RESPOSTA IMUNE PASSIVA
E ATIVA
Prof. Ana Paula Peconick
A resposta imunológica é o mecanismo pelo qual o
organismo reconhece e responde à substância que
considera estranha.
Classificação da resposta imunológica
Inata e Adaptativa
Humoral e Celular
Primária e Secundária
Passiva e Ativa
IMUNIDADE PASSIVA
Definição – Imunidade Passiva
É a transferência natural ou artificial de elementos da
imunidade adaptativa de um organismo doador para
um receptor, com vistas a estabelecer um estado
imune a determinados agentes agressores no
indivíduo receptor, de forma mais rápida que a
resposta de seu próprio sistema imune adaptativo.
Vantagens: Proteção imediata.
Desvantagens: Curto período de proteção; doença do
soro; risco de adquirir outras infecções.
Pessoa ou animal se torna imune pela transferência de
plasma ou linfócitos de um indivíduo imunizado.
Torna-se imune sem nunca ter sido exposto ou ter
apresentado uma resposta a um Ag particular.
Tempo curto de proteção não induz memória.
Tipos
Natural Artificial
Transplancentária Soroterapia
Colostro
Via ovo
(http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/alergias/alergia-10.php)
Imunidade passiva naturalmente
adquirida
Mamíferos neonatos – proteção contra infecções :
anticorpos produzidos maternamente
Placenta para circulação fetal
Anticorpos do leite ingerido transportados através do
epitélio intestinal
Endocitose e transcitose
IgG materna – placenta
IgA e IgG – leite materno
Neutralizam organismos patogênicos que tentam
colonizar o intestino do feto ou recém-nascido
IgG ingerido – transporte através do epitélio intestinal
para a circulação do recém-nascido
Classificação placentária através das
inter-relações
do fluxo sangüíneo materno-fetal
(Adaptado de Toniollo, 1993)
Imunidade Passiva nos Animais de Produção
Importância do colostro:
Na nutrição
Excelente valor nutritivo
Baixo custo
Reduz perda de peso pós-
parto
Na proteção do neonato
Doenças entéricas
Doenças respiratórias
Contribui para a maturação
do sistema imune
Atuação da Imunidade Passiva Colostral
Imunidade Humoral
Classes IgG e IgM
Absorção e atuação antimicrobiana sistêmica
Classe IgA
Atuação antimicrobiana no TGI.
Imunidade Celular
Fagócitos
Ação antimicrobiana no TGI
Linfócitos TCD4+/TCD8+ e citocinas
Maturação do sistema imune do neonato
Imunidade Inata Artificial - Soroterapia
1 – Hiperimunização (40 dias)
2 - Sangria exploratória (níveis de anticorpos
desejável)
3 – Sangria final
4 - No plasma são encontrados os anticorpos. O
soro é obtido a partir da purificação e
concentração desse plasma.
5 - As hemácias são devolvidas ao animal-
plasmaferese.
6 - No final do processo, o soro obtido é
submetido a testes de controle de qualidade
Soroterapia
(Silva et al., 2009)
Soroterapia
(Adaptado Keller, M.A. & Stiehm, R. 2000.)
IMUNIDADE ATIVA
Saúde Pública
Doenças infecciosas representava a principal causa de morte
nas pessoas.
Contribuições importantes para a saúde pública nos
últimos 100 anos
SANEAMENTO BÁSICO E
VACINAÇÃO
Imunidade Ativa
É induzida pela exposição a um Ag estranho.
Natural: contato natural com o Ag (infecção).
Induzida: administração do Ag para indução da resposta
imune (vacinação).
Indivíduo desempenha um papel ativo na resposta
ao Ag.
Induz memória.
As vacinas induzem proteção
contra infecções estimulando o
desenvolvimento de células
efetoras e células de memória
de vida longa.
A ativação inicial dos linfócitos gera células de memória de
longa duração.
Células de memória são mais eficazes que células naïve.
Fases da Resposta
Imune
A maioria das vacinas atua induzindo a imunidade
humoral Reação Ag-Ac.
Estudos para vacinação com respostas
imunológicas mediadas por células.
Reação antígeno-anticorpo
Definições:
Anticorpo (Ac)
Molécula glicoprotéica, também chamada de imunoglobulina (Ig),
produzido pelos linfócitos B e que se liga a Ags.
Antígeno (Ag)
Molécula que se liga a um anticorpo ou a um TCR. Os Ags que se
ligam a anticorpos incluem todas as classes de moléculas.
Reconhecimento antigênico por células B e T
Características Células B Células T
Interação antigência BCR liga-se ao Ag TCR liga-se ao Ag + MHC
Natureza dos Ags Proteínas, Peptídeos
polissacarídeos, lipídeos
Ligação a Ags Sim Não
solúveis
Reconhecimento de Acessível, seqüencial ou Peptídeos lineares internos produzidos pelo
epítopos conformacional processamento antigênico (degradação
proteolítica)
Antígenos (Antigen = Antibody generators )
Os Acs podem reconhecer praticamente qualquer tipo de
molécula biológica:
Açucares
Lipídeos
Hormônios
Carboidratos complexos
Fosfolipídeos
Ácidos nucléicos
Proteínas
Embora todos os Ags sejam reconhecidos por Acs, apenas alguns
são capazes de ativar os linfócitos Imunógeno
As respostas imunes a agentes infecciosos
geralmente envolvem Acs dirigidos contra
múltiplos epítopos, e apenas alguns desses Acs
conferem proteção.
Classes de Ags:
• Polissacarídeos
– Antígenos ABO
• Lipídeos
– Raramente imunogênicos
• Ácidos nucléicos
– Pouco imunogênicos
• Proteínas
– Altamente imunogênicas
Antigenicidade: Capacidade que uma substância
tem de se ligar a um dos componentes do sistema
imune – antígeno.
Imunogenicidade: Capacidade que uma substância
tem de induzir e reagir com os produtos de uma
resposta imunológica - imunógeno.
Vacina
Preparação de antígenos, muitas vezes combinados a
adjuvantes, administrados a indivíduos para induzir
imunidade protetora contra infecções ou enfermidades.
Adjuvante
Substância distinta do antígeno que potencializa a
ativação de linfócitos T, promovendo acúmulo e ativação
das células apresentadoras de antígeno.
Estratégias para o desenvolvimento de
vacinas
1798 – Edward Jenner
Variolação
Vacínia (vacca)
1870 - Louis Pasteur
Cólera
Termo vacinação para todos agentes infecciosos.
1885 – Vacina contra a raiva
Tipos de vacinas
Vacina viva atenuada
Vacina inativada
Vacina toxóide
Vacina de subunidade
Vacina de peptídeos sintéticos
Vacina recombinante
Vacina de DNA
Exemplos de vacina atenuada:
Exemplo de vacina inativada e de subunidades:
Tipos de Vacinas
Exemplo de vacinas recombinantes:
Fatores que interferem na resposta
vacinal:
Genéticos
Idade: fetal, jovens e senis
Interferência por imunidade passiva
Estado nutricional e sanitário
Fatores ambientais “estressantes”
Uso de tratamentos imunossupressores
Dúvidas?