UNIME - GRADUAÇÃO EM MEDICINA
INTERNATO DE SAÚDE DA FAMÍLIA
DISCIPLINA SAÚDE COLETIVA
QUESTIONÁRIO RESPONDIDO
ALUNA: Bruna Luisa de Souza Viana Lima
FACULDADE: UNIME – 9º SEMESTRE
Questões de reposição – aula 26/02
Questão 1. Indique se verdadeiro ou falso:
I. Os valores absolutos descrevem eventos localizados, por exemplo o número de casos ( V )
II. Os valores relativos não servem para comparar eventos entre populações distintas ( F )
III. Indicadores são valores relativos e permitem comparar áreas diferentes ( V )
Questão 2. No CCVP2, um médico gostaria de introduzir a prática de realização de grupos de pessoas com
diabete, mas precisa saber qual a prevalência de diabete na região coberta pela sua equipe. As informações
de que ele necessita para calcular esse indicador estão listadas abaixo, bem como a interpretação deste
indicador. Escolha a alternativa CORRETA:
(A) quantidade de pessoas com diabete confirmada e populaçãohabitante da sua região adscrita. Magnitude
e população exposta ao risco.
(B) número de pessoas com diabete que fazem uso de medicação no município e a sua população.
Magnitude da doença.
(C) número de adultos com mais de 65 anos, faixa etária de maior risco para a diabete e a população
correspondente. População que não pratica ações de prevenção à doença.
(D) número de usuários que foram atendidos na unidade que tiveram diagnóstico de diabete. População
exposta ao risco.
(E) quantidade de pessoas que usam medicamento para diabete, cadastrada na unidade de saúde. População
exposta ao risco.
Questão 3. Em um município, no último dia do ano de 2019 existiam 235 casos de diabetes, no ano
seguinte, 30 novos casos foram diagnosticados. Neste mesmo ano, 4 pessoas que já possuíam diabetes
mudaram-se para esse município, sendo que do total de casos desse município, 3 foram a óbito. Qual a
prevalência dessa doença por mil habitantes em 31/12/2020?
População do município:
31/12/2019 – 150.000 habitantes
01/07/2020 – 153.000 habitantes
31/12/2020 – 156.000 habitantes
a) 1,50 b) 1,53 c) 1,67 d) 1,70 e) 1,73
Fonte: https://www.unesc.br/downloads/provasanteriores/G_RESMED2022_1_P_ADF.pdf Centro
Universitário do Espírito Santo - Processo Seletivo para Residência Médica
Questão 4. Segundo dados do Boletim Epidemiológico 135 – Boletim COE coronavírus - semana
epidemiológica (SE) 41 (9/10 a 15/10/22), “a média móvel de casos registrados foi de 4.236, enquanto na
SE 40 (8/10 a 14/10/2022), foi de 5.788, ou seja, houve uma redução de 47 % no número de casos novos
na semana atual. Quanto aos óbitos, a média móvel de óbitos registrados na SE 41 foi de 44,
representando uma redução de 47% em relação à média de registros da SE 40”. BRASIL. Ministério da
Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim epidemiológico especial 135: doença pelo novo
coronavírus (Covid-19). 2022, com adaptações. Considerando o texto apresentado, a medida que descreve
o número de novos casos de determinadas doenças em um território denomina-se:
A-Incidência;
B-Prevalência;
C-Ocorrência;
D-Frequência
BASEADA EM: Questão 41 da prova: SMS-SP Acesso Direto
2022. https://cdn.medblog.estrategiaeducacional.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Programa-001-
Acesso-Direto-Tipo-A.pdf
Questão 5. A epidemiologia é fundamental para definir estratégias de prevenção e controle em saúde
coletiva. Para isso utiliza métodos quantitativos para estudar a ocorrência de doenças nas populações
humanas. Nesse sentido, é correto afirmar que:
a) prevalência indica o número de casos novos ocorridos em um certo período de tempo em uma população
específica, enquanto incidência refere-se ao número de casos (novos e velhos) encontrados em uma
população definida em um determinado ponto no tempo.
b) os indicadores de saúde são expressos em taxas, coeficientes e proporções e tem sido usados com o
objetivo de avaliar sob o ponto de vista sanitário, a higidez de agregados humanos. Paradoxalmente, para
isso utiliza-se a expressão da ausência de saúde.
c) prevalência é o número de casos antigos divididos pelo total de casos novos de tal doença dividido pelo
total de pessoas expostas ao risco (população da área no mesmo período).
d) determinantes de saúde referem-se a aspectos de hábitos pessoais e comportamentais do indivíduo, que
estão associados ao aumento da probabilidade de ocorrência de alguma doença.
e) letalidade é um indicador global de saúde, útil para investigar padrão de higidez de uma população.
Fonte: https://www3.uepa.br/seletivo/rmed2021/Resmed2021_boletim_GrupoA.pdf
Questão 6. Um investigador fez um estudo para conhecer qual a prevalência de infecção por Clamídia na
população, além disso, o pesquisador desejava saber qual a relação da prevalência com o uso de
anticoncepcionais orais. Para isso, o investigador definiu a população em estudo, ou seja, a população alvo,
neste caso, as mulheres atendidas num determinado serviço de ginecologia de um hospital central. Em
seguida, ele selecionou uma amostra de 200 mulheres. Posteriormente, o pesquisador escolheu as
características que queria estudar através do registro da história de uso de anticoncepcionais orais no último
ano. Realizou, também, sab vaginal para posterior exame microbiológico. O pesquisador demorou cerca de
6 meses para examinar todas as mulheres pertencentes à amostra.
Os resultados obtidos foram:
- 60 mulheres apresentavam história de uso de anticoncepcionaisorais no último ano, tendo 20 delasexames
de Cultura para Clamídia positive;
- 140 mulheres não tinham história de uso de anticoncepcionais orais, apresentando 10 delas exames de
Cultura positivos;
Diante desta informação, responda:
a) Qual a prevalência das mulheres que usam anticoncepcional com exame de cultura positivo?
33,33%
b) Qual a prevalência de mulheres que não usavam anticoncepcional com exame de Cultura positivo?
7,14%
c) Qual a prevalência de mulheres com Clamídia entre as mulheres participantes do estudo? 15%
Questão 7. O advento dos hipoglicemiantes orais, no tratamento do diabetes, propicia maior sobrevida ao
doente. O que se pode esperar da taxa de prevalência de diabetes, na comunidade?
R: A prevalência tende a aumentar, pois, com o aumento da sobrevida devido ao tratamento mais eficaz, a
taxa de óbitos diminui. Isso significa que, como a doença é crônica e os pacientes vivem por mais tempo,
o número de casos diagnosticados tende a crescer, já que a detecção depende, em parte, do número de
óbitos, que agora se reduz.
Questão 8. Em uma determinada área geográfica, em 31/12/2000, existiam 60 casos de hanseníase. Em
31/12/2005 um estudo mostrou a existência de 68 casos de hanseníase. Houve aumento de prevalência de
hanseníase nessa área geográfica?
R: Não é possível afirmar que houve aumento na prevalência de hanseníase apenas com base no número
absoluto de casos, que passou de 60 para 68. Para determinar se houve aumento, é necessário avaliar a
proporção desses casos em relação à população total, ou seja, calcular a prevalência em cada data e
comparar as duas proporções.
Questão 9. Observando a tabela abaixo, responda se os dados mostrados no exercício 4 significam
aumento de prevalência de hanseníase naquela área geográfica. Comente.
População da determinada área geográfica em diferentes datas:
DATA Total de habitantes
31/12/2000 30.000
31/12/2005 34.000
R: A prevalência de hanseníase, que é a proporção de casos na população, foi de 0,2% tanto em 2000
quanto em 2005. Isso significa que, apesar do aumento absoluto no número de casos (de 60 para 68), o
aumento da população de 30.000 para 34.000 habitantes compensou esse aumento. Portanto, não houve
aumento na prevalência da hanseníase, já que a proporção de pessoas com a doença em relação à população
permaneceu constante.
Questão 10. Conforme Boletim Epidemiológico Nº. 184, de 2020, da Secretaria Estatual de Saúde do Rio
Grande do Norte-RN, até o dia 6 de outubro de 2020, o RN apresentou 71.043 casos confirmados e 2.406
óbitos registrados de Covid -19. A população estimada pelo IBGE para o RN, em 2020, é de 3.534.165
pessoas. Considerando essas informações, em relação à Covid-19, o Rio Grande do norte tem,
aproximadamente, uma taxa de
(Dados disponíveis em: https://portalcovid19.saude.rn.gov.br/wpcontent/uploads/2020/04/184-boletim-
covid_06_10_20-1-1.pdf ),
a) mortalidade de 20 por 100.000 habitantes.
b) mortalidade de 3,4 por 100.000 habitantes.
c) letalidade de 0,68%.
d) letalidade de 3,4%.
Fonte: http://comperve.ufrn.br/conteudo/residencias/medica2021/provas/prova_geral.pdf UFRN;
Residência Médica 2021; Prova Geral
Questão 11. A população da região administrativa de Ribeirão Preto estimada para 01/07/1996, foi de
1.635.000 habitantes, sendo 428.000 o número de mulheres entre 15 e 45 anos. Neste mesmo ano ouve
42.805 nascidos vivos e 630 nascidos mortos. Ocorreram ainda 11.582 óbitos:
-41 óbitos por doenças ligadas à gestação, e parto e puerpério;
-4.068 óbitos por doenças cardiovasculares;
-1160 óbitos por doenças infecciosas, das quais 488 por enterites e outras doenças diarreicas;
-6.976 óbitos de indivíduos com idade maior ou igual a 50 anos;
-1.968 óbitos de menores de 1 ano, dos quais 237 foram neonatais precoce, 457 neonatais tardio.
Calcule:
a) Coeficiente geral de mortalidade;
b) Coeficiente de mortalidade materna;
c) Coeficiente de mortalidade infantil;
d) Coeficiente de mortalidade perinatal.
e) Coeficiente de mortalidade específico por doenças cardiovasculares.
f) Coeficiente de mortalidade proporcional por doenças cardiovasculares.
g) Coeficiente de mortalidade proporcional por idade ≥ 50 anos (Índice de Swaroop-Uemura.