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Drogas Vasoativas na Terapia Intensiva

O documento aborda o uso de drogas vasoativas na terapia intensiva, destacando sua importância no suporte hemodinâmico em condições como choque séptico, cardiogênico e crises hipertensivas. São discutidos os mecanismos de ação, indicações clínicas, dosagens e efeitos adversos de várias drogas, incluindo noradrenalina, adrenalina e dobutamina. A monitorização rigorosa e a escolha adequada da droga são essenciais para otimizar a resposta hemodinâmica do paciente.

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Drogas Vasoativas na Terapia Intensiva

O documento aborda o uso de drogas vasoativas na terapia intensiva, destacando sua importância no suporte hemodinâmico em condições como choque séptico, cardiogênico e crises hipertensivas. São discutidos os mecanismos de ação, indicações clínicas, dosagens e efeitos adversos de várias drogas, incluindo noradrenalina, adrenalina e dobutamina. A monitorização rigorosa e a escolha adequada da droga são essenciais para otimizar a resposta hemodinâmica do paciente.

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INTERNATO

DROGAS
VASOATIVAS
DISCENTES

1. Géssica Brito Duarte


2. Mariana Tavares Luna
DEFINIÇÃO E CONTEXTO

Drogas Vasoativas são medicamentos capazes de


modular a pressão arterial, contratilidade
miocárdica, resistência vascular sistêmica e
distribuição do fluxo sanguíneo, sendo
fundamentais na terapia intensiva para suporte
hemodinâmico.
INDICAÇÕES CLÍNICAS
1. Estado de choque - séptico,
cardiogênico, hipovolêmico,
neurogênico, obstrutivo
2. Insuficiência Cardíaca
descompensada
3. Parada Cardiorrespiratória
4. Crises hipertensivas
5. Disfunção ventricular direita
6. Hipotensão refratária em Dado o impacto dessas drogas na
anestesia e sedação profunda. hemodinâmica,
seu uso exige conhecimento detalhado
da fisiologia cardiovascular e
monitorização rigorosa.
FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR E HEMODINÂMICA

DETERMINANTES DA PA E DC

A pressão arterial é o débito cardíaco são


regulados por múltiplos fatores:
PA = DC X Resistência Vascular Sistêmica
(RVS)
DC = Volume Sistólico (VS) X FC
VS depende da pré carga, contratilidade, e
pós carga
FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR E HEMODINÂMICA

TIPOS DE CHOQUE E
ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS

VOLUME
TIPO CHOQUE PA DC RVS
INTRAVASCULAR

Baixa↓ Elevado/Baixa Baixa↓ Normal/Baixa


SÉPTICO

CARDIOGÊNICO Baixa↓ Baixa↓ Elevado Normal

HIPOVOLÊMICO Baixa↓ Baixa↓ Elevado Baixa↓

NEUROGÊNICO Normal/Baixa Baixa↓


Baixa↓ Normal

OBSTRUTIVO Baixa↓ Baixa↓ Elevado Normal


FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR E HEMODINÂMICA

RECEPTORES ADRENÉRGICOS
E SEUS EFEITOS

TIPO CHOQUE PA DC

Vasos sanguíneos VC- PA elevada


Alfa 1

Alfa 2 SNC e vasos Inibição da liberação de


Noradrenalina - PA baixa

↑contratilidade cardíaca
Beta 1 Miocárdio
e FC

Pulmões, vasos
Beta 2 VD e broncodilatação
musculares
Vasos renais e
D1/D2 VD esplâncnica e renal
mesentéricos
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

VASOPRESSORES 1. NORADRENALINA

MECANISMO: agonista alfa 1 potente e beta 1


moderado
EFEITO: VC intensa, discreto aumento da
contratilidade
INDICAÇÃO: 1ª escolha no choque séptico e
choque cardiogênico com PAS < 90mmHg
DOSE: 0,05 a 2 mcg/kg/min
EFEITOS ADVERSOS: isquemia periférica,
arritmias, hipoperfusão esplâncnica
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

VASOPRESSORES 2. ADRENALINA

MECANISMO: agonista alfa 1, beta 1 e beta 2


EFEITO: VC intensa, aumento da
contratilidade cardíaca e broncodilatação
INDICAÇÃO: choque anafilátic, PCR, choque
séptico refratário, choque cardiogênico grave
DOSE: 0,01 a 0,5 mcg/kg/min (infusão
contínua) ou 1mg IV a cada 3-5 min PCR
EFEITOS ADVERSOS: Taquiarritmia,
hiperglicemia, acidose metabólica
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

VASOPRESSORES 3. VASOPRESSINA

MECANISMO: agonista do receptor V1 -> VC


independente do sistema adrenérgico
EFEITO: aumento da PA sem causar
taquicardia significativa
INDICAÇÃO: choque séptico refratário à
noradrenalina
DOSE: 0,01 a 0,04 U/min
EFEITOS ADVERSOS: hiponatremia, isquemia
esplâncnica, necrose digital
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

INOTRÓPICOS 1.DOBUTAMINA

MECANISMO: agonista beta 1 seletivo


EFEITO: aumento da contratilidade cardíaca e
do DC sem grande alteração da PA
INDICAÇÃO: choque cardiogênico,
insuficiência cardíaca descompensada
DOSE: 2 a 20 mcg/kg/min
EFEITOS ADVERSOS: taquiarritmia, aumento
do consumo de O2 pelo miocárdio
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

INOTRÓPICOS 2.MIRINONA

MECANISMO: inibidor fosfodiesterase III ->


aumento do AMPc -> aumento da
contratilidade miocárdica e vasodilatação
periférica
INDICAÇÃO: choque cardiogênico com
resistência vascular sistêmica elevada
DOSE: 0,25 a 0,75 mcg/kg/min
EFEITOS ADVERSOS: hipotensão, arritmias
ventriculares
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

VASODILATADORES 1.NITROPRUSSIATO
DE SÓDIO
MECANISMO: doação de óxido nítrico ->
vasodilatação arterial e venosa
INDICAÇÃO: crises hipertensivas, edema
pulmonar hipertensivo
DOSE: 0,3 a 5 mcg/kg/min
EFEITOS ADVERSOS: intoxicação por
cianeto, hipotensão grave
FARMACOLOGIA DAS PRINCIPAIS
DROGAS VASOATIVAS

VASODILATADORES 2.NITROGLICERINA

MECANISMO: vasodilatação venosa (doses


baixas) e arterial (doses altas)
INDICAÇÃO: síndrome coronariana aguda,
insuficiência cardíaca congestiva
DOSE: 5 a 200 mcg/min
EFEITOS ADVERSOS: taquifilaxia, cefaleia,
hipotensão
APLICAÇÃO CLÍNICA

TIPO DE CHOQUE 1ª LINHA 2ª LINHA CONDIÇÕES ESPECIAIS


Dobutamina se disfunção
SÉPTICO Noradrenalina Vasopressina ou adrenalina
miocárdica
Dobutamina
CARDIOGÊNICO (+/- noradrenalina) Milrinona (se RVS ↑) Vasopressores se PAS<90mmHg

Noradrenalina
HIPOVOLÊMICO Reposição volêmica (se refratário)
Evitar inotrópicos isolados

NEUROGÊNICO Noradrenalina Vasopressina


Associar volume

OBSTRUTIVO Tratar causa primária Noradrenalina Adrenalina em TEP maciço

A escolha da droga vasoativa ideal depende da


etiologia do choque, das condições clínicas do
paciente e da resposta hemodinâmica
esperada.
MONITORIZAÇÃO DA
TERAPIA COM
DROGAS
PARÂMETROS A SEREM AVALIADOS
VASOATIVAS
1.PA MÉDIA:
4. LACTATO E SATURAÇÃO VENOSA
Meta ≥ 65mmHg no choque séptico
Em idosos ou hipertensos crônicos, CENTRAL DE 02
pode ser necessário uma PAM maior Lactato: Meta < 2 mmol/L
2.DC E ÍNDICE CARDÍACO Scv02: Meta > 70% (se baixa, pode
Normal = 4-8 L/min ou 2,5-4 L/m2
indicar hipoperfusão)
Medido por termodiluição ou
ecocardiografia 5.PADRÃO DE PERFUSÃO PERIFÉRICA
3.PRESSÃO VENOSA CENTRAL OU Pele quente e perfundida -> efeito
PRESSÃO CAPILAR PULMONAR vasodilatador predominante
PVC = 8-12 mmHg -> choque séptico
Extremidades frias e cianóticas ->
PCP = 12-18 mmHg -> choque
cardiogênico excesso de vasoconstrição
CHOQUE SÉPTICO
Surviving Sepsis Campaign - 2021
Doputamina
Se houver disfunção miocárdica - débito
cardíaco baixo e pressão adequada
Noradrenalina
Como primeira linha Meta ressucitação
melhor sobrevida em PAM ≥ 65 mmHg e
comparação com dopamina normalização do lactato Corticosteroide
Hidrocortisona 200 mg/dia
Vasopressina em choque séptico refratário
Como segunda linha
especialmente se PAM refratária
CHOQUE CARDIOGÊNICO
Guidelines ESC - 2023
Noradrenalina
Em casos de hipotensão severa
PAS < 90 mmHg
Doputamina
Recomendada como inotrópico
inicial
Assistência
circulatória mecânica

Milrinona Pode ser necessária em casos


Pode ser usada se resistência refratários
vascular sistêmica elevada
COMPLICAÇÕES FREQUENTES
1.TAQUIARRITMIAS - fibrilação atrial,
TV, FV

Associadas ao uso de adrenalina,


dobutamina e dopamina
MANEJO: reduzir a dose, administrar beta
bloqueadores (cautela na IC)

2.HIPOPERFUSÃO PERIFÉRICA E
ISQUEMIA DIGITAL
Ocasionada por noradrenalina e
vasopressina em doses elevadas
MANEJO: redução da dose, avaliar
antagonistas alfa (fentolamina)
COMPLICAÇÕES FREQUENTES
3.HIPERTENSÃO SEVERA

Relacionada ao uso de noradrenalina e


fenilefrina
MANEJO: reduzir a dose, associar
vasodilatadores como nitroglicerina

4.ACIDOSE LÁTICA

Ocorre com adrenalina e dobutamina


devido ao aumento do metabolismo
anaeróbico
MANEJO: redução da dose e otimizar
perfusão tecidual
REFERÊNCIAS
AMERICAN HEART ASSOCIATION (AHA). 2020 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation, v. 142, n. 16_suppl_2, p.
S366-S468, 2020. Acesso em: 11 fev. 2025.

BROWN, Steven M.; ALDEN, Sharon M.; WELLS, Quinn S. Vasopressors and Inotropes in the Intensive Care Unit: Current Practices and Future Directions. Critical Care Medicine, v. 49, n. 5, p. 748-
760, 2021.

DUNSER, Martin W.; TAKALA, Jukka; BAILEY, Matt; et al. Vasopressor support in critically ill patients: an international survey. Intensive Care Medicine, v. 39, n. 6, p. 975-983, 2013.

GÓMEZ, Hernando; KELLUM, John A.; PERNER, Anders; et al. The evolution of the use of vasopressors in septic shock: a historical and physiologic perspective. Critical Care, v. 23, n. 1, p. 1-11,
2019.

INTERNATIONAL GUIDELINES FOR MANAGEMENT OF SEPSIS AND SEPTIC SHOCK. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock: 2021.
Critical Care Medicine, v. 49, n. 11, p. e1063-e1143, 2021. Disponível em: https://journals.lww.com/ccmjournal/Fulltext/2021/11000/Surviving_Sepsis_Campaign_International_Guidelines.20.aspx.
Acesso em: 11 fev. 2025.

MARTÍN-DELGADO, Maria C.; MARTÍNEZ-SOLANO, Laura; CABALLERO, J.; et al. Vasopressors and inotropes: selection and management in septic shock. Medicina Intensiva, v. 45, n. 1, p. 20-30,
2021.

RHODES, Andrew; EVANS, Laura E.; ALHAZZANI, Waleed; et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock: 2016. Intensive Care Medicine, v.
43, p. 304-377, 2017.

VAN DIEPEN, Scott; KATZ, J. N.; ALBERT, Nancy M.; et al. Contemporary Management of Cardiogenic Shock: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, v. 136, n. 16,
p. e232-e268, 2017.
OBRIGADA!

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