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Entendendo o Sinal Impulso Unitário

O documento aborda o sinal impulso unitário, definindo suas versões discretas e contínuas, e explorando sua importância na análise de sistemas lineares. Ele detalha como a resposta ao impulso permite obter a resposta a qualquer sinal de entrada por meio da convolução, além de discutir propriedades de amostragem e transformadas associadas ao impulso. Exemplos práticos, como a modulação de amplitude, são apresentados para ilustrar a aplicação do impulso em sinais periódicos e transformadas de Fourier.

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Sell Oliveira
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Entendendo o Sinal Impulso Unitário

O documento aborda o sinal impulso unitário, definindo suas versões discretas e contínuas, e explorando sua importância na análise de sistemas lineares. Ele detalha como a resposta ao impulso permite obter a resposta a qualquer sinal de entrada por meio da convolução, além de discutir propriedades de amostragem e transformadas associadas ao impulso. Exemplos práticos, como a modulação de amplitude, são apresentados para ilustrar a aplicação do impulso em sinais periódicos e transformadas de Fourier.

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O sinal Impulso Unitário

1. Definição

0, n ≠ 0
Impulso unitário de tempo discreto δ[n] δ [n] =
1, caso contrário

0, t ≠ 0
Impulso unitário de tempo contínuo δ(t) δ (t ) = ∞
∫ δ (t ) dt = 1
−∞
2. Histórico
O sinal delta de Dirac δ(t) foi criado pelo físico inglês Paul A. Maurice Dirac (1902 -
1984) e pode ser visto como o equivalente contínuo do delta de Kronecker
(matemático alemão,1823 - 1991) e como o limite de uma distribuição normal
1 −( x 2 / a 2 )
δ a ( x) = e a→0
a π

3. O sinal Impulso na Análise de Sistemas Lineares


3.1 Conhecendo a resposta ao impulso do sistema, obtemos a resposta a
qualquer sinal de entrada através da soma (integral) de convolução deste sinal
com a resposta ao impulso.

No caso discreto:

Qualquer sinal x[n] pode ser escrito como uma soma de impulsos deslocados e
ponderados:

x[n] = ∑ x[k ] δ [n − k ]
k = −∞
E assim:
∞ ∞
y[n] = H{x[n]} = H{ ∑ x[k ] δ [n − k ]} = ∑ x[k ] h[n − k ]
k = −∞ k = −∞

SLIT SLIT
δ[n] h[n] x[n] y[n]
h[n]
∞ ∞
y[n] = x[n] * h[n] = ∑ x[k ] h[n − k ] = ∑ h[k ] x[n − k ]
k = −∞ k = −∞

No caso contínuo:
Qualquer sinal x(t) pode ser escrito como uma integral de impulsos deslocados. e
ponderados:

x(t ) = ∫ x(α )δ (t − α ) dα
−∞
E assim:
∞ ∞
y(t) = H{x(t)} = H{ ∫ x(α )δ (t − α ) dα } = ∫ x(α )h(t − α ) dα
−∞ −∞
∞ ∞
y (t ) = x(t ) * h(t ) = ∫ x(α )h(t − α )dα = ∫ h(α ) x(t − α )dα
−∞ −∞

Vimos assim que conhecendo a resposta ao impulso, obtemos a resposta a


qualquer sinal de entrada através da soma (integral) de convolução.

3.2 Integral envolvendo o sinal δ(t)


ÎVerifique que:

1) I = ∫ x (t )δ (t − t o )dt = x(t o )
−∞

Seja v = t - to Æ dv = dt Æ I = ∫ x (v + t o )δ (v ) dv = x(v + t o ) v =0 = x(t o )
−∞
Verificação gráfica:

δ∆(t-to)
1/(2∆) x(t)

to-∆ to to+∆

O cálculo da área nos fornece o valor da integral: I = x(to).1/(2∆).2∆ = x(to)

ÎVerifique que:
∞ x(t o / a)
2) I = ∫ x (t )δ ( at − t o )dt =
−∞ |a|
Seja v =at - to Æ dv = adt Æ

∫ x((v + t ) / a) δ (v)dv / a = a
−1
a > 0, I = o x((v + to ) / a ) v = 0 = a −1 x(to / a )
−∞
−∞ ∞
a < 0, I = ∫ x((v + t ) / a)δ (v)dv / a = − ∫ x((v + t ) / a)δ (v)dv / a

o
−∞
o

I = − a −1 x((v + to ) / a ) v = 0 = −a −1 x(to / a)
1) a > 0 → I = a −1 x(to / a), 2) a < 0 → I = −a −1 x(to / a ) ⇒ ∀a ≠ 0, I = x(to / a) / | a |
Geometricamente, considerando a>0:

δ∆(t-to)
1/(2∆) x(t)

(to-∆)/a to/a (to+∆)/a

Obtemos pelo cálculo da area: I = x(to/a).1/(2∆).(2∆)/a = x(to/a)/a


Considerando a<0, o último fator se torna (2∆)/-a Æ I = - x(to/a)/a. Concluímos
então que para qualquer a não nulo, teremos:
I = x(to/a) / |a|

Conclusão:
c f (t ) t =a = f(a) se b ≤ a ≤ c
I = ∫ f (t ) δ (t − a) dt =
b 0, caso contrário

3.3. Propriedade de Amostragem do Impulso:


O resultado de uma integral envolvendo o sinal impulso deslocado, δ(t-a), é o valor
da função que acompanha o impulso calculado no instante de aplicação do
impulso desde este esteja entre os limites de integração. Quando o coeficiente de

t for a ≠ 1, como na expressão I = ∫ x (t )δ ( at − t o )dt , proceda a uma mudança de
−∞
variáveis como, por exemplo, v = at - to e aplique a propriedade de amostragem
do impulso.

Esta propriedade é ilustrada nos seguintes exemplos envolvendo a operação de


convolução:
1. x(t) * δ(t) = x(t)
2. x(t) * δ(t-a) = x(t-a)
3. x(t-b) * δ(t-a) = x(t-a-b)
4. x(t-b) * δ(ct-a) = x(ct-a-b)
5. x(t-b) * δ(a-t) = x(t-b) * δ(t-a) = x(t-a-b) (a função δ(t) é par)

Podemos verificar as igualdades acima escrevendo a integral de convolução


∞ ∞
1. x(t) * δ(t) = ∫ x (α )δ (t − α ) dα = ∫ x (α )δ (α − t ) dα = x(t)
−∞ −∞
∞ ∞
2. x(t) * δ(t-a) = ∫ x(α )δ (t − a − α )dα = ∫ x(α )δ (α − t + a)dα = x(t-a)
−∞ −∞

3. x(t-b) * δ(t-a) = ∫ x (α − b)δ (t − a − α ) dα = x(t-a-b)
−∞
∞ ∞
x(t − b) * δ (ct − a ) = ∫ x( β − b)δ (ct − a − β )dβ = ∫ x( β − b)δ ( β − ct + a )dβ
4. −∞ −∞
= x ( β − b) β =ct − a = x(ct − a − b)

ÎVerifique que:
1. (t2+5t+8) δ(t) = 8 δ(t)
2. sen(t2 - π/2) δ(t) = -δ(t)
3. [(3 - t2) / (9 + t2)] δ(t - 1) = δ(t - 1) / 5

Devido à Propriedade de Amostragem do Impulso as diversas transformadas do


impulso valem 1. A Transformada de Fourier (TF) de δ(t) corresponde à
amostragem da exponencial ejwt em zero. Idem quanto à Transformada de Fourier
de tempo discreto (TFTD) de δ[n] (ejΩn). O mesmo em relação à Transformada de
Laplace (est), Transformada Z (zn).

3.4. O impulso na obtenção da Transformada de Fourier (TF) de sinais


periódicos.
Como sabemos, quando um sinal x(t) é periódico contínuo (PC) determinamos os
coeficientes Dn de sua representação em Série de Fourier (SF).


1) x(t ) = ∑ Dn e jnwot w o = (2π ) / To , ↔ Dn = To −1 ∫ x(t ) e − jnwot dt SF
−∞ To

∞ jwt ∞
2) x(t) = (2π ) −1 ∫ X ( w) e dw ↔ X ( w) = ∫ x (t ) e
− jwt
dt TF
−∞ −∞
Se quisermos calcular a TF de um sinal x(t) PC, escrevemos

3) X(w) = TF{x(t)} = ∑ DnTF {e jnwot }
n = −∞
Se tentarmos determinar a TF da exponencial acima através da integral (2) que
fornece X(w), chegaremos a uma indeterminação. Através do sinal impulso, δ(w),
conseguimos resolver este impasse.
O mesmo problema acontece quando tentamos calcular a TF de x(t) = 1.

x(t) = 1 Æ X(w) ?

Utilizando (2), conseguimos obter a TF inversa de δ(w): TF-1{δ(w)} = 1 / (2π).

δ(w) Æ 1 / (2π) ou 2πδ(w) Æ 1 (TF inversa)

x(t) = 1 ↔ X(w) = 2πδ(w) (TF)

Admite-se assim o par de TF 1 ↔ 2πδ(w)


Através da propriedade de deslocamento na freqüência, descobrimos o par de TF

ejnwot Æ 2πδ(w-nwo)


E assim 3) X(w) = TF{x(t)} = 2π ∑ Dnδ ( w − nwo )
n = −∞
Exemplo1:
x(t) = 10cos(5t+pi/3) + 5sen(2t/3) h(t) = sin(πt) / (πt) y(t) ?

X ( w) = 2π ∑ Dnδ ( w − nwo )
−∞
T1=2π/5, T2=3π T=mmc(T1, T2) = 6π Æ wo = 1/3
∞ jnwot
x(t ) = ∑ Dn e
−∞
x(t) = 10 (e e + e-j5te-jπ/3)/2 + 5(ej2t/3 - e-j2t/3)/(2j)
j5t jπ/3

5 = n/3 Æ n=15 2/3 = n/3 Æ n=2


Assim, teremos D15 = 5 ejπ/3 D-15 = 5 e-jπ/3 D2 = 5/(2j) D-2 = -5/(2j)
Dn = 0, n ≠ -15, -2, 2,15
X(w) = 2π (5 e-jπ/3δ(w+5) - 5/(2j) δ(w+2/3) + 5 ejπ/3δ(w-5)+ 5/(2j) δ(w-2/3))
|X(w)|

10π

w
2/3 5

1 H(w)

w
-π π

Y(w) = X(w) H(w) = 2π (- 5/(2j) δ(w+2/3) + 5/(2j) δ(w-2/3))


y(t) = 5sen(2t/3)
O SLIT representado por h(t) é um FPB ideal que barra a freqüência
w=5 e deixa passar a freqüência w=2/3.
Exemplo2:
Modulação Completa de Amplitude (AM)

Portadora: c(t)=Accos(wct) C(w) = πAc(δ(w - wc) + δ(w + wc))


Sinal modulante: (1+kam(t)), informação: m(t)
Sinal modulado: s(t)=Ac cos(wct) (1+kam(t)) (1)

Descrição no Domínio da Frequência

De (1), obtemos
S(w) = TF{ Ac cos(wct) } * TF{ 1+kam(t) } / (2π)
S(w) = [πAc(δ(w - wc) + δ(w + wc))] * [(2πδ(w)+ kaM(w))] / (2π)
S(w) = πAc[δ(w - wc) + δ(w + wc)] + 1/2 kaAc[M(w - wc)+ M(w + wc)]

|M(w)| |S(w)|

πAcδ(w+wc) πAcδ(w-wc)
M(0)
KaAcM(0)/2

w w
-Wm 0 Wm -wc - wm -wc + wm 0 wc - wm wc wc +wm

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