0% acharam este documento útil (0 voto)
30 visualizações41 páginas

Eletricidade Básica: Fundamentos e Práticas

O documento aborda os conceitos fundamentais de eletricidade básica, incluindo a constituição da matéria, tensão, corrente e resistência elétrica. Ele detalha a importância do SENAI na formação de profissionais qualificados e apresenta informações sobre geradores de energia, circuitos elétricos e associações de resistores. O material é estruturado em capítulos que facilitam a compreensão dos princípios elétricos e suas aplicações práticas.

Enviado por

download.eddie
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
30 visualizações41 páginas

Eletricidade Básica: Fundamentos e Práticas

O documento aborda os conceitos fundamentais de eletricidade básica, incluindo a constituição da matéria, tensão, corrente e resistência elétrica. Ele detalha a importância do SENAI na formação de profissionais qualificados e apresenta informações sobre geradores de energia, circuitos elétricos e associações de resistores. O material é estruturado em capítulos que facilitam a compreensão dos princípios elétricos e suas aplicações práticas.

Enviado por

download.eddie
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SENAI BETIM

ELETRICIDADE
BÁSICA
Presidente da FIEMG
Olavo Machado Júnior

Gestor do SENAI
Petrônio Machado Zica

Gerente de Educação e Tecnologia


Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração
João da Silva Neto

Unidade Operacional

Centro de Excelência em Tecnologia e Manufatura “Maria Madalena


Nogueira”
Sumário
1 - APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................... 4

2 - MATÉRIA E SUA CONSTITUIÇÃO .......................................................................................................... 5

2.1 - Tipos de materiais (elementos químicos) ........................................................................................... 5


3- TENSÃO, CORRENTE, RESISTÊNCIA ELÉTRICA................................................................................... 6

3.1 - Potencial elétrico ............................................................................................................................... 6


3.2 - Tensão elétrica ( V ) .......................................................................................................................... 6
3.3 - Corrente elétrica ( I ) .......................................................................................................................... 7
3.3.1 - A unidade de corrente elétrica - Ampère [A] .................................................................................... 8
3.3.2 - Sentido da corrente elétrica ............................................................................................................ 8
3.3.3 - Corrente contínua ( Icc ) ................................................................................................................ 9
3.3.4 - Corrente alternada ( Ica ) ................................................................................................................ 9
3.4 - Resistência elétrica – Resistores (  ) ............................................................................................... 9
3.4.1 - Unidade de medida de resistência elétrica - Ohm (  ).................................................................... 9
3.4.3 - Condutância ................................................................................................................................. 10
3.4.4 - Resistividade de um condutor ....................................................................................................... 10
3.4.5 – Impedância .................................................................................................................................. 10
4 - GERADORES DE ENERGIA .................................................................................................................. 10

4.1 - Representação dos geradores ......................................................................................................... 11


4.1.1 - Geradores de C.C. ....................................................................................................................... 11
4.1.2 - Geradores de C.A. ........................................................................................................................ 11
4.1.3 - Alguns conceitos sobre C.A. ......................................................................................................... 11
5 - POTÊNCIA ELÉTRICA (CC) .................................................................................................................. 12

5.1 - Unidade de medida de potência....................................................................................................... 12


5.2 - Exercícios ...................................................................................................................................... 12
6- CIRCUITO ELÉTRICO ............................................................................................................................. 13

6.1 - Lei de Ohm...................................................................................................................................... 13


6.2 - Determinação experimental da Lei de Ohm ..................................................................................... 14
6.3 - Exemplos : Aplicação Lei Ohm: ....................................................................................................... 18
6.4 – Exercícios: Aplicação Lei de Ohm ................................................................................................... 19
7 - ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES .......................................................................................................... 21

7.1 - Associação em série ....................................................................................................................... 21


7.1.1 - Regra do divisor de tensão ........................................................................................................... 22
7.2 - Associação paralela ........................................................................................................................ 22
7.2.1 - Regra do divisor de corrente ......................................................................................................... 23
7.3 - Associação mista ............................................................................................................................ 25
7.4 - Conversão estrela (Y) e triângulo () de resistores .......................................................................... 26
7.5 – Exercícios propostos: Associação de resistores/Lei deOhm ............................................................ 27
8 - CAPACITORES ...................................................................................................................................... 35

8.1 - Capacidade elétrica ......................................................................................................................... 35


8.2 - Campo elétrico ................................................................................................................................ 35
8.3 - Simbologia dos Capacitores: ........................................................................................................... 35
8.4 - A unidade de Medida da Capacitância - Farad [F] ............................................................................ 35
8.4 - Reatância capacitiva ....................................................................................................................... 36
8.5 - Exercícios: Reatância capacitiva...................................................................................................... 36
8.6 - Associação em paralelo de capacitores ( // ) .................................................................................... 36
8.7- Relação de cargas nos capacitores de uma associação em paralelo ............................................... 36
8.8 - Associação série de capacitores ...................................................................................................... 36
9 - MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO ............................................................................................. 37

9.1 - Imãs artificiais ................................................................................................................................. 37


10 - LEIS DE KIRCHHOFF ......................................................................................................................... 37
10.1 - Definições: .................................................................................................................................... 38

11 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................................... 40


Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

1 - Apresentação

“Mudar a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do


conhecimento”.
Peter Drucker

O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os


perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção,
coleta, disseminação e uso da informação.

O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país, sabe disso, e


consciente do seu papel formativo, educa o trabalhador sob a égide do conceito
da competência, formar o profissional com responsabilidade no processo
produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos
técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e
consciência da necessidade de educação continuada.

Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento, na sua área


tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se
faz necessária. Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia,
da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – Internet é tão
importante quanto zelar pela produção de material didático.

Isto porque, nos embates diários, instrutores e alunos, nas diversas oficinas e
laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais
didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.

O SENAI deseja, por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua
curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre
os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada!

Gerência de Educação e Tecnologia

4
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

2 - Matéria e sua constituição

A menor parte que constitui uma matéria é chamado de átomo. O átomo pode ser
dividido em duas partes distintas:
- Núcleo: onde estão os prótons (cargas positivas), os nêutrons e algumas outras
partículas. Os números de prótons caracterizam e distinguem cada elemento químico.
- Eletrosfera: ou órbitas, são onde se localizam os elétrons (é), que são cargas
elétricas negativas. Segundo o modelo de Bohr, os elétrons ficam girando ao redor do
núcleo em órbitas elípticas ou camadas eletrônicas.
- Camada de valência: É a última camada eletrônica, onde o número de elétrons nela é
importante para o estudo das propriedades elétricas de cada material.

2.1 - Tipos de materiais (elementos químicos)


Quanto ao número de elétrons na camada de valência
- Gases nobres: Possuem o número máximo de elétrons na última camada. (2 ou 8)
- Condutores: Ligação metálica: possuem poucos elétrons na última camada (1 ou 2).
Exemplos: ouro, prata, cobre e platina. São doadores de elétrons. São materiais que,
com uma pequena diferença de potencial, deixam passar uma pequena corrente. Esta
característica do material resulta da concentração de elétrons livres (elétrons na
camada de condução) por cm3, que para materiais tais como cobre, prata e a maioria
dos metais, está em cerca de 1023 elétrons por cm3.
- Semicondutores: Possuem 4 elétrons na camada de valência. Tem um nível médio
de facilidade de perder elétrons. Os materiais que se encontram entre estes são
denominados semicondutores e possuem cerca de 10 12 elétrons livres por cm3. Os
materiais semicondutores possuem quatro elétrons na camada de valência e
necessitam de quatro átomos para completar uma combinação de subníveis, tais
como o carbono, silício e germânio.
- Isolantes: São elementos em que, por terem grande número de elétrons na última
camada, é necessária grande quantidade de energia para arrancar elétrons de um
átomo. Os materiais considerados isolantes são aqueles que, para serem percorridos
por uma pequena corrente, necessitam de uma grande diferença de potencial.
Possuem cerca de 106 elétrons livres por cm 3, tais como o ar, o teflon, a porcelana, o
vidro, etc..

5
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

3- Tensão, corrente, resistência elétrica


Neste capítulo trataremos de três dos principais conceitos do estudo da Eletricidade e
Eletrônica, que são tensão, corrente e resistência elétrica.

3.1 - Potencial elétrico


Diz-se que um corpo está em equilíbrio elétrico quando tem o mesmo número de prótons
e de elétrons. Havendo desequilíbrio entre o número de prótons e o de elétrons, o corpo
estará carregando eletricamente.

O potencial elétrico de um corpo é definido como sendo o número de cargas excedentes


nele, sendo essas positivas ou negativas.

3.2 - Tensão elétrica (V )


Se existe diferença de cargas elétricas entre dois corpos, pode-se dizer que eles estão
com potenciais diferentes, ou seja, existe uma diferença de potencial entre ambos.

A diferença de potencial (ddp) entre dois corpos (ou dois pontos de um circuito elétrico) é
também chamada de tensão elétrica.

Comparando a um sistema hidráulico, diz-se que a tensão elétrica pode ser comparada
ao desnível existente entre a caixa d’água e a torneira de onde a água sairá: quanto mais
alta a caixa em relação à torneira, mais alta será a pressão que fará para sair. Pode-se
dizer que a água é bombeada pela ação da gravidade, assim como os elétrons são
bombeados pelo gerador.

3.2.1 - Tensão contínua ( Vcc )


Ex.: pilhas, baterias, etc.

3.2.2 - Tensão alternada ( Vca )


Ex.: A tensão de alimentação de nossa casa, etc.

6
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

3.2.2 - Unidade de medida de tensão elétrica - Volt [V].


Unidade de medida da ddp é o Volt [V].

Denominação Símbolo Valor


106 V
Megavolt MV
1000.000V
Múltiplos
103 V
Kilovolt kV
1.000V
Unidade Vol V 1V
10 3 V
Milivolt mV
0,001V
Submúltiplos
106 V
Microvolt μV
0,000001V

Observação:
- No campo da Eletricidade, usam-se normalmente o volt e o quilovolt.
- Na área da Eletrônica, usam-se o volt, milivolt e o microvolt.

3.3 - Corrente elétrica ( I )

Sempre que há diferença de potencial entre dois corpos, ao colocar-se um fio condutor
entre eles haverá circulação dos elétrons do corpo mais negativo para o mais positivo. A
esse movimento de cargas se dá o nome de corrente elétrica.

Neste sentido, pode-se dizer que corrente elétrica é o movimento orientado de cargas
provocado pelo desequilíbrio elétrico (ddp) existente entre dois pontos; ou seja, o
desequilíbrio elétrico entre esses dois corpos fornece energia para que os elétrons
atravessem ou circulem pelo material condutor.

Novamente comparando com um sistema hidráulico, diz-se que a corrente elétrica pode
ser comparada com a quantidade de água que circula em um cano durante certo tempo,
provocado pelo desnível entre a caixa e a saída de água.

7
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

3.3.1 - A unidade de corrente elétrica - Ampère [A]

A unidade de corrente elétrica é o Ampère [A].

Um Ampère significa que 6,25  10 cargas elétricas que passam em um segundo de


18

um ponto a outro onde existe uma tensão de um volt.

Denominação Símbolo Valor


103 A
Múltiplos Quiloampére kA
1.000A
Unidade Ampére A 1A

103 A
Miliampére mA
0,001A
106 A
Microampére μA
0,000001A
Submúltiplos
10 9 A
Nanoampére A
0,000000001A
10 12 A
Picoampére A
0,000000000001A

3.3.2 - Sentido da corrente elétrica

Na realidade quem se movimenta pelos condutores elétricos são os elétrons, uma vez
que eles estão fora do núcleo. Assim é correto afirmar que quem se movimenta são os
elétrons e não os prótons, com isso temos dois sentidos a serem aqui expostos:
- O sentido real – esse é o sentido real do movimento das cargas elétricas;
- O sentido convencional – esse é o sentido adotado para facilitar o entendimento
dos circuitos elétricos.
- Sentido real do movimento de cargas: os elétrons são as cargas que se
movimentam.

8
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

3.3.3 - Corrente contínua ( Icc )


Neste tipo de corrente elétrica os elétrons se deslocam num único sentido.

3.3.4 - Corrente alternada ( Ica )


Neste tipo de corrente elétrica os elétrons se deslocam ora num sentido, ora em outro.

O instrumento utilizado para medir a intensidade de corrente é o amperímetro.

3.4 - Resistência elétrica – Resistores (  )

Resistência elétrica é a propriedade de um corpo de fazer oposição à passagem de


corrente elétrica. A resistência elétrica de um material depende da facilidade ou
dificuldade com que apresenta a passagem de corrente.

Continuando a analogia com o sistema hidráulico, o efeito de um resistor em um circuito


elétrico pode ser comparado ao efeito de se colocar um pedaço de cano de 1” no meio de
um cano de 10”. Sabe-se que a água terá dificuldade de passar, e que a quantidade que
sairá na extremidade do cano de 10” será menor do que se o cano fosse todo de 10”.

A resistência elétrica de um condutor depende de três fatores:


- Do tipo de material de que ele é feito;
- Da área de secção transversal (bitola);
- Do seu comprimento.

3.4.1 - Unidade de medida de resistência elétrica - Ohm (  )


A resistência elétrica é medida em Ohm (), que significa 01 (um) Volt dividido por
01(um) Ampére.

O ohmímetro é o instrumento de medição de resistência.


Simbologia:

- Tabela de múltiplos e submúltiplos

T (tera) 1000000000000  1012 


G (giga) 1000000000 10 9 
M (mega) 1000000 10 6 
k (quilo) 1000 10 3 
- (unidade) 1 1
m (mili) 0,001 10 3 
µ (micro) 0,000001  10 6 
n (nano) 0,000000001  10 9 
P (pico) 0,000000000001  10 12 

9
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

3.4.3 - Condutância
É a propriedade dos materiais de conduzir eletricidade, ou seja, é o inverso da
resistência. Quanto mais resistivo for um material, menos condutivo ele será.
1
 G condutância
R
Unidade siemens “S”

3.4.4 - Resistividade de um condutor


A resistividade de um condutor de comprimento l pode ser calculada pela equação
abaixo.
l
R
A
Onde:
 = resistência do material;
l = comprimento do condutor
A = área da seção transversal.

3.4.5 – Impedância
- É o comportamento do circuito elétrico em função da resistência elétrica (R), da
reatância indutiva (XL) e da reatância capacitiva (Xc), considerando-se cada um
desses componentes isoladamente.
- É a oposição à circulação da corrente alternada.
- É representada pela letra “ Z ” e sua unidade de medida é OHM (Ω).

4 - Geradores de energia

Neste capítulo serão apresentados os geradores de energia e suas principais


características:

- Pilhas: são geradores de C.C. por processo químico, geralmente de 1,5 V e de


diferentes tamanhos (a corrente depende do tamanho).
- Acumuladores: (bateria de carro – acumuladores de chumbo ácido) 6, 12 ou 24 V,
também por processo químico. Os acumuladores, como o próprio nome diz, não
geram energia, apenas a acumulam. As baterias têm que ser carregadas. Existem
também acumuladores de NimH, Nica (baterias de celular), que são geralmente de 3,2
V.
- Geradores eletromagnéticos (alternadores): são dispositivos que transformam energia
mecânica em energia elétrica, onde o giro de um eixo provocado pelo motor do carro,
caldeira ou água da represa faz surgir uma tensão induzida nos enrolamentos do
alternador, que é um dispositivo eletromagnético.
- Solar: são dispositivos que transformam a energia solar em energia elétrica por
transferência de materiais diferentes, geralmente com células de 1,2 V.

10
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

4.1 - Representação dos geradores

4.1.1 - Geradores de C.C.


A tensão de saída destes geradores é constante ou fixa ao decorrer do tempo, como
mostra a figura abaixo.

4.1.2 - Geradores de C.A.


A tensão na saída de um gerador de C.A. alterna-se em valores negativos e positivos ao
longo do tempo, como na figura abaixo.

4.1.3 - Alguns conceitos sobre C.A.

- Período (T): é o tempo que a tensão leva para percorrer um ciclo completo.
- Ciclo: são todos os valores de tensão assumidos desde zero, passando por valores
positivos e chegando a zero, indo a valores negativos e chegando novamente a zero.
- Semiciclo: é só a parte positiva (semiciclo +) ou só a parte negativa de um ciclo
(semiciclo –).
1
- Freqüência (f) Hz: é o número de ciclos completos por segundo. f 
T
- Geradores de tensão e corrente
- Nos geradores de tensão, esta se mantém fixa e a corrente varia conforme a carga.
- Nos geradores de corrente, a corrente é fixa e a tensão varia conforme a carga.

11
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

5 - Potência elétrica (CC)

A potência é o trabalho realizado por unidade de tempo, como já visto. É o produto da


tensão pela corrente: P = V . I e sua unidade é o Watt (W).

Em resistores: a tensão nos terminais de resistor é proporcional à corrente que passa por
ele. A equação abaixo demonstra isso, onde V é a tensão, R é resistência e I a corrente:

V  R I
Manipulando a equação de potência elétrica, chegamos às seguintes equações:
U2
P V I   I2 R
R

5.1 - Unidade de medida de potência

- W = Watt é a unidade de medida de potência.


- 1 Watt significa um Joule durante um segundo, mas também pode ser um Ampére
onde exista uma ddp de um Volt.

1W  1J 1S
1W  1V 1A

Exemplo 1 : Um aquecedor de 2500 W ligado por 5 minutos realiza um trabalho de


750000 J, ou seja, fornece 750000 J de energia térmica ao ambiente.

Trabalho = P x T = 2500 x 300 = 750.000 J ( Joules )

A potência elétrica expressa em função da corrente e da tensão elétrica, é dada pela


equação:

P=VxI

Exemplo 2: Uma lâmpada ligada em 12V consome uma corrente de 5A. Qual é sua
potência?

P = V x I = 12 x 5 = 60W

5.2 - Exercícios
1- Uma lâmpada de 40 W ligada em 220 V. Qual é a corrente que circula no circuito?

12
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

2- Um aquecedor de 2200W está consumindo 20A. Qual é a tensão que alimenta esse
aparelho?

3- Qual é a tensão que alimenta uma lâmpada de 150W que está consumindo uma
corrente de 1,18A?

4- Calcule a potência e a resistência do filamento de uma lâmpada ligada em 220 V que


consome 0,5 A.

5- Qual é a potência de uma lâmpada de R = 564  ligada em 110 V?

6 - Qual é a corrente elétrica que circula por um banco de resistência elétrica de 7,5KW
alimentado com uma tensão de 380V?

6- Circuito Elétrico

É formado quando se tem um “caminho” fechado por onde circula uma corrente elétrica.
Para que seja possível esta circulação são necessários uma fonte de tensão, uma
resistência e um caminho fechado, que é formado por condutores. A figura exemplifica
um circuito elétrico.

A fonte de tensão é representada por uma bateria, a resistência por uma lâmpada e o
caminho fechado por fios condutores. Na presença de um interruptor, haverá circulação
de corrente somente quando o interruptor estiver fechado, ou seja, seus contatos
estiverem fechados.

Note que a corrente elétrica percorre todos os condutores do circuito; se em algum ponto
o condutor partir a corrente será interrompida.

6.1 - Lei de Ohm


É a lei que relaciona as três grandezas elétricas - tensão, corrente e resistência em um
circuito elétrico.

13
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

A Lei de Ohm é a lei básica da eletricidade e eletrônica, fundamental para o estudo e


compreensão dos circuitos elétricos.

Nos meados de 1800, Georg Simon Ohm pesquisou a relação entre a tensão existente
sobre um simples circuito elétrico e a corrente através do circuito. Ele descobriu que, em
circuito onde a resistência não variava com a temperatura, à medida que aumentava a
tensão, a corrente aumentava na proporção direta.

A constante de proporcionalidade é conhecida como “resistência elétrica”. Esta relação


pode ser escrita como: V = R . I ( Lei de Ohm ) ou

V= R.I ou U=R.I ou E=R.I

Onde
- V=U=E - tensão elétrica em volts (V)
- R - resistência elétrica em ohms ()
- I - corrente elétrica em ampères (A)

A Lei de Ohm estabelece uma relação entre as grandezas elétricas tensão, corrente e
resistência em um circuito.

A Lei de Ohm é a lei básica da eletricidade e eletrônica. Seu conhecimento é fundamental


para o estudo e compressão dos circuitos elétricos.

6.2 - Determinação experimental da Lei de Ohm

A Lei de Ohm pode ser obtida a partir de medidas de tensão, corrente e resistência
realizadas em circuitos elétricos simples, compostos por uma fonte geradora e um
resistor.

Montando-se um circuito elétrico composto por uma fonte geradora de 9V e um resistor


de l00 verifica-se que a corrente circulante é de 90 mA.

ENTRADA = 9V R = 100 I = 90mA

14
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Substituindo-se o resistor de l00 por outro de 200 a resistência do circuito torna-se


maior. O circuito impõe maior oposição a passagem da corrente, fazendo com que a
corrente circulante seja menor .

- A corrente do circuito diminuiu.

Aumentando-se sucessivamente o valor do resistor, a oposição a passagem da corrente


cada vez maior e a corrente, cada vez menor

Colocando em uma tabela os valores obtidos nas diversas situações tem-se:

15
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Gráfico Variação Corrente Elétrica de Acordo Com Resistência ( Tensão Fixa ) I=V /R

0,1000
0,0900

Corrente ( A )
0,0800
0,0600
0,0400 0,0450
0,0300
0,0200 0,0225
0,0000
100 200 300 400
Resistência ( R )

Observando-se a tabela de valores verifica-se:

a) A tensão aplicada ao circuito é sempre a mesma, portanto as variações da corrente


são provocadas pela mudança de resistência do circuito.

b) Dividindo-se o valor de tensão aplicada pela resistência do circuito obtêm-se:

Tensão aplicada ( V ) Resistência (  ) Corrente ( A )

9V l00 90mA

9V 200 45mA

9V 300 30mA

9V 400 22,5mA

A partir destas observações se concluiu:


V
Transformando em Equação matemática esta afirmação tem-se: I
R
V
Esta equação é conhecida como matemática da Lei de Ohm: I
R
Com base nesta equação pode-se determinar o enunciado da Lei de Ohm:

Exercício: Determine na tabela abaixo os valores da corrente elétrica, utilizando-se como


exemplo a resistência do chuveiro elétrico ( 8000 Watts ), com base na Lei de Ohm

Tensão aplicada ( V ) Resistência (  ) Corrente ( A )

127 2,016 ( posição inverno )

127 2,500

127 3,000

127 3,500 ( posição verão )

16
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

A intensidade da corrente elétrica em um circuito é diretamente proporcional a tensão


aplicada e inversamente proporcional a sua resistência

A Lei de Ohm pode ser utilizada, através da sua equação, para determinar os valores de
Tensão (V), Corrente (I) ou Resistência (R) em um circuito.

Sempre que se conhecem dois valores em um circuito, o terceiro valor desconhecido


pode ser determinado pela Lei de Ohm.

Para tornar mais simples o uso da equação da Lei de Ohm costuma-se usar um
“triângulo”.

Quando se deseja determinar a intensidade da corrente ( I ) que flui em um circuito,


coloca-se o dedo sobre a letra I do triângulo.

Com a letra I (Corrente) coberta, o triângulo fornece a equação que deve ser usada para
calcular a corrente do circuito.

Quando for necessário determinar a resistência (R) de um circuito deve-se cobrir a letra R
do triângulo e a equação necessária será encontrada.

Da mesma forma, pode-se determinar a ten são aplicada em um circuito quando se


conhece a corrente e a resistência.

17
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Para que as equações decorrentes da Lei de Ohm sejam utilizadas as grandezas


elétricas devem ter seus valores expressos nas unidades fundamentais Volt, Amper e
Ohm.

Quando os valores de um circuito estiverem expressos em múltiplos ou submúltiplos das


unidades devem ser convertidos para as unidades fundamentais antes de serem usados
nas equações.

6.3 - Exemplos : Aplicação Lei Ohm:

1) Uma lâmpada utiliza uma alimentação de 6V e tem 36 de resistência. Qual a


corrente consumida pela lâmpada da lanterna quando ligada?

Dados obtidos do enunciado.


V
V  6V R  36 I ? I
R
Como os valores de V e R estão nas unidades fundamentais Volt e Ohm aplica-se os
valores na equação:

V 6V
I I I  0,166 A = 166 mA
R 36
O resultado é dado também na unidade fundamental de intensidade de corrente. A
resposta indica que circulam 0,l66A ou l66mA quando a lanterna é ligada.
A figura abaixo mostra o miliamperímetro com indicação do valor da corrente consumida
pela lâmpada.

2) O motor de um carrinho de autorama atinge a rotação máxima quando recebe 9V da


fonte de alimentação. Nesta situação a corrente do motor é de 230mA. Qual é a
resistência do motor?

Dados: V  9V I  230mA R?

V 9V
R R R  39,13
I 230 mA

18
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

3) Um resistor de 22K foi conectado a urna fonte cuja tensão de saída é desconhecida.
Um miliamperímetro colocado em serie no circuito indicou uma corrente de 0,75mA.
Qual a tensão na saída da fonte?

Dados: I  0,75mA  0,00075A R  22K  22000

V ? V  RXI V  22000 0,00075 V  16,5V


4) Dados dois valores de um circuito, determinar o terceiro:

A- V  10V R  330
V 10V
I ? I I I  0,0303A
R 330
B- R  12K I  18mA
V ? V  R I V  12000 0,018 V  216V

C- V  30V I  0,37 A
V 30V
R? R R R  81
I 0,37 A

Quadro resumo de fórmulas da lei de ohm:

V = R x I = S(P x R ) = P / I ( V ) I = V / R = P / V = SP / R ( A )

R = V / I = V2 / P = P / I2 (  ) P = V x I = V 2 / R = R x I2 ( W )

OBS: Fórmula de potência para CC

6.4 – Exercícios: Aplicação Lei de Ohm

1. Defina circuito elétrico.

2. Enuncie a Lei de Ohm.

3. Calcule a corrente que circula por um circuito com uma fonte de 5V ligada a um
resistor de 100.

4. Calcule a corrente que circula em um resistor de 1k ligado a uma diferença de


potencial de 100V.

19
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

5. Determine o valor de um resistor que é percorrido por uma corrente de 2A, quando
ligado a uma ddp de 100V.

6. Calcule a potência dissipada por um chuveiro ligado a 127V percorrido por uma
corrente de 20A.

7. Qual a potência dissipada por um resistor de 20, ligado a uma diferença de potencial
de 220V?

8. Se a resistência do item anterior for percorrida por uma corrente de 10A, qual a
potência dissipada por ele?

9. Calcule a energia consumida por uma lâmpada de 120 watts ligada durante 10 horas,
em quilowatt-hora

10. Uma lâmpada de 200V e 100W tem uma resistência de?

11. A corrente em um resistor de 10 ligado em uma pilha de 1,5V é de? Já em 12 V, a


corrente será de?

12. Qual é a tensão entre os terminais de uma lâmpada de 150W com resistência interna
de 100?

13. Calcule a potência consumida por um aquecedor com resistência R = 10 ligado em
220V.

14. Determine a corrente que circula em uma lâmpada de 12V – 25W.


Calcule a potência consumida por uma lâmpada de 220V – 100W quando for ligada em
uma tensão de 110V.

20
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

15. Calcule a potência consumida por um aquecedor com resistência R = 4 ligado em


110V. Também calcule sua potência se for ligado em 220V.

7 - Associação de resistores

7.1 - Associação em série


A associação em série de quaisquer dispositivos de dois terminais é feita unindo-se um
terminal de um deles com um terminal do outro. Não há nó em um circuito série.

Observação:
- Nó é a união de três ou mais terminais ou ramos de um circuito.

Na prática temos situações em que há necessidade de ligarmos os resistores em série


como as lâmpadas de uma árvore de natal, em circuitos de rádio e outros.

Na associação em série, a corrente que atravessa todos os resistores é a mesma, e a


tensão pode ter valores diferentes em cada resistor – uma vez que a soma das tensões
de todos os resistores é igual ao valor da fonte de tensão.

Aplicando-se a lei de Ohm, teremos:

U  U 1  U 2  U 3  R1  i  R2  i  R3  i  ( R1  R2  R3 )  i

Podemos substituir os três resistores por um único resistor de resistência R, sem alterar a
corrente, desde que tenhamos: Req  R1  R2  R3

21
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

7.1.1 - Regra do divisor de tensão

O circuito série pode ser chamado também como circuito divisor de tensão, uma vez que
ele divide a tensão de entrada em cada resistor. Para sabermos a tensão em um resistor
em uma associação série basta que, vejamos como calcular pelo modo mais simples:

VR N  RN  I T
VT R
VR N  RN   VR N  N  VT
RT RT
Podemos usar esta equação porque como estamos falando de um circuito exclusivo
série, devemos lembrar que a corrente que circula em cada resistor é igual à corrente
total do circuito; e a corrente total do circuito nada mais é do que a tensão total do circuito
dividida pela resistência total do circuito.

Assim temos o modo prático de encontrar a tensão sob um resistor em uma associação
RN
série de resistores: VRN   VT .
RT
Exemplo: Calcule a tensão em cada resistor, a resistência total e corrente total no
circuito abaixo:

RT = 2 + 3 + 5 + 15 + 50 = 75  VR 15 = ( 15 x 12 ) / 75 = 2,400 V
VR 2 = ( 2 x 12 ) / 75 = 0,320 V VR 50 = ( 50 x 12 ) / 75 = 8,000 V
VR 3 = ( 3 x 12 ) / 75 = 0,480 V
VR 5 = ( 5 x 12 ) / 75 = 0,800 V IT = V / RT = 12 / 75 = 0,160 ( A )

7.2 - Associação paralela


Quando se fala em associação paralelo, significa que os terminais de todos os
elementos da associação estão interligados, como na figura.

Este tipo de associação é utilizado sempre que queremos submeter uma série de
equipamentos ou dispositivos à mesma tensão elétrica.

22
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Por exemplo, nas instalações domiciliares, todas as lâmpadas e tomadas, geralmente,


devem apresentar a mesma tensão, independentemente das outras estarem ligadas ou
não. Observe que a tensão é a mesma para os três resistores e a corrente elétrica, é
dividida nos três resistores:

Uma resistência equivalente para a associação paralelo, é aquela que permite a


passagem da mesma corrente para a mesma tensão. Assim temos que:
U U U  1 1 1  U
i    U      
R1 R2 R3  R1 R2 R3  Req
U i 1  1 1 1 
i       
Req U Req  R1 R2 R3 
1 1 1 1 
    
Req  R1 R2 R3 

2º Método: RT = R1 x R2 RT1 = RT x R3
R1 + R2 RT + R3
Observação:
 Para Dois resistores iguais em paralelo resultam em Req de valor igual a metade do valor
 Para Três resistores iguais em paralelo resultam em Req de valor igual a 1 / 3 do valor, e
assim sucessivamente

7.2.1 - Regra do divisor de corrente


O circuito paralelo também chamado de circuito divisor de corrente, uma vez que a
corrente total do circuito é divida em cada resistor da associação. Nesse tipo de
associação tem-se também um método prático de calcular a corrente em certos
componentes do circuito, desde que estejam estes representando somente dois
resistores; ou seja, o método prático aqui descrito é válido somente dois a dois
resistores.

Vejamos como encontrar uma corrente em um circuito resistor em paralelo:

23
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

V I N  RN
I 
R RT
RT
IN   IT
RN
 RT
 I1  R  I T
 1

 I  RT  I
 2 R2 T

Como estamos com resistências paralelas, o valor da resistência total substituída na


formula fica:
R1  R 2
RT 
R1  R 2
  R1R 2 
  R1  R 2 
 I1  
R2
 I T  I1   IT
 R1 R1  R 2

  R1R 2 
  R1  R 2  R1
 2
I   IT  I 2   IT
 R2 R1  R 2

Exemplo: Calcule a corrente em cada resistor, a resistência total e corrente total no


circuito abaixo:

1º Método:

RT = _1 _ = ( 1 + 1 + 1 + 1 + 1 ) =
Req R2 R3 R5 R15 R50

= ( ½ + 1/3 + 1/5 + 1/15 + 1/50 ) = = 0,5 + 0,333 + 0,2 + 0,06666 + 0,020 = 1,12

RT = _1 = 0,892 
1,12

2ª Método:

RT = 2 x 3 = 6 = 1,2 RT1 = RT x 5 =6 = 0,967


2+3 5 RT + 5 6,2

RT2 = RT1 x 15 = RT2 = 0,967 x 15 = 0,909


RT1 + 15 0,967 + 15

24
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

RT3 = RT2 x 50 = RT3 = 0,909 x 50 = 0,892


RT2 + 50 0,909 + 50

7.3 - Associação mista


Associação mista é o tipo de associação onde encontramos tanto elementos em paralelo
como elementos em série.

Para tal devemos desenvolver métodos de resolução, ou seja, resolver o circuito


dividindo ele em partes, onde as partes representam ou equivalem os circuitos em
estudo, ou seja, resolveremos o circuito através de critérios de circuito série e critérios
de circuitos paralelos.

Exemplo Cálculo Circuito Misto:


Calcular o valor da resistência equivalente para o circuito
Dados: R1 = 270  _; R2 = 470  _; R3 = 330 

Solução
Fazendo o paralelo entre R2 e R3, tem-se:

Rp = 470 x 330 = 193,875 


470 + 330

O circuito fica:

Tem-se uma associação série com R1 e Rp, calculando a resistência equivalente dessa
associação:
RM = 270 + 193,875 = 463,875 

O circuito equivalente fica:

25
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Onde RM é o valor da resistência equivalente do circuito misto. RM = 463,9 

7.4 - Conversão estrela (Y) e triângulo () de resistores


Uma associação de resistores em forma de estrela, também conhecida como ípsilon,
pode ser transformada em uma associação triângulo, também conhecida como delta,
para facilitar análise de circuitos. As associações enunciadas são mostradas na figuras
abaixo.

A seguir será apresentada a relação entre as associações estrela e triângulo.

Para transformar uma associação triângulo em estrela tem-se as seguintes relações


entre as resistências:
Ra  Rb Rb  Rc Rc  Ra
R1  R2  R3 
Ra  Rb  Rc Ra  Rb  Rc Ra  Rb  Rc
Observando a figura nota-se que o resistor da associação estrela equivale ao produto
das resistências adjacentes, dividido pela soma das resistências, em triângulo.

Para transformar uma associação estrela em triângulo tem-se as seguintes relações


entre as resistências:

R1  R 2  R 2  R3  R1  R3
Ra 
R2 R1  R 2  R 2  R3  R1  R3
Rc 
R1  R2  R2  R3  R1  R3 R1
Rb 
R3
26
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Observando a figura, nota-se que o resistor da associação triângulo equivale à soma do


produto das resistências tomadas duas a duas, dividida pela resistência oposta em
estrela.

Exemplo
Calcule a corrente I do circuito abaixo.

Solução
1. Tomando os resistores entre os pontos a, b e c, nota-se que é uma associação
triângulo. Transformando esta associação em estrela, conforme a figura abaixo,
consegue-se simplificar o circuito. Então, calculando a transformação.

10  10
R1   2,5
10  10  20
10  20
R2   5,0
10  10  20
10  20
R3   5,0
10  10  20

2. Calculando a resistência total do circuito RT

RT  (10  R1) //(15  R 2)  R3  (10  2,5) //(15  5,0)  5  12,69 

10
Dai, a corrente total será: I  0,79 A
12,69

7.5 – Exercícios propostos: Associação de resistores - Lei de Ohm

1. No circuito apresentado em seguida, qual deve ser o valor da tensão da fonte para
que a corrente I seja de 2A?

27
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

2. Determine a intensidade de corrente no circuito, bem como o seu sentido.

3. Qual deve ser a resistência elétrica de um circuito que, quando alimentado por uma
tensão de 9V, é percorrido por uma corrente de 300mA?

4. O gráfico seguinte representa a curva característica de um resistor. Determine o valor


de sua resistência elétrica e complete os valores que faltam no gráfico.

5. Sabendo que ao aplicarmos a um resistor uma tensão de 24V, circula uma corrente
igual a 20μA, determine a sua resistência e a sua respectiva condutância.

6. Um resistor de 2,2M é percorrido por uma corrente igual a 1OμA. Calcule a queda de
tensão nele.

7. Determine o valor de I para o circuito seguinte:

8. Determine o valor de V para o circuito seguinte:

9. Que corrente passará por um resistor de 100K ligado a uma bateria de 50V?

28
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

10. Qual a condutância de um resistor que, quando submetido a 300V, permite uma
corrente de 1,5mA?

11. No circuito seguinte, coloque um amperímetro e um voltímetro para medir corrente e


tensão, respectivamente, no resistor. Indique as polaridades de cada aparelho.

12. Qual resistor devemos colocar no circuito seguinte para que ele dissipe uma potência
de 2mW?

13. Um chuveiro elétrico tem os seguintes dados de chapa: 220V/4800W. Qual é a


corrente que circula por esse chuveiro?

14. Qual a potência elétrica que o gerador seguinte está gerando?

15. Um resistor de 2K2 está dissipando uma potência de 1W. Qual a corrente que está
circulando pelo resistor?

16. Um resistor de condutância 1mS está dissipando uma potência de 1mW.


Qual a d.d.p. entre os seus terminais?

17. No circuito seguinte a bateria está gerando 2,5W de potência. Qual a potência elétrica
que o resistor está dissipando?

29
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

18. Responda:
a) Qual é a energia consumida em um mês, em KWh, por uma lâmpada de 60W -120V,
ligada em média 8 horas por dia?
b) Qual é a sua resistência elétrica (supor constante).
c) Qual é a potência da lâmpada, se por ela circular uma corrente de 250mA?

19. Tem-se um condutor de cobre (Cu =1,7x10-8 .m) com 1,5 mm2 de seção transversal
na temperatura de 20°C. Determine sua resistência elétrica nos seguintes casos:
a) L = 2m;
b) L = 30km.

20. Tem-se um condutor com resistência igual a 10. Qual será sua nova
resistência se o seu comprimento for duplicado e a sua área reduzida pela
metade?

21. Qual deve ser o diâmetro de um fio de cobre (Cu =1,7x10-8 .m) que possui 10 km de
comprimento? Sabe-se ainda que, quando percorrido por uma corrente de 0,5A, ele
dissipa uma potência de 1W.

22. Qual deve ser o comprimento do fio que constitui a resistência de um chuveiro, cujo
material é nicromo (NiCr=110,7x10-8 .m), de modo que, quando submetido a uma tensão
de 220V, sua potência seja de 4800W? Dado: Afio = 0,2mm2

23. Um fio de manganina possui um diâmetro de 1,5 mm. Calcule o comprimento desse
fio, sabendo que ao aplicarmos uma tensão igual a 9V circula uma corrente de 400mA.
Dados: manganina = 43.10-8 .m

24. Um condutor elétrico possui 900m de comprimento e resistência elétrica de 10,2.


Sabe-se ainda que a sua resistividade é de 1,7x10-8.m. Qual será a potência elétrica
dissipada nesse condutor, quando aplicarmos uma tensão de 51V aos seus terminais?

30
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

ATENÇÃO: Enunciado para as questões 26 a 38: Calcule:

a) Resistência total do circuito


b) Corrente total do circuito ( considerar fonte de 12 V )
c) Potência total do circuito
d) A corrente que circula em cada resistor
e) A tensão em cada resistor
f) A potência dissipada em cada resistor

26.

27.

28.

29.

30.

31.

31
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

32.

33.

34.

35.

36.

37.

38.

32
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

39. Determine R de modo que, quando VAB = 16V, a potência total do circuito vale 6,4W.

40. Do circuito apresentado, determine I, VI, V2, V3, PT e a potência dissipada por cada
resistor.

41. A potência dissipada pelo resistor de 20. vale 0,8W. Determine o valor de R.

42. No circuito, a potência da fonte vale 80W e a potência no resistor de 2 é de 8W,


Determine os valores de V, RI e R2.

43. A potência dissipada total do circuito vale 18W. Determine V, IT e a corrente em cada
resistor.

33
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

44. No circuito seguinte, determine IT, I1' I2, V' e a potência no resistor de 1K.

45. No circuito seguinte, determine V, V' e V".

46. No circuito seguinte, determine a potência fornecida pelo gerador e as potências


dissipadas por cada uma das resistências.

47. Determine R2 e R3" Dado: Pfonte = 80W.

34
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

8 - Capacitores

Capacitores são os componentes onde a característica elétrica predominante é a “


capacidade de armazenar cargas elétricas “.

8.1 - Capacidade elétrica

É definida como a quantia máxima de cargas elétricas que um corpo pode receber ou
perder. Quanto maior for o corpo e quanto mais fácil eletrizá-lo, maior será sua
capacidade elétrica. Em dois corpos de materiais iguais e tamanhos diferentes, o corpo
maior possui maior capacidade.

8.2 - Campo elétrico

É a região de atuação das forças elétricas em corpos carregados eletricamente. A


intensidade do campo elétrico é medida pelo número de linhas de campo por unidade de
área. Nas cargas positivas, as linhas de campo saem do interior para o exterior da carga,
e nas negativas as linhas de campo entram na carga.

Diz-se, por este motivo, que as cargas positivas são as de maior potencial.

8.3 - Simbologia dos Capacitores:

Os símbolos dos capacitores são apresentados na figura

(a) representa os capacitores de valores fixos, sem polaridade;


(b) representa os capacitores de valores fixos onde a placa representada pela curva deve
ter um potencial menor;
(c) representa os capacitores cujo valor da capacitância pode ser variável.

8.4 - A unidade de Medida da Capacitância - Farad [F]

Denominação Símbolo Valor


Micro Farad μF 10-6
Nano Farad F 10-9

Pico Farad PF 10-12

35
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

8.4 - Reatância capacitiva

É a oposição à passagem de corrente alternada provocada por um capacitor.


Tem unidade de resistência ().
1 1
XC  
2   f  C 2   C
OBS:  = Freqüência angular ( radianos / segundo )

8.5 - Exercícios: Reatância capacitiva


1. Calcule a reatância de um capacitor de 100 µF ligado na rede elétrica (60 Hz).

2. Calcule Xc de um capacitor de 10 nf em 1 KHz.

3. Calcule Xc de um capacitor de 47 pf em 995 MHz.

8.6 - Associação em paralelo de capacitores ( // )

A associação em paralelo de capacitores quanto a ligações elétricas segue as mesmas


regras da associação de resistores.

- Capacitância equivalente
A capacitância equivalente é igual à soma das capacitâncias de todos os capacitores em
paralelo, pois, neste caso, as áreas das placas dos capacitores se somam.
Ceq = C1 + C2

8.7- Relação de cargas nos capacitores de uma associação em paralelo

Relação tensão-carga na associação paralelo de capacitores.:


Q=C.V
Como: V1 = V2
Q1 = C1 . V1
Q2 = C2 . V2
Qn = Cn . V
Qt = ∑ Qn (n = número do capacitor)

A carga total da associação é a soma das cargas de cada capacitor.

8.8 - Associação série de capacitores

- Capacitância equivalente
Na associação série de capacitores, Ceq é sempre menor que o menor dos capacitores
da associação.

1 1 1 1 1 C1  C 2
   ou 
Ceq C1 C 2 Cn Ceq C1  C 2

36
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Exercício:
Calcule a capacitância equivalente nas associações abaixo e desenhe os circuitos.

A - 10 uF +22 uF

B - 100 nF + 470 nF

9 - Magnetismo e eletromagnetismo

Serão abordados neste capítulo o magnetismo e o eletromagnetismo.


- Imãs naturais: encontrados na natureza (pedra, magnetita).
- Imãs elementares: menor parte de um imã que mantém suas propriedades (pólos
magnéticos). Todo imã é composto por inúmeros imãs elementares.
- Campo magnético: é a região onde atuam as forças magnéticas.
- Linhas de campo: representam a atuação das forças magnéticas. A quantidade
dessas linhas diz a intensidade do campo magnético (fluxo magnético).

As linhas de campo saem do polo “N” e entram no “S”, externamente ao imã, vão do “S”
para o “N” internamente.

9.1 - Imãs artificiais


Um material não magnetizado possui seus imãs elementares desordenados.

Certos materiais, ao serem submetidos a forças magnéticas, alinham seus imãs


elementares e, após a força externa ser retirada, os imãs elementares não retornam às
posições iniciais e permanecem orientados.

Ao partir um imã em vários pedaços, sempre surgirão novos imãs com pólo N e S. Isso
acontece até que se atinja o tamanho de um imã elementar.

10 - Leis de Kirchhoff

As leis de Kirchhoff permitem solucionar circuitos de qualquer grau de complexidade –


estende-se como solucionar circuitos elétricos a determinação de valores e sentidos de
correntes e de tensões para qualquer dispositivo do circuito.
As leis de Kirchhoff formam o alicerce de toda a análise das redes elétricas e apresentam
vários teoremas como Thévenin, Norton, Superposição e outros.

37
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

10.1 - Definições:

- Nó: Ponto de ligação de um circuito elétrico que possui três ou mais fios de ligação.

- Ramo: Qualquer trecho de um circuito elétrico compreendido entre dois nós


consecutivos.

- Malha: Todo percurso fechado, que compõe uma rede elétrica. Pode ser interna ou
externa. É constituída de pelo menos dois ramos.

- Rede elétrica: Associação de componentes elétricos, ativos ou passivos, interligados


de qualquer maneira, desde que formando malhas. É o mesmo que circuitos elétricos.

Exemplo

Para o circuito elétrico apresentado abaixo, determine as malhas externas e internas, os


ramos e os nós que ele possui:

Observação: os pontos A,C,E e F não são nós.


10.2 – 1ª Lei de Kirchhoff

“A soma das correntes elétricas que entram num determinado nó é igual à soma das
correntes elétricas que saem desse mesmo nó”.

O somatório das correntes que chegam e das que saem é zero. Esta lei também é
conhecida como Lei dos Nós.

Para a figura apresenta em seguida, podemos concluir que

I1  I 4  I 2  I 3  I 5  I 6

38
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

Para esta conclusão, basta aplicar a 1ª Lei de Kirchhoff no nó A.

10.3 – 2ª Lei de Kirchhoff

"A soma das tensões elétricas em uma malha qualquer, em determinadas polaridades, é
sempre igual à soma das tensões elétricas dessa mesma malha em polaridade oposta".
Esta lei também é conhecida como lei das Malhas.
Nas figuras seguintes, podemos concluir que:

No segundo exemplo, podemos aplicar a 2ª Lei de Kirchhoff três vezes, isto é, uma para
cada malha, uma vez que esse circuito possui duas malhas internas e uma externa.

Observação: Devem-se sempre respeitar as polaridades das tensões elétricas


analisadas para a aplicação da 2ª Lei de Kirchhoff.

39
Eletricidade Básica / Qualificação Eletricista Industrial
____________________________________________________________

11 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AIUB, José Eduardo ; RAMOS, Filone Enio. Eletrônica. 11. ed. São Paulo : Erica, 2004.

SENAI/ DN. Apostila Eletrotécnica. Brasília : SENAI, [s. d. ]

SENAI / DN. Eletricidade. Rio de Janeiro : Divisão de Ensino e Treinamento, 1980

(módulos instrucionais: Eletricista instalador 1 – 26)

40

Você também pode gostar