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Entendendo Climatério e Menopausa

O climatério é um processo fisiológico que envolve a transição hormonal da mulher, começando com a peri-menopausa e culminando na menopausa e pós-menopausa, caracterizado pela diminuição dos folículos ovarianos e queda dos níveis de estrógeno. Os sintomas incluem irregularidades menstruais, alterações vasomotoras, atrofia genital, alterações de humor e cognitivas, além de riscos aumentados de osteoporose e doenças cardiovasculares. A terapia hormonal pode ser indicada para aliviar sintomas, mas deve ser cuidadosamente considerada devido a potenciais contraindicações e riscos associados.

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Vitor Melo
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Entendendo Climatério e Menopausa

O climatério é um processo fisiológico que envolve a transição hormonal da mulher, começando com a peri-menopausa e culminando na menopausa e pós-menopausa, caracterizado pela diminuição dos folículos ovarianos e queda dos níveis de estrógeno. Os sintomas incluem irregularidades menstruais, alterações vasomotoras, atrofia genital, alterações de humor e cognitivas, além de riscos aumentados de osteoporose e doenças cardiovasculares. A terapia hormonal pode ser indicada para aliviar sintomas, mas deve ser cuidadosamente considerada devido a potenciais contraindicações e riscos associados.

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Vitor Melo

P8M4C03 – Climatério

1.Fundamentos  Enquanto ainda houver folículos suficientes, os


– Climatério níveis de estradiol permanecerão normais
 Processo fisiológico que se inicia desde os  A partir do momento que os folículos
primeiros indícios de insuficiência ovariana, diminuem muito -> os níveis de estradiol caem
mesmo que os ciclos continuem regulares ou -> não ocorre o estimulo do pico de LH -> não
até ovulatórios, e termina na senectude ou ocorre a ovulação -> não se forma o corpo
senilidade que, por sua vez, se inicia aos 65 lúteo -> não libera progesterona
anos – Pós-menopausa
– Peri-menopausa  Na tentativa de estimular a produção de
 Período que compreende os anos que estradiol pelos ovários, o hipotálamo libera
precedem a menopausa, já na presença de picos de GnRH que atua na hipófise liberando
distúrbios da duração do ciclo menstrual e se picos de gonadotrofinas (LH e FSH) levando a
estende até 1 ano após término das um estado de Hipogonadismo
menstruações hipergonadotrófico
– Menopausa  Hormônio antimulleriano (AMH ou HAM)
 Cessação permanente dos períodos menstruais  Indica folículos ovarianos em crescimento
por 12 meses consecutivos de amenorreia  Níveis indetectáveis no pós-menopausa
 Subclassificação  Preditor de envelhecimento ovariano
 Insuficiência ovariana: <40anos  A produção de estradiol ovariano é nula, mas
 Menopausa precoce: <45anos por meio da aromatização periférica
 Menopausa tardia: >52-55anos (estimulada pelos androgênios, principalmente
– Pós-menopausa a androstenediona), a produção de estrona é
 12 m após última menstruação até os 65 anos mantida e passa a ser o principal estrogênio na
– Senilidade/senectude pós-menopausa
 >65a  A produção total de androgênios diminui,
2.Patogenia tanto por queda da produção ovariana quanto
– Dinâmica folicular da suprarrenal, mesmo sendo os androgênios
 Os fetos contem 7 milhões de folículos os principais produtos ovarianos após a
primordiais, cada um deles com um oócito menopausa, eles são secretados em
paralisado na prófase da primeira divisão quantidades menores que no período
meiótica, aguardando a ovulação
 Ao nascer, cada ovário tem 1 milhão de O diagnóstico do climatério é clínico. Não há
folículos primordiais. necessidade de dosagens hormonais para
 Na menarca (1ª menstruação): cada ovário tem confirmá-lo quando há irregularidade
300k – 400k de folículos primordiais
menstrual ou amenorreia e quadro clínico
 Cada ciclo menstrual, 1000 folículos são
recrutados e apenas um é predestinado à compatível
ovulação, o restante sofre apoptose reprodutivo
– Transição menopausal  Níveis de FSH acima de 40 mUI/ml e de
 Irregularidade do ciclo menstrual devido à estradiol (E2) menores do que 20 pg/ml são
variabilidade hormonal e ovulação inconstante característicos do período pós-menopáusico
 Diminuição maciça de folículos -> queda da 3.Consequências do hipoestrogensimo
inibina B -> inibe o feedback negativo que a – Alterações no ciclo menstrual
progesterona e o estrógeno tem sobre a  Irregularidade menstrual
adenohipófise -> secreção elevada de FSH ->  Fluxo, frequência e duração alterados
aumento da depleção folicular até seu  Ciclos anovulatórios cada vez mais comuns
esgotamento  Ciclos menores (20 dias)

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Vitor Melo
P8M4C03 – Climatério

 Amenorreia prolongada por deficiência de  Padrão de distribuição de gordura passa de


estrogênio ginecoide para androide
 Predisposição a miomas e pólipos, que no caso – Alterações atróficas
de sangramento intenso devem ser  Síndrome geniturinária da menopausa
investigados  Atrofia vulvo vaginal (vulva, vagina e trato
– Sintomas vasomotores urinário baixo) devido à deficiência de
 Sintomas mais comuns estrogênio
 Fogachos  Lubrificação vaginal prejudicada, mesmo no
 Ondas de calor que duram 4 min, seguida ato sexual, causando dispareunia
de pele vermelha e sudorese aumentada  PH vaginal mais alcalino predispondo a
 Causados por instabilidade no centro infecções e vaginite atrófica
termorregulador hipotalâmico devido à  Atrofia do útero, trompas e ovários
baixa de estrogênio  Assoalho pélvico atrófico e menos elástico,
– Alterações no sono podendo ocasionar prolapsos
 Menor duração  Urinaria
 Episódios de despertar noturno  Urgência miccional
 Menor eficácia do sono  Incontinência urinaria de esforço
– Alterações de humor  Infecções recorrentes
 Sintomas depressivos  Disúria
 A variação dos níveis de estrogênio parece
ser mais importante do que a própria baixa
de concentração hormonal para o
surgimento desses sintomas
– Alterações cognitivas
 Redução da atenção e da memória durante a
perimenopausa, com retorno a capacidade
usual no pós-menopausa
 Menopausa artificial (ooforectomia) onde tem
queda abrupta dos esteroides ovarianos,
incluindo os androgênios, os efeitos na
cognição são mais importantes e parecem
responder à terapia hormonal
 TH
 Quando iniciada próxima à transição  Disfunção sexual
menopausal, reduz o risco de Alzheimer  Hipoestrogenismo não é um fator isolado
 Quando iniciada com mais de 65 anos, na causa das disfunções sexuais na mulher
aumenta o risco de demência climatérica, embora exerça um papel
 Assim, o TH NÃO está indicado apenas com fundamental
o objetivo de melhorar a função cognitiva – Alterações ósseas e articulares
– Alterações na pele  Osteoporose
 Cabelo mais fino e caindo mais  Diminuição da densidade óssea
 Xeroftalmia  Alterações na microarquitetura
 Diminuição da audição  Fragilidade e predisposição à fratura
 Declínio do colágeno com consequente  Aumento da reabsorção e aumento na
diminuição da elasticidade e aumento da atividade dos osteoclastos, à medida que
flacidez e das rugas os osteoblastos deixam de exercer sua
 Aumento da circunferência e da gordura função reparadora
abdominal
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Vitor Melo
P8M4C03 – Climatério

 Densitometria é o exame utilizado para  TVP e TEP


acompanhamento  Depende da via de administração e do tipo
 Indicações de progesterona (algumas são mais
o >65 anos sem FR em mulheres trombogênicas)
o >70 em sem FR em homens  LES
o Mulheres > 50 anos com fatores  Risco de trombose (SAAF)
(FR) de risco para fratura  Doença hepática descompensada
 Fratura  Porfiria
 Mais comuns  Meningioma (progesterona)
 Radio distal (Colles) – Indicações
 Coluna  Sintomas vasomotores (Fogacho)
 Fêmur proximal  Fogacho intenso que atrapalha a rotina
 Dor e rigidez articular  Esquema
– Alterações cardiovasculares  Com útero
 Na pós-menopausa, em função do o Combinado (estrogênio + prog)
hipoestrogenismo, o perfil hormonal passa a o Risco de hiperplasia endometrial e
ser androgênico e a prevalência da SM subsequente câncer de endométrio
aumenta  Sem útero
 Aumento de LDL e TG o Apenas estrogênio
 Redução do HDL  Via de administração
 Aumento da glicemia e hiperinsulinismo  Estrogênio
4. Exames complementares
– Sintomas típicos de menopausa
 Exames não são necessários
– Menopausa precoce o Patologias: DM, HAS, Fumo, Risco
 Prolactina de trombose, Hipertrigliceridemia e
 TSH e T4L Doença hepática
 B-HCG o Estrogênio VO diminui o LDL e
 USGTV aumenta HDL.
5.Terapia hormonal o Sem Comorbidade pode escolher
– Iniciar o mais cedo possível, usar durante o menor entre parenteral ou via oral. Decidir
tempo possível e a menor dose possível. com a paciente a preferência dela,
– Contraindicações mas a via oral é mais barata e mais
 Câncer hormônios dependentes como CA de fácil.
mama, suas lesões precursoras e CA de  Progesterona
endométrio o Oral ou DIU de levonorgestrel
 Sangramento vaginal indeterminado, por risco  Atrofia vulvovaginal
de ser CA de endométrio  Estrogênio vaginal
 AVE e IAM  Ataque: Todo dia durante 2 semanas
 O início da TH em mulheres com mais de  Manutenção: redução gradual para 2-
dez anos de pós-menopausa pode se 3x/sem com a dose mínima quem
associar ao aumento do risco de Doença mantenha integridade vaginal
Cardiovascular (DCV). Por outro lado, se  Perda de massa óssea
iniciada na peri e pós-menopausa inicial, a  Isolada (est) ou combinada podem ser
TH pode diminuir o risco cardiovascular, usadas para PREVENÇÃO e TRATAMENTO
conceito conhecido como "janela de (primeira linha) da osteoporose
oportunidade" (5 anos após início dos
sintomas)
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Vitor Melo
P8M4C03 – Climatério

 Iniciar a TH com o único propósito de  O estrogênio transdérmico é mais seguro para


prevenir fraturas em mulheres após os 60 TEV
anos não é recomendado  A progesterona micronizada pode ser menos
 Sintomas urinários trombogênica do que outros progestogênios
 Urgência urinária, bexiga hiperativa e risco empregados na TH.
de infecção urinária recorrente – Regimes TH isolada e combinada
 Estrogênio vaginal  Estrogênico isolado: histerectomizadas
 Função sexual  Combinado (est + prog): mulheres com útero
 TH sistêmica ou estrogênica local, – Tipos de forma combinada de TH
aumentam lubrificação vaginal, fluxo  Combinada sequencial
sanguíneo e melhora a dispareunia  Estrogênio administrado continuamente
 Parece NÃO aumentar a libido  Progestogênio durante 14 dias consecutivos
ao mês
 Mais indicados na transição menopausal
(primeiros anos)
 Combinada continua
 Est e prog são administrados diariamente
 Menor chance de sangramento
 Mais indicados na pós-menopausa
– TIBOLONA
 É um esteroide sintético derivado da 19-
nortestosterona, com propriedades
progestogênica (1/8 do acetato
– Quando suspender denorestisterona), estrogênica (1/10 do
 Não há duração máxima obrigatória para o uso estinilestradiol) e androgênica (1/50 da
da TH. Ela deve ser suspensa quando os metiltestosterona).
benefícios não forem mais necessários ou  Usada para dos sintomas climatéricos e da
quando a relação risco-benefício for atrofia vulvovaginal, e na prevenção da perda
desfavorável. de massa óssea e de fraturas osteoporóticas
– CA de mama e TH
 Não há dados suficientes de pesquisas clínicas
para avaliar completamente possíveis
diferenças na incidência de câncer de mama
empregando diferentes tipos, doses e vias de
estrogênio, bem como tipos de progestogênios
– TVP e TH

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