Cumprimento de sentença e execução
Penal
Inquérito -> processo -> execução
Trabalho
Cognição ->execução
Processo civil
Cognição -> cumprimento de sentença – execução ( título judicial)
No processo civil existe outra fase chamada de processo de execução
Ação autônoma de execução
título extrajudicial (cheque)
As 03 espécies de processos.
a-Processo de Cognição/Conhecimento:
onde se busca a certeza do direito, formando um titulo judicial
b-Processo de Execução
inicia-se com o cumprimento da sentença, que é o titulo judicial
c-Processo Cautelar
tem por finalidade buscar uma decisão provisória em casos de urgência ou emergência, com a
concessão de tutela antecipada ou decisão liminar
as 03 espécies de sentença
a-condenatória
cria uma obrigação (condenatória), de pagar, fazer de não fazer ou entregar coisas. Cria-se um
titulo judicial.
b-constitutiva
cria, modifica ou extingue uma relação jurídica, eliminando duvidas ou incertezas fáticas ou
jurídicas. Não vai criar titulo executivo
Ex: investigação de paternidade ( mas se a pessoa for mesmo o pai, vai ser constitutiva e
condenatória )
c- declaratória CPC art 19/20
que visa a declaração da existência ou inexistência de uma relação jurídica ou autenticidade ou
falsidade de documentos. Não gera titulo judicial
Até 2015, os processos de cognição e execução eram autônomos (independentes) entre si.
Na realidade eram 02 processos
Hoje
O CPC criou o cumprimento de sentença art 513/538
inicia-se com o processo de cognição, que vai até o transito em julgado, no mesmo processo
inicia-se uma nova fase denominada de cumprimento de sentença (execução). É um processo
chamado de sincrético. Decorre de um titulo judicial
Também permite a execução de títulos extrajudiciais (art 771/925). O artigo 784, dispõe quais
são títulos extrajudiciais ( forma um processo autônomo. Cheque)
As regras de todo o processo de execução estão nos artigos do CPC referente a execução
extrajudicial. ( referencia sobre penhora, alienação de bens, avaliação de bens, adjudicação de
bens, substituição de bens, fraude á execução )
Principios Gerais da Execução
a-Patrimonialidade cpc art 789
A execução tem por finalidade excutir os bens do devedor para o pagamento de seus credores.
Inexiste a prisão civil por dívidas salvo a alimentar (CF art 5, LXVII)
b- Satisfatividade ou exato adimplemento (art 831 e 899)
O credor tem direito a satisfação de seu crédito no exato valor comprovados no autos
c- disponibilidade art 775
direito privado -> disponível (não há necessidade da concordância do executado para a
desistência da execução.
i- se os termos discutidos forem apenas processuais, não haverá necessidade de ouvir o
executado.
ii- nos demais casos haverá a necessidade de concordância do executado. Exemplo: HA
necessidade da concordância do executado quando se discute mérito como pagamento,
prescrito ou nulidade
d- Utilidade
A execução tem que trazer algum benefício ao credor (entrega da coisa, pagamento), pois o
processo não é lugar para discussão apenas de temas jurídicos (art 836)
e-Menor onerosidade art 805
A execução deve ser realizada pelo modo menos gravoso ao executado
F-Autonomia= a execução é denominada de processo autônomo, com regras e princípios que
nem sempre são os mesmos do processo de conhecimento
G- Dignidade da pessoa humana
Processo de execução = meio cabível para cobranças de dívidas
art. 139, iv e 536 parágrafo 1
adi5941, stf
Requisitos para a execução art 786
Art 786- A execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça a obrigação certa,
liquida e exigível, consubstanciada em título execução
a- título executivo, pode ser judicial ou extrajudicial, sob pena de carência da ação
b- inadimplência do devedor, devendo estar em mora
Competência para a execução (foro)
Absoluta (relevantes)
função, matéria e pessoa
relevante interesse público pode ser alegado a qualquer tempo e o juiz reconhecer de ofício.
relativa
valor, local (território)
o juiz não pode conhecer de oficio, a parte tem que arguir incompetência na primeira
oportunidade de falar nos autos, pode ser objeto de eleição
o interesse é privado ou particular e não público
Competência (foro) no cumprimento de sentença (título judicial) art516
i-nos tribunais, acusar de sua competência originaria (competência funcional e absoluta)
ii- no juízo que decidiu a causa na primeira jurisdição (a princípio competenia funcional e
absoluta)
iii-o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença
arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo. (regra deve
ser desconsidera, já que o titulo formado pelo tribunal marítimo foi vetado)
art 105,I,”e”, CF STJ
Competencia para ação de execução
titulo extrajudicial art 781
competência é relativa – valor / território.
i- no domicilio do executado; de eleição constante de titulo, ou onde se localizarem os bens.
(escolha cabe ao credor, mas deve-se levar em conta o principio da menor onerosidade do
devedor)
Cumprimento provisório de senteça art 520/522
i- em regra ocorre somente no cumprimento da sentença (judicial)
ii-prolatada uma decisão, uma das partes recorre ao tribunal
se o recurso tiver efeito suspensivo pode-se executar de forma provisória a decisão
art 520 i- ocorre por iniciativa e responsabilidade do exequente
(os alimentos são irrepetíveis e não compensatórios )
como regra o cumprimento da sentença provisório não pode ir além da penhora de bens ou de
art 520 IV dinheiro exige-se caução.
Títulos executivos art 783
Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação
certa, líquida e exigível. Podendo ser judicial ou extrajudicial
todos os títulos são criados por lei. Lei em sentido formal
há necessidade do documento original ¿
em regra sim. Há casos em que se admite uma copia, desde que justificada, notadamente
provando que o documento existe, mas é impossível a sua juntada
Títulos executivos judiciais art 515
cumprimento de sentença
A defesa é exercida através da impugnação (titulo executivo judiciais)
I - as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação
de pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa;
II - a decisão homologatória de autocomposição judicial;
III - a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza;
IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos
herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal;
V - o crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou honorários tiverem
sido aprovados por decisão judicial;
VI - a sentença penal condenatória transitada em julgado;
art 387 iv cpp
art 65 cpp
estado de necessidade, legitima defesa, estrito cumprimento do dever legal, exercício regular
do direito
art 935 do CC. Se o juiz criminal decidir quanto a autoria e a materialidade o juiz civil não pode
mudar a decisão
VII - a sentença arbitral;
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça;
CF, art 105, I, “i” CPC art 965
(nacionalização da sentença estrangeira)
sentença do TPI: não precisa ser homologada pelo STJ
sentença da corte do Pacto de São Jose : também não precisa ser homologado pelo STJ
foro: Justiça Federal - DF
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória
pelo Superior Tribunal de Justiça;
Titulo Executivos Extrajudiciais ( ação de execução)
1- podem ser produzidos pelos particulares e pelo poder publico ( cartório ,
prefeitura, autarquia, etc)
A característica do titulo extrajudicial é a certeza e a confiança daquele
documento. Possuem veracidade e autenticidade
a defesa é realizada através de embargos de execução (titulo executivo
extrajudicial)
Art 784 – Titulos executivos extrajudiciais
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;
Letra de cambio:
1- sacador, que emite o titulo e da a ordem de pagamento
2- sacado- aqui que recebe o titulo para pagar a terceiro
3- Beneficiário- que vai receber o numerário
decreto 2044/1908
Nota promissória:
Promessa de pagamento a terceiros, com dia e valor de vencimento. Regulado pelo Decretp
2044/1908
Duplicata: titulo comercial que decorre de uma venda comercial
Regida pela lei 5474/1968
Debenture: são títulos lançados pelas empresas ma bolsa de valores, para serem vendidos aos
interessados, tendo, ao final, uma forma de angariar recursos
Cheque: ordem de pagamento a vista, quando a pessoa tem saldo bancário regulado pela lei
7357/1985
Diferença de cheque e nota promissória: cheque ordem de pagamento a vista e a nota
promissória é uma promessa de pagamento
1) Letra de cambio NC
2) Nota promissória NC
3) Duplicata causal
4) Debenture NC
5) Cheque NC
Causais e não causais ( abstrato)
causa subjacente ( origem)
II- a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; (não há
necessidade de testemunha)
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas;
IV - o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria
Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou
mediador credenciado por tribunal; ( não há necessidade de testemunha)
V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e
aquele garantido por caução;
garantia real imobiliária (hipoteca)
garantia real imobiliário (móvel, penhor)
anticrese- contrato em que se ortoga o direito usu fruto de um imóvel para pagamento de uma
divida ( aluguel)
VI – Contrato Seguro de Vida no caso de Morte. (Se for por invalidez, precisa entrar com
o processo de cognição)
VII – O crédito decorrente de FORO (Valor anual, pelo USO do bem da IGREJA) e
LAUDEMIO (Valor pago na COMPRA do imóvel). (Enfiteuse) – Imóveis que pertenciam à Igreja.
Art. 2.038 C.C. – Proíbe o Laudêmio, a partir de 2002, as antigas continuam.
NP2
As iniciais a as defesas nos procedimentos executórios
1) Cumprimento de sentença
Petição art 513, paragrafo primeiro.
mediante requerimento do exequente
O cumprimento da sentença que reconhece o dever de pagar quantia, provisório ou definitivo, far-se-á a
requerimento do exequente.
-> qualificação das partes
->discriminação dos valores em planilhas
-> documentos { sentença do juiz; acordão do tribunal}
Intimação do devedor, na pessoa do seu adv. Art. 513, parágrafo 2, I-
§ 2º O devedor será intimado para cumprir a sentença:
I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos;
Se o cumprimento da sentença for iniciado após 1 ano do trânsito em julgado da sentença,
a intimação será direta ao devedor através do correio, com AR. Art 513, parágrafo quarto
§ 4º Se o requerimento a que alude o § 1º for formulado após 1 (um) ano do trânsito em julgado da sentença, a
intimação será feita na pessoa do devedor, por meio de carta com aviso de recebimento encaminhada ao
endereço constante dos autos, observado o disposto no parágrafo único do art. 274 e no § 3º deste artigo.
Finalidade: pagar o debito no prazo de 15 dias. Art 523, “caput”
Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre
parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o
executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.
Se não pagar em 15 dias sera o valor acrescido de multa de 10% mais honorários de 10%.
Art 523, paragrafo primeiro
§ 1º Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput , o débito será acrescido de multa de dez por cento
e, também, de honorários de advogado de dez por cento.
Se não pagar no prazo de 15 dias , expede-se mandado de penhora. Art 523, paragrafo
terceiro
§ 3º Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido, desde logo, mandado de penhora e
avaliação, seguindo-se os atos de expropriação.
Após escoado os 15 dias para o pagamento, e não realizada, inicia-se o prazo de 15 dias
para a defesa (IMPUGNAÇÃO). Art 525 15+15=30
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze)
dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua
impugnação.
Cumulações de Execuções: Art. 780
Art. 780. O exequente pode cumular várias execuções, ainda que fundadas em títulos diferentes, quando o
executado for o mesmo e desde que para todas elas seja competente o mesmo juízo e idêntico o procedimento.
Podem ser cumulados vários títulos executivos em um só processo, mesmo sendo títulos
diferentes ( diversos ), desde que seja o mesmo juízo e procedimento
não pode cumular com cumprimento de sentença
Execução provisória, que, em regra, só pode ocorrer em casos de títulos executivos
judiciais e que tem caráter excepcional,
Para o Código atual, a execução é definitiva quando fundada em: (i) título extrajudicial;
ou (ii) título judicial com autoridade de coisa julgada (art. 523). E é provisória quando (i)
baseada em título judicial impugnado por recurso desprovido de efeito suspensivo (art.
520), ou (ii) ainda, quando fundada em título extrajudicial, enquanto pendente apelação
da sentença de improcedência dos embargos do executado, quando recebidos com
efeito suspensivo (art. 1.012, § 1º, III).
Citação/Intimação e defesa na execução de titulo extrajudicial
1- petição inicial (arts 319/320)
2- Citação art 247- a regra atualmente é a citação por carta postal com AR
3- O prazo se inicia com a juntada do AR no processo
4- Finalidade da citação para
a) Pagar o debito no prazo de 3 dias art 829 ( não é prazo próprio, não é preclusivo).
prazo próprio – preclusivo, prazo improprio não é preclusivo (Execução por quantia
certa)
b) Para apresentar sua defesa (embargos a execução) no prazo de 15 dias. Art 915
c) O prazo é único, devendo o eventual pagamento e a defesa ser realizada em 15
dias.
d) Devera ser penhorado o bens que foram indicados pelo credor, ofertados pelo
devedor ou encontrados pelo oficial de justiça , se a citação for por oficial
Se o oficial, não encontra o devedor, mas encontra bens do devedor, ele pode
promover o arresto desses bens. Art 830
Defesas do devedor:
A) No cumprimento de sentença
sentença feita através da impugnação – 15 dias +exceção
B) Na execução título extrajudicial
embargos a execução – 15 dias - +exceção
C) Exceção ou objeção de pré-executividade
Impugnação é um incidente que corre junto com o requerimento do cumprimento da
sentença. Em apenso ao processo de cognição. A impugnação é uma defesa limitada.
Art 525. Pq é limitado ¿
Defesas dos devedores – cumprimento de sentença – impugnação
A defesa é limitada pelo próprio cpc – art 525, paragrafo primeiro
§ 1º Na impugnação, o executado poderá alegar:
I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia;
(pode ser alegada em qualquer fase do processo)
II - ilegitimidade de parte;
III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;
IV - penhora incorreta ou avaliação errônea;
V - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;
VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;
ação penal: sentença estrangeira homologada pelo STJ
VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação,
compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.
Apresentada a impugnação, o juizo ouvirá o credor no prazo de 15 dias uteis
1. se não houver necessidade de intrução probatória o juiz poderá proferir sentença de
imediato;
2- caso contrário o juiz determinara as provas que se fizerem necessário
Defesa do executado titulo extrajudicial
embargos a execução (15 dias)
embargantes devedor executado
embargado credor exequente
Embargos á execução= é considerada uma ação autônoma – goza de autonomia.
A defesa é ampla, nos termos da lei processual civil, não há necessidade de penhora ou
qualquer outra garantia
acordo: se reconhecer o debito pode propor um acordo – art 916 cpc
30% a vista, e o saldo devido em 6 parcelas acrescido das custas, juros e honorários
o paragrafo 7 do artigo 916: § 7º O disposto neste artigo não se aplica ao cumprimento da
sentença.
A defesa é ampla – no prazo de 15 dias o embargante (devedor) pode apresentar todos os
argumentos possíveis, sem limitação
art 917
Art. 917. Nos embargos à execução, o executado poderá alegar:
I - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;
II - penhora incorreta ou avaliação errônea;
III - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;
IV - retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de execução para entrega
de coisa certa;
V - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;
VI - qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de
conhecimento.
Objeção e exceção de pré executividade
A. O CPC antigo/ O devedor para oferecer sua defesa era obrigado a ofertar bens a
penhora . Solução: Foi criada pela doutrina e juripridencia a denominada objeção e
exceção de pre-executividade. A finalidade seria apresentar defesas sem ofertar bens
a penhora.
primeiro criou-se a objeção seria aplicável nos temas de interesse publico, quando o
juiz pode de agir de oficio. Ex: condições da ação nos casos a competência
no caso a incompetência poderia ser arguida através da objeção pré executividade
Requisito: A prova da arguição deve estar pré-constituida, ou seja, deve ser provada de
plano, de forma imediata, sem qualquer dilação probatória
Objeção: temas de direito publico onde o juiz pode arguir de oficio
exceção: temas de direito privado, quando o juiz não pode agir de oficio
O CPC/2015, não exige que para a defesa se ofereça bens a penhora.
sumula 393, do STJ “ a exceção de pré executividade é admissível na execução fiscal,
relativamente ás matérias reconhecidas de oficio, que não demandem instrução probatória
Que pode ser ofertada a qualquer tempo Sumula 393 do Stj (objeção)
Patrimonialidade
O patrimônio do devedor responde pelo pagamento de suas dívidas. Artigos 789 e 824
Art 790, pagamentos por terceiros.
Art. 789. O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento
de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei.
Art. 824. A execução por quantia certa realiza-se pela expropriação de bens do executado,
ressalvadas as execuções especiais.
Os bens que respondem pela divida, como regra é do devedor, sendo que a obrigação (divida)
é de responsabilidade do devedor
Há diferença entre obrigação (divida) e a responsabilidade pelo pagamento.
Há dividas que não geram a obrigação de pagar (aposta de jogo)
Pode haver responsabilização que não decorre de obrigação (divida). A divida deverá ser paga
por terceiros. Ex: fiador, avalista, pais pelos danos causados por filjhos menores, cessão de
debito, etc
Artigo 790: terceiros cujos bens ficam sujeitos a constrição
Art. 790. São sujeitos à execução os bens:
I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução fundada em direito
real(hipoteca) ou obrigação reipersecutória quando o bem está na posse de terceiros, e o
bem é reivindicado
II - do sócio, nos termos da lei; CPC art 795
Os bens particulares dos sócios não respondem pelas dividas da sociedade se não nos casos
previstos em lei (mei)
III - do devedor, ainda que em poder de terceiros;
IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus bens próprios ou de sua
meação respondem pela dívida;
V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à execução;
VI - cuja alienação ou gravação com ônus real tenha sido anulada em razão do
reconhecimento, em ação autônoma, de fraude contra credores;
VII - do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade jurídica.
CPC, art 133 a 137. Ocorre quando a empresa é utilizada de forma fraudulenta ou com
fins fraudulentos
Regras:
1. Há uma presunção (relativa) de que todas as dividas contraídas pelo casal, foi para
beneficiar a família
2. Os bens próprios (particulares) não respondem pelas dividas do casal
3. Quando se refere a meação significa que o bem pertence ao casal
4. Os bens adquiridos pelo casal respondem pelos dividas contraídas por ambos.
Bens sujeitos a execução:
bens de terceiros que não devedor
Art. 790. São sujeitos à execução os bens:
I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução fundada em direito real ou obrigação
reipersecutória;
II - do sócio, nos termos da lei;
III - do devedor, ainda que em poder de terceiros;
IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus bens próprios ou de sua meação
respondem pela dívida;
V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à execução;
VI - cuja alienação ou gravação com ônus real tenha sido anulada em razão do
reconhecimento, em ação autônoma, de fraude contra credores;
VII - do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade jurídica.
V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à execução;
Regras:
a- Deve existir em processo seja de cognição ou execução em andamento,
b- Ofende não o direito da parte (privado), mas sim o direito publico e a dignidade da
justiça
c- A fraude à execução resulta na ineficácia do ato praticado, não sendo nulo, nem
anulável. Art. 792 paragrafo 1.
Art. 792. A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à execução:
§ 1º A alienação em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente.
d- O Ato fraudulento tem relação apenas entre vendedor(devedor) e o comprador
(terceiro interessado) e não o credor.
e- A ineficácia alcança o bem onde e com quem ele estiver (direito de sequela)
f- Não há necessidade de processo próprio para arguir a fraude, basta uma simples
petição
O STJ em 2009 (CPC/1973) emitiu a sumula 375:
“O reconhecimento de fraude a execução depende de registro da penhora do bem alienado ou
da prova de má fé do terceiro adquirente”.
CPC 2015 – art. 828-
Art. 828. O exequente poderá obter certidão de que a execução foi admitida pelo juiz, com
identificação das partes e do valor da causa, para fins de averbação no registro de imóveis, de
veículos ou de outros bens sujeitos a penhora, arresto ou indisponibilidade.
Após o juiz receber a inicial, a parte pode (deve) solicitar uma certidão de do cartório, com o
nome das partes e o valor da ação, e averbá-la na matrícula do imóvel, ou no órgão próprio em
caso de veículo
828, parágrafo quarto.
§ 4º Presume-se em fraude à execução a alienação ou a oneração de bens efetuada após a
averbação.
CPC/2015 – art. 792- Art. 792. A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à
execução:
i- Somente se houver a penhora registrada no registro público, se houver,
ii- quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de
execução, na forma do art. 828 ;
iii- Se tiver sido averbada na matricula eventual hipoteca judiciária ou outro ato de
constrição judicial. A hipoteca judiciaria estar regulada pelo art 495 do CPC
Trabalho: 0,5 a 2
tema: a expropriação de bens do devedor através da adjudicação e alienação, e suas
características principais