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Terceirização e Trabalho Temporário no Direito

O documento aborda a terceirização no Direito do Trabalho, destacando a Lei 6.019/74 e a Súmula nº 331 do TST, que definem a transferência de atividades para terceiros e as responsabilidades das empresas contratantes e prestadoras de serviços. Também discute o trabalho temporário, suas condições, e as implicações de danos patrimoniais e extrapatrimoniais nas relações de trabalho, incluindo a responsabilidade do empregador e do empregado. Além disso, menciona os requisitos contratuais e as consequências do descumprimento das normas estabelecidas.
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Terceirização e Trabalho Temporário no Direito

O documento aborda a terceirização no Direito do Trabalho, destacando a Lei 6.019/74 e a Súmula nº 331 do TST, que definem a transferência de atividades para terceiros e as responsabilidades das empresas contratantes e prestadoras de serviços. Também discute o trabalho temporário, suas condições, e as implicações de danos patrimoniais e extrapatrimoniais nas relações de trabalho, incluindo a responsabilidade do empregador e do empregado. Além disso, menciona os requisitos contratuais e as consequências do descumprimento das normas estabelecidas.
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PROF.

FÁBIO PLETSCH

DIREITO DO
TRABALHO
TERCEIRIZAÇÃO

Lei 6.019/74

Terceirizar: Transferir para outrem (terceiro) uma


atividade, serviço, ônus que lhe incumbe. No âmbito do
Direito Trabalho terceirização consiste na possibilidade
de contratar terceiro para a realização de atividades de
uma empresa ou pessoa física
Súmula nº 331 do TST
Conceito: Art. 4°-A. Considera-se prestação de serviços a terceiros a transferência feita
pela contratante da execução de quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade
principal, à pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviços que possua capacidade
econômica compatível com a sua execução.
E o Vínculo?
§ 1° A empresa prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho
realizado por seus trabalhadores, ou subcontrata outras empresas para
realização desses serviços.
§ 2° Não se configura vínculo empregatício entre os trabalhadores, ou sócios das
empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo, e a empresa
contratante.
Contratante: é a pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa prestadora de
serviços.
Responsabilidade solidária quanto a condições de segurança, higiene e salubridade. (art. 5°-A,
§3°).
Responsabilidade Subsidiária pelas obrigações trabalhistas (art. 5°-A, §5°)
Contratação: Não pode figurar como contratada a pessoa jurídica cujos titulares ou
sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de
empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os referidos titulares ou
sócios forem aposentados.

Empregado demitido: O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para
esta mesma empresa na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços
antes do decurso de prazo de dezoito meses, contados a partir da demissão do
empregado.

Requisitos do contrato: Qualificação das partes, especificação do serviço a ser prestado,


prazo para a realização e valor.

Descumprimento: Empresa infratora pagará multa (art. 19-A)


Trabalho temporário
Conceito: é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho
temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de
serviços.
Finalidade: Substituição de pessoal permanente ou demanda Complementar de serviços (art.
2°, §2°);
Substituição de trabalhadores em greve: Vedada
Requisitos do contrato:
Escrito;
Motivo da demanda de trabalho temporário;
Prazo e valor da prestação de serviços;
Disposições sobre a segurança e saúde do trabalhador;

Prazo - 180 + 90
Noventena: só pode haver nova contratação após 90 dias do término do contrato anterior.
Salário - proporcional
Trabalho temporário

Responsabilidade - Subsidiária, salvo se a empresa


tomadora estiver em processo falimentar é
responsabilidade solidária.

E se o empregado for contratado pelo tomador? -


Dispensa experiência.
Requisitos:
Mutuo consentimento + não prejuízo

Pequenas alterações unilaterais:


independem de autorização
Alteração das
condições de
trabalho
1. Promoção: se assinou o regulamento da empresa
não pode contestar. Pode recusar se não tiver
plano de cargos e salários;
2. Aproveitamento: a função pela qual foi
contratado não existe mais. Está relacionado com
o princípio da continuidade da relação do
emprego;
3. Rebaixamento: é ilícita. Proibida pelo
ordenamento, não pode rebaixar o salário. Se ele
provar que sofreu perseguição, ainda pleiteia os

Alteração das danos morais;


4. Reversão: é o retorno do empregado ocupante
condições de de cargo de confiança ao cargo anteriormente

trabalho ocupado, salvo se contratado para ocupar cargo


de confiança.
Horário:

Alteração do regime de trabalho: Do presencial para


o teletrabalho depende de mútuo consentimento e
aditivo contratual.
Mudança no local da prestação de serviços - art.
469 CLT

Transferência
Alteração das Provisória:

condições de Exceção:
Definitiva:

trabalho Remoção
INTERRUPÇÃO contrato de
trabalho
SUSPENSÃO contrato de
trabalho
DANOS
PATRIMONIAIS E
EXTRAPATRIMONIAIS
Art. 5°, V e X CF
Dano Patrimonial: é a lesão a um bem jurídico decorrente de
prejuízo financeiro.
A CLT não dispõe de regramento para os danos patrimoniais
decorrentes das relações de trabalho, logo, utiliza-se o disposto
na legislação civil.
Responsabilidade Subjetiva: Art 186 CC - depende de
comprovação de culpa;
Responsabilidade Objetiva: Art. 927 CC - Independente de
culpa.
Dano Emergente: é o prejuízo imediato, atual,correspondente à
perda patrimonial efetiva, envolvendo assim todas as despesas
comprovadas, necessárias à recomposição do patrimô[Link]:
Carro batido
Lucro Cessante: é o prejuízo de efeito futuro direto e imediato
previsível,incidente sobre aquilo que patrimonialmente se deixa de
ganhar, auferir, lucrar. Ex: recebimentos que o motorista deixa de
ganhar.
Dano Extrapatrimonial: tem por escopo ampliar a abrangência
da lei para todo e qualquer dano que não seja patrimonial.
Aplicabilidade às relações de trabalho: Art. 223-A e 223-B CLT
Por ação: Atitude do Empregador que fere a moral do
trabalhador: Ex. Humilhação, práticas de racismo, bullying, etc.
Por omissão: quando os empregados humilham outros e o
empregador não toma nenhuma atitude.

Dano Existencial: quando o empregado é privado de direitos, ou


seja, não tira férias, não folga, não tem o intervalo concedido,
tem cobrança excessiva. Depende de comprovação.
Respaldo ao empregado: Art. 223-C CLT
Respaldo ao empregador: Art. 223-D CLT - precisa
demonstrar o dolo.
Responsabilidade: Art. 223-E CLT
Cumulação de pedidos: Art. 223-F CLT
Danos Extrapatrimoniais e danos materiais;
Danos Extrapatrimoniais, estéticos e danos materiais
Dano estético: O dano estético possui dupla
dimensão,repercutindo tanto na esfera íntima do lesionado
quanto no âmbito externo a partir de deformidades em sua
compleição física, como por exemplo, a perda de um membro,
alguma doença degenerativa aparente, queimaduras, etc.
Dependerá de prova pericial médica para sua constatação e
aferição, cujo ônus caberá ao reclamante.

Apreciação do pedido: Art. 223-G


Parâmetros de fixação: Art. 223-G, §1°. É uma sugestão ao
Magistrado, não uma obrigação.

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