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Preparatório para Concursos de Saúde

O documento é um material preparatório para concursos na área da saúde, focando em hipertensão arterial e diabetes mellitus. Ele aborda fatores de risco, diagnóstico e a importância de modificações no estilo de vida para o controle da hipertensão, destacando a alta prevalência e a gravidade dessa condição de saúde pública. A autora, Érica Oliveira, enfatiza a importância do direcionamento e apoio na jornada de estudos dos concurseiros.

Enviado por

Bruna Karollyne
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Preparatório para Concursos de Saúde

O documento é um material preparatório para concursos na área da saúde, focando em hipertensão arterial e diabetes mellitus. Ele aborda fatores de risco, diagnóstico e a importância de modificações no estilo de vida para o controle da hipertensão, destacando a alta prevalência e a gravidade dessa condição de saúde pública. A autora, Érica Oliveira, enfatiza a importância do direcionamento e apoio na jornada de estudos dos concurseiros.

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APERFEIÇOAR SAÚDE – PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS


DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVAÇÃO!

Olá, CONCURSEIRO(A) DE PLANTÃO!!

Sou Érica Oliveira, Professora, Enfermeira, Doutora em Enfermagem pela


Universidade Federal do Ceará e Especialista em Concursos e Residências na
área da Saúde.
Gostaria de desejar bons estudos com a leitura do material de ESPECÍFICA
DE ENFERMAGEM e afirmar com toda certeza que você terá acesso a um
material diferenciado, de qualidade e direcionado para o objetivo da sua
APROVAÇÃO!
Todos sabemos que o caminho para o sucesso é árduo, porém, todo o
esforço e dedicação valem muito a pena.
Conte comigo para auxiliá-lo na trilha do caminho de seu SUCESSO!!!
Minha missão é DIRECIONAR você para conquistar a sua APROVAÇÃO!!
E lembre-se: Agora, o seu sonho não é mais seu, ele é NOSSO!!
Estamos juntos nessa caminhada rumo à aprovação!
VAMOS COM FOCO TOTAL!!
DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVAÇÃO!!

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MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA
Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998.
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HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS


“O conhecimento é a única coisa que ninguém pode tirar de você!!”

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Hipertensão arterial (HA) é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis
pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg.
Frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo,
sendo agravada pela presença de outros fatores de risco (FR), como dislipidemia, obesidade abdominal,
intolerância à glicose e diabetes melito (DM).

O quadro abaixo mostra os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento de HAS:


Fatores de risco para o desenvolvimento de HAS
• Idade
Com relação à idade, há uma associação direta e linear entre o envelhecimento e o aumento na prevalência de HAS, que
pode chegar a 65% em indivíduos acima de 60 anos. Essa associação é um importante dado relativo à saúde pública
devido, principalmente, ao aumento da expectativa de vida da população e da proporção de idosos em nosso país
nas últimas 2 décadas.
• Sexo
A Diretriz Brasileira de Hipertensão relata que, até a sexta década de vida, há um predomínio de hipertensão no
sexo masculino, porém, após essa idade, há uma inversão dessa relação, fazendo com que a doença torne-se mais
prevalente entre as mulheres.
• Etnia
No que se refere à etnia, os trabalhos epidemiológicos mostram maior prevalência de HAS entre a população negra,
quando comparada às branca e parda. Os negros, normalmente, apresentam-se com níveis mais baixos de renina
plasmática, o que faz com que as drogas anti-hipertensivas que atuam bloqueando o sistema renina-angiotensina-
aldosterona (SRAA), como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores
da angiotensina II (BRA), tenham uma menor eficácia nessa população.
• Genética
Quanto à genética, sabemos que pode influenciar de 30% a 50% dos casos de hipertensão, porém, devido à grande
miscigenação da população brasileira e ao provável envolvimento de vários genes, ainda não é possível mapear com
clareza o impacto desse componente.
• Obesidade e sobrepeso
Outros fatores de risco clássicos para o desenvolvimento da hipertensão são o sobrepeso, definido como um índice de
massa corporal (IMC) ≥ 25K g/m², e a obesidade, definida como um IMC ≥ 30 Kg/m². A prevalência de ambas vem
aumentando progressivamente no Brasil nas últimas 2 décadas, principalmente na faixa etária de 35 a 64 anos e
entre as mulheres, tornando-se atualmente um importante problema de saúde pública.
• Sódio
O consumo excessivo de sódio é, reconhecidamente, um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de HAS,
associando-se a eventos cardiovasculares e insuficiência renal. Algumas pesquisas revelam que a média de consumo
diário de sódio do brasileiro é de 4,7g de sódio / pessoa / dia, o que excede em mais de duas vezes o consumo máximo

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recomendado. Para fins de redução da pressão arterial, é recomendado limitar o consumo diário a 2g de
sódio/dia, o que corresponde a 5g de sal.
• Potássio
Outro ponto importante da dieta e que se relaciona com a hipertensão é o baixo consumo de potássio. O recomendado
é manter uma ingestão diária entre 90 a 120 mEq. Para isso, pode-se fazer a suplementação ou aumentar a ingesta de
feijão, ervilha, vegetais de cor verde-escura, banana, melão, cenoura etc.
• Sedentarismo
O sedentarismo é considerado o mais prevalente dos fatores de risco para o desenvolvimento de HAS, estando presente
em cerca de 50% dos indivíduos adultos, sendo ainda mais frequente entre as mulheres. A prática regular de atividade
física é benéfica tanto na prevenção quanto no tratamento da HAS, reduzindo de forma consistente a PA e a
morbimortalidade cardiovascular. Dessa forma, recomenda-se a realização de pelo menos 150 minutos/semana de
atividade física de moderada intensidade ou 75 minutos de atividades vigorosas, visando a prevenção e o tratamento
da HAS. Os exercícios aeróbicos (corrida, caminhada, natação, dança) são recomendados como forma preferencial de
atividade física visando o controle da PA, podendo ser complementados pelos exercícios resistidos dinâmicos
(aqueles em que há contração de segmentos corporais localizados com movimento articular).
• Álcool
Outro fator importante para o desenvolvimento da hipertensão, que também aparece nas provas, é o consumo abusivo
e crônico de bebidas alcoólicas. Estima-se que cada aumento de 10 g/dia no consumo de álcool eleve a PA em 1 mmHg,
sendo o risco de desenvolvimento de HAS maior a partir de um consumo diário de 30 g/dia de álcool, mais
especificamente 31 g em homens e 30 a 40 g em mulheres. Dessa forma, recomenda-se moderação no consumo de
álcool como medida para controlar a pressão arterial, limitando o consumo diário a uma dose para mulheres e duas
doses para homens. Lembrando que uma dose de álcool corresponde a cerca de 14 g de etanol e equivale a 350 ml de
cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de bebida destilada. Um ponto curioso sobre esse assunto, que já foi cobrado em
provas de Residência, é que, em mulheres, o consumo de até 10 g de álcool por dia mostrou- se um fator protetor para
a hipertensão.
• Religiosidade e espiritualidade
Um conceito recentemente incorporado na Diretriz Brasileira de Hipertensão como sendo relacionado a essa
doença é a religiosidade e a espiritualidade (R/E), que constitui um conjunto de práticas e crenças que são
comprovadamente benéficas na redução de doenças cardiovasculares, inclusive hipertensão. Os mecanismos
envolvidos são diversos e incluem melhoria das estratégias de enfretamento das doenças, da qualidade de vida e de
hábitos saudáveis. Quanto mais presentes os hábitos de religiosidade e espiritualidade na vida do indivíduo,
maiores os benefícios.
• Fatores socioeconômicos
Por fim, os fatores socioeconômicos também exercem influência no risco de desenvolvimento de HAS. Existem
pesquisas mostrando uma prevalência maior de HAS entre adultos com menor nível de escolaridade e classe social
mais baixa. Isso está relacionado a um menor acesso aos serviços de saúde e a um menor cuidado com o controle
dos demais fatores de risco, tais como a obesidade, o sedentarismo e o consumo de sal. Dessa forma, é fundamental a
adoção de políticas públicas voltadas para a população de mais baixa renda, visando o controle dos fatores de risco
associados ao desenvolvimento de HAS, a fim de diminuir a prevalência da doença nessa parcela da população.

A Hipertensão Arterial Sistêmica é a mais frequente das doenças cardiovasculares.


•É também o principal fator de risco para as complicações mais comuns como acidente vascular cerebral e
infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal.
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No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores de hipertensão arterial
•35% da população de 40 anos e mais. E esse número é crescente; seu aparecimento está cada vez mais
precoce.
A HAS tem alta prevalência, ou seja, um elevado número de pessoas doentes na população, e baixa taxa de
controle. Em 2001, cerca de 7,6 milhões de mortes no mundo foram atribuídas à elevação da PA (54% por
acidente vascular encefálico e 47% por doença isquêmica do coração), ocorrendo a maioria delas em países
de baixo e médio desenvolvimento econômico e mais da metade em indivíduos entre 45 e 69 anos
(WILLIAMS, 2010).

•A carga de doenças representada pela morbimortalidade devida à doença é muito alta e por tudo isso a
Hipertensão Arterial é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo.
Por ser na maior parte do seu curso assintomática, seu diagnóstico e tratamento é frequentemente
negligenciado, somando-se a isso a baixa adesão, por parte do paciente, ao tratamento prescrito.
•Modificações de estilo de vida são de fundamental importância no processo terapêutico e na prevenção da
hipertensão.
•Alimentação adequada, sobretudo quanto ao consumo de sal, controle do peso, prática de atividade física,
tabagismo e uso excessivo de álcool são fatores de risco que devem ser adequadamente abordados e
controlados.
Com o critério atual de diagnóstico de hipertensão arterial (PA 140/90 mmHg), a prevalência na população
urbana adulta brasileira varia de 22,3% a 43,9%, dependendo da cidade onde o estudo foi conduzido.

A posição recomendada para a medida da pressão arterial (PA) é a sentada. Entretanto, a medida da PA
na posição ortostática deve ser feita pelo menos na primeira avaliação, especialmente em idosos,
diabéticos, alcoólicos e pacientes em uso de medicação anti-hipertensiva.

RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO DA HAS


Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, quando vier à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta,
atividades educativas, procedimentos, entre outros, e não tiver registro no prontuário de ao menos uma
verificação da PA nos últimos dois anos, deverá tê-la verificada e registrada.

A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços.


Caso haja diferença entre os valores, deve ser considerada a medida de maior valor.
O braço com o maior valor aferido deve ser utilizado como referência nas próximas medidas.
O indivíduo deverá ser investigado para doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão entre os
membros superiores maiores de 20/10 mmHg para as pressões sistólica/diastólica, respectivamente.
Com intervalo de um minuto, no mínimo, uma segunda medida dever ser realizada.

Quem deve ser rastreado?


 Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, deve ter sua pressão verificada uma vez ao ano.
 A pressão deve ser novamente verificada:
- A cada dois anos, se a pressão arterial for menor que 120/80 mmHg.
- A cada ano, se PAS (Pressão Arterial Sistólica) estiver entre 120 – 139 e/ou PAD (Pressão Diastólica) entre
80 – 89 mmHg nas pessoas sem outros fatores de risco para doença cardiovascular.
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- Em mais dois momentos, em um intervalo de uma a duas semanas, se:
- PA maior ou igual a 140/90mmHg ou - PAS entre 120 – 139 e/ou PAD 80 – 89 mmHg na presença de outros
fatores de risco para doença cardiovascular.
A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços. Caso haja diferença entre os valores, deve ser
considerada a medida de maior valor.
- O braço com o maior valor aferido deve ser utilizado como referência nas próximas medidas.
- O indivíduo deverá ser investigado para doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão entre os
membros superiores maiores de 20/10 mmHg para as pressões sistólica/diastólica, respectivamente.

DESPENCA EM PROVAS: AFERIÇÃO EFICAZ DA PRESSÃO ARTERIAL


O paciente deve estar sentado, com o braço apoiado e à altura do precórdio;
Medir após cinco minutos de repouso;
Evitar o uso de cigarro e de bebidas com cafeína nos 30 minutos precedentes;
A câmara inflável deve cobrir pelo menos dois terços da circunferência do braço;
Palpar o pulso braquial e inflar o manguito até 30mmHg acima do valor em que o pulso deixar de ser
sentido;
Desinflar o manguito lentamente (2 a 4mmHg/segundo);
A pressão sistólica corresponde ao valor em que começarem ser ouvidos os ruídos de Korotkoff (fase I);
A pressão diastólica corresponde ao desaparecimento dos batimentos (fase V);
Registrar valores com intervalos de 2 mmHg, evitando-se arrendondamentos;
A média de duas aferições deve ser considerada como a pressão arterial do dia; se os valores observados
diferem em mais de 5mmHg, medir novamente;
Na primeira vez, medir a pressão nos dois braços; se discrepantes, considerar o valor mais alto; nas vezes
subsequentes, medir no mesmo braço (o direito de preferência.

Devem ser utilizados manguitos com câmara inflável (cuff) adequada para a circunferência do braço de cada
pessoa, ou seja, a largura deve ser de pelo menos 40% do comprimento do braço (distância entre o olécrano
e o acrômio) e o comprimento, de pelo menos 80% de sua circunferência.
Recomendam-se seis tamanhos de manguitos para as UBS que atendem crianças e adultos (SOCIEDADE
BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO; SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA; SOCIEDADE BRASILEIRA DE
NEFROLOGIA, 2010) (Tabela 1).

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Outro conceito importante de ser revisado é o de hipotensão ortostática (HO), também chamada de hipotensão postural.
Essa condição deve ser suspeitada principalmente em pacientes idosos, diabéticos, portadores de disautonomia (por
exemplo, pacientes com doença de Parkinson) e em uso de várias medicações anti-hipertensivas que procuram o
consultório com história de quedas frequentes, muitas vezes associadas à perda transitória da consciência (síncope). Na
consulta inicial de qualquer paciente e em casos suspeitos de HO, é mandatória a aferição da PA com o paciente
deitado, em posição supina, e, após 3 minutos, em pé. A hipotensão postural ou ortostática é definidacomouma redução
da PA sistólica ≥ 20 mmHg e/ou da PA diastólica ≥ 10 mmHg, podendo ser acompanhada de sintomas de hipoperfusão
cerebral como turvação visual, lipotimia ou síncope.

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DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da HAS consiste na média aritmética da PA maior ou igual a 140/90mmHg, verificada em pelo
menos três dias diferentes com intervalo mínimo de uma semana entre as medidas, ou seja, soma-se a média
das medidas do primeiro dia mais as duas medidas subsequentes e divide-se por três. A constatação de um
valor elevado em apenas um dia, mesmo que em mais do que uma medida, não é suficiente para estabelecer
o diagnóstico de hipertensão. Cabe salientar o cuidado de se fazer o diagnóstico correto da HAS, uma vez
que se trata de uma condição crônica que acompanhará o indivíduo por toda a vida. Deve-se evitar verificar
a PA em situações de estresse físico (dor) e emocional (luto, ansiedade), pois um valor elevado, muitas vezes,
é consequência dessas condições.

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CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS E CLASSIFICAÇÃO


>>Hipertensão Arterial é definida como pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e uma pressão
arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg, em indivíduos que não estão fazendo uso de medicação anti-
hipertensiva.

CLASSIFICAÇÃO ANTIGA (BRASIL, 2014) CLASSIFICAÇÃO SBC (2016)


Classificação Pressão Pressão Classificação Pressão Pressão
Sistólica diastólica Sistólica diastólica
Ótima <120 <80 Normal <120 <80
Normal < 130 <85 Pré-hipertensão 121-139 81-89
Limítrofe 130-139 85-89 Hipertensão Estágio 1 140-159 90-99
Hipertensão Estágio 1 140-159 90-99 Hipertensão Estágio 2 160-179 100-109
Hipertensão Estágio 2 160-179 100-109 Hipertensão Estágio 3 >180 >110
Hipertensão Estágio 3 >180 >110 Hipertensão sistólica >140 <90
Hipertensão sistólica >140 <90 isolada
isolada

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ATENÇÃO!
CLASSIFICAÇÃO AHA (2017) CLASSIFICAÇÃO SBC (2020)
Classificação Valores pressóricos (mmHg) Classificação PAS (mHg) - PAD (mmHg)
Normal < 120 x 80 PA ótima < 120 e < 80
Pressão elevada 120-129 e < 80 PA normal 120-129 e/ou 80-84
HAS estágio 1 PAS 130-139 e ou PAD 80 a Pré-hipertensão 130-139 e/ou 85-89
89
HAS estágio 2 PAS >=140 e ou PAD >=90 HA Estágio 1 140-159 e/ou 90-99
HA Estágio 2 160-179 e/ou 100-109
HA Estágio 3 ≥ 180 e/ou ≥ 110
Neste período de transição, é importante que você conheça as duas classificações e verifique sempre qual
é a referência adotada pelo seu examinador!

ATENÇÃO SBC (2020)


Quadro – Definição de hipertensão arterial de acordo com a pressão arterial de consultório, monitorização
ambulatorial da pressão arterial e monitorização residencial da pressão arterial

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Quadro – Vantagens e desvantagens da medida da pressão arterial fora do consultório.

• Maior número de medidas obtidas


• Refletem as atividades usuais dos examinandos
• Pode identificar HA do avental branco e HA mascarada
• Maior engajamento dos pacientes com o diagnóstico e o seguimento
MAPA MRPA
• Leituras noturnas • Baixo custo e amplamente disponível
• Permite medições em condições de vida real • Medição em um ambiente domiciliar, que pode
• Uso em pacientes com cognição prejudicada e ser mais relaxado do que o
nos raros casos de comportamento do consultório
obsessivo • Permite avaliar a variabilidade da PA no dia a dia
• Permite avaliar a variabilidade da PA em • Envolvimento do paciente na medição da PA
períodos curtos de tempo • Maior adesão ao tratamento
• Evidência prognóstica mais robusta
• Custo elevado • Somente PA em repouso
• Disponibilidade por vezes limitada • Potencial para erro de medição
• Pode ser desconfortável • Não tem leitura noturna
HA: hipertensão arterial; MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização
residencial da pressão arterial; PA: pressão arterial

ATENÇÃO: A HAS em crianças e adolescentes


A medida da PA em crianças é recomendada em toda avaliação clínica após os 3 anos de idade, pelo menos
anualmente, como parte do seu atendimento pediátrico primário. A hipertensão arterial nessa população é
definida como pressão igual ou maior ao percentil 95 de distribuição da pressão arterial.

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Quadro – Classificação da pressão arterial para crianças e adolescentes.
Classificação Percentil* para PAS e PAD Frequência de medida da
pressão arterial
Normal PA < percentil 90 Reavaliar na próxima consulta
médica agendada
Limítrofe PA entre percentis 90 a 95 ou se PA Reavaliar em seis meses
exceder 120/80mmHg sempre <
percentil 90 até < percentil 95
Hipertensão estágio 1 Percentil 95 a 99 mais 5mmHg Paciente assintomático: reavaliar
em 1 a 2 semanas; se hipertensão
confirmada encaminhar para
avaliação diagnóstica. Paciente
sintomático: encaminhar para
avaliação diagnóstica
Hipertensão estágio 2 PA > percentil 99 mais 5mmHg Considerar encaminhamento à
atenção especializada
Hipertensão do avental PA > percentil 95 em ambulatório ou _______
branco consultório e PA normal em ambientes
não relacionados à prática clínica
Fonte: Caderno n° 36 (BRASIL, 2014).

ATENÇÃO: A HAS em gestantes


A pressão arterial deve ser obtida com os mesmos equipamentos e com a mesma técnica recomendada para
adultos, entretanto a PA também pode ser medida no braço esquerdo na posição de decúbito lateral
esquerdo em repouso, e esta não deve diferir da posição sentada.

ATENÇÃO: IDOSOS Existem alguns aspectos importantes a serem considerados neste grupo:
• Maior frequência de HIATO AUSCULTATÓRIO, que se caracteriza quando, após a ausculta dos sons iniciais,
ocorre o desaparecimento dos sons e o seu reaparecimento em níveis pressóricos mais baixos, o que
subestima a verdadeira pressão sistólica. Pode-se evitar este tipo de erro palpando o pulso radial e inflando
o manguito até o seu desaparecimento (20 a 30mmHg acima deste nível).
• PSEUDO-HIPERTENSÃO, caracterizada por níveis pressóricos falsamente elevados, devido ao enrijecimento
da parede arterial, que dificulta a oclusão da artéria.

PROVA! MANOBRA DE OSLER: Podemos identificar a pseudo hipertensão com a Manobra de Osler que
consiste em inflar o manguito até acima do nível da pressão sistólica e palpar a artéria radial. Nos pacientes
que apresentam calcificação vascular a artéria permanece palpável (sinal de Osler positivo).

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Tratamento da HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

TRATAMENTO NÃO-FARMACOLÓGICO: envolve o MEV – Mudança no estilo de vida.


•Controle de peso
Adoção de hábitos alimentares saudáveis
•A dieta desempenha um papel importante no controle da hipertensão arterial. Uma dieta com conteúdo
reduzido de teores de sódio tendo sido definido recentemente, pela Organização Mundial de Saúde, em 5
g de cloreto de sódio ou sal de cozinha (que corresponde a 2 g de sódio) a quantidade considerada máxima
saudável para ingestão alimentar diária), baseada em frutas, verduras e legumes, cereais integrais,
leguminosas, leite e derivados desnatados, quantidade reduzida de gorduras saturadas, trans e colesterol
mostrou ser capaz de reduzir a pressão arterial em indivíduos hipertensos.
Redução do consumo de bebidas alcoólicas
•A relação entre o alto consumo de bebida alcoólica e a elevação da pressão arterial tem sido relatada em
estudos observacionais e a redução da ingestão de álcool pode reduzir a pressão arterial em homens
normotensos e hipertensos que consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas.
• Há associação entre a ingestão de álcool e alterações de PA dependentes da quantidade ingerida.
Claramente, uma quantidade maior de etanol eleva a PA e está associada a maiores morbidade e
mortalidade cardiovasculares. Por outro lado, as evidências de correlação entre uma pequena ingestão de
álcool e a consequente redução da pressão arterial ainda são frágeis e necessitam de comprovações. Em
indivíduos hipertensos, a ingestão de álcool, agudamente e dependentemente da dose, reduz a PA, porém
ocorre elevação algumas horas após o seu consumo. Tendo em vista a controvérsia em relação à segurança
e ao benefício cardiovascular de baixas doses, assim como a ação nefasta do álcool na sociedade, devemos
orientar aqueles que têm o hábito de ingerir bebidas alcoólicas a não ultrapassarem 30 g de etanol ao dia,
para homens, de preferência não habitualmente; sendo a metade dessa quantidade a tolerada para as
mulheres
Abandono do tabagismo
•O risco associado ao tabagismo é proporcional ao número de cigarros fumados e à profundidade da
inalação. Parece ser maior em mulheres do que em homens.

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ATENÇÃO!!
A seguir, o Quadro mostra o impacto de cada mudança de estilo de vida na redução da PA.
Modificação Recomendação Redução da PA
em mmHg
Redução de peso Manter IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m2 . 5 a 20
Alimentação saudável Rica em frutas e vegetais. Pobre em gordura total e 8 a 14
saturada.
Atividade física Atividade aeróbica, por 30 minutos pelo menos, na 4a9
maioria dos dias da semana.
Moderação no consumo de É aconselhável evitar o consumo de bebidas 2a4
álcool alcoólicas. Quando não for possível, recomenda-se
que consumo de álcool não ultrapasse 30ml de
etanol/dia (90ml de destilados, ou 300ml de vinho
ou 720ml de cerveja), para homens e, 15ml de
etanol/dia para mulheres e indivíduos de baixo
peso.

ATENÇÃO (SBC, 2020)


Quadro – Principais intervenções que previnem hipertensão arterial.
Modalidade Intervenção Dose Diferença de
NF PAS obtida
Controle do Peso Peso/gordura Alcançar peso ideal. Esperada diminuição de - 2/3 mmHg
corpórea 1mmHg por cada quilo de peso perdido
Dieta saudável Dieta tipo Dieta rica em frutas, vegetais, grãos e baixo teor - 3 mmHg
DASH de gordura. Redução de gordura saturada e trans
Redução da Sódio na Ideal < 2 g ou pelo menos redução de 1,0 g/dia - 2/3 mmHg
ingestão de sódio dieta
Aumento da Potássio na 3,5 a 5,0 g/dia em dieta rica em potássio - 2 mmHg
ingestão de dieta
potássio
Atividade física Aeróbia 150 min/semana -5/7 mmHg
De 8 a 10 exercícios para os principais grupos
resistência musculares, 1 a 3 séries, 50 a 80% de 1 RM
dinâmica
De Exercício de handgrip (preensão de mão) -4/5 mmHg
resistência unilateral ou 1 perna, 4 séries, 2 min de
isométrica contração isométrica, 30% da contração
voluntária máximo (CVM), 2-3 min de pausa
entre as séries
Ingestão de álcool Consumo de Para quem usa álcool Homens ≤ 2 drinques -4/5 mmHg
álcool Mulheres ≤ 1 drinque
NF: não farmacológica; PAS: pressão arterial sistólica; RM: repetição máxima; mmHg: milímetros de
mercúrio. Fonte: Adaptado de Carey et al., 2018.
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ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Para estratificação de risco cardiovascular recomenda-se a utilização do escore de Framingham.


A estratificação tem como objetivo estimar o risco de cada indivíduo sofrer uma doença arterial coronariana
nos próximos dez anos. Essa estimativa se baseia na presença de múltiplos fatores de risco, como sexo,
idade, níveis pressóricos, tabagismo, níveis de HDLc e LDLc. A partir da estratificação de risco, selecionam-
se indivíduos com maior probabilidade de complicações, os quais se beneficiarão de intervenções mais
intensas.
O processo de estratificação possui três etapas. A primeira é a coleta de informações sobre fatores de risco
prévios. O Quadro aponta os fatores de risco baixo, intermediário e alto que influenciam na estratificação.

Quadro – Achados do exame clínico e anamnese indicativos de risco para DCV.


Baixo risco/Intermediário Alto risco
• Tabagismo • Acidente vascular cerebral (AVC) prévio
• Hipertensão • Infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio
• Obesidade • Lesão periférica – Lesão de órgão-alvo (LOA)
• Sedentarismo • Ataque isquêmico transitório (AIT)
• Sexo masculino • Hipertrofia de ventrículo esquerdo (HVE)
• História familiar de evento cardiovascular • Nefropatia
prematuro (homens < 55 anos e mulheres • Retinopatia
< 65 anos) • Aneurisma de aorta abdominal
• Idade >65 anos • Estenose de carótida sintomática
• Diabetes mellitus

Se o usuário apresenta apenas um fator de risco baixo/intermediário, não há necessidade de calcular o


escore, pois ele é considerado como baixo RCV. Se apresentar ao menos um fator de alto RCV, também não
há necessidade de calcular o escore, pois esse paciente já é considerado como alto RCV. O cálculo será
realizado quando o usuário apresentar mais de um fator de risco baixo/intermediário.

Na segunda etapa, será avaliada a idade, exames de LDLc, HDLc, PA e tabagismo.


Após avaliação da presença das variáveis mencionadas, inicia a terceira etapa, em que se estabelece uma
pontuação e, a partir dela, obtém-se o risco percentual de evento cardiovascular em dez anos para homens
e mulheres.
O escore de Framinghan é uma ferramenta útil e de fácil aplicação no cotidiano. Ele classifica os indivíduos
por meio da pontuação nos seguintes graus de risco cardiovascular (BRASIL, 2010) e auxilia na definição de
condutas:
• Baixo Risco – quando existir menos de 10% de chance de um evento cardiovascular ocorrer em dez anos.
O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe poderá ser anual após orientá-los sobre estilo de vida
saudável.

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• Risco Intermediário – quando existir 10% – 20% de chance de um evento cardiovascular ocorrer em dez
anos. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe poderá ser semestral após orientações sobre estilo de
vida saudável e, se disponível na UBS ou comunidade e se desejo da pessoa, encaminhamento para ações
coletivas de educação em Saúde.
• Alto Risco – quando existir mais de 20% de chance de um evento cardiovascular ocorrer em dez anos ou
houver a presença de lesão de órgão-alvo, tais como IAM, AVC/AIT, hipertrofia ventricular esquerda,
retinopatia e nefropatia. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe de alto risco poderá ser trimestral
após orientações sobre estilo de vida saudável e, se disponível na UBS ou comunidade e, se desejo da pessoa,
encaminhamento para ações de educação em Saúde coletivas.

CRISE HIPERTENSIVA
Alterações pressóricas importantes acompanhadas de sintomatologia como cefaleia, alterações visuais
recentes, dor no peito, dispneia e obnubilação, devendo ser encaminhados para o atendimento emergencial.
Tipos de crises hipertensivas:

Urgência hipertensiva: caracterizada por aumento súbito da pressão arterial não associada a quadros
clínicos agudos e que assim não apresentam risco imediato de vida ou danos em órgãos alvos. Nessa
situação, a pressão arterial pode ser controlada em 24 horas e a medicação de escolha deve ser os IECA
(Captopril), ou propranolol ou clonidina oral (Ministério da Saúde). De acordo com a 12ª ed. de Brunner, a
redução da PA deve ocorrer dentro de 24 a 48 horas.

Emergência hipertensiva: caracterizada por aumento súbito da pressão arterial, acompanhado de sinais e
sintomas de dano importante em órgão – alvo e risco de vida como: E.A.P., I.A.M., A.V.E., e encefalopatia
hipertensiva. Nessas situações, faz-se necessário a hospitalização do paciente, com cuidados especiais para
quadros de AVE, cuja diminuição súbita da pressão arterial pode tornar-se extremamente danosa para o
paciente.

Os medicamentos de escolha nas emergências hipertensivas são os que apresentam um efeito imediato,
como os vasodilatadores intravenosos, incluindo o nitroprussiato de sódio e a nitroglicerina. De acordo com
a 12ª ed. de Brunner, o valor da PA deve reduzir 25% em 1h.

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A furosemida ainda é empregada para tratamento de emergências e urgências hipertensivas, mas só deve
ser usada na concomitância de edema agudo de pulmão. Em outras situações, pode causar imprevisível
queda de pressão arterial.

SITUAÇÕES QUE CARACTERIZAM AS EMERGÊNCIAS E URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS


Emergências Urgências
-Encefalopatia hipertensiva -Angina instável
-Edema agudo de pulmão -Pré-eclâmpsia
-Infarto do miocárdio -Anticoagulação
-Aneurisma dissecante de aorta -Intoxicação por cocaína ou anfetamina
-Hemorragia intracraniana -Pré e pós-operatório
-Eclampsia -Transplante renal
-Sangramento pós-operatório -Rebote hipertensivo após suspensão súbita de
-Queimaduras extensas clonidina ou outros anti-hipertensivos
-Crises de feocromocitoma
-Hipertensão acelerada-maligna com edema de
papila

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA HIPERTENSÃO

•O objetivo primordial do tratamento da hipertensão arterial é a redução da morbidade e da mortalidade


cardiovascular do paciente hipertenso, aumentadas em decorrência dos altos níveis tensionais e de outros
fatores agravantes.
•São utilizadas tanto medidas não-farmacológicas isoladas como associadas a fármacos anti-hipertensivos.
•Os agentes anti-hipertensivos a serem utilizados devem promover a redução não só dos níveis tensionais
como também a redução de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.

ATENÇÃO! Pessoas com alto risco cardiovascular ou níveis pressóricos no estágio 2 (PA ≥ 160/100mmHg)
beneficiam-se de tratamento medicamentoso desde o diagnóstico para atingir a meta pressórica, além da
mudança de estilo de vida (BRITISH HYPERTENSION SOCIETY, 2008).

O tratamento medicamentoso utiliza diversas classes de fármacos selecionados de acordo com a


necessidade de cada pessoa, com a avaliação da presença de comorbidades, lesão em órgãos-alvo, história
familiar, idade e gravidez. Frequentemente, pela característica multifatorial da doença, o tratamento da HAS
requer associação de dois ou mais anti-hipertensivos (BRASIL, 2010).
Os anti-hipertensivos são geralmente bem tolerados, apresentando incidência de efeitos adversos pouco
diferente da observada com placebo em ensaios clínicos randomizados. O efeito nocebo (evento adverso
placebo), entretanto, é comum. Cerca de um terço dos doentes atribui sintomas a fármacos anti-
hipertensivos, quando em tratamento de longo prazo (GONÇALVES et al, 2007). Reconhecimento dessas
queixas e adequada orientação são necessários, pois eventos indesejáveis são causa frequente de falta de
adesão ao tratamento. Um exemplo frequente é a queixa de tontura, atribuída a excesso de efeito
hipotensor do tratamento.

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QUADRO – PRINCIPAIS EFEITOS ADVERSOS DAS DROGAS ANTI-HIPERTENSIVAS


Classe farmacológica Efeitos adversos
Diuréticos Hipopotassemia, hiperuricemia, intolerância à glicose, aumento do risco de
aparecimento do diabetes mellitus, além de promover aumento de
triglicerídeos em geral, dependendo da dose.
Betabloqueadores Broncoespasmo, bradicardia, distúrbios da condução atrioventricular,
vasoconstrição periférica, insônia, pesadelos, depressão psíquica, astenia e
disfunção sexual.
Antiadrenérgicos de Sonolência, sedação, boca seca, fadiga, hipotensão postural e disfunção sexual.
ação central
Bloqueadores seletivos Cefaleia, tontura, rubor facial – mais frequente com diidropiridínicos de curta
dos canais de cálcio duração – e edema de extremidades, sobretudo maleolar. Estes efeitos
adversos, são, em geral, dose-dependentes. Mas raramente, podem induzir a
hipertrofia gengival. Os diidropiridínicos de ação curta provocam importante
estimulação simpática reflexa, sabidamente deletéria para o sistema
cardiovascular. Verapamil pode provocar depressão miocárdica e bloqueio
atrioventricular, além da obstipação instenstinal.
Agentes que atuam no Pela vasodilatação arterial direta promovem retenção hídrica e taquicardia
músculo liso arteriolar reflexa.
(Vasodilatadores
diretos)
Inibidores da enzima Tosse seca, alteração de paladar e, mais raramente, reações de
conversora de hipersensibilidade, com erupção cutânea e edema angioneurótico. Em
angiotensina (Ieca) indivíduos com insuficiência renal crônica, podem eventualmente, agravar a
hiperpotassemia. Em pessoas com hipertensão renovascular bilateral ou
unilateral associada a rim único, podem promover redução da filtração
glomerular com aumento dos níveis séricos da ureia e creatinina. Seu uso em
pessoas com função renal reduzida pode causar aumento de até 30% da
creatininemia, mas, a longo prazo, preponderá seu efeito nefroprotetor.
Antagonistas de Foram relatadas tontura e, raramente, reação de hipersensibilidade cutânea
receptores de (Rash). As precauções para seu uso são semelhantes às descritas para os Iecas.
angiotensina II

• Betabloqueadores podem exacerbar doença pulmonar obstrutiva crônica, distúrbios de condução


atrioventricular e insuficiência circulatória periférica. Sua contraindicação relativa em diabéticos do
tipo 1 decorre de mascaramento dos sinais de hipoglicemia e bloqueio da glicogenólise. Diuréticos
tiazídicos podem acentuar quadros de hiperuricemia e espoliar potássio. Os níveis séricos de potássio
devem ser aferidos após três a seis meses do início do tratamento. A hipopotassemia, mesmo
discreta, reduz a eficácia da terapia, provavelmente porque aumenta o risco de arritmias, e é o
provável mecanismo de indução de hiperglicemia (FUCHS, 2009). Diante dela, deve-se associar Ieca
ou diuréticos poupadores de potássio, como espironolactona (GUERRERO et al., 2008). Se essa
persistir, o paciente deve ser referido para investigar hipertensão secundária.

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• Hiperpotassemia pode decorrer de associação de agentes poupadores de potássio (Ieca ou diuréticos
poupadores) ou de insuficiência renal. Quando do emprego de Ieca e antagonistas da angiotensina II
ou de seu aumento de dose, deve-se aferir creatinina após três a seis meses.
• Esses agentes podem deteriorar acentuadamente a função renal de pacientes com obstrução de
artérias renais, pois a dilatação que provocam em arteríolas eferentes não pode ser compensada por
aumento de fluxo sanguíneo renal. Esses pacientes em geral têm improdutiva resposta a esses
fármacos, e o potássio e a pressão podem aumentar. A elevação abrupta de creatinina (mais do que
50% do valor basal) requer suspensão desses medicamentos e encaminhamento ao especialista para
investigar hipertensão secundária.
• A indução de disfunção sexual é preocupação frequente durante o tratamento anti-hipertensivo.
Antiadrenérgicos de ação central, principalmente metildopa, são os mais implicados, seguidos por
betabloqueadores e diuréticos. Até 30% dos pacientes que os usam referem problemas de
desempenho sexual. Há tendência a atribuí-los à terapia, mesmo porque existe conhecimento leigo
de que anti-hipertensivos podem influenciar a potência sexual. Entretanto, impotência sexual é
queixa referida em questionários anônimos por muitos pacientes, independentemente do uso de
medicamentos. No estudo Tomhs (NEATON, 1993), 16,5% dos pacientes que receberam placebo por
quatro anos referiram alguma disfunção sexual, comparativamente a 13,1% dos tratados com
medicamentos, não havendo diferença substancial de incidência entre os fármacos dos cinco grupos
testados.
• Os anti-hipertensivos não foram associados a efeitos adversos graves. Metanálise de ensaios clínicos
que empregaram antagonistas da angiotensina II, no entanto, identificou aumento na incidência de
neoplasias em pacientes com eles tratados, particularmente câncer de pulmão (SIPAHI, 2010). Outra
metanálise, com maior poder, não confirmou esse risco (ARB, 2011). Agências reguladoras ainda não
se pronunciaram sobre eles, mas é muito pouco provável que sejam riscos reais.

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DIABETES MELLITUS

Diabetes mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia persistente,
decorrente de deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em ambos os mecanismos.

A hiperglicemia persistente está associada a complicações crônicas micro e macrovasculares, aumento de


morbidade, redução da qualidade de vida e elevação da taxa de mortalidade.

A classificação do diabetes mellitus (DM) permite o tratamento adequado e a definição de estratégias de


rastreamento de comorbidades e complicações crônicas.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda a classificação baseada na etiopatogenia do diabetes,


que compreende o diabetes tipo 1 (DM1), o diabetes tipo 2 (DM2), o diabetes gestacional (DMG) e os outros
tipos de diabetes (Quadro). Outras classificações têm sido propostas, incluindo classificação em subtipos de
DM levando em conta características clínicas como o momento do início do diabetes, a história familiar, a
função residual das células beta, os índices de resistência à insulina, o risco de complicações crônicas, o grau
de obesidade, a presença de autoanticorpos e eventuais características sindrômicas.

A classificação do DM baseia-se em sua etiologia (Quadro 1).

O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune, poligênica, decorrente de destruição das células
β pancreáticas, ocasionando deficiência completa na produção de insulina. É mais frequentemente
diagnosticado em crianças, adolescentes e, em alguns casos, em adultos jovens, afetando igualmente
homens e mulheres. Subdivide-se em DM tipo 1A e DM tipo 1B, a depender da presença ou da ausência
laboratorial de autoanticorpos circulantes, respectivamente.

O DM2 é o tipo mais comum. Está frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Tem início
insidioso e é caracterizado por resistência à insulina e deficiência parcial de secreção de insulina pelas células

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ß,pancreáticas, além de alterações na secreção de incretinas. Apresenta frequentemente características
clínicas associadas à resistência à insulina, como acantose nigricans e hipertrigliceridemia.

O DM tem uma alta prevalência. Ele está fortemente associado: Dislipidemia, Hipertensão arterial, Disfunção
endotelial.

O DM e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) são responsáveis pela primeira causa de mortalidade e de
hospitalizações no Sistema Único de Saúde (SUS) e representam, ainda, mais da metade do diagnóstico
primário em pessoas com insuficiência renal crônica submetidas à diálise (SCHMIDT; DUNCAN; STEVENS et
al., 2009; SCHMIDT et al., 2011; ROSA, 2008).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o LADA seja uma forma híbrida de DM, com
características de DM1 e DM2 sobrepostas. Este quadro geralmente é observado em adultos, mas
raramente, crianças e adolescentes podem apresentar evolução similar.
Os critérios mais aceitos para diagnóstico de LADA são: 1) Idade de diagnóstico > 30 anos; 2) anticorpos
positivos; 3) ausência de necessidade de insulina por pelo menos 6 meses após o diagnóstico. Por outro
lado, apesar do critério de idade ao diagnóstico > 30 anos ser sugerido por alguns autores, diabetes
autoimune lentamente progressivo também tem sido observado em adultos mais jovens e, mais
raramente, em crianças e adolescentes. O anticorpo mais usado para o diagnóstico é o anti-GAD, pois é o
mais frequente em adultos.
O diagnóstico de LADA deve ser considerado em pacientes jovens com diagnóstico de DM sem
necessidade inicial de insulina, especialmente com IMC dentro da normalidade.

É recomendado suspeitar de diabetes monogênico em pacientes com hiperglicemia de início antes dos 25
anos de idade, com diabetes surgindo na família antes dos 25 anos em duas ou três gerações. Os
autoanticorpos devem ser negativos e o peptídeo C > 0,6 ng/mL, após 5 anos do diagnóstico de DM.
A forma monogênica mais comum de DM é o diabetes tipo MODY (Maturity Onset Diabetes of the
Young), autossômico dominante. Esta forma de DM é causada por defeitos em genes que direta ou
indiretamente participam da secreção de insulina. As suas principais características são hiperglicemia de
início precoce (< 25 anos), história familiar de DM antes de 25 anos em 2 a 3 gerações, autoanticorpos
negativos e peptídeo C detectável (>0,6 ng/ml) após cinco anos do diagnóstico de DM.

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Quadro: Apresentações atípicas do DM:


APRESENTAÇÕES ATÍPICAS DO DM:
• Apresentação clínica insidiosa em crianças e adolescentes, especialmente com acantose nigricans,
obesidade e disglicemia leve.
• Apresentação abrupta em adultos, especialmente sem hiperglicemia prévia recente, sem fator
desencadeante para hiperglicemia (como medicamentos hiperglicemiantes ou infecções), sem obesidade
e/ou com história de autoimunidade pessoal ou familiar.
• Necessidade de início de insulinoterapia nos primeiros anos após o diagnóstico em adultos para controle
glicêmico adequado.
• Cetoacidose diabética ao diagnóstico em adultos, evoluindo subsequentemente com baixas doses de
insulina, especialmente em associação com obesidade.

Rastreamento do diabetes tipo 2


A probabilidade de apresentar diabetes ou um estado intermediário de glicemia depende da presença de
fatores de risco. São eles, segundo o Ministério da Saúde (CAB 37): Excesso de peso (IMC >25 kg/m2) e um
dos seguintes fatores de risco:

• História de pai ou mãe com diabetes;


• Hipertensão arterial (>140/90 mmHg ou uso de anti-hipertensivos em adultos);
• História de diabetes gestacional ou de recém-nascido com mais de 4 kg (segundo Brunner recém-nascido
com mais de 4,5Kg);
• Dislipidemia: hipertrigliceridemia (>250 mg/dL) ou HDL-C baixo (<35 mg/Dl);
• Exame prévio de HbA1c ≥5,7%, tolerância diminuída à glicose ou glicemia de jejum alterada;
• Obesidade severa, acanthosis nigricans; Segundo Brunner a Obesidade envolve IMC ≥ 27 Kg/m².
• Síndrome de ovários policísticos;
• Inatividade física;
• História de doença cardiovascular;
OU Idade ≥ 45 anos;
OU Risco cardiovascular moderado

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Elementos clínicos que levantam a suspeita de DM

Principais sintomas de diabetes


•Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso (os “4 Ps”).
•Outros sintomas que levantam a suspeita clínica são:
•fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar, balanopostite e infecções de repetição.
•Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de complicações crônicas como neuropatia, retinopatia ou
doença cardiovascular aterosclerótica.

EXAMES QUE PODEM SER UTILIZADOS PARA DETECÇÃO DO DM


Os exames são: glicemia casual, glicemia em jejum (8 a12 horas em jejum), teste de tolerância à glicose com
sobrecarga de 75g em duas horas (TTG) e, em alguns casos, hemoglobina glicada. A escolha do teste
dependerá da história (contexto) do diagnóstico.
E na unidade houver laboratório ou glicosímetro e fita reagente, o exame pode ser solicitado no momento
da consulta. O corte indicativo de diabetes é resultado maior ou igual a 200mg/dl na presença de sintomas
de hiperglicemia. Não havendo urgência, é preferível solicitar uma glicemia de jejum medida no plasma por
laboratório.

ATENÇÃO PARA A TABELA: OS PARÂMETROS DESPENCAM EM PROVA!


Tabela – Valores preconizados para o diagnóstico de DM tipo 2 e seus estágios pré-clínicos.
Categoria Glicemia de TTG: duas horas Glicemia casual** Hemoglobina
jejum* após 75 g de glicada (HbA1C)
glicose
Glicemia normal <110 <140 <200
Glicemia alterada >110 e <126
Tolerância ≥140 e <200
diminuída à
glicose
Diabetes mellitus >126 ≥ 200 200 (com sintomas >6,5%
clássicos***)
Fonte: BRASIL, 2013.

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*O jejum é definido como a falta de ingestão calórica por, no mínimo, oito horas. **Glicemia plasmática
casual é definida como aquela realizada a qualquer hora do dia, sem se observar o intervalo desde a última
refeição. ***Os sintomas clássicos de DM incluem poliúria, polidipsia e polifagia.

ATENÇÃO!!
Critérios laboratoriais para diagnóstico de DM2 e pré-diabetes.
Critérios Normal Pré-DM DM2
Glicemia de jejum (mg/dl) <100 100 a 125 >125
Glicemia 2h após TOTG (mg/dl) <140 140 a 199 >199
HbA1c (%) <5,7 5,7 a 6,4 >6,4
Fonte: Sociedade Brasileira de DM (2022).

ATENÇÃO!
No indivíduo assintomático, É RECOMENDADO utilizar como critério de diagnóstico de DM a glicemia
plasmática de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, a glicemia duas horas após uma sobrecarga de 75 g de
glicose igual ou superior a 200 mg/dl ou a HbA1c maior ou igual a 6,5%. É necessário que dois exames
estejam alterados. Se somente um exame estiver alterado, este deverá ser repetido para confirmação
(SBD, 2022)

MONITORIZAÇÃO DA GLICEMIA
É recomendada a monitorização da glicemia capilar três ou mais vezes ao dia a todas as pessoas com DM
tipo 1 ou tipo 2 em uso de insulina em doses múltiplas. Em pessoas com DM tipo 2 em uso de antidiabéticos
orais a monitorização da glicemia capilar não é recomendada rotineiramente. (AMERICAN DIABETES
ASSOCIATION, 2013).

É RECOMENDADA a meta de HbA1c < 7,0% para todos os indivíduos com diabetes, para prevenção de
complicações microvasculares, desde que não incorra em hipoglicemias graves e frequentes.
É RECOMENDADO que idosos com DM, função cognitiva e status funcional preservados e/ou
comorbidades não limitantes tenham alvos de HbA1c entre 7,0 e 7,5%.
Em idosos com DM, com objetivo de evitar hipoglicemia, uma meta de HbA1c < 8,5% DEVE SER
CONSIDERADA quando houver status funcional comprometido, síndrome de fragilidade, presença de
comorbidades que limitem a expectativa de vida e/ou alteração da função cognitiva.

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Correspondência entre HbA1c e Glicemia Média Estimada.

Tratamento não medicamentoso: Seus elementos fundamentais são manter uma alimentação adequada e
atividade física regular, evitar o fumo e o excesso de álcool e estabelecer metas de controle de peso (GUSSO;
LOPES, 2012).

Tratamento medicamentoso
O tratamento do DM tipo 1, além da terapia não farmacológica, exige sempre a administração de insulina, a
qual deve ser prescrita em esquema intensivo, de três a quatro doses de insulina/ dia, divididas em insulina
basal e insulina prandial, cujas doses são ajustadas de acordo com as glicemias capilares, realizadas ao menos
três vezes ao dia. Esse esquema reduz a incidência de complicações microvasculares e macrovasculares.
O DM tipo 2, que acomete a grande maioria dos indivíduos com diabetes, exige tratamento não
farmacológico, em geral complementado com antidiabético oral e, eventualmente, uma ou duas doses de
insulina basal, conforme a evolução da doença.

Antidiabéticos orais são a primeira escolha para o tratamento do diabetes tipo 2.


Se a pessoa não alcançar a meta glicêmica em até três meses com as medidas não farmacológicas, o
tratamento preferencial é acrescentar a metformina no plano terapêutico.
A insulina também é considerada quando os níveis de glicose plasmática estiverem maiores de 300 mg/dL,
na primeira avaliação ou no momento do diagnóstico, principalmente se acompanhado de perda de peso,
cetonúria e cetonemia.
A insulina influencia o metabolismo da glicose na maioria dos tecidos. As insulinas disponíveis no SUS são as
de ação rápida (regular) e as de ação intermediária (Neutral Protamine Hagedorn – NPH).

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QUADRO – Insulinas disponíveis no SUS

A aplicação subcutânea pode ser realizada nos braços, abdômen, coxas e nádegas. A velocidade de absorção
varia conforme o local de aplicação.

SBD, 2022
Em pacientes com DM1 É RECOMENDADO iniciar o tratamento com insulina imediatamente após o
diagnóstico clínico, para prevenir a descompensação metabólica e a cetoacidose diabética.

CUIDADOS COM A INSULINA


armazenamento da insulina:
- As insulinas lacradas precisam ser mantidas refrigeradas entre 2°C a 8°C.
- Após aberto, o frasco pode ser mantido em temperatura ambiente para minimizar dor no local da injeção,
entre 15°C e 30°C, ou também em refrigeração, entre 2°C a 8°C;
- Não congelar a insulina;
- Após um mês do início do uso, a insulina perde sua potência, especialmente se mantida fora da geladeira.
Por isso, é importante orientar que a pessoa anote a data de abertura no frasco;
- A insulina não pode ser acondicionada no freezer, pois não pode congelar, e também não deve guardada
na porta da geladeira;

Transporte da insulina:
- Colocar o frasco em bolsa térmica ou caixa de isopor, sem gelo comum ou gelo seco;
- Na ausência de bolsa térmica ou caixa de isopor, o transporte pode ser realizado em bolsa comum, desde
que a insulina não seja exposta à luz solar ou calor excessivo;
- Em viagens de avião, não despachar o frasco com a bagagem, visto que a baixa temperatura no
compartimento de cargas pode congelar a insulina.

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Cuidados com as agulhas e seringas:


- Apesar de serem descartáveis, as seringas com agulhas acopladas podem ser reutilizadas pela própria
pessoa, desde que a agulha e a capa protetora não tenham sido contaminadas; - o número de reutilizações
é variável, de acordo com o fabricante, mas deve ser trocada quando a agulha começar a causar desconforto
durante a aplicação (considera-se adequada a reutilização por até oito aplicações, sempre pela mesma
pessoa);
- A seringa e a agulha em uso podem ser mantidas em temperatura ambiente;
- Após o uso, a seringa deve ser “recapada” pela pessoa;
- Não se recomenda higienização da agulha com álcool;

Reutilização de seringas e agulhas


BRASIL, 2013 Considera-se adequada a reutilização por até oito aplicações, sempre pela mesma
pessoa).
SBD, 2022 A reutilização de seringas de insulina e de agulhas descartáveis para canetas, não é uma
prática usualmente recomendada, por aumentar o risco de lipodistrofia.
Em situação de escassez de insumos, a SBD considera aceitável o uso de uma seringa ou
uma agulha por dia, por insulina utilizada, entendendo que esta será utilizada entre 1
vez (para pacientes com dose única de NPH) até três a quatro vezes (para pacientes em
uso de insulina pré-refeição ou esquema de três doses de NPH).
Ao se optar por reutilização de seringa e canetas, considerar os seguintes aspectos: Boas
condições de higiene; Ausência de infecções de pele nas mãos e no local de aplicação;
Seringa, caneta e agulha de uso individual; Reencapar a agulha a ser reutilizada, após o
uso.

Preparo e a aplicação:
o frasco de insulina deve ser rolado gentilmente entre as mãos para misturá-la, antes de aspirar seu
conteúdo;
em caso de combinação de dois tipos de insulina, aspirar antes a insulina de ação curta (regular) para que o
frasco não se contamine com a insulina de ação intermediária (NPH);
não é necessário limpar o local de aplicação com álcool;
o local deve ser pinçado levemente entre dois dedos e a agulha deve ser introduzida completamente, em
ângulo de 90 graus;
não é necessário puxar o êmbolo para verificar a presença de sangue;
esperar cinco segundos após a aplicação antes de se retirar a agulha do subcutâneo, para garantir injeção
de toda a dose de insulina;
é importante mudar sistematicamente o local de aplicação de insulina de modo a manter uma distância
mínima de 1,5 cm entre cada injeção. Orientar a pessoa a organizar um esquema de administração que
previna reaplicação no mesmo local em menos de 15 a 20 dias, para prevenção da ocorrência de lipodistrofia

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ATENÇÃO:
•Ao preparar não segure o frasco pelo corpo ou pelo fundo (A temperatura de nossas mãos transfere calor
ao frasco). •Orientar o paciente sobre o risco de hipoglicemia quando praticar atividade física ou pular
refeições.
•Administrar por via subcutânea (Exceto quando a prescrição médica orientando o uso endovenoso da
insulina regular na emergência).

Locais de aplicação de insulina

PROVA! Misturas de insulina: Quando houver a indicação de misturar insulinas, deve-se aspirar primeiro
sempre a de ação mais rápida e depois a mais lenta. Exemplo: Precisa-se fazer uma mistura de NPH e Regular.
Primeiro se aspira a regular e depois a NPH.

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Principais efeitos adversos dos hipoglicemiantes orais e insulinas

Complicações da insulinoterapia

a) Hipoglicemia: constitui a principal complicação da insulinoterapia, existindo condições que predispõem


essa condição, tais como: Insuficiência adrenal; Insuficiência tiroidiana; Insuficiência renal; Insuficiência
hepática; Uso de álcool; Uso de doses incorretas de insulina; Omissão de refeições.
b) Lipodistrofia hipertrófica ou hipertrofia insulínica: É caracterizada por uma tumefação ou endurecimento
no local e ao redor das aplicações de insulina. Hoje, com o uso das insulinas altamente purificadas e as
insulinas humanas, essa complicação praticamente inexiste. É descrita como reação localizada na forma de
lipoatrofia ou lipo-hipertrofia, ocorrendo no sítio das injeções de insulina.
Lipoatrofia – perda do tecido adiposo subcutâneo (redução com uso de insulina humana);
Lipo-hipertrofia – formação de massas fibroadiposas no sítio da injeção, causada pelo uso repetido do
mesmo sítio de injeção.
c) Edema insulínico: a causa do edema insulínico não é bem determinada, podendo ocorrer em pacientes
cronicamente descompensados, sendo rapidamente desfeito a partir de um bom controle glicêmico. O
edema pode ser generalizado ou localizado em mãos e pés, sendo necessário em alguns casos o uso de
diurético por 2 ou 3 dias.
d) Resistência insulínica: refere-se a uma condição na qual um paciente adulto necessita de mais de 200 U.
No diabetes mellitus do tipo 2, está relacionada com situações como infecções, cirurgias, cetoacidose,
feocromocitoma, hipertireodismo, síndromes genéticas, entre outras.
e) Reações alérgicas locais: surge na forma de rubor, edema, dor, enduração ou pápula de 2 a 4 cm, que
pode surgir no local da injeção 1 a 2 horas depois da administração. PODE OCORRER REAÇÃO ALÉRGICA
SISTÊMICA.

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f) Hiperglicemia matinal – A hiperglicemia matinal se divide em Fenômeno DAWN, Declínio da Insulina e


efeito SOMMOGY que são perfis glicêmicos noturnos associados com hiperglicemia de jejum.
1 - Fenômeno do Amanhecer: Glicemia relativamente normal até aproximadamente 3h da manhã, quando
o nível começa a se elevar. A ação para o controle deve ser alterar o horário da insulina intermediária da
hora do jantar para antes de dormir.
2 - Fenômeno Somogyi: Glicemia normal ou elevada ao deitar, diminuição às 2h ou 3 h da manhã para níveis
hipoglicêmicos e aumento subseqüente ocasionado pela produção dos hormônios contrarreguladores. A
ação para controle deve ser diminuir a dose da insulina a noite ou aumento o lanche na hora de dormir.
3 - Declínio da insulina: Elevação progressiva da glicemia da hora de dormir até a manhã. Deve-se aumentar
a dose noturna da insulina de ação intermediária ou longa. Ou instituir uma dose de insulina antes da
refeição da noite se ainda não fizer parte do esquema.

Diabetes (IDOSO)
No idoso, a expressão clínica é frequentemente mais insidiosa, podendo cursar de uma maneira "atípica".
A poliúria e a polidipsia, secundárias à hiperglicemia, podem não surgir até que a doença esteja bastante
avançada.
• Com a redução da taxa de filtração glomerular no idoso, há redução da diurese osmótica e,
consequentemente, diminuição das perdas de água e sal normalmente associadas à hiperglicemia.

• O limiar renal para a eliminação da glicose na urina pode aumentar com o envelhecimento.
Assim, a glicosúria pode não aparecer até que os níveis glicêmicos atinjam níveis superiores a 200 mg/dl.
Entretanto, há relatos de níveis de até 300 mg/dl sem poliúria.
• Por outro lado, pode haver glicosúria sem hiperglicemia, em consequência de distúrbio tubular, o que pode
ocasionar um diagnóstico equivocado de DM.
• Um fato a destacar é que se a poliúria está presente no idoso, muitas vezes não é pensada como sendo
causada por DM, mas, frequentemente, por hipertrofia prostática, cistites e incontinência urinária, entre
outras causas.
• A polidipsia é um alarme comum de estado hiperosmolar nos mais novos. Os idosos, por outro lado, podem
apresentar-se com grave depleção de espaço extracelular, hiperosmolaridade e mesmo coma, sem aviso
prévio e sem polidipsia. Uma alteração relacionada com o centro osmorregulador no hipotálamo pode ser a
responsável por esta aparente falta de resposta ao aumento da osmolaridade sérica.
Os pacientes idosos raramente desenvolvem cetoacidose, mas podem, ao invés disto, entrar em estado
de hiperosmolaridade e fazer sua apresentação inicial com confusão, coma ou sinais neurológicos focais.
Os pacientes idosos podem, ainda, apresentar queixas inespecíficas como: fraqueza, fadiga, perda da
vitalidade ou infecções menos importantes da pele e tecidos moles, como a monilíase vulvo-vaginal. Como
regra, na presença de prurido vulvar deve-se pensar em monilíase e, na presença de monilíase, em diabetes.
Frequentemente, anormalidades neurológicas ou neuropatias, tanto cranianas como periféricas, são os
sintomas iniciais. Nestes casos, é o neurologista quem, muitas vezes, faz o diagnóstico de DM.

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COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS

São complicações agudas do diabetes: hipoglicemia, cetoacidose diabética e síndrome não-cetótica


hiperosmolar hiperglicêmica. As complicações tardias( a longo prazo) podem ser decorrentes de alterações:
na microcirculação - retinopatia e nefropatia; na macrocirculação- cardiopatia isquêmica, doença
cerebrovascular e doença vascular periférica; neuropáticas.

COMPLICAÇÕES AGUDAS:

Hipoglicemia

Definição: é a diminuição dos níveis glicêmicos – com ou sem sintomas – para valores abaixo de 70 mg/dL.
Porém, os sintomas clínicos ocorrem quando a glicemia cai abaixo de 50 a 60 mg/dl.
As manifestações clínicas da hipoglicemia podem ser agrupadas em duas categorias: sintomas adrenérgicos
e sintomas do sistema nervoso central.

Instruções para o manejo da hipoglicemia pelo paciente, família e serviço de Saúde


Paciente Ingerir 10 g a 20 g de carboidrato de absorção rápida; repetir em 10 a 15 minutos,
se necessário.
Amigo ou Familiar Se a pessoa não conseguir engolir, não forçar. Pode-se colocar açúcar ou mel
embaixo da língua ou entre a gengiva e a bochecha e levá-lo imediatamente a um
serviço de Saúde.
Serviço de Saúde Se existirem sinais de hipoglicemia grave, administrar 25 mL de glicose a 50% via
endovenosa em acesso de grande calibre, com velocidade de 3 ml/min e manter
veia com glicose a 10% até recuperar plenamente a consciência ou glicemia maior
de 60 mg/dL; manter então esquema oral, observando o paciente enquanto
perdurar o pico da insulina; pacientes que recebem sulfonilureias devem ser
observados por 48h a 72h para detectar possível recorrência.

Cetoacidose diabética (CAD)


A cetoacidose é uma emergência endocrinológica decorrente da deficiência absoluta ou relativa de
insulina, potencialmente letal, com mortalidade em torno de 5%. A cetoacidose ocorre principalmente em
pacientes com DM tipo 1, sendo, diversas vezes, a primeira manifestação da doença. A pessoa com DM tipo
2, que mantém uma reserva pancreática de insulina, raramente desenvolve essa complicação (BRASIL, 2013).

Os principais fatores precipitantes são infecção, má aderência ao tratamento (omissão da aplicação


de insulina, abuso alimentar), uso de medicações hiperglicemiantes e outras intercorrências graves (AVC,
IAM ou trauma). Indivíduos em mau controle glicêmico são particularmente vulneráveis a essa complicação
(BRASIL, 2013).

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A cetoacidose diabética (CAD) é uma perturbação metabólica que ocorre mais comumente em
indivíduos com diabetes do tipo 1 e que resulta do déficit de insulina; ocorre formação de corpos cetônicos
altamente ácidos, e verifica-se o desenvolvimento de acidose metabólica.

A CAD é causada pela ausência de insulina ou pela sua presença em quantidade acentuadamente
inadequada. Esse déficit de insulina disponível resulta em distúrbios no metabolismo dos carboidratos,
proteínas e lipídios. As três principais características clínicas da CAD são as seguintes:

• Hiperglicemia

• Desidratação e perda de eletrólitos

• Acidose.

Os clientes com CAD grave podem perder até 6,5 ℓ de água e até 400 a 500 mEq de sódio, potássio e
cloreto, cada um, durante um período de 24 h.

Figura Metabolismo anormal que causa sinais e sintomas de cetoacidose diabética. (Redesenhada de Pearce
MA, Rosenberg CS, Davidson MD. (2003). Patient education. In Davidson MB. (Ed.). Diabetes mellitus:
Diagnosis and treatment. New York: Churchill Livingstone.)

As três principais causas de CAD consistem em diminuição ou omissão da dose de insulina, doença
ou infecção e diabetes melito não diagnosticado e não tratado (a CAD pode ser a manifestação inicial do
diabetes melito do tipo 1).

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Os principais sintomas são: polidipsia, poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas
e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental. O
diagnóstico é realizado por hiperglicemia (glicemia maior de 250 mg/dl), cetonemia e acidose metabólica.

A cetose e a acidose da CAD levam a sinais/ sintomas gastrintestinais, tais como anorexia, náuseas,
vômitos e dor abdominal. O cliente pode ter hálito cetônico (odor de frutas), que ocorre com os níveis
elevados de cetona. Além disso, pode ocorrer hiperventilação (com respiração muito profunda, mas não
laboriosa). A respiração de Kussmaull representa a tentativa do organismo de diminuir a acidose,
contrapondo-se ao efeito do acúmulo das cetonas (Porth e Matfin, 2009). Além disso, o estado mental varia
amplamente na CAD. O cliente pode estar alerta, letárgico ou comatoso.

Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica (SHH)

A síndrome hiperosmolar não cetótica é um estado de hiperglicemia grave (superior a 600 mg/dl a
800 mg/dL) acompanhada de desidratação e alteração do estado mental, na ausência de cetose. Ocorre
apenas no diabetes tipo 2, em que um mínimo de ação insulínica preservada pode prevenir a cetogênese. A
mortalidade é mais elevada que nos casos de cetoacidose diabética devido à idade mais elevada dos
pacientes e à gravidade dos fatores precipitantes (BRASIL, 2013).

Os indivíduos de maior risco são os idosos, cronicamente doentes, debilitados ou institucionalizados,


com mecanismos de sede ou acesso à água prejudicados. Os fatores precipitantes são doenças agudas como
AVC, IAM ou infecções, particularmente a pneumonia, uso de glicocorticoides ou diuréticos, cirurgia, ou
elevadas doses de glicose (por meio de nutrição enteral ou parenteral ou, ainda, de diálise peritoneal)
(KITABCHI et al., 2006; MAGEE; BHATT, 2001).

É um distúrbio metabólico do diabetes melito do tipo 2, que resulta de um déficit relativo de insulina
desencadeado por uma doença que aumenta as demandas de insulina.

Trata-se de uma condição grave, em que predominam a hiperosmolaridade e a hiperglicemia, com


alterações do sensório. Ao mesmo tempo, a cetose é geralmente mínima ou inexistente.

O quadro clínico da SHH é de hipotensão, desidratação profunda (mucosas secas, turgor cutâneo
deficiente), taquicardia e sinais neurológicos variáveis (p. ex., alteração da consciência, convulsões,
hemiparesia).

O nível de glicemia é habitualmente de 600 a 1.200 mg/ dℓ, e a osmolalidade ultrapassa 320 mOsm/
kg (Reynolds, 2012).

A abordagem global ao tratamento da SHH assemelha-se àquela da CAD: reposição hídrica, correção
dos desequilíbrios eletrolíticos e administração de insulina.

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COMPLICAÇÕES CRÔNICAS

As complicações em longo prazo são observadas tanto no tipo 1 quanto no 2, e não ocorrem, habitualmente,
dentro dos primeiros 5 a 10 anos após o estabelecimento do diagnóstico.

As complicações crônicas podem ser decorrentes de alterações:


na microcirculação - retinopatia e nefropatia;
na macrocirculação- cardiopatia isquêmica, doença cerebrovascular e doença vascular periférica;
neuropáticas.

Vale ressaltar que a medida de maior impacto para a saúde da pessoa com DM é a cessação do tabagismo.
O tabagismo, além de importante fator de risco cardiovascular, aumenta também o risco de ulceração e
dificulta o processo de cicatrização de feridas. O tabagismo é a maior causa de morte evitável no mundo e
sua cessação no paciente diabético é a medida isolada de maior impacto para redução do risco de
complicações. A cessação do tabagismo na pessoa com diabetes deve, portanto, ser considerada como uma
prioridade.

Para tanto, torna-se útil trabalhar com estratificação de risco do Pé Diabético para a definição de
periodicidades diferenciadas, permitindo assim o uso mais eficiente e efetivo de tempo e recursos da equipe.
Pessoas sem alterações no exame do Pé Diabético devem ser reavaliadas em um ano (BRASIL, 2013). Em
caso de alterações, a avaliação deve ser mais frequente, segundo a estratificação de risco, conforme
apresentado no Quadro 2.1 (BOULTON et al., 2008).

No Quadro 3.1, é apresentada a classificação de risco do Pé Diabético recomendada pelo Caderno de


Atenção Básica nº 36 – Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: Diabetes Mellitus
(BOULTON et al., 2008; BRASIL, 2013). Quanto maior o grau classificado, maior o risco do indivíduo em
desenvolver uma úlcera e/ou requerer uma amputação ao longo do tempo. Essa classificação deve ser usada
para nortear a conduta de cuidado e de acompanhamento do profissional após a avaliação inicial (BRASIL,
2013).

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PÉ DIABÉTICO:
Úlceras de pés e amputação de extremidades são as complicações mais graves. Sua prevenção primária visa
a prevenir neuropatia e vasculopatia. Aqui é abordado o monitoramento de um conjunto de fatores que
eleva o risco de úlcera e amputação de extremidades, tornando sua prevenção mais custo-efetiva. Para
tanto, os seguintes pontos são fundamentais:
1. Avaliar os pés dos pacientes anualmente, verificando:
• História de úlcera ou amputação prévia, sintomas de doença arterial periférica, dificuldades físicas ou
visuais no cuidado dos pés.
• Deformidades dos pés (pé em martelo ou dedos em garra, proeminências ósseas) e adequação dos
calçados; evidência visual de neuropatia (pele seca, calosidade, veias dilatadas) ou isquemia incipiente;
deformidades ou danos de unhas.
• Detecção de neuropatia por monofilamento de 10g (ou diapasão de 128Hz); sensação tátil ou dolorosa.
• Palpação de pulsos periféricos (pediosa e tibial posterior); tempo de enchimento venoso superior a 20
segundos e razão tornozelo braquial por Doppler <0.9 permitem quantificar a anormalidades quando os
pulsos estiverem diminuídos.
2. Discutir a importância dos cuidados dos pés como parte de programa educativo para prevenção de úlcera
e amputação.
3. Negociar um plano de cuidado baseado nos achados clínicos e da avaliação de risco.
4. Oferecer apoio educativo para cuidados dos pés de acordo com as necessidades individuais e o risco de
úlcera e amputação.
5. Avaliar o risco do paciente de acordo com os achados clínicos (se tem doença arterial prévia, se já possui
ou não perda da sensibilidade, presença de neuropatia, ulceração prévia ou amputação).
6. Planejar intervenções baseadas nas categorias de risco:
- Pacientes sem risco adicional devem ser orientados quanto aos cuidados com os pés;
- pacientes em risco devem ter agendada a consulta de retorno a cada 6 meses;
- pacientes em alto risco devem ter agendadas consultas de revisão a cada 3-6 meses com uma equipe
multidisciplinar capacitada para a atenção ao pé diabético.
- pacientes com presença de ulceração ou infecção (incluindo emergências do pé diabético): encaminhar
para uma equipe multidisciplinar de atenção ao pé diabético em um prazo de 24 horas para manejar
adequadamente os ferimentos com curativo e desbridamento, conforme indicado.

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Teste de sensibilidade com monofilamento de 10 g

A perda da sensação de pressão usando o monofilamento de 10 g é altamente preditiva de ulceração futura.


Qualquer área insensível indica PSP. Recomenda-se que quatro regiões sejam pesquisadas: hálux (superfície
plantar da falange distal) e as 1º, 3º e 5º cabeças dos metatarsos de cada pé, determinando uma
sensibilidade de 90% e especificidade de 80%.

• A pessoa deverá ficar sentada de frente para o examinador com os pés apoiados, de forma confortável.
Orientar sobre a avaliação e demonstrar o teste com o monofilamento utilizando uma área da pele com
sensibilidade normal.
• Solicitar à pessoa que feche os olhos.
• O filamento é aplicado sobre a pele perpendicularmente produzindo uma curvatura no fio. Essa curvatura
não deve encostar-se à pele da pessoa, para não produzir estímulo extra. Áreas com calosidades devem ser
evitadas.
• Se o filamento escorregar na pele no momento do toque, não considerar a resposta e repetir o teste no
mesmo ponto.
• Começar o teste com o fio a uma distância de 2 cm da área a ser testada. Tocar a pele com o filamento
mantendo sua curva por 2 segundos. Evitar movimentos bruscos ou muito lentos.
• Solicitar ao paciente que responda “sim” quando sentir o toque ou “não” caso não sinta e perguntar onde
sente a pressão (pé direito ou esquerdo).
• Repetir aplicação duas vezes no mesmo local, mas alternar com, pelo menos, uma aplicação “simulada”,
quando nenhum filamento é aplicado (em um total de três perguntas em cada ponto).
• No caso de resposta positiva e negativa em um mesmo ponto, considera-se o teste normal caso a pessoa
acerte duas das três tentativas e teste anormal na presença de duas respostas incorretas.

ATENÇÃO!! O monofilamento não é de uso individual ou descartável, por isso, recomenda-se que seja
realizada a limpeza do produto com uma solução de sabão líquido e água morna após cada uso. Não há
necessidade de o produto passar por processo de esterilização em autoclave. É recomendado que o
monofilamento fique em repouso por 24 horas a cada 10 pacientes examinados, para que mantenha a
tensão de 10 g. A vida útil do produto em geral é de 18 meses.

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Teste com o diapasão de 128 Hz

O uso desta ferramenta é uma forma prática de avaliar a sensibilidade vibratória. O cabo do diapasão deve
ser posicionado sobre a falange distal do hálux. Alternativamente, o maléolo lateral pode ser utilizado. O
teste é considerado anormal quando a pessoa perde a sensação da vibração enquanto o examinador ainda
percebe o diapasão vibrando.

Primeiro, aplique o diapasão nos punhos do paciente (ou cotovelo ou clavícula) para que ele saiba o que
esperar. A pessoa não deve ser capaz de ver se ou onde o examinador aplica o diapasão. O diapasão é
aplicado sobre uma parte óssea no lado dorsal da falange distal do hálux.
O diapasão deve ser aplicado perpendicularmente com pressão constante, repita esta aplicação duas vezes,
mas alterne esta com pelo menos uma aplicação “simulada” em que o diapasão não esteja vibrando. O teste
é positivo se o paciente responde de forma incorreta pelo menos duas de três aplicações e negativo com
duas das três respostas corretas. Se o paciente é incapaz de sentir as vibrações no hálux, o teste é repetido
mais proximalmente (tuberosidade tibial, maléolo).

ATENÇÃO!!!
Todos os pacientes com DM devem ser examinados para pesquisa da neuropatia periférica diabética no
momento do diagnóstico de DM2 e cinco anos após o diagnóstico de DM1. Pacientes cujo rastreamento
foi negativo devem ser reavaliados anualmente.

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QUESTÃO CERTA EM PROVAS!!

Cuidados gerais com os pés


[Link] os pés diariamente. Se necessário, pedir ajuda a familiar ou usar espelho.
[Link] o médico se tiver calos, rachaduras, alterações de cor ou úlceras.
[Link] sempre meias limpas, preferencialmente de lã, algodão, sem elástico.
[Link]çar sapatos que não apertem, de couro macio ou tecido. Não usar sapatos sem meias.
[Link] novos devem ser usados aos poucos. Usar inicialmente, em casa, por algumas horas por dia.
[Link] andar descalço, mesmo em casa.
[Link] os pés diariamente, com água morna e sabão neutro. Evitar água quente. Secar bem os pés,
especialmente entre os dedos.
[Link]ós lavar os pés, usar um creme hidratante à base de lanolina, vaselina líquida ou glicerina. Não usar
entre os dedos
[Link] as unhas de forma reta, horizontalmente.
10. Não remover calos ou unhas encravadas em casa; procurar equipe de saúde para orientação.

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QUESTÕES PARA FIXAÇÃO

01. Adulto de 25 anos, sem registro no prontuário de verificação da pressão arterial, ao se realizar a
verificação de sua pressão arterial, como forma de rastreamento de hipertensão arterial sistêmica, foi
identificado valor pressórico de 110/70 mm/Hg. Diante do exposto, recomenda-se que a aferição da
pressão arterial desse adulto seja verificada novamente em um período de
A) doze meses.
B) seis meses.
C) dois anos.
D) quatro anos.
E) três anos.

02. Em uma consulta de enfermagem, o paciente Antônio Átila apresentou o valor de pressão arterial (PA)
de 130/ 85 mmHg. Este valor é classificado como:
A) Normotensão.
B) Pré- Hipertensão.
C) Hipertensão estágio 1.
D) Hipertensão estágio 2.

03. De acordo com os valores pressóricos obtidos no consultório, conforme caderno ``Estratégias para o
cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica``, do Mistério da Saúde, assinale a
alternativa correta.
A) Pode-se classificar a pressão arterial em: normotensão, pressão arterial limítrofe/pré-hipertensão e
hipertensão arterial sistêmica.
B) Considera-se a pessoa com pressão arterial ótima – menor que 110/70 mmHg.
C) Considera-se hipertensão arterial estágio II – 140/90 mmHg.
D) Considera-se hipertensão arterial estágio III – 160/10 mmHg.

04. O Efeito do Avental Branco (EAB) é a diferença de pressão entre as medidas obtidas no consultório e
fora dele, desde que essa diferença seja igual ou superior a:
A) 10 mmHg na PAS e/ou 10 mmHg na PAD.
B) 20 mmHg na PAS e/ou 20 mmHg na PAD.
C) 20 mmHg na PAS e/ou 10 mmHg na PAD.
D) 10 mmHg na PAS e/ou 20 mmHg na PAD.

05. Sobre Diabetes tipo I, é correto afirmar que


A) a apresentação do diabetes tipo I é, em geral, abrupta, acometendo principalmente adultos e idosos sem
excesso de peso.
B) o DM tipo I costuma ter início insidioso e sintomas mais brandos, manifesta-se, em geral, em adultos com
longa história de excesso de peso e com história familiar de DM tipo II.
C) o termo tipo I indica o processo de destruição da célula beta que leva ao estágio de deficiência absoluta
de insulina, quando a administração de insulina é necessária para prevenir cetoacidose.
D) diabetes tipo I é um estado de hiperglicemia, menos severo que o diabetes tipo II, detectado pela primeira
vez na gravidez. Geralmente se resolve no período pós-parto e pode frequentemente retornar anos depois.

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06. Com relação aos valores de glicemia para definição de diagnóstico de diabetes mellitus, marque a
alternativa correta:
A) Glicemia em jejum > 80mg/dl;
B) Glicemia > 150mg/dl após duas horas no teste oral de tolerância a glicose;
C) Glicemia ao acaso > 150mg/dl e oligúria, polidpsia e ganho ponderal;
D) Hemoglobina glicada (A1c) superior a 6,5%.

07. A probabilidade de apresentar diabetes ou um estado intermediário de glicemia depende da presença


de fatores de risco. Assinale a alternativa que indica o público-alvo para o rastreamento do Diabetes
Mellitus.
A) Excesso de peso (IMC > 25 kg/m2) e o fator de risco: história de pai ou mãe com diabetes.
B) Excesso de peso (IMC < 25 kg/m2) e o fator de risco: hipertensão arterial (130/85 mmHg, independente
de uso de anti-hipertensivos).
C) Excesso de peso (IMC = 20 lg/m2) e o fator de risco: história de diabetes gestacional ou recém-nascido
com menos de 4kg.
D) Excesso de peso (IMC= 19 kg/m2) e o fator de risco: síndrome de ovários policísticos.

Com base no caderno ``Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial
sistêmica``, do Ministério da Saúde, o(a) enfermeiro(a) da equipe da unidade de saúde (UBS) faz uma
capacitação para os profissionais da área sobre rastreamento de hipertensão arterial. Assinale a
alternativa que apresenta as recomendações que ele(a) realiza.

08. Todo adulto acima de 35 anos, quando vier à UBS para consulta, atividades educativas, procedimentos,
entre outros, e não tiver registro no prontuário de ao menos uma verificação da PA nos últimos cinco anos,
deverá tê-la verificada e registrada.
A) Certo
B) Errado

09. A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços. Caso haja diferença entre os valores,
deve ser considerada a medida de maior valor, a qual será utilizada como referência nas próximas
medidas.
A) Certo
B) Errado

10. O indivíduo deverá ser investigado para doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão entre
os membros superiores maiores de 20/10 mmHg para as pressões sistólica/diastólica, respectivamente.
A) Certo
B) Errado

11. De acordo com a média dos dois valores pressóricos obtidos, a PA deverá ser novamente verificada: a
cada cinco anos, se PA menor que 140/90 mmHg, a cada dois anos, se PA 150/90 mmHg.
A) Certo
B) Errado

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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) apresenta alta morbimortalidade, com perda importante da
qualidade de vida, o que reforça a relevância do diagnóstico precoce. Os procedimentos de medida da
pressão são simples e de fácil realização, contudo nem sempre são realizados de forma adequada.
Sabendo da importância em executar corretamente essa técnica, assinale os itens a seguir.

12. O paciente deve estar deitado com o braço apoiado e à altura do precórdio.
A) Certo
B) Errado

13. A câmara inflável deve cobrir até um terço da circunferência do braço.


A) Certo
B) Errado

14. A pressão diastólica corresponde ao valor em que começarem a ser ouvidos os ruídos de Korotkoff
(fase I).
A) Certo
B) Errado

15. É recomendada a monitorização da glicemia capilar três ou mais vezes ao dia a todas as pessoas com
DM tipo 1 ou tipo 2 em uso de insulina em doses múltiplas.
A) Certo
B) Errado

16. A síndrome hiperosmolar é um estado de hiperglicemia grave (superior a 600 mg/dl a 800 mg/dL)
acompanhada de desidratação e alteração do estado mental, na presença de cetose. Ocorre apenas no
diabetes tipo 2, em que um mínimo de ação insulínica preservada pode prevenir a cetogênese. A
mortalidade é mais elevada que nos casos de cetoacidose diabética devido à idade mais elevada dos
pacientes e à gravidade dos fatores precipitantes.
A) Certo
B) Errado

Idoso de 77 anos de idade, com histórico clínico de diabetes mellitus, em uso de insulina regular,
comparece a UBS para acompanhamento no programa HIPERDIA. Durante a consulta de enfermagem,
informa que usualmente tem sentido tontura, fraqueza, dor de cabeça, sudorese, taquicardia e tremor.
Na ocasião, o enfermeiro orienta sobre os cuidados com a hipoglicemia.

17. Diante desse quadro clínico e na ocorrência de hipoglicemia, recomenda-se


A) o paciente estando consciente, deve-se administrar 5 mL de glicose a 25% via subcutânea,
preferencialmente na região periumbilical.
B) o paciente deve ingerir 10 g a 20 g de carboidrato de absorção lenta e repetir em 15 a 20 minutos, se
necessário.
C) caso o paciente não consiga engolir, o familiar não deve forçar. Pode-se colocar açúcar ou mel embaixo
da língua ou entre a gengiva e a bochecha e levá-lo imediatamente a um serviço de saúde.
D) caso o paciente consiga engolir, o familiar deve oferecer sulfonilureias a cada 4 horas, até atingir uma
glicemia de 40mg/dl.

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18. As pessoas com DM são acometidas de depressão com prevalência pelo menos três vezes maior que a
verificada na população adulta não diabética. A depressão é um sofrimento marcado pela diminuição da
autoestima, que acomete pessoas aparentemente saudáveis do ponto de vista orgânico, mas que está
presente em proporção muito maior nas pessoas doentes, em especial naquelas acometidas de doenças
crônicas. As limitações de diversas ordens impostas pelo diabetes, tais como as restrições nutricionais, a
necessidade do uso contínuo de medicamentos, frequentemente sob forma injetável, a frustração pela
dificuldade de alcançar as metas de controle, a possibilidade de discriminação no ambiente social e no
mercado de trabalho e as incapacidades decorrentes das complicações em estado avançado, fragilizam
emocionalmente e psicologicamente as pessoas diabéticas e comprometem sua autoestima, abrindo o
caminho para a depressão.
A) Certo
B) Errado

19. É importante mudar sistematicamente o local de aplicação de insulina de modo a manter uma distância
mínima de 5 cm entre cada injeção. Orientar a pessoa a organizar um esquema de administração que
previna reaplicação no mesmo local em menos de 15 a 20 dias, para prevenção da ocorrência de
lipodistrofia.
A) Certo
B) Errado

20. A aplicação subcutânea pode ser realizada nos braços, abdômen, coxas e nádegas. A velocidade de
absorção varia conforme o local de aplicação, sendo mais rápida no abdômen.
A) Certo
B) Errado

21. Faz parte dos cuidados de enfermagem orientar a técnica de preparação, aplicação e
armazenamento da insulina. Sobre esses cuidados, analise as afirmativas abaixo e empregue V para
as VERDADEIRAS e F para as FALSAS.
( ) Os frascos de insulinas lacrados precisam ser mantidos refrigerados, entre 2°C e 8°C e depois de
abertos, os frascos podem ser mantidos em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C ou também em
refrigeração, entre 2°C e 8°C.
( ) Após um mês do início do uso, a insulina perde sua potência, especialmente se mantida fora da
geladeira. Por isso, é importante orientar que o usuário ou seu responsável anote a data de abertura
no frasco.
( ) Após o uso, a seringa para aplicação da insulina não deve ser reutilizada, mesmo que pela mesma
pessoa.
( ) Em caso de combinação de dois tipos de insulina, deve-se aspirar primeiro a insulina de ação curta
ou regular para que o frasco não se contamine com a insulina de ação intermediária (NPH).
( ) É importante mudar sistematicamente o local de aplicação de insulina, de modo a manter uma
distância mínima de 1,5 entre cada local de injeção, por isso, é importante orientar o paciente ou seu
responsável para organizar um esquema de administração que previna reaplicação no mesmo local, e
assim prevenir a ocorrência de lipodistrofia.
A sequência CORRETA de respostas, de cima para baixo, é:
A) V-F-F-F-V.
B) F-F-V-V-F.
C) V-V-F-V-V.
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D) F-V-F-V-V.
E) V-F-V-F-V

22. Acerca da hipertensão arterial, julgue o item subsecutivo. Nesse sentido, considere que a sigla PA,
sempre que utilizada, se refere a pressão arterial.
É recomendada a medição da PA pelo menos a cada dois anos para adultos com PA igual ou inferior a 120
mmHg × 80 mmHg e, anualmente, para adultos com PA maior que 120 mmHg × 80 mmHg e menor que
140 mmHg × 90 mmHg.
A) Certo
B) Errado

23. Mulher de 28 anos dirigiu-se à unidade de saúde para aferir a pressão arterial (PA). Na pré-consulta,
ela informou ao técnico de enfermagem que nunca havia passado por esse procedimento. Nesse caso, a
conduta desse profissional deve consistir em aferir a PA:
A) nos dois braços. Se as medidas estiverem discrepantes, ele deve considerar o valor mais alto. Nas aferições
subsequentes, ele deve medir no mesmo braço cuja pressão estava mais elevada
B) nos dois braços. Se as medidas estiverem diferentes, o valor mais baixo deve ser considerado e o braço
no qual se obteve essa medida deve ser referência para as próximas aferições
C) no braço esquerdo, por ser o braço mais próximo do ápice do coração. Se os parâmetros de pressão
estiverem baixos, considerar a aferição no braço direito
D) em qualquer um dos braços, independente de ser primeira vez ou não. Nas aferições subsequentes, ele
pode eleger qualquer um dos braços

24. A medida da Pressão Arterial (PA) é simples e o método é fácil; porém, exige certos cuidados e algumas
recomendações devem ser seguidas para que quaisquer erros sejam evitados. É recomendado pela
Sociedade Brasileira de Cardiologia que:
A) Sejam realizadas pelo menos três medições sem intervalo entre elas.
B) Sejam realizadas pelo menos duas medições sem intervalo entre elas.
C) A realização de apenas uma medição é suficiente para determinar o valor da PA.
D) Sejam realizadas pelo menos duas medições com intervalo em torno de um minuto entre elas.

25. “Sabe-se que a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é fator de risco para várias doenças crônicas não
transmissíveis. É uma doença caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos acima de
limites pré-definidos. Os indivíduos pré-hipertensos têm maior probabilidade de se tornarem hipertensos
e maiores riscos de desenvolvimento de complicações cardiovasculares quando comparados a indivíduos
com pressão arterial normal necessitando de acompanhamento periódico.” (Sociedade Brasileira de
Cardiologia, 2016)
A pré-hipertensão caracteriza-se pela presença de pressão arterial sistólica e diastólica nos limites,
respectivamente, de
A) 121-129 e/ou 81-85 mmHg
B) 121-139 e/ou 81-89 mmHg
C) 131-139 e/ou 81-89 mmHg
D) 135-145 e/ou 85-95 mmHg

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26. Entre outras ações, durante a Semana de Prevenção da Hipertensão Arterial e Diabete, o enfermeiro
realiza a estratificação do risco cardiovascular, utilizando o escore de Framingham. Para tal, inicialmente,
são coletadas informações sobre
A) idade, sexo, peso, pressão arterial e HDL-Colesterol.
B) índice de massa corporal (IMC), pressão arterial, tabagismo, LDL-Colesterol e HDL-Colesterol.
C) idade, LDL-Colesterol, HDL-Colesterol, pressão arterial, diabete e tabagismo.
D) pressão arterial, idade, glicemia, peso e circunferência abdominal.
E) peso, estatura, glicemia, LDL-Colesterol e tabagismo.

27. O exame periódico dos pés do indivíduo diabético propicia a identificação precoce e o tratamento
oportuno das alterações encontradas, possibilitando assim a prevenção de um número expressivo de
complicações. Considere as figuras a seguir e assinale a alternativa que apresenta de forma correta o local
onde deve ser aplicado o monofilamento de 10 g de Semmes-Weinstem utilizado para a avaliação da
sensibilidade tátil.

A) III.
B) II.
C) I.
D) V.
E) IV.

28. Ao aplicar o método de avaliação da sensibilidade tátil utilizando o teste com monofilamento Semmes-
Weinstem, o enfermeiro necessita observar, entre outros passos,
A) pressionar o monofilamento de modo que ele deslize delicadamente sobre a pele.
B) aplicar o monofilamento com força suficiente apenas para que ele se mantenha reto, sem se encurvar.
C) aplicar o monofilamento duas vezes no mesmo local, alternando com pelo menos uma vez simulada (não
tocar), contabilizando no mínimo três perguntas por aplicação.
D) aplicar o monofilamento adequado (5 gramas) perpendicular à superfície da pele, sem que a pessoa
examinada veja o momento do toque.

29. A. A., 62 anos, sexo feminino, portadora de diabete tipo 2 há 15 anos, compareceu à unidade básica
de saúde para sua primeira consulta de enfermagem. Ao realizar a histórico de enfermagem, o enfermeiro
foi informado que a usuária fazia uso de insulina há dois anos, preferia aplicar o medicamento no abdome,
pois achava menos doloroso e que, para economizar, reutilizava as agulhas por até oito vezes. A. A. relatou
ainda que estava com dificuldade em manter o controle glicêmico apesar de estar aplicando a medicação
e seguindo a dieta corretamente e que já vivenciara alguns episódios de hipoglicemia. Ao analisar os
registros do auto monitoramento da glicemia realizados pela usuária o enfermeiro observou a ocorrência
de variação glicêmica indesejável. Os resultados de exames recentes, mostravam: glicemia de jejum = 136
mg/dL e Hb1Ac = 7,2%. Ao realizar o exame físico, à palpação do abdome, o enfermeiro constatou a
presença de nódulos endurecidos sob a pele, não observáveis à inspeção dessa região. Ao realizar o exame

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dos pés de A. A., o enfermeiro observou sinais de neuropatia com a presença de dedos em garra, sem
achados sugestivos de doença arterial periférica.

Com base nos sinais e sintomas observados no exame dos pés de A. A., o grau de risco do pé diabético
(GR) e a conduta de cuidado (C) que o enfermeiro deve adotar são

A) GR = 1; C = orientar sobre o uso calçados apropriados, preferencialmente do tipo “papete”, que permitem
a exposição dos dedos afetados e agendar retorno anual para avaliação dos pés e controle.
B) GR = 1; C = considerar o uso de calçados adaptados e agendar retorno para acompanhamento a cada 3 a
6 meses, com enfermeiro ou médico da Atenção Básica.
C) GR = 2; C = encaminhar ao fisioterapeuta para avaliação e tratamento dos “dedos em garra” e agendar
retorno a cada 1 a 2 meses para acompanhamento com enfermeiro e/ou médico da atenção básica.
D) GR = 2; C = encaminhar ao ortopedista para avaliação e conduta e agendar retorno a cada 6 meses para
acompanhamento com enfermeiro e/ou médico da atenção básica ou médico especialista.
E) GR = 3; C = encaminhar ao ortopedista e cirurgião vascular para avaliação e conduta.

30. “Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, quando vier à Unidade Básica de Saúde (UBS) para
consulta, atividades educativas, procedimentos, entre outros, e não tiver registro no prontuário de ao
menos uma verificação da pressão arterial (PA) nos últimos dois anos, deverá tê-la verificada e registrada”
(BRASIL, 2017, p. 29). Sobre o rastreamento da PA na população acima de 18 anos, numere a segunda
coluna de acordo com a primeira.
(1) Conduta recomendada
(2) Conduta não recomendada
( ) A primeira verificação da pressão arterial deve ser realizada em ambos os braços.
( ) Caso haja diferença entre os valores, deve ser considerada a medida de valor do braço esquerdo por conta
da localização do coração.
( ) A pessoa deverá ser investigada para doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão, entre os
membros superiores, maiores de 5 mmHg para a pressão sistólica.
( ) O indivíduo deverá ser investigado para doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão, entre os
membros superiores, maiores de 10 mmHg para a pressão diastólica.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
A) 1 1 2 1
B) 1 2 1 1
C) 1 2 2 1
D) 2 2 1 1
E) 2 1 2 1

31. Na avaliação do pé de um paciente diabético, o enfermeiro deve fazer a palpação dos pulsos periféricos
que são:
A) pulso pedioso e fistular anterior
B) pulso pedioso e ulnar posterior
C) pulso pedioso e tibial posterior
D) pulso pedioso e tibial anterior

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32. Não se observa na cetoacidose diabética:


A) Hipoglicemia.
B) Diurese osmótica.
C) Perda de eletrólitos.
D) Respiração de Kussmaul.

33. Pacientes com diabetes devem ser avaliados anualmente quanto à presença de neuropatia periférica
distal. O teste neurológico básico quantitativo tem como principal objetivo identificar a perda da
sensibilidade protetora do pé. O teste que avalia o limiar de percepção cutânea utiliza:
A) diapasão 128Hz
B) monofilamento 10g
C) chumaço de algodão
D) pino, agulha ou palito

34. De acordo com Diretrizes Brasileiras para Hipertensão, a pseudo-hipertensão em idosos é uma situação
especial para medida da pressão arterial e pode ser detectada pela manobra de:
A) Valsalva
B) Ruault
C) Sellick
D) Ortolani
E) Osler

35. A cetoacidose diabética é definida como uma disfunção metabólica grave causada pela deficiência
relativa ou absoluta de insulina. Acerca da cetoacidose diabética, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Respiração acidótica.
B) Alteração do sensório.
C) Caracteriza-se clinicamente por desidratação.
D) Deficiência relativa ou absoluta dos hormônios contrarreguladores.
E) insulina presente em quantidade suficiente e utilizada apropriadamente.

36. A Cetoacidose diabética é uma descompensação grave do diabético tipo 1, apresentando cetonúria,
cetonemia, acidose metabólica e hiperglicemia. Assinale a alternativa correta que apresenta o valor de
corte para hiperglicemia de paciente com quadro de cetoacidose diabética.
A) Maior que 250 mg/dl.
B) Maior que 300 mg/dl.
C) Maior que 400 mg/dl.
D) Maior ou igual a 200 mg/dl.
E) Entre 150-250 mg/dl.

37. A cetoacidose diabética pode ser caracterizada por


A) hiperglicemia, desidratação com perda de eletrólitos e acidose metabólica.
B) hipoglicemia, produção de corpos cetônicos e edema.
C) hiperglicemia, anasarca e acidose respiratória.
D) hipoglicemia, acidose pirúvica, desidratação com perda de eletrólitos.
E) hiperinsulinismo, produção de corpos cetônicos e desidratação.

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38. A respeito da Cetoacidose Diabética (CAD), assinale a alternativa INCORRETA.


A) É uma emergência metabólica cujo atraso no tratamento resulta no aumento da morbidade e da
mortalidade.
B) A maioria dos casos ocorre em pacientes com diabetes de tipo 2.
C) O diagnóstico baseia-se na tríade de hiperglicemia, cetose e acidose metabólica.
D) O deflagrador mais comum da CAD é a infecção, porém ela também pode ser resultante de acidente
vascular encefálico e do uso de corticosteroides.
E) Os pacientes com CAD têm déficits importantes de líquido, podendo apresentar quadro de choque.

39. Na síndrome hiperosmolar, o paciente típico é, geralmente, idoso que adentra às unidades de
emergência com alterações de consciência, crises convulsivas e sintomas sugestivos de acidentes
vasculares cerebrais. Tal síndrome se caracteriza por:
A) uma complicação aguda, característica do paciente diabético do tipo 1, que se desenvolve em uma
situação de deficiência insulínica grave, comumente associada a condições estressantes, que levam ao
aumento dos hormônios contrarreguladores.
B) níveis pressóricos falsamente elevados, devido ao enrijecimento da parede arterial, que dificulta a oclusão
da artéria; nos pacientes que apresentam calcificação vascular, a artéria permanece palpável (sinal de Osler
positivo).
C) elevação persistente da pressão arterial, resultado de uma desregulação do mecanismo de controle
homeostático da pressão, podendo demonstrar aumento do volume cardíaco, sinais de hipertensão
venocapilar e dilatação da aorta.
D) um estado de hiperglicemia grave (superior a 600 mg/dl a 800 mg/dl) acompanhada de desidratação e
alteração do estado mental, na ausência de cetose; uma complicação aguda, típica do diabético tipo 2.
E) pequenas bolsas das artérias cerebrais que se formam por hipertensão arterial descontrolada ou não
tratada, ocasionando diferença de potencial elétrico nas faces internas e externas da membrana de um
neurônio afetado.
Um paciente com quarenta e cinco anos de idade chegou à emergência de um hospital apresentando
náuseas, vômitos, hálito cetônico e confusão mental. Os exames realizados demostraram glicemia de 550
mg/dL, cetonúria de 4+, acidose metabólica e leucocitose com desvio a esquerda.

40. Com relação a esse caso clínico e a aspectos que a ele podem ser associados, julgue o item.
No quadro de síndrome hiperosmolar não cetótica, a glicemia estará menos elevada que no quadro de
cetoacidose diabética.
A) Certo
B) Errado

41. Além do IMC, dados epidemiológicos demonstram, cada vez mais, a importância da utilização do
parâmetro da circunferência abdominal (CA) na avaliação da pessoa com diabetes tipo 2. De acordo com
a organização mundial da saúde, é considerado como risco para doença cardiovascular quando a
circunferência abdominal é:
A) ≥ 80 cm para homens.
B) ≥ 94 cm para homens.
C) ≥ 74 cm para mulheres.
D) ≥ 90 cm para mulheres.
E) ≥ 85 cm para homens.

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42. A Insulina é um medicamento utilizado para o tratamento do Diabetes Mellitus e sua aplicação para o
tratamento domiciliar deve ser:
A) Intradérmica – ID
B) Intramuscular – IM
C) Endovenosa – EV
D) Via oral – VO
E) Subcutânea – SC

43. Sabendo-se que a prevalência da hipertensão arterial sistêmica no Brasil é alta, cabe a qualquer
médico, independentemente da especialidade, e aos demais profissionais da saúde devidamente
capacitados, a mensuração da pressão arterial (PA). Para indivíduos com PA = 120 X 80 mmHg, recomenda-
-se, pelo menos, a medição da PA, em adultos, a cada
A) seis meses
B) um ano
C) dois anos
D) três anos
E) cinco anos

44. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial estabelece que a Pressão Arterial (PA) deve ser medida em
toda avaliação por médicos de qualquer especialidade e demais profissionais da saúde devidamente
capacitados. Sobre a realização da medição da PA é CORRETO afirmar que se deve:
A) determinar a circunferência do braço no ponto médio entre o acrômio e o olécrano.
B) determinar a Pressão Arterial Sistólica (PAS) pela ausculta do primeiro som (fase V de Korotkoff) e, após,
aumentar ligeiramente a velocidade de deflação.
C) determinar a Pressão Arterial Diastólica (PAD) no desaparecimento dos sons (fase I de Korotkoff).
D) medir a pressão em ambos os braços na primeira consulta e usar o valor do braço onde foi obtida a menor
pressão como referência.
E) estimar o nível da PAD pela palpação do pulso radial.

45. O diagnóstico de hipertensão arterial depende essencialmente da correta medida da pressão arterial
(PA). O uso de bolsa inflável com dimensões adequadas à circunferência do braço no qual será feita a
medição da PA é muito importante para se obter uma mensuração fidedigna dos níveis de PA. Assinale a
opção que apresenta a porcentagem mínima da largura da bolsa inflável em relação à medida da
circunferência do braço.
A) 30%
B) 40%
C) 60%
D) 80%
E) 20%

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46. Acerca da hipertensão arterial, julgue o item subsecutivo. Nesse sentido, considere que a sigla PA,
sempre que utilizada, se refere a pressão arterial.
No momento em que se realiza a medida da PA, o posicionamento e o comportamento do paciente são
fundamentais para não interferirem no valor da PA. Assim, o enfermeiro deve certificar-se de que o
paciente tenha se abstido de ingerir café, bebida alcoólica antes da medição, não tenha praticado exercício
físico nos últimos sessenta minutos nem fumado nos últimos trinta minutos antes da mensuração da PA.
A) Certo
B) Errado

47. No Fluxograma do Ministério da Saúde sobre a abordagem nutricional em pessoas com Pressão
Arterial (PA) limítrofe ou Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), em consulta médica e de enfermagem na
Atenção Básica, consta a avaliação
A) de Fageström.
B) do clearence de cretinina.
C) antropométrica (IMC = Índice de Massa Corporal e CA = Circunferência Abdominal).
D) tomográfica (pesquisa do diâmetro arterial) solicitado pelo médico.
E) circulatória por meio do doppler arterial.

48. Diabetes melito (DM) é uma doença metabólica de natureza genética que, devido a uma carência
parcial ou total de insulina, compromete o metabolismo dos hidratos de carbono, das proteínas, dos
lipídios, da água e dos eletrólitos. Julgue o item a seguir:
Os hipoglicemiantes orais devem ser usados por pacientes com diabetes do tipo I.
A) Certo
B) Errado

49. O Diabetes Melito (DM) não controlado pode provocar, a longo prazo, disfunção e falência de vários
órgãos. As complicações do DM podem ser classificadas em complicações agudas e crônicas. Qual das
alternativas abaixo é considerada uma complicação crônica do DM?
A) Cetoacidose.
B) Coma hiperosmolar.
C) Neuropatia diabética.
D) Dores articulares.
E) Cegueira noturna.

50. Na consulta de Enfermagem ao indivíduo diabético, é essencial que o enfermeiro avalie os pés do
paciente, visando à prevenção do pé diabético. Dentre a Classificação do Risco de Pé Diabético e as
proposições de avaliação do risco de se ter tal acometimento, segundo Caderno de Atenção do Ministério
da Saúde (BRASIL, 2016), marque a alternativa CORRETA.
A) São cinco graus de classificação do risco do pé diabético. A classificação de Grau 0, discorre que se houver
neuropatia os dedos se apresentaram vermelhos e nunca em garras, pois esse achado referenda lesões da
Hansen e não do pé diabético.
B) São quatro graus de classificação do risco do pé diabético. A classificação de Grau 1, referenda presença
de neuropatia com ou sem deformidades (dedos em garra, dedos em martelo, proeminências em antepé,
Charcot).
C) São quatro graus de classificação e o Grau 2, referenda presença de uma lesão venosa profunda com risco
de necrose de órgãos.
D) São cinco os graus de classificação e o Grau 4, referenda apenas ausência de dor nas extremidades.
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GABARITO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
C B A C C D A B A A
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B B B B A B C A B A
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C A A D B C B C B C
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C A B E E A A B D B
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
B E C A B A C B C B

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