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Cap 1

A disciplina de Citologia, Histologia e Embriologia é essencial para profissionais das Ciências Biológicas e da Saúde, abordando a evolução do estudo das células e a importância da microscopia. O texto destaca a história do desenvolvimento do microscópio e suas aplicações na pesquisa celular, incluindo técnicas como citoquímica e imunocitoquímica. Além disso, menciona a relevância de métodos modernos, como a microscopia eletrônica, para a análise detalhada das estruturas celulares.

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Cap 1

A disciplina de Citologia, Histologia e Embriologia é essencial para profissionais das Ciências Biológicas e da Saúde, abordando a evolução do estudo das células e a importância da microscopia. O texto destaca a história do desenvolvimento do microscópio e suas aplicações na pesquisa celular, incluindo técnicas como citoquímica e imunocitoquímica. Além disso, menciona a relevância de métodos modernos, como a microscopia eletrônica, para a análise detalhada das estruturas celulares.

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Citologia, Histologia e

Embriologia
Dra. h.c. Enf.ª Jade R. C.
Passos
INTRODUÇÃO

A disciplina de Citologia, Histologia e Embriologia é, em toda a sua complexidade


de conceitos e detalhes, verdadeiramente importante para a grade curricular de um
profissional que estuda as Ciências Biológicas e Ciências da Saúde.

Estaremos juntos em todo o processo.

Espero que você consiga absorver muitos conhecimentos aqui. Vamos juntos?
UNIDADE I - CITOLOGIA

CAPÍTULO 1 - O estudo da célula

Você verá, logo no início desta disciplina, que a evolução dessa


ciência surgiu da curiosidade de pesquisadores, e está fielmente atrelada ao
desenvolvimento tecnológico que aprimorou as lentes de microscópio para
estudar a citologia.
Reflexão

Vamos ressaltar aqui que a área de pesquisa vem


evoluindo diariamente e que, por vezes, o avanço tecnológico
pode vir a modificar os padrões já anteriormente estudados.
Porém, por mais complicada que seja essa atualização rotineira da
ciência, há uma verdadeira importância em desenvolver os
métodos de pesquisa para desvendar os mistérios da vida e para
influenciar no futuro da própria ciência.
1.1. O nascimento da Citologia

A citologia nasceu quando, em 1663, Roberto Hooke colocou


um pedaço de cortiça sob o microscópio e mostrou a seus colegas da
Royal Society de Londres.

Hooke descreveu e ilustrou muitos objetos em sua publicação.


1.2. A microscopia

É uma ciência que vem adquirindo maior importância dia após


dia. Graças ao microscópio, um instrumento que conta com um sistema
óptico composto por lentes de cristal que aumentam a imagem do objeto,
podemos observar componentes não visíveis a olho nu.

No século XVI, Galileu descobriu que, ao montar duas lentes num


tubo, obteria um aparelho cuja observação pelas extremidades permitiria a
visualização de objetos distantes – estava inventado o Telescópio.
Em 1665, Robert Hooke utilizou um microscópio composto para
descobrir pequenas cavidades em pedaço de cortiça. Ele as denominou de
células.
A descoberta das células resultou do desenvolvimento do
microscópio.

Por volta de 1670, Antony van Leeuwenhoek foi capaz de


observar uma grande variedade de tipos celulares diferentes, incluindo
espermatozoides, glóbulos vermelhos e bactérias (COOPER, 2001).
Em 1674, Leuwenhoek construiu um microscópio que aumentava a visualização
em 270 vezes. Assim, descobriu protozoários, bactérias, glóbulos vermelhos,
espermatozoides e estrias dos músculos esqueléticos.
Somente no século XIX, com Louis Pasteur, o microscópio ganhou utilidade e
importância no combate às doenças, descobrindo-se micro-organismos que
causavam enfermidades.
Em 1839, Schleiden e Schwann postularam a doutrina celular, afirmando ser
a célula a menor unidade estrutural e funcional de plantas e animais, e que todos
os seres vivos são compostos por células.
No final do século XIX, o microscópio óptico alcançou a perfeição de nitidez
por conseguir detalhes precisos.
Em 1931, o microscópio eletrônico foi criado pelas cientistas alemãs Knoll
e Ruska, que construíram um aparelho substituindo os raios de luz por feixes
de elétrons – permitindo, assim, investigar as estruturas das células e suas
organelas.
Os microscópios são equipamentos que têm por objetivo produzir imagens
aumentadas de objetos tão pequenos que são indistintos à vista desarmada ou, que se
vistos, não revelariam aspectos estruturais mais detalhados (CARVALHO; RECCO-
PIMENTEL, 2001).
1.3. O estudo do Microscópio óptico e eletrônico

Para compreender melhor a célula, é necessária a compreensão geral dos


métodos que foram desenvolvidos para o seu estudo (CARVALHO; RECCO-
PIMENTEL, 2001).

A microscopia eletrônica – com uma resolução que é aproximadamente


cem vezes maior do que a microscopia óptica – é usada para análise de detalhes
da estrutura celular (COOPER, 2001).
Embora seja possível o estudo microscópico de células vivas, muitas vezes há
vantagem em obter um preparado permanente (lâmina) no qual as células ficam
preservadas, isto é, fixadas e coradas, para melhor demonstração dos seus
componentes. Um preparado permanente ideal deveria mostrar as células com a
mesma estrutura microscópica e composição química que possuíam quando vivas.
Isso, entretanto, não é possível, e todos os preparados apresentam artefatos, que
são alterações produzidas pelas células (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2000).
Na microscopia de luz, são conhecidos muitos tipos de aparelhos, os quais
apresentam sistemas de lentes e filtros que selecionam um ou outro tipo de luz para,
assim, diversificar as imagens formadas. Esses tipos de microscópios são
enquadrados no que conhecemos como microscopias especiais. As principais e mais
conhecidas dessas microscopias são: contraste de fase, contraste interferencial,
microscopia de polarização, campo escuro, fluorescência e microscopia confocal a
laser (CARVALHO; RECCO-PIMENTEL, 2001).
A microscopia eletrônica de transmissão é utilizada para o estudo das
estruturas celulares e macromoléculas das células.

O segundo tipo de microscopia eletrônica, a microscopia eletrônica de


varredura, é usada para apresentar uma imagem tridimensional das células. Na
microscopia eletrônica de varredura, o feixe de elétrons não passa através da
amostra. Em vez disso, a superfície da célula é coberta com um metal pesado, e um
feixe de elétrons é usado para varrer a superfície da amostra. O uso é geralmente
restrito ao estudo de células inteiras em vez de organelas subcelulares e
macromoléculas (COOPER, 2001).
1.4. Métodos e etapas

As etapas para a preparação do material para microscopia óptica são


fixação, inclusão, corte e coloração.

- Citoquímica: É a área da biologia celular e estrutural dedicada aos


estudos dos métodos de coloração.

- Imunocitoquímica: Utiliza a especificidade dos anticorpos na


localização de moléculas ou de regiões de moléculas nas células ou tecidos.
- Cromatografia: É utilizada para estudar a bioquímica da célula e para
analisar fluidos biológicos.

- Eletroforese: É um método relacionado à migração de partículas carregadas em


um determinado meio sob a influência de uma diferença de potencial.

- Radioautografia: Pode ser aplicada como uma técnica citoquímica para a


detecção de isótopos radioativos.
- Centrifugação: As células podem ser rompidas de várias formas: se forem
submetidas a choque osmótico e vibração ultrassônica; se forem forçadas a
atravessar um pequeno orifício; ou se forem maceradas.

- Cultura de células: As culturas de células animais são iniciadas pelo


isolamento de células a partir de pedaços de tecidos e, a seguir, as células são
adicionadas em placas de cultura contendo meio de cultura.
Segundo Junqueira e Carneiro (2012)

• A biologia celular e molecular estuda objetos muito pequenos, por isso depende
inteiramente do aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas de pesquisa.
• Para estudo no microscópio óptico, os tecidos são fixados, cortados e corados; as
imagens obtidas podem ser armazenadas em discos de computador e, posteriormente,
processadas.
• Os microscópios de contraste de fase facilitam o exame de células vivas.
• Com o microscópio confocal, é possível fazer cortes ópticos da célula, além da
reconstituição tridimensional por computação – digitalizam-se as imagens de organelas e
outros constituintes celulares.
• O microscópio eletrônico de transmissão tem um poder de resolução mais de 100
vezes superior ao do microscópio óptico, e revelou numerosas minúcias da estrutura
celular que não eram sequer percebidas anteriormente, revolucionando os estudos sobre
as células.
• O microscópio eletrônico de varredura visa ao estudo das superfícies externas e
internas das células e organelas.
• A imunocitoquímica é empregada para a localização de macromoléculas celulares
específicas.
• Nas culturas, as células podem ser mantidas vivas e proliferando por muito tempo,
o que facilita o estudo de suas funções.
• As organelas podem ser isoladas das células por centrifugação fracionada
(centrifugação diferencial).
• A cromatografia em coluna é uma técnica utilizada para separar macromoléculas
celulares.
• A técnica de eletroforese pode ser utilizada para identificar macromoléculas e para
determinar o tamanho das moléculas proteicas.

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