Endodontia Felipe Leonan 2020.
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Diagnóstico Pulpar
e Periapical
Exame Clínico e Diagnóstico Pulpite Reversível
Dor provocada (frio), localizada e de curta
Avaliação das condições gerais do paciente: duração (dor cede após remoção do estímulo)
história da doença, medicamentos, alergia Pode ter desconforto por substâncias doces ou
Queixa principal (se houver) ácidas
Aspectos clínicos extraorais e intraorais Não se encontram sinais clínicos nem
Aspectos radiográficos e/ou tomográficos: sintomatologia intensa
analisar se tem rizogênese, presença de cárie e Teste pulpar: dor aguda, rápida, localizada; cede
sua profundidade, restaurações, calcificações, após remoção do estímulo
lesões periapicais, fraturas e perfurações Percussão e palpação: negativo
Realizar testes mecânicos (palpação, percussão e Associada a hipersensibilidade dentinária,
inspeção), testes pulpares térmicos retrações, cáries não profundas e restaurações de
devem ser realizados primeiramente em média profundidade
dentes adjacentes ou contralaterais, para Sem alterações aos exames de imagem na região
familiarizar o paciente e obter resposta periapical
normal aos dentes sadios
Classificação
Polpa Viva Normal Pulpite Irreversível Sintomática
Dor intensa, que caminha de forma intermitente
Ausência de sintomatologia para contínua, espontânea
Resposta positiva aos testes mecânicos Pode ser referida para outras áreas (difusa)
Resposta normal aos testes térmicos; duração a Se intensifica quando o paciente deita ou abaixa
sensibilidade aos estímulos deve ser rápida A dor se intensifica com os estímulos térmicos
(poucos segundos) (que persistem por 30s ou mais mesmo após a
remoção do estímulo)
Analgésicos não fazem efeitos
Percussão e palpação negativa, mas pode ficar
sensível
Pode apresentar um aumento do espaço do
ligamento periodontal
Geralmente associado a cáries e restaurações
profundas
Endodontia Felipe Leonan 2020.1
Diagnóstico Pulpar
e Periapical
Pulpite Irreversível Assintomática Calcificação Difusa
Não tem dor espontânea Acontece na câmara pulpar, podendo ser parcial
Resposta aos estímulos térmicos pode ser normal ou total
ou ligeiramente alterada Associada ao canal radicular em toda sua
Originada de uma cárie profunda ou trauma, extensão
esperando sempre uma exposição pulpar e Devido a formação de dentina em excesso, pode
necessidade de tratamento endodôntico apresentar alteração de cor na coroa do dente
Sem alterações periapicais aos exames de
imagem
Pode tomar forma crônica e apresentar pólipo
pulpar, nódulo pulpar e reabsorções
Reabsorção Interna
Surge em casos de polpa viva, geralmente
deformando o canal radicular pela reabsorção
das paredes dentinárias
Pólipo Pulpar
Quando ocorre na coroa dentária próximo à
Tecido pulpar exposto na câmara pulpar região do colo dentário, pode provocar alteração
(proliferação de tecido granulomatoso que se cromática (mancha rósea)
projeta a partir da câmara pulpar) Na reabsorção externa a polpa pode estar viva
Acontece em pacientes jovens ou necrosada, e ocorre externamente ao dente
Associada a rizogênese incompleta
Necrose Pulpar
Não apresenta sintomatologia
A polpa responde negativamente aos testes
Não há presença de alterações periapicais
Deve ser realizado o tratamento endodôntico
Nódulo Pulpar
Formação de cálculo na câmara pulpar (e às
vezes no canal radicular)
Pode provocar sensação de desconforto ao
paciente
Endodontia Felipe Leonan 2020.1
Diagnóstico Pulpar
e Periapical
Periodontite Apical Sintomática
Primeira condição de contaminação do canal
radicular suficiente para causar alteração do
periodonto apical
Dor moderada a intensa, localizada, e agravada
pela oclusão ou mastigação
Sensação de dente “crescido” (extrusão do dente
para acomodar o edema no LP) Abscesso Apical Crônico
Teste pulpar: negativo (por causa da polpa
Assintomático ou com ligeiro desconforto à
necrosada)
percussão
Sensível a percussão vertical, sem edema
Presença de fístula
Aumento do espaço do ligamento periodontal e
Pode apresentar rarefação óssea periapical difusa
pode ter rompimento da lâmina dura
ou circunscrita
Possibilidade de agudização
Abscesso Apical Agudo
Presença de edema e dor intensa a palpação e
percussão (mais horizontal)
Pode apresentar esfumaçamento da região
periapical
Pode levar o paciente a apresentar febre e Osteíte Condensante
linfoadenopatia
Aumento do espaço do ligamento periodontal Hipergênese óssea de causa desconhecida, que
e/ou rompimento da lâmina dura produz espessamento do osso
Rarefação óssea periapical difusa ou circunscrita Apresenta densa imagem radiopaca em geral
localizada na região apical
Periodontite Apical Assintomática
Assintomático, sem dor espontânea
Às vezes pode dor ao mastigar alimentos sólidos
Presença de cárie profunda ou restauração
extensa
Pode ter aumento do espaço do ligamento
periodontal com rompimento da lâmina dura ou
lesões periapicais