OEA - CAVALARIA
OPERAÇÕES OFENSIVAS
NOÇÕES BÁSICAS
Pel CC
CC 2ª seção
1ª seção
Cmt Pel Ala 1 Adj Pel Ala 2
- 2º ou 1º Ten - 3º Sgt - 2º Sgt - 3º Sgt
- Cb motorista - Cb motorista - Cb motorista - Cb motorista
- Cb atirador - Cb atirador - Cb atirador - Cb atirador
- Sd Aux Atirador - Sd Aux Atirador - Sd Aux Atirador - Sd Aux Atirador
Efetivo de 16 militares
Esqd CC
CC
CC CC CC
Pel Fuz Bld
ou
Fuz Bld Fuz Bld
Grupo de 1º Grupo de 2º Grupo de 3º Grupo de
Comando Combate Combate Combate
Grupo de
Apoio
Efetivo de 41 militares
Cia Fuz Bld Esqd Fuz Bld
Fuz Bld Fuz Bld
Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld
Estrutura organizacional das
Unidades Blindadas
Os RCB possuem a seguinte estrutura organizacional:
a) Comando (Cmdo) e Estado maior (EM)
b) 01 Esquadrão de Comando e Apoio (Esqd C Ap)
c) 02 Esquadrões de Carros de Combate (Esqd CC)
d) 02 Esquadões de Fuzileiros Blindados (Esqd Fuz Bld)
Os RCC possuem a seguinte estrutura organizacional:
a) Comando (Cmdo) e Estado maior (EM)
b) 01 Esquadrão de Comando e Apoio (Esqd C Ap)
c) 04 Esquadrões de Carros de Combate (Esqd CC)
Os BIB possuem a seguinte estrutura organizacional:
a) Comando (Cmdo) e Estado maior (EM)
b) 01 Companhia de Comando e Apoio (Cia C Ap)
c) 04 Companhias de Fuzileiros Blindados (Cia Fuz Bld)
Estrutura organizacional
dos Esqd e Cia das FT Bld.
Os Esqd CC possuem a seguinte estrutura organizacional:
a) Comando (Cmdo)
b) 01 Seção de Comando (Seç Cmdo)
c) 03 Pelotões de Carros de Combate (Pel CC)
Os Esqd ou Cia Fuz Bld possuem a seguinte estrutura organizacional:
a) Comando (Cmdo)
b) 01 Seção de Comando (Seç Cmdo)
c) 03 Pelotões de Fuzileiros Blindados (Pel Fuz Bld)
d) Pelotão de Apoio (Pel Ap)
Os Esqd ou Cia C Ap possuem a seguinte estrutura organizacional:
a) Cmt e S Cmt
b) Seção de Comando (Seç Cmdo)
c) Pelotão de Comando (Pel Cmdo)
d) Pelotão de Comunicações (Pel Com)
e) Pelotão de Morteiro Pesado (Pel Mrt P)
f) Pelotão de Exploradores (Pel Exp)
g) Pelotão de Suprimento (Pel Sup)
h) Pelotão de Manutenção (Pel Mnt)
i) Pelotão de Saúde (Pel Sau)
j) Apenas no BIB, o Pelotão Anticarro (Pel AC)
MEDIDAS DE COORDENAÇÃO E CONTROLE (Mdd Coor Ct)
- A coordenação e o controle das tropas no campo de batalha,
são assegurados pelo emprego adequado das comunicações,
pelo planejamento detalhado, pela sincronização, por ordens
claras e pela adoção de Mdd Coor Ct.
- Z Reu
- Direção de Ataque
- Itn Prog
- Hora de Ataque
- P Atq
- Limites
- LP/LC
- Z Aç
-P Ct
- P Lig
- P Coor F
- Obj - E Prog
FORÇA-TAREFA
FORÇA-TAREFA:
• É um grupamento temporário de forças, de valor unidade ou subunidade,
sob um comando único, integrado por peças de manobra de natureza ou tipo
distintas, formada para executar missões específicas.
• As FT Bld decorrem da junção de elementos CC com Fuz Bld. São organizadas,
adestradas e equipadas para a destruição das forças inimigas.
• As FT Bld são mais aptas a conduzirem Op Ofs, com características como
mobilidade, poder de fogo, ação de choque e proteção blindada, que
permitem a predominância do combate embarcado, garantindo superioridade do
poder de combate no local da ação principal.
• Principais elementos:
Batalhão de Infantaria Blindado
Regimento de Carros de Combate
Regimento de Cavalaria Blindado
FORÇA-TAREFA:
• Dependendo da missão, ela pode receber apoios adicionais
de engenharia de combate, artilharia de campanha e defesa
antiaérea, além do indispensável apoio logístico
• As FT U Bld são as unidades com maior poder de combate
da Força terrestre, e por isso são preservadas para o
emprego nas ações decisivas das operações militares.
FORÇA-TAREFA
FT BIB:
- São as mais aptas a serem empregadas onde
haja possibilidade do combate aproximado, em
areas de visibilidade restrita, com forte defesa
anticarro, onde haja necessidade de limpeza da
zona de ação ou manutenção do terreno.
FORÇA-TAREFA
FT RCC:
- São as mais aptas a serem empregadas em
terrenos mais limpos e com poucos obstáculos,
em missões de grande amplitude, onde haja
maior necessidade de ação de choque, contra
inimigos fortes em blindados ou em contra-
ataques.
FORÇA-TAREFA
RCB:
- Os RCB e demais FT EQUILIBRADAS,
são adequados ao emprego em situações
incertas, onde haja necessidade de maior
flexibilidade.
FT RCC
TIPOS DE FT
CC
CC CC CC Fuz Bld
Forte CC
FT BIB
TIPOS DE FT
Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld CC
Forte Fuz
RCB
C Bld
CC CC Fuz Bld Fuz Bld
FT equilibrada
FT Esqd CC
SU forte em Carros de Combate
CC
CC CC Fuz Bld CC
FT Esqd CC
SU equilibrada
CC
Fuz Bld CC Fuz Bld CC
FT Cia Fuz Bld
SU Forte em Fuzileiros Blindado
Fuz Bld
Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld CC
FT Forte em Fuz Bld
Fuz Bld
Fuz Bld Fuz Bld Fuz Bld CC
DEFINIÇÕES, FUNDAMENTOS E
FINALIDADES
OPERAÇÕES OFENSIVAS
- São operações terrestres agressívas, nas quais
predominam o FOGO, o MOVIMENTO, a MANOBRA
e a INICIATIVA, para conquista de objetivos,
destruindo ou neutralizando as forças inimigas.
- A Iniciativa se obtém através de ações rápidas e
agressivas, e da exploração de pontos fracos do
Inimigo.
OPERAÇÕES OFENSIVAS
• DEVE-SE
• Concentrar poder de combate superior no local e no
momento decisivos.
• Evitar a parte mais forte do dispositivo Inimigo
• Atraí-lo para fora de suas posições defensivas
• Isola-lo de suas linhas de suprimento
• Força-lo a lutar em uma direção não esperada e em terreno
não preparado para a defesa.
• Atuar, sempre que possível, sobre seu flanco e retaguarda.
OPERAÇÕES OFENSIVAS
OPERAÇÕES OFENSIVAS
• As tropas de cavalaria, particularmente as blindadas,
devido à sua organização, meios orgânicos e adestramento,
são aptas a conduzir ou participar de operações ofensivas,
fazendo máximo emprego de sua mobilidade tática, proteção
blindada, potência de fogo e ação de choque.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
1. Manutenção do contato
2. Esclarecimento da Situação
3. Exploração das Vulnerabilidades do Ini
4. Controle dos Acidentes Capitais do terreno
5. Iniciativa
6. Neutralização da Capacidade de Reação do Inimigo
7. Fogo e Movimento
8. Impulsão
9. Concentração do Poder de Combate
10. Aproveitamento do Êxito
11. Segurança
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
[Link]ção do contato
2. – É um fundamento da ofensiva que garante ao
comandante de qualquer escalão a obtenção de
informações sobre o Ini, a liberdade de ação e a
conservação da iniciativa, evitando a surpresa. O
contato com o inimigo deve ser estabelecido e mantido
o mais cedo possível.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
2. Esclarecimento da Situação
– Consiste em uma série de medidas adotadas com a
finalidade de determinar o valor, o dispositivo, a
composição, as atividades recentes, as principais
deficiências, o posicionamento, as possibilidades e
limitações dos sistemas de armas do Ini.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
3. Exploração das Vulnerabilidades do Ini
– Estabelecido o Ctt, é fundamental que o Cmt da força evite a
maioria de meios operativos do Ini e reaja com o máximo de
presteza, para explorar as vulnerabilidades identificadas durante o
exame de situação, induzindo-o a dissipar as suas forças em frentes
secundárias e iludindo-o quanto à verdadeira localização da área em
que se pretende buscar a decisão. As ações de flanco, conduzidas
sobre a retaguarda do dispositivo defensivo inimigo, são
normalmente decisivas.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
4. Controle dos Acidentes Capitais do terreno
– O êxito no cumprimento de uma missão ofensiva depende,
basicamente, do controle oportuno de acidentes capitais do terreno.
O Cmt concentra sua atenção sobre os acidentes capitais que, se
conquistados ou impedidos de serem utilizados pelo Ini,
proporcionam vantagens decisivas na manobra, favorecendo o
cumprimento da missão.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
5. Iniciativa
- Permite ao Cmt impor sua vontade para a decisão do combate e,
consequentemente, deve ser sempre buscada e conservada. O
atacante pode escolher a hora, o local, a direção e o valor das forças
empregadas no ataque, mantendo sempre a iniciativa das ações.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
6. Neutralização da Capacidade de Reação do Inimigo
– Todo esforço deve ser feito para eliminar a capacidade de reação
do inimigo à manobra planejada. A cobertura e a dissimulação, as
operações de interdição, de guerra psicológica e de guerra
eletrônica constituem alguns dos processos utilizados par reduzir o
poder de combate do inimigo. O foco deve estar nas capacidades
críticas do inimigo, identificadas durante o exame de situação.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
7. Fogo e Movimento
– O ataque é caracterizado pela combinação do fogo e da manobra,
culminando com o assalto violento à área decisiva. O atacante
manobra para explorar os efeitos obtidos pelos fogos, para evitar o
grosso do inimigo ou para cerrar sobre ele e destruí-lo pelo assalto.
A manobra é a ação decisiva do combate.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
8. Impulsão
– Tem por objetivo fazer com que a missão seja cumprida no mais
curto prazo possível. A impulsão do ataque é mantida por meio da
máxima rapidez na progressão, do emprego de reservas, da
continuidade do apoio de fogo e do pronto atendimento às
necessidades logísticas e de outros apoios ao combate.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
9. Concentração do Poder de Combate
– O êxito na ação ofensiva requer a reunião da maioria dos meios no
local e no momento decisivos, e a sua rápida aplicação.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
10. Aproveitamento do Êxito
– Caracteriza-se por um avanço rápido e contínuo das forças, com a
finalidade de ampliar ao máximo as vantagens obtidas no ataque e
anular a capacidade do inimigo de reorganizar-se.
FUNDAMENTOS DOUTRINÁRIOS DA OFENSIVA
11. Segurança
– A segurança é necessária, esteja a força estacionada, em
deslocamento ou em combate. Na ofensiva, ela deve ser buscada,
sem, no entanto, tolher a iniciativa das ações ou desviar um poder
de combate exagerado em seu benefício.
FINALIDADES DAS OP OF
• Destruir forças inimigas;
• Conquistar áreas ou pontos importantes do terreno que
permitam a obtenção de vantagens para operações futuras;
• Obter informações sobre o inimigo (EEI);
• Adquirir ou comprovar Info sobre o terreno;
• Antecipar-se ao Ini para obter a iniciativa, aproveitando
qualquer oportunidade que se apresente, negando-lhe
qualquer vantagem;
• Confundir e distrair a atenção do Ini sobre o esforço principal;
FINALIDADES DAS OP OF
• Fixar o Ini, restringindo-lhe a liberdade de movimento e
manobra, com o Obj de permitir concentrar o máximo poder
de combate sobre ele no ponto selecionado;
• Privar o Ini de recursos essenciais com os quais sustente
suas ações, realizando atividades e Op em profundidade, e;
• Desorganizar o Ini mediante ataques sobre os meios e/ou
instalações essenciais para a geração de emprego do seu
poder de combate.
TIPOS DE OP OFENSIVAS
TIPOS DE OPERAÇÕES OFENSIVAS
Reconhecimento em força
Aproveitamento do êxito
Marcha para o combate
Perseguição
Ataque
MARCHA PARA O COMBATE
A marcha para o combate (M Cmb) é um movimento tático na
direção do inimigo, com a finalidade de obter ou restabelecer o
contato com este e/ou assegurar vantagens que facilitem
operações futuras.
Esse tipo de operação ofensiva é executado para se apossar
do Objetivo antes que o inimigo possa reagir. Todos os órgãos
de inteligência e de segurança são empregados, de modo que
a força principal possa engajar-se nas condições mais
favoráveis.
MARCHA PARA O COMBATE
MARCHA PARA O COMBATE
RECONHECIMENTO EM FORÇA
O reconhecimento em força (Rec F) é uma ação executada por uma
força com a finalidade de revelar e testar o dispositivo e o valor
do inimigo ou obter outras informações.
Permite, normalmente, a obtenção de informes de maneira mais
Rápida e pormenorizada do que outros tipos de reconhecimento.
O valor da força de reconhecimento deve levar o inimigo a revelar a
localização de suas forças em primeiro escalão, o seu dispositivo, o
valor e a localização de suas reservas e seus fogos de apoio.
ATAQUE
O ATAQUE (Atq) é uma ação ofensiva que busca capturar, destruir ou
neutralizar o inimigo:
- É executado por meio das formas de manobra: Desbordamento,
Envolvimento, Penetração, Infiltração e Ataque frontal.
As formas de manobra são resultado de 2 movimentos básicos:
- Moviento de flanco: é dirigido no sentido de contornar o dispositivo
inimigo e alcançar objetivos em sua retaguarda imediata ou em maiores
profundidades. (Desbordamento, Envolvimento)
- Movimento frontal: é orientada à frente, quando é conhecida ou
suspeita e é executado quando a situação tática impede um movimento de
flanco ou o inimigo é reconhecidamente fraco (Penetração, Ataque frontal e
Infiltração)
APROVEITAMENTO DO ÊXITO
O aproveitamento do êxito é a operação que se segue a um ataque
exitoso e, normalmente, tem início quando a força inimiga se
encontra em dificuldades para manter suas posições.
- Divisão de forças:
a) força de aproveitamento do êxito: é a força que realiza o
esforço principal neste tipo de operação; e
b) força de acompanhamento e apoio: que dá suporte à força de
aproveitamento do êxito.
APROVEITAMENTO DO ÊXITO
APROVEITAMENTO DO ÊXITO
Caracteriza-se por um avanço contínuo e rápido das
forças amigas, com a finalidade de ampliar ao máximo as
vantagens obtidas no ataque e anular a capacidade do
inimigo de reorganizar-se ou realizar um movimento
retrógrado ordenado.
Das operações ofensivas, é a que obtém os resultados
mais decisivos, pois permite a destruição do inimigo e de seus
recursos com o mínimo de perdas para o atacante.
APROVEITAMENTO DO ÊXITO
INDÍCIOS PARA O APROVEITAMENTO DO ÊXITO
• Aumento do número de prisioneiros capturados e de
material abandonado.
• Ultrapassagem de posições de artilharia, de instalações de
comando, de comunicações e de depósitos de suprimentos
do inimigo.
APROVEITAMENTO
APROVEITAMENTODO
DOÊXITO
ÊXITO
PERSEGUIÇÃO
PERSEGUIÇÃO
A perseguição é a operação destinada a cercar e destruir uma
força inimiga que está em processo de desengajamento do
combate ou que tenta fugir. Ocorre, normalmente, logo em
seguida ao aproveitamento do êxito e difere deste pela não
previsibilidade de tempo e lugar de emprego, e por sua
finalidade principal, que é a de completar a destruição da
força inimiga.
PERSEGUIÇÃO
PERSEGUIÇÃO
O ATAQUE
FORMAS DE MANOBRA
FORMAS
FORMASDE
DEMANOBRA
MANOBRA
FORMAS DE MANOBRA
FORMAS DE MANOBRA
Ao escolher a forma de manobra, um dos objetivos é iludir o
inimigo, fazendo-o acreditar em seus planejamentos e
concentrar o poder de combate sobre suas vulnerabilidades.
Para selecionar a forma de manobra, o comandante tem de
utilizar parâmetros opostos, tais como: velocidade face ao
tempo; frente versus profundidade; concentração face à
dispersão; dentre outros.
DESBORDAMENTO
DESBORDAMENTO
É uma manobra ofensiva dirigida para a conquista de um
objetivo à retaguarda do inimigo ou sobre seu flanco, evitando
sua principal posição defensiva, cortando seus itinerários de
fuga e sujeitando-o ao risco da destruição na própria posição.
O desbordamento é executado sobre um flanco vulnerável do
inimigo, a fim de evitar o engajamento decisivo com a sua principal força
defensiva. Um ou mais ataques secundários fixam o inimigo para impedir
seu retraimento e para reduzir sua possibilidade de reagir contra o ataque
principal, forçando-o a combater simultaneamente em duas direções.
DESBORDAMENTO
DESBORDAMENTO
Atq Scd
ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS DAS ARMAS
DIVISÃO DE ENSINO
Atq
SEÇÃO DE ENSINO “B” - CAVALARIA
ORGANIZAÇÃO E EMPREGO DA ARMA DE
CAVALARIA II Secd
Atq
Secd
Atq Pcp
ENVOLVIMENTO
No envolvimento, a força atacante contorna a principal força
inimiga, para conquistar objetivos profundos em sua
retaguarda, forçando-a a abandonar sua posição ou a deslocar
forças ponderáveis para fazer face à ameaça envolvente.
Difere do desbordamento por não ser dirigido para destruir o
inimigo em sua posição defensiva. Normalmente, a força
envolvente fica fora da distância de apoio de qualquer outra
força terrestre atacante, devendo ter mobilidade e poder de
combate suficientes para executar operações
independentes.
ENVOLVIMENTO
PENETRAÇÃO
É a forma de manobra que busca romper a posição
defensiva inimiga, atravessar e desorganizar seu sistema
defensivo, para atingir objetivos em profundidade.
A finalidade é dividir o inimigo e derrotá-lo por partes.
PENETRAÇÃO
PENETRAÇÃO
Para ser bem-sucedida, exige a concentração de forças
superiores no local selecionado para romper a defesa do
adversário.
É indicada, principalmente, quando:
a) os flancos do inimigo são inacessíveis;
b) o inimigo está em larga frente;
c) o terreno e a observação são favoráveis; e
d) a força atacante dispõe de forte apoio de fogo.
INFILTRAÇÃO
É a forma de manobra ofensiva tática na qual se procura desdobrar
uma força à retaguarda da posição inimiga, por meio de um
deslocamento dissimulado, com a finalidade de cumprir missão que
contribua diretamente para o sucesso da manobra do escalão que
enquadra a força que se infiltra.
A infiltração é utilizada, normalmente, em conjunto com outras formas
de manobra, até o escalão brigada, sendo o batalhão de infantaria ou
escalões menores os mais indicados para sua execução.
INFILTRAÇÃO
Efetivos serão infiltrados em pequenos grupos, a pé, por
via aérea (preferencialmente por helicópteros) ou por
embarcações.
Após realizada a infiltração destes, as peças de manobra serão
reorganizadas em pontos preestabelecidos, para o cumprimento
da missão na retaguarda do inimigo.
INFILTRAÇÃO
ATAQUE FRONTAL
Consiste em um ataque incidindo ao longo de toda a
frente, com a mesma intensidade, sem que isto implique o
emprego de todos os elementos em linha.
Não são caracterizados ataques principal e secundários.
ATAQUE FRONTAL
É a forma de manobra menos desejável; todavia, deve ser
considerada quando:
a) o inimigo for reconhecidamente fraco, não possuindo forças
concentradas à retaguarda;
b) for determinada a conquista de objetivos pouco profundos e
possuidores mesma importância;
c) a força atacante possuir poder relativo de combate muito superior;
d) o tempo e a situação exigirem uma reação imediata à ação do
inimigo, e
e) a missão for iludir o inimigo quanto ao ataque principal do escalão
superior.
ATAQUE
FRONTAL
O1 O2 O3 O4
Atq Atq Atq Atq
O ATAQUE
GRUPAMENTOS DE FORÇA
ATAQUE
Os Grupamentos de Forças de um ataque são
caracterizadas pela divisão das peças de manobra em:
Escalão de ataque: (Responsável pelo ataque principal e secundário.)
- Cerrar sobre o inimigo para neutralizar, destruir ou capturar.
- Deve procurar atacar o flanco inimigo
- Deve ser integrado por elm combinados de CC e Fuz Bld.
Base de fogos: (Responsável pelo apoio do fogo.)
- Apoiar pelo fogo a progressão dos Elm de manobra (Esc Atq e Reserva)
- é normalmente constituida pelo Pel Mrt P e pela Seç MAC.
Reserva: (Responsável pelo reforço do escalão de ataque caso seja necessário.)
- É a porção da força mantida sob controle direto do Cmt para lhe permitir
intervir no combate.
- Deve contar com CC e fuz Bld.
Escalão de Ataque
- Cerra sobre o Ini, para neutralizá-lo, destruí-lo ou capturá-lo.
- Recebe o maior poder de combate possível, sendo integrado por Elm CC
e Fuz Bld.
- Deve procurar atacar o flanco do Ini, cerrando sobre ele o mais rápido e
diretamente possível, buscando aproveitar a cobertura da Ba F.
Após transpor a LP:
- Progressão com velocidade e violência.
- No assalto, os fogos do Esc Atq devem ser intensificados e a Ba F
transporta seus fogos para além do Obj.
- Sempre que possível, os Fuz desembarcarão no interior ou após
transporem o Obj.
ATAQUE
O Escalão de Ataque (Esc Atq) é dividido em:
Ataque Principal (Atq Pcp):
- É dirigido contra o Objetivo que melhor contribua para o cumprimento da missão (Obj decisivo).
- Para isso, recebe a mais alta prioridade na distribuição do poder de combate e de apoio de fogo.
- A reserva estará eixada com o Atq Pcp.
Ataque Secundário (Atq Scd):
A finalidade é contribuir para o sucesso do Atq Pcp. Para isso deve:
- Conquistar e manter o terreno que facilite a manobra do Atq Pcp;
- Desgastar o Inimigo,
- Protejer o Atq Pcp;
- Fixar o Ini em partes selecionadas da frente;
- Iludir o Inimigo quanto a localização do Atq Pcp;
- Forçar o Inimigo a empregar sua reserva prematuramente em áreas não decisivas;
- Impedir reforço inimigo.
- Permitir uma maior flexibilidade ao Cmt e maiores alternativas para a conquista do Obj decisivo.
Base ATAQUE
de Fogos COORDENADO
- Apoia pelo fogo a progressão dos Elm Man (Esc Atq e Res), atuando
sobre resistências identificadas e buscando neutralizar ou restringir a
capacidade do apoio de fogo inimigo.
- Normalmente, será constituída pelo Pel Mrt P e/ou pelo Pel AC (FT BIB)
ou pela Seç MAC (RCB e FT RCC) e outros meios Ap F disponíveis, em
apoio ou reforço.
- Temporariamente, poderá ser integrada por CC e armas orgânicas das
SU (Ex: Mtr, AAC), que, por qualquer motivo, não participem do Esc Atq.
- Seu Ap ao Esc Atq deve ser contínuo e cerrado, desde a LP até o Obj.
RESERVA
É empregada em qualquer zona de ação, garantindo a flexibilidade
para o comandante intervir no combate.
É empregado para:
- Explorar o êxito do escalão de ataque;
- Reforçar ou substituir elementos de primeiro escalão;
- Manter ou aumentar a impulsão do ataque;
- Manter o terreno conquistado pelo Esc Atq;
- Destruir os contra-ataques inimigos; e
- Proteger os flancos e a retaguarda da Força.
O ATAQUE
TIPOS DE ATAQUE
ATAQUE
ATAQUE DE COORDENADO (mais tempo de planejamento)
- O Cmt dispõe de tempo suficiente para o planejamento, a
coordenação e a preparação, antes da execução.
- Exige um estudo de situação completo e minucioso.
- Sua realização efetiva-se depois de um reconhecimento detalhado,
avaliação do poder relativo de combate do inimigo, busca e
levantamento de alvos e análise de demais fatores que podem
influenciar a decisão.
ATAQUE DE OPORTUNIDADE (menos tempo de planejamento)
Tem lugar quando o tempo disponível para desencadear a ação não
permitir um planejamento, coordenação e preparação completa
ATAQUE DE COORDENADO
- Caracteriza-se pela: combinação do fogo, do movimento e da Ação de choque
contra uma resistência ou posição defensiva do inimigo, sobre o qual as
informações disponíveis indicam a necessidade de um planejamento completo e
minucioso. (um Rec detalhado, avaliação do poder relativo de combate do Inimigo e
levantamento de alvos).
Ordem de Operações (Ordem de Ataque)
Traduz a decisão pormenorizada do Cmt para efetivar a Op Planejada.
Calco de Operações (Esquema de Manobra)
É a representação gráfica dos elementos essenciais da Linha de Ação adotada.
Normalmente, incluirá:
1. Objetivos;
2. Limites e Z Aç;
3. LP/LC;
4. H Atq;
5. L Ct; e
6. Outras Mdd Nec à Coor e Ct da Op.
FATORES DE DECISÃO
Fator de Decisão Dúvidas a serem sanadas
Missão O Ini interfere na missão imposta pelo
Esc Sup.
Inimigo Qual o valor do Ini?
Tem superioridade tática?
Terreno Analisar quais as possibilidades do
terreno para um atq a pé ou embarcado.
Meios Quais os MEM do Ini?
Tempo Tenho tempo para cumprir a Missão?
Considerações Civis Quando se tratar de coluna de refugiados
devo verificar o previsto no Manual de
DICA.
ATAQUE DE OPORTUNIDADE
Caracteriza-se pela:
- Imediata emissão de ordens fragmentárias (O Frag), destinada aos Elm
Man e Ap F, privilegiando a rapidez, a iniciativa e a Mnt da impulsão.
- Possibilidade de emprego simultâneo de todas as Peças de manobra;
- Prazo reduzido de Planejamento e Reconhecimento;
- Inimigo fraco, sobre o qual se possui informações suficientes para
realizar o ataque;
- Normalmente é executado na sequência de um combate de encontro.
O FRAG SU
ORDEM FRAGMENTÁRIA (O Frag)
O ataque de oportunidade pode ser
executado na sequência de um combate
de encontro ou de uma defesa exitosa.
Caracteriza-se por trocar tempo de
planejamento por rapidez de ação.
ATAQUE DE OPORTUNIDADE
As seguintes ações devem ser realizadas:
- Reconhecer e determinar o DiVaLoCom, a atitude, bem como a orientação da Força
inimiga;
- Determinar as possibilidades do inimigo ser apoiado ou reforçado;
- Encontrar uma via de acesso (VA) coberta, que incida no flanco do inimigo e
possibilite o deslocamento em alta velocidade;
- Deslocar Elm CC para uma posição dominante e atacar o inimigo pelo fogo;
- Estabelecer base de fogos com os Pel Ap, os Pel Mrt P e Pel/Seç AC, para destruir
ou anular todas as armas AC de longo alcance, de tiro direto e indireto do Ini antes
que o Esc Atq inicie a progressão.
- Isolar a força inimiga de outras forças que possam apoiá-la, por meio do fogo
indireto (munição fumígena ou alto explosiva);
- Atacar o inimigo pelo fogo ou pelo fogo e movimento; e
- Após o êxito do ataque, Ocupar P Cmbt e P Obs nas VA que conduzam à posição
conquistada.
FORMAÇÕES DE COMBATE
FORMAÇÕES DE COMBATE
- Servem para adequar o movimento da força ao terreno
e a ação do inimigo. (Nível Pelotão)
- COLUNA
- LINHA
- ESCALÃO
- CUNHA
- CUNHA INVERTIDA
- LOSANGO
- CÍRCULO
FORMAÇÃO EM COLUNA
EMPREGO
- Situações especiais
- Progressão em terreno restrito
- Pouca visibilidade e matas
- Garante maior rapidez no deslocamento
- Usada quando o Ini não tiver condições
de interferir do deslocamento.
CARACTERÍSTICAS
- Maior controle
- Profundidade do dispositivo
- Rápido desdobramento
- Reduzida potência de fogo à frente
FORMAÇÃO EM LINHA
EMPREGO
- No ataque
- Transpor cristas
- Saídas de locais críticos (matas)
- Base de fogos
- Avanços rápidos para frente
- Pos Ini é conhecida
CARACTERÍSTICAS
- Máxima potência de fogo à frente
- Dificuldade de Coor e Ct
- Dificuldade de desdobramento
FORMAÇÃO EM ESCALÃO
EMPREGO
- Cobrir flanco exposto
- Necessidade de potência de fogo à
frente
à direita
- Pouco espaço para manobra
- Posição Ini conhecida
CARACTERÍSTICAS
à esquerda
- Boa potência de fogo à frente e no
flanco
- Rápida concentração dos fogos no
flanco exposto
FORMAÇÃO EM CUNHA
EMPREGO
- Situação incerta
- Localização do Ini desconhecida
- Contato provável
CARACTERÍSTICAS
- Maior controle
- Boa Obs e potência de fogo à frente
e nos flancos
- Rápido desdobramento para
formação em linha
FORMAÇÃO EM CUNHA INVERTIDA
EMPREGO
- Para ações em força
- Necessidade de maior controle
- Localização do Ini incerta
CARACTERÍSTICAS
- Maior controle, Obs e capacidade de
manobra
- Boa velocidade de progressão
FORMAÇÃO EM LOSANGO
EMPREGO
- Para deslocamentos em terreno sem
abrigos e cobertas
- Localização do Ini incerta
CARACTERÍSTICAS
- Bom controle
- Segurança em qualquer direção
- Profundidade no dispositivo
- Desdobramento rápido em qualquer
direção
- Reduzida potência de fogo em
qualquer direção
FORMAÇÃO EM CÍRCULO
EMPREGO
- Segurança em todas as direções
CARACTERÍSTICAS
- Z Reu
- Altos
FASES DO ATAQUE
ATAQUE COORDENADO
NA Z Reu
- Antes da realização do ataque coordenado geralmente teremos uma
ocupação de uma Z Reu, onde são desenvolvidas algumas atividades
como:
- O pelotão, ao ocupar uma zona de reunião, receberá do comandante de
subunidade um setor na área designada à SU;
- Será determinado o setor de tiro das seções;
- Será estabelecido o(s) posto(s) de observação e/ou posto(s) de escuta;
- O rádio será mantido em silêncio e
- Deve-se preparar as posições de espera, principal, muda e secundária
(SFC);
Medidas TÁTICAS executadas em uma Z Reu.
O Adjunto do Pel deverá:
1. Idt a área Ocp pelos CC de acordo com a intenção do Cmt Pel.
2. Acompanhar a Condução dos CC até os seus locais com guias
3. Determinar o setor de tiro para cada seção de carros
4. Conferir a confecção dos roteiros de tiro
[Link] a segurança e Info a Ocp ao Esc superior
6. Estb PO/PE e Pa
7. Estb sistema de obstáculos em espaços mortos
8. Idt ângulos mortos fora e dentro da Z Reu
9. Verificar a camuflagem dos CC
10. Verificar o estb Com fio (SFC)
11. Estb Mdd para disciplina de luzes e ruídos
12. Verificar e descaracterizar as marcas deixadas pelos trens de rolamento.
Medidas LOGÍSTICAS executadas em uma Z Reu.
O Adjunto do Pel é responsável por:
1. Ressuprimento
2. Remuniciamento
3. Manutenção das VBC/VBTP
4. Recompletamento de efetivo
Tipos de Forças de Segurança
A execução do ataque é dividido em 4 FASES:
1. Da Zona de Reunião à Linha de Partida.
2. Da Linha de Partida ao Objetivo.
3. Assalto ao Objetivo
4. Ações no Objetivo.
1 - Da Zona de Reunião à Linha de Partida
- O deslocamento para a LP é planejado de tal forma que
os Elm do escalão de Atq ultrapassem, na hora
determinada e em movimento contínuo.
- As paradas nas posições de ataque (P Atq), se
necessárias, limitam-se ao tempo indispensável para a
adoção das formações de ataque.
-O movimento da P Atq para a LP pode ser protegido por
uma preparação de artilharia.
2 - Da Linha de Partida ao Objetivo
- O Esc Atq desloca-se em massa, aproveitando a potência de fogo com todos
os fogos disponíveis e o rápido movimento, aumentando a ação de choque.
- O Esc Atq deve cerrar sobre o Objetivo no menor tempo possível.
- O Movimento é realizado por itnerários que proporcionem cobertas e abrigos.
- A VBC Fuz acompanham os CC a uma distância que permita o apoio dos
fuzileiros.
- O armamento orgânico das VBC Fuz deve ser utilizado durante o ataque, em
reforço ao CC,
- Os Fuzileiros se mantém abrigados no interior da Vtr
- A medida que os Elm de primeiro escalão progridem, os fogos são suspensos.
- os Elm de segundo escalão deslocam-se de modo a apoiar o primeiro
escalão.
3 - Assalto ao Objetivo
- Quando o Esc Atq se Aprox do Obj, a base de fogos intensifica os fogos.
- Assim que os Elm em 1 Escalão atingem uma distância que permita o
combate aproximado, o assalto é iniciado, e os fogos são transpassados
para além e para os flancos do Objetivo, afim de isola-lo
- Os CC assaltam a P Def inimiga realizando, se possível, o tiro em
movimento.
- Sempre que a situação tática permitir, os Fuz Bld devem cruzar o Objetivo
abrigados em suas Vtr Bld, desembarcando após ultrapassa-lo e assaltando-
o para a retaguarda.
- Os CC apoiam os Fuz Bld nas ações de limpeza do Objetivo, ou a frente,
onde se preparam para fazer frente a possíveis ataques.
FASES DO ATAQUE
4 – Ações no Objetivo
Compreende a CONSOLIDAÇÃO e a REORGANIZAÇÃO.
- A consolidação consiste nas medidas executadas para assegurar a
posse do terreno e neutralizar os C Atq Ini.
- A reorganização compreende as medidas para manter ou restabelecer a
eficiência combativa após a realização do Ataque.
DaMePlan: tempo médio para consolidação/reorganização de objetivo
marcado pela Unidade para a Subunidade: 1h
Ações durante a consolidação.
- Ocupar posições de tiro de onde você possa bater as vias de acesso
mais favoráveis ao inimigo;
- Vigiar o terreno à frente em busca de alvos compensadores;
- designar os setores de vigilância e observação;
- designar os setores de tiro para as seções; e identificar posições
desenfiadas à frente do objetivo e levantá-las como prováveis alvos para
tiros indiretos.
Ações durante a reorganização.
- Redistribuir a munição e os equipamentos entre o pelotão;
- Providenciar a evacuação dos prisioneiros de guerra, baixas e
equipamentos salvados e danificados;
- Informar ao seu comandante imediato todos os dados relativos ao
cumprimento da missão: situação tática; condição dos equipamentos;
número de baixas; Necessidade de munição, combustível,pessoal e
material. (situação logística).
CONCLUSÃO