01.
(UNIVESP) Leia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder a
questão.
Uma característica do estilo de Machado de Assis que pode ser observada nesse trecho diz
respeito ao modo como o narrador
a) se limita à descrição psicológica, sem mencionar qualquer traço físico do personagem.
b) anuncia um fato de ordem coletiva como se fosse uma experiência pessoal.
c) faz comentários sobre o próprio texto e conversa diretamente com o leitor.
d) não se envolve afetivamente com a história, o que retira o teor ficcional do relato.
e) não emite juízos de valor, como se os fatos se dessem a conhecer sem intermediários.
02. (UFRGS) Leia o segmento abaixo.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do segmento acima, na ordem
em que aparecem.
a) Rita Baiana – Capitu – Pombinha
b) Capitu – Rita Baiana – Pombinha
c) Pombinha – Capitu – Rita Baiana
d) Pombinha – Rita Baiana – Capitu
e) Rita Baiana – Pombinha – Capitu
04. (PUC-PR) Leia o trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Segundo o texto, pode-se afirmar que, após narrar sua história, Bentinho, o
narrador-protagonista:
a) conclui que Capitu já possuía, em criança, os traços psicológicos que a
caracterizariam na idade adulta.
b) apesar de concluir que Capitu o traiu, deve, inspirado na Bíblia, perdoar a ela e a
Escobar, seu melhor amigo.
c) não tem certeza de que Capitu o traiu, embora acredite que ela tenha se
transformado muito desde a adolescência, aparecendo quando adulta como uma cigana
traiçoeira e dissimulada.
d) chega à conclusão de que Capitu nunca o traiu e que tudo não passou de sua
imaginação.
e) constata que Capitu e seu amigo Quincas Borba mantinham um caso desde a
adolescência.
05. (UNESP) No romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, Bentinho vive uma
incerteza: Ezequiel, seu filho com Capitu, é mesmo seu filho biológico ou Capitu teria
cometido adultério com Escobar?
Com relação à identificação do pai biológico de Ezequiel, a partir dos dados da tipagem
sanguínea, é correto afirmar que
a) permaneceria a dúvida, pois os tipos sanguíneos de Sancha e de sua filha indicam
que Escobar ou tinha sangue tipo O Rh+, e nesse caso ele, mas não Bentinho, poderia ser o
pai, ou tinha sangue tipo AB Rh–, o que excluiria a possibilidade de Escobar ser o pai de
Ezequiel.
b) permaneceria a dúvida, pois os tipos sanguíneos dos envolvidos não permitem
excluir a possibilidade de Bentinho ser o pai de Ezequiel, assim como não permitem
excluir a possibilidade de Escobar o ser.
c) permaneceria a dúvida, pois, no que se refere ao sistema ABO, os resultados
excluem a possibilidade de Escobar ser o pai e indicam que Bentinho poderia ser o pai de
Ezequiel; mas, no que se refere ao sistema RH, os resultados excluem a possibilidade de
Bentinho ser o pai e indicam que Escobar poderia sê-lo.
d) seria esclarecida a dúvida, pois, tanto no sistema ABO quanto no sistema RH, os
resultados excluem a possibilidade de Bentinho, mas não de Escobar, ser o pai de Ezequiel.
e) seria esclarecida a dúvida, pois os tipos sanguíneos de Ezequiel e da filha de Sancha
indicam que eles não poderiam ser filhos de um mesmo pai, o que excluiria a possibilidade
de Escobar ser o pai de Ezequiel.
07. (UFVJM) No que diz respeito à obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, é correto
afirmar que
a) o romance, caracterizado pela ironia, estabelece uma relação intertextual com a
tragédia Édipo Rei, de Sófocles.
b) o tema do adultério, tratado de forma ambígua ao longo do romance, é decifrado ao
fim da narrativa, quando Capitu confessa a traição ao marido.
c) o título do romance advém de um apelido atribuído ao narrador, Bentinho:
“Dom” é um termo irônico que atribui ao personagem “fumos de fidalgo”, enquanto
“Casmurro” caracteriza alguém “calado e metido consigo”.
d) ao optar pela temática do adultério, Machado de Assis retoma as características
árcades de seus primeiros romances, priorizando a caracterização de personagens
idealizados e que se entregam à paixão amorosa.
08. (PUC-PR) Com base nessa declaração, é CORRETO afirmar:
a) é um romance da fase romântica do autor, mas que já ostenta caraterísticas realistas,
como a análise crítica da sociedade.
b) neste romance assistimos à transição entre o romantismo inicial de Machado de Assis
e o realismo de sua segunda fase, pois temos um par romântico, Bentinho e Capitu, ao
mesmo que tempo que uma análise cortante da sociedade do Segundo Império.
c) é um romance que, ainda que realista, deixa transparecer traços românticos, como a
linguagem metafórica e a idealização dos personagens.
d) Dom Casmurro, assim como os demais romances da fase madura de Machado
de Assis, não é necessariamente um romance realista clássico: ao contrário deste, é
narrado em primeira pessoa e está cheio de digressões narrativas.
e) é uma narrativa que, sob a roupagem do realismo mais estrito, apresenta um
profundo simbolismo, que se manifesta em personagens arquetípicos e na trama cheia de
peripécias e reviravoltas.
09. (Mackenzie) Sobre o trecho acima, retirado do romance Dom Casmurro, escrito por
Machado de Assis, assinale a alternativa correta.
Sobre o trecho acima, retirado do romance Dom Casmurro, escrito por Machado de Assis,
assinale a alternativa correta.
a) As conclusões de Bentinho, o narrador do romance, e a fala de José Dias atestam,
sem sombra de dúvidas, o quanto a personagem Capitu, leviana e fútil, não é digna de
confiança.
b) O trecho é revelador da natureza extremamente ciumenta de Bentinho, pois não
há nenhum indício concreto de que Capitu deixara de gostar dele.
c) A palavra mal, na penúltima linha do trecho, diz respeito a algum transtorno físico
sentido por Bentinho devido à sua decepção com Capitu, já que provavelmente estaria
apaixonada por algum peralta da vizinhança.
d) No seguinte trecho “Estive quase a perguntar a José Dias que me explicasse a
alegria de Capitu, o que é que ela fazia, se vivia rindo, cantando ou pulando, mas retive-me
a tempo, e depois outra ideia”, percebemos que o narrador desiste dos seus ciúmes.
e) Pela fala de José Dias, Capitu está alegre pela certeza de que vai em poucos dias
reencontrar com Bentinho, o que é confirmado pela referência à peça Otelo, de
Shakespeare, que intitula o capítulo (“Uma ponta de Iago”).
10. (UFVJM) Com base nos textos III e IV de Dom Casmurro, da obra de Machado de Assis,
é correto afirmar que
a) o narrador é Bentinho, protagonista do romance, que se propõe a contar o
passado vivido com Capitu.
b) a narradora é Capitu, antagonista do romance e esposa de Ezequiel, cuja traição é
exposta no romance.
c) o narrador é Ezequiel, herói do romance e personagem secundário, cujo objetivo é
juntar as pontas do passado com o presente por meio da narrativa.
d) o narrador é José Dias, agregado da família de Bentinho e personagem principal, que
se dispõe, prontamente, a contar as peripécias de Bento Santiago.
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1. (FUVEST / GV) O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na
velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui.
É o que diz o narrador no segundo capítulo do romance Dom Casmurro. Afinal por que não
teria ele alcançado o seu intento?
(A) Pelas dificuldades inerentes à estrutura do romance, na recuperação de outros tempos.
(B) Pelo receio de confessar suas fraquezas e a traição sofrida.
(C) Porque era impossível recuperar o sentido daquele período, pois ele já não era a
mesma pessoa.
(D) Pela falta de bom senso e de clareza na apreensão das lembranças.
(E) Porque o tempo, impiedoso, apaga todos os acontecimentos e transforma as pessoas.
2. (UFL) Todas as alternativas apresentam informações sobre Dom Casmurro, de Machado
de Assis, exceto:
(A) A questão do adultério, tratada de forma ambígua pelo autor, permanece em aberto no
fim da narrativa.
(B) O narrador, através do exercício da memória, busca ligar o presente ao passado, a
velhice à adolescência.
(C) O narrador protagonista, ao assumir a primeira pessoa, apresenta uma visão
tendenciosa dos acontecimentos.
(D) O autor, introduzindo-se na narrativa, fornece ao leitor informações que
contradizem as opiniões do narrador.
(E) A narrativa, marcada pela ironia, mantém uma relação intertextual com a tragédia Otelo,
de Shakespeare.
3. (UFU-MG) Considere a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, e as afirmativas que
se seguem:
I. D. Glória tentava impedir o casamento de Bentinho com Capitu, pois desejava que ele se
unisse a Sancha.
II. Bento Santiago não teve problemas em homenagear o amigo Escobar, por ocasião de
seu enterro, pois era seu melhor amigo.
III. A cena descrita no velório de Escobar (homens e mulheres chorando) é uma
característica do Romantismo presente em todo o Dom Casmurro — obra que tem como
tema os infelizes amores de Bentinho e Capitu.
IV. “Olhos de ressaca” — referência dada a Capitu — evidencia o seu poder de
envolvimento e o grande fascínio que ela exerce sobre Bentinho, tal quais as vagas do
mar.
V. Apesar da suspeita de adultério, o amor consegue superar a desconfiança fazendo com
que Bentinho se reconcilie com a família de Capitu.
Assinale:
(A) Se apenas IV é correta.
(B) Se apenas I, II são corretas.
(C) Se apenas III e V são corretas.
(D) Se apenas V é correta.
(E) Nenhuma delas é correta.
4. (PUCCAMP-SP) O trecho abaixo é parte do último capítulo de Dom Casmurro, de
Machado de Assis:
O resto é saber se a Capitu da Praia da Glória já estava dentro da de Mata-cavalos, ou se
esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se
soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. I: “Não tenhas
ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de
ti”. Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina,
hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca.
Invocando aqui a memória e o testemunho do leitor de sua história, o narrador arremata a
narrativa:
(A) lembrando que os ciúmes de Bentinho por Capitu poderiam perfeitamente ser
injustificáveis.
(B) concluindo que a única explicação para a traição de Capitu é a força caprichosa de
circunstâncias acidentais.
(C) citando uma passagem da Bíblia, à luz da qual acaba admitindo a possibilidade da
inocência de Capitu.
(D) pretendendo que a personalidade de Capitu tenha se desenvolvido de modo a
cumprir uma natural inclinação.
(E) se mostra reticente quanto à convicção de que fora traído, sugerindo que continuará
ponderando os fatos.
5. (PUC-PR) Com base na leitura de Dom Casmurro, e considerando a importância de
Machado de Assis para a literatura brasileira, identifique as alternativas como
VERDADEIRAS ou FALSAS:
( ) Escrito quando o Realismo era a estética dominante, Dom Casmurro é antes um
“romance filosófico” que um “romance social”.
( ) Ao contrário de diversas heroínas românticas, punidas com a morte por comportamentos
inadequados para os padrões de sua época, a principal personagem feminina de Dom
Casmurro não morre no final da narrativa.
( ) Ainda que acreditasse não ser pai de Ezequiel, Bento Santiago não deixou que isso
interferisse na relação pai-filho, e sempre quis ter o rapaz muito perto de si.
( ) Assim como em Esaú e Jacó, a presença do Imperador e as referências à vida política
brasileira são constantes em Dom Casmurro e interferem nos acontecimentos narrados.
A seqüência correta é:
(A) V, F, F, F
(B) F, F, F, V
(C) F, V, F, V
(D) V, V, V, F
(E) F, V, F, F
6. (UFPR) A propósito de Dom Casmurro, de Machado de Assis, é correto afirmar:
(A) A narrativa de Bento Santiago é comparável a uma acusação: aproveitando sua
formação jurídica, o narrador pretende configurar a culpa de Capitu.
(B) O artifício narrativo usado é a forma de diário, de modo que o leitor receba as
informações do narrador à medida que elas acontecem, mantendo-se assim a tensão.
(C) Elegendo a temática do adultério, o autor resgata o romantismo de seus primeiros
romances, com personagens idealizadas entregues à paixão amorosa.
(D) O espaço geográfico e social representado é situado em uma província do Império,
buscando demonstrar que as mazelas sociais não são prerrogativa da Corte.
(E) Bentinho desejava a morte de Escobar (até tentou envenená-lo uma vez), a ponto de se
sentir culpado quando o ex-amigo morreu afogado.
7. (FUVEST) Podemos afirmar que na obra D. Casmurro, Machado de Assis:
(A) defende a tese de que o meio determina o homem porque descreve a personagem
Capitu desde o início como uma futura adúltera.
(B) defende a tese determinista porque o meio em que Bentinho e Capitu vivem determina a
futura tragédia.
(C) não defende a tese determinista, apontando antagonismo entre o meio e a tragédia final.
(D) defende a tese determinista ao demonstrar a influência da educação religiosa na
formação de Capitu.
(E) não defende a tese determinista de modo explícito porque não fica clara a relação
entre o meio e o fim trágico dos personagens.
8. (Conc. Federal) Machado de Assis, em Dom Casmurro, mostra Capitu como personagem
de maior destaque. Bentinho nutria, em relação a ela, sentimentos de
(A) profunda admiração e respeito.
(B) amor desmedido.
(C) verdadeira veneração de ordem espiritual.
(D) ciúme exacerbado, raiando os limites de doença mental.
(E) nenhuma admiração ou respeito.
9. (UFPR) No segundo capítulo de Dom Casmurro, o narrador-personagem expõe as razões
que o levaram a escrever suas memórias.
Relacionando esse capítulo com o romance, é correto afirmar que, ao procurar "atar as duas
pontas da vida", Bentinho:
(A) obtém um relato lúcido e imparcial a respeito do seu passado, vencendo os preconceitos
característicos da classe a que pertencia, uma vez que, tendo sido, ele mesmo, vítima de
um universo social baseado na rigorosa autoridade paternal, pôde, ao final da vida, avaliar o
preço alto da solidão.
(B) reconhece seu fracasso, apontando as lacunas de "um livro falho" próprio
narrador que, apesar de todo o esforço empreendido para incriminar sua mulher,
compromete a si mesmo, distorcendo as circunstâncias que o envolvem.
(C) reconcilia-se com o seu passado e consigo mesmo, mostrando-se arrependido por ter
sido injusto e extremamente cruel, nos seus julgamentos e atitudes, em relação às pessoas
que mais amara: não apenas diante de Capitu e Escobar, mas, principalmente, em relação a
Ezequiel.
(D) convence o leitor de que Capitu foi de fato infiel. Os argumentos apresentados pelo
narrador são suficientes para fundamentar as vagas impressões de um homem que, apesar
de apegado aos valores tradicionais da família patriarcal brasileira do final do século XIX,
compreende a independência de espírito de sua mulher.
(E) não consegue convencer o leitor de que Capitu é infiel. Os argumentos apresentados
pelo narrador não são suficientes para fundamentar as vagas impressões de um homem
que, apesar de apegado aos valores tradicionais da família patriarcal brasileira do final do
século XIX, compreende a independência de espírito de sua mulher.
10. (PUC-Rio) A EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA
O trecho em questão pertence à antológica obra de Machado de Assis:
(A) Memórias póstumas de Brás Cubas
(B) Dom Casmurro
(C) Memorial de Aires
(D) Quincas Borba
(E) Senhora
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01) (ESPCEx/2019) “Retórica dos namorados..”. O trecho apresentado acima representa
essa perspectiva porque o narrador
a) exagera nas imagens poéticas traduzidas por “fluido misterioso”, “praia”, “cabelos
espalhados pelos ombros” em uma realização imagética da mulher que o tragava como
fazem as ondas de um mar em ressaca.
b) deixa-se levar pelas ondas que saíam das pupilas de Capitu em um fluido, misterioso e
enérgico, que o arrasta depressa como uma vaga que se retira da praia em dias de ressaca,
não adiantando agarrar-se nem aos braços nem aos cabelos da moça.
c) retira-se da praia como as vagas em dias de ressaca por não ser capaz de dizer a Capitu
o que está sentindo ao olhá-la nos olhos sem quebrar a dignidade mínima daquele momento
em que duas pessoas apaixonam-se.
d) solicita à “retórica dos namorados” uma comparação que seja, ao mesmo tempo,
exata e poética capaz de descrever os olhos de Capitu, revelando a dificuldade de
apresentar uma verdade que não estrague a idealização romântica.
e) ridiculariza a retórica dos românticos ao afirmar que os olhos de Capitu pareciam com
uma ressaca do mar e, por isso, não seria capaz de descrevê-los de maneira poética,
traduzindo, assim, o realismo literário de sua época.
02) (UFRGS/2018) Leia as seguintes afirmações sobre os romances Dom Casmurro, de
Machado de Assis, e Diário da queda, de Michel Laub.
I – Os dois romances são narrados em primeira pessoa, como processo de
compreensão do vivido.
II – Os dois narradores apresentam uma relação amorosa com esposa e filhos, reproduzindo
a tradição familiar.
III – O balanço final dos narradores de cada romance demonstra grande aprendizado, a
partir das experiências vividas, repleto de esperança e de otimismo.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
03) (Mackenzie/2018) Sobre o trecho acima, retirado do romance Dom Casmurro, escrito
por Machado de Assis, assinale a alternativa correta.
a) As conclusões de Bentinho, o narrador do romance, e a fala de José Dias atestam, sem
sombra de dúvidas, o quanto a personagem Capitu, leviana e fútil, não é digna de confiança.
b) O trecho é revelador da natureza extremamente ciumenta de Bentinho, pois não há
nenhum indício concreto de que Capitu deixara de gostar dele.
c) A palavra mal, na penúltima linha do trecho, diz respeito a algum transtorno físico sentido
por Bentinho devido à sua decepção com Capitu, já que provavelmente estaria apaixonada
por algum peralta da vizinhança.
d) No seguinte trecho “Estive quase a perguntar a José Dias que me explicasse a alegria de
Capitu, o que é que ela fazia, se vivia rindo, cantando ou pulando, mas retive-me a tempo, e
depois outra ideia”, percebemos que o narrador desiste dos seus ciúmes.
e) Pela fala de José Dias, Capitu está alegre pela certeza de que vai em poucos dias
reencontrar com Bentinho, o que é confirmado pela referência à peça Otelo, de
Shakespeare, que intitula o capítulo (“Uma ponta de Iago”).
04) (Mackenzie/2018) No trecho de Dom Casmurro destacado abaixo, qual figura de
linguagem podemos encontrar?
A notícia de que ela vivia alegre, quando eu chorava todas as noites, produziu-me aquele
efeito, acompanhado de um bater de coração, tão violento, que ainda agora cuido ouvi-lo.
a) Hipérbole, uma vez que no discurso há um evidente exagero, pautado num estilo
demasiadamente enfático.
b) Ironia, pois o trecho destacado contradiz o que se afirma no início do período.
c) Catacrese, já que a palavra coração está empregada conotativamente.
d) Onomatopeia, pois há referência ao som que o coração faz ao bater.
e) Eufemismo, porque evidentemente o trecho destacado suaviza a emoção sentida pelo
narrador.
05) (UFRGS/2017) Leia o capítulo abaixo, retirado de Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Considere as afirmações abaixo, sobre o capítulo.
I – O narrador refere-se ao momento em que descobriu sua vocação para a vida religiosa.
II – O narrador recorda saudosamente as tardes familiares e a fala de José Dias saudando
seus amores com a vizinha, Capitu.
III- O narrador diz que sua vida começou, quando ouviu José Dias denunciar seus amores
com Capitu.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
06) (UFRGS/2016) Considerando os estudos sobre o romance Dom Casmurro, assinale com
V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) No final do século XIX e início do XX, a interpretação do romance tende à aderência ao
ponto de vista do narrador. Assim, em geral, os leitores aceitam os fatos narrados por
Bentinho sem muita desconfiança da sua narração comprometida.
( ) Em torno de 1960, talvez por influência de leituras feministas, críticos problematizam a
visão unilateral de Bentinho e passam a ponderar que o ponto de vista de Capitu não vinha
sendo considerado e que a sua traição deveria ser ao menos discutida.
( ) Perto de 1980, são comuns as leituras que desviam o foco do debate sentimental para o
social, e a diferença de classe entre o filho do deputado (Bentinho) e a filha do vizinho pobre
(Capitu) passa a figurar como um dos tópicos do romance.
( ) Atualmente, e por obra das muitas adaptações do romance para o cinema e para a
televisão, que revelaram conteúdos da narrativa antes ocultos, é consenso que a traição de
Capitu é o centro do enredo e que esta pode ser comprovada pelas pistas deixadas no texto
por Machado de Assis.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) F – F – V – F.
b) V – F – V – V.
c) V – F – F – V
d) F – V – F – F.
e) V – V – V – F.
07) (UFRGS/2016) Considere as seguintes afirmações sobre o livro Dom Casmurro, de
Machado de Assis.
I – O romance de Machado de Assis, narrado em terceira pessoa, expõe o triângulo
amoroso entre Bentinho, Capitu e Escobar. O narrador, que ingressa na consciência de
todas as personagens, revela ao leitor a traição de Capitu e a paternidade de seu filho
Ezequiel.
II – O livro está estruturado em forma de diário, por isso guarda as lembranças mais íntimas
de Dom Casmurro. A personagem registra que não quer ter suas memórias reveladas, pois
isso macularia sua imagem ante a sociedade fluminense.
III- O agregado da família Santiago, José Dias, desempenha funções elevadas de
conselheiro e rebaixadas de mandalete. Sua acomodação nessa família dá mostras
dos arranjos sociais entre homens livres e classe dominante.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
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01) Em “Dom Casmurro”, Bentinho acredita que sua esposa, Capitu, o traiu com seu amigo
Escobar. Assinale a alternativa que melhor exemplifica a perspectiva de Bentinho sobre a
fidelidade de Capitu.
a) A desconfiança de Bentinho é alimentada por sua insegurança e ciúmes, refletindo
seus medos internos.
b) Bentinho confia totalmente em Capitu, desprezando qualquer possibilidade de traição.
c) A relação de amizade entre Bentinho e Escobar foi fortalecida pela confiança mútua entre
eles.
d) A traição de Capitu é apenas um rumor, sem fundamento real na perspectiva de Bentinho.
e) A fidelidade de Capitu sempre foi inquestionável para Bentinho, que vive apenas de
lembranças felizes.
02) A relação entre Bentinho e Capitu é marcada por muitos mal-entendidos. Assinale a
alternativa que mais bem reflete a ambiguidade dessa relação ao longo da narrativa.
a) Capitulação e mal-entendidos constantes demonstram como os malefícios da
sociedade interferem na vida pessoal.
b) A relação deles é perfeita, sem espaço para mal-entendidos ou discordâncias.”
c) Os mal-entendidos se originam exclusivamente das intrigas criadas por amigos
enciumados do casal.”
d) A comunicação entre eles sempre foi clara e objetiva, sem espaço para dúvidas e
questionamentos.”
e) A relação entre Bentinho e Capitu reflete apenas a tranquilidade e a harmonia em um
amor perfeito.”
03) Machado de Assis utiliza diversas técnicas narrativas em “Dom Casmurro”. Assinale a
alternativa que menciona uma dessas técnicas e sua função na obra.
a) A narração em primeira pessoa intensifica a subjetividade da história e a visão
distorcida da realidade de Bentinho.
b) A obra é narrada em terceira pessoa, proporcionando uma visão objetiva dos eventos e
das motivações.”
c) O autor utiliza predominantemente metáforas complexas para descrever personagens
sem um ponto de vista.”
d) A narrativa segue uma linha do tempo linear, o que facilita a compreensão dos eventos da
história.”
e) Os saltos temporais são utilizados de forma a confundir o leitor e alienar sua
compreensão sobre a narrativa.”
04) Ao longo da obra, Capitu é descrita com características ambíguas. Assinale a alternativa
que melhor representa a dualidade de sua personagem.
a) Capitu é apresentada tanto como uma mulher encantadora quanto como uma
potencial traidora, refletindo as inseguranças de Bentinho.
b) Capitu é completamente fiel e virtuosa, sem nenhuma sombra de dúvida sobre suas
intenções.”
c) Ela é apenas uma amiga leal, sem qualquer ambiguidade em sua personalidade.”
d) Capitu é somente um objeto do desejo de Bentinho, sem qualquer profundidade como
personagem.”
e) Capitu é uma mulher sedutora, mas isso não se relaciona com a dualidade de sua
verdadeira personalidade.”
05) A obra “Dom Casmurro” é rica em simbolismos. Qual é o principal símbolo associado
aos ciúmes de Bentinho e como ele se manifesta na narrativa? Assinale a alternativa
correta.
a) O olhar é um símbolo central que expressa o ciúme de Bentinho, refletindo sua
desconfiança e a visão enviesada que ele tem do mundo.”
b) As flores do jardim são o símbolo que representa a beleza do amor entre Bentinho e
Capitu, sem qualquer ligação com o ciúme.”
c) O pátio da casa é um símbolo que representa a liberdade que Bentinho deseja em sua
vida, indiferente ao ciúme.”
d) Os personagens amigos são um símbolo que representam a confiança entre Bentinho e
Capitu, sem qualquer referência ao ciúme.”
e) O amor é o símbolo que caracteriza a relação de Bentinho e Capitu, alheio a qualquer
problema de ciúmes.”
06) No contexto da obra, Bentinho é um personagem que vive em constante conflito interno.
Assinale a alternativa que melhor descreve a natureza desse conflito.
a) Bentinho vive um constante duelo entre a confiança em Capitu e o ciúme que o
consome, o que destrói sua paz interior.”
b) O amor que sente por Capitu é inquestionável e puro, sem qualquer sombra de dúvidas
que o atormentem.”
c) Bentinho é uma pessoa totalmente em paz, cujas relações são simples e diretas.”
d) A vida de Bentinho é marcada por uma paz constante, sem preocupações que o aflijam
sobre si mesmo.”
e) O amor entre Bentinho e Capitu é idealizado e reflete a ausência de qualquer tipo de
conflito ou dúvida.”
07) A influência do ambiente familiar é um tema recorrente em “Dom Casmurro”. Assinale a
alternativa que melhor representa essa relação.
a) A criação de Bentinho sob a rígida disciplina materna mostra como as relações
familiares podem afetar sua visão do amor e da traição.
b) As amizades de Bentinho têm um impacto maior em suas decisões e percepções do que
sua própria educação.”
c) O ambiente familiar de Bentinho possui pouca relevância nos seus modos de ver
relacionamentos e afeições.”
d) O lar de Bentinho é um reflexo de amor incondicional, sem ظinfluências negativas que
pesem em suas questões internas.”
e) A interação com Capitu é independente de qualquer contexto familiar, refletindo apenas
um amor puro.”
08) A obra “Dom Casmurro” é marcada pela ironia presente na narração de Bentinho.
Assinale a alternativa que identifica uma situação irônica ao longo do romance.
a) Quando Bentinho diz que ama Capitu, a ironia está em como essa declaração
transparece mais insegurança do que amor verdadeiro.”
b) A felicidade de Bentinho com Capitu é inquestionável, sem qualquer indício de ironia em
suas ações.”
c) A confiança de Bentinho em Capitu é tão plena que não existe lugar para ironia em suas
declarações.”
d) O desprezo de Bentinho por seus conhecidos nunca incorpora ironia em sua perspectiva,
moldando uma visão clara e objetiva.”
e) Os relacionamentos que Bentinho desenvolve são todos perfeitos, refletindo uma
narrativa sem eventos irônicos ou confusos.”
09) A temática da memória é central em “Dom Casmurro”. Que função a memória
desempenha na narrativa de Bentinho? Assinale a alternativa que melhor a descreve.
a) A memória de Bentinho é uma construção subjetiva que distorce os fatos,
revelando sua vulnerabilidade emocional.”
b) As memórias de Bentinho são apresentadas de forma objetiva, como um relato claro e
sem ambiguidades.”
c) As recordações de Bentinho são meramente fixas e intermináveis, sem conexão com
suas emoções ou ações atuais.”
d) A maneira como Bentinho se lembra dos eventos é totalmente alheia à construção de sua
identidade ao longo da narrativa.”
e) A relação de Bentinho com sua memória é simples e sem complexidades que possam
afetar sua narrativa.”
10) Por fim, a relação entre Bentinho e a sociedade é um aspecto importante em “Dom
Casmurro”. Assinale a alternativa que melhor retrata como essa relação se desenvolve ao
longo da narrativa.
a) A crítica social está presente na narrativa, revelando como a sociedade molda a
identidade e a visão distorcida de Bentinho.”
b) Bentinho é completamente aceito pela sociedade, que não influencia sua individualidade
ou escolha de vida.”
c) A sociedade é um fator que não gera conflitos na vida de Bentinho, mas apenas contribui
com segurança.”
d) O ambiente social é retratado apenas como um cenário, sem qualquer influência nas
ações e pensamentos de Bentinho.”
e) A descrição da sociedade em que Bentinho vive é meramente descritiva, sem implicações
para o enredo principal.”
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3-(PUCCAMP-SP) O trecho abaixo é parte do último capítulo de Dom Casmurro, de
Machado de Assis:
Invocando aqui a memória e o testemunho do leitor de sua história, o narrador arremata a
narrativa:
(A) lembrando que os ciúmes de Bentinho por Capitu poderiam perfeitamente ser
injustificáveis.
(B) concluindo que a única explicação para a traição de Capitu é a força caprichosa de
circunstâncias acidentais.
(C) citando uma passagem da Bíblia, à luz da qual acaba admitindo a possibilidade da
inocência de Capitu.
(D) pretendendo que a personalidade de Capitu tenha se desenvolvido de modo a
cumprir uma natural inclinação.
(E) se mostra reticente quanto à convicção de que fora traído, sugerindo que continuará
ponderando os fatos.
4-(UFPR) A propósito de Dom Casmurro, de Machado de Assis, é correto afirmar:
(A) A narrativa de Bento Santiago é comparável a uma acusação: aproveitando sua
formação jurídica, o narrador pretende configurar a culpa de Capitu.
(B) O artifício narrativo usado é a forma de diário, de modo que o leitor receba as
informações do narrador à medida que elas acontecem, mantendo-se assim a tensão.
(C) Elegendo a temática do adultério, o autor resgata o romantismo de seus primeiros
romances, com personagens idealizadas entregues à paixão amorosa.
(D) O espaço geográfico e social representado é situado em uma província do Império,
buscando demonstrar que as mazelas sociais não são prerrogativa da Corte.
(E) Bentinho desejava a morte de Escobar (até tentou envenená-lo uma vez), a ponto de se
sentir culpado quando o ex-amigo morreu afogado.
6. (UNICENTRO) A única passagem que NÃO encontra apoio em A Cidade e as Serras, de
Eça de Queirós, é
A) Em A Cidade e as Serras, José Fernandes, de rica família proveniente de Guiães, região
serrana de Portugal, narra a história de Jacinto de Tormes, seu amigo também fidalgo,
embora nascido e criado em Paris.
B) A Cidade e as Serras explora uma grave tese sociológica: ser-nos preferível viver e
proliferar pacificamente nas aldeias a naufragar no estéril tumulto das cidades.
C) Para Jacinto, Portugal estava associado à infelicidade, enquanto Paris associava-se à
felicidade; ao longo do romance, contudo, essa opinião se modifica.
D) No romance dois ambientes distintos são enfocados ao longo das duas partes em que o
livro pode ser dividido: a civilização e a natureza.
E) Já avançado em idade, Jacinto se aborrece com as serras e tenciona reviver as
orgias parisienses, mas faltam-lhe, agora, saúde e riqueza.
7. (PUC) O romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, publicado em 1901, é
desenvolvimento de um conto chamado “Civilização”. Do romance como um todo pode
afirmar-se que
A) apresenta um narrador que se recorda de uma viagem que fizera havia algum tempo ao
Oriente Médio, à Terra Santa, de onde deveria trazer uma relíquia para uma tia velha, beata
e rica.
B) caracteriza uma narrativa em que se analisam os mecanismos do casamento e o
comportamento da pequena burguesia da cidade de Lisboa.
C) apresenta uma personagem que detesta inicialmente a vida do campo, aderindo ao
desenvolvimento tecnológico da cidade, mas que ao final regressa à vida campesina e
a transforma com a aplicação de seus conhecimentos técnicos e científicos.
D) revela narrativa cujo enredo envolve a vida devota da província e o celibato clerical e
caracteriza a situação de decadência e alienação de Leiria, tomando-a como espelho da
marginalização de todo o país com relação ao contexto europeu.
E) se desenvolve em duas linhas de ação: uma marcada por amores incestuosos; outra
voltada para a análise da vida da alta burguesia lisboeta.
(FUVEST)
8. Considerado no contexto de A cidade e as serras, o diálogo presente no excerto revela
que, nesse romance de Eça de Queirós, o elogio da natureza e da vida rural
a) indica que o escritor, em sua última fase, abandonara o Realismo em favor do
Naturalismo, privilegiando, de certo modo, a observação da natureza em detrimento da
crítica social.
b) demonstra que a consciência ecológica do escritor já era desenvolvida o bastante para
fazê-lo rejeitar, ao longo de toda a narrativa, as intervenções humanas no meio natural.
c) guarda aspectos conservadores, predominantemente voltados para a estabilidade
social, embora o escritor mantenha, em certa medida, a prática da ironia que o
caracteriza.
d) serve de pretexto para que o escritor critique, sob certos aspectos, os efeitos da
revolução industrial e da urbanização acelerada que se haviam processado em Portugal nos
primeiros anos do Século XIX.
e) veicula uma sátira radical da religião, embora o escritor simule conservar, até certo ponto,
a veneração pela Igreja Católica que manifestara em seus primeiros romances.
12. (FUVEST) Indique a alternativa que se refere corretamente ao protagonista de Memórias
de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida:
a) Nele, como também em personagens menores, há o contínuo e divertido esforço de
driblar o acaso das condições adversas e a avidez de gozar os intervalos da boa
sorte.
b) Este herói de folhetim se dá a conhecer sobretudo nos diálogos, nos quais revela ao
mesmo tempo a malícia aprendida nas ruas e o idealismo romântico que busca ocultar.
c) A personalidade assumida de sátiro é a máscara de seu fundo lírico, genuinamente puro,
a ilustrar a tese da "bondade natural", adotada pelo autor.
d) Enquanto cínico, calcula friamente o carreirismo matrimonial; mas o sujeito moral sempre
emerge, condenado o prõprio cinismo ao inferno da culpa, do remorso e da expiação.
e) Ele é uma espécie de barro vital, ainda amorfo, a que o prazer e o medo vão mostrando
os caminhos a seguir, até sua transformação final em símbolo sublimado.
14. (PUC) Das alternativas abaixo, indique a que contraria as características mais
significativas do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de
Almeida:
a) Romance de costumes que descreve a vida da coletividade urbana do Rio de Janeiro, na
época de D. João VI.
b) Narrativa de malandragem, já que Leonardo, personagem principal, encarna o tipo do
malandro amoral que vive o presente, sem qualquer preocupação com o futuro.
c) Livro que se liga aos romances de aventura, marcado por intenção crítica contra a
hipocrisia, a venalidade, a injustiça e a corrupção social.
d) Obra considerada de transição para um novo estilo de época, ou seja, o
Realismo/Naturalismo.
(E) Romance histórico que pretende narrar fatos de tonalidade heróica da vida
brasileira, como os vividos pelo Major Vidigal, ambientados no tempo do rei.