enf.
katiuschka araújo
PAPANICOLAU
Um pouco de
história...
O exame de Papanicolau deve seu nome ao
médico grego Geórgios Papanicolaou. Foi ele
quem, na década de 1920, desenvolveu esta
técnica de raspagem de células do colo do
útero para analisá-las ao microscópio.
Graças a sua dedicação e estudos, o teste
tornou-se uma ferramenta crucial na
prevenção e diagnóstico precoce do câncer
de colo de útero, salvando inúmeras vidas
ao longo dos anos.
Um pouco de
história...
O Papanicolau, também conhecido como
esfregaço cervicovaginal ou colpocitologia
oncótica, é um exame que busca identificar
alterações nas células do colo do útero.
Estas alterações podem indicar a presença
do Papilomavírus Humano (HPV) ou mesmo o
desenvolvimento de um câncer cervical.
Importância...
A realização periódica do exame
Papanicolau é essencial para a detecção
precoce do câncer do colo do útero. Essa
antecipação no diagnóstico aumenta
significativamente as chances de sucesso
no tratamento e reduz a mortalidade
associada a essa doença.
Além disso, o Papanicolau pode também
identificar a presença de infecções
vaginais, inflamações e algumas infecções
sexualmente transmissíveis (ISTs).
Importância...
O exame é recomendado para mulheres de 25 a 64
anos que já iniciaram atividade sexual.
Inicialmente, deve ser realizado uma vez por
ano e, após dois exames normais consecutivos,
passa a ser feito a cada 3 anos.
Para mulheres com mais de 64 anos que nunca se
submeteram ao exame, recomenda-se realizar
duas vezes, com intervalo de um a três anos.
No caso de resultado negativo, elas não
precisam fazer novos exames, visto que não há
evidências de efetividade do rastreamento após
os 65 anos.
Técnica de coleta
Para garantir a qualidade da amostra, a
paciente deve abster-se de relações
sexuais, uso de duchas vaginais,
medicamentos vaginais e anticoncepcionais
locais por pelo menos 48 horas antes da
coleta.
Além disso, é importante que a coleta
seja realizada na ausência de sangramento
menstrual.
RESULTADOS
Os resultados do exame Papanicolau geralmente
ficam prontos em cerca de duas semanas. Existem
várias possibilidades de resultados:
1. Negativo para câncer: Isso significa que não
foram encontradas células anormais no exame.
2. ASC-US (Atypical Squamous Cells of
Undetermined Significance): Isso significa que
foram encontradas células escamosas
ligeiramente anormais, mas as alterações não
são suficientes para indicar uma condição pré-
cancerosa.
3. Lesão Intraepitelial Escamosa: Isso indica que
as células coletadas do exame Papanicolau podem
ser pré-cancerosas.
4. Células Glandulares Atípicas: Isso significa
que as células produtoras de muco que crescem na
abertura do colo do útero e dentro do útero
parecem ser ligeiramente anormais, mas não está
claro se são cancerosas.
5. Câncer de Células Escamosas ou Adenocarcinoma:
Isso significa que as células coletadas para o
exame Papanicolau parecem tão anormais que o
patologista está quase certo de que um câncer
está presente.
Imagens cedidas por Allana Melo, enfermeira da mulher (@enfallanamelo_)
Imagens cedidas por Allana Melo, enfermeira da mulher (@enfallanamelo_)
Imagens cedidas por Allana Melo, enfermeira da mulher (@enfallanamelo_)
Fatores de risco
Existem diversos fatores de risco
associados ao câncer do colo do útero.
O fator de risco mais significativo é
a infecção pelo vírus HPV
(Papilomavírus Humano), que é
transmitido principalmente por contato
sexual.
Mitos e verdades PAP
Mito: O exame de Papanicolau é doloroso e desconfortável
Verdade: Com a técnica correta, o exame deve causar apenas um leve
desconforto temporário
Mito: Mulheres virgens não precisam realizar o exame de Papanicolau
Verdade: Mulheres virgens também devem realizar o exame para prevenir e
detectar possíveis alterações no colo do útero
Mito: O exame de Papanicolau detecta apenas o câncer de colo do útero
Verdade: Além do câncer, o exame também pode detectar infecções,
inflamações e alterações pré-cancerígenas
Tratamento
CIRURGIA
CONIZAÇÃO
CRIOCIRURGIA
HISTERECTOMIA
HISTERECTOMIA RADICAL
TRAQUELECTOMIA
EXENTERAÇÃO PÉLVICA
QUIMIOTERAPIA
RADIOTERAPIA
TERAPIA ALVO
PALIATIVO