SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MEC - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRET. DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO / CAMPUS BELO JARDIM - PE
Rua Sebastião Rodrigues da Costa, s/n - Bairro São Pedro - Belo Jardim / PE - CEP: 55155-730 PABX: 81 3726-1355
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SISTEMA DE PRODUÇÃO DA ALFACE
WALLANCY SILVA MACIEL DO NASCIMENTO
BELO JARDIM
2023
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MEC - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRET. DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO / CAMPUS BELO JARDIM - PE
Rua Sebastião Rodrigues da Costa, s/n - Bairro São Pedro - Belo Jardim / PE - CEP: 55155-730 PABX: 81 3726-1355
RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SISTEMA DE PRODUÇÃO DA ALFACE
Relatório apresentado ao Instituto Federal de
Pernambuco - Campus Belo Jardim, pelo
estudante Wallancy Silva Maciel do Nascimento,
como requisito para obtenção do título de
Técnico em Agropecuária.
Orientador: Rosemberg de Vasconcelos Bezerra
BELO JARDIM
2023
Estagiário
Nome: Wallancy Silva Maciel do Nascimento
Curso: Técnico em Agropecuária
Endereço: Rua Alfredo Matias da Silva
Município e Estado: Belo Jardim - Pernambuco
Telefone: (81) 98233-3696
E-mail: wallancysilva22@[Link]
Empresa
Nome: Instituto Federal de Pernambuco Campus Belo Jardim
Endereço: Av. Sebastião Rodrigues da Costa, s/n – Bairro: São Pedro.
Município e Estado: Belo Jardim - Pernambuco
CNPJ: 10.767.239/0006-50
CEP: 55145-065
Fone: (81) 3411-3201
Estágio
Área de realização: IFPE Belo Jardim / Olericultura
Professor orientador: Rosemberg de Vasconcelos Bezerra
Supervisor de estágio na empresa: Rosemberg de Vasconcelos Bezerra
Carga horária total: 200 horas
Período do estágio: De Março a Abril de 2023
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho primeiramente a Deus, aos meus
familiares por ter me dado todo apoio e a todos que me
ajudaram de forma direta ou indireta para a finalização
desse curso.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradecer a Deus, aos meus familiares por todo o incentivo
durante esta longa caminhada e por terem me educado de forma tão correta e a mim
mesmo porque trabalhei muito.
Ao IFPE Campus Belo Jardim, pelo aprendizado em diversas áreas e pelos
ensinamentos como ser humano e por todos os amigos que me proporcionou e que me
receberam e me trataram muito bem.
Agradecer especialmente a professora Joseane Brito por todo apoio para
conclusão deste curso, e, pelos conhecimentos passados em sala de aula.
Obrigado a todos!
Sumário
1. INTRODUÇÃO 7
[Link] 8
3. ATIVIDADES REALIZADAS 9
3.1 Localização da área de cultivo 9
3.2 Preparo do solo 9
3.3 Marcação da área e formação dos canteiros 9
4. Tratos culturais 11
4.1 Formação das mudas 11
4.2 Transplante 12
4.3 Irrigação 13
4.4 Adubação orgânica 13
4.5 Cobertura morta 14
4.6 Pragas e doenças 14
4.7 Colheita 14
1. INTRODUÇÃO
A alface (Lactuca sativa) pertence à família Asteráceas e teve sua origem na
região do Mediterrâneo. Conhecida desde 4.500 a.C. no antigo Egito, chegou ao Brasil
no século XVI através dos portugueses. É a hortaliça folhosa mais consumida no país,
com folhas presas a um pequeno caule e uma ampla variedade de cores, do verde ao
roxo.
Essa planta é herbácea, delicada, com caule pequeno, e as folhas crescem em
roseta ao redor do caule, podendo ser lisas ou crespas, formando ou não uma cabeça. A
cor das folhas varia conforme a variedade e a cultura, abrangendo vários tons de roxo e
verde.
O ciclo vegetativo da alface vai desde a germinação das sementes até a floração,
mas a fase comercialmente viável se encerra quando as folhas atingem seu tamanho
máximo. É uma cultura anual que floresce em dias longos e temperaturas quentes na
etapa reprodutiva, que começa com o pendoamento. Se houver dias curtos e
temperaturas mais baixas, a etapa vegetativa é favorecida.
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[Link]
Geral:
Apresentar a cultura da alface (Lactuca sativa L.) e explanar sobre as principais
exigências para seu sistema de produção, desde o planejamento até a colheita.
Específicos:
● Abordar os principais aspectos sobre a cultura;
● Realizar um levantamento sobre as recomendações técnicas para o
cultivo da alface mimosa roxa.
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3. ATIVIDADES REALIZADAS
3.1 Localização da área de cultivo
O estágio foi realizado no IFPE (Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de Pernambuco), no Campus de Belo Jardim. A área destinada para
produção de hortaliças foi 40x40, totalizando 1600 m2.
3.2 Preparo do solo
O preparo do solo consistiu apenas na gradagem do terreno, visando a
construção dos canteiros destorroados.
3.3 Marcação da área e formação dos canteiros
Para o levantamento dos canteiros foi utilizado trena, piquetes e barbante.
Os canteiros foram construídos com 1 metro de largura, 5 metros de
comprimento, a altura variou em média de 25 e 30 cm objetivando a drenagem afim de
evitar risco de alagamento comum na área de cultivo em épocas de precipitações
intensas (Figura 2 e 3).
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Entre cada canteiro foi deixado 50 cm de espaço que consistiu nas áreas de
circulação.
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4. Tratos culturais
4.1 Formação das mudas
As mudas foram formadas na sementeira da UEP de Olericultura utilizando
bandejas de polietileno de 200 células, os quais foram preenchidos com substrato
(material com fontes orgânicas e minerais, para crescimento das plantas), produzidos
através da mistura de três partes de esterco de gado curtido e uma parte de areia.
A semeadura foi feita no centro da célula, na profundidade de 0,5 cm. Em
seguida,
cobriu-se as sementes com o próprio substrato.
A irrigação das bandejas foi realizada de duas a três vezes ao dia, dependendo da
condição climática, evitando-se o excesso de água, o que favorece o aparecimento de
pragas e a lixiviação (perda) de nutrientes.
A germinação ocorreu por volta de 8 dias após a semeadura (DAS). Aos 15 DAS
foi realizada a repicagem permanecendo em crescimento na casa de vegetação até os 30
DAS.
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4.2 Transplante
F
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Aos 30 dias, quando as mudas atingiram 4 folhas definitivas, procedeu-se o
transplante para o local definitivo. No canteiro, as mudas foram transplantadas
obedecendo espaçamento de 30 x 30 cm.
O canteiro foi irrigado no dia do transplante para evitar danos à raiz principal
durante a operação, evitando também ao máximo o “choque do transplante”.
O Transplante foi realizado as horas com temperaturas mais amenas, ou seja,
início e final do dia. As mudas foram plantadas na profundidade de, aproximadamente,
3 cm, para que pudesse ser acomodado todo o torrão.
4.3 Irrigação
O sistema de irrigação adotado durante o período de cultivo foi o de
microaspersão por apresentar dentre outras vantagens, o controle da água aplicada,
economia de água, alta eficiência no uso da água (eficiência de 90%), manutenção da
umidade do solo próximo à capacidade de campo, distribuição lenta e uniforme, baixo
consumo de energia.
A frequência da irrigação foi de 2 vezes ao dia, início e final do dia, com
duração de 1 hora cada.
4.4 Adubação orgânica
A adubação para correção e manutenção da fertilidade do solo foi realizada
através de esterco de gado curtido. Para cada canteiro de 5 m 2 foi adicionado 50 kg de
esterco.
4.5 Cobertura morta
O uso de cobertura morta objetivou afetar positivamente a qualidade física,
química e biológica do solo, protegendo-o do impacto direto das gotas de chuva ou
irrigação nas partículas do solo, reduzindo a erosão, controlando o aparecimento de
plantas espontâneas e criando condições ideais para o crescimento das raízes.
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Esta prática consistiu em cobrir o solo com capim triturado oriundo das sobras
do arraçoamento da UEP de Bovinocultura., foi utilizado 10 kg de cobertura morta por
m2 de canteiro. A espessura da cobertura morta sobre os canteiros foi de,
aproximadamente, 3 cm.
4.6 Pragas e doenças
Não foi constatada a presença de pragas e doenças durante o período de estágio.
4.7 Colheita
A colheita iniciou-se aos 30 dias após o transplante. As plantas foram cortadas
rente ao solo, em seguida, eliminam-se as folhas baixeiras, que se encontravam
danificadas.
Por fim, a produção foi encaminhada para o refeitório do Campus para a
alimentação dos estudantes.
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BIBLIOGRAFIA CONSUTADA
COSTA C. P; SALA, F. C. A evolução da alfacicultura brasileira. Horticultura
Brasileira 23. 2005.
FILGUEIRA, F.A.R. Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na
produção e comercialização de hortaliças. Viçosa, editora UFV, 2000. 402p.
FURLANI, P. R. Cultivo de alface pela técnica de hidroponia - NFT. Campinas:
IAC, 1995. 18 p. (IAC. Documentos, 55).
LÉDO, F. J. S.; SOUSA, J. A.; SILVA, M. R. Desempenho de cultivares de alface no
estado do Acre. Horticultura Brasileira, Brasília, DF, v. 18, p. 225-228, 2000.
MURAYAMA, SHIZUTO. Horticultura. Ed. Campinas, Instituto Campineiro de
Ensino Agrícola. 1983. 321p.
RESENDE, F. V.; SAMINÊZ, T. C. O.; VIDAL, M. C.; SOUZA, R. B.; CLEMENTE,
F. M. V. Cultivo de alface em sistema orgânico de produção. Brasília, DF: Embrapa
Hortaliças, 2007. 16 p. (Embrapa Hortaliças. Circular Técnica, 56).
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