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Antropologia Geral: Cultura e Métodos

O documento aborda conceitos fundamentais da antropologia, utilizando a metáfora do icebergue para ilustrar a diferença entre a cultura visível e a invisível. Discute também o relativismo cultural e o etnocentrismo, enfatizando a importância de uma abordagem equilibrada na pesquisa antropológica. Além disso, destaca a relevância de métodos qualitativos e quantitativos na investigação antropológica, com ênfase na observação participante e outras técnicas de coleta de dados.

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Antropologia Geral: Cultura e Métodos

O documento aborda conceitos fundamentais da antropologia, utilizando a metáfora do icebergue para ilustrar a diferença entre a cultura visível e a invisível. Discute também o relativismo cultural e o etnocentrismo, enfatizando a importância de uma abordagem equilibrada na pesquisa antropológica. Além disso, destaca a relevância de métodos qualitativos e quantitativos na investigação antropológica, com ênfase na observação participante e outras técnicas de coleta de dados.

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UNIDADE CURRICULAR: Antropologia geral

CÓDIGO: 41098

DOCENTE: Lúcio Sousa e Caio Novaes

A preencher pelo estudante

NOME:

N.º DE ESTUDANTE:

CURSO: Ciências Sociais

DATA DE ENTREGA: 13/02/2023

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TRABALHO / RESOLUÇÃO:

Grupo I

Questão 1

O modelo conceptual de cultura como “icebergue” (Sousa, 2021:22),


representa quando visualizamos o icebergue de cima só cerca de
10% deste se encontra a superfície os restantes 90% estão imersos.

Transpondo esta analogia para a cultura podemos constatar que a os


10% a parte visível do icebergue corresponde á maneira como
vivemos e interagimos uns com os outros, as nossas tradições, o que
comemos e como nos vestimos, ou seja, são os aspetos que os que
estão ao nosso redor observam.

A parte imersa do icebergue, cerca de 90%, é a parte invisível aos


olhos dos outros e correspondem às nossas preferências, opiniões,
valores, crenças e sistemas de valores. Apesar de estar submerso e
oculto não podemos ignorar a sua existência porque os aspetos
submersos da superfície da água influenciam de forma direta os que
estão visíveis na "ponta" do iceberg, ou seja, há uma inter-relação
entre eles.

“A ideia é a de que, tal como um iceberg, aquilo que vemos da


cultura é somente a sua superfície, sendo por vezes difícil imaginar e
conceber o que se oculta por abaixo da linha de água” (Sousa,
2021:22-23)

Dando um exemplo, se eu for estudar um dos povos indígenas da


América Latina o que me é visível é a forma como se cumprimentam,
como se alimentam, como se vestem (esta a forma de cultura visível,
a tal ponta do icebergue).

Compreender as relações que existe entre eles, os rituais


(casamento, morte, nascimento) é a parte invisível do icebergue, a
parte submersa

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A antropologia e a etnografia são disciplinas das ciências sociais que
se debruçam sobre esta parte invisível.

Questão 2

Relativismo cultural como é definido por Hoebel e Frost, citado por


Sousa (2021:38) “o conceito de relatividade cultural afirma que os
padrões do certo e do errado (valores) e dos usos e atividades
(costumes) são relativos à cultura da qual fazem parte. Na sua forma
extrema, esse conceito afirma que cada costume é valido em termos
de seu próprio ambiente cultural”

Por outro lado, etnocentrismo é uma visão do mundo segundo a


nossa perspetiva, ou seja, percecionamos o que nos rodeia de acordo
com o que pensamos e sentimos, através dos nossos valores e dos
nossos modelos. (Sousa,2021)

O antropólogo terá de balizar estes dois conceitos para que não se


foque só numa visão etnocêntrica porque poderá haver uma
“intolerância cultural face à diversidade e o fechar as portas à
curiosidade pelo conhecimento” (Sousa,2021:37) e que utilize de
forma consciencializada o relativismo cultural para que este não seja
usado como princípio ético, porque no seu extremismo poderá levar
ao niilismo (falta de sentido da existência humana).

Grupo II

Questão 6

Na antropologia há uma predominância dos métodos qualitativos,


contudo as metodologias quantitativas são igualmente importantes
para o trabalho antropológico.

Na antropologia está patente a “necessidade ou curiosidade em


compreender o Outro, facto que não faz somente com que possamos

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adquirir dados sobre este, mas também refletir sobre o Nós”. (Sousa,
2021:15)

Como refere Tim Ingold, a antropologia é uma ciência que se


desenvolve de forma partilhada. (Sousa, 2021)

O antropólogo aprende a aprender e vive a cultura do povo ou da


sociedade que está a investigar, enquanto processo dinâmico, ou seja
as pessoas que são alvo do nosso estudo participam no processo de
vivência da sua experiência de vida, por isso se diz que a
antropologia é um estudo com as pessoas.

Para isso este estudo existem vários métodos de investigação uns


mais clássicos e outros

Um dos métodos mais importante da antropologia é a observação


participante (na qual se evidenciam as entrevistas e a recolha de
histórias de vida), os grupos focais e as técnicas de entrevista
de grupo.

Segundo Sousa, 2021, nas metodologias mais clássicas as técnicas.


envolvem registo de conversações informais, entrevistas formais e a
aprendizagem da língua é um elemento essencial.

No entanto na antropologia, fundamental e aplicada, emprega-se um


conjunto de técnicas nas suas investigações. Destas registamos: os
grupos focais (em antropologia aplicada e em particular na centrada
em pesquisa de comunidades, é vantajosa em levantamentos de
necessidades, avaliação de programas e levantamentos de impactos
sociais), os grupos nominais (os grupos nominais são úteis pois
permitem ultrapassar algumas das dificuldades dos grupos focais,
nomeadamente, a possibilidade de existirem rivalidades
interpessoais.) e os Delphi Groups realizado informaticamente ou pelo
correio particularmente útil quando os participantes vivem afastados
uns dos outros, contudo a dificuldade destes é terem

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necessariamente a capacidade de expor de forma escrita as suas
opiniões.

Bibliografia

Sousa, L. (2021). Textos de Antropologia Geral. Lisboa. Universidade


Aberta

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