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Caravaggio: Revolução na Pintura Barroca

Caravaggio, um dos mais notáveis pintores do início do Barroco, revolucionou a pintura do século XVII com seu estilo naturalista e uso do claro-escuro. Ele frequentemente retratava temas religiosos com modelos do povo, desafiando as normas estéticas da época. Após um período de esquecimento, seu gênio foi redescoberto no século XX, e hoje ele é considerado um dos maiores representantes da arte ocidental.

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Caravaggio: Revolução na Pintura Barroca

Caravaggio, um dos mais notáveis pintores do início do Barroco, revolucionou a pintura do século XVII com seu estilo naturalista e uso do claro-escuro. Ele frequentemente retratava temas religiosos com modelos do povo, desafiando as normas estéticas da época. Após um período de esquecimento, seu gênio foi redescoberto no século XX, e hoje ele é considerado um dos maiores representantes da arte ocidental.

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Michelangelo Merisi (ou Amerighi), conhecido mononimamente como Caravaggio,

em homenagem ao local de origem dos seus pais (Caravaggio na Lombardia)


(Milão, 29 de setembro de 1571 – Porto Ercole, 18 de julho de 1610), foi um dos
mais notáveis pintores italianos no início do Barroco. Durante os últimos quatro
anos da sua vida mudou-se entre Nápoles, Malta e Sicília. A sua obra possante e
inovadora revolucionou a pintura do século XVII com o seu carácter naturalista,
por vezes brutal, e a forte utilização da técnica do claro-escuro e o tenebrismo.
Caravaggio adquiriu grande fama internacional em vida e influenciou muitos
grandes pintores depois dele, como evidenciado pelo aparecimento de
Caravagismo (Caravagismo de Utreque).Esteve esquecido até entrar na senda
crítica do século XX, e é hoje considerado um dos mais famosos representantes
da arte ocidental de todos os tempos, fundador da corrente naturalista moderna,
em oposição ao Maneirismo e ao Classicismo, juntamente com Annibale
Carracci, é considerado precursor da pintura barroca romana. Caravaggio era o
nome da aldeia natal da sua família e foi escolhido como seu nome artístico.

Há exceção das suas primeiras obras, Caravaggio pintou fundamentalmente


temas religiosos, inovando ao relacionar o sagrado com o profano. Com o seu
novo estilo, no entanto, foram várias as vezes em que as suas pinturas feriam as
suscetibilidades dos seus clientes. Em vez de adotar nas suas pinturas belas
figuras etéreas, delicadas, para representar acontecimentos e personagens da
Bíblia, preferia escolher, por entre o povo, modelos humanos tais como
prostitutas, crianças de ruas e mendigos, que posavam como personagens para
as suas obras.

Caravaggio procurou a realidade palpável e concreta da representação. Utilizou


como modelos figuras humanas, sem qualquer receio de representar a feiura, a
deformidade em cenas provocadoras, características essas que distinguem as
suas obras. Tudo isso chocou os seus contemporâneos, pela rudez das suas
pinturas. Dos efeitos que Caravaggio dava aos quadros, originou-se o tenebrismo,
radicalização do chiaroscuro, em que os tons terrosos contrastam com os fortes
pontos de luz. Em 1606, após numerosos problemas com o sistema de justiça dos
Estados Papais, feriu mortalmente um oponente durante um duelo. Teve então
que deixar Roma e passou o resto da vida no exílio, em Nápoles, Malta e Sicília.
Até 1610, ano da sua morte, aos 38 anos, as suas pinturas destinavam-se em
parte a expiar esta falha. No entanto, certos elementos biográficos relativos à sua
moral estão ainda hoje a ser revistos, já que imediatamente após sua morte
prematura, surgiram lendas que fizeram dele o "arquétipo do artista perverso" ― o
"mito de Caravaggio" perdura até hoje. Todavia, a investigação histórica recente
põe em causa o retrato pouco lisonjeiro que foi durante muito tempo propagado
por fontes do século XVII, tornando-o pouco fiável.

Após um longo período de esquecimento crítico, só no início do século XX é que o


génio de Caravaggio foi plenamente reconhecido, independentemente da sua
reputação tenebrosa. O seu sucesso popular deu origem a uma infinidade de
romances e filmes, a par de exposições e inúmeras publicações científicas que,
durante um século, renovaram completamente a sua imagem. Atualmente está
representado nos principais museus do mundo, apesar do número limitado de
pinturas sobreviventes. No entanto, certas pinturas descobertas ao longo do
século passado ainda são dúbias quanto à sua atribuição

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