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Aprenda Cultura e Música do Brasil

O material didático 'Brasil Musical' visa aprofundar o conhecimento sobre a língua e cultura brasileira através de temas musicais variados, incluindo canções do cotidiano e músicas de protesto. As atividades propostas incentivam a participação ativa dos alunos e a realização de projetos que contribuem para a avaliação final. O documento também apresenta uma breve história da Música Popular Brasileira, destacando sua evolução e influências ao longo dos séculos.

Enviado por

submarinoidiomas
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Aprenda Cultura e Música do Brasil

O material didático 'Brasil Musical' visa aprofundar o conhecimento sobre a língua e cultura brasileira através de temas musicais variados, incluindo canções do cotidiano e músicas de protesto. As atividades propostas incentivam a participação ativa dos alunos e a realização de projetos que contribuem para a avaliação final. O documento também apresenta uma breve história da Música Popular Brasileira, destacando sua evolução e influências ao longo dos séculos.

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“Brasil Musical”

Apresentação

Bem-vindos a “Brasil musical”. Por meio deste material didático, o objetivo


é aprofundar o conhecimento sobre a língua e cultura do Brasil a partir de temas
como canções do cotidiano (Unidade 1), músicas de protesto e movimentos
(Unidade 2), personagens emblemáticos (Unidade 3) e outros gêneros e
movimentos musicais (unidade 4).
A carga de trabalho e atividades extensivas propostas neste material
didático é maior, incluindo leituras e vídeos extensivos para desfrutar dentro e
fora da sala de aula. As tarefas (tradução, legendagem, role play, improviso...)
continuam sendo a base da contrapartida esperada pelos alunos, tidos como
coparticipantes de todo o processo de ensino e aprendizagem de uma língua
estrangeira.
Como nos materiais anteriores, os temas são o ponto de partida para
abordar outros segundo as necessidades dos aprendentes. Ao longo do material
além das unidades temáticas e leituras extensivas (vídeos, letras de músicas, crônicas
humorísticas) há um projeto para ser desenvolvido durante as aulas e em casa,
visando ao seu maior envolvimento e aproveitamento. O projeto funciona ainda
como parte da avaliação final e do desempenho dos alunos.
Desejamos a todos que aproveitem ao máximo esta oportunidade musical
de aprender língua e cultura do Brasil oferecida pela Escola Submarino. Bom
mergulho!

Profs. Francisco e Verónica


“Brasil Musical”

Unidade I

“Cotidiano”
a- Sinal Fechado

[Entre todos]

1- Você vai ouvir a música “Sinal Fechado” duas vezes.


Tente entender a letra.

2- Questões para debate no contexto da música:

*A música é de 1974, mas já reflete sobre a correria


da vida numa cidade grande e a falta de tempo para
encontrar os amigos. O que mudou 40 anos depois?

*Qual é a diferença entre “eu vou indo pegar meu lugar no futuro” e “eu vou indo
em busca de um sono tranquilo”?

* Qual é a sua reflexão sobre a dualidade “pressa x calma”? Como você lida com
isso na sua vida pessoal? Você nota alguma diferença entre o Brasil e o seu país
quanto a isso?

Atividade extensiva (Tarefa): Leia a letra da


música na seção “Letras de música” . Depois
de estudar e entender o vocabulário elabore um
pequeno diálogo entre você e outra pessoa
baseado na sua experiência com o trânsito em
Brasília.

3- Leia o texto abaixo sobre Chico Buarque e depois escreva um texto sobre um(a)
artista que seja o(a) equivalente dele em seu país. Apresente o seu texto para a
turma.

1
Capa do disco “As Cidades”, de Chico Buarque.

Chico Buarque é um dos maiores


compositores e cantores da Música
Popular Brasileira (MPB). Francisco
Buarque de Hollanda nasceu no Largo
do Machado, na cidade do Rio de
Janeiro, em 19 de junho de 1944.
Carioca da gema, mudou-se para São
Paulo aos dois anos com a família. Em
1964, apresenta-se pela primeira vez em
um show no Colégio Santa Cruz em
São Paulo. Ingressa na FAU -
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da Universidade de São Paulo.
Frustrando o desejo da avó materna, Maria do Carmo, que sonhava ver o neto
desenhando cidades, Chico abandonaria o curso três anos depois. Um dos motivos para
a decisão é o clima de repressão que toma conta das universidades após o golpe militar
de 1964. Chico acabou se auto-exilando na Itália em 1969 por insatisfação com o Brasil
militarizado. No ano seguinte retorna ao Brasil, lança um novo disco e a canção “Apesar
de você”, apesar de ajudar a vender 100.000 cópias do disco, é censurada pelos militares
e os discos são recolhidos. Em 1973, a música Cálice, feita em parceria com Gilberto Gil, é
proibida. Desta vez não pela censura (que já havia vetado a letra), mas pela própria
Phonogram. Com medo de represálias, a gravadora desliga os microfones do palco e
impede Chico e Gil até mesmo de tocarem a melodia sem letra. Em 1976, compõe um dos
seus maiores clássicos, a canção O que será para o filme Dona Flor e seus dois maridos, de
Bruno Barreto. Por tê-la composto depois de ver uma coleção de fotos de Cuba, feitas
pelo jornalista e escritor Fernando Morais, diz que a música é um "cubaião", mistura de
Cuba com baião. Em 1977, escreve o texto e compõe as canções da fantástica peça Ópera
do malandro, dirigida por Luís Antônio Martinez Corrêa... Leia mais em
www.chicobuarque.com.br

b- Cotidiano

[Individualmente]

1- Você vai ouvir a música


“Cotidiano” várias vezes até
completar os trechos que faltam
na letra (ver seção Letras de
músicas). Depois leia a letra e
pesquise o vocabulário novo

2
para você com ajuda de um dicionário. Elabore perguntas para os seus colegas e
o(a) professor(a) sobre o cotidiano deles a partir dos temas sugeridos pela
música e faça-lhes as perguntas. Escreva algumas respostas, criando um diálogo
sobre o cotidiano.

c- Diariamente

Capa do disco que contém a música


Diariamente

[Entre todos]

1- Veja o vídeo da música sem som


invente uma estória a partir do
vídeo e compartilhe-a com o
grupo.

2- Assista ao vídeo novamente


acompanhado da letra da música (ver seção Letras de músicas)

Atividade extensiva: leia novamente a letra da música


e procure no dicionário as palavras que você não
conhece e todas aquelas que o vídeo não esclareceu.

3- Agora o(a) professor(a) fará uma apresentação dos ritmos brasileiros mais
famosos: batucada, funk, forró, batucada do olodum, lambada, chorinho,
bumba-meu-boi, roda de samba, bossa nova e sertanejo universitário.

Atividade extensiva (Tarefa): Qual(is) desse(s)


gênero(s) musical(is) soa(m) melhor aos seus ouvidos?
Existe alguma equivalência com ritmos do seu país? Em
caso positivo, qual(is) ritmo(s)? Você poderia preparar
alguma demonstração?

3
Letras das músicas

4
Sinal Fechado
Letra de Chico Buarque

Canta: Chico Buarque

- Olá! Como vai?


- Eu vou indo. E você, tudo bem?
- Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
- Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo...
Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é, quanto tempo!
- Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
- Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é...quanto tempo!
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
- Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
- Pra semana...
- O sinal...
- Eu procuro você...
- Vai abrir, vai abrir...
- Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
- Por favor, não esqueça, não esqueça...
- Adeus!
- Adeus!
- Adeus!

5
Cotidiano

Letra de Chico Buarque

Canta: Chico Buarque

Todo dia ela faz tudo sempre igual


Me sacode às ___________________________
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de _______________

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar


E essas coisas que diz toda ____________
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de ______________

Todo dia eu só penso em poder parar


Meio dia eu só penso em __________________
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a ___________________________

Seis da tarde como era de se esperar


Ela _______ e me espera no portão
Diz que está muito louca pra ____________
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar


Meia-noite ela _________ eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E ________________ com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual


Me sacode às ____________________________
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de _________________

6
Diariamente

Letra de Nando Reis


Canta: Marisa Monte

Para calar a boca: rícino


Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré


Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex


Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã


Para o Adidas: o Conga nacional
Para o outono, a folha: exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário


Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir: a fronha, madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs


Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café


Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde


Para a galocha: Verlon
Para ser mother: melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado


Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

7
Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho


Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho


Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso


Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca


Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta
Diariamente

8
Leituras, Músicas e Vídeos
Extensivos

9
HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Podemos dizer que a MPB surgiu ainda no período colonial brasileiro, a partir da
mistura de vários estilos. Entre os séculos XVI e XVIII, misturaram-se em nossa terra as
cantigas populares, os sons de origem africana, fanfarras militares, músicas religiosas e
músicas eruditas europeias. Também contribuíram, neste caldeirão musical, os
indígenas com seus típicos cantos e sons tribais.

Nos séculos XVIII e XIX, destacavam-se nas cidades, que estavam se desenvolvendo e
aumentando demograficamente, dois ritmos musicais que marcaram a história da MPB:
o lundu e a modinha. O lundu, de origem africana, possuía um forte caráter sensual e
uma batida rítmica dançante. Já a modinha, de origem portuguesa, trazia a melancolia e
falava de amor numa batida calma e erudita.

Na segunda metade do século XIX, surge o Choro ou Chorinho, a partir da mistura do


lundu, da modinha e da dança de salão europeia. Em 1899, a cantora Chiquinha
Gonzaga compõe a música Abre Alas, uma das mais conhecidas marchinhas
carnavalescas da história.

Já no início do século XX começam a surgir as bases do que seria o samba. Dos morros e
dos cortiços do Rio de Janeiro, começam a se misturar os batuques e rodas de capoeira
com os pagodes e as batidas em homenagem aos orixás. O carnaval começa a tomar
forma com a participação, principalmente de mulatos e negros ex-escravos. O ano de
1917 é um marco, pois Ernesto dos Santos, o Donga, compõe o primeiro samba que se
tem notícia : Pelo Telefone. Neste mesmo ano, aparece a primeira gravação de
Pixinguinha, importante cantor e compositor da MPB do início do século XIX.

Com o crescimento e popularização do rádio nas décadas de 1920 e 1930, a MPB cresce
ainda mais. Nesta época inicial do rádio brasileiro, destacam-se os seguintes cantores e
compositores: Ary Barroso, Lamartine Babo (criador de O teu cabelo não nega), Dorival
Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgem também os grandes intérpretes da
música popular brasileira : Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves.

Na década de 1940 destaca-se, no cenário musical brasileiro, Luiz Gonzaga, o "rei do


Baião". Falando do cenário da seca nordestina, Luiz Gonzaga faz sucesso com músicas
como, por exemplo, Asa Branca e Assum Preto.

Enquanto o baião continuava a fazer sucesso com Luiz Gonzaga e com os novos
sucessos de Jackson do Pandeiro e Alvarenga e Ranchinho, ganhava corpo um novo
estilo musical: o samba-canção. Com um ritmo mais calmo e orquestrado, as canções
falavam principalmente de amor. Destacam-se neste contexto musical: Dolores Duran,
Antônio Maria, Marlene, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Cauby
Peixoto.

10
Em fins dos anos 50 (década de 1950), surge a Bossa Nova, um estilo sofisticado e suave.
Destacam-se Elizeth Cardoso, Tom Jobim e João Gilberto. A Bossa Nova leva as belezas
brasileiras para o exterior, fazendo grande sucesso, principalmente nos Estados Unidos.

A televisão começou a se popularizar em meados da década de 1960, influenciando na


música. Nesta época, a TV Record organizou o Festival de Música Popular Brasileira.
Nestes festivais são lançados Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque de
Holanda, Caetano Veloso e Edu Lobo. Neste mesmo período, a TV Record lança o
programa musical Jovem Guarda, onde despontam os cantores Roberto Carlos e Erasmo
Carlos e a cantora Wanderléa.

Na década de 1970, vários músicos começam a fazer sucesso nos quatro cantos do país.
Nara Leão grava músicas de Cartola e Nelson do Cavaquinho. Vindas da Bahia, Gal
Costa e Maria Bethânia fazem sucesso nas grandes cidades. O mesmo acontece com
Djavan (vindo de Alagoas), Fafá de Belém (vinda do Pará), Clara Nunes (de Minas
Gerais), Belchior e Fagner ( ambos do Ceará), Alceu Valença (de Pernambuco) e Elba
Ramalho (da Paraíba). No cenário do rock brasileiro destacam-se Raul Seixas e Rita
Lee. No cenário funk aparecem Tim Maia e Jorge Ben Jor.

Nas décadas de 1980 e 1990 começam a fazer sucesso novos estilos musicais, que
recebiam fortes influências do exterior. São as décadas do rock, do punk e da new wave. O
festival “Rock in Rio”, do início dos anos 80, serviu para impulsionar o rock nacional.
Com uma temática fortemente urbana e tratando de temas sociais, juvenis e amorosos,
surgem várias bandas musicais. É deste período o grupo Paralamas do Sucesso, Legião
Urbana, Titãs, Kid Abelha, RPM, Plebe Rude, Ultraje a Rigor, Capital Inicial,
Engenheiros do Hawaii, Ira! e Barão Vermelho. Também fazem sucesso: Cazuza, Rita
Lee, Lulu Santos, Marina Lima, Lobão, Cássia Eller, Zeca Pagodinho e Raul Seixas.

Os anos 90 também são marcados pelo crescimento e sucesso da música sertaneja ou


country. Neste contexto, com um forte caráter romântico, despontam no cenário musical:
Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo e João Paulo e
Daniel.

Nesta época, no cenário rap destacam-se: Gabriel, o Pensador, O Rappa, Planet Hemp,
Racionais MCs e Pavilhão 9.

O século XXI começa com o sucesso de grupos de rock com temáticas voltadas para o
público jovem e adolescente. São exemplos: Charlie Brown Jr, Skank, Detonautas e
CPM 22.

Você sabia?

- É comemorado em 27 de setembro o Dia da MPB.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/mpb/

11
FÉRIAS

Abre os olhos preguiçosamente, encolhido e torto na cama, tenta mentalmente


adivinhar as horas e torce para que tenha passado das oito da manhã. O barulho do
teclado vem da sala, pensa, ela já acordou, senta na cama e com os cabelos desvairados
vai até a sala e dá bom dia seguido de um beijo, um gole no café e uma mordida no pão.
Acorda definitivamente sentado no “sofá” e comemora consigo mesmo…Férias.

Acordar depois das oito e enrolar na cama, usar pijamas, fazer café, cuidar do meu amor,
fazer compras, preparar o almoço em conjunto, passear, vídeo-game, praia, sorvete,
desenhar, escrever, Nando Reis e Cássia Eller, escovar os dentes, desligar a mente, varrer
a casa, pastéis, amigos, futebol, cochilar, amor, fotografar, recortar, engordar, enriquecer
a mente, olhar despenteado pela janela, sair de pijama, arruma a cama, seriados, chá,
queijo, receita, cinema, 121, Alfredo, Abelha, suco, lápis azul, lembrar do trabalho, tomar
banho, dormir tarde, sair, olhar o céu no final de tarde, contos cotidianos, ideias,
estiletes, post-it, sol, acordar depois das oito da manhã.

…Férias.

Leia mais em: https://contoscotidiano.wordpress.com/

12
FEIJOADA COMPLETA

Letra: Chico Buarque

Canta: Chico Buarque

Mulher, você vai gostar:


Tô levando uns amigos pra conversar.
Eles vão com uma fome
Que nem me contem;
Eles vão com uma sede de anteontem.
Salta a cerveja estupidamente
Gelada pr'um batalhão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, não vá se afobar;


Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar.
Ponha os pratos no chão e o chão tá posto
E prepare as linguiças pro tira-gosto.
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, você vai fritar


Um montão de torresmo pra acompanhar:
Arroz branco, farofa e a malagueta;
A laranja-bahia ou da seleta.
Joga o paio, carne seca,
Toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, depois de salgar


Faça um bom refogado,
Que é pra engrossar.
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira.
Diz que tá dura, pendura
A fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão.

Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=dZZgtHUgSEQ

13
PÃO DOCE

Letra de Adriana Calcanhoto

Canta: Adriana Calcanhoto

Não adianta mentir pra mim mesma


Ficar me enganando, tentando dizer
Que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce
Porque por mais que eu queira esconder
A verdade é que eu adorava pão doce
Não podia passar sem pão doce
Bastava ver padaria, que logo eu ia, que logo eu ia
Comprar
Não adianta mentir pra mim mesma
Porque no fundo, porque no fundo eu sei muito bem
Que essa história toda de não comer açúcar
Que essa história toda de não comer pão branco
Que essa história toda de viver de mel e pão integral
Isso tudo só foi começar muito depois
Depois de um tempo em que eu era
Tão completamente ingênua
Tão sem força de vontade
Que as doces delicadezas
De qualquer guloseima
Lânguidas me seduziam
E minha língua sofria
De incontrolável fascínio
Por cremes dourados
E frutas cristalizadas
Feito rubis incrustadas
Nas crostas crocantes dos pães
Mas hoje
Hoje tudo é diferente
Se eu olho pruma padaria, me ponho cismando, chego a duvidar
Como é que pôde um dia
Eu ter entrado tanto lá!...
Porque por mais que eu queira, mas que eu queira
Mentir pra mim mesma
Ficar me enganando, tentando dizer
Que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce
Fazendo um exame detido, sendo sincera, eu tenho que admitir
Que a verdade, meus amigos
(pelo menos no que tange a trigos)
A verdade no duro, doa a quem doer
A verdade é que eu adorava pão doce
A verdade é que eu adorava pão doce
A verdade é que eu adorava pão doce...

Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=qwpX9fL9Qvo

14
ARTE BRASILEIRA

As manifestações artísticas do Brasil representam nossa cultura e mostram um processo


histórico de evoluções e conquistas. Nossa arte é miscigenada, com influências de
diversos países, assim como nosso povo.

Começamos nosso processo artístico nos artefatos de cerâmica e nas formas e cores das
criações indígenas. A arte barroca veio com força junto com os jesuítas e a doutrina
cristã. A Corte portuguesa trouxe ao Rio de Janeiro o Academismo, e novas escolas de
arte nasceram. Com o Brasil independente surgiram obras nacionalistas exaltando a
natureza e a pátria. Nomes como Victor Meirelles exemplificam essa etapa.

Na primeira metade do século XX surgiu o Modernismo brasileiro, amplo movimento


cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade, reivindicando
liberdade às regras anteriores. A Semana de Arte Moderna de 1922 serviu de palco para
essas novas experiências. Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Tarsila Amaral são os grandes
nomes do Modernismo.

A arte continuou passando por modificações, e Portinari brilhou com a tela Café, que
denunciava as desigualdades sociais. A ditadura trouxe novas técnicas e novas formas
de enxergar o ser humano na natureza. Com a abertura política, veio a explosão da
temática do corpo. A arte Naïf, que acompanhava os outros movimentos, teve destaque
nas mãos de Heitor dos Prazeres e Djanira.

A arte moderna atual toma rumos nunca previstos. Materiais se misturam, a fotografia
entra em cena e a transformação continua. Vik Muniz é um exemplo de sucesso
internacional, com um trabalho diferenciado e o uso de materiais perecíveis. Os
próximos passos dependem da criatividade e da evolução de nosso povo.

Grandes obras brasileiras:

A Primeira Missa no Brasil, 1861 – Victor Meirelles

15
Mulata, 1927 – Di Cavalcanti

Abaporu, 1928 – Tarsila do Amaral

O Lavrador de Café, 1939 – Cândido Portinari

16
Embarque de Bananas, 1957 – Djanira

Atlas, 2008 – Vik Muniz

17
O GRUPO CORPO

Fundado em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo estrearia no ano seguinte sua
primeira criação, Maria Maria. Com música original assinada por Milton Nascimento,
roteiro de Fernando Brant e coreografia do argentino Oscar Araiz, o balé ficou seis anos
em cartaz e percorreu catorze países. Um êxito que se converteria na concretude de uma
sede própria, inaugurada em 1978. Mas, se a empatia com o público, o entusiasmo da
crítica e o sucesso de bilheteria foram imediatos, a conquista de uma identidade artística
própria, a sustentação de um padrão de excelência e a construção de uma estrutura
capaz de garantir a continuidade da companhia e o estabelecimento de metas de longo
prazo são fruto de árduo trabalho cotidiano.

De 1976 a 1982, enquanto o sucesso de Maria Maria ainda repercutia em apresentações


pelo Brasil e diversos países da Europa e da América do Sul, o Grupo Corpo não se deu
descanso. Colocou em cena nada menos que seis coreografias assinadas por Rodrigo
Pederneiras, que assume o posto de coreógrafo-residente em 1981 e, juntamente com
Paulo Pederneiras – diretor artístico da companhia e responsável pela iluminação e
cenários dos espetáculos - acaba por moldar a personalidade e as feições definitivas do
grupo.

Em 1985, chegava aos palcos o segundo grande marco na carreira do grupo: Prelúdios,
leitura cênica da interpretação do pianista Nelson Freire para os 24 prelúdios de Chopin.
O espetáculo, que faz sua estreia no I Festival Internacional de Dança do Rio de Janeiro,
é aclamado pelo público e pela crítica, e termina de firmar o nome do grupo no cenário
da dança brasileira.

O Grupo Corpo dá início então a uma nova fase, na qual irá processar a gestação de uma
caligrafia e um vocabulário coreográfico únicos. A partir de um repertório
eminentemente erudito – onde figuram, entre outras, obras de Richard Strauss, Heitor
Villa-Lobos e Edward Elgar –, vai tomando forma a combinação da técnica clássica
com uma releitura contemporânea de movimentos extraídos dos bailados populares
brasileiros que se transformaria em uma marca registrada do grupo.

Em 1989 estreia Missa do Orfanato, uma densa e grandiosa tradução cênica da Missa
Solemnis k.139, de Mozart. De dimensões quase operísticas, o balé torna-se um marco
estético tão definitivo na trajetória do grupo, que, duas décadas depois de sua estreia,
permanece em repertório.

Em 1992 emerge o divisor de águas do Grupo Corpo: 21, o balé que firmaria a
imparidade da sintaxe coreográfica de Rodrigo Pederneiras e a inconfundível persona
cênica da companhia. A partir da sonoridade singular da oficina instrumental mineira
Uakti e dez temas compostos por Marco Antônio Guimarães, o coreógrafo deixa de lado
a preocupação com a forma e começa a investir na dinâmica do movimento, buscando,
através do desmembramento de frases musicais e rítmicas, a escritura de uma partitura
de movimentos menos pautada na construção melódica, e mais interessada no que
subjaz a ela. O resgate da ideia de trabalhar com trilhas especialmente compostas, que
havia marcado os três primeiros espetáculos do grupo nos idos dos anos 70, permite
também que ele avance na investigação de um vocabulário identificado com suas raízes
brasileiras.

18
Na criação seguinte, Nazareth (1993), o fascínio de Rodrigo por transitar entre os
universos musicais erudito e o popular encontra uma oportunidade perfeita para se
realizar mais plenamente. Inspirada no jogo de espelhamento proposto em contos e
romances do ícone maior da literatura brasileira, Machado de Assis (1839-1908), e na
obra de Ernesto Nazareth (1863-1934), figura seminal na formação da música popular
no Brasil, a trilha criada pelo compositor e professor de Teoria Literária José Miguel
Wisnik permite que, a partir de uma sólida base clássica, o Grupo Corpo leve para a
cena uma bem-humorada síntese da brejeirice e da sensualidade (in)contidas no gingado
próprio das danças brasileiras de salão.

A parceria com autores contemporâneos dá tão certo que as trilhas especialmente


compostas passam a ser uma norma e, cada trilha, o ponto de partida para a nova
criação. De 1992 para cá, a exceção que confirma a regra é Lecuona, de 2004, onde, a
partir de treze derramadas canções de amor do cubano Ernesto Lecuona (1895-1963),
Rodrigo exercita à exaustão seu dom para a criação de pas-de-deux.

Em meados dos anos 90, o Grupo Corpo intensifica significativamente sua agenda
internacional. Entre 1996 a 1999, atua como companhia residente da Maison de la
Danse, de Lyon, França, fazendo neste período a estreia europeia de suas criaçõe Bach,
Parabelo (ver link do youtube abaixo) e Benguelê.

Hoje, com 35 coreografias e mais de 2.200 récitas na bagagem, a companhia mineira de


dança contemporânea, mantém dez balés em repertório e faz uma média de 70 récitas
anuais, apresentando-se em lugares tão distintos quanto a Islândia e a Coreia do Sul,
Estados Unidos e Líbano, Itália e Cingapura, Holanda e Israel, França e Japão, Canadá e
México.

O minimalismo de Philip Glass (Sete ou Oito Peças para um Ballet, 1994), o vigor pop
e urbano de Arnaldo Antunes (O Corpo, 2000), o experimentalismo primigênio de Tom
Zé (Santagustin, de 2002 e, em parceria com Wisnik, Parabelo, de 1997), a africanidade
de João Bosco (Benguelê, 1998), versos metafísicos de Luís de Camões e Gregório de
Mattos à luz de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik (Onqotô, 2005), a modernidade
enraizada de Lenine (Breu, 2007), a diversidade sonora de Moreno, Domenico e Kassin
(Ímã, 2009), as canções medievais de Martín Codax na releitura de Carlos Nuñez e José
Miguel Wisnik (Sem Mim, 2011) dão origem a espetáculos de têmperas essencialmente
diversas – cerebral, cosmopolita, interiorano, primordial, existencialista, brutal,
moderno, lírico – sem que se percam de vista os traços distintivos do Grupo Corpo.

Para saber mais: www.grupocorpo.com.br

Vídeo da coreografia “Parabelo”: https://www.youtube.com/watch?v=zd-Hwcr-M9g

19
“Brasil Musical”

Unidade II

“Músicas de Protesto e movimentos”


d- Polícia

[Individualmente]

4- Você vai ouvir a música “Polícia”, dos Titãs, várias vezes. Complete a letra
abaixo.

Dizem que ela existe


Pra _______________!
Dizem que ela existe
Pra _______________!
Eu ____ que ela _______
Te __________!
Eu sei que ela pode
Te __________!...
Polícia!
Para quem _________
Polícia!
Para quem _________
De polícia...(2x)
Dizem pra você
____________!
Dizem pra você
____________!
Dizem pra você
____________!
Dizem pra você
____________!...
Polícia!
Para quem ___________
Polícia!
Para quem ___________
De polícia...(2x)

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tczawp5Fh_k

20
[Em pares]

5- E você? Como você queria que a polícia fosse? Troque ideias com seu colega e
fundamente-as .
Por exemplo: Eu queria que a polícia cuidasse mais dos cidadãos antes de reprimi-los numa
manifestação.

6- Leia o texto abaixo sobre a Violência e a Polícia Militar no Brasil

A música “Polícia” dos Titãs protesta contra


uma das forças de repressão mais assassinas
do mundo: a Polícia Militar do Brasil. Lado a
lado com a cordialidade do brasileiro,
exaltada em muitas canções, convive uma
realidade muito triste e dura: a violência. A
cada dia, 154 pessoas morreram, em média,
vítimas de homicídio no Brasil, em 2012. Ao
todo, foram 56.337 pessoas que perderam a
vida assassinadas, 7% a mais do que em 2011.

Os dados são do Mapa da Violência 2014,


que mostra um crescimento de 13,4% de
registros desse tipo de morte em comparação
com o número obtido em 2002. O percentual é um pouco maior que o de crescimento da
população total do país: 11,1%.

Muitos assassinatos são cometidos pela própria polícia. Dados divulgados pela SSP
(Secretaria de Segurança Pública), e analisados pela Ouvidoria da Polícia, revelam que
2.045 pessoas foram mortas no Estado de São Paulo pela Polícia Militar em confronto -
casos que foram registrados como resistência seguida de morte - entre 2005 e 2009.

Já o último relatório divulgado pelo FBI (polícia federal americana) aponta que todas as
forças policiais dos EUA mataram em confronto 1.915 pessoas em todo o país no mesmo
período.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu ao Brasil em 2012 maiores esforços


para combater a atividade dos "esquadrões da morte" e que trabalhe para suprimir a
Polícia Militar, acusada de assassinatos.

Esta é uma de 170 recomendações que os membros do Conselho de Direitos Humanos


aprovaram como parte do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame
Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.

A recomendação em favor da supressão da PM foi obra da Dinamarca, que pede a


abolição do "sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (...)
para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais".

21
A Coreia do Sul falou diretamente de "esquadrões da morte" e Austrália sugeriu a
Brasília que outros governos estaduais "considerem aplicar programas similares aos da
Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no Rio de Janeiro".

Fontes: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/brasil-bate-recorde-em-homicidios-e-fica-em-7o-entre-
ranking - http://www.ibccrim.org.br/noticia/13905-Em-cinco-anos,-PM-de-Sao-Paulo-mata-mais-que-
todas-as-policias-dos-EUA - http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1097828-paises-da-onu-
recomendam-fim-da-policia-militar-no-brasil.shtml

Atividade extensiva (Tarefa): Escolha uma das


palavras ou expressões sublinhadas no texto
acima, pesquise o seu significado e explique-o
para a turma.

e- Rock Nacional

[Em pares]

1- Assista ao vídeo sobre a história do rock nacional brasileiro e escreva um


texto com o seu colega sobre um aspecto do vídeo que mais chamou a sua
atenção. Explique também se existe rock nacional em seu país e os nomes
dos artistas ou das bandas mais importantes.

Fonte do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1ycW7C5aIQA

Notas
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22
f- Minha Alma

[Entre todos]

1- Assistam ao vídeo da música Minha Alma de “O Rappa”, observem e comentem as


informações visuais contidas nele assim como a letra que aparece legendada.

Fonte do vídeo e da letra: http://letras.mus.br/o-rappa/28945/

[Em pares]

2- Leiam silenciosamente o texto abaixo e depois comentem o que vocês observaram


morando no Brasil quanto à questão da desigualdade social no país.

Desigualdade Social no Brasil

Apesar de ser um país rico em recursos naturais e com um PIB (Produto Interno
Bruto) figurando sempre entre os 10 maiores do mundo, o Brasil é um país
extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a
população. Um país rico; porém, com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da
desigualdade social, que é elevado.

Pesquisadores da área social e econômica atribuem essa elevada desigualdade social no


Brasil a um contexto histórico, que culminou numa crescente evolução do quadro no
país.

Mesmo sendo uma nação de dimensões continentais e riquíssima em recursos naturais,


o Brasil desponta uma triste contradição, de estar sempre entre os dez países do mundo
com o PIB mais alto e, por outro lado, estar sempre entre os 10 países com maiores
índices de disparidade social.

Dados

Em um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), que foi divulgado em


julho de 2010, o Brasil aparece com o terceiro pior índice de desigualdade no mundo e,
em se tratando da diferença e distanciamento entre ricos e pobres, fica atrás no ranking
apenas de países muito menores e menos ricos, como Haiti, Madagascar, Camarões,
Tailândia e África do Sul.

A ONU mostra ainda, nesse estudo, como principais causas de tanta


desproporcionalidade social, a falta de acesso à educação de qualidade, uma política

23
fiscal injusta, baixos salários e dificuldade da população em desfrutar de serviços
básicos oferecidos pelo Estado, como saúde, transporte público e saneamento básico.

Teóricos brasileiros, pessoas e instituições que estão à frente de iniciativas que visam
diminuir, e quem sabe, acabar com o problema da desigualdade no Brasil, apontam uma
difícil fórmula que deve aliar democracia com eficiência econômica e justiça social como
uma solução viável para o problema.

Mesmo com a Constituição Federal e diversos códigos e estatutos, assegurando o


acesso à educação, moradia, saúde, segurança pública, além de autonomias econômicas
e ideológicas, a realidade que se vê ainda é distante do que se reza nos direitos do
cidadão brasileiro no tocante à erradicação da desigualdade social neste país, em
constante crescimento econômico e político.

Fonte: http://desigualdade-social.info/desigualdade-social-no-brasil.html

[Individualmente]

Atividade extensiva (Tarefa): Você curtiu o


suingue de O Rappa? Pesquise no youtube
outras músicas dessa banda ou de outro
artista brasileiro e escolha uma que lhe
agrade mais. Apresente-a para a turma,
explicando o motivo da sua escolha e o tema
da letra em linhas gerais.

d-Ideologia (Cazuza)

[Entre todos]

1- Debate sobre a letra da música


“Ideologia”, de Cazuza

1.1 O refrão da música é: Ideologia, eu quero


uma pra viver.

a- Qual é a sua ideologia de vida?


b- Você acha que é possível viver sem ideologias?

24
c- Muitas vezes a ideologia está misturada com a religião, a política ou
uma causa ecológica, direitos dos animais, feminismo, etc. O que você
acha disso?
d- Como essas questões são tratadas em seu país? Existe respeito às
diferentes ideologias?

1.2 Cazuza afirma que suas ilusões estão todas perdidas e que seus sonhos foram
todos vendidos.

a- Você teve ilusões e sonhos de infância ou juventude que se perderam?


b- b- Quais são seus sonhos e ilusões atuais?

1.3 Ele diz ainda que seus heróis morreram de overdose e que seus inimigos estão
no poder.

a- Quem eram os seus heróis na infância e na juventude?


b- b- O que você acha das pessoas que estão no poder hoje?

1.4 Outro verso da música diz “O meu prazer agora é risco de vida”. O que você
acha que o Cazuza quer dizer com isso?

1.5 Em outro verso ele diz: “Aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a
tudo em cima do muro”. Você tinha ideais quando era criança ou adolescente que
já não tem mais hoje em dia? O que mudou e por quê?

[Entre todos]

2- Agora ouçam a música e cantem-na juntamente com o professor.

Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Frequenta agora as festas do "Grand Monde"

Meus heróis morreram de overdose


Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
25
Eu quero uma pra viver

O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro

Meus heróis morreram de overdose


Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UioudOtAsCQ

3- Leia o pequeno depoimento de Cazuza1 de uma entrevista de 1988, faça


uma lista dos temas que ele menciona e dê sua opinião sobre eles. Você
concorda com o cantor?

“Os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. A renda


concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. A classe média paga o ônus
de morar num país miserável. Coisas que, parece, vão continuar sempre. Nós teríamos
saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. O problema do Brasil é a
classe dominante, mais nada. Os políticos são desonestos. A mentalidade do brasileiro
é muito individualista: adora levar vantagem em tudo”.
“Educação é a única coisa que poderia mudar este quadro. Brasileiro é grosso e mal-
educado, porque não pensa na comunidade, joga lixo na rua, cospe, não está nem aí.
Este espírito comunitário viria com a cultura. Acho que o socialismo talvez possa trazer
este acesso à cultura de massa. Fazer como o Mao Tsé-tung fez com a China. Educar
todo mundo à força. Temos que estudar, ler, ter acessos a livros”.

Fonte disponível em: http://cazuza.com.br/event/depoimentos-1988/

Notas

1
Você pode assistir ao filme sobre a vida de Cazuza em https://www.youtube.com/watch?v=l-
QdTXdNvww

26
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Atividade extensiva

4- Leia e complete a letra de “O tempo não


para” com as palavras faltantes sem
ouvir a música, veja as dicas entre
parênteses.

5- Ouça a versão original, anote as palavras


faltantes e compare com sua versão.

O tempo não para


Autores: Cazuza e Arnaldo Brand
Intérprete: Cazuza

Disparo contra o .............


Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de ...............(sinônimo de tristezas)
Eu sou um .............. (sinônimo de rapaz)
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu ............... (1°Pessoa do singular do verbo estar da língua falada) derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me ................... (sinônimo de odiar)

Refrão

27
A tua piscina ..... cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos .............. (sinônimo de acontecimentos)
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes .................(situações, coisas novas)
O tempo não para
Não para, não, não pára
(Não para, não, não para)

Eu não tenho data pra .................. (sinônimos de festejar)


Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro2
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais ....................(sinônimo de grana)

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UrsMph1vhL0

2
Expressão usada para manifestar quando uma pessoa procura alguma coisa que perdeu, vira, revira e
não encontra.

28
Músicas e Vídeos Extensivos

29
A Tropicália: O protesto ao protesto
O tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música
popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um
grande coletivo cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e
Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom
Zé, da banda Mutantes e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas
José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista
gráfico, compositor e poeta, Rogério Duarte como um de seus principais mentores
intelectuais.

Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A


música brasileira Pós-Bossa Nova e a definição da qualidade musical no país estavam
cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas de movimentos
ligados à esquerda. Contra estas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores
procuram universalizar a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem
mundial como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica.

Fonte: www.tropicalia.com.br

No início dos anos 90, Caetano e Gil lançaram o disco Tropicália 2. Além de
atualizar sua característica universalizante fazendo músicas como Haiti que lembram o
ritmo rap, trazem forte carga de protesto contra as desigualdades, violência e injustiças
sociais do Brasil. Vejam a letra e o link para escutar a música abaixo:

Haiti

Letra: Gilberto Gil


Cantam: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro da Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam estar por um momento voltados para o
largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada

30
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do Pelô
E se você não for
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

E na TV se você vir um deputado em pânico


Mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo
Qualquer qualquer
Plano de educação
Que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina

111 presos indefesos


Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=o90x2e98IdA

31
Clube da Esquina: Música com Poesia de Minas para o Mundo
No início dos anos 60, em Belo Horizonte (MG), jovens músicos começam a se
encontrar na cena musical da capital mineira. Eles produziam um som que fundia
as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock’n’roll –
principalmente The Beatles –, de música folclórica dos negros mineiros e alguns
recursos de música erudita e música hispânica.

Nos anos 70, esses artistas tornaram-se referência de qualidade na MPB pelo alto
nível de performance e disseminaram suas inovações e influência a diversos cantos
do país e do mundo.

Na mesma época, o Brasil era assolado por um golpe militar de direita contra o
qual toda a intelectualidade ligada à esquerda se mobilizou. No campo artístico,
passa a ser produzida uma música que protesta ante a situação que se configura.
Essa música, na produção de alguns de seus principais compositores, começa a
trazer a musicalidade de um Brasil mais ligado ao inte rior, ao camponês e às
camadas sociais menos favorecidas. É a música ligada aos Centros Populares de
Cultura (CPC). Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Carlos Lira, Marcos Valle, Sidney
Miller e Sérgio Ricardo são compositores que se destacam nesse momento.

A consolidação de uma linguagem própria se firma com o lançamento, em 1972,


do disco “Clube da Esquina”, assinado por Milton Nascimento e Lô Borges. Esse
álbum duplo traz a participação maciça de todos os membros do grupo de
amigos músicos conhecido intername nte como Clube da Esquina e que depois se
ampliaria incluindo artistas como Beto Guedes, Toninho Horta, Tavinho Moura,
Márcio Borges, Flávio Venturini, Celso Adolfo, Tadeu Franco entre outros
grandes artistas.

A sonoridade obtida, o alto padrão de elaboraç ão e a originalidade das


composições e arranjos fizeram deste um dos discos antológicos da MPB. A
música do Clube da Esquina trouxe diversos elementos novos à MPB, que, com o
passar do tempo, se tornaram matéria de uso comum.

Diferentemente da Jovem Guarda e da Bossa Nova, mantiveram uma temática


política presente, mas de forma subjetiva. O disco “Milagre dos Peixes” teve que
ser feito, em grande parte, à base de vocalises, devido à censura de várias das
letras.

Fonte: www.museuclubedaesquina.org.br

Beleza e canção
Letra: Milton Nascimento
Cantam: Milton Nascimento e Simone Guimarães

Nada de novo no meu mundo


Eu vivo o segundo
Meu tempo é o meu lugar
Nada me tira do meu rumo
Eu sigo o meu prumo
O meu jeito de ser

32
Nada espero que não tenha
O que vier que venha
Sem me atropelar
Tudo que quero é o mar aberto
É ter você bem perto
Olhar no seu olhar
Tudo é novo no meu mundo
Se seu sono profundo
Entrar no meu sonhar
Sua beleza me domar
Sua beleza me amar
Toda beleza é um espinho
Se ela está sozinha
Sem ninguém desfrutar
Toda beleza é tristeza
Se não tem a certeza
De alguém contemplar
Toda beleza é uma chama
Que acende e inflama
Paixão de encontrar
Toda beleza é uma alegria
Que incendeia o dia
Faz a vida cantar
Tudo é belo no meu mundo
E cabe no meu canto
No meu tempo e lugar
Tudo é claro no caminho
Se não estou sozinho
E alguém vai me guardar
Nada de novo no meu mundo
E o sol a cada dia
Na noite a escuridão
Tudo de novo no meu mundo
Comigo eu carrego
Beleza e canção

Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=PZDMQ1Cnzvs

33
EU SOU FAVELA

Letra: Seu Jorge

Canta: Seu Jorge

A favela nunca foi reduto de marginal


A favela nunca foi reduto de marginal
Ela só tem gente humilde, marginalizada
E essa verdade não sai no jornal

A favela é um problema social


A favela é um problema social

Sim, mas eu sou favela


Posso falar de cadeira
Minha gente é trabalhadeira
E nunca teve assistência social

Ela só vive lá
Porque para o pobre não tem outro jeito
Apenas só tem o direito
A um salário de fome e uma vida normal

A favela é um problema social


A favela é um problema social

Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=LoL7_8cSNE8

QUE PAÍS É ESSE?

Letra de Renato Russo

Canta: Legião Urbana

Nas favelas, no senado


Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é esse?

34
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense


No Mato grosso, Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Que país é esse?


Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro Mundo se for


Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.

Que país é esse?


Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=CqttYsSYA3k

COMIDA

Letra de Arnaldo Antunes (da banda Titãs)

Canta: Marisa Monte

Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte.

35
A gente não quer só comida,
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer.

A gente não quer só comer,


A gente quer comer e quer fazer amor.
A gente não quer só comer,
A gente quer prazer pra aliviar a dor.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade.

Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
Salve Titãs!

Para ouvir a música: https://www.youtube.com/watch?v=2Vl_5wDBsgo

36
Unidade III
“Personagens emblemáticos”
a- Cássia Eller

[Entre todos]

1- Acompanhem a voz em off da locutora do Especial de Cássia Eller na TV Cultura3 com a


seguinte leitura.

Introdução do Especial de Cássia Eller na TV Cultura

Na doce melancolia de um samba canção, nos roucos acordes de algum novo blue, no
swing enfezado que dava ao rock´n roll, não havia nenhuma outra hipótese que a considerasse
mais do que ser a própria Cássia Eller.

Em vida de metil que adorava imitar, na verdade só criou porque imitou. Após sua morte, a
mídia passou a compor uma sinfonia de superlativos para definir seus registros de passagem
sobre a terra, a mesma mídia que na maior parte da trajetória de Cássia Eller a tratou com
indisfarçável preconceito e passou a destacá-la com manchetes e capas de segundos cadernos
somente quando sua arte atingiu a massa.

No entanto, o biscoito fino que Cássia Eller desde há muito fabricava sempre teve espaço
na TV Cultura como você vai ver neste especial: ela aparece em épocas cores e fases
diferentes.

Fonte com adaptações: TV Cultura “Especial Cássia Eller”. Disponível em:


https://www.youtube.com/watch?v=fODr6CBH4Xo, acesso em 10/12/2014

[Em pares]

2- Leia o texto com um colega e sem usar o dicionário se auxiliem para interpretar o
sentido global do mesmo.

3- Veja a Galeria de fotos de Cássia Eller e faça uma descrição dessa artista baseada no
aspecto físico, vestimenta, postura e atitude dela nas fotos.

3
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=fODr6CBH4Xo

38
Notas

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Galeria de
fotos

39
[Entre todos]

4- Veja o vídeo “Malandragem”4 sem ler a


letra e depois leia a letra enquanto
assiste ao vídeo novamente.

“Malandragem”

Autores: Cazuza e Frejat


Intérprete: Cássia Eller

Quem sabe eu ainda sou uma garotinha


Esperando o ônibus da escola sozinha
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar

Bobeira é não viver a realidade


E eu ainda tenho uma tarde inteira
Eu ando nas ruas, eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar
[Em pares]

4
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EOj0Tzo6C7Y#t=43 ou
https://www.youtube.com/watch?v=UkGF4RdxrWs#t=49

40
5- Faça a tradução oral da letra da música para o espanhol , francês, alemão ou para o
inglês.
b- Ney Matogrosso

Fonte: http://www2.uol.com.br/neymatogrosso/wallpaper.htm#

[Em pares]

1- Leia o texto abaixo sobre a vida de Ney Matogrosso e comente com seu colega
as perguntas abaixo:

Ney de Souza Pereira nasceu em 1º de agosto de 1941 em Bela Vista, no Mato Grosso
do Sul. Desde cedo demonstrou vocação artística: cantava, pintava, interpretava.
Ainda pequeno, escolheu o caminho do questionamento das reticências do mundo
adulto, inconformado com seus preconceitos e incoerências. No entanto, muitos anos
se passaram até Ney virar artista. Entrou na Aeronáutica, trabalhou no laboratório de
anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília, fez recreação para crianças até
um dia ser convidado para participar de um
festival universitário. Passou a viver entre o
Rio, São Paulo e Brasília, atuando na TV,
confeccionando e vendendo peças de
artesanato em couro. Por meio de uma amiga,
conheceu uma pessoa que procurava um
cantor com voz aguda para o grupo de rock
“Secos e Molhados” e assim nasceu NEY
MATOGROSSO.

Grupo Secos e Molhados 1973/74

Fonte com adaptações: http://www2.uol.com.br/neymatogrosso

41
Perguntas:
a- O que você acha do visual de Ney?
b- Que ritmos você imagina que ele canta?

c- Quais temas você acha que formam parte das interpretações (músicas) de Ney?

2- Veja dois Neys nos vídeos das músicas a seguir:

Homem com H (1975) Ah! Maria diz que eu sou


Autor: Antônio Barros Maria diz que eu sou
Interpretada por: Ney Matogrosso em Sou homem com H
1981 E como sou
Ritmo: Baião
Fonte disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=eVn8BZ7b
Nunca vi rastro de cobra aqU
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega Ex-amor
Se ficar o bicho come Autor: Martinho da Vila
Interpretada por: Ney Matogrosso
Porque eu sou é home
Ritmo: Samba
Porque eu sou é home
Menino eu sou é home
Ex-amor
Menino eu sou é home
Gostaria que tu soubesses
O quanto que eu sofri
Quando eu estava pra nascer
Ao ter que me afastar de ti
De vez em quando eu ouvia
Eu ouvia mãe dizer
Não chorei
Ai meu Deus como eu queria
Como louco eu até sorri
Que essa cabra fosse home
Mas no fundo só eu sei
Cabra macho pra danar
Das angústias que senti
Ah! Mamãe aqui estou eu
Mamãe aqui estou eu
Ex-amor
Sou homem com H
Gostaria que tu soubesses
E como sou
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Refrão

Não chorei
Eu sou homem com H
Como louco eu até sorri
E com H sou muito home
Mas no fundo só eu sei
Se você quer duvidar
Das angústias que senti
Olhe bem pelo meu nome
Já tô quase namorando
Sempre sonhamos com o mais eterno
Namorando pra casar
42
amor O quanto que eu sofri
Infelizmente eu lamento mas não deu Ao ter que me afastar de ti
Nos desgastamos transformando tudo
em dor Não chorei
Mas mesmo assim, eu acredito que Como louco eu até sorri
valeu Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti
Quando a saudade bate forte, é
envolvente Fonte disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=n3-
Eu me possuo e é na sua intenção
jyjsQuYA
Com a minha cuca naqueles momentos
quentes
Em que se acelerava o meu coração

Ex-amor
Gostaria que tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti

Não chorei
Como louco eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti

Sempre sonhamos com o mais eterno


amor
Infelizmente eu lamento mas não deu
Nos desgastamos transformando tudo
em dor
Mas mesmo assim, eu acredito que
valeu

Quando a saudade bate forte, é


envolvente
Eu me possuo e é na sua intenção
Com a minha cuca naqueles momentos
quentes
Em que se acelerava o meu coração

Ex-amor
Gostaria que tu soubesses

43
[Em pares]

3- Cada música mostra dois Neys... Escolha um e descreva-o física, atitudinal e


“musicalmente” para o seu colega. Depois escreva um pequeno texto com sua
descrição oral inicial e apresente-o para a turma.

Notas
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c- Raul Seixas: O maluco beleza

[Entre todos]

1- Vejam as fotos do Raul Seixas


abaixo e comentem suas primeiras
impressões/interpretações sobre
ele:

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2- Existe(m) artista(s) como o Raul Seixas em seu país? Como se chama(m)? Em que
momento histórico ele(s)/ela(s) se situa(m)?

[Em pares]

3- Baseados nas fotos e nas primeiras impressões sobre Raul Seixas, avalie se as
informações biográficas abaixo sobre ele são verdadeiras (V) ou falsas (F):

A. Raul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia,


história, literatura e latim e algumas crenças dessas correntes foram muito
aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta
disso ( )

B. Ele nasceu em Salvador em 28 de junho de 1945 ( )

C. As músicas de Raul são muito populares no carnaval baiano até hoje e tocam com
frequência nos trios elétricos de Salvador ( )

D. Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o classificou como "contestador e místico",
e isso se deve aos ideais que reivindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada
no disco Gita (1974), sendo influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister
Crowley ( )

E. Aos 12 anos, em 1956, fundou o clube do cigarro com alguns amigos ( )

F. Sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida em que seus
discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um
símbolo, o pai do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs
nos últimos quarenta anos ( )

G. Em 1972 ele se interessa por um artigo sobre extraterrestres (E.T.s) publicado na


revista A Pomba e tem o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais
tarde, se tornaria seu parceiro musical ( )

H. Raul fez sucesso desde o começo de sua carreira em Salvador devido à sua enorme
criatividade e genialidade ( )

[Individualmente]

4- Leia a letra da música “Metamorfose Ambulante”, pesquise as palavras novas e


traduza-a para a sua língua.

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Metamorfose Ambulante (1973)
Letra e música de Raul Seixas

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante (refrão)
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião


Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião (refrão)
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes

Sobre o que é o amor


Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela


Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante

Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes

[Entre todos]

5- Ouçam e cantem juntos a música.

46
Leituras Extensivas

Crônicas humorísticas

47
Emergência
(Crônica humorística de Luis Fernando Veríssimo)

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião desconfiado.


O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio a sua compreensão.
- Bom dia...
- Como assim?
Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o primeiro a
sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de segurança. Não
consegue atá-lo. Confidencia ao passageiro ao seu lado:

- Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso


descontraído: “Até aqui, tudo bem”. O passageiro ao lado explica que o avião ainda está parado,
mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal,
mas ele recusa.

- Não, obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele com os
olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! No rosto. Com o avião no ar, dá uma
espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.
Mas o pior está por vir. De repende ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha para
todos os lados para descobrir de onde sai a voz.
“Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo fará
uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de emergência
na frente, nos dois lados e atrás.”

- Emergência? Que emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém falou nada de


emergência. Olha, o meu é sem emergência!

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

- Isto é apenas rotina, cavalheiro.


- Odeio rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai, meu santo.

“No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão


automaticamente de seus compartimentos.”
- Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

“Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque a máscara
sobre o rosto e respire normalmente.”

- Respirar normalmente? A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio caindo sobre nossas


cabeças - e ele quer que a gente respire normalmente?!

“ Em caso de pouso forçado na água...


- O quê?!
“...os acentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do aparelho e...”
- Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!
- Calma, cavalheiro.
- Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!
- Cavalheiro, por favor. Fique calmo.
- Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por que, está tentando arrancar

48
as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que aliás, também parece
consternado e levemente azul.
- Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.
- Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.
- Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a


respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.
É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado. Fazendo sala no
meio do oceano Atlântico!

A aeromoça diz que lhe vai trazer um calmante e aí mesmo que ele dá um pulo:
- Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me escondendo alguma coisa!

Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira. Recusa
tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber sua comida em dinheiro.
Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida do avião, abre os olhos e fica
cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça, de onde, a qualquer momento, pode
pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

De repente, outra voz. Desta vez é do comandante.


- Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento. À nossa direita,
podemos ver a cidade de...
Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

- Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

O Homem Nu
(Crônica Humorística de Fernando Sabino)

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta,
na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas
obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele
pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a
mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e
abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com
cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho
deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer
ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo,
impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando


ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito,
mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o
nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

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Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente
os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e
voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de
baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na
mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam,
e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a
porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada.
Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia
mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez
para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka,
instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.


Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar.
Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois
experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.
Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela
desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O
elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela.
Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o
embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um
foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois,
restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.

Esta é uma das crônicas mais famosas do grande escritor mineiro Fernando Sabino. Extraída do livro de
mesmo nome, Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 65.
Tudo sobre o autor em "Biografias": http://www.releituras.com/fsabino_bio.asp

Fonte: http://www.releituras.com/fsabino_homemnu.asp

50
Unidade IV

“Outros gêneros”
a- O que é BREGA?

1- Leia a explicação sobre o termo brega e com ajuda de seus colegas encontre o
equivalente para brega na sua língua materna.

O termo “brega” designa um tipo de música romântica, com arranjo musical sem
grandes elaborações, bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas
fáceis e palavras simples, em outras palavras, uma música considera de "mau gosto".
A palavra “brega” em outros âmbitos se usa para dizer que algo ou alguém denota
falta de gosto; que se apresenta de maneira desapropriada tendo em conta a opinião
de quem critica: pessoa brega, roupa brega.

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2- A palavra brega também faz parte de um ritmo musical popular. Leia o texto a
seguir:

O Tecno-brega é um gênero musical popular surgido no estado do Pará, no início dos anos
2000. Trata-se de uma fusão da tradicional música brega5 com a música eletrônica, tendo,
portanto, a tecnologia como um elemento fundamental. Deriva de ritmos
como Carimbó, Siriá, Lundu e outros gêneros populares como o calypso e guitarradas,
incorporando sintetizadores e batidas eletrônicas. O estilo também se destaca por ter se
desenvolvido independentemente das grandes gravadoras, criando um mercado com formas
alternativas de produção e distribuição.

O mercado tecnobrega gira em torno das festas de aparelhagens, que contam com
modernos equipamentos de som, iluminação e efeitos visuais. As festas também servem como
local de difusão dos novos sucessos - DJs recebem discos dos produtores e tocam as novas
canções. Quando uma música ou um artista se torna um sucesso em uma festa de
aparelhagem, a divulgação no mercado aumenta através da reprodução não-autorizada dos
discos. A maioria dos artistas do mercado tecnobrega, porém, parece apoiar essa reprodução
devido ao aumento da publicidade que ela acarreta.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnobrega

3- Veja a Galeria de fotos de Gaby Amarantos (artista paraense, rainha do


tecnobrega). O visual dela geralmente é alvo de críticas e polêmicas. Faça uma

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lista de características (adjetivos) sobre o visual ( roupa, o cabelo, a postura) da
artista:

GALERIA DE FOTOS

Notas
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b- Samba e samba-reggae

[Em pares]

1- Beth Carvalho é considerada a “Madrinha do Samba” por ter revelado artistas


como “Zeca Pagodinho”, o grupo “Fundo de Quintal”, “Arlindo Cruz”, entre outros.
Ela é compositora e cantora de Samba. No vídeo a seguir, ela interpreta um
clássico de Dorival Caymmi, “Samba da minha terra”. Veja o vídeo e depois faça a
tradução da letra para a o inglês, espanhol,
francês ou alemão.

Samba da minha terra


Autor: Dorival Caymmi
Intérprete: Beth Carvalho

Samba da minha terra deixa a gente mole


quando se canta todo mundo bole, quando se
canta todo mundo bole

Quem não gosta de samba bom sujeito não é


É ruim da cabeça ou doente do pé

Eu nasci com o samba no samba me criei


e do danado do samba nunca me separei

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ad48GDnenEA

“Atividade extensiva”
Samba-reggae: leia a leitura extensiva sobre o Projeto
Didá e assista ao vídeo do Carnaval 2012 com Didá
desfilando e tocando ao ritmo do samba-reggae.
No seu país há algum projeto semelhante
exclusivamente para mulheres?

55
c- Forró e Carimbó

1- Leia o pequeno texto a seguir sobre o forró:

Forró é um ritmo e dança típicos da Região Nordeste do Brasil, praticada


nas festas juninas e outros eventos. Diante da imprecisão do termo, é
geralmente associado o nome como uma generalização de vários ritmos
musicais do Nordeste, como baião, a quadrilha, o xaxado, que têm influências
holandesas e o xote, que tem influência portuguesa. São tocados,
tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro (tocador de
acordeão, que no forró é tradicionalmente a sanfona de oito baixos),
um zabumbeiro e um tocador de triângulo. Também é chamado arrasta-
pé, bate-chinela, fobó.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Forr%C3%B3

Principais instrumentos do Forró

Triângulo
Sanfona

Zabumba

56
2- Ouça a música “Que nem jiló” de Luis Gonzaga na versão do autor e de Lucy
Alves.

https://www.youtube.com/watch?v=raTNK09E0uY (Luis Gonzaga)

https://www.youtube.com/watch?v=RyQggPFRI4Y (Lucy Alves)

3- Ouça novamente a música e tente transcrever a letra com ajuda do


professor. Confira a letra completa nas leituras extensivas da unidade.
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4- Assista ao vídeo da banda “Calypso” e desfrute das imagens de Belém do


Pará (Norte do Brasil).

Para Belém (carimbó)


Intérprete: Banda Calypso

Anda vem ver Anda vem ver vem



vem cá pro meu Pará
Vem pra você ficar de água na boca
Vem ver Dedê tocar
Beto lambadiar
Chimbinha guitarriar, que coisa
louca!
Mistura de raça, dá loira, dá índia,
morena

57
Meu povo vem ver as coisas do um poema
meu Pará Me orgulho em dizer que isso é
A minha cidade é linda é mais que Belém
um poema É Belém do Pará, Carimbó, Síria,
Me orgulho em dizer que isso é Tucupi, Tacacá, Açaí na tigela
Belém É Belém de "Fafá", Baía do Guajará,
É Belém do Pará, Carimbó, Síria, Ilha do Marajó, ai que coisa mais
Tucupi, Tacacá, Açaí na tigela bela!
É Belém de "Fafá", Baía do Eu vim de lá, eu vim de lá, eu vim
Guajará, Ilha do Marajó, ai que de lá também
coisa mais bela! Eu vim de lá, eu vim de lá, do meu
Eu vim de lá, eu vim de lá, eu vim Pará-Belém
de lá também Vem dançar o carimbó, mistura
Eu vim de lá, eu vim de lá, do meu com o Síria, e depois lambadiar o
Pará-Belém ano inteiro
Vem dançar o carimbó, mistura Vem na onda do Calypso, na levada
com o Síria, e depois lambadiar o do Calypso, quem não gosta de
ano inteiro Calypso
Vem na onda do Calypso, na levada Não é Brasileiro!
do Calypso, quem não gosta de Vem dançar o carimbó, mistura
Calypso com o Síria, e depois lambadiar o
Não é Brasileiro! ano inteiro
Mistura de raça, dá loira, dá índia, Vem na onda do Calypso, na levada
morena do Calypso, quem não gosta de
Meu povo vem ver as coisas do Calypso
meu Pará Não é Brasileiro!!!!!!!!
A minha cidade é linda é mais que

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=t
8X6Xxzq2oo

5- Os vocábulos destacados na música são elementos característicos da cultura


regional do Pará. Veja algumas informações sobre alguns desses elementos:

TUCUPÍ
O tucupi é um líquido amarelo, extraído da raiz da
mandioca. Seu preparo guarda a forma artesanal
cultivada pelos índios da região. Deve ser cozido
demoradamente antes de ser consumido, pois cru
é venenoso. Oferece sabor inconfundível aos
pratos com ele preparados, como o tacacá, pato,
leitão, peixe, camarão e alguns tipos de caça.

Fonte: http://www.cdpara.pa.gov.br/tucupi.php

58
TACACÁ
O tacacá não é considerado uma refeição. É uma
espécie de bebida ou sopa, servida em cuias e
vendida pelas "tacacazeiras", geralmente ao
entardecer, na esquina das principais ruas das
cidades paraenses, sobretudo Belém. Na hora de
servir são misturados, na cuia, tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão
seco. Pimenta-de-cheiro a gosto.

AÇAÍ 6 NA TIGELA

Bebida extraída do pequeno fruto do açaizeiro,


palmeira de porte esguio que chega a alcançar 30
m de altura e que produz cachos com dezenas de
caroços (frutos) redondinhos de cor arroxeada.

Toma-se gelado com açúcar, farinha de tapioca ou


farinha-d'água. Há quem o aprecie sem açúcar. É nutritivo e refrescante. É também
delicioso no preparo de sorvetes, licores, mousses, etc.

Fonte: http://www.cdpara.pa.gov.br/fruta_acai.php

6- Brasília também tem elementos característicos regionais com os que você convive
ao seu redor. Crie pequenas legendas explicativas das fotos pensadas para serem
compreendidas por turistas estrangeiros:

Tesourinhas

6
Você sabia que existem 6 tipos de açaí? Leia mais em: http://www.acaifrooty.com.br/blog/as-
variedades-do-fruto-acai/

59
O Ipê

Quadras e entrequadras

d- Bossa nova

1- Seu/sua professor(a) vai lhe apresentar brevemente a história do


surgimento deste ritmo conhecido Brasil afora.

60
Artistas do movimento

Cauby Peixoto João Gilberto Ronaldo Bôscoli

Tom Jobim Luís Bonfá Sergio Mendes

Vinicius de Moraes Luiz Eça Sylvia Telles

Alaíde Costa Luiz Henrique Rosa Stan Getz

Astrud Gilberto Marcos Valle Toquinho

Baden Powell Maysa Zimbo trio

Carlos Lyra Miúcha Wanda Sá

Claudette Soares Nara Leão Wilson Simonal

Danilo Caymmi Newton Mendonça Fonte: CASTRO, Ruy. A onda


que se ergueu no mar; novos
mergulhos na Bossa Nova.
Elizeth Cardoso Os Cariocas São Paulo: Companhia das
Letras, 2001.
Johnny Alf Oscar Castro Neves

João Donato Roberto Menescal

[ Em duplas]

2- Entre em acordo com o grupo, escolha uma das músicas a seguir e apresente-a
para seus colegas. Você pode buscar informação sobre os autores, intérpretes,
ano de publicação, história, letra, entre outros e comentar com seus colegas.

a- Chega de saudade: https://www.youtube.com/watch?v=nLJeUMPvKxs Roberto de



b- Garota de Ipanema: https://www.youtube.com/watch?v=4Xgby9Ek6QQ Los
Hermanos
c- Aquarela do Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=-ID-7RyRAHQ Caetano
Veloso, João Gilberto, Gilberto Gil
d- Bim Bom: https://www.youtube.com/watch?v=yfy2ggYnxsk João Gilberto

61
Leituras Extensivas

62
FORRÓ

“Qui nem Jiló”

Se a gente lembra só por lembrar


O amor que a gente um dia a gente perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
que é feliz sem saber
Pois não sofreu

Porém se a gente vive a sonhar


Com alguém que se deseja rever
Saudade intonce aí é ruim
Eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Saudade, o meu remédio é cantar.

Sertanejo Universitário

1- Ouça a seguinte música sertaneja e formule


hipóteses sobre o que aconteceu entre os
interlocutores da música.

Maus Bocados
Intérprete: Cristiano Araújo

Sei que seu coração falou de As noitadas e os amigos não tão


mim ajudando
Sei que ele falou que eu tô Sei que seu coração gritou por
fazendo falta mim
Ele falou também que sem mim Na última moda sertaneja que o
tá difícil DJ tocou
Pra piorar era aquela que a

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gente dançava DJ tocou
A saudade bateu e você chorou Pra piorar era aquela que a
É, eu sei, tá difícil gente dançava
E se me perguntar A saudade bateu e você chorou
Como sei tudo isso É, eu sei, tá difícil
É que eu também passei E se me perguntar
Por esses maus bocados Como sei tudo isso
Sofri, chorei, largado É que eu também passei
E não te esqueci, não, não, não, Por esses maus bocados
não Sofri, chorei, largado
Também passei E não te esqueci, não, não, não,
E te liguei bêbado fora de hora não
Que nem cê tá fazendo agora Também passei
Ligando a cobrar E te liguei bêbado fora de hora
Chorando, querendo me amar Que nem cê tá fazendo agora
(Ô que maus bocados eu passei)
Fonte:
Ligando a cobrar https://www.youtube.com/watch?v=0
Chorando, querendo me amar ZrH5yyWHqE

Sei que seu coração gritou por


mim
Na última moda sertaneja que o

Tecnobrega
Ex Mai Love

Intérprete: Gaby Amarantos

Meu amor era verdadeiro,


O teu era pirata
O meu amor era ouro
E o teu não passava de um pedaço de lata
Meu amor era rio
E o teu não formava uma fina cascata
O meu amor era de raça
E o teu simplesmente um vira-lata
Ex my love, ex my love, se botar teu amor na vitrine, ele nem vai valer 1,99
Ex my love, ex my love, se botar teu amor na vitrine, ele nem vai valer 1,99

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Lw4h-vVkwTk

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PAGODE

O pagode é uma variante do samba. Tem suas origens no Rio de Janeiro entre o final
da década de 1970 e início da década de 1980, a partir da tradição das rodas de samba
feitas nos "fundos de quintal". 7 Ouça a música “Melhor amigo” do grupo “Turma do
pagode” e comente com seus colegas se em seu país há algum tabu em torno do tema:
“amizade entre homens e mulheres”

Melhor amigo
Intérprete: Turma do pagode

Tá chegando a hora de te encontrar


E a ansiedade vai chegar ao fim
Tô com medo, mesmo assim vou perguntar
Pois o não já tenho, agora eu quero o sim

Se já percebeu esse desejo em meu olhar


Vou ser mais sincero e pra você me declarar
Sonho em ter você, deixa eu te amar

Sou seu confidente, não vai ser pecado


Seu melhor amigo virar namorado
Pode ser estranho, mas vai perceber
O quanto eu gosto de você

Sou seu confidente, não vai ser pecado


Seu melhor amigo virar namorado
Pode ser estranho, mas vai perceber
O quanto eu gosto de você

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jJUFi4aXEFA

Projeto Didá

Didá music school

Didá escola de música (Didá music school) is a


cultural institution without profitable ends

7
Lopes, Nei 2005, p. 9

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that aims to improve the quality of lives through music and the arts. The school was
founded on december 13th, 1993, by maintainer and mentor, “maestro” Neguinho do
Samba. With his vision he created a school that involves serious educational work and
is based in transformational musical teaching. The classes that are offered for the
community are: string instruments, wind instruments, percussion, keyboard, singing,
capoeira, afro-brazilian dance theatre, art, english, and computer literacy.

The 3 projects Didá is invloved in are:

Didá: the power of creation


Didá is a group of women that look for their growth through music. The music classes
offered for the women are free and involve conscious work. Through the courses the
women are given the opportunity to become educated of their origin, to build self-
esteem, and widen their perspectives for a better future.

Sodomo project: (sodomo: treat and raise a child as if he/she were your own child.)
Presently this project has more than 300 children
enrolled and aims to create partnerships with the
child’s family and school. The child’s family is also
involved in all of the activities offered in the
school. The family gets to participate in all of the
activities and build a stronger support for their
child. They have already formed a mother’s group
that receives psychology sessions, cutting and
sewing classes, crafting, as well as art and dance classes.

Carnival block:
The block was founded in 1994. In the year of 2000 the block grew and brought
together the children, families and friends of these women that made a total
appearance of 6000 people. If you go to Salvador, don´t miss to see a show of Didá.
They perform every friday night at 9pm at praça Tereza Batista, Pelourinho.

Fonte com adaptações: www.dida-salvador.com/english.html

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Rap das armas Não tem mole pro exército civil nem
pra PM
Intérprete: Mc Cidinho & Doca Eu dou o maior conceito para os amigos
meus
Parapapapapapapapapa Mas morro do Dendê também é terra
Paparapaparapapara clack bum de Deus
Parapapapapapapapapa
Vem um de AR-15 e outro de 12 na
mão
Vem mais dois de pistola e outro com
2-oitão
Um vai de URU na frente, escoltando o
camburão
Tem mais dois na retaguarda, mas tão
de Glock na mão
Amigos que eu não esqueço, nem deixo
pra depois
Lá vem dois irmãozinhos de 762
Dando tiro pro alto só pra fazer teste
Morro do Dendê é ruim de invadir De INA-Ingratek, Pisto-UZI ou de
Nois, com os Alemão, vamo se divertir Winchester
Porque no Dendê eu vô dizer como é É que eles são bandido ruim, e ninguém
que é trabalha
Lá não tem mole nem pra DRE De AK-47 e na outra mão a metralha
Pra subir aqui no morro até a BOPE Esse rap é maneiro, eu digo pra vocês
treme Quem é aqueles cara de M-16
Não tem mole pro exército, civil nem A vizinhança dessa massa já diz que não
pra PM aguenta
Eu dou o maior conceito para os amigos Nas entradas da favela já tem .50
meus E se tu toma um pá, será que você grita
Mas Morro Do Dendê também é terra Seja de .50 ou então de .30
de Deus Mas se for Alemão eu não deixo pra
amanhã
Fé em Deus, DJ
Acabo com o safado dou-lhe um tiro de
Vamo lá
Pazã
Parapapapapapapapapa Porque esses Alemão são tudo safado
Parapapapapapapapapa Vem de garrucha velha dá dois tiro e sai
Paparapaparapapara clack bum voado
Parapapapapapapapapa E se não for de revolver eu quebro na
porrada
Morro do Dendê é ruim de invadir E finalizo o rap detonando de granada
Nois, com os alemão, vamo se divertir
Porque no Dendê eu vô dizer como é Parapapapapapapapapa, valeu
que é Paparapaparapapara clack bum
Aqui não tem mole nem pra DRE
Vem um de AR-15 e outro de 12 na
Pra subir aqui no morro até a BOPE
mão
treme
Vem mais um de pistola e outro com 2-

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oitão
Um vai de URU na frente, escoltando o
camburão
Tem mais dois na retaguarda, mas tão
de Glock na mão
Amigos que eu não esqueço, nem deixo
pra depois
Lá vem dois irmãozinhos de 762
Dando tiro pro alto só pra fazer teste
De INA-Ingratek, Pisto-UZI ou de
Winchester
A vizinhança dessa massa já diz que não
aguenta
Nas entradas da favela já tem .50
E se tu toma um pá, será que você grita
Seja de .50 ou então de .30
Esse rap é maneiro, eu digo pra vocês
Quem é aqueles cara de M-16
Mas se for Alemão eu não deixo pra
amanhã
Acabo com o safado dou-lhe um tiro de
Pazã
Porque esses Alemão são tudo safado
Vem de garrucha velha dá dois tiro e sai
voado
E se não for de revolver eu quebro na
porrada
E finalizo o rap detonando de granada

Parapapapapapapapapa
Paparapaparapapara clack bum
Parapapapapapapapapa

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Rj-
Q-cgG70I

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PROJETO

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PROJETO

Durante todas as unidades deste material


didático, em cada uma das atividades, quisemos
promover oportunidades para experienciar a língua e
cultura do Brasil por meio de tópicos bem próximos da
sua realidade, a música, literatura, o teatro, artistas, o
cinema e as artes plásticas do Brasil. Para
complementar essas experiências, pensamos na possibilidade de desenvolvermos um
projeto baseado na escolha e tradução para o português de uma música
tradicional/característica do seu país.

[Individual]

Nossa proposta: enquanto vai trabalhando com este material didático, escolha
uma música tradicional do seu país e faça a tradução da mesma para o português.
Prepare uma pequena apresentação de 10 minutos (no total) para apresentar à turma a
música original e sua versão em português. Você pode complementar sua apresentação
com fotos, vídeos, lâminas explicativas, resumo em layout para entregar aos colegas e
professores, entre outros. É muito importante que você escolha uma música tradicional
com a qual você se identifique.

Deixe sua criatividade voar!


Mãos à obra! Boa experiência!

ATENÇÃO!!!

Esta atividade pode ser feita em alguns momentos da aula presencial, durante várias
aulas, de maneira extensiva em casa, durante todo ou uma grande parte do curso, não se
trata de uma “tarefa de casa” para entregar de um dia para outro.

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