Filosofia Moderna - (Renascimento até o Iluminismo)
Características:
-Renascimento cultural; -Passagem de feudalismo para capitalismo;
-Formação das monarquias; -Reforma religiosa;
-Antropocentrismo; -Humanismo; -Invenção da imprensa.
Ela é caracterizada pelo pensamento racionalista, opondo-se a igreja e o
desenvolvimento do método científico (empírico).
Pensamento medieval Pensamento moderno
teocentrismo antropocentrismo
verdade: bíblia verdade: experimentação
vida material sem importância vida terrena com importância
conformismo crença no progresso
natureza: pecado natureza: beleza
ascetismo: negar os prazeres hedonismo: buscar o prazer
dogmatismo fé diferente de razão
Ética, educação e política -
Montaigne: cada um constroi seu conhecimento moral de acordo com sua
maneira de viver, usando a regra do “dizer sim a vida”.
Maquiavel: descrevia o fenômeno político em si mesmo, desenvolvendo o
realismo político.
Teoria do conhecimento -
René Descartes: diz para colocarmos todos os nossos conhecimentos em dúvida,
criando a frase “Penso, logo existo”. Isso foi chamado de racionalismo.
->Racionalista: diz que o conhecimento obtido pela razão é mais confiável do que
o obtido pela experiência. Principal representante: René Descartes.
->Empirista: diz que qualquer conhecimento se origina, em última análise, da
experiência, (não podemos desqualificar a experiência igual no outro).
Principais representantes: Francis Bacon e Thomas Hobbes.
Iluminismo - como começou:
-Pela expansão do capitalismo; -Ascensão social da burguesia;
-Predominância do racionalismo; -Desenvolvimento da Revolução Industrial;
-Sucesso das ciências (química, física, matemática).
Principais pensadores -
Montesquieu: separação dos poderes (evitando abuso dos governantes);
Voltaire: liberdade de pensamento;
Diderot e D’Alambert: resumiam os principais conhecimentos da época;
Rosseau: o soberano conduz o estado de acordo com a vontade do povo.
->Paradigma: razão busca se libertar de crenças e superstições.
->Conhecimento: fundado na própria subjetividade e não mais na autoridade.
Dúvida metódica: busca uma verdade primeira que não possa ser posta em
dúvida.
Racionalismo cartesiano a dúvida metódica -
René Descartes: busca um método seguro que levasse à verdade indubitável.
Regras para o raciocínio filosófico:
1-Evidência: aceitar apenas o que aparece como ideia clara e distinta;
2-Análise: dividir a dificuldade em parcelas menores;
3-Ordem: ordenar os pensamentos do mais simples para o mais complexo;
4-Enumeração: fazer revisões gerais.
Três tipos de ideias -
Inatas: “as que parecem ter nascido comigo”;
Adventícias: “as que vieram de fora”;
Factícias: “as que foram feitas por mim mesmo”.
Ideias inatas para Descartes: cogito (penso) e a ideia de Deus.
“Deus existe pois é ele que nos dá a noção de perfeição e finitude”
-Prova ontológica que Deus existe:
“se Deus não existisse ele não seria perfeito então lhe faltaria algo para ser
perfeito”
Existem dois domínios diferentes: o corpo e a mente.
-Corpo: objeto de estudos da ciência;
-Mente: objeto de estudo apenas da reflexão filosófica.
Francis Bacon -
-Enfatiza o papel dos sentidos e da experiência sensível no processo de
conhecimento
-Crítico severo da filosofia medieval e da lógica aristotélica, baseada na dedução.
-Valorização da indução (visa estabelecer leis científicas).
-Ídolos: denuncia os preconceitos e as noções falsas. é o que francis chama de
ídolo
Ídolos da tribo: os preconceitos que circulam na comunidade em que vivem.
ídolos da caverna: cada pessoa tem uma cova que rompe e intercepta a luz da
natureza.
Ídolos do mercado (foro): decorrem das relações comerciais e sociais onde as
pessoas se comunicam por meio de palavras, sem perceber que a linguagem
distorce a realidade.
Ídolos do teatro: imigram para o espírito do homem por meio das diversas
doutrinas filosóficas.
John Locke -
-Crítica as ideias de Descartes;
-O conhecimento começa a partir da experiência sensível.
Utiliza duas fontes possíveis:
-Sensação: o estímulo é externo, modifica a mente por meio dos sentidos. Por ela
percebemos que as coisas têm qualidades primárias (solidez, movimento), e
qualidades secundárias (cor, som).
-Reflexão: o estímulo é interno, é a percepção da alma. A reflexão fica reduzida à
experiência interna resultado da experiência dos sentidos.
“se os seres não existem desde a eternidade, eles devem ter tido um
começo, produzido por um Ser Eterno denominado Deus”.
David Hume -
Método: investigação e observação.
O conhecimento tem início com as percepções individuais que podem ser:
-Impressões: percepções originárias;
-Ideias: percepções derivadas.
Características -
. O sentir é diferente de pensar;
. A impressão é anterior à ideia;
. Rejeita as ideias inatas;
. As ideias podem ser complexas, quando combinadas entre si;
. A imaginação é um feixe de percepções unidas por associação, porém essas relações
não podem ser observadas;
. Nega o princípio de causalidade, ele observa a sucessão de fatos não a causa deles.
. Hábito criado pela observação: nos faz ultrapassar o dado e a afirmar mais do
que a experiência pode alcançar.
Kant: o criticismo-
-Busca compreender a natureza do conhecimento;
-Pretendia superar a dicotomia racionalismo-empirismo.
-priore: algo que já existe em nós mesmos antes da experiência.
Sensibilidade -
-faculdade receptiva, pela qual obtemos as representações exteriores.
-priore: espaço e tempo;
-não existem na realidade externa, mas só existem no sujeito e servem para
organizar as coisas.
Entendimento -
-faculdade de pensar ou produzir conceitos;
-priori: categorias;
-categorias: são conceitos puros, como causa, necessidade e relação.
As ideias da razão e metafísica -
-Não é possível conhecer as coisas tais como elas são em si;
-é impossível o conhecimento metafísico, por isso devemos nos abster de afirmar
ou negar essas realidades;
-A crítica à metafísica levou ao agnosticismo.