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Classificação de Rochas Ígneas

O documento aborda a classificação das rochas ígneas, apresentando conceitos fundamentais de petrologia, petrografia e petrogênese. São discutidos critérios de classificação baseados em características genéticas, texturais e mineralógicas, além de procedimentos analíticos para a caracterização das rochas. O texto também explora a importância da composição química e mineralógica na classificação e compreensão das rochas ígneas.

Enviado por

Edgar Morais
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Classificação de Rochas Ígneas

O documento aborda a classificação das rochas ígneas, apresentando conceitos fundamentais de petrologia, petrografia e petrogênese. São discutidos critérios de classificação baseados em características genéticas, texturais e mineralógicas, além de procedimentos analíticos para a caracterização das rochas. O texto também explora a importância da composição química e mineralógica na classificação e compreensão das rochas ígneas.

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PETROLOGIA DAS ROCHAS

CRISTALINAS
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS
1ª PARTE (CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS)
SUMÁRIO

• INTRODUÇÃO
• BASES PARA A NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
• CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS
• OUTROS CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO

Por Paulo Aguiar


INTRODUÇÃO

FORNECER INSTRUMENTOS DE REFRESCAMENTO TEÓRICO-


PRÁTICO QUE PERMITAM A EXPEDITA CARACTERIZAÇÃO E
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS CRISTALINAS.

MATERIAIS ROCHOSOS

EFICIÊNCIA, EFICÁCIA E PRECISÃO

PROVENIÊNCIA
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
PETROGRAFIA
Descrição e classificação sistemática das rochas, com o auxílio de um
exame microscópico de secções delgadas.

PETROLOGIA
Estudo da origem, ocorrência, características e história das rochas.

PETROGÉNESE
Ramo da petrologia que lida com a origem e formação das rochas.
Envolve a combinação de dados mineralógicos, químicos e de campo.

____________________________________________________________
Os estudos petrológicos, petrográficos, e petrogenéticos são aplicados
às rochas ígneas, metamórficas e sedimentares.

Por Paulo Aguiar


CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS
• Porque razão há a necessidade de haver um sistema de classificação
para as rochas ígneas?

Por Paulo Aguiar


BASES PARA A CLASSIFICAÇÃO
As ROCHAS são formadas Os minerais nas ROCHAS têm
De MINERAIS determinadas PROPORÇÕES

Granada Granada
Biotite Biotite
Quartzo Quartzo
Plagioclase Plagioclase

A COMPOSIÇÃO de toda a rocha (rocha


total) é uma função da PROPORÇÃO de
Cada MINERAL cada MINERAL na ROCHA
na ROCHA tem
Cada ROCHA tem uma
uma Devido ao facto de, praticamente, todos os
COMPOSIÇÃO
COMPOSIÇÃO minerais conterem SiO2, a SiO2 é
particular
particular normalmente o óxido mais abundante nas
rochas. Al2O3 é o próximo constituinte
mais comum dos minerais e assim é
normalmente o segundo óxido mais
abundante nas rochas.

Minerais acessórios, tal como o zircão e


apatite contribuem muito pouco para a
composição dos elementos maiores mas
fazem grandes contribuições na
composição dos elementos traço.
BASES PARA A CLASSIFICAÇÃO

• A formação dos minerais nas rochas ígneas é controlada


pela composição química do magma e as condições físico-
químicas presentes durante a cristalização.
- Tanto a química no geral (química da rocha total) e a química dos
constituintes minerais oferecem pistas para a origem da rocha ígnea.
- Estudos da química da rocha revela onde os magmas se formaram e
como foram modificados antes da sua solidificação.
• Os sistemas de nomenclatura e classificação podem
reflectir: feições genéticas, texturais, químicas ou
mineralógicas.

Por Paulo Aguiar


ALGUMAS QUESTÕES FUNDAMENTAIS SOBRE AS
ROCHAS ÍGNEAS

• Como são as rochas amostradas no campo e analizadas no


laboratório para determinar a sua composição mineralógico-modal
e química?
• O que as análises dizem acerca da composição das rochas
magmáticas?
• Como podem os dados ser apresentados para elucidar padrões e
contrastes composionais?
• Como é que devem ser classificadas as rochas magmáticas para
aportarem informações petrogenéticas significativas em relação a
origem e evolução dos magmas dos quais elas se solidificaram?
• Que informações especiais podem ser obtidas a partir dos
elementos traço e da composição isotópica?

Por Paulo Aguiar


PROPRIEDADES DAS ROCHAS

• COMPOSIÇÃO
• Composição química da Rocha Total (Elementos Maiores e Traço)
• Mineralógico-Modal (calculada ou por contagem de ponto)

• RELAÇÕES DE CAMPO
• Relações de Contacto
• Estratigrafia
• Dimensões dos corpos de rocha

• ARRANJO
• Textura
• Estrutura

Por Paulo Aguiar


PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS

Amostragem • Campo

• Análise Mineralógico-Modal (Petrografia


com contagem de pontos; XRD;
Microssonda electrónica (EDS e
WDS/MEV-EPMA)
• Análises Químicas (XRF, DCP, ICP-MS,
Análises ICP-OES, AAS, NAA ou INAA)
• Elementos maiores (óxidos > 0.1
wt.%), elementos traço (<0.1 wt.% ou
< 1000 ppm)
• Voláteis (H2O e CO2) -> LOI
Por Paulo Aguiar
Microssonda Jeol 8900

Hitachi SU 70 Analytical FESEM with


Oxford Instruments EDS and WDS
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS

Genético-
estrutural

Critérios/
Química Textural
Sistemas

Mineralógico
-modal
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS
• GENÉTICO-ESTRUTURAL: Sistema básico que classifica as rochas com
base no local onde se formam e na forma em que apresentam.
• Rochas intrusivas ou plutónicas: uma rocha ígnea com textura
fanerítica, com granulação relativamente grosseira (normalmente
>3mm) na qual os minerais podem ser distinguidos com a vista
desarmada. Forma-se como resultado de o magma se ter solidificado na
crosta profunda.
• Rochas extrusivas ou vulcânicas: uma rocha ígnea com textura
afanítica, com granulação relativamente fina (<1mm) na qual a maior
parte dos minerais individuais não pode ser distinguido com a olho nú.
Resultam do magma se solidificar na superfície (tipicamente afaníticas)
• Rochas hipoabissais ou subvulcânicas: o magma se solidifica na crosta
rasa (faneríticas a afaníticas)
Trata-se de um sistema não muito prático mas serve como uma primeira
aproximação, e não se refere a mineralogia ou química das rochas e não distingue
por exemplo um basalto de um riólito.
CORPOS INTRUSIVOS RASOS
• Pescoços vulcânicos (neck): São condutos vulcânicos circulares o eliptcos
preenchidos de lava que geralmente apresentam-se expostos após da
erosão diferencial do edifico vulcânico circundante.

• Soleiras (sills): corpos rasos, intrusivos, tabulares concordantes com


disposição horizontal no momento do emprazamento.

• Diques/Filões: corpos rasos, intrusivos, tabulares discordantes com


disposição subvertical a vertical no momento do emprazamento.

• Lopólitos: corpos intrusivos rasos, concordante subtabulares com forma


de taça e que podem atingir até dezenas de quilômetros de diâmetros.

• Lacólitos: corpos intrusivos rasos, concordante subtabulares com forma


de quarda-chuva e dimensões menoresque as dos lopólitos.
CORPOS INTRUSIVOS DE MEDIA A GRANDES
PROFUNDIDADE
• Stocks, plugs, plutons e intrusões circulares: são corpos intrusivos
geralmente com área inferior a 100 km2. Genericamente são
denominados plútons o maciços. São corpos discordantes que em planta
apresentam formas arredondadas, elipticas, irregulares ou poligonais
(contatos por falhas).

• Batólitos: são gigantescas massas rochosas magmáticas formadas por


coalescência de numerosas intrusões, que podem atingir centenas de
quilômetros de comprimentos e dezenas de largo.

Por Paulo Aguiar


CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS

• TEXTURAL: baseado no tamanho dos grãos individuais e da


sua relação na rocha.
• Afanítica – granulação fina < 1 mm;
• Fanerítica – granulação média: 1 a 5 mm;
• Pegmatítica – granulação grosseira: > 5 mm.
• Vítrea

Esse sistema aproxima-se tem alguma limitações, tal como o sistema


genético-estrutural, porém, as texturas específicas presentes na rocha
podem auxiliar na classificação, por exemplo: fenocristais, ofítica,
coroas, embora não sejam indicativas de ambientes específicos de
formação ou de litologia específica.

Por Paulo Aguiar


TAREFA 1
TEXTURA AFANÍTICA

Textura micro- ou criptocristalina de uma


rocha em que os componentes minerais são
tão pequenos que não podem ser
reconhecidos macroscopicamente.
Textura Fanerítica

Textura de uma rocha em que os componentes


minerais apresentam granulação
suficientemente grossa para serem
reconhecidos macroscopicamente.
Textura Porfirítica (Porfiróide e Porfírica)

Visível uma clara e distintiva diferenciação no


tamanho dos cristais que as compõem com cristais de
grandes dimensões e de forma bem definida
(fenocristais) no seio de uma matriz com textura
vítrea, afanítica ou fanerítica.
Textura Vítrea

Toda a rocha fica constituída por uma massa


amorfa, no seio da qual se podem, por vezes,
notar pseudocristais em número muito
reduzido.
ROCHAS FANERÍTICAS
Granito Granito Tonalito

Diorito Gabbro Peridotito


ROCHAS FANERÍTICAS PORFIRÓIDES
ROCHAS AFANÍTICAS
ROCHAS AFANÍTICAS PORFÍRICAS
Riolito Traquito Andesito

Andesito Basalto Basalto


Por Paulo Aguiar
ANÁLISE MODAL
ANÁLISE MODAL – REQUER APENAS UMA SECÇÃO DELGADA;

ANÁLISE NORMATIVA – REQUER ANÁLISE QUÍMICA.


CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS
• MINERALÓGICO-MODAL: Produz uma representação precisa
da distribuição e da percentagem em volume dos minerais
inerentes a uma secção delgada.

• CONTAGEM DE PONTOS – contagem da ocorrência de cada mineral ao longo


de uma série de linhas transversais de uma dada secção delgada. Para um
valor estatístico válido devem ser contados > 2000 pontos individuais.
• O número de grãos contados, o espaçamento entre os pontos e as sucessivas
linhas depende do tamanho médio do grão na amostra.

• Trata-se de um sistema de bastante aplicação, como resultado de vários


anos de trabalho da Subcomissão da IUGS para a Classificação de
Rochas Ígneas ou da Classificação de Streckseisen.

Por Paulo Aguiar


MINERALOGIA E COMPOSIÇÃO MODAL

Silicatos Máficos (ferromagnesianos)

Olivina Piroxena Anfíbola Biotite

Silicatos Félsicos

Quartzo Moscovite
Por Paulo Aguiar Feldspato
MINERALOGIA E COMPOSIÇÃO MODAL
Estimação Visual da abundância Modal
ALGUNS MINERAIS DE ROCHAS ÍGNEAS E SUA
COMPOSIÇÃO
PRINCIPAIS FÓRMULA SIMPLES ELEMENTOS TRAÇOS COMPATÍVEIS
Olivinas (Mg,Fe)2SiO4 Ni, Cr, Co

Ortopiroxenas (Mg,Fe)2Si2O6 Ni, Cr, Co

Clinopiroxenas Ca(Mg,Fe)(Si,Al)2O6 Cr, Sc

Hornblenda (Ca,Na)2-3(Mg,Fe,Al)5 Ni,Cr,Co,Sc


(Si,Al)8O22(OH,F)2

Biotite K2(Mg,Fe,Al,Ti)6 Ni,Cr,Co,Sc,Ba,Rb


(Si,Al)8O20(OH,F)4

Muscovite K2Al4(Si,Al)8O20(OH,F)4 Rb, Ba

Plagioclase (Na,Ca)(Si,Al)4O8 Sr, Eu

K-feldspato KAlSi3O8
ALGUNS MINERAIS DE ROCHAS ÍGNEAS E SUA
COMPOSIÇÃO

Principais Fórmula Simples Elementos traços compatíveis


Minerais Accessórios
Magnetite Fe3O4 V,Sc
Ilmenite FeTiO3 V,Sc
Sulfuretos Cu,Au,Ag,Ni,PGE
Zircão ZrSiO4 Hf,U,Th, REE pesadas
Apatite Ca5(PO4)3(OH,F,Cl) U, REE médias
Alanite Ca2(Fe,Ti,Al)3(O,OH) (Si2O7)(SiO4) REE leves, Y, Th, U
Xenotime YPO4 REE pesadas
Monazite (Ce,La,Th)PO Y, REE leves
Titanite (Esfena) CaTiSiO5 U,Th,Nb,Ta, REE médias
INDICE DE COLOR: PROPORÇÃO MODAL DE
MINERAL MÁFICO NUMA ROCHA
• O índice de cor, designado M’ pela IUGS, exclui minerais incolores
que são incluídos em M.

• Portanto, M’ = (M – muscovite, apatite e carbonatos primários).

• O índice M’ é usado na tradicional classificação das rochas em:


• Leucocráticas (M’<35)
• Mesocráticas (35<M’<65)
• Melanocráticas (65<M’<90) e
• Ultramáficas (M’>90).

Por Paulo Aguiar


Classificação Modal
MODA: PERCENTAGEM (%) EM VOLUME DOS MINERAIS CONSTITUINTES UMA ROCHA

Exemplo:
uma rocha è constituída por 5 fases minerales
A
• A = 20 vol%
• B = 40 vol%
• C = 10 vol%
• D = 10 vol%
• E= 20 vol%
• qual è o ponto representativo da sua moda no
diagrama ternário A-B-C?
A=50

• Recalculam-se a 100 A, B, C:
– AABC = A/(A+B+C)*100 = 20/70*100=29
– BABC = B/(A+B+C) *100 = 40/70*100=57 B C
– CABC = C/(A+B+C) *100 = 10/70*100=14
• Desenhai no diagrama ternário A-B-C os valores
de AABC , BABC , CABC
Subcommission on the Systematics of Igneous rocks da
International Union of Geological Sciences (IUGS)
Classificação das rochas plutóonicas faneríticas

Diagrama de Streckeisen
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS

• A classificação primária das rochas ígneas deve se basear no seu conteúdo mineral
ou por meio do mais usado diagrama QAPF:

• Q = volume modal proporcional de quartzo, tridimite, cristobalite.


• A = volume modal da proporção de feldspato alcalino, incluindo ortoclase,
microclina, pertite, anortoclase, sanidina, e plagioclase albítica (An0 a An5).
• P = Plagioclase (An5 a An100) e escapolite.
• F = feldspatóides ou fóids incluindo nefelina, leucite, calsilite, analcima,
sodalite, noseana, hauyne, cancrinite, e pseudoleucite.

• Esse diagrama não deve ser usado em rochas que tenham M > 90% onde M =
máficos e minerais relacionados, por exemplo: micas, anfíbolas, piroxenas,
olivinas, minerais opacos, minerais acessórios (zircão, apatite, titanite,
monazite), epídoto, alanite, granadas, melilite, monticelite, e carbonatos
primários).
• Assim sendo, os diagramas QAPF são úteis para a classificação de rochas
plutónicas mas não tanto para as rochas vulcânicas.
Q
Diagrama de classificação de Streckeisen
Quartzolite
(1967) para as rochas ígneas intrusivas 90 90

faneríticas com percentagem modal de Q


Granitóide
(quarzo) + P (plagioclase) + A (feldspato rico em Qz

alcalino) + F (feldspatóides) > 10% 60 60

(IUGS)
Granitos
M = minerais máficos Grano-
diorito
olivina Sieno- Monzo-
Granito Granito
piroxenas
Quartzo Sienito 20 20 Qtz. Diorito/
anfíbolas Felspático Alcalino Quartzo Quartzo Quartzo Qtz. Gabro
Sienito Monzonito Monzodiorito
Biotite Sienito 5 5 Diorito/Gabro/
Feld. Alcalino Sienito Monzonito Monzodiorito
10 35 65 90 Anortosito
accessórios A (Foide)- (Foide)- (Foide)- P
Sienito Monzonito Monzodiorito
se M ≥ 90  rochas 10 10 (Foide)-
Diorito/Gabbro
ultramáficas (Foide)-
Sienito Feld. Alcalino
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

Q: quartzo
A: feldspato potássico, albite (An0-An5)
P: plagioclase (An5-An100) 60 60

F: nefelina, leucite, sodalite Foiditos

F
Q
Quartzolite Granito
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing
Diorito/Gabbro
Granito
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q
Quartzolite
90 90
Granodiorito
Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q
Quartzolite
90 90 Tonalito

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q
Diorito
Quartzolite
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing

(Foid)-bearing
Diorito/Gabbro Gabbro
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q
Monzonito
Quartzolite
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q
Quartzolite Sienito
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
Monzonito
A
10 35 65 90 Anortosito Sienito
(Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q
Quartzolite Sienitos com fedspatóides
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
5 5 Diorite/Gabbro/
Sienito Sienito Monzodiorito
10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
10 10 (Foid)-bearing
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Q

Quartzolite
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito Rochas gabróicas
Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/
Quarzo Sienite Quarzo Quarzo Quarzo Qtz. Gabbro
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
Sienito 5 Sienito Monzodiorito
5Diorite/Gabbro/
A 10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
(Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito (Foid)-bearing
10 10
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

Quartzolite
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Granitos Grano-
diorito Rochas ultramáficas
Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/
Quarzo Sienite Quarzo Quarzo Quarzo Qtz. Gabbro
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
Sienito 5 Sienito Monzodiorito
5Diorite/Gabbro/
A 10 35 Monzonito 65 90 Anortosito
(Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P

M ≥ 90  rochas ultramáfica
Syenite Monzonito Monzodiorito (Foid)-bearing
10 10
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide) (Foide)
Monzosienito Monzodiorito

60 60

Foiditos

F
Diagrama de classificação para ROCHAS GABRÓICAS
as rochas ígneas faneríticas
gabróica, composta por
Plagioclase + Piroxena + Plagioclase
Olivina (IUGS)
Anortosito
Q

Quartzolite 90
90 90

Quartz-rich
Granitoid

60 60

Grano-
Granitos
diorito

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorito/


Quarzo Sienite Qtz. Gabbro
Quarzo Quarzo Quarzo
Alkali Fs. Sienito Monzonito Monzodiorito
Sienito 5 5Diorite/Gabbro/
Sienito Monzonito Monzodiorito
10 35 90 Anortosito

Rochas
A 65
(Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonito Monzodiorito
(Foid)-bearing
10 10
Diorito/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Sienito
(Foide)
Monzosienito
(Foide)
Monzodiorito
Olivino-gabro gabróicas
(Norito)

60 60

Foiditos

Rochas ultramaficas com Plagioclase

Piroxena Olivina
Diagrama de classificação para ROCHAS GABRÓICAS
as rochas ígneas faneríticas
gabróica, composta por
Plagioclase + Piroxena + Plagioclase
Olivina (IUGS) Anortosito
90

Rochas
Olivino-gabro
(Norito)
gabróicas

Norito
Rochas ultramaficas com Plagioclase
Piroxena Olivina
CLASSIFICAÇÃO DA IUGS PARA ROCHAS GABRÓICAS

anortosito
anortosito anortosito
ANORTOSITOS

troctolito

gabro olivino-gabro gabro


gabronorito olivino- gabro/gabronorito/ horneblêndico
norito gabronorito GABRÓICAS
norito piroxénico-
Olivino-norito horneblêndico

ROCHAS ULTRAMÁFICAS
rochas ultramáficas com plagioclase

Piroxenito com Horneblendito


plagioclase com plagioclase
Piroxenito horneblêndico Horneblendito piroxênico
com plagioclase com plagioclase
Diagrama de classificação para as rochas ígneas faneríticas ultramáficas
com percentagem modal de Q (Quartzo) + P (Plagioclase) + A (Feldspato
alcalino) + F (Feldspatóides) < 10% (IUGS)

Olivina
Rochas ultramáficas Dunitos

90

Peridotitos

Lherzolito

40

Olivino - Websterito Piroxenitos

Ortopiroxenitos 10 10

Websterito
Ortopiroxena Clinopiroxena
Clinopiroxenito
Diagrama de classificação para as rochas ígneas faneríticas ultramáficas
com percentagem modal de Q (Quartzo) + P (Plagioclase) + A (Feldspato
alcalino) + F (Feldspatóides) < 10% (IUGS)

Olivina Peridotito
Dunitos

90

Lherzolito

40

Olivino - Websterito

10 10

Websterito
Orthopiroxena Clinopiroxena
CLASSIFICAÇÃO DA IUGS PARA AS ROCHAS
ULTRAMÁFICAS
Plagioclase

Plagioclase Olivina Plagioclase


TAREFA 3

Moda 1 Moda 2
pertites 32 labradorite 30
leucite 18 olivina 10
vesuvianite 10 analcima 20
piroxenas 12 aegirina 15
anfíbolas 11 horneblenda 18
biotite 8 ilmenite 1
esfena 7 cromite 2
espinélio 2 esfena 3
hematite 1
TAREFA 4 - SECÇÃO DELGADA
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS

• COMPOSIÇÃO QUÍMICA: Esse tipo de classificação requer


uma completa análise química da rocha.

• Importância da classificação geoquímica para as rochas de


granulação fina (afaníticas ou vítreas) para as quais não é
possível uma classificação mineralógica modal.
• Sílica (SiO2) é o principal óxido entre os constituintes das
rochas magmáticas. Por isso representa o parâmetro mais
comumente usado para a classificação das rochas
magmáticas.
• No caso das rochas máficas e ultramáficas já se utiliza muito
também o MgO.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA

• Análises químicas modernas das rochas ígneas geralmente


incluem uma análise de elementos maiores, telementos
menores e análises de elementos traço.

• A terra é composta quase que inteiramente por 15 elementos,


12 dos quais são os elementos dominantes da crusta.

• Os elementos crustais, considerados serem os elementos


maiores, em ordem descrescente de abundância, são: O, Si,
Al, Fe, Ca, Na, Mg, K, Ti, H, P e Mn.
COMPOSIÇÃO DAS CAMADAS DA TERRA
Elementos Crusta Manto Núcleo
(wt%) Continental Oceânica Superior Inferior Externo Interno
O 41.2 43.7 44.7 43.7
10--15
Si 28 22 21.1 22.5
Al 14.3 7.5 1.9 1.6
Fe 4.7 8.5 5.6 9.8 80--85 80
Ca 3.9 7.1 1.4 1.7
K 2.3 0.33 0.08 0.11
Na 2.2 1.6 0.15 0.84
Mg 1.9 7.6 24.7 18.8
Ti 0.4 1.1 0.12 0.08
C 0.3
H 0.2
Mn 0.07 0.15 0.07 0.33
Ni 5 20
Cr 0.51
A composição química das rochas é determinada analisando-as depois
de pulverizadas.

Análises geoquímicas de rotina para materiais geológicos podem ser


levadas a cabo usando a combinação das duas seguintes técnicas:
• Espectrocopia de Fluorescência de Raio-X (XRF) para determinar
os elementos maiores e por vezes os elementos traço;
• Espectrometia de Absorção Atómica (AAS) para determinar os
elementos maiores e os elementos traço;

A composição de uma rocha ígnea depende de:


• A composição do material original;
• A profundidade da fusão;
• O ambiente tectónico onde a criatalização ocorreu. (por exemplo:
rifting vs. subdução);
• A alteração secundária.
Grupos de elementos

1.Elementos maiores (> 1% wt%)


Controlam a mineralogia e a
cristalização/fusão do sistema magmático
e ditam a viscosidade, densidade,
difusividade, etc. São os elementos
usados para classificar as rochas ígneas.
Incluem: SiO2, Al2O3, TiO2, [Fe2O3 (férrico),
FeO (ferroso)], MnO, MgO, CaO, Na2O, K2O,
H2O, e P2O5. São reportados em percentagem,
devendo o total perfazer, idealmente, 100 %.
Contudo, são aceitáveis totais que se
enquadrem no intervalo de 98,5 a 101 wt%.
Esses são os 13 componentes dos óxidos maiores que são
reportados como peso em percentagem (wt%).
ANÁLISE NORMATIVA OU NORMA
O cálculo da paragénese teórica de minerais padrões para uma rocha com
base, na composição química da rocha total tal como determinada pelas
técnicas analíticas. O propósito original para a norma foi essencialmente
taxonómico. Um esquema elaborado de classificação baseado na
percentagem dos minerais normativos foi proposto. A classificação agrupa
rochas com composição global similar independentemente da sua
mineralogia. Vários tipos de NORMAs foram propostas - CIPW, Niggli, Barth.
Cada uma delas tem as suas vantagens e desvantagens específicas.

Por Paulo Aguiar


NORMA CIPW
• A norma CIPW, originalmente proposta em 1919, surgiu como meio de
comparar e classificar todas as rochas ígneas para as quais estivessem
disponíveis análises químicas. Essa NORMA basea-se nos seguintes
aspectos simplificados:
• O magma cristaliza-se sob condições anídrica de modo que os minerais
hidratados (hornblenda, biotite) não são formados.
• Os minerais feromagnesianos são assumidos como estando livres de
Al2O3.
• A razão Fe/Mg para todos os minerais feromagnesianos é asumida
como sendo a mesma.
• Vários minerais são assumidos como sendo incompatíveis, assim
nefelina e/ou olivina nunca aparecem com o quartzo na norma.

• Os minerais normativos estandard são indicados com letras itálicas Q, An,


Ol, etc...e representam os términos extremos de soluções sólidas mais
complexas (ex. Plagioclase é representada na norma por An (anortite) e Ab
(albite).
• SiO2 35-78 % conteúdo de SiO2 em peso %
• TiO2 0,01-2 %
Ultrabásica Básica Intermédia Ácida
• Al2O3 8-20 % < 45 45 - 52 52 - 63 >63
• FeOtot 0,1-15 %
• MnO 0,01-0,5 %
• MgO 0,01-20%
• CaO 0,01-15 %
• Na2O 0,01-10 % Em geral as rochas ultrabásicas correspondem ás
• K2O 0,01- 10 % ultramáficas, as básicas ás máficas, as intermédia
• P2 O5 0,01-1,5 % e ácida ás félsicas
%
GRUPO % MINERAIS % MINERAIS
CONTEÚDO NOMES DAS ROCHAS
QUÍMICO ESCUROS CLAROS
EM SÍLICA

Riólito/Obsidiana/Pumice (Fina)
Acima de Silícica/ 40% ou 60% ou Micro-granite (Médio)
66% Ácida menos acima Granite (Grosseiro)

Andesito (Fine)
52% a 66% Micro-diorito (Médio)
Intermédia 40%-70% 30%-60%
Diorito (Grosseiro)

Basalto (Fino)
45% a 52% Dolerito (Médio)
Máfica 70%- 90% 10%-30% Gabro (Grosseiro)

Abaixo de Ultramáfica/ 90% ou 10% ou Peridotito (Grosseiro)


45% Ultrabásica acima abaixo
CONCEITO DE SATURAÇÃO

• Usado em referência ao SiO2 ao Al2O3 que são os dois


componentes mais abundantes nas rochas ígneas.

• Saturação em SiO2
• Os minerais presentes nas rochas ígneas podem ser
divididas em 2 grupos:
• Aqueles que são compatíveis com o quartzo ou mineral primário
de SiO2 (tridimite, cristobalite) esses minerais são saturadas com
respeito a Si, exemplo: feldspatos, piroxenas.
• Aqueles que nunca ocorrem com um mineral primário de sílica.
Esses são minerais subsaturadas, exemplo: olivina rica em Mg,
nefelina.
CONCEITO DE SATURAÇÃO

• A ocorrência de quartzo com um mineral subsaturado


causa uma reacção entre os 2 minerais para formar um
mineral saturado.
• 2SiO2 + NaAlSiO4  NaAlSi3O8
• Qtz + Ne  Albite
• SiO2 + Mg2SiO4  MgSiO3
• Qtz + Ol  En
CONCEITO DE SATURAÇÃO

Classificação de Rochas (Saturação em Sílica)

• Rochas sobresaturadas em sílica: contêm mineral primário de


sílica. Contêm Q + Hy na norma (ex. granitos)
• Rochas saturadas em sílica: não contêm nem quartzo nem
um mineral subsaturado. Contêm Hy, mais não Q nem Ne na
norma (ex. diorítos, andesitos)
• Rochas subsaturadas em sílica: contêm minerais
subsaturados. Contêm Ol e possivelmente Ne na norma (ex.
Basaltos, basanitos, nefelinitos).
CONCEITO DE SATURAÇÃO

O grau de saturação em sílica depende da relativa concentração


da silica (SiO2) e os outros óxidos.
2NaAlSiO4 + 4SiO2  2NaAlSi3O8
Nefelina quartzo albite

Mg2SiO4 + SiO2  2MgSiO3


olivina quartzo piroxena
CONCEITO DE SATURAÇÃO
A fórmula da nefelina (NaAlSiO4) pode ser escrita como:
Na2O – Al2O3 – 2SiO2
com uma razão SiO2/Na2O = 2
entretanto a fórmula da albite (NaAlSi3O8) pode ser escrita como:
Na2O – Al2O3 – 6SiO2
com uma razão SiO2/Na2O = 6
No caso de um magma teorico constituido por Si, Al, Na e O
•Se a razão SiO2/Na2O > 6 o magma tem suficiente SiO2 para a albite e quartzo cristalizar
e define-se supersaturado em sílica
•Se a razão SiO2/Na2O = 6 o magma tem suficiente SiO2 para a albite cristalizar e define-se
saturado em sílica
•Se a razão SiO2/Na2O < 6 o magma não tem suficiente SiO2 para a albite cristalizar e
cristaliza nefelina. Este magma define-se sub saturado em silica
Por Paulo Aguiar
Por Paulo Aguiar
Por Paulo Aguiar
CONCEITO DE SATURAÇÃO

• Saturação em Al2O3
Quatro subdivisões de rochas independentes da saturação
em sílica, baseada nas proporções moleculares de Al2O3,
Na2O, K2O e CaO aplicadas principalmente em litologias
graníticas.
• Peraluminoso - Al2O3 > (Na2O + K2O + CaO)
• Metaluminoso - Al2O3 < (Na2O + K2O + CaO) mas Al2O3 >
(Na2O + K2O)
• Subaluminoso - Al2O3 = (Na2O + K2O)
• Peralcalina - Al2O3 < (Na2O + K2O)
ÍNDICE DE ALUMINA SATURAÇÃO (IAS)

Al2O3 representa o secundo constituintes mais abundantes nas


rochas magmáticas e porem um bom parametro de classificação
(Al2O3) molecular Equivale a 1 nos feldspatos e
IAS= feldspatóides, uns dos minerais
(CaO + K2O + Na2O) molecular mais abundantes nas rochas
magmáticas

IAS > 1 rochas peraluminosas com minerais ricos em Al como muscovite,


cordierite, andalusite, silimanite, coríndon; coríndon (C) na norma CIPW

IAS < 1 rochas metaluminosas com piroxena, hornblenda, biotite

(Al2O3) molecular
Quando a relação < 1 rochas peralcalinas com
K2O + Na2O) molecular piroxenas-Na (egirina),
anfibola-Na (riebequite)
Por Paulo Aguiar
• A>CNK: Rochas Peraluminosas. Têm minerais ricos em Al, tais como biotite, muscovite, granada, cordierite,
andaluzite…
• A<CNK:
... e A>NK: Metaluminosas. Sem minerais particulares, com máficos como a piroxena, anfíbola, biotite;
... e A<NK: Rochas Peralcalina. Minerais ricos emPorAlPaulo Aguiar
e Alcalinos, tais como anfíbolas e piroxenas alcalinas.
DIAGRAMAS DE VARIAÇÃO
Descrever e demonstrar as variações químicas para a
simplicidade e para facilitar a condensação da informação.
Variações dos Elementos Maiores

• Os elementos maiores perfazem 99% da composição da maior


parte das rochas ígneas. As variações dos elementos maiores
são correspondem com os minerais que estão presentes e com
a ordem em que eles cristalizaram. Na prática é possível
estudar as análises químicas de uma suíte de rochas e inferir
que minerais se cristalizaram e em que ordem.
• A partir das análises químicas, são apresentados diagramas de
variação química. Para os elementos maiores em rochas
ígneas, uma das técnicas mais populares é projectar as
concentrações de vários elementos (os seus óxidos) contra a
SiO2.
Variações dos Elementos Maiores

• SiO2 é uma boa escolha na medida em que mostra um grande


intervalo de valores (de < 45% em rochas ultramáficas a >
70%, em rochas ácidas).
• O principal objectivo de qualquer programa de pesquisa em
rochas ígneas é de descrever e demonstrar variações químicas
pela sua simplicidade e facilitar a condensação da informação.
A melhor maneira de simplificar e condensar os dados
analíticos é por meio de gráficos. Eles exibem a informação
visualmente e assim torna-se mais fácil de se ver e
compreender.
Variações dos Elementos Maiores

• Os diagramas de variação são geralmente usados para:


• descrever e interpretar os padrões encontrados nas
suítes de rochas ígneas;
• Diagramas Bivariantes: usados para projectar dois
parâmetros. São projectados num gráfico X-Y;
• Diagramas Triangular: usados para projectar as
proporções relativas de 3 variáveis. Eles podem também
combinar elementos que actuam juntos de forma similar
(por exemplo: MgO + FeO + MnO);

Por Paulo Aguiar


Variações dos Elementos Maiores
• Os diagramas de variação são mais úteis do que olha para tabelas
dos dados da rocha total de uma suíte de amostras. Para olhos
experientes, eles não exibem apenas o intervalo da variação
petrológica, mas podem também providenciar vestígios sobre
processos geoquímicos e petrogenéticos. Ao mesmo tempo, os
diagramas de variação têm limitações importantes. A mera presença
de uma trend bem correlacionada num diagrama de variação não é
suficiente para unicamente identificar um processo geoquímico
particular. Dito doutra forma, trends similares podem resultar de
mais do que um processo. Na ausência de interpretações não
ambíguas os diagramas de variação dos elementos maiores, dados
adicionais (por exemplo: elementos-traço, elementos de terras raras,
e isótopos) podem ajudar a discriminar os processos. É por isso
necessário usar vários parâmetros para permitir que se tenha uma
opinião cientificamente consistente.
Diagramas de Harker
O mais antigo dos métodos bivariada é o diagrama de Harker que data de 1909,
e projecta óxidos de elementos contra a SiO2.
Diagramas Bivariada (x-y)
Os óxidos (K2O, Na2O, CaO, MgO,
Al2O3) projectam-se cotra a Sílica (SiO2)
formando um sentido linear.
Um conjunto destas projecções é
chamado de diagrama Harker.

• O significado das tendências


geoquímicas: pode ser interpretado
como a “evolução” magmática do
“primitivo” a rochas “diferenciadas”.

wt %
Mais ou menos implicitamente assume
a cristalização fraccionada.
• A natureza das fases cristalizantes
pode ser inferida pela forma das
tendências. Ex.: o decréscimo do Fe,
Mg = precipitação de minerais máficos.

Com o aumento da Silica são evidentes


as seguintes tendências:
• FeO, MgO e CaO decrescem em
abundância.
• K2O e Na2O aumentam.
• Al2O3 não exibe uma variação forte.
Diagramas Bivariada (x-y)
• São diagramas de variação em que as
concentrações de um elemento ou óxido são
projectados (no eixo vertical) contra os da
SiO2 (no eixo horizontal) para uma suíte de
rochas ígneas.
• Se essas projecções mostrarem uma clara
trend ou correlação (todas as rochas caem
nessa trend), então todas essas rochas são
provavelmente relacionadas ou comagmáticas
(elas definem uma série de rochas ígneas).

• Não pode ser inferida uma ligação genética


a partir dos diagramas de Harker, ou seja,
que o conteúdo mais baixo apresentado num
diagrama represente o líquido original ou
primário, para o grupo de amostras
apresentadas, do qual todos os líquidos foram
derivadas.
Peso % de óxido vs. MgO

• É outro tipo de diagrama de variação, onde o MgO é projectado no eixo


horizontal em vez da SiO2. Esse diagrama é adequado para rochas
máficas, porque MgO decresce consideravelmente a medida em que o
magma basático se diferencia. Por outro lado, SiO2 mostra pouca mudança
entre os diferentes tipos de basaltos, tornando esse óxido inadequado para
monitorar a sua diferenciação.
• MgO é um componente óxido útil para mesurar o grau de evolução. Os
resultados de quase todos os experimentos sugerem que as melts
primárias donde são derivados os magmas MORB contêm de 10-15 Wt.%
de MgO. O que contrasta com as composições líquidas reais dos basaltos,
que raramente são superiores a 9 Wt.% de MgO. Esse foi um argumento
sustentável na comunidade petrológica de qye ou as melts primárias têm
cerca de 9% de MgO ou carca de 12-14% de MgO. O argumento foi
claramente assente em favor de concentrações maiores de MgO, que é
reduzido pela cristalização fraccionada antes da erupção.
Séries Magmáticas
reflectem diferenças de primeira ordem entre grupos de rochas.
Diagrama TAS (total alkali - silica)

• Diagrama de classificação para as rochas vulcânicas


• O diagrama TAS separa séries alcalinas e sub-alcalinas.
• Os magmas alcalinos são produzidos pela fusão parcial a
profundidades consideráveis e diferenciaram em grupos
específicos de rochas, com as mais diferenciadas
rararamente, senão mesmo nunca, se tornando saturadas em
SiO2.
• Os magmas toleíticos formam-se a profundidades rasas e
podem diferenciar em riólitos saturados em SiO2.
• As séries sub-alcalinas são ainda separadas na base dos
seus conteúdos em Fe-Mg (diagrama AFM) em toleítica e
calco-alcalina.
Diagrama TAS (total alkali - silica)
16

14 Fonolito

12 Tefro-fonolito
Traquito

10
Na2O+K2O

Fono-tefrito
Foidito traqui- Traquidacito
8 andesito Riolito
Tefrito traqui-
Basanito andesito
basáltico
6 traqui-
basálto
Dacito
4 Andesito
Andesito-
Picro- Basalto basaltico
2 basalt

0
35 40 45 50 55 60 65 70 75
SiO2
16

14 Fonolito

12 Tefro-fonolito
Traquito

10
Na2O+K2O

Fono-tefrito
Foidito traqui- Traquidacito
8 andesito Riolito
Tefrito traqui-
Basanito andesito
basáltico
6 traqui-
basálto
Dacito
4 Andesito
Andesito-
Picro- Basalto basaltico
2 basalt

0
35 40 45 50 55 60 65 70 75
SiO2
Na2O –2>K2O
Na- Traquito

Benmoreito (Na)
K- Traquito

Lacito (K)

Hawaito Shoshonito (K)


K-traquibasálto 63
57 Na2O –2<K2O
45 52
Diagrama de classificação SiO2 vs K2O para as rochas
vulcânicas subalcalinas
Diagrama de classificação SiO2 vs K2O para as rochas
vulcânicas subalcalinas
DIAGRAMAS
TRIANGULARES/TERNÁRIOS PARA OS
ELEMENTOS MAIORES
Diagramas Triangulares/Ternários de Variação

O diagrama AFM: pode


dividir os magmas das
séries subalcalinas numa
série toleítica e uma série
calco-alcalina.
Toleiítico
Esses diagramas apresentam
visualmente a variação em 3
parâmetros químicos. O B-A
diagrama mais comumente A
usado é o AFM, que é
D
principalmente usado para
rochas máficas, mas podem ser
também aplicados para as
rochas vulcânicas mais silícicas. R
Neste diagrama, os 3 pontos são
projectados comos e segue:
A = Na2O + K2O Calco-alcalino
F = FeO (+Fe2O3)
M = MgO
Diagramas Triangulares/Ternários de Variação

Por Paulo Aguiar


1. Séries Toleíticas
Ricas em Fe, pobre em álcalis.
Metaluminoso
Basaltos, andesitos, dacitos, riólitos (BADR) contendo Px/Hb/Bt
As séries toleíticas são comuns em dorsais oceânicas, intraplaca-vulcões ±
margens convergentes. Correspondem a fusão por decréscimo da pressão.

2. Séries Calco-alcalinas
Moderadamente alcalina, mais magnesiana
Metaluminosas a peraluminosas
BADR, com traços de ms/gt/cd nos mais diferenciados termos.
Séries calco-alcalinas são maioritariamente encontrados nas margens
convergentes. Correspondem à fusão pela adição de água à fonte (e por isso
“modificando” o solidus em direcção as temperaturas mais baixas).

3. Séries Alcalinas
Ricas em Álcalis, Ricas em Fe
Metaluminosas a peralcalinas
Evolução aos traquitos (séries moderamente alcalinas) ou fonólitos (séries muito
alcalinas), com traços de riebeckite, aegirina, etc.
Séries Alcalinas são encontradas em situações de intra-placas ± magens
convergentes. Correspondem a fusão pelo incremento da temperatura.
CONTEÚDO EM
SÉRIES Fe-Mg Al
ÁLCALIS
Alcalina Alto Rico em Fe Metaluminoso a peralcalino

Calco-alcalina Baixo a moderado Rico em Mg Metaluminoso a peraluminoso


Sub-alcalina Toleítica Baixo Rico em Fe Metaluminoso

Observações feitas por todo o mundo sugerem que há


algumas diferenças importantes entre as 3 séries:
Característica Margem de Placa Intra-Placa
das Séries Convergente Divergente Oceânica Continental
Alcalina Sim Sim Sim
Toleíitica Sim Sim Sim Sim
Calco-alcalina Sim
Grupos de elementos
1. Elementos maiores (em geral > 1% wt%)

2.Elementos Menores (entre 0,1 – 1,0 wt%).


• Normalmente substituem os elementos maiores e podem
também em concentrações grandes o suficiente que os permite
formarem as suas fases minerais separadas geralmente
referenciadas como minerais acessórios. Alguns bons
exemplos são quando alto teor de Zr forma zircão, ou alto teor
de P forma apatite, alto teor de Ti pode formar titanite, rútilo,
ou um óxido de Fe-Ti. Embora o TiO2, MnO, e P2O5 possam
às vezes ser numericamente ou maiores ou menores, são
sempre considerados como menores e o K2O é sempre
considerado de maior mesmo que seja menor que 1,0 wt%.

CO2
Índices de Fraccionamento
Desenvolvido para obter uma ligação genética entre as análises de uma
dada suite de amostras. Tentam fazer com que os resultados de uma suite
ígnea individual n sua correcta ordem evoluciinária.
Índice de MgO
É usado para rochas basálticas. São produzidas correlações
positivas para Na2O, K2O, e P2O5 indicando enriquecimento nesses
óxidos com os líquidos sucessivos. Correlações negativas resultam
para o CaO.

Razões Mg-Fe
Usadas para rochas basálticas. Envolve uma razão de Mg ao Fe:
MgO/MgO+FeO (ferroso)
MgO/MgO+FeO+Fe2O3 (férrico)
Mg/Mg+Fe (usa proporções atómicas dos catiões).

Ab/Ab+An Normativa
Baseda nos valores de Na2O e CaO. Boa para rochas que
cristalizaram a plagioclase, não efectada pela formação de minerais
máficos. Geralmente aplicado a granitos.
Dois índices de fraccionamento, baseados em equações
complexas foram sugeridas para um uso mais compreensível.

Índice de Solidificação (Kuno, 1959)


SI = 100 MgO/(MgO+FeO+Fe2O3+Na2O+K2O)
Para os basaltos é similar as razões Mg/Fe devido ao relativo
conteúdo pobre em álcali. A medida em que o fraccionamento
progride os líquidos residuais se tornam enriquecidos em álcalis,
logo os conteúdo de Na2O e K2O compensam o índice de Mg-Fe.
Para rochas máficas o SI é alto, para rochas félsicas o SI é baixo.

Índice de Diferenciação (Thornton and tuttle, 1960)


DI = Q+Or+Ab+Ne+Ks+Lc normativos
É baseado nos resultados da análise normativa. Para rochas
máficas o DI será baixo, porque no cálculo normativo esses
minerais são minoritários. Em rochas félsicas o DI será alto
porque esses minerais são abundantes na norma.
Grupos de elementos
3. Elementos Traços (< 0,1 wt%).
Estão muito diluídos que não se torna
possível formarem as suas próprias fases
minerais, pelo que só existem como
substitutos noutras fases minerais. São
muito importantes no estudo da petrologia
ígnea na medida em que a distribuição e
concentração dos elementos traço pode ser
usado para rastrear a evolução dos magmas,
distinguir a fonte magmática, ou para
discriminar os processos magmáticos.
Os seus valores caiem nos intervalos das
partes por milhão (ppm). Incluem: Li, Be,
Sc, V, Cr, Co, Ni, Cu, Zn, Ga, Rb, Sr, Y, Zr,
Nb, Ba, Pb mais F, Cl, S.
Harker - Elementos Traço

ppm
ppm
Grupos de elementos

1. Elementos maiores (em geral > 1% wt%)

2. Elementos Traços (< 0,1 wt%).

3.1. Elementos das Terras Raras (REE ou Lantanídeos de


número atómico de 57 a 71), são reportados em ppm ou mg/g. Os
REE são importantes para estudos petrogenéticos, porque como
um grupo os REE comportam-se de forma coerente.

Incluem:
La, Ce, Pr, Nd, Sm, Eu, Gd, Tb, Dy, Ho, Er, Tm, Yb e Lu
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• Os elementos terras raras (ETRs) ou lantanídeos compreendem uma família de 15 elementos:


CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• O Pm não é encontrado na natureza. O isótopo mais estável deste elemento possui meia vida de
2,26 anos.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• Usualmente os ETRs são divididos em três grandes grupos:


• ETRs Leves: Z mais baixos entre 57 e 60- La, Ce, Pr, Nd.
• ETRs Médias: Z intermediários entre 62 e 65- Sm, Eu, Gd, Tb
• ETRs Pesadas: Z mais elevados entre 66 e 71- Dy, Ho, Er, Tm, Yb e Lu
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• Adicionalmente o Y, com raio iónico similar ao do Ho, é normalmente “adoptado” ao grupo dos ETRs.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• Nos ETRs há diminuição progressiva e regular do raio iônico com o aumento do


número atômico (Z) = Contração dos Lantanídeos.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• Cada ETR possui características químicas muito semelhantes às de seus vizinhos com números atómicos
próximos, porém muito diferentes para aqueles distantes.
• Os ETRs (em especial os mais pesados) possuem raios iónicos muito semelhantes a de elementos mais
leves, comparáveis aqueles alcalinos e alcalinos terrosos podendo substituí-los com facilidade.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DOS ELEMENTOS TERRAS
RARAS

• Os ETRs possuem raios iónicos bem maiores do que os metais de transição (Sc, Ti, V, Cr, Mn, Fe, Co,
Ni, Cu e Zn) bem com os do Al e Si, sendo difícil substituições destes elementos.  fracionamento
dos ETRs com eriquecimento dos ETRs leves com a cristalização de silicatos de Na e Ca.
• Com as mudanças nos estados de oxidação, em especial Ce (pode substituir o Mg) e do Eu
(substituindo o Sr).
IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE ELEMENTOS
IMÓVEIS
• A principal restrição no uso dos elementos traços na
discriminação é a sua possível mobilização durante a
meteorização e metamorfismo.
• O comportamento de um elemento durante a
meterorizção subaérea é conhecido por estar a sua razão
carga/raio (potencial iónico).
• Elementos que formam iões de baixo potencial iónico (<0,03 pm-1)
podem frequentemente ser prontamente removidos em solução como
catiões hidratados,
• ao passo que elementos que formam iões de potencial iónico mais
altos >0,10 pm-1) podem ser frequentemente removidos como oxiões
hidratados.
• Iões e potencial iónico intermédio (0,03-0,10 pm-1) tendem a
permanecer no produto sólido da meteorização e são geralmente
imóveis excepto durante uma lixiviação extrema.
• Os elementos imóveis Al, Ti, Zr, Y, V, Cr, Ni, Sc, Ga e P normalmente
podem ser analisados a determinado nível de precisão por
Fluorescência de Raio-X (XRF) e o Nb, Th e Ce podem as vezes ser
analisados a esse nível por essa técnica.
• O Hf, Ta, Th, Sc, os REE e as vezes Cr podem ser normalmente
analisados para determinado nível de precisão pela análise
instrumental por activação neutrónica (INAA).
• Todos os elementos, exceptuando o P e o Sc, podem ser analisados
para determinado nível de precisão por espectrometria de massa
de plasma induzida acoplada (ICP-MS), embora podem haver
problemas na dissolução de alguns tipos de rochas.
• Por isso, XRF mais INAA, ou XFR mais ICP-MS, são as melhores
combinações para estudos de discriminação. Porque a XRF é mais
rápida e barata do que a INAA ou a ICP-MS, é comum na prática
analisar todas as amostras disponíveis por XRF e uma fracção
representativa por INAA ou ICP-MS.
RAZÕES ENTRE ELEMENTOS TERRAS RARAS

• 1- Grau de fracionamento: o grau de fracionamento imposto pelo processo


petrogenético, pode ser avaliado pela razão da concentração normalizada de um ETR
leve em função de outro pesado. Ex.: (La/Lu)N; (La/Yb)N. => Quanto maior a diferença
em relação a unidade, maior o grau de fracionamento.
• 2- Anomalias de Európio: Em alguns casos, quando houver extração de feldspatos na
evolução magmática. Isto ocorre devido ao estado de oxidação +2 (baixa fO2) do Eu
que substitui com facilidade o Ca e o Na dos feldspatos => monitora o fracionamento
dos feldspatos quando estes estão envolvidos no processo petrogenético.
• Assim em relação aos ETRs vizinhos ao Eu (Sm e Gd), o Eu pode-se mostrar
enriquecido (anomalia +) ou empobrecido (anomalia -)
• Uma maneira de se quantificar o tamanho desta anomalia é através da
relação Eu/Eu*.
• O Eu* é a concentração do Eu se não houvesse anomalia e é obtido através
da média (aritmética ou geométrica) entre os seus elementos vizinhos
(normalmente Sm e Gd).
NORMALIZAÇÃO E DIAGRAMAS DE
SPIDER
1. O que é a “normalização”, e porque razão fazê-la?
A abundância dos elementos varia muito na Terra:
• Diferentes famílias de elementos estão mais ou menos presentes;
• Mesmo no seio na mesma família, a nucleossíntese resulta em
grandes variações.

2. Diagramas de Spider, permitem:


• Verificar muitos elementos ao mesmo tempo;
• Compara os elementos com grandes diferenças de abundância
absoluta (escala log.!)
• Em determinado grau, fazem interpretações petrogenéticas.
NORMALIZAÇÃO E DIAGRAMAS DE
SPIDER
Fazendo um Diagrama de Spider:
• Para cada amostra, colocar os elementos por ordem de incremento da
compatibilidade (i.e., o mais incompatível a esquerda). (tecnicamente, isso
implica uma ordem diferente para cada origem diferente!).
• Projecte os valores normalizados de cada elemento (escala log.!)
• Ligue os pontos;
• Observe as “anomalias”!

Alguns Diagramas de Spider clássicos:


• Diagramas das REE (normalizados ao condritos ou Manto Primitivo em
geral)
• Diagramas Multi-elementares para elementos incompatíveis (normalizados
ao Manto Primitivo/Condritos, ou ao MORB)
• Diagramas dos PGE
• Diagramas dos Metais de Transição.
BREVE SUMÁRIO DE ALGUNS ELEMENTOS TRAÇO
PARTICULARMENTE ÚTEIS NA PETROLOGIA ÍGNEA
ELEMENTO USO COMO INDICADOR PETROGENÉTICO
Elementos altamente compatíveis. Ni (e Co) são concentrados na olivina, e Cr no espinélio e
Ni, Co, Cr clinopiroxena. Altas concentrações indicam fonte mantélica.
Ambos mostram forte fraccionamento em óxidos Fe-Ti (ilmenite ou titanomagnetite). Se se
V, Ti comportam de forma diferente, o Ti fraccionas-e provavelmente em fase acessória, tais como
esfena ou rútilo.
Zr, Hf Elementos muito incompatíveis que não substituem fases silicatadas maiores (embora
possam substituir Ti na esfena ou rútilo).

(Ba) Elemento incompatível que substitui o K no feldspato-K, micas, ou hornblenda. O Rb


Ba, Rb substitue menos prontamente na hornblenda do que o feldspato-K e micas, de modo que a
razão K/Ba pode distinguir essas fases.
Substitue o Ca na plagioclase (mas não na piroxena), e, em menos extensão, o K no
feldspato-K. Comporta-se como elemento compatível em baixas pressões one a plagioclase
Sr forma-se inicialmente, mas como incompatível a pressões maiores onde a plagioclase deixa
de ser estável.
A granada acomoda as HREE mais do que as LREE, e a ortopiroxena e a hornblenda fazem o
REE mesmo num grau menor. A esfena e a plagioclase acomodam mais LREE. O Eu particiona em
plagioclase.
Comumente incompatível (como HREE). Fortemente particionado em granada e anfíbola. A
Y esfena e a apatite também concentram Y, portanto a presença desses acessórios pode ter um
efeito significantivo.
Por Paulo Aguiar
ELEMENTOS TRAÇO COMO INSTRUMENTO PARA
DETERMINAR O AMBIENTE PALEOTECTÓNICO
Por Paulo Aguiar
RESULT/MACR

SAMPLE IG_EX-001 IG_EX-002 IG_EX-003 IG_EX-004 IG_EX-005 IG_EX-006 IG_EX-007 IG_EX-008 IG_EX-009 IG_EX-010
SiO2 58 60,9 61,4 60 59,1 60,7 60,1 56,3 56,6 55,3
CaO 5,08 2,65 2,63 3,69 2,82 2,93 3,57 2,6 3,7 2,8
Al2O3 12,7 13,3 13 13,4 13,3 13,4 13,3 12,8 13,5 14,5
Fe2O3 8,87 8,79 8,48 7,48 9,14 8,24 7,92 12,3 9,9 9,0
K2O 5,67 5,75 4,99 5,22 5,8 5,86 5,51 6,8 6,6 10,9
TiO2 1,41 1,53 1,32 1,47 1,83 1,54 1,7 0,5 1,4 0,6
SO3 0,09 0,05 0,2 0,12 0,06 0,12 0,15 0,2 0,2 0,2
Na2O 2,64 2,75 3,32 3,2 2,03 2,74 3,05 2,0 3,2 2,1
MnO 0,17 0,09 0,13 0,12 0,07 0,06 0,15 0,2 0,2 0,2
ZnO2 0,02 0,02 0,02 0,02 0,06 0,02 0,02 0,2 0,2 0,1
MgO 1,28 0,98 1,93 1,28 1,26 0,97 1,17 1,8 1,0 0,6
P2O5 0,44 0,48 0,5 0,6 0,62 0,58 0,56 0,8 0,6 0,4
BaO 0,15 0,23 0,14 0,3 0,19 0,18 0,19 0,3 0,3 0,4
Cr2O3 0,04 0,03 0,02 0,03 0,05 0,02 0,02 0,2 0,2 0,0
ZrO 2 0,09 0,09 0,08 0,08 0,1 0,1 0,09 0,1 0,1 0,1
L.O.I 3,25 2,31 1,75 2,94 3,47 2,36 2,24 3,0 2,3 2,5
Total 99,90 99,95 99,91 99,95 99,90 99,82 99,74 99,73 99,83 99,73
SAMPLE IG_EX-001 IG_EX-002 IG_EX-003 IG_EX-004 IG_EX-005 IG_EX-006 IG_EX-007 IG_EX-008 IG_EX-009 IG_EX-010
La 88,6 62,5 15,1 28,3 18,5 75,1 15,8 46,8 21,5 22,2
Ce 233,0 128,0 32,8 63,1 45,1 168,0 36,6 107,0 47,0 50,1
Pr 32,9 13,3 4,0 7,9 6,0 21,1 4,6 13,6 5,7 6,1
Nd 148,0 45,6 16,3 31,4 24,8 82,4 19,3 57,4 21,7 24,3
Sm 25,0 7,4 3,1 5,7 4,7 12,9 3,9 10,9 4,1 4,6
Eu 5,2 2,1 1,0 1,5 1,3 3,5 1,2 3,0 1,2 1,4
Gd 15,0 5,1 2,6 4,5 3,8 8,0 3,4 8,5 3,0 3,5
Tb 1,7 0,7 0,4 0,6 0,5 1,0 0,5 1,2 0,4 0,5
Dy 8,9 3,8 1,9 3,1 2,8 4,6 2,6 5,8 2,3 2,6
Ho 1,6 0,7 0,4 0,6 0,5 0,8 0,5 1,0 0,4 0,5
Er 4,1 2,1 1,0 1,6 1,5 2,0 1,4 2,7 1,2 1,4
Tm 0,53 0,31 0,14 0,22 0,21 0,26 0,19 0,37 0,16 0,19
Yb 3,0 2,0 0,9 1,3 1,3 1,5 1,2 2,3 1,0 1,1
Lu 0,43 0,31 0,13 0,19 0,19 0,22 0,18 0,33 0,14 0,16
Y 42,8 20,6 10,0 16,4 15,1 21,2 13,9 29,5 11,6 12,5
Sc 26,0 29,0 38,0 43,0 46,0 20,0 40,0 32,0 35,0 35,0
Cs 0,3 0,4 0,4 0,3 0,2 0,1 0,4 0,2 0,3 0,3
Rb 10,0 35,0 10,0 8,0 5,0 2,0 14,0 7,0 9,0 7,0
Ba 213,0 253,0 314,0 204,0 362,0 134,0 454,0 398,0 283,0 268,0
Th 1,6 6,6 0,8 0,5 0,6 1,5 0,5 1,1 0,9 0,9
U 0,3 1,5 0,2 0,1 0,1 0,3 0,1 0,2 0,2 0,2
Nb 14,4 11,8 2,3 4,5 3,4 9,9 2,7 5,2 3,4 3,6
Sr 1341,0 608,0 509,0 590,0 582,0 5052,0 505,0 932,0 687,0 589,0
Zr 228,0 202,0 60,0 46,0 43,0 198,0 54,0 69,0 78,0 60,0
Hf 5,6 5,2 1,5 1,4 1,4 4,2 1,6 2,1 2,1 1,9
Ta 0,5 0,8 0,1 0,2 0,1 0,3 0,1 0,2 0,3 0,2
V 271,0 216,0 185,0 868,0 268,0 268,0 237,0 340,0 283,0 192,0
Pb 16,0 12,0 10,0 4.9 7,0 36,0 4.9 7,0 12,0 7,0
Bi 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09
GRUPO DA PLATINA
• Os metais do grupo da platina (abreviado como os PGM ; em alternativa,
os platinóides , platinides , platidises , do grupo da platina , metais de
platina , da família da platina ou do grupo da platina elementos (PGEs) )
são seis, nobres preciosos metálicos elementos agrupados em conjunto
na tabela periódica. Estes elementos são todos metais de transição do
bloco d (grupos de 8 , 9 , e 10 , os períodos de 5 e 6 ).
• Os seis metais do grupo da platina são ruténio , ródio , paládio , ósmio ,
irídio , e platina . Eles têm propriedades físicas e químicas similares, e
tendem a ocorrer em conjunto nas mesmas depósitos minerais. No
entanto, elas podem ser ainda subdivididas nos irídio-grupo de
elementos do grupo da platina (IPGEs: Os, Ir, Ru) e paládio-grupo dos
elementos do grupo da platina (PPGEs: Rh, Pt, Pd) com base no seu
comportamento em sistemas geológicos.
• Os três elementos acima do grupo da platina na tabela periódica ( ferro ,
níquel e cobalto ) são todos ferromagnético , sendo estes os únicos
metais de transição conhecidos com esta propriedade
Isotopes
Same Z, different A (variable # of neutrons)
14
General notation for a nuclide: 6 C
OUTROS GRUPOS DE CLASSIFICAÇÕES
1. Rochas Charnoquíticas
• Caracterizadas pela presença de ortopiroxena (ou faialite + quartzo) e em muitas rochas
pertite, mesopertite ou antipertite.
2. Rochas Piroclásticas e Tefra
• Formadas por fragmentação como resultado de erupções vulcânicas explosivas.
3. Carbonatitos
• Rochas que contêm mais do que 50 % de carbonato modal e tenham uma origem plutónica
ou vulcânica.
4. Rochas Melilíticas
• Rochas que contenham mais do que 10% de melilite modal e se há feldspatóides presentes a
melilite > feldspatóide
5. Quimberlitos
• Grupo I e Grupo II
6. Lamproitos
– Baseando-se nos critérios mineralógicos e geoquímicos
7. Rochas Leucíticas
• Rochas contendo pouco ou nenhum feldspato.
8. Lamprófiros
• Diversos critérios de caracterização.

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