Remit 2
Remit 2
OBJETIVO
Obs.: Agressões intensas despertam respostas A reposta coordenada pode ser dividida
potencialmente “exacerbadas” que podem levar em dois segmentos: o período de manutenção e o
o hospedeiro à óbito. período de mobilização de substratos.
HOMEOSTASE
A fase de manutenção pode ser
Homeostase é a capacidade do entendida como uma fase em que há oferta de
organismo de manter-se constante e equilibrado, fluxo sanguíneo e O2 aos tecidos e órgãos.
não só em seu meio interno, mas em relação ao
Já na fase de mobilização de substratos
ambiente no qual se encontra.
há produção de uma fonte energética para
A REMIT acontece para fazer com que o auxiliar o organismo, tanto no processo de
organismo retorne ao quadro homeostático que cicatrização, diante de traumas cirúrgicos, como
estava instalado antes da agressão. também na recuperação da homeostase
1|P ági na
LESÃO TECIDUAL DE PEQUENA INTENSIDADE (p. ex.: para gerar glicose, será necessário realizar
cirurgias de videolaparoscopia) → REMIT temporária → gliconeogênese, que é um processo metabólico
restauração da homeostase metabólica e imune ocorre
em que se gera glicose a partir de substratos não
imediatamente.
glicídicos, tais como aminoácidos, lactato e
LESÃO GRAVE (p. ex.: politrauma ou grandes queimados)
glicerol.
→ resposta exagerada → provoca deterioração dos
processos reguladores do hospedeiro, impedindo a própria *Aminoácidos existem em quantidade abundante na
GLICOSE
2|P ági na
representado por alterações endócrinas e *Infecções ou jejum prolongado são fatores que podem
contribuir para agravar os eventos da resposta orgânica.
hemodinâmicas, infecções e falências de múltiplos
órgãos, que junto a fatores associados, tais como Ex.: Em pacientes desnutridos, que já têm agressão
jejum prolongado, imobilização por longo tempo, pela desnutrição, adicionando-se uma outra
perdas extra-renais e outras doenças viscerais agressão (p. ex.: cirúrgica, trauma, infecção),
farão alteração do meio interno, podendo poderão ser desencadeadas resposta
resultar em sobrevida ou em morte ao paciente. exacerbadas ou insuficientes para condução do
caso.
Componentes primários Componentes secundários
• Dependem exclusivamente do • Decorrentes da atuação dos
agente agressor sobre o organismo; componentes primários; 2. Massa corporal magra;
• Ex.: Lesão de tecidos e lesão de • Ex.: Alterações endócrinas, alterções
órgãos específicos. hemodinâmicas, infecção e falência
de múltiplos órgãos e sistemas.
• Porção do corpo isenta de gorduras,
incluindo proteínas;
Componentes associados
*As proteínas da massa muscular magra tem um potencial
• Condições clínicas precedentes, que
não dependem do trauma, mas
podem influenciar na resposta de gerar 40.000 kcal
metabólica.
3|P ági na
Gliconeogênese
Proteólise hepática
Geração de
aminoácidos
ATENÇÃO!
Hipermetabolismo
4|P ági na
Intensa
inflamação da
microcirculação
Necrose
TNFα
Isquemia
Mediador
primário da SIRS
5|P ági na
- Prolactina o Hemorragias
vez irá estimular o córtex da suprarenal a liberar “Todas essas ações do cortisol são designadas ao aumento
cortisol. da glicose no sangue com a finalidade de garantir
aparato energético ao organismo traumatizado.”
Catecolaminas
6|P ági na
Aumenta a FC,
o Lipólise;
Cardiovasculares Vasoconstricção
Alterações orgânicas
melhorando o DC
o Estimula a cetogênese no fígado.
Lipólise
Estimula receptores
Respiratório Broncodilatação
alfa
Glândulas
"Suor frio"
sudoríparas
Glândulas
Glândulas salivares Xerostomia
• Efeitos metabólicos;
o Glicogenólise;
o Lipólise; *No pós-operatório o indivíduo poderá ter hiperglicemia.
o Proteólise; 180 mg/dL é o limite. Se a glicemia der acima disso, o
paciente deverá usar insulinas de “queima rápida” para
o Inibem liberação de insulina;
reduzir esse valor.
o Estimula a liberação de glucagon.
Aldosterona
Glucagon
• É um mineralocorticoide;
• Produzido na zona glomerulosa da
suprarrenal;
• Na REMIT há aumento desse hormônio.
7|P ági na
ADH
T3 livre
• É produzido no hipotálamo e
armazenado na neuro-hipófise;
• Tem ações osmorreguladoras, vasoativas
e metabólicas;
• Está elevado no início da anestesia e em
operações;
• Caem rapidamente após o trauma;
8|P ági na
• Ao provocar aumento da lipólise, proteólise, • A liberação de TNF alta tem fatores muito
gliconeogênese e glicogenólise haverá importantes, porém também tem outros
consumo de massa gorda e massa magra; muito degradantes, tais como:
• Os níveis totais de t4 estão diminuídos,
o Aumento da toxemia;
embora a fração livre esteja preservada.
o Amplificação da resposta
Obs.: A redução do nível de t4 livre em paciente inflamatória.
críticos, traumatizados ou queimados é citada como • Lesão tecidual → libera IL-1 → Estimula a
um mau prognóstico, associada a alta mortalidade. liberação de ACTH → liberação de
Insulina cortisol;
o O cortisol causa a redução da
• Sua ação pode ser limitada por ação das
liberação de insulina na fase
catecolaminas e glucagon;
aguda.
• A insulina circulante é menor que as
necessidades em relação a glicose Obs.: Respostas adversas como hipotensão e
Citocinas
9|P ági na
consumo de oxigênio
OPERATÓRIO
Consumo de oxigênio
Redução do lactato e do
• Tem duração de 2 a 3 dias após a
piruvato Ácidos graxos livres
aumentam agressão;
progressivamente
Elevação do DC
• É uma fase de instabilidade
Elevação da temperatura hemodinâmica;
corporal em 1 a 2ºC
Diminuição ou
o Hipovolemia, hipotensão, ↓ fluxo
desaparecimento dos
eosinófilos da circulação sanguíneo, ↑ resistência vascular
Obs¹.: No período intra-operatório, inicialmente, sistêmica (devido a
a temperatura da sala deve se manter um pouco vasoconstricção), ↓ insulina
mais alta, pois o paciente já tem vasoconstricção circulante causada pelo ↑
periférica e diminuição da temperatura corporal, catecolaminas, glucagon e
devido a ação das catecolaminas. Isso já é um mineralocorticoides circulantes;
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11 | P á g i n a
12 | P á g i n a
• Necrose tecidual;
• Choque não controlado;
• Translocação bacteriana;
o Alças intestinais ficam com
peristaltismo diminuído, perdem
as vilosidades, causando sepse.
• Sepse;
• Depressão do SI. Podem ser obervadas as seguintes
alterações das funções imunológicas específicas e
Liberação Ativação de
TRAUMA intensiva de linfócitos e não específicas:
citocinas macrófagos
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Hormônios
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