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Entendendo o Ciclo Cardíaco e Valvas

O documento aborda o funcionamento do coração, detalhando o ciclo cardíaco, incluindo o volume sistólico final e diastólico final, além das funções das valvas e da condução elétrica. Explica a dinâmica do fluxo sanguíneo e a importância do nó sinoatrial na regulação do ritmo cardíaco. Também menciona o impacto de condições como infarto agudo do miocárdio no volume sistólico e débito cardíaco.

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Entendendo o Ciclo Cardíaco e Valvas

O documento aborda o funcionamento do coração, detalhando o ciclo cardíaco, incluindo o volume sistólico final e diastólico final, além das funções das valvas e da condução elétrica. Explica a dinâmica do fluxo sanguíneo e a importância do nó sinoatrial na regulação do ritmo cardíaco. Também menciona o impacto de condições como infarto agudo do miocárdio no volume sistólico e débito cardíaco.

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• VOLUME SISTÓLICO FINAL (VSF: 60-70 ml):

Ciclo cardíaco volume/quantidade de sangue que permanece no


coração após a sístole, ou seja, quantidade de sangue
que fica no ventrículo após contrair. É o resto de
CORAÇÃO
sangue que fica
• COMUNICAÇÃO UNILATERAL: 4 câmaras fechadas -> o O coração nunca vai ficar totalmente vazio.
lado direito com direito e lado esquerdo com esquerdo. Portanto é o menor volume de sangue que fica
Para que ocorra comunicação entre átrio e ventrículo é no ventrículo, depende muito da força de
necessário que exista a presença de valvas, permitindo contração, da frequência cardíaca, da
assim essa passagem de sangue, (porém não pode ficar capacidade cardíaca etc.
aberta 100% do tempo) • VOLUME SISTÓLICO (VS: 50-70 ml):
o 4 valvas: Existem 2 valvas atrioventriculares e volume/quantidade bombeada pelo coração a cada
2 valvas semilunares que ficam na saída do sístole ventricular/ a cada batimento.
ventrículo em direção ou para artéria aorta ou o VS: VDF – VSF
tronco pulmonar. Essas valvas controlam o
fluxo do sangue para que em algum momento
POTENCIAL ELÉTRICO NAS CÉLULAS MIOCÁRDICAS
do ciclo cardíaco consiga ficar com o
ventrículo totalmente isolado.
• Veia cava superior e inferior: leva o sangue do corpo
para o átrio direito.
• Sangue rico em gás carbônico-> chega no pulmão e
ocorre hematose, e o sangue fica rico em oxigênio e
volta para o coração através das veias pulmonares no
átrio esquerdo, cai no ventrículo esquerdo e logo na
circulação sistêmica através da artéria aorta. 4 valvas
controlam, portanto, esse fluxo.
• 2 VALVAS ATRIOVENTRICULARES: também conhecidas
• Nó sinusal é o marco passo natural, que faz o disparo
como valva esquerda/bicúspide e a tricúspide/direita->
do impulso elétrico, passando a corrente elétrica para
cúspide estão presas pelas cordas tendineas. O
outras células. Lembrando que dentro tem os discos
ventrículo vai enchendo e quando enche totalmente
intercalares com suas junções comunicantes que
começa contrair, com isso o fluxo sanguíneo “empurra”
permitem a passagem dessa corrente.
as cúspides e a partir do momento que faz essa
• Ponto 0: despolarização da membrana: Para
projeção de fechar as cúspides a valva fecha. Sem as
despolarizar a membrana tem que ter influxo de sódio.
cordas tendineas a valva não fecharia.
A membrana estava negativa e como sódio tem carga
• VALVAS SEMILUNARES: pressão interna do ventrículo
positiva, ao entrar faz com que se despolarize
aumenta e sangue do ventrículo sai em direção a aorta
• Ponto 2: platô -> para que ocorra o platô é necessário
ou tronco pulmonar. O sangue que está saindo pela
ter influxo de cálcio.
artéria aorta volta/regurgita e enche as válvulas
• Ponto 3: repolarização -> efluxo de potássio
semilunares. As válvulas vão encher e fechar a valva
(membrana começa ficar negativa novamente) e
(valva é o conjunto de válvulas)
diminui concentração de cálcio.
• Canal de sódio: é rápido.
TERMOS UTILIZADOS NA CARDIOLOGIA
• Canal de potássio: mais lento.
• RETORNO VENOSO (RV): fluxo de sangue proveniente
dos tecidos periféricos que chega no átrio direito -> CONDUÇÃO ELÉTRICA
quantidade de sangue que chega da circulação
sistêmica no átrio direito • NÓ SINOATRIAL: fica na aurícula direita, em um ponto
• DIÁSTOLE: relaxamento atrial ou ventricular estratégico de retorno venoso. Quando sangue está
circulando em menor velocidade o coração bate mais
• VOLUME DIASTÓLICO FINAL (VDF: 120-140 ml):
rápido para bombear maior quantidade de sangue. Está
volume de sangue dentro dos ventrículos ao final da
ali para perceber o retorno venoso e conseguir ditar o
diástole, ou seja, é o volume máximo de sangue que
ritmo que o coração tem que bater. Dispara o impulso
cabe dentro do ventrículo momentos antes de começar
elétrico, esse impulso passa pelas vias internodais até
a contrair-se.
chegar nos átrios, onde despolariza e a atividade
• SÍSTOLE: contração atrial ou ventricular
elétrica começa. Através das vias internodais passa por CICLO CARDIACO
todo o átrio direito e esquerdo
• NO ATRIOVENTRICULAR: está passando no meio do Imagem:
esqueleto fibroso, e faz que com que se atrase o
1. final da diástole: ambos os conjuntos de câmaras
impulso elétrico, funciona como um isolante. Sem esse
estão relaxados e os ventrículos enchem-se
esqueleto fibroso isolante o átrio e ventrículo bateriam
passivamente
ao mesmo momento. Não é o nó que atrasa, mas sim
2. sístole atrial: a contração atrial força uma pequena
o esqueleto fibroso.
quantidade de sangue adicional para dentro dos
• FEIXE DE HIS: impulso vai passando
ventrículos.
• FIBRAS DE PURKINJE: estão no ápice do coração e
3. Contração ventricular isovolumétrica: a primeira
então ocorre sístole ventricular, sempre de ápice em
fase de contração ventricular empurra as valvas AV
direção a base
e elas se fecham, mas não cria pressão o suficiente
o Portanto: Coração contrai de ápice para base
para abrir as válvulas semilunares.
4. Ejeção ventricular: como a pressão ventricular
aumenta e excede a pressão nas artérias, as valvas
semilunares se abrem e o sangue é ejetado.
5. Relaxamento ventricular isovolumétrico: a
pressão ventricular cai conforme os ventrículos
relaxam. O sangue flui de volta para as cúspides
das válvulas semilunares e elas se fecham.

• 1: o nó sinoatrial despolariza
• 2: a atividade elétrica vai rapidamente para o nó
atrioventricular pelas vias internodais.
• 3: a despolarização se propaga mais lentamente através
dos átrios. A condução demora através do esqueleto
fibroso que está junto com o nó.
• 4: a despolarização move-se rapidamente através do
sistema de condução ventricular para o ápice do
coração.
• 5: A onda de despolarização espalha-se para cima a
partir do ápice.

ELETROCARDIOGRAMA- ECG
• Exame realizado através de eletrodos na superfície da
pele que registra a atividade elétrica do coração. Explicação:
• pai do ECG moderno- Walter Einthoven
• quanto mais perto as ondas estiverem mais • Início do ciclo cardíaco: momento final de diástole, ou
rapidamente está batendo. seja, de relaxamento. A valva atrioventricular está
aberta, então o sangue que está chegando está
passando por gravidade (de maneira passiva) para os
ventrículos. O ventrículo se enche em torno de 80% de
maneira passiva, e depois os 20% final passam através
da sístole atrial, que vai mandar o resto do sangue para
dentro dos ventrículos.
o A partir daí o ventrículo fica totalmente
preenchido, é o volume diastólico final
• Volume diastólico final: capacidade máxima que
ventrículo possui para encher. Está 100% ocupado
• Na imagem 3: ventrículo começa a contrair, empurra as
cúspides da valva AV e ela se fecha. Esse momento de
fechamento das valvas AV, principalmente a esquerda,
é a hora que se escuta a primeira bulha cardíaca (S1).
o O primeiro barulho é de fechamento/vibração
da valva AV esquerda. É o começo da sístole- é
o primeiro TUM
• O ventrículo está isolado, as duas valvas estão fechadas
e o volume não muda. Esse ventrículo continua
contraindo, o volume não muda, mas a pressão
aumenta, conhecida como CONTRAÇÃO VENTRICULAR
ISOVOLUMETRICA, portanto, o volume não muda, mas
a pressão sim.
o A pressão da artéria aorta é maior que a
pressão do ventrículo esquerdo.
o O fluxo de sangue vai de onde tem maior
pressão para onde tem menor pressão, * vai cair na prova
portanto o fluxo segue do mais para o menos.
• Chega uma hora que a pressão da aorta fica menor que • A pressão dentro das veias pulmonares está maior. O
a do ventrículo. A partir desse momento o sangue é átrio está enchendo de sangue e a partir do momento
ejetado, ou seja, sai do ventrículo em direção a aorta que a quantidade de sangue dentro do átrio for maior,
ou tronco pulmonar. É uma contração efetiva, ou vai abrir a valva atrioventricular esquerda. Então para
também conhecida como EJEÇÃO VENTRICULAR, que tenha a abertura da valva AV esquerda tem que ter
aonde o sangue vai em direção a essas artérias. O uma pressão atrial maior que a do ventrículo esquerdo.
volume de sangue do ventrículo vai diminuir de • Por gravidade o ventrículo começa a encher, é o
maneira abrupta. Ao mesmo tempo, no átrio ocorre preenchimento passivo. E pela contração atrial os 20%
total relaxamento- diástole atrial, a pressão diminui e finais de sangue aumentam a pressão.
por isso o sangue começa a entrar novamente. Ejetou o Portanto, a contração atrial é responsável por
volume de sangue dos ventrículos, o volume sistólico. aumentar a pressão ventricular.
o O volume que fica depois da sístole é volume o Terminou de encher o ventrículo: volume
sistólico final. O ventrículo está relaxando, fez diastólico final.
ejeção. • O ventrículo começa a contrair e a pressão aumenta
• O volume do ventrículo diminui e com isso a pressão bastante e com isso a valva atrioventricular se fecha, é
dele também diminui, porém na aorta a pressão ainda como se o sangue empurrasse as cúspides.
está alta, com isso o sangue volta/regurgita e ocorre o Esse momento é conhecido como contração
preenchimento das válvulas semilunares e posterior isovolumétrica, porque a pressão aumenta,
fechamento das valvas semilunares. Isso é a segunda mas o volume continua o mesmo.
bulha cardíaca (S2)- é o TAC, fechamento das valvas • C: de tanto o ventrículo contrair, a pressão dentro do
semilunares, é a vibração do fechamento das valvas. ventrículo fica maior do que a pressão da aorta, com
o Quando a pressão do átrio fica maior que a do isso se abre a valva semilunar aórtica e então o sangue
ventrículo se abrem novamente as valvas vai ser ejetado para a aorta.
atrioventriculares. o O volume que estava em média 120 volta para
o Depois da sístole fica um volume de sangue no 50. Cai o volume, porém de tanta força que o
coração conhecido como volume sistólico ventrículo faz ocorre aumento da pressão. A
final. pressão sobe de tanta força que o ventrículo
• O fluxo sanguíneo vai sempre de local de maior pressão faz – volume sistólico
para o local de menor pressão. • a pressão ventricular começa a diminuir, e partir do
momento que pressão do ventrículo fica menor que da
aorta se fecha a valva semilunar aórtica, com
regurgitamento de sangue. Ocorre a segunda bulha, é
o TAC.
• A partir do momento de fechamento da válvula DESAFIO
semilunar, o ventrículo começa a relaxar, o volume não
Hoje você é o professor, assim esclareça a seus alunos o
muda e a pressão diminui, ocorre relaxamento
mecanismo de compensação cardiovascular no momento
isovolumétrico.
onde há presença de infarto agudo do miocárdio na região
do Ventrículo Esquerdo.

1. Quais são as diferenças estruturais de artérias e veias


em uma lâmina de histologia?
a. As artérias possuem parede espessa e luz
regular estreita
b. As veias possuem parede fina, irregular, com
presença de hemácias.
2. Pensando no infarto agudo do miocárdio de
proporção do ventrículo E – como irá se comportar o
volume sistólico e o débito cárdico desse paciente?
a. Débito cardíaco sempre avalia lado esquerdo
do coração. 3 parâmetros que influenciam no
volume sistólico: pre carga, pos carga e
contratilidade. Volume sistólico diminuído,
consequentemente também diminui débito
cardíaco
b. Aumenta frequência cardíaca como forma de
compensar o débito cardíaco.
3. Dê exemplo de aumento de Pré Carga e aumento de
pós carga ventricular
a. Trombo, falhas nas valvas periféricas, edema->
aumento pre carga (pressão que o sangue faz
o 1: contração isovolumétrica no ventrículo quando está cheio antes da
o 2: relaxamento isovolumétrico contração, ou seja, antes da sístole)
o 3: volume diastólico final b. Aumento pos carga (resistência enfrentada
o 4: volume sistólico final durante a ejeção do ventrículo): aumento da
• No primeiro gráfico: em azul é a pressão do átrio pressão arterial, viscosidade sanguínea
esquerdo, em vermelho a pressão do ventrículo
esquerdo e em preto a pressão da aorta.
• No segundo gráfico mostra o volume dentro do
ventrículo esquerdo.
• Volume ventricular vai aumentando, pressão do átrio
esquerdo é maior do que ventrículo e por isso tem
enchimento do ventrículo. A pressão sobe quando
enche com 20% finais de sangue.
o LETRA A: abre valva semilunar aórtica. A partir
desse momento volume do ventrículo cai
porque sangue é ejetado.
o LETRA B: pressão ventricular é menor que da
aorta. Fecha valva semilunar e tem segunda
bulha cardíaca
o LETRA C: fecha valva AV-> primeira bulha
cardíaca. A pressão aumenta bastante, mas o
volume não: contração isovolumétrica .
o Letra E: volume máximo que o ventrículo tem
capacidade. É o volume diastólico final
o LETRA F: volume sistólico final

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