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Dilatação Térmica: Conceitos e Experimentos

O documento aborda o conceito de dilatação térmica, incluindo dilatação linear, superficial e volumétrica, com suas respectivas equações e coeficientes. Também discute o comportamento anômalo da água e apresenta diversos problemas práticos relacionados à dilatação térmica e calor. Além disso, introduz o conceito de calor como transferência de energia térmica entre sistemas de diferentes temperaturas.

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Tópicos abordados

  • transferência de energia térmi…,
  • física térmica,
  • variação de volume,
  • dilatação de sólidos,
  • coeficiente de dilatação linea…,
  • dilatação volumétrica,
  • dilatação em diferentes materi…,
  • dilatação de líquidos,
  • calor sensível,
  • comportamento da água
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Dilatação Térmica: Conceitos e Experimentos

O documento aborda o conceito de dilatação térmica, incluindo dilatação linear, superficial e volumétrica, com suas respectivas equações e coeficientes. Também discute o comportamento anômalo da água e apresenta diversos problemas práticos relacionados à dilatação térmica e calor. Além disso, introduz o conceito de calor como transferência de energia térmica entre sistemas de diferentes temperaturas.

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  • transferência de energia térmi…,
  • física térmica,
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  • comportamento da água

Aula 13

Capítulo 2: Dilatação Térmica


1º Experimento

Willem Jacob 's Gravesande (1688–1742)

2ª etapa
A seguir aquece-se a esfera que,
desta forma, deixa de passar pelo anel,
1ª etapa tendo sofrido uma dilatação (aumento em
Na temperatura ambiente a esfera suas dimensões).
metálica passa pelo orifício do
anel.
Fenômeno da
Dilatação Térmica

Aquecimento

Temperatura 0
Temperatura  > 0

Maior agitação Maior espaçamento


Dilatação Térmica Linear

Temperatura 0 Temperatura 

L0
L

L

A variação de comprimento L de uma barra ao ser aquecida é


diretamente proporcional à variação de temperatura θ.

A variação de comprimento L de uma barra ao ser aquecida é


diretamente proporcional ao seu comprimento inicial Lo.

Depende também do material do qual ela é constituída.

Equação: L = L0 ·  · 

: coeficiente de dilatação linar do material (0C-1)


Dilatação Térmica Superficial

Temperatura 
Temperatura 0 A

A0 A0

A variação A na área de superfície inicial A0 depende:


 da variação de temperatura A ∝ 
 da área de superfície inicial A ∝ A0
 do material de que o corpo é feito.
Equação: A = A0 ·  ·  e  = 2 · 

A grandeza  é o coeficiente de dilatação superficial do material (oC–1).


Dilatação Térmica Volumétrica

Temperatura 
Temperatura 0

V0 V

A variação V no volume inicial V0 depende:


 da variação de temperatura V ∝ 
 do volume inicial V ∝ V0;
 do material de que o corpo é feito.
Equação: V = V0 ·  ·  e  = 3 · 

A grandeza g é o coeficiente de dilatação volumétrica do material (oC–1).


Para pensar melhor – 20

1 Duas barras metálicas A e B de substâncias diferentes sofrem


uma mesma variação de temperatura. A maior variação no
comprimento é para a barra de maior:
A) coeficiente de dilatação linear.
B) comprimento.
C) produto entre o comprimento e o coeficiente de dilatação linear.
D) quociente entre o comprimento e coeficiente de dilatação linear.
E) produto entre o comprimento e a temperatura.
Para pensar melhor - 20

2 Na figura está representada uma lâmina bimetálica. O coeficiente de


dilatação do metal da parte superior (A) é o dobro do coeficiente do metal da
parte inferior (B). À temperatura ambiente, a lâmina é horizontal

Se a temperatura for aumentada de 150 ºC, a lâmina:


A) continuará horizontal.
B) curvará para baixo.
C) curvará para cima.
D) curvará para a direita.
E) curvará para a esquerda
Para pensar melhor - 20

3 Um sistema de alarme dispõe de um sensor que, basicamente, é


uma varinha metálica de 50 cm de comprimento a 27oC e de
coeficiente de dilatação linear igual a 1,2.10-5 oC-1. O sistema é
projetado para disparar o alarme quando o comprimento da varinha
aumentar de 0,12 mm. Colocado em um ambiente de 27oC,
determine a temperatura de disparo do alarme.
A) 47oC
B) 20oC
C) 35oC
D) 30oC
E) 50oC
Para pensar melhor - 20

4 Uma telha de alumínio tem dimensões lineares de 20 cm x


500 cm e seu coeficiente e o coeficiente de dilatação linear é
igual a 2,2.10-5 ºC-1 . A telha, ao ser exposta ao sol durante o dia,
experimenta uma variação de temperatura de 20ºC. A dilatação
superficial máxima da chapa, em cm2, durante esse dia, será
A) 1,1
B) 2,2
C) 4,4
D) 6,6
E) 8,8
Para pensar melhor - 20

5. Aumentando-se a temperatura de um sólido de 100oC, seu


volume aumenta 0,06%. Determine o coeficiente de dilatação linear
do material desse corpo.
A) 6,0.10-6 oC-1
B) 2,0.10-6 oC-1
C) 6,0.10-5 oC-1
D) 2,0.10-5 oC-1
E) 3,0.10-6 oC-1
Dilatação Volumétrica
dos Líquidos

Aquecimento

Os líquidos apresentam as ∆𝐕𝐚𝐩𝐚𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 = ∆𝐕𝐥í𝐪𝐮𝐢𝐝𝐨 −∆𝐕𝐫𝐞𝐜𝐢𝐩𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞


forças de atração entre as
moléculas ou átomos
fracas, quando
comparadas com os
sólidos. Por isso, em geral, ∆𝐕 = ɣ𝐕𝟎 ∆𝛉
apresentam dilatação
maior que os sólidos. ɣ: coeficiente de dilatação volumétrica
Para pensar melhor - 23

6 (UFGO) Num dia quente em Goiânia, 32oC, uma dona de casa coloca
álcool em um recipiente de vidro graduado e lacra-o bem para evitar
evaporação. De madrugada, com a temperatura acusando 12oC, ela nota
surpresa que, apesar do vidro estar bem fechado, o volume de álcool
reduziu. Sabe-se que o seu espanto não se justifica, pois trata-se do
fenômeno da dilatação térmica. A diminuição do volume foi de:
Considere o coeficiente de dilatação térmica volumétrica do álcool:
álcool = 1,1.10-3 oC-1 >> vidro

A)1,1%
B) 2,2%
C) 3,3%
D) 4,4%
E) 6,6%
Para pensar melhor - 23

7 (UDESC) Um recipiente para líquidos com capacidade para


120 litros, é completamente cheio a uma temperatura de 10°C.
Esse recipiente é levado para um local onde a temperatura é de
30°C. Sendo o coeficiente de dilatação volumétrica do líquido
igual a 1,2 x 10-3 (°C)-1, e considerando desprezível a variação
de volume do recipiente, a quantidade de líquido derramado em
litros é:
A) 0,024
B) 0,24
C) 2,88
D) 4,32
E) 5,76
Para pensar melhor - 23

8 (FEI) Um recipiente, cujo volume é de 1 000cm3, a 0°C, contém


980cm3 de um líquido à mesma temperatura. O conjunto é
aquecido e, a partir de uma certa temperatura, o líquido começa
a transbordar. Sabendo-se que o coeficiente de dilatação cúbica
do recipiente vale 2,0 . 10-5 °C-1 e o do líquido vale 1,0 . 10-3 °C-1,
pode-se afirmar que a temperatura no início do transbordamento
do líquido é, aproximadamente:
A) 6,0°C
B) 12°C
C) 21°C
D) 78°C
E) 200°C
Experimento

► ►


Comportamento Anômalo
da Água
A maioria das substâncias sofrem expansão quando aquecidas, e
retração quando resfriada. A água, apresenta um comportamento
invertido entre 00C e 40C.

Fornecendo calor ao sistema

Água no estado sólido (gelo) Água no estado líquido

À temperatura de 0oC, ao passar do estado sólido para o estado


líquido, a água diminui de volume devido ao rompimento das
pontes de hidrogênio.
Atenção!
Desafio - 27

21 (PUC-SP) Uma chapa quadrada, feita de um material


encontrado no planeta Marte, tem área A = 100,0 cm2 a uma
temperatura de 100oC. A uma temperatura de 0,0oC, qual será a
área da chapa em cm2? Considere que o coeficiente de
expansão linear do material é α = 2,0.10-3 oC-1.
A) 74,0
B) 64,0
C) 54,0
D) 44,0
E) 34,0
Desafio - 27

25 (UPE) Uma barra de coeficiente de dilatação α = 5π x 10-4 ºC-1,


comprimento 2,0 m e temperatura inicial de 25 ºC está presa a uma parede
por meio de um suporte de fixação S. A outra extremidade da barra B está
posicionada no topo de um disco de raio R = 30 cm. Quando aumentamos
lentamente a temperatura da barra até um valor final T, verificamos que o
disco sofre um deslocamento angular Δθ = 30º no processo. Observe a
figura a seguir

Supondo que o disco rola sem deslizar e desprezando os efeitos da


temperatura sobre o suporte S e também sobre o disco, calcule o valor de
T.
A) 50 ºC
B) 75 ºC
C) 125 ºC
D) 300 ºC
E) 325 ºC
Desafio - 28
26 (UFES) A uma temperatura ambiente T, uma placa de granito encontra-
se sobre um ressalto e é mantida perfeitamente na horizontal por dois
cilindros sólidos, como mostra a figura abaixo. Sobre a placa, é colocada
uma esfera em repouso, de tal forma que a menor inclinação a faz rolar. O
comprimento do cilindro menor é L e seu coeficiente de dilatação linear é
. O comprimento do cilindro maior é 3L/2. Sabe-se que essa esfera, para
qualquer variação da temperatura ambiente, permanece em repouso. O
coeficiente de dilatação linear do cilindro maior é
A) 2α/3
B) α
C) α/2
D) α/3
E) 3α
Desafio - 28

28 (UFPE) Uma barra, apoiada em uma de suas extremidades


contra uma parede sem atrito, é presa por uma dobradiça na outra
extremidade e forma um ângulo 1 com o plano horizontal, conforme
a figura abaixo. Este ângulo passa a ser 2 depois que a barra é
uniformemente resfriada. O coeficiente de dilatação da barra é  =
2x105 oC1 e a razão entre os cossenos dos ângulos é cos 1/cos 2
= 0,9997. Calcule a variação da temperatura da barra em oC.
Desafio - 29

33 (UFPE) Deseja-se fechar um furo de 24,95 cm2 de área, no


centro de um disco de magnésio, com um disco de 25,05 cm2 de
alumínio. Para tal, pode-se aquecer o disco de magnésio e resfriar o
disco de alumínio e, em seguida, colocar o disco no furo. Assuma
que, em módulo, as variações de temperatura a que são submetidos
o alumínio e o magnésio são iguais, e que os coeficientes de
dilatação linear deles também são iguais ( = 25.106 oC1).
Determine o módulo do inteiro mais próximo que representa a
menor variação de temperatura necessária para colocar o disco de
alumínio no furo do disco de magnésio.
Desafio - 29

34 (UNIRIO) Um bloco de certo metal tem seu volume dilatado de


200cm3 para 206cm3, quando sua temperatura aumenta de 20ºC
para 520ºC. Se um fio deste mesmo metal, tendo 10cm
de comprimento a 20ºC, for aquecido até a temperatura de 520ºC,
então seu comprimento em centímetro passará a valer:
A) 10,1
B) 10,2
C) 10,3
D) 10,6
E) 11,2
Desafio - 30

38 (UFPE) Considere a situação indicada na figura abaixo. Água a 20 oC


de um reservatório, cujo nível é mantido a 5 m acima do solo, passa
livremente por um aquecedor que eleva a temperatura da água para 90 oC
a partir dele, mantendo a temperatura da água ao longo da tubulação de
entrada nos 20 oC. Qual a diferença de altura h, entre o nível da água
quente e o nível do reservatório? Considere que a secção transversal da
tubulação é constante e que a dilatação da tubulação é desprezível. Dê a
resposta, em cm, considerando o coeficiente de dilatação volumétrica da
água igual a H2O = 4x104 oC1
Desafio - 30

39 (MACK-SP) A figura a seguir mostra duas barras verticais, uma de


cobre e outra de zinco, fixas na parte inferior. Elas suportam uma
plataforma horizontal onde está apoiado um corpo. O coeficiente de atrito
entre o corpo e a plataforma é 0,01, e os coeficientes de dilatação linear do
zinco e do latão valem 2,6.10-5 oC-1 e 1,8.10-5 oC-1, respectivamente. Qual a
menor variação de temperatura capaz de provocar o deslizamento do
corpo sobre a plataforma?
Aula 13

Capítulo 3: Calor
Conceito de Calor

Calor - processo de transferência de energia térmica do sistema de


maior temperatura para o sistema de menor temperatura.
Quantidade de Calor Sensível

Quantidade de calor cedida ou recebida por um corpo, ocorrendo


nele uma variação de temperatura, sem mudar a sua fase.

𝐐𝐬𝐞𝐧𝐬í𝐯𝐞𝐥 ∝ 𝐦∆𝛉

𝐜: 𝐜𝐨𝐞𝐟𝐢𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜í𝐟𝐢𝐜𝐨

𝐐𝐬𝐞𝐧𝐬í𝐯𝐞𝐥 = 𝐦𝐜∆𝛉

ou

𝐂: 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐜𝐢𝐚𝐝𝐞 𝐭é𝐫𝐦𝐢𝐜𝐚

𝐐
𝐂=
∆𝛉
Para pensar melhor - 35

1 Uma manivela é usada para agitar a água (massa de 100g e


calor específico = 1 cal/goC) contida em um recipiente
termicamente isolado e de capacidade térmica desprezível. Para
cada volta da manivela é realizado um trabalho de 0,1 J (1 cal
= 4,2 J) sobre a água. Determine o número necessário de voltas
para que a temperatura da água aumente de 1 oC.
A) 5 370 voltas.
B) 3 000 voltas.
C) 4 800 voltas.
D) 4 200 voltas.
E) 3 750 voltas.
Para pensar melhor - 35

2 (MACK – SP) Coloca-se no interior de uma panela de ferro, de


massa 2kg e aquecida à temperatura de 30°C, 1 litro de água a
90°C. Admitindo-se que somente haja troca de calor entre a panela
e a água, pode-se afirmar que o equilíbrio térmico ocorre à
temperatura de

A) 60°C Dados:
B) 65°C calor específico do ferro = 0,1cal/(g . °C)
C) 70°C
D) 75°C calor específico da água = 1cal/(g . °C)
E) 80°C densidade da água = 1g/cm3
Para pensar melhor - 35

3 (ITA) O ar dentro de um automóvel fechado tem massa de 3,0


kg e calor específico de 720 J/kgoC. Considere que o motorista
perde calor a uma taxa constante de 120 J/s e que o
aquecimento do ar confinado se deva exclusivamente ao calor
emanado pelo motorista. Quanto tempo levará para a
temperatura variar de 5 oC a 35 oC?
A) 540 s
B) 480 s
C) 420 s
D) 360 s
E) 300 s
Desafio - 47

24 (FUVEST) Em um processo industrial, duas esferas de cobre


maciças, A e B, com raios RA = 16cm e RB = 8cm, inicialmente à
temperatura de 20°C, permaneceram em um forno muito quente
durante períodos diferentes. Constatou-se que a esfera A, ao ser
retirada, havia atingido a temperatura de 100°C. Tendo ambas
recebido a mesma quantidade de calor, a esfera B, ao ser retirada
do forno, tinha temperatura aproximada de
A) 30°C
B) 60°C
C) 100°C
D) 180°C
E) 660°C
Desafio - 50

43 (UFF) Uma barra de ferro com 800g de massa, 0,5 m de


comprimento, submetida à temperatura de 130°C é colocada em
um reservatório termicamente isolado que contém 400g de água a
10°C. Dados: cágua = 1 cal/goC, cferro = 0,1 cal/goC e 𝛼ferro = 12.10-
6 oC-1. Ao ser atingido o equilíbrio térmico, o comprimento dessa

barra terá se reduzido de:


A) 0,6 mm
B) 1,2 mm
C) 60 mm
D) 0,3 mm
E) 30 mm
Desafio - 50

46 (UFPE) Uma bala de chumbo, com velocidade de 100 m/s,


atravessa uma placa de madeira e sai com velocidade de 60 m/s.
Sabendo-se que 40 % da energia perdida é gasta sob forma de
calor, determine o acréscimo de temperatura da bala, em oC. O
calor específico do chumbo é 128 J/kgoC. Considere que somente
a bala absorve o calor produzido.
Desafio - 50

47 (ITA) O módulo da velocidade das águas de um rio é de 10 m/s


pouco antes de uma queda d’água. Ao pé da queda existe um
remanso onde a velocidade das águas é praticamente nula.
Observa-se que a temperatura da água no remanso é 0,1 ºC maior
do que a da água antes da queda. Conclui-se que a altura da
queda d’água é:
A) 2,0 m
B) 25 m
C) 37 m
D) 42 m
E) 50 m

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