EADDCC049 – ASPECTOS LEGAIS DA INFORMÁTICA EXERCÍCIO
1º SEMESTRE DE 2018 PROFN. M
N INDIVIDUAL
1 ARCO ANTÔNIO
ARAÚJO
Aluno: Douglas Silva Mariano
Tópico 1: Marco Civil da Internet no Brasil
1. Objetivo da Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil)
O objetivo é estabelecer no Brasil princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no
Brasil e determinar a diretrizes de atuação da união, estados, municípios em relação a matéria.
2. Principais Aspectos da Lei
2.1 Fundamento
A disciplina do uso da internet no Brasil tem como fundamento o respeito à liberdade de
Art. 2o
expressão, bem como:
I
o reconhecimento da escala mundial da rede;
os direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade e o exercício da cidadania em
II
meios digitais;
III a pluralidade e a diversidade;
IV a abertura e a colaboração;
V a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e
VI a finalidade social da rede.
2.2 Princípios
Art. 3º A disciplina do uso da internet no Brasil tem os seguintes princípios:
Garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento, nos
I
termos da Constituição Federal;
II Proteção da privacidade;
III Proteção dos dados pessoais, na forma da lei;
IV Preservação e garantia da neutralidade de rede;
Preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, por meio de medidas
V técnicas compatíveis com os padrões internacionais e pelo estímulo ao uso de boas
práticas;
VI Responsabilização dos agentes de acordo com sua atividades, nos termos da lei;
VII Liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet, desde que não conflitem
com os demais princípios estabelecidos nesta lei.
Parágrafo único. Os princípios expressos nesta Lei não excluem outros previstos no ordenamento
1
jurídico pátrio relacionados à matéria ou nos tratados internacionais em que a República Federativa do
Brasil seja parte.
2.3 Garantias
Art. 4º Art. 4º A disciplina do uso da internet no Brasil tem por objetivo a promoção:
I Do direito de acesso à internet a todos;
Do acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos
II
assuntos públicos;
III Da inovação e do fomento à ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso; e
Da adesão a padrões tecnológicos abertos que permitam a comunicação, a acessibilidade e a
IV
interoperabilidade entre aplicações e bases de dados.
2.4 Direitos
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
Internet: o sistema constituído do conjunto de protocolos lógicos, estruturado em escala mundial para
I uso público e irrestrito, com a finalidade de possibilitar a comunicação de dados entre terminais por
meio de diferentes redes;
II Terminal: o computador ou qualquer dispositivo que se conecte à internet;
Endereço de protocolo de internet (endereço IP): o código atribuído a um terminal de uma rede para
III
permitir sua identificação, definido segundo parâmetros internacionais;
Administrador de sistema autônomo: a pessoa física ou jurídica que administra blocos de endereço
IP específicos e o respectivo sistema autônomo de roteamento, devidamente cadastrada no ente
IV nacional responsável pelo registro e distribuição de endereços IP geograficamente referentes ao
País;
Conexão à internet: a habilitação de um terminal para envio e recebimento de pacotes de dados pela
V
internet, mediante a atribuição ou autenticação de um endereço IP;
Registro de conexão: o conjunto de informações referentes à data e hora de início e término de uma
VI conexão à internet, sua duração e o endereço IP utilizado pelo terminal para o envio e recebimento
de pacotes de dados;
Aplicações de internet: o conjunto de funcionalidades que podem ser acessadas por meio de um
VII
terminal conectado à internet; e
Registros de acesso a aplicações de internet: o conjunto de informações referentes à data e hora de
VIII
uso de uma determinada aplicação de internet a partir de um determinado endereço IP.
2.5 Deveres
O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica
Art 9º quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou
aplicação.
A discriminação ou degradação do tráfego será regulamentada nos termos das atribuições privativas
do Presidente da República previstas no inciso IV do art. 84 da Constituição Federal, para a fiel
§ 1º
execução desta Lei, ouvidos o Comitê Gestor da Internet e a Agência Nacional de
Telecomunicações, e somente poderá decorrer de:
I Requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações; e
2
II Priorização de serviços de emergência.
Na hipótese de discriminação ou degradação do tráfego prevista no § 1º, o responsável mencionado
§ 2º
no caput deve:
abster-se de causar dano aos usuários, na forma do art. 927 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de
I
2002 - Código Civil;
II agir com proporcionalidade, transparência e isonomia;
informar previamente de modo transparente, claro e suficientemente descritivo aos seus usuários
III sobre as práticas de gerenciamento e mitigação de tráfego adotadas, inclusive as relacionadas à
segurança da rede; e
oferecer serviços em condições comerciais não discriminatórias e abster-se de praticar condutas
IV
anticoncorrenciais.
Na provisão de conexão à internet, onerosa ou gratuita, bem como na transmissão, comutação ou
§ 3º roteamento, é vedado bloquear, monitorar, filtrar ou analisar o conteúdo dos pacotes de dados,
respeitado o disposto neste artigo.