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Manual Matrimônio

O e-book 'Manual da Vida Conjugal' de Márcia Portela aborda a importância do matrimônio como um sacramento divino, enfatizando a união e a procriação como seus principais fins. O texto também oferece orientações sobre como viver bem o matrimônio, destacando a importância do voto, do serviço, do diálogo e do silêncio na relação conjugal. Além disso, o livro discute a fidelidade e a necessidade de um compromisso verdadeiro entre os cônjuges para a construção de uma família sólida.

Enviado por

Narcizo Aragão
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Manual Matrimônio

O e-book 'Manual da Vida Conjugal' de Márcia Portela aborda a importância do matrimônio como um sacramento divino, enfatizando a união e a procriação como seus principais fins. O texto também oferece orientações sobre como viver bem o matrimônio, destacando a importância do voto, do serviço, do diálogo e do silêncio na relação conjugal. Além disso, o livro discute a fidelidade e a necessidade de um compromisso verdadeiro entre os cônjuges para a construção de uma família sólida.

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E-BOOK

Conjugal
MANUAL DA VIDA

MARCIA PORTELA
lutamos
amamos
PELO QUE AMAMOS, E

O QUE DE VERDADE
CONHECEMOS
Bem Vindo
AO MAIOR
PROJETO DA SUA VIDA
Indice
CAP. 1 MATRIMÔNIO

CAP. 2 COMO VIVER BEM O


MATRIMÔNIO

CAP. 3 OS INIMIGOS DO
MATRIMÔNIO
CAP. 4 PERSONALIDADE E
DIFERENÇAS
CAP. 5 VIDA SEXUAL NO
MATRIMÔNIO

CAP. 6 FECUNDIDADEMÉTODO
BILLINGS
CAP. 7 CONSELHOS ÀS
MULHERES

CAP. 8 CONSELHOS AOS


HOMENS
CAP. 9 DICAS DE MATERIAS
EXTRAS
CAPÍTULO 1

Matrimônio
O que é o matrimônio

Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o
homem e a mulher, chamou-os, no Matrimônio, a uma íntima comunhão
de vida e de amor entre eles, “de modo que já não são dois, mas uma só
carne” (Mt 19,6). Abençoando-os, Deus disse-lhes: “sede fecundos e
multiplicai-vos” (Gn 1,28). (CIC 337)

O matrimônio é um dos sete sacramentos da Igreja. O catecismo da Igreja


(1113) nos ensina que “toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do
sacrifício eucarístico e dos sacramentos. Há na Igreja sete sacramentos:
Batismo, Crisma, Eucaristia, Penitência (confissão), Unção dos enfermos,
Ordem e Matrimônio.

Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e


confiados à Igreja, pelos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos
visíveis, com os quais são celebrados os sacramentos, significam e realizam
as graças próprias de cada sacramento. Eles dão fruto naqueles que os
recebem com as disposições requeridas (CIC 1131).

O matrimônio, pelo qual se constitui a família humana, não é nem uma


"construção social", como dizem uns, nem um simples contrato civil, sujeito
ao arbítrio dos contratantes, como querem outros. Trata-se, como mostra a
Revelação e corrobora a própria razão, de uma instituição divina, querida
pelo Criador do mundo como meio de perpetuação do gênero humano e
célula básica tanto do Estado quanto da Igreja. Por mais que o neguem
as falsas doutrinas do nosso tempo, o matrimônio sempre estará
enraizado na natureza humana, que se expressa em toda a sua beleza no
ser homem, no ser mulher e, sobretudo, no ser família. (Curso Pe.Paulo)

A finalidade do matrimônio

A união matrimonial do homem e da mulher, fundada e dotada de leis


próprias pelo Criador, está por sua natureza ordenada à comunhão e ao
bem dos cônjuges e à geração e bem dos filhos. Segundo o desígnio
originário de Deus, a união matrimonial é indissolúvel, como afirma Jesus
Cristo: “O que Deus uniu não o separe o homem” (Mc 10,9).

7
A dignidade do matrimônio

A dignidade do matrimônio decorre não só de que, por instituição divina, é


desde o princípio o meio por que Deus quis a propagação de gênero e no
qual deixou prefigurada, de modo admirável, aquela inefável união entre o
seu Verbo e a natureza humana, entre Cristo e a Igreja; trata-se de um
verdadeiro e "grande sacramento" (Ef 5, 32), antes de tudo, porque é
através dele que o homem, dando ao Pai de toda paternidade novos filhos
adotivos, contribui aqui na terra para cumprir um dia o seu fim
sobrenatural — ser, na glória do Céu, concidadão dos santos e familiar
de Deus (Ef 2, 19).

A grandeza deste mistério pode ser mais bem reconhecido não só pelo fato
de o Nosso Salvador, após o ter "reintegrado na pureza de sua instituição
divina, tê-lo elevado à dignidade de verdadeiro e 'grande' (cf. Ef 5, 32)
sacramento da Nova Lei", mas também, e de modo particularmente
chamativo nestes tempos, pela consideração dos tantos ataques que
Satanás e seus seguidores vêm desferindo, desde há muito, contra
aqueles dois meios por que Deus quer gerar filhos para o Céu, a saber,
o matrimônio e o sacerdócio: o primeiro, transmitindo-nos a vida
biológica através da união carnal; o segundo, elevando-nos à vida da graça
através do Batismo e da Eucaristia.

Os bens do matrimônio

1º) Prole (filhos)

Pela sua própria natureza, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão


ordenados à procriação e à educação dos filhos, que constituem o ponto alto
da sua missão e a sua coroa: Os filhos são, sem dúvida, o mais excelente dom
do Matrimónio e contribuem muitíssimo para o bem dos próprios pais.

8
O mesmo Deus que disse: “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2, 18) e que
“desde o princípio fez o homem varão e mulher” (Mt 19, 4), querendo comunicar-
lhe uma participação especial na sua obra criadora, abençoou o homem e a
mulher dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos” (Gn 1, 28). Por isso, o culto
autêntico do amor conjugal e toda a vida familiar que dele nasce, sem pôr de
lado os outros fins do Matrimónio, tendem a que os esposos, com fortaleza de
ânimo, estejam dispostos a colaborar com o amor do Criador e do Salvador,
que, por meio deles, aumenta continuamente e enriquece a sua família”
(CIC 1652).

Necessário se faz ponderar que na espécie humana, a prole não necessita


somente da nutrição corporal, como acontece nos outros animais, mas
também de instrução espiritual", ensina Santo Tomás de Aquino. "Com
efeito, os demais animais recebem da natureza a orientação pela qual
podem cuidar de si. O homem, porém, vive segundo a razão e só se põe sob
sua orientação após longo tempo de experiência. Por isso, é necessário que
os filhos sejam orientados pelos pais que já tiveram experiência."

2º) Fidelidade

O Matrimônio, instituição ao mesmo tempo divina e natural, possui dois fins


principais, dos quais o segundo subordina-se necessariamente ao primeiro:
de um lado, a geração de filhos; de outro, a promoção diária, em meio aos
afazeres da casa, do amor conjugal. Essas duas finalidades, longe de
serem uma "invencionice" da Igreja, estão baseadas na estrutura natural e
inalterável da família humana e, por isso, se ordenam ao bem integral dos
cônjuges e ao seu amadurecimento no verdadeiro amor, que tudo
suporta, que tudo entrega, que tudo sacrifica. (Pe.Paulo)

Na família, de modo especial, o exercício da verdadeira liberdade encontra


sua mais acabada expressão na paciência com que se suportam as
imperfeições alheias, no propósito constante de procurar sempre
compreender e servir, na resolução firme e irrevogável de manter-se fiel
aos compromisso assumidos, na disposição enfim de derramar o
próprio sangue pela salvação do outro. Este é outro aspecto que nos
revela que a única configuração familiar possível, para ser fiel à vocação e
aos fins dessa instituição, não pode ser outra que a união estável e
indissolúvel de um homem com uma mulher, como a Igreja, guardiã da
Revelação e defensora do bom senso em meio às insanidades do mundo,
sempre ensinou e defendeu. Se o que dá início à família e a faz perdurar não
é senão o amor, só haverá verdadeira família onde houver verdadeira
fidelidade, e a fidelidade só é possível quando um homem e uma mulher se
unem, não por um contrato de conveniência ou utilidade, mas por uma
aliança de entrega, de renúncia, de amor que sabe pôr de lado o egoísmo
para deixar-se devorar, em serviço e sacrifício, pelo bem do outro. 9
CAPÍTULO 2

Como viver bem


o matrimônio
Voto
Vivemos tempos de grandes facilidades em muitos aspectos, como a simplificação de
nossas rotinas e tarefas pelo auxílio da tecnologia, a diminuição virtual das distâncias,
por meio da globalização de mercado e de relações, entre outras.
Todo esse conforto é muito bom, mas também pode causar em nós uma certa
frouxidão de caráter. Uma moleza moral, contra a qual devemos resistir.
Honrar a palavra dada é algo que exige de nós desconforto, enfrentamento. E quantas
vezes precisaremos dessa coragem na vivência do nosso casamento, e para honrar
nossos votos.
Voto é uma promessa, livre e deliberada, feita por amor, ou seja, sem esperar nada
em troca. Diferente de um propósito, que se faz com objetivo de alcançar algo em
retribuição.
“Uma vez que você compromete algo, em primeira pessoa, com a totalidade do seu
eu, diante de uma assembleia de amigos, das pessoas que voçê conhece, seus pais,
seus parentes e diante de Deus, você se obriga àquilo pela palavra dada, a menos que
sua palavra não valha nada. Um voto dito em primeira pessoa tem grande valor
porque compromete a totalidade do seu eu e, portanto, a sua história.” (MARSILI,
2023, p.29)
“A maior chance que você tem de ser estável neste mundo é comprometendo-se
verdadeiramente com outra alma em um projeto comum que transcenda a ambos.
Em todas as circunstâncias, todos os dias, até o fim da sua vida. É só no casamento
que esse compromisso se torna possível.” (MARSILI, 2023, p.32)
Os votos matrimoniais no rito católico, também chamados de consentimento, são de
uma profundidade e de uma beleza sem par. Assim é, que até os casamentos pagãos
tentam de certa forma imitá-los. Contudo, para além da beleza dessa fórmula, é
necessário que haja por parte dos noivos uma decisão livre e bem pensanda, pois o
que fazemos no altar, perante Deus, a comunidade, e a pessoa que escolhemos para
a vida inteira constituem uma promessa para toda a vida, alcançando seu termo e sua
coroa na eternidade.
Não havendo essa liberdade e essa espontaneidade na vontade, na decisão, o
matrimônio não existe, é nulo. Casamento coagido, sem que os noivos de fato
queiram, não é casamento. Pode ter havido a cerimônia religiosa, a assinatura de
papéis, e uma grande festa, mas não ocorreu verdadeiro matrimônio. Os votos
matrimoniais pressupões devem ser espontâneos e irrestritos.
Relembremos quais são eles:

Eu, (N.) , te recebo, (N.),


por minha esposa (por meu esposo)
e te prometo:
ser fiel
amar-te e
respeitar-te
na alegria e na tristeza
na saúde e na doença
todos os dias de minha vida
11
Serviço “Uma vela não ilumina sem se gastar”
S.Carlos Borromeu

“O serviço, dentro do casamento, é feito de pequenas coisas concretas. Antecipar-


se às necessidades do cônjuge é grande parte do trabalho. Não espere sua
esposa pedir que a ajude com a louça se você está vendo que a pia está cheia! Mais
do que isso: é muito mais meritório, mais amoroso, servir sem ser visto. Se
você é capaz de nem ao menos deixar que o cônjuge saiba que recebe uma ajuda,
que guardou os copos, resolveu uma pendência, deu atenção para o filho antes
que a demanda chegasse no seu cônjuge; se consegue agir assim, você está
amando sem buscar nada em troca, amando como um ser humano livre, e esse é o
autêntico serviço.
Não basta servir, não basta servir ‘em segredo’, sem buscar alplausos; é preciso
servir com alegria, sorrindo sempre e sem reclamar. Esse programa simples, mas
nada fácil, já é o bastante para manter uma luta contínua por um casamento
iluminado.” (MARSILLI, p. 96).
“Nenhum trabalho é grande demais para um coração enamorado, pois onde há
amor, não há trabalho. Com a graça de Deus, esse esforço de amor abre as portas
para a alegria no serviço de Deus” e ao outro, por amor Dele. (LOVASIK p.39)

“Que a tua vida não seja uma vida esteril.


Sê util.
Deixa rastro”
S. José Maria Escrivá

Diálogo “O combinado não sai caro”


sabedoria popular

A conversa é um elemento muito importante do nosso dia a dia, bem como em


toda a nossa vida e na vida do casal; o modo como convesamos, a qualidade da
conversa, tudo isso importa. Se não sabemos conversar, não adianta termos razão,
por exemplo. (MARSILLI, p. 102).
A comunicação é uma das mais significativas habilidades humanas. E existe para
ligar não apenas palavras, ideias, mas sobretudo para conectar nossa alma à do
outro. Portanto é uma obrigação que se nos impõe esforçarmos-nos
continuamente para melhorarmos essa competência. E é claro que é em casa, com
os nossos, que mais precisamos ter aperfeiçoada a destreza na comunicação.
Quantas brigas já ocorreram entre casais não exatamente ‘pelo que foi dito’, mas
pelo ‘como foi dito’.
Precisamos conversar, mas conversar bem, com gentileza nas palavras, exercendo
empatia, questionando-se sempre antes de falar: qual a melhor forma possível de
dizer o que pretendo comunicar ? Como o outro receberá essa informação ? É o
melhor momento de conversar sobre esse assunto ? O lugar é adequado?
12
Silêncio

Resta inquestionável que o diálogo é necessário à toda convivência humana, e


sobretudo ao casal. Mas é imprescindivel sopesar que em muitas ocasiões e por
vários motivos o silêncio é a melhor opção. Por exemplo, quando estamos
chateados, quando fomos, com ou sem razão, ofendidos. É muito provável que
nessa sitação as palavras saiam com muita crueldade, e causem um furo que
depois não poderá ser fechado.
“A conversa é um dos elementos importantes no relacinamento, sem dúvidas, mas
existem questões no relacionamento entre homem e mulher que não vão ser
resolvidas por meio de conversa. Por quê ? Por vários motivos: porque não
sabemos conversar, porque a outra pessoa não quer ouvir, entre outros. E há
outras maneiras de acessar a intimidade, de acessar o interior e fazer o outro nos
compreender sem que seja pela conversa.” (MARSILLI, p. 102).
Há quem diga que o casal não dever dormir sem antes fazer as pazes depois de
uma briga. Eu penso que isso não é uma máxima, e que em muitas ocasiões é até
melhor que durmam depois de uma briga, e só no dia seguinte, depois de terem as
paixões pacificadas por uma bela noite de sono, um café da manhã satisfatório,
depois de ponderar calmamente cada detalhe da questão, é que voltem um ao
outro e concluam a conversa, peçam desculpas e assumam propósitos.

Seja interessante

A melhor maneira de despertar interesse e atrair a companhia do outro é sendo


interessante, simples assim. E como ser uma pessoa interessante ? Primeiro passo
é interessar-se pelo outro. Parece um jogo de palavras, mas não é. Ninguém
suporta estar muito tempo na presença de uma pessoa egocêntrica, jactante, que
está o tempo todo falando de si, gabando-se de seus feitos, chorando as suas
pitangas, sendo o centro do universo. É obvio que podemos durante um diálogo
expor nossa opinião, mas precisamos dar espaço de manifestação ao outro, e estar
atento, sinceramente, ao que ele fala e como se expressa, suas feições, seus jestos.
Olhar nos olhos enquanto falamos e ouvimos. Sorrir afetuosamente. Demonstrar
interesse pelo que essa pessoa se interessa, curiosidade pelo que afeta sua vida e
importa para ela. Estude, e tenha assuntos elevados, agradáveis, que não sejam a
vida alheia, o tempo, as frivolidades do cotidiano.
Comece a praticar isso em sua vida conjugl desde agora: ouvir mais que falar, fazer
perguntas que permitam ao outro se expressar livremente, ou até mesmo dar
espaço de silêncio e individualidade quando necessário, e você verá que sua
presença será como um balsámo para seu cônjuge, na qual ele sempre desejará
estar.

13
Tempo de intimidade

O casal precisa ter sempre em mente que o casamento não encerra o namoro, mas
inaugura a melhor e definitiva fase dele, ou seja, não podemos deixar de namorar
nosso cônjuge porque nos casamos, mas devemos fazê-lo ainda mais, com mais
liberdade, na plenitude. Agora sim, poderemos ser uma só carne, literalmente.
Para tanto é preciso criar espaços e lugares para esse aconhego, essa intimidade.
Ter momentos à sós, mesmo com a chegada dos filhos, é primordial. Praticar ao
longo da semana um ritual romântico, sem interrupções alheias, sem telas, sem
celular. Pode ser um jantar fora, ou em casa, fazer um passeio, ou assistir um filme
juntos. Enfim, existem diversos tipos de programas que podem ser feitos. Mas é
importante que o casal cuide com zelo disso, sem permitir que as demandas
agitadas do cotidiano engulam o romantismo que tanto se empenhavam em
cultivar na fase do namoro.
Marido e mulher preciam de tempo para olhar para o que está no coração do
outro, ouvir com paciência, olhar nos olhos, demonstrar carinho, empenhar
companherismo, rir juntos (inclusive dos problemas). Dessa proximidade e bom
humor depende a saúde do casamento, consequentemente a vida dos filhos. Não
há nada que dê mais segurança aos filhos do que a certeza do amor de seus pais, e
vê-los demonstrando carinho, afeto, respeito, certamente dará a eles excelentes
padrões de referência para a construção de suas próprias famílias.

Religião

A aliança que fazemos no altar, como dito antes, é antes de tudo com Deus. É
nossa fé Nele, no Céu, e no amor doado que nos faz assumir votos tão sérios e
desafiadores. Portanto é impossível viver bem um casamento (e na verdade
qualquer outro relacionamento) sem a vivência da fé, sem a vida comunitária que a
religião nos permite e sem acessar com frequência os sacramentos.
É na Igreja que começa o matrimônio e é lá que ele deve crescer e amadurecer.
Deus é a fonte de todo amor, de toda paz, logo só podemos dar isso ao nosso
cônjuge, e em nosso lar, se nos recarregamos constantemente nessa fonte
perfeita.
A oração é a chave que abre o coração de Deus, e é nosso dever utilizá-la, seja
individualmente, fazendo a oração pessoal, seja na oração familiar, como a récita
do Santo Terço, a leitura do Evangelho, entre outros.
É importante que o casal converse e defina, já no início da relação, como viverão a
espiritualidade. Se rezarão juntos todos os dias, qual horário e em qual Igreja
frequentarão a missa. Como ensinarão e rezarão com seus filhos.
Nem todos os casais, por questões práticas e de rotina, conseguem rezar juntos. As
vezes até ir à missa no mesmo horário é complicado quando têm bebês pequenos.
Contudo, que isso não seja empecilho a nenhum dos dois a terem vida de oração.
Se não pode ser concretizada juntos, que faça cada um, no horário que pode, da
forma como pode, a melhor oração possível. E que sejam sempre intercessor um
do outro.
14
CAPÍTULO 3

Os inimigos do
matrimônio
Redes Socias

A as ferramentas de mídia tem sido amplamente utilizadas em todo o mundo,


e não podemos negar que elas apresentam muitas vantagens, sobretudo para
gestão de negócios, manutenção de relacionamentos com amigos e familiares
distantes geograficamente. Contudo a correta utilização delas requer
maturidade e disciplina. Duas características cada dia mais ausente nas
pessoas de nossa geração.
É de conhecimento geral quantos relacionamentos são desfeitos pelo mau uso
das midias socias. A clandestinidade que ela oferece muitas vezes é uma
armadilha fácil para os desavisados, que se deixam levar por conversas e
entrosamente deletérios aos seus casamentos, ou namoros.
Assim, precisamos alertar sobre isso e aconselhar que ao inciar o casamento,
esse relacionamento onde tudo compartilhamos, que nesse aspecto também
não haja segredo entre os cônjuges. Se optarem por ter conta em redes como
Instagram, facebook, que seja uma conta apenas para o casal, que a senha seja
conhecida por ambos e que as amizades nesse ambiente cultivada sejam dos
dois. Isso parece exagerado, bobo, mas acredite, medidas como essa podem
evitar muitas brigas e até mesmo divórcios.

Pornografia

Com a internet, o consumo de pornografia ganhou maior amplitude e


atualmente é um dos mais acessados na rede mundial de computadores. Só
no Brasil, 22 milhões de pessoas assumem consumir pornografia - 76% são
homens e 24% são mulheres. A maior parcela é o público jovem (58% têm
menos de 35 anos), de classe média alta (49% pertencem à classe B) e está em
um relacionamento sério, 69% são casados ou estão namorando. (Estado de
Minas, 2024)

“Hoje com a internet banda larga e celulares com acesso móvel à rede, há uma
diversidade enorme de coisas que são equivalentes à traição e que antes
estavam fora de nosso radar. A pornografia é uma delas. Simplesmente
não pode ser assistida, apesar de seu consumo ser visto como algo
supernatural hoje em dia. Mas aqui convém uma explicação: o simples fato de
assistir a filmes pornograficos não é infidelidade em si, mas acaba
encaminhando você a cometer traição, porque o seu imaginário vai para o
espaço. Você se acostuma a estar em contextos sexuais diversos, alguns deles
doentios...Hoje em dia, a quase totalidade das inseguranças e problemas
masculinos se dá pelo consumo de pornografia.

16
O normal do homem não é ser inseguro, mas a pornografia o quebra colocando
parametros de comparação irreais. Os caras ficam se comparando com atores, e as
coisas na pornografia são muitos toscas e artificiais, de fato. Aquilo não traduz a
realidade da vida sexual vivida de forma humana.” (MARSILLI, p. 159, 160)

Miseravelmente, lastimavelmente, o Brasil é recordista em consumo de


pornografia pelo público feminino.

Traição
É possível perdoar uma traição ? Não só é possível, como necessário. No livro
Terapia de Gerrilha, Italo Marsilli fala que aquele que não está pronto para
perdoar uma traição não está pronto para casar. Vejamos o que disse Nosso
Senhor no Evangelho:
“Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes
pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus:
Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21-22)

“Portanto, uma das nossas funções não é só perdoar as traições, mas ajudar que o
outro não volte a fazer isso. Perceba como a profundidade do relacionamento, uma
vez que voltamos à nossa centralidade e calamos os tantos chavões e ideias
prontas que ouvimos e repetimos de forma irrefletida, aumenta
consideravelmente. Ser fiel também é essa fidelidade em não desistir do outro,
feito do mesmo barro de que somos feitos... Se você não está disposto a perdoar a
pessoa que ama, a pessoa com a qual se casou, dificilmente vai ter um casamento
bom pela frente, e precisamos reconhecer isso logo no começo de qualquer
relacionamento amoroso “ (MARSILLI, p 164)

Note que quando falamos de traição por obvio o que primeiro que nos vem à
mente é o adultério, contudo há também outras formas de trair o cônjuge. Quando
mentimos, quando não defendemos, não protegemos, quando expomos seus
defeitos e fraquezas à outrem, e aqui quero enfatizar que essa prática comum é
terrível e muito deleteria à saude do casamento. Não fale mal do seu esposo(a) a
ninguém, nem à sua mãe, nem ao seu melhor amigo(a), nem à vizinha, a ninguém
mesmo. Ele é carne da sua carne, e se você não consegue ser fiel à essa pessoa a
quem prometeu diante de Deus a quem mais será ?

“Na maior parte dos casais, não se encontra... um sinal de terem assumido
interiormente um compromisso genuino um com o outro, aquele compromisso de
advogar a favor do cônjuge diante das injustiçãs, das difamações e das calunias que
ele sofre. Compromisso de ser o advogado da esposa, quem sabe diante de uma
relação conflituosa entre ela e a sogra; de defender o marido quando de uma
ofensa no trabalho ou diante de uma rixa com o irmão ou o cunhado...quem
devemos defender, acolher e proteger é a pessoa com quem nos
casamos.”(MARSILLI, p. 154)
17
Amizades e parentes
A partir do momento que o casal começa um vida em comum tudo deverá ser
compartilhado, os amigos também, bem como as ocasiões de exercê-la. Por mais
de uma vez as Sagradas Escrituras exortam-nos a cuidarmos de nossas
companhias, e podemos provar essa verdade em nossas vidas, como fazemos
coisas que não gostaríamos a depender das pessoas com quem nos
acompanhamos e a quem permitimos alguma influência em nossas vidas.
Por isso o casal deve ter muito cuidado com esse aspecto, e não alimentar
amizades individuais, sobretudo com pessoas de sexo oposto, ou seja, homens não
devem ter por amigas mulheres que não seja a sua esposa e vice-versa. Casais
devem ter por amigos outros casais, mas que tenham hábitos e propósitos
semelhantes. Já nos ensinou o grande Santo Tomás de Aquino a definição de
amizade: amar as mesmas coisas e odiar as mesmas coisas.
Outro aspecto carente de atenção é o relacionamento com os sogros. Deixará pai e
mãe e se unirá ao seu cônjuge, assim, a formação de uma nova família requer
autonomia. Não cabe ingerência dos sogros nos pormenores da vida do casal.
Assim como não cabe dependência dos filhos já casados de seus pais, seja ela
financeira ou de outra ordem. O casal deve buscar resolver seu próprios problemas
juntos, contando um com o outro e ambos com Deus, e não mais apresentá-los aos
pais, que já tiveram problemas demais para trazê-los a esse ponto da vida.
Evidente que isso não significa um abandono dos pais, pelo contrário, significa que
os filhos cresceram e agora não demandam mais a ajuda de seus pais para se
resolverem, pelo contrário representam ajuda e alívio para os pais quando esses
precisarem.

Finanças
A questão financeira conjugal á segunda maior causa de divórcios no Brasil, o que é
muito estranho de se compreender, uma vez que o casamento é o lugar onde
partilhamos com o cônjuge tudo que somos e temos, não pode ser diferente com o
dinheiro.
É preciso que desde o inicio da relação o casal combine como fará a gestão
financeira dos recursos e despesas de ambos. Trata-se agora de um único
orçamento. Não cabe mais espaço para afirmações como ‘o meu dinheiro’, ‘as suas
contas’.
“Todo o dinheiro do casal, independentememnte de quem ganha, deve ser
colocado em comum, ambos opinando e decidindo sobre seu uso”. (AQUINO, p40).
Melhor seria que a conta fosse conjunta e que ambos a gerissem, e que todo
compromisso financeiro fosse feito a partir dela. Isso, além de centralizar esse
aspecto da vida, motivaria ambos a fazerem os planos conjuntamente. E acreditem,
preveniriam muitas brigas.
Quando decidem casar devem estar cientes de que agora serão uma só carne,
carne essa que precisará ser alimentada e vestida, portanto o bem de um é
também do outro, assim como o mal de um é também do outro. 18
Inversão de papeis
“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e
mulher os criou” (Gênesis 2, 27)
Quando o livro do Gênesis nos fala que Deus criou homem e mulher, e não só
homem, e não só mulher, precisamos depreender que há diferenças entre os
sexos, e que elas são boas, pois foram desejadas pelo próprio Criador, que é
perfeitíssimo e espelhou em sua obra a sua perfeição. Portanto, não nos cabe
questionar as diferenças, mas lidar com elas com sabedoria e alegria.
Cada um tem seu papel, seja na sociedade, seja para a família, seja na relação
conjugal. Seria uma frustração contínua o homem esperar da mulher o que é
proprio dele, como força física, por exemplo, e a mulher esperar do homem o que
é precípuo dela, como a sensibilidade e a doçura.
Alguns movimentos sociais têm causado uma verdadeira devastação no imaginário
dos nossos contemporâneos e assistimos cada vez mais essa inversão de papeis
sendo estimulada como algo bom, corajoso, contracultural. Mas não é bem assim,
pelo menos não entre nós cristãos, que nos pautamos pelo Evangelho e não pela
cartilha do mundo moderno.
Nesse sentido, saiba a mulher cultivar em si o que é próprio da natureza feminina.
Ser, como propõe Pe.Zezinho na música ‘Oração da família’, “um céu de ternura
aconhego e calor”. O homem assuma virilmente aquilo que se espera dele, e seja
para sua esposa e seu filhos um provedor e protetor, e “carregue nos ombros a
graça de um pai”.
É obvio que assumir seus próprios papeis não significa que um não possa oferecer
ajuda nas tarefas do outros, mas sim, que cada um conhece e desempenha bem
aquilo que lhe é devido e não o faz por pressão, desgostosamente, mas com o
amor e a alegria de servir ao próprio Deus.

Ciúmes
O texto sagrado nos diz em que Deus é um Deus ciumento, e podemos entender
dessa palavra no contexto aplicado é que Ele é zeloso, que tem cuidado de nós,
porque somos Seus. Assim também deve ser entre os cônjuges. Ambos sabendo-se
pertença do outro, pois a esse voto se comprometeram, devem zelar com muita
atenção e caridade pela integridade do outro, integridade física, mas sobretudo
espiritual.
Não maltratamos nossa própria carne, mas dela cuidados com gentileza, e é assim
que devemos nos portar para com nosso(a) esposo(a). Portanto, ao tratarmos
desse tópico, precisamos por às claras que é normal e até desejável que nos
coloquemos em posição de vigiância amorosa, não ameaçadora, não
constrangedora. É necessário nosso empenhemos em demonstrar esse cuidado
com mansidão, e não com gritaria, em tom de cobrança, expondo o outro a
vexames.
Falando de forma prática, há diversas medidas que os casais podem implementar
para inibir a insegurança no outro, como compartilharem senhas do celular,
computador, conta bancária, contas sociais, e etc. 19
CAPÍTULO 4

Personalidade e
Diferenças
Homem e mulher

Dada a importância do tema, retomamos a discussão sobre as distinções que


existem entre homem e mulher. No documentário What a women (o que é uma
mulher), cuja indicação deixo registrada, há uma investigação da compreensão
social do que é a figura feminina. Há uma mostra clara do quão confusa se torna
essa conceituação quando se tenta afastar a biologia. Ou seja, é patente e
irrefutável que as diferenças entre os sexos começam por aí, e continuam,
obviamente, para os aspectos físico, químico, psiquico, e social.
Entre as diferenças biológicas podemos elencar as: cromossômicas, as
hormonais, de maturidade sexual, do processamento de informações,
desempenho em atividades físicas, quantidade de gordura corporal, na voz, no
tônus muscular.
Somos distintos na maneira de pensar, no jeito de ver e sentir o mundo,
podemos até dizer que a impressão que temos do ambiente que nos cerca é
diferente – noção de profundidade, de cores e cheiros. Somos diferentes nos
anseios e expectativas.
A própria lei reconhece isso ao criar institutos jurídicos distintos, como por
exemplo o tempo para aposentadoria da mulher é menor que a do homem, nas
empresas a carga máxima para mulher não pode ultrapassar 25kg, enquanto
para homens esse limite é de 60kg, entre tantos outros.
"Os cérebros masculinos e femininos não funcionam da mesma forma,
apresentando leves diferenças na maneira de processar informações e emoções.
Alguns neurofisiologistas explicam que homens são melhores em cálculos que
mulheres, que, por sua vez, lidam melhor com as relações humanas e linguagem.
Essas diferenças provavelmente estão relacionadas com a orientação das
conexões entre os neurônios." (Brasil Escola, 2024)
Destarte, ao sopesar todas essas características precisamos exercer níveis de
tolerência compativeis uns com os outros, pois se há maneiras próprias de
entender e ler o mundo também deve haver de nossa parte um exercício de
compreensão amoroso.
Na natureza, e aliás em toda a criação divina, nada é por acaso. Tudo possui um
propósito, um significado. Assim, se olharmos fisicamente há entre o corpo do
homem e da mulher um sinal de complementariedade, de adequação, de
encaixe. Não há uma plena igualdade, mas sim uma equivalência. Entendendo e
ponderando tudo isso viveremos em harmonia, e não devemos exigir do outro
aquilo que não é da sua natureza.

21
Temperamentos
Há uma teoria, hoje muito difundida entre os católicos, que é a teoria dos
temperamentos. “A origem dessas ideias remonta a Hipócrates, o pai da medicina,
que viveu entre 460 e 370 a.C. Ele propôs que fenômenos biológicos influenciam o
comportamento humano. Mais tarde, Emmanuel Kant foi crucial para difundir esses
conceitos na Europa, oferecendo descrições detalhadas dos temperamentos.
Existem quatro tipos de temperamento. São eles:
Colérico: pessoas com temperamento colérico são extrovertidas, assertivas e
ativas. Elas são líderes naturais e gostam de desafios. Possuem como
características marcantes: extrovertidas, assertivas, gostam de estar no controle,
ativas, determinadas, competitivas, impacientes, desafiadores e diretos. Bordão:
“se é pra fazer que seja agora”
Sanguíneo: pessoas com temperamento sanguíneo são extrovertidas, otimistas
e enérgicas. Elas gostam de estar com outras pessoas e de atividades novas e
estimulantes. Costumam ser otimistas, enérgicas, criativas, adaptáveis,
impacientes. Bordão: “O importante é ser feliz”
Fleumático: pessoas com temperamento fleumático são introvertidas, calmas e
tranquilas. Elas preferem atividades tranquilas e gostam de estar sozinhas. São
racionais, adaptáveis, são pacientes e gostam de esperar. Bordão: “Pra que fazer
hoje se posso fazer amanhã ?”
Melancólico: pessoas com temperamento melancólico são introvertidas,
sensíveis e profundas (gostam de pensar e refletir sobre as coisas). Elas são
perfeccionistas e gostam de trabalhar sozinhas. São dedicadas e emocionais e se
expressam de forma mais contida. Bordão: “preciso pensar mais sobre isso”
“Apesar dos temperamentos colérico e sanguíneo terem algumas semelhanças, eles
são diferentes. Enquanto o temperamento colérico é mais orientado para objetivos,
assertivo e desafiador, o sanguíneo é caracterizado pela sociabilidade,
entusiasmo e uma abordagem mais emocional e variável da vida. Ambos são
extrovertidos e enérgicos, mas diferem na maneira como interagem com o mundo e
com os outros.
As principais diferenças entre os temperamentos melancólico e fleumático residem
em suas abordagens emocionais e de interação com o mundo. Ambos são
introvertidos e apreciam seu próprio espaço, mas enquanto o melancólico é
sensível, emocional e propenso a reflexões profundas, o fleumático se caracteriza
por sua calma, racionalidade e adaptação a mudanças. Enquanto o melancólico
expressa suas emoções de forma mais contida, o fleumático destaca-se por sua
natureza calma e adaptável.” (UNIDOMBOSCO, 2024)
Cada pessoa carrega um universo dentro de si, uma inspiração central para suas
emoções, comportamentos e reações. Entender o próprio temperamento e
reconhecer o dos outros não é apenas uma jornada de autoconhecimento: é uma
ferramenta necessária para construir relações poderosas, amistosas e
enriquecedoras, e um casamento feliz.

22
As linguagens do amor
Algumas vezes empreendemos grandes esforços para agradar ao outro,
homenageá-lo, e por contrapartida recebemos um agradecimento apático, quando
recebemos. Por que isso acontece ?
Compreender que cada pessoa possui uma forma individual de dar e receber amor
eleva a qualidade de nossas relações porque nos faz ler corretamente a
comunicação não verbal do outro, e assim criar conexão verdadeira, sem ruídos.
No livro “As cinco linguagens do Amor” o autor, Gary Chapman, identificou cinco
formas através das quais as pessoas expressam e recebem as manifestações de
amor. Resumidamente são elas:
palavras de afirmação
tempo de qualidade
presentes
atos de serviço
toque físico

Deste modo, quando tentamos encantar o outro com exatamente aquilo que me
encanta posso estar comentendo um erro, porque, como dito acima as
interpretações se distinguem por pessoas. Pode ser que a minha linguagem de
amor sejam os presentes e a do meu cônjuge sejam as palavras de afirmação, ou
seja, eu me sinto amada quando ele compra algo para mim e ele sente-se amado
quando eu o elogio, valido seus atos e seu comportamento.
Você sabe qual a linguagem de amor do seu cônjuge ? Conversem sobre isso.
Indague a ele o que o faz feliz, como ele se sente especial. E dê a ele a oportunidade
de ouvi-la também, dizendo a ele como você se sente amada.

Maturidade
Apesar da auto sugestão, maturidade não tem a ver simplesmente com a idade
cronológica, mas depende impreterivelmente da forma como se lida com as
situações da vida e o quanto se permite melhorar a partir delas. Uma pessoa jovem
pode ser extremamente madura, sábia, evoluída. Enquanto há aqueles que
chegaram na meia idade, ou até mesmo na senescência, e agem como
adolescentes. Você deve conhecer pessoas nessas duas posições.
Meninas tendem a amadurecer mais rápido do que os meninos. E isso pode gerar
também um ponto de disparidade entre casais. O ideal seria que essa fosse uma
questão observada quando da escolha do futuro(a) esposo(a), mas nem sempre
acontece assim. E quando os casais passam a conviver intimamente é que se dão
conta do quão distante estão um do outro. Esse é um fator que certamente
impactará na harmonia do relacionamento, e uma chave para lidar melhor com esse
desnível é a conversa amistosa, aquela em que abrimos a cabeça e coração ao
outro, na qual partilhamos nosso interior (e não apenas os problemas do cotidiano),
e expressamos sinceramente, com afeto, como nos sentimos, o que e como
gostaríamos que fosse diferente. Além da oração constante, por óbvio. 23
CAPÍTULO 5

Vida sexual no
matrimônio
A dignidade do ato conjugal

Onde poderemos encontrar com precisão e seriedade a definição do que é de


fato o ato conjugal, e a forma certa e boa de viver a sexualidade no casamento
é no Catecismo da Igreja Católica. Vejamos o que dizem os parágrafos 2362 e
2363:
“Os actos pelos quais os esposos se unem íntima e castamente são honestos e
dignos; realizados de modo autenticamente humano, exprimem e alimentam a
mútua entrega pela qual se enriquecem um ao outro com alegria e gratidão. A
sexualidade é fonte de alegria e de prazer: ‘O próprio Criador […] estabeleceu
que, nesta função [da geração], os esposos experimentassem prazer e
satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal
ao procurar este prazer e gozar dele. Aceitam o que o Criador lhes destinou. No
entanto, devem saber manter-se dentro dos limites duma justa moderação’.
Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimónio: o bem dos
próprios esposos e a transmissão da vida. Não podem separar-se estes dois
significados ou valores do matrimónio sem alterar a vida espiritual do casal
nem comprometer os bens do matrimónio e o futuro da família.
O amor conjugal do homem e da mulher está, assim, colocado sob a dupla
exigência da fidelidade e da fecundidade.”

Castidade
“A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Implica a
aprendizagem do autodomínio” (CIC 2395)
A Igreja ensina que o único lugar adequado e lícito para a vida sexual é o
casamento, como expressão do amor conjugal e da geração dos filhos. Fora do
casamento a vivência sexual é um desatre. O sexo é profunda expressão de
amor conjugal; se não houver a vivência desse amor, dificilmente haverá plena
satisfação e harmonia sexual para ambos. (AQUINO, 2014)
Necessário dizer que a vida sexual tem duas dimensões, que não devem ser
separadas, a unitiva e a procriativa. Se uma delas for desprezada, ou impedida
artificialmente de acontecer o bem desse casal estará comprometido.
“A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com
os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente
biológico , mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só
se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor
com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para o outro até a
morte” (S.João Paulo II, 1982, p. 92)
“Sexo sem amor, sem compromisso de vida, sem uma ”aliança”, chama-se
prostituição” (AQUINO, 2014)

25
Benefícios
Não pode haver entre duas pessoas relação mais intima que a sexual. Nela se
compartilha todo o corpo, emoções, e alma. Como já discutido acima, não é um
ato puramente corpóreo, como é nos animais. Mas trata-se de uma relação
integral, onde a alma de um une-se a do outro. Portanto, sabendo disso, o casal
precisa dar a devido atenção que esse tema merece e buscar vivê-lo
integramente.
Quando a Igreja nos ensina que ele é procriativo mas também unitivo significa
que ele é responsável por criar uma união extraordinária aos cônjuges. Aumenta
a intimidade entre eles, seu poder de comunicação, um entendimento mútuo
para além das palavras ditas.

Doação
“A harmonia sexual não é atingida naturalmente; é preciso um esforço de cada
um, uma cooperação especial. Esta harmonia não vem só com o tempo, é preciso
que cada um faça o que deve ser feito para o bem dos dois, sem esperar muito
tempo.
É preciso investir esforço, autocontrole, esclarecimento, tratamento, treino,
paciência, compreensão , perseverança...e tudo o mais que o amor exige. Por isso,
o homem precisa ser paciente, a demora que a mulher possa apresentar no sexo
é algo que Deus deixou nela para que o ato sexual dos humanos seja diferente
dos animais.
Especialmente no mundo de hoje, cheio de sexo explicito a infernizar
especialmente a vida dos homens, a esposa não pode se negar ao ato sexual, sem
razões sérias. Por causa disso, muitos maridos acabaram nos braços de outras
mulheres. A mulher precisa saber conversar com seu esposo, e saber mostrar a
eleas razões pelas quais não tem desejo sexual, se for o caso.
O impulso sexual no homem é vulcânico e estimulado pelo olhar, enquanto que a
mulher reage a atos, a palavras gentis e às carícias. As emoções da mulher são
menos eruptivas que as do homem, mas , depois de algum tempo, são igualmente
intensas e têm a capacidade de “queimar” durante muito mais tempo.” (AQUINO,
2014)
Pela análise do acima exposto, conclui-se que para que haja harmonia sexual é
necessário que haja uma entrega consciente de si para promover a felicidade do
outro. E isso não dispensa a compreensão das diferenças biológicas e psicológicas
entre os sexos e um empenho voluntário para atingí-la.

26
Prazer
“Hoje em dia, o problema das pessoas quanto ao ato sexual se relaciona às
posições ou quantidade de orgasmos por conta do referencial fictício chamado
PORNOGRAFIA, que faz que ele precise de uma certa performance para que
pareça saudável. O grande problema da pornografia é que as coisas são
apresentadas de tal maneira que as pessoas acreditam que dá pra fazer
igual. Você não precisa ganhar uma medalha olimpica na cama, sexo não é isso.
Não tem nenhum jurado avaliando a sua performance. A expectativa do sexo
performático é uma loucura escravizante que faz com que todo mundo fique
neuroticamente diminuido. Faça direito e se ajuste ao seu cônjuge que a coisa
vai ficar boa. As brigas, dificuldades, divergências e grandes questões do sexo
acontecem porque os casais não têm mais vivência e união fora da cama; mas
como não são bichos, é necessário que haja certa intimidade para que a relação
aconteça satisfatoriamente. O sexo alimenta a intimidade ao mesmo tempo que
depende dela. (MARSILI, 2023, P. 77)

O que é lícito no ato sexual


Pelo já exposto, resta claro o quão santo e puro pode ser o ato conjugal praticado
dentro da realidade matrimonial. É um presente de Deus para os casais, e que
deve ser vivido com a dignidade própria. Contudo, precisamos esclarecer que a
mentalidade de depravação moral predominante contamina a mente de muitos
cristãos, que portanto, encontram dificuldades para alcançar o equilíbrio nessa
área. Enquanto uns se enchem de pudores desnecessários, outros maculam o ato
conjugal com práticas desonrosas.
“O fato do sexo ser belo e legítimo no casamento, não quer dizer que nele ‘vale
tudo’ como se diz. Não somos animais irracionais; nem eles fazem o que é contra
a natureza. Ao contrário, são extremamente naturais.
Para o casal humano a vida sexual depemdo do cérebro; é o cotex cerebral que
decide o comportamento sexual humano. É por isso que tem grande importância
o que entra no homem via cerebral, isto é, as leituras, filmes, revistas, aulas e
toda aprendizagem.
É bom lembrar que bons autores cristãos, como Cristopher West, lembram que a
posição do casal deve permitir que se olhem nos olhos, de tal modo que o sexo
não seja algo impessoal. Somente os seres humanos copulam um de frente para
o outro; isso parece um diferencial que o Criador quis colocar para nós.
Até que ponto uma relação sexual está dentro dos limites da justa
moderação ? .. três características são básicas para a legitimidade do ato sexual:
1) a penetração do membro viril na vagina da mulher; 2) a efusão seminal dentro
dela; 3) a retenção do sêmen recebido por parte da mulher. Se faltar qualquer um
desses três, o ato conjugal já não o será por si mesmo naturalmente apto para a
geração.” (AQUINO, 2014, p. 96 e 97 )
27
Fecundidade
“Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade
de Deus. ‘No dever de transmitir e educar a vida humana – dever que deve ser
considerado como a sua missão própria – saibam os esposos que são
cooperadores do amor de Deus e como que os seus intérpretes. Por isso
desempenharão seu múnus com responsabilidade cristã e humana” (CIC, 2367)
“Como eles se tornam uma só carne ? Como se ela fosse ouro recebendo o ouro
mais puro, a mulher recebe a semente do homem com rico prazer, e dentro dela a
semente é nutrida, amada e refinada. Mistura-se à própria substância da esposa e,
então, a esposa a traz ao mundo como uma criança! A criança é uma ponte que
une a mãe ao pai, de forma que os três se tornam uma só carne, como
quando duas cidades divididas por um rio são unidas por uma ponte. E aqui
essa ponte é formada pela substância dos dois! Assim como a cabeça e o resto do
corpo são um só, já que o pescoço o conecta, mas não os separa, assim é com a
criança...Mas suponha que não surja um filho. Isso significa que permanecerão
como dois, e não um só ? Não; pois suas relações implicam a união de seus
corpos, e eles se tornam um só, assim como quando o perfume é misturado ao
bálsamo.” (S.João Crisóstomo, SA, p. 104)
“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas
um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais (CIC, 2373).
“A Igreja ensina que os filhos são a maior riqueza do casal. De fato, o mundo todo
não vale tanto quanto vale uma vida humana, amada por Deus e criada à Sua
Imagem. Quem medita seriamente nisso não põe limites à geração dos filhos”
(AQUINO, 2011, p.89)

28
Contracepção

“São proibidos pela Igreja os métodos artificiais contrários à natureza,


especialmente a vasectomia para os homens e a laqueadura para as mulheres.
Pior ainda é o aborto em qualquer circunstância. Em nenhuma hippotese o
aborto é aceito, nem mesmo na chamada gravidez de alto risco para a mãe ou
para o filho. Nada justifica qualquer forma de aborto, porque a vida humana está
acima de tudo.
Também as pílulas e preservativos não devem ser usados. As pílulas são
prejudiciais à saúde da mulher por causa do seu uso intensivo e dos seus efeitos
secundários: hipertensão, dores de cabeça, infecções genitais e até câncer.
O melhor método é o descoberto pelo Dr. Billings. Não emprega remédios e não
é contra a natureza.” (AQUINO, 2011, p. 91)
“ A continência periódica, os métodos de regulação dos nascimentos baseados na
auto-observação e no recurso aos períodos infecundos, são conformes aos
critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos,
estimulam a ternura entre eles e favorecem a educação duma liberdade
autêntica. Em contrapartida, é intrinsecamente má ‘qualquer ação que em
previsão do ato conjugal ou durante a sua realização, ou também durante o
desenvolvimento de suas consequências naturais, se proponha como fim ou
como meio, tornar impossível a procriação” (CIC 2370)
Por todo o exposto resta claro que a contracepção é um pecado grave, além de
representar a quebra de uma promessa feita no altar por ocasião do casamento
(receber os filhos que Deus mandar). Contudo é válida e moral a paternidade
responsável e generosa, assim o casal que julga ter motivos justos e graves para
evitar ou espaçar a geração de filhos deve buscar uma orientação pessoal de um
sacerdote ou bispo, a fim de receber auxílio nessa interpretação.
Dada a complexidade e amplitude desse tema na vida dos casais, sobretudo em
nossos tempos em que predominam o egoismo e o materialismo,
aprofundaremos no próximo capítulo o método natural.

29
CAPÍTULO 6

Fecundidade e
Método
Billings
O que é o método Bilings (MOB)

Dois médicos australianos, Evelyn e John Billings, descobriram que a natureza


provê as mulheres com sinais observáveis de fertilidade em cada ciclo, e que as
mulheres podem usar desse conhecimento do seu corpo para evitar ou
alcançar a gravidez. O método Billings é um método natural no qual não é
requerido o uso de medicamentos (drogas) nem de aparelhos, somente
um reconhecimento simples das modificações no muco e a aplicação desse
conhecimento. Representa uma importante inovação no campo do controle da
fertilidade.
Se utilizado corretamente, o MOB é tão eficaz como qualquer método de
controle da fertilidade, com a grande vantagem de não ter nenhum efeito
colateral. Os fatos científicos são amplamente comprovados. Para assegurar
segurança no método, bastam alguns poucos ciclos, e, por isso, fazer um
gráfico com anotações diárias é essencial, especialmente no princípio.

O muco e seu registro

A base do método é o reconhecimento do muco. Este muco pode indicar se a


mulher está fértil ou infértil, por sua sensação e aparência. É produzido pela
cervix (colo uterino), que é a parte do útero que o une à vagina e que está sob o
controle dos hormônios femininos, durante um período de aproximadamente
seis dias antes da ovulação.
Esse muco dá aos espermatozóides um invólucro protetor no qual eles retêm
sua capacidade fertilizante por três e às vezes até cinco dias (mas só se o muco
estiver presente). Sem muco, os espermatozóides deterioram rápido: o
ambiente normalmente acido da vagina poderia incapacitá-los em minutos.
Quando o muco indica possível fertilidade, é necessário evitar o coito, se não
for desejada a gravidez. Se o casal deseja uma criança o método também os
ajudará a chegar mais rápido nesse propósito.
Durante o tempo de aprendizagem dos tipos de muco é necessário fazer um
registro diário de suas observações, especialmente quando o casal deseja
evitar filhos.

31
PBI e sensações

O PBI é o padrão básico de infertilidade, e podem ser de dois tipos: seco ou


mucoso. No primeiro, nenhum muco se vê ou se sente após a conclusão da
menstruação. Já no segundo tipo, após a menstruação é visivel um muco espesso
e pegajoso, em pequena quantidade, que pode continuar por dias sem nenhuma
alteração.
No ciclo típico de 28 dias, o PBI de secura ou de muco dura dois ou três dias após
a menstruação. A fase fertil começa com a mudança do PBI, nos seis dias, mais ou
menos, antes da ovulação.
Muitas vezes o muco fértil se apresenta e perdura, dando suficiente aviso da
vinda da ovulação. Pode ser acompanhado pela sensação de inchaço e
intumescência nos tecidos ao redor da abertura da vagina. Quando a região
vaginal em geral está lubrificada por este muco fértil, o desejo das relações
sexuais pode ser maior. Mas ao contrário da opinião de algumas mulheres, a
secreção não é produzida pelo desejo sexual, mas o contrário. A sensação na
vulva é o sinal de maior valor para identificar a fertilidade, pois lgumas mulheres
não veram nenhum muco, mas poderão sabê-lo pela sensação.
O ápice, ou ponto máximo da fertilidade, geralmente é quando ele se apresenta
filamentoso e distensível, ou produz a sensação de lubrificação, é o dia mais fértil
do ciclo. Só será reconhecido como o ápice, em retrospecto, ou seja, quando já
passou. Daí a necessidade de fazer diariamente o registro das sensações e
observações.

As fases do ciclo menstrual

É natural para algumas mulheres serem muito irregulares, mas normalmente


férteis. Elas não requerem tratamento médico para regular-se. O Método da
Ovulação serve igualmente bem se os ciclos estiverem regulares ou irregulares.
No ciclo é possível distinguir as seguintes fases:

A menstruação - o número de dias de sangramento menstrual em cada ciclo é


comumente de quatro a cinco, embora muitas variações sejam conhecidas.
A pré-ovulatória - é quando vários grupinhos de células chamadas de folículos,
cada um contendo um óvulo primitivo, começam a desenvolver-se dentro dos
ovários, e produzem outro hormônio do tipo estrógeno (estradiol). Este é o
hormônio que ativa a cérvix (colo uterino) para produzir muco, o qual aparece na
abertura da vagina e assinala o estado de fertilidade.
Ovulação - é o processo no qual o óvulo sai do ovário e está pronto para ser
fertilizado por um espermatozóide. Em qualquer ciclo há somente um dia no
qual ocorre a ovulação.

32
Pós-ovulatória - após sua saída do ovário o óvulo tem uma sobrevivência de
mais ou menos doze horas, se não for fertilizado por um espermatozóide.
A fertilização - a união do óvulo com um espermatozóide ocorre no terço
superior da trompa de falópio, menos de um dia após a ovulação. Quando o
espermatozóide penetra na membrana externa do óvulo, seus vinte e três
cromossomos se juntam com os vinte e três cromossomos do óvulo e uma nova
vida (zigoto) começa, com um potencial de duração de uns setenta anos.

Efeitos nocivos dos anticoncepcionais


“O aspecto mais desconcertante da pílula é que ela pode afetar virtualmente todo
sistema de orgãos do corpo. Mais do que trinta efeitos colaterais têm sido
documentado nas revistas médicas, nos boletins de informações dos ministérios
da saúde de vários países, e nos conselhos de eminentes organizações médicas
(tais como a OMS). Sabe-se que muitas das complicações a curto prazo, que
ocorrem ao tempo de iniciar o uso da pílula ou logo depois, estão associadas com
o coração, vias sanguineas, pressão de sangue ou alterações químicas no corpo.
São alguns deles: trombose, hipertensão, derrame, doenças da vesícula biliar,
tumores do fígado, deformidades congênitas, gravidez ectópica, câncer dos
orgãos reprodutores, tumores do seio, irregularidades menstruais, infertilidade
pós-pílula, alteração no estado de vitaminas e minerais, infecções, aumento de
peso, enxaqueca, naúsea, diabetes, depressão, irritabilidade, perda de interesse
sexual.”

Fertilização in vitro - FIV


“As técnicas que provocam a dissociação dos progenitores pela intervenção duma
pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou óvulo, empréstimo de útero)
são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificial
heteróloga) lesam o direito da criança de nascer de um pai e de uma mãe
conhecidos dela e ligadoos entre si pelo casamento. Elas traem o direito exclusivo
de se tornar pai e mãe somente um por meio do outro”. (CIC 2376)
“Praticadas entre o casal, estas técnicas (inseminação e fecundação artificial
homólogas) são talvez menos prejudiciais, mas continuam moralmente
inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do acto procriador. O ato fundador da
existência do filho deixa de ser um ato pelo qual duas pessoas se dão uma à
outra, e ‘remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e
biólogos. Instaurando o domínio da técnica sobre a origem e destino da pessoa
humana. Tal relação de domínio é, de si, contrária à dignidade e à igualdade que
devem ser comuns aos pais e aos filhos’. ‘A procriação é moralmente privada da
sua perfeição própria, quando não é querida como fruto do ato conjugal, isto é,
do gesto específico da união dos esposos. [...] Só o respeito pelo laço que existe
entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano
permite uma procriação conforme à dignidade da pessoa. (CIC 2377) 33
CAPÍTULO 7

Conselhos às
mulheres
Às mulheres é preciso dizer
Sejam femininas.
Seu marido não casou-se com você para ter a companhia de um “Carlão”, mandão,
que se comporta e dá ordens como um homem, mas para ter ao lado uma
companheira, doce, suave, gentil, que sabe sorrir e trazer leveza à vida e ao lar.
Cuidem, mas cuidem mesmo, com muito afinco, da BELEZA.
Nosso olhos precisam ser estimulados pela beleza, se assim não fosse o Criador
não teria enchido sua criação dela. Os homens são ainda mais sensíveis, embora
não pareça, a essa característica, pois está inscrito em sua natureza ser estimulado
pelo que vê (voyer). Sendo a mulher o alívio sensorial na vida do marido é dever
dela cuidar para ofertar sempre o melhor àquele a quem pertence, expressão
usada por São Paulo na carta aos Efésios.
Por que temos o hábito de nos arrumarmos e embelezarmos para sair de casa,
para ver estranhos, ou pessoas secundárias, e não fazemos isso para ficar em casa,
onde estão as pessoas mais importantes de nossas vidas ?
Por que nos adornamos para ir aos eventos especiais e não repetimos isso para a
pessoa mais especial de todas, que é o marido, e que mais precisa da nossa beleza
?
Traga ordem ao lar.
O homem pode construir uma casa, mas é a mulher que a transforma em um lar.
Essa capacidade está relacionada com a virtude da ordem, que consiste em
empregar os meios adequados para organizar os bens de uma maneira
hierarquicamente inteligente. Quando se trata da casa, ela precisa ser limpa,
ordenada, funcional, e não menos importante, o mais bela possível, dentro das
condições e possibilidades do momento. Contudo, a virtude da ordem exercida
pela mulher também envolve uma boa e eficiente gestão dos recursos financeiros
do casal. É dela precipuamente a função de gerir com sabedoria, como exemplifica
a mulher de provérbios (Vide o livro de Provérbios, cap. 31).
Aperfeiçoe-se sempre.
Com o advento da internet ninguém mais pode escusar-se de ignorar temas
imprescindíveis à sua vida e bom desempenho dela, uma vez que temos sempre à
mão uma ferramenta de pesquisa, pela qual podemos acessar conteúdos
preciosos e transformadores. Portanto, mulher, estude os assuntos que farão o
seu cotidiano mais simples, mais fácil, mais ágil, e assim possa ter mais tempo de
convivêcia com seu marido, seus filhos. Há inúmeros cursos online (abertos, pagos)
de gestão das tarefas domésticas, de culinária, de sono do bebê, de cuidados com
o corpo, com a saúde, com a feminilidade, enfim, se procurar as informações
certas encontrará, e isso pode melhorar imensamente a sua vivência familiar. No
final do e-book você encontrará uma lista de canais e materiais desses para ajudá-
la.
Dê atenção ao seu marido.
Falo aqui de uma atenção ampla, que envolve presença de fato, entre tantas
práticas, podemos citar: ouví-lo com paciência, sem interromper; ofertar carinho;
demonstrar afeto; e em elevada importância: fazer sexo (com todo amor e
liberdade que só a um casal abençoado pelo matrimônio é possível) 35
CAPÍTULO 8

Conselhos aos
homens
Aos homens é preciso dizer
Guarde seu olhar.
Dizem as Sagradas Escrituras que os olhos são a candeia da alma. Se estão são,
todo o corpo será são, mas se estão maus todo o resto está mal. O homem
precisa entender que é pelos seus olhos que muito pecados são iniciados, assim
precisa ser inteligente e vigilante. Evitar o primeiro olhar àquela pessoa, ou
situação que o levará maus pensamentos e maus atos é sinal de prudência, e
também um ato necessário à vivência da castidade conjugal. Diz São Tiago que na
luta contra o pecado, vence quem foge.
Seja forte e sirva.
É notório a todos que a estrutura corporal do homem é mais robusta, mais forte
que a da mulher. E isso tem uma razão de ser: servir mais, com tudo, inclusive
com sua força e energia. Portanto, homem, busque empenhadamente a fortaleza,
e aqui me refiro também à força física. Se você não possui impedimentos médicos
para tanto, pratique atividades que estimulem a formação e desenvolvimento dos
seus músculos. Artes marciais, musculação, corrida, são exemplos de boas
atividades para homens. Contudo, lembre-se de buscar também força emocional,
e sobretudo, espiritual. Deus é a fonte de toda força. Recorra a ele. Você deve ser
o pilar da sua casa, uma âncora que estabiliza a sua mulher e seus filhos. O papel
de melindroso não ficará bem em você. Acredite!
Seja o provedor do seu lar
Não e proibido à mulher exercer atividades remuneradas e auxiliar nas despesas
de casa, mas cabe ao homem o papel de prover todas as necessidades de sua
família. Portanto, dedique-se ao seu aperfeiçoamento profissional e a
desenvolver-se cada vez mais, pois dessa forma trará melhores condições de vida
aos seus e encherá o coração da sua mulher de orgulho de você.
Fique longe de pornografia
De qualquer tipo, inclusive aquela conhecida como soft porn, hoje muito presente
nas exibições de tantas indecorosas mulheres nas redes sociais, como instragram,
tiktok, youtube, entre outras.
Respeite sua mulher
E nisso está incluso a forma de falar-lhe, de acariciar-lhe, e inclusive na forma de
fazer sexo. A um casal cristão não cabem práticas pagãs, de exploração e
degradação da dignidade do outro.
Cuide da sua higiene
Esse é um aspecto muito óbvio, mas o óbvio também as vezes precisa ser dito. Se
você espera carinho e proximidade física com sua mulher, ofereça o que de
melhor você pode, ou seja, uma companhia agradável e asseada,
preferencialmente cheirosa (descubra qual perfume você usa que mais a agrada e
invista nisso. Você colherá bons frutos, acredite!)

37
CAPÍTULO 9

Dicas de
materiais
extras
LIVROS

Vida a dois para sempre


Ítalo e Sâmia Marsilli

Vida sexual no casamento


Prof. Felipe Aquino

Sereis uma só carne


Prof. Felipe Aquino

As cinco linguagens do amor


Gary Chapman

O método de Billings
Dra. Evelyn Billings

O pode oculto da
amabilidade
Lawrence Lovasik
39
CANAIS E PERFIS

Maternidade, feminilidade, beleza


Cássia Kawamura
https://www.youtube.com/@CortesdosMarsilisOFICIAL

Araceli Alcântara
https://www.youtube.com/@aracelialcantara5059

Paula Serman
https://www.youtube.com/@belezacura-imagemeestilopa4055

Sexualidade no casamento
Eliane Melo
https://www.youtube.com/results?search_query=eliane+melo

Dra. Roberta Filgueiras


https://www.youtube.com/watch?v=m4PiO6HcneM

Casamento
Cortes dos Marsili
https://www.youtube.com/@CortesdosMarsilisOFICIAL

Dr. Jorge Rodrigues


https://www.youtube.com/@drjorge.rodrigues

Dr. Dario Leitão


https://www.youtube.com/@darioleitao1914

40
FILMES

Amor de redenção

Castelo de Vidro

A mulher faz o homem

Quarto de guerra

Adoráveis mulheres

41
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIA

AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. Vida Sexual no Casamento, Editora


Cléofas, SP, 2014.

AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. Sereis uma só carne, Editora Cléofas,
SP, 2011.

Biblía Sagrada.

BILLINGS, Evelyn. O método Billings: controle de fertilidade sem drogas e


sem dispositivos artificiais. Editora Paulus, SP, 1983.

https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/diferencas-entre-homens-
mulheres.htm#:~:text=No%20quesito%20for%C3%A7a%2C%20o%20home
m,atividades%20que%20exigem%20movimentos%20precisos.

Catecismo da Igreja Católica.

https://www.em.com.br/app/noticia/saude-e-bem-
viver/2023/04/26/interna_bem_viver,1486087/excesso-de-pornografia-faz-o-
cerebro-regredir-a-um-estagio-infantil.shtml.

LOVASIK, Lawrence. O poder oculto da amabilidade, Editora Cultor de


Livros, SP, 2022.

MARSILI, Italo.; MARSILI, Sâmia. Vida a dois para sempre: as chaves para
um casamento inabalável, Editora Petra, 2023.

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO. Casamento e vida em família. Editora Minha


Biblioteca Católica, RS.

SÃO JOAO PAULO II. Teologia do Corpo: o amor humano no plano divino,
Editora Eclesiae, SP, 2019.

https://unidombosco.edu.br/blog/voce-conhece-os-4-tipos-de-
temperamentos-humanos/.

43
E-BOOK

Eu gostaria muito de saber a sua opinião sobre o conteúdo e a forma


que ele foi exposto aqui neste e-book, então seria maravilhoso receber
um e-mail seu ou um inbox no Telegram me falando sobre. Ficarei
muito feliz e grata!

MARCIA PORTELA
E-mail: [email protected]
Telegram: @marciaportela

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