Índice
1. Introdução...............................................................................................................2
2. Desenvolvimento....................................................................................................3
2.1. Rinite...................................................................................................................3
2.2. Sinusite................................................................................................................7
2.3. Epistaxis............................................................................................................10
3. Conclusão.............................................................................................................14
4. Referencias Bibliografias.....................................................................................15
1. Introdução
O presente trabalho tem como tema "Rinite Sinusite e Epistax" De antemão, a rinite é a
inflamação da mucosa das fossas nasais e esta dividida em rinite aguda, crónica,
medicamentosa, infecciosa, alérgica, gravidica ou atrófica e a sinusite é a inflamação da
mucosa dos seios paranasais e estão divididas em aguda, crónica e subaguda e também
falamos da Epistax que é a perda de sangue pelo nariz e podem si dividir em causas
locais e causas gerais.
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2. Desenvolvimento
2.1. Rinite
Definição:
A rinite é a inflamação das mucosas das fossas nasais. Ela pode ser classificada de
vários tipos que são: aguda, crónica, infecciosa, alérgica, congestiva, medicamentosa,
gravidica ou atrófica.
Rinite infecciosa
É a infecção da mucosa nasal. E é a infecção mais frequente das vias aéreas superiores.
A rinite infecciosa esta classificada em: aguda quando tem duração de 5-7 dias e a
crónica quando tem uma duração superior que 2 semanas.
Etiologia:
As causas podem ser as seguintes:
Renite aguda: frequentemente é uma infecção de causa viral, sendo os mais comuns:
rinovirus, adenovirus, influenza vírus, que é favorecida por baixas temperaturas e
arrefecimento corporal.
Rinite crónica:
Bactéria-Treponema pallidium, Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium
Leprae e outras.
Infecções fúngicas.
Quadro Clinico:
A rinite infecciosa é caracterizada por:
Edema da mucosa nasal por vasodilatação
Rinoreia:secreção do nariz que é transparente/serosa em caso de etiologia viral e
é amarelada ou purulenta em caso de infecção bacteriana.
Espirros frequentes
Prurido nasal inicial
Ardor e secura das fossas nasais e da faringe
Obstrução nasal com voz a nasalada
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Hiposmia ou anosmia
Febricola pode estar presente ou não
Mal-estar geral
Cansaço e dor de cabeça pode estar presente ou não
Diagnostico:
O diagnóstico é fundamentalmente clinico (sintomas típicos de uma coriza/resfriado
comum)
Tratamento:
A rinite viral: cura-se espontaneamente em 5-7 dias.
Geralmente o tratamento com antibiótico não é necessário.
Pode ser administrado um vasoconstritor para reduzir o edema e a rinorreia com
fenilefrina de 0.5% de gotas: 1 gota por narinas a cada 4 horas por 3-4 dias. E
importante não usar o vasoconstritor mais do que 4 dias para evitar a síndrome
de (rinite medicamentosa).
Gotas de soro Fisiológico são igualmente eficazes, constituindo
descongestionantes nasais baratos.
Podem ser necessário, para alivio dos sintomas, o uso de anti-histamínicos
(clorfeniramina 4 mg de 8/8 horas), corticóides orais (prednisolona 10-20
mg/dia) e analgésicos (ibuprofeno 200-400 mg de 8/8 horas).
Rinite Alérgica
É a inflamação da mucosa nasal causada por alérgenos (substâncias que desencadeiam
alergia).
Etiologia
É causada por alérgenos que geralmente são:
Pólen de flores (podem variar durante o ano)
Pó
Agentes químicos contidos na atmosfera: poeiras, fumo de automóveis, fumaça
de cigarro e outros
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Descamação da pele de animais: a mais frequente é o pelo de gatos e outros
animais: cão, e baratas.
Quadro Clinico
Os sinais e sintomas aparecem após um tempo variável da exposição ao alérgeno,
geralmente após minutos ou horas e continuam por todo o tempo em que o individuo
fica exposto ao alérgeno ou até semanas após a suspensão da exposição, dependendo do
grau de inflamação provocada.
Os sinais e sintomas caracterizados são:
Espirros frequentes, chamados espirros em (salva)
Rinorreia serosa ou aquosa abundante
Obstrução nasal
Intenso prurido nasal e/ou no palato e nos olhos com lacrimejo. O prurido nasal
pode induzir ao hábito de fricção frequente do nariz com a palma da mão, gesto
conhecido como (saudação alérgica).
Anosmia ou hiposmia
Dor de cabeça ou sensação de cabeça cheia ou pesada
Anorexia: ou falta de apetite em casos grave
Insónia: em casos graves
Dependendo da hipersibilidade do individuo ao alérgeno causal, a inflamação
pode progredir até as vias respiratórias inferiores e determinar uma
sintomatologia característica de asma com bronco- espasmo mais ou menos
grave e dificuldade de respirar.
Diagnostico
O diagnóstico é fundamentalmente clinico e inclui: A história Familiar e Pessoal
Quadro clinico
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Congestão nasal, Rinoreia, Espirros, Prurido nasal, e/ou no palato e olhos com
lacrimejo.
Tratamento
Além de evitar o máximo possível a exposição ao alérgeno e aplicação de
descongestionantes nasais tópicos (efedrina, fenilefrina), é necessário iniciar o
tratamento com medicamentos anti-histamínicos orais e corticóides para reduzir a
vasodilatação e os sintomas.
Clorfeniramin 4mg de 8/8 horas
Prednisolona 10-20mg/dia durante 4-5 dias, com progressiva redução da dose
nos dias seguintes.
Broncos dilatadores em caso de bronco espasmo associado (vide aula de asma da
disciplina de aparelho respiratório).
Rinite Medicamentosa
Definição e Etiologia
É uns distúrbios de rebote da congestão nasal, geralmente crónica, causada pelo uso
excessivo de vasoconstritores tópicos. É também chamada de rinite de (Reoud) ou rinite
química.
Geralmente surge após 5-7 dias de uso da medicação. Os medicamentos que
frequentemente causam esse tipo de reacção são: A efedrina, a fenilefrina e a
oximmetazolina.
Factores Associados
Rinite alérgica
Desvio do septo nasal
Pólipos nasais
Infecção das vias aéreas superiores
Rinosinusites
Gravidez e outras condições com elevado nível de estrogénios como a
puberdade.
Quadro Clinico
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Congestão nasal crónica sem rinorreia e sem espirros, com roncos e respiração pela
boca. Mucosa nasal hiperemiada, com áreas punctiformes de sangramento, com muco.
Raramente a mucosa esta pálida.
Não é ligada as estacões do ano ou a hábitos de vida do paciente de ficar ao ar ou em
ambientes fechados.
Diagnostico
O diagnóstico é fundamentalmente clinico, com história de uso excessivo de
descongestionantes nasais e os sinais e sintomas referidos no quadro clinico.
Tratamento
Retira o medicamento em causa se não melhora após suspensão do medicamento, fazer
um curto curso de prednisolona de 10-20mg/dia por 4-5 dias, e se mesmo assim não
melhorar, referir ao médico.
2.2. Sinusite
É a inflamação da mucosa dos seios perinasais.
Nos adultos o seio mais afectados e seio maxilar, seguido do etmoidal e do frontal
Classificação:
Pode ser: aguda – se a duração e limitada a 2-3 semanas
Subaguda: se continua durante 4-12 semanas
Etiologia
E causada por:
Bactérias: streptococco, estafilococo, pneumococco, hemofilus inflenzae,
pseudomonas a eruginosa em pacientes imunodeprimidos
Factores predisponentes
Infecções das vias aéreas superiores
Alergia
Imunodepressao
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Trauma
Infecções dos dentes
Neoplasias
Quadro clinico
Os sinais e sintomas da sinusite aguda e crónica são similares, e diferem somente na
duração.
A sintomatologia e variável, dependendo do seio afectado:
Sinusite maxilar: dor na região geniano-malar espontânea ou a palpação, dor no
dente, cefaleia frontal
Sinusite frontal: dor na aérea de projecção do seio frontal, cefaleia frontal.
Outros sintomas associado associados podem ser:
Cefaleia que aumenta ao baixar a cabeça ou tossir
Hiperemia do nariz, bochechas ou pálpebras
Mal-estar generalizado
Especificamente na sinusite crónica podem ser presentes:
Tosse crónica seca
Febre de origem desconhecida
Dor dos dentes
Halitose
Complicações
Caso a sinusite não seja tratada há risco da infecção estender-se aos tecidos adjacentes e
em particular determinar:
Celulite orbital
Meningite
Encefalite
Osteomielite do osso mandibular
Diagnostico
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O diagnóstico é baseado na história clinica e no exame físico.
O exame físico dos seios para nasais inclui as seguintes manobras:
Inspecção das cavidades: pesquisar sinais de infecção ou alergia (ver cima)
Palpação dos seis paranasais: pesquisar dor (ver a cima)
Diagnostico Diferencial
A sinusite deve ser diferenciada das seguintes condições:
Resfriado comum: tem sintomas sistémicos como a febre e sua duração é menor
Rinite alérgica: é caracterizada por secreção serosa, espirros em salva, prurido
Sinusite crónica: tem duração maior
Tratamento
O tratamento da sinusite tem o objectivo de melhorar a drenagem do conteúdo dos seios
para nasais, controlar a infecção e evitar as complicações.
Inalação de vapor aquoso para determinar uma vasoconstrição e diluição das secreções,
melhorando a drenagem. Descongestionantes nasais com vasoconstritores (efedrina e
fenilefrina).
A sinusite viral cura espontaneamente e não precisa de antibióticos.
A sinusite bacteriana é tratada com antibióticos focados no agente causal:
Amoxicillina ou ácido clavulanico: cpr 500mg por via oral, 3 vezes ao dia
durante 2 semanas
Eritromicina, em caso de alergia amoxicilina:cpr 500mg por via oral a cada 6h
durante 2 semanas
Cotrimoxazasol: cpr 480 mg por via oral 2 vezes ao dia durante 2 semanas
Metronidazol, associar em caso de infecção suspeita por anaeróbios (infecção
dental)
Na sinusite crónica a duração do tratamento deve ser de 4-6 semanas e devem ser
associados aos seguintes medicamentos:
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Descongestionantes da mucosa nasal por uso local
Corticosteróides por via oral, prednisolona 20-40 mg/dia durante 4-5 dias se não
melhora referir ao médico.
2.3. Epistaxis
Definição: é a perda de sangue pelo nariz.
Causas
Podemos dividir as da epistax em:
Causas Locais: idiopáticas, traumatismos, rinites, influências ambientais
(variações da pressão e de temperatura), corpos estranhos,
Causas Gerais: doenças cardiovasculares (a HTA deve ser sempre pesquisada),
doenças infecciosas, doenças hemorrágicas e hereditárias.
Fisiopatologia
A mucosa das cavidades nasais esta sujeita a hemorragia ou epistaxe por algumas
características, sendo elas:
Ser muito vascularizada
Ser muito frágil
Estar particularmente exposta a irritações e microtraumatismos
A mucosa é vascularizada por uma rede de capilar muito rica, que derivam das artérias
etmoidais e das artérias esfeno-paltinas.
Dependendo do local da hemorragia classifica-se em anterior ou posterior, e pode
originar uma epistaxe leve, moderada ou grave:
Hemorragia anterior: localiza-se nos dois terços anteriores- na parte frontal do
nariz. É o tipo de hemorragia nasal mais comum. Esta forma de hemorragia é
geralmente causada por micro-episodio da rinite para tirar as secreções.
Hemorragia posterior: localiza-se no terco posterior do nariz. A hemorragia é em
geral abundante devido ao facto de existirem vasos de calibre maior nessa parte
do nariz e pode necessitar de tratamento agressivo e por vezes hospitalização.
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Quadro Clinico
Os sinais e sintomas são claros e evidentes: hemorragia nasal. Podem estar ou não
associados a sinais e sintomas sugestivos de uma condição de emergência:
Hipertensão arterial
Frequência cardíaca aumentada
Pulso fraco/fino
Palidez confusão progressiva
Dificuldade de respirar
Diagnostico
Perante uma epistaxe é necessário diferenciar em primeiro lugar se é anterior ou
posterior, se é potencialmente abundante tal de tornar-se uma emergência medica, é
preciso estabilizar o paciente e depois tentar identificar as causas.
Conduta
Entre as medidas imediatas para estabilizar o paciente inclui o tamponamento nasal.
O tamponamento nasal é um procedimento realizado para conter o sangramento da
mucosa nasal (epistaxis), pode ser anterior ou posterior dependendo da localização da
hemorragia. Técnica de tamponamento nasal anterior:
Preparar o material necessário a usar
Lavar as mãos com água, sabão ou fricciona-las com álcool glicerinado e calcar
luvas
Explicar o paciente a situação da hemorragia nasal e orienta-lo de maneira que
fique calmo
Por o paciente sentado com o tronco e cabeça ligeiramente inclinados para a
frente. Reclinar-se ou inclinar a cabeça para trás só pode faze-lo emgolir o
sangue
Tirar o sangue coagulado, limpar com soro fisiológico e confirmar o local do
hemograma
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Apertar as partes moles do nariz entre o polegar e o indicador e fazer isto
durante pelo menos 10 minutos até a hemorragia parar
Figura 1. Tamponamento Nasal
Aperto das Partes Moles do Nariz.
Aplicar gelo envolvido numa toalha ou guardanapo, na base do nariz e na região
do osso frontal. Na falta de gelo pode-se molhar um guardanapo com água fria.
Em caso da hemorragia não parar introduzir um tampão feito com gaze em
forma de pregas, humedecida com soro fisiológico ou lidocaina gel, dentro da
cavidade nasal. Após 10 minutos controlar se a hemorragia parou tirando
levemente o tampão.
Tamponamento Nasal Posterior
Caso a hemorragia não pare, é possível que seja a parte posterior do nariz a sangrar.
Nesse caso seguir os seguintes passos:
Introduzir o cateter de foley (a parte terminal da algalia) após ter lubrificado a
ponta, no nariz que esta a sangrar até chegar na parede da orofaringe.
Retira-lo um pouco para subir até o narofaringe e encher o balão de soro
fisiológico, 10ml em adultos.
Puxar delicadamente o cateter ate chegar nas fossas nasais posteriores e oclui-la.
Fixar o cateter com fita adesiva na região frontal e deixar por 48 horas.
Introduzir um tampão de gaze gordurosa no nariz.
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Referir para o nível superior, que ira retirar o cateter após 48 horas.
FIGURA 2. Tamponamento Nasal posterior
Cateter de Foley.
Contra-indicação ao Tamponamento para a qual é necessário referir o paciente:
Afecções do septo nasal incluindo neoplasias
Sangramento massivos do nariz
Sempre deve-se medir a pressão arterial para excluir a HTA como sendo a causa da
epistaxe. Neste caso a medicação com anti-hipertensivos, se for necessário, deve ser
iniciada. A vitamina K em caso de distúrbios de coagulação e administração de líquidos
intravenosos (soro fisiológico, lactato de Ringer) ou transfusão de sangue se houver
sinais de emergência hipovolemico por hemorragia abundante. O controlo doa sinais
vitais é extremamente importante nestes casos.
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3. Conclusão
Após a realização deste trabalho, conclui-se que, a rinite é a infamação da mucosa das
fossas nasais e ela esta divida em vários tipos que são a rinite aguda, a rinite crónica, a
rinite infecciosa, a rinite alérgica a rinite medicamentosa e a rinite gravidica ou atrófica
e também abordamos sobre a Epistax que é a perda de sangue pelo nariz. As epistax
estão divididas em causas locais que encontramos a idiopáticas, o traumatismo e
também encontramos a causa gerais: que são doenças cardiovasculares, doenças
infecciosas, doenças hematológicas e de coagulação e também falamos da sinusite que é
a inflamação da mucosa dos seios paranasais que é geralmente por progressão de uma
rinite viral, bacteriana ou fúngica por infecções do dente e caso de sinusite dos seios
maxilar, por alérgenos.
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4. Referencias Bibliografias
Manual de Técnico de Medicina Geral (TMG), Otorrinolaringologia,
Estomatologia e Oftalmologia. Ministério da Saúde, 2012.
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