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CAPÍTULO 4 - Inversor de Frequência

O inversor de frequência é um dispositivo eletrônico que controla a velocidade e torque de motores trifásicos, convertendo tensão AC fixa em tensão AC controlada. Ele opera através de módulos de potência e controle, realizando etapas de retificação, filtragem e inversão de tensão, e pode ser configurado para modos de controle escalar ou vetorial. A instalação e manutenção do inversor requerem cuidados específicos para garantir seu funcionamento eficiente e seguro.
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CAPÍTULO 4 - Inversor de Frequência

O inversor de frequência é um dispositivo eletrônico que controla a velocidade e torque de motores trifásicos, convertendo tensão AC fixa em tensão AC controlada. Ele opera através de módulos de potência e controle, realizando etapas de retificação, filtragem e inversão de tensão, e pode ser configurado para modos de controle escalar ou vetorial. A instalação e manutenção do inversor requerem cuidados específicos para garantir seu funcionamento eficiente e seguro.
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TUTORIA ONLINE

PARAMETRIZAÇÃO
INVERSOR DE FREQUÊNCIA
O inversor de frequência é um equipamento eletrônico que além
de partir e parar motores ele também controla com qualidade e
eficiência a velocidade de motores trifásicos de rotor do tipo gaiola.

Também conhecido como conversor CA/CA pois converte a tensão


entrada AC que possui uma amplitude fixa, assim como sua
frequência, em tensão de saída AC, mas com a amplitude e a
frequência controladas.
Ele protege o motor e a
instalação elétrica, impedindo
que circulem correntes acima
dos limites estabelecidos.
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
O inversor funciona basicamente por intermédio de
componentes eletrônicos, cuja função, além de controlar
a frequência, é controlar a tensão, que por sua vez faz
surgir a corrente de saída para o motor.

Assim, o controle dessas grandezas elétricas permitem o


controle da velocidade e também do torque do motor,
já que a tensão é ajustada junto com a frequência.

A frequência de saída do inversor varia de um valor mínimo


até um valor máximo, de acordo com os parâmetros
ajustados no equipamento.
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
Módulos do Inversor
Os inversores de frequência apresentam construções
similares, independente do fabricante
ou do modelo.

Basicamente, os inversores são constituídos por dois


módulos:

˃ Modulo de Potência
˃ Módulo de Controle
1 2 3
Rede Retificador Filtro Inversor Carga
Trifásica de onda
Completa

Módulo de
Potência
Alimentação
Nos bornes R, S e T são conectados os cabos de alimentação
externa. A alimentação é geralmente de 220V ou 380V.
Abaixo a representação da corrente elétrica de cada fase R S T,
que circulam entre a entrada do inversor (alimentação do
inversor) e os diodos da parte retificadora do inversor.
Rede Trifásica
Primeira etapa: Retificação
O funcionamento de um inversor de frequência consiste em
receber uma tensão alternada e retificar este sinal através de seis
diodos, gerando uma tensão contínua retificada.
Rede Retificador do
Trifásica Onda Completa
Segunda etapa: Filtro
O estágio de filtro é responsável por transformar estas tensões
retificadas em uma tensão contínua. Este estágio após o filtro é
conhecido como “link CC”. Muitos modelos de Inversores disponibilizam
acesso aos terminais logo após o filtro, desta forma é possível utilizar
como alimentação do Inversor uma fonte de corrente contínua, ou até
mesmo uma bateria. Neste caso o estágio de retificação não é utilizado.

Rede Retificador do Filtro


Trifásica Onda Completa
É possível verificar que, apesar de se considerar a tensão contínua na
saída do filtro, existe uma pequena oscilação na tensão. Esta
oscilação, conhecida como “ripple do capacitor”.
Quanto maior a capacitância, maiores serão os tempos de carga e
descarga do capacitor, e consequentemente, menor será a oscilação.
Resumindo: Esse capacitor tem a função de suavizar a variação de
corrente elétrica no barramento DC.

Rede Retificador do Filtro


Trifásica Onda Completa
Terceira etapa: Inversor
Na terceira etapa, é feita a inversão da tensão, de contínua
para alternada, por meio do chaveamento (liga e desliga) de
seis transistores do tipo IGBT, controlados por um circuito
eletrônico microcontrolado.
Rede
Trifásica
Retificador do
Onda Completa
Filtro Inversor Carga
O intervalo de tempo é o
instante em que cada IGBT
deve funcionar.
São controlados com base
em um sinal chamado de
PWM que em português
significa “modulação por
largura de pulso”.
A tensão produzida nesta
etapa imita a forma de
onda senoidal.

Os IGBTs são chaveados três a três,


formando uma tensão alternada na
saída defasadas de 120°, exatamente
como a rede.
A única diferença é que, ao invés de
uma senóide, temos uma forma de
onda quadrada de tensão.
No entanto, a frequência dessa tensão alternada produzida é
controlada pelo inversor e tem seu valor variável em função da
velocidade desejada no motor.
Módulo de
display
Controle

Potenciômetro

O módulo de controle é composto basicamente:


CPU, por blocos de interface digital e blocos de interface analógica,
por uma interface de comunicação RS232/ RS485 e por um módulo
de IHM (interface homem máquina).
Módulo de Controle
O módulo de controle recebe sinais de entrada como:
► Momento da partida e a parada do inversor;
► Sentido de giro do motor (horário, anti-horário);
► Valor de referência (velocidade em que o motor deve girar Hz);
► Parâmetros, como rampas de aceleração, desaceleração,
tensão máxima e outros dados.

A partir dessas informações de entrada, a CPU executa os cálculos


para identificar o percentual de tempo que o PWM deverá
permanecer ligado ou desligado em cada grau.
É a CPU que controla quando cada IBGT deve ser acionado ou não.
Observe no gráfico que os inversores controlam
a tensão (V) e a frequência (f), mantendo uma
proporcionalidade entre elas a fim de garantir a
corrente e o fluxo magnético constantes no
interior do motor e consequentemente o torque
também será constante.

No entanto, isso só é
possível até a frequência
de 60 Hz, pois, quando o
motor estiver com sua
frequência nominal de
60 Hz, a tensão também
será a nominal do motor.
A partir de 60 Hz, a relação V/f deixa de ser proporcional porque o
motor suporta frequências maiores, mas não suporta tensão
maior que a nominal.
Por isso, acima de 60 Hz é possível aumentar a frequência e a
velocidade, porém o fluxo magnético no interior do motor cai e
com ele o torque também.
Acima de 100 Hz ocorrerá um efeito de enfraquecimento de
campo, causando a diminuição da corrente e do torque do motor.

O torque também cai quando desejamos diminuir muito a


frequência para conseguirmos baixas rotações do motor.
Nesse caso, alguns modelos de inversores disponibilizam funções
conhecidas por “IxR”, cuja função é aumentar a tensão na saída do
inversor para manter o torque constante.
CONTROLE DE VELOCIDADE
Nos inversores, temos dois modos de controle, o modo V/F,
também conhecido por controle escalar, e o controle vetorial.
A diferença entre ambos está basicamente
na curva torque x rotação.

ESCALAR

VETORIAL
INVERSOR ESCALAR
No controle escalar, o inversor controla simplesmente a tensão
e a frequência, visando manter a relação V/f constante, ou
seja, o motor trabalha com fluxo aproximadamente constante.

É aplicado quando não há necessidade de respostas rápidas a


comandos de torque e velocidade.

No entanto, não dispõe de nenhum sensor instalado no eixo do


motor para verificar se este está girando e qual e a sua
velocidade.

Por isso, no modo escalar, o controle da velocidade não é tão


preciso e a resposta é relativamente lenta quando solicitada
uma variação rápida de velocidade.
Tensão (V)

Frequência (Hz)

Observe que a curva é linear, ou seja, os valores de


frequência (Hz) e de tensão (V) são proporcionais até
a frequência atingir 60 Hz.
Após este valor, somente a frequência aumenta, pois
a tensão nominal (Vn) já atingiu seu valor máximo.
INVERSOR VETORIAL
O modo vetorial agrega sempre algum tipo de sensor de
velocidade e sentido de giro.

Assim, o inversor tem a informação da velocidade real do


motor.

Esse modo permite um controle Ir


Vetorial
mais preciso e uma resposta mais Corrente
resultante
do rotor
rápida, pois o inversor calcula a
corrente necessária para produzir o
torque requerido pela máquina,
através da corrente do rotor e da
Im
corrente de magnetização. Corrente de magnetização
Quando um motor é conectado ao equipamento, no primeiro
acionamento o inversor faz uma sondagem, por meio da emissão
de sinais elétricos de baixa intensidade.

Isso acontece para obter informações das características elétricas do


motor, como resistência ôhmica e impedância dos enrolamentos.

Essas informações do motor são processadas pelo circuito


eletrônico de controle que realizam milhares de operações por
segundo e, assim, possibilita o inversor conhecê-lo e controlá-lo
com maior eficiência e precisão.

Muitos inversores vem com estes valores pré programados para


diferentes motores, outros mais sofisticados utilizam rotinas de
autoajuste para calcular estes parâmetros, característica muito útil
quando utilizado motores rebobinados.
Sendo assim podemos dizer que existem dois
tipos de inversores vetoriais:
Inversor com realimentação por encoder
Sistema chamado de malha fechada.

Controla a velocidade e o torque no motor, pois


calcula os dois componentes da corrente do motor,
sendo assim mais precisos se comparados aos que
possuem sistema sensorless.
Inversor “sensorless” (sem sensor)
Sistema chamado de malha aberta.

Tem grau de desempenho menor que o anterior,


mas é superior ao inversor escalar.

Este modelo não utiliza encoder para


identificar a velocidade do motor.

Eles possuem sensores internos de corrente,


conhecidos por sensorless, que permitem ao circuito
de controle, juntamente com os dados de sondagem
do motor, identificar qual a parcela da corrente está
sendo efetivamente utilizada para realizar rotação no motor.
Com isso, o controle pode estimar, com certa precisão, a
velocidade do motor.
Alguns inversores oferecem

a possibilidade de trabalhar

como escalar ou vetorial,

podendo ser escolhidos a

critério do projeto.
Quando a carga muda à solicitação de
torque rapidamente, o inversor escalar
demora um tempo maior para
encontrar o ponto de trabalho.
MODOS DE ACIONAMENTO
O inversor de frequência pode ser acionado de duas formas:

O acionamento local por meio de sua


interface IHM, sendo indicado para realizar
testes de operação do inversor durante sua
instalação e parametrização.

E o acionamento remoto por meio de botões de


comando ligados às entradas digitais.
Indicado para as operações de trabalho, pois o
teclado da IHM é sensível e manusear esse
teclado constantemente provocará seu desgaste
e danos ao inversor.
CONTROLE DE VELOCIDADE
Podemos fazer esta função por meio de um potenciômetro
ou com uma função especial que a maioria dos inversores
possui denominada multivelocidade.

Podemos encontrar, em alguns manuais, esta função com o


nome de multi-speed.
INTERFACE IHM
A IHM é a porta de acesso aos
parâmetros do inversor.

Será por meio dela que você irá


parametrizar o inversor de
frequência, além de poder visualizar
os parâmetros configurados e as
mensagens de erro do inversor.

É possível também, por meio do


teclado desta IHM, controlar o
motor localmente, de acordo com a
configuração de alguns parâmetros.
EXEMPLO DAS FUNÇÕES DE UMA IHM
INSTALAÇÃO FÍSICA DOS INVERSORES

Para a conversão da tensão e frequência de saída, o inversor


possui um circuito eletrônico micro processado que controla o
chaveamento de transistores de potência.

Quando em funcionamento, esses transistores produzem


muito calor.

Sendo assim, a instalação física do inversor de frequência


requer que você observe alguns cuidados, assim como a
instalação elétrica do equipamento.
> Instalar em ambientes livres de umidade, poeira, incidência direta de
raios solares, gazes ou líquidos explosivos e vibração excessiva;
> Instalar em superfície plana e na posição vertical, o que facilita a
dissipação de calor do equipamento;
> A fixação é feita por meio de parafusos, conforme manual;
> Não colocar componentes sensíveis a calor logo acima do inversor;
> Instalar exaustores de ar nas portas dos painéis a fim de retirar o ar
quente produzido pelo inversor;
> A tensão de alimentação do inversor deve ser verificada, pois alguns
modelos possuem jumpers de seleção para esse ajuste;
> A bitola correta dos cabos de alimentação deve ser verificada, assim
como os fusíveis de proteção recomendados (tipo ultrarrápido);

> Os cabos de potência, comando devem ficar em dutos separados.


Antes de proceder a instalação física e elétrica de
qualquer inversor de frequência consulte o
manual técnico do equipamento.

Ele traz informações importantes sobre a posição


correta de montagem, distâncias mínimas a serem
observadas para a correta refrigeração do
equipamento, a seção nominal dos cabos a serem
utilizados, entre outras informações para o bom
funcionamento do inversor.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA DOS INVERSORES
Módulo de potência
É onde são realizadas as conexões de potência do inversor:
a) Alimentação trifásica do inversor bornes L/L1, N/L2 e L3);
b) Saída trifásica para o motor (bornes U, V e W).
INSTALAÇÃO ELÉTRICA DOS INVERSORES
Módulo de controle

Neste bloco, são representadas as


conexões de comando e controle do
equipamento.

Através de ligações ou pulsos nestes


bornes, o inversor executa as mais
diversas ações, previamente
parametrizadas:

Ex: Partida e parada do motor, controle


de velocidade...
5 > Entrada de GND 7 > Saída de +10Vcc

Entradas Entradas Saída Saídas


digitais analógicas analógica digitais
MANUTENÇÃO PREVENTIVA
DOS INVERSORES
PARAMETRIZAÇÃO
OS INVERSORES DE FREQUÊNCIA MAIS COMUNS NO
MERCADO TEM UMA LISTA DE PARÂMETROS QUE
PODE SER DIVIDIDA EM:

> PARÂMETROS DE ACESSO;

> PARÂMETROS DE VISUALIZAÇÃO OU LEITURA;

> PARÂMETROS DE REGULAÇÃO;

> PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO;

> PARÂMETROS DO MOTOR.


PARÂMETROS DE ACESSO

Os parâmetros de acesso geralmente impedem a


alteração dos demais parâmetros.

Isso é feito para evitar que pessoas não autorizadas


efetuem a mudança da programação, ocasionando uma
parada ou mau funcionamento do equipamento.

Normalmente, uma senha composta por uma sequência


numérica é digitada para liberar o acesso a
programação.
PARÂMETROS DE LEITURA OU
VISUALIZAÇÃO
Os parâmetros de leitura ou de visualização são aqueles
em que o usuário consegue ler os valores de diversas
grandezas físicas relacionadas ao motor e ao inversor.

Por exemplo: corrente de saída, frequência de saída,


tensão de saída e RPM.

O acesso a esses parâmetros não requer a liberação da


senha, tendo em vista que eles não interferem no
funcionamento, são apenas informações.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
Os parâmetros de regulação permitem ajustar os valores
dos seguintes recursos:

a) Tempo de aceleração e desaceleração;


b) Referência de JOG;
c) Referência multivelocidade;
d) Frequência mínima e máxima de saída;
e) Tensão máxima de saída;
f ) Corrente de sobrecarga;
g) Corrente máxima de saída.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
a) Tempo de aceleração e desaceleração

Os tempos de aceleração e de desaceleração são dados em


segundos (s) e podem ser ajustados com valores diferentes,
ou seja, o inversor pode operar com um valor maior na
aceleração ou na desaceleração.

Esses dois parâmetros determinam o tempo real que o


inversor realiza a aceleração ou desaceleração do motor,
partindo da mínima frequência até a máxima frequência
(aceleração) ou da máxima frequência até a mínima
frequência (desaceleração).
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
b) Referência de JOG

A referência é uma frequência qualquer que deve ser ajustada


entre os valores de frequência mínima e máxima, e só pode ser
acionada se o motor estiver parado.

Normalmente, ela é utilizada com baixos valores de frequência.

Por exemplo:
Para realizar o posicionamento do motor na condição inicial ao
término de um ciclo de trabalho.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
c) Referência multivelocidade

Alguns modelos de inversor de frequência permitem a


utilização da referencia multivelocidade.

Seu método de utilização é bastante prático: a partir da


disponibilidade e configuração das entradas digitais, pode-se
configurar diferentes frequências de saída, sendo elas 2, 4 ou 8
velocidades.

Sendo assim, podem existir até 8 parâmetros configuráveis com


valores de frequência diferentes e que também estão limitados
aos valores de frequência mínima e máxima de saída.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
d) Frequência mínima e máxima de saída

Os parâmetros de ajuste dos valores de frequência mínima e


máxima definem a faixa de operação do inversor.

Por exemplo:
Se o parâmetro de frequência mínima do
inversor for ajustado para 10 Hz e o
controle de velocidade for realizado através
de um potenciômetro, no momento em
que a referência for a resistência de menor
valor, o motor estará operando com
frequência de 10 Hz.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
e) Tensão máxima de saída

O ajuste da tensão máxima é utilizado em situações em que a


rede de alimentação do inversor possui um valor acima da
tensão nominal do motor, e seu ajuste é feito em porcentagem
da tensão de entrada.

Por exemplo, se um inversor é alimentado por rede trifásica de


440 V e a tensão nominal do motor for 220V, esse parâmetro
seja ajustado em 50%.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
f) Corrente de sobrecarga

A corrente de sobrecarga é ajustada em torno de 10% a 20%


acima da corrente nominal.

Esse valor é aproximadamente o mesmo que é utilizado para


ajustar a corrente de atuação de um relé térmico.

Logicamente que isso pode variar de acordo com o tipo de


carga e do regime de funcionamento do motor.
PARÂMETROS DE REGULAÇÃO
g) Corrente máxima de saída

A corrente máxima de saída está diretamente associada a


corrente do motor.

O ajuste desse parâmetro permite ao inversor reduzir a


velocidade do motor, em caso de travamento do eixo.

Isso se faz necessário para reduzir a corrente do motor.

Ao cessar a sobrecarga, o motor retoma a sua velocidade


normal.
PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO
Os parâmetros de configuração permitem ajustar os
valores dos seguintes recursos:

a) Tipo de controle;
b) Ajuste de fábrica;
c) Tipo de acionamento;
d) Função das entradas;
e) Função das saídas;
f ) Frenagem.
PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO
a) Tipo de controle
Pode ser definido como escalar ou vetorial.
Esse parâmetro está disponível em alguns modelos.

b) Ajuste de fábrica
É um parâmetro que, quando acessado, realiza uma
reinicialização no inversor e restaura a configuração dos
parâmetros para os valores de fábrica.

c) Tipo de acionamento
Os inversores podem ter o seu acionamento feito através das
teclas da IHM (que e o chamado modo local) ou ainda serem
acionados de forma a distância (que é o chamado modo remoto).
PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO
d) Função das entradas
Os inversores de frequência possuem entradas digitais e
analógicas.

As entradas digitais podem ter a função de selecionar o


sentido de rotação, liga/desliga, gira/para,
multivelocidade, entre outras.

As entradas analógicas podem ser configuradas de


modo a operar com referência por nível de tensão
(0 V a 10 V) ou referência por nivel de corrente
(0 mA a 20 mA ou 4 mA a 20 mA).
PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO
e) Função das saídas
Os inversores de frequência possuem saídas digitais e
analógicas.

As saídas digitais dos inversores são formadas por relés.


Disponibilizam ao usuário os chamados contatos secos
para realizar a interface com qualquer tipo de sinal, seja
ele em forma de CC ou de CA.

As saídas analógicas fornecem um valor de tensão (0 V a


10 V) que pode ser proporcional a varias grandezas do
inversor, como frequência ou corrente de saída.
PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO
f) Frenagem
Alguns modelos de inversor realizam o processo de
frenagem aplicando CC no estator.

Para ativar essa função, desde que a frenagem esteja


disponível, é necessário ajustar os parâmetro de tempo de
frenagem, que é o tempo em que o inversor aplica a
tensão CC no estator.
PARÂMETROS DO MOTOR
Os parâmetros do motor são inseridos no inversor de
modo que ele opere dentro de suas especificações.

Os dados mais comuns a serem inseridos são: tensão,


corrente, velocidade, frequência, potência e fator de
potência. Esses dados são extraídos da placa do motor.

Alguns inversores possuem um parâmetro de autoajuste.


Esse parâmetro a ser acessado aplica tensão ao estator e
realiza um ajuste automático dos parâmetros do inversor
para, assim, manter o funcionamento adequado do motor.
PARA A PRÓXIMA AULA
Exercícios de parametrização do
Inversor de
Frequência
CFW08
Baixar o manual
Carregar parâmetros com padrão de fábrica e
selecionar o modo de controle vetorial do inversor.
> Carregar com os padrões de fábrica;

> Habilita fazer alterações;


> Habilita controle vetorial;
> Rendimento do motor;
> Tensão nominal do motor;
> Corrente nominal do motor;
> Velocidade nominal do motor - rpm;
> Frequência nominal do motor - Hz;
> Potência nominal do motor;
> FP do motor;
> Auto ajuste da resistência estatórica.
Depois de terminar o auto ajuste da resistência estatórica,
apareceu na IHM do inversor E14. O que aconteceu?

E 14

Causas:
Ligar e desligar pelo
teclado da IHM.

Inverter o sentido de
rotação via IHM.

Controlar a velocidade
via IHM, aumentando e
diminuindo a rotação.
Atribuir a frequência máxima em 105
e mínima em 5.

> Frequência máxima

> Frequência mínima

Parametrizar uma rampa de aceleração


de 20 segundos e uma rampa de
desaceleração de 22 segundos.

> Tempo de aceleração

> Tempo de desaceleração


Parametrizar uma segunda rampa com
aceleração e desaceleração de 5 segundos.

> Tempo da 2° rampa de aceleração

> Tempo da 2° rampa de desaceleração

> DI3 habilita botão da saída.


Acionar o motor pelo B0, controlar a velocidade pelo
potenciômetro e trocar sentido de rotação pelo B2.

> O botão B2 inverte sentido de rotação

> O botão BO aciona e desliga motor

> Habilita o potenciômetro para seleção


de velocidade remota
Parametrizar 4 velocidades diferentes (40, 60, 80, 100)
através de duas chave utilizando o recurso multispeed.

> Habilitar multispeed remoto;

> Habilitar DI1 multispeed;


> Habilitar DI2 multispeed;
> Habilitar DI3 multispeed;
> Habilitar DI4 multispeed;
> Referência 1 multispeed;
> Referência 2 multispeed;
> Referência 3 multispeed;
> Referência 4 multispeed;
Parametrizar um botão remoto para ligar e outro
para desligar o motor.

> DI1 habilita botão para ligar

> DI2 habilita botão para desligar

> Comando remoto por bornes


Parametrizar um botão para avanço e outro para retorno.

> DI1 habilita botão para avanço

> DI2 habilita botão para retorno

> Comando remoto por bornes


Obrigado!

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