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Biogeografia

O documento aborda a conservação da diversidade biológica em Moçambique, com foco nas regiões costeiras, destacando a degradação dos recursos naturais e a necessidade de estratégias de conservação. Apresenta objetivos gerais e específicos, além de uma metodologia de pesquisa bibliográfica. O texto também discute a criação de áreas de conservação e a importância de um plano de ação para proteger a biodiversidade e os ecossistemas marinhos.

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louren maurin
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O documento aborda a conservação da diversidade biológica em Moçambique, com foco nas regiões costeiras, destacando a degradação dos recursos naturais e a necessidade de estratégias de conservação. Apresenta objetivos gerais e específicos, além de uma metodologia de pesquisa bibliográfica. O texto também discute a criação de áreas de conservação e a importância de um plano de ação para proteger a biodiversidade e os ecossistemas marinhos.

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Índice
Capitulo I:...................................................................................................................................3

1.1 Introdução.........................................................................................................................3

1.2 Objectivos.........................................................................................................................4

1.2.1 Objectivo geral...........................................................................................................4

1.2.2 Objectivos específicos...............................................................................................4

1.3 Metodologia de Pesquisa..................................................................................................4

Capitulo II: Fundamentação Teórica..........................................................................................4

2.1 Conservação.....................................................................................................................4

2.1.1 Área de Conservação.................................................................................................5

2.1.2 Criação das áreas de conservação em Moçambique..................................................5

2.2 Estratégia e Plano de Acção para a Conservação da Diversidade Biológica de


Moçambique...........................................................................................................................6

2.3 Estratégia e Plano de Acção para a Conservação da Diversidade Biológica em regiões


costeiras..................................................................................................................................6

2.4 Plano de acção para a conservação das componentes da diversidade biológica............11

Capitulo III:..............................................................................................................................12

3.1 Considerações finais.......................................................................................................12

4 Referências bibliográficas.................................................................................................13

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Capitulo I:

1.1 Introdução

O presente trabalho, enquadra-se no âmbito dos trabalhos de investigação da cadeira


de biogeografia. De forma breve discutir de como esta enquadrada a estratégia e plano de
acção para a conservação da diversidade biológica de Moçambique com mais enfase nas
regiões costeiras do nosso País.

Moçambique é caracterizado por uma abundância de Recursos Naturais e uma


diversidade biológica considerável. Tal como outros países em desenvolvimento, a população
moçambicana, principalmente a rural, depende dos recursos naturais para a sua
sobrevivência. Desde o fim da guerra civil em 1992, Moçambique tem testemunhado uma
degradação rápida dos seus recursos naturais, a qual deriva de um maior acesso aos mesmos
recursos por parte da população, associado à fragilidade do controlo parte das instituições
governamentais e locais. Por outro lado, tem se verificado um alavancar do crescimento
económico do país resultante da contribuição maior dos sectores agrário, mineiro, de
infraestruturas e uma rápida urbanização, o que pressupõem uma crescente interferência
sobre a biodiversidade.

1.2 Objectivos

1.2.1 Objectivo geral

 Falar das estratégias e planos de acção para a conservação da diversidade biológica de


moçambique em regiões costeiras.

1.2.2 Objectivos específicos

 Conceitualizar alguns conceitos básicos importantes enquadrados no tema;


 Identificar as estratégias para a conservação das regiões costeiras em Moçambique;
 Mencionar as principais metas a alcançar com a conservação da diversidade biológica
de Moçambique.

1.3 Metodologia de Pesquisa

Para a elaboração deste trabalho usou se o método de Pesquisa bibliográfica, onde se


fez uma série de recola de informações pertinentes para o efeito do trabalho científico em
abordagem. Que é aquela que pode ser elaborada através de material já existente como livros,
artigos científicos, entre outros meios, seguida de uma pesquisa do tipo discretiva.

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Capitulo II: Fundamentação Teórica

2.1 Conservação

Conservação é um conjunto de intervenções viradas à protecção, manutenção, reabilitação,


restauração, valorização, maneio e utilização sustentável dos recursos naturais de modo a
garantir a sua qualidade e valor, protegendo a sua essência material e assegurando a sua
integridade (da Cruz & Sola 2017).

Por sua vez (Silva, 2005), define conservação como sendo o conjunto de práticas destinadas à
protecção da diversidade biológica. Visa a manutenção da diversidade genética, dos
processos ecológicos e dos sistemas vitais essenciais, bem como o aproveitamento perene das
espécies e dos ecossistemas

A biodiversidade assume actualmente um papel fundamental para o desenvolvimento de uma


economia saudável; contribui para a redução da pobreza e aumento do bem-estar humano, e
garante deste modo um desenvolvimento sustentável (MITADER, 2015).

2.1.1 Área de Conservação

As Áreas de conservação (AC) são um tipo especial de área protegida, ou seja, espaços
territoriais (incluindo seus recursos ambientais e as águas jurisdicionais) com características
naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objectivos de conservação
e de limites definidos, sob regime especial de administração, às quais se aplicam garantias
adequadas de protecção (Manetta, Barroso, Lipiani, de Azevedo, Arrais & Nunes, 2015).

Enquanto para da Cruz e Sola (2017), Áreas de Conservação são áreas naturais demarcadas e
criadas pelo Poder Público com a finalidade de proteger e conservar a biodiversidade, as
características culturais das populações tradicionais oriundas desses locais e seus patrimónios
históricos e culturais.

2.1.2 Criação das áreas de conservação em Moçambique

NTELA (2013) defende que Moçambique tem uma rede de áreas protegidas cuja cobertura
estende-se em toda eco-região e biomas que asseguram a sua integridade como uma porção
representativa da herança natural do país. A rede principal das áreas protegidas, isto é, os
parques e reservas Nacionais cobrem 12.6 % da superfície total do país, mas essa cobertura
aumenta para, aproximadamente, 15% quando se incluem as coutadas.

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Actualmente, Moçambique assumiu vários compromissos nesta matéria, sendo signatário de
várias convenções internacionais sobre a conservação da natureza e da biodiversidade, sendo
de maior destaque, a Convenção sobre a Diversidade Biológica, a Convenção sobre o
Comercio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas (CITES),
Convenção de Ramsar, Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas
(UNFCCC), e as varias obrigações decorrentes das iniciativas regionais, como os Protocolos
da SADC sobre Florestas, Conservação da Fauna Bravia e Fiscalização (MITUR, 2014).

2.2 Estratégia e Plano de Acção para a Conservação da Diversidade Biológica de


Moçambique

O processo de elaboração da Estratégia e Plano de Acção, incluiu:

 A organização de uma equipa de consultores locais para prepararem Estratégias e


Acções para as áreas chave da Diversidade Biológica em Moçambique,
nomeadamente Fauna, Flora e Florestas, Recursos Marinhos e Recursos Genéticos
Vegetais.
 A compilação e edição dos documentos sectoriais acima indicados num documento
que se designou a primeira versão preliminar da Estratégia Nacional e Plano de Acção
para a Diversidade Biológica em Moçambique.
 A distribuição, divulgação e discussão do documento por instituições governamentais
e agências interessadas em Moçambique.

Constituem objectivos principais da Estratégia e Plano de Acção para a Diversidade


Biológica:

 Alcançar o requisito do Artigo 6 da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD)


que apela as partes, a desenvolverem estratégias nacionais que reflictam as medidas
preconizadas na convenção.
 Identificar questões para as quais, acções nacionais sejam tratadas como matéria
prioritária e para as quais existe uma necessidade imediata de coordenação de
esforços.
 Dispor de um instrumento base que ajude as agências governamentais e a sociedade
em geral a assegurar que todos os planos políticos governamentais relacionados com a
Diversidade Biológica, sejam realizados, principalmente através de esforços que
visem coordenar políticas, programas e estratégias sectoriais relevantes.

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2.3 Estratégia e Plano de Acção para a Conservação da Diversidade Biológica em
regiões costeiras

Metas

 Identificação das áreas críticas para conservação no litoral brasileiro definindo um


sistema de unidades de conservação interligadas, capaz de assegurar a manutenção da
biodiversidade marinha a longo prazo;
 Criação de novas unidades de conservação e/ou efetivação das já existentes para
complementação da estratégia;
 Estabelecimento de um programa de monitoramento de longo prazo para a costa
Moçambicana enfocando:

a) Os processos de sedimentação de origem antrópica sobre os recifes de corais;

b) As áreas com maior impacto de poluentes provenientes dos rios ou despejados


diretamente no mar;

c) Os impactos das diferentes modalidades de pesca praticadas;

d) O crescimento urbano sobre áreas de manguezais ou restingas;

 Instalação de redes de tratamentos de esgoto e/ou efluentes industriais nas áreas de


maior risco/impacto sobre os ecossistemas marinhos;
 Busca de novas práticas pesqueiras sustentáveis de acordo com a realidade de cada
sub-região da costa moçambicana;
 Estabelecimento de legislação específica para os ambientes marinhos, respeitando as
características regionais.

Estratégias

 Realização de estudos e inventários sobre os ecossistemas marinhos, produzindo


informações sobre os padrões de biodiversidade de nosso litoral, seu grau de
utilização, o risco de destruição e os impactos a que estão submetidos;
 Criação de Reservas Pesqueiras onde as comunidades locais possam ter o domínio das
áreas que utilizam de modo sustentável;

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 Incentivo ao desenvolvimento de práticas pesqueiras de menor impacto ambiental,
tanto através de programas de fomento a pesquisas, quanto ao incentivo ao
desenvolvimento de projetos-piloto;
 Investimento em educação ambiental e programas de capacitação para as
comunidades costeiras visando informar sobre as alternativas sustentáveis
desenvolvidas e prepará-las para a utilização de novas técnicas;
 Identificação das áreas com maiores índices ou riscos de poluição marinha e maior
aporte de sedimentos fluviais de origem antrópica para o estabelecimento de
programas de recuperação das bacias hidrográficas;
 Aumento do aparato fiscalizador, visando resguardar as unidades de conservação já
existentes e coibir as práticas pesqueiras proibidas pela legislação.

2.3.1 Protecção de espécies

Moçambique possui uma rica e diversificada base de recursos naturais, mas infelizmente
pouco se sabe sobre a Diversidade de espécies de fauna e flora que ocorrem no país.

Existe a convicção ao nível nacional e mesmo internacional, que a Diversidade de espécies de


flora e fauna em Moçambique encontra-se subestimada, uma vez que existem regiões no país,
onde não existe informação ou se ela existe, é bastante escassa dada a falta de estudos
regulares e da sistematização dessa informação. Por outro lado, a inexistência de dados de
base dos diferentes grupos taxonómicos de flora e fauna faz com que até ao momento, não se
conheça com exactidão a dimensão e o estado de conservação de muitos destes grupos.

Nesse âmbito a protecção de espécies deverá enfocar os aspectos relacionados com a


definição de estratégias de protecção e maneio das espécies endémicas e ameaçadas, bem
como o reforço do sistema legal, adequando as necessidades e realidades nacionais

Metas

 Existência dum conhecimento aprofundado sobre o estado de conservação das


espécies em Moçambique, principalmente as endémicas e as ameaçadas.
 Melhorado o estado de conservação das espécies mais importantes, ameaçadas e/ou
endémicas.
 Definidas estratégias e medidas de conservação adequadas à situação real da
Diversidade Biológica em Moçambique.
 Informação sistematizada e acessível a todos usuários.

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2.3.2 Conservação e protecção de ecossistemas e habitates

Moçambique possui uma grande diversidade de ecossistemas e habitates terrestres, aquáticos,


costeiros e marinhos, que vão desde sistemas de águas marinhas profundas aos habitates
Afromontanos. A sua dinâmica e a interacção entre os diferentes ecossistemas é ainda pouco
conhecida no país, embora sejam de extrema importância para a conservação da Diversidade
Biológica.

O conhecimento da Diversidade e dinâmica dos ecossistemas e habitates é prioritário em


Moçambique devido ao aumento populacional e ao crescimento económico acentuado. Estes
aspectos pressupõem a perturbação dos ecossistemas e, dada a estreita interdependência entre
as espécies e os processos dentro dos ecossistemas (ciclo de nutrientes, hidrológico,
interacção planta - animal, entre outros), torna-se indispensável traçarem-se linhas mestres
básicas de forma a permitir uma conservação mais eficiente da Diversidade Biológica.

Metas

 Conhecimento da Diversidade e dinâmica dos ecossistemas importantes e/ou frágeis.


 Conhecimento sobre a interacção entre ecossistemas adjacentes.
 Informação sistematizada e acessível a todos usuários.

Recursos marinhos e pesqueiros

O alívio à pobreza, a expansão demográfica, associados à falta de alternativas de subsistência,


e a demanda de mercados internacionais são alguns dos factores que impelem à sobre-pesca.
Por outro lado, a falta de meios adequados tem induzido ao uso de práticas destrutivas de
pescas. Para além destes, existem outros factores que potencialmente podem constituir
ameaças aos recursos pesqueiros e à Diversidade Biológica marinha no geral. Estes são:

 Poluição da terra e mar com poluentes industriais ou de outras fontes.


 Aumento descontrolado das actividades turísticas afectando principalmente os recifes
de corais entre-marés.
 Degradação acelerada dos estuários causada por arrasto, drenagem, ocupação dos
terrenos e construção na zona costeira.

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 Manipulação dos ciclos hidrológicos pela construção de barragens a montante dos
estuários.
 Interacção entre as pescarias e os mamíferos marinhos, com efeitos adversos,
especialmente para a população de dugongos e de tartarugas marinhas.

A política nacional de conservação da Diversidade Biológica em relação aos recursos


pesqueiros deve garantir a redução da pobreza e ao mesmo tempo garantir a sustentabilidade
dos mesmos. Isso requer que os níveis de sustentabilidade dos recursos sejam conhecidos e
respeitados. Alternativas de subsistências que não dependem directamente da exploração dos
recursos naturais devem ser exploradas e practicados por forma a se reduzir a pressão sobre
os recursos naturais. Diversificar a base da economia familiar, reduzindo a pressão sobre
determinados recursos naturais.

Por outro lado as ameaças à diversidade marinha derivam de actividades desenvolvidas tanto
na terra como no mar. Este factor sugere a necessidade de uma abordagem integrada na
formulação de políticas, estratégias e planos para a gestão das zonas costeira e marinha.

O sector pesqueiro deverá assegurar que todas as empresas de pesca, indústrias e outras
actividades a ele relacionadas tomem em consideração o impacto ambiental das suas
actividades na Diversidade Biológica marinha. Isto implica incorporar a sustentabilidade nos
mandatos e políticas do sector e promover a coordenação institucional na conservação da
linha costeira e Diversidade marinha.

Metas

 Recuperação do recurso de camarão de superfície do Banco de Sofala para os níveis


dos anos 80.
 Comités de gestão dos recursos pesqueiros que incluem pescadores artesanais
estabelecidos e em funcionamento pleno, em todas as principais unidades pesqueiras
ao longo da costa.
 Redução de práticas de pesca destrutivas ao longo de toda a costa.
 Nível de vida dos pescadores artesanais melhorado.
 Estabelecer medidas de parceria mutuamente vantajosas entre pescadores das
diferentes categorias.
 Informação sistematizada e acessível a todos usuários.

Recursos hídricos

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Os rios são importantes porque deles dependem muitos ecossistemas e os recursos
associados. A água dos rios é utilizada para vários fins e algumas das suas aplicações são
conflituosas entre si. A maioria dos rios importantes de Moçambique são partilhados com os
países vizinhos, tornando-se necessário adoptar protocolos e medidas de gestão conjuntas.
Celebraram-se alguns protocolos que regulam a partilha de água, com alguns países vizinhos.

A manipulação do ciclo hidrológico através de barragens é o maior problema que afecta os


recursos hídricos e os ecossistemas associados. Assim, a estratégia nacional em relação aos
recursos hídricos e a conservação da Diversidade Biológica deve garantir uma gestão
integrada dos recursos hídricos e, ao mesmo tempo, garantir a manutenção de caudais
ecológicos.

Metas

 Funcionamento pleno de comités consultivos, multidisciplinares e multi-


institucionais, para a gestão de rios e de bacias hidrográficas.
 Escoamentos ecológicos conhecidos para os principais rios internacionais (e.g.
Zambezi, Pungoé, Limpopo, Incomati).
 Medidas de gestão de rios e bacias hidrográficas incluíndo elementos de conservação
e prosperidade dos ecossistemas.
 Unidades regionais de gestão de rios e de bacias hidrográficas (as ARA’s)
estabelecidos e em funcionamento pleno.
 Regime de fluxo/descargas das barragens obedecendo os ciclos naturais para permitir
a manutenção dos ecossistemas.
 Informação sistematizada e acessível a todos usuários.

2.4 Plano de acção para a conservação das componentes da diversidade biológica

Objectivo Estratégico

 Identificação e análise das componentes da Diversidade Biológica e as suas relações


dentro dos ecossistemas, assim como os processos e actividades que possam ter um
impacto adverso sobre eles.

Actividade

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 Desenvolver um mecanismo de colecta, sistematização e gestão da informação
existente, de modo a colocá-la à disposição do público e assegurar que as decisões
sejam tomadas com base no conhecimento disponível e aplicável.
 Responsabilizar e dotar de meios as instituições responsáveis pela actividade de
identificação e análise da Diversidade Biológica e fortalecer a capacidade destas
instituições para desenvolver as suas tarefas.
 Identificar habitates e ecossistemas que sejam únicos e que estejam num estado
relativamente prístino ou ameaçado ou que contenham uma alta Diversidade
Biológica, um grande número de espécies endémicas ou ameaçadas; que sejam
importantes para espécies ameaçadas ou migratórias, que sejam de importância social,
económica, cultural ou científica.
 Identificar e sistematizar processos ou actividades que tenham ou possam vir a ter um
impacto adverso significativo na Diversidade Biológica terrestre, aquática, costeira e
marinha; monitorar os efeitos desses processos e actividades; realizar estudos
necessários para uma melhor compreensão das consequências desses impactos sobre a
Diversidade Biológica.
 Promover e suportar as actividades de investigação sobre os processos dentro dos
ecossistemas (incluindo o efeito das queimadas).

Metas

 Conhecimento aprofundado sobre as componentes da Diversidade Biológica


(terrestre, aquática, costeira e marinha).
 Conhecimento das relações e processos dentro dos ecossistemas.
 Conhecimento e priorização/sistematização das actividades que tenham ou possam ter
um impacto adverso na conservação e uso sustentável da Diversidade Biológica.
 Colecta, Sistematização e disseminação da informação existente.

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Capitulo III:

3.1 Considerações finais

Após o fim do trabalho conclui-se que a presente Estratégia e Plano de Acção


Nacional oferece-nos o ponto de situação geral sobre importância da biodiversidade para
economia de Moçambique e não só, o estado da biodiversidade, as ameaças, tendências e
suas implicações para o bem-estar humano, destaca os avanços significativos que o País tem
estado a registar, os desafios e as perspectivas apresentadas em forma de metas para os
próximos 20 anos. Constituem grandes desafios transformados em compromissos para o
nosso País o aumento da consciência sobre o significado da biodiversidade para a vida de
cada um, quantificação e integração do valor económico da biodiversidade nas contas
nacionais e estabelecimento de um mecanismo de pagamentos por serviços ambientais,
compensação da biodiversidade perdida devido ao desenvolvimento económico, avaliação e
redefinição das actuais Áreas de Conservação e inclusão formal dos centros de endemismos
afro montanhosos na rede nacional de Áreas de Conservação, investimento na gestão de
resíduos sólidos e tratamento de águas residuais para acompanhar, em particular, a expansão
dos centros urbanos e reduzir a poluição de todas formas, entre outros.

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4 Referências bibliográficas

CRUZ, C. A., & SOLA. F. (2017). As unidades de conservação na perspectiva da


educação ambiental: Revista de Educação Ambiental Programa de Pós-Graduação em
Educação Ambiental. Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Brasil.

DOS SANTOS, C. F. & SILVA, A. J. (2017). A importância da educação ambiental


no ensino infantil com a utilização de recursos tecnológicos R. gest. sust. ambient.,
Florianópolis, v. 5, n. 2, p. 4-19. Brasil.

MANETTA, B. A R., BARROSO, B. R., LIPIANI, G, de O., DE AZEVEDO, J. B,


ARRAIS, T. C. & NUNES, T. E. S. (2015). Unidade de conservação.

MITADER. (2015). Estratégia e plano de acção para a conservação da diversidade


biológica em Moçambique (2015-2035). Maputo.

MITUR. (2004) Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo em


Moçambique (2004-2013).

NTELA, P. B. T., (2013). Categorias de conservação e gestão de áreas protegidas


em Moçambique: “Reserva Especial de Maputo, uma categoria complexa e confusa”.
Revista VITAS – Visões Transdisciplinares sobre Ambiente e Sociedade.

SILVA, G. G. H. (2005). A importância das unidades de conservação na preservação


da diversidade biológica. Revista Logos, Rio Claro. Brasil.

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