação do crédito ou
da venda a prazo; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
IV - assediar ou pressionar o consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou
crédito, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de
vulnerabilidade agravada ou se a contratação envolver prêmio; (Incluído pela Lei nº 14.181, de
2021)
V - condicionar o atendimento de pretensões do consumidor ou o início de tratativas à renúncia
ou à desistência de demandas judiciais, ao pagamento de honorários advocatícios ou a depósitos
judiciais. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
Parágrafo único. (VETADO).

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Como este ponto já foi cobrado em prova?

(FCC - 2021 - DPE-RR - Defensor Público)


Na oferta de crédito ao consumidor, é
a) permitida a indicação de que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de
proteção ao crédito, exceto no caso de financiamento realizado no âmbito do Sistema Financeiro de
Habitação.
b) vedada a indicação, expressa ou implícita, de que a operação de crédito poderá ser concluída sem
consulta a serviços de proteção ao crédito.
c) permitida a indicação de que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de
proteção ao crédito, desde que seja realizada por meio publicitário, sem discriminar os consumidores
em razão da sua renda ou patrimônio.
d) permitida a indicação de que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de
proteção ao crédito, mesmo que seja realizada por meio publicitário, desde que não discrimine os
consumidores em razão da sua renda ou patrimônio.
e) permitida a indicação de que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de
proteção ao crédito, desde que nela também fique expresso o correspondente aumento da taxa efetiva
de juros.
Comentários
A alternativa B está correta. Art. 54-C. É vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de crédito ao
consumidor, publicitária ou não:
(...)
II - indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao
crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor;

Lado outro, o art. 54-D impõe deveres ao fornecer e intermediário, em sua maioria relacionados ao dever de
informação. Vejamos:

Art. 54-D. Na oferta de crédito, previamente à contratação, o fornecedor ou o intermediário


deverá, entre outras condutas: (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - informar e esclarecer adequadamente o consumidor, considerada sua idade, sobre a natureza
e a modalidade do crédito oferecido, sobre todos os custos incidentes, observado o disposto nos
arts. 52 e 54-B deste Código, e sobre as consequências genéricas e específicas do
inadimplemento; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - avaliar, de forma responsável, as condições de crédito do consumidor, mediante análise das
informações disponíveis em bancos de dados de proteção ao crédito, observado o disposto neste
Código e na legislação sobre proteção de dados; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
III - informar a identidade do agente financiador e entregar ao consumidor, ao garante e a outros
coobrigados cópia do contrato de crédito. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)

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Parágrafo único. O descumprimento de qualquer dos deveres previstos no caput deste artigo e
nos arts. 52 e 54-C deste Código poderá acarretar judicialmente a redução dos juros, dos
encargos ou de qualquer acréscimo ao principal e a dilação do prazo de pagamento previsto no
contrato original, conforme a gravidade da conduta do fornecedor e as possibilidades financeiras
do consumidor, sem prejuízo de outras sanções e de indenização por perdas e danos,
patrimoniais e morais, ao consumidor. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)

Em seguida, o art. 54-F dispõe acerca da coligação contratual entre o financiamento e o fornecimento do
produto ou do serviço, do seguinte modo:

Art. 54-F. São conexos, coligados ou interdependentes, entre outros, o contrato principal de
fornecimento de produto ou serviço e os contratos acessórios de crédito que lhe garantam o
financiamento quando o fornecedor de crédito: (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - recorrer aos serviços do fornecedor de produto ou serviço para a preparação ou a conclusão
do contrato de crédito; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - oferecer o crédito no local da atividade empresarial do fornecedor de produto ou serviço
financiado ou onde o contrato principal for celebrado. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 1º O exercício do direito de arrependimento nas hipóteses previstas neste Código, no contrato
principal ou no contrato de crédito, implica a resolução de pleno direito do contrato que lhe seja
conexo. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º Nos casos dos incisos I e II do caput deste artigo, se houver inexecução de qualquer das
obrigações e deveres do fornecedor de produto ou serviço, o consumidor poderá requerer a
rescisão do contrato não cumprido contra o fornecedor do crédito. (Incluído pela Lei nº 14.181,
de 2021)
§ 3º O direito previsto no § 2º deste artigo caberá igualmente ao consumidor: (Incluído pela Lei
nº 14.181, de 2021)
I - contra o portador de cheque pós-datado emitido para aquisição de produto ou serviço a prazo;
(Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - contra o administrador ou o emitente de cartão de crédito ou similar quando o cartão de
crédito ou similar e o produto ou serviço forem fornecidos pelo mesmo fornecedor ou por
entidades pertencentes a um mesmo grupo econômico. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 4º A invalidade ou a ineficácia do contrato principal implicará, de pleno direito, a do contrato
de crédito que lhe seja conexo, nos termos do caput deste artigo, ressalvado ao fornecedor do
crédito o direito de obter do fornecedor do produto ou serviço a devolução dos valores
entregues, inclusive relativamente a tributos. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)

São contratos conexos os que possuem, entre si, um vínculo em razão do qual a inexistência, a invalidade ou
a ineficácia de um pode influenciar nos demais. Os contratos conexos são gênero do qual são espécies, por
exemplo, o contrato acessório, o subcontrato e o contrato coligado.

A norma dispõe sobre os contratos coligados, em que há uma relação de dependência causal-funcional, de
maneira que um contrato não teria sido celebrado se não fosse o outro.

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Acerca dessa espécie, ensinam Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona:

“... os contratos coligados guardam uma íntima vinculação de dependência entre si, como ocorre
nos contratos firmados com donos de postos de gasolina, mencionado linhas acima, ou na
hipótese de contratos (por exemplo, de empréstimo — mútuo ou comodato) firmados entre
empregado e empregador no curso do contrato de emprego e a este vinculado. Os contratos
unem-se formando uma espécie de bloco contratual capilarizado entre si. A impressão que se
tem é que se trata de um contrato misto, mas tal imagem se desfaz ao procedermos com uma
análise de fundo, e concluirmos pela existência de autonomia jurídica entre as diversas figuras
vinculadas”

Assim, quer dizer o art. 54-F que se houver vínculo entre o fornecedor do serviço ou do produto e o
fornecedor do crédito, a coligação contratual atrai o “efeito dominó”, ou seja, a anulação de um dos
contratos por invalidade ou ineficácia anula também o outro.

Nesse sentido, aliás, já era o entendimento do STJ:

RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR E RESPONSABILIDADE CIVIL. COMPRA E VENDA


DE AUTOMÓVEL COM PACTO ADJETO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. CONTRATOS COLIGADOS,
COM INTERDEPENDÊNCIA DOS NEGÓCIOS DISTINTOS FIRMADOS. SOLIDARIEDADE
OBRIGACIONAL ENTRE A REVENDA E O BANCO QUE FINANCIA A COMPRA E VENDA PARA
REPARAÇÃO DE EVENTUAIS DANOS. INEXISTÊNCIA. (...) 1. O contrato coligado não constitui um
único negócio jurídico com diversos instrumentos, mas sim uma pluralidade de negócios
jurídicos, ainda que celebrados em um só documento, pois é a substância, e não a forma, do
negócio jurídico que lhe dá amparo. Em razão da força da conexão contratual e dos preceitos
consumeristas incidentes na espécie - tanto na relação jurídica firmada com a revenda de
veículos usados quanto no vínculo mantido com a casa bancária -, o vício determinante do
desfazimento da compra e venda atinge igualmente o financiamento, por se tratar de relações
jurídicas trianguladas, cada uma estipulada com o fim precípuo de garantir a relação jurídica
antecedente da qual é inteiramente dependente, motivo pelo qual a possível arguição da
exceção de contrato não cumprido constitui efeito não de um ou outro negócio isoladamente
considerado, mas da vinculação jurídica entre a compra e venda e o mútuo/parcelamento.
Precedente. 2. Por um lado,"a ineficácia superveniente de um dos negócios não tem o condão
de unificar os efeitos da responsabilização civil, porquanto, ainda que interdependentes entre si,
parcial ou totalmente, os ajustes coligados constituem negócios jurídicos com características
próprias, a ensejar interpretação e análise singular, sem contudo, deixar à margem o vínculo
unitário dos limites da coligação"(REsp 1127403/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Rel. p/
Acórdão Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 04/02/2014, DJe 15/08/2014).
Com efeito, "apenas há falar em responsabilidade solidária no caso de a instituição financeira
estar vinculada à concessionária do veículo - hipótese em que se trata de banco da própria
montadora -, o que não se constata na espécie. Precedentes". (AgInt no REsp 1519556/SP, Rel.
Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 10/11/2016, DJe
25/11/2016). (...)
(STJ, REsp 1406245/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em
24/11/2020, DJe 10/02/2021)

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Por fim, o art. 54-G estabelece um rol de práticas consideradas abusivas se praticadas pelo fornecedor de
produto ou serviço que envolva crédito.

Art. 54-G. Sem prejuízo do disposto no art. 39 deste Código e na legislação aplicável à matéria, é
vedado ao fornecedor de produto ou serviço que envolva crédito, entre outras condutas:
(Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - realizar ou proceder à cobrança ou ao débito em conta de qualquer quantia que houver sido
contestada pelo consumidor em compra realizada com cartão de crédito ou similar, enquanto
não for adequadamente solucionada a controvérsia, desde que o consumidor haja notificado a
administradora do cartão com antecedência de pelo menos 10 (dez) dias contados da data de
vencimento da fatura, vedada a manutenção do valor na fatura seguinte e assegurado ao
consumidor o direito de deduzir do total da fatura o valor em disputa e efetuar o pagamento da
parte não contestada, podendo o emissor lançar como crédito em confiança o valor idêntico ao
da transação contestada que tenha sido cobrada, enquanto não encerrada a apuração da
contestação; (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - recusar ou não entregar ao consumidor, ao garante e aos outros coobrigados cópia da minuta
do contrato principal de consumo ou do contrato de crédito, em papel ou outro suporte
duradouro, disponível e acessível, e, após a conclusão, cópia do contrato; (Incluído pela Lei nº
14.181, de 2021)
III - impedir ou dificultar, em caso de utilização fraudulenta do cartão de crédito ou similar, que
o consumidor peça e obtenha, quando aplicável, a anulação ou o imediato bloqueio do
pagamento, ou ainda a restituição dos valores indevidamente recebidos. (Incluído pela Lei nº
14.181, de 2021)
§ 1º Sem prejuízo do dever de informação e esclarecimento do consumidor e de entrega da
minuta do contrato, no empréstimo cuja liquidação seja feita mediante consignação em folha de
pagamento, a formalização e a entrega da cópia do contrato ou do instrumento de contratação
ocorrerão após o fornecedor do crédito obter da fonte pagadora a indicação sobre a existência
de margem consignável. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º Nos contratos de adesão, o fornecedor deve prestar ao consumidor, previamente, as
informações de que tratam o art. 52 e o caput do art. 54-B deste Código, além de outras
porventura determinadas na legislação em vigor, e fica obrigado a entregar ao consumidor cópia
do contrato, após a sua conclusão. (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)

Em relação ao inciso I, vale lembrar que o STJ julgou que não é abusiva a cláusula do contrato de cartão de
crédito que autoriza a operadora, em caso de inadimplemento, debitar na conta corrente do titular o
pagamento do valor mínimo da fatura, ainda que contestadas as despesas lançadas.

RECURSO ESPECIAL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - AVENTADA ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA INSERTA EM


CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO NA QUAL PREVISTO, EM CASO DE INADIMPLEMENTO DO
TITULAR, O DÉBITO DIRETO EM CONTA CORRENTE DO VALOR MÍNIMO DA FATURA - INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS QUE REPUTARAM ILÍCITA A PRÁTICA E CONDENARAM A DEMANDADA À
RESTITUIÇÃO EM DOBRO DAS QUANTIAS. INSURGÊNCIA DA RÉ.

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Hipótese: Cinge-se a controvérsia principal em saber se, em contrato de cartão de crédito, é


abusiva a cláusula contratual que permite o desconto do valor, referente ao pagamento mínimo
da fatura em caso de inadimplemento, diretamente na conta corrente do titular do cartão.
1. Não configura cerceamento de defesa o julgamento antecipado da lide quando o Tribunal de
origem entender adequadamente instruído o feito, declarando a prescindibilidade de produção
probatória, por se tratar de matéria eminentemente de direito ou de fato já provado de forma
documental.
1.1 No caso, a verificação da necessidade da produção de outras provas, faculdade adstrita ao
magistrado, demanda revolvimento de matéria fática, providência vedada pela Súmula 7/STJ.
2. Na linha da jurisprudência do STJ, o Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação
civil pública com o propósito de velar direitos difusos, coletivos e, também, individuais
homogêneos dos consumidores, ainda que disponíveis.
3. Não é abusiva a cláusula inserta em contrato de cartão de crédito que autoriza a
operadora/financeira a debitar na conta corrente do respectivo titular o pagamento do valor
mínimo da fatura em caso de inadimplemento, ainda que contestadas as despesas lançadas.
4. Inviável a devolução (em dobro) das quantias até então descontadas pela financeira, haja vista
que o montante debitado diretamente na conta corrente do titular do cartão a título de
pagamento mínimo de fatura está expressamente autorizado por cláusulas contratuais
adequadamente redigidas que não redundam em constrangimento apto a denotar defeito na
prestação do serviço, tampouco demonstram desprezo à vulnerabilidade do consumidor no
mercado.
5. Recurso especial parcialmente provido para julgar improcedentes os pedidos da inicial.
(REsp 1626997/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 01/06/2021, DJe
04/06/2021)

Entretanto, é possível que esse entendimento jurisprudencial seja alterado em razão da disposição do art.
54-G, I, do CDC que veda a cobrança ou ao débito em conta de qualquer quantia que houver sido contestada
pelo consumidor em compra realizada com cartão de crédito ou similar, enquanto não for adequadamente
solucionada a controvérsia.

REFLEXOS DA TEORIA DA IMPREVISÃO


A ocorrência ou não de fato posterior à celebração do contrato como requisito para revisão das cláusulas
contratuais é tema sempre cobrado bastante em provas. Visto quando tratamos da função social do
contrato, este direito básico relativiza a força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda), em benefício
do consumidor.

Para Flávio Tartuce (2016, pg. 309):

Existem claras diferenças entre essa revisão contratual e a consagrada pelo Código Civil de 2002.
Isso porque a codificação privada exige o fator imprevisibilidade para a revisão contratual por

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fato superveniente, tendo consagrado, segundo o entendimento majoritário, a teoria da


imprevisão, com origem na antiga cláusula rebus sic standibus.

Percebam que o artigo 317 do Código Civil estabelece que a modificação contratual apenas ocorrerá por
motivos imprevisíveis:

Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da
prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte,
de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.

É que tradicionalmente, o direito civil prega a ideia da força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
Contudo, no direito do consumidor, há que se analisar a função social do contrato, não podendo se aceitar
cláusulas draconianas e prejudiciais aos consumidores, naturalmente vulneráveis ante os fornecedores.

Assim, em oposição a esta força obrigatória dos contratos, tem-se a Teoria da Imprevisão, consubstanciada
na cláusula rebus sic standibus, segundo a qual é possível se relativizar a força obrigatória dos contratos na
esfera do Direito do Consumidor.

No CDC, essa cláusula é elastecida. Isto porque o consumidor poderá:

1. Modificar as cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais, independente do


momento em que se verifiquem; ou

2. Rever as cláusulas contratuais em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente


onerosas;

Em decisão recente, o STJ analisou hipótese onde o Autor pleiteou a revisão do contrato em razão da
maxidesvalorização do real. Seria esta uma hipótese para se aplicar a teoria da imprevisão?

Casos como este ocorreram em grande quantidade na década de 1990, quando muitos empresários
adquiriam produtos do exterior de forma parcelada e em dólar. Contudo, a maxidesvalorização do Real
ocorrida em um curto espaço de tempo aumentou demasiadamente o preço das prestações mensais a que
os compradores comprometeram-se.

O STJ, então, pacificou que:

1. Se a relação configurar-se como consumerista, cabe a revisão do contrato, uma vez que se aplica o
disposto no artigo 6º, inciso V, do CDC;

2. Se a relação é estritamente civilista, não cabe a alegação da onerosidade excessiva superveniente,


haja vista as considerações contratuais estipuladas quando da celebração do negócio;

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Neste sentido:

RECURSO ESPECIAL. CIVIL. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE COMPRA E VENDA. DÓLAR


AMERICANO. MAXIDESVALORIZAÇÃO DO REAL. AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTO PARA ATIVIDADE
PROFISSIONAL. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO DE CONSUMO. TEORIAS DA IMPREVISÃO. TEORIA DA
ONEROSIDADE EXCESSIVA. TEORIA DA BASE OBJETIVA. INAPLICABILIDADE.
1. Ação proposta com a finalidade de, após a maxidesvalorização do real em face do dólar
americano, ocorrida a partir de janeiro de 1999, modificar cláusula de contrato de compra e
venda, com reserva de domínio, de equipamento médico (ultrassom), utilizado pelo autor no
exercício da sua atividade profissional de médico, para que, afastada a indexação prevista, fosse
observada a moeda nacional.
2. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza, como destinatário final,
produto ou serviço oriundo de um fornecedor. Por sua vez, destinatário final, segundo a teoria
subjetiva ou finalista, adotada pela Segunda Seção desta Corte Superior, é aquele que ultima a
atividade econômica, ou seja, que retira de circulação do mercado o bem ou o serviço para
consumi-lo, suprindo uma necessidade ou satisfação própria, não havendo, portanto, a
reutilização ou o reingresso dele no processo produtivo. Logo, a relação de consumo (consumidor
final) não pode ser confundida com relação de insumo (consumidor intermediário).
Inaplicabilidade das regras protetivas do Código de Defesa do Consumidor.
3. A intervenção do Poder Judiciário nos contratos, à luz da teoria da imprevisão ou da teoria da
onerosidade excessiva, exige a demonstração de mudanças supervenientes das circunstâncias
iniciais vigentes à época da realização do negócio, oriundas de evento imprevisível (teoria da
imprevisão) e de evento imprevisível e extraordinário (teoria da onerosidade excessiva), que
comprometa o valor da prestação, demandando tutela jurisdicional específica.
4. O histórico inflacionário e as sucessivas modificações no padrão monetário experimentados
pelo país desde longa data até julho de 1994, quando sobreveio o Plano Real, seguido de período
de relativa estabilidade até a maxidesvalorização do real em face do dólar americano, ocorrida a
partir de janeiro de 1999, não autorizam concluir pela imprevisibilidade desse fato nos contratos
firmados com base na cotação da moeda norte-americana, em se tratando de relação contratual
paritária.
5. A teoria da base objetiva, que teria sido introduzida em nosso ordenamento pelo art. 6º, inciso
V, do Código de Defesa do Consumidor - CDC, difere da teoria da imprevisão por prescindir da
previsibilidade de fato que determine oneração excessiva de um dos contratantes. Tem por
pressuposto a premissa de que a celebração de um contrato ocorre mediante consideração de
determinadas circunstâncias, as quais, se modificadas no curso da relação contratual,
determinam, por sua vez, consequências diversas daquelas inicialmente estabelecidas, com
repercussão direta no equilíbrio das obrigações pactuadas. Nesse contexto, a intervenção judicial
se daria nos casos em que o contrato fosse atingido por fatos que comprometessem as
circunstâncias intrínsecas à formulação do vínculo contratual, ou seja, sua base objetiva.
6. Em que pese sua relevante inovação, tal teoria, ao dispensar, em especial, o requisito de
imprevisibilidade, foi acolhida em nosso ordenamento apenas para as relações de consumo, que
demandam especial proteção. Não se admite a aplicação da teoria do diálogo das fontes para
estender a todo direito das obrigações regra incidente apenas no microssistema do direito do

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consumidor, mormente com a finalidade de conferir amparo à revisão de contrato livremente


pactuado com observância da cotação de moeda estrangeira.
7. Recurso especial não provido.
(REsp 1321614/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p/ Acórdão Ministro
RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/12/2014, DJe 03/03/2015)

Como este ponto já foi cobrado em prova?

FGV – ALERJ – PROCURADOR – 2017 Tício, costureiro renomado, celebra, em dezembro de 1998,
contrato de compra e venda para a aquisição de equipamento importado, de alta tecnologia, destinado
à confecção. O valor avençado com o vendedor do equipamento foi de US$ 50.000,00 (cinquenta mil
dólares americanos), parcelado em 5 (cinco) prestações de US$ 10.000,00 (dez mil dólares americanos)
cada uma. A primeira, com vencimento 2 (dois) meses após a assinatura do contrato, e a última, a 10
(dez) meses desta. Diante da maxidesvalorização do real em face do dólar, ocorrida a partir de janeiro
de 1999, Tício paga apenas a primeira parcela, ingressando em seguida com ação judicial pleiteando a
revisão do contrato mediante a aplicação da teoria da imprevisão, para a alteração das cláusulas de
modo a converter as parcelas para moeda nacional, com observância do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor - INPC.
Seguindo a orientação consolidada no Superior Tribunal de Justiça, quanto à pretensão de Tício, é
correto afirmar que:
a) deve ser negado o pedido revisional, considerando que a possibilidade de revisão dos contratos
assume, no direito brasileiro, caráter excepcional, por representar restrição ao princípio da autonomia
da vontade, o qual deve orientar axiologicamente a interpretação do Código Civil;
b) deve ser privilegiado o conteúdo originalmente ajustado, negando-se a revisão contratual, já que,
não obstante o fato imprevisível que alterou a base do contrato de compra e venda, a função social do
contrato impõe a manutenção dos contratos firmados em moeda estrangeira, privilegiando o interesse
coletivo de garantir eficiência máxima às trocas econômicas;
c) deve ser aplicado o princípio do equilíbrio contratual, de modo que a superveniência de fato,
imprevisível ou não, que determine desequilíbrio na relação contratual diferida ou continuada, afigura-
se suficiente para que se reconheça a possibilidade de revisão do contrato;
d) embora inaplicável o Código de Defesa do Consumidor, deve ser aplicada a teoria da imprevisão,
conforme previsto no artigo 317 do Código Civil, tendo em vista a ocorrência de mudança
superveniente das circunstâncias iniciais vigentes à época da realização do negócio, oriunda de evento
imprevisível, que comprometeu o valor da prestação;
e) a teoria da imprevisão não deve ser aplicada ao caso, já que a variação cambial integra, nos contratos
firmados com base na cotação da moeda norte-americana, o risco objetivo da contratação,
especialmente ao se considerar o histórico inflacionário do país na década de 1990.
Comentários
A questão deixa claro que Tício adquire as mercadorias para integrar o seu processo produtivo, razão
pela qual não teríamos na hipótese uma relação consumerista.
Assim, não se aplicam as disposições do CDC.

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Conforme entendimento acima discutido, a alternativa correta seria a letra E, gabarito ofertado pela
banca.

A INFORMAÇÃO COMO UM DIREITO DO CONSUMIDOR


Dentre os princípios do direito do consumidor está o da tutela da informação, que possui no mundo jurídico
duas faces: o dever de informar e o dever de ser informado. De acordo com o caput do artigo 4º, do CDC, é
diretriz do direito do consumidor a transparência e harmonia nas relações de consumo:

Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das
necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de
seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e
harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:

Por outro lado, o artigo 6º, inciso III, estabelece que a informação clara e adequada sobre os produtos e
serviços é direito básico do consumidor:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:


III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem
como sobre os riscos que apresentem;

Percebam que tal princípio é tão forte que necessário que o produto informe inclusive a quantidade,
característica, composição, tributos incidentes e preço, bem como os eventuais riscos que apresentem. Além
disso, o parágrafo único do artigo 6º, do CDC, estabelece que a informação deve ser acessível à pessoa com
deficiência, observadas as regras dispostas em regulamento:

Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do caput deste artigo deve ser acessível à
pessoa com deficiência, observado o disposto em regulamento.

Em casos concretos, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça trilhou-se no seguinte sentido:

Ainda que a bebida tenha teor alcoólico inferior a 0,5%, não poderá a embalagem constar a
informação “Sem álcool” (Informativo 466);

DIREITO DO CONSUMIDOR. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.


DIREITO BÁSICO DO CONSUMIDOR À INFORMAÇÃO ADEQUADA.PROTEÇÃO À SAÚDE.
LEGITIMIDADE AD CAUSAM DE ASSOCIAÇÃO CIVIL. DIREITOS DIFUSOS. DESNECESSIDADE DE
AUTORIZAÇÃO ESPECÍFICA DOS ASSOCIADOS. AUSÊNCIA DE INTERESSE DA UNIÃO.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. ARTS. 2.º E 47 DO CPC. NÃO PREQUESTIONAMENTO.
ACÓRDÃO RECORRIDO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. CERVEJA KRONENBIER.
UTILIZAÇÃO DA EXPRESSÃO "SEM ÁLCOOL" NO RÓTULO DO PRODUTO. IMPOSSIBILIDADE.

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BEBIDA QUE APRESENTA TEOR ALCOÓLICO INFERIOR A 0,5% POR VOLUME. IRRELEVÂNCIA, IN
CASU, DA EXISTÊNCIA DE NORMA REGULAMENTAR QUE DISPENSE A MENÇÃO DO TEOR
ALCÓOLICO NA EMBALAGEM DO PRODUTO. ARTS. 6.º E 9.º DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR. (...)
6. A comercialização de cerveja com teor alcoólico, ainda que inferior a 0,5% em cada
volume, com informação ao consumidor, no rótulo do produto, de que se trata de bebida sem
álcool, a par de inverídica, vulnera o disposto nos arts. 6.º e 9.º do CDC, ante o risco à saúde de
pessoas impedidas ao consumo.
7. O fato de ser atribuição do Ministério da Agricultura a padronização, a classificação, o
registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas, não autoriza a empresa fabricante
de, na eventual omissão deste, acerca de todas as exigências que se revelem protetivas dos
interesses do consumidor, malferir o direito básico deste à informação adequada e clara acerca
de seus produtos.
8. A dispensa da indicação no rótulo do produto do conteúdo alcóolico, prevista no já
revogado art. 66, III, "a", do Decreto n.º 2.314/97, não autorizava a empresa fabricante a fazer
constar neste mesmo rótulo a não veraz informação de que o consumidor estaria diante de
cerveja "sem álcool", mesmo porque referida norma, por seu caráter regulamentar, não poderia
infirmar os preceitos insculpidos no Código de Defesa do Consumidor. (...)
(REsp 1181066/RS, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO
TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 15/03/2011, DJe 31/03/2011)
A falta de clareza na informação da cobertura do contrato de seguro constando apenas termos
técnico jurídicos torna nula a cláusula que exclui a cobertura (Informativo 500);

RECURSO ESPECIAL - CONTRATO DE SEGURO - RELAÇÃO DE CONSUMO - CLÁUSULA LIMITATIVA


- OCORRÊNCIA DE FURTO QUALIFICADO - ABUSIVIDADE - IDENTIFICAÇÃO, NA ESPÉCIE -
VIOLAÇÃO AO DIREITO DE INFORMAÇÃO AO CONSUMIDOR - RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
I - Não há omissão no aresto a quo, tendo sido analisadas as matérias relevantes para solução da
controvérsia.
II - A relação jurídica estabelecida entre as partes é de consumo e, portanto, impõe-se que seu
exame seja realizado dentro do microssistema protetivo instituído pelo Código de Defesa do
Consumidor, observando-se a vulnerabilidade material e a hipossuficiência processual do
consumidor.
III - A circunstância de o risco segurado ser limitado aos casos de furto qualificado exige, de plano,
conhecimentos do aderente quanto às diferenças entre uma e outra espécie de furto,
conhecimento esse que, em razão da sua vulnerabilidade, presumidamente o consumidor não
possui, ensejando-se, por isso, o reconhecimento da falha no dever geral de informação, o qual
constitui, é certo, direito básico do consumidor, nos termos do artigo 6º, inciso III, do CDC.
IV - A condição exigida para cobertura do sinistro - ocorrência de furto qualificado - por si só,
apresenta conceituação específica da legislação penal, cujo próprio meio técnico-jurídico possui
dificuldades para conceituá-lo, o que denota sua abusividade. Precedente da eg. Quarta Turma.

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V - Recurso especial provido.

(REsp 1293006/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/06/2012, DJe
29/06/2012)

BIBLIOGRAFIA
DIDIER JR, Fredie e ZANETI JR, Zaneti. Curso de direito processual civil: processo coletivo. 10ª edição.
Salvador: Juspodivm, 2016.

LAGES, Leandro Cardoso. Direito do consumidor: a lei, a jurisprudência e o cotidiano. Rio de Janeiro: Editora
Lumen Juris, 2014.

MIRAGEM, Bruno. Curso de Direito do Consumidor. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014.

TARTUCE, Flávio. Manual de direito do consumidor: direito material e processual. Flávio Tartuce, Daniel
Amorim, Assumpção Neves. 5ª Edição. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Método, 2016.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Quaisquer dúvidas, estou às ordens nos canais do curso e nos seguintes contatos:

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Igor Maciel

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QUESTÕES COMENTADAS
Magistratura

1. (VUNESP/TJ-RJ – 2023) Os produtos e serviços ofertados no mercado destinam-se a satisfazer as


necessidades dos consumidores, nos aspectos de indispensabilidade, utilidade e comodidade, sendo
natural a expectativa de que funcionem conveniente e adequadamente ou se prestem à finalidade que
deles se espera. Acerca do tema responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, afirma-se que o
legislador optou pela adoção da responsabilização:
a) sem culpa derivada do risco criado, exceto no que tange aos profissionais liberais.
b) com culpa derivada do ilícito contratual, aplicável a todos os casos sem exceção.
c) com culpa derivada do ilícito contratual, exceto no caso de concorrência de terceiro.
d) sem culpa derivada do risco criado, exceto no caso de culpa concorrente do consumidor.
e) sem culpa derivada do risco criado, exceto diante de inevitabilidade da falha.
Comentários
A alternativa correta é a letra A.
A alternativa A está correta, pois o Código de Defesa do Consumidor adota a teoria do risco criado, ou seja,
aquela que defende que basta a criação de um risco inerente à atividade do agente para que este seja
responsabilizado pelos danos provocados, mesmo sem sua culpa (negligência, imprudência e imperícia). Esse
é o texto do art. 12, caput, do CDC, especificamente ao tratar da responsabilidade pelo fato do produto: "O
fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem,
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação
ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua
utilização e riscos.".
Em relação ao fato dos serviços, a previsão encontra-se no art. 14, caput, do CDC: "O fornecedor de serviços
responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos."
Sobre o tema, veja-se a lição de Sérgio Cavalieri Filho: "Pela teoria do risco do empreendimento, todo aquele
que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos
eventuais vício sou defeitos dos bens e serviços fornecidos, independentemente de culpa. Este dever é
imanente ao dever de obediência às normas técnicas e de segurança, bem como aos critérios de lealdade,
que perante os bens e serviços ofertados, quer perante os destinatários das ofertas. A responsabilidade
decorre do simples fato de dispor-se alguém a realizar atividade de produzir, estocar, distribuir e
comercializar produtos ou executar determinados serviços que oferece no mercado de consumo,
respondendo pela qualidade e segurança dos mesmos." (CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de Direito do
Consumidor. São Paulo: Atlas, 2008, p. 240).

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Já em relação aos profissionais liberais, a responsabilidade é subjetiva, conforme expressa redação do art.
14, §4º, do CDC: "A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação
de culpa.". Logo, a alternativa A é correta.
Destaca-se que o fundamento da responsabilidade subjetiva dos profissionais se dá porque, ao revés de
outros fornecedores, seus contratos são intuitu personae, negociados diretamente com o consumidor, não
havendo que se falar, em regra, em contratos de adesão. Há, portanto, paridade, nesses casos, entre o
consumidor e o fornecedor. Esses por sua vez, podem ser classificados como aqueles que exercem sua
profissão com autonomia, sem subordinação, prestando seus serviços pessoalmente, por conta própria. São
exemplos: o médico, o dentista, o engenheiro, o mestre de obras, a costureira, dentre outros.
As alternativas B e C estão incorretas, pois, salvo a responsabilidade dos profissionais liberais, as demais
hipóteses de responsabilidade, seja contratual, seja extracontratual, no CDC, são da modalidade objetiva.
No sistema do CDC há uma superação da dicotomia clássica entre responsabilidade contratual e aquiliana,
com a inauguração de um sistema de tratamento unitário, baseada, simplesmente, na ocorrência de uma
relação de consumo. Tem-se, portanto, a aplicação da "teoria unitária da relação de consumo".
A alternativa D está incorreta, pois a culpa concorrente do consumidor é um indiferente na responsabilidade
por fato do produto, visto que só há exclusão desta por culpa exclusiva da vítima (eliminação completa do
nexo causal), conforme o previsto no art. 12, §3º, III, do CDC: "O fabricante, o construtor, o produtor ou
importador só não será responsabilizado quando provar: [...] III - a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro.". E no mesmo sentido, pelo fato do serviço, o texto do art. 14, §3º, II, do CDC: " O fornecedor de
serviços só não será responsabilizado quando provar: [...] II - a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro.".
Destaca-se, ainda, neste ponto, que a culpa concorrente do consumidor, como concausa relativamente
independente, não atenua a responsabilidade. Veja-se que, por se tratar de responsabilidade objetiva, a
discussão da culpa é incompatível e, assim, basta que não seja eliminado o nexo causal pela conduta do
consumidor para imputação exclusiva ao fornecedor do dever de reparação integral. Não se aplica aqui,
portanto, por se tratar de legislação protetiva a hipossuficientes, da regra de redução da indenização prevista
no Código Civil.
A alternativa E está incorreta, pois as falhas do produto são causas expressas de responsabilização do
fornecedor, por ser este considerado como defeituoso, conforme texto do art. 12, §1º, do CDC: "O produto
é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em
consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - sua apresentação; II - o uso e os riscos que
razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi colocado em circulação.". O mesmo raciocínio se
aplica aos serviços falhos e, portanto, defeituosos, conforme art. 14, §1º, do CDC: "O serviço é defeituoso
quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as
circunstâncias relevantes, entre as quais: I - o modo de seu fornecimento; II - o resultado e os riscos que
razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi fornecido.". Assim, mesmo inevitáveis, os danos
provocados por falhas nos produtos e serviços terão de ser reparados pelo fornecedor.
Mesmo que inevitáveis as falhas do produto, deve o fornecedor responder por ter assumido o risco de
colocá-lo no mercado. A única forma de exclusão de sua responsabilidade é a demonstração que se trata de
risco inerente (intrínseco) e que este foi devidamente informado ao consumidor, de forma que ele tenha
assumido, conscientemente, o risco de aquisição do produto. Assim, será possível a demonstração de que
não defeito no produto, visto que os riscos foram bem demonstrados, como o que ocorre com as
informações de efeitos colaterais na ingestão de medicamentos, tendo o fornecedor (no caso, o fabricante),

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demonstrado que agiu com todas as cautelas possíveis. Nesse sentido, o seguinte precedente do STJ, trazido
em seu Informativo 771: "RECURSO ESPECIAL. USO DE MEDICAMENTO. NOVALGINA (DIPIRONA). REAÇÃO
ADVERSA (ALERGIA). "SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON". NEXO CAUSAL DEMONSTRADO. CÓDIGO DE
DEFESA DO CONSUMIDOR. PRODUTO DE RISCO INERENTE. INEXISTÊNCIA DE DEFEITO DO PRODUTO.
MEDICAMENTO ISENTO DE PRESCRIÇÃO. 1. A teoria do risco da atividade ou empreendimento adotada no
sistema do Código de Defesa do Consumidor não tem caráter absoluto, integral ou irrestrito, podendo o
fabricante exonerar-se do dever de indenizar se comprovar inexistente o defeito do produto (CDC, art. 12,
§3º, II). 2. Os medicamentos em geral incluem-se entre os produtos que apresentam riscos intrínsecos, nos
quais os perigos são inerentes à própria utilização e decorrem da finalidade a qual se destinam (CDC, art. 8º).
3. A ingestão de medicamentos tem potencial para ensejar reações adversas, que, todavia, não configuram,
por si sós, defeito do produto, desde que a potencialidade e a frequência desses efeitos nocivos estejam
descritas na bula, em cumprimento ao dever de informação do fabricante. 4. Hipótese em que a bula da
novalgina contém advertência sobre a possibilidade de o princípio ativo do medicamento (dipirona), em
casos isolados, causar a Síndrome de Stevens-johnson, que acometeu a autora da ação, ou a Síndrome de
Lyell, circunstância que demonstra o cumprimento do dever de informação pelo fabricante do remédio. 5.
"Em se tratando de produto de periculosidade inerente, cujos riscos são normais à sua natureza
(medicamento com contra indicações) e previsíveis (na medida em que o consumidor é deles expressamente
advertido), eventual dano por ele causado ao consumidor não enseja a responsabilização do fornecedor,
pois, de produto defeituoso, não se cuida" (RESP 1.599.405/SP, Terceira Turma, Relator Ministro Marco
Aurélio Bellizze, DJe 17.4.2017). 6. Recurso especial provido. (REsp n. 1.402.929/DF, relatora Ministra Maria
Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 11/4/2023, DJe de 14/4/2023.)

2. (VUNESP/TJ-RJ – 2023) O Código do Consumidor optou por adotar integralmente a teoria da


desconsideração da personalidade jurídica. Acerca do tema no Código de Defesa do consumidor, afirma-
se corretamente que:
a) são solidariamente responsáveis as sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades
controladas.
b) as sociedades coligadas só responderão se comprovada a culpa.
c) os pressupostos legais taxativos da desconsideração da personalidade jurídica são: abuso de direito,
excesso de poder e infração da lei, em detrimento do consumidor.
d) são subsidiariamente responsáveis as empresas consorciadas.
e) o simples obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores não poderá levar à
desconsideração da personalidade jurídica.
Comentários
A alternativa correta é a letra B.
A alternativa A está incorreta, pois as sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades
controladas são subsidiariamente responsáveis, não havendo, portanto, solidariedade, conforme o previsto
no art. 28, §2º, do CDC: "As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, são
subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.".
Veja-se o conceito de grupo de sociedades: "[...] é formado pela sociedade controladora e suas controladas,
mediante convenção, pela qual se obrigam a combinar recursos ou esforços para a realização dos respectivos

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objetivos, ou a participar de atividades ou empreendimentos comuns. [...] (GARCIA, Leonardo de Medeiros.


Direito do Consumidor: código comentado e jurisprudência. 2. ed. Niterói: Impetus, 2006, p. 89).
Sociedade controlada, por sua vez, é aquela cuja preponderância nas deliberações e decisões pertencem à
outra sociedade, dita controladora. Assim, só haverá possibilidade de direcionamento da execução da
indenização pelos danos provocados pela sociedade controladora à controlada na falta de bens da primeira.
Veja-se o conceito legal previsto no art. 1.098, do CC: "É controlada: I - a sociedade de cujo capital outra
sociedade possua a maioria dos votos nas deliberações dos quotistas ou da assembléia geral e o poder de
eleger a maioria dos administradores; II - a sociedade cujo controle, referido no inciso antecedente, esteja
em poder de outra, mediante ações ou quotas possuídas por sociedades ou sociedades por esta já
controladas.".
Pode-se citar como exemplo, o grupo UNIMED, no qual as diversas cooperativas se organizam em torno de
uma empresa central. Nesse sentido: "RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. FASE DE
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚM. 284/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. AUSÊNCIA. SISTEMA UNIMED. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA CADEIA DE
FORNECEDORES. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA SOCIEDADE QUE
NÃO CONSTA DO TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL. CARACTERIZAÇÃO DE GRUPO ECONÔMICO.
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. POSSIBILIDADE. JULGAMENTO: CPC/15. [...] 5. A
organização da atividade empresária sob a forma de grupo se caracteriza pela mitigação da autonomia da
pessoa jurídica, tanto no aspecto patrimonial, quanto organizacional, evidenciada por uma direção unitária,
em que o interesse de cada integrante converge ao atendimento do interesse coletivo. 6. O Sistema Unimed,
em que cada ente é autônomo, mas todos são interligados e se apresentam ao consumidor sob a mesma
marca, com abrangência em todo território nacional, caracteriza a formação de um grupo societário. [...] 8.
Uma vez formado o título executivo judicial contra uma ou algumas das sociedades, poderão responder
todas as demais componentes do grupo, desde que presentes os requisitos para a desconsideração da
personalidade jurídica, na forma do art. 28, § 2º, do CDC. [...] (REsp n. 1.776.865/MA, relatora Ministra Nancy
Andrighi, Terceira Turma, julgado em 6/10/2020, DJe de 15/10/2020.)
A alternativa B está correta, pois reproduz o texto do art. 28, §4º, do CDC: "As sociedades coligadas só
responderão por culpa".
Sociedade coligada ou filiada é aquela que possui participação em outra, com dez por cento ou mais de seu
capital, mas sem controle desta, conforme o texto do art. 1.099 do CC: "Diz-se coligada ou filiada a sociedade
de cujo capital outra sociedade participa com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá-la.".
Neste caso, como a coligada não possui poder diretivo sobre a sociedade da qual participa do capital, só
responde por culpa, ou seja, cabe ao consumidor para redirecionamento da responsabilização, demonstrar
que esta atuou diretamente no nexo causal para ocorrência do dano.
Relembre-se que se o capital da sociedade participante for menor que dez por cento, será considerada de
simples participação, conforme o texto do art. 1.100, do CC: "É de simples participação a sociedade de cujo
capital outra sociedade possua menos de dez por cento do capital com direito de voto.".
A alternativa C está incorreta, pois além desses pressupostos cabe a desconsideração por violação dos
estatutos ou contrato social da pessoa jurídica, por sua insolvência, encerramento ou inatividade, ou seja,
por se a personalidade da pessoa jurídica se tornar um obstáculo ao ressarcimento do consumidor, conforme
o previsto no art. 28, caput, e §5º, do CDC: "O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da
sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da
lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada
quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados

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por má administração. [...] §5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua
personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores.".
A alternativa D está incorreta, pois as empresas consorciadas são solidariamente responsáveis, conforme
art. 28, §3º, do CDC: "As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações
decorrentes deste código.".
Consórcio é uma reunião de sociedades que se agrupam para executar um determinado empreendimento.
Nesse caso, como todas as empresas participam em conjunto do empreendimento, estão inseridas na cadeia
de consumo e, assim, são solidariamente responsáveis. Essa, porém, é uma regra especial aplicável somente
às relações de consumo, porquanto, nas demais relações civis não há tal solidariedade, conforme o previsto
no art. 278, caput, e §1º, da Lei 6.404/1976 do Código Civil: "As companhias e quaisquer outras sociedades,
sob o mesmo controle ou não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento,
observado o disposto neste Capítulo. §1º O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas
somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo cada uma por suas
obrigações, sem presunção de solidariedade.".
Essa exceção em matéria consumerista justifica-se pela necessidade de se atribuir máxima proteção ao
consumidor, mediante o alargamento da base patrimonial hábil a suportar a indenização. Não obstante, por
se tratar de exceção à regra geral, a previsão de solidariedade deve ser interpretada restritivamente, de
maneira a abarcar apenas as obrigações resultantes do objeto do consórcio, e não quaisquer obrigações
assumidas pelas consorciadas em suas atividades empresariais. Ademais, a exceção não alcança o próprio
consórcio, que apenas responderá solidariamente com suas integrantes se houver previsão contratual nesse
sentido. Nesse sentido, confira-se o REsp 1.635.637-RJ (Informativo 633), com a seguinte tese: "Consórcio
de empresas. Relação de consumo. Solidariedade. Art. 28, § 3º, do CDC. Interpretação restritiva. Correlação
com as obrigações resultantes do objeto do consórcio. Necessidade.".
A alternativa E está incorreta, pois contraria o texto do já citado art. 28, §5º, do CDC.

3. (VUNESP/TJ-RJ – 2023) A respeito dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores, com previsão
na legislação consumerista, assinale a alternativa correta.
a) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores são considerados entidades de caráter privado.
b) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas.
c) Operada a decadência relativa à cobrança de débitos do consumidor, serão fornecidas, pelos respectivos
Sistemas de Proteção ao Crédito, informações que possam impedir novo acesso ao crédito junto aos
fornecedores, no prazo de 3 anos, contados a partir da extinção do direito material subjacente.
d) Todas as informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados
sobre o consumidor devem ser disponibilizadas por intermédio da existência de um padrão uniforme,
inclusive para a pessoa com deficiência, por meio de requisição feita pelo Ministério Público, neste caso
(pessoa com deficiência).
e) A abertura de ficha e dados pessoais e de consumo será comunicada por meio inequívoco ao consumidor,
quando houver solicitação dele.
Comentários

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A resposta correta é a letra B.


A alternativa A está incorreta, pois os bancos de dados de dados e cadastros relativos a consumidores são
considerados entidades de caráter público, conforme o art. 43, §4º, do CDC: "Os bancos de dados e cadastros
relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de
caráter público.".
Também são denominados de "arquivos de consumo" e podem ter natureza jurídica privada (como o Serviço
de Proteção ao Crédito - SPC) ou pública (como o CADIN - Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do
Setor Público Federal). Mas todos, sejam privados os públicos, são considerados de caráter público, por
exercerem função pública, já que importam em gestores de informações essenciais para a economia do país.
Essa classificação é importante, porque permite que sejam utilizados pelo consumidor garantias
fundamentais, tais como as ações constitucionais de habeas data e mandado de segurança, conforme
expressa previsão do art. 5º, LXXII, da CF: "conceder-se-á 'habeas-data': a) para assegurar o conhecimento
de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por
processo sigiloso, judicial ou administrativo.".
E o caráter público ainda é reforçado pelo tipo penal previsto no art. 72 do CDC: "Impedir ou dificultar o
acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e
registros: Pena - Detenção de seis meses a um ano ou multa.".
Por fim, destaca-se que este direito ao acesso é chamado pela doutrina de "direito a autodeterminação
informativa" e este é gratuito, conforme o previsto no art. 21 da Lei 9.507/1997: "São gratuitos o
procedimento administrativo para acesso à informação e retificação de dados e para anotação da justificação
[...].".
A alternativa B está correta, pois reproduz o exato texto do art. 43, §3º, do CDC: "O consumidor, sempre
que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o
arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações
incorretas.".
E sobre o tema é importante destacar que a inércia do banco de dados importa em sanção penal ao seu
responsável, conforme se vê pelo crime tipificado no art. 73 do CDC: "Deixar de corrigir imediatamente
informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou
deveria saber ser inexata: Pena - Detenção de um a seis meses ou multa.".
Importante destacar que, na verdade, a "imediata" correção deve se dar no prazo de 10 (dez) dias, conforme
o previsto no art. 4º, §1º, da Lei 9.507/1997: "Constatada a inexatidão de qualquer dado a seu respeito, o
interessado, em petição acompanhada de documentos comprobatórios, poderá requerer sua retificação. §1°
Feita a retificação em, no máximo, dez dias após a entrada do requerimento, a entidade ou órgão depositário
do registro ou da informação dará ciência ao interessado."
A alternativa C está incorreta, pois a cobrança de créditos, por se tratar de direito contraprestacional, não é
submetida a prazos decadenciais, mas a prazos prescricionais. Ademais, ocorrida a prescrição serão mais
fornecidas informações desabonadoras do consumidor, conforme previsão do art. 43, §5º, do CDC:
"Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos
respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo
acesso ao crédito junto aos fornecedores.".

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Ainda destaca-se que, independentemente da ocorrência da prescrição, o prazo máximo de manutenção dos
dados do consumidor nos registros de proteção ao crédito é de cinco anos, conforme o previsto no art. 43,
§1º, do CDC: "Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em
linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior
a cinco anos.".
E, no mesmo sentido, o texto da Súmula 323 do STJ: "A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos
serviços de proteção ao crédito por, no máximo, cinco anos, independente da prescrição da execução.".
A alternativa D está incorreta, pois não há um padrão uniforme para disponibilização das informações sobre
o consumidor, mas, ao revés, estas devem estar em formatos acessíveis a todos, inclusive, aos deficientes,
como, por exemplo, por de impressão em braile. Ademais, basta solicitação do consumidor, não havendo
necessidade de requisição do Ministério Público, conforme texto do art. 43, §6º, CDC: "Todas as informações
de que trata o caput deste artigo devem ser disponibilizadas em formatos acessíveis, inclusive para a pessoa
com deficiência, mediante solicitação do consumidor.".
A alternativa E está incorreta, pois a comunicação deve se dar por escrito, e não por meio inequívoco, mesmo
que não haja solicitação do consumidor, conforme art. 43, §2º, do CDC: "A abertura de cadastro, ficha,
registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não
solicitada por ele.".
Inclusive, nesse caso, não vem sendo admitidos outros meios que não sejam cartas físicas, tais como
mensagens por aplicativos e e-mails, visto que não se tem, nesses últimos inequívoca segurança de
recebimento pelo consumidor. Veja-se o seguinte precedente do STJ sobre o tema, destacado em seu
Informativo 773 (REsp 2.056.285): "Cadastro de proteção ao crédito. Prévia notificação. Necessidade.
Notificação por e-mail ou mensagem de texto de celular. Impossibilidade. Necessidade de correspondência
ao endereço do consumidor.".
4. (FGV/TJ-ES 2023) Branca recebeu notificação, por mensagem de texto de telefone celular,
informando que seu nome foi inscrito em cadastro restritivo de crédito a pedido de Lojas Divino de São
Lourenço Ltda., onde a consumidora adquiriu produtos no valor de R$ 2.950,00 sem realizar o pagamento.
Branca não recebeu qualquer correspondência em seu endereço comunicando por escrito a inscrição. Ao
entrar em contato com a entidade que realizou a inscrição e foi responsável pela sua negativação, recebeu
os seguintes esclarecimentos: a) está autorizado pela legislação consumerista que a notificação do
consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro restritivo seja feita, exclusivamente, por
mensagem de texto ou de correio eletrônico; b) o envio adicional de correspondência escrita, com ou sem
aviso de recebimento (AR), é uma faculdade do comunicante; c) a consumidora recebeu a mensagem de
texto e nela constaram as instruções para quitar o débito e regularizar sua situação creditícia.
À luz dos fatos narrados, é correto afirmar que:
a) é necessário para a inscrição do nome de consumidor em cadastro restritivo de crédito o prévio envio de
carta de comunicação com aviso de recebimento (AR);
b) a notificação do consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro restritivo de crédito pode ser
feita por aviso em chamada telefônica, mensagem de texto ou correio eletrônico;
c) a notificação do consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro restritivo de crédito exige o
prévio envio de correspondência ao seu endereço;
d) cabe ao mantenedor do banco de dados a escolha de qualquer forma de comunicação ao consumidor da
inscrição do seu nome em cadastro restritivo de crédito, desde que haja sempre aviso de recebimento (AR);

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e) o envio de mensagem de texto ao consumidor com as instruções para quitação do débito supre qualquer
outro meio de comunicação escrito da inscrição de seu nome em cadastro restritivo de crédito.
Comentários:
A alternativa correta é a letra C.
A questão aborda o conhecimento jurisprudencial acerca da comunicação ao consumidor da sua inscrição
em cadastros negativos de crédito.
A abertura de qualquer cadastro, ficha, registro e dados pessoais ou de consumo referentes ao consumidor
deverá ser comunicada por escrito a ele (§ 2º do art. 43 do CDC).
Logo, o órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito deverá notificar o devedor antes de proceder
à inscrição, segundo Súmula 359-STJ: “Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a
notificação do devedor antes de proceder à inscrição.”
Porém, basta que seja provado que foi enviada uma correspondência ao endereço do consumidor
notificando-o quanto à inscrição de seu nome no respectivo cadastro, sendo desnecessário aviso de
recebimento (AR), conforme Súmula 404 do STJ: “É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de
comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.”
Recentemente também decidiu o STJ que a notificação prévia à inscrição do consumidor em cadastro de
inadimplentes, prevista no §2º, do art. 43, do CDC, não pode ser realizada, exclusivamente, por e-mail ou
por mensagem de texto de celular (SMS), exigindo o prévio envio de correspondência ao seu endereço.
Nesse sentido: “RECURSO ESPECIAL. CONSUMIDOR. CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. PRÉVIA
NOTIFICAÇÃO. NECESSIDADE. NOTIFICAÇÃO POR E-MAIL OU MENSAGEM DE TEXTO DE CELULAR.
IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE CORRESPONDÊNCIA AO ENDEREÇO DO CONSUMIDOR. 1. Ação de
cancelamento de registro e indenizatória ajuizada em 21/1/2022, da qual foi extraído o presente recurso
especial, interposto em 14/12/2022 e concluso ao gabinete em 15/3/2023. 2. O propósito recursal consiste
em dizer se a notificação prévia à inscrição do consumidor em cadastro de inadimplentes, prevista no §2º,
do art. 43, do CDC, pode ser realizada, exclusivamente, por e-mail ou por mensagem de texto de celular
(SMS). 3. O Direito do Consumidor, como ramo especial do Direito, possui autonomia e lógica de
funcionamento próprias, notadamente por regular relações jurídicas especiais compostas por um sujeito em
situação de vulnerabilidade. Toda legislação dedicada à tutela do consumidor tem a mesma finalidade:
reequilibrar a relação entre consumidores e fornecedores, reforçando a posição da parte vulnerável e,
quando necessário, impondo restrições a certas práticas comerciais. 4. É dever do órgão mantenedor do
cadastro notificar o consumidor previamente à inscrição - e não apenas de que a inscrição foi realizada -,
conferindo prazo para que este tenha a chance (I) de pagar a dívida, impedindo a negativação ou (II) de
adotar medidas extrajudiciais ou judiciais para se opor à negativação quando ilegal. 5. Na sociedade brasileira
contemporânea, fruto de um desenvolvimento permeado, historicamente, por profundas desigualdades
econômicas e sociais, não se pode ignorar que o consumidor, parte vulnerável da relação, em muitas
hipóteses, não possui endereço eletrônico (e-mail) ou, quando o possui, não tem acesso facilitado a
computadores, celulares ou outros dispositivos que permitam acessá-lo constantemente e sem maiores
dificuldades, ressaltando-se a sua vulnerabilidade técnica, informacional e socioeconômica. 6. A partir de
uma interpretação teleológica do §2º, do art. 43, do CDC, e tendo em vista o imperativo de proteção do
consumidor como parte vulnerável, conclui-se que a notificação do consumidor acerca da inscrição de seu
nome em cadastro restritivo de crédito exige o envio de correspondência ao seu endereço, sendo vedada a
notificação exclusiva através de e-mail ou mensagem de texto de celular (SMS). 7. Na hipótese dos autos,
merece reforma o acórdão recorrido, com o cancelamento das inscrições mencionadas na inicial, pois, à luz

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das disposições do CDC, não se admite a notificação do consumidor, exclusivamente, através de e-mail ou
mensagem de texto de celular. 8. No que diz respeito à eventual compensação por danos morais, não é
possível o seu arbitramento neste momento processual, pois não se extrai dos fatos delineados pelo acórdão
recorrido a existência ou não, em nome da parte autora, de inscrições preexistentes e válidas além daquelas
que compõem o objeto da presente demanda, o que afastaria a caracterização do dano extrapatrimonial
alegado. 9. Recurso especial conhecido e provido para determinar o cancelamento das inscrições
mencionadas na exordial por ausência da notificação exigida pelo art. 43, § 2º, do CDC, e o retorno dos autos
à origem para que examine a caracterização ou não dos danos morais, a partir das peculiaridades da hipótese
concreta. “(REsp n. 2.056.285/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 25/4/2023,
DJe de 27/4/2023.)
Assim, correta a alternativa C ao afirmar que a notificação do consumidor acerca da inscrição de seu nome
em cadastro restritivo de crédito exige o prévio envio de correspondência ao seu endereço.

5. (FCC - 2021 - TJ-GO - Juiz Substituto) No que se refere à proteção contratual disciplinada pelo Código
de Defesa do Consumidor, considere: I. As declarações de vontade constantes de escritos particulares,
recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive
execução específica. II. O consumidor pode desistir do contrato no prazo de 30 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço sempre que a contratação de fornecimento
de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. III. Nos contratos de compra e venda
de bens móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como na alienação fiduciária em
garantia deles, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das
prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do
contrato e a retomada do produto alienado. IV. Nos contratos do sistema de consórcio de produtos
duráveis, a compensação ou a restituição das parcelas quitadas, terá descontada, além da vantagem
econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. Está
correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) III e IV.
c) I e II.
d) I e IV.
e) I, III e IV.
Comentários
Item I. Correto.

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos


relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução
específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

Item II. Incorreto.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura
ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de

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produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a


domicílio.

Item III. Correto.

Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em
prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno
direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor
que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto
alienado.

Item IV. Correto.

Art. 53, § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação ou a


restituição das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, além da vantagem
econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao
grupo.

Gabarito letra E.

6. (FCC - 2021 - TJ-GO - Juiz Substituto) De acordo com a jurisprudência do STJ, constante de súmula,
a) nos contratos bancários, é possível ao julgador conhecer de ofício, da abusividade das cláusulas
contratuais, por se tratar de hipótese de nulidade.
b) o contrato de seguro por danos pessoais compreenderá sempre os danos morais.
c) a embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento de indenização prevista em contrato de
seguro de vida.
d) dada sua natureza, o Código de Defesa do Consumidor não se aplica aos empreendimentos habitacionais
promovidos pelas sociedades cooperativas.
e) o Código de Defesa do Consumidor é aplicável tanto às entidades abertas de previdência complementar
como aos contratos celebrados com entidades previdenciárias fechadas.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Súmula 381 do STJ - Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da
abusividade das cláusulas.

Letra B. Incorreta.

Súmula 402 do STJ - O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo
cláusula expressa de exclusão.

Letra C. Correta.

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Súmula 620 do STJ - A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da


indenização prevista em contrato de seguro de vida.

Letra D. Incorreta.

Súmula 602 do STJ - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos


habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas.

Letra E. Incorreta.

Súmula 563 do STJ - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de


previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com
entidades fechadas.

7. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) Renato, cliente de determinada operadora de telefonia, recebeu fatura
cobrando valor muito superior ao contratado. Percebendo o equívoco, Renato deixou de pagar a fatura e
contatou a operadora, requerendo o envio de outra, com o valor correto. No entanto, apesar de
reconhecer a falha, a operadora enviou nova fatura cobrando o mesmo valor em excesso, razão pela qual
Renato novamente se recusou a pagar. Nesse caso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor,
Renato
a) tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso na primeira fatura, apenas.
b) tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso em cada uma das duas faturas.
c) tem direito de receber o dobro do valor total da primeira fatura, apenas.
d) tem direito de receber o dobro do valor total de cada uma das duas faturas.
e) não tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso ou do total de nenhuma das faturas.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável

Letra B. Incorreta.

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável

Letra C. Incorreta.

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Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável

Letra D. Incorreta.

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável

Letra E. Correta.

Art. 42. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

8. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a publicidade que
explora a superstição dos consumidores é
a) abusiva e enganosa.
b) abusiva, apenas.
c) enganosa, apenas.
d) enganosa por omissão.
e) permitida, desde que não seja contrária aos bons costumes.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra B. Correta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra C. Incorreta.

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Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra D. Incorreta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra E. Incorreta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

9. (VUNESP - JE TJAC/TJ AC/2019) João da Silva foi com seu afilhado comprar um presente de
aniversário. Escolhido o presente, ao tentar comprar mediante crediário, não foi possível concretizar, pois
seu nome constava no banco de dados dos serviços de proteção de crédito, em razão de ter deixado de
adimplir com as últimas três parcelas de financiamento de 24 meses realizado em outra instituição
financeira há cinco anos. Foi informado que seu nome foi incluído no cadastro há três anos.
Diante dos fatos hipotéticos, assinale a alternativa correta.
a) Correta a manutenção de João no cadastro de inadimplentes, pois o nome pode ser mantido nos serviços
de proteção ao crédito por até cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
b) Se João da Silva estiver discutindo judicialmente o valor cobrado, seu nome deve ser imediatamente
excluído do cadastro de inadimplentes.
c) Incorreta a manutenção do nome de João no registro de proteção ao crédito, se já decorrido o prazo
prescricional de cinco anos contados do financiamento realizado.
d) João da Silva tem direito à exclusão do registro no cadastro de inadimplentes, além de ser indenizado por
danos morais pelo desgosto causado ao afilhado, se já decorrido o prazo prescricional trienal para a
propositura da ação de cobrança.
Comentários
Letra A. Correta.

Art. 43 - § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e


em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

Letra B. Incorreta. O STJ entende que a simples discussão judicial da dívida não é suficiente para evitar a
negativação do nome do devedor.

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Letra C. Incorreta. É devida a manutenção do nome no sistema de proteção ao crédito, pelo período de 5
anos.
Letra D. Incorreta. não há direito à exclusão do nome no cadastro de inadimplentes.

10. (FCC - JE TJAL/TJ AL/2019) Quanto à oferta de produtos e serviços nas relações de consumo,
a) se cessadas sua produção ou a importação o fornecimento de componentes e peças de reposição deverá
ser mantido por até um ano.
b) as informações nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor deverão constar de catálogo à parte
ou obtidas por meio de serviço de relacionamento direto com o cliente.
c) é defesa sua veiculação por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.
d) a responsabilidade que decorre de sua vinculação contratual e veiculação é subjetiva ao fornecedor.
e) o fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
Comentáriosz
Letra A. Incorreta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.

Letra B. Incorreta.

Art. 31 - Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados
oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével

Letra C. Correta.

Art. 33 - Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a
chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

Letra D. Incorreta. a responsabilidade será objetiva.


Letra E. Incorreta.

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus
prepostos ou representantes autônomos.

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11. (FCC - JE TJAL/TJ AL/2019) Para vender a roupa do herói Megaman, seu fabricante veicula anúncio
na TV em que um ator sai voando pela janela e salva uma criança e seu cachorro em um imóvel pegando
fogo. Essa publicidade, quando vista por crianças,
a) é apenas enganosa, pois não é possível que uma publicidade seja ao mesmo tempo abusiva e enganosa
pelas normas do CDC.
b) é somente abusiva, pelo induzimento ao comportamento perigoso, pois toda criança saberá discernir o
conteúdo falso do ator voando pela janela.
c) será só abusiva, pois esta engloba a publicidade enganosa no conceito mais amplo da periculosidade da
conduta e do aproveitamento da falta de experiência dos infantes.
d) é simultaneamente abusiva e enganosa; abusiva por eventualmente induzir a comportamento perigoso,
por deficiência de julgamento e de experiência, e enganosa pelo conteúdo não verdadeiro de pessoa voando
no salvamento publicitário.
e) é lícita, pois além do aspecto lúdico não pode haver jamais restrições à liberdade de expressão, o que
inclui a veiculação publicitária lastreada na fantasia.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra B. Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra C. Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,

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capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,


quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra D. Correta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra E. Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

12. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPA/TJ PA/2019) Acerca de bancos de dados e cadastros de consumidores,
assinale a opção correta, de acordo com a jurisprudência do STJ.
a) O registro do nome do consumidor em bancos de dados deve ser precedido de comunicação escrita, na
qual deve ser atestado o recebimento da notificação.
b) A notificação que antecede a inscrição do nome do consumidor nos bancos de dados deve ser promovida
pelo fornecedor que solicita o registro no órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito.
c) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o prazo máximo
estabelecido em lei, ainda que anteriormente ocorra a prescrição da execução.
d) O Banco do Brasil, na condição de gestor do cadastro de emitentes de cheques sem fundos (CCF), é
responsável por notificar previamente o devedor acerca da sua inscrição nesse cadastro.
e) Efetuado o pagamento do débito pelo devedor, cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao
crédito a exclusão do registro da dívida no cadastro de inadimplentes.

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Comentários
Letra A. Incorreta.

Súmula 404 STJ - É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao


consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros

Letra B. Incorreta.

Súmula 359 STJ - Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação
do devedor antes de proceder à inscrição.

Letra C. Correta.

Súmula 323 STJ - A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao
crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.

Letra D. Incorreta.

Súmula 359 STJ - Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação
do devedor antes de proceder à inscrição.

Letra E. Incorreta.

Súmula 548 STJ - Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no
cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento
do débito.

13. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPA/TJ PA/2019) No que se refere a publicidade de bens e serviços de
consumo, teaser consiste na
a) publicidade socialmente aceita, mesmo que contenha expressões exageradas.
b) técnica publicitária que tem por objetivo inserir produtos e serviços nos meios de comunicação sem que
haja declaração ostensiva da marca.
c) publicidade que implica a utilização de aspecto discriminatório de qualquer natureza.
d) publicidade que induz o consumidor a erro quanto a informações relevantes sobre produto ou serviço.
e) mensagem que visa criar expectativa ou curiosidade no público acerca de determinado produto ou
serviço.
Comentários
Letra A. Incorreta. É o tipo de publicidade que cria expectativa ou curiosidade do consumidor acerca de
determinado produto.
Letra B. Incorreta. É o tipo de publicidade que cria expectativa ou curiosidade do consumidor acerca de
determinado produto.

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Letra C. Incorreta. É o tipo de publicidade que cria expectativa ou curiosidade do consumidor acerca de
determinado produto.
Letra D. Incorreta. É o tipo de publicidade que cria expectativa ou curiosidade do consumidor acerca de
determinado produto.
Letra E. Correta. É o tipo de publicidade que cria expectativa ou curiosidade do consumidor acerca de
determinado produto.
14. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) Um cidadão ajuizou ação contra o Banco XY S.A. a respeito
de contrato de arrendamento mercantil de veículo automotor firmado entre as partes em 2018.
Os itens a seguir apresentam as alegações feitas na referida ação.
I Existência de abusividade da cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da despesa com o registro
do pré-gravame.
II Ocorrência de descaracterização da mora, em razão da abusividade de encargos acessórios do contrato.
III Presença de abusividade da cláusula que prevê a obrigação do consumidor de contratar seguro com a
instituição financeira ou com seguradora indicada pela instituição bancária.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários
Item I - Correto.

É abusiva a cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da despesa com o registro do
pré-gravame, em contratos celebrados a partir de 25/02/2011, data de entrada em vigor da
Resolução CMN 3.954/2011, sendo válida a cláusula pactuada no período anterior a essa
resolução, ressalvado o controle da onerosidade excessiva. REsp 1.639.259-SP, Rel. Min. Paulo
de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, por unanimidade, julgado em 12/12/2018, DJe
17/12/2018 (Tema 972) Informativo 639 STJ.

Item II - Incorreto. Encargos acessórios. Abusividade. Descaracterização da mora. Não ocorrência. Tema 972.
Item III - Correto.

Seguro de proteção financeira. Liberdade de contratar. Restrição à escolha da seguradora.


Venda casada. Proibição. Analogia com o entendimento da Súmula 473/STJ. Tema 972

Gabarito, Letra C.
15. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) Considerando o entendimento do STJ acerca da relação
do consumidor com as operadoras de plano de saúde, assinale a opção correta.

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a) As operadoras de plano de saúde são obrigadas a custear medicamento importado, não nacionalizado,
mesmo sem registro pela ANVISA, desde que fundamentadamente receitado pelo médico competente.
b) O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária
do beneficiário é válido, sendo vedado ao Poder Judiciário analisar a sua adequação ou razoabilidade.
c) Cirurgia reparadora de mamoplastia, ainda que seja decorrente do tratamento da obesidade mórbida,
não poderá ser exigida do plano de saúde se inexistir previsão contratual expressa para sua realização.
d) Embora seja abusiva cláusula contratual que preveja a interrupção de tratamento psicoterápico por
esgotamento do número de consultas anuais asseguradas pela Agência Nacional de Saúde Complementar, o
plano de saúde poderá cobrar coparticipação nas consultas excedentes.
e) É válida a cláusula contratual excludente do custeio de medicamento prescrito e ministrado pelo médico
em ambiente domiciliar, desde que escrita com destaque, o que permite a imediata e fácil compreensão do
consumidor.
Comentários
Letra A. Incorreta.

REPERCUSSAO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL - ORDEM SOCIAL. Direito à saúde e


medicamento sem registro na Anvisa. 1. O Estado não pode ser obrigado a fornecer
medicamentos experimentais. 2. A ausência de registro na Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) impede, como regra geral, o fornecimento de medicamento por decisão
judicial. 3. É possível, excepcionalmente, a concessão judicial de medicamento sem registro
sanitário, em caso de mora irrazoável da Anvisa em apreciar o pedido (prazo superior ao
previsto na Lei 13.411/2016), quando preenchidos três requisitos: (i) a existência de pedido de
registro do medicamento no Brasil (salvo no caso de medicamentos órfãos para doenças raras
e ultrarraras);(ii) a existência de registro do medicamento em renomadas agências de
regulação no exterior; e (iii) a inexistência de substituto terapêutico com registro no Brasil. 4.
As ações que demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa deverão
necessariamente ser propostas em face da União. RE 657718/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio,
red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgamento em 22.5.2019. (RE-657718) Informativo 941 STF.

Letra B. Incorreta.

O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa


etária do beneficiário é válido desde que (i) haja previsão contratual, (ii) sejam observadas as
normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores e (iii) não sejam aplicados
percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e sem base atuarial idônea,
onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso. REsp 1568244/RJ . Rel. Min.
Ricardo Villas Bôas Cueva. Segunda Seção. Julgado em 14.12.2016. DJe 19.12.2016

Letra C. Incorreta.

1.2Havendo expressa indicação médica, alusiva à necessidade da cirurgia reparadora, decorrente


do quadro de obesidade mórbida da consumidora, não pode prevalecer a negativa de custeio
da intervenção cirúrgica indicada - mamoplastia, inclusive com a colocação de próteses de

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silicone -, sob a alegação de estar abarcada por previsão contratual excludente ("de cobertura
de tratamentos clínicos ou cirúrgicos, e próteses, meramente para fins estéticos"); pois, na
hipótese, o referido procedimento deixa de ser meramente estético para constituir-se como
terapêutico e indispensável. Precedentes.1.3 Nesse contexto, o instrumento pactuado em
questão não exclui a cobertura da doença, muito menos o tratamento, motivo pelo qual a recusa
em autorizar a realização da cirurgia, com o consequente reembolso das despesas,
consubstancia-se em nítido descumprimento contratual. (...). REsp 1.442.236-RJ. Rel. Min.
MARCO BUZZI. 4ª Turma. Julgamento 17.11.2016. DJe 28.11.2016.

Letra D. Correta.

Há abusividade na cláusula contratual ou em ato da operadora de plano de saúde que importe


em limitação/interrupção de tratamento psicoterápico por esgotamento do número de sessões
anuais asseguradas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, devendo as consultas
excedentes ser custeadas em regime de coparticipação. REsp 1.679.190-SP, Rel. Min. Ricardo
Villas Bôas Cueva, por unanimidade, julgado em 26/09/2017, DJe 02/10/2017. Informativo 612
STJ.

Letra E. Incorreta. DIREITO DO CONSUMIDOR. COBERTURA DE HOME CARE POR PLANO DE SAÚDE.

Ainda que, em contrato de plano de saúde, exista cláusula que vede de forma absoluta o custeio
do serviço de home care (tratamento domiciliar), a operadora do plano, diante da ausência de
outras regras contratuais que disciplinem a utilização do serviço, será obrigada a custeá-lo em
substituição à internação hospitalar contratualmente prevista, desde que haja: (i) condições
estruturais da residência; (ii) real necessidade do atendimento domiciliar, com verificação do
quadro clínico do paciente; (iii) indicação do médico assistente; (iv) solicitação da família; (v)
concordância do paciente; e (vi) não afetação do equilíbrio contratual, como nas hipóteses em
que o custo do atendimento domiciliar por dia não supera o custo diário em hospital. REsp
1.537.301-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 18/8/2015, DJe 23/10/2015.

16. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) No que se refere à relação entre seguradoras e
consumidores, assinale a opção correta à luz do Código de Defesa do Consumidor e do entendimento do
STJ.
a) É abusiva a exclusão do seguro de acidentes pessoais em contrato de adesão para as hipóteses de
intercorrências ou complicações consequentes da realização de exames, tratamentos clínicos ou cirúrgicos.
b) A seguradora poderá se recusar a contratar seguro se a pessoa proponente tiver restrição financeira em
órgãos de proteção ao crédito, mesmo que essa pessoa se disponha a pronto pagamento do prêmio.
c) Inexiste relação de consumo entre pessoa jurídica e seguradora em contrato de seguro que vise à proteção
do patrimônio dessa pessoa jurídica, em razão de tal contrato configurar consumo intermediário.
d) O contrato de seguro de vida pode vedar a cobertura de sinistro decorrente de acidente de ato praticado
pelo segurado em estado de embriaguez, mesmo quando ocorrido após os dois primeiros anos do contrato.
e) As normas protetivas do Código de Defesa do Consumidor aplicam-se aos contratos de seguro facultativo
e, subsidiariamente, ao seguro obrigatório DPVAT.

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Comentários
Letra A. Correta.

Seguro de acidentes pessoais. Contrato de adesão. Cláusulas genéricas e abstratas. Exclusão de


cobertura. Abusividade. É abusiva a exclusão do seguro de acidentes pessoais em contrato de
adesão para as hipóteses de: I) gravidez, parto ou aborto e suas consequências; II) perturbações
e intoxicações alimentares de qualquer espécie; e III) todas as intercorrências ou complicações
consequentes da realização de exames, tratamentos clínicos ou cirúrgicos. REsp 1.635.238-SP,
Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em 11/12/2018, DJe 13/12/2018.
Informativo 640 STJ.

Letra B. Incorreta.

A seguradora não pode recusar a contratação de seguro a quem se disponha a pronto pagamento
se a justificativa se basear unicamente na restrição financeira do consumidor junto a órgãos de
proteção ao crédito. REsp 1.594.024-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, por unanimidade,
julgado em 27/11/2018, DJe 05/12/2018.

Letra C. Incorreta.

Há relação de consumo entre a seguradora e a concessionária de veículos que firmam seguro


empresarial visando à proteção do patrimônio desta (destinação pessoal) – ainda que com o
intuito de resguardar veículos utilizados em sua atividade comercial –, desde que o seguro não
integre os produtos ou serviços oferecidos por esta. REsp 733.560-RJ, Terceira Turma, DJ
2/5/2006; e REsp 814.060-RJ, Quarta Turma, DJe 13/4/2010. REsp 1.352.419-SP, Rel. Min.
Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 19/8/2014. Informativo 548 STJ.

Letra D. Incorreta.

Súmula 620. A embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização


prevista em contrato de seguro de vida.

Letra E. Incorreta.

Ação de cobrança de seguro obrigatório (DPVAT). Obrigação imposta por lei. Inexistência de
relação de consumo. Código de Defesa do Consumidor. Inaplicabilidade. As normas protetivas
do Código de Defesa do Consumidor não se aplicam ao seguro obrigatório (DPVAT).REsp
1.635.398-PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, por unanimidade, julgado em 17/10/2017, DJe
23/10/2017. Informativo 614 STJ.

17. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPR/TJ PR/2019) Com base na jurisprudência do STJ, julgue os itens a
seguir, a respeito de relações consumeristas.
I A recusa de cobertura securitária sob a alegação de doença preexistente é considerada lícita se exigidos
exames médicos previamente à contratação do seguro.

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II Nos contratos de assistência à saúde, é abusiva cláusula contratual que estipule qualquer prazo de carência
para cobertura de casos de urgência e emergência.
III As regras do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos contratos de empreendimentos
habitacionais celebrados por sociedades cooperativas.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
Comentários
Item I - Correto.

Súmula 609 do STJ - A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é
ilícita se não houve a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de
má-fé do segurado.

Item II - Incorreto.

Súmula 597 do STJ - A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização
dos serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada
abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da contratação.

Item III - Correto.

Súmula 602 do STJ - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos


habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas.

Gabarito, Letra C.
18. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPR/TJ PR/2019) À luz da jurisprudência do STJ, assinale a opção correta,
a respeito de práticas e cláusulas abusivas elencadas no Código de Defesa do Consumidor.
a) A exigência de indicação da classificação internacional de doenças (CID) para cobertura de exames e
pagamento de honorários médicos pelas operadoras de planos de saúde é lícita.
b) A mera negativa de sociedade empresária do ramo securitário a consumidor que deseje contratar seguro
de vida é lícita, se o fundamento da recusa for a complexidade técnica da atividade do contratado.
c) Nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção decorrente de incorporação
imobiliária, é abusiva cláusula que estipule cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior
à entrega das chaves.
d) Em contrato de prestação de serviço de telefonia fixa, cláusula que preveja a cobrança de tarifa básica
pelo uso dos serviços é considerada abusiva.
Comentários

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Letra A. Correta.

(...) 7. O condicionamento da indicação da CID nas requisições de exames e serviços de saúde ao


deferimento da cobertura destes decorre, razoavelmente, do fato de as operadoras de planos de
saúde estarem obrigadas a prestar os serviços relacionados no plano-referência celebrado com
o respectivo usuário. 8. Inocorrência de abusividade no procedimento, não se tonalizando como
iníqua e nem colocando o consumidor em desvantagem exagerada, ou incompatível com a boa-
fé ou a eqüidade, a exigência de indicação da CID pelo profissional que requisita a realização
de exames médicos. 9. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO E RECURSO ESPECIAL
PROVIDO. (STJ - REsp: 1509055 RJ 2014/0338315-8, Relator: Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, Data de Julgamento: 22/08/2017, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe
25/08/2017)

Letra B. Incorreta.

4. Se um jovem foi portador de leucemia, mas apresenta-se clinicamente curado, a pura e simples
negativa de contratar seguro de vida é ilícita, violando a regra do art. 39, IX, do CDC. Diversas
opções poderiam substituir a simples negativa, como a formulação de prêmio mais alto ou
mesmo a redução da cobertura securitária, excluindo-se os sinistros relacionados à doença pré-
existente. Rejeitar o consumidor, pura e simplesmente, notadamente em situações em que o
seguro é oferecido como consectário do contrato de estágio, gera dano moral. O consumidor,
rejeitado pelo seguro, vê sua doença desnecessariamente exposta em seu ambiente de trabalho.
(...) (STJ - REsp: 1300116 SP 2011/0143997-6, Relator: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data de
Julgamento: 23/10/2012, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 13/11/2012)

Letra C. Incorreta.

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. "JUROS NO PÉ".


SÚMULA 83/STJ. 1. A Segunda Seção, no julgamento do EREsp 670.117/PB, decidiu que não é
abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior à
entrega das chaves nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção
sob o regime de incorporação imobiliária (Rel. para acórdão Ministro Antonio Carlos Ferreira,
julgado em 13.6.2012). 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 144.732/RJ,
Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 15/09/2016, DJe
21/09/2016)

Letra D. Incorreta.

Súmula 356 do STJ - É legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa.

19. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) Laura compareceu a uma loja de departamentos, onde comprou um
aparelho de som, que seria entregue na sua casa no prazo de dez dias. Ao chegar em casa, pesquisou o
preço do produto na internet, vindo então a descobrir que o mesmo aparelho de som estava em promoção
numa outra loja, sendo anunciado pela metade do preço que pagou. Então, no mesmo dia, voltou à loja
onde havia feito a compra, pleiteando o desfazimento do negócio e a restituição integral do preço. Nesse
caso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, Laura

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a) tem direito ao desfazimento do negócio, pois o consumidor pode desistir do contrato no prazo de 7 (sete
dias contados da sua celebração.
b) tem direito ao desfazimento do negócio, pois o consumidor pode desistir do contrato no prazo de 7 (sete)
dias contados da data do recebimento do produto.
c) tem direito ao desfazimento do negócio, pois se reputa prática abusiva a venda de produto por preço
igual ou superior ao dobro do praticado por concorrente.
d) tem direito ao desfazimento do negócio, mas somente se provar ter adquirido o produto anunciado pelo
outro fornecedor.
e) não tem direito ao desfazimento do negócio por mero arrependimento.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura
ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento
de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone
ou a domicílio.

Letra B. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
a domicílio.

Letra C. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
a domicílio.

Letra D. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
a domicílio.

Letra E. Correta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de

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produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou


a domicílio.

20. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o contrato de
adesão
a) não permite a supressão do direito do consumidor de discutir ou modificar substancialmente o conteúdo
de cada uma das suas cláusulas.
b) perde essa natureza mediante a inserção, no formulário, de cláusula nova, resultante de discussão com o
consumidor.
c) admite cláusula resolutória.
d) deve ser redigido em termos claros e com caracteres de qualquer tamanho de fonte, desde que ostensivos
e legíveis, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
e) não admite cláusulas que impliquem limitação de direito do consumidor.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que
o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

Letra B. Incorreta.

Art. 54. § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.

Letra C. Correta.

Art. 54. § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa,
cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

Letra D. Incorreta.

Art. 54. §3 Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

Letra E. Incorreta.

Art. 54. § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser
redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

21. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) Acerca das cláusulas abusivas, considere:

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I. São nulas de pleno direito as cláusulas que autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente,
ainda que igual direito seja conferido ao consumidor.
II. As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo poderão ser de, no
máximo, quatro por cento do valor da prestação.
III. Desde que expressamente previsto no contrato, é assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do
débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
IV. Qualquer consumidor pode, individualmente, requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente
ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que não assegure o justo equilíbrio entre direitos
e obrigações das partes.
V. São válidas as cláusulas que obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação se
igual direito lhe for conferido contra o fornecedor.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e V.
e) IV e V.
Comentários
Item I - Incorreto.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja
conferido ao consumidor;

Item II - Incorreto.

Art. 52. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não
poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação.

Item III - Incorreto.

Art. 52. § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou


parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos .

Item IV - Correto.

Art. 51. § 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao


Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula

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contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo
equilíbrio entre direitos e obrigações das partes.

Item V - Correto.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual
direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

Gabarito, Letra E.
22. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPR/TJ PR/2019) À luz do Código de Defesa do Consumidor, julgue os
seguintes itens, acerca de proteção contratual.
I A proteção contratual prevê a nulidade de cláusulas que estejam em desacordo com as normas
consumeristas, o que, em regra, configura a invalidade ou a inexistência do negócio jurídico.
II Em contratos de adesão, é permitida a existência de cláusulas que acarretem limitações de direitos
consumeristas.
III Na resolução dos contratos de consórcio de veículos automotores, eventuais prejuízos causados por
inadimplente ao grupo serão descontados da compensação ou da restituição das parcelas quitadas.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
Comentários
Item I - Incorreto.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

§ 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de
sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das
partes.

Item II - Correto.

Art. 54. § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser
redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

Item III - Correto.

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Art. 53. § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação ou a


restituição das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, além da vantagem
econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao
grupo.

Gabarito, Letra D.
23. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPA/TJ PA/2019) Manoel adquiriu um produto esportivo, por meio do
comércio eletrônico, de fornecedor especializado em artigos esportivos. Dentro do prazo estipulado pelo
fornecedor, o produto foi entregue a Manoel. Dois dias após o recebimento do produto, Manoel contatou
o fornecedor por meio de aplicativo de mensagens de celular para desfazer o negócio.
Tendo como referência essa situação hipotética, assinale a opção correta, de acordo com o CDC, a
jurisprudência do STJ e a doutrina consumerista.
a) O direito de arrependimento é aplicável somente para vendas efetivadas por telefone ou a domicílio.
b) As despesas com o frete para a devolução do produto ao fornecedor, em razão da extinção do vínculo
contratual, devem ser arcadas por Manoel.
c) Manoel tem direito potestativo de desistir do contrato, o que coloca o fornecedor em estado de sujeição.
d) Manoel tem direito de arrependimento dentro do prazo de reflexão, desde que a desistência seja
motivada.
e) Manoel terá direito de desfazer o negócio apenas se demonstrar que o produto contém vício.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
a domicílio.

Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os


valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos,
de imediato, monetariamente atualizados.

Letra B. Incorreta.

3. Exercido o direito de arrependimento, o parágrafo único do art. 49 do CDC especifica que o


consumidor terá de volta, imediatamente e monetariamente atualizados, todos os valores
eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, entendendo-se incluídos
nestes valores todas as despesas com o serviço postal para a devolução do produto, quantia
esta que não pode ser repassada ao consumidor. (STJ - REsp: 1340604 RJ 2012/0141690-8,
Relator: Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Data de Julgamento: 15/08/2013, T2 -
SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 22/08/2013)

Letra C. Correta.

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4. Eventuais prejuízos enfrentados pelo fornecedor neste tipo de contratação são inerentes à
modalidade de venda agressiva fora do estabelecimento comercial (internet, telefone,
domicílio). Aceitar o contrário é criar limitação ao direito de arrependimento legalmente não
previsto, além de desestimular tal tipo de comércio tão comum nos dias atuais. 5. Recurso
especial provido. . (STJ - REsp: 1340604 RJ 2012/0141690-8, Relator: Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, Data de Julgamento: 15/08/2013, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe
22/08/2013)

Letra D. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a
domicílio.

Letra E. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a
domicílio.

24. (VUNESP - JE TJRJ/TJ RJ/2019) Tendo em vista o entendimento sumular do Superior Tribunal de
Justiça, é correto afirmar que
a) é abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que prevê a limitação do tempo de internação hospitalar
do segurado.
b) constitui prática abusiva a estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano.
c) constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
consumidor, não se sujeitando, no entanto, à aplicação de multa administrativa.
d) o Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas
sociedades cooperativas.
e) incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes
no prazo de cinco dias úteis, a partir do pagamento do débito ainda que parcial.
Comentários
Letra A. Correta.

Súmula 302 - STJ: É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a
internação hospitalar do segurado.

Letra B. Incorreta.

Súmula 382 - STJ: A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não
indica abusividade

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Letra C. Incorreta.

Súmula 532 - STJ: Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e
expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação
de multa administrativa.

Letra D. Incorreta.

Súmula 602 - STJ: O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos


habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas.

Letra E. Incorreta.

Súmula 548 - STJ: Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no
cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento
do débito.

25. (VUNESP - JE TJRO/TJ RO/2019) O Código de Defesa do Consumidor expressamente reputa como
abusiva e nula a cláusula contida em contrato de consumo que possua o seguinte conteúdo:
a) determine a renúncia do direito de indenização do consumidor por benfeitorias úteis.
b) possibilite a violação de normas ambientais.
c) nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, que atenue quaisquer
hipóteses de responsabilidade do fornecedor.
d) viabilize ao consumidor resilir a avença, sem que igual direito seja conferido ao fornecedor.
e) autorize o consumidor a modificar unilateralmente o conteúdo do contrato, após sua celebração.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

Letra B. Correta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

Letra C. Incorreta.

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Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de


qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas
relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá
ser limitada, em situações justificáveis;

Letra D. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja
conferido ao consumidor;

Letra E. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato,


após sua celebração;

26. (VUNESP - JE TJAC/TJ AC/2019) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é vedado ao
fornecedor de produtos ou serviços:
a) inserir cláusulas contratuais que determinem a utilização facultativa da arbitragem.
b) inserir cláusulas contratuais que transfiram responsabilidades a terceiros.
c) elevar o preço de produtos e serviços, ainda que com apresentação de justo motivo.
d) estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a exclusivo
critério do consumidor.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

Letra B. Correta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

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III - transfiram responsabilidades a terceiros;

Letra C. Incorreta.

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços .

Letra D. Incorreta.

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu
termo inicial a seu exclusivo critério.

27. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJBA/TJ BA/2019) A respeito de cláusulas abusivas, prescrição, proteção
contratual e relação entre consumidor e planos de saúde, assinale a opção correta, de acordo com o
entendimento jurisprudencial do STJ.
a) A operadora de plano de saúde pode estabelecer, no contrato, as doenças que terão cobertura, mas não
pode limitar o tipo de tratamento a ser utilizado pelo paciente, exceto se tal tratamento não constar na lista
de procedimentos da ANS.
b) Uma das condições para que o reajuste de mensalidade de plano de saúde individual fundado na mudança
de faixa etária do beneficiário seja válido é que os percentuais aplicados sejam razoáveis, baseados em
estudos atuariais idôneos, e não onerem excessivamente o consumidor nem discriminem o idoso.
c) Na vigência dos contratos de seguro de assistência à saúde, a pretensão condenatória decorrente da
declaração de nulidade de cláusula de reajuste neles prevista prescreve em um ano.
d) É abusiva a cláusula contratual de coparticipação na hipótese de internação superior a trinta dias em
razão de transtornos psiquiátricos, por restringir obrigação fundamental inerente à natureza do contrato.
e) A operadora de plano de saúde, em razão da sua autonomia, será isenta de responsabilidade por falha na
prestação de serviço de hospital conveniado.
Comentários
Letra A. Incorreta.

A operadora de plano de saúde não pode negar o fornecimento de tratamento prescrito pelo
médico, sob o pretexto de que a sua utilização em favor do paciente está fora das indicações
descritas na bula/manual registrado na ANVISA (uso off-label). REsp 1.721.705-SP, Rel. Min.
Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em 28/08/2018, DJe 06/09/2018 (Informativo 632
STJ).

Letra B. Correta.

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. REAJUSTE DE MENSALIDADE DE SEGURO-SAÚDE EM RAZÃO


DE ALTERAÇÃO DE FAIXA ETÁRIA DO SEGURADO. É válida a cláusula, prevista em contrato de

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seguro-saúde, que autoriza o aumento das mensalidades do seguro quando o usuário completar
sessenta anos de idade, desde que haja respeito aos limites e requisitos estabelecidos na Lei
9.656/1998 e, ainda, que não se apliquem índices de reajuste desarrazoados ou aleatórios, que
onerem em demasia o segurado. REsp 1.381.606-DF, Rel. originária Min. Nancy Andrighi, Rel.
para acórdão Min. João Otávio De Noronha, julgado em 7/10/2014. (Informativo 551 STJ).

Letra C. Incorreta.

Na vigência dos contratos de plano ou de seguro de assistência à saúde, a pretensão


condenatória decorrente da declaração de nulidade de cláusula de reajuste nele prevista
prescreve em 20 anos (art. 177 do CC/1916) ou em 3 anos (art. 206, § 3º, IV, do CC/2002),
observada a regra de transição do art. 2.028 do CC/2002. REsp 1.361.182-RS, Rel. Min. Marco
Buzzi, Rel. para acórdão Min. Marco Aurélio Bellizze, Segunda Seção, julgado em 10/8/2016, DJe
19/9/2016. (Informativo 590 do STJ)

Letra D. Incorreta.

Não é abusiva a cláusula de coparticipação expressamente contratada e informada ao


consumidor para a hipótese de internação superior a 30 (trinta) dias decorrentes de transtornos
psiquiátricos. EAREsp 793.323-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em
10/10/2018, DJe 15/10/2018 (Informativo 635 STJ).

Letra E. Incorreta.

RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. CONSUMIDOR. CIVIL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA


DAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE. ERRO MÉDICO. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.
DANO MORAL RECONHECIDO. VALOR DA INDENIZAÇÃO. MAJORAÇÃO. RECURSO PROVIDO.
(REsp 866.371/RS. T4 – QUARTA TURMA. Relator Ministro RAUL ARAÚJO. Julgamento
27.03.2012. DJe 20.08.2012.

28. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJBA/TJ BA/2019) A respeito de proteção contratual, responsabilidade por
vício do serviço e legitimidade ativa para a propositura de ações coletivas, assinale a opção correta, com
base no CDC e na jurisprudência do STJ.
a) Admite-se a responsabilização de buscadores da Internet pelos resultados de busca apresentados para
fazer cessar o vínculo criado, nos seus bancos de dados, entre dados pessoais e os resultados que não
guardam relevância para o interesse público à informação, seja pelo conteúdo eminentemente privado, seja
pelo decurso do tempo.
b) Sob o argumento da reciprocidade, é válida a imposição, pelo juiz, de cláusula penal a fornecedor de bens
móveis no caso de demora na restituição do valor pago quando do exercício do direito de arrependimento
pelo consumidor, ante a premissa de que este é apenado com a obrigação de arcar com multa moratória
quando atrasa o pagamento de suas faturas de cartão de crédito.
c) Pela sua especificidade, as normas previstas no CDC têm prevalência em relação àquelas previstas nos
tratados internacionais que limitam a responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros pelo
desvio de bagagem, especialmente as Convenções de Varsóvia e de Montreal.

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d) O município não possui legitimidade ativa para ajuizar ação civil pública em defesa de servidores a ele
vinculados, questionando a cobrança de tarifas bancárias de renovação de cadastro, uma vez que a proteção
de direitos individuais homogêneos não está incluída em sua função constitucional.
e) É válida a rescisão unilateral imotivada de plano de saúde coletivo empresarial pela operadora de plano
de saúde em desfavor de microempresa com apenas dois beneficiários, em razão da inaplicabilidade das
normas que regulam os contratos coletivos, justamente por faltar o elemento essencial de uma população
de beneficiários.
Comentários
Letra A. Correta.

É possível determinar o rompimento do vínculo estabelecido por provedores de aplicação de


busca na internet entre o nome de prejudicado, utilizado como critério exclusivo de busca, e a
notícia apontada nos resultados. REsp 1.660.168-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. Acd. Min.
Marco Aurélio Bellizze, por maioria, julgado em 08/05/2018, DJe 05/06/2018. Informativo 628
STJ.

Letra B. Incorreta.

Em compras realizadas na internet, o fato de o consumidor ser penalizado com a obrigação de


arcar com multa moratória, prevista no contrato com a financeira, quando atrasa o pagamento
de suas faturas de cartão de crédito não autoriza a imposição, por sentença coletiva, de cláusula
penal ao fornecedor de bens móveis, nos casos de atraso na entrega da mercadoria e na demora
de restituição do valor pago quando do exercício do direito do arrependimento. REsp 1.412.993-
SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, por maioria, julgado em
08/05/2018, DJe 07/06/2018. Informativo 628 STJ.

Letra C. Incorreta.

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, em juízo de retratação (art. 1.040, II, do
CPC/2015), reformou decisão antes proferida, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal,
no julgamento do RE 636.331-RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 13/11/2017, firmou compreensão
de que "nos termos do art. 178 da Constituição da República, as normas e os tratados
internacionais limitadores da responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros,
especialmente as Convenções de Varsóvia e Montreal, têm prevalência em relação ao Código
de Defesa do Consumidor". Constata-se, portanto, que a antinomia aparente se estabelecia
entre o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor, o qual impõe ao fornecedor do serviço o
dever de reparar os danos causados, e o disposto no art. 22 da Convenção de Varsóvia,
introduzida no direito pátrio pelo Decreto 20.704, de 24/12/1931, que preestabelece limite
máximo para o valor devido pelo transportador, a título de reparação pelos danos materiais. REsp
673.048-RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, por unanimidade, julgado em 08/05/2018, DJe
18/05/2018. Informativo 626 STJ.

Letra D. Incorreta.

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Ação civil pública. Cobrança de tarifa de renovação de cadastro bancário. Interesses Individuais
Homogêneos. Município. Legitimidade ativa. Pertinência temática e representação adequada
presumidas. REsp 1.509.586-SC, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em
15/05/2018, DJe 18/05/2018. Informativo 626 STJ.

Letra E. Incorreta.

Plano de saúde coletivo. Empresário individual. Ausência de população vinculada à pessoa


jurídica. Dois beneficiários. Rescisão unilateral e imotivada. Invalidade. Não é válida a rescisão
unilateral imotivada de plano de saúde coletivo empresarial por parte da operadora em face
de microempresa com apenas dois beneficiários. REsp 1.701.600-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi,
por unanimidade, julgado em 06/03/2018, DJe 09/03/2018. Informativo 621 STJ.

29. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) No que tange à relação jurídica entre consumidor e
incorporadora imobiliária, à comissão de corretagem e à taxa de assessoria técnico imobiliária, julgue os
itens a seguir à luz das disposições do Código de Defesa do Consumidor e do entendimento do STJ.
I A incorporadora, na condição de promitente-vendedora, é parte ilegítima para figurar no polo passivo da
ação que vise à restituição ao consumidor dos valores pagos a título de comissão de corretagem e de taxa
de assessoria técnico-imobiliária.
II É válida a cláusula que transfira ao promitente-comprador a obrigação de pagar a comissão de corretagem
nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma em regime de incorporação imobiliária,
desde que previamente informado o preço total da aquisição da unidade autônoma, com o destaque do
valor da comissão de corretagem.
III É abusiva a cobrança pelo promitente-vendedor do serviço de assessoria técnico-imobiliária, ou atividade
congênere, vinculada à celebração de promessa de compra e venda de imóvel.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários
Item I - Incorreto.

Tem legitimidade passiva "ad causam" a incorporadora, na condição de promitente-vendedora,


para responder a demanda em que é pleiteada pelo promitente-comprador a restituição dos
valores pagos a título de comissão de corretagem e de taxa de assessoria técnico-imobiliária,
alegando-se prática abusiva na transferência desses encargos ao consumidor. REsp 1.551.968-
SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, por unanimidade, julgado em
24/8/2016, DJe 6/9/2016. Informativo 620 STJ.

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Item II - Correto.

É válida a cláusula contratual que transfere ao promitente-comprador a obrigação de pagar a


comissão de corretagem nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma
em regime de incorporação imobiliária, desde que previamente informado o preço total da
aquisição da unidade autônoma, com o destaque do valor da comissão de corretagem. REsp
1.599.511-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, por unanimidade, julgado
em 24/8/2016, DJe 6/9/2016. Informativo 620 STJ.

Item III - Correto.

É abusiva a cobrança pelo promitente-vendedor do serviço de assessoria técnico-imobiliária


(SATI), ou atividade congênere, vinculado à celebração de promessa de compra e venda de
imóvel. REsp 1.599.511-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Seção, por
unanimidade, julgado em 24/8/2016, DJe 6/9/2016. Informativo 620 STJ.

Gabarito, Letra D.
30. (CESPE – TJ/PR – Juiz Estadual – 2017) Acerca da responsabilidade pelo vício do produto e do
serviço, da oferta e publicidade e da proteção contratual, assinale a opção correta à luz do CDC, do
entendimento doutrinário sobre o tema e da jurisprudência do STJ.
a) O direito de arrependimento concedido ao consumidor, dentro do prazo de reflexão obrigatório, deve ser
motivado.
b) O serviço de transporte aéreo não é essencial, razão pela qual se admite solução de continuidade na sua
prestação.
c) A malha aérea ofertada pela agência reguladora não vincula a concessionária de serviço de transporte
aéreo a prestar o serviço concedido.
d) Para a incidência do princípio da vinculação, a oferta deve ser precisa, pois o simples exagero não obriga
o fornecedor.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
a domicílio.

Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo,


os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão
devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

Letra B. Incorreta.

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3. O transporte aéreo é serviço essencial e, como tal, pressupõe continuidade. Difícil imaginar,
atualmente, serviço mais "essencial" do que o transporte aéreo, sobretudo em regiões remotas
do Brasil. RECURSO ESPECIAL Nº 1.469.087 - AC (2014/0175527-1)

Letra C. Incorreta.

“6. A malha aérea concedida pela ANAC é oferta que Documento: 64526264 - EMENTA /
ACORDÃO - Site certificado - DJe: 17/11/2016 Página 1 de 2 Superior Tribunal de Justiça vincula
a concessionária a prestar o serviço nos termos dos arts. 30 e 31 do CDC. Independentemente
da maior ou menor demanda, a oferta obriga o fornecedor a cumprir o que ofereceu, a agir com
transparência e a informar adequadamente o consumidor.” RECURSO ESPECIAL Nº 1.469.087 -
AC (2014/0175527-1)

Letra D. Correta.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

31. (CESPE - Juiz de Direito (TJDFT)/2015/XLII) Com relação às práticas comerciais reguladas no CDC,
assinale a opção correta à luz da legislação aplicável e da jurisprudência do STJ.
a) O estabelecimento comercial que vende veículos automotores de fabricação nacional está obrigado a
assegurar ao consumidor a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação
do produto e, uma vez cessada a produção, a oferta deverá ser mantida por tempo razoável, na forma da lei.
b) Os bancos de dados e de cadastros de proteção ao crédito podem manter em seus registros o nome de
consumidor inadimplente por, no máximo, dez anos.
c) O consumidor que alegar falsidade nas informações ou nas comunicações em uma relação jurídica de
consumo que envolva publicidade deverá assumir o ônus da prova.
d) Todas as pessoas potencialmente expostas às práticas comerciais previstas no CDC são equiparadas a
consumidores para fins de aplicação do referido código.
e) Cabe ao consumidor inadimplente, após o pagamento integral da dívida, requerer a exclusão de seu nome
dos bancos de dados e de cadastros de consumidores de órgãos de proteção ao crédito.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.

Letra B. Incorreta.

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Art. 43 - § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e


em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

Letra C. Incorreta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Letra D. Correta.

Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.

Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as
pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas.

Letra E. Incorreta.

Súmula 548 do STJ - Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no
cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento
do débito.

32. (CESPE - Juiz Estadual (TJ PB)/2015) A respeito da oferta e da publicidade de produtos e serviços,
assinale a opção correta.
a) Cabe ao consumidor a prova da ausência da veracidade da informação ou comunicação publicitária
veiculada pelo patrocinador.
b) A publicidade enganosa resultante de erro de terceiro não obriga a empresa por ela beneficiada.
c) Cessada a produção ou a importação de determinado produto, sua oferta deverá ser mantida pelo período
de cinco anos.
d) Os fornecedores de produtos ou serviços são subsidiariamente responsáveis pelos atos de seus prepostos
que não possuam vínculo trabalhista ou de subordinação.
e) Para que ocorra o reconhecimento da publicidade enganosa, exige-se que haja capacidade de indução a
erro do consumidor, sem que seja necessária a comprovação de qualquer prejuízo.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Letra B. Incorreta.

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Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga
o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado

Letra C. Incorreta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.

Letra D. Incorreta.

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus
prepostos ou representantes autônomos.

Letra E. Correta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

33. (CESPE - Juiz de Direito (TJDFT)/2014) Assinale a opção correta a respeito dos direitos do
consumidor e das práticas comerciais nas relações de consumo.
a) Para ter direito à revisão de cláusulas contratuais em razão de fato superveniente, o consumidor deverá
demonstrar a existência de evento extraordinário e imprevisível, que torne o adimplemento contratual
excessivamente oneroso a ele.
b) Conforme o CDC, toda propaganda capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança consiste em publicidade enganosa.
c) A execução de serviços pelo fornecedor condiciona-se, em qualquer hipótese, à prévia elaboração de
orçamento e à autorização expressa do consumidor.
d) O valor do serviço, constante em orçamento prévio entregue pelo fornecedor ao consumidor, tem
validade de dez dias, não podendo esse prazo ser alterado por acordo entre as partes.
e) Salvo hipótese de engano justificável, o consumidor tem direito à repetição em dobro da quantia dele
cobrada indevidamente, desde que demonstre o efetivo pagamento do valor cobrado em excesso.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 6º - VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova,
a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

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Letra B. Incorreta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra C. Incorreta.

Art. 39 - VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do


consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

Letra D. Incorreta.

Art. 40 - § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente
pode ser alterado mediante livre negociação das partes.

Letra E. Correta.

Art. 42 - Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

34. (CESPE – TJ/PR – Juiz Estadual – 2017) Determinada empresa que fabrica cervejas divulgou
propaganda de sua nova bebida, de cor escura, e estampou uma mulher negra no anúncio, associando seu
corpo às características do produto. O MP ajuizou ACP pleiteando a alteração do anúncio, sob o argumento
de que ele era racista e sexista e que sua propagação violaria os direitos dos consumidores. Nessa ação,
também foi requerido que o magistrado fixasse dano moral coletivo. Nessa situação hipotética, conforme
a legislação aplicável ao caso e o entendimento doutrinário sobre o tema,
a) a alegação do MP é compatível com a tipificação de propaganda abusiva, pois, no caso, ocorreu
discriminação a determinado segmento social.
b) o ônus da prova da veracidade e correção da informação publicitária incumbirá ao MP.
c) tipificou-se violação de direitos individuais homogêneos pela fabricante de cervejas.
d) o dano moral coletivo só estará configurado se tiver havido abalo à integridade psicofísica das mulheres
negras.
Comentários
Letra A. Correta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

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Letra B. Incorreta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Letra C. Incorreta. O direito individual homogêneo é aquele, segundo o CDC, que decorre de origem comum
(ex: todos os consumidores que compraram uma passagem aérea de determinada empresa mas que tiveram
seus bilhetes indevidamente cancelados).
Letra D. Incorreta. O dano mortal restará configurado, no caso específico do enunciado, pelo simples fato
da divulgação da propaganda abusiva. Não é necessário, portanto, que seja comprovado o abalo à
“integridade psicofísica das mulheres negras” para que estas possam reivindicar (ainda que por meio do
Ministério Público) o devido respeito à moral que deve observar o fornecedor em suas publicidades.

35. (IBFC - JF TRF2/TRF 2/2018) Assinale a opção que se caracteriza como prática abusiva, e que são
vedadas ao fornecedor de produtos ou serviços:
I - Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem
como, sem justa causa, a limites quantitativos.
II - Permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores
que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
III - Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer
serviço.
IV - Elevar o preço de produtos ou serviços.
a) Estão corretas apenas as assertivas I e II.
b) Estão corretas as assertivas I, II e III.
c) Estão corretas as assertivas II e III.
d) Todas as assertivas estão corretas.
e) Estão corretas as assertivas I e IV.
Comentários
Item I - Correto.

Art. 39 - I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Item II - Correto.

Art. 39 - XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número


maior de consumidores que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.

Item III - Correto.

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Art. 39 - III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou
fornecer qualquer serviço;

Item IV - Incorreto.

Art. 39 - X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

Gabarito, Letra B.
36. (JT – TRT5/2013) Acerca de publicidade empresarial, assinale a opção correta à luz do Código de
Defesa do Consumidor.
a) É do MP o ônus da prova em ação civil pública por ele proposta para responsabilizar anunciante por
publicidade abusiva ou enganosa, sendo aplicável a inversão se presentes os pressupostos que a justifiquem.
b) Considere que determinada agência de turismo promova a distribuição de panfletos anunciando a venda
de pacotes de turismo, a preços baixos, para praias do México, nos meses de janeiro a março, mas omita que
esse período corresponde à temporada de furacões na região. Nesse caso, a publicidade é considerada
simulada por omissão.
c) Considere que, em jornal de circulação nacional, seja publicada, com aparência de matéria jornalística
desse jornal e sem indicação de se tratar de publicidade, publicidade relativa a determinado automóvel em
que esse automóvel é avaliado como excelente. Nesse caso, a referida publicidade é considerada enganosa.
d) Compete exclusivamente ao Poder Executivo impor a realização de contrapropaganda ao anunciante que
tenha feito anúncio publicitário abusivo ou enganoso.
e) Considere que, em anúncio televisivo, protagonizado por médico de renome por fazer reportagens
televisivas e por ser escritor, se afirme que determinado sabonete elimina 90% das bactérias presentes na
pele das crianças e que se apure que, na verdade, o referido sabonete elimina apenas 10% das bactérias.
Nessa situação, o anúncio é publicidade abusiva.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Letra B. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de
informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

Letra C. Incorreta.

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente,
a identifique como tal.

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Letra D. Correta.

Art. 56. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às
seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em
normas específicas:

XII - imposição de contrapropaganda.

Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade
administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive
por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo.

Letra E. Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

37. (JT – TRF5/2013) Assinale a opção correta de acordo com o CDC.


a) Se o dano for causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço, respondem
subsidiariamente o seu fabricante, o construtor ou importador e quem tiver realizado a incorporação.
b) São nulas de pleno direito as cláusulas que infrinjam as normas ambientais ou possibilitem sua violação.
c) Comprovado que o fornecedor desconhecia os vícios de qualidade por inadequação do produto, extingue-
se o dever de indenizar.
d) As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são solidariamente
responsáveis pelas obrigações estabelecidas no CDC.
e) Quando a contratação do serviço ocorrer fora do estabelecimento comercial, o consumidor poderá desistir
do contrato no prazo de até quinze dias, contado da assinatura ou do recebimento do serviço.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 25 - § 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço,
são responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou importador e o que realizou a
incorporação.

Letra B. Correta.

Art. 51 - XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

Letra C. Incorreta.

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Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos
e serviços não o exime de responsabilidade.

Letra D. Incorreta.

Art. 28 - § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, são


subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.

Letra E. Incorreta.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura
ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a
domicílio.

38. (JT – TRF2/2013) Com relação às cláusulas abusivas e nulas, de que trata o CDC, assinale a opção
correta.
a) O fornecimento de serviços por determinada empresa pode ser regido por regra contratual que estipule
a utilização obrigatória da arbitragem com o objetivo de resolver, de forma mais célere, conflitos com
consumidores.
b) Um fornecedor do ramo de bens importados pode estipular, contratualmente, a alteração unilateral nos
preços de seus produtos, como instrumento de garantia para as hipóteses de mudanças bruscas no cenário
econômico internacional.
c) Um contrato de prestação de serviços de limpeza predial poderá estabelecer a utilização de substância
química vedada por legislação ambiental, sem que isso implique a nulidade da respectiva cláusula.
d) Um contrato poderá prever o ressarcimento, a cargo dos consumidores, dos custos de cobrança relativa
às suas obrigações, em situações de comprovado risco de inadimplência, sem que esse direito possa ser
invertido contra o fornecedor.
e) Na relação de consumo, uma pessoa jurídica X poderá celebrar com seu fornecedor Y contrato com
cláusula que limite o pagamento de indenizações a situações justificáveis.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

Letra B. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

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X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral;

Letra C. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

Letra D. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual
direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

Letra E. Correta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de


qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas
relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá
ser limitada, em situações justificáveis;

39. (JT – TRT18/2014) No que se refere à publicidade nas relações de consumo, considere:
I. A publicidade enganosa poderá ocorrer comissivamente ou por omissão, neste caso quando deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
II. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
III. O rol que detalha as hipóteses de publicidade abusiva é taxativo e não elucidativo, tratando-se
daquela discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja
capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
Está correto o que consta APENAS em
a) I.
b) II e III.
c) I e II.
d) III.
e) III.

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Comentários
Item I - Correta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de
informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

Item II - Correta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Item III - Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Gabarito Letra C

40. (JT – TRT1/2013) Genilda apresenta-se como vidente, fazendo leitura de búzios e tarô, além de
trabalhos místicos para trazer de volta namorados e cônjuges. Integra o “tratamento” uma beberagem de
origem desconhecida, com efeitos laxantes. A publicidade de sua conduta, explorando a superstição, além
de ser capaz de induzir a consumidora a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde, será,
de acordo com o Código de Defesa do Consumidor:
a) Enunciativa.
b) Abusiva.
c) Enganosa.
d) Comparativa.
e) Simulada.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

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§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra B. Correta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra C. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra D. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra E. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

41. (JF – TRT2/2014) Considere a publicidade feita por sociedade prestadora de serviço. A mensagem
publicitária assinala, ao final: “não se comporte como pobre, como um gari ou outro perdedor, contrate
nossos serviços”. Assinale a proposição correta:

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a) Trata-se de publicidade enganosa e, em tese, configura tipo penal, que admite a modalidade dolosa ou
culposa.
b) A hipótese é de publicidade abusiva, mas a Lei nº 8.078/90 não prevê sanção penal, e sim apenas cível.
c) Cuida-se de publicidade abusiva e, em tese, apta a acarretar sanção cível, criminal e administrativa.
d) A publicidade citada é, dependendo do ângulo, enganosa ou abusiva, e encerra infração cuja pena é
somente de multa, sem prejuízo de eventual repercussão civil.
e) A publicidade citada é subliminar, e encerra infração cuja pena é de multa, sem prejuízo de eventual
repercussão cível.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra B. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra C. Correta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra D. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e

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experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o


consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra E. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Promotor

42. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - MPE-AP - Promotor de Justiça Substituto) De acordo com a
jurisprudência STJ, na ação proposta pelo consumidor para a repetição de indébito por cobrança de valores
referentes a serviços telefônicos não contratados, promovida por empresa de telefonia, aplica-se o prazo
prescricional de
a) noventa dias.
b) cento e oitenta dias.
c) três anos.
d) cinco anos.
e) dez anos
Comentários
A alternativa E está correta.

STJ: "A ação de repetição de indébito por cobrança indevida de valores referentes a serviços não
contratados de telefonia fixa tem prazo prescricional de 10 (dez) anos." (STJ. Corte Especial.
EAREsp 738991-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 20/02/2019)

43. (CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE CE)/MPE CE/2020) De acordo com o CDC, a publicidade enganosa
caracteriza-se por
I induzir, potencialmente, a erro o consumidor.
II ferir valores sociais básicos.
III ser antiética e ferir a vulnerabilidade do consumidor.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.

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c) Apenas os itens I e III estão certos.


d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários
Item I - Correta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Item II - Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Item III - Incorreta.

Art. 37 - § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Gabarito, Letra A.
44. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) A Lei Federal n. 8.078/90 (Código de Defesa do
Consumidor) proíbe a publicidade enganosa, definida, exemplificativamente, como a publicidade que seja
capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
Comentários
Errado.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

45. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O consumidor cobrado em quantia indevida
tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Comentários
Certo.

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Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem
será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do


indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária
e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

46. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) Segundo dispõe o Código de Defesa do
Consumidor, o orçamento prévio entregue pelo fornecedor de serviço ao consumidor, terá validade pelo
prazo de 10 (dez) dias, contado de seu recebimento pelo consumidor e, após aprovado por este último,
gera obrigações apenas para o primeiro.
Comentários
Errado.

Art. 40. § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento pelo consumidor.

§ 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente pode
ser alterado mediante livre negociação das partes.

47. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) Os cadastros e dados de consumidores devem
ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, podendo conter quaisquer
informações negativas que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.
Comentários
Errado.

Art. 43 - § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e


em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

48. (Com. Exam. (MPE SP) - PJ (MPE SP)/MPE SP/2019) A respeito da oferta de produtos ou serviços, é
INCORRETO afirmar:
a) Deve informar sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
b) Deve assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas
características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem.
c) Deverá ser mantida por período razoável de tempo, quando cessadas a produção ou importação.
d) As informações veiculadas não integram o contrato que vier a ser celebrado.
e) O consumidor poderá exigir o cumprimento forçado da obrigação.
Comentários
Letra A. Correta.

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Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

Letra B. Correta.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

Letra C. Correta.

Art. 32 - Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.

Letra D. Incorreta.

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga
o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Letra E. Correta.

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou


publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou


publicidade;

49. (FCC - PJ (MPE MT)/MPE MT/2019) O dever de informação na oferta de produtos ou serviços
a) não viola o interesse coletivo do grupo de consumidores, caso transgredido.
b) admite a subinformação.
c) exige comportamento positivo do fornecedor.
d) não é assegurado pela Lei nº 8.078/1990.
e) exige do fornecedor que informe apenas o preço.
Comentários
Letra A. Incorreta. Viola sim interesse coletivo de consumidores, caso transgredido.
Letra B. Incorreta.

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

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III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem
como sobre os riscos que apresentem;

Letra C. Correta.

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga
o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Letra D. Incorreta.

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem
como sobre os riscos que apresentem;

Letra E. Incorreta.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

50. (Com. Exam. (MPE GO) - PJ (MPE GO)/MPE GO/2019) Com o fim de limitar a atuação dos bancos de
dados à sua função social - reduzir a assimetria de informação entre o credor/vendedor para a concessão
e obtenção de crédito a preço justo -, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabeleceu
expressamente, em seu art. 43, § 1°, que os dados cadastrados de consumidores devem ser objetivos,
claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. A doutrina perfilha essa orientação ao afirmar
que "a informação falsa ou inexata simplesmente não serve para avaliar corretamente a solvência da
pessoa interessada na obtenção do crédito". (BENJAMIN, Antonio Herman V.; MARQUES, Claudia Lima;
BESSA, Leonardo Roscoe. Manual de Direito do Consumidor. 3D ed. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2010, p. 299). Acerca da temática e do atual posicionamento sumulado do Superior Tribunal de
Justiça (ST J), assinale a alternativa correta:
a) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o prazo máximo
de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
b) A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitado por ele. Logo, cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao
Crédito a notificação do devedor após proceder à inscrição.
c) É indispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação
de seu nome em bancos de dados e cadastros.
d) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, cabe indenização por dano moral, ainda
quando preexistente legítima inscrição.

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Comentários
Letra A. Correta.

Súmula 323 do STJ - A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção
ao crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.

Letra B. Incorreta.

Súmula 359 do STJ - Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação
do devedor antes de proceder à inscrição.

Letra C. Incorreta.

Súmula 404 do STJ - É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao


consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.

Letra D. Incorreta.

Súmula 385 do STJ - Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe
indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao
cancelamento.

51. (FUNDEP - PJ (MPE MG)/MPE MG/2019) No julgamento do REsp 1.558.086/SP, o Ministro


Humberto Martins emitiu o juízo seguinte: "É abusivo o marketing (publicidade ou promoção de venda)
de alimentos dirigido. direta ou indiretamente. às crianças. A decisão de compra e consumo de gêneros
alimentícios, sobretudo em época de crise de obesidade, deve residir com os pais. Daí a ilegalidade, por
abusivas, de campanhas publicitárias de fundo comercial que utilizem ou manipulem o universo lúdico
infantil."
No que diz respeito a esse juízo, integram o fundamento legal da decisão os dispositivos seguintes, exceto:
a) É abusiva, dentre outras, a publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da
criança ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua
saúde ou segurança.
b) É direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais
coercitivos ou desleais, bem como contra práticas abusivas no fornecimento de produtos e serviços.
c) É vedado ao fornecedor de produtos e serviços prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor,
tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou
serviços.
d) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao
fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.
Comentários
Letra A. Correta.

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Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança

Letra B. Correta.

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou


desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de
produtos e serviços;

Letra C. Correta.

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde,


conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

Letra D. Incorreta.

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou


serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

52. (FUNDEP - PJ (MPE MG)/MPE MG/2019) Assinale a alternativa incorreta:


a) O dever de veracidade, na publicidade comparativa, proíbe a comparação falsa, inexata, ambígua,
omissiva ou que, por qualquer meio, possa induzir o consumidor em erro quanto às reais características e
vantagens dos bens e serviços comparados.
b) É vedada a publicidade comparativa implícita quando, embora seja possível identificar os concorrentes,
não há menção explícita à marca.
c) É vedada, na publicidade comercial, a comparação que não tem suporte em dados comprováveis, porque
viola o direito do consumidor a receber informação correta e verdadeira sobre o produto ou serviço
comparado.
d) É vedada a publicidade comparativa que gere confusão acerca da origem e da qualidade dos produtos e
serviços anunciados, porque lhe falta clareza e pode induzir o consumidor em erro.
Comentários
Letra A. Correta.

5. Consoante a jurisprudência desta Corte, a publicidade comparativa, apesar de ser de


utilização aceita, encontra limites na vedação à propaganda (i) enganosa ou abusiva; (ii) que

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denigra a imagem ou gere confusão entre os produtos ou serviços comparados, acarretando


degenerescência ou desvio de clientela; (iii) que configure hipótese de concorrência desleal e (iv)
que peque pela subjetividade e/ou falsidade das informações".(REsp 1481124/SC, Rel. Ministro
RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/04/2015, DJe 13/04/2015)

Letra B. Incorreta.

3. A publicidade comparativa não é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor, desde que
obedeça ao princípio da veracidade das informações, seja objetiva e não abusiva. (...)." (REsp
1377911/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 02/10/2014, DJe
19/12/2014)

Letra C. Correta.

5. Consoante a jurisprudência desta Corte, a publicidade comparativa, apesar de ser de


utilização aceita, encontra limites na vedação à propaganda (i) enganosa ou abusiva; (ii) que
denigra a imagem ou gere confusão entre os produtos ou serviços comparados, acarretando
degenerescência ou desvio de clientela; (iii) que configure hipótese de concorrência desleal e
(iv) que peque pela subjetividade e/ou falsidade das informações".(REsp 1481124/SC, Rel.
Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/04/2015, DJe
13/04/2015)

Letra D. Correta.

5. Consoante a jurisprudência desta Corte, a publicidade comparativa, apesar de ser de utilização


aceita, encontra limites na vedação à propaganda (i) enganosa ou abusiva; (ii) que denigra a
imagem ou gere confusão entre os produtos ou serviços comparados, acarretando
degenerescência ou desvio de clientela; (iii) que configure hipótese de concorrência desleal e (iv)
que peque pela subjetividade e/ou falsidade das informações".(REsp 1481124/SC, Rel. Ministro
RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/04/2015, DJe 13/04/2015)

53. (Com. Exam. (MPE PR) - PJ (MPE PR)/MPE PR/2019) Analise as assertivas abaixo e assinale a
alternativa correta:
a) O produto é considerado defeituoso pelo fato de, no prazo de 30 (trinta) dias, outro de melhor qualidade
ser colocado no mercado.
b) A garantia legal de adequação do produto ou serviço depende de termo expresso, sendo possível a
exoneração contratual do fornecedor, caso haja anuência do consumidor.
c) O direito de o consumidor reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação de produtos duráveis,
adquiridos pela internet, caduca em 07 (sete) dias.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.
e) A garantia contratual complementar à legal consiste em ato de liberalidade do fornecedor e, portanto,
não pode impor ônus ao consumidor.

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Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 12. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade
ter sido colocado no mercado.

Letra B. Incorreta.

Art. 24. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso,
vedada a exoneração contratual do fornecedor.

Letra C. Incorreta.

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

Letra D. Correta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Letra E. Incorreta.

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.

Parágrafo único. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer, de


maneira adequada em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em
que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe entregue,
devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado de manual de
instrução, de instalação e uso do produto em linguagem didática, com ilustrações.

54. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) É abusiva a cláusula contratual de plano de
saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado.
Comentários
Certo.

Súmula 302 do STJ - É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a
internação hospitalar do segurado.

55. (Com. Exam. (MPE GO) - PJ (MPE GO)/MPE GO/2019) No âmbito do Direito do Consumidor, assinale
a alternativa que está de acordo com posicionamento sumulado do Superior Tribunal de Justiça (STJ):

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a) O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil pública, a indenização decorrente
do DPVAT em beneficio do segurado.
b) As instituições de ensino superior respondem subjetivamente pelos danos suportados pelo
aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre o qual não
lhe tenha sido dada prévia e adequada informação.
c) A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência
médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo
de 24 horas contado da data da contratação.
d) O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas
sociedades cooperativas.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Súmula 470 do STJ - O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil
pública, a indenização decorrente do DPVAT em benefício do segurado.

A Segunda Seção, na sessão de 27 de maio de 2015, ao julgar o REsp 858.056-GO, determinou


o CANCELAMENTO da Súmula n. 470-STJ.

Letra B. Incorreta.

Súmula 595 do STJ - As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos danos
suportados pelo aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da
Educação, sobre o qual não lhe tenha sido dada prévia e adequada informação.

Letra C. Correta.

Súmula 597 do STJ - A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização
dos serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada
abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da contratação.

Letra D. Incorreta.

Súmula 602 - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos habitacionais


promovidos pelas sociedades cooperativas.

56. (Com. Exam. (MPE GO) - PJ (MPE GO)/MPE GO/2019) No âmbito do Direito do Consumidor (Lei n.
8.078/90), assinale a alternativa que está em desacordo com posicionamento dominante no âmbito do
Superior Tribunal de Justiça (STJ):
a) A devolução em dobro dos valores pagos pelo consumidor, prevista no art. 42, parágrafo único, do CDC,
pressupõe tanto a existência de pagamento indevido quanto a má-fé do credor.
b) A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido
no Código Civil.

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c) Configura-se abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior à


entrega das chaves nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção sob o
regime de incorporação imobiliária.
d) As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a
fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.
Comentários
Letra A. Correta.

A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que a repetição em dobro do indébito, sanção


prevista no art. 42, parágrafo único, do CDC, pressupõe tanto a existência de pagamento
indevido quanto a má-fé do credor. […] (STJ, 4ª Turma, AgRg no AREsp 196530 / SP
2012/0134324-0, rel. Min. RAUL ARAÚJO, julgado em 23/06/2015, publicado em 03/08/2015).

Letra B. Correta.

Súmula 412 do STJ - A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao
prazo prescricional estabelecido no Código Civil.

Letra C. Incorreta.

não é abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior à


entrega das chaves nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção
sob o regime de incorporação imobiliária (STJ. EREsp 670.117-PB, Rel. originário Min. Sidnei
Beneti, Rel. para acórdão Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Seção, julgados em 13/6/2012).

Letra D. Correta.

Súmula 479 do STJ - As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados
por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias.

57. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O consumidor pode desistir do contrato, no
prazo de 7 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, em
todas as hipóteses de contratação de fornecimento de produtos e serviços.
Comentários
Errado.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou
do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
a domicílio.

58. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O Código de Defesa do Consumidor estabelece
a nulidade de pleno direito das cláusulas contratuais abusivas relativas ao fornecimento de produtos e

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serviços, que transfiram responsabilidades a terceiros e estabeleçam inversão do ônus da prova em


prejuízo do consumidor, dentre outras.
Comentários
Certo.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

59. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) Nos contratos de compra e venda de móveis ou
imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia,
consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda parcial das prestações pagas
em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada
do produto alienado.
Comentários
Errado.

Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em
prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno
direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor
que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto
alienado.

60. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O Código de Defesa do Consumidor, com base
nos princípios de acesso aos órgãos administrativos e da facilitação de defesa dos direitos do consumidor,
admite a celebração de cláusula contratual que determine a utilização compulsória de arbitragem.
Comentários
Errado.
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de
produtos e serviços que:
VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;
61. (FCC - PJ (MPE MT)/MPE MT/2019) Os instrumentos do contrato de adesão
a) não há qualquer regra estabelecida pelo legislador, pois cabe ao consumidor realizar a leitura do contrato,
antes de assiná-lo.
b) serão redigidos com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não poderá ser inferior ao
corpo doze.

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c) serão redigidos com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não poderá ser inferior ao
corpo quatorze.
d) serão redigidos com caracteres ostensivos e legíveis, sem tamanho predefinido.
e) serão redigidos conforme decidido pelo fornecedor.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que
o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

Letra B. Correta.

Art. 54 - § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

Letra C. Incorreta.

Art. 54 - § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

Letra D. Incorreta.

Art. 54 - § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

Letra E. Incorreta.

Art. 54 - § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

62. (FUNDEP - PJ (MPE MG)/MPE MG/2018) Considerando as disposições da Lei 8078/90 e a


jurisprudência sobre direito do consumidor, é INCORRETO afirmar que:
a) É garantida ao consumidor a possibilidade de exigir o abatimento proporcional do preço sempre que,
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, a quantidade de conteúdo líquido do produto for
inferior às indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem publicitária.
b) É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se
aproveitam na comercialização de seu produto ou serviço.

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c) É possível a incidência do Código de Defesa do Consumidor, nas hipóteses em que a parte (pessoa física
ou jurídica), apesar de não ser a destinatária final do produto ou serviço, apresenta-se em situação de
vulnerabilidade.
d) O elenco de cláusulas abusivas indicado no art. 51 do Código de Defesa do Consumidor é taxativo, não se
exigindo, contudo, a comprovação de má-fé ou dolo do fornecedor para caracterização da abusividade.
Comentários
Letra A. Correta.

Art. 19. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto


sempre que, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for
inferior às indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem
publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - o abatimento proporcional do preço;

Letra B. Correta. J

Jurisprudência em Teses do STJ edição 74, nº 18 - É solidária a responsabilidade entre aqueles


que veiculam publicidade enganosa e os que dela se aproveitam na comercialização de seu
produto ou serviço.

Letra C. Correta.

Jurisprudência em Teses do STJ edição 39, nº 01 - O Superior Tribunal de Justiça admite a


mitigação da teoria finalista para autorizar a incidência do Código de Defesa do Consumidor –
CDC nas hipóteses em que a parte (pessoa física ou jurídica), apesar de não ser destinatária final
do produto ou serviço, apresenta-se em situação de vulnerabilidade.

Letra D. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

63. (CESPE – MPE/RR – 2017) Acerca dos bancos de dados e cadastros de consumidores, assinale a
opção correta à luz do entendimento doutrinário a respeito do tema e da jurisprudência do STJ.
a) Embora restrinjam a privacidade dos consumidores, os bancos de dados de proteção ao crédito estão em
conformidade com a ordem constitucional.
b) Os cadastros de consumidores são constituídos por informações repassadas pelos fornecedores, as quais
têm como destino final o mercado.
c) A conduta do fornecedor de não comunicar ao consumidor da inscrição de seu nome em cadastro de
proteção ao crédito caracteriza dano moral, ainda que exista regular inscrição pretérita.
d) As instituições financeiras responderão subjetivamente pelos danos que forem perpetrados por
fraudadores contra seus clientes.

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Comentários
Letra A. Correta.

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes
em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como
sobre as suas respectivas fontes.

Letra B. Incorreta. O cadastro de consumidores é constituído por informações repassadas pelos próprios
consumidores segundo doutrina dominante.
Letra C. Incorreta.

Súmula 385 do STJ - Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe
indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao
cancelamento.

Letra D. Incorreta.

Súmula 479 do STJ - As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados
por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias

Defensor

64. (FCC - 2021 - DPE-GO - Defensor Público) Roberta teve o seu nome lançado em cadastro de proteção
ao crédito em razão de dívidas das quais discorda e questiona em juízo. As dívidas foram lançadas em
datas subsequentes, e a autora ajuizou ações em que questiona todas as dívidas realizadas em seu nome
e pede indenização por danos morais em razão das inscrições indevidas. Nesse caso,
a) pedido deverá ser julgado improcedente, uma vez que a existência de prévia inscrição legítima afasta o
direito à indenização por danos morais, mesmo que outra inscrição seja indevida, em consonância com o
entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça que se aplica inteiramente ao caso.
b) embora o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça indique a inexistência de danos morais
diante da inscrição indevida se já havia inscrição legítima preexistente, tal súmula é afastada de plano pela
simples existência de alguma contestação judicial da dívida anterior.
c) deve ser aplicado o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, que autoriza expressamente
a incidência dos danos morais diante de uma inscrição indevida, independentemente da existência de
inscrição preexistente.
d) deve ser feito o distinguishing para que seja afastado o entendimento sumulado do Superior Tribunal de
Justiça quanto ao não cabimento de indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, em
razão das peculiaridades do caso concreto.
e) embora não haja entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça a respeito da incidência dos
danos morais em hipótese de inscrição indevida se já havia inscrição legítima preexistente, a condenação é
a solução mais adequada diante dos princípios protetivos do consumidor.

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Comentários
A alternativa D está correta.

STJ: "Consoante a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, não cabe


indenização por dano moral por inscrição irregular em órgãos de proteção ao crédito quando
preexistem anotações legítimas, nos termos da Súmula 385/STJ, aplicável também às instituições
credoras. Até o reconhecimento judicial definitivo acerca da inexigibilidade do débito, deve ser
presumida como legítima a anotação realizada pelo credor junto aos cadastros restritivos, e essa
presunção, via de regra, não é ilidida pela simples juntada de extratos comprovando o
ajuizamento de ações com a finalidade de contestar as demais anotações. Admite-se a
flexibilização da orientação contida na súmula 385/STJ para reconhecer o dano moral decorrente
da inscrição indevida do nome do consumidor em cadastro restritivo, ainda que não tenha havido
o trânsito em julgado das outras demandas em que se apontava a irregularidade das anotações
preexistentes, desde que haja nos autos elementos aptos a demonstrar a verossimilhança das
alegações." (REsp 1704002, 11/02/2020)

65. (FCC - DP AM/DPE AM/2018) A respeito dos bancos de dados e cadastros de consumidores, NÃO
está expresso no Código de Defesa do Consumidor:
a) Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos
respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo
acesso ao crédito junto aos fornecedores.
b) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas.
c) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres
são considerados entidades de caráter público.
d) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a dez anos.
e) Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações
fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-los pública e anualmente.
Comentários
Letra A. Correta.

Art. 43 - § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão


fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que
possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

Letra B. Correta.

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Art. 43 - § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá
exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a
alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.

Letra C. Correta.

Art. 43 - § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção


ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

Letra D. Incorreta.

Art. 43 - § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e


em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

Letra E. Correta.

Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de


reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo
pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

66. (FCC - DP (DPE AP)/DPE AP/2018) Sobre a oferta, quando relacionada a práticas comerciais, o
Código de Defesa do Consumidor prevê expressamente que
a) os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição por, no
mínimo, cinco anos após a realização da compra do produto pelo consumidor.
b) o consumidor poderá, se o fornecedor se recursar ao cumprimento da oferta, obedecendo esta ordem,
exigir o cumprimento forçado da obrigação, aceitar outro produto equivalente, rescindir o contrato.
c) as informações necessárias à apresentação da oferta, em produtos refrigerados, deverão ser gravadas de
forma indelével.
d) estão proibidas as expressões que não permitam precisão na avaliação do produto, tais como “o melhor
do mundo”, “o mais incrível” e, se praticadas, integrarão a oferta veiculada ao consumidor.
e) o consumidor final e efetivo do produto ou serviço está protegido pela oferta.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período
razoável de tempo, na forma da lei.

Letra B. Incorreta.

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Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou


publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou


publicidade;

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada,


monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

Letra C. Correta.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos
ao consumidor, serão gravadas de forma indelével .

Letra D. Incorreta.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas,
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades,
quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem
como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

Letra E. Incorreta.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço
como destinatário final.

Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que


indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

67. (FCC - DP RS/DPE RS/2018) Joana, que paga pontualmente todas as suas contas de água, luz e
telefone, mudou-se para sua nova casa em 1º de julho de 2017. Em janeiro de 2018, foi surpreendida pelo
corte do abastecimento de energia nessa residência. Ao buscar explicações perante a concessionária do
serviço público, essa lhe informou que existiam débitos de consumo do período de dezembro de 2015 a
maio de 2017, o que totalizava dívida de mais de R$ 5.000,00. Além do corte, houve inclusão do nome de
Joana nos órgãos restritivos de crédito.
Tomando por base exclusivamente as informações contidas na relação de consumo acima narrada, é correto
afirmar:

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a) A prestação de serviço de abastecimento de energia elétrica tem natureza propter rem, motivo pelo qual
a cobrança pela dívida anterior a 1º de julho de 2017 e o corte são lícitos.
b) Débitos pretéritos, ainda que os mais recentes estejam pagos, autorizam a suspensão do serviço, sob
pena de locupletamento indevido do consumidor.
c) O fornecimento de energia elétrica é considerado um serviço público uti singuli, porque tem utilização
individual e não compulsória, remunerada por taxa ao fornecedor, sendo obrigação de Joana quitar os
débitos pretéritos.
d) A suspensão do fornecimento de energia elétrica por débitos pretéritos é ilícita, porém é juridicamente
admissível a cobrança judicial e extrajudicial da integralidade do débito contra Joana.
e) A suspensão do abastecimento e a cobrança do período anterior a julho de 2017 constituem práticas
ilícitas, que ensejam indenização por dano moral in re ipsa.
Comentários
Letra A. Incorreta.

"Administrativo. Fornecimento de serviços de água e esgoto. Cobrança de débito pretérito.


Obrigação pessoal, e não "propter rem". Vínculo com o utente dos serviços. Precedentes." (STJ.
2ª Turma. AgRg no REsp 1.382.326/SP, rel. Min. Humberto Martins, j. 24.09.2013).

Letra B. Incorreta.

"[...] é vedada a suspensão no fornecimento de serviços de energia em razão de débitos


pretéritos. O corte pressupõe o inadimplemento de conta regular, relativa ao mês do consumo"
(STJ. 1ª Turma. AgRg no AREsp 360.181/PE, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 26.09.2013)

Letra C. Incorreta.

O fornecimento de energia elétrica é serviço público essencial e uti singuli (STJ. 1ª Turma. AgRg
na MC 3.982/AC, rel. Min. Luiz Fux, j. 11.12.2001), mas não é remunerado por taxa. É
remunerada por tarifa.

Letra D. Incorreta.

Administrativo. Fornecimento de serviços de água e esgoto. Cobrança de débito pretérito.


Obrigação pessoal, e não "propter rem". Vínculo com o utente dos serviços. Precedentes." (STJ.
2ª Turma. AgRg no REsp 1.382.326/SP, rel. Min. Humberto Martins, j. 24.09.2013).

Letra E. Correta.

[...] é vedada a suspensão no fornecimento de serviços de energia em razão de débitos


pretéritos. O corte pressupõe o inadimplemento de conta regular, relativa ao mês do consumo"
(STJ. 1ª Turma. AgRg no AREsp 360.181/PE, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 26.09.2013)

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68. (FCC - DP MA/DPE MA/2018) Em relação ao orçamento prévio dos serviços a serem realizados, é
correto afirmar:
a) Sua validade não pode ter a data alterada pelo fornecedor de serviços, devendo ser observado o prazo
de 10 (dez) dias previstos no Código de Defesa do Consumidor.
b) É dispensável a indicação dos materiais e da mão de obra a serem empregados, bastando, para sua
especificação, o valor, a menção genérica de seu conteúdo e o prazo de início e finalização do serviço.
c) Sua aprovação pelo consumidor obriga o fornecedor a realizar o serviço nos moldes e nos termos em que
ficaram discriminadas as especificidades para sua realização.
d) O consumidor somente responde por acréscimo no valor quando o fornecedor precisar contratar terceiro
para finalização do serviço contratado, ainda que não conste no orçamento prévio.
e) Sua validade é contada a partir de sua emissão pelo fornecedor.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 40. § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento pelo consumidor.

Letra B. Incorreta.

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio
discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as
condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

Letra C. Correta.

Art. 40 - § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente
pode ser alterado mediante livre negociação das partes.

Letra D. Incorreta.

Art. 40 - § 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da


contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

Letra E. Incorreta.

Art. 40 - § 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias,
contado de seu recebimento pelo consumidor.

69. (CEBRASPE (CESPE) - DP DF/DP DF/2019) A respeito da publicidade, das sanções criminais e das
práticas contratuais abusivas em relações de consumo, julgue o item a seguir, tendo como referência a
legislação pertinente e o entendimento dos tribunais superiores.

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Situação hipotética: A emissora de televisão X veiculou ao público informações inverídicas a respeito da


audiência da emissora de televisão Y, sua concorrente, com base em dados adulterados de sociedade
empresária oficial de pesquisa de opinião. Em razão disso, a emissora Y deu entrada em processo litigioso
contra a emissora X. Assertiva: Segundo entendimento do STJ, é possível a aplicação da legislação
consumerista no referido processo litigioso, para proteger o público de práticas abusivas e desleais do
fornecedor de serviços.
Comentários
Certo.

RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO GENÉRICA.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA Nº 284/STF. LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
ANÚNCIOS PUBLICADOS EM JORNAIS. DEVER DE VERACIDADE. ATO ILÍCITO CONFIGURADO.
APLICAÇÃO DO CDC. NORMA PRINCIPIOLÓGICA. PROPAGANDA ENGANOSA.
RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS. PLEITO DE REDUÇÃO DO VALOR ARBITRADO.
DESNECESSIDADE. VERBA FIXADA EM OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA
PROPORCIONALIDADE. DANOS MATERIAIS. REFORMA DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE.
REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. RECURSO
ESPECIAL NÃO PROVIDO. (STJ - REsp: 1552550 SP 2014/0188722-7, Relator: Ministro MOURA
RIBEIRO, Data de Julgamento: 01/03/2016, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe
22/04/2016)

70. (FCC - DP (DPE AP)/DPE AP/2018) No tocante aos contratos de adesão,


a) o Código de Defesa do Consumidor prevê a fonte mínima para a letra utilizada no contrato de adesão.
b) não admitem inserção de cláusula resolutória alternativa, a escolha do consumidor.
c) não permitem qualquer inserção de cláusula no contrato, sob pena de desconfiguração de sua natureza.
d) não podem prever cláusula que limite direito do consumidor.
e) o Código de Defesa do Consumidor prevê limitação de páginas ao contrato de adesão, com o intuito de
facilitar sua leitura e compreensão.
Comentários
Letra A. Correta.

Art. 54 - § 3º Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

Letra B. Incorreta.

Art. 54 - § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa,
cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

Letra C. Incorreta.

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Art. 54 - § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do


contrato.

Letra D. Incorreta.

Art. 54 - § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser


redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

Letra E. Incorreta. Não existe tal previsão no CDC.


71. (FCC - DP AM/DPE AM/2018) Por se tratarem de normas cogentes de ordem pública e de inegável
interesse social, os contratos firmados sob o pálio do Código de Defesa do Consumidor ocasionam a
a) impossibilidade de modulação dos efeitos das cláusulas contratuais, na fase de execução do contrato,
quando verificada a aplicação da teoria da quebra da base objetiva.
b) inversão do ônus da prova, benefício que não pode ser estendido às pessoas jurídicas consumidoras,
ainda quando reconhecida sua vulnerabilidade no caso concreto.
c) possibilidade, pelo julgador, de ofício, em reconhecer a nulidade de cláusulas abusivas, com exceção
daquelas previstas em contratos bancários.
d) declaração de nulidade de cláusula compromissória compulsória, salvo quando o consumidor pessoa física
não for hipossuficiente econômico.
e) responsabilidade objetiva do fabricante, distribuidor, montador, prestadores de serviços, profissionais
liberais e demais fornecedores de produto e/ou serviço, no descumprimento contratual por vício do produto
ou serviço.
Comentários
Letra A. Incorreta. Ocasionam a possibilidade da modulação dos efeitos das cláusulas contratuais.
Letra B. Incorreta.

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

Letra C. Correta.

Súmula 381 STJ - Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da
abusividade das cláusulas.

Letra D. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

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VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

Letra E. Incorreta.

Art. 14. § 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a
verificação de culpa.

72. (FCC –DPE/PR – Defensor Público – 2012) Sobre oferta e publicidade é correto afirmar que
a) no caso de outorga de crédito, como nas hipóteses de financiamento ou parcelamento, é necessária
apenas a discriminação do número, periodicidade e valor das prestações
b) o ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe à agência de
publicidade.
c) é enganosa a publicidade que desrespeita valores da sociedade e que é capaz de induzir o consumidor a
se comportar de forma prejudicial à sua saúde.
d) configura infração ao direito básico do consumidor à informação apenas informar os preços em parcelas,
obrigando-o ao cálculo total.
e) da inexecução de uma oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor não pode aceitar a entrega de
outro produto ou prestação de serviço equivalente.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 52. No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão
de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo prévia
e adequadamente sobre:

I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional;

II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros;

III - acréscimos legalmente previstos;

IV - número e periodicidade das prestações;

V - soma total a pagar, com e sem financiamento.

Letra B. Incorreta.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Letra C. Incorreta.

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§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra D. Correta.

Decreto nº 5.903/06 - Art. 9º Configuram infrações ao direito básico do consumidor à informação


adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, sujeitando o infrator às penalidades
previstas na Lei no 8.078, de 1990, as seguintes condutas:

IV - informar preços apenas em parcelas, obrigando o consumidor ao cálculo do total;

Letra E. Incorreta.

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou


publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou


publicidade;

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada,


monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

73. (FCC –DPE/MA - Defensor Público – 2015) Sobre oferta e publicidade, é correto afirmar:
a) É possível a utilização de publicidade comparativa desde que não seja enganosa ou abusiva e que não
denigra a imagem do concorrente ou confunda o consumidor quanto aos produtos e serviços comparados.
b) A celebridade que participa de peça publicitária não pode ser responsabilizada por eventual engano ou
abusividade.
c) O veículo de comunicação transmissor da publicidade não pode ser responsabilizado por abusividade
quando não participa da produção da peça publicitária.
d) Pelo princípio da vinculação da oferta, não é permitido ao fornecedor limitar de qualquer forma a oferta,
seja territorialmente, seja em relação à quantidade, seja em razão da forma de pagamento.
e) Concessionários e revendedores autorizados não se obrigam às ofertas divulgadas pelo fabricante, a não
ser nos casos de engano ou abusividade.
Comentários
Letra A. Correta. A resposta está no art. 32 do Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária:

Artigo 32 Tendo em vista as modernas tendências mundiais - e atendidas as normas pertinentes


do Código da Propriedade Industrial, a publicidade comparativa será aceita, contanto que
respeite os seguintes princípios e limites:

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a. seu objetivo maior seja o esclarecimento, se não mesmo a defesa do consumidor;

b. tenha por princípio básico a objetividade na comparação, posto que dados subjetivos, de fundo
psicológico ou emocional, não constituem uma base válida de comparação perante o
Consumidor;

c. a comparação alegada ou realizada seja passível de comprovação;

d. em se tratando de bens de consumo a comparação seja feita com modelos fabricados no


mesmo ano, sendo condenável o confronto entre produtos de épocas diferentes, a menos que
se trate de referência para demonstrar evolução, o que, nesse caso, deve ser caracterizado;

e. não se estabeleça confusão entre produtos e marcas concorrentes;

f. não se caracterize concorrência desleal, denegrimento à imagem do produto ou à marca de


outra empresa;

g. não se utilize injustificadamente a imagem corporativa ou o prestígio de terceiros;

h. quando se fizer uma comparação entre produtos cujo preço não é de igual nível, tal
circunstância deve ser claramente indicada pelo anúncio.

Letra B. Incorreta. A celebridade deverá provar que não agiu com culpa ou dolo ao anunciar, por exemplo,
uma propaganda enganosa ou abusiva. Destaca-se, no caso, que a celebridade é contratada e recebe, regra
geral, valores para efetuar a publicidade. Logo, o produto é associado à sua imagem.

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente,
a identifique como tal.

Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para
informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à
mensagem.
Letra C. Incorreta. A celebridade deverá provar que não agiu com culpa ou dolo ao anunciar, por exemplo,
uma propaganda enganosa ou abusiva. Destaca-se, no caso, que a celebridade é contratada e recebe, regra
geral, valores para efetuar a publicidade. Logo, o produto é associado à sua imagem.

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente,
a identifique como tal.

Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu


poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que
dão sustentação à mensagem.

Letra D. Incorreta. Para a aplicação do princípio da vinculação é preciso que a oferta seja precisa. Logo,
cabem vários exemplos para explicitar o caso:

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(i) “Compre 02 leve 04” em um bloco de produtos não necessariamente significa que se for
comprado 01 (um) produto o consumidor terá direito a 02;

(ii) oferta válida apenas para “Clientes Mais”;

(iii) oferta válida apenas para a loja do bairro “XXX”;

(iv) oferta válida até o dia XX/XX/XXXX

Ou seja, a limitação não somente é possível como também importante para o fornecedor a fim
de evitar problemas com possíveis propagandas enganosas.

Letra E. Incorreta. A afirmação está invertida. Os concessionários e revendedores autorizados são obrigados
a cumprir as ofertas divulgadas pelo fabricante, a não ser que, a fim de evitar responsabilização, nos casos
de engano ou abusividade na publicidade.
74. (FCC –DPE/CE - Defensor Público – 2014) Acerca dos bancos de dados e cadastros de consumidores,
é correto afirmar:
a) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres
são considerados entidades de caráter privado.
b) É vedado inserir o nome e os dados de consumidor em quaisquer cadastros sem prévia autorização dele.
c) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, podendo conter informações negativas do consumidor referentes aos últimos dez anos.
d) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos cadastros de inadimplentes dos serviços de
proteção ao crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
e) A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo só deverá ser comunicada ao
consumidor quando solicitada por ele.
Comentários
Letra A. Incorreta. O SERASA, a exemplo, é pessoa jurídica de direito privado, mas o banco de dados de
inadimplentes por ele gerido possui caráter público, conforme artigo 43, parágrafo 4º, do CDC:

§ 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito


e congêneres são considerados entidades de caráter público.

Letra B. Incorreta. É possível a inserção do nome e dos dados de consumidor em cadastros desde que, caso
não solicitado, seja comunicado por escrito a este. Vide art. 43, §2º do CDC:

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes
em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como
sobre as suas respectivas fontes.

§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser


comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

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Letra C. Incorreta. Não poderá conter informações negativas do consumidor em relação a qualquer período
superior a cinco anos. Vide §1º do art. 43 do CDC:

§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em


linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

Letra D. Correta. O prazo de cinco anos é o mesmo previsto no art. 43, §1º já referido no item anterior. A
vedação sobre o cadastro conter informações negativas é limitada temporalmente a cinco anos.
Letra E. Incorreta. Há duas opções (art. 43, CDC):

(i) o cadastro é feito por meio de solicitação do consumidor;

(ii) caso não solicitado, o cadastro é comunicado por escrito ao consumidor.

§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada
por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

75. (FCC –DPE/MA - Defensor Público – 2015) Sobre bancos de dados e cadastros de consumidores, é
correto afirmar:
a) É indispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação
de seu nome em bancos de dados e cadastros, sob pena de responsabilização por danos morais.
b) O direito brasileiro não admite o cadastro positivo de consumidores que permita a avaliação do risco na
concessão de crédito, por ferir as normas protetivas do CDC.
c) Os bancos de dados, a fonte e o consulente são responsáveis objetiva e solidariamente pelos danos
materiais e morais que causarem ao cadastrado.
d) Cabe indenização por danos morais sempre que inserida anotação irregular no cadastro de proteção de
crédito.
e) Os bancos de dados de órgão de proteção ao crédito não podem manter informações dos cartórios de
distribuição judicial sem o consentimento do consumidor.
Comentários
Letra A. Incorreta. STJ,

Súmula 404 - É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor


sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.

Letra B. Incorreta. Não constitui prática abusiva, visto que a concessão de crédito e a análise das condições
que este será concedido ao consumidor dependem de inúmeros fatores, dentro os quais um dos principais
é a previsão de cumprimento dos termos do empréstimo, a exemplo, ou mesmo do cálculo dos juros a serem
incluídos.
Letra C. Correta.

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Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de


reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo
pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

Letra D. Incorreta.

Súmula 385 - Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização
por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.

Letra E. Incorreta. Poderão manter os dados, devendo comunicar por escrito o consumidor.
76. (FUNDATEC - Tec Admin (DPE SC)/DPE SC/2018) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor,
é considerada enganosa a publicidade
a) que incite à violência.
b) que desrespeita valores ambientais.
c) discriminatória de qualquer natureza.
d) que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência de crianças.
e) nenhuma das alternativas.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Artigo 37. §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra B. Incorreta.

Artigo 37. §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra C. Incorreta.

Artigo 37. §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra D. Incorreta.

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Artigo 37. §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra E. Correta.

Artigo 37. §1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter


publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão,
capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade,
quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

77. (FCC - DP AM/DPE AM/2018) De acordo com disposição expressa do Código de Defesa do
Consumidor:
I. É abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e
quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
II. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 15 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços
ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou em domicílio.
III. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do
consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos
estatutos ou contrato social.
IV. São nulas de pleno direito as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, III e IV.
c) I e II.
d) I e IV.
e) I, II e III.
Item I - Incorreta. CDC, Artigo 37.

§1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Item II - Incorreta.

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Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura
ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a
domicílio.

Item III - Correta.

Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em


detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou
ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.

Item IV - Correta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

Gabarito, Letra A.

Procurador

78. (CEBRASPE/PGE-PA – 2023) João foi notificado da inscrição de seu nome em cadastro de
inadimplentes por meio de carta sem aviso de recebimento. A partir dessa situação hipotética, julgue os
próximos itens conforme a jurisprudência atual do STJ.
I É nula a notificação feita por carta sem aviso de recebimento, podendo João requerer a reparação dos
danos morais e materiais que eventualmente tiver sofrido em razão da irregularidade da inscrição.
II A inscrição do nome de João pode ser mantida até o prazo máximo de cinco anos, contados do dia seguinte
à data da notificação da inscrição.
III Caso João pague integralmente o débito, o credor deverá providenciar a exclusão do registro da dívida no
prazo máximo de cinco dias úteis.
IV Se a inscrição for irregular e João tiver outra inscrição preexistente e legítima, ele não terá direito à
indenização por dano moral.
Estão certos apenas os itens:
a) I e II.
b) II e IV.
c) I, III e IV.
d) I, II e III.
e) III e IV.
Solução completa
A alternativa correta é a letra E.

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A questão aborda o tema da inscrição do devedor em cadastros restritivos de créditos, exigindo o


conhecimento jurisprudencial da matéria.

Tais cadastros devem ser claros e objetivos, ficando sempre à disposição do próprio consumidor quando
requisitar acesso acerca das informações existentes sobre si:

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes
em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como
sobre as suas respectivas fontes. (Artigo 86 foi vetado)

§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em


linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

E, sempre que encontrar inexatidão em seus dados, poderá o consumidor exigir a imediata correção,
devendo o arquivista comunicar os eventuais destinatários das informações incorretas no prazo de cinco dias
úteis, segundo o art. 43, §3º, do CDC.

Pelo §2º, do artigo 43, do CDC, a abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá
ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

Assim, caberá ao órgão mantenedor do cadastro notificar o devedor antes de proceder à inscrição do seu
nome no banco de dados. Percebam que a responsabilidade por notificar o consumidor não é do credor, do
fornecedor ou da instituição financeira, mas do próprio órgão responsável pela manutenção do Cadastro.

Trata-se de posição pacífica da Súmula 359 – STJ: “Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao
Crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição.”

O Aviso de Recebimento (AR) é dispensável nas cartas enviadas para os consumidores sobre a negativação
de seu nome em bancos de dados, conforme Súmula 404 do STJ: “É dispensável o aviso de recebimento (AR)
na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.”

De acordo com o parágrafo 1º, do artigo 43, do CDC, o registro no cadastro de inadimplentes dos devedores
deve permanecer pelo prazo máximo de cinco anos: “Os cadastros e dados de consumidores devem ser
objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações
negativas referentes a período superior a cinco anos.”

Assim também o teor da Súmula 323 – STJ: “A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços
de proteção ao crédito até o prazo máximo de 5 anos, independentemente da prescrição da execução.”

Segundo o STJ, o termo inicial do prazo de permanência de registro de nome de consumidor em cadastro de
proteção ao crédito (art. 43, § 1º, do CDC) inicia-se no dia subsequente ao vencimento da obrigação não
paga, independentemente da data da inscrição no cadastro. Assim, vencida e não paga a obrigação, inicia-
se, no dia seguinte, a contagem do prazo de 5 anos previsto no §1º do art. 43, do CDC, não importando a
data em que o nome do consumidor foi negativado.

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Nesse sentido:

RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO


EM CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. PRAZO DE PERMANÊNCIA. ART. 43, §1º, DO CDC.
CINCO ANOS. TERMO INICIAL. DATA DO FATO GERADOR DO REGISTRO. INTERPRETAÇÃO LITERAL,
LÓGICA, SISTEMÁTICA E TELEOLÓGICA DO ENUNCIADO NORMATIVO. 1. Pacificidade do
entendimento, no âmbito deste Superior Tribunal de Justiça, de que podem permanecer por até
5 (cinco) anos em cadastros restritivos informações relativas a créditos cujos meios judiciais de
cobrança ainda não tenham prescrito. 2. Controvérsia que remanesce quanto ao termo inicial
desse prazo de permanência: (a) a partir da data da inscrição ou (b) do dia subsequente ao
vencimento da obrigação, quando torna-se possível a efetivação do apontamento, respeitada,
em ambas as hipóteses, a prescrição. 3. Interpretação literal, lógica, sistemática e teleológica do
enunciado normativo do §1º, do art. 43, do CDC, conduzindo à conclusão de que o termo 'a quo'
do quinquênio deve tomar por base a data do fato gerador da informação depreciadora. 4.
Vencida e não paga a obrigação, inicia-se, no dia seguinte, a contagem do prazo,
independentemente da efetivação da inscrição pelo credor. Doutrina acerca do tema. 5. Caso
concreto em que o apontamento fora providenciado pelo credor após o decurso de mais de dez
anos do vencimento da dívida, em que pese não prescrita a pretensão de cobrança, ensejando o
reconhecimento, inclusive, de danos morais sofridos pelo consumidor. 5. RECURSO ESPECIAL
DESPROVIDO. (REsp 1316117/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Rel. p/ Acórdão
Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/04/2016, DJe
19/08/2016)

Uma vez paga a dívida pelo consumidor, a Súmula 548 do STJ determina que “incumbe ao credor a exclusão
do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir
do integral e efetivo pagamento do débito.”

Por fim, a Súmula 385 do STJ dispõe que ‘”da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não
cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao
cancelamento."

Assim, o item I está incorreto, conforme Súmula 404 do STJ: “É dispensável o aviso de recebimento (AR) na
carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.”
O item II também está incorreto, pois, segundo o STJ, o termo inicial do prazo de permanência de registro
de nome de consumidor em cadastro de proteção ao crédito (art. 43, § 1º, do CDC) inicia-se no dia
subsequente ao vencimento da obrigação não paga, independentemente da data da inscrição no cadastro
(REsp 1316117/SC).

O item III está correto, conforme a Súmula 548 do STJ determina que “incumbe ao credor a exclusão do
registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir
do integral e efetivo pagamento do débito.”

O item IV está correto, segundo a Súmula 385 do STJ: “Da anotação irregular em cadastro de proteção ao
crédito, não cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito
ao cancelamento."

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Portanto, correta a alternativa E.

79. (CEBRASPE (CESPE) - Proc (Campo Grande)/Pref Campo Grande/2019) Julgue o item seguinte, com
base no Código de Defesa do Consumidor.
Produtos remetidos ao consumidor sem sua prévia solicitação equiparam-se a amostras grátis, de modo que
o consumidor não tem obrigação de pagar por eles.
Comentários
Certo.

Art. 39. Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao


consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo
obrigação de pagamento.

80. (CEBRASPE (CESPE) - Proc (Campo Grande)/Pref Campo Grande/2019) Julgue o item seguinte, com
base no Código de Defesa do Consumidor.
Caracteriza-se como abusiva a publicidade que induz a erro o consumidor a respeito da natureza, das
características, da qualidade, da quantidade, das propriedades, da origem, do preço e de quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.
Comentários
Errado.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

81. (VUNESP - Proc Jur (Cerquilho)/Pref Cerquilho/2019) Leia as seguintes situações: (i) Uma loja de
departamento anuncia no jornal do bairro que qualquer peça do estoque tem preço de R$ 19,99, mas não
esclarece que se trata do valor da parcela e não da peça toda; (ii) Uma academia de ginástica, em um
anúncio pela internet, afirma que quem não frequentar suas dependências continuará sendo “gordo” e
“pelancudo” e terá dificuldade em arrumar emprego pela aparência.
Assinale a alternativa que demonstra corretamente como se classificam os anúncios.
a) o item (i) se trata de publicidade enganosa comissiva.
b) o item (ii) se trata de publicidade enganosa por omissão.
c) os itens (i) e (ii) são publicidades abusivas.
d) o item (i) traz caso de publicidade enganosa por omissão.
e) o item (ii) é caso de publicidade abusiva por omissão.
Comentários

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Letra A. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra B. Incorreta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Letra C. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra D. Correta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra E. Incorreta.

Art. 37 - § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que


incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

82. (VUNESP - Proc Jur (ESEF)/ESEF/2019) O consumidor terá acesso às informações existentes em
cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas
respectivas fontes. A respeito do tema bancos de dados e cadastros de consumidores, assinale a
alternativa correta.

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a) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a dez anos.
b) A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser sempre comunicada por
escrito ao consumidor.
c) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas.
d) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres
são considerados entidades de caráter privado.
e) Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações
fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e mensalmente.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 43 - § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e


em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a
período superior a cinco anos.

Letra B. Incorreta.

Art. 43 - § 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser
comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

Letra C. Correta.

Art. 43 - § 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros,
poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis,
comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.

Letra D. Incorreta.

Art. 43 - § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção


ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.

Letra E. Incorreta.

Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de


reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo
pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo
fornecedor.

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83. (VUNESP - Proc Mun (Sorocaba)/Pref Sorocaba/2018) Em razão de uma greve nacional de
transporte rodoviário de cargas, os postos de gasolina ficaram desabastecidos de combustíveis. Essa
situação de falta de tal produto essencial é pública e notória e ocorreu em todos os postos de gasolina do
Brasil. O posto XPTO decidiu racionalizar a venda e determinou que apenas 20 litros de gasolina poderiam
ser adquiridos por cada um dos consumidores até que a crise de abastecimento passasse, mantendo o
preço usual do combustível praticado antes da crise. Outro posto de gasolina, o GUGU, não colocou limite
de quantidade, mas aumentou os preços em 100% com relação àqueles que praticava antes da crise. Nesse
caso, é certo afirmar que
a) ambos os fornecedores incorreram em práticas abusivas idênticas, pois, em razão da crise, exigiram do
consumidor vantagem manifestamente excessiva.
b) apenas o posto XPTO incorreu na prática abusiva de limitar quantidade de produtos a quem tem
condições de pagar por eles.
c) apenas o posto GUGU incorreu em prática abusiva, sendo considerada a elevação de preços sem justa
causa rechaçada pelo texto legal.
d) ambos agiram em estrito cumprimento do texto legal, pois a situação de crise autoriza que tais práticas
sejam utilizadas a bem do todo e em detrimento dos interesses individuais.
e) o posto XPTO praticou abusividade, pois não se pode limitar a quantidade de produtos a quem tenha
condição de comprá-los, mas o posto GUGU agiu de acordo com as leis de mercado, porque, quando a oferta
é pequena e a procura é maior, os preços podem ser elevados.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 39 - I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Letra B. Incorreta.

Art. 39 - I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Letra C. Correta.

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

Letra D. Incorreta.

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

Letra E. Incorreta.

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Art. 39 - I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro


produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

84. (VUNESP - Proc Mun (Sorocaba)/Pref Sorocaba/2018) Acerca do que prevê o Código de Defesa do
Consumidor sobre oferta e publicidade, é certo afirmar que
a) toda oferta é uma publicidade, mas nem toda publicidade será uma oferta.
b) a oferta tem natureza jurídica de pré-contrato, o que não se estende à publicidade.
c) o fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
d) os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto
não cessar a fabricação ou importação do produto.
e) é permitida a publicidade de bens e serviços por telefone, mesmo sendo a chamada onerosa ao
consumidor que a origina.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga
o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Letra B. Incorreta.

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma
ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga
o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Letra C. Incorreta.

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus
prepostos ou representantes autônomos.

Letra D. Correta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Letra E. Incorreta.

Art. 33 - Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a
chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

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85. (VUNESP - Proc (Pref SBC)/Pref SBC/2018) Coriolana Ferreira ganhou de sua neta um aparelho
celular importado. Quando manuseava o aparelho, o mesmo acabou escorregando de suas mãos, caindo
ao chão e quebrando a sua tela. Ao procurar uma nova tela para comprar e trocar junto à importadora,
esta informou que não seria possível, porque a partir daquela semana eles haviam parado de comercializar
aquele modelo e, em razão disso, não estavam mais vendendo peças de reposição.
A partir destes fatos hipotéticos, Coriolana:
a) deve tentar localizar o fabricante do aparelho, pois somente com relação ao mesmo será possível solicitar
a peça de reposição.
b) não poderá exigir a disponibilização da nova tela, pois não foi ela quem adquiriu o aparelho celular.
c) poderá pleitear judicialmente com ação de cumprimento de obrigação de fazer, consistente na
disponibilização da tela de reposição, desde que a ação seja proposta em litisconsórcio com sua neta, que
adquiriu o aparelho celular.
d) não poderá exigir da importadora a tela de reposição, eis que o dano à tela foi causado por sua culpa, que
deixou o aparelho cair ao chão.
e) é considerada consumidora por equiparação e poderá exigir da importadora a peça de reposição, que
deve continuar a ser oferecida por tempo razoável, mesmo após cessada a importação.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Letra B. Incorreta.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço
como destinatário final.

Letra C. Incorreta. não existe tal previsão no CDC.


Letra D. Incorreta.

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de


reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Letra E. Correta.

Art. 32 - Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por
período razoável de tempo, na forma da lei.

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86. (CEBRASPE (CESPE) - Proc (PGM Manaus)/Pref Manaus/2018) Considerando a legislação vigente e
a jurisprudência do STJ, julgue o seguinte item, concernente a locação de imóveis urbanos, direito do
consumidor, direitos autorais e registros públicos.
A reprodução de dados constantes em registro de cartório de protesto, realizada por entidade de proteção
ao crédito, ainda que seja feita de forma fiel e objetiva, caracterizará prática abusiva indenizável quando for
efetivada sem a ciência prévia do consumidor.
Comentários
Errado.

Diante da presunção legal de veracidade e publicidade inerente aos registros de cartório de


protesto, a reprodução objetiva, fiel, atualizada e clara desses dados na base de órgão de
proteção ao crédito – ainda que sem a ciência do consumidor – não tem o condão de ensejar
obrigação de reparação de danos. REsp 1.444.469-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Segunda
Seção, julgado em 12/11/2014, DJe 16/12/2014.

87. (VUNESP - Proc Mun (Pref SJRP)/Pref SJRP/2019) São nulas de pleno direito, entre outras, as
cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
a) estabeleçam inversão do ônus da prova sem prejuízo do consumidor.
b) possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
c) determinem a utilização facultativa de arbitragem para a solução de litígios.
d) autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, conferindo igual direito ao consumidor.
e) concedam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 51 - VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

Letra B. Correta.

Art. 51 - XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

Letra C. Incorreta.

Art. 51 - VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

Letra D. Incorreta.

Art. 51 - XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito
seja conferido ao consumidor;

Letra E. Incorreta.

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Art. 51 - II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos


previstos neste código;

88. (FCC - Proc (PGE TO)/PGE TO/2018) Nas relações jurídicas derivadas de contratos regidos pelo
Código de Defesa do Consumidor, aplicam-se as seguintes regras legais:
I. Em contrato de adesão, a inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do
contrato.
II. É anulável a cláusula que estabelecer a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
III. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra
forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e contínuos,
independentemente de serem ou não essenciais.
IV. Pelas obrigações, as sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis, as sociedades coligadas
só responderão por culpa e as sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são
subsidiariamente responsáveis.
V. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o nome,
o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas − CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa
Jurídica − CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) II e IV.
c) III, IV e V.
d) I, IV e V.
e) I, II e V.
Comentários
Item I - Correta.

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que
o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

§ 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.

Item II - Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

Item III - Incorreta.

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Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob
qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados,
eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Item IV - Correta.

Art. 28 - § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas, são


subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.

§ 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes


deste código.

§ 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa.

Item V - Correta.

Art. 42-A. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor,


deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas –
CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço
correspondente.

Gabarito, Letra D.
89. (VUNESP - Proc Mun (Sorocaba)/Pref Sorocaba/2018) Acerca do que preveem as legislações e as
decisões dos tribunais superiores sobre contratos de consumo, é correto afirmar que
a) em contratos de outorga de crédito ou financiamento, não poderá haver multas de mora superiores a
10% do valor de cada prestação.
b) a cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência
médica nas emergências ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 (vinte
e quatro) horas contado da data da contratação.
c) na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel submetido ao Código de
Defesa do Consumidor, deve ocorrer a restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador de maneira
integral, independentemente se constatada culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor ou se o
comprador tiver dado causa ao desfazimento do contrato.
d) nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis e não duráveis, a compensação ou a
restituição das parcelas quitadas terá descontada apenas a vantagem econômica auferida com a fruição, não
sendo incluídos nesse desconto os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.
e) a nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, mesmo quando de sua ausência,
apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.
Comentários
Letra A. Incorreta.

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Art. 52 - § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não


poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação.

Letra B. Correta.

Súmula 597 - A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos
serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva
se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da contratação.

Letra C. Incorreta.

Súmula 543. Na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel


submetido ao Código de Defesa do Consumidor, deve ocorrer a imediata restituição das parcelas
pagas pelo promitente comprador – integralmente, em caso de culpa exclusiva do promitente
vendedor/construtor, ou parcialmente, caso tenha sido o comprador quem deu causa ao
desfazimento

Letra D. Incorreta.

Art. 53 - § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação ou a


restituição das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, além da vantagem
econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao
grupo.

Letra E. Incorreta.

Art. 51 - § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o


contrato, exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus
excessivo a qualquer das partes.

Cartório

90. (IESES - NeR (TJ AM)/TJ AM/Provimento/2018) Acerca da Publicidade e sua disciplina na Lei n.
8.078/90, considere as seguintes afirmações:
I. É enganosa, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
II. A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou
serviço.
III. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina. A experiência comum, não se costuma assinar, como livros empresariais e assentos domésticos.
É correto o que se afirma em:

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a) Apenas as assertivas II e III.


b) As assertivas I, II e III.
c) Apenas as assertivas I e III.
d) Apenas as assertivas I e II.
Comentários
Item I - Incorreto.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à


violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

Item II - Correto.

Art. 37 - § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

Item III - Correto.

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária


cabe a quem as patrocina.

Gabarito, Letra A.

91. (IESES - NeR (TJ CE)/TJ CE/Remoção/2018) A modalidade de informação ou comunicação de caráter
publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de
induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades,
origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços é considerada pelo Código de Defesa
do Consumidor como:
a) Enganosa.
b) Arbitrária.
c) Dissimulada.
d) Abusiva.
Comentários
Letra A. Correta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

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§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra B. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra C. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Letra D. Incorreta.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário,


inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir
em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

92. (IESES - NeR (TJ SC)/TJ SC/Remoção/2019) Tratando-se de relação de consumo:


I. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro
do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano
justificável.
II. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e
serviços que estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
III. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em sete dias, tratando-se de
fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.
IV. Consumidor é somente toda pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário
final.
Com base nessas assertivas, assinale a alternativa que corresponda às assertivas FALSAS:

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a) III e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e IV.
Comentários
Item I - Correto.

Art. 42 - Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do
indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e
juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Item II - Correto.

Art. 51

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

Item III - Incorreto.

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

Item IV - Incorreto.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço
como destinatário final.

Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que


indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

Gabarito, Letra A.
93. (CEBRASPE (CESPE) - NeR (TJDFT)/TJDFT/Remoção/2019) Em um contrato de compra e venda de
imóvel mediante pagamento em prestações, foi estabelecida cláusula de perda total das prestações pagas
em favor do vendedor no caso de, em razão do inadimplemento do comprador, o vendedor pleitear a
resolução do contrato e a retomada do produto negociado.
Considerando-se essa situação hipotética e as disposições do Código de Defesa do Consumidor, é correto
afirmar que a referida cláusula
a) invalida totalmente o contrato, por ser abusiva.
b) é nula de pleno direito, por ser abusiva.
c) é válida, pois tem como objeto a proteção do vendedor.

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d) poderá ser anulada caso seja comprovada má-fé do vendedor.


e) é válida, porque não se trata de hipótese de abusividade contratual.
Comentários
Letra A. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

Letra B. Correta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

Letra C. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

Letra D. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

Letra E. Incorreta.

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em


desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

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94. (IESES - NeR (TJ AM)/TJ AM/Remoção/2018) Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham
sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
No que se refere a este instituto de direito podemos afirmar:
I. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque,
permitindo sua imediata e fácil compreensão.
II. Nos contratos de adesão não se admite cláusula resolutória.
III. A inserção de cláusula no formulário desfigura a natureza de adesão do contrato.
IV. Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis,
cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor.
A sequência correta é:
a) Apenas a assertiva IV está incorreta.
b) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
c) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
d) Apenas as assertivas II e IV estão incorretas.
Comentários
Item I - Correto.

Art. 54 - § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser


redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

Item II - Incorreto.

Art. 54 - § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa,
cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

Item III - Incorreto.

Art. 54 - § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do


contrato.

Item IV - Correto.

Art. 54 - § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres
ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar
sua compreensão pelo consumidor.

Gabarito, Letra C.

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LISTA DE QUESTÕES
Magistratura

1. (VUNESP/TJ-RJ – 2023) Os produtos e serviços ofertados no mercado destinam-se a satisfazer as


necessidades dos consumidores, nos aspectos de indispensabilidade, utilidade e comodidade, sendo
natural a expectativa de que funcionem conveniente e adequadamente ou se prestem à finalidade que
deles se espera. Acerca do tema responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, afirma-se que o
legislador optou pela adoção da responsabilização:
a) sem culpa derivada do risco criado, exceto no que tange aos profissionais liberais.
b) com culpa derivada do ilícito contratual, aplicável a todos os casos sem exceção.
c) com culpa derivada do ilícito contratual, exceto no caso de concorrência de terceiro.
d) sem culpa derivada do risco criado, exceto no caso de culpa concorrente do consumidor.
e) sem culpa derivada do risco criado, exceto diante de inevitabilidade da falha.

2. (VUNESP/TJ-RJ – 2023) O Código do Consumidor optou por adotar integralmente a teoria da


desconsideração da personalidade jurídica. Acerca do tema no Código de Defesa do consumidor, afirma-
se corretamente que:
a) são solidariamente responsáveis as sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades
controladas.
b) as sociedades coligadas só responderão se comprovada a culpa.
c) os pressupostos legais taxativos da desconsideração da personalidade jurídica são: abuso de direito,
excesso de poder e infração da lei, em detrimento do consumidor.
d) são subsidiariamente responsáveis as empresas consorciadas.
e) o simples obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores não poderá levar à
desconsideração da personalidade jurídica.

3. (VUNESP/TJ-RJ – 2023) A respeito dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores, com previsão
na legislação consumerista, assinale a alternativa correta.
a) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores são considerados entidades de caráter privado.
b) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas.
c) Operada a decadência relativa à cobrança de débitos do consumidor, serão fornecidas, pelos respectivos
Sistemas de Proteção ao Crédito, informações que possam impedir novo acesso ao crédito junto aos
fornecedores, no prazo de 3 anos, contados a partir da extinção do direito material subjacente.

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d) Todas as informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados
sobre o consumidor devem ser disponibilizadas por intermédio da existência de um padrão uniforme,
inclusive para a pessoa com deficiência, por meio de requisição feita pelo Ministério Público, neste caso
(pessoa com deficiência).
e) A abertura de ficha e dados pessoais e de consumo será comunicada por meio inequívoco ao consumidor,
quando houver solicitação dele.
4. (FGV/TJ-ES 2023) Branca recebeu notificação, por mensagem de texto de telefone celular,
informando que seu nome foi inscrito em cadastro restritivo de crédito a pedido de Lojas Divino de São
Lourenço Ltda., onde a consumidora adquiriu produtos no valor de R$ 2.950,00 sem realizar o pagamento.
Branca não recebeu qualquer correspondência em seu endereço comunicando por escrito a inscrição. Ao
entrar em contato com a entidade que realizou a inscrição e foi responsável pela sua negativação, recebeu
os seguintes esclarecimentos: a) está autorizado pela legislação consumerista que a notificação do
consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro restritivo seja feita, exclusivamente, por
mensagem de texto ou de correio eletrônico; b) o envio adicional de correspondência escrita, com ou sem
aviso de recebimento (AR), é uma faculdade do comunicante; c) a consumidora recebeu a mensagem de
texto e nela constaram as instruções para quitar o débito e regularizar sua situação creditícia.
À luz dos fatos narrados, é correto afirmar que:
a) é necessário para a inscrição do nome de consumidor em cadastro restritivo de crédito o prévio envio de
carta de comunicação com aviso de recebimento (AR);
b) a notificação do consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro restritivo de crédito pode ser
feita por aviso em chamada telefônica, mensagem de texto ou correio eletrônico;
c) a notificação do consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro restritivo de crédito exige o
prévio envio de correspondência ao seu endereço;
d) cabe ao mantenedor do banco de dados a escolha de qualquer forma de comunicação ao consumidor da
inscrição do seu nome em cadastro restritivo de crédito, desde que haja sempre aviso de recebimento (AR);
e) o envio de mensagem de texto ao consumidor com as instruções para quitação do débito supre qualquer
outro meio de comunicação escrito da inscrição de seu nome em cadastro restritivo de crédito.
5. (FCC - 2021 - TJ-GO - Juiz Substituto) No que se refere à proteção contratual disciplinada pelo Código
de Defesa do Consumidor, considere: I. As declarações de vontade constantes de escritos particulares,
recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive
execução específica. II. O consumidor pode desistir do contrato no prazo de 30 dias a contar de sua
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço sempre que a contratação de fornecimento
de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. III. Nos contratos de compra e venda
de bens móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como na alienação fiduciária em
garantia deles, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das
prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do
contrato e a retomada do produto alienado. IV. Nos contratos do sistema de consórcio de produtos
duráveis, a compensação ou a restituição das parcelas quitadas, terá descontada, além da vantagem
econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. Está
correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.

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b) III e IV.
c) I e II.
d) I e IV.
e) I, III e IV.
6. (FCC - 2021 - TJ-GO - Juiz Substituto) De acordo com a jurisprudência do STJ, constante de súmula,
a) nos contratos bancários, é possível ao julgador conhecer de ofício, da abusividade das cláusulas
contratuais, por se tratar de hipótese de nulidade.
b) o contrato de seguro por danos pessoais compreenderá sempre os danos morais.
c) a embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento de indenização prevista em contrato de
seguro de vida.
d) dada sua natureza, o Código de Defesa do Consumidor não se aplica aos empreendimentos habitacionais
promovidos pelas sociedades cooperativas.
e) o Código de Defesa do Consumidor é aplicável tanto às entidades abertas de previdência complementar
como aos contratos celebrados com entidades previdenciárias fechadas.
7. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) Renato, cliente de determinada operadora de telefonia, recebeu fatura
cobrando valor muito superior ao contratado. Percebendo o equívoco, Renato deixou de pagar a fatura e
contatou a operadora, requerendo o envio de outra, com o valor correto. No entanto, apesar de
reconhecer a falha, a operadora enviou nova fatura cobrando o mesmo valor em excesso, razão pela qual
Renato novamente se recusou a pagar. Nesse caso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor,
Renato
a) tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso na primeira fatura, apenas.
b) tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso em cada uma das duas faturas.
c) tem direito de receber o dobro do valor total da primeira fatura, apenas.
d) tem direito de receber o dobro do valor total de cada uma das duas faturas.
e) não tem direito de receber o dobro do valor cobrado em excesso ou do total de nenhuma das faturas.
8. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a publicidade que
explora a superstição dos consumidores é
a) abusiva e enganosa.
b) abusiva, apenas.
c) enganosa, apenas.
d) enganosa por omissão.
e) permitida, desde que não seja contrária aos bons costumes.
9. (VUNESP - JE TJAC/TJ AC/2019) João da Silva foi com seu afilhado comprar um presente de
aniversário. Escolhido o presente, ao tentar comprar mediante crediário, não foi possível concretizar, pois
seu nome constava no banco de dados dos serviços de proteção de crédito, em razão de ter deixado de
adimplir com as últimas três parcelas de financiamento de 24 meses realizado em outra instituição
financeira há cinco anos. Foi informado que seu nome foi incluído no cadastro há três anos.

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Diante dos fatos hipotéticos, assinale a alternativa correta.


a) Correta a manutenção de João no cadastro de inadimplentes, pois o nome pode ser mantido nos serviços
de proteção ao crédito por até cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
b) Se João da Silva estiver discutindo judicialmente o valor cobrado, seu nome deve ser imediatamente
excluído do cadastro de inadimplentes.
c) Incorreta a manutenção do nome de João no registro de proteção ao crédito, se já decorrido o prazo
prescricional de cinco anos contados do financiamento realizado.
d) João da Silva tem direito à exclusão do registro no cadastro de inadimplentes, além de ser indenizado por
danos morais pelo desgosto causado ao afilhado, se já decorrido o prazo prescricional trienal para a
propositura da ação de cobrança.
10. (FCC - JE TJAL/TJ AL/2019) Quanto à oferta de produtos e serviços nas relações de consumo,
a) se cessadas sua produção ou a importação o fornecimento de componentes e peças de reposição deverá
ser mantido por até um ano.
b) as informações nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor deverão constar de catálogo à parte
ou obtidas por meio de serviço de relacionamento direto com o cliente.
c) é defesa sua veiculação por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.
d) a responsabilidade que decorre de sua vinculação contratual e veiculação é subjetiva ao fornecedor.
e) o fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
11. (FCC - JE TJAL/TJ AL/2019) Para vender a roupa do herói Megaman, seu fabricante veicula anúncio
na TV em que um ator sai voando pela janela e salva uma criança e seu cachorro em um imóvel pegando
fogo. Essa publicidade, quando vista por crianças,
a) é apenas enganosa, pois não é possível que uma publicidade seja ao mesmo tempo abusiva e enganosa
pelas normas do CDC.
b) é somente abusiva, pelo induzimento ao comportamento perigoso, pois toda criança saberá discernir o
conteúdo falso do ator voando pela janela.
c) será só abusiva, pois esta engloba a publicidade enganosa no conceito mais amplo da periculosidade da
conduta e do aproveitamento da falta de experiência dos infantes.
d) é simultaneamente abusiva e enganosa; abusiva por eventualmente induzir a comportamento perigoso,
por deficiência de julgamento e de experiência, e enganosa pelo conteúdo não verdadeiro de pessoa voando
no salvamento publicitário.
e) é lícita, pois além do aspecto lúdico não pode haver jamais restrições à liberdade de expressão, o que
inclui a veiculação publicitária lastreada na fantasia.
12. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPA/TJ PA/2019) Acerca de bancos de dados e cadastros de consumidores,
assinale a opção correta, de acordo com a jurisprudência do STJ.
a) O registro do nome do consumidor em bancos de dados deve ser precedido de comunicação escrita, na
qual deve ser atestado o recebimento da notificação.

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b) A notificação que antecede a inscrição do nome do consumidor nos bancos de dados deve ser promovida
pelo fornecedor que solicita o registro no órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito.
c) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o prazo máximo
estabelecido em lei, ainda que anteriormente ocorra a prescrição da execução.
d) O Banco do Brasil, na condição de gestor do cadastro de emitentes de cheques sem fundos (CCF), é
responsável por notificar previamente o devedor acerca da sua inscrição nesse cadastro.
e) Efetuado o pagamento do débito pelo devedor, cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao
crédito a exclusão do registro da dívida no cadastro de inadimplentes.
13. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPA/TJ PA/2019) No que se refere a publicidade de bens e serviços de
consumo, teaser consiste na
a) publicidade socialmente aceita, mesmo que contenha expressões exageradas.
b) técnica publicitária que tem por objetivo inserir produtos e serviços nos meios de comunicação sem que
haja declaração ostensiva da marca.
c) publicidade que implica a utilização de aspecto discriminatório de qualquer natureza.
d) publicidade que induz o consumidor a erro quanto a informações relevantes sobre produto ou serviço.
e) mensagem que visa criar expectativa ou curiosidade no público acerca de determinado produto ou
serviço.
14. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) Um cidadão ajuizou ação contra o Banco XY S.A. a respeito
de contrato de arrendamento mercantil de veículo automotor firmado entre as partes em 2018.
Os itens a seguir apresentam as alegações feitas na referida ação.
I Existência de abusividade da cláusula que prevê o ressarcimento pelo consumidor da despesa com o registro
do pré-gravame.
II Ocorrência de descaracterização da mora, em razão da abusividade de encargos acessórios do contrato.
III Presença de abusividade da cláusula que prevê a obrigação do consumidor de contratar seguro com a
instituição financeira ou com seguradora indicada pela instituição bancária.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
15. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) Considerando o entendimento do STJ acerca da relação
do consumidor com as operadoras de plano de saúde, assinale a opção correta.
a) As operadoras de plano de saúde são obrigadas a custear medicamento importado, não nacionalizado,
mesmo sem registro pela ANVISA, desde que fundamentadamente receitado pelo médico competente.
b) O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária
do beneficiário é válido, sendo vedado ao Poder Judiciário analisar a sua adequação ou razoabilidade.

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c) Cirurgia reparadora de mamoplastia, ainda que seja decorrente do tratamento da obesidade mórbida,
não poderá ser exigida do plano de saúde se inexistir previsão contratual expressa para sua realização.
d) Embora seja abusiva cláusula contratual que preveja a interrupção de tratamento psicoterápico por
esgotamento do número de consultas anuais asseguradas pela Agência Nacional de Saúde Complementar, o
plano de saúde poderá cobrar coparticipação nas consultas excedentes.
e) É válida a cláusula contratual excludente do custeio de medicamento prescrito e ministrado pelo médico
em ambiente domiciliar, desde que escrita com destaque, o que permite a imediata e fácil compreensão do
consumidor.
16. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) No que se refere à relação entre seguradoras e
consumidores, assinale a opção correta à luz do Código de Defesa do Consumidor e do entendimento do
STJ.
a) É abusiva a exclusão do seguro de acidentes pessoais em contrato de adesão para as hipóteses de
intercorrências ou complicações consequentes da realização de exames, tratamentos clínicos ou cirúrgicos.
b) A seguradora poderá se recusar a contratar seguro se a pessoa proponente tiver restrição financeira em
órgãos de proteção ao crédito, mesmo que essa pessoa se disponha a pronto pagamento do prêmio.
c) Inexiste relação de consumo entre pessoa jurídica e seguradora em contrato de seguro que vise à proteção
do patrimônio dessa pessoa jurídica, em razão de tal contrato configurar consumo intermediário.
d) O contrato de seguro de vida pode vedar a cobertura de sinistro decorrente de acidente de ato praticado
pelo segurado em estado de embriaguez, mesmo quando ocorrido após os dois primeiros anos do contrato.
e) As normas protetivas do Código de Defesa do Consumidor aplicam-se aos contratos de seguro facultativo
e, subsidiariamente, ao seguro obrigatório DPVAT.
17. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPR/TJ PR/2019) Com base na jurisprudência do STJ, julgue os itens a
seguir, a respeito de relações consumeristas.
I A recusa de cobertura securitária sob a alegação de doença preexistente é considerada lícita se exigidos
exames médicos previamente à contratação do seguro.
II Nos contratos de assistência à saúde, é abusiva cláusula contratual que estipule qualquer prazo de carência
para cobertura de casos de urgência e emergência.
III As regras do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos contratos de empreendimentos
habitacionais celebrados por sociedades cooperativas.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
18. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPR/TJ PR/2019) À luz da jurisprudência do STJ, assinale a opção correta,
a respeito de práticas e cláusulas abusivas elencadas no Código de Defesa do Consumidor.
a) A exigência de indicação da classificação internacional de doenças (CID) para cobertura de exames e
pagamento de honorários médicos pelas operadoras de planos de saúde é lícita.

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b) A mera negativa de sociedade empresária do ramo securitário a consumidor que deseje contratar seguro
de vida é lícita, se o fundamento da recusa for a complexidade técnica da atividade do contratado.
c) Nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção decorrente de incorporação
imobiliária, é abusiva cláusula que estipule cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior
à entrega das chaves.
d) Em contrato de prestação de serviço de telefonia fixa, cláusula que preveja a cobrança de tarifa básica
pelo uso dos serviços é considerada abusiva.
19. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) Laura compareceu a uma loja de departamentos, onde comprou um
aparelho de som, que seria entregue na sua casa no prazo de dez dias. Ao chegar em casa, pesquisou o
preço do produto na internet, vindo então a descobrir que o mesmo aparelho de som estava em promoção
numa outra loja, sendo anunciado pela metade do preço que pagou. Então, no mesmo dia, voltou à loja
onde havia feito a compra, pleiteando o desfazimento do negócio e a restituição integral do preço. Nesse
caso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, Laura
a) tem direito ao desfazimento do negócio, pois o consumidor pode desistir do contrato no prazo de 7 (sete
dias contados da sua celebração.
b) tem direito ao desfazimento do negócio, pois o consumidor pode desistir do contrato no prazo de 7 (sete)
dias contados da data do recebimento do produto.
c) tem direito ao desfazimento do negócio, pois se reputa prática abusiva a venda de produto por preço
igual ou superior ao dobro do praticado por concorrente.
d) tem direito ao desfazimento do negócio, mas somente se provar ter adquirido o produto anunciado pelo
outro fornecedor.
e) não tem direito ao desfazimento do negócio por mero arrependimento.
20. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o contrato de
adesão
a) não permite a supressão do direito do consumidor de discutir ou modificar substancialmente o conteúdo
de cada uma das suas cláusulas.
b) perde essa natureza mediante a inserção, no formulário, de cláusula nova, resultante de discussão com o
consumidor.
c) admite cláusula resolutória.
d) deve ser redigido em termos claros e com caracteres de qualquer tamanho de fonte, desde que ostensivos
e legíveis, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
e) não admite cláusulas que impliquem limitação de direito do consumidor.
21. (FCC - JE TJMS/TJ MS/2020) Acerca das cláusulas abusivas, considere:
I. São nulas de pleno direito as cláusulas que autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente,
ainda que igual direito seja conferido ao consumidor.
II. As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo poderão ser de, no
máximo, quatro por cento do valor da prestação.
III. Desde que expressamente previsto no contrato, é assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do
débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

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IV. Qualquer consumidor pode, individualmente, requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente
ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que não assegure o justo equilíbrio entre direitos
e obrigações das partes.
V. São válidas as cláusulas que obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação se
igual direito lhe for conferido contra o fornecedor.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e V.
e) IV e V.
22. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPR/TJ PR/2019) À luz do Código de Defesa do Consumidor, julgue os
seguintes itens, acerca de proteção contratual.
I A proteção contratual prevê a nulidade de cláusulas que estejam em desacordo com as normas
consumeristas, o que, em regra, configura a invalidade ou a inexistência do negócio jurídico.
II Em contratos de adesão, é permitida a existência de cláusulas que acarretem limitações de direitos
consumeristas.
III Na resolução dos contratos de consórcio de veículos automotores, eventuais prejuízos causados por
inadimplente ao grupo serão descontados da compensação ou da restituição das parcelas quitadas.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
23. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJPA/TJ PA/2019) Manoel adquiriu um produto esportivo, por meio do
comércio eletrônico, de fornecedor especializado em artigos esportivos. Dentro do prazo estipulado pelo
fornecedor, o produto foi entregue a Manoel. Dois dias após o recebimento do produto, Manoel contatou
o fornecedor por meio de aplicativo de mensagens de celular para desfazer o negócio.
Tendo como referência essa situação hipotética, assinale a opção correta, de acordo com o CDC, a
jurisprudência do STJ e a doutrina consumerista.
a) O direito de arrependimento é aplicável somente para vendas efetivadas por telefone ou a domicílio.
b) As despesas com o frete para a devolução do produto ao fornecedor, em razão da extinção do vínculo
contratual, devem ser arcadas por Manoel.
c) Manoel tem direito potestativo de desistir do contrato, o que coloca o fornecedor em estado de sujeição.
d) Manoel tem direito de arrependimento dentro do prazo de reflexão, desde que a desistência seja
motivada.
e) Manoel terá direito de desfazer o negócio apenas se demonstrar que o produto contém vício.

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24. (VUNESP - JE TJRJ/TJ RJ/2019) Tendo em vista o entendimento sumular do Superior Tribunal de
Justiça, é correto afirmar que
a) é abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que prevê a limitação do tempo de internação hospitalar
do segurado.
b) constitui prática abusiva a estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano.
c) constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do
consumidor, não se sujeitando, no entanto, à aplicação de multa administrativa.
d) o Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas
sociedades cooperativas.
e) incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes
no prazo de cinco dias úteis, a partir do pagamento do débito ainda que parcial.
25. (VUNESP - JE TJRO/TJ RO/2019) O Código de Defesa do Consumidor expressamente reputa como
abusiva e nula a cláusula contida em contrato de consumo que possua o seguinte conteúdo:
a) determine a renúncia do direito de indenização do consumidor por benfeitorias úteis.
b) possibilite a violação de normas ambientais.
c) nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, que atenue quaisquer
hipóteses de responsabilidade do fornecedor.
d) viabilize ao consumidor resilir a avença, sem que igual direito seja conferido ao fornecedor.
e) autorize o consumidor a modificar unilateralmente o conteúdo do contrato, após sua celebração.
26. (VUNESP - JE TJAC/TJ AC/2019) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é vedado ao
fornecedor de produtos ou serviços:
a) inserir cláusulas contratuais que determinem a utilização facultativa da arbitragem.
b) inserir cláusulas contratuais que transfiram responsabilidades a terceiros.
c) elevar o preço de produtos e serviços, ainda que com apresentação de justo motivo.
d) estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a exclusivo
critério do consumidor.
27. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJBA/TJ BA/2019) A respeito de cláusulas abusivas, prescrição, proteção
contratual e relação entre consumidor e planos de saúde, assinale a opção correta, de acordo com o
entendimento jurisprudencial do STJ.
a) A operadora de plano de saúde pode estabelecer, no contrato, as doenças que terão cobertura, mas não
pode limitar o tipo de tratamento a ser utilizado pelo paciente, exceto se tal tratamento não constar na lista
de procedimentos da ANS.
b) Uma das condições para que o reajuste de mensalidade de plano de saúde individual fundado na mudança
de faixa etária do beneficiário seja válido é que os percentuais aplicados sejam razoáveis, baseados em
estudos atuariais idôneos, e não onerem excessivamente o consumidor nem discriminem o idoso.
c) Na vigência dos contratos de seguro de assistência à saúde, a pretensão condenatória decorrente da
declaração de nulidade de cláusula de reajuste neles prevista prescreve em um ano.

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d) É abusiva a cláusula contratual de coparticipação na hipótese de internação superior a trinta dias em


razão de transtornos psiquiátricos, por restringir obrigação fundamental inerente à natureza do contrato.
e) A operadora de plano de saúde, em razão da sua autonomia, será isenta de responsabilidade por falha na
prestação de serviço de hospital conveniado.
28. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJBA/TJ BA/2019) A respeito de proteção contratual, responsabilidade por
vício do serviço e legitimidade ativa para a propositura de ações coletivas, assinale a opção correta, com
base no CDC e na jurisprudência do STJ.
a) Admite-se a responsabilização de buscadores da Internet pelos resultados de busca apresentados para
fazer cessar o vínculo criado, nos seus bancos de dados, entre dados pessoais e os resultados que não
guardam relevância para o interesse público à informação, seja pelo conteúdo eminentemente privado, seja
pelo decurso do tempo.
b) Sob o argumento da reciprocidade, é válida a imposição, pelo juiz, de cláusula penal a fornecedor de bens
móveis no caso de demora na restituição do valor pago quando do exercício do direito de arrependimento
pelo consumidor, ante a premissa de que este é apenado com a obrigação de arcar com multa moratória
quando atrasa o pagamento de suas faturas de cartão de crédito.
c) Pela sua especificidade, as normas previstas no CDC têm prevalência em relação àquelas previstas nos
tratados internacionais que limitam a responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros pelo
desvio de bagagem, especialmente as Convenções de Varsóvia e de Montreal.
d) O município não possui legitimidade ativa para ajuizar ação civil pública em defesa de servidores a ele
vinculados, questionando a cobrança de tarifas bancárias de renovação de cadastro, uma vez que a proteção
de direitos individuais homogêneos não está incluída em sua função constitucional.
e) É válida a rescisão unilateral imotivada de plano de saúde coletivo empresarial pela operadora de plano
de saúde em desfavor de microempresa com apenas dois beneficiários, em razão da inaplicabilidade das
normas que regulam os contratos coletivos, justamente por faltar o elemento essencial de uma população
de beneficiários.
29. (CEBRASPE (CESPE) - JE TJSC/TJ SC/2019) No que tange à relação jurídica entre consumidor e
incorporadora imobiliária, à comissão de corretagem e à taxa de assessoria técnico imobiliária, julgue os
itens a seguir à luz das disposições do Código de Defesa do Consumidor e do entendimento do STJ.
I A incorporadora, na condição de promitente-vendedora, é parte ilegítima para figurar no polo passivo da
ação que vise à restituição ao consumidor dos valores pagos a título de comissão de corretagem e de taxa
de assessoria técnico-imobiliária.
II É válida a cláusula que transfira ao promitente-comprador a obrigação de pagar a comissão de corretagem
nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma em regime de incorporação imobiliária,
desde que previamente informado o preço total da aquisição da unidade autônoma, com o destaque do
valor da comissão de corretagem.
III É abusiva a cobrança pelo promitente-vendedor do serviço de assessoria técnico-imobiliária, ou atividade
congênere, vinculada à celebração de promessa de compra e venda de imóvel.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.

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c) Apenas os itens I e III estão certos.


d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
30. (CESPE – TJ/PR – Juiz Estadual – 2017) Acerca da responsabilidade pelo vício do produto e do
serviço, da oferta e publicidade e da proteção contratual, assinale a opção correta à luz do CDC, do
entendimento doutrinário sobre o tema e da jurisprudência do STJ.
a) O direito de arrependimento concedido ao consumidor, dentro do prazo de reflexão obrigatório, deve ser
motivado.
b) O serviço de transporte aéreo não é essencial, razão pela qual se admite solução de continuidade na sua
prestação.
c) A malha aérea ofertada pela agência reguladora não vincula a concessionária de serviço de transporte
aéreo a prestar o serviço concedido.
d) Para a incidência do princípio da vinculação, a oferta deve ser precisa, pois o simples exagero não obriga
o fornecedor.
31. (CESPE - Juiz de Direito (TJDFT)/2015/XLII) Com relação às práticas comerciais reguladas no CDC,
assinale a opção correta à luz da legislação aplicável e da jurisprudência do STJ.
a) O estabelecimento comercial que vende veículos automotores de fabricação nacional está obrigado a
assegurar ao consumidor a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação
do produto e, uma vez cessada a produção, a oferta deverá ser mantida por tempo razoável, na forma da lei.
b) Os bancos de dados e de cadastros de proteção ao crédito podem manter em seus registros o nome de
consumidor inadimplente por, no máximo, dez anos.
c) O consumidor que alegar falsidade nas informações ou nas comunicações em uma relação jurídica de
consumo que envolva publicidade deverá assumir o ônus da prova.
d) Todas as pessoas potencialmente expostas às práticas comerciais previstas no CDC são equiparadas a
consumidores para fins de aplicação do referido código.
e) Cabe ao consumidor inadimplente, após o pagamento integral da dívida, requerer a exclusão de seu nome
dos bancos de dados e de cadastros de consumidores de órgãos de proteção ao crédito.
32. (CESPE - Juiz Estadual (TJ PB)/2015) A respeito da oferta e da publicidade de produtos e serviços,
assinale a opção correta.
a) Cabe ao consumidor a prova da ausência da veracidade da informação ou comunicação publicitária
veiculada pelo patrocinador.
b) A publicidade enganosa resultante de erro de terceiro não obriga a empresa por ela beneficiada.
c) Cessada a produção ou a importação de determinado produto, sua oferta deverá ser mantida pelo período
de cinco anos.
d) Os fornecedores de produtos ou serviços são subsidiariamente responsáveis pelos atos de seus prepostos
que não possuam vínculo trabalhista ou de subordinação.
e) Para que ocorra o reconhecimento da publicidade enganosa, exige-se que haja capacidade de indução a
erro do consumidor, sem que seja necessária a comprovação de qualquer prejuízo.

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33. (CESPE - Juiz de Direito (TJDFT)/2014) Assinale a opção correta a respeito dos direitos do
consumidor e das práticas comerciais nas relações de consumo.
a) Para ter direito à revisão de cláusulas contratuais em razão de fato superveniente, o consumidor deverá
demonstrar a existência de evento extraordinário e imprevisível, que torne o adimplemento contratual
excessivamente oneroso a ele.
b) Conforme o CDC, toda propaganda capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou
perigosa à sua saúde ou segurança consiste em publicidade enganosa.
c) A execução de serviços pelo fornecedor condiciona-se, em qualquer hipótese, à prévia elaboração de
orçamento e à autorização expressa do consumidor.
d) O valor do serviço, constante em orçamento prévio entregue pelo fornecedor ao consumidor, tem
validade de dez dias, não podendo esse prazo ser alterado por acordo entre as partes.
e) Salvo hipótese de engano justificável, o consumidor tem direito à repetição em dobro da quantia dele
cobrada indevidamente, desde que demonstre o efetivo pagamento do valor cobrado em excesso.
34. (CESPE – TJ/PR – Juiz Estadual – 2017) Determinada empresa que fabrica cervejas divulgou
propaganda de sua nova bebida, de cor escura, e estampou uma mulher negra no anúncio, associando seu
corpo às características do produto. O MP ajuizou ACP pleiteando a alteração do anúncio, sob o argumento
de que ele era racista e sexista e que sua propagação violaria os direitos dos consumidores. Nessa ação,
também foi requerido que o magistrado fixasse dano moral coletivo. Nessa situação hipotética, conforme
a legislação aplicável ao caso e o entendimento doutrinário sobre o tema,
a) a alegação do MP é compatível com a tipificação de propaganda abusiva, pois, no caso, ocorreu
discriminação a determinado segmento social.
b) o ônus da prova da veracidade e correção da informação publicitária incumbirá ao MP.
c) tipificou-se violação de direitos individuais homogêneos pela fabricante de cervejas.
d) o dano moral coletivo só estará configurado se tiver havido abalo à integridade psicofísica das mulheres
negras.
35. (IBFC - JF TRF2/TRF 2/2018) Assinale a opção que se caracteriza como prática abusiva, e que são
vedadas ao fornecedor de produtos ou serviços:
I - Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem
como, sem justa causa, a limites quantitativos.
II - Permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores
que o fixado pela autoridade administrativa como máximo.
III - Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer
serviço.
IV - Elevar o preço de produtos ou serviços.
a) Estão corretas apenas as assertivas I e II.
b) Estão corretas as assertivas I, II e III.
c) Estão corretas as assertivas II e III.
d) Todas as assertivas estão corretas.

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e) Estão corretas as assertivas I e IV.


36. (JT – TRT5/2013) Acerca de publicidade empresarial, assinale a opção correta à luz do Código de
Defesa do Consumidor.
a) É do MP o ônus da prova em ação civil pública por ele proposta para responsabilizar anunciante por
publicidade abusiva ou enganosa, sendo aplicável a inversão se presentes os pressupostos que a justifiquem.
b) Considere que determinada agência de turismo promova a distribuição de panfletos anunciando a venda
de pacotes de turismo, a preços baixos, para praias do México, nos meses de janeiro a março, mas omita que
esse período corresponde à temporada de furacões na região. Nesse caso, a publicidade é considerada
simulada por omissão.
c) Considere que, em jornal de circulação nacional, seja publicada, com aparência de matéria jornalística
desse jornal e sem indicação de se tratar de publicidade, publicidade relativa a determinado automóvel em
que esse automóvel é avaliado como excelente. Nesse caso, a referida publicidade é considerada enganosa.
d) Compete exclusivamente ao Poder Executivo impor a realização de contrapropaganda ao anunciante que
tenha feito anúncio publicitário abusivo ou enganoso.
e) Considere que, em anúncio televisivo, protagonizado por médico de renome por fazer reportagens
televisivas e por ser escritor, se afirme que determinado sabonete elimina 90% das bactérias presentes na
pele das crianças e que se apure que, na verdade, o referido sabonete elimina apenas 10% das bactérias.
Nessa situação, o anúncio é publicidade abusiva.
37. (JT – TRF5/2013) Assinale a opção correta de acordo com o CDC.
a) Se o dano for causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço, respondem
subsidiariamente o seu fabricante, o construtor ou importador e quem tiver realizado a incorporação.
b) São nulas de pleno direito as cláusulas que infrinjam as normas ambientais ou possibilitem sua violação.
c) Comprovado que o fornecedor desconhecia os vícios de qualidade por inadequação do produto, extingue-
se o dever de indenizar.
d) As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são solidariamente
responsáveis pelas obrigações estabelecidas no CDC.
e) Quando a contratação do serviço ocorrer fora do estabelecimento comercial, o consumidor poderá desistir
do contrato no prazo de até quinze dias, contado da assinatura ou do recebimento do serviço.
38. (JT – TRF2/2013) Com relação às cláusulas abusivas e nulas, de que trata o CDC, assinale a opção
correta.
a) O fornecimento de serviços por determinada empresa pode ser regido por regra contratual que estipule
a utilização obrigatória da arbitragem com o objetivo de resolver, de forma mais célere, conflitos com
consumidores.
b) Um fornecedor do ramo de bens importados pode estipular, contratualmente, a alteração unilateral nos
preços de seus produtos, como instrumento de garantia para as hipóteses de mudanças bruscas no cenário
econômico internacional.
c) Um contrato de prestação de serviços de limpeza predial poderá estabelecer a utilização de substância
química vedada por legislação ambiental, sem que isso implique a nulidade da respectiva cláusula.

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d) Um contrato poderá prever o ressarcimento, a cargo dos consumidores, dos custos de cobrança relativa
às suas obrigações, em situações de comprovado risco de inadimplência, sem que esse direito possa ser
invertido contra o fornecedor.
e) Na relação de consumo, uma pessoa jurídica X poderá celebrar com seu fornecedor Y contrato com
cláusula que limite o pagamento de indenizações a situações justificáveis.
39. (JT – TRT18/2014) No que se refere à publicidade nas relações de consumo, considere:
I. A publicidade enganosa poderá ocorrer comissivamente ou por omissão, neste caso quando deixar
de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
II. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem
as patrocina.
III. O rol que detalha as hipóteses de publicidade abusiva é taxativo e não elucidativo, tratando-se
daquela discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se
aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja
capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
Está correto o que consta APENAS em
a) I.
b) II e III.
c) I e II.
d) III.
e) III.
40. (JT – TRT1/2013) Genilda apresenta-se como vidente, fazendo leitura de búzios e tarô, além de
trabalhos místicos para trazer de volta namorados e cônjuges. Integra o “tratamento” uma beberagem de
origem desconhecida, com efeitos laxantes. A publicidade de sua conduta, explorando a superstição, além
de ser capaz de induzir a consumidora a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde, será,
de acordo com o Código de Defesa do Consumidor:
a) Enunciativa.
b) Abusiva.
c) Enganosa.
d) Comparativa.
e) Simulada.
41. (JF – TRT2/2014) Considere a publicidade feita por sociedade prestadora de serviço. A mensagem
publicitária assinala, ao final: “não se comporte como pobre, como um gari ou outro perdedor, contrate
nossos serviços”. Assinale a proposição correta:
a) Trata-se de publicidade enganosa e, em tese, configura tipo penal, que admite a modalidade dolosa ou
culposa.
b) A hipótese é de publicidade abusiva, mas a Lei nº 8.078/90 não prevê sanção penal, e sim apenas cível.
c) Cuida-se de publicidade abusiva e, em tese, apta a acarretar sanção cível, criminal e administrativa.

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d) A publicidade citada é, dependendo do ângulo, enganosa ou abusiva, e encerra infração cuja pena é
somente de multa, sem prejuízo de eventual repercussão civil.
e) A publicidade citada é subliminar, e encerra infração cuja pena é de multa, sem prejuízo de eventual
repercussão cível.

Promotor

42. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - MPE-AP - Promotor de Justiça Substituto) De acordo com a
jurisprudência STJ, na ação proposta pelo consumidor para a repetição de indébito por cobrança de valores
referentes a serviços telefônicos não contratados, promovida por empresa de telefonia, aplica-se o prazo
prescricional de
a) noventa dias.
b) cento e oitenta dias.
c) três anos.
d) cinco anos.
e) dez anos
43. (CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE CE)/MPE CE/2020) De acordo com o CDC, a publicidade enganosa
caracteriza-se por
I induzir, potencialmente, a erro o consumidor.
II ferir valores sociais básicos.
III ser antiética e ferir a vulnerabilidade do consumidor.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
44. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) A Lei Federal n. 8.078/90 (Código de Defesa do
Consumidor) proíbe a publicidade enganosa, definida, exemplificativamente, como a publicidade que seja
capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
45. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O consumidor cobrado em quantia indevida
tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
46. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) Segundo dispõe o Código de Defesa do
Consumidor, o orçamento prévio entregue pelo fornecedor de serviço ao consumidor, terá validade pelo
prazo de 10 (dez) dias, contado de seu recebimento pelo consumidor e, após aprovado por este último,
gera obrigações apenas para o primeiro.

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47. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) Os cadastros e dados de consumidores devem
ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, podendo conter quaisquer
informações negativas que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.
48. (Com. Exam. (MPE SP) - PJ (MPE SP)/MPE SP/2019) A respeito da oferta de produtos ou serviços, é
INCORRETO afirmar:
a) Deve informar sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
b) Deve assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas
características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem.
c) Deverá ser mantida por período razoável de tempo, quando cessadas a produção ou importação.
d) As informações veiculadas não integram o contrato que vier a ser celebrado.
e) O consumidor poderá exigir o cumprimento forçado da obrigação.
49. (FCC - PJ (MPE MT)/MPE MT/2019) O dever de informação na oferta de produtos ou serviços
a) não viola o interesse coletivo do grupo de consumidores, caso transgredido.
b) admite a subinformação.
c) exige comportamento positivo do fornecedor.
d) não é assegurado pela Lei nº 8.078/1990.
e) exige do fornecedor que informe apenas o preço.
50. (Com. Exam. (MPE GO) - PJ (MPE GO)/MPE GO/2019) Com o fim de limitar a atuação dos bancos de
dados à sua função social - reduzir a assimetria de informação entre o credor/vendedor para a concessão
e obtenção de crédito a preço justo -, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabeleceu
expressamente, em seu art. 43, § 1°, que os dados cadastrados de consumidores devem ser objetivos,
claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. A doutrina perfilha essa orientação ao afirmar
que "a informação falsa ou inexata simplesmente não serve para avaliar corretamente a solvência da
pessoa interessada na obtenção do crédito". (BENJAMIN, Antonio Herman V.; MARQUES, Claudia Lima;
BESSA, Leonardo Roscoe. Manual de Direito do Consumidor. 3D ed. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 2010, p. 299). Acerca da temática e do atual posicionamento sumulado do Superior Tribunal de
Justiça (ST J), assinale a alternativa correta:
a) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o prazo máximo
de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
b) A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitado por ele. Logo, cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao
Crédito a notificação do devedor após proceder à inscrição.
c) É indispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação
de seu nome em bancos de dados e cadastros.
d) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, cabe indenização por dano moral, ainda
quando preexistente legítima inscrição.
51. (FUNDEP - PJ (MPE MG)/MPE MG/2019) No julgamento do REsp 1.558.086/SP, o Ministro
Humberto Martins emitiu o juízo seguinte: "É abusivo o marketing (publicidade ou promoção de venda)
de alimentos dirigido. direta ou indiretamente. às crianças. A decisão de compra e consumo de gêneros

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alimentícios, sobretudo em época de crise de obesidade, deve residir com os pais. Daí a ilegalidade, por
abusivas, de campanhas publicitárias de fundo comercial que utilizem ou manipulem o universo lúdico
infantil."
No que diz respeito a esse juízo, integram o fundamento legal da decisão os dispositivos seguintes, exceto:
a) É abusiva, dentre outras, a publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da
criança ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua
saúde ou segurança.
b) É direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais
coercitivos ou desleais, bem como contra práticas abusivas no fornecimento de produtos e serviços.
c) É vedado ao fornecedor de produtos e serviços prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor,
tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou
serviços.
d) É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao
fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.
52. (FUNDEP - PJ (MPE MG)/MPE MG/2019) Assinale a alternativa incorreta:
a) O dever de veracidade, na publicidade comparativa, proíbe a comparação falsa, inexata, ambígua,
omissiva ou que, por qualquer meio, possa induzir o consumidor em erro quanto às reais características e
vantagens dos bens e serviços comparados.
b) É vedada a publicidade comparativa implícita quando, embora seja possível identificar os concorrentes,
não há menção explícita à marca.
c) É vedada, na publicidade comercial, a comparação que não tem suporte em dados comprováveis, porque
viola o direito do consumidor a receber informação correta e verdadeira sobre o produto ou serviço
comparado.
d) É vedada a publicidade comparativa que gere confusão acerca da origem e da qualidade dos produtos e
serviços anunciados, porque lhe falta clareza e pode induzir o consumidor em erro.
53. (Com. Exam. (MPE PR) - PJ (MPE PR)/MPE PR/2019) Analise as assertivas abaixo e assinale a
alternativa correta:
a) O produto é considerado defeituoso pelo fato de, no prazo de 30 (trinta) dias, outro de melhor qualidade
ser colocado no mercado.
b) A garantia legal de adequação do produto ou serviço depende de termo expresso, sendo possível a
exoneração contratual do fornecedor, caso haja anuência do consumidor.
c) O direito de o consumidor reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação de produtos duráveis,
adquiridos pela internet, caduca em 07 (sete) dias.
d) O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.
e) A garantia contratual complementar à legal consiste em ato de liberalidade do fornecedor e, portanto,
não pode impor ônus ao consumidor.
54. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) É abusiva a cláusula contratual de plano de
saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado.

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55. (Com. Exam. (MPE GO) - PJ (MPE GO)/MPE GO/2019) No âmbito do Direito do Consumidor, assinale
a alternativa que está de acordo com posicionamento sumulado do Superior Tribunal de Justiça (STJ):
a) O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil pública, a indenização decorrente
do DPVAT em beneficio do segurado.
b) As instituições de ensino superior respondem subjetivamente pelos danos suportados pelo
aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre o qual não
lhe tenha sido dada prévia e adequada informação.
c) A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência
médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo
de 24 horas contado da data da contratação.
d) O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas
sociedades cooperativas.
56. (Com. Exam. (MPE GO) - PJ (MPE GO)/MPE GO/2019) No âmbito do Direito do Consumidor (Lei n.
8.078/90), assinale a alternativa que está em desacordo com posicionamento dominante no âmbito do
Superior Tribunal de Justiça (STJ):
a) A devolução em dobro dos valores pagos pelo consumidor, prevista no art. 42, parágrafo único, do CDC,
pressupõe tanto a existência de pagamento indevido quanto a má-fé do credor.
b) A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido
no Código Civil.
c) Configura-se abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidentes em período anterior à
entrega das chaves nos contratos de compromisso de compra e venda de imóveis em construção sob o
regime de incorporação imobiliária.
d) As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a
fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.
57. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O consumidor pode desistir do contrato, no
prazo de 7 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, em
todas as hipóteses de contratação de fornecimento de produtos e serviços.
58. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O Código de Defesa do Consumidor estabelece
a nulidade de pleno direito das cláusulas contratuais abusivas relativas ao fornecimento de produtos e
serviços, que transfiram responsabilidades a terceiros e estabeleçam inversão do ônus da prova em
prejuízo do consumidor, dentre outras.
59. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) Nos contratos de compra e venda de móveis ou
imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia,
consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda parcial das prestações pagas
em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada
do produto alienado.
60. (Com. Exam. (MPE SC) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2019) O Código de Defesa do Consumidor, com base
nos princípios de acesso aos órgãos administrativos e da facilitação de defesa dos direitos do consumidor,
admite a celebração de cláusula contratual que determine a utilização compulsória de arbitragem.
61. (FCC - PJ (MPE MT)/MPE MT/2019) Os instrumentos do contrato de adesão

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a) não há qualquer regra estabelecida pelo legislador, pois cabe ao consumidor realizar a leitura do contrato,
antes de assiná-lo.
b) serão redigidos com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não poderá ser inferior ao
corpo doze.
c) serão redigidos com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não poderá ser inferior ao
corpo quatorze.
d) serão redigidos com caracteres ostensivos e legíveis, sem tamanho predefinido.
e) serão redigidos conforme decidido pelo fornecedor.
62. (FUNDEP - PJ (MPE MG)/MPE MG/2018) Considerando as disposições da Lei 8078/90 e a
jurisprudência sobre direito do consumidor, é INCORRETO afirmar que:
a) É garantida ao consumidor a possibilidade de exigir o abatimento proporcional do preço sempre que,
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, a quantidade de conteúdo líquido do produto for
inferior às indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem publicitária.
b) É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade enganosa e os que dela se
aproveitam na comercialização de seu produto ou serviço.
c) É possível a incidência do Código de Defesa do Consumidor, nas hipóteses em que a parte (pessoa física
ou jurídica), apesar de não ser a destinatária final do produto ou serviço, apresenta-se em situação de
vulnerabilidade.
d) O elenco de cláusulas abusivas indicado no art. 51 do Código de Defesa do Consumidor é taxativo, não se
exigindo, contudo, a comprovação de má-fé ou dolo do fornecedor para caracterização da abusividade.
63. (CESPE – MPE/RR – 2017) Acerca dos bancos de dados e cadastros de consumidores, assinale a
opção correta à luz do entendimento doutrinário a respeito do tema e da jurisprudência do STJ.
a) Embora restrinjam a privacidade dos consumidores, os bancos de dados de proteção ao crédito estão em
conformidade com a ordem constitucional.
b) Os cadastros de consumidores são constituídos por informações repassadas pelos fornecedores, as quais
têm como destino final o mercado.
c) A conduta do fornecedor de não comunicar ao consumidor da inscrição de seu nome em cadastro de
proteção ao crédito caracteriza dano moral, ainda que exista regular inscrição pretérita.
d) As instituições financeiras responderão subjetivamente pelos danos que forem perpetrados por
fraudadores contra seus clientes.

Defensor

64. (FCC - 2021 - DPE-GO - Defensor Público) Roberta teve o seu nome lançado em cadastro de proteção
ao crédito em razão de dívidas das quais discorda e questiona em juízo. As dívidas foram lançadas em
datas subsequentes, e a autora ajuizou ações em que questiona todas as dívidas realizadas em seu nome
e pede indenização por danos morais em razão das inscrições indevidas. Nesse caso,
a) pedido deverá ser julgado improcedente, uma vez que a existência de prévia inscrição legítima afasta o
direito à indenização por danos morais, mesmo que outra inscrição seja indevida, em consonância com o
entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça que se aplica inteiramente ao caso.

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b) embora o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça indique a inexistência de danos morais
diante da inscrição indevida se já havia inscrição legítima preexistente, tal súmula é afastada de plano pela
simples existência de alguma contestação judicial da dívida anterior.
c) deve ser aplicado o entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, que autoriza expressamente
a incidência dos danos morais diante de uma inscrição indevida, independentemente da existência de
inscrição preexistente.
d) deve ser feito o distinguishing para que seja afastado o entendimento sumulado do Superior Tribunal de
Justiça quanto ao não cabimento de indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, em
razão das peculiaridades do caso concreto.
e) embora não haja entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça a respeito da incidência dos
danos morais em hipótese de inscrição indevida se já havia inscrição legítima preexistente, a condenação é
a solução mais adequada diante dos princípios protetivos do consumidor.
65. (FCC - DP AM/DPE AM/2018) A respeito dos bancos de dados e cadastros de consumidores, NÃO
está expresso no Código de Defesa do Consumidor:
a) Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos
respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo
acesso ao crédito junto aos fornecedores.
b) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas.
c) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres
são considerados entidades de caráter público.
d) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a dez anos.
e) Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações
fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-los pública e anualmente.
66. (FCC - DP (DPE AP)/DPE AP/2018) Sobre a oferta, quando relacionada a práticas comerciais, o
Código de Defesa do Consumidor prevê expressamente que
a) os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição por, no
mínimo, cinco anos após a realização da compra do produto pelo consumidor.
b) o consumidor poderá, se o fornecedor se recursar ao cumprimento da oferta, obedecendo esta ordem,
exigir o cumprimento forçado da obrigação, aceitar outro produto equivalente, rescindir o contrato.
c) as informações necessárias à apresentação da oferta, em produtos refrigerados, deverão ser gravadas de
forma indelével.
d) estão proibidas as expressões que não permitam precisão na avaliação do produto, tais como “o melhor
do mundo”, “o mais incrível” e, se praticadas, integrarão a oferta veiculada ao consumidor.
e) o consumidor final e efetivo do produto ou serviço está protegido pela oferta.
67. (FCC - DP RS/DPE RS/2018) Joana, que paga pontualmente todas as suas contas de água, luz e
telefone, mudou-se para sua nova casa em 1º de julho de 2017. Em janeiro de 2018, foi surpreendida pelo
corte do abastecimento de energia nessa residência. Ao buscar explicações perante a concessionária do

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serviço público, essa lhe informou que existiam débitos de consumo do período de dezembro de 2015 a
maio de 2017, o que totalizava dívida de mais de R$ 5.000,00. Além do corte, houve inclusão do nome de
Joana nos órgãos restritivos de crédito.
Tomando por base exclusivamente as informações contidas na relação de consumo acima narrada, é correto
afirmar:
a) A prestação de serviço de abastecimento de energia elétrica tem natureza propter rem, motivo pelo qual
a cobrança pela dívida anterior a 1º de julho de 2017 e o corte são lícitos.
b) Débitos pretéritos, ainda que os mais recentes estejam pagos, autorizam a suspensão do serviço, sob
pena de locupletamento indevido do consumidor.
c) O fornecimento de energia elétrica é considerado um serviço público uti singuli, porque tem utilização
individual e não compulsória, remunerada por taxa ao fornecedor, sendo obrigação de Joana quitar os
débitos pretéritos.
d) A suspensão do fornecimento de energia elétrica por débitos pretéritos é ilícita, porém é juridicamente
admissível a cobrança judicial e extrajudicial da integralidade do débito contra Joana.
e) A suspensão do abastecimento e a cobrança do período anterior a julho de 2017 constituem práticas
ilícitas, que ensejam indenização por dano moral in re ipsa.
68. (FCC - DP MA/DPE MA/2018) Em relação ao orçamento prévio dos serviços a serem realizados, é
correto afirmar:
a) Sua validade não pode ter a data alterada pelo fornecedor de serviços, devendo ser observado o prazo
de 10 (dez) dias previstos no Código de Defesa do Consumidor.
b) É dispensável a indicação dos materiais e da mão de obra a serem empregados, bastando, para sua
especificação, o valor, a menção genérica de seu conteúdo e o prazo de início e finalização do serviço.
c) Sua aprovação pelo consumidor obriga o fornecedor a realizar o serviço nos moldes e nos termos em que
ficaram discriminadas as especificidades para sua realização.
d) O consumidor somente responde por acréscimo no valor quando o fornecedor precisar contratar terceiro
para finalização do serviço contratado, ainda que não conste no orçamento prévio.
e) Sua validade é contada a partir de sua emissão pelo fornecedor.
69. (CEBRASPE (CESPE) - DP DF/DP DF/2019) A respeito da publicidade, das sanções criminais e das
práticas contratuais abusivas em relações de consumo, julgue o item a seguir, tendo como referência a
legislação pertinente e o entendimento dos tribunais superiores.
Situação hipotética: A emissora de televisão X veiculou ao público informações inverídicas a respeito da
audiência da emissora de televisão Y, sua concorrente, com base em dados adulterados de sociedade
empresária oficial de pesquisa de opinião. Em razão disso, a emissora Y deu entrada em processo litigioso
contra a emissora X. Assertiva: Segundo entendimento do STJ, é possível a aplicação da legislação
consumerista no referido processo litigioso, para proteger o público de práticas abusivas e desleais do
fornecedor de serviços.
70. (FCC - DP (DPE AP)/DPE AP/2018) No tocante aos contratos de adesão,
a) o Código de Defesa do Consumidor prevê a fonte mínima para a letra utilizada no contrato de adesão.
b) não admitem inserção de cláusula resolutória alternativa, a escolha do consumidor.

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c) não permitem qualquer inserção de cláusula no contrato, sob pena de desconfiguração de sua natureza.
d) não podem prever cláusula que limite direito do consumidor.
e) o Código de Defesa do Consumidor prevê limitação de páginas ao contrato de adesão, com o intuito de
facilitar sua leitura e compreensão.
71. (FCC - DP AM/DPE AM/2018) Por se tratarem de normas cogentes de ordem pública e de inegável
interesse social, os contratos firmados sob o pálio do Código de Defesa do Consumidor ocasionam a
a) impossibilidade de modulação dos efeitos das cláusulas contratuais, na fase de execução do contrato,
quando verificada a aplicação da teoria da quebra da base objetiva.
b) inversão do ônus da prova, benefício que não pode ser estendido às pessoas jurídicas consumidoras,
ainda quando reconhecida sua vulnerabilidade no caso concreto.
c) possibilidade, pelo julgador, de ofício, em reconhecer a nulidade de cláusulas abusivas, com exceção
daquelas previstas em contratos bancários.
d) declaração de nulidade de cláusula compromissória compulsória, salvo quando o consumidor pessoa física
não for hipossuficiente econômico.
e) responsabilidade objetiva do fabricante, distribuidor, montador, prestadores de serviços, profissionais
liberais e demais fornecedores de produto e/ou serviço, no descumprimento contratual por vício do produto
ou serviço.
72. (FCC –DPE/PR – Defensor Público – 2012) Sobre oferta e publicidade é correto afirmar que
a) no caso de outorga de crédito, como nas hipóteses de financiamento ou parcelamento, é necessária
apenas a discriminação do número, periodicidade e valor das prestações
b) o ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe à agência de
publicidade.
c) é enganosa a publicidade que desrespeita valores da sociedade e que é capaz de induzir o consumidor a
se comportar de forma prejudicial à sua saúde.
d) configura infração ao direito básico do consumidor à informação apenas informar os preços em parcelas,
obrigando-o ao cálculo total.
e) da inexecução de uma oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor não pode aceitar a entrega de
outro produto ou prestação de serviço equivalente.
73. (FCC –DPE/MA - Defensor Público – 2015) Sobre oferta e publicidade, é correto afirmar:
a) É possível a utilização de publicidade comparativa desde que não seja enganosa ou abusiva e que não
denigra a imagem do concorrente ou confunda o consumidor quanto aos produtos e serviços comparados.
b) A celebridade que participa de peça publicitária não pode ser responsabilizada por eventual engano ou
abusividade.
c) O veículo de comunicação transmissor da publicidade não pode ser responsabilizado por abusividade
quando não participa da produção da peça publicitária.
d) Pelo princípio da vinculação da oferta, não é permitido ao fornecedor limitar de qualquer forma a oferta,
seja territorialmente, seja em relação à quantidade, seja em razão da forma de pagamento.

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e) Concessionários e revendedores autorizados não se obrigam às ofertas divulgadas pelo fabricante, a não
ser nos casos de engano ou abusividade.
74. (FCC –DPE/CE - Defensor Público – 2014) Acerca dos bancos de dados e cadastros de consumidores,
é correto afirmar:
a) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres
são considerados entidades de caráter privado.
b) É vedado inserir o nome e os dados de consumidor em quaisquer cadastros sem prévia autorização dele.
c) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, podendo conter informações negativas do consumidor referentes aos últimos dez anos.
d) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos cadastros de inadimplentes dos serviços de
proteção ao crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
e) A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo só deverá ser comunicada ao
consumidor quando solicitada por ele.
75. (FCC –DPE/MA - Defensor Público – 2015) Sobre bancos de dados e cadastros de consumidores, é
correto afirmar:
a) É indispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação
de seu nome em bancos de dados e cadastros, sob pena de responsabilização por danos morais.
b) O direito brasileiro não admite o cadastro positivo de consumidores que permita a avaliação do risco na
concessão de crédito, por ferir as normas protetivas do CDC.
c) Os bancos de dados, a fonte e o consulente são responsáveis objetiva e solidariamente pelos danos
materiais e morais que causarem ao cadastrado.
d) Cabe indenização por danos morais sempre que inserida anotação irregular no cadastro de proteção de
crédito.
e) Os bancos de dados de órgão de proteção ao crédito não podem manter informações dos cartórios de
distribuição judicial sem o consentimento do consumidor.
76. (FUNDATEC - Tec Admin (DPE SC)/DPE SC/2018) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor,
é considerada enganosa a publicidade
a) que incite à violência.
b) que desrespeita valores ambientais.
c) discriminatória de qualquer natureza.
d) que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência de crianças.
e) nenhuma das alternativas.
77. (FCC - DP AM/DPE AM/2018) De acordo com disposição expressa do Código de Defesa do
Consumidor:
I. É abusiva qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e
quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

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II. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 15 dias a contar de sua assinatura ou do ato de
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços
ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou em domicílio.
III. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do
consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos
estatutos ou contrato social.
IV. São nulas de pleno direito as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, III e IV.
c) I e II.
d) I e IV.
e) I, II e III.

Procurador

78. (CEBRASPE/PGE-PA – 2023) João foi notificado da inscrição de seu nome em cadastro de
inadimplentes por meio de carta sem aviso de recebimento. A partir dessa situação hipotética, julgue os
próximos itens conforme a jurisprudência atual do STJ.
I É nula a notificação feita por carta sem aviso de recebimento, podendo João requerer a reparação dos
danos morais e materiais que eventualmente tiver sofrido em razão da irregularidade da inscrição.
II A inscrição do nome de João pode ser mantida até o prazo máximo de cinco anos, contados do dia seguinte
à data da notificação da inscrição.
III Caso João pague integralmente o débito, o credor deverá providenciar a exclusão do registro da dívida no
prazo máximo de cinco dias úteis.
IV Se a inscrição for irregular e João tiver outra inscrição preexistente e legítima, ele não terá direito à
indenização por dano moral.
Estão certos apenas os itens:
a) I e II.
b) II e IV.
c) I, III e IV.
d) I, II e III.
e) III e IV.
79. (CEBRASPE (CESPE) - Proc (Campo Grande)/Pref Campo Grande/2019) Julgue o item seguinte, com
base no Código de Defesa do Consumidor.
Produtos remetidos ao consumidor sem sua prévia solicitação equiparam-se a amostras grátis, de modo que
o consumidor não tem obrigação de pagar por eles.

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80. (CEBRASPE (CESPE) - Proc (Campo Grande)/Pref Campo Grande/2019) Julgue o item seguinte, com
base no Código de Defesa do Consumidor.
Caracteriza-se como abusiva a publicidade que induz a erro o consumidor a respeito da natureza, das
características, da qualidade, da quantidade, das propriedades, da origem, do preço e de quaisquer outros
dados sobre produtos e serviços.
81. (VUNESP - Proc Jur (Cerquilho)/Pref Cerquilho/2019) Leia as seguintes situações: (i) Uma loja de
departamento anuncia no jornal do bairro que qualquer peça do estoque tem preço de R$ 19,99, mas não
esclarece que se trata do valor da parcela e não da peça toda; (ii) Uma academia de ginástica, em um
anúncio pela internet, afirma que quem não frequentar suas dependências continuará sendo “gordo” e
“pelancudo” e terá dificuldade em arrumar emprego pela aparência.
Assinale a alternativa que demonstra corretamente como se classificam os anúncios.
a) o item (i) se trata de publicidade enganosa comissiva.
b) o item (ii) se trata de publicidade enganosa por omissão.
c) os itens (i) e (ii) são publicidades abusivas.
d) o item (i) traz caso de publicidade enganosa por omissão.
e) o item (ii) é caso de publicidade abusiva por omissão.
82. (VUNESP - Proc Jur (ESEF)/ESEF/2019) O consumidor terá acesso às informações existentes em
cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas
respectivas fontes. A respeito do tema bancos de dados e cadastros de consumidores, assinale a
alternativa correta.
a) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a dez anos.
b) A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser sempre comunicada por
escrito ao consumidor.
c) O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais
destinatários das informações incorretas.
d) Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres
são considerados entidades de caráter privado.
e) Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações
fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e mensalmente.
83. (VUNESP - Proc Mun (Sorocaba)/Pref Sorocaba/2018) Em razão de uma greve nacional de
transporte rodoviário de cargas, os postos de gasolina ficaram desabastecidos de combustíveis. Essa
situação de falta de tal produto essencial é pública e notória e ocorreu em todos os postos de gasolina do
Brasil. O posto XPTO decidiu racionalizar a venda e determinou que apenas 20 litros de gasolina poderiam
ser adquiridos por cada um dos consumidores até que a crise de abastecimento passasse, mantendo o
preço usual do combustível praticado antes da crise. Outro posto de gasolina, o GUGU, não colocou limite
de quantidade, mas aumentou os preços em 100% com relação àqueles que praticava antes da crise. Nesse
caso, é certo afirmar que

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a) ambos os fornecedores incorreram em práticas abusivas idênticas, pois, em razão da crise, exigiram do
consumidor vantagem manifestamente excessiva.
b) apenas o posto XPTO incorreu na prática abusiva de limitar quantidade de produtos a quem tem
condições de pagar por eles.
c) apenas o posto GUGU incorreu em prática abusiva, sendo considerada a elevação de preços sem justa
causa rechaçada pelo texto legal.
d) ambos agiram em estrito cumprimento do texto legal, pois a situação de crise autoriza que tais práticas
sejam utilizadas a bem do todo e em detrimento dos interesses individuais.
e) o posto XPTO praticou abusividade, pois não se pode limitar a quantidade de produtos a quem tenha
condição de comprá-los, mas o posto GUGU agiu de acordo com as leis de mercado, porque, quando a oferta
é pequena e a procura é maior, os preços podem ser elevados.
84. (VUNESP - Proc Mun (Sorocaba)/Pref Sorocaba/2018) Acerca do que prevê o Código de Defesa do
Consumidor sobre oferta e publicidade, é certo afirmar que
a) toda oferta é uma publicidade, mas nem toda publicidade será uma oferta.
b) a oferta tem natureza jurídica de pré-contrato, o que não se estende à publicidade.
c) o fornecedor do produto ou serviço é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.
d) os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto
não cessar a fabricação ou importação do produto.
e) é permitida a publicidade de bens e serviços por telefone, mesmo sendo a chamada onerosa ao
consumidor que a origina.
85. (VUNESP - Proc (Pref SBC)/Pref SBC/2018) Coriolana Ferreira ganhou de sua neta um aparelho
celular importado. Quando manuseava o aparelho, o mesmo acabou escorregando de suas mãos, caindo
ao chão e quebrando a sua tela. Ao procurar uma nova tela para comprar e trocar junto à importadora,
esta informou que não seria possível, porque a partir daquela semana eles haviam parado de comercializar
aquele modelo e, em razão disso, não estavam mais vendendo peças de reposição.
A partir destes fatos hipotéticos, Coriolana:
a) deve tentar localizar o fabricante do aparelho, pois somente com relação ao mesmo será possível solicitar
a peça de reposição.
b) não poderá exigir a disponibilização da nova tela, pois não foi ela quem adquiriu o aparelho celular.
c) poderá pleitear judicialmente com ação de cumprimento de obrigação de fazer, consistente na
disponibilização da tela de reposição, desde que a ação seja proposta em litisconsórcio com sua neta, que
adquiriu o aparelho celular.
d) não poderá exigir da importadora a tela de reposição, eis que o dano à tela foi causado por sua culpa, que
deixou o aparelho cair ao chão.
e) é considerada consumidora por equiparação e poderá exigir da importadora a peça de reposição, que
deve continuar a ser oferecida por tempo razoável, mesmo após cessada a importação.

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86. (CEBRASPE (CESPE) - Proc (PGM Manaus)/Pref Manaus/2018) Considerando a legislação vigente e
a jurisprudência do STJ, julgue o seguinte item, concernente a locação de imóveis urbanos, direito do
consumidor, direitos autorais e registros públicos.
A reprodução de dados constantes em registro de cartório de protesto, realizada por entidade de proteção
ao crédito, ainda que seja feita de forma fiel e objetiva, caracterizará prática abusiva indenizável quando for
efetivada sem a ciência prévia do consumidor.
87. (VUNESP - Proc Mun (Pref SJRP)/Pref SJRP/2019) São nulas de pleno direito, entre outras, as
cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que
a) estabeleçam inversão do ônus da prova sem prejuízo do consumidor.
b) possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
c) determinem a utilização facultativa de arbitragem para a solução de litígios.
d) autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, conferindo igual direito ao consumidor.
e) concedam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga.
88. (FCC - Proc (PGE TO)/PGE TO/2018) Nas relações jurídicas derivadas de contratos regidos pelo
Código de Defesa do Consumidor, aplicam-se as seguintes regras legais:
I. Em contrato de adesão, a inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do
contrato.
II. É anulável a cláusula que estabelecer a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
III. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra
forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e contínuos,
independentemente de serem ou não essenciais.
IV. Pelas obrigações, as sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis, as sociedades coligadas
só responderão por culpa e as sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são
subsidiariamente responsáveis.
V. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o nome,
o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas − CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa
Jurídica − CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) II e IV.
c) III, IV e V.
d) I, IV e V.
e) I, II e V.
89. (VUNESP - Proc Mun (Sorocaba)/Pref Sorocaba/2018) Acerca do que preveem as legislações e as
decisões dos tribunais superiores sobre contratos de consumo, é correto afirmar que
a) em contratos de outorga de crédito ou financiamento, não poderá haver multas de mora superiores a
10% do valor de cada prestação.

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b) a cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência
médica nas emergências ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 (vinte
e quatro) horas contado da data da contratação.
c) na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel submetido ao Código de
Defesa do Consumidor, deve ocorrer a restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador de maneira
integral, independentemente se constatada culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor ou se o
comprador tiver dado causa ao desfazimento do contrato.
d) nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis e não duráveis, a compensação ou a
restituição das parcelas quitadas terá descontada apenas a vantagem econômica auferida com a fruição, não
sendo incluídos nesse desconto os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.
e) a nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, mesmo quando de sua ausência,
apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.

Cartório

90. (IESES - NeR (TJ AM)/TJ AM/Provimento/2018) Acerca da Publicidade e sua disciplina na Lei n.
8.078/90, considere as seguintes afirmações:
I. É enganosa, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência,
explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança,
desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
II. A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou
serviço.
III. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina. A experiência comum, não se costuma assinar, como livros empresariais e assentos domésticos.
É correto o que se afirma em:
a) Apenas as assertivas II e III.
b) As assertivas I, II e III.
c) Apenas as assertivas I e III.
d) Apenas as assertivas I e II.
91. (IESES - NeR (TJ CE)/TJ CE/Remoção/2018) A modalidade de informação ou comunicação de caráter
publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de
induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades,
origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços é considerada pelo Código de Defesa
do Consumidor como:
a) Enganosa.
b) Arbitrária.
c) Dissimulada.
d) Abusiva.

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92. (IESES - NeR (TJ SC)/TJ SC/Remoção/2019) Tratando-se de relação de consumo:


I. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro
do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano
justificável.
II. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e
serviços que estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
III. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em sete dias, tratando-se de
fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.
IV. Consumidor é somente toda pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário
final.
Com base nessas assertivas, assinale a alternativa que corresponda às assertivas FALSAS:
a) III e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e IV.
93. (CEBRASPE (CESPE) - NeR (TJDFT)/TJDFT/Remoção/2019) Em um contrato de compra e venda de
imóvel mediante pagamento em prestações, foi estabelecida cláusula de perda total das prestações pagas
em favor do vendedor no caso de, em razão do inadimplemento do comprador, o vendedor pleitear a
resolução do contrato e a retomada do produto negociado.
Considerando-se essa situação hipotética e as disposições do Código de Defesa do Consumidor, é correto
afirmar que a referida cláusula
a) invalida totalmente o contrato, por ser abusiva.
b) é nula de pleno direito, por ser abusiva.
c) é válida, pois tem como objeto a proteção do vendedor.
d) poderá ser anulada caso seja comprovada má-fé do vendedor.
e) é válida, porque não se trata de hipótese de abusividade contratual.
94. (IESES - NeR (TJ AM)/TJ AM/Remoção/2018) Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham
sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.
No que se refere a este instituto de direito podemos afirmar:
I. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque,
permitindo sua imediata e fácil compreensão.
II. Nos contratos de adesão não se admite cláusula resolutória.
III. A inserção de cláusula no formulário desfigura a natureza de adesão do contrato.
IV. Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis,
cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo
consumidor.

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A sequência correta é:
a) Apenas a assertiva IV está incorreta.
b) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
c) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
d) Apenas as assertivas II e IV estão incorretas.

GABARITO
Magistratura

1. A
2. B
3. B
4. C
5. E
6. E
7. B
8. A
9. C
10. D
11. C
12. E
13. E
14. C
15. D
16. A
17. C
18. A
19. E
20. C
21. E
22. D
23. C
24. A
25. B
26. B
27. B
28. A
29. D
30. D
31. D

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32. E
33. E
34. A
35. B
36. D
37. B
38. E
39. C
40. B
41. C

Promotor

42. E
43. A
44. ERRADO
45. CERTO
46. ERRADO
47. ERRADO
48. D
49. C
50. A
51. D
52. B
53. D
54. CERTO
55. C
56. C
57. ERRADO
58. CERTO
59. ERRADO
60. ERRADO
61. B
62. D
63. A

Defensor

64. D
65. D
66. C
67. E
68. C
69. CERTO
70. A

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71. C
72. D
73. A
74. D
75. C
76. E
77. A

Procurador

78. E
79. CERTO
80. ERRADO
81. D
82. C
83. C
84. D
85. E
86. ERRADO
87. B
88. D
89. B

Cartório

90. A
91. A
92. A
93. B
94. C

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